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03/02/2026
Congresso Nacional abre trabalhos de 2026
Sessão solene marcou início do ano legislativo. Expectativas para o cooperativismo são positivas Foi realizada, nesta segunda-feira (2), a sessão solene de abertura oficial dos trabalhos legislativos do Congresso Nacional. A cerimônia, que ocorreu no plenário da Câmara dos Deputados, marcou o início da 4ª sessão legislativa da 57ª legislatura, conforme previsto na Constituição Federal. O ato simboliza a retomada das atividades parlamentares e dá início a um novo ciclo de debates e deliberações que irão orientar o país ao longo de 2026. A cerimônia foi conduzida pelo presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, e contou com pronunciamentos do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados Em seu discurso, Alcolumbre ressaltou o papel do Parlamento na aprovação de medidas estruturantes e destacou que o objetivo do Congresso é “melhorar de forma concreta a vida da população brasileira”. Segundo ele, em 2025 foram tomadas decisões fundamentais para o país, com avanço de agendas consideradas prioritárias. “Aprovamos leis que impactam positivamente a vida de milhões de brasileiros. Demos passos decisivos na regulamentação da reforma tributária, tornando o sistema mais simples, previsível e eficiente”, afirmou. O senador também destacou a criação de um ambiente mais favorável ao empreendedorismo e à geração de empregos, além da aprovação de medidas de justiça fiscal, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Já Hugo Motta manifestou expectativa de que o Parlamento mantenha o ritmo de entregas à sociedade. “Que 2026 continue sendo um ano de entregas ao país, atendendo sempre às expectativas da população em sintonia com as ruas. E que nós, parlamentares, sigamos transformando a esperança das pessoas em realidade”, declarou. Motta acrescentou que cabe ao Congresso, “soberano e independente”, perseguir esse caminho com a votação de propostas de interesse nacional e com a destinação de emendas parlamentares a regiões que, muitas vezes, estão fora do alcance imediato das políticas públicas. Para o Sistema OCB, o início do ano legislativo traz boas expectativas para o cooperativismo, especialmente diante do ambiente de diálogo construído ao longo de 2025 e das conquistas alcançadas no Congresso Nacional no último ano. Entre os avanços, destacam-se a defesa da segurança jurídica das cooperativas, o fortalecimento do reconhecimento do modelo cooperativista em políticas públicas e o avanço de pautas relacionadas ao crédito, ao desenvolvimento sustentável e à competitividade do setor. Segundo o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a abertura dos trabalhos legislativos representa um momento estratégico para o país e para o cooperativismo. “É o início de um novo ciclo de oportunidades. O cooperativismo chega a este ano legislativo fortalecido pelas conquistas de 2025 e confiante na construção de soluções que promovam desenvolvimento, segurança jurídica e inclusão econômica”, afirmou. Ao longo de 2025, o Sistema OCB manteve presença ativa no Parlamento, com acompanhamento técnico da tramitação de projetos de interesse do cooperativismo, articulação com frentes parlamentares e diálogo permanente com lideranças políticas, o que contribuiu para consolidar o cooperativismo como um ator relevante nas discussões sobre desenvolvimento econômico e social. Na avaliação da presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o cenário para 2026 é de continuidade do diálogo institucional e avanço nas pautas estratégicas. “Entramos em 2026 com boas expectativas. O diálogo construído no último ano com o Parlamento trouxe avanços importantes para o cooperativismo, e nossa atuação seguirá focada em contribuir tecnicamente para uma agenda legislativa alinhada ao desenvolvimento sustentável e à realidade das cooperativas brasileiras”, destacou. A sessão também foi marcada pela apresentação da Mensagem Presidencial ao Congresso Nacional. O documento traz um balanço das ações do governo federal em 2025 e aponta 2026 como um ano decisivo para a consolidação de reformas econômicas, a implementação da reforma tributária e o avanço de agendas ligadas à transição ecológica, ao fortalecimento do crédito, à ampliação dos investimentos produtivos e às políticas de educação, inclusão social e inovação. O texto ainda reforça a importância do diálogo entre os Poderes para garantir estabilidade democrática e segurança jurídica, além de destacar prioridades como a ampliação do acesso a mercados internacionais, o aprimoramento do ambiente de negócios, o enfrentamento ao crime organizado, a regulação do trabalho mediado por plataformas digitais e iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Ao longo da mensagem, as cooperativas são mencionadas como parceiras na execução de políticas públicas, especialmente em ações de desenvolvimento social, produção agropecuária e sustentabilidade territorial. Saiba Mais: WCM 2025: Brasil mantém força no ranking global de cooperativas Artigo mapeia cooperativas da agricultura familiar na Amazônia Fórum debate eficiência e segurança no transporte de cargas
NOTÍCIAS
29/01/2026
Decisão do STF fixa entendimento quanto à representação sindical no Ramo Crédito
Autonomia das cooperativas para constituir sindicatos específicos fica mantida
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou, em outubro de 2025, o debate judicial sobre a representação sindical patronal das cooperativas de crédito em âmbito nacional. Com a conclusão do processo, ficou definido que o Sinacred passa a deter a legitimidade para representar sindicalmente as cooperativas de crédito em grande parte dos estados brasileiros e no Distrito Federal, de forma restrita às Unidades da Federação que participaram diretamente da ação judicial analisada.
Apesar da legitimidade sindical do Sinacred, não há qualquer obrigatoriedade de filiação das cooperativas de crédito ao sindicato, tampouco a imposição de contribuições sindicais ou de qualquer outra natureza, preservando integralmente a livre organização sindical e a autonomia das cooperativas.
A decisão, portanto, não altera automaticamente a realidade de todos os estados. Ela se aplica exclusivamente às 23 Organizações Estaduais (OCEs) que integraram a ação judicial. Em estados que não participaram do processo — como Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte —, a legitimidade da representação sindical permanece inalterada, permitindo que as entidades locais continuem celebrando negociações coletivas normalmente.
Outro ponto relevante é que, onde existirem sindicatos estaduais específicos das cooperativas de crédito, com registro ativo junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a representação sindical segue sendo exercida por essas entidades locais. É o caso, por exemplo, do Paraná (Sincoopar Crédito), São Paulo (Sindiresp) e Mato Grosso do Sul (Sindicredi), que continuam legitimados para representar suas bases e conduzir negociações coletivas de trabalho.
O encerramento do processo judicial também reforça um movimento que vem se consolidando nos últimos anos: a mobilização das próprias cooperativas de crédito para a criação de sindicatos estaduais mais específicos, alinhados às particularidades do ramo. Em um setor marcado por elevada complexidade técnica, regulatória e operacional, estruturas sindicais mais especializadas tendem a oferecer maior aderência à realidade das cooperativas, fortalecendo a qualidade da representação e a efetividade das negociações coletivas.
Orientação às cooperativas
Diante desse cenário, o Sistema OCB reforça que as cooperativas de crédito devem observar a realidade sindical específica de seu estado de atuação. Em caso de dúvidas ou necessidade de esclarecimentos adicionais, a orientação é procurar a Organização Estadual (OCE) correspondente ou a Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), entidade sindical patronal que integra o Sistema OCB.
O Sistema OCB segue acompanhando o tema e atuando para garantir segurança jurídica, autonomia cooperativista e uma representação sindical alinhada às reais necessidades do Ramo Crédito.
Histórico
A controvérsia sobre a representação sindical das cooperativas de crédito teve origem em um ato administrativo do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2016, que concedeu ao Sinacred a ampliação de sua base de representação para todo o território nacional.
Em 2018, a deflagração da Operação Registro Espúrio, conduzida pela Polícia Federal, levou o próprio Ministério do Trabalho a revisar diversos processos de registro sindical. Como resultado dessa reavaliação, a Corregedoria do órgão recomendou a anulação do ato administrativo que havia ampliado a base de representação do Sinacred, culminando no arquivamento definitivo do processo na esfera administrativa.
Paralelamente, 23 Organizações Estaduais do Sistema OCB ingressaram com ação anulatória na Justiça do Trabalho, questionando o ato administrativo. Ao analisar o caso, o Judiciário reconheceu a legitimidade do Sinacred para representar as cooperativas de crédito nos estados abrangidos pela ação judicial, entendimento que, após o esgotamento das instâncias, foi definitivamente encerrado pelo STF.
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EVENTOS
28/01/2026
Fórum debate eficiência e segurança no transporte de cargas
Sistema OCB participou de evento no Ministério dos Transportes para alinhar soluções ao setor
O Sistema OCB participou, nesta segunda-feira (27), da 4ª Reunião do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas (Fórum TRC), realizada no Ministério dos Transportes. O encontro reuniu representantes dos diversos elos da cadeia logística. O Fórum contou com a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e de outros órgãos estratégicos, além de transportadores autônomos, empresas de transporte, embarcadores e entidades representativas.
Para o analista do Sistema OCB, Tiago Barros, a reunião representou um avanço importante na consolidação de um ambiente de diálogo permanente e estruturado. “O Fórum TRC é um espaço estratégico para o alinhamento entre poder público e setor produtivo. A participação do Sistema OCB permitiu levar ao centro do debate a realidade das cooperativas de transporte. O fortalecimento desse diálogo é essencial para a construção de soluções regulatórias equilibradas e sustentáveis para o setor”, avaliou.
Ao longo da programação, os participantes debateram temas que impactam diretamente a rotina de quem atua nas estradas. Um dos destaques foi a apresentação do superintendente de Fiscalização da ANTT (Sufis), Hugo Leonardo Cunha Rodrigues, que compartilhou dados atualizados sobre a fiscalização do piso mínimo de frete e os desafios relacionados ao cumprimento da política.
Na sequência, a superintendente substituta de Cargas e Multimodal da ANTT, Gizelle Coelho Netto, apresentou os principais pontos levantados durante a consulta pública sobre a metodologia de cálculo do frete. A exposição evidenciou a importância da escuta qualificada do mercado e da participação dos agentes do setor no aperfeiçoamento das normas regulatórias.
Questões ligadas à infraestrutura e às condições de permanência dos motoristas nas rodovias também estiveram na pauta. Maria Campos Porto, do Ministério dos Transportes, detalhou a metodologia de implantação dos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) do DNIT, iniciativa fundamental para garantir melhores condições de trabalho, segurança viária e cumprimento da legislação trabalhista.
Durante o Fórum os participantes ainda contaram com a apresentação do programa MOVER pelo Coordenador Geral de Regulamentos Técnicos e Mobilidade Sustentável do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O Programa Mobilidade Verde e Inovação (MOVER), instituído pela Lei nº 14.902, de 27 de junho de 2024, sucedeu o Rota 2030 e tem a finalidade de apoiar o desenvolvimento tecnológico, a competitividade global, a integração nas cadeias globais de valor, a descarbonização e o alinhamento a uma economia de baixo carbono no ecossistema produtivo e inovador de automóveis, de caminhões, de ônibus, de chassis com motor, de máquinas autopropulsadas e de autopeças. Criado em 2014, o Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas nasceu com a missão de ser um canal oficial de interlocução entre governo e setor produtivo, contribuindo para a prevenção de crises e para a formulação de políticas públicas mais eficientes.
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EVENTOS
28/01/2026
Artigo mapeia cooperativas da agricultura familiar na Amazônia
Estudo reuniu dados inéditos e apontou desafios para políticas públicas no território
Um diagnóstico inédito sobre a presença, o perfil e os desafios das cooperativas da agricultura familiar na Amazônia brasileira é o foco do artigo Cooperativas da Agricultura Familiar na Amazônia Brasileira: diagnóstico e perspectivas para a ação pública, apresentado e premiado no 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), realizado em 2025. O estudo amplia a compreensão sobre o cooperativismo rural na região ao reunir e sistematizar bases de dados nacionais ainda pouco exploradas de forma integrada.
Assinado por Graziela Reis do Carmo, Isabela Renó Jorge Moreira, Alair Ferreira de Freitas, Marcos Vinicius Andrade Gomes e Almiro Alves Junior, o trabalho parte da constatação de uma lacuna informacional histórica. Até então, grande parte das pesquisas acadêmicas sobre cooperativismo na Amazônia se concentrava em estudos de caso pontuais, com baixa abrangência territorial, o que dificultava análises mais consistentes e a formulação de políticas públicas alinhadas à realidade regional.
Retrato regional a partir de bases nacionais
Para superar essa limitação, os autores adotaram uma abordagem quantitativa e descritiva, combinando dados do Censo Agropecuário do IBGE (2017) com informações do Extrato da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) de 2023. O recorte territorial abrangeu os oito estados da Amazônia Legal, além de todo o estado do Maranhão.
A partir do Censo Agropecuário, o estudo identificou que, em 2017, a Amazônia Legal possuía 749.328 estabelecimentos agropecuários, dos quais 24.740 estavam vinculados a cooperativas, o equivalente a 3,3% dos estabelecimentos da agricultura familiar na região. Mato Grosso, Rondônia e Pará concentravam os maiores números absolutos de estabelecimentos cooperativos, enquanto Amapá e Roraima apresentavam as menores participações.
Os dados mostram diferenças relevantes entre estabelecimentos cooperativos e não cooperativos. Entre os associados a cooperativas, 83,27% tinham a comercialização como finalidade principal da produção, percentual superior aos 61,24% registrados entre os não cooperativos. Também foi maior o acesso à assistência técnica (27,83% contra 16,75%) e a proporção de famílias cuja renda principal provinha da própria atividade agrícola.
Práticas produtivas e organização social
O estudo também apontou diferenças nas práticas produtivas. Cerca de 56% dos estabelecimentos cooperativos declararam não utilizar agrotóxicos, e 4,14% informaram praticar agricultura ou pecuária orgânica. A titularidade da terra também se mostrou mais presente entre cooperados, com 84,96% declarando condição de proprietários.
A composição societária revelou diversidade entre os cooperados, com predominância da categoria “demais agricultores familiares”, além de assentados da reforma agrária e extrativistas. Um dado que chama atenção é o percentual de cooperados sem DAP física registrada, o que dificulta classificações mais precisas e a identificação de povos e comunidades tradicionais nas bases oficiais.
Desafios para políticas públicas
Um dos principais achados do artigo é a elevada proporção de DAPs jurídicas em situação irregular. Segundo os autores, cerca de 60% das cooperativas identificadas enfrentavam restrições documentais, o que limita o acesso a políticas públicas como o Pronaf, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Nesse sentido, o estudo apontou que a fragilidade das bases públicas e a transição da DAP para o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), ainda sem consolidação plena no período analisado, reduzem a visibilidade do cooperativismo da agricultura familiar na Amazônia e dificultam ações governamentais mais efetivas.
Evidências e caminhos futuros
Apesar dos entraves, os resultados indicam que as cooperativas atuam como importantes vetores de inserção produtiva, acesso a serviços e fortalecimento da renda das famílias rurais na região. Para os autores, políticas públicas voltadas à regularização institucional das cooperativas, à ampliação da assistência técnica territorializada e ao fortalecimento do acesso a mercados institucionais podem potencializar esses impactos.
O artigo integra os anais do 8º EBPC e contribui para qualificar o debate sobre o cooperativismo na Amazônia, oferecendo subsídios técnicos para pesquisadores, gestores públicos e organizações do setor. O material completo está disponível para consulta em in.coop.br/ebpc.
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Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
REPRESENTAÇÃO
27/01/2026
WCM 2025: Brasil mantém força no ranking global de cooperativas
País tem 21 cooperativas entre as 300 maiores do mundo e acompanha crescimento do setor
O cooperativismo brasileiro encerrou mais um ano em posição de destaque. De acordo com o World Cooperative Monitor 2025, o Brasil reúne 21 cooperativas entre as 300 maiores do mundo, em um ranking que evidencia a distribuição global do setor: 169 cooperativas estão na Europa, 86 nas Américas, 44 na região Ásia-Pacífico e uma na África. O levantamento, produzido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) em parceria com o Instituto Europeu de Pesquisa sobre Empresas Cooperativas e Sociais (Euricse), analisou o desempenho econômico das maiores cooperativas e mútuas do planeta.
O projeto, que envolve um amplo processo de coleta, integração e análise de dados, chegou à sua 13ª edição e teve destaque especial em 2025, ano declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional das Cooperativas. Para marcar a data, o WCM 2025 foi lançado como uma edição especial, com colaboração do Círculo de Lideranças de Cooperativas e Mútuas (CM50). A publicação trouxe, além dos dados econômicos, uma série de entrevistas destacando ações e iniciativas das lideranças cooperativistas globais voltadas à melhoria da qualidade de vida e do bem-estar de cooperados e comunidades.
As cooperativas brasileiras listadas no ranking atuam em diferentes ramos. Integram a lista: Sistema Unimed, Copersucar, Sicredi, Coamo, C. Vale, Sicoob, Lar, Aurora Alimentos, Comigo, Cocamar, Copacol, Alfa, Integrada, Agrária Agroindustrial, Coopercitrus, Castrolanda, Frísia, Frimesa, Coopavel, Cooxupé e Coop de Consumo.
Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, esses resultados refletem um modelo de negócios baseado em gestão profissional, visão de longo prazo e forte compromisso com o desenvolvimento econômico e social das regiões onde as cooperativas atuam. “Ficamos extremamente felizes com o reconhecimento do nosso modelo de negócios que tem todos os requisitos para ser ainda maior e mais presente nos próximos anos”, declarou.
O WCM também apresentou o crescimento consistente do faturamento agregado das 300 maiores cooperativas do mundo. O faturamento dessas organizações passou de US$ 1,9 trilhão em 2017 para US$ 2,05 trilhões em 2019, avançou para US$ 2,21 trilhões em 2021 e atingiu US$ 2,78 trilhões em 2023, considerando a taxa média de câmbio do período. A trajetória de alta reflete a expansão das operações cooperativas em escala global e dialoga diretamente com o desempenho das cooperativas brasileiras listadas, que atuam em cadeias produtivas estratégicas e têm ampliado sua presença nos mercados interno e externo.
Na avaliação da presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o desempenho global confirma a relevância econômica do cooperativismo. “O crescimento contínuo das maiores cooperativas globais demonstra que o movimento é capaz de crescer de forma constante e consistente, mesmo em cenários desafiadores.”
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REPRESENTAÇÃO
21/01/2026
Programa fortalece participação política do coop em ano eleitoral
Iniciativa do Sistema OCB mobiliza lideranças e amplia participação do setor no debate público
O cooperativismo brasileiro chega ao ano eleitoral com um recado claro: participar é fundamental. Ao longo dos últimos anos, o movimento vem investindo na formação de lideranças e no fortalecimento da participação cidadã por meio do Programa de Educação Política.
A iniciativa, conduzida pelo Sistema OCB, é voltada exclusivamente ao público cooperativista e tem como essência estimular a participação política de forma consciente, responsável e contínua. O foco está no fortalecimento da representação político-institucional do setor e na defesa das pautas que impactam diretamente a vida das cooperativas e de milhões de cooperados.
“O programa ajuda o cooperativismo a entender melhor o ambiente político e a se posicionar de forma qualificada. A ideia é mostrar que participar do debate público faz parte e é fundamental para o desenvolvimento do setor”, explicou Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB.
Desde que foi lançado, em 2022, o programa aposta em informação acessível e formação prática. Cartilhas, vídeos, cursos, encontros regionais e conteúdos digitais ajudam a traduzir temas como voto consciente, processo eleitoral, atuação parlamentar e impacto das políticas públicas no cooperativismo. O resultado é uma base mais preparada para dialogar com candidatos, acompanhar mandatos e contribuir com propostas.
Um dos pilares do programa é o incentivo à escolha de candidatos alinhados aos valores e às demandas do cooperativismo, com potencial para integrar a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional. A expectativa é ampliar uma base parlamentar comprometida com o modelo cooperativo e com o desenvolvimento econômico e social do país.
Neutralidade ideológica e partidária são princípios que orientam todas as ações. O trabalho é pautado por critérios técnicos, com base em dados objetivos sobre a atuação dos parlamentares, projetos em tramitação no Congresso, histórico de posicionamentos e resultados concretos da representação institucional. “Nosso papel é informar, orientar e dar transparência. A decisão final é sempre do cooperado”, reforçou Eduardo.
Atuação compartilhada em todo o país
O Programa de Educação Política é estruturado de forma colaborativa. No âmbito nacional, o Sistema OCB é responsável por definir diretrizes, produzir materiais técnicos, elaborar propostas e disponibilizar conteúdos como cartilhas de boas práticas, perfis parlamentares e peças informativas.
Nos estados, as Organizações Estaduais colocam o programa em prática. Cabe a elas também a formação de coordenadores e grupos focais, que ajudam a capilarizar as ações. As cooperativas entram como protagonistas, indicando lideranças, jovens e mulheres para atuar como multiplicadores. Já os cooperados assumem um papel essencial como disseminadores das informações nas comunidades onde vivem.
Preparação que se intensifica em 2026
O ciclo atual do programa foi desenhado justamente para chegar ao ano eleitoral com o movimento mais organizado e consciente. Entre os objetivos estão ampliar a participação do cooperativismo na construção de propostas para candidatos, estimular o engajamento de novas lideranças, dar transparência à atuação institucional do Sistema OCB e da Frencoop e reforçar a compreensão sobre como decisões políticas impactam os negócios cooperativos.
As ações incluem desde cursos e palestras de educação política e legislação eleitoral até encontros regionais com candidatos, criação de canais de comunicação nas redes sociais e estímulo à formação de movimentos em prol do voto consciente em candidatos comprometidos com o cooperativismo.
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REPRESENTAÇÃO
Diálogo com BNB busca aproximação com o cooperativismo
Encontro marca a retomada da agenda de articulação do cooperativismo de crédito
Nesta quarta (21), o Sistema OCB avançou na agenda de articulação institucional sobre os Fundos Constitucionais, em reunião com o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Wanger Rocha dirigentes. O encontro teve como foco a apresentação das propostas do cooperativismo de crédito para o aprimoramento do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e a defesa da atuação das cooperativas como agentes de desenvolvimento regional.
A reunião integra uma série de agendas conduzidas pelo Sistema OCB com agentes operadores, ministérios e superintendências regionais, com o objetivo de ampliar a participação das cooperativas de crédito nas políticas públicas de financiamento. No caso do BNB, o diálogo focou nos aspectos técnicos e operacionais que podem facilitar o acesso das cooperativas aos recursos do fundo.
Participaram do encontro a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o presidente da OCB/PB, André Pacelli, e representante da Região Nordeste no Conselho de Administração, que falou em nome dos presidentes e superintendentes das Organizações Estaduais da região, também presentes no encontro.
A agenda contou ainda com a presença de representantes do cooperativismo de crédito indicados pelo Conselho Consultivo do Ramo Crédito (Ceco).
Entre os principais pontos discutidos, esteve a proposta de realização de projetos-piloto para introdução do cooperativismo de crédito como agente credenciado nos repasses do FNE, tema que será analisado pelo BNB. Também foi aberto o diálogo para a construção de estratégias voltadas à ampliação do acesso das cooperativas de produção aos recursos do fundo, com apoio de ações de formação promovidas pelo Sescoop.
Segundo Tania, o cooperativismo de crédito reúne condições concretas para ampliar o alcance do FNE. “As cooperativas estão presentes onde muitas vezes o sistema financeiro tradicional não chega. Elas conhecem a realidade local, acompanham de perto os empreendimentos e conseguem direcionar o crédito de forma mais eficiente”.
Durante a apresentação, o Sistema OCB reforçou que as propostas entregues ao longo de 2025 buscam ajustes normativos, regulatórios e operacionais que tornem o acesso ao fundo mais compatível com o modelo cooperativista, sem abrir mão da segurança e dos objetivos da política pública. A expectativa é que essas melhorias ampliem o crédito produtivo orientado, especialmente para pequenos e médios produtores, empreendedores e cooperativas locais.
Para a presidente executiva, o alinhamento com o agente operador do fundo é etapa fundamental para que os avanços saiam do papel. “O diálogo com o Banco do Nordeste é estratégico porque permite construir soluções conjuntas, com base técnica e visão de longo prazo”, destacou.
A agenda de interlocução seguirá nos próximos meses, com novos alinhamentos técnicos e institucionais.
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21/01/2026
REPRESENTAÇÃO
Ano Internacional das Cooperativas passa a integrar agenda decenal da ONU
Resolução da Assembleia Geral estabelece celebração a cada dez anos
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, em dezembro de 2025, uma resolução histórica que conclama a realização do Ano Internacional das Cooperativas a cada dez anos. O texto reconhece o papel estratégico do cooperativismo na promoção do desenvolvimento econômico e social inclusivo, além de consolidar o modelo como aliado permanente da agenda global de sustentabilidade.
A resolução A/RES/80/182 reforça que as cooperativas promovem a participação plena das pessoas na vida econômica e social, com contribuições diretas para o combate à pobreza e à fome, a promoção da igualdade de gênero, a inclusão social e a adaptação e mitigação das mudanças climáticas. O documento também destaca o alinhamento do cooperativismo aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Com a decisão, a ONU institucionaliza um ciclo decenal para a celebração do Ano Internacional das Cooperativas, a partir da experiência bem-sucedida das edições de 2012 e 2025, sendo esta última, inclusive, a primeira vez em que a organização repetiu um tema de ano internacional.
Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a decisão confirma, em nível internacional, aquilo que o cooperativismo demonstra na prática há décadas. “É um modelo econômico moderno, eficiente e centrado nas pessoas, que merece esse reconhecimento”, afirmou.
O texto aprovado também faz recomendações aos governos e organismos internacionais para o fortalecimento do ambiente institucional das cooperativas, incluindo melhorias nos marcos legais e regulatórios, ampliação do acesso ao crédito, estímulo à inovação, inclusão digital, apoio às cooperativas agropecuárias e financeiras, bem como o incentivo à participação feminina em espaços de liderança.
Na avaliação da presidente executiva, Tania Zanella, a resolução amplia o protagonismo do cooperativismo na agenda pública internacional. “A ONU sinaliza que o cooperativismo é uma alternativa econômica e uma solução estruturante para o desenvolvimento sustentável. Esse reconhecimento mostra a importância de políticas públicas que valorizem o modelo cooperativo e ampliem seu alcance, especialmente em territórios mais vulneráveis”, declarou.
A resolução também reafirma a importância da celebração anual do Dia Internacional das Cooperativas, comemorado no primeiro sábado de julho. Em 2026, a data será celebrada em 4 de julho, com tema ainda a ser divulgado.
O documento se soma a um histórico de reconhecimento da ONU ao cooperativismo. Desde a década de 1950, a Assembleia Geral adota resoluções sobre cooperativas no contexto do desenvolvimento social, de forma sistemática a cada dois anos desde 1992. Em 2023, a organização aprovou ainda a primeira resolução específica sobre a promoção da economia social e solidária para o desenvolvimento sustentável.
Atualmente, o cooperativismo reúne mais de 3 milhões de cooperativas no mundo, presentes em setores como agropecuária, crédito, consumo, saúde, habitação e trabalho, com mais de 1 bilhão de cooperados e cerca de 280 milhões de empregos gerados globalmente.
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13/01/2026
REPRESENTAÇÃO
Cooperativismo de crédito assume presidência do Open Finance
OCB, representando a cadeira 1.3, vai liderar Conselho de Administração da associação por 20 semanas
O cooperativismo de crédito brasileiro ampliou seu protagonismo ao assumir, nesta terça-feira (6), a presidência do Conselho de Administração da Associação Open Finance. Com a mudança, a OCB passa a exercer a liderança do colegiado pelas próximas 20 semanas.
“O exercício da presidência do conselho consolida o reconhecimento do cooperativismo de crédito como um ator estratégico na evolução do sistema financeiro brasileiro, com contribuições técnicas qualificadas e compromisso com a inovação, a concorrência saudável e o interesse do usuário”, afirmou Clara Maffia, gerente-geral da OCB.
A OCB é representada no Conselho por Márcio Alexandre, superintendente de Arquitetura e Governança de TI do Sicoob. A atuação ocorre em um momento decisivo para a consolidação do Open Finance no Brasil, marcado pelo avanço da interoperabilidade, da segurança da informação e da ampliação do protagonismo dos usuários no sistema financeiro.
A vice-presidência do Conselho de Administração será ocupada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, representada por Gustavo Cappi, executivo do Itaú Unibanco. A composição do colegiado reflete a pluralidade de segmentos que integram a governança do Open Finance no país e evidencia o reconhecimento da maturidade técnica e institucional do cooperativismo de crédito no debate estratégico do setor.
Para a OCB, assumir a presidência do Conselho de Administração da Associação Open Finance representa um avanço institucional consistente, amplia a presença do cooperativismo em instâncias decisórias e reforça sua contribuição para a construção de um ambiente financeiro mais competitivo, inovador e inclusivo.
Evolução
O Open Finance Brasil, regulamentado pelo Banco Central, é uma evolução do Open Banking, e amplia o escopo de compartilhamento de dados e serviços financeiros. O sistema abrange dados de contas e crédito, além de produtos como cartão de crédito, seguros, previdência, câmbio, investimentos e serviços de pagamento. A iniciativa é vista como uma transformação da relação entre consumidores e instituições financeiras, ao promover inovação, personalização de produtos e maior transparência.
Considerado um dos sistemas mais avançados do mundo, o Open Finance Brasil começou a ser implementado em 2021. Ele visa transformar a relação entre consumidores e instituições financeiras, criando um ecossistema mais integrado e dinâmico. O sistema segue padrões rígidos de segurança cibernética e proteção de dados, e os consumidores, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, têm total controle sobre o compartilhamento de suas informações, podendo autorizar, restringir ou revogar o acesso a seus dados de maneira a qualquer momento.
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Nota Conjunta sobre a atuação do Banco Central do Brasil
Retrospectiva institucional: o legado do coop brasileiro em 2025
07/01/2026
REPRESENTAÇÃO
Lei garante cooperativas no setor de telecom e amplia conectividade
Sanção presidencial reconhece atuação do cooperativismo e abre caminho para inclusão digital
Nesta terça-feira (6), foi sancionada pelo Poder Executivo a Lei nº 15.324/2026, que assegura às cooperativas a prestação de serviços de telecomunicações em todo o país. A nova legislação não teve vetos e já está em vigor.
A medida representa um marco para o cooperativismo brasileiro ao conferir segurança jurídica e ampliar a participação do modelo cooperativo na oferta de conectividade, especialmente em áreas rurais e regiões com menor cobertura.
“A sanção desta lei é uma conquista histórica para o cooperativismo. Ela reconhece o papel das cooperativas como agentes de desenvolvimento e abre novas frentes para levar inclusão digital, competitividade e qualidade de vida às comunidades”, afirmou Márcio Lopes de Freitas, presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB.
A nova legislação resulta da conversão do PL 1.303/2022, aprovado pelo Congresso Nacional no final do ano passado, após ampla articulação do Sistema OCB, em parceria com cooperativas do ramo de infraestrutura e entidades do setor. Nesse processo, a Infracoop teve atuação relevante na produção de subsídios técnicos e na articulação institucional, colaborando no diálogo permanente com integrantes do Parlamento e do Poder Executivo. O texto reconhece formalmente as cooperativas como prestadoras de serviços de telecomunicações.
Autor da proposta, o deputado federal e membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Evair de Melo (ES), destaca o impacto social da medida. “É um passo concreto para reduzir desigualdades e promover desenvolvimento com base na organização comunitária”.
No Senado, a matéria foi relatada pelo senador Flávio Arns (PR), presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) e integrante da Frencoop. Para ele, a aprovação e a sanção do texto reforçam o caráter inclusivo da política pública. “A conectividade é condição básica para cidadania, educação e inovação. As cooperativas têm capilaridade e compromisso local, e essa lei amplia as possibilidades de levar tecnologia e oportunidades a milhões de brasileiros”, afirmou.
Na Câmara dos Deputados, o projeto teve relatoria do deputado Heitor Schuch (RS), que acompanhou de perto a articulação com o setor. “O cooperativismo tem histórico de prestação de serviços essenciais com eficiência e compromisso social. Ao garantir segurança jurídica às cooperativas de telecom, o Congresso fortalece um modelo que gera inclusão e desenvolvimento regional”, avaliou.
Com a sanção, o cooperativismo passa a contar com um ambiente regulatório mais claro para atuar no setor de telecomunicações, amplia sua contribuição para a inclusão digital e reforça o papel das cooperativas na oferta de serviços essenciais, em complemento às políticas públicas e ao mercado tradicional.
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05/01/2026
REPRESENTAÇÃO
Nota Conjunta sobre a atuação do Banco Central do Brasil
As entidades setoriais da indústria financeira e bancária, de meios de pagamento, bem como do mercado capitais, que representam, em seu conjunto, um universo de 757 Instituições Financeiras (IFs), entre comuns e exclusivas, além de 689 cooperativas de crédito e 15 associações vinculadas à Fin, REITERAM sua posição pública de que:
depositam plena confiança nas decisões técnicas do Banco Central, nos seus âmbitos de atuação regulatória e de fiscalização;
é imprescindível preservar a independência institucional e a autoridade técnica das decisões do Banco Central, de forma a manter um dos pilares fundamentais de qualquer sistema financeiro sólido, resiliente e íntegro;
o Banco Central brasileiro exerce esse papel, que inclui uma supervisão bancária atenta e independente, voltada para a solvência e integridade, de forma exclusivamente técnica, prudente e vigilante.
11 Entidades signatárias da Nota Conjunta
Sigla das Entidades
Denominação da Entidade Representativa
Quantidade de Associadas
Fin
Confederação Nacional das Instituições Financeiras
15 associações
ABBC
Associação Brasileira de Bancos
127 IFs
ABBI
Associação Brasileira de Bancos Internacionais
48 IFs
ABDE
Associação Brasileira de Ifs de Desenvolvimento
35 IFs
Abecs
Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços
72 IFs
ABRACAM
Associação Brasileira de Câmbio
111 IFs
Acrefi
Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento
78 IFs
Anbima
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais
139 IFs
Febraban
Federação Brasileira de Bancos
115 IFs
OCB
Organização das Cooperativas Brasileiras
689 Cooperativas
Zetta
Associação que representa empresas do setor financeiro e de meios de pagamentos
32 Fintechs
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Retrospectiva institucional: o legado do coop brasileiro em 2025
04/01/2026
REPRESENTAÇÃO
Retrospectiva institucional: o legado do coop brasileiro em 2025
Sistema OCB ampliou presença institucional, fortaleceu diálogo internacional e consolidou movimento como modelo de desenvolvimento sustentável
2025 ficará registrado como um dos anos mais estratégicos da história do cooperativismo brasileiro. Em um contexto global marcado por desafios climáticos, econômicos e sociais, o Sistema OCB ampliou sua presença, fortaleceu o diálogo internacional e projetou o cooperativismo como uma resposta concreta para o desenvolvimento sustentável. A celebração do Ano Internacional das Cooperativas deu o tom dessa trajetória, que combinou comunicação, articulação global e ações de campo.
Um ano para mostrar o valor da cooperação
Alinhado ao reconhecimento internacional do coop, o Sistema OCB lançou uma ampla campanha de comunicação nacional para dialogar diretamente com a sociedade: Bora cooperar por um mundo melhor? A estratégia buscou traduzir, de forma inspiradora, o impacto real das cooperativas na vida das pessoas e nos territórios. Estruturada em três fases ao longo do ano, a campanha percorreu desde uma abordagem mais conceitual e inspiracional até a apresentação de histórias reais e, por fim, o aprofundamento da agenda ESG.
Já o Dia Internacional do Cooperativismo foi marcado por ações simbólicas e de forte impacto, que projetaram o cooperativismo brasileiro para o mundo. Produções audiovisuais especiais resgataram a trajetória histórica do movimento. A estratégia incluiu ainda conteúdos editoriais em grandes portais e ativações urbanas que levaram a mensagem da cooperação a públicos diversos. O Coops Day foi tratado como um marco de posicionamento institucional.
Cultura cooperativa como legado
Outro destaque de 2025 foi o investimento na valorização da memória e da identidade do coop. O lançamento do Mapa Digital do Patrimônio Cultural Cooperativo e do livro e exposição fotográfica Cooperativas do Brasil: Retratos de um mundo melhor, consolidaram um legado que une história, inovação e pertencimento.
Esse legado foi complementado pelo documentário Histórias de um Mundo Melhor, que reúne histórias de agricultores, extrativistas, profissionais da saúde, jovens, lideranças comunitárias e empreendedores que encontraram no modelo cooperativista um caminho para gerar renda, fortalecer comunidades e preservar tradições locais.
Cooperativismo e clima: da narrativa à prática
A agenda climática ocupou espaço central na atuação institucional do Sistema OCB. A preparação para a conferência do clima realizada no Brasil incluiu iniciativas inovadoras de aproximação com formuladores de políticas públicas, órgãos internacionais e imprensa.
A imersão pré-COP30 levou representantes de ministérios, bancos de desenvolvimento e agências multilaterais a vivenciar, no campo, experiências cooperativistas no Sul e no Norte do país. O contato direto com cooperativas de crédito, agroindústrias, organizações extrativistas, hospitais e projetos comunitários mostrou, na prática, como o cooperativismo entrega resultados alinhados à sustentabilidade, à inclusão produtiva e à preservação ambiental.
Poucos meses depois, uma press trip, organizada também pelo Sistema OCB, reuniu jornalistas em diferentes regiões da Amazônia. As reportagens resultantes contribuíram para qualificar o debate público e apresentar o cooperativismo como solução concreta para desafios globais.
Protagonismo na conferência do clima
Durante a COP30, o coop brasileiro ocupou espaços estratégicos e participou ativamente dos principais debates. A presença em todas as zonas oficiais do evento consolidou o setor como articulador de soluções baseadas no território, com foco em produção sustentável, segurança alimentar, financiamento verde, seguros e transição justa.
Ao longo da programação, dezenas de painéis, oficinas e casos práticos mostraram como as cooperativas já atuam na redução de emissões, na adaptação climática e na geração de renda. A celebração do Ano Internacional das Cooperativas, realizada durante o evento, simbolizou o reconhecimento global do modelo e encerrou um ciclo de visibilidade sem precedentes.
Um legado que aponta para o futuro
2025 deixou um legado institucional robusto para o cooperativismo brasileiro. Em um ano histórico, o movimento se consolidou como parte essencial da solução no Brasil e no mundo. Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o ano representa a consolidação de um modelo que coloca as pessoas no centro das decisões.
“O cooperativismo mostrou, em 2025, que é parte essencial da solução para os desafios do nosso tempo. Não falamos apenas de discurso, mas de resultados concretos: geração de renda, inclusão social, produção sustentável e fortalecimento das comunidades. Esse é o legado que deixamos e o caminho que seguimos construindo, juntos”, afirmou.
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29/12/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
INOVAÇÃO
23/01/2026
Guia orienta cooperativas a acessar recursos do FNDCT para inovação
Cartilha do Sistema OCB e da Finep detalha caminhos para financiar projetos de ciência e tecnologia
O Sistema OCB disponibilizou, nesta sexta-feira (23), a cartilha Guia de Acesso ao FNDCT por Cooperativas, material que reúne informações práticas para apoiar cooperativas interessadas em acessar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Elaborado em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o guia esclarece regras, modalidades e etapas do processo.
A publicação foi organizada após a sanção da Lei 15.184/2025, que incluiu formalmente as cooperativas entre os beneficiários diretos do FNDCT e autorizou o uso do superávit financeiro do Fundo para operações de financiamento. Com isso, projetos de ciência, tecnologia e inovação desenvolvidos por cooperativas passam a ter acesso a um volume expressivo de recursos, operados principalmente pela Finep, secretaria executiva do Fundo.
O guia apresenta o funcionamento do FNDCT, suas fontes de recursos e a evolução recente do orçamento, que atingiu patamares recordes nos últimos anos. Também explica as modalidades disponíveis (reembolsáveis e não reembolsáveis), os requisitos legais e estatutários para participação, além da documentação necessária para submissão de propostas.
Oportunidade
Outro destaque do material é a contextualização do papel das cooperativas no ecossistema nacional de inovação. Dados apresentados no guia indicam que a maioria das cooperativas reconhece a inovação como elemento estratégico, mas aponta o financiamento como um dos principais entraves para tirar projetos do papel. Nesse cenário, o acesso ao FNDCT representa uma oportunidade para ampliar iniciativas em áreas como conectividade no campo, energia limpa, digitalização de processos, agricultura de precisão e economia circular.
Nesta quinta (22), o Sistema OCB e a Finep assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para ampliar e organizar o acesso das cooperativas aos instrumentos de financiamento à inovação, como o FNDCT. O acordo estabelece uma agenda de trabalho voltada à orientação técnica, capacitação e divulgação das linhas disponíveis a fim de oferecer condições mais claras para que cooperativas de diferentes ramos consigam estruturar e viabilizar projetos de pesquisa e desenvolvimento.
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INOVAÇÃO
09/12/2025
InovaCoop lança videocast com 16 episódios
Produção reúne cases, especialistas e tendências da inovação cooperativista
O Sistema OCB acaba de lançar uma novidade no InovaCoop, com 16 episódios gravados durante o World Cooperative Management (WCM). A produção traz conversas diretas, práticas e inspiradoras sobre inovação no cooperativismo, além de reunir lideranças, especialistas e gestores de cooperativas de diferentes ramos.
Disponível na trilha Ensina Vídeos da plataforma InovaCoop, a série apresenta um panorama atual das tendências, dos desafios e das oportunidades que têm moldado o futuro das cooperativas no Brasil. Cada episódio traz aprendizados de lideranças, especialistas e gestores que, de diferentes ramos e regiões, compartilham caminhos concretos para inovar com propósito.
Confira os destaques da série, aprofunde seus conhecimentos e descubra ideias, caminhos e estratégias que podem inspirar o futuro da sua cooperativa:
1. Cultura de inovação e evolução do RH – Comigo
Com participação de Tani Melo, Gerente de RH, e Pâmela Costenaro, coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas da Comigo, uma das maiores cooperativas agroindustriais do Brasil, o episódio mostra como a gestão de pessoas se tornou eixo estratégico para inovação e fortalecimento cultural.
2. Políticas públicas e ambiente regulatório
Geraldo Magela Silva, assessor institucional da Ocemg, explica como marcos regulatórios bem estruturados podem acelerar a inovação no cooperativismo.
3. Transformação digital na saúde – Unimed São Sebastião do Paraíso
Matheus Colombaroli, diretor-presidente da Unimed São Sebastião do Paraíso, detalha como a digitalização reduziu retrabalhos e melhorou a experiência dos beneficiários.
4. Reinvenção e competitividade – Coopresa
Lívia Maria, presidente da Coopresa, apresenta a jornada de modernização de uma cooperativa de manutenção aeronáutica diante de um mercado altamente exigente.
5. Modernização com raízes cooperativistas – Coopama
Fernando Caixeta Vieira, diretor-presidente da Coopama, e Marcelo Rocha Nogi, superintendente financeiro, contam como a cooperativa fundada em 1944 atualiza processos sem perder sua essência.
6. Design Thinking para cooperativas
Hellen Beck, analista de inovação do Sistema OCB, mostra como a abordagem centrada nas pessoas fortalece a inovação interna.
7. Pacto Sistêmico de Estratégia – Sicoob
George Laporta, gerente nacional de performance corporativa do Sicoob, explica como o maior sistema financeiro cooperativo do país construiu um direcionamento unificado, sem abrir mão da autonomia das cooperativas.
8. Jornada de inovação da Unimed-BH
Frederico Peret, diretor-presidente da Unimed-BH, apresenta a estratégia de uma das cooperativas mais inovadoras do setor de saúde.
9. Sistemas de gestão da inovação
Hélio Gomes de Carvalho, professor doutor, consultor e especialista em inovação, detalha como estruturar processos, medir resultados e fortalecer a cultura inovadora.
10. Oportunidades da Lei 15.184 e acesso ao FNDCT
Fabíola Nader Motta, gerente-geral do Sistema OCB, explica como o novo marco de fomento pode ampliar a competitividade das cooperativas.
11. Financiamento da inovação
Fernanda Freitas, gerente de inovação na ABGi Brasil, aborda caminhos e ferramentas para captar recursos e viabilizar projetos inovadores.
12. Inovação na expansão da Transpocred
Diogo Angioleti, líder de Gente, Gestão e Inovação da Transpocred, mostra como a cooperativa de crédito do transporte cresceu ao pensar fora da caixa.
13. Conexão entre academia e cooperativismo
Valéria Fully, doutora em Economia Aplicada pela UFV, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), analisa como a integração entre pesquisa, educação e cooperativas gera soluções transformadoras.
14. Intercooperação como força competitiva
Geâne Ferreira, gerente-geral do Sescoop/DF, apresenta iniciativas que conectam unidades estaduais e ampliam o desenvolvimento sistêmico.
15. Inovação com propósito – episódio de estreia
Lisiane Lemos, referência nacional em tecnologia, liderança e equidade, discute como inovação e propósito se complementam no cooperativismo brasileiro.
16.Inteligência artificial, letramento digital e o futuro das organizações
Gil Giardelli, cofundador da Quinta Era e membro do comitê de IA para Países em Desenvolvimento, fala sobre as mudanças provocadas pela inteligência artificial e o que organizações precisam fazer para navegar essa transformação com responsabilidade e visão de longo prazo.
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COP30 deixa legado estratégico para o cooperativismo brasileiro
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INOVAÇÃO
InovaCoop lança área dedicada ao uso da Inteligência Artificial
Nova seção reúne conteúdo e facilita acesso de cooperativas a ferramentas e casos de sucesso
A inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina de diversas cooperativas brasileiras e agora ganhou um espaço exclusivo no InovaCoop. A plataforma de inovação do cooperativismo lançou a aba Saiba Mais IA, que reúne conteúdos acessíveis e práticos para apoiar cooperativas de todos os ramos na adoção dessa tecnologia.
O novo espaço chega para facilitar a vida de dirigentes, colaboradores e cooperados interessados em entender como aplicar a IA em processos, serviços e estratégias de negócios. Nele é possível encontrar desde guias básicos até materiais mais avançados sobre temas como engenharia de prompt, governança de dados, uso de ferramentas gratuitas e pagas, além de vídeos explicativos.
Segundo Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, a iniciativa tem como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento. “A inteligência artificial não é uma solução mágica. Ela gera bons resultados quando está alinhada ao propósito da cooperativa e apoiada em dados estruturados. O Saiba Mais IA foi pensado justamente para oferecer conteúdos claros, práticos e úteis, que ajudem as cooperativas a avançarem nessa jornada de forma estratégica”, afirma.
Casos inspiradores
A nova aba também apresenta exemplos concretos do uso da inteligência artificial no cooperativismo. Um dos destaques é a Unimed Grande Florianópolis, que implementou o Robô Laura, sistema de IA capaz de monitorar em tempo integral sinais vitais de pacientes. A tecnologia identifica riscos de sepse em tempo real, permitindo respostas rápidas e aumentando a segurança do atendimento hospitalar.
No agro, a Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, utiliza inteligência artificial para classificar cafés especiais. O sistema garante precisão na avaliação dos grãos, valoriza a produção dos cooperados e fortalece a competitividade no mercado internacional.
Já no crédito, cooperativas começam a explorar soluções de IA para análise de riscos e atendimento ao cooperado, abrindo caminho para serviços mais personalizados e ágeis.
“O cooperativismo tem a preocupação de beneficiar a todos. Quando uma cooperativa adota IA, busca não apenas melhorar processos, mas entregar soluções que impactam positivamente a vida dos cooperados e das comunidades”, destaca Guilherme.
Jornada coletiva
Além de guias e cases, o Saiba Mais IA traz e-books sobre dados e governança, tema fundamental para o uso responsável da tecnologia. A proposta é estimular reflexões e oferecer ferramentas que preparem as cooperativas para aproveitar ao máximo as soluções disponíveis.
A ideia é que cada cooperativa, independentemente do ramo ou porte, encontre recursos para iniciar ou aprofundar sua jornada com inteligência artificial. “O movimento é claro: a IA tende a se tornar cada vez mais presente e acessível. As cooperativas têm todas as condições de liderar esse processo com responsabilidade e impacto social. O Saiba Mais IA é um convite para darmos juntos os próximos passos nessa transformação”, conclui Guilherme
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04/09/2025
INOVAÇÃO
ConecteCoop: conheça novo jogo sobre o cooperativismo
Com dinâmicas interativas, game aproximou sociedade do cooperativismo durante o Dia C
O cooperativismo brasileiro ganhou, no último sábado (30), uma ferramenta inédita para se aproximar ainda mais da sociedade: o ConecteCoop, game virtual desenvolvido pelo Sistema OCB para apresentar, de forma lúdica e interativa, os princípios e a força transformadora das cooperativas. A aplicação ocorreu durante o Dia de Cooperar (Dia C), iniciativa que mobiliza cooperativas de todo o Brasil em ações de voluntariado e solidariedade.
A escolha do Dia C para a estreia não foi por acaso. O evento reúne um público diversificado, com pessoas que, muitas vezes, ainda não conhecem o movimento cooperativista. Nesse contexto, o game se mostrou uma porta de entrada criativa e acessível para despertar o interesse de diferentes gerações pelo tema.
A fase piloto
O ConecteCoop foi testado em duas localidades: Campo Grande (MS) e Brasília (DF). Em Campo Grande, a dinâmica aconteceu no Poliesportivo Mamede Assem José, na Vila Almeida, reunindo 41 jogadores. Já em Brasília, a experiência foi realizada no estacionamento do Fórum de Planaltina, com a participação de 109 pessoas.
Ao todo, 150 participantes experimentaram o jogo, interagindo com a proposta de construir uma rede de conexões e descobrir, na prática, como o cooperativismo se fortalece pela soma de esforços.
No game, cada jogador assume um personagem que precisa conquistar cooperados virtuais ao longo de sua jornada. A cada desafio cumprido, a rede cresce, simbolizando como a colaboração gera impacto coletivo e amplia resultados. De forma simples e divertida, o público pôde entender a lógica da cooperação e os benefícios do modelo.
Para o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Souza Costa, o piloto confirmou que o game tem potencial de se tornar uma ferramenta estratégica para a comunicação do movimento.
“O ConecteCoop mostra que é possível explicar o cooperativismo de forma leve e envolvente. O piloto nos mostrou que o game tem potencial para ser utilizado em diferentes eventos e espaços, ajudando a atrair novos públicos para conhecer a nossa forma de organização”, avaliou.
Apoio das OCEs
A realização do piloto contou com o apoio das Organizações das Cooperativas Estaduais de Mato Grosso do Sul (OCB/MS) e do Distrito Federal (OCB/DF), que mobilizaram equipes e voluntários para viabilizar as ações. A parceria foi fundamental para garantir a estrutura, o engajamento e a receptividade local.
Inovação e futuro
O lançamento do ConecteCoop faz parte de uma estratégia mais ampla do Sistema OCB de investir em ferramentas inovadoras de aproximação com a sociedade. A ideia é que o game seja utilizado em grandes eventos, escolas, feiras, encontros comunitários e ambientes digitais, fortalecendo a presença do cooperativismo em diferentes espaços.
“Estamos sempre em busca de novas formas de dialogar com a sociedade. O ConecteCoop é mais uma prova de que o cooperativismo tem linguagem atual e pode se conectar com diferentes gerações”, concluiu Guilherme.
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01/09/2025
INOVAÇÃO
Sistema OCB apoia internacionalização do empreendedorismo feminino
Evento promovido pela ApexBrasil reforça importância de impulsionar negócios liderados por mulheres
O Sistema OCB marcou presença no evento Mulheres e Negócios Internacionais – Territórios, promovido pela ApexBrasil no dia 10 de junho, em Salvador (BA). A ação teve como foco a capacitação, inspiração e conexão de mulheres empreendedoras com o mercado internacional e se insere no âmbito do Programa Mulheres e Negócios Internacionais, iniciativa que integra também a Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino.
Representando o cooperativismo, a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/BA, Jussiara Lessa, acompanhou a programação que contou com painéis, oficinas e apresentações de cases de sucesso protagonizados por mulheres de diferentes perfis, setores e faixas etárias. Segundo ela, o evento foi uma demonstração concreta de como a atuação em rede e o apoio institucional podem abrir portas para o empreendedorismo feminino no Brasil.
“Ficou evidente o quanto a parceria entre instituições como a ApexBrasil, Sebrae e Sistema OCB pode impulsionar mulheres empreendedoras — inclusive cooperadas — a expandirem seus negócios para o mercado internacional. Já temos cooperativas lideradas por mulheres com produtos de excelência e esse tipo de articulação fortalece caminhos para a exportação”, destacou Jussiara.
Durante o evento, foram apresentados exemplos como o da startup baiana EcoCiclo, criadora de absorventes biodegradáveis, e da empresa Latitude 13 Cafés Especiais, liderada por mulheres e responsável pela produção de cafés premiados cultivados na Chapada Diamantina. Muitos dos relatos destacaram a importância da formação empreendedora por meio de iniciativas como o curso Empretec, ofertado pelo Sebrae, e o apoio de políticas públicas que integram raça, gênero e desenvolvimento regional.
O evento também foi um espaço de escuta e acolhimento de diferentes trajetórias femininas, reforçando o valor da representatividade. Mulheres que começaram com poucos recursos, mas com muita determinação, dividiram o palco com empreendedoras consolidadas, em um ambiente de aprendizado mútuo.
O encontro contou com o apoio dos ministérios do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), das Mulheres, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Banco do Brasil, Correios e Sepromi, entre outros parceiros.
A atuação do Sistema OCB no evento também reforça uma das diretrizes do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com a ApexBrasil. O ACT prevê, entre suas prioridades, o fortalecimento de iniciativas voltadas à igualdade de gênero, com foco especial no estímulo à internacionalização de negócios liderados por mulheres. Com essa diretriz, a parceria tem buscado ampliar a presença feminina nas ações de promoção comercial internacional, abrindo novas oportunidades para que cooperativas lideradas por mulheres possam alcançar mercados estrangeiros.
Por meio desse acordo, o Sistema OCB e a ApexBrasil têm somado esforços para garantir que mais cooperativas, especialmente aquelas protagonizadas por mulheres, tenham acesso às ferramentas, capacitações e ações estratégicas voltadas à exportação. A presença no evento realizado em Salvador reflete esse compromisso com a inclusão produtiva e com a promoção de um cooperativismo cada vez mais diverso e competitivo, alinhado à agenda ESG e às políticas públicas de desenvolvimento sustentável com recorte de gênero.
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17/06/2025
INOVAÇÃO
8ª EBPC incentiva pesquisa acadêmica como motor do cooperativismo
Edição 2025 busca ampliar debate sobre contribuição do setor para o desenvolvimento sustentável
O Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) chega à sua 8ª edição e reafirma o papel essencial no avanço das pesquisas sobre o cooperativismo no Brasil. Com o tema Ano Internacional das Cooperativas: Integração, Impacto e Perspectivas para o Cooperativismo Brasileiro, o evento será realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, em Brasília, e está com chamada aberta para submissão de trabalhos e iniciação científica até o dia 1º de junho.
Desde 2010, o EBPC tem se consolidado como o principal espaço de diálogo entre a academia, as cooperativas, os órgãos de representação e os agentes de fomento ao setor. É um ambiente que valoriza o cooperativismo como um campo de estudo estratégico, multidisciplinar e profundamente conectado com os desafios contemporâneos da sociedade.
“Mais do que um evento científico, o EBPC é um espaço de construção coletiva de saberes. A cada edição, vemos crescer o interesse da academia pelo cooperativismo, o que demonstra a potência do setor como objeto de estudo e ação. Este ano, com o tema alinhado ao Ano Internacional das Cooperativas, vamos aprofundar o debate sobre o impacto do modelo cooperativista no desenvolvimento sustentável do país”, destaca Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB.
A oportunidade reforça o compromisso do EBPC com o fortalecimento da produção acadêmica qualificada e com o reconhecimento dos pesquisadores dedicados ao tema.
Os trabalhos devem se enquadrar em um dos cinco eixos temáticos:
Identidade Cooperativa e Direito Cooperativo;
Educação, Inovação e Diversidade;
Governança e Gestão;
Contabilidade, Finanças e Desempenho;
Impactos e Contribuições Econômicas, Sociais e Ambientais.
Além da visibilidade científica, os trabalhos aprovados e apresentados no 8º EBPC serão convidados a participar do processo de Fast Track, um fluxo prioritário de publicação em revistas científicas renomadas. A participação deverá respeitar os critérios definidos por cada publicação (serão divulgadas em breve) e o aceite será facultado ao aceite dos autores. Para esta edição as revistas habilitadas são: .
Revista de Gestão e Organizações Cooperativas - RGC (UFSM) - ISSN 2359-0432
Brazilian Administration Review - BAR (ANPAD) - ISSN 1807-7692
Contabilidade Vista & Revista (UFMG) - ISSN 0103-734
Administração Pública e Gestão Social (UFV) - ISSN 2175-5787
Pesquisadores, estudantes e profissionais engajados na construção de um setor mais robusto e sustentável são convidados a contribuir com o evento. Submeta seu artigo científico ou de iniciação científica até 01 de junho no site do evento.
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17/04/2025
INOVAÇÃO
Sistema OCB estimula cultura de inovação com protagonismo coletivo
Programa de Ideias reúne colaboradores em jornada de colaboração e experimentação
Com o objetivo de estimular o pensamento criativo, fortalecer a cultura da inovação e impulsionar soluções com alto impacto institucional, o Sistema OCB promoveu, no dia 10 de abril, o workshop Como Gerar Boas Ideias, que reuniu cerca de 55 colaboradores em um encontro virtual conduzido pela especialista em transformação cultural e inovação, Mari Barbosa, parceira da ACE Cortex, consultoria de negócios.
A ação marcou o início do Programa de Ideias, iniciativa estratégica da entidade voltada à promoção da inovação de forma colaborativa e contínua entre os times da organização. Mais do que uma capacitação, o workshop foi um convite à experimentação. “Foi uma demonstração prática de como a inovação pode ser acessível a todos. Ver colaboradores de diferentes áreas realizando trocas e construindo juntos ideias que podem fazer a diferença no dia a dia do Sistema OCB é extremamente motivador”, declarou Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB.
Para Hellen Beck, analista de inovação, o engajamento dos participantes foi inspirador. “Estou muito empolgada com o que estamos construindo juntos! O Programa de Ideias é uma grande oportunidade para colocarmos em prática nosso potencial criativo e, mais do que isso, para inovarmos de forma coletiva e com propósito, assim como o cooperativismo”, afirmou.
Durante a atividade, os participantes foram provocados a refletir sobre os conceitos de inovação, valor e impacto, a partir da compreensão de que boas ideias surgem da combinação entre desejo, viabilidade e execução. Por meio de dinâmicas práticas, o grupo foi incentivado a enxergar problemas sob novas perspectivas, relacionar desafios institucionais com oportunidades de inovação, e transformar insights em propostas concretas para submissão ao programa.
Segundo Mari Barbosa, iniciativas como a do Sistema OCB representam um importante passo para democratizar a inovação dentro das instituições. “Inovar não é algo distante, mas uma responsabilidade conjunta. Intraempreender é, acima de tudo, olhar para os desafios do dia a dia com curiosidade, colaboração e provocação”, disse. Para ela, “foi encantador ver esse comportamento durante o workshop, com cada participante contribuindo, escutando e sonhando um futuro de alto impacto para o Sistema OCB”, destacou.
Ao longo do encontro, temas como colaboração entre áreas, escuta ativa, construção coletiva e a conexão entre propósito e inovação permearam os exercícios propostos. As ideias apresentadas pelos participantes serão, agora, organizadas e inscritas no programa, que prevê novas etapas ao longo do ano para seleção, desenvolvimento e implantação das sugestões mais promissoras.
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14/04/2025
INOVAÇÃO
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Fórum anuncia conferência sobre inteligência artificial e apresenta novos bolsistas
Na última terça-feira (01), foi realizada a primeira reunião oficial do Consórcio de Cooperativismo de Plataforma, uma iniciativa internacional que reúne pesquisadores, organizações e lideranças cooperativistas para discutir os rumos da economia de plataformas colaborativas e seus impactos sobre o futuro do cooperativismo.
Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, afirmou que a entidade é parceira do projeto e reforça seu compromisso com a inovação e com o acompanhamento das transformações que moldam os novos modelos de organização econômica e social. “Estamos atentos às mudanças na economia digital porque sabemos que elas impactam diretamente os modelos de organização produtiva e social e, por isso, queremos que o cooperativismo esteja na linha de frente desse futuro”, disse.
Sob a liderança de Trebor Scholz, professor e pesquisador reconhecido globalmente por seus estudos sobre cooperativismo digital, o consórcio atua como um fórum permanente de articulação, produção de conhecimento e construção de alternativas cooperativas para o universo das plataformas digitais. A iniciativa é apoiada pelo Institute for the Cooperative Digital Economy (ICDE), entidade independente voltada à pesquisa sobre os impactos da economia de plataformas colaborativas e cooperativas.
Durante a reunião, foram apresentados os novos bolsistas do ICDE, entre eles dois pesquisadores brasileiros que se destacaram internacionalmente por seus trabalhos sobre cooperativismo digital, economia solidária e tecnologias inclusivas.
O pós-doutor Kenzo Seto, atualmente na Faculdade de Direito de Yale, com doutorado em Comunicação pela UFRJ, estuda infraestruturas digitais descentralizadas e cooperativas de plataforma no Brasil e na Argentina. O foco de sua pesquisa está na soberania digital e na democracia econômica, que conecta direito, tecnologia e teoria política a partir de uma base de ativismo e organização coletiva entre trabalhadores da tecnologia.
Já Lila Gaudêncio, bolsista de Gates Cambridge e doutoranda na Universidade de Cambridge, dedica sua pesquisa à análise da plataforma E-dinheiro, do Brasil. Seu trabalho investiga como moedas comunitárias digitais podem transformar as finanças solidárias, promover governança cooperativa e democratizar a participação econômica por meio de fintechs orientadas por valores cooperativistas.
Para Guilherme Cost, acompanhar, de perto, o avanço da economia de plataformas colaborativas é fundamental para o futuro do cooperativismo brasileiro. “Essas transformações nos ajudam a antecipar mudanças, adaptar modelos de negócio e explorar novas formas de cooperação, tanto por meio da adoção de tecnologias quanto pelo surgimento de cooperativas inovadoras, mais conectadas com os desafios e oportunidades do nosso tempo”.
Durante a reunião, também foi anunciada a realização da primeira conferência global sobre Cooperativismo e Inteligência Artificial. Batizado de Cooperative AI, o evento será realizado entre os dias 11 e 14 de novembro, em Istambul (Turquia), e reunirá especialistas, cooperativistas e desenvolvedores de tecnologia para discutir os potenciais e os riscos da IA sob a ótica dos valores cooperativos.
A proposta é aprofundar o debate sobre como a inteligência artificial pode ser incorporada de forma ética, democrática e inclusiva no ambiente das cooperativas, promovendo ganhos de eficiência e inovação sem abrir mão da autonomia e da participação coletiva que são a base do modelo cooperativista.
Mais informações em podem ser encontradas no site do Consórcio
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Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
NEGÓCIOS
05/12/2025
Capacitação fortalece uso do SouCoop e do Desempenho na Região Norte
Treinamento reuniu equipes das OCEs para alinhamento técnico e uso estratégico das plataformas
O Sistema OCB realizou, em Manaus, mais uma etapa do ciclo de capacitações regionais voltado ao aprimoramento do uso dos sistemas SouCoop e Desempenho. Organizado pelo Sistema OCB/AM, o encontro reuniu técnicos, analistas e superintendentes das OCEs da Região Norte e marcou a segunda edição do treinamento, a primeira ocorreu no Nordeste, no início do ano.
Durante dois dias, os participantes alternaram atividades expositivas e práticas, com foco na familiarização e no domínio das ferramentas que dão suporte a processos essenciais do cooperativismo. A proposta foi garantir que as equipes regionais estejam plenamente preparadas para operar os sistemas de forma segura, alinhada e produtiva.
O SouCoop foi um dos destaques da programação. A plataforma consolida dados cadastrais e documentais das cooperativas, permitindo que acessem serviços disponibilizados pelo Sistema OCB e utilizem o ambiente como fonte de gestão e manutenção de informações. O sistema unifica três processos estratégicos: Registro, Atualização Cadastral e Anuário do Cooperativismo, reforçando a base institucional da representação cooperativista.
Outro foco do treinamento foi o Desempenho, ferramenta que permite o acompanhamento mensal dos principais indicadores econômicos e financeiros das cooperativas. Com ela, dirigentes e gestores podem realizar análises comparativas, avaliar resultados em tempo real e tomar decisões mais assertivas. O objetivo é apoiar a autogestão, ampliar a transparência e fortalecer a sustentabilidade dos negócios cooperativos.
Para Fábio Trinca, gerente da área Financeira do Sistema OCB, o encontro reforçou a importância de aproximar as equipes da rotina operacional das ferramentas. “Agora, na Região Norte, o treinamento foi uma oportunidade valiosa para que analistas e superintendentes pudessem se familiarizar com a operação desses sistemas, tão importantes no nosso dia a dia. A iniciativa reforça o compromisso do Sistema OCB em equipar suas equipes com as ferramentas necessárias para um trabalho de excelência”, afirmou.
Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação, lembrou que o ciclo formativo tem caráter permanente. “Assim como no primeiro encontro, esta foi uma oportunidade valiosa para que colaboradores experientes e recém-chegados se aprofundassem no funcionamento dessas ferramentas, entendendo sua relevância estratégica e a legislação que orienta sua aplicação. A iniciativa demonstra, mais uma vez, o esforço do Sistema OCB em fortalecer capacidades, promover alinhamento nacional e garantir que nossas equipes estejam plenamente preparadas para entregar um trabalho de excelência”, declarou.
A superintendente do Sistema OCB/AM, Claudia Sampaio Inácio, destacou a importância da capacitação presencial para a realidade dos estados do Norte. “A capacitação, voltada à realidade da Região Norte, atualizou nossas equipes, qualificou novos colaboradores e fortaleceu o uso estratégico das plataformas no nosso dia a dia. Experiências como essa mostram o quanto os treinamentos regionais são fundamentais para respeitar as particularidades de cada estado e gerar mais resultados para as cooperativas. Para nós, foi uma honra sediar esse encontro e receber os técnicos e analistas dos demais estados da região”.
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NEGÓCIOS
19/09/2025
Brasil cooperativo abre portas para o mundo com catálogo de exportadoras
Publicação apresenta agro e artesanato para ampliar presença global do cooperativismo
O cooperativismo brasileiro acaba de ganhar mais um instrumento estratégico para ampliar sua presença no mercado internacional. O Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras, lançado pelo Sistema OCB, reúne informações de cooperativas com experiências em exportação e oferece um panorama qualificado de produtos, serviços e potenciais parceiros para compradores e instituições de comércio exterior em todo o mundo.
A publicação é voltada a importadores, distribuidores, parceiros institucionais e representantes de órgãos públicos e privados que atuam no comércio internacional. Com versões em português, inglês, espanhol e mandarim, o catálogo pretende aproximar o que o Brasil cooperativo tem de melhor a mercados exigentes e diversificados, reforçando a imagem de qualidade, sustentabilidade e inovação que o setor representa.
“O catálogo é um convite para o mundo conhecer a força e a diversidade do cooperativismo brasileiro, que combina qualidade, compromisso social e sustentabilidade. Ao conectar nossas cooperativas a novos mercados, abrimos portas para oportunidades que geram renda, desenvolvimento e impacto positivo dentro e fora do país”, destaca Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
Dois setores, um objetivo: crescer no mundo
O catálogo contempla dois segmentos de destaque na pauta exportadora cooperativista: agronegócio e artesanato. No agro, a ferramenta ajuda cooperativas a acessar novos mercados, negociar melhores preços e gerar mais renda para os cooperados. Já no artesanato, valoriza a identidade cultural brasileira e abre portas para nichos como comércio justo e consumo consciente, em que a origem e o impacto social dos produtos são diferenciais competitivos.
Em ambos os casos, a publicação destaca soluções sustentáveis, rastreáveis e competitivas, capazes de atender a demandas internacionais cada vez mais voltadas para práticas responsáveis e produtos de alta qualidade.
Inteligência de mercado
Além de ser um material promocional, o catálogo também funciona como fonte de inteligência, permitindo conhecer melhor o perfil das cooperativas exportadoras brasileiras e direcionar de forma mais assertiva as ações de qualificação e promoção do setor.
“Com essa base organizada, podemos atuar de forma mais estratégica, conectando nossas cooperativas com as oportunidades certas e fortalecendo o posicionamento do Brasil no cenário internacional”, completa Márcio.
Essa abordagem fortalece a atuação conjunta entre o Sistema OCB, o governo e parceiros institucionais como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de embaixadas e adidos agrícolas, que poderão utilizar o material como referência em ações de promoção comercial.
Mais oportunidades, mais impacto
O Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras representa ganhos para todos os envolvidos: para as cooperativas, que poderão ampliar sua base de clientes e consolidar marcas no exterior; para o Sistema OCB, que fortalece sua rede de contatos e sua capacidade de promoção; e para o país, com a geração de divisas, renda e empregos.
O documento apresenta desde cooperativas com atuação já consolidada no mercado global até aquelas que estão iniciando sua jornada internacional, com potencial de se tornar referência em seus segmentos.
O catálogo terá atualização bianual, garantindo que as informações estejam sempre atualizadas e em sintonia com as demandas do mercado internacional. As cooperativas interessadas em incluir seus produtos e contatos na publicação podem procurar diretamente a Organização Estadual à qual são vinculadas, que fará o encaminhamento das informações ao Sistema OCB
O material será distribuído a parceiros institucionais, embaixadas brasileiras, adidos agrícolas e compradores internacionais, além de ser utilizado pelo Sistema OCB e pelas organizações estaduais em feiras, missões e rodadas de negócios.
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NEGÓCIOS
CapacitaCoop: Novo curso prepara cooperativas para Reforma Tributária
Capacitação gratuita e online oferece orientação sobre adaptações fiscais
O Sistema OCB lançou o curso Reforma Tributária do Consumo para Cooperativas, disponível na plataforma CapacitaCoop. Gratuito e 100% online, o conteúdo foi desenvolvido para apoiar dirigentes, conselheiros fiscais, gestores tributários, auditores e contadores de cooperativas na compreensão das mudanças promovidas pela Reforma Tributária no Brasil.
O curso aborda a parte geral da reforma, com foco na tributação sobre o consumo e apresenta orientações sobre como as cooperativas podem se adaptar ao novo regime. A trilha de aprendizagem inclui vídeos explicativos, podcasts temáticos, atividades e e-books complementares.
Segundo a gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Clara Maffia, o tema exige atenção redobrada do setor. “A Reforma Tributária representa uma das maiores transformações do sistema fiscal brasileiro em décadas. Nosso objetivo é oferecer uma capacitação acessível, didática e consistente, que ajude as cooperativas a entenderem o impacto das mudanças e a se prepararem de forma estruturada para a transição”, afirmou.
A estrutura do curso contempla seis módulos principais: introdução à Reforma Tributária; alterações na tributação sobre o consumo; impactos operacionais e econômicos para as cooperativas; período de transição; apuração, recolhimento e declaração dos novos tributos; e compensação ou ressarcimento dos tributos substituídos.
Ao concluir os estudos e alcançar 70% de aproveitamento na avaliação de aprendizagem, o participante terá acesso ao certificado digital. O conteúdo foi elaborado com linguagem acessível, rigor técnico e foco em soluções práticas.
Clara também reforça a importância da mobilização das cooperativas: “Este é o momento de se antecipar. Quanto mais cedo dirigentes e gestores compreenderem as novas regras, mais preparados estaremos para manter a competitividade e o equilíbrio econômico do setor”, completou.
Além do curso geral, o Sistema OCB prepara a disponibilização de módulos específicos por ramos do cooperativismo, que serão lançados em uma segunda fase.
Como parte das ações de orientação técnica, o Sistema OCB publicou materiais específicos sobre a Reforma Tributária no boletim Panorama Coop Tributário. Duas edições já foram disponibilizadas, sendo a mais recente em 14 de agosto. Novas publicações estão previstas para os próximos meses, com análises detalhadas e foco nos impactos práticos da reforma para o cooperativismo.
Prepare sua coop para a Reforma Tributária, inscreva-se já e acompanhe o Panorama Coop.
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20/08/2025
NEGÓCIOS
Sistema OCB debate fortalecimento do crédito cooperativo com o MIDR
Diálogo mira expansão da participação das cooperativas de crédito nos Fundos Constitucionais de Financiamento
O Sistema OCB deu mais um passo estratégico para ampliar a presença e a contribuição do cooperativismo de crédito nas políticas públicas de desenvolvimento regional. Em reunião nesta segunda-feira (14), com o secretário de Fundos e Instrumentos Financeiros do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Eduardo Corrêa Tavares, a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, apresentou as propostas construídas pelo setor para otimizar o uso dos Fundos Constitucionais de Financiamento (FCFs).
O encontro teve como objetivo alinhar agendas e reforçar o papel do cooperativismo como parceiro estratégico da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Para Tania Zanella, a atuação do setor é essencial para ampliar o alcance dos recursos públicos a comunidades e municípios das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
“Levamos ao ministério uma contribuição técnica que nasce da experiência prática das nossas cooperativas de crédito, que já operam os recursos dos fundos e conhecem de perto as necessidades das regiões. É uma pauta construída a várias mãos, com a participação dos principais sistemas cooperativos e das nossas organizações estaduais”, destacou Tania.
Atualmente, as cooperativas de crédito desempenham um papel crescente nos repasses dos Fundos Constitucionais. Dados apresentados durante a reunião mostram que, entre 2019 e 2024, a cobertura municipal do cooperativismo passou de 25,6% para 42,4% no Norte e de 59,3% para 78,8% no Centro-Oeste. Esse avanço se deve, em grande parte, ao aumento significativo da participação direta do sistema nos repasses, o que ampliou a inclusão financeira em áreas antes desassistidas.
Agenda propositiva
Entre os principais pontos discutidos com o secretário Eduardo Tavares, estão o reconhecimento formal do cooperativismo de crédito como parceiro estratégico da PNDR, a realização de um evento institucional no MIDR para entrega das propostas do setor, e o convite para participação do Sistema OCB nas reuniões dos Conselhos Deliberativos (Sudene, Sudam e Sudeco).
“O cooperativismo está pronto para contribuir ainda mais com o desenvolvimento regional. Nossas propostas visam melhorar a governança, dar mais previsibilidade e eficiência aos repasses e garantir equidade nas condições de acesso aos recursos”, explicou a superintendente.
O secretário Eduardo Tavares reconheceu o potencial transformador do setor e se mostrou receptivo às pautas apresentadas. Segundo ele, a integração do cooperativismo às políticas públicas pode ampliar o impacto social e econômico dos fundos.
As propostas apresentadas ao MIDR trazem medidas voltadas aos eixos legislativo e regulatório, com foco na melhoria da operacionalização dos fundos e na ampliação da participação do cooperativismo no planejamento e execução das políticas públicas. “A união de esforços entre bancos administradores e cooperativas é fundamental para otimizar os recursos e garantir que eles cheguem a quem mais precisa. Nosso compromisso é com uma política de desenvolvimento regional mais eficiente e inclusiva”, concluiu Tania.
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14/07/2025
NEGÓCIOS
Programa ESGCoop leva Solução Eficiência Energética à Cotripal no RS
Equipe técnica realizou diagnóstico para otimizar o consumo de energia e reduzir emissões de GEE na cooperativa
A Cotripal, cooperativa agro com sede em Panambi (RS), recebeu entre os dias 24 e 27 de junho a visita técnica do Programa ESGCoop – Solução Eficiência Energética, iniciativa coordenada pelo Sistema OCB em parceria com a OCERGS. A ação integra a terceira fase da Solução e contou com um detalhado mapeamento de oportunidades para aprimorar a gestão do consumo de energia, reduzir emissões de gases de efeito estufa e otimizar custos operacionais.
A visita incluiu uma programação intensa: reuniões iniciais com a diretoria para apresentação da metodologia, inspeções técnicas no frigorífico e no complexo de varejo – que engloba supermercado, açougue, restaurante e magazine – e, por fim, um encontro final para compartilhar impressões preliminares do diagnóstico. Todas as atividades foram acompanhadas de perto pela equipe de engenharia da Cotripal, que participou ativamente das discussões e levantamento de dados.
“Ao aplicar esse diagnóstico, estamos contribuindo para que a Cotripal avance na eficiência energética e se fortaleça enquanto agente de transformação ambiental e social. Essa é uma das formas de o cooperativismo demonstrar seu compromisso com as agendas globais de sustentabilidade”, destacou Laís Nara Castro, analista de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Para Thiago dos Santos, gerente de engenharia da Cotripal, o trabalho já está gerando reflexões importantes para a cooperativa. “Apesar de estarmos na fase de levantamento e sem o diagnóstico final, já percebemos a seriedade e o rigor técnico da consultoria. A eficiência energética vai além do aspecto econômico; está ligada ao nosso compromisso com a sustentabilidade e com os valores do cooperativismo”, afirmou.
O gerente ressaltou ainda que o apoio da equipe técnica da consultoria Stride conseguiu envolver todos os setores da cooperativa e trouxe uma abordagem organizada e prática. “O apoio do Sistema OCB e do Sistema Ocergs nos dá segurança para implementar melhorias efetivas. Essa parceria agrega muito valor e nos permite enxergar oportunidades que, no dia a dia, poderiam passar despercebidas”, completou Thiago.
O diagnóstico realizado na Cotripal é parte de um movimento mais amplo de apoio às cooperativas brasileiras na busca por uma gestão mais eficiente e alinhada às boas práticas ambientais. A Solução Eficiência Energética, que faz parte do Programa ESGCoop, já conta com a participação de 15 cooperativas em diferentes estados brasileiros. A proposta é que, a partir dessas análises técnicas, sejam elaborados planos de ação com soluções de curto, médio e longo prazos.
“Essa etapa presencial é essencial porque permite identificar, in loco, como cada cooperativa pode reduzir desperdícios, modernizar processos e avançar no uso consciente de recursos naturais. Estamos falando de ganhos ambientais, mas também de eficiência operacional e redução de custos, o que reforça o papel do cooperativismo como protagonista do desenvolvimento sustentável”, explicou Laís.
A iniciativa se alinha diretamente ao compromisso do cooperativismo com a Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à energia limpa e acessível, ação contra as mudanças climáticas e consumo responsável.
“Estamos confiantes de que o diagnóstico final nos trará insights valiosos e propostas viáveis, que poderão ser incorporadas de forma estratégica ao nosso planejamento. Isso reforça nossa responsabilidade ambiental e o cuidado com os recursos naturais, além de garantir mais eficiência para nossos processos internos”, concluiu Thiago.
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03/07/2025
NEGÓCIOS
Cooperativismo avança em indicadores ESG e soluções sociais com foco no impacto
Sistema OCB promove encontros estratégicos para fortalecer práticas sustentáveis e inclusivas
Nos dias 24 e 25 de junho, o Sistema OCB promoveu dois encontros estratégicos para incentivar a construção de uma sociedade mais sustentável, inclusiva e inovadora. As reuniões do Grupo de Trabalho ESGCoop e da Câmara Temática Social reuniram representantes de cooperativas, organizações estaduais do Sistema OCB, sistemas organizados e especialistas para avançar na construção de indicadores ESG e no fortalecimento das soluções sociais do movimento.
No dia 24, foi realizada a reunião presencial do Grupo de Trabalho ESGCoop, com foco na construção dos indicadores específicos para o Ramo Saúde. Participaram integrantes das Organizações Estaduais (OCEs) (Ocemg, Ocesp, Ocesc e Ocepar), dos sistemas Unimed e Uniodonto, além de cooperativas convidadas especialmente para compor um grupo de especialistas: Uniodonto Manaus, Coopanest-CE, Unimed Federação Minas, Unimed Campo Grande, Unimed Londrina, Uniodonto Campinas, Unimed Nacional, Unimed FESP, Unimed Fortaleza, COOENF/PR, Unimed do Brasil, Uniodonto do Brasil, Fencom, CoopCare (DF) e Uniodonto Porto Alegre.
A agenda deu continuidade ao processo iniciado com uma reunião online preparatória, no dia 13 de junho, e teve como objetivo avaliar, com base em metodologia especializada, os indicadores que melhor representam o desempenho ESG das cooperativas de saúde. Além disso, o encontro marcou a participação de diversas cooperativas que integraram o GT ESGCoop pela primeira vez, fortalecendo a representatividade e a diversidade de experiências no debate.
Jacqueline Oliveira Estevan, diretora de Governança, Risco e Compliance, da Uniodonto Campinas, destacou a aplicação prática dos debates. “A gente pôde olhar na prática, no operacional, e trazer isso para o dia a dia. É você pegar o ESG e colocar ali na operação. O resultado disso para as cooperativas vai ser gigante”.
Para Luis Antônio Schmidt, gerente geral do Sistema Ocesp, o ponto forte da construção coletiva está na legitimidade do processo. “Esse trabalho só tem relevância porque foi construído a várias mãos. O envolvimento direto das cooperativas, com apoio das unidades estaduais e do Sistema OCB, torna o resultado mais concreto e aplicável”, afirmou.
O grupo já havia concluído os indicadores universais — válidos para todos os ramos — e os indicadores específicos do crédito. O próximo passo será a validação e homologação, até agosto de 2025, da lista final de indicadores ESG para o Ramo Saúde.
Soluções sociais
Já no dia 25, a 3ª reunião presencial da Câmara Temática Social reuniu representantes das OCEs (Ocemg, Ocesp, Ocergs e Ocepar), além de integrantes de sistemas organizados como Sicoob Confederação, Fundação Sicredi, Ailos, Cresol, Infracoop, Unicred e Unimed do Brasil. O encontro teve como foco promover o diálogo e a construção coletiva em torno das soluções sociais alinhadas à Agenda ESG.
Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, deu início às atividades apresentando as soluções sociais e a conexão entre as ações do diagnóstico ESGCoop e os projetos de impacto social. Ela ressaltou que essas iniciativas são parte essencial do modelo de negócios cooperativista e respondem de forma concreta às demandas da sociedade. “As soluções sociais não são ações paralelas — elas estão no centro do modelo de negócios do cooperativismo. São projetos que nascem da base, com propósito claro de transformar realidades, gerar inclusão e desenvolver comunidades”, declarou.
A especialista em Diversidade Cultural e Inclusão Gisele Gomes ministrou a palestra ID&E como infraestrutura de inovação, Gisele provocou reflexões sobre o uso de dados e evidências para fortalecer soluções sociais mais eficazes e orientadas à realidade das comunidades, destacando o potencial transformador da informação bem estruturada.
A Câmara Temática Social atua como um espaço estratégico para fortalecer e disseminar práticas de impacto social no cooperativismo. Ao reunir representantes de diferentes ramos, amplia o alcance das discussões e incentiva a criação de soluções intercooperativas para o desenvolvimento sustentável.
Ainda segundo Débora, a realização articulada desses dois encontros evidencia o compromisso do Sistema OCB com uma atuação integrada nas dimensões econômica, social e ambiental do cooperativismo. “Consolidar indicadores ESG e potencializar as soluções sociais é posicionar as cooperativas como protagonistas de um modelo de desenvolvimento mais justo, responsável e transformador”, complementou.
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27/06/2025
NEGÓCIOS
Parceria CIEE e Sistema OCB fortalece formação de jovens aprendizes
Proposta atende diretrizes do Ministério do Trabalho e reforça papel do cooperativismo na inclusão produtiva da juventude
O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e o Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) firmaram uma parceria estratégica para incluir o cooperativismo nos programas de formação da aprendizagem profissional, conforme previsto na Portaria 3.872/2023 do Ministério do Trabalho e Emprego.
Com base no artigo 18 da normativa, que determina a abordagem de conteúdos sobre cooperativismo e empreendedorismo autogestionário com foco na juventude, o Sistema OCB, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), desenvolveu um material didático completo e adaptável para jovens aprendizes. A iniciativa visa apoiar entidades formadoras, como o próprio CIEE, no cumprimento da legislação e, sobretudo, na formação cidadã e profissional de adolescentes e jovens.
O conteúdo foi elaborado para uso em diferentes modalidades (presencial, híbrida e à distância), com cargas horárias flexíveis entre 8 e 16 horas. As apostilas dos aprendizes combinam teoria e prática em uma linguagem acessível e preparada para promover competências técnicas, sociais e colaborativas. Já os guias dos instrutores oferecem suporte pedagógico completo, com orientações para aplicação dos conteúdos em sala de aula e no ambiente virtual.
Além disso, foi criado um guia exclusivo para as entidades formadoras, que apresenta as possibilidades de uso do material. A parceria também contempla sugestões de cursos e vídeos da CapacitaCoop, plataforma de ensino EAD do Sistema OCB, que podem ser incorporados aos programas permanentes de capacitação de instrutores, conforme exige o artigo 10 da Portaria.
“Acreditamos que o cooperativismo é uma poderosa ferramenta de transformação social, especialmente para os jovens em fase de iniciação profissional. Com essa parceria, estamos ajudando a construir um futuro mais colaborativo, justo e sustentável”, afirma Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
“A parceria com o Sescoop reforça o compromisso do CIEE em oferecer conteúdos de qualidade aos aprendizes. O cooperativismo é um tema fundamental e crucial para o desenvolvimento econômico e social do país e passar esse conhecimento para a juventude é imprescindível”, ressalta Elaine Bancalá, gerente Nacional de Aprendizagem do CIEE.
A ação também reforça o compromisso das instituições com a qualificação profissional da juventude brasileira e com a disseminação dos princípios cooperativistas como alternativa viável e promissora de geração de renda, inclusão produtiva e protagonismo juvenil.
O cooperativismo emprega, segundo o Anuário do Cooperativismo 2024, mais de 550 mil pessoas em todo o Brasil e as perspectivas de crescimento são expressivas. São 23,4 milhões de cooperados que geraram R$ 692 milhões em movimentação financeira em 2023. Com o desafio BRC 1 TRI, o objetivo até 2027, é chegar a 30 milhões de cooperados e R$ 1 trilhão em movimentação.
O CIEE, por sua vez, tem 61 anos de atuação e é a maior ONG de inclusão social e empregabilidade jovem da América Latina dedicada à capacitação profissional de jovens e adolescentes. A instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.
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26/06/2025
NEGÓCIOS
Cooperativas ganham destaque na Naturaltech 2025
Maior feira de alimentos naturais da América Latina reuniu 800 expositores e 1,7 mil marcas
O cooperativismo brasileiro marcou presença na 19ª edição da Naturaltech & Bio Brazil Fair, realizada entre os dias 11 e 14 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Considerada a maior feira de alimentos naturais, orgânicos e saudáveis da América Latina, a Naturaltech reuniu mais de 800 expositores e 1,7 mil marcas, com expectativa de atrair mais de 50 mil visitantes ao longo do evento.
Pelo segundo ano consecutivo, o Sistema OCB participou da Naturaltech com o estande institucional SomosCoop – Cooperativas do Brasil, reforçando o compromisso com a promoção de negócios, visibilidade de marca e acesso a mercados estratégicos. A ação foi coordenada pela área de Negócios da entidade, que busca fortalecer a presença cooperativista em segmentos promissores da economia.
“O cooperativismo tem muito a contribuir com o mercado de produtos naturais, e eventos como esse são fundamentais para mostrar a qualidade, a diversidade e o potencial comercial das nossas cooperativas. A Naturaltech é um espaço estratégico para ampliar conexões, gerar negócios e promover a marca cooperativista no cenário nacional e internacional”, destacou Jean Fernandes, analista da Coordenação de Negócios do Sistema OCB.
Participaram da feira 12 cooperativas de diferentes estados brasileiros (BA, ES, MG, PA, PR, RS, SC e SP), com produtos que vão de cafés especiais a sucos, vinhos, espumantes, doces, queijos, mel e frutas nativas. O estande recebeu grande fluxo de consumidores, distribuidores, redes varejistas e representantes de food service, com destaque para negociações com grandes players como Sam's Club, Outback e rede Zeferino.
A engenheira de alimentos Leidiane Vieira, da Cooperlad (BA), destacou a importância da participação na Naturaltech. “Foi uma oportunidade grandiosa para nós. Fizemos contatos com compradores, apresentamos amostras de polpas de frutas e projetamos a criação de um centro de distribuição em São Paulo. Isso representa mais trabalho, renda e desenvolvimento para nossos cooperados”.
Carlos Lima, presidente da CONAP (MG), celebrou os resultados obtidos durante a feira. “Tivemos a chance de dialogar com redes varejistas, exportadores e consumidores que valorizam um produto diferenciado. Essa interação direta reforça a importância de investir na apresentação, na padronização e na expansão da presença dos nossos produtos no mercado nacional e internacional”, declarou.
Para Eliane Lopes, da Cooperativa Vinícola Nova Aliança (RS), a Naturaltech foi estratégica. “Levamos nossa missão junto com nossos produtos. Estabelecemos contatos com distribuidores e exportadores, recebemos feedback positivo e saímos com importantes insights para o desenvolvimento de novos produtos”.
Já Giulia Castellani, do setor comercial da CAISP (SP), reforçou o impacto institucional da presença no evento. “Participar de uma feira dessa magnitude fortalece nossa marca e nos conecta com consumidores, varejistas e potenciais parceiros. O apoio da OCB tem sido essencial para nosso posicionamento no mercado”.
A participação também foi comemorada por Alysson Kaiper, da Sanjo (SC). “Tivemos a visita de clientes estratégicos e potenciais novos parceiros. A estrutura e o suporte da OCB nos permitiram mostrar a força da nossa cooperativa. Esperamos estar nas próximas edições”, salientou.
As cooperativas participantes foram: Cafesul, Amazoncoop, Cocamar, Witmarsum, Nova Aliança, CCGL, Vinícola Aurora, Sanjo, Coopafasb Caisp, Conap e Cooperlad.
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18/06/2025
Todos os ramos
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Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
ESG
21/10/2025
Sistema OCB lança guia que ensina coops a contabilizarem GEE
Publicação orienta passo a passo para inventário e gestão das emissões de Gases de Efeito Estufa
O Sistema OCB lançou, em parceria com a Ambipar, o Guia Metodológico do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), uma publicação técnica que faz parte da Solução Neutralidade de Carbono, do Programa ESGCoop. O material foi desenvolvido para apoiar as cooperativas de todos os ramos na estruturação, coleta, tratamento e reporte de informações sobre suas emissões, de forma padronizada e transparente.
O guia é um passo importante na jornada das cooperativas rumo à sustentabilidade,à gestão climática eficiente e à neutralidade de carbono Elaborado com base nas metodologias ABNT NBR ISO 14064-1:2019 e no Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) — referências internacionais no tema —, o documento apresenta orientações detalhadas sobre os três escopos de emissões (diretas, indiretas de energia adquirida e indiretas na cadeia de valor) e traz instruções práticas para o uso da ferramenta oficial do GHG Protocol.
“O inventário de emissões é uma ferramenta fundamental para compreender o impacto climático das atividades da cooperativa e identificar caminhos para reduzir esse impacto. Medir é o primeiro passo para gerenciar, e esse guia vem justamente para facilitar esse processo, tornando-o acessível e confiável”, explica Débora Ingrisano, Gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
O guia descreve todas as etapas do processo — desde a definição dos limites organizacionais e operacionais até a consolidação e o reporte dos dados —, sempre alinhado aos princípios de relevância, integralidade, consistência, transparência e exatidão. A publicação também orienta sobre o armazenamento de evidências, essencial para auditorias e verificações independentes, além de indicar boas práticas que permitem às cooperativas buscar o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, o mais alto nível de conformidade metodológica no país.
“O diferencial do material é traduzir uma metodologia internacional para a realidade das cooperativas brasileiras. Ele oferece um passo a passo prático, com linguagem acessível e foco na aplicabilidade. A ideia é apoiar desde cooperativas que estão iniciando sua jornada de sustentabilidade até aquelas que já têm um inventário consolidado e buscam aprimoramento”, acrescenta Débora.
A publicação se integra à agenda ESG do Sistema OCB, que busca ampliar o engajamento do movimento cooperativista nas ações de mitigação das mudanças climáticas e de transição para uma economia de baixo carbono. “As cooperativas têm um papel estratégico nessa agenda. Elas já nascem com uma lógica de uso responsável dos recursos e de geração de valor coletivo. Agora, com ferramentas como o Guia Metodológico, poderão mensurar e comunicar esse valor de forma ainda mais robusta e transparente”, completa a gerente.
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17/10/2025
Solução Eficiência Energética: coops ampliam ganhos sustentáveis
Workshop do Sistema OCB destaca resultados, aprendizados e novos passos da iniciativa
Com foco em inovação, economia e impacto ambiental, o Sistema OCB realizou, nesta sexta (17), o Workshop da Solução Eficiência Energética, uma das iniciativas do Programa ESGCoop. O encontro online contou com representantes de organizações estaduais, gerentes de Desenvolvimento de Cooperativas, integrantes do GT ESGCoop e parceiros técnicos para debater os resultados do ciclo 2025, os aprendizados das cooperativas-piloto e as perspectivas de expansão da solução.
Desenvolvida em parceria com a Stride Consultoria, a Solução Eficiência Energética tem como objetivo apoiar as cooperativas na identificação de desperdícios, otimização do consumo e redução de custos operacionais, promovendo, ao mesmo tempo, a diminuição das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).
Na abertura do encontro, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, destacou que a eficiência energética é um dos pilares mais estratégicos da sustentabilidade. “Assim como a agenda de carbono, a eficiência energética é essencial para a competitividade e a perenidade das cooperativas. Ela transforma responsabilidade ambiental em economia real e fortalecimento de imagem. É um tema que une propósito, inovação e resultado”, afirmou.
Segundo ela, a solução é um exemplo prático de como o Sistema OCB está apoiando as cooperativas na consolidação de suas agendas ESG. “Nosso objetivo é mostrar que eficiência energética é mais do que apenas uma pauta ambiental, é uma oportunidade concreta de inovação e de ganho econômico. As experiências que já estão em andamento comprovam o potencial transformador dessa iniciativa”, completou.
A analista de sustentabilidade, Laís Castro, apresentou o panorama geral da solução, que já conta com 14 cooperativas-piloto de oito estados. “Os resultados são expressivos: identificamos reduções médias de consumo em torno de 22%, chegando a mais de 30% em alguns casos. Além da economia direta, há ganhos intangíveis importantes — como o engajamento das lideranças e a mudança de cultura organizacional em relação ao uso e gestão da energia”, explicou.
Laís ressaltou que a iniciativa complementa outras ações do ESGCoop. “Enquanto a Neutralidade de Carbono mede e reporta as emissões, a Eficiência Energética atua diretamente na redução delas. As duas soluções se conectam e fortalecem o posicionamento do cooperativismo frente à agenda climática e à COP30”, destacou.
Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, reforçou o papel estratégico da energia no modelo de negócio das cooperativas. “A energia é um insumo central em todos os ramos. Trabalhar com eficiência é reduzir custos, aumentar competitividade e contribuir de forma efetiva para o enfrentamento das mudanças climáticas. É um investimento que gera retorno ambiental e financeiro”, afirmou.
Durante o workshop também foi anunciado que, em novembro, o Sistema OCB irá lançar cartilhas e ebooks que reúnem orientações técnicas e cases de destaque das cooperativas participantes.
“Essa é uma iniciativa de transformação cultural. Queremos inspirar cada cooperativa a tratar a energia como um ativo estratégico, e não apenas como um custo operacional”, concluiu Débora.
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Sistema OCB anuncia cooperativas que representarão o Brasil na COP30
Painéis temáticos darão visibilidade internacional a experiências sustentáveis de todos os ramos
O cooperativismo brasileiro já está praticamente de malas prontas para marcar presença na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro. O Sistema OCB divulgou, nesta sexta-feira (17), o resultado da seleção de cooperativas para os painéis temáticos do cooperativismo na COP30.
A chamada pública, lançada em agosto, teve como objetivo identificar e selecionar experiências concretas de cooperativas de todos os ramos que contribuem para o enfrentamento das mudanças climáticas, com base nos cinco eixos estratégicos do Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30:
Segurança alimentar e agricultura de baixo carbono
Financiamento climático e valorização das comunidades
Transição energética e desenvolvimento sustentável
Bioeconomia e uso eficiente dos recursos naturais
Adaptação e mitigação de riscos climáticos
As cooperativas escolhidas participarão de painéis temáticos promovidos pelo Sistema OCB durante a conferência, em espaços oficiais de destaque, além de atividades paralelas nos pavilhões do governo brasileiro, coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e em espaços de parceiros institucionais.
Cooperativas selecionadas
A lista de cooperativas que representarão o cooperativismo brasileiro na COP30 contempla os ramos do cooperativismo, com projetos que envolvem desde produção agropecuária de baixo carbono, energia renovável e eficiência energética, até finanças verdes, bioeconomia e recuperação de áreas degradadas. “Nosso papel é mostrar ao mundo que o cooperativismo brasileiro já entrega soluções concretas para a transição climática justa”, destacou Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB.
Os cases selecionados terão duas formas de participação:
Apresentação presencial, em painéis e debates nos espaços do cooperativismo na COP30;
Exposição digital, com conteúdo exibido nos totens do evento e no portal Coop na COP30, além de campanhas e materiais de divulgação institucional.
A proposta é ampliar o alcance das boas práticas cooperativistas e reforçar a imagem do cooperativismo como modelo de negócios sustentável, inovador e alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Estamos construindo uma presença plural e representativa. A COP30 será o palco para mostrar a força das cooperativas brasileiras e como elas já contribuem, na prática, para o desenvolvimento de uma economia verde e inclusiva”, reforçou Tania.
Confira a lista das cooperativas selecionadas:
Cases com presença física na COP30
Cooperativa
Título do Case
Sicredi Confederação
Projetos de financiamento do empreendedorismo feminino, transição energética
Sicoob Confederação
Captações Temáticas: impulsionando inclusão social e promovendo a transição para uma economia verde
Cresol Confederação
Experiências de microcrédito para agricultura sustentável.
Coopatrans
Case chocolates da Cacauway, um negócio de impacto social
Coopsertão
Produção Sustentável na Caatinga: Agroecologia, água e solo
Cooxupé
Protocolo Gerações - Resiliência Climática e Sustentabilidade na Cafeicultura Cooperativista
Sicoob Credip
Robustas Amazônicos: cooperação e investimento em tecnologias mudam a realidade da agricultura, geram integração e salvam a floresta
Sicredi Confederação
Quantificação de Riscos Climáticos como Ferramenta Estratégica para Proteção das Culturas Agrícolas dos associados
CCPR
Enxergando Sentido Global – Práticas Nota 10
Cooperativa Vinícola Aurora Ltda
Estratégias para minimizar os impactos das mudanças climáticas na viticultura da Serra Gaúcha
COASA
Nosso Solo, Nossa Colheita. Um case cooperativo que cultiva a sustentabilidade na agricultura
CAMTA
Referência em produção a partir de sistemas agroflorestais, com manejo sustentável na Amazônia
Lar
Programa de qualificação e certificação sustentável da produção de alimentos
SICOOB COOESA
Cooperativa Mirim Marajoara: crianças e adolescentes unidos pela cooperação, cultivando futuro sustentável no Marajó
Recicle a Vida Cooperativa De Catadores do DF
“Recicle a Vida: Economia Circular, Inclusão Social e Inovação na Reciclagem de Plásticos”
Cresol Encostas da Serra Geral
Case Abelhas Nativas, Cooperativismo e Impacto: da Capital Nacional da Meliponicultura ao Protagonismo Internacional em Sustentabilidade, Educação e Renda
Central Sicoper-Cresol
Cresol Siga: financiamento para saneamento, infraestrutura e gestão da água
Sicredi Confederação
Programa de Captações Sustentáveis
Sicoob Confederação
Projetos de apoio inclusivo ao desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas de cafeicultura e pecuária bovina
Cooperativa Agropecuaria Mista Terranova Ltda
Energia solar como alternativa para reduzir custos na produção leiteira
Creral
Bioroz e Cinroz: Biopolímeros sustentáveis a partir da casca e cinzas de casca de arroz associado a produção de energia pela casca de arroz
Sicredi Confederação
Café Carbono Neutro
Sicoob São Miguel SC/PR/RS
COOPENAD: Cooperação que ilumina um futuro sustentável
Sicredi Confederação
Sicredi pelo Rio Grande: solidariedade e reconstrução após o desastre climático
Cresol Horizonte
Incentivo a boas práticas ambientais na cadeia produtiva de bubalinos
Coomflona
Manejo Florestal Sustentável na Flona do Tapajós
Coopercitrus
Restauração que transforma: cooperação e parcerias pela água, floresta e clima
Cooperativa Agropecuária e Florestal do Projeto RECA
Fortalecimento da Bioeconomia na Amazônia por Meio do Cooperativismo Sustentável
Cooperacre
Arranjo produtivo da sociobioeconomia na Amazônia
Coopmetro
PAV – Programa de Renovação de Frota: mobilidade sustentável e fortalecimento da economia local
Primato Cooperativa Agroindustrial
SUÍNO VERDE - Energia Limpa do Campo ao Transporte
Sistema Ocemg
Programa MinasCoop Energia
Coopernorte
Cooperação Embrapa–COOPERNORTE: inovação e resiliência climática para a Amazônia
Coplana
Tecnologias de agricultura de precisão, bioinsumos e soluções em baixo carbono
Cocamar
Práticas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e produção sustentável em larga escala
Cases com conteúdo na COP30
Cooperativa
Título do Case
Sicoob Credicenm
Formando Cidadãos Conscientes: Cooperativas Mirins e o Futuro Sustentável
CCPR
Enxergando Sentido Global – Logística Nota 10
CCPR
Enxergando Sentido Global – Usina Fotovoltaica
CCPR
Enxergando Sentido Global – Cooperando Com O Planeta
Sicredi Confederação
Complexo Solar Sicredi Confederação
CCPR
Enxergando Sentido Global – Recicla Mais
Sicoob Aracoop
Fortalecimento Sustentável da Cadeia Produtiva da Piscicultura em Morada Nova de Minas
Sicoob Aracoop
Financiamento de Usina Fotovoltaica para o Cooperativismo de produção de frutas em Pirapora MG
Sicoob Credinacional
Micro Usinas Sicoob Credinacional: Energia Limpa e Impacto Social
Sicoob Coopemata
Transformação Sustentável: Neutralização de CO₂ e Reflorestamento para um Futuro Verde
Sicoob Credialto
Compartilhando Energia, Multiplicando Saúde: Cooperando por uma Saúde Sustentável
Sicoob Centro
Do cacau ao chocolate: cooperar é coisa nossa
Sicoob Montecredi
O despertar de uma Terra Adormecida: A Fazenda Três Meninas, a cafeicultura regenerativa no Cerrado Mineiro e sua contribuição para o produtor, o consumidor e o planeta
Unicred União
Projeto Integrado de Energia Renovável: Microusinas e Intercooperação da Unicred União
Cooperconcórdia
Programa multiplicadores lixo zero
Turiarte
Geração de renda sustentável com artesanato e turismo comunitário na Amazônia
Coopric
Café com identidade: Sustentabilidade e resiliência na Chapada Diamantina
Copercampos
Uma cooperativa sustentável – Ação local, impacto global
Coopercitrus
Sistematização agrícola de precisão: transformando paisagens, reduzindo emissões e multiplicando renda
Coopernorte
Programa de Produtividade COOPER+: inovação, sustentabilidade e aumento da produtividade no campo
Coopernorte
CPAC – Pesquisa aplicada e resiliência climática para a agricultura cooperativa amazônica
Coopernorte
Agroindústria COOPERNORTE: agregação de valor, segurança alimentar e sustentabilidade para o Pará
Cresol Confederação
"Geração de Renda Sustentável contribuindo com a Valorização da Cultura Quilombola na Comunidade Vargem do Sal através do Artesanato em Licuri''
Cresol Confederação
Transição Agroecológica Participativa para Cadeias Hortícolas e Frutícolas no Brasil e Uruguai
Cresol Evolução
Projeto Tampinhas Solidárias - Projeto de reciclagem de tampinhas
FECOGAP
O Garimpo como Aliado do Desenvolvimento Sustentável e da Inclusão Social na Amazônia
Lar
Cadeia de Proteína Animal da Lar Cooperativa: um Modelo de organização social e de desenvolvimento econômico
Lar
Alimentação animal sustentável e de baixo carbono aliada á eficiência produtiva
Lar
Lar Cooperativa: eficiência no uso dos recursos e geração de energia a partir de resíduos
Lar
Produção sustentável de biodiesel como estratégia de redução de emissões e transição energética
Lar
Redução da emissão de metano em dejetos de suínos, a partir da produção de energia elétrica por meio de biogás
Lar
Da Fonte à Vida: Protegendo e Recuperando Nascentes
Lar
Ferramenta de Impacto Sustentável com ênfase na agricultura de Precisão, redução de GEE e gestão de carbono no solo
Lar Cooperativa Corretora de Seguros
Gestão inteligente de riscos climáticos com seguro agrícola
Sicoob Conexão
Reinholz Chocolates: Empoderamento Feminino e Sustentabilidade no Campo
Sicoob Confiança
Piscicultura Autossustentável com Energia Fotovoltaica e Integração Cooperativa
Sicoob Metropolitano
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Sicredi Confederação
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14/10/2025
ESG
ESGCoop: Unicred aposta em eficiência energética para reduzir impactos
Diagnóstico identificou oportunidades de melhoria e reforçou compromisso com práticas ESG
Nos dias 8 e 9 de outubro, a Unicred do Brasil recebeu a equipe do Programa ESGCoop, do Sistema OCB, para a realização da terceira fase da Solução Eficiência Energética, uma iniciativa que busca promover o uso mais racional e sustentável da energia nas cooperativas. As atividades ocorreram em Florianópolis (SC), com visitas às cooperativas Unicred Valor Capital, Unicred Coomarca e ao Núcleo Conexão.
A agenda reuniu representantes do Sistema OCB, do Sistema Ocesc, da consultoria Stride e da Unicred, além das equipes técnicas das cooperativas, que acompanharam todo o processo. A etapa teve como objetivo realizar um diagnóstico detalhado de eficiência energética, identificando oportunidades de melhoria, padronização e aprimoramento da gestão.
De acordo com a analista de Meio Ambiente do Sistema OCB, Laís Castro, a presença da equipe em campo é um passo essencial para o avanço da Solução. “Essa fase é fundamental para compreender a realidade de cada cooperativa e construir, de forma conjunta, estratégias que tragam resultados efetivos. O engajamento das equipes locais mostra o comprometimento do cooperativismo de crédito em unir sustentabilidade e eficiência operacional”, destacou.
Durante os dois dias de trabalho, foram mapeados processos internos e levantadas informações sobre o consumo e o gerenciamento de energia em diferentes unidades. O resultado será consolidado em um plano de ação a ser implementado com o acompanhamento técnico da consultoria especializada.
Para Ana Paula Martello Rodrigues, coordenadora técnica do Sistema Ocesc, a iniciativa reforça o papel de liderança do cooperativismo catarinense na agenda ESG. “As cooperativas Unicred Valor Capital e Unicred Coomarca reafirmam seu compromisso com a sustentabilidade e a otimização do uso de recursos ao participarem da Solução Eficiência Energética. A iniciativa reforça o alinhamento com as diretrizes ESG e evidencia o protagonismo do cooperativismo de crédito na promoção de práticas responsáveis”, destacou.
A diretora de Sustentabilidade e Supervisão da Unicred do Brasil, Silvana Parisotto Agostini, falou sobre a importância do projeto no contexto estratégico da instituição.“O projeto une pilares fundamentais da atuação cooperativista: sustentabilidade, viabilidade financeira, inovação e impacto ambiental positivo. Ao investir em soluções que otimizam o consumo de energia, a instituição reduz custos operacionais e reafirma seu compromisso com a responsabilidade ambiental”.
A Solução Eficiência Energética faz parte do Programa ESGCoop, coordenado pelo Sistema OCB, que apoia cooperativas de todos os ramos na implementação de práticas sustentáveis e de governança. A iniciativa fortalece o compromisso do cooperativismo com o desenvolvimento econômico aliado à responsabilidade ambiental e social.
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13/10/2025
ESG
Solução Neutralidade de Carbono: Cooperativas avançam na agenda climática
Workshop do Sistema OCB destaca resultados de 2025 e presença estratégica na COP30
Nesta sexta-feira (3), o Sistema OCB realizou o Workshop da Solução Neutralidade de Carbono: do projeto piloto ao palco internacional, com a participação de dirigentes e técnicos de cooperativas, representantes das organizações estaduais e parceiros estratégicos. O encontro online marcou a consolidação dos resultados do ciclo 2025 do projeto e apontou os próximos passos da iniciativa, que ganhará visibilidade internacional na COP30, em Belém (PA).
Na abertura, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, destacou a importância do engajamento coletivo. “Este projeto só existe porque as cooperativas acreditaram e se engajaram. Hoje, temos a materialização prática do princípio da intercooperação. Juntos conseguimos negociar melhor, aprender juntos e avançar em uma pauta que parecia distante, mas que agora é realidade para o cooperativismo brasileiro”, afirmou.
A solução já conta com a adesão de 18 cooperativas, que realizaram seus inventários de emissões de gases de efeito estufa e publicaram no Registro Público de Emissões. Para Débora, esse movimento fortalece a imagem do cooperativismo como regime produtivo sustentável, capaz de responder a um dos maiores desafios globais. “Estamos saindo do discurso para a prática, e é essa experiência que queremos levar para a COP30. O cooperativismo brasileiro tem muito a mostrar ao mundo”, acrescentou.
Resultados e avanços
A apresentação dos resultados ficou a cargo de Laís Nara Castro, analista de sustentabilidade do Sistema OCB. Ela explicou que todas as cooperativas participantes conquistaram, no mínimo, o Selo Prata no Programa Brasileiro GHG Protocol – reconhecimento que certifica a qualidade dos inventários de emissões.
Segundo Laís, a Solução Neutralidade de Carbono vai além da mensuração: oferece consultoria, ferramentas tecnológicas, capacitação e suporte metodológico, e cria condições para que as cooperativas avancem na redução de emissões e no desenvolvimento de projetos de descarbonização.
“O inventário funciona como um diagnóstico. A partir dele, conseguimos identificar oportunidades de melhoria de processos, redução de custos e até acesso a novos mercados e linhas de crédito. Mais do que uma exigência de mercado, a descarbonização se mostra como um diferencial competitivo para as cooperativas”, explicou.
Laís também apresentou o guia metodológico desenvolvido em parceria com a Ambipar, que orienta passo a passo o processo de inventário e será disponibilizado às organizações estaduais e às cooperativas interessadas.
Narrativa estratégica
Para o coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo, o maior desafio é construir uma narrativa clara e acessível para a alta liderança das cooperativas. “Carbono não é algo tangível, mas precisamos traduzir esse tema em valor: em redução de custos, reputação, novos negócios e acesso facilitado ao crédito. Esse é o papel da solução: apoiar tecnicamente e ajudar a comunicar de forma simples e direta o valor da descarbonização”, destacou.
Alex reforçou ainda que a agenda climática é um caminho sem volta, seja por demanda dos consumidores, exigências regulatórias ou pressão do mercado financeiro. “As cooperativas que quiserem se manter relevantes e competitivas precisam começar agora. E o Sistema OCB está preparado para apoiá-las nessa jornada”.
Conexão com a COP30
Um dos pontos altos do workshop foi a discussão sobre a presença do cooperativismo na COP30, marcada para novembro de 2025, em Belém. O Sistema OCB terá participação em diferentes espaços de debate e articulação, com destaque para o AgriZone, em parceria com a Embrapa e cooperativas de crédito, e para o pavilhão de Negócios de Impacto, em cooperação com uma entidade da ONU.
“Não basta estar presente fisicamente. Precisamos ocupar espaços de diálogo e decisão, levando propostas e mostrando a relevância do cooperativismo na agenda climática”, afirmou Débora Ingrisano.
Próximos passos
Além dos reconhecimentos já conquistados, o Sistema OCB projeta a evolução da solução, para incentivar as cooperativas a darem continuidade ao processo de inventário e implementação de ações de descarbonização. Também foi anunciado que cursos do CapacitaCoop e o novo guia metodológico estarão disponíveis para ampliar a capilaridade do tema e dar suporte técnico às organizações.
“A COP30 não é um ponto de chegada, mas parte de um processo de fortalecimento da agenda climática dentro das cooperativas. O Sistema OCB seguirá ao lado das cooperativas brasileiras, potencializando a jornada rumo à neutralidade de carbono”, concluiu Alex Macedo.
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03/10/2025
ESG
C.Vale avança na Solução Eficiência Energética do Programa ESGCoop
Diagnóstico presencial identificou oportunidades de melhoria na gestão de energia
A cooperativa C.Vale, com sede em Palotina (PR), recebeu entre os dias 16 e 18 de setembro a visita de equipes do Sistema OCB, do Sistema Ocepar e da consultoria Stride para a realização da terceira fase da Solução Eficiência Energética, iniciativa do Programa ESGCoop. O trabalho faz parte de um ciclo de ações voltadas a apoiar cooperativas de diferentes ramos na adoção de práticas de gestão mais sustentáveis, eficientes e alinhadas às demandas do futuro.
Nesta etapa, foi aplicado um diagnóstico presencial nas unidades de recria e produção de aviários da cooperativa. O objetivo foi identificar oportunidades de melhoria, padronização e aprimoramento da gestão energética, considerando tanto aspectos técnicos quanto de rotina operacional. A programação incluiu reuniões com a diretoria, visitas de campo acompanhadas pelas equipes técnicas e, ao final, a apresentação dos resultados e das recomendações iniciais.
Segundo o cronograma da solução, a partir do diagnóstico será elaborado um plano de ação específico para a C.Vale, que contará com acompanhamento técnico da consultoria para sua implementação. A expectativa é que os ganhos ultrapassem a economia direta de energia e tragam impactos positivos também na competitividade, na sustentabilidade e na cultura organizacional.
Para o CEO da C.Vale, Édio José Schreiner, a iniciativa reflete a forma como a cooperativa enxerga seu compromisso diário com a eficiência. “Na C.Vale acreditamos que cultura é construída todos os dias, pela forma como cada um conduz o seu trabalho. Eficiência energética é parte desse compromisso: melhorar continuamente, aprender sempre e assumir a responsabilidade pelo resultado. Quando cada colaborador age com senso de dono, a cooperativa se fortalece, cresce e garante um futuro de sucesso para todos”, destacou.
A percepção de que a eficiência energética se constrói a partir de atitudes simples e disciplina diária também foi ressaltada por Felipe Ferreira, supervisor de Gestão de Energia da cooperativa. “O diagnóstico em campo nos mostrou que eficiência energética nasce do simples: atenção aos detalhes, disciplina diária e responsabilidade no uso de cada kWh. Quando fazemos o básico bem-feito, abrimos espaço para grandes resultados. Essa é a nossa contribuição direta para tornar a cooperativa mais competitiva e sustentável”, declarou.
O Sistema OCB avaliou que a visita reforçou o papel estratégico do cooperativismo na construção de um modelo de desenvolvimento mais responsável. “A visita aos aviários da C.Vale evidencia, na prática, que a eficiência energética é um caminho estratégico para aliar produtividade, redução de custos e compromisso com a sustentabilidade no campo”, afirmou Thayná Côrtes, analista técnico-institucional.
Para a analista de desenvolvimento técnico Bruna Mayer, o diagnóstico realizado permitiu identificar oportunidades que vão além da manutenção e operação, oferecendo uma visão ampla dos principais consumidores de energia da unidade. “Ficou claro que os maiores gargalos muitas vezes resultam de pequenas ações que, somadas, geram grandes impactos. Parabenizamos a C.Vale pela iniciativa e a OCB por disponibilizar uma ferramenta tão relevante para a eficiência energética e o enfrentamento às mudanças climáticas.”
A Solução Eficiência Energética já vem sendo aplicada em cooperativas de diferentes ramos, sempre com foco em gerar indicadores, orientar investimentos e apoiar gestores na adoção de melhores práticas. A iniciativa integra o conjunto de soluções do Programa ESGCoop, criado para apoiar o cooperativismo brasileiro no avanço de práticas ambientais, sociais e de governança. A proposta é que cada ação tenha caráter prático, aplicável ao dia a dia das cooperativas, permitindo resultados concretos e mensuráveis.
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ESG
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O cooperativismo agropecuário brasileiro deu mais um passo estratégico rumo à consolidação de sua agenda de sustentabilidade. Foi realizada nesta terça-feira (16) e quarta-feira (17), em Brasília, o encontro do Grupo de Trabalho ESGCoop dedicado à construção dos indicadores ESG do Ramo Agro. A iniciativa, conduzida pelo Sistema OCB em parceria com a Gália Consultoria, reúne cooperativas de diferentes segmentos do agro e Organizações Estaduais (OCEs) para debater e consolidar parâmetros que possam traduzir, em números e evidências, a atuação sustentável do setor.
O objetivo é criar indicadores específicos para o Ramo Agro, capazes de refletir toda a sua complexidade produtiva e regional. Participaram representantes de cooperativas de café, grãos, leite, proteína animal, fiação, flores, vinhos, citros e cana, entre outros. A diversidade de perfis assegura uma visão ampla e inclusiva sobre os desafios ambientais, sociais e de governança enfrentados pelo agro cooperativo.
A gerente-geral da OCB, Fabíola Nader Motta, destacou o caráter estratégico do encontro. “Estamos construindo uma base sólida de indicadores que darão visibilidade ao compromisso do cooperativismo agropecuário com a sustentabilidade. Nosso desafio é traduzir práticas em métricas que possam ser medidas, acompanhadas, comunicadas e reconhecidas pela sociedade, pelos mercados e pelos formuladores de políticas públicas”, afirmou.
O encontro integra a estratégia do ESGCoop de definir indicadores globais e setoriais para todos os ramos do cooperativismo. A ideia é construir um conjunto de métricas que permita aferir, com transparência e comparabilidade, o impacto positivo das cooperativas em diferentes áreas.
Até o momento, já foram desenvolvidos os indicadores globais e os específicos do Ramo Crédito, enquanto os do Ramo Saúde estão em fase final de elaboração. Agora, com o início da construção dos indicadores para o Ramo Agro, o movimento se expande para contemplar também a diversidade produtiva do campo. Ainda este ano, será dado início ao processo de definição dos indicadores voltados aos ramos Transporte e Infraestrutura, consolidando o compromisso do cooperativismo em mensurar e comunicar, de forma cada vez mais precisa, seus impactos socioambientais e de governança.
Também esteve em destaque, durante a agenda, uma reunião conjunta das Câmaras Temáticas Ambiental e COP30, que buscou ampliar o diálogo sobre sustentabilidade e reforçar a participação do cooperativismo nos debates globais de clima e governança.
Entre as cooperativas presentes estiveram Cooabriel (ES), Comigo (GO), CCPR (MG), Cooxupé (MG), Copasul (MS), Agrária (PR), Copacol (PR), Cocamar (PR), Frimesa (PR), Frísia (PR), Integrada (PR), Aurora Vinícola (RS), Coasa (RS), Cotripal (RS), Santa Clara (RS), Fecoagro/RS, Cooper A1 (SC), Coopercitrus (SP), Coplacana (SP), Holambra Agro Industrial (SP), Veiling Holambra (SP) e Cooperfrigu (TO). Além delas, dirigentes e técnicos das OCEs de nove estados também contribuíram com o debate.
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19/09/2025
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ESGCoop: diagnóstico impulsiona modernização no Sicoob Confederação
Levantamento aponta avanços e novas oportunidades para gestão sustentável dos data centers
O Sicoob Confederação concluiu, no início de setembro, o diagnóstico de eficiência energética promovido pelo Sistema OCB, por meio do Programa ESGCoop. A iniciativa avaliou de forma detalhada a operação dos data centers da instituição e a estrutura predial identificando pontos de modernização e oportunidades de melhoria nos processos, com foco na redução de custos, no consumo consciente de energia e na sustentabilidade.
Entre os aspectos observados no diagnóstico, estiveram temas como a operação manual da climatização, revisão de isolamentos, limpeza por performance em vez de periodicidade fixa da usina fotovoltaica, uso de motores de altíssima eficiência, free cooling e maior automação na gestão dos sistemas. O levantamento destacou que, embora os avanços sejam consistentes, o fortalecimento da padronização e da melhoria contínua são práticas universais para garantir resultados duradouros em gestão energética.
Para Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, o projeto é um marco na integração entre sustentabilidade e competitividade no cooperativismo financeiro. “O diagnóstico no Sicoob demonstra que a eficiência energética é um caminho estratégico para reduzir custos, inovar e, ao mesmo tempo, contribuir para a descarbonização. Essa iniciativa reforça a importância de soluções que gerem retorno econômico e fortaleçam a agenda socioambiental das cooperativas, alinhando o setor às metas globais de transição energética e neutralidade de carbono.
Emanuelle Marques, gerente da área de Cidadania e Sustentabilidade do Sicoob, considerou que a adoção da solução representa um movimento estratégico. “Ela contribui diretamente para a redução de custos operacionais, fortalece nosso compromisso com a sustentabilidade e nos posiciona de forma responsável frente aos desafios climáticos. Ao aplicar essa solução, demonstramos que é possível unir eficiência e impacto positivo, reforçando nosso papel como cooperativa financeira comprometida com o desenvolvimento sustentável”, declarou.
Já Janderson Facchin, da Diretor da área Administrativa e Financeira do Sicoob, destacou a integração de múltiplos fatores no projeto. “Essa iniciativa fortalece nossa atuação como cooperativa financeira que valoriza o desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo em que nos posiciona de forma proativa frente aos desafios climáticos contemporâneos. Ao integrar tecnologia, inovação, eficiência energética, automação e consciência ambiental em um único projeto, demonstramos que é possível transformar modernização em impacto positivo, tanto para o Centro Cooperativo Sicoob quanto para as demais cooperativas e comunidades que servimos”.
O superintendente de Infraestrutura e Operações de TI, Dênio Rodrigues, reforçou que os resultados já começam a ser percebidos. “A consultoria de eficiência energética promovida pela OCB, por meio do ESGCoop, foi muito importante para reforçar que estamos trilhando o caminho certo na gestão sustentável dos nossos data centers, nos apoiando no aprimoramento de indicadores táticos operacionais, na priorização de investimentos e no alinhamento às melhores práticas de mercado. Resultado das ações empreendidas pelo Centro Cooperativo (CCS), fomos classificados como finalistas do DCD Latam Awards 2025 nas categorias Enterprise Data Center Evolution e Energy Impact. Parceiras como essa são fundamentais para ampliar a cultura da eficiência em todo o sistema cooperativo nacional, integrando tecnologia, propósito e responsabilidade socioambiental”, concluiu.
Além de sua ampla presença territorial, o Sistema Sicoob é coordenado pelo Centro Cooperativo Sicoob (CCS), com sede em Brasília (DF). Reunindo mais de 9,1 milhões de cooperados, o Sicoob está presente em todas as 27 unidades federativas e possui atuação direta em 2.452 municípios, por meio de 14 cooperativas centrais, 323 cooperativas singulares e 4.685 agências. A instituição também emprega mais de 38 mil colaboradores, que atuam tanto nas unidades físicas quanto nos canais digitais, garantindo atendimento próximo, personalizado e eficiente. Paralelamente, investe continuamente na expansão e no aprimoramento de seus canais digitais, assegurando praticidade e acesso facilitado aos seus serviços.
Essa estrutura sólida permite ao Sicoob aliar capilaridade, eficiência operacional e proximidade com seus cooperados, fortalecendo sua capacidade de desenvolver e implementar projetos de inovação, sustentabilidade e educação financeira em escala nacional.
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SABER COOPERAR
14/01/2026
Campanha SomosCoop: como participar e incentivar os brasileiros a escolher o coop
Em 2026, a campanha SomosCoop traz um convite simples e direto para os brasileiros: Escolha o coop. Uma mensagem para transformar o ato de consumir em uma decisão consciente, capaz de promover desenvolvimento, sustentabilidade e impacto. A mobilização será lançada oficialmente no dia 23 de março, mas as cooperativas já podem se preparar para fazer parte desse movimento de forma estratégica e fortalecer o coop como a melhor escolha.
O foco da campanha é reforçar a visibilidade do modelo cooperativista no dia a dia das pessoas, com ações multimídia e em pontos de venda e fortalecimento do carimbo SomosCoop. Para isso, o Sistema OCB desenvolveu materiais de divulgação, conteúdos para rádio e TV, peças digitais para redes sociais, entre outros itens, que podem ser acessados pelas cooperativas na Central da Marca.
A comunicação visual da campanha utiliza ilustrações que mostram o cooperativismo no cotidiano dos brasileiros: no supermercado, no atendimento médico, na gestão de resíduos, nas instituições financeiras e em projetos e iniciativas que preservam o meio ambiente.
“A campanha aposta em narrativas universais: pequenas escolhas do cotidiano, decisões familiares, consumo responsável, planejamento do futuro e cuidado com o outro. Em vez de explicar o cooperativismo de forma teórica, mostramos seus efeitos concretos na vida das pessoas”, destaca a gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, Samara Araujo.
Para amplificar a mensagem divulgada pelas cooperativas, a campanha terá ações nacionais com três personalidades reconhecidas pelos brasileiros: a apresentadora Ana Maria Braga, a educadora financeira Nath Finanças e o humorista e influenciador Ed Gama.
“A parceria envolve ações integradas em mídia digital, conteúdos especiais e ativações em programas de grande audiência. A ideia é associar imagens conhecidas à campanha, mas também utilizar a influência deles para legitimar a mensagem do cooperativismo e mostrar, de forma prática, por que produtos e serviços de cooperativas merecem ser escolhidos”, explica Samara.
Além dessas personalidades, outros influenciadores vão compor o time de celebridades que levará a mensagem do coop para “fora da bolha” neste ano. Também estão previstas ações especiais para o Dia Internacional do Cooperativismo (CoopsDay), conectadas à Copa do Mundo, e uma inserção no programa MasterChef Brasil.
Marca coop
Uma das principais ferramentas para ajudar os consumidores a escolher o cooperativismo é o carimbo SomosCoop, marca estampada em produtos, serviços e materiais institucionais das cooperativas brasileiras. Uma em cada quatro coops do país já utiliza a logo, e a meta da campanha é ampliar esse engajamento em 2026 e consolidar ainda mais a identidade cooperativista entre os brasileiros.
“Quando o consumidor encontrar o carimbo nos produtos e serviços de cooperativas, ele reconhecerá que ali existe um modelo de negócio diferente, comprometido com impactos positivos reais. Ao dar protagonismo ao carimbo SomosCoop, reforçamos sua função como um orientador de escolha, fortalecemos o reconhecimento das cooperativas e influenciamos positivamente a escolha das pessoas”, afirma Samara Araujo.
O carimbo SomosCoop é de uso livre e gratuito pelas cooperativas de todos os ramos e portes em produtos, serviços e comunicações. Formada por um box com cantos arredondados que contém a palavra SomosCoop e a bandeira do Brasil em um pequeno círculo, a marca pode ser utilizado com a cor institucional do movimento – verde – ou adaptada à identidade visual da cooperativa, de acordo com as orientações do manual disponível na Central da Marca do movimento SomosCoop.
Histórico
O chamado ao consumo consciente de produtos e serviços cooperativistas proposto pela campanha 2026 é uma evolução natural do movimento SomosCoop que, desde 2020, já teve mobilizações com os temas “Vem ser coop”, “O coop faz muito e faz bem”, “Bora cooperar”, “O coop é um bom negócio” e “Bora cooperar por um mundo melhor”.
Desta vez, além de apresentar o coop como o modelo de negócios ideal para um país mais justo e sustentável, a iniciativa transforma posicionamento em comportamento. “Mais do que um slogan, é um convite à reflexão e à atitude. A mensagem parte do princípio de que toda escolha carrega consequências e que optar por produtos e serviços de cooperativas é escolher um modelo de negócio que valoriza pessoas, territórios e o futuro. Não se trata apenas de reconhecer o cooperativismo como algo positivo, mas de incorporá-lo como critério de decisão”, reforça Samara Araujo.
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Participe da pesquisa nacional que fortalece a cultura cooperativista
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SABER COOPERAR
12/01/2026
Participe da pesquisa nacional que fortalece a cultura cooperativista
Sistema OCB abre levantamento nacional com cooperados e colaboradores
O Sistema OCB iniciou a fase quantitativa da Pesquisa de Cultura Cooperativista, um levantamento nacional que convida cooperados e colaboradores de todos os ramos a compartilharem suas percepções sobre valores, engajamento e identidade do cooperativismo. A participação ocorre por meio de um questionário online, disponível até 13 de março deste ano.
A pesquisa pode ser respondida de forma digital (clique aqui), e leva, em média, 5 minutos para ser concluída. Quanto maior a participação, mais representativo será o retrato do cooperativismo brasileiro e mais qualificadas serão as ações futuras do Sistema OCB no tema da cultura cooperativista.
A coleta de dados contempla cooperativas de todos os ramos e regiões. O questionário é estruturado, validado academicamente e organizado em cinco eixos fundamentais, que abordam desde o conhecimento sobre os princípios cooperativistas até o nível de engajamento e pertencimento no dia a dia das cooperativas.
A pesquisa é resultado direto dos debates do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, que apontou desafios centrais para o movimento, como a necessidade de atualizar os programas de promoção da cultura cooperativista, alinhar o discurso nacional, enfrentar a lacuna geracional e fortalecer os processos de sucessão, além de ampliar o engajamento de cooperados e colaboradores com os princípios cooperativistas.
Antes de chegar à etapa quantitativa, o estudo passou por uma fase qualitativa, com entrevistas em profundidade realizadas junto a lideranças de cooperativas e institutos cooperativistas. Esse trabalho permitiu mapear boas práticas já existentes e compreender diferentes realidades regionais, servindo de base para a construção do questionário aplicado agora em escala nacional.
Com a escuta ampliada, o Sistema OCB busca reunir informações consistentes para orientar políticas, programas de formação e estratégias de comunicação voltadas ao fortalecimento da cultura cooperativista.
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“Diversidade gera inovação e resultados sustentáveis”, afirma Tania Zanella sobre mulheres na agricultura
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SABER COOPERAR
“Diversidade gera inovação e resultados sustentáveis”, afirma Tania Zanella sobre mulheres na agricultura
Uma em cada três mulheres trabalhadoras no mundo atua em sistemas agroalimentares, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Além de produzirem alimentos, elas protegem o meio ambiente e impulsionam o desenvolvimento sustentável, papéis que terão destaque global durante o Ano Internacional da Mulher Agricultora, declarado pela ONU para 2026.
No cooperativismo brasileiro, essa agenda tem uma representante de destaque: a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, que vem fortalecendo o protagonismo feminino no setor e ampliando o diálogo sobre a importância das mulheres para a inovação, a competitividade e o futuro das cooperativas.
De acordo com a ONU, as mulheres agricultoras mobilizam comunidades, influenciam políticas públicas e constroem pontes entre a ação local e o progresso global. Em muitos países, elas têm liderado movimentos coletivos em prol da igualdade, da justiça climática e da transformação social. Apesar disso, muitas delas acabam tendo seu potencial limitado pela desigualdade de recursos, financiamento e educação, evidenciando a necessidade de fortalecimento desse grupo como estratégia para o progresso global.
Em entrevista ao Sistema OCB, Tania Zanella destaca o potencial das mulheres no cooperativismo agropecuário – ramo em que representam 19,2% dos cooperados – e o papel que exercem para tornar o segmento cada vez mais relevante para a economia e para a construção de um futuro mais sustentável.
“Quando uma cooperativa valoriza a mulher agricultora, fortalece todo o negócio. No agro, um setor onde tudo muda rápido, a diversidade na gestão amplia a visão estratégica e a capacidade de resposta”, afirma.
Além da presidência executiva do Sistema OCB, Tania lidera o Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e está entre as “100 Mulheres Mais Poderosas do Agronegócio”, segundo ranking da Forbes.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: No momento em que a ONU celebra o Ano Internacional da Mulher Agricultora, qual é o cenário da participação feminina no cooperativismo agropecuário brasileiro?
Tania Zanella: As mulheres têm um papel cada vez mais relevante nas cooperativas do agro. Elas não estão apenas como cooperadas ou colaboradoras, mas assumem funções de liderança, gestão e tomada de decisão. Isso é transformador para o movimento cooperativista. Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, já temos cerca de 41% de mulheres entre os cooperados no Brasil. Esse dado mostra que avançamos muito, mas também revela que ainda temos desafios importantes. Há reconhecimento e iniciativas para ampliar essa participação. Porém, quando olhamos para cargos de alta gestão e governança, a presença feminina ainda é menor do que gostaríamos, especialmente no agro, que historicamente é um setor masculino. Ou seja: estamos no caminho certo, mas precisamos acelerar para garantir mais espaço e oportunidades para a mulher agricultora.
Como começou sua relação com o ramo agropecuário?
Minha história com o agro começou na infância, em Santa Catarina, um estado com forte tradição cooperativista. Cresci vendo a força da agricultura e da cooperação para transformar comunidades. O agro não é só produção de alimentos: é geração de emprego, desenvolvimento regional e soberania alimentar. É um setor que conecta o Brasil ao mundo e que tem no cooperativismo um modelo sustentável e inclusivo.
Em 2008, essa paixão virou missão: há 17 anos trabalho pelo fortalecimento do cooperativismo brasileiro, porque acredito que o nosso movimento tem histórias reais de transformação por meio do trabalho, geração de renda e criação de oportunidades. Passei por diferentes áreas na Casa do Cooperativismo, inclusive fui a primeira mulher a ocupar cargos estratégicos. Essa trajetória me deu uma visão ampla: da base cooperada às políticas públicas, da governança às relações institucionais. Fui a primeira mulher a ocupar cargos como gerente-geral, superintendente e, hoje, presidente executiva do Sistema OCB. Isso reforça meu compromisso: abrir caminhos e mostrar que é possível.
Como as cooperativas agropecuárias podem fortalecer a participação das mulheres em suas estruturas?
Existem ações práticas que fazem diferença e que já estão sendo incentivadas pelo Sistema OCB. Quando a cooperativa adota essas medidas, ela não só valoriza a mulher agricultora, mas fortalece todo o negócio. Destacamos a importância dos Comitês de Mulheres, que criam espaços formais de atuação com metas e voz ativa. Para isso, disponibilizamos o Manual de Implementação de Comitês de Mulheres nas Cooperativas. Além disso, incentivamos a capacitação e liderança, que significa investir em programas voltados para mulheres, com temas como governança, inovação, negociação e articulação.
Temos também as políticas de equidade, que garantem regras claras para ampliar a participação feminina em conselhos e diretorias, oferecer mentorias e apoiar a conciliação entre trabalho e vida familiar. Destacamos ainda a cultura inclusiva, que mostra que a diversidade não é só imagem, é estratégia. Como sempre digo: diversidade gera inovação e resultados sustentáveis. Por fim, a intercooperação, que cria redes de apoio entre cooperativas para compartilhar boas práticas e dar visibilidade ao protagonismo feminino. O movimento Elas pelo Coop é um exemplo disso.
Qual é o impacto positivo da promoção de ações para a equidade de gênero dentro das cooperativas?
Equidade de gênero não é só uma causa social: é uma vantagem competitiva para o cooperativismo. Por isso mesmo, os impactos são claros e estratégicos. Para começar, cito uma governança mais robusta, pois a diversidade traz diferentes perspectivas e melhora a qualidade das decisões. Também temos mais inovação e competitividade, pois equipes diversas pensam diferente e criam soluções mais completas.
Ações para equidade de gênero também fortalecem a cultura, pois promover mulheres mostra que a cooperativa valoriza meritocracia e justiça, o que atrai e retém talentos. Essas práticas geram credibilidade social porque questões ESG hoje são fundamentais. Cooperativas que praticam equidade ganham relevância e confiança. Para finalizar, destaco a resiliência e sustentabilidade, já que no agro, onde tudo muda rápido, a diversidade na gestão amplia a visão estratégica e a capacidade de resposta.
Como é para você ser uma inspiração para as mulheres cooperativistas?
É uma honra e uma responsabilidade que me motivam todos os dias. Acredito que inspirar não é estar distante, é caminhar junto. É ouvir, apoiar, compartilhar experiências e celebrar conquistas. Cada mulher que assume um papel de liderança fortalece todo o sistema. Iniciativas como o movimento Elas pelo Coop e os comitês de mulheres são instrumentos para transformar essa inspiração em prática. Porque não se trata de uma jornada individual, mas coletiva.
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07/01/2026
SABER COOPERAR
Cinco conquistas do Ano Internacional das Cooperativas
O cooperativismo brasileiro encerra 2025 com conquistas que reforçam sua relevância econômica, social e institucional. Ao longo do Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o movimento ampliou sua visibilidade, fortaleceu parcerias e consolidou seu papel como força capaz de construir um mundo melhor e promover soluções para desafios globais de desenvolvimento sustentável.
“O Ano Internacional nos deixa um legado de avanços concretos: maior reconhecimento institucional, mais articulação com os poderes públicos, fortalecimento da governança e da integração com agendas globais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Com o respaldo da ONU, as cooperativas mostraram, na prática, que é possível gerar crescimento econômico com responsabilidade social e protagonismo coletivo”, destaca o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Confira cinco conquistas do Ano Internacional das Cooperativas 2025:
Mais visibilidade para o coop
A declaração de 2025 como Ano Internacional das Cooperativas é um marco histórico que chamou a atenção do mundo para o nosso modelo de negócios e permitiu que o movimento cooperativista ampliasse sua atuação global.
No Brasil, a campanha SomosCoop de 2025 teve como mote “Bora cooperar por um mundo melhor” e reforçou o impacto social e econômico do cooperativismo por meio de ações de comunicação e projetos de valorização do movimento. Na celebração do CoopsDay, em julho, uma ação inovadora do Sistema OCB levou o cooperativismo para as ruas de cinco capitais brasileiras, em projeções mapeadas vistas por milhares de pessoas. O coop também conquistou espaço em grandes veículos de comunicação, intensificou a atuação nas redes sociais por meio de parcerias estratégicas com influenciadores e reforçou laços com a imprensa, ampliando seu alcance entre os brasileiros.
Mais influência política do coop
O ano de 2025 foi um período de fortalecimento da articulação institucional do movimento cooperativista junto aos Três Poderes nos âmbitos local, estadual e federal. Uma das conquistas mais importantes foi a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 357/2025, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional. De autoria do deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), a proposta destaca a inserção do cooperativismo na sociedade brasileira e sua força transformadora.
Em julho, uma sessão solene na Câmara dos Deputados homenageou o Dia Internacional do Cooperativismo com a presença de parlamentares, lideranças cooperativistas e autoridades – entre elas o representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza. A homenagem destacou a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento do país e reforçou a necessidade de garantir políticas públicas que fortaleçam as cooperativas.
Mais ação climática coop
No Ano Internacional das Cooperativas, outro marco histórico também impulsionou a presença do coop nos debates globais: a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém (PA), com participação histórica das cooperativas. O movimento demonstrou, com cases reais, que é parte da solução para a crise climática em áreas como transição energética, agricultura de baixo carbono, financiamento verde, bioeconomia, segurança alimentar e fortalecimento de comunidades vulneráveis.
Mais de 60 cases cooperativistas foram apresentados na COP30, com participação presencial de 36 cooperativas em painéis em áreas estratégicas, entre elas a Blue Zone (onde ocorreram as negociações oficiais), na Green Zone, na AgriZone, na Casa do Seguro e no espaço Coop na COP 30, organizado em parceria com a ONU.
Mais orgulho de ser coop
O reconhecimento da ONU, a maior visibilidade do coop na sociedade e a repercussão nas redes sociais e na mídia impulsionaram o orgulho de ser coop entre os mais de 25,8 milhões de brasileiros que fazem parte do movimento.
Essa valorização do pertencimento a um modelo de negócios que gera impacto econômico e social de forma sustentável foi retratada no documentário Histórias de um mundo melhor: o Brasil que o cooperativismo transforma. A produção audiovisual percorreu as cinco regiões do país para contar histórias reais que mostram o impacto das cooperativas para as pessoas e suas comunidades. O resultado é um mosaico sensível e potente sobre como o coop amplia oportunidades e constrói um Brasil melhor. Além do documentário, o livro fotográfico Cooperativas do Brasil: retratos de um mundo melhor também reúne imagens e relatos de 60 cooperativas de todos os estados brasileiros que representam propósito, pertencimento e prosperidade nos locais onde atuam.
Mais coop pelo mundo
Para encerrar o Ano Internacional das Cooperativas e deixar um legado de reconhecimento, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) desenvolveu, com apoio do Sistema OCB, o Mapa do Patrimônio Cultural Cooperativo, um inventário digital de marcos históricos e simbólicos da cooperação nos cinco continentes.
A plataforma já reúne 31 locais simbólicos para o coop em 25 países e será atualizada de forma colaborativa. O Brasil está representado com o Monumento ao Cooperativismo, situado em Nova Petrópolis, berço da primeira cooperativa de crédito do país e Capital Nacional do Cooperativismo. A próxima etapa do projeto da ACI é a catalogação de tradições orais, práticas e rituais que incorporam a cultura cooperativa, compondo o patrimônio imaterial do coop pelo mundo.
Conheça as ações realizadas pelo cooperativismo brasileiro durante o Ano Internacional das Cooperativas no site especial.
29/12/2025
SABER COOPERAR
“Nunca fomos tão reconhecidos pela sociedade”, afirma Márcio Lopes de Freitas em balanço sobre o Ano Internacional das Cooperativas
O reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) ao cooperativismo em 2025 deixará um legado permanente para o movimento, com ganhos de visibilidade, ampliação de negócios e fortalecimento da representação institucional. A avaliação é do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que celebra o encerramento do período com o olhar para o futuro, trabalhando para consolidar conquistas e seguir mostrando ao mundo que as cooperativas são parte da solução para desafios econômicos, sociais e ambientais.
“A imagem do cooperativismo está mais moderna, mais próxima e mais confiável. O Ano Internacional das Cooperativas 2025 ampliou ainda mais essa exposição, conectando o Brasil a debates globais”, afirmou Lopes de Freitas em entrevista.
Entre as conquistas para o coop brasileiro durante o Ano Internacional, ele cita a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei (PL) 357/2025, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, a participação histórica das cooperativas na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), a ampliação do mercado de seguros para as cooperativas, entre outros avanços regulatórios e institucionais.
Para 2026, além de um novo modelo de governança estratégica – com Conselho de Administração e Diretoria Executiva – o Sistema OCB começa o ano com a missão de aprofundar a agenda propositiva sobre o coop, garantindo a defesa de interesses do movimento em planos de governo, nas plataformas legislativas e nas agendas estaduais e municipais.
Confira a entrevista completa:
Sistema OCB: Houve um aumento da visibilidade das cooperativas na imprensa, nas redes sociais e na sociedade em 2025. De que forma esse movimento foi construído ao longo do ano e quais os resultados desse conjunto de ações?
Márcio Lopes de Freitas: O crescimento da visibilidade é resultado de uma estratégia consistente: campanhas do movimento SomosCoop, maior presença nas redes sociais, aproximação com jornalistas, dados robustos apresentados no AnuárioCoop e o protagonismo das cooperativas em agendas sensíveis – como clima, crédito, segurança alimentar e desenvolvimento regional. As pesquisas mostram isso: nunca fomos tão reconhecidos pela sociedade. A imagem do cooperativismo está mais moderna, mais próxima e mais confiável. O Ano Internacional das Cooperativas 2025 ampliou ainda mais essa exposição, conectando o Brasil a debates globais e mostrando que o cooperativismo é solução real para desafios contemporâneos.
Qual o balanço da agenda do cooperativismo nos espaços públicos em 2025?
O cooperativismo brasileiro tem realmente trabalhado de forma cada vez mais intensa e efetiva sua representação institucional. No Ano Internacional das Cooperativas, atuamos de forma concentrada no Congresso, nas assembleias e nas câmaras municipais, com posicionamentos claros, propostas estruturadas e diálogo técnico permanente. O balanço é muito positivo: conquistamos avanços regulatórios importantes, ampliamos o reconhecimento do cooperativismo como ator estratégico para o desenvolvimento e aprofundamos o diálogo com o Executivo em temas como clima, energia, crédito e inclusão produtiva. O que faz diferença nesse processo é nossa abordagem propositiva. Em vez de reagir a agendas, levamos soluções prontas – com dados, impacto e articulação nos territórios. Isso mostra ao poder público que cooperativismo não é demanda: é oferta de políticas públicas eficazes.
Como a participação das cooperativas na COP30 contribuiu para essa agenda de reconhecimento?
A presença inédita e estruturada do cooperativismo brasileiro na COP30 é uma das maiores conquistas do Ano Internacional das Cooperativas. Levamos ao mundo um pavilhão próprio, painéis, oficinas, produtos da bioeconomia e experiências concretas em agricultura de baixo carbono, crédito verde, reciclagem e energias renováveis. Mostramos que o cooperativismo brasileiro não discursa – entrega. E isso foi determinante para posicionar nossas cooperativas como atores relevantes na implementação das políticas climáticas, na transição energética justa e na construção de economias mais resilientes. A COP30 abriu portas para novos acordos, parcerias e investimentos. E, principalmente, ampliou a autoestima das cooperativas brasileiras como soluções de impacto global.
Como a aprovação do Projeto de Lei (PL) 357/2025, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, abre novas possibilidades para o movimento?
O reconhecimento do cooperativismo como manifestação cultural brasileira muda profundamente a forma como o país enxerga o nosso movimento. Estamos deixando de ser vistos apenas como um modelo econômico para sermos reconhecidos como parte da identidade nacional – uma forma brasileira de organizar trabalho, produção, solidariedade e vida comunitária. A mobilização da Frencoop [Frente Parlamentar do Cooperativismo no Congresso Nacional] no Ano Internacional das Cooperativas abre portas inéditas: preservação de práticas tradicionais, fortalecimento das cooperativas ligadas a territórios e culturas locais, valorização de saberes comunitários e inclusão do cooperativismo em políticas de turismo cultural, educação patrimonial e desenvolvimento regional. Em um país onde estamos presentes em milhares de municípios, esse marco reforça a mensagem de que cooperativismo não é apenas atividade econômica – é cultura viva, que atravessa gerações e molda territórios.
Quais os impactos de iniciativas internacionais como o Contrato por uma Nova Economia Global, a plataforma CM50 e a Estratégia Global da ACI 2026 - 2030 para o coop brasileiro?
Essas iniciativas inauguram uma nova etapa do cooperativismo no mundo. O Contrato Global, a plataforma CM50 e a Estratégia da ACI apontam para prioridades claras: resiliência comunitária, inclusão financeira, digitalização democrática, novas lideranças, segurança alimentar e climática. O Brasil está bem posicionado para essa agenda. Somos um dos maiores sistemas cooperativos do mundo, com impacto direto em setores essenciais como agro, crédito, saúde, energia, reciclagem e infraestrutura. Temos capilaridade, diversidade e resultados econômicos robustos. Mas também estamos desafiados. O novo marco global exige mais ambição. Precisamos intensificar a transição energética justa, ampliar o acesso ao financiamento verde, atuar em territórios vulneráveis e colocar jovens e mulheres no centro das decisões. Nosso compromisso é alinhar o planejamento do Sistema OCB à estratégia da ACI 2026-2030 e fazer do Brasil um dos protagonistas desse novo ciclo global do cooperativismo.
Para finalizar, quais as perspectivas do cooperativismo para 2026, ano eleitoral no Brasil?
De uma forma geral, para 2026, vejo três prioridades: consolidar o aumento da nossa visibilidade conquistada no Ano Internacional das Cooperativas, transformando-a em engajamento; aprofundar a narrativa de que as cooperativas são respostas práticas às crises ambiental, social e econômica; fortalecer agendas de juventude, inclusão de mulheres, inovação e bioeconomia, mostrando que o cooperativismo é tradição e futuro ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo, será mais um ano de trabalho intenso e, acreditamos, conquistas efetivas. Vamos trabalhar para que o cooperativismo esteja presente nos planos de governo, nas plataformas legislativas e nas agendas estaduais e municipais. A prioridade será clara: transformar o legado do AIC 2025 e da COP30 em políticas públicas permanentes.
Entre os temas estratégicos estão: fortalecimento do crédito cooperativo e dos seguros; expansão das cooperativas de saúde, infraestrutura e reciclagem; bioeconomia e clima; inclusão produtiva; inovação, digitalização e formação de lideranças jovens e femininas. E, claro, também iremos acompanhar as eleições com responsabilidade institucional para garantir que o Brasil avance no reconhecimento das cooperativas como solução para emprego, renda, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
21/12/2025
SABER COOPERAR
Memes potencializam presença digital das cooperativas
A palavra meme entrou para o vocabulário de quem usa redes sociais há alguns anos e o conceito se tornou uma ferramenta estratégica de comunicação digital, inclusive no cooperativismo. De acordo com os dicionários, trata-se de “breve imagem, vídeo, texto ou semelhante, com efeito humorístico ou satírico, que se propaga rapidamente através das redes sociais, muitas vezes com pequenas variações”. Na prática, um meme tem poder para impulsionar a presença digital de uma pessoa comum, de um influenciador ou até de uma instituição com conteúdos que viralizam, geram engajamento e ampliam o alcance da mensagem.
Apesar de estarem constantemente relacionados à diversão e entretenimento, os memes também têm uma função importante de construção de identidade coletiva por meio de uma linguagem própria e uso de símbolos culturais, políticos ou sociais.
Por toda essa abrangência, os memes chegaram para ficar na comunicação cooperativista. De forma descontraída, eles transmitem mensagens complexas de maneira envolvente e têm ganhado espaço entre as contas institucionais de cooperativas que buscam inovar e se aproximar do público.
“Os memes são uma ferramenta poderosa quando falamos de estratégia de comunicação. Esse tipo de linguagem causa impacto e ajuda a aproximar a mensagem do cooperativismo de mais pessoas, conectando gestão estratégica e propósito dentro do movimento cooperativista”, destaca a gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, Samara Araujo.
Segundo ela, na era da cultura digital, com várias páginas e conteúdos competindo para se destacar, o uso dos memes pode ser uma estratégia valiosa para o cooperativismo, para gerar engajamento e nas redes sociais, desde que usados com critério.
O poder das trends
Como usar os memes na comunicação da sua cooperativa? Para começar, é preciso entender a diferença entre eles e as trends, outra ferramenta de engajamento digital:
As trends são mobilizações amplas e repetidas nas redes sociais. Tradução em inglês da palavra tendência, elas se referem a um comportamento que ganha popularidade de forma rápida e exponencial nas redes sociais. Um exemplo foram os desenhos feitos pela inteligência artificial inspirados em um estúdio de cinema japonês, que viralizaram no primeiro semestre deste ano. A página do SomosCoop no Instagram embarcou na trend dos animes e fez a sua versão com os personagens da série SomosCoop na Estrada.
Já os memes têm como característica principal o humor ou a ironia e, muitas vezes, são conteúdos culturais, reproduzidos em várias versões e contextos. Um exemplo que vem do coop é a publicação do Sicoob Credsaopaulo no Instagram, que utilizou o meme em que a personagem Nazaré Tedesco parece confusa em meio a números para falar sobre educação financeira e a importância das cooperativas de crédito nesse processo. “Que tal não ficar mais assim igual a icônica Nazaré Tedesco, tentando lembrar onde gastou o dinheiro? Conte conosco para te ajudar na educação financeira!”, dizia a legenda do post.
Mais engajamento para o coop
O uso dos memes e trends como estratégia de comunicação também vem sendo colocado em prática pelo Sistema OCB em suas redes sociais oficiais com resultados expressivos. Em abril, um vídeo sobre como a Geração Z descreveria o cooperativismo fez sucesso na página @somoscoop no Instagram, com mais de 8 mil curtidas e cerca de mil comentários. O post agregou diversas gerações que se sentiram representadas pelo gerente financeiro do Sistema OCB, Fabio Luis Trinca, surpreendido com as gírias da nova geração para falar sobre o cooperativismo de forma leve e divertida.
Depois do post do SomosCoop, várias cooperativas também entraram na trend, como a Viacredi, do Sistema Ailos. O escolhido para apresentar o cooperativismo no estilo da Geração Z foi o diretor executivo da coop, Marcelo Cestari, que conquistou quase 2 mil likes com sua atuação descontraída.
Em setembro, o @somoscoop trouxe a série Wandinha, sucesso nos streamings, para conectar o público mais jovem ao cooperativismo. Com o mote “A Wandinha virou coop?”, o post abordou o tema de pertencimento, senso de coletividade e o carimbo SomosCoop de forma criativa e original.
Em várias partes do Brasil, cooperativas também têm se destacado na publicação de memes, utilizando a linguagem das novas gerações para apresentar os diferenciais do coop. Em outubro, a Sicredi Vale do Jaguari Zona da Mata inovou em um post com a temática do Halloween. A coop publicou um vídeo sobre educação financeira com o personagem Drácula e gerou muito engajamento da comunidade.
Nacionalmente, o Sicredi também tem produzido conteúdo engraçado a partir da linguagem de memes que tem atraído o público que ainda não tinha ouvido falar sobre o cooperativismo de crédito. O vídeo “Assombrações da vida adulta” é um exemplo de conteúdo que recebeu o seguinte comentário: “Adorei! Só comecei a seguir o Sicredi por conta do Coala 😂😂😂😂 show de bola o vídeo”.
A Viacredi Alto Vale - Ailos decidiu falar sobre a proximidade com o cooperado em suas agências por meio do humor e da identificação com a cultura da região. A coop utilizou como estratégia um vídeo leve e acolhedor que encantou os seguidores gaúchos pela identificação com o sotaque típico do Rio Grande do Sul. “O bom mesmo é saber que tu está num lugar que se importa contigo, que te trata com respeito, carinho e te chama pelo nome, não por número!”, diz a legenda da publicação que teve mais de 13 mil curtidas e 358 comentários.
Na Cresol, os escolhidos para levar a mensagem do coop para mais brasileiros foram bichinhos muito amados nas redes sociais: os gatos. No vídeo “Gatinhos explicando o cooperativismo de crédito”, o sistema cooperativista narra de forma simples – e fofa – as vantagens de ser coop e ter acesso a serviços financeiros justos, direito a voto nas decisões e participação nas sobras.
Estratégia digital
Em Minas Gerais, o Sicoob Crediriodoce vem dando o que falar em suas redes sociais. Este ano, a equipe de comunicação da cooperativa decidiu intensificar o uso de memes no Instagram após perceber que conteúdos com linguagem mais leve geravam maior conexão, interação e identificação. A analista de Marketing da coop, Ester Ferraz, explica que foi feita uma análise do comportamento do público na página e do que ele costuma consumir nas redes sociais.
“Adaptamos então nossa comunicação para formatos que entregam informação de maneira mais próxima e compatível com o que as pessoas já estão habituadas a ver”, conta. O levantamento mostrou que os seguidores da cooperativa nas redes buscam conteúdos com os quais consigam se identificar e que sejam interessantes de acompanhar, um desafio para os gestores diante da quantidade de informações disponíveis para navegar.
“Por isso, adequar nossa mensagem aos formatos que despertam interesse é fundamental. Os memes acabam sendo uma porta de entrada para apresentar conceitos do cooperativismo de forma mais leve e acessível”, afirma Ester Ferraz.
A coop hoje trabalha com três linhas principais de conteúdo: educativo, comercial e interativo. Cada uma tem objetivos diferentes e, por isso, gera engajamentos distintos, sendo que os conteúdos baseados em humor e em situações de identificação registram métricas superiores, especialmente em interação e compartilhamentos.
“Isso reforça a conexão com o público e amplia nosso alcance. Na última publicação desse tipo, por exemplo, mais de 70% das visualizações vieram de não seguidores, o que demonstra o potencial do formato para aumentar o reconhecimento da marca”, destaca a comunicadora cooperativista.
Segundo Ester, o trabalho de criação desses posts inclui pesquisas, análise de mercado e acompanhamento constante das tendências. No dia a dia, várias páginas e criadores são monitorados para identificar o que está em alta e avaliar como adaptar essas oportunidades às pautas do mês, sempre alinhadas ao planejamento estratégico da cooperativa. Para conteúdos com temas financeiros, a equipe de comunicação conta também com o apoio da área comercial para validação técnica.
Uso com moderação
Apesar do sucesso, o uso dos memes deve ser cuidadosamente avaliado nas estratégias de comunicação cooperativista. É preciso estar atento ao uso do humor, evitar preconceitos, estereótipos e ofensas a pessoas ou grupos. Segundo Ester Ferraz, do Sicoob Crediriodoce, nem todo meme pode ser utilizado por uma cooperativa.
“É importante ter cautela, porque conteúdos desse tipo podem gerar repercussões tanto positivas quanto negativas. O ideal é manter atenção ao tom da comunicação, evitar temas polêmicos e priorizar leveza e bom senso. A mensagem precisa refletir cuidado, empatia e responsabilidade, garantindo que o conteúdo contribua para aproximar o público da marca e não para criar ruídos e descrédito”, afirma.
Além disso, os memes têm vida curta, por isso é fundamental acompanhar as tendências com agilidade e publicar o material em tempo hábil para a compreensão do seu público, ou seja, sem parecer forçado ou desconectado.
17/12/2025
SABER COOPERAR
Comunicação cooperativista deve valorizar proximidade como vantagem estratégica, diz especialista
Em um cenário de transformação digital cada vez mais rápida e ascensão da inteligência artificial (IA) como ferramenta de negócios, as cooperativas têm um diferencial que as conectam com seu público e as mantém relevantes: o fator humano. A avaliação é da publicitária e estrategista de dados Debora Nitta, umas das mais influentes executivas de comunicação e marketing do Brasil, com mais de duas décadas de atuação no mercado.
De acordo com a especialista, tecnologia se compra e se aprende, mas relações genuínas, construídas no olho no olho, levam tempo e não têm preço, o que dá às cooperativas uma vantagem competitiva em relação às empresas convencionais que precisa ser aproveitada.
“Não se desvinculem do que faz de vocês importantes, esse diferencial poderosíssimo que é valorizar o humano. E nessa mudança de ciclo que a humanidade está vivendo, isso vai ser ainda mais valorizado”, afirmou Debora Nitta em entrevista ao Sistema OCB. A executiva foi uma das palestrantes da Semana de Competitividade de 2025.
Na conversa, a ex-Head de Agências do Facebook e ex- diretora de Marketing para Negócios da Meta também falou sobre como a IA tem impactado as áreas de estratégia, planejamento e comunicação das organizações e como as cooperativas podem amplificar seu diferencial humano na era digital.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: Como a inteligência artificial tem impactado as áreas de estratégia e planejamento?
Debora Nitta: A IA está impactando a humanidade, da mesma forma que um dia, lá atrás, fomos impactados pela eletricidade; pela internet, a partir da década de 80; por uma característica muito peculiar e única, que é a transversalidade do impacto dessa tecnologia. O impacto disso no planejamento e na estratégia é absoluto.
Ainda não sabemos quantificar, mas já começamos a tatear, e o primeiro grande movimento das pessoas que trabalham com estratégia de comunicação, que criam posicionamentos e desenvolvem estratégias para as marcas, é compreender como usá-la, se usá-la e qual é essa dosagem. Acredito que ainda vai levar um tempo até chegar a essas respostas, mas é uma obrigatoriedade começar a testar.
Sempre tem os pioneiros, que adotam e testam primeiro, e depois vêm as grandes ondas e assim os estrategistas e gestores de grandes e pequenas marcas em desenvolvimento precisam testar. Precisam começar a aprender usando, testando, abordando. Mas com um ponto muito importante, que é compreender o valor do humano nessa equação.
Se a gente está falando do universo de cooperativas e do cooperativismo – o fator humano sendo o elemento central da construção das relações que a partir delas existem, desde colaboração, desenvolvimento de produto, estratégias – isso precisa ser preservado.
Como essa tecnologia pode definir o futuro da comunicação estratégica?
Não dá para imaginar um apocalipse em que as tecnologias, a internet e a inteligência artificial vão acabar com tudo que foi feito, com os empregos, e trazer as soluções e as respostas. Não acredito nisso. Acredito que o olhar humano para humanos – para ler a entrelinha dos dados, das pesquisas de mercado e aplicá-las para humanos – vai ser ainda mais valioso, mas a gente precisa estar preparado para isso.
Antes não se falava da IA como se fala hoje, mas ela já estava por trás de grandes mecanismos e grandes soluções tecnológicas. O ponto é não se assustar achando 'meu Deus do céu, eu sou muito pequeno, isso vai nos engolir!’, porque não é verdade. Não acreditar que as grandes empresas e corporações têm as soluções e sabem como usar, porque elas também não sabem.
A gente precisa testar, eu tento testar ao máximo o que chega até mim: pergunto e busco saber de colegas, de fontes, de relatórios e me questiono: “isso significa o quê? Como vou aplicar isso?” E fazer as perguntas de novo, porque as perguntas precisam ser refeitas. Talvez ainda não tenhamos todas as respostas, mas a gente sempre precisa fazer as perguntas.
Quais são os maiores ganhos e benefícios do planejamento e estratégia para uma organização, especialmente no caso das cooperativas?
O nível de complexidade no mercado aumentou muito nos últimos 10, 15 anos. Tem uma curva, uma projeção geométrica do nível de complexidade que as marcas, instituições ou cooperativas têm que lidar hoje em dia. Não só a complexidade pelas inúmeras novas frentes, mas também a rapidez que tudo acontece. Então, seja pela evolução rápida ou pela complexidade, qualquer gestor de uma empresa ou de uma cooperativa convive com essa rotina hoje.
Quando você tem a estratégia e o planejamento como centro dessas conversas, o grande objetivo não é obrigatoriamente simplificar, mas ajudar a navegar na imprevisibilidade e na complexidade que só cresce. Então, os elementos que formam uma estratégia, desde entender e fazer um grande levantamento de dados a desenvolver um plano com essas informações, têm intencionalidade para colhê-los, para analisá-los e para usá-los.
Desenvolver hipóteses para as pesquisas de mercado ou qualquer tipo de pesquisa, trazer relatórios e dados de terceiros que podem enriquecer essas análises, testar, comprovar, errar, acertar, aplicar o que você aprendeu, compartilhar, tudo isso em um ciclo que é cada vez mais fluido, ele não é cartesiano. O planejamento vai ajudar a ser pulso, termômetro, bússola ou GPS nesse processo, mostrando como navegar nessas águas que são cada vez mais turbulentas.
Então, a importância crucial do planejamento e da estratégia aplicada à comunicação e ao marketing é clarear os olhos para conseguir enxergar o que mais faz sentido para aquele momento, porque a complexidade é tão grande que a gente começa a achar que tudo importa. Ainda mais quando a gente fala de dados e de pesquisa.
Quais os diferenciais das cooperativas nesse contexto de complexidade e velocidade das transformações diante das novas tecnologias?
Um dos fatores mais poderosos e a grande fortaleza das cooperativas é o fator humano, são as relações construídas para a geração de prosperidade que geram novas receitas a longo prazo. E as empresas comerciais não sabem mais fazer isso. O valor do humano é o mais difícil de conquistar, porque tecnologia a gente aprende, a gente compra, a gente aplica sistemas. E quanto mais escalabilidade essas tecnologias têm, mais baratas elas estarão, e na verdade elas já estão ficando muito mais acessíveis.
O que não tem preço – e que é extremamente difícil de estruturar na cultura de uma empresa, de implementar como um DNA corrente entre as pessoas que fazem parte destas marcas e instituições – é o valor do humano. Isso as grandes empresas não conseguem mais, elas se distanciaram de uma maneira que elas olham para os seus consumidores através de dashboard de dados.
E esse é um grande recado para as cooperativas: não se assustem, está todo mundo ainda não sabendo o que fazer e os grandes também não sabem. Eles não sabem e eles têm um porém: ao se desvincular da realidade do humano, de onde a verdade acontece, e ainda não terem a tecnologia aplicada, eles têm o pior dos mundos: não ter a tecnologia aplicada nem o humano como centro dessa conversa. Já as cooperativas têm esse enorme valor.
Os outros não vão aprender como valorizar o momento da verdade que acontece com o cliente, com o consumidor que tem um corpo a corpo, que tem um olho no olho, que tem o fator humano para tomar decisões que não demandam apenas de dados. Não se desvinculem do que faz de vocês importantes, esse diferencial poderosíssimo que é entender o humano. Não pensem que isso é menos valioso. Nessa mudança de ciclo que a humanidade está vivendo, isso vai ser ainda mais valorizado. E construir isso leva tempo, é caro. As plataformas ou a digitalização ainda não conseguiram atingir esse valor nessa profundidade. Estamos falando de relações construídas para serem relações de longo prazo.
O que fica de tudo isso é que os cases mais poderosos de trabalho e de sucesso, de construção de marca, são aqueles onde a marca conseguiu compreender verdades humanas e tensões e traduziu isso em produtos, serviços, soluções e comunicação que se ligam de verdade com a pessoa.
15/12/2025
SABER COOPERAR
Mercado de carbono: como as cooperativas fazem parte dessa estratégia climática?
Um dos principais legados da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) foi a operacionalização do Artigo 6.4 do Acordo de Paris com um mecanismo global para o mercado de carbono.
Você sabe o que significa esse conceito? É um sistema internacional que permite gerar e negociar créditos resultantes da redução ou remoção de gases de efeito estufa. Esses créditos podem ser usados por países ou empresas para cumprir metas de redução de emissões, incentivando investimentos em projetos de mitigação.
Os créditos são gerados em projetos que reduzem, evitam ou removem gases de efeito estufa, como iniciativas de reflorestamento (porque as árvores capturam CO2), de energia renovável (que emitem menos que combustíveis fósseis), ou de tratamento de resíduos (que evitam as emissões produzidas em aterros). E é aqui que as cooperativas entram nessa história.
No Brasil, a lei que regulamenta o mercado de carbono nacional e estabelece o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) foi sancionada em dezembro do ano passado e está em fase de regulamentação, ou seja, da definição de como vai funcionar. Por enquanto, as instituições brasileiras que geram ou compram créditos de carbono já atuam em mercados internacionais voluntários.
Segundo estudo recente da ICC Brasil e da Way Carbon, o Brasil pode gerar até US$ 100 bilhões de receitas em créditos de carbono até 2030. O enorme potencial do país nesse mercado está diretamente ligado à agropecuária sustentável, às energias renováveis e à preservação e recuperação de florestas, atividades com grande capacidade de geração de créditos de carbono. E o cooperativismo está em todas elas. Na agropecuária, por exemplo, mais da metade da produção de grãos do país passa pelas cooperativas.
Durante a COP de Belém, o cooperativismo participou de debates sobre o mercado de carbono nas duas principais áreas da conferência: a Blue Zone, onde ocorrem as negociações oficiais entre os países; e na Green Zone, que reúne contribuições da sociedade civil e do setor produtivo para o enfrentamento das mudanças climáticas.
Em painel realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) na Blue Zone, o consultor ambiental do Sistema OCB, Leonardo Papp, destacou que o mercado de carbono só será bem-sucedido se equilibrar eficiência econômica e equidade social e que é preciso tropicalizar as metodologias utilizadas para adequar o sistema de créditos à realidade brasileira.
Já no Pavilhão do Coop, na Green Zone, cooperativas de diferentes regiões do país participaram do painel Cooperativas e descarbonização: protagonismo na transição energética justa, em que apresentaram soluções concretas em energia renovável, setor com grande potencial no mercado de carbono.
Conheça dois exemplos de cooperativas brasileiras que atuam no mercado de carbono em diferentes estágios:
Da floresta ao mercado global
Na Ponta do Abunã, em Rondônia, um grupo de agricultores familiares fundou há mais de três décadas a Cooperativa Agropecuária e Florestal do Projeto RECA. Desde o início, o propósito foi claro: produzir sem destruir. A estratégia foi apostar em sistemas agroflorestais, recuperando áreas degradadas e preservando as matas nativas da Amazônia.
Com o tempo, esse compromisso se transformou em ativo ambiental. Em parceria com a Natura, a cooperativa deu origem a um dos primeiros projetos de carbono do Brasil, que recompensa o esforço de conservação realizado pelos cooperados.
O projeto mede o carbono estocado nas florestas preservadas e converte essa quantidade em créditos de carbono. Esses créditos são adquiridos pela Natura, que os utiliza para neutralizar parte de suas emissões. O valor arrecadado retorna aos agricultores da cooperativa, fortalecendo a renda e estimulando novas práticas de conservação.
“O projeto de carbono veio para valorizar o esforço de conservação das áreas que os produtores sempre cuidaram”, explica Gicarlos Souza, gerente comercial e coordenador da cooperativa. “O resultado é triplo: ambiental, social e econômico. A cooperativa ganha mais um produto no portfólio e reafirma seu papel como referência em sustentabilidade”.
A Cooperativa Agropecuária e Florestal do Projeto RECA foi uma das representantes do cooperativismo brasileiro na COP30.
Fazendas mais verdes
No interior de São Paulo, a Fundação Coopercitrus Credicitrus (FCC) está ajudando produtores rurais a replantar o futuro. Ligada a duas cooperativas – Coopercitrus e Sicoob Credicitrus – a instituição atua em uma das regiões com maior déficit de cobertura vegetal do estado e oferece suporte técnico para que propriedades rurais participem do mercado de carbono.
"Nosso papel é articular e mobilizar diferentes parceiros e recursos que viabilizem e impulsionem a restauração ambiental", explica Bóris Alessandro Wiazowski, consultor de sustentabilidade da Coopercitrus. A fundação conecta produtores rurais interessados em recuperar suas Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais a um ecossistema de apoio. A FCC elabora o projeto técnico, oferece acompanhamento de engenheiros florestais e estrutura a iniciativa para gerar créditos de carbono a partir de metodologias com reconhecimento internacional.
Ao aderir ao programa, o produtor rural cooperado ganha em diversas frentes: recebe apoio técnico especializado, tem parte do reflorestamento custeado, vê sua propriedade se valorizar e, em muitos casos, observa o aumento do fluxo de água com a recuperação de nascentes.
"Nos últimos três anos, restauramos mais de 350 hectares e recuperamos mais de 1 mil nascentes. Com o mercado de carbono ganhando força, temos a oportunidade de buscar novos investidores e alavancar o alcance e os benefícios desse projeto", complementa Wiazowski.
A meta é ambiciosa: restaurar mais de 50 mil hectares nos próximos anos, um resultado com impacto direto para o produtor e para toda a sociedade. Além disso, com a participação de dois cases da cooperativa na COP30, a expectativa é que as possibilidades de parcerias na geração de créditos de carbono sejam ampliadas em breve.
“Já temos o conhecimento da área de atuação, das áreas a serem restauradas, dos produtores interessados, de parceiros para a restauração e para a validação técnica do projeto, permitindo a geração dos créditos de carbono. Estamos trabalhando de forma ativa na busca de recursos financeiros que permitam expandirmos as áreas a serem reflorestadas”, pontua o consultor.
Apoio especializado
Para que as cooperativas desenvolvam projetos como esses, fazendo a sua parte para enfrentar a crise climática, é preciso medir, relatar e reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) com padrão internacional. Para isso, o Sistema OCB lançou, em 2023, a Solução Neutralidade de Carbono, iniciativa que oferece ferramentas para esse processo.
Atualmente, 18 cooperativas participam da solução, com inventários de gases de efeito estufa publicados no Registro Público de Emissões e com relatórios de oportunidade de descarbonização."Só se gerencia aquilo que é medido e essa solução tem promovido uma mudança cultural importante, ajudando as cooperativas a comprovar sua contribuição para descarbonizar a economia e gerando oportunidades de compensação. Na COP30 já apresentamos alguns exemplos reais dessa transformação sustentável”, destaca Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Além do apoio técnico, o Sistema OCB atua na esfera regulatória e defende, ativamente, que a implementação do mercado de carbono nacional – chamado de Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) – reconheça as particularidades do cooperativismo, que é formado por milhões de pequenos e médios produtores. “Defendemos um modelo com transparência e integridade, a integração com mercados internacionais e o desenvolvimento de métricas adaptadas à realidade brasileira”, explica Macedo.
Saiba mais sobre as ações do cooperativismo brasileiro para combater as mudanças climáticas e a participação na COP30 no site especial Coop na COP.
09/12/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
LGPD
24/11/2025
Alerta para coops: ANPD lança Painel de Fiscalização
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) disponibilizou publicamente seu novo Painel de Fiscalização, uma ferramenta interativa em Power BI que reúne dados consolidados sobre processos de monitoramento, fiscalização e procedimentos administrativos sancionadores. A iniciativa marca um avanço importante na transparência regulatória e permite que a sociedade identifique quais organizações (cooperativas, empresas ou órgãos públicos) estão respondendo a processos administrativos em razão de possíveis descumprimentos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD.
Os dados atualmente disponíveis no painel mostram que já foram instaurados 81 (oitenta e um) processos administrativos pela ANPD, com objetivo de monitorar atividades relacionadas ao tratamento de dados pessoais, fiscalizar e aplicar penalidades. Os 3 temas mais comuns relacionados aos processos são:
Direitos das pessoas: não atendimento dos direitos previstos na LGPD (como acesso aos dados pessoais, informações sobre compartilhamento, eliminação e outros) ou atendimento inadequado.
Bases legais e conformidade documental: ausência de bases legais (previstas nos artigos 7º e 11 da LGPD) para justificar atividades envolvendo tratamento de dados pessoais, bem como ausência ou insuficiência de detalhamento no Registro das Operações de Tratamento de Dados Pessoais (documento obrigatório para a conformidade com a LGPD).
Falhas de segurança e incidentes: ausência de medidas básicas de prevenção a incidentes de segurança ou ausência de comunicado adequado para ANPD, nos casos em que obrigatório (ou seja, naqueles em que o incidente pode causar danos ou riscos relevantes para as pessoas).
O Portal demonstra que a ANPD está ampliando a visibilidade e o acompanhamento externo de suas ações de fiscalização. Isso reforça que cooperativas que ainda não concluíram sua adequação à LGPD devem fazê-lo com a máxima urgência. O ambiente regulatório está mais transparente e estruturado, o que deve aumentar as consequências negativas para quem não está em conformidade.
O que as cooperativas devem fazer agora?
Reforçar seus programas de governança em privacidade e proteção de dados.
O DPO deve ser formalmente designado, com atribuições claras e acesso à alta administração (a cooperativa deve garantir que o encarregado possa exercer adequadamente sua função, o que inclui: autonomia técnica; recursos mínimos (humanos, financeiros e tecnológicos); não acúmulo de funções que gerem conflito de interesses; capacidade de interagir diretamente com a ANPD quando necessário; participação nos processos decisórios que envolvam dados pessoais; capacidade de atualizar políticas internas, bases legais, registro das operações e mecanismos de resposta a titulares.
Estruturar evidências de conformidade, já que a ausência de documentação é uma das causas frequentes de abertura de processos.
Preparar equipes e lideranças para responder a fiscalizações, que tendem a se tornar mais frequentes.
Com a atuação da ANPD cada vez mais visível e estruturada, a falta de adequação completa à LGPD ou a manutenção de práticas superficiais de governança expõe as cooperativas a um risco regulatório significativo. A boa notícia é que o risco pode ser integralmente tratado a partir da adoção das ações acima exemplificadas e de outras que apresentamos aqui no LGPD no Cooperativismo.
LGPD
23/11/2025
STF redefine a responsabilidade das plataformas digitais
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou recentemente o acórdão que confirma a decisão pela inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014).
LGPD
ECA Digital entra em vigor em março de 2026: o que as cooperativas precisam saber
No dia 17 de setembro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que moderniza a proteção de crianças e adolescentes em ambientes virtuais.
30/09/2025
LGPD
Videomonitoramento e proteção de dados
A presença de câmeras de segurança tem sido cada vez mais frequente em todos os lugares, inclusive nas cooperativas, que, evidentemente, se preocupam com a segurança de seus ambientes.
26/06/2025
LGPD
Agentes de Tratamento de Pequeno Porte
Todas as organizações, sem exceção, devem cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
29/05/2025
LGPD
Gestão de terceiros e LGPD
A proteção de dados pessoais não se limita apenas ao ambiente interno da cooperativa.
18/04/2025
LGPD
Cuidados com Dispositivos Móveis
Os dispositivos móveis estão cada vez mais presentes em nossas rotinas de trabalho. Hoje, nossos celulares são ferramentas indispensáveis, essenciais para contato com cooperados, clientes, colaboradores e parceiros.Mas temos de lembrar que os dispositivos móveis estão expostos a ameaças de segurança que podem comprometer dados pessoais e informações confidenciais. Não é à toa que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) fala muito em segurança, embora não nos diga quais medidas tomar para alcançá-la.Confira algumas das boas práticas em segurança de dispositivos móveis.
1. Mantenha Tudo Atualizado
Tanto o sistema operacional quanto os aplicativos devem ser mantidos atualizados. Atualizações não só adicionam novos recursos, mas também corrigem falhas de segurança. Sempre que uma vulnerabilidade é descoberta, os desenvolvedores correm para lançar uma atualização que a corrija. Se você deixa as atualizações do seu dispositivo em segundo plano, o seu dispositivo pode ser comprometido.
2. Bloqueio de tela
Além das ameaças que vem por meio da internet, também temos de pensar na segurança física do seu dispositivo. Isso começa no bloqueio de tela. Use algum método de bloqueio, de preferência uma senha. Essa é a sua primeira linha de defesa contra acessos não autorizados, especialmente em caso de perda ou roubo do dispositivo. Importante! Configure seu dispositivo para que ele seja automaticamente bloqueado após um período de inatividade.
3. Instale Apenas Aplicativos Oficiais
Evite colocar seu dispositivo em risco com aplicativos de fontes duvidosas. É recomendado baixar apps apenas das lojas oficiais (Google Play Store ou App Store). Se o dispositivo for corporativo, sempre consulte a equipe de TI antes de instalar novos aplicativos.
4. Remova Aplicativos Não Utilizados
Cada aplicativo instalado em seu dispositivo pode trazer consigo riscos e vulnerabilidades próprias. Muitos aplicativos pedem permissões excessivas ou não são mais atualizados, o que aumenta a superfície de ataque do seu dispositivo. Por isso, remova aplicativos que você não usa.
5. Cuidado com Redes Wi-Fi Públicas
Usar redes públicas de Wi-Fi, por exemplo, em restaurantes ou cafeterias, aumenta os riscos de segurança do seu dispositivo. Pessoas com acesso à mesma rede que você tem maior chance de interceptar informações e de comprometer o seu aparelho. Caso não tenha acesso a uma rede confiável, priorize o acesso à internet por dados móveis e evite ao máximo usar redes públicas.
6. Rastreamento de Dispositivo
Ative funções de localização remota em seu dispositivo. Ferramentas como "Encontrar Meu iPhone" (para iOS) ou "Encontre Meu Dispositivo" (para Android) permitem rastrear seu celular e bloquear o acesso em caso de roubo ou perda. Assim, mesmo que o dispositivo seja perdido, você terá a chance de proteger suas informações à distância.
7. Antivírus
A instalação de um antivírus no seu dispositivo móvel é recomendada para a proteção contra malwares. Ele oferece uma camada extra de segurança, especialmente quando você baixa aplicativos ou navega na internet. A proteção adicional pode prevenir ataques e manter seu aparelho mais seguro.
Não esqueça
A segurança dos dispositivos móveis da sua cooperativa depende das suas ações. Se você adotar as práticas indicadas acima, você diminuirá dramaticamente os riscos.Gostou do tema? Nos acompanhe e fique por dentro das melhores práticas em Segurança da Informação.
24/03/2025
LGPD
Avança a fiscalização do uso de dados pessoais no Brasil
O tratamento de dados pessoais, apesar de essencial para as atividades de qualquer cooperativa, é um risco crescente. As ações de fiscalização da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) têm se intensificado, e as organizações que não cumprirem com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estão sujeitas a multas expressivas e sanções administrativas. Confira os recentes movimentos da ANPD:
1️⃣ Coleta da Íris
Uma empresa estrangeira chamada Tools for Humanity têm coletado imagens da íris de brasileiros, em troca de compensações financeiras. A ANPD determinou a suspensão dessas compensações pela entrega das imagens, visto que o incentivo financeiro pode ser prejudicial ao livre consentimento. Ocorre que o consentimento para o tratamento de dados pessoais deve ser dado livremente, e não em troca de vantagem financeira. Agravando a situação, a íris é um dado biométrico, considerado dado pessoal sensível pela LGPD, de modo que seu tratamento exige cuidados adicionais.
Saiba mais clicando aqui.
Para as cooperativas, essa ação da ANPD reforça a necessidade de cuidados específicos quando o tratamento de dados pessoais se justifica no consentimento. Há formas específicas de coletar o consentimento, que pode ser revogado a qualquer momento. Além disso, as cooperativas devem estar atentas que o tratamento de dados pessoais sensíveis exige cuidados redobrados e análises detalhadas dos riscos envolvidos no seu tratamento.
2️⃣ Redes de Farmácia
Em outro caso, a ANPD concluiu a fiscalização de redes de farmácias e exigiu ajustes como, por exemplo, facilitar o acesso dos titulares a informações sobre o tratamento dos seus dados. As farmácias também deverão entregar diversos documentos à Autoridade. Por ter identificado irregularidades, a ANPD também instaurou processo administrativo sancionador a fim de investigar a possibilidade de venda de perfis de consumo a partir do histórico de compras nas farmácias.
Saiba mais clicando aqui.
Para as cooperativas, fica a lição de que dados pessoais devem ser tratados sempre com transparência e a partir de objetivos legítimos. Documentar as operações de tratamento de dados pessoais e adotar medidas efetivas de transparência é essencial para que a cooperativa se mantenha em conformidade com a lei.
3️⃣ Reconhecimento facial em estádios
A ANPD também está fiscalizando o uso de sistemas de reconhecimento facial por 23 clubes de futebol, que usam a tecnologia para a venda de ingressos e controle de entrada nos estádios. O reconhecimento facial depende do cadastro da biometria facial, que é um dado pessoal sensível. Por isso, seu tratamento exige uma série de cuidados especiais.
Saiba mais clicando aqui.
As cooperativas também usam dados pessoais sensíveis. Mesmo que a biometria não seja utilizada, informações de saúde, etnia ou eventual filiação sindical são dados pessoais sensíveis, e o tratamento deve ser realizado a partir de fundamentos legais específicos.
Vamos com calma!
Se a sua cooperativa tem dúvidas, não se preocupe. Cada uma dessas iniciativas da ANPD envolve novas tecnologias e complexidades. Além disso, aplicar a legislação de proteção de dados pessoais no contexto dessas tecnologias requer uma cautela ainda maior.
O importante é saber que a ANPD está vigilante em relação às organizações que utilizam dados pessoais, incluindo as cooperativas. Acompanhe nossas publicações para manter sua organização informada e preparada.
26/02/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
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Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
EVENTOS
02/02/2026
Congresso Nacional abre trabalhos de 2026
Sessão solene marcou início do ano legislativo. Expectativas para o cooperativismo são positivas
Foi realizada, nesta segunda-feira (2), a sessão solene de abertura oficial dos trabalhos legislativos do Congresso Nacional. A cerimônia, que ocorreu no plenário da Câmara dos Deputados, marcou o início da 4ª sessão legislativa da 57ª legislatura, conforme previsto na Constituição Federal. O ato simboliza a retomada das atividades parlamentares e dá início a um novo ciclo de debates e deliberações que irão orientar o país ao longo de 2026.
A cerimônia foi conduzida pelo presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, e contou com pronunciamentos do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em seu discurso, Alcolumbre ressaltou o papel do Parlamento na aprovação de medidas estruturantes e destacou que o objetivo do Congresso é “melhorar de forma concreta a vida da população brasileira”. Segundo ele, em 2025 foram tomadas decisões fundamentais para o país, com avanço de agendas consideradas prioritárias. “Aprovamos leis que impactam positivamente a vida de milhões de brasileiros. Demos passos decisivos na regulamentação da reforma tributária, tornando o sistema mais simples, previsível e eficiente”, afirmou. O senador também destacou a criação de um ambiente mais favorável ao empreendedorismo e à geração de empregos, além da aprovação de medidas de justiça fiscal, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais.
Já Hugo Motta manifestou expectativa de que o Parlamento mantenha o ritmo de entregas à sociedade. “Que 2026 continue sendo um ano de entregas ao país, atendendo sempre às expectativas da população em sintonia com as ruas. E que nós, parlamentares, sigamos transformando a esperança das pessoas em realidade”, declarou. Motta acrescentou que cabe ao Congresso, “soberano e independente”, perseguir esse caminho com a votação de propostas de interesse nacional e com a destinação de emendas parlamentares a regiões que, muitas vezes, estão fora do alcance imediato das políticas públicas.
Para o Sistema OCB, o início do ano legislativo traz boas expectativas para o cooperativismo, especialmente diante do ambiente de diálogo construído ao longo de 2025 e das conquistas alcançadas no Congresso Nacional no último ano. Entre os avanços, destacam-se a defesa da segurança jurídica das cooperativas, o fortalecimento do reconhecimento do modelo cooperativista em políticas públicas e o avanço de pautas relacionadas ao crédito, ao desenvolvimento sustentável e à competitividade do setor.
Segundo o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a abertura dos trabalhos legislativos representa um momento estratégico para o país e para o cooperativismo. “É o início de um novo ciclo de oportunidades. O cooperativismo chega a este ano legislativo fortalecido pelas conquistas de 2025 e confiante na construção de soluções que promovam desenvolvimento, segurança jurídica e inclusão econômica”, afirmou.
Ao longo de 2025, o Sistema OCB manteve presença ativa no Parlamento, com acompanhamento técnico da tramitação de projetos de interesse do cooperativismo, articulação com frentes parlamentares e diálogo permanente com lideranças políticas, o que contribuiu para consolidar o cooperativismo como um ator relevante nas discussões sobre desenvolvimento econômico e social.
Na avaliação da presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o cenário para 2026 é de continuidade do diálogo institucional e avanço nas pautas estratégicas. “Entramos em 2026 com boas expectativas. O diálogo construído no último ano com o Parlamento trouxe avanços importantes para o cooperativismo, e nossa atuação seguirá focada em contribuir tecnicamente para uma agenda legislativa alinhada ao desenvolvimento sustentável e à realidade das cooperativas brasileiras”, destacou.
A sessão também foi marcada pela apresentação da Mensagem Presidencial ao Congresso Nacional. O documento traz um balanço das ações do governo federal em 2025 e aponta 2026 como um ano decisivo para a consolidação de reformas econômicas, a implementação da reforma tributária e o avanço de agendas ligadas à transição ecológica, ao fortalecimento do crédito, à ampliação dos investimentos produtivos e às políticas de educação, inclusão social e inovação. O texto ainda reforça a importância do diálogo entre os Poderes para garantir estabilidade democrática e segurança jurídica, além de destacar prioridades como a ampliação do acesso a mercados internacionais, o aprimoramento do ambiente de negócios, o enfrentamento ao crime organizado, a regulação do trabalho mediado por plataformas digitais e iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Ao longo da mensagem, as cooperativas são mencionadas como parceiras na execução de políticas públicas, especialmente em ações de desenvolvimento social, produção agropecuária e sustentabilidade territorial.
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EVENTOS
02/02/2026
Artigo aponta relação entre desempenho e inclusão feminina em coops
Pesquisa do 8º EBPC mostra que coops mais rentáveis tendem a ter mais mulheres na governança
O artigo Desempenho Financeiro e a Participação das Mulheres no Conselho de Administração de Cooperativas Agropecuárias Brasileiras, apresentado e premiado na oitava edição do Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (8º EBPC), evidenciou que o resultado econômico das cooperativas agropecuárias pode ser um fator decisivo para ampliar a participação feminina nos conselhos de administração.
O estudo assinado por Luis Felipe Orsatto e Clea Beatriz Macagnan parte de uma inversão da lógica mais comum na literatura acadêmica. Em vez de investigar se a diversidade melhora o desempenho, os autores analisam se cooperativas com melhores resultados econômicos tendem a incorporar mais mulheres em seus conselhos, como resposta a expectativas sociais, pressões institucionais e busca por legitimidade. A análise foi baseada em dados de 213 cooperativas agropecuárias brasileiras, totalizando 426 observações referentes aos anos de 2021 e 2022.
Os resultados revelaram um cenário de baixa representatividade feminina na governança: a proporção média de mulheres nos conselhos de administração foi de apenas 4,87%. Em 319 observações, não havia nenhuma mulher ocupando assento no conselho, e apenas um caso registrou paridade de gênero. Ainda assim, a análise econométrica identificou uma associação positiva e estatisticamente significativa entre o desempenho financeiro, medido pelo Retorno sobre Ativos (ROA), e a maior participação feminina nos conselhos.
De acordo com o modelo de regressão utilizado, cooperativas com melhor desempenho financeiro apresentam maior propensão a incluir mulheres em seus órgãos de decisão. Para os autores, o resultado sugere que organizações mais rentáveis ganham visibilidade e passam a sofrer maior pressão para adotar práticas alinhadas às expectativas contemporâneas de inclusão e diversidade. “O desempenho atua como um sinal de capacidade e abertura institucional”, apontam os pesquisadores.
O estudo também indicou que organizações mais antigas tendem a apresentar menor participação feminina nos conselhos, possivelmente em função da manutenção de normas históricas e padrões de governança consolidados ao longo do tempo. As demais variáveis analisadas, como tamanho do conselho, número de associados, ativo total e nível de endividamento, não apresentaram significância estatística na amostra.
Embora o modelo tenha capacidade explicativa limitada, os autores destacaram que os resultados contribuem para o debate sobre diversidade e governança no cooperativismo agropecuário brasileiro.
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EVENTOS
Fórum debate eficiência e segurança no transporte de cargas
Sistema OCB participou de evento no Ministério dos Transportes para alinhar soluções ao setor
O Sistema OCB participou, nesta segunda-feira (27), da 4ª Reunião do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas (Fórum TRC), realizada no Ministério dos Transportes. O encontro reuniu representantes dos diversos elos da cadeia logística. O Fórum contou com a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e de outros órgãos estratégicos, além de transportadores autônomos, empresas de transporte, embarcadores e entidades representativas.
Para o analista do Sistema OCB, Tiago Barros, a reunião representou um avanço importante na consolidação de um ambiente de diálogo permanente e estruturado. “O Fórum TRC é um espaço estratégico para o alinhamento entre poder público e setor produtivo. A participação do Sistema OCB permitiu levar ao centro do debate a realidade das cooperativas de transporte. O fortalecimento desse diálogo é essencial para a construção de soluções regulatórias equilibradas e sustentáveis para o setor”, avaliou.
Ao longo da programação, os participantes debateram temas que impactam diretamente a rotina de quem atua nas estradas. Um dos destaques foi a apresentação do superintendente de Fiscalização da ANTT (Sufis), Hugo Leonardo Cunha Rodrigues, que compartilhou dados atualizados sobre a fiscalização do piso mínimo de frete e os desafios relacionados ao cumprimento da política.
Na sequência, a superintendente substituta de Cargas e Multimodal da ANTT, Gizelle Coelho Netto, apresentou os principais pontos levantados durante a consulta pública sobre a metodologia de cálculo do frete. A exposição evidenciou a importância da escuta qualificada do mercado e da participação dos agentes do setor no aperfeiçoamento das normas regulatórias.
Questões ligadas à infraestrutura e às condições de permanência dos motoristas nas rodovias também estiveram na pauta. Maria Campos Porto, do Ministério dos Transportes, detalhou a metodologia de implantação dos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) do DNIT, iniciativa fundamental para garantir melhores condições de trabalho, segurança viária e cumprimento da legislação trabalhista.
Durante o Fórum os participantes ainda contaram com a apresentação do programa MOVER pelo Coordenador Geral de Regulamentos Técnicos e Mobilidade Sustentável do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O Programa Mobilidade Verde e Inovação (MOVER), instituído pela Lei nº 14.902, de 27 de junho de 2024, sucedeu o Rota 2030 e tem a finalidade de apoiar o desenvolvimento tecnológico, a competitividade global, a integração nas cadeias globais de valor, a descarbonização e o alinhamento a uma economia de baixo carbono no ecossistema produtivo e inovador de automóveis, de caminhões, de ônibus, de chassis com motor, de máquinas autopropulsadas e de autopeças. Criado em 2014, o Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas nasceu com a missão de ser um canal oficial de interlocução entre governo e setor produtivo, contribuindo para a prevenção de crises e para a formulação de políticas públicas mais eficientes.
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28/01/2026
EVENTOS
Artigo mapeia cooperativas da agricultura familiar na Amazônia
Estudo reuniu dados inéditos e apontou desafios para políticas públicas no território
Um diagnóstico inédito sobre a presença, o perfil e os desafios das cooperativas da agricultura familiar na Amazônia brasileira é o foco do artigo Cooperativas da Agricultura Familiar na Amazônia Brasileira: diagnóstico e perspectivas para a ação pública, apresentado e premiado no 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), realizado em 2025. O estudo amplia a compreensão sobre o cooperativismo rural na região ao reunir e sistematizar bases de dados nacionais ainda pouco exploradas de forma integrada.
Assinado por Graziela Reis do Carmo, Isabela Renó Jorge Moreira, Alair Ferreira de Freitas, Marcos Vinicius Andrade Gomes e Almiro Alves Junior, o trabalho parte da constatação de uma lacuna informacional histórica. Até então, grande parte das pesquisas acadêmicas sobre cooperativismo na Amazônia se concentrava em estudos de caso pontuais, com baixa abrangência territorial, o que dificultava análises mais consistentes e a formulação de políticas públicas alinhadas à realidade regional.
Retrato regional a partir de bases nacionais
Para superar essa limitação, os autores adotaram uma abordagem quantitativa e descritiva, combinando dados do Censo Agropecuário do IBGE (2017) com informações do Extrato da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) de 2023. O recorte territorial abrangeu os oito estados da Amazônia Legal, além de todo o estado do Maranhão.
A partir do Censo Agropecuário, o estudo identificou que, em 2017, a Amazônia Legal possuía 749.328 estabelecimentos agropecuários, dos quais 24.740 estavam vinculados a cooperativas, o equivalente a 3,3% dos estabelecimentos da agricultura familiar na região. Mato Grosso, Rondônia e Pará concentravam os maiores números absolutos de estabelecimentos cooperativos, enquanto Amapá e Roraima apresentavam as menores participações.
Os dados mostram diferenças relevantes entre estabelecimentos cooperativos e não cooperativos. Entre os associados a cooperativas, 83,27% tinham a comercialização como finalidade principal da produção, percentual superior aos 61,24% registrados entre os não cooperativos. Também foi maior o acesso à assistência técnica (27,83% contra 16,75%) e a proporção de famílias cuja renda principal provinha da própria atividade agrícola.
Práticas produtivas e organização social
O estudo também apontou diferenças nas práticas produtivas. Cerca de 56% dos estabelecimentos cooperativos declararam não utilizar agrotóxicos, e 4,14% informaram praticar agricultura ou pecuária orgânica. A titularidade da terra também se mostrou mais presente entre cooperados, com 84,96% declarando condição de proprietários.
A composição societária revelou diversidade entre os cooperados, com predominância da categoria “demais agricultores familiares”, além de assentados da reforma agrária e extrativistas. Um dado que chama atenção é o percentual de cooperados sem DAP física registrada, o que dificulta classificações mais precisas e a identificação de povos e comunidades tradicionais nas bases oficiais.
Desafios para políticas públicas
Um dos principais achados do artigo é a elevada proporção de DAPs jurídicas em situação irregular. Segundo os autores, cerca de 60% das cooperativas identificadas enfrentavam restrições documentais, o que limita o acesso a políticas públicas como o Pronaf, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Nesse sentido, o estudo apontou que a fragilidade das bases públicas e a transição da DAP para o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), ainda sem consolidação plena no período analisado, reduzem a visibilidade do cooperativismo da agricultura familiar na Amazônia e dificultam ações governamentais mais efetivas.
Evidências e caminhos futuros
Apesar dos entraves, os resultados indicam que as cooperativas atuam como importantes vetores de inserção produtiva, acesso a serviços e fortalecimento da renda das famílias rurais na região. Para os autores, políticas públicas voltadas à regularização institucional das cooperativas, à ampliação da assistência técnica territorializada e ao fortalecimento do acesso a mercados institucionais podem potencializar esses impactos.
O artigo integra os anais do 8º EBPC e contribui para qualificar o debate sobre o cooperativismo na Amazônia, oferecendo subsídios técnicos para pesquisadores, gestores públicos e organizações do setor. O material completo está disponível para consulta em in.coop.br/ebpc.
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27/01/2026
EVENTOS
Sistema OCB e Finep firmam acordo para ampliar acesso à inovação
Parceria cria base estruturada para orientar cooperativas no uso de recursos do FNDCT
Nesta quinta-feira (22), o Sistema OCB e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) assinaram um Acordo de Cooperação crédito: Filipe AlcântaraTécnica (ACT) voltado à ampliação e organização do acesso das cooperativas brasileiras aos instrumentos de financiamento de pesquisa e inovação, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A iniciativa marca um avanço concreto na agenda de inovação do cooperativismo.
O acordo estabelece uma agenda permanente de cooperação entre as instituições, com foco na divulgação de linhas de financiamento, capacitação técnica, orientação sobre requisitos operacionais e uso das plataformas digitais da Finep. A proposta é reduzir barreiras históricas de informação e criar um ambiente mais acessível para que cooperativas de todos os ramos possam estruturar e viabilizar projetos de pesquisa, desenvolvimento e tecnologia.
Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o ACT representa a consolidação de um trabalho institucional construído ao longo dos últimos anos. “Esse acordo cria as condições práticas para que as cooperativas entendam os instrumentos disponíveis, se preparem tecnicamente e consigam transformar boas ideias em projetos estruturados, com impacto econômico, social e ambiental”, destacou.
Eixo central
O eixo central da parceria é a promoção ativa e organizada do acesso das cooperativas regulares ao Sistema OCB às linhas de financiamento e aos mecanismos de apoio operados pela Finep. Entre as ações previstas estão a realização de seminários e eventos técnicos, capacitação de pontos focais dentro do Sistema OCB, produção de conteúdos orientativos e o desenvolvimento conjunto de projetos e plataformas que ampliem o alcance do fomento à inovação no cooperativismo.
Segundo o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a aproximação institucional reconhece o papel estratégico das cooperativas no desenvolvimento do país. “O cooperativismo tem forte aderência às prioridades nacionais de ciência, tecnologia e inovação, especialmente em áreas como agro, energia, sustentabilidade e inclusão produtiva. O acordo com o Sistema OCB fortalece nossa capacidade de alcançar esse público de forma mais estruturada, ampliando o impacto do FNDCT e garantindo que os recursos cheguem a projetos com potencial transformador”, afirmou. crédito: Filipe Alcântara
Reconhecimento
A assinatura do ACT ocorreu em um momento especialmente favorável. Com a sanção da Lei 15.184/2025, fruto de representação do Sistema OCB junto ao Congresso Nacional e Poder Executivo, as cooperativas passaram a ser formalmente reconhecidas como beneficiárias diretas do FNDCT. Este avanço também incluias modalidades reembolsáveis, além da autorização para utilização do superávit financeiro do fundo, estimado em mais de R$ 22 bilhões. Esses recursos são considerados estratégicos para destravar projetos que estavam represados por falta de financiamento, sobretudo em inovação aplicada.
A expectativa é que a parceria resulte, nos próximos anos, em mais projetos financiados, maior capilaridade do FNDCT e fortalecimento da competitividade das cooperativas brasileiras em diferentes setores da economia.
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Artigo do 8º EBPC avalia eficiência das cooperativas de crédito
20/01/2026
EVENTOS
Artigo do 8º EBPC avalia eficiência das cooperativas de crédito
Estudo analisou dados de 2000 a 2022 e comparou desempenho com bancos públicos e privados
As cooperativas de crédito demonstram desempenho eficiente e resiliente na intermediação financeira no Brasil, com resultados comparáveis e, em alguns períodos, superiores aos dos bancos públicos e privados. Essa é a principal conclusão do artigo Cooperativas de crédito são mais eficientes que bancos? Evidências para o Brasil, um dos trabalhos de destaque apresentados no 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) premiado melhor trabalho no eixo Contabilidade, Finanças e Desempenho da edição.
Assinado por Loredany Consule Rodrigues, Marcelo Dias Paes Ferreira, Yuri Clements Daglia Calil, Mateus de Carvalho Reis Neves e Raquel Pereira Pontes, o estudo analisou dados do Banco Central do Brasil entre 2000 e 2022 e abrangeu 24.075 observações, das quais 88,5% corresponderam a cooperativas singulares.
Eficiência sob diferentes ângulos
O estudo parte de uma pergunta simples: as cooperativas de crédito funcionam de forma mais eficiente do que os bancos na concessão de crédito? Para responder, os autores analisaram mais de 20 anos de dados do sistema financeiro, separando o que é estrutural - próprio do modelo de funcionamento das instituições - do que é conjuntural, resultado de períodos de crise ou instabilidade econômica.
Os resultados mostram que há espaço para ganhos de eficiência no sistema como um todo, mas indicam também que cooperativas, bancos públicos e bancos privados se comportam de forma diferente ao longo do tempo. Em média, os níveis de eficiência associados a fatores permanentes e a fatores temporários foram semelhantes.
Cooperativas em posição competitiva
Na comparação entre os tipos de instituições, as cooperativas de crédito apresentaram desempenho consistente e competitivo. O estudo aponta que elas operam com níveis de eficiência estrutural próximos aos dos bancos públicos e superiores aos dos bancos privados.
O período após a crise financeira de 2008 reforça esse resultado. Enquanto cooperativas e bancos públicos conseguiram reduzir perdas de eficiência relacionadas a fatores conjunturais, os bancos privados, em média, passaram a enfrentar mais dificuldades nesse aspecto. Para os autores, esse movimento reflete a capacidade das cooperativas de manter operações estáveis e próximas de seus cooperados, mesmo em cenários econômicos mais adversos.
Inclusão financeira e crédito mais acessível
O trabalho também destaca características operacionais das cooperativas de crédito que ajudam a explicar esses resultados. Em geral, o estudo aponta que elas dependem menos de grandes estruturas de capital e mais do trabalho e da proximidade com seus associados. Além disso, segunda a pesquisa, as cooperativas praticam, em média, taxas de juros mais baixas em diversas operações, o que contribui para ampliar o acesso ao crédito, especialmente em localidades e segmentos menos atendidos pelos bancos tradicionais.
Implicações para políticas públicas
Ao final, os autores concluem que as cooperativas de crédito exercem um papel relevante para a eficiência e a estabilidade do sistema financeiro brasileiro. Ao longo do tempo, elas mostram capacidade de manter desempenho sólido e de ampliar a oferta de crédito em momentos em que bancos privados reduziram sua atuação.
Nesse contexto, o estudo indica que políticas públicas voltadas ao fortalecimento da governança, da capacitação e da expansão responsável das cooperativas podem ampliar ainda mais os impactos positivos do cooperativismo financeiro, especialmente para o desenvolvimento econômico local e a inclusão financeira.
O artigo integra os anais do 8º EBPC e está disponível para consulta em in.coop.br/ebpc.
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19/01/2026
EVENTOS
Sistema OCB acompanha lançamento do Portal da Reforma Tributária
Evento também marcou a sanção, com vetos, da lei que cria o Comitê Gestor do IBS
O Sistema OCB participou, nesta terça-feira (13), da cerimônia de lançamento do Portal da Reforma Tributária, plataforma criada para apoiar empresas, contadores e entidades na transição para o novo modelo tributário brasileiro.
A ferramenta possibilita a realização de testes e simulações dos tributos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS Foto: Ricardo Stuckert / PR (Contribuição sobre Bens e Serviços), permitindo que contribuintes e organizações avaliem cenários, identifiquem impactos e se preparem de forma mais estruturada para o novo ambiente tributário.
Durante o evento, também foi sancionado, com vetos, a Lei Complementar Nº 227/2026, que institui o Comitê Gestor do IBS. O órgão será responsável pela administração, arrecadação e distribuição do imposto entre estados, Distrito Federal e municípios, desempenhando papel central na operacionalização do novo tributo. A sanção presidencial foi formalizada por meio de despacho publicado no Diário Oficial da União, com vetos parciais a dispositivos do texto aprovado pelo Congresso Nacional.
Alguns trechos do projeto original,Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 108/2024, foram vetados pelo governo sob o entendimento de que poderiam gerar dúvidas na aplicação prática do novo tributo ou provocar desequilíbrios na divisão de responsabilidades entre os entes federativos. A avaliação considerou a necessidade de assegurar maior clareza nas regras de funcionamento do Comitê Gestor e evitar sobreposições de competências que possam comprometer a implementação do IBS. Os vetos ainda serão apreciados pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los, conforme o rito legislativo.
O Sistema OCB acompanhará de perto a tramitação dos vetos no Parlamento e realizará uma análise técnica detalhada do texto final da lei. A entidade também seguirá atenta a todas as etapas de regulamentação e implementação do novo sistema tributário, considerando os impactos diretos e indiretos para as cooperativas de todos os ramos.
Como apoio às cooperativas, também está disponível um curso específico sobre a aplicação das mudanças da Reforma Tributária do consumo no setor cooperativista, com conteúdo voltado à compreensão prática das novas regras e seus impactos. A capacitação está disponível na plataforma CapacitaCoop
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13/01/2026
EVENTOS
Sistema OCB contribui com debate da ANTT sobre o piso mínimo do frete
Cooperativismo participou de reunião técnica que discutiu ajustes na metodologia do PNPM-TRC
O Sistema OCB participou, nesta segunda-feira (12), da reunião participativa promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir a atualização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). O encontro integrou o ciclo de contribuições técnicas da Reunião Participativa nº 13/2025, instaurada pela agência para colher subsídios sobre possíveis alterações da Resolução ANTT 5.867/2020.
A norma em vigor disciplina a metodologia, os coeficientes e os parâmetros utilizados para o cálculo do piso mínimo de frete no país, fixando valores por quilômetro rodado e por eixo carregado, e é de um dos principais instrumentos de operacionalização da política pública instituída pela Lei 13.703/2018, que busca assegurar remuneração mínima ao transportador, equilíbrio econômico-financeiro da atividade e maior previsibilidade ao mercado de transporte de cargas.
A reunião foi conduzida pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc), sob a liderança do superintendente José Aires Amaral Filho, e reuniu equipes técnicas das áreas de regulação, governança, inteligência de mercado, logística integrada e gestão de dados da ANTT.
O cooperativismo esteve representado pelos analistas, Tiago de Barros Freitas e José Fernando Resende Silva e representantes do Sistema Ocepar, como o coordenador de Monitoramento e Consultoria, Jessé Rodrigues e o coordenador nacional do Conselho Consultivo do Ramo Transporte, Evaldo Moreira Matos.
Ao longo do debate, foram apresentados os avanços do processo de audiência pública e discutidos desafios observados na aplicação prática da tabela de pisos mínimos. Os participantes também analisaram caminhos para o aprimoramento da metodologia vigente, com foco em maior aderência à realidade operacional do setor, às variações regionais, aos diferentes perfis de operação e às estruturas de custos efetivamente enfrentadas pelos transportadores.
Próximos passos
A ANTT informou que o processo seguirá com a consolidação das contribuições recebidas nas audiências públicas e reuniões participativas, com vistas ao aperfeiçoamento da Resolução 5.867/2020. O Sistema OCB seguirá acompanhando o processo regulatório de forma técnica e propositiva.
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13/01/2026