Notícias representação

 

 

Feira de artesanato apresenta resultados positivos

As dez cooperativas de artesanato que receberam apoio do Sistema OCB para participar da 5ª edição da Feira Nacional de Artesanato e Cultura (Fenacce), realizada em Fortaleza, Ceará, elogiaram a iniciativa e destacaram os frutos positivos das exposição, divulgação e comercialização de seus produtos e serviços no estande institucional Loja Cooperativa. Entre os dias 25 de setembro a 01 de outubro, a feira atraiu cerca de 50 mil participantes em visitas aos 320 estandes disponíveis.

As vendas das cooperativas totalizaram R$ 61 mil e geraram prospecção de lojistas e fornecedores de varejo para parcerias futuras. Foram cerca de 40 potenciais contatos nacionais e 24 internacionais. Para os próximos meses, a estimativa de vendas futuras provenientes da feira supera R$ 130 mil, sendo R$ 62 mil para o mercado interno e R$ 69 mil com vendas internacionais.

Segundo Jean Fernandes, analista de Negócios do Sistema OCB, a Fenacce trouxe oportunidades para as cooperativas de artesanato que vão muito além das vendas diretas. “Tivemos a oportunidade de divulgar as histórias e os produtos das cooperativas, promover os negócios e gerar engajamento nas redes sociais, bem como prospectar contatos com clientes nacionais e compradores internacionais. Também tivemos a oportunidade de mapear parcerias com outras instituições, e de explicar para o público visitante o que é o cooperativismo, sua importância, como funciona esse modelo de negócios e o trabalho desenvolvido pelas cooperativas de artesanato com as dezenas de artesãos cooperados em suas comunidades”, declarou.

Confirma a matéria completa em: https://negocios.coop.br/mercado-nacional/participacao-em-feira-de-artesanato-gera-frutos-positivos/

 

Live debate futuro do agronegócio brasileiro

Nessa quinta-feira (28), especialistas em agronegócio e cooperativismo se reuniram em live promovida pelo Sistema OCB para discutir as perspectivas e desafios enfrentados pela agropecuária brasileira e pelas cooperativas inseridas no segmento. O evento foi conduzido pela superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, e contou com a participação do presidente, Márcio Lopes de Freitas; do coordenador nacional do Ramo Agro, Luiz Roberto Baggio; do consultor ambiental, Leonardo Papp; e do professor especializado em Agronegócio Global, Marcos Jank;      

O presidente Márcio destacou a importância da inteligência estratégica no cooperativismo e como a trajetória profissional é valiosa para o setor. Ele também ressaltou seu orgulho pelo desempenho extraordinário das cooperativas, mesmo diante de desafios. "Para impulsionar ainda mais o Ramo Agro, é essencial trazer novas perspectivas.”, disse.

Marcos Jank abordou a relevância das cooperativas agropecuárias brasileiras no contexto das exportações e apresentou dados que apontam o Brasil como um importante personagem no cenário mundial como agente da segurança alimentar. "As cooperativas brasileiras são gigantes na exportação”, afirmou. 

Em seu estudo denominado O futuro do agronegócio no comércio global e a inserção do Brasil, Marcos demonstra que o mundo produz US$ 6 trilhões de dólares de produtos do agro todos os anos e que, desse total, US$ 158 bilhões são do Brasil. “Crescemos em torno de 4% ao ano devido aos ganhos de produtividade, sendo de 75 a 80 milhões de hectares em grãos plantados. E, esses ganhos, estão ligados à tecnologia e ao uso de insumos. Os sistemas integrados permitem que avançemos sobre as áreas de pasto e, assim, também em produtividade", explicou. 

Luiz Roberto Baggio ressaltou a eficiência do modelo de negócios cooperativista com base na força da união e do trabalho coletivo. “A união das cooperativas é a chave para enfrentar os desafios do mercado internacional, especialmente em questões de sustentabilidade e tecnologia, demonstrando a eficiência do modelo cooperativista".

Leonardo Papp trouxe uma perspectiva jurídica para o debate. Ele destacou a relevância de questões como o Marco Temporal e suas implicações para o ramo agropecuário do cooperativismo. O consultor explicou como as decisões judiciais podem influenciar diretamente no agronegócio e como a falta de entendimento pode gerar questionamentos. "Precisamos compreender plenamente as implicações jurídicas para termos condições de adotar ações assertivas. As teses estabelecidas podem restringir o acesso à terra ou aumentar a insegurança no setor agropecuário”, declarou.

Para finalizar, Tania Zanella falou sobre o trabalho do Sistema OCB em parceria com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). "É importante proporcionar segurança jurídica e resolver impasses entre o Legislativo e o Judiciário", declarou. Ela ainda ressaltou a necessidade de manter o diálogo aberto e a importância do apoio das cooperativas e seus líderes.

Boas práticas do cooperativismo brasileiro são exemplo em webinar

O Sistema OCB e o Sistema de Cooperativas de Crédito Cresol em parceria com a Organização Cooperativista dos Povos de Língua Portuguesa (OCPLP) promoveram um webinar sobre iniciativas de cooperação internacional nessaquinta-feira (28). O tema do evento foi Boas práticas do Cooperativismo de crédito da Cresol e a Intercooperação para buscar a expansão dessa cooperação com países de língua portuguesa. A finalidade é contribuir e para a construção de um cooperativismo ainda melhor para modificar a realidade em torno das pessoas.

O presidente da OCPLP, Eduardo Graça, abriu o encontro agradecendo à todas as entidades participantes da reunião pelo interesse e disponibilidade de promover uma iniciativa de difusão das práticas que são desenvolvidas no Brasil. "Com uma nova perspectiva, será possível repercutir as boas práticas brasileiras em outros países de língua oficial portuguesa no futuro", disse.

A secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Renata Bueno Miranda, ressaltou a eficiência movimento. Para ela, a grande vantagem do cooperativismo é somar forças e empoderar os produtores. "O cooperativismo é uma palavra-chave para qualquer coisa quando falamos de agricultura. No Brasil, utilizamos a competitividade como estímulo para a promoção dos produtores rurais. Dessa forma, conseguimos mantê-los engajados no cooperativismo, com melhor acesso ao mercado e na transformação dos produtos com agregação de valor", declarou.

Renata ainda falou sobre o Programa AgroMais Cooperativo, uma parceria do governo brasileiro com  o Sistema OCB para criar estratégias que estimulam os produtores e geram bons exemplos para o Brasil e para o mundo. 

Adriano Michelon, superintendente da Central Cresol e conselheiro do Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito (FGCoop), contou um pouco sobre a história da cooperativa. "A Cresol começou de forma muito simples. Nós entregávamos crédito às pessoas de baixa renda que conseguiam fazer melhorias em suas estruturas". Ele também lembrou que a intenção foi expandir a capacidade de financiamento para colaborar com a agricultura familiar. "Buscamos possibilidades de criar uma cooperativa de crédito e fomos atrás de informações dentro e fora do Brasil", relatou.

João Marcos Silva Martins, coordenador de Relações Internacionais do Sistema OCB, acredita que o movimento do cooperativismo e a cooperação com a OCPLP e a Cresol é uma demonstração prática de como esse modelo de negócios pode ultrapassar fronteiras. "Estamos aqui para compartilhar boas práticas e promover a intercooperação. Queremos apoiar a expansão do cooperativismo de crédito em países de língua portuguesa”. Para João, a finalidade é construir um sistema de cooperativas que impacte positivamente a vida das pessoas na comunidade lusófona. "Esse é um passo fundamental para fortalecer laços e impulsionar o desenvolvimento cooperativo global", concluiu.

 

Senado aprova projeto que regula o mercado de carbono

A Comissão do Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei (PL) 412/2022, que estabelece o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), também conhecido como Mercado Regulado de Carbono. A proposta segue para análise da Câmara dos Deputados, a não ser que seja apresentado recurso para análise do Plenário no Senado.

O texto substitutivo apresentado pela senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora da proposta e membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), acatou pontos importantes defendidos pelo Sistema OCB, como o tratamento diferenciado às atividades agropecuárias primárias do setor agropecuário, a não inclusão de emissões indiretas associadas ao processo produtivo; o reconhecimento do balanço líquido das emissõs em todos os elos da cadeia produtiva; e a possibilidade da atividade agropecuária gerar créditos para o sistema, pela recomposição de Áreas de Preservação Permanentes (APP) e Reserva Legal.

“O Sistema OCB tem participado efetivamente da discussão de políticas públicas sobre a transição ecológica e o desenvolvimento sustentável, em fóruns nacionais e internacionais, inclusive no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP), com a apresentação de exemplos práticos de que é possível aliar produtividade com responsabilidade social, equilíbrio ambiental e viabilidade econômica, tendo as cooperativas no centro desta agenda. Reconhecemos, portanto, a importância central do Mercado de Carbono como mais um grande potencial para contribuir com a descarbonização de atividades produtivas no país”, afirmou Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.

Ainda segundo ele, a existência de um ambiente favorável é fundamental para o aproveitamento do potencial do país como liderança global na transição para uma economia verde. “Destacamos nesse contexto, as ações efetivadas no Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas (Plano ABC+), na efetivação completa do Código Florestal e no avanço das políticas de Pagamento por Serviços Ambientais e demais instrumentos econômicos voltados ao fomento do desenvolvimento sustentável”, complementou.

O projeto define um teto de emissões a partir de 25 mil toneladas de dióxido de carbono (C02) por ano. As empresas que emitirem acima do limite permitido serão reguladas e terão que reduzir ou comprar créditos de carbono para compensar essas emissões. Caso permaneçam abaixo do limite predefinido, as empresas poderão comercializar a cota com outras que não conseguiram atingir suas próprias metas e, consequentemente, precisam adquirir créditos para a compensação.

O SBCE também se inspira no sistema de comércio de emissões (ETS, na sigla em inglês) da União Europeia e busca garantir a aceitação dos créditos de carbono no exterior, além de permitir a negociação de acordos comerciais. O relatório apresentado pela senadora Leila Barros aponta ainda que existem cerca de 73 sistemas de precificação de carbono em operação pelo mundo, o que reflete a importância de o Brasil regulamentar o mercado devido à riqueza em recursos florestais e à composição da matriz energética. “O Brasil tem papel crucial para demanda de ativos ambientais no contexto de um mercado global de carbono. Um robusto marco regulatório é a base para a transição econômica e climática pretendida”, afirmou a senadora.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da Frencoop no Senado, foi uma das principais articuladoras em favor das alterações que contemplaram as necessárias do setor agropecuário no projeto. “Essas negociações foram fundamentais para atender o agro porque ele é, com certeza, o principal fornecedor de créditos de carbono do Brasil”, destacou.

Projeto busca aproximar cooperativas habitacionais

A Câmara Técnica Habitacional, ligada ao Ramo Infraestrutura do Sistema OCB, realizou reunião de trabalho na sexta-feira (29) para debater temas importantes para o desenvolvimento do segmento. Entre os principais pontos, foram abordados o Projeto Nacional do Cooperativismo Habitacional; o plano de trabalho para sua implementação; soluções e ferramentas oferecidas pelo Sescoop que podem contribuir com o setor e os próximos passos da tramitação da Reforma Tributária no Senado Federal.

Atualmente, o Sistema OCB congrega 92 cooperativas habitacionais, com mais de 71 mil cooperados e 800 empregados. E, para conhecer melhor as especificidades dessas cooperativas, o Projeto do Cooperativismo Habitacional pretende fazer um levantamento histórico e jurídico dessas organizações, bem como um diagnóstico comparativo das características, percepções e diferenciais do modelo de negócio no Brasil e de outros países como Uruguai, Espanha, Egito e Estados Unidos. Como esse estudo, pretende-se apresentar indicações de potencialidades para o segmento como a participação em programas de políticas públicas do governo, como o Minha Casa, Minha Vida.

“O Sistema OCB quer se aproximar cada vez mais das cooperativas habitacionais para buscar soluções que contribuam para o seu crescimento e fortalecimento. Para isso, estamos retomando as discussões com as Organizações Estaduais e essa reunião foi um importante passo neste sentido,  explicou o coordenador de ramos da unidade nacional, Hugo Andrade.

Entre as ações previstas no projeto  constam a elaboração de uma Carta do Cooperativismo Habitacional, detalhando as etapas do levantamento histórico e do diagnóstico comparativo; a organização de um encontro das cooperativas habitacionais; a realização de visita de benchmarking, para promover troca de experiências e fortalecer o setor por meio do estreitamento das relações entre as cooperativas; e a personalização de informações do SouCoop para garantir um conjunto mais abrangente de dados sobre o segmento.

Considerada uma das pautas mais importantes do cooperativismo nos últimos anos, a definição do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, incluído no texto da Reforma Tributária aprovado pela Câmara dos Deputados também foi abordado na reunião para apresentar as ações desenvolvidas pelo Sistema OCB para garantir a manutenção do texto no Senado federal. “Temos atuado incansavelmente nesse sentido”, explicou a analista técnica Bruna de Matos.

Já a analista do Sescoop, Maria do Carmo Viana, apresentou oportunidades de convênios especialmente voltados para o Ramo Infraestrutura que permitam o acesso a recursos para desenvolvimento de projetos do segmento habitacional, enquanto a analista Simone Direito tratou dos desafios do crescimento sustentável em mercados cada vez mais competitivos e os objetivos do Programa ESGCoop.

 

 

Sistema OCB participa de reunião com ANTT

Nesta segunda-feira (25), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) promoveu a Reunião Participativa nº 2/2023 com o tema Pontos de Parada e Descanso - PPDs, tendo em vista as rodovias federais concedidas. Os PPDs estão previstos na lei 13.103/2015 e foram regulamentados pela ANTT por meio do Decreto 8.433/2015 e da Deliberacão 358/2022, com a finalidade de garantir a segurança viária em rodovias concedidas. O debate foi promovido em três sessões para discutir o texto da minuta de resolução que esboça o modelo ideal a ser adotado pelas concessionárias para implementação do projeto.

A ANTT se colocou à disposição para ouvir todas as entidades presentes e apresentar possíveis soluções para os PPDs. A abordagem central da reunião se deu em torno da obrigatoriedade de parada e, no entanto, a falta de locais com essa finalidade nas estradas. 

O processo contou com a participação de representantes de diversas entidades do setor de transportes de cargas, abrangendo empresas públicas, privadas e cooperativas. Cada uma teve a oportunidade de contribuir de maneira detalhada e abrangente ao longo das discussões.

A OCB estave presente para entender o que está sendo proposto e avaliar como as cooperativas de transporte podem inovar nesse processo que ainda está sendo maturado", explicou.

Três projetos foram apresentados como modelos de investimento. O modelo de financiamento básico prevê a construção de PPDs destinados apenas aos motoristas profissionais de transporte rodoviário de passageiros e de cargas, com a oferta dos serviços essenciais, e com investimentos e despesas operacionais financiadas pela tarifa executada pela concessionária.

O segundo modelo prevê o financiamento com parcerias. O PPD seria esenvolvido em projeto gerador de receitas não tarifárias para a exploração sobre a faixa de domínio, nas quais o investimento ou as despesas operacionais são assumidas por parceiro da concessionária e sua administração se dá por gestão de condomínio, autorizado o fornecimento de serviços adicionais não gratuitos.

O terceiro modelo, por sua vez, prevê o financiamento empreendedor. Nele, o PPD é concebido como obra de grande vulto, em projeto gerador de receitas não tarifárias para a exploração sobre a faixa de domínio.

De acordo com o gerente de Regulação Rodoviária da ANTT, Fernando Feitosa, os modelos de PPD e perfil de usabilidade devem impactar o mínimo possível na vida dos usuários. “Estamos falando de uma estrutura que precisa ser funcional: garanta a segurança viária, a qualidade de vida dos caminhoneiros, tenha boa logística e qualidade nos serviços prestados”, ressaltou.

A ANTT precisará encaminhar as contribuições para a minuta de resolução até o dia 11 de outubro. Por isso, o Sistema OCB deve analisar quais são as melhores proposições necessárias para somar à minuta até essa data.

Contribuições podem ser feitas por  toda a sociedade e, quem quiser colaborar deve acessar o Sistema ParticipANTT até o às 17h do dia 11/10. 

imagem site coop

Sistema OCB destaca ESG na Convenção Uniodonto

A gerente de desenvolvimento de cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, participou, na sexta-feira (22), da 31ª Convenção Nacional Uniodonto. Ela apresentou o Programa nacional ESGCoop e incentivou a Confederação das Cooperativas Odontológicas a impulsionarem o Projeto Uniodonto ESG, ao falar sobre a contribuição do cooperativismo brasileiro para a implementação de práticas sustentáveis.

“ESG é Sustentabilidade com comprovação de performance. Ou seja, não basta se dizer organização sustentável. É necessário provar com indicadores qualificados e reportados em relatórios validados globalmente, como o mais conhecido GRI. Convidamos as mais de cem cooperativas odontológicas a aderirem a pauta, mapearem suas atividades e implementar novas soluções para que também possam publicizar o quanto o cooperativismo é e pode ser ainda mais sustentável", afirmou.

Débora resumiu os objetivos do Programa ESGCoop, que visa mapear as boas práticas, medir impactos, formar lideranças técnicas e estratégicas para compartilhar, desenvolver e implementar soluções de acordo com os critérios ESG em todo o cooperativismo brasileiro. Ela explicou que o programa tem como intuito sistematizar e difundir os indicadores que comprovam a aderência das cooperativas à pauta e, assim, contribuir para a competitividade nos negócios, nas questões regulatórias e na manutenção sólida da imagem que a sociedade tem do movimento. "O cooperativismo nasce e vive das comunidades. A sustentabilidade do nosso modelo de negócios é estruturada com base na viabilidade econômica, na justiça social e no cuidado com o meio ambiente", disse.

De acordo com a gerente, o programa funciona dividido em etapas. ”Primeiro é feito o Diagnóstico ESG, que avalia a aderência da cooperativa aos critérios que estão divididos nas 3 Dimensões (E, S e G) e mais um bloco de perguntas transversais. Depois, incentivamos a formação com mentoria que já está sendo ministrada por duas reconhecidas instituições de ensino, a PUC/PR e a FGV, e outras devem ser homolagadas em breve”.

Ao mesmo tempo, continuou, “a cooperativa já é estimulada a desenvolver a sua matriz de materialidade, o que envolve entender quais impactos são gerados pelo negócio  nas três dimensões, e ainda, avaliar a opinião das pessoas interessadas (stakeholders) sobre como as cooperativas estão impactando a sociedade. Por fim, desenvolvemos soluções para que as cooperativas possam melhorar em termos de questões ambientais, sociais e de governança, e começar a colocar essas melhorias em prática”.

Débora também falou sobre o piloto do diagnóstico ESG, realizado com a participação de 365 cooperativas em 19 estados, sendo 71% do ramo Crédito, 12% da Saúde, 8% do Agro, 8% de infraestrutura e 1% dos demais ramos. A aderência medida nessas cooperativas é de 51,37%.

Segundo ela, a contribuição do cooperativismo para o ESG é expôr para a sociedade que uma organização capitalista, empreendedora e orientada para resultados pode ser economicamente viável, ambientalmente correta e socialmente justa. “É possivel que essa organização seja e faça tudo isso com um modelo de gestão democrática. Quando o Brasil e o mundo, em sua totalidade, conectarem o cooperativismo e a sustentabilidade será viável provar que o futuro do planeta é o modelo de negócios das cooperativas", concluiu.

imagem site coop

Ato cooperativo é defendido em audiência na CCJ do Senado

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal realizou, nesta quarta-feira (20), uma audiência pública para tratar de questões relacionadas aos efeitos da PEC 45/2019 no agronegócio e no cooperativismo. A reunião abordou questões acerca da perspectiva em relação às mudanças no sistema tributário nacional, à ampliação da base de contribuintes e o aumento na competitividade da economia brasileira. O Sistema OCB foi uma das entidades convidadas a contribuir com o debate.

O consultor tributário da entidade, João Caetano Muzzi Filho, iniciou a sua apresentação com o intuito de esclarecer aos presentes a essência do modelo cooperativo. "O modelo cooperativista busca unir as pessoas para criar oportunidades, gerar riquezas em suas comunidades e, consequentemente, promover prosperidade nas localidades em que atua. A natureza específica desse modelo no contexto jurídico procura o reconhecimento de suas características essenciais, sem que isso represente vantagem, benefício ou isenção", afirmou.

A discussão sobre a Reforma Tributária no âmbito do cooperativismo, segundo o consultor, se encaixa em um modelo que busca eliminar as complexidades do sistema vigente e, ter como consequência, uma maior segurança jurídica para o setor. "A reforma é uma pauta extremamente relevante para o Brasil e para o cooperativismo, mas que precisa ser amplamente discutida", disse Muzzi.

O consultor expôs o panorama do cooperativismo no Brasil, citando as mais de 4,6 mil cooperativas, os 20,5 milhões de cooperados e os mais de 520 mil empregos diretos gerados em setores como o agronegócio, a medicina e o transporte. "O modelo cooperativo engloba uma série de atividades. No agro, 50% da produção de grãos do país passa por uma cooperativa. O ramo saúde possui o maior modelo cooperativista do mundo e atende 44% da saúde complementar do país. No transporte, são 450 milhões de toneladas de cargas transportadas e 180 mil brasileiros no mercado de trabalho", informou.

João Caetano explicou que o correto tratamento tributário sobre o ato cooperativo não representa uma vantagem e busca evitar dupla tributação ao longo da cadeia econômica. Segundo ele, é muito importante o reconhecimento da neutralidade das cooperativas e a tributação da riqueza onde ela se fixa, ou seja, no cooperado. "A reforma tributária deve reconhecer o círculo virtuoso das cooperativas e garantir a competitividade desse modelo. O objetivo não é produzir lucro. O resultado gerado é todo transferido ao cooperado e, neste momento, incide a tributação".

O consultou lembrou que o Artigo 174 da Constituição Federal já incentiva o exercício do cooperativismo e o respeito ao ato cooperativo. “Portanto, já reconhece que o regime tributário das cooperativas possui neutralidade fiscal. Com a inclusão no texto da reforma, o intuito é assegurar a competitividade das cooperativas e manter o equilíbrio da equação econômica, sem que haja incidência sobre o ato cooperativo, garantindo a sustentabilidade do modelo. Por isso, o Sistema OCB pede a manutenção do texto do Artigo 156-A, § 5º, Inciso V, alínea "d", incluído no texto aprovado pela Câmara dos Deputados", concluiu.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Inovar e cooperar com a saúde é tema central da Convenção Unimed

A 52ª Convenção Nacional Unimed acontece entre os dias 03 a 05 de outubro. O evento será realizado em Brasília, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) e tem como tema central Inovação, Inclusão e Cooperação na Saúde.

O presidente da Unimed do Brasil, Omar Abujamra Júnior, enfatiza a importância do evento para trazer discussões profundas sobre o papel do cooperativismo médico na assistência à saúde dos brasileiros. "A Convenção reafirma o compromisso da Unimed com a excelência e acessibilidade na assistência à saúde", declarou.

A programação do evento começa com a cerimônia de abertura oficial e um jantar de confraternização no dia 03 de outubro, terça-feira, a partir das 19 horas. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, estará presente e destaca a importância e expressividade das cooperativas médicas. "As cooperativas de saúde aplicam qualidade em 83% dos municípios brasileiros. O Brasil é líder nesse setor, com 720 cooperativas que atendem 25 milhões de pessoas", afirmou.

Nos dias seguintes, quarta (04) e quinta-feira (05), as atividades começam às 09 horas e incluem diversas palestras, visitas à feira de negócios e encerramento às 18h30. Palestrantes como Gustavo Loyola, especialista em tendências e consultoria; Helvécio Miranda, especialista em clínica médica e epidemiologia; Cristiane Segatto, jornalista; e Sérgio Ricardo Santos, consultor na área de saúde, estarão presentes em debates sobre temas como Sustentabilidade da Saúde, Segurança do Paciente; Saúde digital e Prática médica.

De acordo com a Unimed Brasil, serão três dias de imersão para reflexão sobre o futuro do cooperativismo médico e as transformações necessárias para que esse modelo de negócio seja longevo, tanto na medicina contemporânea, como na vida dos brasileiros. A Convenção promete ser um marco no setor da saúde, reunindo profissionais, líderes e especialistas para discutir temas cruciais e buscar soluções inovadoras que beneficiem a saúde da população brasileira.

O SomosCoop também estará presente no evento com um estande interativo que irá oferecer games com realidade virtual e brindes. Além disso, os visitantes terão um espaço de convivência com café produzido por cooperativa.

              Confira a programação completa em convencao.eventosunimedbrasil.com.br

Embrapa 50 anos: Sistema OCB participa de solenidade

O Sistema OCB participou da Solenidade Embrapa 50 anos de contribuições às Políticas Públicas, realizada nessa terça-feira (26), na Câmara dos Deputados, com a presença de diversas autoridades públicas e entidades do setor produtivo brasileiro.

Além da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, o evento contou com a participação do presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Arnaldo Jardim (SP), do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e membro da Frencoop, deputado Pedro Lupion (PR), e do ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Paulo Teixeira.

Eles destacaram o papel fundamental da empresa no fomento de estudos e pesquisas para impulsionar a agropecuária brasileira e mundial e pontuaram que a parceria com a Embrapa tem produzidos bons frutos.

Entre os pontos importantes para o avanço da pesquisa agropecuária para os próximos anos, foi citada a necessidade de políticas agrícolas robustas e acompanhadas de planos econômicos, ambientais e sociais, bem como a necessidade de maior investimento alocado para essa finalidade.

Voto de desempate no Carf é sancionado

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, sancionou, com vetos, nesta quinta-feira (21), a Lei 14.689/23, que restabelece o voto de desempate a favor do governo nas votações do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Entre os dispositivos sancionados, está o que garante maior segurança jurídica sobre a não incidência da contribuição previdenciária rural nas operações de integração vertical por intermédio de cooperativas.

O dispositivo foi incluído no texto em atuação do Sistema OCB, com o apoio dos deputados Arnaldo Jardim (SP), Pedro Lupion (PR) e Sérgio Souza (PR), integrantes da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e acatado pelo relator na Câmara, deputado Beto Pereira (MS). Outro ponto sancionado que atende as cooperativas é o que trata da exclusão da parcela de produção que não seja objeto de repasse do cooperado por meio da fixação de preço, em relação à receita bruta sujeita à contribuição prevista na Lei 8.212/1991. O dispositivo garante que autuações equivocadas que interpretaram indevidamente a incidência da contribuição previdenciária rural nas operações de integração por intermédio de cooperativas não prevaleçam na esfera administrativa.

Com a sanção do projeto, os casos de julgamento com empate terão voto decisivo (voto de qualidade) dos presidentes das turmas da Câmara Superior de Recursos Fiscais, das câmaras, das suas turmas e das turmas especiais. Esses cargos são indicados pela União e ocupados por representantes da Fazenda, conforme estalebelecido em lei. O Carf é o órgão do Ministério da Fazenda que decide as disputas tributárias entre os contribuintes e a Receita Federal. Os julgamentos acontecem em câmaras compostas por igual número de representantes da Fazenda e dos contribuintes.

Entre os critérios estabelecidos pela nova Lei estão a possibilidade de cancelamento dos juros caso o contribuinte pague o débito em até 90 dias. Além disso, haverá a possibilidade de quitar a dívida em até 12 parcelas, mensais e sucessivas. Para pagar seu débito, o contribuinte também poderá usar créditos de prejuízo fiscal (sistemática que permite às empresas abaterem prejuízos no cálculo de seus impostos relacionados ao lucro) e de base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), bem como de precatórios. A Receita Federal terá cinco anos para analisar o uso desses créditos, podendo, ao final, recusar sua homologação.

Por outro lado, foram vetados itens como os que permitiam ao contribuinte com regularidade fiscal garantir somente o valor principal da dívida atualizado (sem multas); a impossibilidade de liquidação da garantia antes do trânsito em julgado da ação (decisão final); e o  ressarcimento dos custos da garantia pela União quando o contribuinte vencer a ação. Para as cooperativas, foi vetada, a pedido do Ministério da Fazenda, a permissão de admissão de pessoas jurídicas.

Até 2020, quando havia empate nas decisões, valia o voto do presidente da câmara, que é sempre um representante da Fazenda. Isso mudou com a Lei 13.988, de 2020, que extinguiu o voto de qualidade nos processos administrativos de determinação e exigência de crédito tributário. A partir daquela lei, os contribuintes passaram a ter a vantagem nas votações que terminassem empatadas. O projeto sancionado muda essa lógica e restaura a regra anterior.

imagem site coop

Convenção Uniodonto: Sistema OCB participa da abertura

A 31ª Convenção Nacional Uniodonto, começou ontem no Novotel Center Norte, em São Paulo. O tema deste ano é Liderança que Inspira e Transforma. O evento reúne 170 dirigentes de cooperativas odontológicas e conta com uma programação diversificada que aborda questões essenciais e atuais, como o papel da odontologia na saúde suplementar, a reforma tributária, os desafios da gestão no setor de saúde, ESG, tecnologia e inovação.

A abertura do evento contou com a participação do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que destacou a importância da Uniodonto para o cooperativismo, e da liderança em busca da ampliação de oportunidades e competitividade. O presidente ressaltou, também, o avanço do cooperativismo com relação à Reforma Tributária como uma importante conquista para o movimento como um todo. “A união dos esforços entre organizações estaduais, cooperativas e parlamentares foi essencial para conseguirmos êxito na Câmara dos Deputados e precisamos manter essa aliança para que resultados positivos venham também do Senado”.

Ao final de sua fala, Márcio corroborou o comprometimento do movimento com a agenda ESG.  “Nosso objetivo será sempre desempenhar um papel substancial na economia brasileira e reforçar o compromisso social para mapear boas práticas e formar lideranças que desenvolvam e implementem soluções baseadas no ESG em todas as cooperativas brasileiras.”

Durante o primeiro dia, os participantes tiveram a oportunidade de assistir palestras sobre a odontologia na saúde suplementar, o aumento do número de beneficiários e as exigências regulatórias, entre outros tópicos relevantes para o setor. Os debates se concentraram nas tendências, desafios e gestão na área de saúde.

Nesta quinta-feira (21), os principais temas a serem debatidos incluem as tendências, os desafios e a gestão da área de saúde; as variáveis que influenciam a performance da saúde suplementar; e o uso de tecnologias e inovação no sistema. O presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Arnaldo Jardim (SP), é um dos convidados do dia.

Já na sexta-feira (22), a abertura dos trabalhos será feita pelo presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Ariel Guarco. Às 10h30, a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, participará do lançamento do Projeto Uniodonto ESG, às 10h30. A proposta é unir políticas de meio-ambiente, responsabilidade social e governança dentro do maior Sistema de Cooperativas Odontológicas do mundo.

O estande do SomosCoop está ativo e quer incentivar a valorização dos produtos e serviços cooperativos. A presença na Convenção busca a conscientização no apoio e escolha de iniciativas que priorizem os valores cooperativos e o desenvolvimento sustentável.

Essa edição do Uniodonto quer firmar compromisso com o avanço do setor odontológico por meio de lideranças inspiradoras e inovadoras. O intuito é reforçar a busca por um sistema de saúde suplementar mais eficiente e acessível.

Reforma Tributária na Convenção Uniodonto

A Reforma Tributária é uma pauta relevante para o cooperativismo e pode influenciar o ambiente de negócios e a competitividade das cooperativas nos mais diversos setores, entre eles, o da odontologia e da saúde suplementar. O debate sobre a medida é fundamental para o setor e impacta em sua capacidade de promover o desenvolvimento econômico e social de suas comunidades. Presente na 31ª Convenção Uniodonto, o Sistema OCB contou com a participação da coordenadora tributária, Amanda Oliveira, que apresentou palestra sobre a tramitação da Reforma Tributária (PEC 45/2019) no Senado Federal e seus possíveis impactos no cooperativismo.

Amanda iniciou sua fala com o detalhamento do conceito de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, um dos pontos centrais da reforma, que propõe a junção dos tributos sobre consumo. Segundo ela, dois impostos principais (CBS e IBS) irão  unificar cinco tributos já existentes. "O IVA dual propõe que não ocorra o acúmulo de impostos ao longo da cadeia de produção. Isso pode trazer uma simplificação significativa ao sistema tributário, mas precisa ser amplamente discutida para que as cooperativas não sejam tributadas de forma mais gravosa. Por isso, o Sistema OCB acompanha de perto a tramitação do projeto para garantir a aplicação da definição do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo", afirmou.

O Imposto Seletivo também foi explicado pela advogada. Esse tributo, de acordo com ela, incide sobre bens e serviços que podem prejudicar a saúde ou o meio ambiente, com o objetivo de desestimular o consumo desses produtos. Amanda esclareceu que o imposto não incide sobre a exportação e que bens e serviços abrangidos pela alíquota reduzida não sofrem incidência do imposto seletivo. “Teremos uma lei específica definindo quais são esses produtos e ficaremos atentos para que os provenientes do coop não estejam entre eles”, ressaltou.

A advogada ressaltou ainda que o cooperativismo tem um papel importante no cenário de tributos brasileiro. "A PEC 45/2019, aprovada pela Câmara dos Deputados, e atualmente em análise no Senado, representa uma mudança significativa para o Brasil e para as cooperativas. A reforma poderá reduzir a complexidade do sistema tributário e pode trazer mudanças significativas nas regras fiscais que afetam as cooperativas", declarou.

 Ela enfatizou que, no contexto da Reforma Tributária, as cooperativas possuem interesses específicos e abordou a relevância do ato cooperativo respaldado pela lei 5.764/71. "Cooperativas terão a possibilidade de escolher entre o regime específico de tributação ou a regra geral, garantindo a competitividade do modelo de negócios", enfatizou.

No âmbito da saúde, Amanda destacou as alterações nas alíquotas, nas regras de creditamento, na base de cálculo e na não aplicação da regra da não cumulatividade. As alíquotas serão definidas em Lei Complementar e serão reduzidas em 60% para serviços de saúde, dispositivos médicos de acessibilidade,  medicamentos e produtos de cuidados básicos à saúde. Outras alíquotas poderão ser reduzidas em 100% para dispositivos médicos e de acessibilidade para pessoas com deficiência (CBS e IBS) e medicamentos e produtos de cuidados básicos à saúde menstrual (CBS e IBS).

A reforma já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em fase de tramitação no Senado Federal. No momento, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza audiências públicas para debater o tema. Amanda lembrou que é importante acompanhar o andamento da tramitação nos canais de comunicação do Sistema OCB, por meio do site Ato Cooperativo na Reforma Tributária, vídeos informativos semanais no YouTube do Sistema OCB e também pelo Panorama Coop, informativo produzido pela unidade nacional para divulgar suas ações em defesa do ato cooperativo.

 

Presidente da ACI participa da Convenção Uniodonto

“Cuidar das pessoas, fazer negócios que gerem trabalho, preservar as populações da especulação financeira, combater a fome, as mudanças climáticas. Esse trabalho é feito pelas cooperativas, com excelência, em nível local e, pela Uniodonto, em cada consultório. Apesar das diferenças regionais, o cooperativismo tem um impacto fortíssimo em termos mundiais, contribuindo para soluções dos grandes desafios globais”. A afirmação foi feita pelo presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Ariel Guarco, sexta-feira (22), durante a 31ª Convenção Nacional da Uniodonto em São Paulo.

Segundo Ariel, os cooperados formam uma “grande família mundial que se ocupa de grandes temas”. Ele lembrou da relevância do cooperativismo ao gerar riquezas equivalentes ao PIB da quinta economia do mundo e reunir mais de um bilhão de pessoas. Também destacou a representatividade do Brasil, a partir da atuação do Sistema OCB. “A participação das cooperativas brasileiras nos negócios internacionais se deve, principalmente, ao papel da OCB na oferta de serviços que melhoram o desempenho das atividades desenvolvidas, e também do Sescoop, com a provisão de cursos e capacitações que impactam de forma longíqua no desenvolvimento das cooperativas”, desatacou.

O presidente da ACI também salientou a força do movimento na Argentina, seu país natal e onde preside a Confederação Cooperativa da República Argentina (Cooperar), órgão de representação máxima do cooperativismo no país, e a importância da intercooperação com o Brasil. “Temos 20 mil cooperativas e 25 milhões de cooperados na Argentina. A troca de experiências e das parcerias que desenvolvemos são fundamentais para o crescimento e fortalecimento das atividades na América Latina”, completou.

A 31ª Convenção Nacional Uniodonto reuniu 170 dirigentes de cooperativas odontológicas entre os dias 20 e 22 de setembro e contou com uma programação diversificada que abordou questões essenciais e atuais, como o papel da odontologia na saúde suplementar, a reforma tributária, os desafios da gestão no setor de saúde, ESG, tecnologia e inovação.

 

Holambra

              Após a participação na Convenção Uniodonto, Ariel Guarco foi a Campinas, no interior de São Paulo, para visitar a maior cooperativa de flores da América Latina, a Holambra. Acompanhado do diretor nacional do Sistema OCB, Remy Gorga Neto, e do coordenador de Relações Internacionais da entidade, João Marcos Silva Martins, ele conheceu um pouco das atividades desenvolvidas por 456 cooperados e 500 empregados, apresentadas pelo conselheiro da Holambra, Jean Felipe Ferreira.

              Ariel está escrevendo um livro que vai listar 30 cases emblemáticos de cooperativas que atuam em diversificados segmentos da economia e um desses cases será justamente o da Holambra. O livro tem previsão de lançamento em 2024 e conhecer um pouco mais sobre a cooperativa era primordial para o capítulo em elaboração.

 

Presidente da Frencoop apoia avanços na odontologia suplementar

O Deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), participou, nesta quinta-feira (21), da 31ª Convenção Nacional Uniodonto. A programação do evento aborda temas essenciais e atuais, como o papel da odontologia na saúde suplementar, a reforma tributária, os desafios da gestão anterior no setor de saúde, ESG, Tecnologia e Inovação.

O deputado iniciou sua fala se colocando à disposição do cooperativismo e reforçou seu compromisso com as parcerias público-privadas (PPP) no ramo da saúde.  "Estou à disposição para trabalhar em conjunto, construindo um ambiente ainda mais favorável para as cooperativas e promovendo soluções que beneficiem a população brasileira. Juntos, podemos alcançar grandes conquistas e fortalecer o sistema de saúde do nosso país", disse.

Jardim citou a Lei 14.572/23, que estalebece dez diretrizes e distribui competências nas ações odontológicas do SUS. Para ele, o que ficou estabelecido na norma é um passo significativo em direção a uma assistência odontológica mais inclusiva e acessível para os brasileiros. "É importante que toda a rede de atenção à saúde inclua serviços relacionados ao cuidado oral. Esse é um passo crucial para a promoção da saúde bucal", declarou.

A odontologia suplementar tem avançado no Brasil. As cooperativas do segmento somaram 3,8 milhões de beneficiários em 2022. "As cooperativas de odontologia desempenham um papel significativo ao fornecer serviços de qualidade e acessíveis para milhões de brasileiros. Meu trabalho é voltado para que haja uma regulação justa e propocional ao crescimento das cooperativas odontológicas", afirmou.

Com 325 parlamentares, sendo 285 deputados federais e 40 senadores, a Frencoop, em parceria com o Sistema OCB, busca assegurar a garantia de interesses das cooperativas por meio da apresentação de propostas e  tramitações legislativas.

Sustentabilidade: o ESG como guia para um mundo melhor

O Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) deu início à sua 7ª edição nesta segunda-feira (18) na sede da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos da Universidade de Brasília -  UnB). Serão três dias de apresentações dos trabalhos aprovados, palestras e seminários sobre o cooperativismo.

O evento foi aberto pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. "A pesquisa é fundamental para as cooperativas. Através das pessoas que se dedicam à pesquisa, nós construímos um pilar fundamental para que o cooperativismo possa continuar sua jornada", declarou.

Nessa edição, o tema é Sustentabilidade no Cooperativismo: Competitividade, Inovação e Diversidade. Para dar início às discussões, a professora Isabel Grimm, especialista em projetos e pesquisas em sustentabilidade com ênfase em ESG, ministrou a Aula Magna do evento com o título ESG: Uma Abordagem Moderna de Sustentabilidade para o Cooperativismo.

A professora iniciou sua fala com uma contextualização e análise histórica a partir da Revolução Industrial e destacou o surgimento de um novo modelo civilizatório que gerou problemas como a degradação ambiental e a desigualdade social. O surgimento do cooperativismo foi citado como uma resposta a esses desafios, a fim de contribuir para a sustentabilidade.

A apresentação também abordou a crise civilizatória atual e enfatizou as desigualdade sociais e os impactos causados por mudanças climáticas. Grimm ressaltou a importância de uma abordagem ampla de sustentabilidade que consiga englobar dimensões econômicas, culturais e sociais.

Para ela, o ESG traz resiliência em meio às incertezas e vulnerabilidades. "O ESG amplia a competitividade do setor empresarial, seja no mercado interno ou exterior. É a indicação de solidez, custos mais fixos e melhor reputacão", disse.

             

ESG nas cooperativas

              O foco da aula foi a integração do ESG nas cooperativas.  Isabel destacou a necessidade de adotar princípios de governança que considerem o meio ambiente e a sociedade com a finalidade de promover um desenvolvimento mais sustentável. Ela encorajou as cooperativas a adotarem esses critérios para melhorar sua competitividade.

Segundo a professora, o ESG precisa crescer junto com as cooperativas. Para ela, é preciso adotar critérios ambientais, sociais e de governança que estabeleçam novas estratégias de negócios. "Para começar a pensar em ESG no cooperativismo é necessário trabalhar a partir da seleção de indicadores como missão e valores das cooperativas de todos os portes e ramos", afirmou.

Isabel abordou o cenário atual do ESG no Brasil e constatou que os princípios cooperativos estão alinhados com esses conceitos. A professora acredita que o cooperativismo já contribui para o desenvolvimento sustentável por meio de ações concretas, incluindo práticas de governança cooperativa e seu impacto positivo nas comunidades.

Durante a apresentação, a professora enfatizou a relevância de uma liderança engajada com os princípios ESG, sendo este, um fator fundamental para o progresso das cooperativas em boas práticas. Isabel acredita que a busca pela sustentabilidade deve estar no topo da lista de prioridades, pois a adoção das estratégias ESG e dos critérios de sustentabilidade pelas cooperativas pode contribuir significativamente para o bem-estar social.

A apresentação foi concluída com ênfase para os futuros desafios que envolvem a integração do ESG nas cooperativas com a necessidade de pensar no futuro em um mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo). "É fundamental que as cooperativas se adaptem a esse cenário dinâmico e busquem soluções inovadoras para garantir um desenvolvimento sustentável. A jornada rumo à sustentabilidade é um passo fundamental para o progresso e a prosperidade das cooperativas e de suas comunidades."

imagem site coop

Sistema OCB debate Reforma Tributária em reuniões da Ocepar

O Sistema OCB participou de duas reuniões relevantes para o cooperativismo realizadas em Curitiba na última semana. A primeira foi promovida pelo Grupo de Acompanhamento e Estudos Tributários das Cooperativas do Paraná (GAET)  com o propósito de discutir a tramitação da Reforma Tributária (PEC 45/2019) no Senado Federal e seus possíveis impactos para o movimento. Já a segunda, foi a 7ª reunião ordinária da diretoria da Ocepar, que tratou de assuntos relevantes para as cooperativas do estado e as pautas do cooperativismo paranaense junto ao Sistema OCB, além de receber os senadores do estado para uma conversa sobre a reforma tributária.

A superintendente Tania Zanella, a assessora jurídica Ana Paula Ramos, e o consultor tributário João Caetano Muzzi participaram da reunião do GAET e abordaram a importância da aprovação do texto da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados com a inclusão do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, além de aspectos técnicos e jurídicos da proposta. O cenário no Senado Federal também foi pauta das discussões.

Para Tania, apesar dos obstáculos enfrentados, com a pressão sofrida a partir de iniciativas de outros segmentos econômicos, o resultado representou uma vitória significativa para o movimento. "Após intensa mobilizacão, o texto contemplou o interesse das cooperativas. Isso define que o conceito do ato cooperativo passa a ser admitido na Constituição Federal", destacou.

A superintendente também informou que no dia 20 de setembro haverá uma audiência pública no Senado com participação de João Muzzi e lembrou que  o trabalho de proximidade feito pelo Sistema OCB com o Legislativo, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal. "Vamos defender até o último momento os interesses das cooperativas", reiterou.

Para Muzzi, a PEC em tramitação promove uma alteração importante no sistema tributário e pode causar insegurança jurídica para as cooperativas caso o ato tributário não seja contemplado. "Temos que trabalhar para mitigar os riscos econômicos",  ponderou. Ana Paula Ramos, por sua vez, considerou ser essencial definir o regime de aproveitamento de crédito das etapas anteriores da cadeia produtiva em que cada cooperativa está inserida. "Muitos pontos da lei serão regulamentados posteriormente", lembrou.

A Reforma Tributária e o regime específico das cooperativas também foi tema da reunião de diretoria da Ocepar. Os senadores paranaenses, Flávio Arns e Sérgio Moro participaram do encontro de forma presencial, enquanto o senador Oriovisto Guimarães enviou uma mensagem em vídeo para discutir o assunto.

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, afirmou que o atual momento é crucial para o cooperativismo brasileiro. "Não podemos perder a oportunidade de entender bem o andamento da matéria no Senado e definir como vamos nos posicionar. Passamos pelo primeiro tempo, com a aprovação da reforma na Câmara dos Deputados, em julho, e agora estamos no segundo tempo, com a PEC sendo discutida no Senado. Vamos fazer a defesa do nosso setor até que tudo esteja resolvido e nos concentrar naquilo que é vital para a manutenção das nossas operações", declarou.

Durante a reunião, também foram debatidas as ações da Ocepar em prol do fortalecimento do cooperativismo no Paraná. "Estamos trabalhando constantemente para garantir um ambiente favorável ao desenvolvimento das cooperativas no estado. Acreditamos que o cooperativismo é uma ferramenta fundamental para o crescimento econômico e social da região", afirmou Ricken. O encontro contou com a presença de representantes de diversas cooperativas do estado, que tiveram a oportunidade de apresentar suas demandas e contribuir para as discussões.

 

31ª Convenção Uniodonto reúne lideranças em São Paulo

A 31ª Convenção Nacional Uniodonto acontece entre os dias 20 e 22 de setembro. O evento reunirá dirigentes de 120 cooperativas odontológicas no Novotel Center Norte, em São Paulo. O tema deste ano é  Liderança que Inspira e Transforma. "A Uniodonto possui o papel de liderar o movimento de avanço para buscar a ampliação de oportunidades e competitividade e a convenção é muito importante neste sentido", declarou o diretor e vice-presidente político institucional da Uniodonto do Brasil, Júlio César Córdova Maciel.              

O evento inicia na quarta com feira de negócios, palestras e mesas redondas. A abertura contara com a presença do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e ocorrerá a partir das 9h. Logo em seguida, às 10h45, a advogada da entidade, Amanda Oliveira, palestrará sobre  a tramitação da Reforma Tributária (PEC 45/2019) no Senado Federal e seus possíveis impactos para o cooperativismo. Palestras sobre a odontologia na saúde suplementar, o aumento do número de beneficiários e as exigências regulatórias também fazem parte da programação do primeiro dia.

Na quinta-feira (21), os principais temas a serem debatidos incluem as tendências, os desafios e a gestão da área de saúde; as variáveis que influenciam a performance da saúde suplementar; e o uso de tecnologias e inovação no sistema. O presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Arnaldo Jardim (SP), é um dos convidados do dia e fará palestra às 16h.

Já na sexta-feira (22), a abertura dos trabalhos será feita pelo presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Ariel Guarco. Às 10h30, a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, participará do lançamento do Projeto Uniodonto ESG, às 10h30. A proposta é unir políticas de meio-ambiente, responsabilidade social e governança dentro do maior Sistema de Cooperativas Odontológicas do mundo.

O SomosCoop também estará presente com um estande para fomentar a valorização dos produtos e serviços, bem como os benefícios do modelo de negócios  cooperativista.

Confira a programação completa em https://convencao.uniodonto.coop.br/

 

Webinar esclarece dúvidas sobre o Programa Agro 4.0

Nesta quarta-feira (13), às 17 horas, a Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), realiza webinar para esclarecer dúvidas dos participantes do Programa Agro 4.0. O encontro virtual é aberto para inscritos e possíveis integrantes do o edital divulgado em agosto e que permanece aberto para novos interessados até o dia a próxima segunda-feira (18). O Sistema OCB é parceiro da ABDI e sugere que cooperativistas do Ramo Agro participem.

O Programa Agro 4.0 é uma inciativa da ABDI e do Ministério da Agricultura. O objetivo da iniciativa é selecionar projetos-pilotos para a implantação de uma plataforma de gestão estratégica de dados de produção agropecuária em Cooperativas, Associações e Agroindústria, a fim de gerar armazenamento para integração com as bases, modelagem e visualização de informações para que novos conhecimentos possam agregar valor às produções.

O edital abre oportunidades em três categorias: Agricultura, Pecuária e Agroindústria.

Sistema OCB participa de encontro internacional no Irã

Sistema OCB participa de encontro internacional no Irã

Uma comitiva do Sistema OCB, liderada pelo Diretor Remy Gorga Neto, presidente da Organização das Cooperativas do Distrito Federal (OCDF), está em Teerã, capital do Irã para debater ações de intercooperação. Durante a visita, um memorando de entendimento com a Câmara de Cooperativas do Irã, organização que representa o setor cooperativista do país persa, também foi assinado com a organização brasileira.

O documento tem como objetivo promover a intercooperação e facilitar parcerias comerciais entre cooperativas dos dois países. Ele foi assinado em cerimônia no palácio presidencial de Saad Abad, na capital, e contou com a participação do Encarregado de Negócios da Embaixada do Brasil em Teerã, Carlos Penna, além de representantes do corpo diplomático no Irã.

Além do Brasil, participam do encontro lideranças cooperativistas da Bulgária, Canadá, China, Índia, Malásia, Quênia e Turquia. O evento tem como propósito apresentar o movimento cooperativista iraniano e discutir oportunidades de transferência de conhecimento e comércio entre as organizações presentes.

O Irã conta com um movimento cooperativista bem desenvolvido. Em todo o país, existem 99 mil cooperativas, que congregam 18 dos 83 milhões de iranianos. As cooperativas são responsáveis por mais de 70% do mercado de transporte de carga, 22% da agricultura e aproximadamente 90% do mercado de saúde privada.