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EVENTOS
03/07/2026
Em Foz do Iguaçu, lideranças das Américas definem agenda da ACI
Encontro estratégico que alinhou prioridades antes da Assembleia Eleitoral da ACI Global Durante quatro dias (29/06 - 02/07), Foz do Iguaçu (PR) recebeu algumas das principais lideranças do cooperativismo das Américas. O Sistema OCB sediou a reunião presencial do Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional das Américas (ACI Américas), encontro que contou com representantes de mais de 20 países para definir estratégias políticas e institucionais que orientarão a atuação da região nos próximos anos. O encontro teve como foco a preparação para a Assembleia Geral da Aliança Cooperativa Internacional (ACI Global), marcada para setembro, no Panamá. Além da definição das prioridades regionais, os conselheiros alinharam posições sobre o processo eleitoral que escolherá a nova direção da entidade para o próximo quadriênio. Atualmente, o Brasil ocupa a presidência da ACI Américas, exercida por José Alves de Souza, e integra o Conselho de Administração da ACI Global, com a candidatura do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, à reeleição para um novo mandato. Como anfitrião do encontro, o Sistema OCB recebeu as delegações internacionais e apresentou a estrutura de representação do cooperativismo brasileiro. Participaram da programação o presidente Márcio, a superintendente Fabíola Nader Motta e o analista de Relações Internacionais do Sistema OCB, Enzo Ramos. "O cooperativismo das Américas tem enorme potencial para influenciar as decisões globais quando constrói posições comuns e atua de forma coordenada. O Brasil acredita na cooperação entre as organizações nacionais como caminho para fortalecer nossa representação internacional e ampliar o impacto econômico e social das cooperativas. Receber este encontro em Foz do Iguaçu simboliza nosso compromisso permanente com esse processo de integração”, destacou o presidente Márcio. Além das discussões eleitorais, o Conselho debateu temas estratégicos para o fortalecimento da atuação regional da Aliança. Entre eles estiveram o planejamento institucional da Aliança para o próximo ciclo, propostas de atualização do modelo de contribuição das organizações associadas e o alinhamento das prioridades dos comitês temáticos e setoriais, como agropecuário, habitação, juventude e mulheres. O encontro também consolidou o posicionamento conjunto das cooperativas americanas para os debates que ocorrerão durante a Assembleia da ACI Global. A expectativa é que o continente chegue ao Panamá com candidaturas definidas e uma agenda comum para fortalecer a participação das Américas nas decisões do movimento cooperativista mundial. A programação começou na segunda-feira (29), com um jantar de boas-vindas às delegações. Na terça-feira (30), tiveram início as reuniões do Conselho, acompanhadas de apresentações do presidente da ACI Global, Ariel Guarco, do presidente da ACI Américas, José Alves de Souza, e de Márcio Lopes de Freitas, que abordaram o cenário internacional do cooperativismo e os desafios do próximo ciclo de governança da organização. Os debates tiveram continuidade na quarta-feira (1º) e foram encerrados na manhã de quinta-feira (2). À tarde, os representantes internacionais conheceram experiências do cooperativismo paranaense durante visitas técnicas à Frimesa e à sede da Sicredi Vanguarda, em Medianeira (PR). Saiba Mais: No Senado, Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho Nova Lei impulsiona emprego e desenvolvimento regional Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo
REPRESENTAÇÃO
03/07/2026
Crédito e seguro rural como estratégia para reduzir riscos no campo
Integração entre financiamento e proteção ganha força diante do aumento dos eventos climáticos
A sucessão de secas, geadas, enchentes e outras ocorrências climáticas extremas tem acelerado uma mudança no debate sobre a política agrícola brasileira. Representantes do setor produtivo, incluindo o cooperativismo, parlamentares e especialistas defendem que crédito e seguro rural deixem de ser tratados como instrumentos independentes e passem a atuar de forma integrada, a fim de ampliar a segurança financeira do produtor e reduzir os riscos para toda a cadeia do agronegócio.
A avaliação do Sistema OCB é de que o fortalecimento simultâneo dessas duas políticas pode aumentar a previsibilidade da renda no campo, reduzir a inadimplência das operações de crédito e oferecer maior segurança às cooperativas e instituições que financiam a produção agropecuária. Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes, o seguro rural passa a ser visto como complemento indispensável ao financiamento da atividade.
Para o gerente Técnico e Econômico da entidade, João Prieto, a combinação entre crédito e gestão de riscos precisa ser considerada com celeridade. "O crédito é fundamental para garantir investimento, produção e desenvolvimento econômico no campo. Mas, diante do aumento dos riscos climáticos, o seguro rural também passa a ser uma ferramenta indispensável para dar previsibilidade e segurança tanto para os produtores quanto para as cooperativas", declara.
Prieto considera que fortalecer esses mecanismos significa proteger toda a cadeia produtiva. "As cooperativas atuam diretamente no suporte aos produtores, especialmente em momentos de dificuldade. Ampliar o acesso ao crédito e modernizar os instrumentos de gestão de risco rural é uma medida essencial para garantir competitividade, continuidade produtiva e estabilidade econômica no agro brasileiro”.
Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosA avaliação é compartilhada pelo deputado Sérgio Souza (PR), coordenador de Infraestrutura da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Segundo ele, o país precisa consolidar uma política de gestão de riscos compatível com a dimensão da agropecuária brasileira. "O seguro rural deixou de ser um instrumento acessório e passou a ser uma necessidade para a sustentabilidade da produção agropecuária. Quando o produtor conta com financiamento aliado a mecanismos eficientes de proteção, reduz o risco da atividade, preserva a capacidade de pagamento e garante mais segurança para toda a cadeia produtiva".
O parlamentar também acredita que ampliar a cobertura do seguro contribui, ainda, para reduzir a exposição das instituições financeiras e estimular novos investimentos no campo, criando um ambiente de maior previsibilidade para produtores, cooperativas e agentes de crédito. “Essa integração beneficia os produtores, mas também todo o sistema de financiamento agropecuário. Com menor risco de perdas decorrentes de eventos climáticos, a tendência é de redução da inadimplência, maior estabilidade das operações de crédito e ampliação da capacidade de investimento das cooperativas de crédito e agropecuárias”, complementa.
O tema também avança no Congresso Nacional. Entre as propostas em discussão está o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop. A proposta busca modernizar a política nacional de seguro rural, ampliar as fontes de financiamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), fortalecer o Fundo de Catástrofe e ampliar a cobertura securitária no país.
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REPRESENTAÇÃO
03/07/2026
Modernização dos fundos constitucionais segue em discussão no Congresso
Mudanças visam ampliar eficiência, fortalecer cooperativas de crédito e expandir acesso aos recursos
Garantir crédito acessível, previsibilidade e investimentos de longo prazo é um dos principais desafios para impulsionar o desenvolvimento regional e fortalecer a produção agropecuária brasileira. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o acesso ao financiamento ainda enfrenta limitações estruturais, os Fundos Constitucionais de Financiamento (FCO, FNO e FNE) desempenham papel estratégico ao estimular investimentos, ampliar oportunidades e reduzir desigualdades.
Para que esses recursos alcancem quem mais precisa, as cooperativas de crédito exercem papel fundamental. Presentes em milhares de municípios — muitos deles sem atendimento de instituições financeiras tradicionais —, elas atuam diretamente no financiamento da produção, no apoio a pequenos e médios produtores, micro e pequenas empresas e na promoção da inclusão financeira. Essa capilaridade amplia o alcance das políticas públicas e fortalece a efetividade dos fundos constitucionais.
Nesse contexto, o Congresso Nacional discute o aperfeiçoamento dos Fundos Constitucionais de Financiamento, com o Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado objetivo de tornar mais eficiente a aplicação dos recursos e ampliar sua capacidade de promover o desenvolvimento regional. Entre as principais propostas em tramitação está o Projeto de Lei (PL) 5.187/2019, que atualiza as regras de operacionalização desses instrumentos.
Durante a tramitação da matéria na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, a senadora Margareth Buzetti (MT) foi designada relatora do projeto e apresentou parecer incorporando sugestões defendidas pelo Sistema OCB para fortalecer a participação das cooperativas de crédito na operacionalização dos fundos. O relatório, no entanto, não chegou a ser votado porque mudanças na tramitação da proposta determinaram seu encaminhamento para outra comissão.
Ao defender o aperfeiçoamento da proposta, a senadora destaca a necessidade de considerar as diferentes realidades regionais na formulação das políticas públicas. "O modelo atual ainda encontra dificuldades para atender os pequenos tomadores de crédito. Precisamos olhar para a realidade de cada estado para que esses recursos cheguem a quem realmente precisa".
O Sistema OCB acompanha esse debate e defende o aperfeiçoamento dos mecanismos de operação dos fundos constitucionais para tornar mais eficiente o repasse dos recursos, ampliar o alcance do crédito e fortalecer o desenvolvimento econômico das regiões beneficiadas. A proposta integra a Agenda Institucional do Cooperativismo e está entre as prioridades da entidade no Congresso Nacional.
Para o coordenador do Ramo Crédito da entidade, Thiago Borba, ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos significa potencializar os resultados da política pública. "As cooperativas de crédito já estão presentes onde muitas vezes outras instituições financeiras não chegam. Ampliar sua participação na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito, aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional e ampliar as oportunidades de investimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste", afirma.
Fundos Constitucionais
Os Fundos Constitucionais de Financiamento são abastecidos com recursos do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e constituem um dos principais instrumentos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional. Seu objetivo é promover investimentos, reduzir desigualdades econômicas e ampliar o acesso ao crédito nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Nos últimos anos, o cooperativismo conquistou avanços importantes na legislação, como a garantia de participação mínima das cooperativas de crédito na operacionalização de alguns fundos. Agora, busca novos aperfeiçoamentos para ampliar a previsibilidade dos repasses, fortalecer a atuação das cooperativas e expandir o acesso ao financiamento para produtores rurais, cooperativas, micro e pequenas empresas.
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Desoneração da folha em defesa do emprego e da competitividade
Cooperativismo é eixo da mineração sustentável
EVENTOS
03/07/2026
Coops Day 2026 mobiliza cooperativas em todo o país neste sábado
Campanha celebra o Dia Internacional do Cooperativismo com ações simultâneas e reforça a mensagem de que cooperar ajuda a construir um mundo mais pacífico
O cooperativismo brasileiro celebra neste sábado (4) o Dia Internacional do Cooperativismo (Coops Day) com uma mobilização nacional que levará a campanha Cooperativas por um mundo pacífico para diferentes regiões do país. A iniciativa reúne o Sistema OCB e as Organizações Estaduais em ações simultâneas para aproximar a sociedade do cooperativismo e destacar o impacto positivo do modelo de negócio na vida das pessoas.
Ao longo do dia, as unidades estaduais promoverão blitzes em parceria com emissoras de rádio que farão ativações em espaços públicos com distribuição de brindes. A proposta é aproveitar momentos de grande circulação de pessoas para apresentar, de forma leve e interativa, os valores do cooperativismo e ampliar o alcance da campanha. A iniciativa integra o conceito Time que Coopera, que utiliza a paixão nacional pelo esporte para reforçar a mensagem de que, no cooperativismo, ninguém joga sozinho.
Para a gerente-geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, o Coops Day é uma oportunidade de levar a mensagem do cooperativismo para além das cooperativas. "O Coops Day é a oportunidade de levar para a rua aquilo que defendemos todos os dias: que cooperar é a forma mais eficiente de chegar mais longe. Cada conversa e cada ação realizada nesse dia carregam essa mensagem de um jeito simples e direto para quem ainda não conhece o cooperativismo."
Neste ano, a mobilização conta com a participação de organizações estaduais de 18 unidades da Federação — Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Embora cada estado tenha programação própria, todas as ações compartilham a mesma identidade visual e a mensagem da campanha nacional.
O tema de 2026, Cooperativas por um mundo pacífico, reforça o papel das cooperativas na promoção do diálogo, da inclusão, da solidariedade e do desenvolvimento sustentável. Em um cenário marcado por desafios sociais e conflitos, o movimento cooperativista destaca que a cooperação é um caminho para fortalecer comunidades e construir soluções coletivas.
O Coops Day
Celebrado sempre no primeiro sábado de julho, o Coops Day reúne cooperativas de todo o mundo desde 1923 e, desde 1995, também integra o calendário oficial da Organização das Nações Unidas (ONU). Cooperados e cooperadas podem consultar a Organização Estadual do Sistema OCB em sua região para conferir a programação e participar das atividades preparadas para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo.
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Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
REPRESENTAÇÃO
03/07/2026
Crédito e seguro rural como estratégia para reduzir riscos no campo
Integração entre financiamento e proteção ganha força diante do aumento dos eventos climáticos
A sucessão de secas, geadas, enchentes e outras ocorrências climáticas extremas tem acelerado uma mudança no debate sobre a política agrícola brasileira. Representantes do setor produtivo, incluindo o cooperativismo, parlamentares e especialistas defendem que crédito e seguro rural deixem de ser tratados como instrumentos independentes e passem a atuar de forma integrada, a fim de ampliar a segurança financeira do produtor e reduzir os riscos para toda a cadeia do agronegócio.
A avaliação do Sistema OCB é de que o fortalecimento simultâneo dessas duas políticas pode aumentar a previsibilidade da renda no campo, reduzir a inadimplência das operações de crédito e oferecer maior segurança às cooperativas e instituições que financiam a produção agropecuária. Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes, o seguro rural passa a ser visto como complemento indispensável ao financiamento da atividade.
Para o gerente Técnico e Econômico da entidade, João Prieto, a combinação entre crédito e gestão de riscos precisa ser considerada com celeridade. "O crédito é fundamental para garantir investimento, produção e desenvolvimento econômico no campo. Mas, diante do aumento dos riscos climáticos, o seguro rural também passa a ser uma ferramenta indispensável para dar previsibilidade e segurança tanto para os produtores quanto para as cooperativas", declara.
Prieto considera que fortalecer esses mecanismos significa proteger toda a cadeia produtiva. "As cooperativas atuam diretamente no suporte aos produtores, especialmente em momentos de dificuldade. Ampliar o acesso ao crédito e modernizar os instrumentos de gestão de risco rural é uma medida essencial para garantir competitividade, continuidade produtiva e estabilidade econômica no agro brasileiro”.
Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosA avaliação é compartilhada pelo deputado Sérgio Souza (PR), coordenador de Infraestrutura da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Segundo ele, o país precisa consolidar uma política de gestão de riscos compatível com a dimensão da agropecuária brasileira. "O seguro rural deixou de ser um instrumento acessório e passou a ser uma necessidade para a sustentabilidade da produção agropecuária. Quando o produtor conta com financiamento aliado a mecanismos eficientes de proteção, reduz o risco da atividade, preserva a capacidade de pagamento e garante mais segurança para toda a cadeia produtiva".
O parlamentar também acredita que ampliar a cobertura do seguro contribui, ainda, para reduzir a exposição das instituições financeiras e estimular novos investimentos no campo, criando um ambiente de maior previsibilidade para produtores, cooperativas e agentes de crédito. “Essa integração beneficia os produtores, mas também todo o sistema de financiamento agropecuário. Com menor risco de perdas decorrentes de eventos climáticos, a tendência é de redução da inadimplência, maior estabilidade das operações de crédito e ampliação da capacidade de investimento das cooperativas de crédito e agropecuárias”, complementa.
O tema também avança no Congresso Nacional. Entre as propostas em discussão está o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop. A proposta busca modernizar a política nacional de seguro rural, ampliar as fontes de financiamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), fortalecer o Fundo de Catástrofe e ampliar a cobertura securitária no país.
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03/07/2026
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Garantir crédito acessível, previsibilidade e investimentos de longo prazo é um dos principais desafios para impulsionar o desenvolvimento regional e fortalecer a produção agropecuária brasileira. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o acesso ao financiamento ainda enfrenta limitações estruturais, os Fundos Constitucionais de Financiamento (FCO, FNO e FNE) desempenham papel estratégico ao estimular investimentos, ampliar oportunidades e reduzir desigualdades.
Para que esses recursos alcancem quem mais precisa, as cooperativas de crédito exercem papel fundamental. Presentes em milhares de municípios — muitos deles sem atendimento de instituições financeiras tradicionais —, elas atuam diretamente no financiamento da produção, no apoio a pequenos e médios produtores, micro e pequenas empresas e na promoção da inclusão financeira. Essa capilaridade amplia o alcance das políticas públicas e fortalece a efetividade dos fundos constitucionais.
Nesse contexto, o Congresso Nacional discute o aperfeiçoamento dos Fundos Constitucionais de Financiamento, com o Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado objetivo de tornar mais eficiente a aplicação dos recursos e ampliar sua capacidade de promover o desenvolvimento regional. Entre as principais propostas em tramitação está o Projeto de Lei (PL) 5.187/2019, que atualiza as regras de operacionalização desses instrumentos.
Durante a tramitação da matéria na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, a senadora Margareth Buzetti (MT) foi designada relatora do projeto e apresentou parecer incorporando sugestões defendidas pelo Sistema OCB para fortalecer a participação das cooperativas de crédito na operacionalização dos fundos. O relatório, no entanto, não chegou a ser votado porque mudanças na tramitação da proposta determinaram seu encaminhamento para outra comissão.
Ao defender o aperfeiçoamento da proposta, a senadora destaca a necessidade de considerar as diferentes realidades regionais na formulação das políticas públicas. "O modelo atual ainda encontra dificuldades para atender os pequenos tomadores de crédito. Precisamos olhar para a realidade de cada estado para que esses recursos cheguem a quem realmente precisa".
O Sistema OCB acompanha esse debate e defende o aperfeiçoamento dos mecanismos de operação dos fundos constitucionais para tornar mais eficiente o repasse dos recursos, ampliar o alcance do crédito e fortalecer o desenvolvimento econômico das regiões beneficiadas. A proposta integra a Agenda Institucional do Cooperativismo e está entre as prioridades da entidade no Congresso Nacional.
Para o coordenador do Ramo Crédito da entidade, Thiago Borba, ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos significa potencializar os resultados da política pública. "As cooperativas de crédito já estão presentes onde muitas vezes outras instituições financeiras não chegam. Ampliar sua participação na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito, aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional e ampliar as oportunidades de investimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste", afirma.
Fundos Constitucionais
Os Fundos Constitucionais de Financiamento são abastecidos com recursos do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e constituem um dos principais instrumentos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional. Seu objetivo é promover investimentos, reduzir desigualdades econômicas e ampliar o acesso ao crédito nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Nos últimos anos, o cooperativismo conquistou avanços importantes na legislação, como a garantia de participação mínima das cooperativas de crédito na operacionalização de alguns fundos. Agora, busca novos aperfeiçoamentos para ampliar a previsibilidade dos repasses, fortalecer a atuação das cooperativas e expandir o acesso ao financiamento para produtores rurais, cooperativas, micro e pequenas empresas.
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Desoneração da folha em defesa do emprego e da competitividade
Cooperativismo é eixo da mineração sustentável
REPRESENTAÇÃO
Fundos constitucionais podem impulsionar nova economia na Região Norte
Senador Irajá defende maior eficiência na aplicação dos recursos para ampliar investimentos
Os Fundos Constitucionais de Financiamento (FNO, FNE e FCO) podem ampliar os investimentos em cadeias produtivas emergentes, inovação, bioeconomia e mercado de carbono. A avaliação é do senador Irajá (TO), que defende o aperfeiçoamento dos mecanismos de financiamento para acelerar o desenvolvimento econômico e ampliar oportunidades em estados como o Tocantins. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Criados para reduzir desigualdades, os fundos financiam projetos produtivos com recursos provenientes do Imposto de Renda e do IPI. Para Irajá, o desafio é tornar o acesso ao crédito mais ágil e eficiente. "O que necessitamos é que os empréstimos sejam concedidos dentro de um prazo razoável e com menor burocracia", afirma.
Na avaliação do parlamentar, “o Tocantins reúne condições para atrair investimentos em setores ligados à economia de baixo carbono, agregação de valor à produção e inovação, tendo os fundos constitucionais como um dos principais instrumentos de financiamento”.
O Sistema OCB defende que esse potencial pode ser ampliado com maior participação das cooperativas de crédito na operacionalização dos fundos. Presente em milhares de municípios, o segmento tem ampliado sua atuação no financiamento da produção e na inclusão financeira, especialmente em localidades onde a presença de bancos tradicionais é limitada.
Atualmente, propostas em tramitação no Congresso Nacional buscam aprimorar as regras de repasse desses recursos. Entre elas estão projetos — PL 532/2015, PL 5.187/2019 e PL 912/2022 — que integram a Agenda Institucional do Cooperativismo e tratam do fortalecimento da participação dos agentes operadores, da previsibilidade nos repasses e da definição mais clara dos critérios de distribuição dos recursos pelos bancos administradores.
"Ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito e aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional", afirma o coordenador do Ramo Crédito da entidade, Thiago Borba.
Segundo ele, a proximidade das cooperativas com produtores rurais e empreendedores permite que os recursos cheguem com mais rapidez e eficiência aos beneficiários. "Fortalecer a participação das cooperativas significa acelerar investimentos e garantir que os recursos cheguem de maneira mais eficiente a quem produz e movimenta a economia", complementa.
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Desoneração da folha em defesa do emprego e da competitividade
Sistema OCB e Anatel avançam diálogo sobre cooperativas em telecom
03/07/2026
REPRESENTAÇÃO
Desoneração da folha em defesa do emprego e da competitividade
Continuidade da política é caminho para reduzir custos e fortalecer setores intensivos em mão de obra
A prorrogação da desoneração da folha de pagamentos permanece entre as principais pautas do setor produtivo brasileiro diante dos impactos que a medida pode trazer para a geração de empregos, a competitividade das empresas e o custo de contratação de trabalhadores. Defendida por entidades empresariais e pelo Sistema OCB, a política é apontada como um instrumento para estimular investimentos, ampliar a atividade econômica e preservar postos de trabalho em segmentos intensivos em mão de obra, como os de proteína animal, transporte, construção civil e serviços.
Foto: Waldemir Barretos/Agência SenadoNesse cenário, o senador Efraim Filho (PB), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), consolidou-se como um dos principais articuladores da pauta no Congresso. Autor do Projeto de Lei (PL) 334/2023, que prorrogou a desoneração da folha de pagamentos até 2027, o parlamentar defende que a política representa um mecanismo de incentivo à produção, ao emprego e ao crescimento econômico.
"A desoneração da folha é uma política de proteção ao emprego. Quanto menor o custo para contratar, maior é a capacidade das empresas de investir, crescer e abrir novas vagas”, afirma Efraim. Na avaliação do senador, a busca pelo equilíbrio das contas públicas deve caminhar ao lado da preservação da competitividade dos setores produtivos. "É possível construir uma solução responsável do ponto de vista fiscal sem penalizar quem produz, investe e gera oportunidades para os brasileiros”, acrescenta.
O posicionamento converge com a defesa histórica do Sistema OCB. Desde 2017, a entidade acompanha as discussões sobre a desoneração da folha e considera a política uma das prioridades da Agenda Institucional do Cooperativismo. Para o setor, a medida contribui para preservar empregos, reduzir custos de produção, ampliar a competitividade e fortalecer cadeias produtivas estratégicas para a economia nacional.
A presidente executiva da entidade, Tania Zanella, afirma que qualquer discussão sobre mudanças no modelo tributário da folha de pagamento precisa considerar os impactos sobre a atividade econômica e as especificidades do cooperativismo. "O cooperativismo defende um ambiente tributário que estimule a produção, preserve empregos e ofereça segurança jurídica para quem investe".
Ainda segundo ela, a manutenção da desoneração fortalece especialmente os ramos intensivos em mão de obra, nos quais as cooperativas desempenham papel relevante na geração de renda e no desenvolvimento regional. "As cooperativas exercem papel estratégico na geração de empregos, renda e desenvolvimento das comunidades. Medidas que preservem a competitividade dos setores produtivos fortalecem o cooperativismo e ampliam a capacidade de investimento no país".
Em manifestações técnicas encaminhadas ao Congresso, o Sistema OCB alerta que alterações na forma de incidência da contribuição previdenciária, por exemplo, podem elevar significativamente os custos de alguns segmentos, o que comprometeria sua competitividade. Por isso, a entidade defende que o tratamento considere as especificidades do modelo cooperativista
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03/07/2026
REPRESENTAÇÃO
Cooperativismo é eixo da mineração sustentável
Setor defende agenda de políticas públicas para ampliar a formalização e o desenvolvimento do setor
O fortalecimento das cooperativas minerais tem ganhado espaço especial no debate sobre políticas públicas para a mineração sustentável. O Brasil reúne condições para assumir posição de destaque global no fornecimento de desses insumos, considerados fundamentais para a transição energética, a indústria tecnológica e a nova economia verde. Nesse contexto, construir um ambiente regulatório que contribua para a extração responsável dos minérios se torna cada vez mais relevante.
No Senado, o senador Zequinha Marinho (PA) defende medidas voltadas à organização da atividade garimpeira, à segurança jurídica e ao desenvolvimento da pequena mineração com responsabilidade ambiental, principalmente a partir do cooperativismo.
A Constituição Federal estabelece, no artigo 174, §§ 2º e 3º, o estímulo ao cooperativismo e à organização da atividade garimpeira em cooperativas, além de assegurar prioridade às cooperativas de mineração na autorização ou concessão para pesquisa e lavra de minerais garimpáveis. Para o setor, o modelo contribui para a formalização da atividade, amplia a governança e fortalece o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras.
O posicionamento da entidade é endossado pelo senador. "A mineração sustentável passa necessariamente pela valorização das cooperativas minerais. Quando o garimpeiro trabalha organizado, com segurança jurídica, assistência técnica e responsabilidade ambiental, ganha o trabalhador, ganha o meio ambiente e ganha o Brasil", afirma.
Segundo ele, fortalecer as cooperativas é criar condições para que a atividade mineral avance de forma organizada. "Nosso compromisso é fortalecer políticas públicas que promovam a formalização da atividade, ampliem as oportunidades para os pequenos mineradores e incentivem um modelo de desenvolvimento que gere emprego, renda e preserve os recursos naturais", complementa.
Agenda
As propostas defendidas pelo Sistema OCB integram a Agenda Institucional do Cooperativismo e incluem a regulamentação de dispositivos voltados à pequena mineração, como o Artigo 2º da Lei 7.766/1989 e da Lei 7.805/1989, além da liberação das Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs), do aperfeiçoamento dos regimes de aproveitamento mineral e do fortalecimento de mecanismos de controle, rastreabilidade e soluções sustentáveis para a atividade.
Segundo o coordenador do cooperativismo de mineração do Sistema OCB, Gilson Camboim, o movimento tem contribuído para organizar a produção mineral e ampliar a adoção de boas práticas de gestão e responsabilidade socioambiental. "O cooperativismo mineral demonstra que é possível conciliar produção, organização da atividade garimpeira e responsabilidade socioambiental. As cooperativas oferecem governança, capacitação e condições para que milhares de pequenos mineradores atuem dentro da legalidade, com planejamento, rastreabilidade e compromisso com a recuperação ambiental", relata.
Saiba Mais
Cooperativismo apoia projeto para ampliar mão de obra formal na safra
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02/07/2026
REPRESENTAÇÃO
Cooperativismo apoia projeto para ampliar mão de obra formal na safra
Projeto dos Safristas busca conciliar proteção social e contratação temporária no campo
Ampliar a oferta de mão de obra formal durante os períodos de safra sem comprometer a proteção social dos trabalhadores é um dos principais desafios enfrentados pela agropecuária brasileira. Como forma de oferecer uma solução para essa questão, o Projeto de Lei (PL) 715/2023, conhecido como Projeto dos Safristas, apoiado pelo cooperativismo, foi aprovado no Congresso Nacional. Apesar de sua importância para o setor, a proposta foi integralmente vetada pela Presidência da República e, por isso, a expectativa agora é de que a decisão seja revertida no Parlamento.
De autoria do deputado Zé Vitor (MG), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto prevê que a renda obtida em contratos temporários de safra não seja considerada para a exclusão imediata de programas sociais. A medida busca reduzir a informalidade, ampliar as oportunidades de trabalho no campo e atender à demanda de produtores rurais e cooperativas que enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores durante os períodos de colheita.
Relator da matéria, o deputado Evair de Melo (ES), também membro da Frencoop, defende que a iniciativa responde a uma Vinicius Loures/Câmara dos Deputados demanda histórica do setor produtivo e cria condições para ampliar a formalização das relações de trabalho. "A ideia é fomentar a formalização do trabalho em diversas culturas agrícolas. As regras dos programas sociais e a remuneração por produtividade acabam criando um cenário que incentiva a informalidade. Precisamos oferecer segurança para quem quer trabalhar e para quem precisa contratar", afirma.
Mobilização
As cooperativas agropecuárias estão entre as principais defensoras do Projeto dos Safristas. Responsáveis por organizar a produção, prestar assistência técnica, facilitar o acesso ao crédito, agregar valor aos produtos e ampliar mercados para os cooperados, elas dependem da disponibilidade de trabalhadores temporários em diversas cadeias produtivas durante os períodos de safra.
Dados do Sistema OCB mostram que o segmento reúne atualmente 1.172 cooperativas, movimenta R$ 438,2 bilhões por ano e gera mais de 257 mil empregos diretos, consolidando-se como um dos principais motores do desenvolvimento econômico no interior do país.
Para a presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, iniciativas que incentivam a formalização do trabalho fortalecem todo o ambiente produtivo organizado pelas cooperativas. “O desafio da mão de obra no campo só será resolvido com regras que estimulem a formalização. O Projeto dos Safristas representa um avanço porque aproxima políticas sociais e políticas de emprego, beneficiando trabalhadores, cooperativas e toda a cadeia agropecuária”, ressalta.
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REPRESENTAÇÃO
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Acesso aos fundos regionais contribui para fortalecer projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste
A garantia do acesso das cooperativas aos fundos federais de desenvolvimento regional consolida uma das principais agendas do cooperativismo brasileiro voltadas ao fortalecimento da economia do interior. A aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 262/2019, convertido na Lei Complementar 231/2026, passou a permitir que cooperativas tenham acesso aos recursos do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Nordeste (FDNE) e do Centro-Oeste (FDCO), com novas possibilidades de financiamento para projetos produtivos, infraestrutura e expansão de atividades econômicas.
A mudança é resultado de uma longa articulação do Sistema OCB construída ao longo da tramitação da proposta no Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Congresso Nacional, com a participação de diversos parlamentares ligados ao cooperativismo e ao setor produtivo. A deputada Bia Kicis (DF), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), foi relatora da matéria na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), da Câmara dos Deputados, e defendeu o projeto.
Para a parlamentar, a nova legislação corrige uma distorção importante ao reconhecer expressamente as cooperativas como beneficiárias dos fundos regionais. "Estamos garantindo que as cooperativas também possam acessar esses recursos, levando investimento, emprego e desenvolvimento para quem produz e gera renda em todo o Brasil", afirma.
Ainda segundo ela, a medida fortalece uma política pública já existente sem criar novas despesas para a União e amplia a capacidade de investimento nas regiões que mais necessitam de financiamento. "As cooperativas têm presença em milhares de municípios brasileiros e desempenham papel decisivo no desenvolvimento regional. Fortalecer essas organizações significa ampliar oportunidades, incentivar novos investimentos e gerar mais empregos", complementa.
Desenvolvimento
Na avaliação do setor, o impacto da medida ultrapassa o aumento do acesso ao crédito. “As cooperativas concentram milhares de produtores, promovem assistência técnica, agregação de valor à produção, armazenagem, industrialização e comercialização, funcionando como importantes vetores de desenvolvimento em municípios onde o acesso ao financiamento costuma ser mais restrito”, destaca Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB.
A análise é compartilhada pelo setor produtivo cooperado. O diretor Administrativo e Financeiro da Coamo Agroindustrial Cooperativa, Antonio Sérgio Gabriel, considera que a nova legislação gera condições para acelerar projetos estruturantes. "A aprovação reconhece o papel das cooperativas como promotoras do desenvolvimento regional. Agora, esperamos que esses recursos possam apoiar investimentos que gerem emprego, renda e competitividade nas regiões atendidas pelas cooperativas".
O que muda com a nova lei
Sancionada em 2026, a Lei Complementar 231, passou a incluir formalmente as cooperativas entre os beneficiários dos fundos regionais de desenvolvimento. Na prática, a mudança elimina uma restrição que impedia essas organizações de acessar diretamente os recursos dos fundos constitucionais de desenvolvimento regional.
A expectativa do Sistema OCB é que a lei amplie investimentos em infraestrutura, armazenagem, industrialização, inovação e expansão da produção, além de contribuir para fortalecer cadeias produtivas, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento econômico nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
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02/07/2026
REPRESENTAÇÃO
Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo
Integração com assistência técnica e gestão de riscos amplia a produtividade e impulsiona desenvolvimento
Ter acesso ao crédito é essencial para produzir. Saber como investir esses recursos faz toda a diferença para produzir melhor, aumentar a renda e fortalecer o desenvolvimento das comunidades rurais. É nessa combinação entre financiamento, assistência técnica e gestão de riscos que o cooperativismo tem demonstrado sua força, oferecendo aos produtores um modelo capaz de transformar crédito em produtividade, inovação e crescimento sustentável.
No campo, crédito e assistência técnica caminham lado a lado. O financiamento permite a aquisição de insumos, máquinas, equipamentos e tecnologias, mas é a orientação especializada que ajuda o produtor a tomar decisões mais eficientes, reduzir custos, aumentar a produtividade e enfrentar os desafios da atividade agropecuária com mais segurança.
É justamente nesse modelo que as cooperativas agropecuárias fazem a diferença. Elas oferecem acompanhamento técnico contínuo, promovem a adoção de boas práticas de produção, difundem inovação e aproximam os cooperados de mercados cada vez mais exigentes. O resultado é um ciclo virtuoso que beneficia não apenas o produtor, mas toda a economia local, com geração de renda, emprego e desenvolvimento regional.
"Nesse contexto, o crédito rural gera resultados muito mais consistentes quando está aliado à assistência técnica. Nas cooperativas, o produtor não recebe apenas financiamento; ele conta com orientação para investir melhor, adotar tecnologias, aumentar a produtividade e tomar decisões mais seguras. Esse modelo fortalece a renda, gera desenvolvimento regional e amplia a competitividade do agro brasileiro”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Essa atuação é especialmente importante para pequenos e médios produtores, que encontram nas cooperativas uma estrutura de apoio capaz de reduzir desigualdades no acesso às políticas públicas e ampliar as oportunidades de crescimento. Ao reunir produtores em torno de objetivos comuns, o cooperativismo fortalece o poder de negociação, amplia o acesso à inovação e torna o crédito uma ferramenta efetiva para impulsionar a produção.
Fortalecimento
O deputado federal e coordenador do Ramo Crédito da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Domingos Sávio (MG) Bruno Spada/Câmara dos Deputados, concorda com a defesa de que crédito e seguro rural alcançam melhores resultados quando estão associados ao conhecimento técnico e à organização proporcionada pelas cooperativas. "O crédito rural e o seguro rural são instrumentos fundamentais para dar segurança a quem produz, mas eles alcançam resultados ainda melhores quando vêm acompanhados de assistência técnica de qualidade. O produtor, especialmente o pequeno, precisa ter acesso à orientação para investir com eficiência, aumentar a produtividade e produzir de forma cada vez mais sustentável”.
Ainda segundo o parlamentar, as cooperativas exercem um papel essencial nesse cenário. “Elas garantem conhecimento, organização, acesso a mercados e melhores condições de financiamento. Fortalecer essas políticas é fortalecer o campo, gerar renda, criar oportunidades no interior e contribuir para o desenvolvimento do Brasil”, destaca.
Transformar o crédito em desenvolvimento também depende de políticas públicas que modernizem os instrumentos financeiros disponíveis para produtores e cooperativas. Por isso, o Sistema OCB acompanha e contribui com propostas em tramitação no Congresso Nacional que aperfeiçoam tanto a gestão de riscos quanto o acesso ao financiamento rural.
Uma delas é o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop. A proposta moderniza a legislação relacionada ao seguro rural, amplia as fontes de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e cria condições para viabilizar a regulamentação do Fundo de Catástrofe, mecanismo considerado estratégico para ampliar a oferta de seguros e fortalecer a gestão de riscos no campo.
Para o Sistema OCB, a iniciativa representa um avanço importante ao atualizar instrumentos que precisam acompanhar a realidade atual do agronegócio. A ampliação da cobertura do seguro rural oferece mais previsibilidade às atividades produtivas e cria um ambiente mais seguro para novos investimentos, beneficiando diretamente mais de um milhão de produtores cooperados.
Outra pauta prioritária é o PL 4.334/2020, de autoria do deputado Zé Mário (GO), que busca estabelecer um teto nacional para os emolumentos cobrados no registro de garantias vinculadas às operações de financiamento rural. A proposta também aperfeiçoa o sistema eletrônico de registro de imóveis e sua interoperabilidade com outros sistemas de registro eletrônico.
O principal avanço, segundo o Sistema OCB, no entanto, está na redução dos custos das operações de crédito. A entidade defende que o texto priorize a criação de um teto nacional para os emolumentos cartoriais, garantindo maior previsibilidade aos produtores e cooperativas e reduzindo despesas que hoje encarecem o acesso ao financiamento rural.
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02/07/2026
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
INOVAÇÃO
30/04/2026
AnuárioCoop: cooperativas devem preencher questionário até 3 de junho
Atualização via SouCoop garante dados mais precisos e fortalece a leitura do cooperativismo no país
Cooperativas de todo o país tem até 3 de junho para preencher os questionários do SouCoop e garantir a atualização das informações que irão compor AnuárioCoop 2026. A etapa é essencial para consolidar a principal base de dados do cooperativismo brasileiro, utilizada como referência para construção de estudos, análise de desempenho, formulação de estratégias e fortalecimento da representação institucional do setor. A qualidade e a consistência dessas informações dependem diretamente do engajamento das cooperativas no envio de dados completos, atualizados e alinhados à realidade de suas operações.
O AnuárioCoop cumpre um papel central na organização e na visibilidade do cooperativismo no Brasil. A partir dos dados consolidados, o Sistema OCB consegue ampliar a capacidade de diálogo com o poder público, qualificar a defesa de pautas prioritárias e direcionar políticas e projetos mais aderentes às necessidades das cooperativas. Além disso, o material contribui para evidenciar, de forma estruturada, a relevância econômica e social do setor, com impactos concretos na geração de emprego, renda e desenvolvimento sustentável em diferentes regiões do país.
“O preenchimento dos questionários do Anuário no SouCoop é fundamental para que possamos retratar, com precisão, a realidade do cooperativismo brasileiro. São essas informações que sustentam nossas análises, fortalecem a nossa atuação institucional e ampliam a visibilidade do setor”, destaca o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa.
A recomendação é que as cooperativas realizem o preenchimento com antecedência, com tempo hábil para revisão das informações e para evitar possíveis instabilidades decorrentes do acesso concentrado nos últimos dias do prazo. A mobilização coletiva é determinante para assegurar um retrato fiel, atualizado e representativo do cooperativismo brasileiro, o que fortalece a capacidade de planejamento e atuação de todo o movimento.
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INOVAÇÃO
09/03/2026
Workshop reúne OCEs para mapear uso de inteligência artificial
Pontos focais vão diagnosticar maturidade digital e estruturar iniciativas no cooperativismo
O Sistema OCB realizou na sexta-feira (6), em Brasília, o Workshop de Mapeamento de Soluções de Inteligência Artificial com Pontos Focais das Organizações Estaduais do Cooperativismo (OCEs). O encontro discutiu o uso estratégico da tecnologia nos nas unidades do cooperativismo em todo o Brasil. A iniciativa integra o Plano Institucional de Uso de Inteligência Artificial, que busca, ao mesmo tempo, ampliar o conhecimento sobre a tecnologia entre os colaboradores e levantar um diagnóstico nacional sobre o nível de adoção de ferramentas de IA no cooperativismo.
A proposta do encontro foi promover um momento de escuta ativa, alinhamento conceitual e construção coletiva de oportunidades de aplicação da tecnologia nas rotinas de trabalho das organizações. Durante as atividades, os participantes compartilharam experiências, levantaram desafios e discutiram caminhos para incorporar soluções baseadas em inteligência artificial de forma estruturada e responsável.
Um dos principais pontos abordados ao longo do workshop foi a abordagem metodológica para adoção da tecnologia. A mensagem central foi de que a implementação de IA não deve começar pela escolha de ferramentas tecnológicas, mas pela compreensão detalhada dos processos organizacionais.
Nesse sentido, os debates destacaram a importância de mapear fluxos de trabalho já existentes, identificar gargalos operacionais, compreender as principais necessidades das equipes e, somente a partir desse diagnóstico, avaliar quais etapas poderiam se beneficiar de automação ou apoio analítico.
A proposta busca evitar um problema comum em iniciativas de inteligência artificial: a adoção de soluções tecnológicas sem um diagnóstico claro dos processos. Quando isso ocorre, é frequente que projetos avancem até a fase de protótipos, mas não se consolidem como soluções efetivas no dia a dia das organizações.
Durante o encontro, os participantes também foram estimulados a refletir sobre o papel da tecnologia como instrumento de melhoria de processos. A inteligência artificial foi apresentada como uma ferramenta capaz de ampliar eficiência e apoiar a tomada de decisão, desde que aplicada sobre atividades com objetivos bem definidos e estrutura operacional clara.
A programação incluiu dinâmicas de trabalho colaborativas, nas quais os representantes das OCEs puderam analisar rotinas institucionais, identificar oportunidades de aprimoramento e discutir possíveis frentes de inovação que possam ser exploradas futuramente no Sistema.
O workshop integra o projeto de construção do Plano Institucional de Uso de Inteligência Artificial do Sistema OCB, iniciativa que será desenvolvida ao longo de 2026 com a participação das unidades estaduais. Nesse processo, os pontos focais terão papel importante no acompanhamento das discussões técnicas e no compartilhamento de informações sobre iniciativas e necessidades identificadas nos estados.
“O objetivo é entender como as organizações estaduais já utilizam ou pretendem utilizar inteligência artificial em suas rotinas e, a partir disso, estruturar um plano consistente para o Sistema OCB. Estamos falando de uma tecnologia com enorme potencial para aumentar eficiência, apoiar decisões e qualificar ainda mais nossos serviços.” destacou o coordenador do projeto e gerente geral do Sescoop, Ivan Mafra.
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INOVAÇÃO
Guia orienta cooperativas a acessar recursos do FNDCT para inovação
Cartilha do Sistema OCB e da Finep detalha caminhos para financiar projetos de ciência e tecnologia
O Sistema OCB disponibilizou, nesta sexta-feira (23), a cartilha Guia de Acesso ao FNDCT por Cooperativas, material que reúne informações práticas para apoiar cooperativas interessadas em acessar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Elaborado em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o guia esclarece regras, modalidades e etapas do processo.
A publicação foi organizada após a sanção da Lei 15.184/2025, que incluiu formalmente as cooperativas entre os beneficiários diretos do FNDCT e autorizou o uso do superávit financeiro do Fundo para operações de financiamento. Com isso, projetos de ciência, tecnologia e inovação desenvolvidos por cooperativas passam a ter acesso a um volume expressivo de recursos, operados principalmente pela Finep, secretaria executiva do Fundo.
O guia apresenta o funcionamento do FNDCT, suas fontes de recursos e a evolução recente do orçamento, que atingiu patamares recordes nos últimos anos. Também explica as modalidades disponíveis (reembolsáveis e não reembolsáveis), os requisitos legais e estatutários para participação, além da documentação necessária para submissão de propostas.
Oportunidade
Outro destaque do material é a contextualização do papel das cooperativas no ecossistema nacional de inovação. Dados apresentados no guia indicam que a maioria das cooperativas reconhece a inovação como elemento estratégico, mas aponta o financiamento como um dos principais entraves para tirar projetos do papel. Nesse cenário, o acesso ao FNDCT representa uma oportunidade para ampliar iniciativas em áreas como conectividade no campo, energia limpa, digitalização de processos, agricultura de precisão e economia circular.
Nesta quinta (22), o Sistema OCB e a Finep assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para ampliar e organizar o acesso das cooperativas aos instrumentos de financiamento à inovação, como o FNDCT. O acordo estabelece uma agenda de trabalho voltada à orientação técnica, capacitação e divulgação das linhas disponíveis a fim de oferecer condições mais claras para que cooperativas de diferentes ramos consigam estruturar e viabilizar projetos de pesquisa e desenvolvimento.
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23/01/2026
INOVAÇÃO
InovaCoop lança videocast com 16 episódios
Produção reúne cases, especialistas e tendências da inovação cooperativista
O Sistema OCB acaba de lançar uma novidade no InovaCoop, com 16 episódios gravados durante o World Cooperative Management (WCM). A produção traz conversas diretas, práticas e inspiradoras sobre inovação no cooperativismo, além de reunir lideranças, especialistas e gestores de cooperativas de diferentes ramos.
Disponível na trilha Ensina Vídeos da plataforma InovaCoop, a série apresenta um panorama atual das tendências, dos desafios e das oportunidades que têm moldado o futuro das cooperativas no Brasil. Cada episódio traz aprendizados de lideranças, especialistas e gestores que, de diferentes ramos e regiões, compartilham caminhos concretos para inovar com propósito.
Confira os destaques da série, aprofunde seus conhecimentos e descubra ideias, caminhos e estratégias que podem inspirar o futuro da sua cooperativa:
1. Cultura de inovação e evolução do RH – Comigo
Com participação de Tani Melo, Gerente de RH, e Pâmela Costenaro, coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas da Comigo, uma das maiores cooperativas agroindustriais do Brasil, o episódio mostra como a gestão de pessoas se tornou eixo estratégico para inovação e fortalecimento cultural.
2. Políticas públicas e ambiente regulatório
Geraldo Magela Silva, assessor institucional da Ocemg, explica como marcos regulatórios bem estruturados podem acelerar a inovação no cooperativismo.
3. Transformação digital na saúde – Unimed São Sebastião do Paraíso
Matheus Colombaroli, diretor-presidente da Unimed São Sebastião do Paraíso, detalha como a digitalização reduziu retrabalhos e melhorou a experiência dos beneficiários.
4. Reinvenção e competitividade – Coopresa
Lívia Maria, presidente da Coopresa, apresenta a jornada de modernização de uma cooperativa de manutenção aeronáutica diante de um mercado altamente exigente.
5. Modernização com raízes cooperativistas – Coopama
Fernando Caixeta Vieira, diretor-presidente da Coopama, e Marcelo Rocha Nogi, superintendente financeiro, contam como a cooperativa fundada em 1944 atualiza processos sem perder sua essência.
6. Design Thinking para cooperativas
Hellen Beck, analista de inovação do Sistema OCB, mostra como a abordagem centrada nas pessoas fortalece a inovação interna.
7. Pacto Sistêmico de Estratégia – Sicoob
George Laporta, gerente nacional de performance corporativa do Sicoob, explica como o maior sistema financeiro cooperativo do país construiu um direcionamento unificado, sem abrir mão da autonomia das cooperativas.
8. Jornada de inovação da Unimed-BH
Frederico Peret, diretor-presidente da Unimed-BH, apresenta a estratégia de uma das cooperativas mais inovadoras do setor de saúde.
9. Sistemas de gestão da inovação
Hélio Gomes de Carvalho, professor doutor, consultor e especialista em inovação, detalha como estruturar processos, medir resultados e fortalecer a cultura inovadora.
10. Oportunidades da Lei 15.184 e acesso ao FNDCT
Fabíola Nader Motta, gerente-geral do Sistema OCB, explica como o novo marco de fomento pode ampliar a competitividade das cooperativas.
11. Financiamento da inovação
Fernanda Freitas, gerente de inovação na ABGi Brasil, aborda caminhos e ferramentas para captar recursos e viabilizar projetos inovadores.
12. Inovação na expansão da Transpocred
Diogo Angioleti, líder de Gente, Gestão e Inovação da Transpocred, mostra como a cooperativa de crédito do transporte cresceu ao pensar fora da caixa.
13. Conexão entre academia e cooperativismo
Valéria Fully, doutora em Economia Aplicada pela UFV, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), analisa como a integração entre pesquisa, educação e cooperativas gera soluções transformadoras.
14. Intercooperação como força competitiva
Geâne Ferreira, gerente-geral do Sescoop/DF, apresenta iniciativas que conectam unidades estaduais e ampliam o desenvolvimento sistêmico.
15. Inovação com propósito – episódio de estreia
Lisiane Lemos, referência nacional em tecnologia, liderança e equidade, discute como inovação e propósito se complementam no cooperativismo brasileiro.
16.Inteligência artificial, letramento digital e o futuro das organizações
Gil Giardelli, cofundador da Quinta Era e membro do comitê de IA para Países em Desenvolvimento, fala sobre as mudanças provocadas pela inteligência artificial e o que organizações precisam fazer para navegar essa transformação com responsabilidade e visão de longo prazo.
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09/12/2025
INOVAÇÃO
InovaCoop lança área dedicada ao uso da Inteligência Artificial
Nova seção reúne conteúdo e facilita acesso de cooperativas a ferramentas e casos de sucesso
A inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina de diversas cooperativas brasileiras e agora ganhou um espaço exclusivo no InovaCoop. A plataforma de inovação do cooperativismo lançou a aba Saiba Mais IA, que reúne conteúdos acessíveis e práticos para apoiar cooperativas de todos os ramos na adoção dessa tecnologia.
O novo espaço chega para facilitar a vida de dirigentes, colaboradores e cooperados interessados em entender como aplicar a IA em processos, serviços e estratégias de negócios. Nele é possível encontrar desde guias básicos até materiais mais avançados sobre temas como engenharia de prompt, governança de dados, uso de ferramentas gratuitas e pagas, além de vídeos explicativos.
Segundo Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, a iniciativa tem como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento. “A inteligência artificial não é uma solução mágica. Ela gera bons resultados quando está alinhada ao propósito da cooperativa e apoiada em dados estruturados. O Saiba Mais IA foi pensado justamente para oferecer conteúdos claros, práticos e úteis, que ajudem as cooperativas a avançarem nessa jornada de forma estratégica”, afirma.
Casos inspiradores
A nova aba também apresenta exemplos concretos do uso da inteligência artificial no cooperativismo. Um dos destaques é a Unimed Grande Florianópolis, que implementou o Robô Laura, sistema de IA capaz de monitorar em tempo integral sinais vitais de pacientes. A tecnologia identifica riscos de sepse em tempo real, permitindo respostas rápidas e aumentando a segurança do atendimento hospitalar.
No agro, a Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, utiliza inteligência artificial para classificar cafés especiais. O sistema garante precisão na avaliação dos grãos, valoriza a produção dos cooperados e fortalece a competitividade no mercado internacional.
Já no crédito, cooperativas começam a explorar soluções de IA para análise de riscos e atendimento ao cooperado, abrindo caminho para serviços mais personalizados e ágeis.
“O cooperativismo tem a preocupação de beneficiar a todos. Quando uma cooperativa adota IA, busca não apenas melhorar processos, mas entregar soluções que impactam positivamente a vida dos cooperados e das comunidades”, destaca Guilherme.
Jornada coletiva
Além de guias e cases, o Saiba Mais IA traz e-books sobre dados e governança, tema fundamental para o uso responsável da tecnologia. A proposta é estimular reflexões e oferecer ferramentas que preparem as cooperativas para aproveitar ao máximo as soluções disponíveis.
A ideia é que cada cooperativa, independentemente do ramo ou porte, encontre recursos para iniciar ou aprofundar sua jornada com inteligência artificial. “O movimento é claro: a IA tende a se tornar cada vez mais presente e acessível. As cooperativas têm todas as condições de liderar esse processo com responsabilidade e impacto social. O Saiba Mais IA é um convite para darmos juntos os próximos passos nessa transformação”, conclui Guilherme
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04/09/2025
INOVAÇÃO
ConecteCoop: conheça novo jogo sobre o cooperativismo
Com dinâmicas interativas, game aproximou sociedade do cooperativismo durante o Dia C
O cooperativismo brasileiro ganhou, no último sábado (30), uma ferramenta inédita para se aproximar ainda mais da sociedade: o ConecteCoop, game virtual desenvolvido pelo Sistema OCB para apresentar, de forma lúdica e interativa, os princípios e a força transformadora das cooperativas. A aplicação ocorreu durante o Dia de Cooperar (Dia C), iniciativa que mobiliza cooperativas de todo o Brasil em ações de voluntariado e solidariedade.
A escolha do Dia C para a estreia não foi por acaso. O evento reúne um público diversificado, com pessoas que, muitas vezes, ainda não conhecem o movimento cooperativista. Nesse contexto, o game se mostrou uma porta de entrada criativa e acessível para despertar o interesse de diferentes gerações pelo tema.
A fase piloto
O ConecteCoop foi testado em duas localidades: Campo Grande (MS) e Brasília (DF). Em Campo Grande, a dinâmica aconteceu no Poliesportivo Mamede Assem José, na Vila Almeida, reunindo 41 jogadores. Já em Brasília, a experiência foi realizada no estacionamento do Fórum de Planaltina, com a participação de 109 pessoas.
Ao todo, 150 participantes experimentaram o jogo, interagindo com a proposta de construir uma rede de conexões e descobrir, na prática, como o cooperativismo se fortalece pela soma de esforços.
No game, cada jogador assume um personagem que precisa conquistar cooperados virtuais ao longo de sua jornada. A cada desafio cumprido, a rede cresce, simbolizando como a colaboração gera impacto coletivo e amplia resultados. De forma simples e divertida, o público pôde entender a lógica da cooperação e os benefícios do modelo.
Para o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Souza Costa, o piloto confirmou que o game tem potencial de se tornar uma ferramenta estratégica para a comunicação do movimento.
“O ConecteCoop mostra que é possível explicar o cooperativismo de forma leve e envolvente. O piloto nos mostrou que o game tem potencial para ser utilizado em diferentes eventos e espaços, ajudando a atrair novos públicos para conhecer a nossa forma de organização”, avaliou.
Apoio das OCEs
A realização do piloto contou com o apoio das Organizações das Cooperativas Estaduais de Mato Grosso do Sul (OCB/MS) e do Distrito Federal (OCB/DF), que mobilizaram equipes e voluntários para viabilizar as ações. A parceria foi fundamental para garantir a estrutura, o engajamento e a receptividade local.
Inovação e futuro
O lançamento do ConecteCoop faz parte de uma estratégia mais ampla do Sistema OCB de investir em ferramentas inovadoras de aproximação com a sociedade. A ideia é que o game seja utilizado em grandes eventos, escolas, feiras, encontros comunitários e ambientes digitais, fortalecendo a presença do cooperativismo em diferentes espaços.
“Estamos sempre em busca de novas formas de dialogar com a sociedade. O ConecteCoop é mais uma prova de que o cooperativismo tem linguagem atual e pode se conectar com diferentes gerações”, concluiu Guilherme.
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01/09/2025
INOVAÇÃO
Sistema OCB apoia internacionalização do empreendedorismo feminino
Evento promovido pela ApexBrasil reforça importância de impulsionar negócios liderados por mulheres
O Sistema OCB marcou presença no evento Mulheres e Negócios Internacionais – Territórios, promovido pela ApexBrasil no dia 10 de junho, em Salvador (BA). A ação teve como foco a capacitação, inspiração e conexão de mulheres empreendedoras com o mercado internacional e se insere no âmbito do Programa Mulheres e Negócios Internacionais, iniciativa que integra também a Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino.
Representando o cooperativismo, a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/BA, Jussiara Lessa, acompanhou a programação que contou com painéis, oficinas e apresentações de cases de sucesso protagonizados por mulheres de diferentes perfis, setores e faixas etárias. Segundo ela, o evento foi uma demonstração concreta de como a atuação em rede e o apoio institucional podem abrir portas para o empreendedorismo feminino no Brasil.
“Ficou evidente o quanto a parceria entre instituições como a ApexBrasil, Sebrae e Sistema OCB pode impulsionar mulheres empreendedoras — inclusive cooperadas — a expandirem seus negócios para o mercado internacional. Já temos cooperativas lideradas por mulheres com produtos de excelência e esse tipo de articulação fortalece caminhos para a exportação”, destacou Jussiara.
Durante o evento, foram apresentados exemplos como o da startup baiana EcoCiclo, criadora de absorventes biodegradáveis, e da empresa Latitude 13 Cafés Especiais, liderada por mulheres e responsável pela produção de cafés premiados cultivados na Chapada Diamantina. Muitos dos relatos destacaram a importância da formação empreendedora por meio de iniciativas como o curso Empretec, ofertado pelo Sebrae, e o apoio de políticas públicas que integram raça, gênero e desenvolvimento regional.
O evento também foi um espaço de escuta e acolhimento de diferentes trajetórias femininas, reforçando o valor da representatividade. Mulheres que começaram com poucos recursos, mas com muita determinação, dividiram o palco com empreendedoras consolidadas, em um ambiente de aprendizado mútuo.
O encontro contou com o apoio dos ministérios do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), das Mulheres, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Banco do Brasil, Correios e Sepromi, entre outros parceiros.
A atuação do Sistema OCB no evento também reforça uma das diretrizes do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com a ApexBrasil. O ACT prevê, entre suas prioridades, o fortalecimento de iniciativas voltadas à igualdade de gênero, com foco especial no estímulo à internacionalização de negócios liderados por mulheres. Com essa diretriz, a parceria tem buscado ampliar a presença feminina nas ações de promoção comercial internacional, abrindo novas oportunidades para que cooperativas lideradas por mulheres possam alcançar mercados estrangeiros.
Por meio desse acordo, o Sistema OCB e a ApexBrasil têm somado esforços para garantir que mais cooperativas, especialmente aquelas protagonizadas por mulheres, tenham acesso às ferramentas, capacitações e ações estratégicas voltadas à exportação. A presença no evento realizado em Salvador reflete esse compromisso com a inclusão produtiva e com a promoção de um cooperativismo cada vez mais diverso e competitivo, alinhado à agenda ESG e às políticas públicas de desenvolvimento sustentável com recorte de gênero.
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17/06/2025
INOVAÇÃO
8ª EBPC incentiva pesquisa acadêmica como motor do cooperativismo
Edição 2025 busca ampliar debate sobre contribuição do setor para o desenvolvimento sustentável
O Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) chega à sua 8ª edição e reafirma o papel essencial no avanço das pesquisas sobre o cooperativismo no Brasil. Com o tema Ano Internacional das Cooperativas: Integração, Impacto e Perspectivas para o Cooperativismo Brasileiro, o evento será realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, em Brasília, e está com chamada aberta para submissão de trabalhos e iniciação científica até o dia 1º de junho.
Desde 2010, o EBPC tem se consolidado como o principal espaço de diálogo entre a academia, as cooperativas, os órgãos de representação e os agentes de fomento ao setor. É um ambiente que valoriza o cooperativismo como um campo de estudo estratégico, multidisciplinar e profundamente conectado com os desafios contemporâneos da sociedade.
“Mais do que um evento científico, o EBPC é um espaço de construção coletiva de saberes. A cada edição, vemos crescer o interesse da academia pelo cooperativismo, o que demonstra a potência do setor como objeto de estudo e ação. Este ano, com o tema alinhado ao Ano Internacional das Cooperativas, vamos aprofundar o debate sobre o impacto do modelo cooperativista no desenvolvimento sustentável do país”, destaca Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB.
A oportunidade reforça o compromisso do EBPC com o fortalecimento da produção acadêmica qualificada e com o reconhecimento dos pesquisadores dedicados ao tema.
Os trabalhos devem se enquadrar em um dos cinco eixos temáticos:
Identidade Cooperativa e Direito Cooperativo;
Educação, Inovação e Diversidade;
Governança e Gestão;
Contabilidade, Finanças e Desempenho;
Impactos e Contribuições Econômicas, Sociais e Ambientais.
Além da visibilidade científica, os trabalhos aprovados e apresentados no 8º EBPC serão convidados a participar do processo de Fast Track, um fluxo prioritário de publicação em revistas científicas renomadas. A participação deverá respeitar os critérios definidos por cada publicação (serão divulgadas em breve) e o aceite será facultado ao aceite dos autores. Para esta edição as revistas habilitadas são: .
Revista de Gestão e Organizações Cooperativas - RGC (UFSM) - ISSN 2359-0432
Brazilian Administration Review - BAR (ANPAD) - ISSN 1807-7692
Contabilidade Vista & Revista (UFMG) - ISSN 0103-734
Administração Pública e Gestão Social (UFV) - ISSN 2175-5787
Pesquisadores, estudantes e profissionais engajados na construção de um setor mais robusto e sustentável são convidados a contribuir com o evento. Submeta seu artigo científico ou de iniciação científica até 01 de junho no site do evento.
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17/04/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
NEGÓCIOS
22/05/2026
Cooperativismo amplia conexões e negócios na Apas Show 2026
Sistema OCB levou campanha Escolha o Coop para a feira e fortaleceu presença das coops no varejo
Em meio a corredores movimentados, degustações concorridas e reuniões de negócios, o cooperativismo conquistou espaço de destaque na Apas Show 2026. Pelo segundo ano consecutivo, o Sistema OCB participou da maior feira supermercadista do mundo com um estande coletivo voltado à promoção das cooperativas brasileiras, e ampliou a visibilidade do setor diante de varejistas, atacadistas, distribuidores e compradores nacionais e internacionais.
Realizada entre os dias 18 e 21 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, a feira reuniu empresas de diferentes segmentos ligados à cadeia de alimentos, bebidas, tecnologia, logística e inovação. Em um ambiente marcado por tendências de consumo, lançamentos e conexões estratégicas, o cooperativismo apresentou diversidade, qualidade e capacidade competitiva por meio de produtos que chegaram ao público alinhados à campanha Escolha Consciente, Escolha o Coop.
O estande do Sistema OCB contou com 103,5 m² e a presença de sete cooperativas expositoras: Cocamar, Nova Aliança, Ouro do Sul, Cocapec, Cooprata, Cemil e Sanjo. Ao longo dos quatro dias de evento, os visitantes puderam conhecer e degustar cafés, vinhos, espumantes, sucos, produtos lácteos, molhos e bebidas à base de soja, além de cortes suínos e embutidos.
A estratégia de degustação foi um dos pontos altos da participação das cooperativas e ajudou a aproximar o público dos produtos coop. Segundo Jean Fernandes, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, a ação contribuiu para gerar conexões mais diretas com os visitantes e fortalecer o posicionamento do cooperativismo no setor supermercadista.
“Esse já é o nosso segundo ano consecutivo na APAS e dá para perceber o quanto estar nesse ambiente fortalece a presença das cooperativas. A feira é uma grande porta de entrada para o varejo, atacarejos e supermercados. Conseguimos um espaço mais estratégico este ano e isso refletiu diretamente no movimento do estande”, destacou o analista.
Jean também ressaltou a sintonia entre a participação do Sistema OCB na feira e a nova campanha institucional do cooperativismo. “A Apas conversa muito com a campanha Escolha Consciente, Escolha o Coop. Estávamos na feira certa, promovendo as cooperativas para o público certo e com uma campanha totalmente alinhada com esse momento”.
Expansão comercial
Para as cooperativas participantes, a feira representou uma oportunidade concreta de expansão comercial, abertura de mercados e fortalecimento institucional. O Diretor comercial da Cemil, Wallisson Caitano, considerou a relevância da iniciativa coletiva para ampliar oportunidades de negócios e integração entre as cooperativas. “Foi um evento muito importante. Tivemos muitos visitantes, oportunidades e trocas de experiências. Trazer o cooperativismo para dentro de uma feira desse porte é fundamental”.
Na mesma linha, Artur Ferreira, coordenador de vendas da Cooprata, afirmou que a participação na Apas ajudou a acelerar negociações comerciais em andamento. “A feira abriu portas para negociações que antes encontravam resistência. Fizemos muitos contatos e as expectativas para as próximas semanas são muito positivas”, contou.
Já Victor Ferreira, gestor de torrefação da Cocapec, declarou que a experiência ampliou possibilidades de prospecção e relacionamento. “Uma feira desse tamanho facilita o acesso a mercados que talvez fossem mais difíceis sem essa oportunidade. Além disso, foi importante reencontrar parceiros, clientes e representantes em um ambiente extremamente qualificado”, disse.
Relacionamento
A participação das cooperativas também foi marcada pelo lançamento de produtos e pela aproximação com grandes redes varejistas. A gestora de Mercados Internacionais da Cocamar, Elis Simone Ferreira Fernandes, destacou que a Apas foi escolhida como palco para apresentar novos hambúrgueres e almôndegas de carne precoce 100% bovina. “É um evento onde encontramos varejistas, distribuidores e consumidores qualificados. Não haveria ambiente melhor para esse lançamento”, afirmou.
Por sua vez, Alysson Kaiper, da Sanjo, ressaltou a importância estratégica da feira para ampliar relacionamentos comerciais. Segundo ele, a participação permitiu estreitar vínculos com grandes parceiros e abrir portas para novos clientes em um mercado de grande alcance. Para Ismael Hilgert, da Ouro do Sul, a alta visibilidade da Apas Show foi decisiva para gerar novas possibilidades de negócios. “Tivemos contato com diversos países e grandes possibilidades de abrir novas portas comerciais”, relatou.
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NEGÓCIOS
22/02/2026
NegóciosCoop Reciclagem certifica cooperativas no Pará
Programa fortaleceu gestão e governança, além de avanços em renda, parcerias e novos mercados
Na última sexta-feira (20), o Sistema OCB/PA celebrou a formatura das três cooperativas paraenses participantes do primeiro ciclo do Programa NegóciosCoop para a Reciclagem no estado. A cerimônia marcou a conclusão de 12 meses de acompanhamento técnico voltado ao fortalecimento da gestão, da produção e da inserção no mercado de organizações do setor.
Participaram do ciclo as cooperativas ACCSB, Concaves e Filhos do Sol. Ao longo da trilha de capacitação, foram destinadas 234 horas de atendimento técnico, entre diagnóstico inicial, análise documental, módulos formativos e diagnóstico final. O percurso contemplou conteúdos como fundamentos do cooperativismo, gestão financeira e contábil, liderança, eficiência na cadeia de suprimentos, foco no cliente e inovação.
O programa é estruturado em cinco pilares: Organização Social para Empreendimento; Produção; Gestão; Agregação de Valor, Verticalização; e Mercado, e tem como objetivo consolidar as cooperativas como negócios sustentáveis, com maior autonomia e capacidade de geração de renda.
Evolução em gestão e governança
Os diagnósticos comparativos indicaram avanço consistente na maturidade das cooperativas. Entre os destaques registrados ao longo do ciclo estão a definição e internalização de planos de negócio, ampliação da presença em redes sociais, participação em eventos, fortalecimento da liderança com protagonismo feminino e estruturação de novas frentes de atuação, como iniciativas de verticalização e serviços ambientais.
Para a presidente da Cooperativa Concaves, Débora Baía, o processo representou um divisor de águas na forma de enxergar o próprio negócio. “Foi um desenvolvimento pessoal e profissional muito importante. Para mim, como presidente, foi uma lição contar com esse suporte técnico e operacional. As capacitações, principalmente na parte de mercado, ajudaram a entender nosso papel como empreendedores. A gente passou a compreender que tem capacidade, sim, de prestar um serviço qualificado e ocupar novos espaços”, afirmou.
Segundo ela, o aprendizado foi além da teoria. “Os consultores trouxeram informações que a gente não tinha. Colocamos em prática e vimos a realidade da cooperativa mudar. Hoje temos orgulho de dizer que somos referência no estado do Pará.”
Os resultados alcançados no Pará foram expressivos e demonstram impacto concreto na estruturação das cooperativas. Em um dos casos, o número de parcerias mais do que triplicou ao longo do ciclo, superando 200% de crescimento.
No campo econômico, os avanços foram ainda mais significativos: houve registros de crescimento superior a 300% na receita média mensal da cooperativa e aumento de quase 150% na renda média dos cooperados.
De forma agregada, o programa proporcionou uma elevação média de aproximadamente 70% na renda dos cooperados e crescimento superior a 100% na receita mensal das cooperativas, números que evidenciam a efetividade da metodologia aplicada.
Para Júnior Serra, superintendente do Sistema OCB/PA, o programa amplia a atuação estratégica do cooperativismo no estado. “Ficamos muito felizes em ser piloto do Programa NegóciosCoop. No Pará, o Sescoop atua como órgão de fomento e existem mercados que podem, e devem, ser ocupados pelas cooperativas. O programa qualifica e capacita cada vez mais esses empreendimentos para que possam acessar novas oportunidades.”
Durante a realização da COP30 em Belém, as cooperativas também tiveram papel relevante. “Elas foram importantes não só como política pública, mas como empreendimentos que geraram trabalho e renda durante o evento. Após um ano de trabalho, percebemos uma evolução significativa nas três cooperativas, principalmente no acesso a novos mercados. O Programa NegóciosCoop amplia essa área de atuação do Sescoop e contribui para a sustentabilidade desses empreendimentos”, completou.
Transformação na prática
Ao todo, cerca de 54 cooperados concluíram a jornada formativa. Segundo Luciane Fiel, analista de Desenvolvimento e Monitoramento de Cooperativas do Sistema OCB/PA, a formatura simboliza comprometimento e persistência. “Foi um momento muito especial. Representa o interesse dos cooperados em fortalecer a gestão, organizar melhor a produção e ampliar a visão de negócio. Esse processo trouxe mais autonomia, mais capacidade de planejamento e melhores condições para acessar novos mercado.”
A analista de Negócios do Sistema OCB, Luana Mendonça, também destacou que os resultados vão além dos indicadores econômicos. “Quando os cooperados entendem mais sobre gestão e planejamento, ganham força para crescer. Os resultados não são apenas números: representam mais renda, mais organização, novas parcerias e mais segurança para o futuro. Isso demonstra que estamos no caminho certo."
Superação de desafios estruturais
O ciclo foi realizado em meio a uma série de desafios concretos no dia a dia das cooperativas. A instabilidade da coleta seletiva municipal; as reformas estruturais em preparação para a Conferência do Clima (COP30), que aconteceu em Belém em novembro de 2025; a necessidade constante de validações técnicas; e o contexto de vulnerabilidade social impactaram diretamente o ritmo das atividades e a rotina dos cooperados.
Mesmo diante desse cenário, o trabalho seguiu. O acompanhamento técnico ajudou a manter o grupo mobilizado, garantir a realização dos encontros e fortalecer o papel das lideranças na condução das mudanças propostas.
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NEGÓCIOS
Capacitação fortalece uso do SouCoop e do Desempenho na Região Norte
Treinamento reuniu equipes das OCEs para alinhamento técnico e uso estratégico das plataformas
O Sistema OCB realizou, em Manaus, mais uma etapa do ciclo de capacitações regionais voltado ao aprimoramento do uso dos sistemas SouCoop e Desempenho. Organizado pelo Sistema OCB/AM, o encontro reuniu técnicos, analistas e superintendentes das OCEs da Região Norte e marcou a segunda edição do treinamento, a primeira ocorreu no Nordeste, no início do ano.
Durante dois dias, os participantes alternaram atividades expositivas e práticas, com foco na familiarização e no domínio das ferramentas que dão suporte a processos essenciais do cooperativismo. A proposta foi garantir que as equipes regionais estejam plenamente preparadas para operar os sistemas de forma segura, alinhada e produtiva.
O SouCoop foi um dos destaques da programação. A plataforma consolida dados cadastrais e documentais das cooperativas, permitindo que acessem serviços disponibilizados pelo Sistema OCB e utilizem o ambiente como fonte de gestão e manutenção de informações. O sistema unifica três processos estratégicos: Registro, Atualização Cadastral e Anuário do Cooperativismo, reforçando a base institucional da representação cooperativista.
Outro foco do treinamento foi o Desempenho, ferramenta que permite o acompanhamento mensal dos principais indicadores econômicos e financeiros das cooperativas. Com ela, dirigentes e gestores podem realizar análises comparativas, avaliar resultados em tempo real e tomar decisões mais assertivas. O objetivo é apoiar a autogestão, ampliar a transparência e fortalecer a sustentabilidade dos negócios cooperativos.
Para Fábio Trinca, gerente da área Financeira do Sistema OCB, o encontro reforçou a importância de aproximar as equipes da rotina operacional das ferramentas. “Agora, na Região Norte, o treinamento foi uma oportunidade valiosa para que analistas e superintendentes pudessem se familiarizar com a operação desses sistemas, tão importantes no nosso dia a dia. A iniciativa reforça o compromisso do Sistema OCB em equipar suas equipes com as ferramentas necessárias para um trabalho de excelência”, afirmou.
Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação, lembrou que o ciclo formativo tem caráter permanente. “Assim como no primeiro encontro, esta foi uma oportunidade valiosa para que colaboradores experientes e recém-chegados se aprofundassem no funcionamento dessas ferramentas, entendendo sua relevância estratégica e a legislação que orienta sua aplicação. A iniciativa demonstra, mais uma vez, o esforço do Sistema OCB em fortalecer capacidades, promover alinhamento nacional e garantir que nossas equipes estejam plenamente preparadas para entregar um trabalho de excelência”, declarou.
A superintendente do Sistema OCB/AM, Claudia Sampaio Inácio, destacou a importância da capacitação presencial para a realidade dos estados do Norte. “A capacitação, voltada à realidade da Região Norte, atualizou nossas equipes, qualificou novos colaboradores e fortaleceu o uso estratégico das plataformas no nosso dia a dia. Experiências como essa mostram o quanto os treinamentos regionais são fundamentais para respeitar as particularidades de cada estado e gerar mais resultados para as cooperativas. Para nós, foi uma honra sediar esse encontro e receber os técnicos e analistas dos demais estados da região”.
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05/12/2025
NEGÓCIOS
Brasil cooperativo abre portas para o mundo com catálogo de exportadoras
Publicação apresenta agro e artesanato para ampliar presença global do cooperativismo
O cooperativismo brasileiro acaba de ganhar mais um instrumento estratégico para ampliar sua presença no mercado internacional. O Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras, lançado pelo Sistema OCB, reúne informações de cooperativas com experiências em exportação e oferece um panorama qualificado de produtos, serviços e potenciais parceiros para compradores e instituições de comércio exterior em todo o mundo.
A publicação é voltada a importadores, distribuidores, parceiros institucionais e representantes de órgãos públicos e privados que atuam no comércio internacional. Com versões em português, inglês, espanhol e mandarim, o catálogo pretende aproximar o que o Brasil cooperativo tem de melhor a mercados exigentes e diversificados, reforçando a imagem de qualidade, sustentabilidade e inovação que o setor representa.
“O catálogo é um convite para o mundo conhecer a força e a diversidade do cooperativismo brasileiro, que combina qualidade, compromisso social e sustentabilidade. Ao conectar nossas cooperativas a novos mercados, abrimos portas para oportunidades que geram renda, desenvolvimento e impacto positivo dentro e fora do país”, destaca Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
Dois setores, um objetivo: crescer no mundo
O catálogo contempla dois segmentos de destaque na pauta exportadora cooperativista: agronegócio e artesanato. No agro, a ferramenta ajuda cooperativas a acessar novos mercados, negociar melhores preços e gerar mais renda para os cooperados. Já no artesanato, valoriza a identidade cultural brasileira e abre portas para nichos como comércio justo e consumo consciente, em que a origem e o impacto social dos produtos são diferenciais competitivos.
Em ambos os casos, a publicação destaca soluções sustentáveis, rastreáveis e competitivas, capazes de atender a demandas internacionais cada vez mais voltadas para práticas responsáveis e produtos de alta qualidade.
Inteligência de mercado
Além de ser um material promocional, o catálogo também funciona como fonte de inteligência, permitindo conhecer melhor o perfil das cooperativas exportadoras brasileiras e direcionar de forma mais assertiva as ações de qualificação e promoção do setor.
“Com essa base organizada, podemos atuar de forma mais estratégica, conectando nossas cooperativas com as oportunidades certas e fortalecendo o posicionamento do Brasil no cenário internacional”, completa Márcio.
Essa abordagem fortalece a atuação conjunta entre o Sistema OCB, o governo e parceiros institucionais como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de embaixadas e adidos agrícolas, que poderão utilizar o material como referência em ações de promoção comercial.
Mais oportunidades, mais impacto
O Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras representa ganhos para todos os envolvidos: para as cooperativas, que poderão ampliar sua base de clientes e consolidar marcas no exterior; para o Sistema OCB, que fortalece sua rede de contatos e sua capacidade de promoção; e para o país, com a geração de divisas, renda e empregos.
O documento apresenta desde cooperativas com atuação já consolidada no mercado global até aquelas que estão iniciando sua jornada internacional, com potencial de se tornar referência em seus segmentos.
O catálogo terá atualização bianual, garantindo que as informações estejam sempre atualizadas e em sintonia com as demandas do mercado internacional. As cooperativas interessadas em incluir seus produtos e contatos na publicação podem procurar diretamente a Organização Estadual à qual são vinculadas, que fará o encaminhamento das informações ao Sistema OCB
O material será distribuído a parceiros institucionais, embaixadas brasileiras, adidos agrícolas e compradores internacionais, além de ser utilizado pelo Sistema OCB e pelas organizações estaduais em feiras, missões e rodadas de negócios.
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19/09/2025
NEGÓCIOS
CapacitaCoop: Novo curso prepara cooperativas para Reforma Tributária
Capacitação gratuita e online oferece orientação sobre adaptações fiscais
O Sistema OCB lançou o curso Reforma Tributária do Consumo para Cooperativas, disponível na plataforma CapacitaCoop. Gratuito e 100% online, o conteúdo foi desenvolvido para apoiar dirigentes, conselheiros fiscais, gestores tributários, auditores e contadores de cooperativas na compreensão das mudanças promovidas pela Reforma Tributária no Brasil.
O curso aborda a parte geral da reforma, com foco na tributação sobre o consumo e apresenta orientações sobre como as cooperativas podem se adaptar ao novo regime. A trilha de aprendizagem inclui vídeos explicativos, podcasts temáticos, atividades e e-books complementares.
Segundo a gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Clara Maffia, o tema exige atenção redobrada do setor. “A Reforma Tributária representa uma das maiores transformações do sistema fiscal brasileiro em décadas. Nosso objetivo é oferecer uma capacitação acessível, didática e consistente, que ajude as cooperativas a entenderem o impacto das mudanças e a se prepararem de forma estruturada para a transição”, afirmou.
A estrutura do curso contempla seis módulos principais: introdução à Reforma Tributária; alterações na tributação sobre o consumo; impactos operacionais e econômicos para as cooperativas; período de transição; apuração, recolhimento e declaração dos novos tributos; e compensação ou ressarcimento dos tributos substituídos.
Ao concluir os estudos e alcançar 70% de aproveitamento na avaliação de aprendizagem, o participante terá acesso ao certificado digital. O conteúdo foi elaborado com linguagem acessível, rigor técnico e foco em soluções práticas.
Clara também reforça a importância da mobilização das cooperativas: “Este é o momento de se antecipar. Quanto mais cedo dirigentes e gestores compreenderem as novas regras, mais preparados estaremos para manter a competitividade e o equilíbrio econômico do setor”, completou.
Além do curso geral, o Sistema OCB prepara a disponibilização de módulos específicos por ramos do cooperativismo, que serão lançados em uma segunda fase.
Como parte das ações de orientação técnica, o Sistema OCB publicou materiais específicos sobre a Reforma Tributária no boletim Panorama Coop Tributário. Duas edições já foram disponibilizadas, sendo a mais recente em 14 de agosto. Novas publicações estão previstas para os próximos meses, com análises detalhadas e foco nos impactos práticos da reforma para o cooperativismo.
Prepare sua coop para a Reforma Tributária, inscreva-se já e acompanhe o Panorama Coop.
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20/08/2025
NEGÓCIOS
Sistema OCB debate fortalecimento do crédito cooperativo com o MIDR
Diálogo mira expansão da participação das cooperativas de crédito nos Fundos Constitucionais de Financiamento
O Sistema OCB deu mais um passo estratégico para ampliar a presença e a contribuição do cooperativismo de crédito nas políticas públicas de desenvolvimento regional. Em reunião nesta segunda-feira (14), com o secretário de Fundos e Instrumentos Financeiros do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Eduardo Corrêa Tavares, a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, apresentou as propostas construídas pelo setor para otimizar o uso dos Fundos Constitucionais de Financiamento (FCFs).
O encontro teve como objetivo alinhar agendas e reforçar o papel do cooperativismo como parceiro estratégico da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Para Tania Zanella, a atuação do setor é essencial para ampliar o alcance dos recursos públicos a comunidades e municípios das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
“Levamos ao ministério uma contribuição técnica que nasce da experiência prática das nossas cooperativas de crédito, que já operam os recursos dos fundos e conhecem de perto as necessidades das regiões. É uma pauta construída a várias mãos, com a participação dos principais sistemas cooperativos e das nossas organizações estaduais”, destacou Tania.
Atualmente, as cooperativas de crédito desempenham um papel crescente nos repasses dos Fundos Constitucionais. Dados apresentados durante a reunião mostram que, entre 2019 e 2024, a cobertura municipal do cooperativismo passou de 25,6% para 42,4% no Norte e de 59,3% para 78,8% no Centro-Oeste. Esse avanço se deve, em grande parte, ao aumento significativo da participação direta do sistema nos repasses, o que ampliou a inclusão financeira em áreas antes desassistidas.
Agenda propositiva
Entre os principais pontos discutidos com o secretário Eduardo Tavares, estão o reconhecimento formal do cooperativismo de crédito como parceiro estratégico da PNDR, a realização de um evento institucional no MIDR para entrega das propostas do setor, e o convite para participação do Sistema OCB nas reuniões dos Conselhos Deliberativos (Sudene, Sudam e Sudeco).
“O cooperativismo está pronto para contribuir ainda mais com o desenvolvimento regional. Nossas propostas visam melhorar a governança, dar mais previsibilidade e eficiência aos repasses e garantir equidade nas condições de acesso aos recursos”, explicou a superintendente.
O secretário Eduardo Tavares reconheceu o potencial transformador do setor e se mostrou receptivo às pautas apresentadas. Segundo ele, a integração do cooperativismo às políticas públicas pode ampliar o impacto social e econômico dos fundos.
As propostas apresentadas ao MIDR trazem medidas voltadas aos eixos legislativo e regulatório, com foco na melhoria da operacionalização dos fundos e na ampliação da participação do cooperativismo no planejamento e execução das políticas públicas. “A união de esforços entre bancos administradores e cooperativas é fundamental para otimizar os recursos e garantir que eles cheguem a quem mais precisa. Nosso compromisso é com uma política de desenvolvimento regional mais eficiente e inclusiva”, concluiu Tania.
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14/07/2025
NEGÓCIOS
Programa ESGCoop leva Solução Eficiência Energética à Cotripal no RS
Equipe técnica realizou diagnóstico para otimizar o consumo de energia e reduzir emissões de GEE na cooperativa
A Cotripal, cooperativa agro com sede em Panambi (RS), recebeu entre os dias 24 e 27 de junho a visita técnica do Programa ESGCoop – Solução Eficiência Energética, iniciativa coordenada pelo Sistema OCB em parceria com a OCERGS. A ação integra a terceira fase da Solução e contou com um detalhado mapeamento de oportunidades para aprimorar a gestão do consumo de energia, reduzir emissões de gases de efeito estufa e otimizar custos operacionais.
A visita incluiu uma programação intensa: reuniões iniciais com a diretoria para apresentação da metodologia, inspeções técnicas no frigorífico e no complexo de varejo – que engloba supermercado, açougue, restaurante e magazine – e, por fim, um encontro final para compartilhar impressões preliminares do diagnóstico. Todas as atividades foram acompanhadas de perto pela equipe de engenharia da Cotripal, que participou ativamente das discussões e levantamento de dados.
“Ao aplicar esse diagnóstico, estamos contribuindo para que a Cotripal avance na eficiência energética e se fortaleça enquanto agente de transformação ambiental e social. Essa é uma das formas de o cooperativismo demonstrar seu compromisso com as agendas globais de sustentabilidade”, destacou Laís Nara Castro, analista de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Para Thiago dos Santos, gerente de engenharia da Cotripal, o trabalho já está gerando reflexões importantes para a cooperativa. “Apesar de estarmos na fase de levantamento e sem o diagnóstico final, já percebemos a seriedade e o rigor técnico da consultoria. A eficiência energética vai além do aspecto econômico; está ligada ao nosso compromisso com a sustentabilidade e com os valores do cooperativismo”, afirmou.
O gerente ressaltou ainda que o apoio da equipe técnica da consultoria Stride conseguiu envolver todos os setores da cooperativa e trouxe uma abordagem organizada e prática. “O apoio do Sistema OCB e do Sistema Ocergs nos dá segurança para implementar melhorias efetivas. Essa parceria agrega muito valor e nos permite enxergar oportunidades que, no dia a dia, poderiam passar despercebidas”, completou Thiago.
O diagnóstico realizado na Cotripal é parte de um movimento mais amplo de apoio às cooperativas brasileiras na busca por uma gestão mais eficiente e alinhada às boas práticas ambientais. A Solução Eficiência Energética, que faz parte do Programa ESGCoop, já conta com a participação de 15 cooperativas em diferentes estados brasileiros. A proposta é que, a partir dessas análises técnicas, sejam elaborados planos de ação com soluções de curto, médio e longo prazos.
“Essa etapa presencial é essencial porque permite identificar, in loco, como cada cooperativa pode reduzir desperdícios, modernizar processos e avançar no uso consciente de recursos naturais. Estamos falando de ganhos ambientais, mas também de eficiência operacional e redução de custos, o que reforça o papel do cooperativismo como protagonista do desenvolvimento sustentável”, explicou Laís.
A iniciativa se alinha diretamente ao compromisso do cooperativismo com a Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à energia limpa e acessível, ação contra as mudanças climáticas e consumo responsável.
“Estamos confiantes de que o diagnóstico final nos trará insights valiosos e propostas viáveis, que poderão ser incorporadas de forma estratégica ao nosso planejamento. Isso reforça nossa responsabilidade ambiental e o cuidado com os recursos naturais, além de garantir mais eficiência para nossos processos internos”, concluiu Thiago.
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03/07/2025
NEGÓCIOS
Cooperativismo avança em indicadores ESG e soluções sociais com foco no impacto
Sistema OCB promove encontros estratégicos para fortalecer práticas sustentáveis e inclusivas
Nos dias 24 e 25 de junho, o Sistema OCB promoveu dois encontros estratégicos para incentivar a construção de uma sociedade mais sustentável, inclusiva e inovadora. As reuniões do Grupo de Trabalho ESGCoop e da Câmara Temática Social reuniram representantes de cooperativas, organizações estaduais do Sistema OCB, sistemas organizados e especialistas para avançar na construção de indicadores ESG e no fortalecimento das soluções sociais do movimento.
No dia 24, foi realizada a reunião presencial do Grupo de Trabalho ESGCoop, com foco na construção dos indicadores específicos para o Ramo Saúde. Participaram integrantes das Organizações Estaduais (OCEs) (Ocemg, Ocesp, Ocesc e Ocepar), dos sistemas Unimed e Uniodonto, além de cooperativas convidadas especialmente para compor um grupo de especialistas: Uniodonto Manaus, Coopanest-CE, Unimed Federação Minas, Unimed Campo Grande, Unimed Londrina, Uniodonto Campinas, Unimed Nacional, Unimed FESP, Unimed Fortaleza, COOENF/PR, Unimed do Brasil, Uniodonto do Brasil, Fencom, CoopCare (DF) e Uniodonto Porto Alegre.
A agenda deu continuidade ao processo iniciado com uma reunião online preparatória, no dia 13 de junho, e teve como objetivo avaliar, com base em metodologia especializada, os indicadores que melhor representam o desempenho ESG das cooperativas de saúde. Além disso, o encontro marcou a participação de diversas cooperativas que integraram o GT ESGCoop pela primeira vez, fortalecendo a representatividade e a diversidade de experiências no debate.
Jacqueline Oliveira Estevan, diretora de Governança, Risco e Compliance, da Uniodonto Campinas, destacou a aplicação prática dos debates. “A gente pôde olhar na prática, no operacional, e trazer isso para o dia a dia. É você pegar o ESG e colocar ali na operação. O resultado disso para as cooperativas vai ser gigante”.
Para Luis Antônio Schmidt, gerente geral do Sistema Ocesp, o ponto forte da construção coletiva está na legitimidade do processo. “Esse trabalho só tem relevância porque foi construído a várias mãos. O envolvimento direto das cooperativas, com apoio das unidades estaduais e do Sistema OCB, torna o resultado mais concreto e aplicável”, afirmou.
O grupo já havia concluído os indicadores universais — válidos para todos os ramos — e os indicadores específicos do crédito. O próximo passo será a validação e homologação, até agosto de 2025, da lista final de indicadores ESG para o Ramo Saúde.
Soluções sociais
Já no dia 25, a 3ª reunião presencial da Câmara Temática Social reuniu representantes das OCEs (Ocemg, Ocesp, Ocergs e Ocepar), além de integrantes de sistemas organizados como Sicoob Confederação, Fundação Sicredi, Ailos, Cresol, Infracoop, Unicred e Unimed do Brasil. O encontro teve como foco promover o diálogo e a construção coletiva em torno das soluções sociais alinhadas à Agenda ESG.
Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, deu início às atividades apresentando as soluções sociais e a conexão entre as ações do diagnóstico ESGCoop e os projetos de impacto social. Ela ressaltou que essas iniciativas são parte essencial do modelo de negócios cooperativista e respondem de forma concreta às demandas da sociedade. “As soluções sociais não são ações paralelas — elas estão no centro do modelo de negócios do cooperativismo. São projetos que nascem da base, com propósito claro de transformar realidades, gerar inclusão e desenvolver comunidades”, declarou.
A especialista em Diversidade Cultural e Inclusão Gisele Gomes ministrou a palestra ID&E como infraestrutura de inovação, Gisele provocou reflexões sobre o uso de dados e evidências para fortalecer soluções sociais mais eficazes e orientadas à realidade das comunidades, destacando o potencial transformador da informação bem estruturada.
A Câmara Temática Social atua como um espaço estratégico para fortalecer e disseminar práticas de impacto social no cooperativismo. Ao reunir representantes de diferentes ramos, amplia o alcance das discussões e incentiva a criação de soluções intercooperativas para o desenvolvimento sustentável.
Ainda segundo Débora, a realização articulada desses dois encontros evidencia o compromisso do Sistema OCB com uma atuação integrada nas dimensões econômica, social e ambiental do cooperativismo. “Consolidar indicadores ESG e potencializar as soluções sociais é posicionar as cooperativas como protagonistas de um modelo de desenvolvimento mais justo, responsável e transformador”, complementou.
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27/06/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
ESG
22/06/2026
Sistema OCB alinha estratégias para fortalecer agenda climática
Equipes da entidade avançam em indicadores ESG, COP31 e mercado regulado de carbono
O coop brasileiro está se preparando para uma nova etapa de sua atuação na agenda de sustentabilidade. Com foco em integração, planejamento e geração de resultados concretos, o Sistema OCB promoveu, nesta segunda-feira (22), uma reunião conjunta entre o Time ESG, o Grupo de Trabalho ESG (GT ESG) e as Câmaras Temáticas de COP e Meio Ambiente. Entre os assuntos debatidos estiveram a construção dos indicadores ESG do cooperativismo, o plano de trabalho para a COP31 e os próximos passos relacionados ao mercado regulado de carbono no Brasil.
Logo na abertura, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, deixou claro a importância do encontro: “a sustentabilidade deixou de ser uma pauta complementar e passou a ocupar posição estratégica para a competitividade e a perenidade dos negócios. Nosso desafio é demonstrar, com dados e resultados, que o cooperativismo entrega soluções concretas para a transição climática e para o desenvolvimento sustentável”, destacou.
Um dos destaques da reunião foi a apresentação do estágio atual dos Indicadores ESG do Cooperativismo Brasileiro, iniciativa desenvolvida no âmbito do Programa ESGCoop. O trabalho já resultou na homologação de 56 indicadores universais, aplicáveis a cooperativas de todos os ramos, distribuídos entre as dimensões social, ambiental, econômica e de governança. Além disso, avançam as construções dos indicadores setoriais específicos para os diferentes ramos do cooperativismo.
Como parte do movimento de integração entre as equipes, também foi anunciada a unificação das Câmaras Temáticas de COP e Meio Ambiente, que passam a atuar conjuntamente sob a denominação de Câmara Temática de Meio Ambiente e Clima. A mudança busca ampliar a articulação entre os temas e fortalecer a construção de posicionamentos técnicos e estratégicos para o cooperativismo.
Da COP30 para a COP31
Outro tema central foi a avaliação dos resultados da participação do cooperativismo na COP30 e a construção da estratégia para a COP31, que será realizada em novembro na Turquia. A participação na conferência realizada em Belém foi considerada fundamental para consolidar o protagonismo do cooperativismo brasileiro no debate internacional sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.
Ao longo do evento, cooperativas participaram de dezenas de painéis, oficinas e espaços de articulação institucional, levando experiências práticas relacionadas a financiamento climático, agricultura sustentável, transição energética, descarbonização e inclusão produtiva.
Segundo Débora, o momento agora é de transformar esse reconhecimento conquistado em ações concretas. “A COP30 ampliou a visibilidade do cooperativismo e reforçou nossa capacidade de articulação. Entramos a partir dela em uma fase de implementação, em que precisamos transformar posicionamentos em entregas efetivas, fortalecendo ainda mais a contribuição das cooperativas para as soluções climáticas”, ressaltou.
O plano de trabalho para a COP31 prevê ações de articulação institucional, participação em fóruns nacionais e internacionais, fortalecimento de parcerias estratégicas e apoio às cooperativas em iniciativas voltadas à descarbonização e eficiência energética.
Mercado de carbono
A agenda do mercado regulado de carbono também teve espaço de destaque durante a reunião. O Sistema OCB acompanha a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e atua para garantir que as especificidades do modelo cooperativista sejam consideradas nesse processo.
Para o coordenador do Ramo Agro do Sistema OCB, Rodolfo Jordão, o avanço da regulamentação do mercado de carbono representa uma oportunidade estratégica para o cooperativismo ampliar sua contribuição para uma economia de baixo carbono. “As cooperativas já desenvolvem práticas que geram benefícios ambientais concretos, como recuperação de áreas, agricultura de baixo carbono e manejo sustentável. Nosso papel é garantir que essas iniciativas sejam reconhecidas e que os cooperados tenham condições de participar desse mercado com segurança, previsibilidade e geração de valor”.
Débora lembrou que, atualmente, dezenas de cooperativas participam das ações do Programa ESGCoop voltadas à neutralidade de carbono, envolvendo iniciativas de mensuração, monitoramento e redução de emissões. “Temos uma oportunidade concreta de mostrar que o cooperativismo é parte da solução. Nossa força está na capacidade de gerar desenvolvimento econômico aliado à inclusão social e à preservação ambiental. Quanto mais alinhada e integrada for nossa atuação, maior será o impacto que conseguiremos entregar para o país e para o mundo”, concluiu.
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15 anos de AvaliaCoop: como diagnóstico virou cultura de gestão
Programa consolidou desenvolvimento nas cooperativas, ao conectar governança, desempenho e ESG
Há 15 anos, o Sistema OCB iniciou um movimento estratégico para atender à legislação que exigia o monitoramento das cooperativas. O que poderia ter se limitado a uma obrigação regulatória evoluiu significativamente. De forma colaborativa, com as Organizações Estaduais e as próprias cooperativas, foram desenvolvidas ferramentas diagnósticas que se consolidaram como a principal porta de entrada para o desenvolvimento organizacional.
Esse processo deu origem a uma estratégia nacional de inteligência analítica: o AvaliaCoop. Hoje, ele não apenas apoia o monitoramento, mas sustenta a gestão, o planejamento e a tomada de decisão de milhares de cooperativas, posicionando-se como base estruturante da inteligência do cooperativismo brasileiro.
Hoje, o eixo reúne soluções diagnósticas em temas estratégicos como identidade cooperativista, governança e gestão, desempenho econômico-financeiro, negócios e ESG. Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o aniversário marca muito mais do que uma data. "Quinze anos do AvaliaCoop representam quinze anos de compromisso com o fortalecimento das cooperativas brasileiras. Essa iniciativa nasceu das necessidades contingenciais do cooperativismo no início dos ano 2000 e cresceu sustentada por rigor técnico, parceria com os estados e visão estratégica e de longo prazo. Hoje, ela é um dos pilares do nosso trabalho de desenvolvimento, porque ajuda cada cooperativa a se conhecer melhor, a planejar com mais precisão e a evoluir com consistência. É um orgulho enorme ver o quanto esse programa transformou a cultura de gestão do setor."
Susan Vilela, gerente de Controle Interno do Sistema OCB, foi precursora da operacionalização das soluções, fortalecendo uma agenda pautada na intercooperação e na escuta ativa, promovendo reuniões e espaços de diálogo com as Organizações Estaduais e as cooperativas. "Percebemos que, primeiro, era necessário identificar a dor da cooperativa para então entregar a melhor solução possível", relembra Susan
Esse movimento coletivo permitiu compreender, de forma aprofundada, os diferentes contextos e necessidades. Como resultado, os diagnósticos desenvolvidos — independentemente da metodologia ou das referências adotadas — passaram a refletir de forma consistente as especificidades do modelo de negócios cooperativo e suas respectivas legislações.
Identidade
O primeiro grande marco veio com o Diagnóstico Identidade, desenvolvido em parceria com a Fundace. A ferramenta buscava mapear elementos essenciais do modelo cooperativista, considerando princípios, conformidade legal e aspectos ligados à identidade organizacional. A construção aconteceu de forma coletiva, com forte participação das organizações estaduais. O processo também abriu espaço para troca de experiências e compartilhamento de boas práticas.
Com o amadurecimento do trabalho, surgiu uma nova necessidade. Além de fortalecer sua identidade, as cooperativas precisavam avançar em gestão e governança para responder às exigências do mercado e ampliar sua competitividade.
Governança e gestão
Em 2012, o Sistema OCB firmou parceria com a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) para desenvolver o diagnóstico de Governança e Gestão, hoje uma das soluções mais consolidadas do AvaliaCoop. O modelo foi estruturado em níveis de maturidade e permite que cada cooperativa evolua de forma gradual, respeitando seu contexto e estágio de desenvolvimento.
A lógica é acompanhar uma jornada contínua de evolução, uma vez que implementar boas práticas exige preparo, tempo e amadurecimento institucional. Foi nesse contexto que nasceu também o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão, criado para incentivar o compartilhamento de conhecimento entre cooperativas. A iniciativa deu origem ao compêndio de boas práticas, que segue como uma importante ferramenta de disseminação de experiências dentro do cooperativismo.
Para o coordenador de Inteligência Analítica do Sistema OCB, Tomás Nascimento, essa consistência metodológica é o que garante resultados concretos. "Celebrar os 15 anos dos diagnósticos AvaliaCoop é reconhecer o trabalho de todos que se dedicaram para chegarmos até aqui, com a consistência de um trabalho tático-operacional que sustenta resultados concretos. Ao estruturar metodologia e conteúdo, evoluir sistemas, analisar dados com rigor e apoiar as OCEs de forma ativa, consolidamos uma cultura orientada a dados. Esse conjunto integrado é o que transforma informação em direcionamento e garante a efetividade e a evolução contínua das cooperativas."
A coordenadora de Governança e Gestão, que atuou na coordenação de Inteligência Analítica por quase 10 anos, Simone Montandon, destaca que a robustez do programa está diretamente ligada ao seu processo de aprimoramento permanente. "Durante esses 15 anos, os diagnósticos passaram por uma evolução contínua e estruturada, com revisões sistemáticas de questionários, atualização de conceitos e refinamento metodológico a cada ciclo. Houve também um investimento permanente na evolução tecnológica da plataforma, ampliando a confiabilidade dos dados, a comparabilidade e a qualidade das devolutivas. O resultado é um sistema mais intuitivo, mais rastreável e com impacto cada vez mais concreto na gestão das cooperativas."
Apoio
Com o avanço dos diagnósticos, o AvaliaCoop passou a apoiar diretamente outras áreas do Sistema OCB, especialmente em formação profissional e decisões estratégicas. Os dados coletados passaram a orientar o planejamento de ações e soluções voltadas ao desenvolvimento das cooperativas, incluindo a criação de cursos, capacitações e iniciativas conectadas às demandas reais do setor. "Antes disso, muitas iniciativas acabavam sendo repetidas sem um direcionamento claro. Com os diagnósticos, tornou-se possível identificar prioridades com mais precisão e aumentar a efetividade das entregas", conta Susan.
Ao longo dos anos, o AvaliaCoop deixou de ser apenas uma ferramenta de monitoramento para assumir uma posição estratégica dentro do Sistema OCB. Atualmente, o eixo reúne cinco soluções diagnósticas principais: Identidade, Governança e Gestão (PDGC), Desempenho, Negócios e ESG.
A gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, explica que essa evolução acompanhou as transformações do mercado e as novas demandas do cooperativismo. Segundo ela, o conceito de monitoramento se ampliou e passou a incorporar uma atuação mais voltada à inteligência analítica e ao desenvolvimento organizacional. "O diagnóstico não é um fim em si mesmo. Ele é a porta de entrada para entender desafios, definir prioridades e desenvolver soluções mais assertivas", afirma.
Essa nova fase ganhou ainda mais força a partir de 2022, quando o Sistema OCB iniciou uma revisão do portfólio de soluções para integrar de forma mais clara os diagnósticos às áreas de capacitação, negócios, ESG e cultura cooperativista.
Sustentabilidade
O movimento também acompanhou mudanças importantes no ambiente de negócios. Temas ligados à sustentabilidade, impacto social e governança passaram a ocupar espaço central na estratégia das cooperativas e impulsionaram a criação do diagnóstico ESG.
A solução foi desenvolvida para apoiar cooperativas na avaliação de práticas ambientais, sociais e de governança, alinhando o cooperativismo às exigências atuais do mercado. "O mercado mudou e as cooperativas precisam acompanhar essas transformações para continuarem competitivas e sustentáveis", destaca Débora.
Futuro
Além do ESG, o AvaliaCoop passou a ampliar seu olhar para temas que vêm adquirindo cada vez mais importância, ligados à saúde organizacional, desempenho laboral e sustentabilidade dos negócios, e que se relacionam diretamente com a NR1. Entre as próximas entregas previstas está o Diagnóstico de Saúde e Bem-Estar, atualmente em fase piloto e com lançamento nacional previsto para o próximo ano.
Outro foco imediato do Sistema OCB é ampliar a adesão das cooperativas às soluções diagnósticas e evoluir as estratégias e metodologias de oferta dessas. A avaliação é que a cultura do desenvolvimento organizacional ainda tem muito espaço para crescer dentro do cooperativismo brasileiro. A proposta é dar um grande passo para otimizar a experiência da jornada AvaliaCoop e fazer com que os diagnósticos integrem cada vez mais a rotina das cooperativas, apoiando o planejamento, a priorização de investimentos e o fortalecimento da gestão.
Para Susan, olhar para os 15 anos do AvaliaCoop é reconhecer uma construção coletiva, feita gradualmente e sempre em diálogo com as necessidades das cooperativas. "Tudo foi construído aos poucos. O importante é entender essa trajetória e continuar evoluindo sem perder de vista o caminho que foi percorrido até aqui", ressalta.
Débora reforça que o desenvolvimento organizacional precisa fazer parte da cultura das cooperativas. "Tudo começa com uma pergunta simples: como estou? Não adianta querer abraçar o mundo. Uma prioridade bem estruturada vale mais do que dez objetivos que ficam só no papel", conclui.
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ESG
Capacitação de gestores impulsiona eficiência energética no coop
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O Sistema OCB realizou mais uma etapa da Solução Eficiência Energética, com a Capacitação de Gestores em Eficiência Energética, com encontros na terça-feira (7) e na quinta-feira (9) desta semana. Participaram as cooperativas Coopernova – Armazém (MT), Inovar (RJ), Coabriel (ES), Sicoob Norte Sul (BA), Copasul (MS), Cooperbelgo (GO) e Unimed Caruaru (PE). Juntas, elas somam mais de R$ 7,5 bilhões em faturamento, cerca de 3,8 mil colaboradores e quase 40 mil cooperados.
A etapa marcou o encerramento dos encontros coletivos, com foco no alinhamento conceitual. Na sequência, o trabalho avança para reuniões preparatórias e diagnósticos in loco em cada cooperativa, com identificação de oportunidades de melhoria no consumo, na gestão e nos processos. A partir disso, serão estruturados planos de ação personalizados, aderentes à realidade de cada cooperativa, com acompanhamento remoto ao longo da implementação. Ao final do ciclo, a expectativa é que a eficiência energética esteja incorporada à rotina de gestão como um vetor estratégico de competitividade e sustentabilidade.
Para a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, o principal ganho está em transformar o tema em prática contínua. “Eficiência energética não é algo pontual. É uma forma de gerir melhor a operação, com rotina, acompanhamento e decisões baseadas em dados”, explicou.
Ela também destacou que os resultados ultrapassam os aspectos econômicos. “Quando a cooperativa organiza esse processo, ela reduz custos, melhora sua eficiência e ainda fortalece sua atuação em ESG, o que hoje pesa cada vez mais no mercado”, acrescentou.
Mais gestão, menos desperdício
Um dos pontos centrais da capacitação foi mostrar que eficiência energética não começa na tecnologia, mas na forma de gerir. O desafio está em entender onde a energia está sendo mal utilizada e corrigir esses pontos.
Durante os encontros, os participantes trabalharam conceitos muito presentes na rotina do dia a dia: desperdício, desbalanceamento e sobrecarga. Na prática, são situações que fazem a energia ser consumida sem gerar resultado. A proposta foi trazer esse olhar mais atento para o funcionamento das operações.
Medir para melhorar
Os gestores foram orientados a olhar com mais atenção para os dados de consumo, desde a fatura de energia até medições mais detalhadas. Quanto mais informação disponível, mais fácil identificar onde estão os desperdícios e agir rapidamente.
Além disso, a capacitação mostrou que não basta olhar o consumo total. O ideal é relacionar esse dado com a produção ou com a atividade da cooperativa. Isso permite comparações mais justas e ajuda a entender, de fato, se houve ganho de eficiência.
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Iniciativa prevê R$ 350 milhões em investimentos e busca estruturar nova lógica produtiva no país
O Sistema OCB acompanhou, nesta quarta-feira (1º), o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), iniciativa do governo federal que estabelece diretrizes para orientar o crescimento do setor na próxima década.
A proposta posiciona a biodiversidade brasileira como ativo estratégico para o desenvolvimento econômico sustentável, com integração entre inovação, tecnologia e inclusão social. O cooperativismo foi incluindo como um dos eixos do Plano, que prevê o fortalecimento de pelo menos 60 cooperativas com impacto direto em mais de 5 mil famílias, especialmente na região amazônica.
Com aporte inicial de R$ 350 milhões do Fundo Amazônia, o PNDBio busca estruturar uma nova lógica produtiva no país, ao aliar conservação ambiental à geração de renda. A iniciativa integra o eixo de bioeconomia do Plano de Transformação Ecológica e dialoga com a agenda de reindustrialização nacional, com foco em ampliar a presença do Brasil nas cadeias globais de valor.
Durante o evento, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou o papel do cooperativismo como instrumento de inclusão econômica e fortalecimento produtivo. “É fundamental estimular o modelo. Os pequenos, quando se organizam em cooperativas, fazem toda a diferença”, afirmou. Ele também ressaltou a relevância dos instrumentos financeiros voltados ao desenvolvimento sustentável, como o Fundo Amazônia e o Fundo Clima, que somam bilhões em recursos disponíveis.
Entre as ações estruturantes apoiadas pelo Fundo Amazônia estão programas como o Coopera+ Amazônia, o projeto Cooperar com a Floresta e o Desafios da Amazônia, que juntos, concentram investimentos superiores a R$ 300 milhões de reais e contam com a participação direta de cooperativas agropecuárias. Essas iniciativas buscam impulsionar cadeias produtivas sustentáveis, promover a organização coletiva e ampliar o acesso a mercados.
Metas ambiciosas
O PNDBio também estabelece metas ambiciosas para os próximos anos, como o apoio a 6 mil negócios comunitários, a ampliação do acesso ao crédito e a inclusão de até 300 mil beneficiários em programas de pagamento por serviços ambientais até 2035. A estratégia contempla ainda a recuperação de áreas degradadas, o fortalecimento da economia florestal e o aumento da produtividade com sustentabilidade.
No campo produtivo, o plano propõe a diversificação das lavouras, além do estímulo à bioindustrialização e ao uso de matérias-primas renováveis. A expectativa é que o Brasil avance em segmentos como biocombustíveis, biomateriais e insumos químicos de base biológica, consolidando sua liderança global no tema.
Outro eixo relevante é o incentivo à inovação em saúde, com a meta de ampliar a participação de fitoterápicos no mercado nacional e incorporar novos produtos ao Sistema Único de Saúde (SUS). O plano também prevê avanços no turismo sustentável, com estímulo ao ecoturismo em unidades de conservação.
A construção do PNDBio envolveu mais de 16 ministérios e contou com ampla participação da sociedade, setor produtivo e instituições de pesquisa, somando mais de 900 contribuições. A governança será acompanhada por sistemas de monitoramento que visam garantir transparência e segurança jurídica na execução das ações.
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02/04/2026
ESG
Sistema OCB amplia ações de eficiência energética no coop
Novo ciclo da iniciativa estrutura gestão contínua de consumo e redução de custos
Em mais uma etapa de desenvolvimento da Solução Eficiência Energética, o Sistema OCB reuniu, nesta sexta (20), cooperativas de diferentes ramos para dar continuidade aos trabalhos técnicos do ciclo 2026, com foco na gestão do consumo, redução de desperdícios e melhoria de processos.
O contexto global reforça a urgência do tema. Segundo o World Energy Outlook 2025, a demanda por eletricidade deve crescer cerca de 40% até 2035. No Brasil, a expansão projetada é de 3,3% ao ano, o que pressiona custos e exige maior eficiência no uso da energia, especialmente em setores intensivos como agro, saúde e crédito.
Para a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, a eficiência energética já demonstra resultados concretos e rápidos nas cooperativas. Ela destacou que a agenda vai além da redução de custos. “Estamos falando também de mercado, reputação e cultura de sustentabilidade. É uma agenda que conecta desempenho econômico e posicionamento estratégico”, afirmou.
A solução parte do diagnóstico de que a energia é um dos principais custos operacionais das cooperativas e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ganho imediato de eficiência. Em alguns casos acompanhados pelo Sistema OCB, ajustes simples já geraram economia perceptível no curto prazo. “Houve cooperativas que fizeram adequações e, no mês seguinte, já viram resultado financeiro”, relatou Débora.
Participam desta etapa cooperativas como Coopernova (MT), Inovar (RJ), Coabriel (ES), Sicoob Norte Sul (BA), Copasul (MS), Cooperbelgo (GO) e Unimed Caruaru (PE). Juntas, elas reúnem grande diversidade de operações e realidades, o que amplia o potencial de aprendizado e replicação de boas práticas.
O processo previsto pela solução envolve capacitação técnica, diagnóstico em campo e elaboração de planos de ação personalizados. O objetivo é estruturar uma gestão contínua da eficiência energética, com definição de indicadores, metas e rotinas de acompanhamento.
Segundo o consultor da Strider, Alexandre Mater, a experiência do ciclo anterior mostrou que há oportunidades em todas as cooperativas, independentemente do nível de maturidade. “Em todas elas, tivemos resultados positivos. Algumas mais avançadas, outras iniciando, mas todas encontraram oportunidades relevantes de melhoria”. Ele explicou que o foco está no uso inteligente da energia.
Para as cooperativas, o tema já aparece como prioridade estratégica. Na Copasul, por exemplo, a energia representa parcela significativa dos custos. “É mais de 30% do nosso custo total. Qualquer ganho de eficiência impacta diretamente o resultado”, destacou a analista de sustentabilidade, Nayara Moraes.
Já na Coabriel, o trabalho vem complementar iniciativas em andamento. “Já temos investimentos em fontes renováveis e projetos em desenvolvimento. A expectativa é melhorar ainda mais os resultados com essa solução”, afirmou o supervisor de manutenção, Caio Vicente.
A proposta do Sistema OCB é transformar a eficiência energética em prática permanente de gestão, integrada à governança das cooperativas. Isso inclui desde decisões operacionais como manutenção de equipamentos e controle de consumo, até estratégias mais amplas, como diversificação de fontes e alinhamento com metas de descarbonização.
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23/03/2026
ESG
Sistema OCB lança guia que ensina coops a contabilizarem GEE
Publicação orienta passo a passo para inventário e gestão das emissões de Gases de Efeito Estufa
O Sistema OCB lançou, em parceria com a Ambipar, o Guia Metodológico do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), uma publicação técnica que faz parte da Solução Neutralidade de Carbono, do Programa ESGCoop. O material foi desenvolvido para apoiar as cooperativas de todos os ramos na estruturação, coleta, tratamento e reporte de informações sobre suas emissões, de forma padronizada e transparente.
O guia é um passo importante na jornada das cooperativas rumo à sustentabilidade,à gestão climática eficiente e à neutralidade de carbono Elaborado com base nas metodologias ABNT NBR ISO 14064-1:2019 e no Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) — referências internacionais no tema —, o documento apresenta orientações detalhadas sobre os três escopos de emissões (diretas, indiretas de energia adquirida e indiretas na cadeia de valor) e traz instruções práticas para o uso da ferramenta oficial do GHG Protocol.
“O inventário de emissões é uma ferramenta fundamental para compreender o impacto climático das atividades da cooperativa e identificar caminhos para reduzir esse impacto. Medir é o primeiro passo para gerenciar, e esse guia vem justamente para facilitar esse processo, tornando-o acessível e confiável”, explica Débora Ingrisano, Gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
O guia descreve todas as etapas do processo — desde a definição dos limites organizacionais e operacionais até a consolidação e o reporte dos dados —, sempre alinhado aos princípios de relevância, integralidade, consistência, transparência e exatidão. A publicação também orienta sobre o armazenamento de evidências, essencial para auditorias e verificações independentes, além de indicar boas práticas que permitem às cooperativas buscar o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, o mais alto nível de conformidade metodológica no país.
“O diferencial do material é traduzir uma metodologia internacional para a realidade das cooperativas brasileiras. Ele oferece um passo a passo prático, com linguagem acessível e foco na aplicabilidade. A ideia é apoiar desde cooperativas que estão iniciando sua jornada de sustentabilidade até aquelas que já têm um inventário consolidado e buscam aprimoramento”, acrescenta Débora.
A publicação se integra à agenda ESG do Sistema OCB, que busca ampliar o engajamento do movimento cooperativista nas ações de mitigação das mudanças climáticas e de transição para uma economia de baixo carbono. “As cooperativas têm um papel estratégico nessa agenda. Elas já nascem com uma lógica de uso responsável dos recursos e de geração de valor coletivo. Agora, com ferramentas como o Guia Metodológico, poderão mensurar e comunicar esse valor de forma ainda mais robusta e transparente”, completa a gerente.
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Solução Eficiência Energética: coops ampliam ganhos sustentáveis
Workshop do Sistema OCB destaca resultados, aprendizados e novos passos da iniciativa
Com foco em inovação, economia e impacto ambiental, o Sistema OCB realizou, nesta sexta (17), o Workshop da Solução Eficiência Energética, uma das iniciativas do Programa ESGCoop. O encontro online contou com representantes de organizações estaduais, gerentes de Desenvolvimento de Cooperativas, integrantes do GT ESGCoop e parceiros técnicos para debater os resultados do ciclo 2025, os aprendizados das cooperativas-piloto e as perspectivas de expansão da solução.
Desenvolvida em parceria com a Stride Consultoria, a Solução Eficiência Energética tem como objetivo apoiar as cooperativas na identificação de desperdícios, otimização do consumo e redução de custos operacionais, promovendo, ao mesmo tempo, a diminuição das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).
Na abertura do encontro, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, destacou que a eficiência energética é um dos pilares mais estratégicos da sustentabilidade. “Assim como a agenda de carbono, a eficiência energética é essencial para a competitividade e a perenidade das cooperativas. Ela transforma responsabilidade ambiental em economia real e fortalecimento de imagem. É um tema que une propósito, inovação e resultado”, afirmou.
Segundo ela, a solução é um exemplo prático de como o Sistema OCB está apoiando as cooperativas na consolidação de suas agendas ESG. “Nosso objetivo é mostrar que eficiência energética é mais do que apenas uma pauta ambiental, é uma oportunidade concreta de inovação e de ganho econômico. As experiências que já estão em andamento comprovam o potencial transformador dessa iniciativa”, completou.
A analista de sustentabilidade, Laís Castro, apresentou o panorama geral da solução, que já conta com 14 cooperativas-piloto de oito estados. “Os resultados são expressivos: identificamos reduções médias de consumo em torno de 22%, chegando a mais de 30% em alguns casos. Além da economia direta, há ganhos intangíveis importantes — como o engajamento das lideranças e a mudança de cultura organizacional em relação ao uso e gestão da energia”, explicou.
Laís ressaltou que a iniciativa complementa outras ações do ESGCoop. “Enquanto a Neutralidade de Carbono mede e reporta as emissões, a Eficiência Energética atua diretamente na redução delas. As duas soluções se conectam e fortalecem o posicionamento do cooperativismo frente à agenda climática e à COP30”, destacou.
Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, reforçou o papel estratégico da energia no modelo de negócio das cooperativas. “A energia é um insumo central em todos os ramos. Trabalhar com eficiência é reduzir custos, aumentar competitividade e contribuir de forma efetiva para o enfrentamento das mudanças climáticas. É um investimento que gera retorno ambiental e financeiro”, afirmou.
Durante o workshop também foi anunciado que, em novembro, o Sistema OCB irá lançar cartilhas e ebooks que reúnem orientações técnicas e cases de destaque das cooperativas participantes.
“Essa é uma iniciativa de transformação cultural. Queremos inspirar cada cooperativa a tratar a energia como um ativo estratégico, e não apenas como um custo operacional”, concluiu Débora.
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Sistema OCB anuncia cooperativas que representarão o Brasil na COP30
Painéis temáticos darão visibilidade internacional a experiências sustentáveis de todos os ramos
O cooperativismo brasileiro já está praticamente de malas prontas para marcar presença na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro. O Sistema OCB divulgou, nesta sexta-feira (17), o resultado da seleção de cooperativas para os painéis temáticos do cooperativismo na COP30.
A chamada pública, lançada em agosto, teve como objetivo identificar e selecionar experiências concretas de cooperativas de todos os ramos que contribuem para o enfrentamento das mudanças climáticas, com base nos cinco eixos estratégicos do Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30:
Segurança alimentar e agricultura de baixo carbono
Financiamento climático e valorização das comunidades
Transição energética e desenvolvimento sustentável
Bioeconomia e uso eficiente dos recursos naturais
Adaptação e mitigação de riscos climáticos
As cooperativas escolhidas participarão de painéis temáticos promovidos pelo Sistema OCB durante a conferência, em espaços oficiais de destaque, além de atividades paralelas nos pavilhões do governo brasileiro, coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e em espaços de parceiros institucionais.
Cooperativas selecionadas
A lista de cooperativas que representarão o cooperativismo brasileiro na COP30 contempla os ramos do cooperativismo, com projetos que envolvem desde produção agropecuária de baixo carbono, energia renovável e eficiência energética, até finanças verdes, bioeconomia e recuperação de áreas degradadas. “Nosso papel é mostrar ao mundo que o cooperativismo brasileiro já entrega soluções concretas para a transição climática justa”, destacou Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB.
Os cases selecionados terão duas formas de participação:
Apresentação presencial, em painéis e debates nos espaços do cooperativismo na COP30;
Exposição digital, com conteúdo exibido nos totens do evento e no portal Coop na COP30, além de campanhas e materiais de divulgação institucional.
A proposta é ampliar o alcance das boas práticas cooperativistas e reforçar a imagem do cooperativismo como modelo de negócios sustentável, inovador e alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Estamos construindo uma presença plural e representativa. A COP30 será o palco para mostrar a força das cooperativas brasileiras e como elas já contribuem, na prática, para o desenvolvimento de uma economia verde e inclusiva”, reforçou Tania.
Confira a lista das cooperativas selecionadas:
Cases com presença física na COP30
Cooperativa
Título do Case
Sicredi Confederação
Projetos de financiamento do empreendedorismo feminino, transição energética
Sicoob Confederação
Captações Temáticas: impulsionando inclusão social e promovendo a transição para uma economia verde
Cresol Confederação
Experiências de microcrédito para agricultura sustentável.
Coopatrans
Case chocolates da Cacauway, um negócio de impacto social
Coopsertão
Produção Sustentável na Caatinga: Agroecologia, água e solo
Cooxupé
Protocolo Gerações - Resiliência Climática e Sustentabilidade na Cafeicultura Cooperativista
Sicoob Credip
Robustas Amazônicos: cooperação e investimento em tecnologias mudam a realidade da agricultura, geram integração e salvam a floresta
Sicredi Confederação
Quantificação de Riscos Climáticos como Ferramenta Estratégica para Proteção das Culturas Agrícolas dos associados
CCPR
Enxergando Sentido Global – Práticas Nota 10
Cooperativa Vinícola Aurora Ltda
Estratégias para minimizar os impactos das mudanças climáticas na viticultura da Serra Gaúcha
COASA
Nosso Solo, Nossa Colheita. Um case cooperativo que cultiva a sustentabilidade na agricultura
CAMTA
Referência em produção a partir de sistemas agroflorestais, com manejo sustentável na Amazônia
Lar
Programa de qualificação e certificação sustentável da produção de alimentos
SICOOB COOESA
Cooperativa Mirim Marajoara: crianças e adolescentes unidos pela cooperação, cultivando futuro sustentável no Marajó
Recicle a Vida Cooperativa De Catadores do DF
“Recicle a Vida: Economia Circular, Inclusão Social e Inovação na Reciclagem de Plásticos”
Cresol Encostas da Serra Geral
Case Abelhas Nativas, Cooperativismo e Impacto: da Capital Nacional da Meliponicultura ao Protagonismo Internacional em Sustentabilidade, Educação e Renda
Central Sicoper-Cresol
Cresol Siga: financiamento para saneamento, infraestrutura e gestão da água
Sicredi Confederação
Programa de Captações Sustentáveis
Sicoob Confederação
Projetos de apoio inclusivo ao desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas de cafeicultura e pecuária bovina
Cooperativa Agropecuaria Mista Terranova Ltda
Energia solar como alternativa para reduzir custos na produção leiteira
Creral
Bioroz e Cinroz: Biopolímeros sustentáveis a partir da casca e cinzas de casca de arroz associado a produção de energia pela casca de arroz
Sicredi Confederação
Café Carbono Neutro
Sicoob São Miguel SC/PR/RS
COOPENAD: Cooperação que ilumina um futuro sustentável
Sicredi Confederação
Sicredi pelo Rio Grande: solidariedade e reconstrução após o desastre climático
Cresol Horizonte
Incentivo a boas práticas ambientais na cadeia produtiva de bubalinos
Coomflona
Manejo Florestal Sustentável na Flona do Tapajós
Coopercitrus
Restauração que transforma: cooperação e parcerias pela água, floresta e clima
Cooperativa Agropecuária e Florestal do Projeto RECA
Fortalecimento da Bioeconomia na Amazônia por Meio do Cooperativismo Sustentável
Cooperacre
Arranjo produtivo da sociobioeconomia na Amazônia
Coopmetro
PAV – Programa de Renovação de Frota: mobilidade sustentável e fortalecimento da economia local
Primato Cooperativa Agroindustrial
SUÍNO VERDE - Energia Limpa do Campo ao Transporte
Sistema Ocemg
Programa MinasCoop Energia
Coopernorte
Cooperação Embrapa–COOPERNORTE: inovação e resiliência climática para a Amazônia
Coplana
Tecnologias de agricultura de precisão, bioinsumos e soluções em baixo carbono
Cocamar
Práticas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e produção sustentável em larga escala
Cases com conteúdo na COP30
Cooperativa
Título do Case
Sicoob Credicenm
Formando Cidadãos Conscientes: Cooperativas Mirins e o Futuro Sustentável
CCPR
Enxergando Sentido Global – Logística Nota 10
CCPR
Enxergando Sentido Global – Usina Fotovoltaica
CCPR
Enxergando Sentido Global – Cooperando Com O Planeta
Sicredi Confederação
Complexo Solar Sicredi Confederação
CCPR
Enxergando Sentido Global – Recicla Mais
Sicoob Aracoop
Fortalecimento Sustentável da Cadeia Produtiva da Piscicultura em Morada Nova de Minas
Sicoob Aracoop
Financiamento de Usina Fotovoltaica para o Cooperativismo de produção de frutas em Pirapora MG
Sicoob Credinacional
Micro Usinas Sicoob Credinacional: Energia Limpa e Impacto Social
Sicoob Coopemata
Transformação Sustentável: Neutralização de CO₂ e Reflorestamento para um Futuro Verde
Sicoob Credialto
Compartilhando Energia, Multiplicando Saúde: Cooperando por uma Saúde Sustentável
Sicoob Centro
Do cacau ao chocolate: cooperar é coisa nossa
Sicoob Montecredi
O despertar de uma Terra Adormecida: A Fazenda Três Meninas, a cafeicultura regenerativa no Cerrado Mineiro e sua contribuição para o produtor, o consumidor e o planeta
Unicred União
Projeto Integrado de Energia Renovável: Microusinas e Intercooperação da Unicred União
Cooperconcórdia
Programa multiplicadores lixo zero
Turiarte
Geração de renda sustentável com artesanato e turismo comunitário na Amazônia
Coopric
Café com identidade: Sustentabilidade e resiliência na Chapada Diamantina
Copercampos
Uma cooperativa sustentável – Ação local, impacto global
Coopercitrus
Sistematização agrícola de precisão: transformando paisagens, reduzindo emissões e multiplicando renda
Coopernorte
Programa de Produtividade COOPER+: inovação, sustentabilidade e aumento da produtividade no campo
Coopernorte
CPAC – Pesquisa aplicada e resiliência climática para a agricultura cooperativa amazônica
Coopernorte
Agroindústria COOPERNORTE: agregação de valor, segurança alimentar e sustentabilidade para o Pará
Cresol Confederação
"Geração de Renda Sustentável contribuindo com a Valorização da Cultura Quilombola na Comunidade Vargem do Sal através do Artesanato em Licuri''
Cresol Confederação
Transição Agroecológica Participativa para Cadeias Hortícolas e Frutícolas no Brasil e Uruguai
Cresol Evolução
Projeto Tampinhas Solidárias - Projeto de reciclagem de tampinhas
FECOGAP
O Garimpo como Aliado do Desenvolvimento Sustentável e da Inclusão Social na Amazônia
Lar
Cadeia de Proteína Animal da Lar Cooperativa: um Modelo de organização social e de desenvolvimento econômico
Lar
Alimentação animal sustentável e de baixo carbono aliada á eficiência produtiva
Lar
Lar Cooperativa: eficiência no uso dos recursos e geração de energia a partir de resíduos
Lar
Produção sustentável de biodiesel como estratégia de redução de emissões e transição energética
Lar
Redução da emissão de metano em dejetos de suínos, a partir da produção de energia elétrica por meio de biogás
Lar
Da Fonte à Vida: Protegendo e Recuperando Nascentes
Lar
Ferramenta de Impacto Sustentável com ênfase na agricultura de Precisão, redução de GEE e gestão de carbono no solo
Lar Cooperativa Corretora de Seguros
Gestão inteligente de riscos climáticos com seguro agrícola
Sicoob Conexão
Reinholz Chocolates: Empoderamento Feminino e Sustentabilidade no Campo
Sicoob Confiança
Piscicultura Autossustentável com Energia Fotovoltaica e Integração Cooperativa
Sicoob Metropolitano
Ativo Verde Digital: Preservação Ambiental com Blockchain
Sicredi Confederação
Projeto Recuperando Nascentes
Unicred Ponto Capital
Projeto Batalhão do Bem: o cooperativismo em ação!
Saiba Mais:
Tania Zanella destaca ações do coop no 5º Fórum Integrativo Confebras
Cooperativismo se destaca nos Diálogos pelo Clima da Embrapa
Cooperativismo integra agenda climática da Casa do Seguro na COP30
14/10/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
SABER COOPERAR
22/06/2026
Mulheres na história do coop: de Rochdale à ACI
Neste infográfico você vai conhecer a trajetória inspiradora de mulheres que participaram ativamente da construção do movimento cooperativista no Brasil e no mundo e suas importantes contribuições para moldar o cooperativismo como conhecemos hoje.
SABER COOPERAR
18/06/2026
“Cooperativas que valorizam a memória fortalecem a confiança e geram mais valor”, afirma pesquisadora
Conhecer as origens é também compreender quem somos e para onde queremos ir. No Ano da Cultura Coop, pesquisas realizadas pela historiadora Carolina Kuk, a pedido do Sistema OCB, conectam memória, cultura, educação, filosofia e identidade cooperativista, mostrando que olhar para a trajetória do movimento e das cooperativas brasileiras vai muito além de preservar o passado: é uma forma de fortalecer valores, orientar decisões e contribuir para o futuro sustentável do cooperativismo.
“Cuidar da memória cooperativista é cuidar da continuidade do próprio movimento. Porque aquilo que não é registrado, compartilhado e transmitido corre o risco de se perder com o tempo”, afirmou a pesquisadora em entrevista ao Sistema OCB. “Cooperativas com memória fortalecida tendem a gerar mais engajamento, mais alinhamento interno e relações de maior confiança. Além disso, a história também gera valor para as marcas”, complementa.
Historiadora pós-graduada em Sócio-Psicologia, Carolina atua há 20 anos com projetos de memória institucional, pesquisa sócio-histórica e organização de acervos. Em sua imersão no cooperativismo, também analisou as raízes da cooperação e a formação histórica dos princípios e valores cooperativistas, resgatando elementos que ajudam a compreender a identidade do movimento e a construir definições mais conectadas à realidade atual das cooperativas.
Os resultados da pesquisa serviram de base para o alinhamento conceitual de novas soluções do Eixo CulturaCoop e outros materiais que serão lançados na Semana de Competitividade 2026, de 11 a 13 de agosto, em Brasília.
Leia a entrevista completa com a pesquisadora:
Sistema OCB: Quando você começou a trabalhar com o cooperativismo e qual o foco das pesquisas aplicadas esse ano?
Carolina Kuk: Comecei a trabalhar com o cooperativismo em 2025, quando desenvolvi uma pesquisa sobre as origens do movimento no Brasil. O estudo foi realizado para apoiar o posicionamento da OCB no contexto do Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela ONU [Organização das Nações Unidas]. Foi um tema que me interessou muito porque conecta história, organização social e impacto coletivo.
Em 2026, desenvolvemos duas pesquisas diferentes para o Sescoop, com enfoque no Ano da Cultura Cooperativista: a primeira teve como foco a história do cooperativismo no Brasil e no mundo e investigou suas origens, principais marcos legais e o processo de institucionalização do movimento cooperativista. O objetivo foi compreender como o cooperativismo se estruturou ao longo do tempo e revisar algumas narrativas já consolidadas sobre esse tema.
A segunda pesquisa teve um caráter mais conceitual e buscou aprofundar temas como identidade, cultura, educação, filosofia e memória cooperativista. Nesse estudo, procuramos entender como os próprios autores da tradição cooperativista definiam esses conceitos, evitando interpretações simplificadas ou muito genéricas.
Qual foi a metodologia utilizada e em que consiste a pesquisa sócio-histórica?
Nossa metodologia combinou pesquisa bibliográfica, análise documental, levantamento iconográfico e investigação em arquivos e lugares de memória. O objetivo foi cruzar diferentes tipos de fontes para construir uma visão mais ampla, crítica e plural sobre o tema.
A pesquisa sócio-histórica busca compreender como os processos históricos ajudam a explicar o presente. Quando estudamos as origens, os valores e as trajetórias de uma organização ou de um movimento social, conseguimos entender melhor sua identidade, seus desafios atuais e também construir decisões mais conscientes para o futuro. É um trabalho que ajuda a dar continuidade sustentável às instituições, sem perder de vista seus valores e sua direção estratégica.
No caso do cooperativismo, esse olhar ajuda a mostrar que ele não surgiu de forma isolada ou repentina. Existe uma longa trajetória de práticas coletivas, ajuda mútua e organização comunitária que antecede os marcos oficialmente reconhecidos. De certa forma, a própria sobrevivência da humanidade sempre dependeu de algum nível de cooperação.
Como a pesquisa sócio-histórica sobre o coop foi desenvolvida?
Partimos da ideia de que conceitos não são apenas palavras: eles carregam valores, disputas, experiências históricas e diferentes interpretações ao longo do tempo. Por isso, buscamos entender como autores ligados à tradição cooperativista definiam esses temas em seus próprios textos. A metodologia envolveu levantamento bibliográfico, leitura crítica das obras e comparação entre diferentes interpretações sobre identidade, cultura, educação e filosofia cooperativista.
Em vez de trabalhar apenas com definições prontas, procuramos entender como esses conceitos foram sendo construídos historicamente e como ajudam a moldar a visão de mundo do cooperativismo até hoje. Esse processo permitiu elaborar definições mais consistentes e conectadas com a trajetória histórica do movimento cooperativista.
Quais os principais achados desse projeto até agora?
Um dos principais achados foi compreender que não existe uma única origem possível para o cooperativismo. O modelo que conhecemos hoje é resultado de um longo processo histórico, formado por diferentes experiências sociais, culturais, religiosas, comunitárias e econômicas. Isso ajuda a explicar a pluralidade do movimento cooperativista até hoje.
Outro aprendizado importante foi o papel central da memória dentro do cooperativismo. A pesquisa mostrou que memória não é apenas preservação do passado: ela organiza a cultura, fortalece a identidade, sustenta processos educativos e ajuda a orientar decisões estratégicas no presente e no futuro. Símbolos, datas comemorativas, documentos, objetos, imagens e relatos têm um papel fundamental na construção do sentimento de pertencimento e continuidade dentro do movimento cooperativista. Sem memória, é muito difícil consolidar cultura, identidade e filosofia cooperativista.
Por isso, um dos grandes alertas da pesquisa é que projetos de memória não devem ser vistos como algo acessório, mas como estruturas estratégicas para o futuro do cooperativismo. Preservar e organizar essa trajetória ajuda o movimento a inovar sem perder seus fundamentos, além de fortalecer vínculos entre diferentes gerações e ampliar o reconhecimento social do cooperativismo no Brasil.
De que maneira os resultados desses estudos se refletem nas cooperativas e cooperados?
Muitas vezes, o que sustenta uma cooperativa não está apenas em documentos formais, mas nas práticas do dia a dia, nas histórias compartilhadas e nos conhecimentos construídos coletivamente. Quando essa memória não é cuidada, parte desse patrimônio se perde. Quando é valorizada, transforma-se em um ativo estratégico.
E isso tem reflexos concretos lá na ponta. Cooperativas com memória fortalecida tendem a gerar mais engajamento, mais alinhamento interno e relações de maior confiança. Além disso, história também gera valor para as marcas. Quando uma cooperativa comunica sua trajetória e sua cultura de forma consistente, ela fortalece sua reputação, diferencia sua marca e amplia o valor percebido dos seus produtos e serviços.
No fim, cuidar da memória cooperativista é cuidar da continuidade do próprio cooperativismo. Porque aquilo que não é registrado, compartilhado e transmitido corre o risco de se perder com o tempo.
Qual a importância de conhecer e preservar a história do cooperativismo?
Na pesquisa, percebemos que a história do cooperativismo é muito mais diversa e profunda do que normalmente aparece nos livros e nas narrativas tradicionais. No Brasil, por exemplo, encontramos registros de experiências cooperativas ainda no período imperial, além de práticas coletivas desenvolvidas por populações indígenas, grupos de matriz africana e trabalhadores urbanos.
Isso amplia a compreensão sobre o cooperativismo e reforça a importância de preservar sua memória. Conhecer a própria trajetória fortalece a identidade do movimento, ajuda na construção de estratégias mais conectadas com a realidade brasileira e contribui para que o cooperativismo continue se reinventando sem perder seus valores fundamentais.
Por que estudar o coop é importante para o futuro do movimento?
Esse tipo de pesquisa é importante porque fortalece o cooperativismo de dentro para fora. Quando uma cooperativa conhece sua própria trajetória e organiza sua memória, ela compreende melhor sua identidade, sua forma de atuação e sua intenção de caminhos para o futuro. Mas a pesquisa também mostrou algo muito importante sobre os conceitos.
Muitas vezes, as cooperativas vivem determinadas práticas no cotidiano, mas não necessariamente conseguem nomeá-las ou percebê-las de forma clara. E nomear as coisas é importante porque torna elas mais visíveis, mais compreensíveis e mais palpáveis. Dar nome a uma prática, a uma cultura ou a uma forma de organização ajuda a enxergar melhor aquilo que já existe e, consequentemente, fortalece sua continuidade. A memória fortalece um movimento porque cria pertencimento, conecta gerações e transforma experiências acumuladas em conhecimento compartilhado. No cooperativismo, isso é ainda mais relevante, já que estamos falando de um modelo construído a partir das relações humanas e da experiência coletiva.
SABER COOPERAR
Representação institucional: a voz do coop junto aos Poderes
Todos os dias, cerca de 15 mil pessoas circulam pelos corredores, salões e gabinetes do Congresso Nacional. Entre reuniões, audiências, votações e conversas de bastidores, são construídas decisões que impactam diretamente a vida de milhões de brasileiros. Em meio a esse intenso fluxo de interesses e articulações, o cooperativismo atua por meio de sua equipe de representação institucional para garantir que as demandas do setor sejam consideradas por quem formula, implementa e acompanha as políticas públicas do país.
“A representação do cooperativismo brasileiro é um trabalho permanente, técnico e estratégico”, afirma a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella. Além do Legislativo, também alcança os poderes Executivo e Judiciário para garantir um ambiente regulatório adequado ao desenvolvimento das cooperativas.
De forma estruturada, com cientistas políticos, especialistas técnicos e um time jurídico, o Sistema OCB monitora proposições legislativas, atos normativos, políticas públicas e decisões judiciais; elabora estudos, notas técnicas e propostas; dialoga com parlamentares, ministérios, agências reguladoras, órgãos de controle e tribunais; e articula as demandas do setor com as Organizações Estaduais (OCEs) e com as cooperativas.
Para orientar essa atuação, a principal ferramenta é a Agenda Institucional do Cooperativismo, que há 20 anos organiza anualmente as prioridades do movimento e direciona uma articulação transparente e qualificada junto aos Três Poderes. No Congresso, esse trabalho é feito em conjunto com a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), terceira maior frente do Brasil, que reúne 302 parlamentares, sendo 262 deputados e 40 senadores.
“Esse número mostra como a nossa pauta é plural e presente em todas as regiões do país. Queremos cada vez mais representantes que conheçam o modelo cooperativo, compreendam sua diferença em relação às empresas mercantis e estejam dispostos a construir soluções legislativas que fortaleçam a segurança jurídica, a competitividade e a capacidade das cooperativas de gerar desenvolvimento”, destaca o gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz.
Entre os resultados da atuação coordenada do Sistema OCB e da Frencoop estão algumas das mais importantes conquistas do cooperativismo brasileiro, como o histórico reconhecimento ao ato cooperativo na Reforma Tributária; a aprovação da Lei Complementar 213/2025, que estabeleceu o marco regulatório das cooperativas de seguros; e da Lei 15.324/2026, que amplia a participação do cooperativismo no mercado de telecomunicações.
Segundo Queiroz, o impacto dessas medidas vai muito além da instância política e beneficia diretamente as 4.384 coops brasileiras. “Quando há regras claras, segurança jurídica e acesso a instrumentos de financiamento, as cooperativas conseguem investir, inovar, ampliar sua capacidade de atendimento, gerar oportunidades e prestar serviços cada vez melhores. Esses avanços se refletem diretamente nos cooperados, que são os verdadeiros donos do negócio.”
Engajamento e educação política
Mas a representação institucional do coop não se faz apenas em Brasília. Desde 2018, com o Programa de Educação Política do Cooperativismo Brasileiro, esse processo começa na base, com a formação de cooperados, dirigentes, colaboradores e lideranças conscientes do papel que exercem na democracia e nas decisões públicas que afetam o setor.
A estratégia busca fortalecer a cultura da participação política nas cooperativas e a representatividade do cooperativismo nos espaços de poder. Para isso, o programa reúne conteúdos, capacitações, cartilhas e ações de mobilização, preparando o movimento cooperativista para participar do debate público de forma qualificada, ética e alinhada aos princípios do cooperativismo.
“O Programa de Educação Política ajuda a transformar a participação em consciência, a consciência em mobilização e a mobilização em maior representatividade. Quanto mais o cooperado entende que decisões sobre crédito, tributação, infraestrutura, meio ambiente, trabalho, saúde, seguros e conectividade passam pelo campo político, maior é a capacidade do movimento de se organizar, dialogar e cobrar propostas concretas”, explica Queiroz.
Coop nas urnas
Em anos eleitorais, a participação do cooperativismo é ainda mais relevante. Em 2026, a mobilização faz um chamado direto: na hora de votar, #PensenoCoop. A campanha convida o movimento cooperativista a fortalecer sua participação cidadã e a levar para o debate público seus valores e contribuições.
“A participação política é legítima e necessária, mas deve ser feita com responsabilidade, segurança jurídica e respeito à neutralidade político-partidária. Neutralidade não significa inércia. Significa atuar de forma institucional, sem vinculação indevida a partidos ou candidaturas específicas, mas com disposição para apresentar propostas, dialogar com candidatos, qualificar o debate público e estimular o voto consciente”, destaca o gerente de Relações Institucionais.
Como participar
Para apoiar o engajamento das cooperativas no processo eleitoral com base no diálogo qualificado, apresentação de propostas e defesa institucional do movimento, o Sistema OCB desenvolveu materiais específicos para as eleições 2026:
Propostas para um Brasil mais Cooperativo
Reúne as principais contribuições do cooperativismo brasileiro para o desenvolvimento do país, com propostas voltadas ao fortalecimento de políticas públicas e das cooperativas.
Cartilha Cooperativismo e as Eleições 2026
Traz informações práticas sobre participação política, atuação institucional e engajamento responsável de cooperativas, cooperados e Organizações Estaduais no processo eleitoral.
Guia Aspectos Jurídicos Eleitorais do Programa de Educação Política do Cooperativismo - Eleições 2026
Voltado à segurança jurídica das ações desenvolvidas no âmbito do Programa de Educação Política, com esclarecimentos sobre limites legais, condutas permitidas e boas práticas durante o processo eleitoral.
Conheça todas as estratégias do cooperativismo brasileiro para influenciar o debate eleitoral no no site eleicoes2026.coop.br.
11/06/2026
SABER COOPERAR
Dia Mundial do Meio Ambiente: como as cooperativas ajudam a proteger os biomas brasileiros
Cuidar do meio ambiente também é cuidar das pessoas. A urgência planetária em preservar os recursos naturais, que hoje mobiliza governos, empresas e a sociedade, faz parte da essência do cooperativismo há gerações. O tamanho, a diversidade e a capilaridade do movimento – que reúne 25,8 milhões de cooperados em todo o Brasil – ampliam sua capacidade de impulsionar práticas sustentáveis em diferentes territórios, por meio de modelos baseados na cooperação, no desenvolvimento local e na responsabilidade compartilhada.
Além da presença em municípios de todos os biomas brasileiros – Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica, Cerrado, Pampa e Caatinga – o cooperativismo conta com uma vantagem estrutural para apoiar a preservação, segundo o coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo. “Diferentemente de modelos empresariais voltados prioritariamente ao curto prazo, as cooperativas operam com uma lógica de permanência no território, o que favorece decisões alinhadas à sustentabilidade ambiental e à resiliência econômica local”.
Ele destaca que o cooperativismo avança em diferentes agendas ambientais, como sistemas produtivos de baixo carbono, recuperação de áreas degradadas, proteção de nascentes, rastreabilidade e certificações socioambientais. As oportunidades de contribuição, porém, não estão restritas às coops “da terra”, ou seja, do ramo agropecuário. O potencial é transversal a todos os segmentos, especialmente quando as cooperativas têm uma agenda ESG bem estruturada.
Neste Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), conheça exemplos de como o cooperativismo preserva o meio ambiente nas cinco regiões do país:
Floresta em pé
A Região Norte do Brasil é o berço do bioma Amazônia, que abriga a maior biodiversidade do mundo e exerce papel fundamental no equilíbrio ambiental do planeta. Na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará, o coop tem ajudado a combater o desmatamento ilegal e a manter a floresta em pé, gerando renda e oportunidade para as populações locais.
Em 2005, a partir da mobilização de comunidades indígenas e ribeirinhas, nasceu a Cooperativa Mista da Flona do Tapajós (Coomflona), com foco no manejo florestal comunitário. Cerca de 300 cooperados produzem madeira nativa de forma responsável, respeitando os ciclos das árvores, sem o uso de tratores e maquinários pesados. As toras de espécies nobres são comercializadas com a certificação internacional FSC, que comprova boas práticas ambientais e garantem remuneração justa aos extrativistas.
Em 2017, a Coomflona criou a movelaria Anambé, onde os cooperados aproveitam os resíduos madeireiros para produzir mesas, cadeiras, armários, portas e outros objetos artesanais, gerando oportunidades de trabalho e renda para mais famílias.
Florescer da Caatinga
Além da riqueza de culturas, a Região Nordeste também reúne uma grande diversidade de paisagens e geografias. São quatro os biomas presentes: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e pequenas áreas da Amazônia. O predominante entre eles, a Caatinga, é o único bioma exclusivamente brasileiro. Nesse contexto, também nascem soluções únicas, pelas mãos do cooperativismo, para responder aos desafios ambientais do presente e do futuro.
Em meio à vegetação adaptada à seca, floresceu em 2008, em Pintadas (BA), a Cooperativa de Agricultura Familiar Ser do Sertão, que promove o fortalecimento de práticas agroecológicas entre os produtores locais. Entre as principais preocupações está a busca por soluções de adaptação da produção, diante das mudanças climáticas que já alteram as chuvas, a vegetação e o solo.
“A questão ambiental é algo emergente no nosso trabalho porque a mudança climática tem um impacto grande nas propriedades dos nossos agricultores. Temos que pensar em metodologias que nos ajudem a passar por esse momento, porque a gente não vai resolver a questão da seca. A gente tem que aprender a produzir, entendendo que a seca é algo que a gente pode construir junto com ela. A gente tem que se adaptar a isso, porque não vai mudar”, afirma a presidente da Ser do Sertão, Valdirene Santos.
Os 300 cooperados produzem geleias e polpas de frutas típicas da região, como cajá, umbu e acerola. Os frutos nativos são cultivados com práticas de baixo carbono e manejo do solo. Com essas técnicas, a cooperativa já recuperou 500 hectares de áreas degradadas, contribuindo diretamente para a conservação do meio ambiente na Caatinga.
Para além dos Pampas
Famosa pelos Pampas, bioma com laços fortes com a cultura e a pecuária gaúcha, a Região Sul também abriga a Mata Atlântica, predominante no Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul. Com uma diversidade de formações vegetais, como florestas densas, matas de araucária, manguezais e restingas, o bioma predomina na serra do Rio Grande do Sul, onde nasceu a Cooperativa Vinícola Aurora. Com mais de 1 mil famílias associadas, a Aurora mantém a viticultura como principal fonte de renda local e produz rótulos reconhecidos dentro e fora do país.
Há 10 anos, a cooperativa começou a enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, além de problemas como erosão do solo e diminuição da reserva de água. A solução cooperativista foi buscar práticas que garantissem a preservação do meio ambiente e assim, a própria sustentabilidade do negócio. Com esse objetivo, em 2015, a Aurora implementou um sistema de gestão ambiental para melhorar a saúde do solo e aumentar a resiliência dos vinhedos.
As metas incluíam a redução dos riscos de erosão, a conservação da umidade e a melhoria da fertilidade e estrutura do solo. Em parceria com instituições de ensino e pesquisa, os cooperados receberam capacitação para aplicar as novas técnicas.
Nas áreas onde o manejo sustentável foi adotado, houve redução significativa do uso de herbicidas, melhoria da estrutura do solo e aumento da resiliência das videiras a eventos climáticos extremos. Mesmo durante as chuvas recordes registradas no Rio Grande do Sul em 2024, propriedades com cobertura vegetal apresentaram menor erosão e melhor retenção de água. O sucesso do projeto da Aurora também levou outros viticultores da região a adotar as práticas, ampliando o alcance das iniciativas sustentáveis.
Cooperação pela Mata Atlântica
No Sudeste do país, a diversidade também marca a paisagem: manguezais e restingas no litoral; áreas montanhosas e campos de altitude, além de importantes bacias hidrográficas. Mata Atlântica e Cerrado predominam na região, que também abriga áreas de Caatinga no norte mineiro. Todos eles têm o cooperativismo como um aliado no seu desenvolvimento econômico e ambiental.
A Mata Atlântica em Minas Gerais vivenciou diferentes ciclos produtivos: café, pecuária e indústria. Essa exploração levou o estado a conservar apenas 10% da cobertura vegetal original. Em Juiz de Fora, o Sicoob Coopemata está fazendo a sua parte para preservar o que sobrou do bioma e conseguiu recompor quase 9 mil metros quadrados de Mata Atlântica com a mobilização de seus cooperados.
Por meio de uma parceria entre a cooperativa e a associação responsável pela Reserva Santuário, área de 920 mil metros quadrados utilizados para pesquisa, ensino e recepção de animais silvestres resgatados, surgiu a ideia da campanha Adote uma Árvore.
O projeto nasceu de um conceito essencial do coop: juntos, somos mais fortes. Cada cooperado contribuiu com R$ 195, aportados em suas contas capitais, para financiar o projeto. Com os valores arrecadados, a cooperativa investiu R$ 133,6 mil no plantio e manutenção das árvores. O esforço resultou em 2,2 mil novas árvores, que contribuíram para a recuperação do solo e da vegetação de 8,9 mil m2 de áreas degradadas inseridas na Reserva Santuário. Com a ação, também foram neutralizados o equivalente a 43 toneladas de gases do efeito estufa, que agravam as mudanças do clima.
Ciência para transformar o Cerrado
Cerrado e Pantanal, biomas com paisagens exuberantes e enorme diversidade de fauna e flora, são os dois principais no Centro-Oeste do país. A região também é conhecida por uma atividade agropecuária pujante e que cada vez mais busca alinhar-se com práticas sustentáveis em seus negócios.
No Mato Grosso do Sul, produtores da Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (Cooasgo) estão à frente de um projeto inovador na cadeia de suinocultura. Iniciado em 2025, o projeto de Suinocultura de Baixo Carbono une ciência, gestão ambiental, tecnologia e capacitação para transformar os dejetos da produção em biofertilizantes.
A iniciativa é uma parceria da cooperativa com a Cargill Nutrição e Saúde Animal, o Instituto BioSistêmico (IBS) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). A partir de parâmetros rigorosos de conformidade ambiental, as equipes estão estudando os melhores caminhos para o tratamento de resíduos, buscando também a redução de custos, reaproveitamento de nutrientes e potencial de geração de biogás e metano a partir dos dejetos dos animais.
Segundo o diretor da Cooasgo, Élcio Cação, é cada vez maior o interesse dos produtores e da indústria em projetos que reduzem o impacto da atividade agropecuária. “Esse tipo de iniciativa gera um ganho ambiental na cadeia produtiva como um todo”. A longo prazo, umas das metas é usar a produção de biogás na suinocultura para gerar créditos de carbono. A experiência poderá abrir um novo horizonte de oportunidades para os produtores e cooperativas do ramo.
Fundada em 1993, a COOASGO conta com mais de 1 mil cooperados e aproximadamente 460 colaboradores. Cerca de 60 propriedades já participam do projeto, que dá seus primeiros passos para transformar a realidade dos produtores e gerar impactos ambientais positivos para o meio ambiente no cerrado mato grossense.
27/05/2026
SABER COOPERAR
Marca unificada fortalece voz global das cooperativas, afirma diretora da ACI
Seja em uma pequena comunidade rural na Índia, em uma cidade movimentada no Japão, em um mercado na Espanha ou em uma instituição financeira no Canadá, há um símbolo capaz de atravessar fronteiras e ser reconhecido instantaneamente: a palavra “coop”, marcada pelos dois “o” entrelaçados. Mais do que um logotipo, a marca representa conexão, pertencimento e a força do cooperativismo, um movimento que reúne 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.
Desenvolvida pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) em 2013 e adotada globalmente, a marca tem sido estratégica para ampliar a presença e a relevância do setor em um ambiente cada vez mais competitivo, especialmente no meio digital.
A avaliação é da diretora de Comunicação da ACI, Leire Luengo Eslava. Com mais de 15 anos de experiência em entidades europeias e globais, coordenando estratégias em mais de 100 países, ela avalia a comunicação como uma ferramenta de influência política e transformação institucional, não apenas de divulgação.
“A marca cooperativa visa fortalecer a unidade, a visibilidade e a reputação das cooperativas como uma força mundial para empreendimentos sustentáveis e democráticos”, afirmou, em entrevista exclusiva ao Sistema OCB.
Para Leire, o debate sobre branding (gestão estratégica de marca) não se limita a escolhas visuais e vai além: é uma declaração coletiva de propósito. Segundo ela, um sistema de identidade unificado contribui para ampliar o reconhecimento internacional do cooperativismo, além de posicioná-lo de forma mais clara diante de parceiros comerciais e formuladores de políticas públicas.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: O que a marca coop representa para o público e para o próprio movimento?
Leire Luengo: A marca cooperativa, lançada em 2013, foi desenhada para ser o símbolo de uma identidade visual global. "coop" é quem somos e expressa nosso propósito. Os "os" entrelaçados no design simbolizam, justamente, o trabalho em conjunto. O objetivo é fortalecer a unidade e a reputação do modelo cooperativista como uma força mundial de negócios sustentáveis e democráticos. É uma marca que pertence a todos nós.
Como foi o processo de criação dessa identidade?
Colaborativo e global. A marca foi desenvolvida pela cooperativa de trabalho Calverts, com apoio da Guerrini Island Design, mas fundamentada no feedback de cooperados de todo o mundo. Realizamos a Pesquisa de Identidade Global Cooperativa, que reuniu mais de mil opiniões de 86 países. Perguntamos às pessoas sobre cores e o significado de ser uma cooperativa. O resultado alimentou o processo de design que produziu a marca final, a paleta de cores e o slogan com os quais todas as cooperativas podem se alinhar e que as diferenciam de outras formas de negócio.
Quem pode usar a marca?
A marca cooperativa é utilizada por cooperativas ao redor do mundo como um logotipo visual em apoio ao movimento cooperativo. É utilizada como um selo da comunidade cooperativa, juntamente com a identidade de marca própria de cada instituição. A marca pode ser usada em aplicativos móveis, sites, newsletters, assinaturas de e-mail, publicações, promoções, embalagens, mercadorias e sinalização.
Quais são os benefícios de um branding internacional unificado?
A unidade fortalece a influência coletiva e o reconhecimento público. Imagine o impacto de visibilidade se cada um dos 1 bilhão de cooperados globais usasse um e-mail com domínio .coop ou a marca em suas assinaturas. Branding não é sobre controle ou uniformidade, mas sobre credibilidade, reconhecimento e pertencimento emocional a uma comunidade compartilhada. Um branding fragmentado enfraquece nosso impacto; já o unificado permite um posicionamento mais claro no mercado e reduz a duplicação de esforços. O uso do .coop, por exemplo, é um ativo estratégico que reforça a confiança no ambiente digital sem restringir a diversidade de cada cooperativa.
Qual é o papel do domínio .coop nesse contexto?
A DotCooperation (.coop) é um ativo estratégico único da Aliança Cooperativa Internacional para esse esforço. É uma expressão digital global da identidade cooperativa, uma marca de confiança no mercado on-line e um sinal visível de pertencimento ao movimento cooperativo. A DotCooperation reforça a coerência da marca entre regiões e setores, o reconhecimento em ambientes digitais e o posicionamento das cooperativas como atores de mercado críveis e sérios. O uso do .coop fortalece a unidade sem restringir a diversidade.
Do coop ao SomosCoop
No Brasil, a marca coop ganhou novas cores e sentido. Em um processo iniciado em 2013, o objetivo do Sistema OCB era integrar a identidade global sem perder características nacionais e mostrar a força de um modelo que impacta 25,8 milhões de pessoas no país. Em 2018, após uma série de estudos de branding, o resultado foi a união da palavra Somos – que reforça o senso de pertencimento – ao coop da ACI e à bandeira do Brasil, formando um conjunto harmônico e representativo do movimento cooperativista no país.
Com a marca definida, a Casa do Cooperativismo lançou o carimbo SomosCoop, que identifica os produtos e serviços das cooperativas brasileiras em embalagens, materiais de comunicação, canais digitais, fachadas e outros espaços. “O carimbo SomosCoop é uma forma de ajudar o consumidor a
fazer escolhas conscientes. Onde tem o carimbo SomosCoop tem trabalho justo, geração de renda, impacto social e desenvolvimento sustentável”, explica a gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, Samara Araujo.
Além do carimbo, a identidade visual das soluções do Sistema OCB para as cooperativas – AvaliaCoop, CapacitaCoop, CulturaCoop, ESGCoop, InovaCoop, NegóciosCoop, RepresentaCoop e SouCoop – também trazem a marca da ACI integrada ao logo, garantido a identificação imediata com o movimento global.
20/05/2026
SABER COOPERAR
Diagnósticos impulsionam resultados e fortalecem cultura cooperativista
Em um cenário global em que as decisões de negócios são cada vez mais orientadas por dados, as cooperativas brasileiras contam com uma solução estratégica de inteligência de mercado: o AvaliaCoop. Com diagnósticos, suporte técnico e planos de melhoria contínua, a iniciativa ajuda as cooperativas a identificar riscos e oportunidades, aperfeiçoar processos e fortalecer a cultura cooperativista.
Atualmente, o AvaliaCoop contempla os diagnósticos Identidade; Governança e Gestão; ESG; Desempenho; e Negócios. Em breve, o portfólio será ampliado com os diagnósticos de Inovação e de Saúde e Bem-Estar, que estão em fase de desenvolvimento.
“O AvaliaCoop é como uma bússola estratégica, ajudando o Sistema OCB e as cooperativas a tomarem decisões baseadas em evidências. Os diagnósticos permitem analisar o nível de maturidade das cooperativas, identificar o nível de aderência ao modelo cooperativista e os resultados alcançados e, assim, apoiar a evolução do setor de forma estruturada, orientativa e contínua”, explica Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
Foi o que aconteceu na Unimed Vale do São Francisco, de Pernambuco. Com 34 anos de atuação e mais de 500 cooperados, a cooperativa de saúde participa há 10 anos do Diagnóstico Governança e Gestão (antigo PDGC). Segundo a assessora na área de Gestão de Relacionamento com Cooperados, Luzivanda Ferraz, as decisões tomadas com base nos indicadores do programa, como a capacitação de gestores, têm dado resultados positivos.
“O AvaliaCoop trouxe benefícios estruturantes e sustentáveis, impactando diretamente cooperados, colaboradores e beneficiários. A capacitação elevou significativamente o desempenho da cooperativa em âmbito local, promovendo a profissionalização da gestão, visão sistêmica e foco em resultados sustentáveis, fortalecendo sua competitividade e posicionamento no mercado”, afirma.
O caminho de aperfeiçoamento foi longo, segundo Luzivanda, e começou na categoria “Primeiros Passos” em um processo contínuo que levou a coop à etapa “Caminhos para a Excelência”. Ao longo dessa aprendizagem, a cooperativa contou com o apoio especializado do Sistema OCB, que permitiu aprofundar a análise dos processos internos, identificar oportunidades de melhoria e estruturar planos de ação mais assertivos. “O suporte técnico proporcionou maior direcionamento estratégico, contribuindo diretamente para o fortalecimento da governança, dos processos internos e da performance organizacional”, analisa.
Para a assessora, a gestão baseada em dados na Unimed Vale do São Francisco fortalece a tomada de decisão, aumenta a eficiência operacional e assegura maior previsibilidade. Esse modelo, segundo ela, contribui diretamente para a transparência, permitindo que os cooperados tenham acesso claro aos resultados e participem de forma mais ativa.
“Buscamos promover o equilíbrio entre desempenho econômico, qualidade assistencial e responsabilidade social, garantindo um crescimento estruturado, consistente e sustentável. O AvaliaCoop nos ajudou a identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria nas práticas de governança e gestão, promovendo a reflexão sobre as práticas adotadas por meio do processo de autoavaliação”.
Tendência no coop
Em 2025, o AvaliaCoop atingiu recordes de participação. Os diagnósticos Identidade e Governança e Gestão foram os mais procurados, com 898 e 1.527 cooperativas participantes, respectivamente. Outro destaque foi o diagnóstico Desempenho, que fechou o ano de 2025 com informações de 2.331 cooperativas.
O Diagnóstico de Governança e Gestão, por exemplo, é baseado no Modelo de Excelência da Gestão (MEG) e no Manual de Governança Cooperativa do Sistema OCB. Ele avalia as boas práticas de governança e gestão por meio da liderança, estratégias, processos, pessoas, resultados e instâncias de governança, incentivando a profissionalização e a melhoria contínua.
“Este é o diagnóstico mais antigo do AvaliaCoop, aplicado desde 2013, e amplamente reconhecido como uma ferramenta estratégica para o fortalecimento das práticas de governança, da gestão profissional e da tomada de decisão nas cooperativas”, destaca Débora Ingrisano.
Outro fator relevante para a alta adesão é o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão. Realizado também desde 2013, ele valoriza e reconhece as cooperativas que apresentam processos organizacionais estruturados, boas práticas de gestão e governança, transparência e foco em resultados, reforçando a cultura da excelência e da melhoria contínua. De acordo com a gerente, esse reconhecimento estimula as cooperativas a utilizarem o diagnóstico não apenas como instrumento de avaliação, mas como base para evolução e fortalecimento da confiança dos cooperados e da sociedade.
“A ampla maioria das cooperativas premiadas (89%) apresenta integração entre os diagnósticos de Governança e Gestão e Desempenho, reforçando a lógica de gestão sustentável, baseada em indicadores de processos e de resultados, e responsabilidade compartilhada”, ressalta.
Fortalecimento estratégico
A gerente do Sistema OCB destaca o papel do AvaliaCoop como uma ferramenta para garantir que o crescimento da cooperativa esteja alinhado aos valores, princípios e à identidade do coop, fortalecendo a cultura cooperativista.
A partir dos indicadores gerados nos diagnósticos, as cooperativas podem ampliar esse processo, investindo em educação cooperativista, promovendo a participação dos cooperados nas instâncias decisórias, aprimorando a comunicação e a transparência e integrando os princípios à estratégia e gestão do negócio.
“Além disso, garantir a sustentabilidade do negócio cooperativista também passa pela sucessão e formação de novas lideranças alinhadas aos valores do cooperativismo, garantindo continuidade e coerência”, afirma Débora Ingrisano.
Confira o passo a passo para participar do AvaliaCoop:
Adesão: a cooperativa é contactada ou entra em contato com a Organização Estadual (OCE). Juntas, definem a jornada Avaliacoop específica, identificando o diagnóstico mais adequado ao seu momento e necessidades.
Autoavaliação: após a adesão, a cooperativa preenche o questionário de autoavaliação correspondente ao diagnóstico escolhido, refletindo sobre suas práticas, processos e resultados.
Devolutiva estruturada: o sistema gera uma devolutiva automática, com indicadores, análises e identificação de pontos fortes e oportunidades de melhoria, respeitando o nível de maturidade da cooperativa.
Diagnóstico assistido: os diagnósticos Identidade e Governança e Gestão possuem uma modalidade de solução chamada “Diagnóstico Assistido”. Por meio dele, a cooperativa recebe uma consultoria especializada a fim de aprofundar as análises e compreensões acerca dos processos abordados em cada um dos diagnósticos.
Plano de melhoria: nessa fase, a OCE, em conjunto com a cooperativa, elabora um plano de melhoria com base nas lacunas e oportunidades de melhoria identificadas.
Acompanhamento: após a finalização do plano de melhoria, a cooperativa preenche novamente o diagnóstico de referência, com o objetivo de mapear os processos que avançaram e os que ainda precisam ser trabalhados em novos planos de melhoria.
20/05/2026
SABER COOPERAR
Série Princípios do Coop: participação econômica gera ciclo virtuoso de desenvolvimento
“Sem o sentimento de dono por parte do cooperado, não existe cooperativa”. A afirmação do professor e pesquisador Gabriel Murad, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), resume a essência do terceiro princípio do cooperativismo: a participação econômica dos membros. Mais do que um conceito teórico, esse pilar garante que os cooperados contribuam para o desenvolvimento do negócio, acompanhem os resultados e participem das decisões sobre como os recursos serão utilizados.
A participação econômica começa na formação de capital, que permite ao associado ingressar na cooperativa e se tornar dono do empreendimento, assumindo direitos e deveres por meio da integralização. A outra vertente do terceiro princípio é direito às sobras, ou seja, à distribuição econômica dos resultados alcançados coletivamente.
Nesse ponto, segundo Murad, está outro grande diferencial das cooperativas: ao contrário das empresas tradicionais, esse retorno não é proporcional ao capital investido, mas à participação do cooperado nas operações. “Numa cooperativa, a forma de devolver o resultado para o associado acontece de forma justa. Como a coop não está trabalhando para acumular capital, mas para gerar resultado econômico para todos, uma parte dessas sobras vai para o fundo de reserva e a outra vai para o cooperado, que vai receber a sua participação nos resultados de acordo com o que ele trabalhou. Uma coop distribui o resultado pelo trabalho, não pelo capital”, explica o professor do curso de Gestão de Cooperativas da UFSM.
A origem do terceiro princípio está na Sociedade dos Pioneiros de Rochdale. Já naquela época, premissas como o juro limitado ao capital e a distribuição proporcional dos resultados orientavam o funcionamento da primeira cooperativa moderna. Essas diretrizes foram consolidadas na formulação atual do terceiro princípio – Participação econômica dos membros – durante a revisão realizada pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) em 1995.
De acordo com o especialista, para que o terceiro princípio seja aplicado plenamente, a transparência é indispensável. O cooperado precisa acompanhar como os resultados são construídos, entender a destinação dos recursos – como os fundos de reserva e de ação social – e participar das decisões em assembleia. “O cooperado trabalha, gera resultado, acompanha todo o processo de como isso é feito, com clareza e apoio técnico, e depois decide-se de forma coletiva como esse recurso vai ser utilizado, seja devolvendo para o associado, seja reinvestindo na cooperativa ou apoiando a comunidade”, explica Murad.
Nesse contexto, a governança exerce um papel estratégico. Garantir regras claras, gestão profissional e uma relação próxima com o quadro social é essencial para que a distribuição dos resultados seja justa e gere impacto positivo para todos. “Quando falamos de gestão e governança, não se trata apenas do desempenho do negócio, mas da relação com o cooperado. Quanto mais satisfeito ele estiver, mais vai utilizar a cooperativa e ser fiel à ela, mais resultado é gerado e maior o retorno, em um ciclo positivo para todos”, analisa o pesquisador da UFSM.
Terceiro princípio na prática
Da Sicredi Região Centro RS/MG vem um exemplo prático de como a participação econômica fortalece o negócio e, ao mesmo tempo, gera benefícios diretos para os cooperados e para a comunidade. Em 2025, a instituição financeira cooperativa registrou resultado líquido de R$ 79 milhões e distribuiu mais de R$ 22 milhões entre seus 150 mil cooperados.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da cooperativa, Pedro Ferreira, o terceiro princípio do cooperativismo promove um ciclo virtuoso. “Aqui o associado encontra investimentos e crédito com taxas justas e competitivas, além de mais de 300 soluções que geram renda e fazem o dinheiro circular na região, fortalecendo o negócio de cada cooperado. No aspecto social, quando o associado trabalha junto com a cooperativa, ajuda a gerar resultados que permitem desenvolver programas sociais locais que beneficiam diretamente a comunidade”, afirma.
Com sede em Santa Maria (RS) e atuação em mais 34 municípios do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, a Sicredi Região Centro RS/MG foi fundada em 1914 e é considerada a quarta cooperativa de crédito mais antiga da América Latina. De acordo com Ferreira, a continuidade e solidez dos negócios está diretamente relacionada ao sentimento de pertencimento e de responsabilidade coletiva dos cooperados.
Na cooperativa gaúcha, o terceiro princípio se materializa por meio de diferentes formas de participação econômica, que vão além da integralização da cota-capital. “Todos os anos realizamos o pagamento de juros sobre o capital do associado e também a distribuição das sobras após as destinações legais e estatutárias. Diferentemente dos juros, essa distribuição é proporcional ao uso dos produtos e serviços que o associado utiliza na cooperativa”, explica o dirigente.
Esse modelo faz com que a Sicredi Região Centro RS/MG se torne também uma geradora de renda nas comunidades onde atua. Ao compartilhar resultados com os associados, os recursos permanecem na região, movimentam a economia local e criam novas oportunidades de trabalho e investimento. Com isso, o terceiro princípio também gera um efeito multiplicador: a participação do cooperado fortalece a cooperativa, que, por sua vez, gera mais resultados, distribui benefícios e amplia o desenvolvimento econômico e social.
“O aumento do patrimônio traz solidez e proporciona à cooperativa condições de atender as necessidades dos seus associados para desenvolverem suas atividades econômicas, assegurando que os benefícios financeiros voltem para as pessoas que utilizam a cooperativa, fortalecendo a economia local”, ressalta Ferreira.
Saiba mais sobre os princípios cooperativistas nos cursos disponíveis na plataforma CapacitaCoop e na websérie Bora Entender.
Leia as matérias da série especial Princípios do Cooperativismo, sobre Adesão livre e voluntária e Gestão democrática.
20/05/2026
SABER COOPERAR
Cooperativas impulsionam trabalho, renda e oportunidades no Brasil
O taxista Alan Câmara não lembra exatamente o dia em que se apaixonou pelo trabalho, mas sabe bem onde isso aconteceu: dentro de uma cooperativa. Tudo começou em 1997, logo após tirar a carteira de motorista, quando o pai, com quem divide a mesma profissão, o levou para a cooperativa Táxi União, de São Luís (MA). Assim como outros milhões de brasileiros, ele encontrou no cooperativismo uma forma de trabalhar com dignidade, garantir renda justa e crescer ao lado de pessoas que compartilham os mesmos valores.
Ao longo de quase 30 anos, Câmara trabalhou em outras áreas, mas sempre voltava ao táxi. Formado em educação física, por um tempo se dividia entre as aulas e as viagens com passageiros, mas no momento em que o setor passou por seu maior desafio – com a chegada dos aplicativos de transporte – fez sua escolha definitiva. Nessa época, decidiu se dedicar à gestão cooperativista e fortalecer a Táxi União para apoiar outros motoristas como ele a se manter no mercado de trabalho.
“A chegada dos aplicativos não teve tanto impacto na nossa cooperativa e a explicação está na essência do modelo do cooperativismo. A categoria de motorista tem um piso salarial muito abaixo e aqui a gente tem liberdade de empreender. De certa forma, o cooperativismo promove uma justiça social”, avalia o hoje diretor da Táxi União.
A cooperativa, que antes atendia apenas passageiros avulsos, passou a fechar contratos com empresas, garantindo renda estável para os cooperados e gerando oportunidades para novos profissionais. “O coop abre portas para pessoas que, muitas vezes, não enxergavam possibilidade nenhuma de trabalho, mostra um novo caminho”.
O gestor também fala com orgulho das famílias que cresceram junto com a Táxi União, de pais que transmitiram o ofício aos filhos e de profissionais que encontraram ali estabilidade em meio às incertezas do setor. “O cooperativismo é um porto seguro. Mesmo quem tem outra formação ou já tentou outros caminhos acaba voltando, porque aqui encontra segurança e perspectiva”, afirma.
Valorização profissional
Essa sensação de segurança e pertencimento não é exclusiva da cooperativa maranhense de transporte. No Rio de Janeiro, a especialista em Gestão de Projetos em TI Daiane Alves, diretora-presidente da cooperativa LibreCode, viveu algo semelhante ao ver profissionais qualificados, antes invisibilizados pelo mercado tradicional, recuperarem a dignidade no trabalho cooperativo. Na cooperativa digital de tecnologia da informação, ela conta que a relação entre os cooperados é construída no dia a dia, com proximidade, transparência e corresponsabilidade.
“A gente não enxerga pessoas como recursos, mas como parte da construção da cooperativa. Os cooperados têm voz, participam das estratégias e compartilham não só os resultados, mas também as responsabilidades”, explica.
Para Daiane, estar e trabalhar no cooperativismo é assumir o protagonismo da própria trajetória. “É um modelo onde sua voz é ouvida, onde as decisões são construídas coletivamente e onde o resultado não pertence a uma estrutura distante, mas às pessoas que constroem o dia a dia da organização”, afirma.
Além do ambiente de trabalho colaborativo e da gestão democrática, a gestora também destaca outro diferencial das cooperativas: o cuidado com as pessoas, principalmente em momentos de adversidade. Daiane recorda quando a LibreCode se mobilizou para apoiar um cooperado que perdeu tudo durante as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024. A resposta não foi apenas operacional, mas uma mobilização coletiva para ajudar alguém a reconstruir a vida.
“O cooperativismo não se limita ao trabalho. Ele é uma rede de cuidado e responsabilidade compartilhada. Quando me lembro dessa experiência, fica claro que a transformação vem da forma como as pessoas se reerguem, se reconhecem e caminham juntas”.
Trabalho cooperativo
As histórias de Alan e Daiane fazem parte de um movimento bem maior. As cooperativas brasileiras reúnem 25,8 milhões de cooperados, com muitas histórias de motoristas, analistas de sistemas, produtores rurais, professores, médicos e outros profissionais que se juntaram para empreender coletivamente e trabalhar com mais segurança e perspectivas.
Além disso, o setor emprega 578.035 pessoas em todo o país, segundo dados do AnuárioCoop 2025, número que vem crescendo de forma sustentada ao longo dos anos. “O cooperativismo é um modelo de negócios que demonstra constante capacidade de geração de empregos no Brasil, contribuindo de forma expressiva para a economia e o desenvolvimento social. Em um cenário de constantes desafios econômicos e mudanças no mercado de trabalho, as cooperativas têm se destacado por sua resiliência e capacidade de criar oportunidades de trabalho nos seus diversos ramos”, avalia a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
19/05/2026
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
LGPD
10/04/2026
Shadow AI e proteção de dados pessoais: desafios para a governança cooperativista
A rápida disseminação da inteligência artificial no ambiente corporativo tem proporcionado ganhos relevantes de produtividade e eficiência, mas também evidenciou um novo e significativo risco para a conformidade com Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e as boas práticas Segurança da Informação: a chamada Shadow AI.
Esse fenômeno ocorre quando, por exemplo, colaboradores utilizam ferramentas de inteligência artificial (como chatbots públicos, geradores de texto ou soluções de análise de dados e código) sem aprovação formal, supervisão técnica ou governança institucional, muitas vezes motivados pela intenção legítima de otimizar tarefas do dia a dia.
No contexto das cooperativas esse uso não controlado representa um risco direto à conformidade legal e à segurança das informações. Some-se a isso o fato de que o modelo cooperativista é fundamentado na confiança mútua entre cooperados e gestão: um incidente de segurança não representa apenas um problema jurídico, mas pode abalar a própria essência do vínculo cooperativo.
Na prática, a Shadow AI se materializa quando dados pessoais e informações institucionais, como relatórios, contratos, dados cadastrais, informações financeiras ou registros de atendimento, são inseridas em ferramentas de IA não homologadas para obtenção de análises, resumos ou sugestões. O risco não está na tecnologia em si, mas no fato de que, ao realizar esse procedimento, as informações e dados pessoais ultrapassam o “perímetro de segurança” sem qualquer controle técnico, garantias de confidencialidade ou clareza quanto ao armazenamento, reutilização ou descarte dessas informações, que podem ser utilizadas para treinamento de modelos, ampliando significativamente os riscos de exposição.
Diferentemente dos ataques cibernéticos tradicionais, não há indícios claros de violação, como malware ou invasões e a exposição ocorre de forma silenciosa, decorrente de ações internas aparentemente inofensivas.
Sob a perspectiva da LGPD, a Shadow AI cria um conjunto relevante de vulnerabilidades. O uso não autorizado de dados pessoais viola princípios fundamentais desta legislação, como finalidade, necessidade, segurança, prevenção e responsabilização, além da ausência de rastreabilidade sobre onde e como as informações e dados pessoais foram processados, fragilizando a governança corporativa como um todo.
Para cooperativas, cuja cultura é baseada em colaboração e confiança, a abordagem mais eficaz envolve a adoção de políticas institucionais bem definidas com participação ativa do Encarregado pelo tratamento de dados pessoais (DPO) e das áreas de TI, sendo fundamental a orientação sobre o uso adequado de tecnologias de IA.
Nesse contexto, o maior risco já não reside apenas em agentes externos maliciosos, mas em práticas internas que podem comprometer a governança institucional. Antecipar esses riscos, estruturar uma governança para uso inteligência artificial e fortalecer a cultura de proteção de dados pessoais são medidas essenciais para preservar a confiança dos cooperados, a reputação institucional e os princípios fundamentais do cooperativismo.
LGPD
23/03/2026
Decretos regulamentam o ECA Digital
Em 18 de março de 2026, o Governo Federal publicou três decretos que regulamentam o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), trazendo maior clareza sobre como as obrigações legais devem ser implementadas. De forma geral, a regulamentação não traz muitas orientações práticas (indicando que a Agência Nacional de Proteção de Dados – ANPD o fará oportunamente), mas define competências institucionais, estrutura a atuação estatal e indica caminhos para a adoção das medidas exigidas.
Os decretos tratam, essencialmente, de três frentes:
Detalhamento da aplicação do ECA Digital (Decreto nº 12.880/2026)
Estabelece diretrizes para sua execução, reforçando a necessidade de adoção de medidas como verificação de idade, controles parentais, gestão de riscos e proteção de dados de crianças e adolescentes. Ainda que não esgote todos os aspectos técnicos, o decreto orienta a implementação com base em uma abordagem de risco e no melhor interesse do menor, indicando que as soluções adotadas devem ser proporcionais ao nível de risco das atividades. Na prática, isso significa que as cooperativas passam a ter maior previsibilidade sobre como estruturar seus programas de adequação, ainda que persistam lacunas que dependerão de regulamentação complementar pela ANPD.
Reestruturação da ANPD e fortalecimento da fiscalização (Decreto nº 12.881/2026)
Promove alterações relevantes na estrutura da ANPD, responsável pela fiscalização do ECA Digital. Destaca-se a criação de superintendências especializadas, o que tende a ampliar a capacidade técnica e operacional da Autoridade, especialmente para lidar com temas relacionados à proteção de dados de crianças e adolescentes e à regulação de ambientes digitais. Com isso, a ANPD se consolida como protagonista na interpretação e aplicação prática do ECA Digital, inclusive com competência para editar normas complementares — que serão essenciais para esclarecer pontos ainda abertos, como critérios técnicos de verificação de idade e supervisão parental.
Centralização de denúncias e atuação repressiva (Decreto nº 12.882/2026)
O terceiro decreto institui o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, vinculado à Polícia Federal, com a função de centralizar denúncias de violações ocorridas no ambiente digital. A medida busca integrar e agilizar a resposta estatal, permitindo o encaminhamento mais eficiente de casos envolvendo exploração, violência ou outras violações de direitos de crianças e adolescentes em plataformas digitais.
A regulamentação representa um avanço importante para que as cooperativas que disponibilizam soluções de acesso provável para menores ou que comercializam produtos proibidos para esse público (ex.: bebidas alcoólicas) implementem os controles previstos na lei. Ainda assim, o cenário ainda é de regras e parâmetros desconhecidos e que demandarão regulação complementar pela ANPD. Para as cooperativas, tal realidade reforça a necessidade de adotar uma abordagem estruturada de adequação, baseada em avaliação de riscos, decisões justificadas e documentação das medidas implementadas (que, neste momento, talvez não sejam as ideais, mas as possíveis diante da ausência de regras mais claras).
LGPD
ECA Digital entra em vigor em março: confira as principais obrigações
A Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, estabelece uma série de medidas para a proteção de crianças e adolescentes em ambientes virtuais.
06/03/2026
LGPD
Decisão de adequação Brasil–União Europeia
Novo marco para a transferência internacional de dados pessoais
23/02/2026
LGPD
Alerta para coops: ANPD lança Painel de Fiscalização
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) disponibilizou publicamente seu novo Painel de Fiscalização, uma ferramenta interativa em Power BI que reúne dados consolidados sobre processos de monitoramento, fiscalização e procedimentos administrativos sancionadores. A iniciativa marca um avanço importante na transparência regulatória e permite que a sociedade identifique quais organizações (cooperativas, empresas ou órgãos públicos) estão respondendo a processos administrativos em razão de possíveis descumprimentos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD.
Os dados atualmente disponíveis no painel mostram que já foram instaurados 81 (oitenta e um) processos administrativos pela ANPD, com objetivo de monitorar atividades relacionadas ao tratamento de dados pessoais, fiscalizar e aplicar penalidades. Os 3 temas mais comuns relacionados aos processos são:
Direitos das pessoas: não atendimento dos direitos previstos na LGPD (como acesso aos dados pessoais, informações sobre compartilhamento, eliminação e outros) ou atendimento inadequado.
Bases legais e conformidade documental: ausência de bases legais (previstas nos artigos 7º e 11 da LGPD) para justificar atividades envolvendo tratamento de dados pessoais, bem como ausência ou insuficiência de detalhamento no Registro das Operações de Tratamento de Dados Pessoais (documento obrigatório para a conformidade com a LGPD).
Falhas de segurança e incidentes: ausência de medidas básicas de prevenção a incidentes de segurança ou ausência de comunicado adequado para ANPD, nos casos em que obrigatório (ou seja, naqueles em que o incidente pode causar danos ou riscos relevantes para as pessoas).
O Portal demonstra que a ANPD está ampliando a visibilidade e o acompanhamento externo de suas ações de fiscalização. Isso reforça que cooperativas que ainda não concluíram sua adequação à LGPD devem fazê-lo com a máxima urgência. O ambiente regulatório está mais transparente e estruturado, o que deve aumentar as consequências negativas para quem não está em conformidade.
O que as cooperativas devem fazer agora?
Reforçar seus programas de governança em privacidade e proteção de dados.
O DPO deve ser formalmente designado, com atribuições claras e acesso à alta administração (a cooperativa deve garantir que o encarregado possa exercer adequadamente sua função, o que inclui: autonomia técnica; recursos mínimos (humanos, financeiros e tecnológicos); não acúmulo de funções que gerem conflito de interesses; capacidade de interagir diretamente com a ANPD quando necessário; participação nos processos decisórios que envolvam dados pessoais; capacidade de atualizar políticas internas, bases legais, registro das operações e mecanismos de resposta a titulares.
Estruturar evidências de conformidade, já que a ausência de documentação é uma das causas frequentes de abertura de processos.
Preparar equipes e lideranças para responder a fiscalizações, que tendem a se tornar mais frequentes.
Com a atuação da ANPD cada vez mais visível e estruturada, a falta de adequação completa à LGPD ou a manutenção de práticas superficiais de governança expõe as cooperativas a um risco regulatório significativo. A boa notícia é que o risco pode ser integralmente tratado a partir da adoção das ações acima exemplificadas e de outras que apresentamos aqui no LGPD no Cooperativismo.
24/11/2025
LGPD
STF redefine a responsabilidade das plataformas digitais
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou recentemente o acórdão que confirma a decisão pela inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014).
23/11/2025
LGPD
ECA Digital entra em vigor em março de 2026: o que as cooperativas precisam saber
No dia 17 de setembro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que moderniza a proteção de crianças e adolescentes em ambientes virtuais.
30/09/2025
LGPD
Videomonitoramento e proteção de dados
A presença de câmeras de segurança tem sido cada vez mais frequente em todos os lugares, inclusive nas cooperativas, que, evidentemente, se preocupam com a segurança de seus ambientes.
26/06/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
EVENTOS
03/07/2026
Em Foz do Iguaçu, lideranças das Américas definem agenda da ACI
Encontro estratégico que alinhou prioridades antes da Assembleia Eleitoral da ACI Global
Durante quatro dias (29/06 - 02/07), Foz do Iguaçu (PR) recebeu algumas das principais lideranças do cooperativismo das Américas. O Sistema OCB sediou a reunião presencial do Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional das Américas (ACI Américas), encontro que contou com representantes de mais de 20 países para definir estratégias políticas e institucionais que orientarão a atuação da região nos próximos anos.
O encontro teve como foco a preparação para a Assembleia Geral da Aliança Cooperativa Internacional (ACI Global), marcada para setembro, no Panamá. Além da definição das prioridades regionais, os conselheiros alinharam posições sobre o processo eleitoral que escolherá a nova direção da entidade para o próximo quadriênio.
Atualmente, o Brasil ocupa a presidência da ACI Américas, exercida por José Alves de Souza, e integra o Conselho de Administração da ACI Global, com a candidatura do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, à reeleição para um novo mandato.
Como anfitrião do encontro, o Sistema OCB recebeu as delegações internacionais e apresentou a estrutura de representação do cooperativismo brasileiro. Participaram da programação o presidente Márcio, a superintendente Fabíola Nader Motta e o analista de Relações Internacionais do Sistema OCB, Enzo Ramos.
"O cooperativismo das Américas tem enorme potencial para influenciar as decisões globais quando constrói posições comuns e atua de forma coordenada. O Brasil acredita na cooperação entre as organizações nacionais como caminho para fortalecer nossa representação internacional e ampliar o impacto econômico e social das cooperativas. Receber este encontro em Foz do Iguaçu simboliza nosso compromisso permanente com esse processo de integração”, destacou o presidente Márcio.
Além das discussões eleitorais, o Conselho debateu temas estratégicos para o fortalecimento da atuação regional da Aliança. Entre eles estiveram o planejamento institucional da Aliança para o próximo ciclo, propostas de atualização do modelo de contribuição das organizações associadas e o alinhamento das prioridades dos comitês temáticos e setoriais, como agropecuário, habitação, juventude e mulheres.
O encontro também consolidou o posicionamento conjunto das cooperativas americanas para os debates que ocorrerão durante a Assembleia da ACI Global. A expectativa é que o continente chegue ao Panamá com candidaturas definidas e uma agenda comum para fortalecer a participação das Américas nas decisões do movimento cooperativista mundial.
A programação começou na segunda-feira (29), com um jantar de boas-vindas às delegações. Na terça-feira (30), tiveram início as reuniões do Conselho, acompanhadas de apresentações do presidente da ACI Global, Ariel Guarco, do presidente da ACI Américas, José Alves de Souza, e de Márcio Lopes de Freitas, que abordaram o cenário internacional do cooperativismo e os desafios do próximo ciclo de governança da organização.
Os debates tiveram continuidade na quarta-feira (1º) e foram encerrados na manhã de quinta-feira (2). À tarde, os representantes internacionais conheceram experiências do cooperativismo paranaense durante visitas técnicas à Frimesa e à sede da Sicredi Vanguarda, em Medianeira (PR).
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EVENTOS
03/07/2026
Coops Day 2026 mobiliza cooperativas em todo o país neste sábado
Campanha celebra o Dia Internacional do Cooperativismo com ações simultâneas e reforça a mensagem de que cooperar ajuda a construir um mundo mais pacífico
O cooperativismo brasileiro celebra neste sábado (4) o Dia Internacional do Cooperativismo (Coops Day) com uma mobilização nacional que levará a campanha Cooperativas por um mundo pacífico para diferentes regiões do país. A iniciativa reúne o Sistema OCB e as Organizações Estaduais em ações simultâneas para aproximar a sociedade do cooperativismo e destacar o impacto positivo do modelo de negócio na vida das pessoas.
Ao longo do dia, as unidades estaduais promoverão blitzes em parceria com emissoras de rádio que farão ativações em espaços públicos com distribuição de brindes. A proposta é aproveitar momentos de grande circulação de pessoas para apresentar, de forma leve e interativa, os valores do cooperativismo e ampliar o alcance da campanha. A iniciativa integra o conceito Time que Coopera, que utiliza a paixão nacional pelo esporte para reforçar a mensagem de que, no cooperativismo, ninguém joga sozinho.
Para a gerente-geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, o Coops Day é uma oportunidade de levar a mensagem do cooperativismo para além das cooperativas. "O Coops Day é a oportunidade de levar para a rua aquilo que defendemos todos os dias: que cooperar é a forma mais eficiente de chegar mais longe. Cada conversa e cada ação realizada nesse dia carregam essa mensagem de um jeito simples e direto para quem ainda não conhece o cooperativismo."
Neste ano, a mobilização conta com a participação de organizações estaduais de 18 unidades da Federação — Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Embora cada estado tenha programação própria, todas as ações compartilham a mesma identidade visual e a mensagem da campanha nacional.
O tema de 2026, Cooperativas por um mundo pacífico, reforça o papel das cooperativas na promoção do diálogo, da inclusão, da solidariedade e do desenvolvimento sustentável. Em um cenário marcado por desafios sociais e conflitos, o movimento cooperativista destaca que a cooperação é um caminho para fortalecer comunidades e construir soluções coletivas.
O Coops Day
Celebrado sempre no primeiro sábado de julho, o Coops Day reúne cooperativas de todo o mundo desde 1923 e, desde 1995, também integra o calendário oficial da Organização das Nações Unidas (ONU). Cooperados e cooperadas podem consultar a Organização Estadual do Sistema OCB em sua região para conferir a programação e participar das atividades preparadas para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo.
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Sistema OCB prestigia os 55 anos da Ocepar em fórum de lideranças
Evento debate temas estratégicos voltados ao futuro do cooperativismo paranaense
Nesta quinta-feira (2), o Sistema OCB esteve representado pelo presidente do Conselho de Administração, Márcio Lopes de Freitas, na abertura do Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses, realizado em Castro (PR). Promovido pelo Sistema Ocepar em comemoração aos seus 55 anos, o encontro reúne presidentes de cooperativas do estado para debater temas estratégicos relacionados ao futuro do cooperativismo, à representação institucional e às alianças para o desenvolvimento do setor.
Durante sua participação, Márcio ressaltou a importância da trajetória construída pelo cooperativismo paranaense e seu papel como referência para o movimento brasileiro. Também destacou a parceria histórica entre o Sistema OCB e o Sistema Ocepar na defesa dos interesses das cooperativas e na construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.
"Celebrar os 55 anos da Ocepar é reconhecer uma história construída com liderança, visão de futuro e compromisso com as cooperativas. O Paraná consolidou um dos mais sólidos e organizados sistemas cooperativistas do mundo, resultado do trabalho conjunto de lideranças que compreenderam, desde cedo, a força da cooperação como estratégia de desenvolvimento econômico e social. Essa trajetória inspira todo o cooperativismo brasileiro", afirmou Márcio.
O presidente também considerou que a integração entre as organizações estaduais fortalece a representação nacional e amplia a capacidade de o cooperativismo responder aos desafios do país. "O Sistema OCB e o Sistema Ocepar caminham lado a lado na construção de um ambiente cada vez mais favorável às cooperativas. Essa parceria tem sido fundamental para ampliar a competitividade do setor, defender os interesses dos cooperados e mostrar que o cooperativismo é parte da solução para os grandes desafios do Brasil. Quando atuamos de forma integrada, todo o movimento se fortalece", complementou.
A programação de abertura também contou com a participação do presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, e do presidente do Conselho Deliberativo da Ocepar, Luiz Roberto Baggio. Na sequência, os participantes acompanharam palestra do economista Eduardo Giannetti; painel sobre a atuação da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), coordenado pelo deputado federal Arnaldo Jardim (SP); homenagens aos 75 anos das cooperativas Castrolanda e Agrária; e lançamento do livro comemorativo pelos 55 anos da Ocepar.
Além das celebrações, o Fórum promoveu debates sobre temas estratégicos para o cooperativismo paranaense. Nesta sexta-feira (3), a programação continua no Castrolanda Expocenter com palestra do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, sobre ética nas relações entre cooperativas; painéis dedicados às alianças estratégicas no Centro-Sul do Paraná e ao Projeto PRC300; e uma plenária com os presidentes das cooperativas do estado.
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EVENTOS
Sistema OCB e Anatel avançam diálogo sobre cooperativas em telecom
Reunião debates próximos passos da nova legislação e abre caminho para futura cooperação institucional
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, participou nesta quinta-feira (2), de uma reunião com o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Baigorri, para discutir a implementação da Lei 15.324/2026, que passou a permitir expressamente a atuação das cooperativas como prestadoras de serviços de telecomunicações. Também participaram do encontro o gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto, e a analista Thayná Cortês.
A reunião teve como foco os próximos passos para a inserção das cooperativas no setor, especialmente em relação ao ambiente regulatório. Durante a conversa, Baigorri reforçou que as cooperativas deverão observar as mesmas regras aplicáveis às demais prestadoras de serviços de telecomunicações, com atenção especial às normas de outorga estabelecidas pela Agência.
O presidente da Anatel também manifestou apoio à construção de um acordo de cooperação com o Sistema OCB. A proposta é desenvolver iniciativas conjuntas voltadas à troca de informações e à produção de materiais orientativos que auxiliem as cooperativas interessadas em atuar no segmento.
Durante a reunião, Tania apresentou um panorama do cooperativismo brasileiro e destacou a experiência do Sistema OCB no diálogo com órgãos reguladores de diferentes setores, como Banco Central, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Ela ressaltou que esse relacionamento institucional tem sido fundamental para criar um ambiente regulatório mais adequado às especificidades do modelo cooperativista. "As cooperativas já demonstraram sua capacidade de atuar com eficiência em setores altamente regulados. Nosso objetivo é construir, em parceria com a Anatel, um ambiente de orientação e segurança jurídica para que novas iniciativas possam surgir de forma estruturada, sempre em conformidade com a regulamentação vigente", afirmou.
O Sistema OCB também agradeceu o apoio institucional da Anatel durante a tramitação do Projeto de Lei 1.303/2022, que deu origem à Lei 15.324/2026. A Agência emitiu parecer favorável à proposta e contribuiu para o reconhecimento da possibilidade de atuação das cooperativas no setor de telecomunicações.
Atualmente, a atuação da entidade está concentrada em orientar as cooperativas sobre o novo cenário regulatório. Entre as ações já desenvolvidas estão uma transmissão ao vivo para esclarecimento da nova legislação, um documento de perguntas e respostas (FAQ) e um boletim de mercado. Também está prevista a elaboração de um guia com informações sobre a regulamentação e os principais normativos aplicáveis ao setor.
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03/07/2026
EVENTOS
Sistema OCB destaca cooperação lusófona em seminário
Intercooperação entre países de língua portuguesa é estratégia para ampliar desenvolvimento sustentável
O Sistema OCB participou nesta quinta-feira (2) do Seminário Internacional Virtual Cooperativas e os próximos 30 anos da CPLP: cooperação e unidade na diversidade. A entidade foi representada pela superintendente Fabíola Nader Motta, que fez uma apresentação durante o evento. O encontro abordou o papel das cooperativas na integração dos países de língua portuguesa e na construção de uma agenda comum de desenvolvimento para as próximas décadas.
Promovido pela Organização Cooperativista dos Países de Língua Portuguesa (OCPLP), em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), o seminário contou com representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da Aliança Cooperativa Internacional África (ACI África), da Organização das Nações Unidas (ONU) e de entidades nacionais do cooperativismo dos países lusófonos.
Ao abrir sua participação, Fabíola destacou o simbolismo do encontro, realizado às vésperas da celebração dos 30 anos da CPLP. Segundo ela, a comunidade reúne nove países com realidades distintas, mas conectados por uma herança cultural e linguística capaz de fortalecer iniciativas de cooperação.
Nesse contexto, a superintendente afirmou que o cooperativismo representa um dos modelos mais alinhados aos princípios da comunidade, justamente por promover a união entre pessoas e organizações em torno de objetivos comuns. "O cooperativismo transforma confiança em desenvolvimento, participação em prosperidade e cooperação em resultados concretos para as comunidades. É um modelo que precisa ser cada vez mais valorizado e apoiado pelos governos", afirmou.
Fabíola também ressaltou que a cooperação entre os países de língua portuguesa cria oportunidades para ampliar o intercâmbio de experiências e acelerar a disseminação de boas práticas. Para ela, iniciativas desenvolvidas por cooperativas no Brasil, Portugal, Moçambique, Cabo Verde ou Guiné-Bissau podem inspirar soluções em toda a comunidade lusófona, fortalecendo setores como agricultura, sustentabilidade, inclusão e inovação.
Durante a apresentação, a superintendente lembrou que a atuação internacional é uma prioridade para o Sistema OCB, que hoje participa de 18 fóruns globais. Nesse cenário, a OCPLP ocupa posição estratégica por aproximar organizações que compartilham idioma, valores e desafios semelhantes, o que facilita a construção de parcerias e projetos conjuntos.
Ao abordar o momento vivido pelo cooperativismo no cenário internacional, Fabíola destacou que o reconhecimento das cooperativas pela ONU, especialmente com o Ano Internacional das Cooperativas celebrado em 2025, ampliou a visibilidade do modelo como ferramenta para promover desenvolvimento sustentável, inclusão econômica e fortalecimento das comunidades. "O mundo busca modelos capazes de unir eficiência econômica e impacto social positivo. O cooperativismo oferece exatamente essa resposta", afirmou.
Ao encerrar, Fabíola defendeu que o seminário seja um ponto de partida para ampliar a intercooperação entre os países da CPLP, com a criação de novas redes de colaboração, missões técnicas, programas de intercâmbio e projetos voltados ao protagonismo de jovens e mulheres cooperativistas. "Temos a convicção de que essa nova etapa da história da CPLP será construída com mais conexão entre pessoas, instituições e cooperativas. O cooperativismo é o caminho para transformar essa unidade em ação", concluiu.
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02/07/2026
EVENTOS
Expoleite 2026 destaca força da pecuária leiteira e do cooperativismo
Presidente Márcio participou da abertura da feira e ressaltou o papel do movimento no agronegócio
A 52ª edição da Expoleite começou nesta quarta-feira (1), em Arapoti (PR), com produtores, cooperativas, empresas e especialistas reunidos para três dias de programação voltada ao fortalecimento da cadeia leiteira e do agronegócio. O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, participou da solenidade de abertura da feira, promovida pela Capal Cooperativa Agroindustrial.
A Expoleite reúne julgamentos de animais, palestras técnicas, encontros de produtores e debates sobre temas estratégicos para o campo, além de aproximar cooperados, pesquisadores, lideranças e empresas ligadas ao agronegócio.
Durante a abertura, o presidente Márcio destacou que eventos como a Expoleite demonstram a capacidade do cooperativismo de impulsionar a inovação, disseminar conhecimento e fortalecer a competitividade da produção agropecuária. "A Expoleite traduz o que o cooperativismo faz de melhor: aproxima pessoas, compartilha conhecimento e cria oportunidades para que os produtores evoluam juntos. É um ambiente que fortalece a inovação, valoriza quem produz e contribui para o desenvolvimento das comunidades onde as cooperativas atuam".
O presidente também ressaltou que o cooperativismo tem papel estratégico para o crescimento sustentável da pecuária leiteira e para o fortalecimento do agronegócio brasileiro. "Quando cooperamos, conseguimos levar tecnologia, assistência técnica, acesso a mercados e geração de renda para milhares de famílias. O resultado é um setor mais forte, mais competitivo e preparado para enfrentar os desafios do futuro", declarou.
Programação
A programação da Expoleite segue até sexta-feira (3), no Parque de Exposições Capal, com atividades voltadas à pecuária leiteira, agricultura, suinocultura e cafeicultura. Entre os destaques estão julgamentos de animais, rodadas técnicas, encontros de produtores, palestras sobre mercado agrícola, macroeconomia e comunicação no agro, além da tradicional premiação do Leite de Qualidade.
A feira também oferece atrações para toda a comunidade, como praça de alimentação, galeria comercial, Expoflor e apresentações musicais diárias, para reforçar seu papel como um dos principais eventos do calendário agropecuário da região.
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02/07/2026
EVENTOS
No Senado, Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho
Transição planejada e regras que considerem as especificidades das cooperativas foram abordadas
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, participou, nesta quarta-feira (1º), de sessão de debate no Plenário do Senado Federal para discutir as propostas que tratam da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1. Durante o encontro, ela reafirmou que o cooperativismo brasileiro está aberto ao diálogo sobre o tema, mas defendeu que qualquer mudança seja construída com base em estudos técnicos, ampla análise de impactos e regras de transição capazes de preservar a continuidade de atividades essenciais.
Em sua manifestação, Tania destacou que o debate exige equilíbrio e não pode ser tratado como um conflito entre trabalhadores e empregadores. Segundo ela, o cooperativismo reúne atualmente cerca de 26 milhões de cooperados, que são, ao mesmo tempo, donos dos empreendimentos e protagonistas do desenvolvimento econômico e social em suas comunidades. "Precisamos sair da lógica de trabalhador versus empregador e olhar para um modelo em que milhões de brasileiros são donos dos próprios empreendimentos", afirmou.
Ao apresentar o panorama do setor, a presidente executiva ressaltou que as cooperativas estão presentes em atividades estratégicas para o país, como a produção agropecuária, a saúde, a reciclagem, o transporte, o crédito e diversos serviços essenciais. Ela lembrou que, somente no ramo agropecuário, cerca de 72% dos cooperados são agricultores familiares, cuja produção depende diretamente da capacidade das cooperativas de receber, industrializar e comercializar seus produtos.
Nesse contexto, Tania alertou que mudanças implementadas sem uma avaliação aprofundada podem gerar impactos relevantes sobre a capacidade operacional das cooperativas, especialmente diante do atual cenário de escassez de mão de obra.
Especificidades
Outro ponto enfatizado foi a necessidade de que setores considerados essenciais recebam tratamento adequado na discussão legislativa. Segundo Tania, cooperativas que atuam em áreas como saúde, limpeza urbana e produção de alimentos possuem características operacionais que exigem planejamento específico para garantir a continuidade dos serviços prestados à população.
Ela também defendeu que eventual mudança seja acompanhada por uma regra de transição compatível com a realidade do mercado de trabalho. Na avaliação da presidente executiva, prazos curtos para adaptação não contemplam os desafios enfrentados pelas cooperativas na contratação e capacitação de novos profissionais. "Não é possível capacitar trabalhadores em um prazo tão curto para atender às novas exigências. As cooperativas assumem compromissos com cooperados, consumidores e mercados, inclusive internacionais, que exigem planejamento e segurança jurídica", afirmou.
Ao encerrar sua participação, Tania reiterou que o Sistema OCB permanece à disposição do Congresso Nacional para contribuir tecnicamente com o debate, apresentando dados e estudos que permitam avaliar os impactos das propostas sobre os diferentes ramos do cooperativismo e sobre a economia brasileira.
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EVENTOS
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Com a publicação das resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), o Sistema OCB concluiu, nesta quarta-feira (1º), a análise técnica dos Planos Safra 2026/2027. O estudo consolida as medidas anunciadas pelo governo federal e detalha as mudanças que passam a valer para o crédito rural, com destaque para os principais impactos para as cooperativas agropecuárias.
Entre as principais mudanças para o cooperativismo no Plano Safra Empresarial está a redução das taxas de juros das linhas Prodecoop e Procap-Agro, que passaram de 13,5% para 12% ao ano. Também houve redução das taxas dos recursos controlados destinados às cooperativas, de 14% para 12,5% ao ano, com abrangência para as operações de crédito geral, comercialização, industrialização, atendimento aos cooperados e integralização de cotas-partes.
As resoluções também ampliaram alguns limites de financiamento. O Procap-Agro elevou os tetos para operações de capital de giro e integralização de cotas, enquanto o Inovagro aumentou de R$ 12 milhões para R$ 15 milhões o limite para operações coletivas. Além disso, o Prodecoop passou a permitir o financiamento de projetos voltados à geração de energia renovável e ao armazenamento de energia elétrica para consumo próprio das cooperativas.
Por outro lado, o levantamento também identifica redução dos recursos destinados a programas estratégicos para o cooperativismo. Os volumes previstos para o Prodecoop e o Procap-Agro ficaram menores que os do ciclo anterior, assim como os recursos voltados às operações de custeio e comercialização. A análise ainda observa que a inclusão de programas como Move Agricultura e EcoInvest na composição do montante total do Plano Safra exige cautela na comparação com as safras anteriores, uma vez que parte do crescimento anunciado decorre da incorporação dessas iniciativas ao volume global de recursos.
"As resoluções do Conselho Monetário Nacional traduzem, na prática, como as medidas anunciadas serão implementadas. Nossa análise busca justamente apoiar as cooperativas na compreensão dessas mudanças, identificando tanto os avanços nas condições de financiamento quanto os pontos que merecem acompanhamento ao longo da execução do Plano Safra”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Agricultura Familiar
No Plano Safra da Agricultura Familiar, a análise registra a ampliação dos recursos do Pronaf para R$ 85,2 bilhões, destes 39,95 bilhões de custeio e R$ 45,26 bilhões para investimento, acompanhada da redução das taxas de juros em diversas modalidades de financiamento. Também cresceram os limites de crédito para mulheres, jovens, habitação rural, agroecologia, bioeconomia e microcrédito, além da criação de novas linhas destinadas a públicos específicos.
As resoluções do CMN também promoveram ajustes operacionais relevantes para o crédito rural. Entre eles estão mudanças nas regras de renegociação de operações, aperfeiçoamentos no Proagro, atualização dos critérios de enquadramento de beneficiários e a manutenção dos descontos nas taxas de custeio para produtores que adotam práticas sustentáveis ou mantêm o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular.
Outro destaque é a criação de condições especiais para operações de capital de giro destinadas às cooperativas agropecuárias afetadas pelos eventos climáticos ocorridos no Rio Grande do Sul em 2024. As medidas anunciadas estabelecem regras temporárias para acesso ao crédito, com prazos, carência e taxas diferenciadas para cooperativas que atendam aos critérios definidos pelo CMN.
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