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SABER COOPERAR
22/07/2026
Educação Política fortalece cultura de representação institucional no coop
A política está mais presente no cotidiano das cooperativas do que muita gente imagina. É nos espaços de decisão que são definidas leis, regulamentações e políticas públicas capazes de impulsionar – ou limitar – o desenvolvimento do cooperativismo. Por isso, acompanhar o ambiente político-institucional e participar do diálogo com os tomadores de decisão é uma estratégia essencial para fortalecer o setor e garantir que as especificidades do modelo cooperativo sejam consideradas. Para aprimorar essa atuação, o Sistema OCB criou o Programa de Educação Política, que prepara lideranças cooperativistas para compreender o funcionamento das instituições, qualificar a representação institucional e ampliar a participação do cooperativismo nos debates de interesse do setor. Mais do que incentivar o acompanhamento da agenda pública, o programa busca consolidar uma cultura de atuação apartidária, técnica e permanente, voltada à defesa legítima das pautas cooperativistas. “Nossa intenção é formar cidadãos mais conscientes, lideranças mais preparadas e cooperativas mais capazes de dialogar com os tomadores de decisão. Queremos que o cooperativismo seja reconhecido não apenas por sua relevância econômica e social, mas também por sua capacidade de contribuir para a construção de soluções para os desafios do país”, explica o gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz. Esse fortalecimento da representação institucional se traduz em ações concretas. Ao acompanhar a agenda legislativa, dialogar com representantes dos Poderes e construir relacionamentos institucionais, o cooperativismo amplia sua capacidade de atuar de forma estratégica na defesa de seus interesses. Com isso, consegue apresentar propostas fundamentadas, contribuir tecnicamente para a formulação de políticas públicas e levar aos espaços de decisão a experiência de organizações que promovem inclusão produtiva, desenvolvimento regional, geração de renda e o fortalecimento das comunidades. “Quando um dirigente entende como tramita um projeto de lei, quando um cooperado compreende o impacto de uma política pública sobre sua atividade ou quando uma cooperativa consegue apresentar propostas estruturadas para candidatos e gestores públicos, estamos fortalecendo a capacidade de incidência do movimento”, destaca o gerente. Como participar O Programa de Educação Política oferece diferentes ferramentas para as cooperativas aperfeiçoarem sua participação em processos decisórios importantes para as regiões onde estão inseridas. Em todo o país, 25 Organizações Estaduais (OCEs) já aderiram à plataforma. Segundo Queiroz, quanto maior o envolvimento das cooperativas, maior a capacidade do movimento de apresentar suas contribuições para o desenvolvimento do país e defender um ambiente institucional favorável ao seu crescimento. “Cooperativas que investem em educação política fortalecem sua capacidade de relacionamento institucional, desenvolvem lideranças mais preparadas, ampliam sua influência nos debates públicos e conseguem antecipar tendências regulatórias e legislativas que podem impactar seus negócios. Além disso, tornam-se organizações mais conectadas com seus territórios e mais capazes de atuar como agentes de desenvolvimento local”, ressalta. O programa é colocado em prática nos estados com oficinas, seminários, encontros de lideranças, cursos de formação, campanhas de conscientização e atividades voltadas para jovens, mulheres e dirigentes cooperativistas. São ações que destacam a importância da participação cidadã e da representação institucional dentro do coop e vem gerando uma mudança cultural ao longo dos anos. “Percebemos um avanço significativo na capacidade das próprias cooperativas de organizarem suas pautas, construírem agendas regionais e participarem de discussões sobre desenvolvimento local, o que amplia a legitimidade e a influência institucional do movimento”, avalia o gerente. Atuação estratégica O Programa de Educação Política funciona com base em eixos estratégicos. No primeiro, Formação Política e Cidadã, o foco é promover a capacitação sobre democracia, funcionamento das instituições, processo eleitoral, Poder Legislativo, Poder Executivo e participação social. É a base que permite que o sistema cooperativista tenha multiplicadores do programa por todo o país. No eixo Mobilização e Engajamento, o Sistema OCB busca transformar conhecimento em participação. O objetivo é incentivar cooperados, dirigentes e colaboradores a acompanharem os temas de interesse do cooperativismo e a se envolverem nos debates que impactam suas comunidades e seus negócios. O terceiro eixo – Representação Institucional – inclui o cooperativismo no centro da agenda de decisões, por meio do documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo, entregue aos presidenciáveis e demais candidatos em nível federal, estadual e municipal. Por fim, o eixo Comunicação e Conscientização amplia o alcance dessas discussões por meio de campanhas, materiais educativos e plataformas digitais. É nesse contexto que iniciativas como a campanha “Na hora de votar, #PensenoCoop” ganham relevância, aproximando cooperativas e representantes públicos. “É uma formação completa, que vai permitir à cooperativa entender como funciona todo o processo de participação política e como usá-la a seu favor. Em 2026, ano de eleições gerais, essa decisão é ainda mais importante no sentido de qualificar o relacionamento institucional das cooperativas com candidatos, parlamentares e gestores públicos”, destaca Eduardo Queiroz. Educação política na prática No Sistema OCB/ES, 100% dos parlamentares eleitos em âmbito estadual já firmaram um compromisso com o cooperativismo. A adesão é resultado de um trabalho consistente de representação institucional do coop capixaba. O assessor de Relações Institucionais do Sistema OCB/ES, David Duarte Ribeiro, explica que, com a ajuda do Programa de Educação Política, os atores políticos compreenderam que o cooperativismo possui uma atuação apartidária, com foco em fortalecer as cooperativas e ampliar a contribuição delas para o desenvolvimento do estado. Participante do programa desde 2023, a OCE já vem colhendo resultados significativos, como a aprovação de leis de reconhecimento e incentivo ao cooperativismo em 22 municípios capixabas. Os avanços refletem um esforço que também mobiliza quem atua na ponta. Cooperativas como a Coopram, de agricultura familiar, e a Coopersules, de transporte, passaram a dedicar painéis exclusivos ao Programa de Educação Política em seus eventos internos. “Nesses espaços, os multiplicadores apresentam a iniciativa, debatem a importância do envolvimento institucional e mostram como as decisões políticas impactam diretamente o dia a dia da cooperativa”, conta Ribeiro. Para ampliar esse alcance, o Sistema OCB/ES aposta em duas frentes complementares. A primeira é a capacitação dos multiplicadores, por meio da trilha de aprendizagem Cooperativismo e Relações Governamentais, na plataforma CapacitaCoop, garantindo que eles tenham domínio dos temas abordados. A segunda consiste em comunicar o tema de forma simples e próxima do público. “Encaminhamos materiais dinâmicos, como cartilhas digitais e pílulas de informação via WhatsApp, além de promovermos reuniões de comitês educativos. O foco é desmistificar a política, mostrando que a educação política não é sinônimo de partidarismo, mas sim um mecanismo para atuarmos em defesa do modelo de negócios cooperativo”, afirma o assessor. Construção permanente O Paraná foi o estado pioneiro na implementação do Programa de Educação Política do Sistema OCB, ainda na fase piloto, em 2018. Adaptada à realidade local, a iniciativa alcançou mais de 1 milhão de pessoas. Agora, a meta é ampliar esse alcance para 3 milhões, mobilizando as 255 cooperativas registradas na Ocepar. De acordo com a coordenadora de Relações Institucionais da entidade, Danielly Andressa da Silva, esse avanço é resultado de um trabalho contínuo de formação de coordenadores locais – lideranças indicadas pelas cooperativas para atuar como pontos focais do programa em cada organização. Os coordenadores participam regularmente de capacitações, recebem orientações técnicas e integram reuniões e fóruns promovidos pela Ocepar, garantindo alinhamento e uniformidade na condução das ações em todo o estado. “Cada vez mais lideranças compreendem que acompanhar o ambiente político-institucional não significa fazer política partidária, mas exercer uma representação institucional responsável, organizada e alinhada aos interesses do cooperativismo”, afirma. O pioneirismo também tem impacto na representatividade do coop paranaense. Hoje, 26 deputados federais e senadores do estado integram a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional. “Observamos recentemente uma evolução importante na qualidade do relacionamento institucional com os Poderes Executivo e Legislativo, permitindo que as contribuições do cooperativismo sejam apresentadas de forma técnica, propositiva e permanente”, destaca Danielly. Para a coordenadora, esse trabalho ultrapassa os períodos eleitorais e busca consolidar uma cultura permanente de representação institucional. A proposta é preparar cooperativas e lideranças para acompanhar os processos de decisão e atuar de forma organizada na defesa de pautas estratégicas para o setor. A consolidação do programa também passa por uma agenda estruturada de formação e mobilização. A Ocepar investe na capacitação contínua de lideranças, na produção de materiais de comunicação, em parcerias institucionais e em ações de sensibilização junto às cooperativas. Entre as iniciativas desenvolvidas estão o documento Propostas por um Paraná mais Cooperativo, que complementa o material elaborado pelo Sistema OCB com indicadores e prioridades para o estado, o MBA em Inteligência Política e Governos, realizado com o apoio do Sescoop/PR, além de imersões institucionais na Assembleia Legislativa do Paraná e diálogo permanente com representantes dos Executivo. Segundo Danielly, a experiência tem mostrado que o maior desafio não é executar o programa, mas consolidar uma cultura de representação institucional capaz de ampliar, de forma legítima e contínua, a influência do cooperativismo nos espaços de decisão. “Nosso objetivo hoje é fortalecer uma atuação orientada por inteligência política, preparando lideranças para compreender o ambiente institucional, antecipar tendências e qualificar o diálogo com os tomadores de decisão”, conclui.
EVENTOS
21/07/2026
Vem aí a Semana de Competitividade 2026
Evento vai discutir como fortalecer valores, identidade e práticas que impulsionam o coop
Como transformar valores cooperativistas em resultados concretos? Essa será uma das principais reflexões da Semana de Competitividade 2026, que será realizada entre os dias 11 e 13 de agosto, em Brasília. Com o tema Cultivando a Cultura Cooperativista, o evento reunirá lideranças, especialistas e profissionais do setor para discutir como a cultura cooperativista pode ser um diferencial estratégico para o fortalecimento e a competitividade das cooperativas.
Promovida pelo Sistema OCB, a iniciativa terá programação voltada ao desenvolvimento de pessoas, lideranças e estratégias capazes de fortalecer a identidade cooperativista e ampliar o engajamento dentro das organizações. Ao longo de três dias, os participantes terão acesso a palestras, painéis, salas temáticas e laboratórios com discussões sobre governança, educação cooperativista, comunicação, sucessão e experiência do cooperado.
A abertura contará com as participações do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e do presidente da ACI Américas, José Alves de Souza Neto. Na sequência, o filósofo Clóvis de Barros Filho ministrará a palestra O que é ser cooperativista no século XXI, com reflexões sobre o papel dos princípios cooperativistas diante das transformações da sociedade e do ambiente de negócios.
Durante a programação, especialistas e representantes do cooperativismo compartilharão conhecimentos e experiências sobre os desafios e oportunidades para fortalecer a cultura dentro das organizações. Entre os participantes estão a historiadora Carolina Kuk (Raiz), Fabíola Nader Motta (superintendente do Sistema OCB) e o autor e best-seller Michel Alcoforado (antropólogo), além de lideranças de cooperativas que apresentarão práticas voltadas ao desenvolvimento da cultura que envolve o modelo de negócios.
Trocas e conhecimento
Entre os destaques do evento está o painel O impacto do coop nas comunidades, que reunirá representantes do Sistema OCB, cooperativas e instituições de pesquisa para discutir a contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento local. A programação também abordará temas como memória institucional, juventude cooperativista, comunicação e conflitos geracionais, além do papel da cultura como compromisso com o futuro.
Os participantes poderão ainda aprofundar conhecimentos em quatro trilhas e laboratórios temáticos: Governança Cooperativa, Educação Cooperativista, Comunicação e Experiência, e Legado e Sucessão. A proposta é estimular a troca de conhecimentos e apresentar caminhos para que as cooperativas fortaleçam sua cultura e estejam mais preparadas para os desafios de um ambiente em constante transformação.
Para o gerente do Núcleo Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa, a cultura é um dos principais elementos para a sustentabilidade e a competitividade das cooperativas. “A cultura cooperativista está no centro da identidade das cooperativas e é fundamental para garantir sua sustentabilidade e competitividade. A Semana de Competitividade será uma oportunidade para trocar experiências, fortalecer práticas e discutir como manter vivo o propósito que move o cooperativismo”, destaca.
Saiba Mais:
Experiência brasileira é destaque em conferência mundial de crédito
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EVENTOS
20/07/2026
Experiência brasileira é destaque em conferência mundial de crédito
Regulação, inovação, segurança, inteligência artificial e sustentabilidade foram temas abordados
A experiência brasileira no cooperativismo de crédito foi destaque na programação da World Credit Union Conference (WCUC) 2026, realizada em Sydney, na Austrália, entre os dias 19 e 22 de julho. Representando o Sistema OCB, a superintendente Fabíola Nader Motta participou, nesta segunda-feira (20), do painel How Geopolitics Are Affecting Credit Unions, que discutiu os impactos das mudanças geopolíticas sobre o sistema financeiro cooperativo.
Ao lado de Fabíola, participaram do debate Jeff Guthrie, presidente e CEO da Canadian Credit Union Association e diretor do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), representando o Canadá; Scott Simpson, presidente e CEO da America's Credit Unions, pelos Estados Unidos; e Anthony Hughes, CEO do Teachers Mutual Bank, da Austrália. As lideranças compartilharam experiências sobre os desafios e as estratégias para fortalecer a resiliência das cooperativas de crédito diante de um cenário internacional cada vez mais complexo.
Organizado pelo Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), em parceria com a Customer Owned Banking Association (Coba), o encontro é considerado o principal evento internacional do cooperativismo de crédito. A edição de 2026 reúne cerca de 3 mil participantes de mais de 60 países e abre espaço para o intercâmbio de experiências sobre regulação, inovação, segurança cibernética, inteligência artificial, sustentabilidade e fortalecimento das cooperativas financeiras.
No painel, realizado no palco principal do evento, Fabíola apresentou a trajetória brasileira de consolidação do cooperativismo de crédito e destacou como o ambiente regulatório construído ao longo dos últimos anos contribuiu para o crescimento sustentável do setor. Ela compartilhou experiências sobre a capacidade das cooperativas de responder aos desafios impostos por um cenário internacional cada vez mais complexo.
Resiliência
Entre os temas debatidos estiveram os impactos das tensões geopolíticas sobre o sistema financeiro, os riscos cibernéticos, a transformação digital, o uso da inteligência artificial, a renovação geracional e o papel das cooperativas na promoção da resiliência econômica das comunidades onde atuam.
Fabíola ressaltou que o caso brasileiro demonstra que inovação financeira e segurança regulatória podem caminhar juntas. Ela também apresentou exemplos da evolução do ambiente institucional do país, marcado pelo diálogo permanente entre o setor, o Banco Central e o Congresso Nacional, o que permite avanços importantes para o cooperativismo de crédito.
"O Brasil mostra que é possível construir um ambiente em que inovação, segurança e inclusão financeira avançam de forma equilibrada. O crescimento do cooperativismo de crédito brasileiro é resultado de uma regulação proporcional, construída com diálogo e confiança entre o setor e o poder público. Essa experiência fortalece nossas cooperativas e oferece aprendizados que podem contribuir para outros países que também buscam ampliar o acesso ao sistema financeiro sem abrir mão da solidez institucional", afirmou a superintendente.
Proximidade
Outro ponto levado ao debate foi a capacidade das cooperativas de crédito de responderem às transformações econômicas mantendo o foco nas necessidades das comunidades. Segundo Fabíola, a proximidade com os cooperados permite compreender com maior precisão os impactos das mudanças econômicas sobre famílias, pequenos empreendedores e produtores rurais, o que fortalece a capacidade de adaptação das instituições.
"Em um cenário internacional marcado por mudanças constantes, as cooperativas demonstram que desenvolvimento econômico e compromisso com as pessoas podem caminhar juntos. A força do modelo está justamente na combinação entre organização sistêmica, conhecimento da realidade local e uma governança orientada pelos interesses dos próprios cooperados. É isso que torna o cooperativismo um instrumento de resiliência para as economias e para as comunidades", destacou.
A participação também reforçou o protagonismo internacional do cooperativismo brasileiro. O país possui um dos sistemas de crédito cooperativo que mais crescem no mundo, sustentado por um marco regulatório reconhecido internacionalmente e por indicadores que evidenciam sua contribuição para a inclusão financeira.
Dados do Banco Central mostram que o cooperativismo de crédito reúne 21,2 milhões de cooperados, está presente em 59% dos municípios brasileiros e é a única instituição financeira com atendimento presencial em 1.072 cidades. O setor também ultrapassou R$ 1 trilhão em ativos, responde por 8% do crédito e por 9,8% dos depósitos do Sistema Financeiro Nacional.
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REPRESENTAÇÃO
20/07/2026
Fungetur: coop defende ampliação do acesso ao crédito no turismo
Sistema OCB apresenta propostas para reduzir burocracia e valorizar riquezas locais
Foto: Câmara dos DeputadosA simplificação do acesso ao crédito e o fortalecimento do turismo regional e rural marcaram a audiência pública promovida pela Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, realizada na sexta-feira (17), em Florianópolis (SC), para discutir o aperfeiçoamento do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). Durante o debate, a diretora de Turismo da Cooptur, Rafaela Loezer Sanches, representou o Sistema OCB e defendeu mudanças na legislação para ampliar o acesso das cooperativas e dos pequenos empreendimentos aos recursos do fundo.
A audiência integra um ciclo de seminários regionais que subsidiará uma proposta de atualização da legislação do Fungetur, com foco na simplificação dos procedimentos, ampliação das linhas de financiamento e fortalecimento dos pequenos empreendimentos turísticos.
Segundo Rafaela, o cooperativismo já ocupa posição estratégica na cadeia do turismo brasileiro ao reunir cooperativas que movimentam a economia dos territórios. "As cooperativas promovem o desenvolvimento local e a geração de oportunidades econômicas em todo o país. Estudos da FIPE mostram que sua presença eleva o PIB per capita em R$ 3,9 mil e gera 25,3 empregos formais adicionais para cada mil habitantes. São dados que comprovam a capacidade do movimento em gerar prosperidade nas comunidades", afirmou.
Para a diretora, esse impacto também se reflete diretamente no turismo, especialmente em destinos de pequeno porte. "No setor turístico, essa contribuição se manifesta de forma concreta em diversas atividades que compõem a cadeia do turismo nacional. As cooperativas atuam no transporte, no crédito, na agricultura familiar, no artesanato, na gastronomia e na promoção de experiências que valorizam a cultura, as tradições e a identidade dos nossos territórios", disse.
Integração
Ainda durante sua apresentação, Rafaela destacou o Plano Nacional de Turismo Cooperativo, iniciativa liderada pelo Sistema OCB para integrar e fortalecer as ações das cooperativas no setor. "O plano representa um importante avanço para o reconhecimento das cooperativas como agentes do desenvolvimento turístico sustentável, e visa promover a integração entre os diversos ramos do cooperativismo e fortalecer a oferta de experiências que geram valor econômico, inclusão social e preservação cultural nos territórios".
Ela ressaltou, entretanto, que o potencial do cooperativismo ainda encontra obstáculos para acessar os recursos do Fungetur. "Exigências de garantias desproporcionais, burocracia nos processos, falta de padronização entre instituições financeiras e o desconhecimento das linhas disponíveis ainda limitam o potencial de muitos empreendimentos cooperativos. Por isso, defendemos o aperfeiçoamento contínuo do programa, com maior integração a mecanismos garantidores, simplificação dos procedimentos, ampliação da divulgação e fortalecimento do atendimento às cooperativas e aos pequenos empreendimentos turísticos", completou.
Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB, reforçou que ampliar o acesso das cooperativas ao crédito significa impulsionar o desenvolvimento sustentável do turismo brasileiro. "Reconhecer e fomentar as iniciativas de turismo desenvolvidas pelas cooperativas é investir em um modelo de desenvolvimento capaz de combinar crescimento econômico, inclusão social e valorização das riquezas locais, o que gera benefícios duradouros para a população. Modernizar o Fungetur é criar oportunidades para que mais cooperativas invistam, inovem e fortaleçam o turismo em todas as regiões do país", destacou.
Modernização
A presidente da Comissão de Turismo e integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputada Daniela Reinehr (SC), afirmou que as contribuições apresentadas durante os seminários regionais serão a base para a atualização da legislação do fundo. "A atual legislação tem um papel importantíssimo, mas ainda existem barreiras que impedem muitos empreendedores de acessar os recursos. Queremos construir um texto que reduza a burocracia, facilite as garantias e torne o crédito mais acessível para quem faz o turismo acontecer na ponta", declarou.
Segundo a parlamentar, as contribuições apresentadas durante os seminários regionais serão consolidadas para embasar uma proposta de modernização do Fungetur. “A iniciativa busca reduzir as barreiras ao acesso ao crédito, ampliar as possibilidades de financiamento e fortalecer o fundo como instrumento de incentivo aos investimentos no turismo brasileiro,” concluiu.
O debate reuniu representantes do Ministério do Turismo, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Fecomércio-SC, da Caixa Econômica Federal, do Badesc, da Sociedade Rural Brasileira e de entidades ligadas ao turismo.
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Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
REPRESENTAÇÃO
20/07/2026
Fungetur: coop defende ampliação do acesso ao crédito no turismo
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Foto: Câmara dos DeputadosA simplificação do acesso ao crédito e o fortalecimento do turismo regional e rural marcaram a audiência pública promovida pela Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, realizada na sexta-feira (17), em Florianópolis (SC), para discutir o aperfeiçoamento do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). Durante o debate, a diretora de Turismo da Cooptur, Rafaela Loezer Sanches, representou o Sistema OCB e defendeu mudanças na legislação para ampliar o acesso das cooperativas e dos pequenos empreendimentos aos recursos do fundo.
A audiência integra um ciclo de seminários regionais que subsidiará uma proposta de atualização da legislação do Fungetur, com foco na simplificação dos procedimentos, ampliação das linhas de financiamento e fortalecimento dos pequenos empreendimentos turísticos.
Segundo Rafaela, o cooperativismo já ocupa posição estratégica na cadeia do turismo brasileiro ao reunir cooperativas que movimentam a economia dos territórios. "As cooperativas promovem o desenvolvimento local e a geração de oportunidades econômicas em todo o país. Estudos da FIPE mostram que sua presença eleva o PIB per capita em R$ 3,9 mil e gera 25,3 empregos formais adicionais para cada mil habitantes. São dados que comprovam a capacidade do movimento em gerar prosperidade nas comunidades", afirmou.
Para a diretora, esse impacto também se reflete diretamente no turismo, especialmente em destinos de pequeno porte. "No setor turístico, essa contribuição se manifesta de forma concreta em diversas atividades que compõem a cadeia do turismo nacional. As cooperativas atuam no transporte, no crédito, na agricultura familiar, no artesanato, na gastronomia e na promoção de experiências que valorizam a cultura, as tradições e a identidade dos nossos territórios", disse.
Integração
Ainda durante sua apresentação, Rafaela destacou o Plano Nacional de Turismo Cooperativo, iniciativa liderada pelo Sistema OCB para integrar e fortalecer as ações das cooperativas no setor. "O plano representa um importante avanço para o reconhecimento das cooperativas como agentes do desenvolvimento turístico sustentável, e visa promover a integração entre os diversos ramos do cooperativismo e fortalecer a oferta de experiências que geram valor econômico, inclusão social e preservação cultural nos territórios".
Ela ressaltou, entretanto, que o potencial do cooperativismo ainda encontra obstáculos para acessar os recursos do Fungetur. "Exigências de garantias desproporcionais, burocracia nos processos, falta de padronização entre instituições financeiras e o desconhecimento das linhas disponíveis ainda limitam o potencial de muitos empreendimentos cooperativos. Por isso, defendemos o aperfeiçoamento contínuo do programa, com maior integração a mecanismos garantidores, simplificação dos procedimentos, ampliação da divulgação e fortalecimento do atendimento às cooperativas e aos pequenos empreendimentos turísticos", completou.
Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB, reforçou que ampliar o acesso das cooperativas ao crédito significa impulsionar o desenvolvimento sustentável do turismo brasileiro. "Reconhecer e fomentar as iniciativas de turismo desenvolvidas pelas cooperativas é investir em um modelo de desenvolvimento capaz de combinar crescimento econômico, inclusão social e valorização das riquezas locais, o que gera benefícios duradouros para a população. Modernizar o Fungetur é criar oportunidades para que mais cooperativas invistam, inovem e fortaleçam o turismo em todas as regiões do país", destacou.
Modernização
A presidente da Comissão de Turismo e integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputada Daniela Reinehr (SC), afirmou que as contribuições apresentadas durante os seminários regionais serão a base para a atualização da legislação do fundo. "A atual legislação tem um papel importantíssimo, mas ainda existem barreiras que impedem muitos empreendedores de acessar os recursos. Queremos construir um texto que reduza a burocracia, facilite as garantias e torne o crédito mais acessível para quem faz o turismo acontecer na ponta", declarou.
Segundo a parlamentar, as contribuições apresentadas durante os seminários regionais serão consolidadas para embasar uma proposta de modernização do Fungetur. “A iniciativa busca reduzir as barreiras ao acesso ao crédito, ampliar as possibilidades de financiamento e fortalecer o fundo como instrumento de incentivo aos investimentos no turismo brasileiro,” concluiu.
O debate reuniu representantes do Ministério do Turismo, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Fecomércio-SC, da Caixa Econômica Federal, do Badesc, da Sociedade Rural Brasileira e de entidades ligadas ao turismo.
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REPRESENTAÇÃO
16/07/2026
Governo publica MP que cria condições para renegociação de dívidas rurais
Medida cria linhas de crédito para produtores atingidos por eventos climáticos e comerciais adversos; Sistema OCB acompanhou as tratativas no Congresso e no Poder Executivo
O governo federal publicou, nesta quarta-feira (15), a Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que cria instrumentos de financiamento para renegociação de dívidas rurais. O texto autoriza a criação de linhas de crédito especiais para produtores e cooperativas agropecuárias, na qualidade de produtor rural, que tiveram perdas de safra provocadas por eventos climáticos extremos ou por quedas expressivas nos preços de comercialização de seus produtos.
O Sistema OCB acompanhou de forma permanente as tratativas conduzidas entre o governo federal, o Congresso Nacional, a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ao longo da negociação do texto, e defendeu em seus pleitos, soluções que garantissem segurança jurídica, preservação do acesso ao crédito e atendimento às necessidades das cooperativas agropecuárias, de crédito e dos produtores cooperados.
A entidade também reconhece o papel dos parlamentares da Frencoop e da FPA nas negociações, com menção especial à senadora Tereza Cristina (MS) e aos deputados Pedro Lupion (PR), Arnaldo Jardim (SP) e Alceu Moreira (RS), que atuaram na defesa dos interesses do cooperativismo mesmo diante dos desafios enfrentados ao longo do processo que resultou na Medida Provisória.
"O texto não é o ideal, não contempla todos os pontos que defendemos, mas é fruto da busca pelo entendimento neste momento e traz avanços possíveis para a atual situação. Os produtores rurais cooperados possuirão novos instrumentos para renegociarem suas dívidas e as cooperativas agropecuárias poderão participar na qualidade de produtor rural. As cooperativas de crédito terão isonomia, e poderão operar nas mesmas condições das demais instituições financeiras. Agora, vamos atuar para que a regulamentação apresente a forma de participação das cooperativas agropecuárias que não foram definidas na MP e para que a implementação seja rápida e chegue efetivamente aos produtores cooperados que dela precisam", afirmou a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
O Sistema OCB destaca que os efeitos práticos da medida como prazos, taxas e condições operacionais só poderão ser avaliados com precisão após a regulamentação dos instrumentos previstos no texto encaminhado pelo Ministério da Fazenda ao Poder Legislativo. A entidade continuará acompanhando essa etapa junto aos órgãos responsáveis.
Saiba Mais:
Senado aprova MP do frete mínimo; texto segue para sanção
Sistema OCB defende fortalecimento do seguro rural em debate nacional
Sistema OCB leva demanda de docentes cooperados à Previdência Social
REPRESENTAÇÃO
Senado aprova MP do frete mínimo; texto segue para sanção
Sistema OCB atuou por ajustes voltados à segurança jurídica e à adequação regulatória para cooperativas
Plenário do Senado. Foto: Waldemir Barreto/Agência SenadoO Plenário do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (14), a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que trata da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Com a aprovação, a matéria segue para sanção presidencial.
A medida reforça os mecanismos de fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete e amplia a rastreabilidade das operações de transporte. Entre as mudanças previstas está a obrigatoriedade do registro das operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que passa a reunir informações sobre contratante, transportador, origem, destino e valor do frete. Outra alteração diz respeito ao mecanismo de pesagem para veículos de até 74 toneladas, que passam de por eixo para peso bruto total.
Na análise pelo Senado, foram promovidos ajustes de redação relacionados à proporcionalidade das sanções aplicáveis em casos de descumprimento do piso mínimo do frete. Também foi retirado do texto o dispositivo que instituía um piso nacional de R$ 5 mil para transportadores, após deferimento de requerimento de impugnação, sob o entendimento de que a matéria era estranha ao objeto da medida provisória e apresentava vício de inconstitucionalidade.
A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, após análise da Comissão Mista instalada em 9 de junho, presidida pelo senador Carlos Fávaro (MT) e relatada pelo deputado Zé Trovão (SC). Os deputados Evair de Melo (ES) e Marussa Boldrin (GO) também tiveram atuação relevante na apresentação de destaques e emendas em defesa dos pleitos do cooperativismo, bem como os senadores Tereza Cristina (MS), Styvenson Valentim (RN) e Jaime Bagattoli (RO).
Durante toda a tramitação da MP, o Sistema OCB acompanhou as discussões no Congresso Nacional e manteve interlocução com parlamentares, lideranças do setor e entidades representativas, para defender ajustes voltados à segurança jurídica, à preservação da autonomia das cooperativas e à adequação regulatória para os ramos agropecuário e transporte.
Segundo a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o acompanhamento da regulamentação da norma continuará sendo prioridade para o cooperativismo. “Essa MP trata de um tema sensível para diferentes segmentos da economia. Ao longo da tramitação, buscamos contribuir para que o texto oferecesse maior segurança jurídica e previsibilidade às cooperativas. Com a aprovação da matéria, seguiremos acompanhando a sanção presidencial e, principalmente, o processo de regulamentação, etapa relevante para avaliação dos impactos no dia a dia das cooperativas”, declarou.
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Lar Cooperativa reúne lideranças para celebrar o Dia do Cooperativismo
Campanha nacional convida coops a fortalecer proteção às mulheres
14/07/2026
REPRESENTAÇÃO
Sistema OCB lança propostas para fortalecer fundos constitucionais
Documento reúne sugestões para ampliar atuação das coops de crédito e tornar os recursos mais acessíveis
Com foco no aperfeiçoamento das políticas públicas de financiamento regional, o Sistema OCB lançou, nesta quinta-feira 10(), o documento Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais 2027. A publicação reúne sugestões elaboradas em conjunto com o ramo crédito para ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos constitucionais, reduzir entraves e ampliar o alcance dos recursos destinados ao desenvolvimento econômico das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O material foi construído a partir da experiência do cooperativismo de crédito na execução dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do Norte (FNO), além das discussões conduzidas com representantes dos sistemas cooperativos, das Organizações Estaduais do Sistema OCB e do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (Ceco).
A proposta ganha força diante dos resultados alcançados pelo cooperativismo nos últimos anos. Atualmente, as cooperativas de crédito estão presentes em 59% dos municípios brasileiros e representam a única instituição financeira em 629 cidades. Essa capilaridade tem ampliado o acesso ao crédito em regiões onde a rede bancária tradicional é limitada.
Os números apresentados no documento evidenciam esse avanço. Desde 2015, as cooperativas já operacionalizaram mais de R$ 7,7 bilhões em recursos do FCO e do FNO, distribuídos em mais de 26,8 mil operações. Somente em 2025, foram R$ 2,2 bilhões contratados em cerca de 8 mil operações, o maior volume da série histórica. Além de ampliar o acesso ao financiamento, o modelo cooperativista também contribui para uma distribuição mais pulverizada dos recursos, o que permite alcançar um número maior de pequenos produtores e empreendedores.
"As cooperativas de crédito conhecem a realidade das comunidades onde atuam e têm mostrado que conseguem levar crédito com eficiência, responsabilidade e proximidade. As propostas reunidas neste documento foram construídas a partir dessa experiência e buscam aperfeiçoar os fundos constitucionais para ampliar seu alcance e garantir que mais produtores, empreendedores e pequenos negócios tenham acesso aos recursos necessários para investir e crescer", destaca a gerente-geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia.
Eixos
As propostas estão organizadas em três eixos. O primeiro reúne sugestões de aperfeiçoamento da legislação, como a ampliação da participação das cooperativas nos repasses dos fundos e a inclusão do Sistema OCB nos Conselhos Deliberativos das Superintendências de Desenvolvimento Regional. O segundo trata de ajustes regulatórios para fortalecer a participação das cooperativas na construção das diretrizes e das Programações Anuais dos Fundos. Já o terceiro apresenta medidas operacionais voltadas à simplificação de procedimentos, atualização de limites, redução da burocracia e maior previsibilidade na aplicação dos recursos.
Outro ponto de destaque é a ampliação da atuação das cooperativas no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Embora ainda não operem os recursos de forma efetiva, o documento demonstra que o cooperativismo já possui presença relevante em municípios atendidos pela Sudene. Para o Sistema OCB, essa estrutura representa uma oportunidade de ampliar a inclusão financeira e potencializar os resultados da política pública na região.
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REPRESENTAÇÃO
Cooperativas de crédito superam R$ 1 trilhão em ativos e ampliam alcance
Panorama do Banco Central mostra que o segmento cresce de maneira sustentável
As cooperativas de crédito encerraram 2025 com mais um ano de expansão. Dados do Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), divulgado pelo Banco Central, mostram que o segmento ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão em ativos, ampliou sua presença territorial e chegou ao fim do ano com 21,2 milhões de cooperados em todo o país.
"Os dados do Banco Central confirmam uma tendência que acompanhamos há vários anos: as cooperativas de crédito crescem porque entregam valor aos seus cooperados e às comunidades onde estão inseridas. Esse avanço representa maior acesso ao crédito, fortalecimento dos pequenos negócios, apoio ao agronegócio e inclusão financeira em regiões onde muitas vezes o cooperativismo é a principal porta de entrada para serviços financeiros”, destaca a gerente-geral de negócios do Sistema OCB, Clara Maffia.
O levantamento revela que o SNCC alcançou 59% dos municípios brasileiros, mantendo a trajetória de expansão da rede de atendimento presencial. Ao mesmo tempo, cresceu o número de cidades que contam com uma cooperativa de crédito desempenhando, em muitos casos, o papel de única instituição financeira presente no município, o que aumenta o acesso da população aos serviços financeiros.
Outro destaque é a evolução da base de associados. Em dezembro de 2025, o cooperativismo de crédito contabilizava 21,2 milhões de cooperados, sendo 17,8 milhões de pessoas físicas e 3,4 milhões de pessoas jurídicas. O crescimento foi de 10,4% em relação ao ano anterior. Nos últimos quatro anos, o número de cooperados aumentou 55,9%.
Os ativos totais chegaram a R$ 1,04 trilhão, avanço de 17% sobre 2024, desempenho superior ao registrado pelo restante do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O crescimento foi impulsionado principalmente pelas operações de crédito, que seguem como o principal componente dos ativos das cooperativas.
As captações acompanharam esse movimento e atingiram R$ 834,4 bilhões, alta de 17,6% em doze meses. O desempenho fortalece a capacidade das cooperativas de financiar operações voltadas especialmente às micro, pequenas e médias empresas, além do agronegócio, segmentos em que o cooperativismo possui atuação historicamente relevante.
O estudo também aponta crescimento da participação do cooperativismo de crédito no SFN. Em dezembro de 2025, o segmento representava 6,3% dos ativos, 8% da carteira de crédito e 9,8% dos depósitos.
Mesmo diante de um ambiente econômico mais desafiador e de aumento do risco da carteira de crédito, o Banco Central destaca que o nível de provisões permaneceu acima das perdas esperadas e que os indicadores de capitalização continuam confortáveis, preservando a solidez das cooperativas e sua capacidade de expansão sustentável.
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09/07/2026
REPRESENTAÇÃO
Publicado decreto que regulamenta a Lei do Segurado Especial
Norma garante segurança jurídica e preserva direitos previdenciários de produtores rurais cooperados
Uma conquista construída ao longo de mais de 15 anos de diálogo e articulação do cooperativismo brasileiro acaba de dar mais um passo importante. Foi publicado, nesta semana, o Decreto 13.054/2026, que regulamenta a Lei 15.072/2024 e estabelece as regras para garantir que produtores rurais associados a cooperativas mantenham a condição de segurado especial da Previdência Social.
Na prática, a regulamentação dá segurança jurídica para a aplicação da lei, ao esclarecer quais cooperativas são abarcadas pela norma e como os direitos previdenciários dos cooperados devem ser preservados. A medida beneficia milhares de agricultores familiares e demais trabalhadores do meio rural que encontram no cooperativismo uma forma de fortalecer sua produção, ampliar oportunidades e gerar renda sem abrir mão da proteção previdenciária.
A publicação do decreto representa a etapa final de uma agenda acompanhada de perto pelo Sistema OCB desde a publicação do Projeto de Lei (PL) 488/2011 (PL 1.754/2024), transformado na Lei 15.072. Além de atuar durante toda a tramitação da proposta no Congresso Nacional, a entidade participou das discussões para a regulamentação da norma junto ao governo federal.
"A publicação deste decreto representa a conclusão de um trabalho construído ao longo de muitos anos de diálogo e articulação. A regulamentação traz a segurança jurídica necessária para que a Lei 15.072 seja plenamente aplicada, ao garantir que os produtores rurais possam participar das cooperativas sem renunciar aos direitos da condição de segurado especial. É uma conquista importante para milhares de famílias que encontram no cooperativismo um caminho para produzir, gerar renda e desenvolver suas comunidades”, afirma a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
O que muda
A Lei 15.072 já havia assegurado que a participação em cooperativas não descaracteriza a condição de segurado especial, regime previdenciário destinado a trabalhadores rurais que exercem suas atividades em regime de economia familiar.
Agora, o decreto detalha como essa regra deve ser aplicada e define quais cooperativas estão contempladas. Estão enquadradas as cooperativas agropecuárias; de habitação rural; de infraestrutura que atuam na geração e distribuição de energia ou na oferta de telecomunicações em áreas rurais; e de crédito autorizadas a operar com crédito rural. As cooperativas de trabalho seguem fora desse enquadramento, conforme previsto na legislação.
A regulamentação também confirma que o cooperado poderá exercer mandato eletivo em sua cooperativa, recebendo a remuneração correspondente à função, sem perder a condição de segurado especial, desde que continue exercendo sua atividade rural e cumpra os requisitos previstos na legislação.
Conquista construída pelo cooperativismo
A regulamentação encerra uma longa mobilização institucional em defesa dos produtores rurais cooperados. Antes da aprovação da Lei, mudanças na legislação previdenciária haviam criado insegurança jurídica e colocado em dúvida a manutenção da condição de segurado especial de agricultores familiares que integravam cooperativas ou exerciam cargos de gestão nessas organizações.
Ao longo da tramitação da proposta, o Sistema OCB atuou de forma articulada com o senador Flávio Arns (PR), os deputados Heitor Schuch (RS) e Carlos Veras (PE), além da CONTAG, na construção de uma solução que respeitasse as características do modelo cooperativista e garantisse segurança jurídica aos cooperados.
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08/07/2026
REPRESENTAÇÃO
Força do cooperativismo é celebrada em Sessão Solene na Câmara
Parlamentares, lideranças e representante da ONU destacam impacto do movimento no Brasil
O cooperativismo brasileiro foi homenageado, nesta terça-feira (7), em Sessão Solene realizada na Câmara dos Deputados, em celebração ao Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado anualmente no primeiro sábado de julho. A cerimônia, requerida pelo deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), reuniu parlamentares, lideranças cooperativistas, representantes de organismos internacionais e dirigentes do Sistema OCB para reconhecer a contribuição do modelo para o desenvolvimento econômico e social do país.
A solenidade evidenciou o momento de fortalecimento vivido pelo cooperativismo brasileiro, marcado pelo reconhecimento internacional, pelos avanços conquistados no Congresso Nacional e pelo crescimento do movimento em diferentes regiões do país. Também reforçou a importância da atuação conjunta entre o Sistema OCB e a Frencoop na construção de um ambiente jurídico e institucional cada vez mais favorável ao setor.
Ao abrir a sessão, Arnaldo Jardim destacou que o movimento reúne desenvolvimento econômico e inclusão social em um mesmo modelo de organização. "Tenho convicção de que o cooperativismo representa uma síntese capaz de estimular o empreendedorismo, ao mesmo tempo em que reduz desigualdades e amplia oportunidades. Os dados comprovam isso: onde o cooperativismo está presente, os indicadores econômicos e sociais são melhores. Cooperativismo presente é sinônimo de qualidade de vida", afirmou.
O parlamentar também ressaltou a atuação do Congresso Nacional na defesa das cooperativas e lembrou conquistas recentes, como o tratamento dado ao ato cooperativo durante a Reforma Tributária e a aprovação de projetos voltados ao fortalecimento de diferentes ramos, como os de Crédito e Seguros.
Prosperidade
Ao longo da cerimônia, deputados e senadores reforçaram o papel das cooperativas na geração de emprego, renda, inclusão financeira, desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida das comunidades, o que garante maior prosperidade para todos os envolvidos.
O deputado Hildo Rocha (MA) afirmou que o cooperativismo representa um modelo capaz de ampliar oportunidades, especialmente para pequenos produtores. "O cooperativismo coloca as pessoas no centro do desenvolvimento. É um modelo que promove trabalho, inclusão, prosperidade e justiça social. Precisamos continuar fortalecendo políticas públicas que ampliem o acesso ao crédito, incentivem a inovação e criem um ambiente favorável ao crescimento das cooperativas", declarou.
Vice-presidente da Frencoop pela Câmara, o deputado Sérgio Souza (PR) lembrou a mobilização do setor durante a tramitação da Reforma Tributária e salientou que a articulação política é decisiva para preservar os interesses das cooperativas. “Se não houvesse aquela mobilização, talvez não tivéssemos conseguido assegurar o ato cooperativo na Constituição. Isso mostra a importância da representatividade e do diálogo permanente entre o cooperativismo e o Parlamento”, disse.
A senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop pelo Senado, reforçou que o cooperativismo é um modelo que produz resultados concretos para a sociedade. "Onde existe cooperativismo, existe qualidade de vida, crescimento econômico e alto índice de desenvolvimento humano. É um modelo que funciona e que precisa chegar cada vez mais às regiões onde ainda está em expansão".
Na mesma linha, o deputado Pedro Lupion (PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), ressaltou a relevância econômica das cooperativas, especialmente no agronegócio, e defendeu a disseminação do modelo para outras regiões do país. "Quem conhece o cooperativismo sabe o quanto ele transforma economias locais, gera empregos e fortalece comunidades. Precisamos continuar mostrando esses resultados para todo o Brasil."
Impacto permanente
Também participaram da sessão os deputados Domingos Sávio (MG), Evair de Melo (ES), Airton Faleiro (PA), Tião Medeiros (PR) e Alceu Moreira (RS), que acrescentaram diferentes aspectos da contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento do país.
Para Domingos Sávio, o cooperativismo representa um modelo capaz de conciliar empreendedorismo e solidariedade. "É a livre iniciativa com gestão solidária, uma junção que permite que todos cresçam juntos e melhora a qualidade de vida das pessoas", considerou.
Evair de Melo falou sobre o impacto das cooperativas na economia e nos indicadores sociais. "Onde há cooperativas fortes, há melhores índices de desenvolvimento humano, educação, segurança e renda. O cooperativismo emancipa as pessoas por meio do trabalho e da prosperidade", disse.
Já Airton Faleiro defendeu que a homenagem prestada pela Câmara "Esta sessão solene é uma forma de reconhecer a importância das cooperativas para o Brasil. O cooperativismo reúne o campo e a cidade e fortalece diferentes setores da economia", observou.
O deputado Tião Medeiros lembrou que o cooperativismo foi recentemente reconhecido como patrimônio da cultura nacional e ressaltou seu alcance. "São mais de 26 milhões de brasileiros cooperados. Valorizar o movimento é também incentivar que cada vez mais pessoas conheçam esse modelo de desenvolvimento coletivo", afirmou.
Encerrando as manifestações, Alceu Moreira defendeu a ampliação da participação das cooperativas em áreas estratégicas do país. "A cooperativa preserva sua história, gera confiança e tem capacidade para prestar serviços essenciais ao Estado com eficiência e compromisso. O cooperativismo é uma questão de alma", declarou.
Também estiveram presentes os deputados Zé Victor (MG), Coronel Chrisóstomo (RO), Luiz Gastão (CE) e Pedro Westphalen (RS).
Reconhecimento internacional
Representando as Nações Unidas no Brasil, Igor Garafulic destacou que as cooperativas desempenham um papel estratégico na construção de sociedades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis. Segundo ele, o cooperativismo demonstra, na prática, que é possível combinar prosperidade econômica com participação democrática, solidariedade e desenvolvimento sustentável.
"O Brasil construiu um dos marcos legais mais sólidos para o desenvolvimento do cooperativismo. As cooperativas fortalecem a confiança entre as pessoas, ampliam oportunidades econômicas e contribuem para comunidades mais resilientes. Elas ajudam a construir aquilo que as Nações Unidas chamam de paz positiva", afirmou.
Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB, agradeceu o apoio permanente da Frencoop e do Congresso Nacional às pautas do cooperativismo. Segundo ela, o movimento vive um momento histórico de expansão e reconhecimento. "O cooperativismo transforma realidades onde está presente. Nosso compromisso é estar onde o cooperado está, levando prosperidade para as comunidades brasileiras. Hoje somos 28 milhões de cooperados construindo um país mais forte, mais justo e mais sustentável."
Tania também reforçou que o Sistema OCB seguirá atuando ao lado dos parlamentares e das organizações estaduais para ampliar a presença do cooperativismo nas políticas públicas e consolidar um ambiente cada vez mais favorável ao crescimento do setor.
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07/07/2026
REPRESENTAÇÃO
Crédito e seguro rural como estratégia para reduzir riscos no campo
Integração entre financiamento e proteção ganha força diante do aumento dos eventos climáticos
A sucessão de secas, geadas, enchentes e outras ocorrências climáticas extremas tem acelerado uma mudança no debate sobre a política agrícola brasileira. Representantes do setor produtivo, incluindo o cooperativismo, parlamentares e especialistas defendem que crédito e seguro rural deixem de ser tratados como instrumentos independentes e passem a atuar de forma integrada, a fim de ampliar a segurança financeira do produtor e reduzir os riscos para toda a cadeia do agronegócio.
A avaliação do Sistema OCB é de que o fortalecimento simultâneo dessas duas políticas pode aumentar a previsibilidade da renda no campo, reduzir a inadimplência das operações de crédito e oferecer maior segurança às cooperativas e instituições que financiam a produção agropecuária. Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes, o seguro rural passa a ser visto como complemento indispensável ao financiamento da atividade.
Para o gerente Técnico e Econômico da entidade, João Prieto, a combinação entre crédito e gestão de riscos precisa ser considerada com celeridade. "O crédito é fundamental para garantir investimento, produção e desenvolvimento econômico no campo. Mas, diante do aumento dos riscos climáticos, o seguro rural também passa a ser uma ferramenta indispensável para dar previsibilidade e segurança tanto para os produtores quanto para as cooperativas", declara.
Prieto considera que fortalecer esses mecanismos significa proteger toda a cadeia produtiva. "As cooperativas atuam diretamente no suporte aos produtores, especialmente em momentos de dificuldade. Ampliar o acesso ao crédito e modernizar os instrumentos de gestão de risco rural é uma medida essencial para garantir competitividade, continuidade produtiva e estabilidade econômica no agro brasileiro”.
Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosA avaliação é compartilhada pelo deputado Sérgio Souza (PR), coordenador de Infraestrutura da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Segundo ele, o país precisa consolidar uma política de gestão de riscos compatível com a dimensão da agropecuária brasileira. "O seguro rural deixou de ser um instrumento acessório e passou a ser uma necessidade para a sustentabilidade da produção agropecuária. Quando o produtor conta com financiamento aliado a mecanismos eficientes de proteção, reduz o risco da atividade, preserva a capacidade de pagamento e garante mais segurança para toda a cadeia produtiva".
O parlamentar também acredita que ampliar a cobertura do seguro contribui, ainda, para reduzir a exposição das instituições financeiras e estimular novos investimentos no campo, criando um ambiente de maior previsibilidade para produtores, cooperativas e agentes de crédito. “Essa integração beneficia os produtores, mas também todo o sistema de financiamento agropecuário. Com menor risco de perdas decorrentes de eventos climáticos, a tendência é de redução da inadimplência, maior estabilidade das operações de crédito e ampliação da capacidade de investimento das cooperativas de crédito e agropecuárias”, complementa.
O tema também avança no Congresso Nacional. Entre as propostas em discussão está o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop. A proposta busca modernizar a política nacional de seguro rural, ampliar as fontes de financiamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), fortalecer o Fundo de Catástrofe e ampliar a cobertura securitária no país.
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03/07/2026
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
INOVAÇÃO
30/04/2026
AnuárioCoop: cooperativas devem preencher questionário até 3 de junho
Atualização via SouCoop garante dados mais precisos e fortalece a leitura do cooperativismo no país
Cooperativas de todo o país tem até 3 de junho para preencher os questionários do SouCoop e garantir a atualização das informações que irão compor AnuárioCoop 2026. A etapa é essencial para consolidar a principal base de dados do cooperativismo brasileiro, utilizada como referência para construção de estudos, análise de desempenho, formulação de estratégias e fortalecimento da representação institucional do setor. A qualidade e a consistência dessas informações dependem diretamente do engajamento das cooperativas no envio de dados completos, atualizados e alinhados à realidade de suas operações.
O AnuárioCoop cumpre um papel central na organização e na visibilidade do cooperativismo no Brasil. A partir dos dados consolidados, o Sistema OCB consegue ampliar a capacidade de diálogo com o poder público, qualificar a defesa de pautas prioritárias e direcionar políticas e projetos mais aderentes às necessidades das cooperativas. Além disso, o material contribui para evidenciar, de forma estruturada, a relevância econômica e social do setor, com impactos concretos na geração de emprego, renda e desenvolvimento sustentável em diferentes regiões do país.
“O preenchimento dos questionários do Anuário no SouCoop é fundamental para que possamos retratar, com precisão, a realidade do cooperativismo brasileiro. São essas informações que sustentam nossas análises, fortalecem a nossa atuação institucional e ampliam a visibilidade do setor”, destaca o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa.
A recomendação é que as cooperativas realizem o preenchimento com antecedência, com tempo hábil para revisão das informações e para evitar possíveis instabilidades decorrentes do acesso concentrado nos últimos dias do prazo. A mobilização coletiva é determinante para assegurar um retrato fiel, atualizado e representativo do cooperativismo brasileiro, o que fortalece a capacidade de planejamento e atuação de todo o movimento.
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INOVAÇÃO
09/03/2026
Workshop reúne OCEs para mapear uso de inteligência artificial
Pontos focais vão diagnosticar maturidade digital e estruturar iniciativas no cooperativismo
O Sistema OCB realizou na sexta-feira (6), em Brasília, o Workshop de Mapeamento de Soluções de Inteligência Artificial com Pontos Focais das Organizações Estaduais do Cooperativismo (OCEs). O encontro discutiu o uso estratégico da tecnologia nos nas unidades do cooperativismo em todo o Brasil. A iniciativa integra o Plano Institucional de Uso de Inteligência Artificial, que busca, ao mesmo tempo, ampliar o conhecimento sobre a tecnologia entre os colaboradores e levantar um diagnóstico nacional sobre o nível de adoção de ferramentas de IA no cooperativismo.
A proposta do encontro foi promover um momento de escuta ativa, alinhamento conceitual e construção coletiva de oportunidades de aplicação da tecnologia nas rotinas de trabalho das organizações. Durante as atividades, os participantes compartilharam experiências, levantaram desafios e discutiram caminhos para incorporar soluções baseadas em inteligência artificial de forma estruturada e responsável.
Um dos principais pontos abordados ao longo do workshop foi a abordagem metodológica para adoção da tecnologia. A mensagem central foi de que a implementação de IA não deve começar pela escolha de ferramentas tecnológicas, mas pela compreensão detalhada dos processos organizacionais.
Nesse sentido, os debates destacaram a importância de mapear fluxos de trabalho já existentes, identificar gargalos operacionais, compreender as principais necessidades das equipes e, somente a partir desse diagnóstico, avaliar quais etapas poderiam se beneficiar de automação ou apoio analítico.
A proposta busca evitar um problema comum em iniciativas de inteligência artificial: a adoção de soluções tecnológicas sem um diagnóstico claro dos processos. Quando isso ocorre, é frequente que projetos avancem até a fase de protótipos, mas não se consolidem como soluções efetivas no dia a dia das organizações.
Durante o encontro, os participantes também foram estimulados a refletir sobre o papel da tecnologia como instrumento de melhoria de processos. A inteligência artificial foi apresentada como uma ferramenta capaz de ampliar eficiência e apoiar a tomada de decisão, desde que aplicada sobre atividades com objetivos bem definidos e estrutura operacional clara.
A programação incluiu dinâmicas de trabalho colaborativas, nas quais os representantes das OCEs puderam analisar rotinas institucionais, identificar oportunidades de aprimoramento e discutir possíveis frentes de inovação que possam ser exploradas futuramente no Sistema.
O workshop integra o projeto de construção do Plano Institucional de Uso de Inteligência Artificial do Sistema OCB, iniciativa que será desenvolvida ao longo de 2026 com a participação das unidades estaduais. Nesse processo, os pontos focais terão papel importante no acompanhamento das discussões técnicas e no compartilhamento de informações sobre iniciativas e necessidades identificadas nos estados.
“O objetivo é entender como as organizações estaduais já utilizam ou pretendem utilizar inteligência artificial em suas rotinas e, a partir disso, estruturar um plano consistente para o Sistema OCB. Estamos falando de uma tecnologia com enorme potencial para aumentar eficiência, apoiar decisões e qualificar ainda mais nossos serviços.” destacou o coordenador do projeto e gerente geral do Sescoop, Ivan Mafra.
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INOVAÇÃO
Guia orienta cooperativas a acessar recursos do FNDCT para inovação
Cartilha do Sistema OCB e da Finep detalha caminhos para financiar projetos de ciência e tecnologia
O Sistema OCB disponibilizou, nesta sexta-feira (23), a cartilha Guia de Acesso ao FNDCT por Cooperativas, material que reúne informações práticas para apoiar cooperativas interessadas em acessar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Elaborado em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o guia esclarece regras, modalidades e etapas do processo.
A publicação foi organizada após a sanção da Lei 15.184/2025, que incluiu formalmente as cooperativas entre os beneficiários diretos do FNDCT e autorizou o uso do superávit financeiro do Fundo para operações de financiamento. Com isso, projetos de ciência, tecnologia e inovação desenvolvidos por cooperativas passam a ter acesso a um volume expressivo de recursos, operados principalmente pela Finep, secretaria executiva do Fundo.
O guia apresenta o funcionamento do FNDCT, suas fontes de recursos e a evolução recente do orçamento, que atingiu patamares recordes nos últimos anos. Também explica as modalidades disponíveis (reembolsáveis e não reembolsáveis), os requisitos legais e estatutários para participação, além da documentação necessária para submissão de propostas.
Oportunidade
Outro destaque do material é a contextualização do papel das cooperativas no ecossistema nacional de inovação. Dados apresentados no guia indicam que a maioria das cooperativas reconhece a inovação como elemento estratégico, mas aponta o financiamento como um dos principais entraves para tirar projetos do papel. Nesse cenário, o acesso ao FNDCT representa uma oportunidade para ampliar iniciativas em áreas como conectividade no campo, energia limpa, digitalização de processos, agricultura de precisão e economia circular.
Nesta quinta (22), o Sistema OCB e a Finep assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para ampliar e organizar o acesso das cooperativas aos instrumentos de financiamento à inovação, como o FNDCT. O acordo estabelece uma agenda de trabalho voltada à orientação técnica, capacitação e divulgação das linhas disponíveis a fim de oferecer condições mais claras para que cooperativas de diferentes ramos consigam estruturar e viabilizar projetos de pesquisa e desenvolvimento.
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23/01/2026
INOVAÇÃO
InovaCoop lança videocast com 16 episódios
Produção reúne cases, especialistas e tendências da inovação cooperativista
O Sistema OCB acaba de lançar uma novidade no InovaCoop, com 16 episódios gravados durante o World Cooperative Management (WCM). A produção traz conversas diretas, práticas e inspiradoras sobre inovação no cooperativismo, além de reunir lideranças, especialistas e gestores de cooperativas de diferentes ramos.
Disponível na trilha Ensina Vídeos da plataforma InovaCoop, a série apresenta um panorama atual das tendências, dos desafios e das oportunidades que têm moldado o futuro das cooperativas no Brasil. Cada episódio traz aprendizados de lideranças, especialistas e gestores que, de diferentes ramos e regiões, compartilham caminhos concretos para inovar com propósito.
Confira os destaques da série, aprofunde seus conhecimentos e descubra ideias, caminhos e estratégias que podem inspirar o futuro da sua cooperativa:
1. Cultura de inovação e evolução do RH – Comigo
Com participação de Tani Melo, Gerente de RH, e Pâmela Costenaro, coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas da Comigo, uma das maiores cooperativas agroindustriais do Brasil, o episódio mostra como a gestão de pessoas se tornou eixo estratégico para inovação e fortalecimento cultural.
2. Políticas públicas e ambiente regulatório
Geraldo Magela Silva, assessor institucional da Ocemg, explica como marcos regulatórios bem estruturados podem acelerar a inovação no cooperativismo.
3. Transformação digital na saúde – Unimed São Sebastião do Paraíso
Matheus Colombaroli, diretor-presidente da Unimed São Sebastião do Paraíso, detalha como a digitalização reduziu retrabalhos e melhorou a experiência dos beneficiários.
4. Reinvenção e competitividade – Coopresa
Lívia Maria, presidente da Coopresa, apresenta a jornada de modernização de uma cooperativa de manutenção aeronáutica diante de um mercado altamente exigente.
5. Modernização com raízes cooperativistas – Coopama
Fernando Caixeta Vieira, diretor-presidente da Coopama, e Marcelo Rocha Nogi, superintendente financeiro, contam como a cooperativa fundada em 1944 atualiza processos sem perder sua essência.
6. Design Thinking para cooperativas
Hellen Beck, analista de inovação do Sistema OCB, mostra como a abordagem centrada nas pessoas fortalece a inovação interna.
7. Pacto Sistêmico de Estratégia – Sicoob
George Laporta, gerente nacional de performance corporativa do Sicoob, explica como o maior sistema financeiro cooperativo do país construiu um direcionamento unificado, sem abrir mão da autonomia das cooperativas.
8. Jornada de inovação da Unimed-BH
Frederico Peret, diretor-presidente da Unimed-BH, apresenta a estratégia de uma das cooperativas mais inovadoras do setor de saúde.
9. Sistemas de gestão da inovação
Hélio Gomes de Carvalho, professor doutor, consultor e especialista em inovação, detalha como estruturar processos, medir resultados e fortalecer a cultura inovadora.
10. Oportunidades da Lei 15.184 e acesso ao FNDCT
Fabíola Nader Motta, gerente-geral do Sistema OCB, explica como o novo marco de fomento pode ampliar a competitividade das cooperativas.
11. Financiamento da inovação
Fernanda Freitas, gerente de inovação na ABGi Brasil, aborda caminhos e ferramentas para captar recursos e viabilizar projetos inovadores.
12. Inovação na expansão da Transpocred
Diogo Angioleti, líder de Gente, Gestão e Inovação da Transpocred, mostra como a cooperativa de crédito do transporte cresceu ao pensar fora da caixa.
13. Conexão entre academia e cooperativismo
Valéria Fully, doutora em Economia Aplicada pela UFV, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), analisa como a integração entre pesquisa, educação e cooperativas gera soluções transformadoras.
14. Intercooperação como força competitiva
Geâne Ferreira, gerente-geral do Sescoop/DF, apresenta iniciativas que conectam unidades estaduais e ampliam o desenvolvimento sistêmico.
15. Inovação com propósito – episódio de estreia
Lisiane Lemos, referência nacional em tecnologia, liderança e equidade, discute como inovação e propósito se complementam no cooperativismo brasileiro.
16.Inteligência artificial, letramento digital e o futuro das organizações
Gil Giardelli, cofundador da Quinta Era e membro do comitê de IA para Países em Desenvolvimento, fala sobre as mudanças provocadas pela inteligência artificial e o que organizações precisam fazer para navegar essa transformação com responsabilidade e visão de longo prazo.
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Documentário sobre o coop celebra histórias reais de transformação
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09/12/2025
INOVAÇÃO
InovaCoop lança área dedicada ao uso da Inteligência Artificial
Nova seção reúne conteúdo e facilita acesso de cooperativas a ferramentas e casos de sucesso
A inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina de diversas cooperativas brasileiras e agora ganhou um espaço exclusivo no InovaCoop. A plataforma de inovação do cooperativismo lançou a aba Saiba Mais IA, que reúne conteúdos acessíveis e práticos para apoiar cooperativas de todos os ramos na adoção dessa tecnologia.
O novo espaço chega para facilitar a vida de dirigentes, colaboradores e cooperados interessados em entender como aplicar a IA em processos, serviços e estratégias de negócios. Nele é possível encontrar desde guias básicos até materiais mais avançados sobre temas como engenharia de prompt, governança de dados, uso de ferramentas gratuitas e pagas, além de vídeos explicativos.
Segundo Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, a iniciativa tem como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento. “A inteligência artificial não é uma solução mágica. Ela gera bons resultados quando está alinhada ao propósito da cooperativa e apoiada em dados estruturados. O Saiba Mais IA foi pensado justamente para oferecer conteúdos claros, práticos e úteis, que ajudem as cooperativas a avançarem nessa jornada de forma estratégica”, afirma.
Casos inspiradores
A nova aba também apresenta exemplos concretos do uso da inteligência artificial no cooperativismo. Um dos destaques é a Unimed Grande Florianópolis, que implementou o Robô Laura, sistema de IA capaz de monitorar em tempo integral sinais vitais de pacientes. A tecnologia identifica riscos de sepse em tempo real, permitindo respostas rápidas e aumentando a segurança do atendimento hospitalar.
No agro, a Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, utiliza inteligência artificial para classificar cafés especiais. O sistema garante precisão na avaliação dos grãos, valoriza a produção dos cooperados e fortalece a competitividade no mercado internacional.
Já no crédito, cooperativas começam a explorar soluções de IA para análise de riscos e atendimento ao cooperado, abrindo caminho para serviços mais personalizados e ágeis.
“O cooperativismo tem a preocupação de beneficiar a todos. Quando uma cooperativa adota IA, busca não apenas melhorar processos, mas entregar soluções que impactam positivamente a vida dos cooperados e das comunidades”, destaca Guilherme.
Jornada coletiva
Além de guias e cases, o Saiba Mais IA traz e-books sobre dados e governança, tema fundamental para o uso responsável da tecnologia. A proposta é estimular reflexões e oferecer ferramentas que preparem as cooperativas para aproveitar ao máximo as soluções disponíveis.
A ideia é que cada cooperativa, independentemente do ramo ou porte, encontre recursos para iniciar ou aprofundar sua jornada com inteligência artificial. “O movimento é claro: a IA tende a se tornar cada vez mais presente e acessível. As cooperativas têm todas as condições de liderar esse processo com responsabilidade e impacto social. O Saiba Mais IA é um convite para darmos juntos os próximos passos nessa transformação”, conclui Guilherme
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04/09/2025
INOVAÇÃO
ConecteCoop: conheça novo jogo sobre o cooperativismo
Com dinâmicas interativas, game aproximou sociedade do cooperativismo durante o Dia C
O cooperativismo brasileiro ganhou, no último sábado (30), uma ferramenta inédita para se aproximar ainda mais da sociedade: o ConecteCoop, game virtual desenvolvido pelo Sistema OCB para apresentar, de forma lúdica e interativa, os princípios e a força transformadora das cooperativas. A aplicação ocorreu durante o Dia de Cooperar (Dia C), iniciativa que mobiliza cooperativas de todo o Brasil em ações de voluntariado e solidariedade.
A escolha do Dia C para a estreia não foi por acaso. O evento reúne um público diversificado, com pessoas que, muitas vezes, ainda não conhecem o movimento cooperativista. Nesse contexto, o game se mostrou uma porta de entrada criativa e acessível para despertar o interesse de diferentes gerações pelo tema.
A fase piloto
O ConecteCoop foi testado em duas localidades: Campo Grande (MS) e Brasília (DF). Em Campo Grande, a dinâmica aconteceu no Poliesportivo Mamede Assem José, na Vila Almeida, reunindo 41 jogadores. Já em Brasília, a experiência foi realizada no estacionamento do Fórum de Planaltina, com a participação de 109 pessoas.
Ao todo, 150 participantes experimentaram o jogo, interagindo com a proposta de construir uma rede de conexões e descobrir, na prática, como o cooperativismo se fortalece pela soma de esforços.
No game, cada jogador assume um personagem que precisa conquistar cooperados virtuais ao longo de sua jornada. A cada desafio cumprido, a rede cresce, simbolizando como a colaboração gera impacto coletivo e amplia resultados. De forma simples e divertida, o público pôde entender a lógica da cooperação e os benefícios do modelo.
Para o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Souza Costa, o piloto confirmou que o game tem potencial de se tornar uma ferramenta estratégica para a comunicação do movimento.
“O ConecteCoop mostra que é possível explicar o cooperativismo de forma leve e envolvente. O piloto nos mostrou que o game tem potencial para ser utilizado em diferentes eventos e espaços, ajudando a atrair novos públicos para conhecer a nossa forma de organização”, avaliou.
Apoio das OCEs
A realização do piloto contou com o apoio das Organizações das Cooperativas Estaduais de Mato Grosso do Sul (OCB/MS) e do Distrito Federal (OCB/DF), que mobilizaram equipes e voluntários para viabilizar as ações. A parceria foi fundamental para garantir a estrutura, o engajamento e a receptividade local.
Inovação e futuro
O lançamento do ConecteCoop faz parte de uma estratégia mais ampla do Sistema OCB de investir em ferramentas inovadoras de aproximação com a sociedade. A ideia é que o game seja utilizado em grandes eventos, escolas, feiras, encontros comunitários e ambientes digitais, fortalecendo a presença do cooperativismo em diferentes espaços.
“Estamos sempre em busca de novas formas de dialogar com a sociedade. O ConecteCoop é mais uma prova de que o cooperativismo tem linguagem atual e pode se conectar com diferentes gerações”, concluiu Guilherme.
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01/09/2025
INOVAÇÃO
Sistema OCB apoia internacionalização do empreendedorismo feminino
Evento promovido pela ApexBrasil reforça importância de impulsionar negócios liderados por mulheres
O Sistema OCB marcou presença no evento Mulheres e Negócios Internacionais – Territórios, promovido pela ApexBrasil no dia 10 de junho, em Salvador (BA). A ação teve como foco a capacitação, inspiração e conexão de mulheres empreendedoras com o mercado internacional e se insere no âmbito do Programa Mulheres e Negócios Internacionais, iniciativa que integra também a Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino.
Representando o cooperativismo, a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/BA, Jussiara Lessa, acompanhou a programação que contou com painéis, oficinas e apresentações de cases de sucesso protagonizados por mulheres de diferentes perfis, setores e faixas etárias. Segundo ela, o evento foi uma demonstração concreta de como a atuação em rede e o apoio institucional podem abrir portas para o empreendedorismo feminino no Brasil.
“Ficou evidente o quanto a parceria entre instituições como a ApexBrasil, Sebrae e Sistema OCB pode impulsionar mulheres empreendedoras — inclusive cooperadas — a expandirem seus negócios para o mercado internacional. Já temos cooperativas lideradas por mulheres com produtos de excelência e esse tipo de articulação fortalece caminhos para a exportação”, destacou Jussiara.
Durante o evento, foram apresentados exemplos como o da startup baiana EcoCiclo, criadora de absorventes biodegradáveis, e da empresa Latitude 13 Cafés Especiais, liderada por mulheres e responsável pela produção de cafés premiados cultivados na Chapada Diamantina. Muitos dos relatos destacaram a importância da formação empreendedora por meio de iniciativas como o curso Empretec, ofertado pelo Sebrae, e o apoio de políticas públicas que integram raça, gênero e desenvolvimento regional.
O evento também foi um espaço de escuta e acolhimento de diferentes trajetórias femininas, reforçando o valor da representatividade. Mulheres que começaram com poucos recursos, mas com muita determinação, dividiram o palco com empreendedoras consolidadas, em um ambiente de aprendizado mútuo.
O encontro contou com o apoio dos ministérios do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), das Mulheres, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Banco do Brasil, Correios e Sepromi, entre outros parceiros.
A atuação do Sistema OCB no evento também reforça uma das diretrizes do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com a ApexBrasil. O ACT prevê, entre suas prioridades, o fortalecimento de iniciativas voltadas à igualdade de gênero, com foco especial no estímulo à internacionalização de negócios liderados por mulheres. Com essa diretriz, a parceria tem buscado ampliar a presença feminina nas ações de promoção comercial internacional, abrindo novas oportunidades para que cooperativas lideradas por mulheres possam alcançar mercados estrangeiros.
Por meio desse acordo, o Sistema OCB e a ApexBrasil têm somado esforços para garantir que mais cooperativas, especialmente aquelas protagonizadas por mulheres, tenham acesso às ferramentas, capacitações e ações estratégicas voltadas à exportação. A presença no evento realizado em Salvador reflete esse compromisso com a inclusão produtiva e com a promoção de um cooperativismo cada vez mais diverso e competitivo, alinhado à agenda ESG e às políticas públicas de desenvolvimento sustentável com recorte de gênero.
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17/06/2025
INOVAÇÃO
8ª EBPC incentiva pesquisa acadêmica como motor do cooperativismo
Edição 2025 busca ampliar debate sobre contribuição do setor para o desenvolvimento sustentável
O Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) chega à sua 8ª edição e reafirma o papel essencial no avanço das pesquisas sobre o cooperativismo no Brasil. Com o tema Ano Internacional das Cooperativas: Integração, Impacto e Perspectivas para o Cooperativismo Brasileiro, o evento será realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, em Brasília, e está com chamada aberta para submissão de trabalhos e iniciação científica até o dia 1º de junho.
Desde 2010, o EBPC tem se consolidado como o principal espaço de diálogo entre a academia, as cooperativas, os órgãos de representação e os agentes de fomento ao setor. É um ambiente que valoriza o cooperativismo como um campo de estudo estratégico, multidisciplinar e profundamente conectado com os desafios contemporâneos da sociedade.
“Mais do que um evento científico, o EBPC é um espaço de construção coletiva de saberes. A cada edição, vemos crescer o interesse da academia pelo cooperativismo, o que demonstra a potência do setor como objeto de estudo e ação. Este ano, com o tema alinhado ao Ano Internacional das Cooperativas, vamos aprofundar o debate sobre o impacto do modelo cooperativista no desenvolvimento sustentável do país”, destaca Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB.
A oportunidade reforça o compromisso do EBPC com o fortalecimento da produção acadêmica qualificada e com o reconhecimento dos pesquisadores dedicados ao tema.
Os trabalhos devem se enquadrar em um dos cinco eixos temáticos:
Identidade Cooperativa e Direito Cooperativo;
Educação, Inovação e Diversidade;
Governança e Gestão;
Contabilidade, Finanças e Desempenho;
Impactos e Contribuições Econômicas, Sociais e Ambientais.
Além da visibilidade científica, os trabalhos aprovados e apresentados no 8º EBPC serão convidados a participar do processo de Fast Track, um fluxo prioritário de publicação em revistas científicas renomadas. A participação deverá respeitar os critérios definidos por cada publicação (serão divulgadas em breve) e o aceite será facultado ao aceite dos autores. Para esta edição as revistas habilitadas são: .
Revista de Gestão e Organizações Cooperativas - RGC (UFSM) - ISSN 2359-0432
Brazilian Administration Review - BAR (ANPAD) - ISSN 1807-7692
Contabilidade Vista & Revista (UFMG) - ISSN 0103-734
Administração Pública e Gestão Social (UFV) - ISSN 2175-5787
Pesquisadores, estudantes e profissionais engajados na construção de um setor mais robusto e sustentável são convidados a contribuir com o evento. Submeta seu artigo científico ou de iniciação científica até 01 de junho no site do evento.
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17/04/2025
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
NEGÓCIOS
22/05/2026
Cooperativismo amplia conexões e negócios na Apas Show 2026
Sistema OCB levou campanha Escolha o Coop para a feira e fortaleceu presença das coops no varejo
Em meio a corredores movimentados, degustações concorridas e reuniões de negócios, o cooperativismo conquistou espaço de destaque na Apas Show 2026. Pelo segundo ano consecutivo, o Sistema OCB participou da maior feira supermercadista do mundo com um estande coletivo voltado à promoção das cooperativas brasileiras, e ampliou a visibilidade do setor diante de varejistas, atacadistas, distribuidores e compradores nacionais e internacionais.
Realizada entre os dias 18 e 21 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, a feira reuniu empresas de diferentes segmentos ligados à cadeia de alimentos, bebidas, tecnologia, logística e inovação. Em um ambiente marcado por tendências de consumo, lançamentos e conexões estratégicas, o cooperativismo apresentou diversidade, qualidade e capacidade competitiva por meio de produtos que chegaram ao público alinhados à campanha Escolha Consciente, Escolha o Coop.
O estande do Sistema OCB contou com 103,5 m² e a presença de sete cooperativas expositoras: Cocamar, Nova Aliança, Ouro do Sul, Cocapec, Cooprata, Cemil e Sanjo. Ao longo dos quatro dias de evento, os visitantes puderam conhecer e degustar cafés, vinhos, espumantes, sucos, produtos lácteos, molhos e bebidas à base de soja, além de cortes suínos e embutidos.
A estratégia de degustação foi um dos pontos altos da participação das cooperativas e ajudou a aproximar o público dos produtos coop. Segundo Jean Fernandes, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, a ação contribuiu para gerar conexões mais diretas com os visitantes e fortalecer o posicionamento do cooperativismo no setor supermercadista.
“Esse já é o nosso segundo ano consecutivo na APAS e dá para perceber o quanto estar nesse ambiente fortalece a presença das cooperativas. A feira é uma grande porta de entrada para o varejo, atacarejos e supermercados. Conseguimos um espaço mais estratégico este ano e isso refletiu diretamente no movimento do estande”, destacou o analista.
Jean também ressaltou a sintonia entre a participação do Sistema OCB na feira e a nova campanha institucional do cooperativismo. “A Apas conversa muito com a campanha Escolha Consciente, Escolha o Coop. Estávamos na feira certa, promovendo as cooperativas para o público certo e com uma campanha totalmente alinhada com esse momento”.
Expansão comercial
Para as cooperativas participantes, a feira representou uma oportunidade concreta de expansão comercial, abertura de mercados e fortalecimento institucional. O Diretor comercial da Cemil, Wallisson Caitano, considerou a relevância da iniciativa coletiva para ampliar oportunidades de negócios e integração entre as cooperativas. “Foi um evento muito importante. Tivemos muitos visitantes, oportunidades e trocas de experiências. Trazer o cooperativismo para dentro de uma feira desse porte é fundamental”.
Na mesma linha, Artur Ferreira, coordenador de vendas da Cooprata, afirmou que a participação na Apas ajudou a acelerar negociações comerciais em andamento. “A feira abriu portas para negociações que antes encontravam resistência. Fizemos muitos contatos e as expectativas para as próximas semanas são muito positivas”, contou.
Já Victor Ferreira, gestor de torrefação da Cocapec, declarou que a experiência ampliou possibilidades de prospecção e relacionamento. “Uma feira desse tamanho facilita o acesso a mercados que talvez fossem mais difíceis sem essa oportunidade. Além disso, foi importante reencontrar parceiros, clientes e representantes em um ambiente extremamente qualificado”, disse.
Relacionamento
A participação das cooperativas também foi marcada pelo lançamento de produtos e pela aproximação com grandes redes varejistas. A gestora de Mercados Internacionais da Cocamar, Elis Simone Ferreira Fernandes, destacou que a Apas foi escolhida como palco para apresentar novos hambúrgueres e almôndegas de carne precoce 100% bovina. “É um evento onde encontramos varejistas, distribuidores e consumidores qualificados. Não haveria ambiente melhor para esse lançamento”, afirmou.
Por sua vez, Alysson Kaiper, da Sanjo, ressaltou a importância estratégica da feira para ampliar relacionamentos comerciais. Segundo ele, a participação permitiu estreitar vínculos com grandes parceiros e abrir portas para novos clientes em um mercado de grande alcance. Para Ismael Hilgert, da Ouro do Sul, a alta visibilidade da Apas Show foi decisiva para gerar novas possibilidades de negócios. “Tivemos contato com diversos países e grandes possibilidades de abrir novas portas comerciais”, relatou.
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NEGÓCIOS
22/02/2026
NegóciosCoop Reciclagem certifica cooperativas no Pará
Programa fortaleceu gestão e governança, além de avanços em renda, parcerias e novos mercados
Na última sexta-feira (20), o Sistema OCB/PA celebrou a formatura das três cooperativas paraenses participantes do primeiro ciclo do Programa NegóciosCoop para a Reciclagem no estado. A cerimônia marcou a conclusão de 12 meses de acompanhamento técnico voltado ao fortalecimento da gestão, da produção e da inserção no mercado de organizações do setor.
Participaram do ciclo as cooperativas ACCSB, Concaves e Filhos do Sol. Ao longo da trilha de capacitação, foram destinadas 234 horas de atendimento técnico, entre diagnóstico inicial, análise documental, módulos formativos e diagnóstico final. O percurso contemplou conteúdos como fundamentos do cooperativismo, gestão financeira e contábil, liderança, eficiência na cadeia de suprimentos, foco no cliente e inovação.
O programa é estruturado em cinco pilares: Organização Social para Empreendimento; Produção; Gestão; Agregação de Valor, Verticalização; e Mercado, e tem como objetivo consolidar as cooperativas como negócios sustentáveis, com maior autonomia e capacidade de geração de renda.
Evolução em gestão e governança
Os diagnósticos comparativos indicaram avanço consistente na maturidade das cooperativas. Entre os destaques registrados ao longo do ciclo estão a definição e internalização de planos de negócio, ampliação da presença em redes sociais, participação em eventos, fortalecimento da liderança com protagonismo feminino e estruturação de novas frentes de atuação, como iniciativas de verticalização e serviços ambientais.
Para a presidente da Cooperativa Concaves, Débora Baía, o processo representou um divisor de águas na forma de enxergar o próprio negócio. “Foi um desenvolvimento pessoal e profissional muito importante. Para mim, como presidente, foi uma lição contar com esse suporte técnico e operacional. As capacitações, principalmente na parte de mercado, ajudaram a entender nosso papel como empreendedores. A gente passou a compreender que tem capacidade, sim, de prestar um serviço qualificado e ocupar novos espaços”, afirmou.
Segundo ela, o aprendizado foi além da teoria. “Os consultores trouxeram informações que a gente não tinha. Colocamos em prática e vimos a realidade da cooperativa mudar. Hoje temos orgulho de dizer que somos referência no estado do Pará.”
Os resultados alcançados no Pará foram expressivos e demonstram impacto concreto na estruturação das cooperativas. Em um dos casos, o número de parcerias mais do que triplicou ao longo do ciclo, superando 200% de crescimento.
No campo econômico, os avanços foram ainda mais significativos: houve registros de crescimento superior a 300% na receita média mensal da cooperativa e aumento de quase 150% na renda média dos cooperados.
De forma agregada, o programa proporcionou uma elevação média de aproximadamente 70% na renda dos cooperados e crescimento superior a 100% na receita mensal das cooperativas, números que evidenciam a efetividade da metodologia aplicada.
Para Júnior Serra, superintendente do Sistema OCB/PA, o programa amplia a atuação estratégica do cooperativismo no estado. “Ficamos muito felizes em ser piloto do Programa NegóciosCoop. No Pará, o Sescoop atua como órgão de fomento e existem mercados que podem, e devem, ser ocupados pelas cooperativas. O programa qualifica e capacita cada vez mais esses empreendimentos para que possam acessar novas oportunidades.”
Durante a realização da COP30 em Belém, as cooperativas também tiveram papel relevante. “Elas foram importantes não só como política pública, mas como empreendimentos que geraram trabalho e renda durante o evento. Após um ano de trabalho, percebemos uma evolução significativa nas três cooperativas, principalmente no acesso a novos mercados. O Programa NegóciosCoop amplia essa área de atuação do Sescoop e contribui para a sustentabilidade desses empreendimentos”, completou.
Transformação na prática
Ao todo, cerca de 54 cooperados concluíram a jornada formativa. Segundo Luciane Fiel, analista de Desenvolvimento e Monitoramento de Cooperativas do Sistema OCB/PA, a formatura simboliza comprometimento e persistência. “Foi um momento muito especial. Representa o interesse dos cooperados em fortalecer a gestão, organizar melhor a produção e ampliar a visão de negócio. Esse processo trouxe mais autonomia, mais capacidade de planejamento e melhores condições para acessar novos mercado.”
A analista de Negócios do Sistema OCB, Luana Mendonça, também destacou que os resultados vão além dos indicadores econômicos. “Quando os cooperados entendem mais sobre gestão e planejamento, ganham força para crescer. Os resultados não são apenas números: representam mais renda, mais organização, novas parcerias e mais segurança para o futuro. Isso demonstra que estamos no caminho certo."
Superação de desafios estruturais
O ciclo foi realizado em meio a uma série de desafios concretos no dia a dia das cooperativas. A instabilidade da coleta seletiva municipal; as reformas estruturais em preparação para a Conferência do Clima (COP30), que aconteceu em Belém em novembro de 2025; a necessidade constante de validações técnicas; e o contexto de vulnerabilidade social impactaram diretamente o ritmo das atividades e a rotina dos cooperados.
Mesmo diante desse cenário, o trabalho seguiu. O acompanhamento técnico ajudou a manter o grupo mobilizado, garantir a realização dos encontros e fortalecer o papel das lideranças na condução das mudanças propostas.
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NEGÓCIOS
Capacitação fortalece uso do SouCoop e do Desempenho na Região Norte
Treinamento reuniu equipes das OCEs para alinhamento técnico e uso estratégico das plataformas
O Sistema OCB realizou, em Manaus, mais uma etapa do ciclo de capacitações regionais voltado ao aprimoramento do uso dos sistemas SouCoop e Desempenho. Organizado pelo Sistema OCB/AM, o encontro reuniu técnicos, analistas e superintendentes das OCEs da Região Norte e marcou a segunda edição do treinamento, a primeira ocorreu no Nordeste, no início do ano.
Durante dois dias, os participantes alternaram atividades expositivas e práticas, com foco na familiarização e no domínio das ferramentas que dão suporte a processos essenciais do cooperativismo. A proposta foi garantir que as equipes regionais estejam plenamente preparadas para operar os sistemas de forma segura, alinhada e produtiva.
O SouCoop foi um dos destaques da programação. A plataforma consolida dados cadastrais e documentais das cooperativas, permitindo que acessem serviços disponibilizados pelo Sistema OCB e utilizem o ambiente como fonte de gestão e manutenção de informações. O sistema unifica três processos estratégicos: Registro, Atualização Cadastral e Anuário do Cooperativismo, reforçando a base institucional da representação cooperativista.
Outro foco do treinamento foi o Desempenho, ferramenta que permite o acompanhamento mensal dos principais indicadores econômicos e financeiros das cooperativas. Com ela, dirigentes e gestores podem realizar análises comparativas, avaliar resultados em tempo real e tomar decisões mais assertivas. O objetivo é apoiar a autogestão, ampliar a transparência e fortalecer a sustentabilidade dos negócios cooperativos.
Para Fábio Trinca, gerente da área Financeira do Sistema OCB, o encontro reforçou a importância de aproximar as equipes da rotina operacional das ferramentas. “Agora, na Região Norte, o treinamento foi uma oportunidade valiosa para que analistas e superintendentes pudessem se familiarizar com a operação desses sistemas, tão importantes no nosso dia a dia. A iniciativa reforça o compromisso do Sistema OCB em equipar suas equipes com as ferramentas necessárias para um trabalho de excelência”, afirmou.
Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação, lembrou que o ciclo formativo tem caráter permanente. “Assim como no primeiro encontro, esta foi uma oportunidade valiosa para que colaboradores experientes e recém-chegados se aprofundassem no funcionamento dessas ferramentas, entendendo sua relevância estratégica e a legislação que orienta sua aplicação. A iniciativa demonstra, mais uma vez, o esforço do Sistema OCB em fortalecer capacidades, promover alinhamento nacional e garantir que nossas equipes estejam plenamente preparadas para entregar um trabalho de excelência”, declarou.
A superintendente do Sistema OCB/AM, Claudia Sampaio Inácio, destacou a importância da capacitação presencial para a realidade dos estados do Norte. “A capacitação, voltada à realidade da Região Norte, atualizou nossas equipes, qualificou novos colaboradores e fortaleceu o uso estratégico das plataformas no nosso dia a dia. Experiências como essa mostram o quanto os treinamentos regionais são fundamentais para respeitar as particularidades de cada estado e gerar mais resultados para as cooperativas. Para nós, foi uma honra sediar esse encontro e receber os técnicos e analistas dos demais estados da região”.
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05/12/2025
NEGÓCIOS
Brasil cooperativo abre portas para o mundo com catálogo de exportadoras
Publicação apresenta agro e artesanato para ampliar presença global do cooperativismo
O cooperativismo brasileiro acaba de ganhar mais um instrumento estratégico para ampliar sua presença no mercado internacional. O Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras, lançado pelo Sistema OCB, reúne informações de cooperativas com experiências em exportação e oferece um panorama qualificado de produtos, serviços e potenciais parceiros para compradores e instituições de comércio exterior em todo o mundo.
A publicação é voltada a importadores, distribuidores, parceiros institucionais e representantes de órgãos públicos e privados que atuam no comércio internacional. Com versões em português, inglês, espanhol e mandarim, o catálogo pretende aproximar o que o Brasil cooperativo tem de melhor a mercados exigentes e diversificados, reforçando a imagem de qualidade, sustentabilidade e inovação que o setor representa.
“O catálogo é um convite para o mundo conhecer a força e a diversidade do cooperativismo brasileiro, que combina qualidade, compromisso social e sustentabilidade. Ao conectar nossas cooperativas a novos mercados, abrimos portas para oportunidades que geram renda, desenvolvimento e impacto positivo dentro e fora do país”, destaca Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
Dois setores, um objetivo: crescer no mundo
O catálogo contempla dois segmentos de destaque na pauta exportadora cooperativista: agronegócio e artesanato. No agro, a ferramenta ajuda cooperativas a acessar novos mercados, negociar melhores preços e gerar mais renda para os cooperados. Já no artesanato, valoriza a identidade cultural brasileira e abre portas para nichos como comércio justo e consumo consciente, em que a origem e o impacto social dos produtos são diferenciais competitivos.
Em ambos os casos, a publicação destaca soluções sustentáveis, rastreáveis e competitivas, capazes de atender a demandas internacionais cada vez mais voltadas para práticas responsáveis e produtos de alta qualidade.
Inteligência de mercado
Além de ser um material promocional, o catálogo também funciona como fonte de inteligência, permitindo conhecer melhor o perfil das cooperativas exportadoras brasileiras e direcionar de forma mais assertiva as ações de qualificação e promoção do setor.
“Com essa base organizada, podemos atuar de forma mais estratégica, conectando nossas cooperativas com as oportunidades certas e fortalecendo o posicionamento do Brasil no cenário internacional”, completa Márcio.
Essa abordagem fortalece a atuação conjunta entre o Sistema OCB, o governo e parceiros institucionais como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de embaixadas e adidos agrícolas, que poderão utilizar o material como referência em ações de promoção comercial.
Mais oportunidades, mais impacto
O Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras representa ganhos para todos os envolvidos: para as cooperativas, que poderão ampliar sua base de clientes e consolidar marcas no exterior; para o Sistema OCB, que fortalece sua rede de contatos e sua capacidade de promoção; e para o país, com a geração de divisas, renda e empregos.
O documento apresenta desde cooperativas com atuação já consolidada no mercado global até aquelas que estão iniciando sua jornada internacional, com potencial de se tornar referência em seus segmentos.
O catálogo terá atualização bianual, garantindo que as informações estejam sempre atualizadas e em sintonia com as demandas do mercado internacional. As cooperativas interessadas em incluir seus produtos e contatos na publicação podem procurar diretamente a Organização Estadual à qual são vinculadas, que fará o encaminhamento das informações ao Sistema OCB
O material será distribuído a parceiros institucionais, embaixadas brasileiras, adidos agrícolas e compradores internacionais, além de ser utilizado pelo Sistema OCB e pelas organizações estaduais em feiras, missões e rodadas de negócios.
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19/09/2025
NEGÓCIOS
CapacitaCoop: Novo curso prepara cooperativas para Reforma Tributária
Capacitação gratuita e online oferece orientação sobre adaptações fiscais
O Sistema OCB lançou o curso Reforma Tributária do Consumo para Cooperativas, disponível na plataforma CapacitaCoop. Gratuito e 100% online, o conteúdo foi desenvolvido para apoiar dirigentes, conselheiros fiscais, gestores tributários, auditores e contadores de cooperativas na compreensão das mudanças promovidas pela Reforma Tributária no Brasil.
O curso aborda a parte geral da reforma, com foco na tributação sobre o consumo e apresenta orientações sobre como as cooperativas podem se adaptar ao novo regime. A trilha de aprendizagem inclui vídeos explicativos, podcasts temáticos, atividades e e-books complementares.
Segundo a gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Clara Maffia, o tema exige atenção redobrada do setor. “A Reforma Tributária representa uma das maiores transformações do sistema fiscal brasileiro em décadas. Nosso objetivo é oferecer uma capacitação acessível, didática e consistente, que ajude as cooperativas a entenderem o impacto das mudanças e a se prepararem de forma estruturada para a transição”, afirmou.
A estrutura do curso contempla seis módulos principais: introdução à Reforma Tributária; alterações na tributação sobre o consumo; impactos operacionais e econômicos para as cooperativas; período de transição; apuração, recolhimento e declaração dos novos tributos; e compensação ou ressarcimento dos tributos substituídos.
Ao concluir os estudos e alcançar 70% de aproveitamento na avaliação de aprendizagem, o participante terá acesso ao certificado digital. O conteúdo foi elaborado com linguagem acessível, rigor técnico e foco em soluções práticas.
Clara também reforça a importância da mobilização das cooperativas: “Este é o momento de se antecipar. Quanto mais cedo dirigentes e gestores compreenderem as novas regras, mais preparados estaremos para manter a competitividade e o equilíbrio econômico do setor”, completou.
Além do curso geral, o Sistema OCB prepara a disponibilização de módulos específicos por ramos do cooperativismo, que serão lançados em uma segunda fase.
Como parte das ações de orientação técnica, o Sistema OCB publicou materiais específicos sobre a Reforma Tributária no boletim Panorama Coop Tributário. Duas edições já foram disponibilizadas, sendo a mais recente em 14 de agosto. Novas publicações estão previstas para os próximos meses, com análises detalhadas e foco nos impactos práticos da reforma para o cooperativismo.
Prepare sua coop para a Reforma Tributária, inscreva-se já e acompanhe o Panorama Coop.
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ANTT e cooperativas de transporte e Agro avançam em soluções para multas
20/08/2025
NEGÓCIOS
Sistema OCB debate fortalecimento do crédito cooperativo com o MIDR
Diálogo mira expansão da participação das cooperativas de crédito nos Fundos Constitucionais de Financiamento
O Sistema OCB deu mais um passo estratégico para ampliar a presença e a contribuição do cooperativismo de crédito nas políticas públicas de desenvolvimento regional. Em reunião nesta segunda-feira (14), com o secretário de Fundos e Instrumentos Financeiros do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Eduardo Corrêa Tavares, a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, apresentou as propostas construídas pelo setor para otimizar o uso dos Fundos Constitucionais de Financiamento (FCFs).
O encontro teve como objetivo alinhar agendas e reforçar o papel do cooperativismo como parceiro estratégico da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Para Tania Zanella, a atuação do setor é essencial para ampliar o alcance dos recursos públicos a comunidades e municípios das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
“Levamos ao ministério uma contribuição técnica que nasce da experiência prática das nossas cooperativas de crédito, que já operam os recursos dos fundos e conhecem de perto as necessidades das regiões. É uma pauta construída a várias mãos, com a participação dos principais sistemas cooperativos e das nossas organizações estaduais”, destacou Tania.
Atualmente, as cooperativas de crédito desempenham um papel crescente nos repasses dos Fundos Constitucionais. Dados apresentados durante a reunião mostram que, entre 2019 e 2024, a cobertura municipal do cooperativismo passou de 25,6% para 42,4% no Norte e de 59,3% para 78,8% no Centro-Oeste. Esse avanço se deve, em grande parte, ao aumento significativo da participação direta do sistema nos repasses, o que ampliou a inclusão financeira em áreas antes desassistidas.
Agenda propositiva
Entre os principais pontos discutidos com o secretário Eduardo Tavares, estão o reconhecimento formal do cooperativismo de crédito como parceiro estratégico da PNDR, a realização de um evento institucional no MIDR para entrega das propostas do setor, e o convite para participação do Sistema OCB nas reuniões dos Conselhos Deliberativos (Sudene, Sudam e Sudeco).
“O cooperativismo está pronto para contribuir ainda mais com o desenvolvimento regional. Nossas propostas visam melhorar a governança, dar mais previsibilidade e eficiência aos repasses e garantir equidade nas condições de acesso aos recursos”, explicou a superintendente.
O secretário Eduardo Tavares reconheceu o potencial transformador do setor e se mostrou receptivo às pautas apresentadas. Segundo ele, a integração do cooperativismo às políticas públicas pode ampliar o impacto social e econômico dos fundos.
As propostas apresentadas ao MIDR trazem medidas voltadas aos eixos legislativo e regulatório, com foco na melhoria da operacionalização dos fundos e na ampliação da participação do cooperativismo no planejamento e execução das políticas públicas. “A união de esforços entre bancos administradores e cooperativas é fundamental para otimizar os recursos e garantir que eles cheguem a quem mais precisa. Nosso compromisso é com uma política de desenvolvimento regional mais eficiente e inclusiva”, concluiu Tania.
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14/07/2025
NEGÓCIOS
Programa ESGCoop leva Solução Eficiência Energética à Cotripal no RS
Equipe técnica realizou diagnóstico para otimizar o consumo de energia e reduzir emissões de GEE na cooperativa
A Cotripal, cooperativa agro com sede em Panambi (RS), recebeu entre os dias 24 e 27 de junho a visita técnica do Programa ESGCoop – Solução Eficiência Energética, iniciativa coordenada pelo Sistema OCB em parceria com a OCERGS. A ação integra a terceira fase da Solução e contou com um detalhado mapeamento de oportunidades para aprimorar a gestão do consumo de energia, reduzir emissões de gases de efeito estufa e otimizar custos operacionais.
A visita incluiu uma programação intensa: reuniões iniciais com a diretoria para apresentação da metodologia, inspeções técnicas no frigorífico e no complexo de varejo – que engloba supermercado, açougue, restaurante e magazine – e, por fim, um encontro final para compartilhar impressões preliminares do diagnóstico. Todas as atividades foram acompanhadas de perto pela equipe de engenharia da Cotripal, que participou ativamente das discussões e levantamento de dados.
“Ao aplicar esse diagnóstico, estamos contribuindo para que a Cotripal avance na eficiência energética e se fortaleça enquanto agente de transformação ambiental e social. Essa é uma das formas de o cooperativismo demonstrar seu compromisso com as agendas globais de sustentabilidade”, destacou Laís Nara Castro, analista de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Para Thiago dos Santos, gerente de engenharia da Cotripal, o trabalho já está gerando reflexões importantes para a cooperativa. “Apesar de estarmos na fase de levantamento e sem o diagnóstico final, já percebemos a seriedade e o rigor técnico da consultoria. A eficiência energética vai além do aspecto econômico; está ligada ao nosso compromisso com a sustentabilidade e com os valores do cooperativismo”, afirmou.
O gerente ressaltou ainda que o apoio da equipe técnica da consultoria Stride conseguiu envolver todos os setores da cooperativa e trouxe uma abordagem organizada e prática. “O apoio do Sistema OCB e do Sistema Ocergs nos dá segurança para implementar melhorias efetivas. Essa parceria agrega muito valor e nos permite enxergar oportunidades que, no dia a dia, poderiam passar despercebidas”, completou Thiago.
O diagnóstico realizado na Cotripal é parte de um movimento mais amplo de apoio às cooperativas brasileiras na busca por uma gestão mais eficiente e alinhada às boas práticas ambientais. A Solução Eficiência Energética, que faz parte do Programa ESGCoop, já conta com a participação de 15 cooperativas em diferentes estados brasileiros. A proposta é que, a partir dessas análises técnicas, sejam elaborados planos de ação com soluções de curto, médio e longo prazos.
“Essa etapa presencial é essencial porque permite identificar, in loco, como cada cooperativa pode reduzir desperdícios, modernizar processos e avançar no uso consciente de recursos naturais. Estamos falando de ganhos ambientais, mas também de eficiência operacional e redução de custos, o que reforça o papel do cooperativismo como protagonista do desenvolvimento sustentável”, explicou Laís.
A iniciativa se alinha diretamente ao compromisso do cooperativismo com a Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à energia limpa e acessível, ação contra as mudanças climáticas e consumo responsável.
“Estamos confiantes de que o diagnóstico final nos trará insights valiosos e propostas viáveis, que poderão ser incorporadas de forma estratégica ao nosso planejamento. Isso reforça nossa responsabilidade ambiental e o cuidado com os recursos naturais, além de garantir mais eficiência para nossos processos internos”, concluiu Thiago.
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NEGÓCIOS
Cooperativismo avança em indicadores ESG e soluções sociais com foco no impacto
Sistema OCB promove encontros estratégicos para fortalecer práticas sustentáveis e inclusivas
Nos dias 24 e 25 de junho, o Sistema OCB promoveu dois encontros estratégicos para incentivar a construção de uma sociedade mais sustentável, inclusiva e inovadora. As reuniões do Grupo de Trabalho ESGCoop e da Câmara Temática Social reuniram representantes de cooperativas, organizações estaduais do Sistema OCB, sistemas organizados e especialistas para avançar na construção de indicadores ESG e no fortalecimento das soluções sociais do movimento.
No dia 24, foi realizada a reunião presencial do Grupo de Trabalho ESGCoop, com foco na construção dos indicadores específicos para o Ramo Saúde. Participaram integrantes das Organizações Estaduais (OCEs) (Ocemg, Ocesp, Ocesc e Ocepar), dos sistemas Unimed e Uniodonto, além de cooperativas convidadas especialmente para compor um grupo de especialistas: Uniodonto Manaus, Coopanest-CE, Unimed Federação Minas, Unimed Campo Grande, Unimed Londrina, Uniodonto Campinas, Unimed Nacional, Unimed FESP, Unimed Fortaleza, COOENF/PR, Unimed do Brasil, Uniodonto do Brasil, Fencom, CoopCare (DF) e Uniodonto Porto Alegre.
A agenda deu continuidade ao processo iniciado com uma reunião online preparatória, no dia 13 de junho, e teve como objetivo avaliar, com base em metodologia especializada, os indicadores que melhor representam o desempenho ESG das cooperativas de saúde. Além disso, o encontro marcou a participação de diversas cooperativas que integraram o GT ESGCoop pela primeira vez, fortalecendo a representatividade e a diversidade de experiências no debate.
Jacqueline Oliveira Estevan, diretora de Governança, Risco e Compliance, da Uniodonto Campinas, destacou a aplicação prática dos debates. “A gente pôde olhar na prática, no operacional, e trazer isso para o dia a dia. É você pegar o ESG e colocar ali na operação. O resultado disso para as cooperativas vai ser gigante”.
Para Luis Antônio Schmidt, gerente geral do Sistema Ocesp, o ponto forte da construção coletiva está na legitimidade do processo. “Esse trabalho só tem relevância porque foi construído a várias mãos. O envolvimento direto das cooperativas, com apoio das unidades estaduais e do Sistema OCB, torna o resultado mais concreto e aplicável”, afirmou.
O grupo já havia concluído os indicadores universais — válidos para todos os ramos — e os indicadores específicos do crédito. O próximo passo será a validação e homologação, até agosto de 2025, da lista final de indicadores ESG para o Ramo Saúde.
Soluções sociais
Já no dia 25, a 3ª reunião presencial da Câmara Temática Social reuniu representantes das OCEs (Ocemg, Ocesp, Ocergs e Ocepar), além de integrantes de sistemas organizados como Sicoob Confederação, Fundação Sicredi, Ailos, Cresol, Infracoop, Unicred e Unimed do Brasil. O encontro teve como foco promover o diálogo e a construção coletiva em torno das soluções sociais alinhadas à Agenda ESG.
Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, deu início às atividades apresentando as soluções sociais e a conexão entre as ações do diagnóstico ESGCoop e os projetos de impacto social. Ela ressaltou que essas iniciativas são parte essencial do modelo de negócios cooperativista e respondem de forma concreta às demandas da sociedade. “As soluções sociais não são ações paralelas — elas estão no centro do modelo de negócios do cooperativismo. São projetos que nascem da base, com propósito claro de transformar realidades, gerar inclusão e desenvolver comunidades”, declarou.
A especialista em Diversidade Cultural e Inclusão Gisele Gomes ministrou a palestra ID&E como infraestrutura de inovação, Gisele provocou reflexões sobre o uso de dados e evidências para fortalecer soluções sociais mais eficazes e orientadas à realidade das comunidades, destacando o potencial transformador da informação bem estruturada.
A Câmara Temática Social atua como um espaço estratégico para fortalecer e disseminar práticas de impacto social no cooperativismo. Ao reunir representantes de diferentes ramos, amplia o alcance das discussões e incentiva a criação de soluções intercooperativas para o desenvolvimento sustentável.
Ainda segundo Débora, a realização articulada desses dois encontros evidencia o compromisso do Sistema OCB com uma atuação integrada nas dimensões econômica, social e ambiental do cooperativismo. “Consolidar indicadores ESG e potencializar as soluções sociais é posicionar as cooperativas como protagonistas de um modelo de desenvolvimento mais justo, responsável e transformador”, complementou.
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Consumo
Crédito
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Saúde
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Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
ESG
14/07/2026
Diagnóstico de eficiência energética chega à Cooperbelgo
Cooperativa inicia plano para aumentar a eficiência energética e fortalecer sua agenda ESG
Entre os últimos dias 7 e 9 de julho, a Cooperativa Agropecuária Mista de Bela Vista de Goiás (Cooperbelgo) deu mais um passo para fortalecer sua gestão sustentável ao concluir a etapa de diagnóstico técnico da Solução Eficiência Energética. A iniciativa, desenvolvida pelo Sistema OCB, apoia cooperativas na identificação de oportunidades de redução do consumo de energia, aumento da eficiência operacional e fortalecimento das práticas ESG.
O trabalho foi realizado por especialistas da Stride, em parceria com o Sistema OCB e o Sistema OCB/GO, e envolveu uma análise detalhada de diferentes unidades da cooperativa. Foram avaliados o posto de combustível, supermercado, sede administrativa, loja agropecuária, fábrica de rações, armazém e cerealista, além do laticínio. A partir desse levantamento, será elaborado um plano de ação com recomendações técnicas, prioridades de investimento e estratégias para otimizar o uso da energia em toda a operação.
O diagnóstico oferece uma visão estratégica sobre o consumo energético da cooperativa, para permitir que decisões futuras sejam tomadas com base em dados técnicos. A iniciativa também contribui para reduzir desperdícios, melhorar processos e ampliar a competitividade do negócio.
Melhoria contínua
Para o presidente da Cooperbelgo, André Luiz de Mattos, a participação no projeto representa uma oportunidade de fortalecer uma agenda que já faz parte das prioridades da cooperativa. "A perspectiva de fazer parte desse projeto é muito boa, porque é um tema muito atual e necessário, tanto para gerar economia para a cooperativa quanto para difundir, entre os cooperados e colaboradores, uma mentalidade voltada à sustentabilidade. O diagnóstico realizado pela Stride, em conjunto com o Sistema OCB nacional e o Sistema OCB Goiás, certamente vai gerar bons resultados para a Cooperbelgo", afirmou.
A diretora administrativa operacional da cooperativa, Caroline Paixão do Amaral, destacou que a iniciativa está alinhada ao processo de crescimento da organização e ao compromisso com a melhoria contínua. "Esse projeto vem ao encontro da nossa busca por crescer, melhorar nossa produtividade e nossos resultados. Também fortalece nossa atuação dentro da agenda ESG. Ficamos muito felizes por fazer parte das cooperativas selecionadas pelo Sistema OCB para participar dessa iniciativa. Saber que estamos entre as 22 cooperativas do país contempladas nos enche de orgulho e nos motiva a evoluir cada vez mais, fazendo a diferença também para o meio ambiente", declarou.
O envolvimento das equipes durante a realização do diagnóstico também foi destacado por Leonardo Carrara, responsável pela área de Compliance da Cooperbelgo. Segundo ele, o desafio agora será transformar as recomendações técnicas em ações concretas. "Estamos muito felizes por sermos contemplados com esse projeto, que traz um conhecimento fundamental para a cooperativa. Agora é o momento de colocar as ações em prática. Toda a equipe está empenhada e comprometida em seguir em frente para alcançar os resultados esperados."
Para o Sistema OCB, a etapa de diagnóstico representa o início de uma jornada de transformação na gestão da energia das cooperativas. "O diagnóstico permite que a cooperativa compreenda, com profundidade, como a energia é utilizada em cada etapa da operação e identifique oportunidades reais de ganho de eficiência. A partir dessas informações, é possível definir prioridades, direcionar investimentos e construir uma gestão energética mais estratégica. O objetivo do Sistema OCB é apoiar as cooperativas na adoção de soluções que gerem resultados econômicos, ambientais e fortaleçam sua competitividade no longo prazo”, explicou a analista de Desenvolvimento de Cooperativas, Mayara Araújo dos Reis.
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ESG
06/07/2026
Sistema OCB leva diagnóstico de eficiência energética à Copasul
Cooperativa conclui etapa de diagnóstico técnico da Solução Eficiência Energética e avança na construção de um plano para reduzir custos, otimizar processos e ampliar sua competitividade
Reduzir custos, aumentar a competitividade e tornar o uso da energia cada vez mais inteligente. Esses são alguns dos objetivos que levaram a Copasul a participar da Solução Eficiência Energética, iniciativa do Sistema OCB que apoia cooperativas na identificação de oportunidades para otimizar o consumo energético e fortalecer suas estratégias de sustentabilidade.
Como parte dessa jornada, a cooperativa concluiu a etapa de diagnóstico técnico em campo, realizada por especialistas, que analisaram processos, equipamentos e padrões de consumo para identificar oportunidades de melhoria. O levantamento servirá de base para a construção de um plano de ação estruturado, com prioridades definidas, indicadores de desempenho e acompanhamento técnico especializado.
O diagnóstico oferece informações que permitem transformar dados em decisões. A partir da análise detalhada do consumo energético, a Copasul poderá direcionar investimentos, reduzir desperdícios, aumentar a eficiência operacional e ampliar sua resiliência diante dos custos crescentes da energia.
Para o presidente executivo da Copasul, Adroaldo Taguti, o sucesso desse tipo de iniciativa depende do envolvimento das pessoas e da criação de uma cultura permanente de melhoria. "Esse trabalho precisa ter um comitê acompanhando de perto. Se não houver alguém responsável por acompanhar a evolução, as coisas acabam não avançando. O mais interessante é que, muitas vezes, as maiores economias são resultado de pequenas ações do dia a dia. São mudanças simples que geram economia, mas também engajamento. As pessoas levam esse comportamento para a vida, inclusive para casa, e isso cria uma verdadeira mudança de cultura."
Essa visão também é compartilhada pela equipe industrial da cooperativa. Segundo o gerente industrial, Marcos do Nascimento, a eficiência energética dialoga diretamente com a filosofia Lean, que busca fazer mais com menos recursos e reduzir desperdícios em todas as etapas dos processos. "Desde as primeiras conversas sobre o projeto, enxerguei uma conexão muito forte com o pensamento Lean, que já buscamos implantar na cooperativa. O ganho não está apenas na redução dos custos com energia, mas também na construção de uma cultura de aproveitamento inteligente dos recursos. Fazer melhor, com menos desperdício, fortalece a sustentabilidade e melhora nossos processos."
Já para o gerente de Sustentabilidade, Inovação e Novos Negócios da Copasul, Egidio Tsuji, a eficiência energética vai além da economia e influencia diretamente os indicadores ambientais da organização. "A sustentabilidade está diretamente ligada à forma como conduzimos nossa operação. A energia, além de representar um dos principais custos da cooperativa, impacta diversos indicadores ambientais. Quando conseguimos operar com mais eficiência, reduzimos o consumo de recursos, diminuímos as emissões e fortalecemos nossa agenda ESG. Esse trabalho também ajuda os colaboradores a compreenderem que pequenas mudanças no dia a dia podem gerar resultados importantes para o negócio e para o meio ambiente."
A experiência da Copasul integra uma estratégia mais ampla conduzida pelo Sistema OCB para apoiar cooperativas na gestão eficiente da energia. A Solução Eficiência Energética contempla capacitação de gestores, diagnóstico técnico especializado, elaboração de planos de ação, acompanhamento contínuo e integração com iniciativas de descarbonização.
"O diagnóstico é o primeiro passo para transformar a gestão da energia em uma vantagem competitiva. Quando a cooperativa conhece com precisão onde e como consome energia, consegue priorizar investimentos, eliminar desperdícios e fortalecer sua agenda ESG de forma consistente. Mais do que economizar, estamos ajudando as cooperativas a desenvolver uma cultura de melhoria contínua, com impactos positivos para a competitividade, a sustentabilidade e a perenidade dos seus negócios”, finalizou o coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo.
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ESG
Sistema OCB alinha estratégias para fortalecer agenda climática
Equipes da entidade avançam em indicadores ESG, COP31 e mercado regulado de carbono
O coop brasileiro está se preparando para uma nova etapa de sua atuação na agenda de sustentabilidade. Com foco em integração, planejamento e geração de resultados concretos, o Sistema OCB promoveu, nesta segunda-feira (22), uma reunião conjunta entre o Time ESG, o Grupo de Trabalho ESG (GT ESG) e as Câmaras Temáticas de COP e Meio Ambiente. Entre os assuntos debatidos estiveram a construção dos indicadores ESG do cooperativismo, o plano de trabalho para a COP31 e os próximos passos relacionados ao mercado regulado de carbono no Brasil.
Logo na abertura, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, deixou claro a importância do encontro: “a sustentabilidade deixou de ser uma pauta complementar e passou a ocupar posição estratégica para a competitividade e a perenidade dos negócios. Nosso desafio é demonstrar, com dados e resultados, que o cooperativismo entrega soluções concretas para a transição climática e para o desenvolvimento sustentável”, destacou.
Um dos destaques da reunião foi a apresentação do estágio atual dos Indicadores ESG do Cooperativismo Brasileiro, iniciativa desenvolvida no âmbito do Programa ESGCoop. O trabalho já resultou na homologação de 56 indicadores universais, aplicáveis a cooperativas de todos os ramos, distribuídos entre as dimensões social, ambiental, econômica e de governança. Além disso, avançam as construções dos indicadores setoriais específicos para os diferentes ramos do cooperativismo.
Como parte do movimento de integração entre as equipes, também foi anunciada a unificação das Câmaras Temáticas de COP e Meio Ambiente, que passam a atuar conjuntamente sob a denominação de Câmara Temática de Meio Ambiente e Clima. A mudança busca ampliar a articulação entre os temas e fortalecer a construção de posicionamentos técnicos e estratégicos para o cooperativismo.
Da COP30 para a COP31
Outro tema central foi a avaliação dos resultados da participação do cooperativismo na COP30 e a construção da estratégia para a COP31, que será realizada em novembro na Turquia. A participação na conferência realizada em Belém foi considerada fundamental para consolidar o protagonismo do cooperativismo brasileiro no debate internacional sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.
Ao longo do evento, cooperativas participaram de dezenas de painéis, oficinas e espaços de articulação institucional, levando experiências práticas relacionadas a financiamento climático, agricultura sustentável, transição energética, descarbonização e inclusão produtiva.
Segundo Débora, o momento agora é de transformar esse reconhecimento conquistado em ações concretas. “A COP30 ampliou a visibilidade do cooperativismo e reforçou nossa capacidade de articulação. Entramos a partir dela em uma fase de implementação, em que precisamos transformar posicionamentos em entregas efetivas, fortalecendo ainda mais a contribuição das cooperativas para as soluções climáticas”, ressaltou.
O plano de trabalho para a COP31 prevê ações de articulação institucional, participação em fóruns nacionais e internacionais, fortalecimento de parcerias estratégicas e apoio às cooperativas em iniciativas voltadas à descarbonização e eficiência energética.
Mercado de carbono
A agenda do mercado regulado de carbono também teve espaço de destaque durante a reunião. O Sistema OCB acompanha a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e atua para garantir que as especificidades do modelo cooperativista sejam consideradas nesse processo.
Para o coordenador do Ramo Agro do Sistema OCB, Rodolfo Jordão, o avanço da regulamentação do mercado de carbono representa uma oportunidade estratégica para o cooperativismo ampliar sua contribuição para uma economia de baixo carbono. “As cooperativas já desenvolvem práticas que geram benefícios ambientais concretos, como recuperação de áreas, agricultura de baixo carbono e manejo sustentável. Nosso papel é garantir que essas iniciativas sejam reconhecidas e que os cooperados tenham condições de participar desse mercado com segurança, previsibilidade e geração de valor”.
Débora lembrou que, atualmente, dezenas de cooperativas participam das ações do Programa ESGCoop voltadas à neutralidade de carbono, envolvendo iniciativas de mensuração, monitoramento e redução de emissões. “Temos uma oportunidade concreta de mostrar que o cooperativismo é parte da solução. Nossa força está na capacidade de gerar desenvolvimento econômico aliado à inclusão social e à preservação ambiental. Quanto mais alinhada e integrada for nossa atuação, maior será o impacto que conseguiremos entregar para o país e para o mundo”, concluiu.
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22/06/2026
ESG
15 anos de AvaliaCoop: como diagnóstico virou cultura de gestão
Programa consolidou desenvolvimento nas cooperativas, ao conectar governança, desempenho e ESG
Há 15 anos, o Sistema OCB iniciou um movimento estratégico para atender à legislação que exigia o monitoramento das cooperativas. O que poderia ter se limitado a uma obrigação regulatória evoluiu significativamente. De forma colaborativa, com as Organizações Estaduais e as próprias cooperativas, foram desenvolvidas ferramentas diagnósticas que se consolidaram como a principal porta de entrada para o desenvolvimento organizacional.
Esse processo deu origem a uma estratégia nacional de inteligência analítica: o AvaliaCoop. Hoje, ele não apenas apoia o monitoramento, mas sustenta a gestão, o planejamento e a tomada de decisão de milhares de cooperativas, posicionando-se como base estruturante da inteligência do cooperativismo brasileiro.
Hoje, o eixo reúne soluções diagnósticas em temas estratégicos como identidade cooperativista, governança e gestão, desempenho econômico-financeiro, negócios e ESG. Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o aniversário marca muito mais do que uma data. "Quinze anos do AvaliaCoop representam quinze anos de compromisso com o fortalecimento das cooperativas brasileiras. Essa iniciativa nasceu das necessidades contingenciais do cooperativismo no início dos ano 2000 e cresceu sustentada por rigor técnico, parceria com os estados e visão estratégica e de longo prazo. Hoje, ela é um dos pilares do nosso trabalho de desenvolvimento, porque ajuda cada cooperativa a se conhecer melhor, a planejar com mais precisão e a evoluir com consistência. É um orgulho enorme ver o quanto esse programa transformou a cultura de gestão do setor."
Susan Vilela, gerente de Controle Interno do Sistema OCB, foi precursora da operacionalização das soluções, fortalecendo uma agenda pautada na intercooperação e na escuta ativa, promovendo reuniões e espaços de diálogo com as Organizações Estaduais e as cooperativas. "Percebemos que, primeiro, era necessário identificar a dor da cooperativa para então entregar a melhor solução possível", relembra Susan
Esse movimento coletivo permitiu compreender, de forma aprofundada, os diferentes contextos e necessidades. Como resultado, os diagnósticos desenvolvidos — independentemente da metodologia ou das referências adotadas — passaram a refletir de forma consistente as especificidades do modelo de negócios cooperativo e suas respectivas legislações.
Identidade
O primeiro grande marco veio com o Diagnóstico Identidade, desenvolvido em parceria com a Fundace. A ferramenta buscava mapear elementos essenciais do modelo cooperativista, considerando princípios, conformidade legal e aspectos ligados à identidade organizacional. A construção aconteceu de forma coletiva, com forte participação das organizações estaduais. O processo também abriu espaço para troca de experiências e compartilhamento de boas práticas.
Com o amadurecimento do trabalho, surgiu uma nova necessidade. Além de fortalecer sua identidade, as cooperativas precisavam avançar em gestão e governança para responder às exigências do mercado e ampliar sua competitividade.
Governança e gestão
Em 2012, o Sistema OCB firmou parceria com a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) para desenvolver o diagnóstico de Governança e Gestão, hoje uma das soluções mais consolidadas do AvaliaCoop. O modelo foi estruturado em níveis de maturidade e permite que cada cooperativa evolua de forma gradual, respeitando seu contexto e estágio de desenvolvimento.
A lógica é acompanhar uma jornada contínua de evolução, uma vez que implementar boas práticas exige preparo, tempo e amadurecimento institucional. Foi nesse contexto que nasceu também o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão, criado para incentivar o compartilhamento de conhecimento entre cooperativas. A iniciativa deu origem ao compêndio de boas práticas, que segue como uma importante ferramenta de disseminação de experiências dentro do cooperativismo.
Para o coordenador de Inteligência Analítica do Sistema OCB, Tomás Nascimento, essa consistência metodológica é o que garante resultados concretos. "Celebrar os 15 anos dos diagnósticos AvaliaCoop é reconhecer o trabalho de todos que se dedicaram para chegarmos até aqui, com a consistência de um trabalho tático-operacional que sustenta resultados concretos. Ao estruturar metodologia e conteúdo, evoluir sistemas, analisar dados com rigor e apoiar as OCEs de forma ativa, consolidamos uma cultura orientada a dados. Esse conjunto integrado é o que transforma informação em direcionamento e garante a efetividade e a evolução contínua das cooperativas."
A coordenadora de Governança e Gestão, que atuou na coordenação de Inteligência Analítica por quase 10 anos, Simone Montandon, destaca que a robustez do programa está diretamente ligada ao seu processo de aprimoramento permanente. "Durante esses 15 anos, os diagnósticos passaram por uma evolução contínua e estruturada, com revisões sistemáticas de questionários, atualização de conceitos e refinamento metodológico a cada ciclo. Houve também um investimento permanente na evolução tecnológica da plataforma, ampliando a confiabilidade dos dados, a comparabilidade e a qualidade das devolutivas. O resultado é um sistema mais intuitivo, mais rastreável e com impacto cada vez mais concreto na gestão das cooperativas."
Apoio
Com o avanço dos diagnósticos, o AvaliaCoop passou a apoiar diretamente outras áreas do Sistema OCB, especialmente em formação profissional e decisões estratégicas. Os dados coletados passaram a orientar o planejamento de ações e soluções voltadas ao desenvolvimento das cooperativas, incluindo a criação de cursos, capacitações e iniciativas conectadas às demandas reais do setor. "Antes disso, muitas iniciativas acabavam sendo repetidas sem um direcionamento claro. Com os diagnósticos, tornou-se possível identificar prioridades com mais precisão e aumentar a efetividade das entregas", conta Susan.
Ao longo dos anos, o AvaliaCoop deixou de ser apenas uma ferramenta de monitoramento para assumir uma posição estratégica dentro do Sistema OCB. Atualmente, o eixo reúne cinco soluções diagnósticas principais: Identidade, Governança e Gestão (PDGC), Desempenho, Negócios e ESG.
A gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, explica que essa evolução acompanhou as transformações do mercado e as novas demandas do cooperativismo. Segundo ela, o conceito de monitoramento se ampliou e passou a incorporar uma atuação mais voltada à inteligência analítica e ao desenvolvimento organizacional. "O diagnóstico não é um fim em si mesmo. Ele é a porta de entrada para entender desafios, definir prioridades e desenvolver soluções mais assertivas", afirma.
Essa nova fase ganhou ainda mais força a partir de 2022, quando o Sistema OCB iniciou uma revisão do portfólio de soluções para integrar de forma mais clara os diagnósticos às áreas de capacitação, negócios, ESG e cultura cooperativista.
Sustentabilidade
O movimento também acompanhou mudanças importantes no ambiente de negócios. Temas ligados à sustentabilidade, impacto social e governança passaram a ocupar espaço central na estratégia das cooperativas e impulsionaram a criação do diagnóstico ESG.
A solução foi desenvolvida para apoiar cooperativas na avaliação de práticas ambientais, sociais e de governança, alinhando o cooperativismo às exigências atuais do mercado. "O mercado mudou e as cooperativas precisam acompanhar essas transformações para continuarem competitivas e sustentáveis", destaca Débora.
Futuro
Além do ESG, o AvaliaCoop passou a ampliar seu olhar para temas que vêm adquirindo cada vez mais importância, ligados à saúde organizacional, desempenho laboral e sustentabilidade dos negócios, e que se relacionam diretamente com a NR1. Entre as próximas entregas previstas está o Diagnóstico de Saúde e Bem-Estar, atualmente em fase piloto e com lançamento nacional previsto para o próximo ano.
Outro foco imediato do Sistema OCB é ampliar a adesão das cooperativas às soluções diagnósticas e evoluir as estratégias e metodologias de oferta dessas. A avaliação é que a cultura do desenvolvimento organizacional ainda tem muito espaço para crescer dentro do cooperativismo brasileiro. A proposta é dar um grande passo para otimizar a experiência da jornada AvaliaCoop e fazer com que os diagnósticos integrem cada vez mais a rotina das cooperativas, apoiando o planejamento, a priorização de investimentos e o fortalecimento da gestão.
Para Susan, olhar para os 15 anos do AvaliaCoop é reconhecer uma construção coletiva, feita gradualmente e sempre em diálogo com as necessidades das cooperativas. "Tudo foi construído aos poucos. O importante é entender essa trajetória e continuar evoluindo sem perder de vista o caminho que foi percorrido até aqui", ressalta.
Débora reforça que o desenvolvimento organizacional precisa fazer parte da cultura das cooperativas. "Tudo começa com uma pergunta simples: como estou? Não adianta querer abraçar o mundo. Uma prioridade bem estruturada vale mais do que dez objetivos que ficam só no papel", conclui.
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ESG
Capacitação de gestores impulsiona eficiência energética no coop
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O Sistema OCB realizou mais uma etapa da Solução Eficiência Energética, com a Capacitação de Gestores em Eficiência Energética, com encontros na terça-feira (7) e na quinta-feira (9) desta semana. Participaram as cooperativas Coopernova – Armazém (MT), Inovar (RJ), Coabriel (ES), Sicoob Norte Sul (BA), Copasul (MS), Cooperbelgo (GO) e Unimed Caruaru (PE). Juntas, elas somam mais de R$ 7,5 bilhões em faturamento, cerca de 3,8 mil colaboradores e quase 40 mil cooperados.
A etapa marcou o encerramento dos encontros coletivos, com foco no alinhamento conceitual. Na sequência, o trabalho avança para reuniões preparatórias e diagnósticos in loco em cada cooperativa, com identificação de oportunidades de melhoria no consumo, na gestão e nos processos. A partir disso, serão estruturados planos de ação personalizados, aderentes à realidade de cada cooperativa, com acompanhamento remoto ao longo da implementação. Ao final do ciclo, a expectativa é que a eficiência energética esteja incorporada à rotina de gestão como um vetor estratégico de competitividade e sustentabilidade.
Para a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, o principal ganho está em transformar o tema em prática contínua. “Eficiência energética não é algo pontual. É uma forma de gerir melhor a operação, com rotina, acompanhamento e decisões baseadas em dados”, explicou.
Ela também destacou que os resultados ultrapassam os aspectos econômicos. “Quando a cooperativa organiza esse processo, ela reduz custos, melhora sua eficiência e ainda fortalece sua atuação em ESG, o que hoje pesa cada vez mais no mercado”, acrescentou.
Mais gestão, menos desperdício
Um dos pontos centrais da capacitação foi mostrar que eficiência energética não começa na tecnologia, mas na forma de gerir. O desafio está em entender onde a energia está sendo mal utilizada e corrigir esses pontos.
Durante os encontros, os participantes trabalharam conceitos muito presentes na rotina do dia a dia: desperdício, desbalanceamento e sobrecarga. Na prática, são situações que fazem a energia ser consumida sem gerar resultado. A proposta foi trazer esse olhar mais atento para o funcionamento das operações.
Medir para melhorar
Os gestores foram orientados a olhar com mais atenção para os dados de consumo, desde a fatura de energia até medições mais detalhadas. Quanto mais informação disponível, mais fácil identificar onde estão os desperdícios e agir rapidamente.
Além disso, a capacitação mostrou que não basta olhar o consumo total. O ideal é relacionar esse dado com a produção ou com a atividade da cooperativa. Isso permite comparações mais justas e ajuda a entender, de fato, se houve ganho de eficiência.
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O Sistema OCB acompanhou, nesta quarta-feira (1º), o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), iniciativa do governo federal que estabelece diretrizes para orientar o crescimento do setor na próxima década.
A proposta posiciona a biodiversidade brasileira como ativo estratégico para o desenvolvimento econômico sustentável, com integração entre inovação, tecnologia e inclusão social. O cooperativismo foi incluindo como um dos eixos do Plano, que prevê o fortalecimento de pelo menos 60 cooperativas com impacto direto em mais de 5 mil famílias, especialmente na região amazônica.
Com aporte inicial de R$ 350 milhões do Fundo Amazônia, o PNDBio busca estruturar uma nova lógica produtiva no país, ao aliar conservação ambiental à geração de renda. A iniciativa integra o eixo de bioeconomia do Plano de Transformação Ecológica e dialoga com a agenda de reindustrialização nacional, com foco em ampliar a presença do Brasil nas cadeias globais de valor.
Durante o evento, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou o papel do cooperativismo como instrumento de inclusão econômica e fortalecimento produtivo. “É fundamental estimular o modelo. Os pequenos, quando se organizam em cooperativas, fazem toda a diferença”, afirmou. Ele também ressaltou a relevância dos instrumentos financeiros voltados ao desenvolvimento sustentável, como o Fundo Amazônia e o Fundo Clima, que somam bilhões em recursos disponíveis.
Entre as ações estruturantes apoiadas pelo Fundo Amazônia estão programas como o Coopera+ Amazônia, o projeto Cooperar com a Floresta e o Desafios da Amazônia, que juntos, concentram investimentos superiores a R$ 300 milhões de reais e contam com a participação direta de cooperativas agropecuárias. Essas iniciativas buscam impulsionar cadeias produtivas sustentáveis, promover a organização coletiva e ampliar o acesso a mercados.
Metas ambiciosas
O PNDBio também estabelece metas ambiciosas para os próximos anos, como o apoio a 6 mil negócios comunitários, a ampliação do acesso ao crédito e a inclusão de até 300 mil beneficiários em programas de pagamento por serviços ambientais até 2035. A estratégia contempla ainda a recuperação de áreas degradadas, o fortalecimento da economia florestal e o aumento da produtividade com sustentabilidade.
No campo produtivo, o plano propõe a diversificação das lavouras, além do estímulo à bioindustrialização e ao uso de matérias-primas renováveis. A expectativa é que o Brasil avance em segmentos como biocombustíveis, biomateriais e insumos químicos de base biológica, consolidando sua liderança global no tema.
Outro eixo relevante é o incentivo à inovação em saúde, com a meta de ampliar a participação de fitoterápicos no mercado nacional e incorporar novos produtos ao Sistema Único de Saúde (SUS). O plano também prevê avanços no turismo sustentável, com estímulo ao ecoturismo em unidades de conservação.
A construção do PNDBio envolveu mais de 16 ministérios e contou com ampla participação da sociedade, setor produtivo e instituições de pesquisa, somando mais de 900 contribuições. A governança será acompanhada por sistemas de monitoramento que visam garantir transparência e segurança jurídica na execução das ações.
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ESG
Sistema OCB amplia ações de eficiência energética no coop
Novo ciclo da iniciativa estrutura gestão contínua de consumo e redução de custos
Em mais uma etapa de desenvolvimento da Solução Eficiência Energética, o Sistema OCB reuniu, nesta sexta (20), cooperativas de diferentes ramos para dar continuidade aos trabalhos técnicos do ciclo 2026, com foco na gestão do consumo, redução de desperdícios e melhoria de processos.
O contexto global reforça a urgência do tema. Segundo o World Energy Outlook 2025, a demanda por eletricidade deve crescer cerca de 40% até 2035. No Brasil, a expansão projetada é de 3,3% ao ano, o que pressiona custos e exige maior eficiência no uso da energia, especialmente em setores intensivos como agro, saúde e crédito.
Para a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, a eficiência energética já demonstra resultados concretos e rápidos nas cooperativas. Ela destacou que a agenda vai além da redução de custos. “Estamos falando também de mercado, reputação e cultura de sustentabilidade. É uma agenda que conecta desempenho econômico e posicionamento estratégico”, afirmou.
A solução parte do diagnóstico de que a energia é um dos principais custos operacionais das cooperativas e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ganho imediato de eficiência. Em alguns casos acompanhados pelo Sistema OCB, ajustes simples já geraram economia perceptível no curto prazo. “Houve cooperativas que fizeram adequações e, no mês seguinte, já viram resultado financeiro”, relatou Débora.
Participam desta etapa cooperativas como Coopernova (MT), Inovar (RJ), Coabriel (ES), Sicoob Norte Sul (BA), Copasul (MS), Cooperbelgo (GO) e Unimed Caruaru (PE). Juntas, elas reúnem grande diversidade de operações e realidades, o que amplia o potencial de aprendizado e replicação de boas práticas.
O processo previsto pela solução envolve capacitação técnica, diagnóstico em campo e elaboração de planos de ação personalizados. O objetivo é estruturar uma gestão contínua da eficiência energética, com definição de indicadores, metas e rotinas de acompanhamento.
Segundo o consultor da Strider, Alexandre Mater, a experiência do ciclo anterior mostrou que há oportunidades em todas as cooperativas, independentemente do nível de maturidade. “Em todas elas, tivemos resultados positivos. Algumas mais avançadas, outras iniciando, mas todas encontraram oportunidades relevantes de melhoria”. Ele explicou que o foco está no uso inteligente da energia.
Para as cooperativas, o tema já aparece como prioridade estratégica. Na Copasul, por exemplo, a energia representa parcela significativa dos custos. “É mais de 30% do nosso custo total. Qualquer ganho de eficiência impacta diretamente o resultado”, destacou a analista de sustentabilidade, Nayara Moraes.
Já na Coabriel, o trabalho vem complementar iniciativas em andamento. “Já temos investimentos em fontes renováveis e projetos em desenvolvimento. A expectativa é melhorar ainda mais os resultados com essa solução”, afirmou o supervisor de manutenção, Caio Vicente.
A proposta do Sistema OCB é transformar a eficiência energética em prática permanente de gestão, integrada à governança das cooperativas. Isso inclui desde decisões operacionais como manutenção de equipamentos e controle de consumo, até estratégias mais amplas, como diversificação de fontes e alinhamento com metas de descarbonização.
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23/03/2026
ESG
Sistema OCB lança guia que ensina coops a contabilizarem GEE
Publicação orienta passo a passo para inventário e gestão das emissões de Gases de Efeito Estufa
O Sistema OCB lançou, em parceria com a Ambipar, o Guia Metodológico do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), uma publicação técnica que faz parte da Solução Neutralidade de Carbono, do Programa ESGCoop. O material foi desenvolvido para apoiar as cooperativas de todos os ramos na estruturação, coleta, tratamento e reporte de informações sobre suas emissões, de forma padronizada e transparente.
O guia é um passo importante na jornada das cooperativas rumo à sustentabilidade,à gestão climática eficiente e à neutralidade de carbono Elaborado com base nas metodologias ABNT NBR ISO 14064-1:2019 e no Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) — referências internacionais no tema —, o documento apresenta orientações detalhadas sobre os três escopos de emissões (diretas, indiretas de energia adquirida e indiretas na cadeia de valor) e traz instruções práticas para o uso da ferramenta oficial do GHG Protocol.
“O inventário de emissões é uma ferramenta fundamental para compreender o impacto climático das atividades da cooperativa e identificar caminhos para reduzir esse impacto. Medir é o primeiro passo para gerenciar, e esse guia vem justamente para facilitar esse processo, tornando-o acessível e confiável”, explica Débora Ingrisano, Gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
O guia descreve todas as etapas do processo — desde a definição dos limites organizacionais e operacionais até a consolidação e o reporte dos dados —, sempre alinhado aos princípios de relevância, integralidade, consistência, transparência e exatidão. A publicação também orienta sobre o armazenamento de evidências, essencial para auditorias e verificações independentes, além de indicar boas práticas que permitem às cooperativas buscar o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, o mais alto nível de conformidade metodológica no país.
“O diferencial do material é traduzir uma metodologia internacional para a realidade das cooperativas brasileiras. Ele oferece um passo a passo prático, com linguagem acessível e foco na aplicabilidade. A ideia é apoiar desde cooperativas que estão iniciando sua jornada de sustentabilidade até aquelas que já têm um inventário consolidado e buscam aprimoramento”, acrescenta Débora.
A publicação se integra à agenda ESG do Sistema OCB, que busca ampliar o engajamento do movimento cooperativista nas ações de mitigação das mudanças climáticas e de transição para uma economia de baixo carbono. “As cooperativas têm um papel estratégico nessa agenda. Elas já nascem com uma lógica de uso responsável dos recursos e de geração de valor coletivo. Agora, com ferramentas como o Guia Metodológico, poderão mensurar e comunicar esse valor de forma ainda mais robusta e transparente”, completa a gerente.
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Transporte
SABER COOPERAR
22/07/2026
Educação Política fortalece cultura de representação institucional no coop
A política está mais presente no cotidiano das cooperativas do que muita gente imagina. É nos espaços de decisão que são definidas leis, regulamentações e políticas públicas capazes de impulsionar – ou limitar – o desenvolvimento do cooperativismo. Por isso, acompanhar o ambiente político-institucional e participar do diálogo com os tomadores de decisão é uma estratégia essencial para fortalecer o setor e garantir que as especificidades do modelo cooperativo sejam consideradas.
Para aprimorar essa atuação, o Sistema OCB criou o Programa de Educação Política, que prepara lideranças cooperativistas para compreender o funcionamento das instituições, qualificar a representação institucional e ampliar a participação do cooperativismo nos debates de interesse do setor. Mais do que incentivar o acompanhamento da agenda pública, o programa busca consolidar uma cultura de atuação apartidária, técnica e permanente, voltada à defesa legítima das pautas cooperativistas.
“Nossa intenção é formar cidadãos mais conscientes, lideranças mais preparadas e cooperativas mais capazes de dialogar com os tomadores de decisão. Queremos que o cooperativismo seja reconhecido não apenas por sua relevância econômica e social, mas também por sua capacidade de contribuir para a construção de soluções para os desafios do país”, explica o gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz.
Esse fortalecimento da representação institucional se traduz em ações concretas. Ao acompanhar a agenda legislativa, dialogar com representantes dos Poderes e construir relacionamentos institucionais, o cooperativismo amplia sua capacidade de atuar de forma estratégica na defesa de seus interesses. Com isso, consegue apresentar propostas fundamentadas, contribuir tecnicamente para a formulação de políticas públicas e levar aos espaços de decisão a experiência de organizações que promovem inclusão produtiva, desenvolvimento regional, geração de renda e o fortalecimento das comunidades.
“Quando um dirigente entende como tramita um projeto de lei, quando um cooperado compreende o impacto de uma política pública sobre sua atividade ou quando uma cooperativa consegue apresentar propostas estruturadas para candidatos e gestores públicos, estamos fortalecendo a capacidade de incidência do movimento”, destaca o gerente.
Como participar
O Programa de Educação Política oferece diferentes ferramentas para as cooperativas aperfeiçoarem sua participação em processos decisórios importantes para as regiões onde estão inseridas. Em todo o país, 25 Organizações Estaduais (OCEs) já aderiram à plataforma. Segundo Queiroz, quanto maior o envolvimento das cooperativas, maior a capacidade do movimento de apresentar suas contribuições para o desenvolvimento do país e defender um ambiente institucional favorável ao seu crescimento.
“Cooperativas que investem em educação política fortalecem sua capacidade de relacionamento institucional, desenvolvem lideranças mais preparadas, ampliam sua influência nos debates públicos e conseguem antecipar tendências regulatórias e legislativas que podem impactar seus negócios. Além disso, tornam-se organizações mais conectadas com seus territórios e mais capazes de atuar como agentes de desenvolvimento local”, ressalta.
O programa é colocado em prática nos estados com oficinas, seminários, encontros de lideranças, cursos de formação, campanhas de conscientização e atividades voltadas para jovens, mulheres e dirigentes cooperativistas. São ações que destacam a importância da participação cidadã e da representação institucional dentro do coop e vem gerando uma mudança cultural ao longo dos anos.
“Percebemos um avanço significativo na capacidade das próprias cooperativas de organizarem suas pautas, construírem agendas regionais e participarem de discussões sobre desenvolvimento local, o que amplia a legitimidade e a influência institucional do movimento”, avalia o gerente.
Atuação estratégica
O Programa de Educação Política funciona com base em eixos estratégicos. No primeiro, Formação Política e Cidadã, o foco é promover a capacitação sobre democracia, funcionamento das instituições, processo eleitoral, Poder Legislativo, Poder Executivo e participação social. É a base que permite que o sistema cooperativista tenha multiplicadores do programa por todo o país.
No eixo Mobilização e Engajamento, o Sistema OCB busca transformar conhecimento em participação. O objetivo é incentivar cooperados, dirigentes e colaboradores a acompanharem os temas de interesse do cooperativismo e a se envolverem nos debates que impactam suas comunidades e seus negócios.
O terceiro eixo – Representação Institucional – inclui o cooperativismo no centro da agenda de decisões, por meio do documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo, entregue aos presidenciáveis e demais candidatos em nível federal, estadual e municipal. Por fim, o eixo Comunicação e Conscientização amplia o alcance dessas discussões por meio de campanhas, materiais educativos e plataformas digitais. É nesse contexto que iniciativas como a campanha “Na hora de votar, #PensenoCoop” ganham relevância, aproximando cooperativas e representantes públicos.
“É uma formação completa, que vai permitir à cooperativa entender como funciona todo o processo de participação política e como usá-la a seu favor. Em 2026, ano de eleições gerais, essa decisão é ainda mais importante no sentido de qualificar o relacionamento institucional das cooperativas com candidatos, parlamentares e gestores públicos”, destaca Eduardo Queiroz.
Educação política na prática
No Sistema OCB/ES, 100% dos parlamentares eleitos em âmbito estadual já firmaram um compromisso com o cooperativismo. A adesão é resultado de um trabalho consistente de representação institucional do coop capixaba.
O assessor de Relações Institucionais do Sistema OCB/ES, David Duarte Ribeiro, explica que, com a ajuda do Programa de Educação Política, os atores políticos compreenderam que o cooperativismo possui uma atuação apartidária, com foco em fortalecer as cooperativas e ampliar a contribuição delas para o desenvolvimento do estado.
Participante do programa desde 2023, a OCE já vem colhendo resultados significativos, como a aprovação de leis de reconhecimento e incentivo ao cooperativismo em 22 municípios capixabas. Os avanços refletem um esforço que também mobiliza quem atua na ponta. Cooperativas como a Coopram, de agricultura familiar, e a Coopersules, de transporte, passaram a dedicar painéis exclusivos ao Programa de Educação Política em seus eventos internos. “Nesses espaços, os multiplicadores apresentam a iniciativa, debatem a importância do envolvimento institucional e mostram como as decisões políticas impactam diretamente o dia a dia da cooperativa”, conta Ribeiro.
Para ampliar esse alcance, o Sistema OCB/ES aposta em duas frentes complementares. A primeira é a capacitação dos multiplicadores, por meio da trilha de aprendizagem Cooperativismo e Relações Governamentais, na plataforma CapacitaCoop, garantindo que eles tenham domínio dos temas abordados.
A segunda consiste em comunicar o tema de forma simples e próxima do público. “Encaminhamos materiais dinâmicos, como cartilhas digitais e pílulas de informação via WhatsApp, além de promovermos reuniões de comitês educativos. O foco é desmistificar a política, mostrando que a educação política não é sinônimo de partidarismo, mas sim um mecanismo para atuarmos em defesa do modelo de negócios cooperativo”, afirma o assessor.
Construção permanente
O Paraná foi o estado pioneiro na implementação do Programa de Educação Política do Sistema OCB, ainda na fase piloto, em 2018. Adaptada à realidade local, a iniciativa alcançou mais de 1 milhão de pessoas. Agora, a meta é ampliar esse alcance para 3 milhões, mobilizando as 255 cooperativas registradas na Ocepar.
De acordo com a coordenadora de Relações Institucionais da entidade, Danielly Andressa da Silva, esse avanço é resultado de um trabalho contínuo de formação de coordenadores locais – lideranças indicadas pelas cooperativas para atuar como pontos focais do programa em cada organização.
Os coordenadores participam regularmente de capacitações, recebem orientações técnicas e integram reuniões e fóruns promovidos pela Ocepar, garantindo alinhamento e uniformidade na condução das ações em todo o estado. “Cada vez mais lideranças compreendem que acompanhar o ambiente político-institucional não significa fazer política partidária, mas exercer uma representação institucional responsável, organizada e alinhada aos interesses do cooperativismo”, afirma.
O pioneirismo também tem impacto na representatividade do coop paranaense. Hoje, 26 deputados federais e senadores do estado integram a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional. “Observamos recentemente uma evolução importante na qualidade do relacionamento institucional com os Poderes Executivo e Legislativo, permitindo que as contribuições do cooperativismo sejam apresentadas de forma técnica, propositiva e permanente”, destaca Danielly.
Para a coordenadora, esse trabalho ultrapassa os períodos eleitorais e busca consolidar uma cultura permanente de representação institucional. A proposta é preparar cooperativas e lideranças para acompanhar os processos de decisão e atuar de forma organizada na defesa de pautas estratégicas para o setor.
A consolidação do programa também passa por uma agenda estruturada de formação e mobilização. A Ocepar investe na capacitação contínua de lideranças, na produção de materiais de comunicação, em parcerias institucionais e em ações de sensibilização junto às cooperativas. Entre as iniciativas desenvolvidas estão o documento Propostas por um Paraná mais Cooperativo, que complementa o material elaborado pelo Sistema OCB com indicadores e prioridades para o estado, o MBA em Inteligência Política e Governos, realizado com o apoio do Sescoop/PR, além de imersões institucionais na Assembleia Legislativa do Paraná e diálogo permanente com representantes dos Executivo.
Segundo Danielly, a experiência tem mostrado que o maior desafio não é executar o programa, mas consolidar uma cultura de representação institucional capaz de ampliar, de forma legítima e contínua, a influência do cooperativismo nos espaços de decisão. “Nosso objetivo hoje é fortalecer uma atuação orientada por inteligência política, preparando lideranças para compreender o ambiente institucional, antecipar tendências e qualificar o diálogo com os tomadores de decisão”, conclui.
SABER COOPERAR
10/07/2026
Marketing de influência fortalece comunicação cooperativista
Quase metade da população brasileira já realizou uma compra por recomendação de influenciadores digitais, colocando o país na liderança do ranking global sobre o poder dos criadores de conteúdo nas decisões de consumo, segundo pesquisa da Statista e Hootsuite. O cooperativismo vem ocupando esse espaço de forma estratégica, utilizando o marketing de influência para ampliar o alcance de mensagens que engajam, informam e ajudam a promover escolhas conscientes.
Com o uso cada vez mais massivo das redes sociais, os influenciadores se destacam por criar conexões genuínas com seus seguidores, um ativo valioso para marcas e instituições que desejam conquistar o público digital. É aí que entra o marketing de influência, uma estratégia de comunicação que utiliza personalidades influentes para divulgar produtos ou serviços.
De acordo com a professora e pesquisadora do Instituto Federal de Brasília (IFB) Carla Simone Castro, embora o termo tenha ganhado notoriedade com as redes sociais, o conceito é antigo, porque as marcas sempre recorreram a figuras públicas, especialistas, artistas e lideranças sociais para transferir credibilidade em suas divulgações. “O que mudou foi a dinâmica da comunicação digital. Com o surgimento das plataformas sociais, especialmente Instagram, TikTok, YouTube e LinkedIn, surgiram novos formadores de opinião que passaram a construir comunidades próprias, estabelecendo relações mais próximas, frequentes e autênticas com seus seguidores”, explica.
Em tempos de super conectividade, o diferencial do marketing de influência é gerar confiança em um contexto onde os consumidores buscam referências, opiniões e experiências compartilhadas por outros usuários. “Enquanto a publicidade tradicional comunica a partir da instituição, o influenciador comunica a partir da experiência, da vivência e da relação de confiança construída com sua audiência. Isso gera uma percepção de autenticidade que muitas vezes amplia a eficácia da mensagem”, destaca a especialista.
O marketing de influência também permite uma segmentação altamente qualificada. Segundo Carla, é possível trabalhar com criadores de conteúdo especializados, alcançando públicos específicos com muito mais precisão do que em campanhas massificadas, o que gera melhores resultados. “Produtos, serviços ou políticas públicas que exigem explicação podem ser comunicados de forma mais acessível por especialistas e criadores de conteúdo que já possuem legitimidade perante seus públicos”, ressalta.
Marketing de influência no coop
Esse potencial de traduzir conceitos para o público de forma autêntica e confiável levou o cooperativismo a investir no marketing de influência como estratégia de comunicação. Este ano, os criadores de conteúdo ganharam espaço relevante na campanha SomosCoop 2026 para ajudar a espalhar a mensagem-tema: Escolha consciente, escolha o coop.
O time é formado pela apresentadora Ana Maria Braga, a educadora financeira Nath Finanças, a divulgadora científica Mari Kruger, o humorista Ed Gama e a influenciadora de investimentos Dani Colombo. A escolha dos nomes foi baseada na autenticidade, credibilidade e afinidade entre o perfil de cada um e a mensagem que o movimento coop deseja transmitir, segundo Samara Araujo, gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB.
“Os influenciadores traduzem mensagens complexas para uma linguagem acessível, geram identificação e ajudam a inserir o cooperativismo em contextos nos quais ele normalmente não estaria presente. Isso amplia o reconhecimento da marca SomosCoop, desperta curiosidade e fortalece a conexão emocional com os consumidores”, destaca.
Ana Maria Braga, por exemplo, tem uma relação de confiança com o público construída ao longo de décadas com temas ligados à alimentação, qualidade e escolhas de consumo, além de exercer grande influência nas decisões de compra de milhões de brasileiros. Em uma das ações da campanha, ela levou o SomosCoop para a bancada do Mais Você.
Nath Finanças contribui para conectar a campanha ao conceito de consumo consciente e educação financeira, enquanto o Ed Gama utiliza o humor para aproximar o cooperativismo de novos públicos de forma leve e acessível. Mari Krüger e Dani Colombo reforçam a comunicação da campanha SomosCoop com uma linguagem simples e didática, ampliando o entendimento sobre o cooperativismo e incentivando escolhas mais conscientes.
Segundo Samara, quando existe coerência entre o influenciador e a mensagem, o conteúdo tende a gerar maior confiança e engajamento, o que tem sido comprovado pelos resultados. “Nos primeiros meses da campanha, já ultrapassamos 320 milhões de impactos, enquanto os conteúdos protagonizados por Ana Maria Braga, Nath Finanças, Ed Gama, Mari Kruger e Dani Colombo somaram mais de 20 milhões de visualizações nas redes sociais”, detalha a gerente.
A campanha SomosCoop 2026 representa uma evolução da estratégia de comunicação do cooperativismo brasileiro. A divulgação integrada reúne publicidade, assessoria de imprensa, produção de conteúdo institucional, marketing de influência, ações em pontos de venda, ações em grandes programas de entretenimento, presença digital e forte mobilização das cooperativas em todo o país. “Também disponibilizamos um amplo enxoval de comunicação, materiais de trade marketing, treinamentos e orientações para que o movimento fale de forma coordenada, fortaleça uma identidade única e potencialize os resultados”, explica Samara Araujo.
Conteúdos mais coop
Escolher um influenciador digital para comunicar o cooperativismo vai muito além do número de seguidores e envolve reputação, credibilidade e aderência aos objetivos estratégicos do movimento. Para garantir que a ferramenta seja eficaz, é preciso identificar criadores de conteúdos alinhados às mensagens e valores que serão apresentados.
De acordo com a pesquisadora Carla Simone Castro, do IFB, uma tendência crescente nesse mercado é a co-criação de conteúdo. Em vez de apenas divulgar uma mensagem pronta, as organizações passam a desenvolver soluções, experiências e narrativas conjuntamente com os influenciadores, aumentando a autenticidade da comunicação.
“É importante estabelecer objetivos claros, definir indicadores de desempenho, orientar corretamente sobre a campanha e garantir transparência na relação comercial. Além disso, é fundamental avaliar a afinidade genuína com o tema que será comunicado, pois a autenticidade faz toda a diferença para que a mensagem seja percebida como verdadeira”, pondera a especialista.
“O influenciador precisa atuar como um parceiro estratégico, capaz de compreender e traduzir os valores da cooperação, e não apenas como um veículo para divulgação de uma mensagem”, complementa Samara Araujo.
Para o futuro, a pesquisadora prevê um mercado de marketing de influência cada vez mais profissionalizado, orientado por dados e com maiores níveis de transparência. “O setor caminha para modelos que relacionam influência não apenas a métricas de vaidade, como curtidas e visualizações, mas a indicadores concretos de negócio, reputação, geração de valor e comportamento do consumidor”.
A experiência do Sistema OCB mostra que é necessário investir não somente em marketing de influência, mas também em branding, produção de conteúdo, campanhas publicitárias, inteligência de dados, experiências presenciais, entre outros. “Dentro dessa lógica de se assumir coop, podemos nos apoiar nas narrativas. As cooperativas possuem um patrimônio extremamente valioso: histórias reais, cooperados, comunidades transformadas e impactos concretos. Muitas vezes, esses ativos ainda são pouco explorados. Por isso, é fundamental desenvolver uma comunicação que conte essas histórias de forma simples, próxima e conectada com a realidade das pessoas”, finaliza a gerente.
SABER COOPERAR
Cooperativa é protagonista de pesquisa com jaborandi na Amazônia
Na Floresta Nacional de Carajás, no Pará, a mata densa e úmida guarda tesouros escondidos. É neste cenário que um projeto científico realizado com a participação de um cooperativa trabalha para preservar uma planta fundamental para a medicina moderna: o jaborandi, ou Pilocarpus microphyllus. A espécie amazônica é a única fonte natural conhecida da pilocarpina, composto usado no tratamento de doenças como glaucoma e a Síndrome de Sjögren.
Os pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável (ITV) contam com um ativo especial para essa missão: a força do cooperativismo, representada pela Coex Carajás. A cooperativa reúne extrativistas da unidade de conservação desde 1990 e é reconhecida pelo manejo sustentável da floresta.
O jaborandi é uma planta classificada como vulnerável na Lista Vermelha da Flora Brasileira, ou seja, com alto risco de extinção na natureza em médio prazo. A preservação é urgente, em especial porque não há alternativa sintética à pilocarpina extraída da planta. Para resolver essa equação, os pesquisadores do ITV, com apoio da comunidade local e do envolvimento da Coex Carajás, criaram uma coleção inter situ, ou um “banco vivo de conservação” do jaborandi. Isso porque a planta não pode ser preservada por métodos tradicionais, como na forma de sementes.
“Existem bancos de sementes espalhados por vários locais no mundo. Se, por exemplo, algum dia ocorrer uma catástrofe mundial, você consegue recuperar as espécies usando esses acervos. Há várias espécies que a gente chama de sementes ortodoxas, que conseguem ser armazenadas por longos períodos. Mas outras perdem a viabilidade muito rápido, como o jaborandi”, explica o pesquisador Cecilio Caldeira Frois.
O estudo, comandado por ele e pela equipe do ITV, foi publicado na renomada revista científica PLOS One. Há várias formas de manter uma coleção de plantas e, no caso do jaborandi, a aposta foi pela forma inter situ, ou seja, no próprio local em que a espécie se desenvolve, a partir da recuperação das áreas degradadas.
“A grande vantagem da coleção inter situ é que, além de estudos, ela serve para uso. As plantas crescem como se estivessem em um ambiente natural”, explica o cientista. Antes do plantio, é feito um estudo genético das mudas em viveiro, um traçado das áreas e o desenvolvimento das técnicas para que elas brotem. Depois, vem a fase de manejo, em que os pesquisadores acompanham as espécies para avaliar a sobrevivência e o crescimento.
“Isso tudo é feito durante vários anos até que a coleção se estabeleça. Aquelas plantas que nós levamos começam a ter ‘novos filhos’ ali e conseguem ter autonomia da população”, resume. O trabalho da pesquisa começou em 2020, com a coleta das sementes que indicaram quatro populações geneticamente distintas do jaborandi - três delas apresentaram resultados expressivos, com mais de 500 plantas estabelecidas.
Protagonismo coop
Com experiência de muitos anos no manejo sustentável do jaborandi na região, a Coex Carajás tem papel fundamental na pesquisa. Os cooperados participaram de diversas etapas do estudo, desde o planejamento até o trabalho em campo, que é remunerado pelo instituto. “Boa parte das ações que a gente executa, a cooperativa participa. Por exemplo, para mapear as áreas de ocorrência do jaborandi na Floresta Nacional de Carajás. Quem vai a campo e coleta os dados são os cooperados. A gente faz o treinamento e os contrata”, explica Frois.
O resultado da cooperação beneficia os extrativistas, a ciência e toda a sociedade, uma vez que a preservação do jaborandi garante o tratamento de quem precisa do ativo. “Esse mapeamento vai retornar para os cooperados da Coex Carajás, porque essas novas áreas serão os locais onde eles poderão explorar folhas e sementes de jaborandi no futuro”, pondera o pesquisador. Além disso, a equipe do ITV pretende elaborar um guia sobre como implantar coleções de espécies excepcionais, como o jaborandi, auxiliando outras frentes de trabalho científico.
Cooperativismo e desenvolvimento na Amazônia
O superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, destaca que as cooperativas paraenses, pela própria inserção no bioma amazônico, praticam a bioeconomia desde sua essência. “Elas estão auxiliando nesse modal da integração entre homem e natureza. Muitas cooperativas como a Coex Carajás precisam estar com o ecossistema equilibrado para produzir”, ressalta.
O pesquisador Cecílio Frois destaca que a presença de uma comunidade local dedicada ao manejo sustentável foi o ambiente perfeito para que o estudo se desenvolvesse da melhor forma possível. “A gente encontra na espécie uma demanda comercial, uma demanda de conservação e uma comunidade local que quer e precisa fazer a conservação e o manejo da espécie. Essa sinergia com a cooperativa. Para mim, que trabalho com pesquisa, ver isso sendo aplicado é extraordinário”, afirma.
Serra destaca que, com a participação das cooperativas em projetos de sustentabilidade ambiental, o ganho deixa de ser individual para se tornar coletivo. “O cooperativismo é uma importante ferramenta de desenvolvimento social e econômico, capaz de impulsionar a preservação ambiental, a permanência das pessoas no campo e promover o desenvolvimento tão necessário para essas comunidades”.
10/07/2026
SABER COOPERAR
Semana de Competitividade 2026 impulsiona a cultura cooperativista
Como crescer sem perder a identidade? Desde o 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), essa reflexão tem orientado a construção de uma visão estratégica para o futuro do movimento, fundamentada nos princípios e valores que o definem. Em agosto, essa mobilização terá um marco importante, com a Semana de Competitividade 2026, que este ano terá como tema “Cultivando a Cultura Cooperativista”, um chamado à ação para fortalecer os diferenciais do coop e impulsionar o crescimento sustentável.
O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, em Brasília, e integra as atividades do Ano da Cultura Coop, promovido pelo Sistema OCB para oferecer às cooperativas soluções que visam fortalecer a cultura cooperativista por meio da educação orientada para continuidade e renovação, com foco na formação de educadores cooperativistas.
“A cultura cooperativista é um movimento vivo, em transformação. No momento em que o modelo de negócios cooperativista está em plena expansão no Brasil, reforçar o que nos torna únicos é fundamental. Para que os valores e princípios do coop se mantenham sólidos, precisamos investir em educação e informação sobre nossa identidade, e a Semana de Competitividade trará importantes ferramentas para isso”, afirma a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano.
Durante o evento, serão apresentados os resultados da Pesquisa de Cultura Cooperativista 2026, estudos sobre identidade e memória cooperativista, além de novas soluções do Eixo CulturaCoop nas áreas de legado, educação e sucessão.
Formação e engajamento
A programação vai reunir cooperativistas de todo o país, especialistas e lideranças em trilhas sobre
governança cooperativa, educação cooperativista, comunicação e experiência, legado e sucessão. Os participantes poderão compartilhar experiências, tendências e boas práticas de cultura cooperativista em palestras, labs, salas temáticas e momentos de troca sobre temas fundamentais para o futuro do cooperativismo brasileiro.
“Esta edição foi pensada para valorizar aquilo que diferencia o coop: sua essência, seus valores, sua identidade e sua capacidade de gerar desenvolvimento de forma coletiva. É uma oportunidade para refletirmos, na prática, sobre como a cultura coop pode fortalecer nossas organizações e ampliar nosso diferencial competitivo”, destaca o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa.
Ao longo dos três dias, a Semana de Competitividade vai propor discussões sobre a cultura cooperativista como um diferencial estratégico das cooperativas, abordando identidade, valores, práticas organizacionais, educação cooperativista e formas de fortalecer o jeito cooperativo de atuar. Reconhecido pelas ativações inovadoras e interatividade, o evento deste ano oferecerá uma experiência ainda mais dinâmica e conectada com os desafios atuais das cooperativas.
“A proposta é que os participantes encontrem uma programação diversa, com conteúdos que combinam reflexão estratégica, cases reais e atividades mais aplicadas, sempre com foco em mostrar como a cultura cooperativista pode ser cultivada no dia a dia e transformada em diferencial competitivo.”, ressalta Costa.
Reflexões e prática
Os destaques da programação da Semana de Competitividade 2026 estão disponíveis no site oficial do evento. As palestras irão debater temas como juventude cooperativista, tendências de comunicação e oportunidades geracionais, futuro do coop e legado cooperativista. Nas salas temáticas, os programas incluem diversidade e inclusão, protagonismo feminino, educação e Inteligência Artificial (IA), além de sucessão, fidelização de cooperados e governança. Os labs – com atividades práticas – foram definidos a partir de questões norteadoras para o futuro do coop, como engajamento de jovens, design de experiência, plano de comunicação e memória institucional.
Confira a programação no site da Semana de Competitividade 2026.
10/07/2026
SABER COOPERAR
Mulheres na história do coop: de Rochdale à ACI
Neste infográfico você vai conhecer a trajetória inspiradora de mulheres que participaram ativamente da construção do movimento cooperativista no Brasil e no mundo e suas importantes contribuições para moldar o cooperativismo como conhecemos hoje.
22/06/2026
SABER COOPERAR
“Cooperativas que valorizam a memória fortalecem a confiança e geram mais valor”, afirma pesquisadora
Conhecer as origens é também compreender quem somos e para onde queremos ir. No Ano da Cultura Coop, pesquisas realizadas pela historiadora Carolina Kuk, a pedido do Sistema OCB, conectam memória, cultura, educação, filosofia e identidade cooperativista, mostrando que olhar para a trajetória do movimento e das cooperativas brasileiras vai muito além de preservar o passado: é uma forma de fortalecer valores, orientar decisões e contribuir para o futuro sustentável do cooperativismo.
“Cuidar da memória cooperativista é cuidar da continuidade do próprio movimento. Porque aquilo que não é registrado, compartilhado e transmitido corre o risco de se perder com o tempo”, afirmou a pesquisadora em entrevista ao Sistema OCB. “Cooperativas com memória fortalecida tendem a gerar mais engajamento, mais alinhamento interno e relações de maior confiança. Além disso, a história também gera valor para as marcas”, complementa.
Historiadora pós-graduada em Sócio-Psicologia, Carolina atua há 20 anos com projetos de memória institucional, pesquisa sócio-histórica e organização de acervos. Em sua imersão no cooperativismo, também analisou as raízes da cooperação e a formação histórica dos princípios e valores cooperativistas, resgatando elementos que ajudam a compreender a identidade do movimento e a construir definições mais conectadas à realidade atual das cooperativas.
Os resultados da pesquisa serviram de base para o alinhamento conceitual de novas soluções do Eixo CulturaCoop e outros materiais que serão lançados na Semana de Competitividade 2026, de 11 a 13 de agosto, em Brasília.
Leia a entrevista completa com a pesquisadora:
Sistema OCB: Quando você começou a trabalhar com o cooperativismo e qual o foco das pesquisas aplicadas esse ano?
Carolina Kuk: Comecei a trabalhar com o cooperativismo em 2025, quando desenvolvi uma pesquisa sobre as origens do movimento no Brasil. O estudo foi realizado para apoiar o posicionamento da OCB no contexto do Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela ONU [Organização das Nações Unidas]. Foi um tema que me interessou muito porque conecta história, organização social e impacto coletivo.
Em 2026, desenvolvemos duas pesquisas diferentes para o Sescoop, com enfoque no Ano da Cultura Cooperativista: a primeira teve como foco a história do cooperativismo no Brasil e no mundo e investigou suas origens, principais marcos legais e o processo de institucionalização do movimento cooperativista. O objetivo foi compreender como o cooperativismo se estruturou ao longo do tempo e revisar algumas narrativas já consolidadas sobre esse tema.
A segunda pesquisa teve um caráter mais conceitual e buscou aprofundar temas como identidade, cultura, educação, filosofia e memória cooperativista. Nesse estudo, procuramos entender como os próprios autores da tradição cooperativista definiam esses conceitos, evitando interpretações simplificadas ou muito genéricas.
Qual foi a metodologia utilizada e em que consiste a pesquisa sócio-histórica?
Nossa metodologia combinou pesquisa bibliográfica, análise documental, levantamento iconográfico e investigação em arquivos e lugares de memória. O objetivo foi cruzar diferentes tipos de fontes para construir uma visão mais ampla, crítica e plural sobre o tema.
A pesquisa sócio-histórica busca compreender como os processos históricos ajudam a explicar o presente. Quando estudamos as origens, os valores e as trajetórias de uma organização ou de um movimento social, conseguimos entender melhor sua identidade, seus desafios atuais e também construir decisões mais conscientes para o futuro. É um trabalho que ajuda a dar continuidade sustentável às instituições, sem perder de vista seus valores e sua direção estratégica.
No caso do cooperativismo, esse olhar ajuda a mostrar que ele não surgiu de forma isolada ou repentina. Existe uma longa trajetória de práticas coletivas, ajuda mútua e organização comunitária que antecede os marcos oficialmente reconhecidos. De certa forma, a própria sobrevivência da humanidade sempre dependeu de algum nível de cooperação.
Como a pesquisa sócio-histórica sobre o coop foi desenvolvida?
Partimos da ideia de que conceitos não são apenas palavras: eles carregam valores, disputas, experiências históricas e diferentes interpretações ao longo do tempo. Por isso, buscamos entender como autores ligados à tradição cooperativista definiam esses temas em seus próprios textos. A metodologia envolveu levantamento bibliográfico, leitura crítica das obras e comparação entre diferentes interpretações sobre identidade, cultura, educação e filosofia cooperativista.
Em vez de trabalhar apenas com definições prontas, procuramos entender como esses conceitos foram sendo construídos historicamente e como ajudam a moldar a visão de mundo do cooperativismo até hoje. Esse processo permitiu elaborar definições mais consistentes e conectadas com a trajetória histórica do movimento cooperativista.
Quais os principais achados desse projeto até agora?
Um dos principais achados foi compreender que não existe uma única origem possível para o cooperativismo. O modelo que conhecemos hoje é resultado de um longo processo histórico, formado por diferentes experiências sociais, culturais, religiosas, comunitárias e econômicas. Isso ajuda a explicar a pluralidade do movimento cooperativista até hoje.
Outro aprendizado importante foi o papel central da memória dentro do cooperativismo. A pesquisa mostrou que memória não é apenas preservação do passado: ela organiza a cultura, fortalece a identidade, sustenta processos educativos e ajuda a orientar decisões estratégicas no presente e no futuro. Símbolos, datas comemorativas, documentos, objetos, imagens e relatos têm um papel fundamental na construção do sentimento de pertencimento e continuidade dentro do movimento cooperativista. Sem memória, é muito difícil consolidar cultura, identidade e filosofia cooperativista.
Por isso, um dos grandes alertas da pesquisa é que projetos de memória não devem ser vistos como algo acessório, mas como estruturas estratégicas para o futuro do cooperativismo. Preservar e organizar essa trajetória ajuda o movimento a inovar sem perder seus fundamentos, além de fortalecer vínculos entre diferentes gerações e ampliar o reconhecimento social do cooperativismo no Brasil.
De que maneira os resultados desses estudos se refletem nas cooperativas e cooperados?
Muitas vezes, o que sustenta uma cooperativa não está apenas em documentos formais, mas nas práticas do dia a dia, nas histórias compartilhadas e nos conhecimentos construídos coletivamente. Quando essa memória não é cuidada, parte desse patrimônio se perde. Quando é valorizada, transforma-se em um ativo estratégico.
E isso tem reflexos concretos lá na ponta. Cooperativas com memória fortalecida tendem a gerar mais engajamento, mais alinhamento interno e relações de maior confiança. Além disso, história também gera valor para as marcas. Quando uma cooperativa comunica sua trajetória e sua cultura de forma consistente, ela fortalece sua reputação, diferencia sua marca e amplia o valor percebido dos seus produtos e serviços.
No fim, cuidar da memória cooperativista é cuidar da continuidade do próprio cooperativismo. Porque aquilo que não é registrado, compartilhado e transmitido corre o risco de se perder com o tempo.
Qual a importância de conhecer e preservar a história do cooperativismo?
Na pesquisa, percebemos que a história do cooperativismo é muito mais diversa e profunda do que normalmente aparece nos livros e nas narrativas tradicionais. No Brasil, por exemplo, encontramos registros de experiências cooperativas ainda no período imperial, além de práticas coletivas desenvolvidas por populações indígenas, grupos de matriz africana e trabalhadores urbanos.
Isso amplia a compreensão sobre o cooperativismo e reforça a importância de preservar sua memória. Conhecer a própria trajetória fortalece a identidade do movimento, ajuda na construção de estratégias mais conectadas com a realidade brasileira e contribui para que o cooperativismo continue se reinventando sem perder seus valores fundamentais.
Por que estudar o coop é importante para o futuro do movimento?
Esse tipo de pesquisa é importante porque fortalece o cooperativismo de dentro para fora. Quando uma cooperativa conhece sua própria trajetória e organiza sua memória, ela compreende melhor sua identidade, sua forma de atuação e sua intenção de caminhos para o futuro. Mas a pesquisa também mostrou algo muito importante sobre os conceitos.
Muitas vezes, as cooperativas vivem determinadas práticas no cotidiano, mas não necessariamente conseguem nomeá-las ou percebê-las de forma clara. E nomear as coisas é importante porque torna elas mais visíveis, mais compreensíveis e mais palpáveis. Dar nome a uma prática, a uma cultura ou a uma forma de organização ajuda a enxergar melhor aquilo que já existe e, consequentemente, fortalece sua continuidade. A memória fortalece um movimento porque cria pertencimento, conecta gerações e transforma experiências acumuladas em conhecimento compartilhado. No cooperativismo, isso é ainda mais relevante, já que estamos falando de um modelo construído a partir das relações humanas e da experiência coletiva.
18/06/2026
SABER COOPERAR
Representação institucional: a voz do coop junto aos Poderes
Todos os dias, cerca de 15 mil pessoas circulam pelos corredores, salões e gabinetes do Congresso Nacional. Entre reuniões, audiências, votações e conversas de bastidores, são construídas decisões que impactam diretamente a vida de milhões de brasileiros. Em meio a esse intenso fluxo de interesses e articulações, o cooperativismo atua por meio de sua equipe de representação institucional para garantir que as demandas do setor sejam consideradas por quem formula, implementa e acompanha as políticas públicas do país.
“A representação do cooperativismo brasileiro é um trabalho permanente, técnico e estratégico”, afirma a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella. Além do Legislativo, também alcança os poderes Executivo e Judiciário para garantir um ambiente regulatório adequado ao desenvolvimento das cooperativas.
De forma estruturada, com cientistas políticos, especialistas técnicos e um time jurídico, o Sistema OCB monitora proposições legislativas, atos normativos, políticas públicas e decisões judiciais; elabora estudos, notas técnicas e propostas; dialoga com parlamentares, ministérios, agências reguladoras, órgãos de controle e tribunais; e articula as demandas do setor com as Organizações Estaduais (OCEs) e com as cooperativas.
Para orientar essa atuação, a principal ferramenta é a Agenda Institucional do Cooperativismo, que há 20 anos organiza anualmente as prioridades do movimento e direciona uma articulação transparente e qualificada junto aos Três Poderes. No Congresso, esse trabalho é feito em conjunto com a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), terceira maior frente do Brasil, que reúne 302 parlamentares, sendo 262 deputados e 40 senadores.
“Esse número mostra como a nossa pauta é plural e presente em todas as regiões do país. Queremos cada vez mais representantes que conheçam o modelo cooperativo, compreendam sua diferença em relação às empresas mercantis e estejam dispostos a construir soluções legislativas que fortaleçam a segurança jurídica, a competitividade e a capacidade das cooperativas de gerar desenvolvimento”, destaca o gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz.
Entre os resultados da atuação coordenada do Sistema OCB e da Frencoop estão algumas das mais importantes conquistas do cooperativismo brasileiro, como o histórico reconhecimento ao ato cooperativo na Reforma Tributária; a aprovação da Lei Complementar 213/2025, que estabeleceu o marco regulatório das cooperativas de seguros; e da Lei 15.324/2026, que amplia a participação do cooperativismo no mercado de telecomunicações.
Segundo Queiroz, o impacto dessas medidas vai muito além da instância política e beneficia diretamente as 4.384 coops brasileiras. “Quando há regras claras, segurança jurídica e acesso a instrumentos de financiamento, as cooperativas conseguem investir, inovar, ampliar sua capacidade de atendimento, gerar oportunidades e prestar serviços cada vez melhores. Esses avanços se refletem diretamente nos cooperados, que são os verdadeiros donos do negócio.”
Engajamento e educação política
Mas a representação institucional do coop não se faz apenas em Brasília. Desde 2018, com o Programa de Educação Política do Cooperativismo Brasileiro, esse processo começa na base, com a formação de cooperados, dirigentes, colaboradores e lideranças conscientes do papel que exercem na democracia e nas decisões públicas que afetam o setor.
A estratégia busca fortalecer a cultura da participação política nas cooperativas e a representatividade do cooperativismo nos espaços de poder. Para isso, o programa reúne conteúdos, capacitações, cartilhas e ações de mobilização, preparando o movimento cooperativista para participar do debate público de forma qualificada, ética e alinhada aos princípios do cooperativismo.
“O Programa de Educação Política ajuda a transformar a participação em consciência, a consciência em mobilização e a mobilização em maior representatividade. Quanto mais o cooperado entende que decisões sobre crédito, tributação, infraestrutura, meio ambiente, trabalho, saúde, seguros e conectividade passam pelo campo político, maior é a capacidade do movimento de se organizar, dialogar e cobrar propostas concretas”, explica Queiroz.
Coop nas urnas
Em anos eleitorais, a participação do cooperativismo é ainda mais relevante. Em 2026, a mobilização faz um chamado direto: na hora de votar, #PensenoCoop. A campanha convida o movimento cooperativista a fortalecer sua participação cidadã e a levar para o debate público seus valores e contribuições.
“A participação política é legítima e necessária, mas deve ser feita com responsabilidade, segurança jurídica e respeito à neutralidade político-partidária. Neutralidade não significa inércia. Significa atuar de forma institucional, sem vinculação indevida a partidos ou candidaturas específicas, mas com disposição para apresentar propostas, dialogar com candidatos, qualificar o debate público e estimular o voto consciente”, destaca o gerente de Relações Institucionais.
Como participar
Para apoiar o engajamento das cooperativas no processo eleitoral com base no diálogo qualificado, apresentação de propostas e defesa institucional do movimento, o Sistema OCB desenvolveu materiais específicos para as eleições 2026:
Propostas para um Brasil mais Cooperativo
Reúne as principais contribuições do cooperativismo brasileiro para o desenvolvimento do país, com propostas voltadas ao fortalecimento de políticas públicas e das cooperativas.
Cartilha Cooperativismo e as Eleições 2026
Traz informações práticas sobre participação política, atuação institucional e engajamento responsável de cooperativas, cooperados e Organizações Estaduais no processo eleitoral.
Guia Aspectos Jurídicos Eleitorais do Programa de Educação Política do Cooperativismo - Eleições 2026
Voltado à segurança jurídica das ações desenvolvidas no âmbito do Programa de Educação Política, com esclarecimentos sobre limites legais, condutas permitidas e boas práticas durante o processo eleitoral.
Conheça todas as estratégias do cooperativismo brasileiro para influenciar o debate eleitoral no no site eleicoes2026.coop.br.
11/06/2026
SABER COOPERAR
Dia Mundial do Meio Ambiente: como as cooperativas ajudam a proteger os biomas brasileiros
Cuidar do meio ambiente também é cuidar das pessoas. A urgência planetária em preservar os recursos naturais, que hoje mobiliza governos, empresas e a sociedade, faz parte da essência do cooperativismo há gerações. O tamanho, a diversidade e a capilaridade do movimento – que reúne 25,8 milhões de cooperados em todo o Brasil – ampliam sua capacidade de impulsionar práticas sustentáveis em diferentes territórios, por meio de modelos baseados na cooperação, no desenvolvimento local e na responsabilidade compartilhada.
Além da presença em municípios de todos os biomas brasileiros – Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica, Cerrado, Pampa e Caatinga – o cooperativismo conta com uma vantagem estrutural para apoiar a preservação, segundo o coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo. “Diferentemente de modelos empresariais voltados prioritariamente ao curto prazo, as cooperativas operam com uma lógica de permanência no território, o que favorece decisões alinhadas à sustentabilidade ambiental e à resiliência econômica local”.
Ele destaca que o cooperativismo avança em diferentes agendas ambientais, como sistemas produtivos de baixo carbono, recuperação de áreas degradadas, proteção de nascentes, rastreabilidade e certificações socioambientais. As oportunidades de contribuição, porém, não estão restritas às coops “da terra”, ou seja, do ramo agropecuário. O potencial é transversal a todos os segmentos, especialmente quando as cooperativas têm uma agenda ESG bem estruturada.
Neste Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), conheça exemplos de como o cooperativismo preserva o meio ambiente nas cinco regiões do país:
Floresta em pé
A Região Norte do Brasil é o berço do bioma Amazônia, que abriga a maior biodiversidade do mundo e exerce papel fundamental no equilíbrio ambiental do planeta. Na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará, o coop tem ajudado a combater o desmatamento ilegal e a manter a floresta em pé, gerando renda e oportunidade para as populações locais.
Em 2005, a partir da mobilização de comunidades indígenas e ribeirinhas, nasceu a Cooperativa Mista da Flona do Tapajós (Coomflona), com foco no manejo florestal comunitário. Cerca de 300 cooperados produzem madeira nativa de forma responsável, respeitando os ciclos das árvores, sem o uso de tratores e maquinários pesados. As toras de espécies nobres são comercializadas com a certificação internacional FSC, que comprova boas práticas ambientais e garantem remuneração justa aos extrativistas.
Em 2017, a Coomflona criou a movelaria Anambé, onde os cooperados aproveitam os resíduos madeireiros para produzir mesas, cadeiras, armários, portas e outros objetos artesanais, gerando oportunidades de trabalho e renda para mais famílias.
Florescer da Caatinga
Além da riqueza de culturas, a Região Nordeste também reúne uma grande diversidade de paisagens e geografias. São quatro os biomas presentes: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e pequenas áreas da Amazônia. O predominante entre eles, a Caatinga, é o único bioma exclusivamente brasileiro. Nesse contexto, também nascem soluções únicas, pelas mãos do cooperativismo, para responder aos desafios ambientais do presente e do futuro.
Em meio à vegetação adaptada à seca, floresceu em 2008, em Pintadas (BA), a Cooperativa de Agricultura Familiar Ser do Sertão, que promove o fortalecimento de práticas agroecológicas entre os produtores locais. Entre as principais preocupações está a busca por soluções de adaptação da produção, diante das mudanças climáticas que já alteram as chuvas, a vegetação e o solo.
“A questão ambiental é algo emergente no nosso trabalho porque a mudança climática tem um impacto grande nas propriedades dos nossos agricultores. Temos que pensar em metodologias que nos ajudem a passar por esse momento, porque a gente não vai resolver a questão da seca. A gente tem que aprender a produzir, entendendo que a seca é algo que a gente pode construir junto com ela. A gente tem que se adaptar a isso, porque não vai mudar”, afirma a presidente da Ser do Sertão, Valdirene Santos.
Os 300 cooperados produzem geleias e polpas de frutas típicas da região, como cajá, umbu e acerola. Os frutos nativos são cultivados com práticas de baixo carbono e manejo do solo. Com essas técnicas, a cooperativa já recuperou 500 hectares de áreas degradadas, contribuindo diretamente para a conservação do meio ambiente na Caatinga.
Para além dos Pampas
Famosa pelos Pampas, bioma com laços fortes com a cultura e a pecuária gaúcha, a Região Sul também abriga a Mata Atlântica, predominante no Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul. Com uma diversidade de formações vegetais, como florestas densas, matas de araucária, manguezais e restingas, o bioma predomina na serra do Rio Grande do Sul, onde nasceu a Cooperativa Vinícola Aurora. Com mais de 1 mil famílias associadas, a Aurora mantém a viticultura como principal fonte de renda local e produz rótulos reconhecidos dentro e fora do país.
Há 10 anos, a cooperativa começou a enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, além de problemas como erosão do solo e diminuição da reserva de água. A solução cooperativista foi buscar práticas que garantissem a preservação do meio ambiente e assim, a própria sustentabilidade do negócio. Com esse objetivo, em 2015, a Aurora implementou um sistema de gestão ambiental para melhorar a saúde do solo e aumentar a resiliência dos vinhedos.
As metas incluíam a redução dos riscos de erosão, a conservação da umidade e a melhoria da fertilidade e estrutura do solo. Em parceria com instituições de ensino e pesquisa, os cooperados receberam capacitação para aplicar as novas técnicas.
Nas áreas onde o manejo sustentável foi adotado, houve redução significativa do uso de herbicidas, melhoria da estrutura do solo e aumento da resiliência das videiras a eventos climáticos extremos. Mesmo durante as chuvas recordes registradas no Rio Grande do Sul em 2024, propriedades com cobertura vegetal apresentaram menor erosão e melhor retenção de água. O sucesso do projeto da Aurora também levou outros viticultores da região a adotar as práticas, ampliando o alcance das iniciativas sustentáveis.
Cooperação pela Mata Atlântica
No Sudeste do país, a diversidade também marca a paisagem: manguezais e restingas no litoral; áreas montanhosas e campos de altitude, além de importantes bacias hidrográficas. Mata Atlântica e Cerrado predominam na região, que também abriga áreas de Caatinga no norte mineiro. Todos eles têm o cooperativismo como um aliado no seu desenvolvimento econômico e ambiental.
A Mata Atlântica em Minas Gerais vivenciou diferentes ciclos produtivos: café, pecuária e indústria. Essa exploração levou o estado a conservar apenas 10% da cobertura vegetal original. Em Juiz de Fora, o Sicoob Coopemata está fazendo a sua parte para preservar o que sobrou do bioma e conseguiu recompor quase 9 mil metros quadrados de Mata Atlântica com a mobilização de seus cooperados.
Por meio de uma parceria entre a cooperativa e a associação responsável pela Reserva Santuário, área de 920 mil metros quadrados utilizados para pesquisa, ensino e recepção de animais silvestres resgatados, surgiu a ideia da campanha Adote uma Árvore.
O projeto nasceu de um conceito essencial do coop: juntos, somos mais fortes. Cada cooperado contribuiu com R$ 195, aportados em suas contas capitais, para financiar o projeto. Com os valores arrecadados, a cooperativa investiu R$ 133,6 mil no plantio e manutenção das árvores. O esforço resultou em 2,2 mil novas árvores, que contribuíram para a recuperação do solo e da vegetação de 8,9 mil m2 de áreas degradadas inseridas na Reserva Santuário. Com a ação, também foram neutralizados o equivalente a 43 toneladas de gases do efeito estufa, que agravam as mudanças do clima.
Ciência para transformar o Cerrado
Cerrado e Pantanal, biomas com paisagens exuberantes e enorme diversidade de fauna e flora, são os dois principais no Centro-Oeste do país. A região também é conhecida por uma atividade agropecuária pujante e que cada vez mais busca alinhar-se com práticas sustentáveis em seus negócios.
No Mato Grosso do Sul, produtores da Cooperativa Agropecuária São Gabriel do Oeste (Cooasgo) estão à frente de um projeto inovador na cadeia de suinocultura. Iniciado em 2025, o projeto de Suinocultura de Baixo Carbono une ciência, gestão ambiental, tecnologia e capacitação para transformar os dejetos da produção em biofertilizantes.
A iniciativa é uma parceria da cooperativa com a Cargill Nutrição e Saúde Animal, o Instituto BioSistêmico (IBS) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). A partir de parâmetros rigorosos de conformidade ambiental, as equipes estão estudando os melhores caminhos para o tratamento de resíduos, buscando também a redução de custos, reaproveitamento de nutrientes e potencial de geração de biogás e metano a partir dos dejetos dos animais.
Segundo o diretor da Cooasgo, Élcio Cação, é cada vez maior o interesse dos produtores e da indústria em projetos que reduzem o impacto da atividade agropecuária. “Esse tipo de iniciativa gera um ganho ambiental na cadeia produtiva como um todo”. A longo prazo, umas das metas é usar a produção de biogás na suinocultura para gerar créditos de carbono. A experiência poderá abrir um novo horizonte de oportunidades para os produtores e cooperativas do ramo.
Fundada em 1993, a COOASGO conta com mais de 1 mil cooperados e aproximadamente 460 colaboradores. Cerca de 60 propriedades já participam do projeto, que dá seus primeiros passos para transformar a realidade dos produtores e gerar impactos ambientais positivos para o meio ambiente no cerrado mato grossense.
27/05/2026
Todos os ramos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
LGPD
10/04/2026
Shadow AI e proteção de dados pessoais: desafios para a governança cooperativista
A rápida disseminação da inteligência artificial no ambiente corporativo tem proporcionado ganhos relevantes de produtividade e eficiência, mas também evidenciou um novo e significativo risco para a conformidade com Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e as boas práticas Segurança da Informação: a chamada Shadow AI.
Esse fenômeno ocorre quando, por exemplo, colaboradores utilizam ferramentas de inteligência artificial (como chatbots públicos, geradores de texto ou soluções de análise de dados e código) sem aprovação formal, supervisão técnica ou governança institucional, muitas vezes motivados pela intenção legítima de otimizar tarefas do dia a dia.
No contexto das cooperativas esse uso não controlado representa um risco direto à conformidade legal e à segurança das informações. Some-se a isso o fato de que o modelo cooperativista é fundamentado na confiança mútua entre cooperados e gestão: um incidente de segurança não representa apenas um problema jurídico, mas pode abalar a própria essência do vínculo cooperativo.
Na prática, a Shadow AI se materializa quando dados pessoais e informações institucionais, como relatórios, contratos, dados cadastrais, informações financeiras ou registros de atendimento, são inseridas em ferramentas de IA não homologadas para obtenção de análises, resumos ou sugestões. O risco não está na tecnologia em si, mas no fato de que, ao realizar esse procedimento, as informações e dados pessoais ultrapassam o “perímetro de segurança” sem qualquer controle técnico, garantias de confidencialidade ou clareza quanto ao armazenamento, reutilização ou descarte dessas informações, que podem ser utilizadas para treinamento de modelos, ampliando significativamente os riscos de exposição.
Diferentemente dos ataques cibernéticos tradicionais, não há indícios claros de violação, como malware ou invasões e a exposição ocorre de forma silenciosa, decorrente de ações internas aparentemente inofensivas.
Sob a perspectiva da LGPD, a Shadow AI cria um conjunto relevante de vulnerabilidades. O uso não autorizado de dados pessoais viola princípios fundamentais desta legislação, como finalidade, necessidade, segurança, prevenção e responsabilização, além da ausência de rastreabilidade sobre onde e como as informações e dados pessoais foram processados, fragilizando a governança corporativa como um todo.
Para cooperativas, cuja cultura é baseada em colaboração e confiança, a abordagem mais eficaz envolve a adoção de políticas institucionais bem definidas com participação ativa do Encarregado pelo tratamento de dados pessoais (DPO) e das áreas de TI, sendo fundamental a orientação sobre o uso adequado de tecnologias de IA.
Nesse contexto, o maior risco já não reside apenas em agentes externos maliciosos, mas em práticas internas que podem comprometer a governança institucional. Antecipar esses riscos, estruturar uma governança para uso inteligência artificial e fortalecer a cultura de proteção de dados pessoais são medidas essenciais para preservar a confiança dos cooperados, a reputação institucional e os princípios fundamentais do cooperativismo.
LGPD
23/03/2026
Decretos regulamentam o ECA Digital
Em 18 de março de 2026, o Governo Federal publicou três decretos que regulamentam o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), trazendo maior clareza sobre como as obrigações legais devem ser implementadas. De forma geral, a regulamentação não traz muitas orientações práticas (indicando que a Agência Nacional de Proteção de Dados – ANPD o fará oportunamente), mas define competências institucionais, estrutura a atuação estatal e indica caminhos para a adoção das medidas exigidas.
Os decretos tratam, essencialmente, de três frentes:
Detalhamento da aplicação do ECA Digital (Decreto nº 12.880/2026)
Estabelece diretrizes para sua execução, reforçando a necessidade de adoção de medidas como verificação de idade, controles parentais, gestão de riscos e proteção de dados de crianças e adolescentes. Ainda que não esgote todos os aspectos técnicos, o decreto orienta a implementação com base em uma abordagem de risco e no melhor interesse do menor, indicando que as soluções adotadas devem ser proporcionais ao nível de risco das atividades. Na prática, isso significa que as cooperativas passam a ter maior previsibilidade sobre como estruturar seus programas de adequação, ainda que persistam lacunas que dependerão de regulamentação complementar pela ANPD.
Reestruturação da ANPD e fortalecimento da fiscalização (Decreto nº 12.881/2026)
Promove alterações relevantes na estrutura da ANPD, responsável pela fiscalização do ECA Digital. Destaca-se a criação de superintendências especializadas, o que tende a ampliar a capacidade técnica e operacional da Autoridade, especialmente para lidar com temas relacionados à proteção de dados de crianças e adolescentes e à regulação de ambientes digitais. Com isso, a ANPD se consolida como protagonista na interpretação e aplicação prática do ECA Digital, inclusive com competência para editar normas complementares — que serão essenciais para esclarecer pontos ainda abertos, como critérios técnicos de verificação de idade e supervisão parental.
Centralização de denúncias e atuação repressiva (Decreto nº 12.882/2026)
O terceiro decreto institui o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, vinculado à Polícia Federal, com a função de centralizar denúncias de violações ocorridas no ambiente digital. A medida busca integrar e agilizar a resposta estatal, permitindo o encaminhamento mais eficiente de casos envolvendo exploração, violência ou outras violações de direitos de crianças e adolescentes em plataformas digitais.
A regulamentação representa um avanço importante para que as cooperativas que disponibilizam soluções de acesso provável para menores ou que comercializam produtos proibidos para esse público (ex.: bebidas alcoólicas) implementem os controles previstos na lei. Ainda assim, o cenário ainda é de regras e parâmetros desconhecidos e que demandarão regulação complementar pela ANPD. Para as cooperativas, tal realidade reforça a necessidade de adotar uma abordagem estruturada de adequação, baseada em avaliação de riscos, decisões justificadas e documentação das medidas implementadas (que, neste momento, talvez não sejam as ideais, mas as possíveis diante da ausência de regras mais claras).
LGPD
ECA Digital entra em vigor em março: confira as principais obrigações
A Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, estabelece uma série de medidas para a proteção de crianças e adolescentes em ambientes virtuais.
06/03/2026
LGPD
Decisão de adequação Brasil–União Europeia
Novo marco para a transferência internacional de dados pessoais
23/02/2026
LGPD
Alerta para coops: ANPD lança Painel de Fiscalização
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) disponibilizou publicamente seu novo Painel de Fiscalização, uma ferramenta interativa em Power BI que reúne dados consolidados sobre processos de monitoramento, fiscalização e procedimentos administrativos sancionadores. A iniciativa marca um avanço importante na transparência regulatória e permite que a sociedade identifique quais organizações (cooperativas, empresas ou órgãos públicos) estão respondendo a processos administrativos em razão de possíveis descumprimentos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD.
Os dados atualmente disponíveis no painel mostram que já foram instaurados 81 (oitenta e um) processos administrativos pela ANPD, com objetivo de monitorar atividades relacionadas ao tratamento de dados pessoais, fiscalizar e aplicar penalidades. Os 3 temas mais comuns relacionados aos processos são:
Direitos das pessoas: não atendimento dos direitos previstos na LGPD (como acesso aos dados pessoais, informações sobre compartilhamento, eliminação e outros) ou atendimento inadequado.
Bases legais e conformidade documental: ausência de bases legais (previstas nos artigos 7º e 11 da LGPD) para justificar atividades envolvendo tratamento de dados pessoais, bem como ausência ou insuficiência de detalhamento no Registro das Operações de Tratamento de Dados Pessoais (documento obrigatório para a conformidade com a LGPD).
Falhas de segurança e incidentes: ausência de medidas básicas de prevenção a incidentes de segurança ou ausência de comunicado adequado para ANPD, nos casos em que obrigatório (ou seja, naqueles em que o incidente pode causar danos ou riscos relevantes para as pessoas).
O Portal demonstra que a ANPD está ampliando a visibilidade e o acompanhamento externo de suas ações de fiscalização. Isso reforça que cooperativas que ainda não concluíram sua adequação à LGPD devem fazê-lo com a máxima urgência. O ambiente regulatório está mais transparente e estruturado, o que deve aumentar as consequências negativas para quem não está em conformidade.
O que as cooperativas devem fazer agora?
Reforçar seus programas de governança em privacidade e proteção de dados.
O DPO deve ser formalmente designado, com atribuições claras e acesso à alta administração (a cooperativa deve garantir que o encarregado possa exercer adequadamente sua função, o que inclui: autonomia técnica; recursos mínimos (humanos, financeiros e tecnológicos); não acúmulo de funções que gerem conflito de interesses; capacidade de interagir diretamente com a ANPD quando necessário; participação nos processos decisórios que envolvam dados pessoais; capacidade de atualizar políticas internas, bases legais, registro das operações e mecanismos de resposta a titulares.
Estruturar evidências de conformidade, já que a ausência de documentação é uma das causas frequentes de abertura de processos.
Preparar equipes e lideranças para responder a fiscalizações, que tendem a se tornar mais frequentes.
Com a atuação da ANPD cada vez mais visível e estruturada, a falta de adequação completa à LGPD ou a manutenção de práticas superficiais de governança expõe as cooperativas a um risco regulatório significativo. A boa notícia é que o risco pode ser integralmente tratado a partir da adoção das ações acima exemplificadas e de outras que apresentamos aqui no LGPD no Cooperativismo.
24/11/2025
LGPD
STF redefine a responsabilidade das plataformas digitais
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou recentemente o acórdão que confirma a decisão pela inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014).
23/11/2025
LGPD
ECA Digital entra em vigor em março de 2026: o que as cooperativas precisam saber
No dia 17 de setembro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que moderniza a proteção de crianças e adolescentes em ambientes virtuais.
30/09/2025
LGPD
Videomonitoramento e proteção de dados
A presença de câmeras de segurança tem sido cada vez mais frequente em todos os lugares, inclusive nas cooperativas, que, evidentemente, se preocupam com a segurança de seus ambientes.
26/06/2025
Todos os ramos
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EVENTOS
21/07/2026
Vem aí a Semana de Competitividade 2026
Evento vai discutir como fortalecer valores, identidade e práticas que impulsionam o coop
Como transformar valores cooperativistas em resultados concretos? Essa será uma das principais reflexões da Semana de Competitividade 2026, que será realizada entre os dias 11 e 13 de agosto, em Brasília. Com o tema Cultivando a Cultura Cooperativista, o evento reunirá lideranças, especialistas e profissionais do setor para discutir como a cultura cooperativista pode ser um diferencial estratégico para o fortalecimento e a competitividade das cooperativas.
Promovida pelo Sistema OCB, a iniciativa terá programação voltada ao desenvolvimento de pessoas, lideranças e estratégias capazes de fortalecer a identidade cooperativista e ampliar o engajamento dentro das organizações. Ao longo de três dias, os participantes terão acesso a palestras, painéis, salas temáticas e laboratórios com discussões sobre governança, educação cooperativista, comunicação, sucessão e experiência do cooperado.
A abertura contará com as participações do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e do presidente da ACI Américas, José Alves de Souza Neto. Na sequência, o filósofo Clóvis de Barros Filho ministrará a palestra O que é ser cooperativista no século XXI, com reflexões sobre o papel dos princípios cooperativistas diante das transformações da sociedade e do ambiente de negócios.
Durante a programação, especialistas e representantes do cooperativismo compartilharão conhecimentos e experiências sobre os desafios e oportunidades para fortalecer a cultura dentro das organizações. Entre os participantes estão a historiadora Carolina Kuk (Raiz), Fabíola Nader Motta (superintendente do Sistema OCB) e o autor e best-seller Michel Alcoforado (antropólogo), além de lideranças de cooperativas que apresentarão práticas voltadas ao desenvolvimento da cultura que envolve o modelo de negócios.
Trocas e conhecimento
Entre os destaques do evento está o painel O impacto do coop nas comunidades, que reunirá representantes do Sistema OCB, cooperativas e instituições de pesquisa para discutir a contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento local. A programação também abordará temas como memória institucional, juventude cooperativista, comunicação e conflitos geracionais, além do papel da cultura como compromisso com o futuro.
Os participantes poderão ainda aprofundar conhecimentos em quatro trilhas e laboratórios temáticos: Governança Cooperativa, Educação Cooperativista, Comunicação e Experiência, e Legado e Sucessão. A proposta é estimular a troca de conhecimentos e apresentar caminhos para que as cooperativas fortaleçam sua cultura e estejam mais preparadas para os desafios de um ambiente em constante transformação.
Para o gerente do Núcleo Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa, a cultura é um dos principais elementos para a sustentabilidade e a competitividade das cooperativas. “A cultura cooperativista está no centro da identidade das cooperativas e é fundamental para garantir sua sustentabilidade e competitividade. A Semana de Competitividade será uma oportunidade para trocar experiências, fortalecer práticas e discutir como manter vivo o propósito que move o cooperativismo”, destaca.
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EVENTOS
20/07/2026
Experiência brasileira é destaque em conferência mundial de crédito
Regulação, inovação, segurança, inteligência artificial e sustentabilidade foram temas abordados
A experiência brasileira no cooperativismo de crédito foi destaque na programação da World Credit Union Conference (WCUC) 2026, realizada em Sydney, na Austrália, entre os dias 19 e 22 de julho. Representando o Sistema OCB, a superintendente Fabíola Nader Motta participou, nesta segunda-feira (20), do painel How Geopolitics Are Affecting Credit Unions, que discutiu os impactos das mudanças geopolíticas sobre o sistema financeiro cooperativo.
Ao lado de Fabíola, participaram do debate Jeff Guthrie, presidente e CEO da Canadian Credit Union Association e diretor do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), representando o Canadá; Scott Simpson, presidente e CEO da America's Credit Unions, pelos Estados Unidos; e Anthony Hughes, CEO do Teachers Mutual Bank, da Austrália. As lideranças compartilharam experiências sobre os desafios e as estratégias para fortalecer a resiliência das cooperativas de crédito diante de um cenário internacional cada vez mais complexo.
Organizado pelo Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), em parceria com a Customer Owned Banking Association (Coba), o encontro é considerado o principal evento internacional do cooperativismo de crédito. A edição de 2026 reúne cerca de 3 mil participantes de mais de 60 países e abre espaço para o intercâmbio de experiências sobre regulação, inovação, segurança cibernética, inteligência artificial, sustentabilidade e fortalecimento das cooperativas financeiras.
No painel, realizado no palco principal do evento, Fabíola apresentou a trajetória brasileira de consolidação do cooperativismo de crédito e destacou como o ambiente regulatório construído ao longo dos últimos anos contribuiu para o crescimento sustentável do setor. Ela compartilhou experiências sobre a capacidade das cooperativas de responder aos desafios impostos por um cenário internacional cada vez mais complexo.
Resiliência
Entre os temas debatidos estiveram os impactos das tensões geopolíticas sobre o sistema financeiro, os riscos cibernéticos, a transformação digital, o uso da inteligência artificial, a renovação geracional e o papel das cooperativas na promoção da resiliência econômica das comunidades onde atuam.
Fabíola ressaltou que o caso brasileiro demonstra que inovação financeira e segurança regulatória podem caminhar juntas. Ela também apresentou exemplos da evolução do ambiente institucional do país, marcado pelo diálogo permanente entre o setor, o Banco Central e o Congresso Nacional, o que permite avanços importantes para o cooperativismo de crédito.
"O Brasil mostra que é possível construir um ambiente em que inovação, segurança e inclusão financeira avançam de forma equilibrada. O crescimento do cooperativismo de crédito brasileiro é resultado de uma regulação proporcional, construída com diálogo e confiança entre o setor e o poder público. Essa experiência fortalece nossas cooperativas e oferece aprendizados que podem contribuir para outros países que também buscam ampliar o acesso ao sistema financeiro sem abrir mão da solidez institucional", afirmou a superintendente.
Proximidade
Outro ponto levado ao debate foi a capacidade das cooperativas de crédito de responderem às transformações econômicas mantendo o foco nas necessidades das comunidades. Segundo Fabíola, a proximidade com os cooperados permite compreender com maior precisão os impactos das mudanças econômicas sobre famílias, pequenos empreendedores e produtores rurais, o que fortalece a capacidade de adaptação das instituições.
"Em um cenário internacional marcado por mudanças constantes, as cooperativas demonstram que desenvolvimento econômico e compromisso com as pessoas podem caminhar juntos. A força do modelo está justamente na combinação entre organização sistêmica, conhecimento da realidade local e uma governança orientada pelos interesses dos próprios cooperados. É isso que torna o cooperativismo um instrumento de resiliência para as economias e para as comunidades", destacou.
A participação também reforçou o protagonismo internacional do cooperativismo brasileiro. O país possui um dos sistemas de crédito cooperativo que mais crescem no mundo, sustentado por um marco regulatório reconhecido internacionalmente e por indicadores que evidenciam sua contribuição para a inclusão financeira.
Dados do Banco Central mostram que o cooperativismo de crédito reúne 21,2 milhões de cooperados, está presente em 59% dos municípios brasileiros e é a única instituição financeira com atendimento presencial em 1.072 cidades. O setor também ultrapassou R$ 1 trilhão em ativos, responde por 8% do crédito e por 9,8% dos depósitos do Sistema Financeiro Nacional.
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Turiarte, Comart e Copamart estão entre os 20 selecionados da Jornada Exportadora da ApexBrasil
As cooperativas de artesanato seguem ampliando sua presença no mercado internacional. A Turiarte (PE), a Comart (RN) e a Copamart (AM) foram selecionadas para participar da Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) voltada à preparação de empreendimentos brasileiros para atuação no comércio exterior.
As três cooperativas estão entre os 20 empreendimentos escolhidos em um universo de 590 inscritos de todo o país, resultado que evidencia o potencial competitivo do cooperativismo brasileiro no segmento de artesanato. Além da participação na Jornada Exportadora, Turiarte e Copamart também foram selecionadas para expor seus produtos na Maison&Objet, uma das principais feiras internacionais de design, decoração, artesanato e lifestyle, realizada em Paris.
A missão comercial ocorrerá entre os dias 6 e 11 de setembro de 2026 e reunirá empresas com potencial exportador em uma programação voltada à qualificação e à geração de negócios. Estão previstas atividades preparatórias, seminários, visitas técnicas ao mercado francês, rodadas de negócios e acompanhamento especializado da equipe da ApexBrasil durante toda a agenda internacional.
O resultado confirma uma tendência observada pelo Sistema OCB: as cooperativas de artesanato tem buscado cada vez mais capacitação para acessar mercados internacionais e aproveitar oportunidades de promoção comercial. Nos últimos anos, o cooperativismo marcou presença em iniciativas como a Expoartesanias 2024, na Colômbia, a Jornada Exportadora do Artesanato – Lisboa 2025, a Rodada Internacional de Negócios da Fenearte e, agora, a Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026.
Para a analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Jéssica Dias, o desempenho demonstra que a preparação para o mercado internacional vem gerando resultados concretos. "Ver três cooperativas entre as 20 selecionadas em um processo tão competitivo demonstra que o movimento brasileiro está cada vez mais preparado para atuar no mercado internacional. Esse resultado é fruto do investimento em qualificação, planejamento e da busca constante por oportunidades de acesso a novos mercados. Nosso papel é continuar apoiando essas cooperativas para que transformem esse potencial em negócios e levem a identidade do artesanato brasileiro para o mundo", afirma.
Além de abrir portas para novos compradores e parceiros comerciais, a missão permitirá que as cooperativas acompanhem tendências internacionais de design, consumo e inovação, o que contribuirá para fortalecer sua competitividade e agregar valor aos produtos desenvolvidos pelos cooperados.
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17/07/2026
EVENTOS
Sistema OCB apresenta força do coop a 400 jovens da Cresol
Entidade participou de encontro da Juventude Conectada, com reflexão sobre o papel das novas gerações
O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (16), do 4º encontro do Juventude Conectada Cresol, projeto de formação que reúne até 400 jovens de 18 a 25 anos de todo o país. A entidade foi representada pela superintendente Fabíola Nader Motta. Ela apresentou aos jovens o panorama nacional do cooperativismo com destaques para o papel da organização, a dimensão do movimento no país e os princípios que orientam o modelo de negócio.
A apresentação da superintendente dialogou com duas dinâmicas conduzidas anteriormente com os jovens: um mosaico de fotos de produtos com o selo SomosCoop, registrados pelos próprios participantes, e uma atividade em que mostraram itens cooperativos presentes em suas casas. Fabíola retomou esse material para situar o cooperativismo como algo já presente no cotidiano do público, antes de detalhar os dados do setor.
Dimensão
Com base no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, Fabíola apresentou o tamanho do movimento no país: 25,8 milhões de cooperados, o equivalente a quase 12% da população, com crescimento de 10% em relação ao ano anterior. São 4.384 cooperativas, presentes em 3.586 municípios, responsáveis por 578 mil empregos diretos. O setor registrou R$ 757,9 bilhões em ingressos, R$ 1,39 trilhão em ativos — alta de 19% — e US$ 8,4 bilhões em negócios internacionais.
A superintendente também mencionou a Lei 15.433/2026, sancionada em junho, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura brasileira. “A legislação situa o cooperativismo não apenas como modelo de negócio, mas como parte da identidade nacional”, destacou.
Papel da juventude
Ao encerrar a participação no encontro, Fabíola destacou que o maior desafio do cooperativismo é envolver as novas gerações para garantir a continuidade do movimento. Segundo ela, os jovens procuram propósito, participação e impacto — características que fazem parte da essência do modelo cooperativista.
"O cooperativismo precisa de pessoas que queiram participar, liderar, influenciar e construir o futuro. Vocês podem ser cooperados, colaboradores, conselheiros, diretores ou embaixadores desse movimento. O importante é entender que existe espaço para cada um. Se os jovens não participarem, o cooperativismo perde sua capacidade de renovação. É por isso que investir na formação de novas lideranças é garantir que esse modelo continue transformando comunidades e criando oportunidades para as próximas gerações", finalizou.
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17/07/2026
EVENTOS
Modernização do FCO é defendida em reunião com a Sudeco
Sistema OCB apresentou propostas para ampliar a efetividade do fundo e facilitar acesso ao crédito
O Sistema OCB apresentou propostas para aprimorar a operacionalização do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) durante a 27ª Reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/Sudeco), realizada nesta quinta-feira (16), em Brasília. As sugestões integram um conjunto de medidas elaboradas pelo cooperativismo de crédito para tornar a política pública mais eficiente, ampliar o acesso aos recursos e fortalecer o desenvolvimento econômico da região.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou que o aperfeiçoamento das regras do Fundo deve acompanhar as transformações econômicas dos últimos anos e permitir que produtores rurais, empreendedores e empresas tenham acesso a financiamentos compatíveis com a realidade dos investimentos.
"O FCO é um instrumento estratégico para impulsionar o desenvolvimento do Centro-Oeste. Nossa contribuição é oferecer propostas construídas a partir da experiência de quem está presente nos municípios e conhece as necessidades dos produtores e empresários. Atualizar esses mecanismos significa ampliar a capacidade do Fundo de cumprir sua missão de gerar oportunidades, renda e desenvolvimento para a região", afirmou Tania.
Durante a reunião, a Sudeco também apresentou as Diretrizes e Prioridades do FCO, que servirão de base para a Programação Anual do Fundo em 2027. O texto incorporou contribuições encaminhadas pelo Sistema OCB durante a consulta pública realizada em maio, incluindo menções expressas ao cooperativismo e ao seu papel na diversificação econômica, na inclusão produtiva e no desenvolvimento regional.
Propostas
Um dos principais pleitos apresentados foi a atualização do Índice de Desconcentração do Crédito (IDC), utilizado como parâmetro nas operações do FCO Empresarial. O Sistema OCB defendeu a atualização do indicador de ticket médio para acompanhar a evolução dos custos de produção e dos investimentos, aproximando-o dos limites praticados pela política agrícola.
Segundo Tania, a atualização do indicador não altera os públicos prioritários nem compromete a distribuição dos recursos. “O objetivo é adequar o limite à realidade econômica atual, e permitir que empreendimentos sejam financiados integralmente, sem necessidade de fragmentação artificial das operações”, acrescentou a presidente executiva.
Além da atualização do IDC, o cooperativismo também defende maior previsibilidade para a Programação Anual do Fundo, com publicação até o fim de cada exercício, de forma a oferecer mais segurança para o planejamento de cooperativas, produtores e empresas.
Também foram apresentadas propostas para harmonizar indicadores de desempenho entre as instituições responsáveis pela execução da política pública e medidas de simplificação dos procedimentos operacionais, como a desburocratização das operações de capital de giro, definição de prazos para fiscalização e atualização dos limites que exigem carta-consulta no crédito rural.
"As propostas preservam os objetivos do Fundo e contribuem para aumentar sua efetividade. Trata-se de atualizar parâmetros que ficaram defasados diante da evolução dos custos de produção e dos investimentos. Com isso, o FCO ganha condições de atender melhor às demandas da economia regional e ampliar seus resultados", ressaltou Tania.
Construção coletiva
As contribuições apresentadas durante a reunião fazem parte do documento Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais, elaborado pelo Sistema OCB em articulação com as Organizações Estaduais, os sistemas de cooperativas de crédito e entidades parceiras. Ao longo do último ano, a iniciativa reuniu representantes do cooperativismo em mais de 30 encontros com parlamentares da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), governadores, secretários estaduais, representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), das superintendências de desenvolvimento regional e dos bancos administradores dos Fundos Constitucionais.
O cooperativismo de crédito reúne atualmente 742 cooperativas e mais de 21 milhões de cooperados em todo o país. Presente em 59% dos municípios brasileiros, única instituição financeira em 629 cidades, o segmento desempenha papel relevante na ampliação do acesso ao crédito para produtores rurais, pequenos empreendedores e empresas.
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Prêmio SomosCoop: inscrições da categoria Imprensa entram na reta final
16/07/2026
EVENTOS
Prêmio SomosCoop: inscrições da categoria Imprensa entram na reta final
Jornalistas, veículos e assessorias têm até o dia 20 de julho para registrar suas produções
O prazo para participar da categoria Imprensa do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026 está chegando ao fim. Jornalistas, veículos de comunicação e assessorias de comunicação de cooperativas têm até o dia 20 de julho para inscrever reportagens e conteúdos que mostram o impacto do cooperativismo na vida das pessoas e no desenvolvimento das comunidades brasileiras.
A iniciativa promovida pelo Sistema OCB reconhece produções jornalísticas que contribuem para ampliar a presença do cooperativismo no debate público e dar visibilidade às soluções construídas pelas cooperativas em diferentes setores da economia. A premiação contempla trabalhos publicados entre 1º de agosto de 2024 e 20 de julho de 2026.
Podem concorrer conteúdos nas subcategorias Jornalismo Impresso e Digital, Radiojornalismo, Telejornalismo e Mídia Cooperativista, esta última destinada às produções desenvolvidas por assessorias de comunicação das cooperativas. São aceitas matérias publicadas em jornais, revistas, portais de notícias, rádios, podcasts jornalísticos, emissoras de televisão, além de conteúdos divulgados nos canais institucionais das cooperativas.
As produções inscritas devem abordar ações, projetos, produtos ou serviços desenvolvidos por cooperativas registradas no Sistema OCB. No caso das matérias de abrangência regional, a etapa de habilitação será conduzida pelas Organizações Estaduais do Sistema OCB (OCEs). Já os conteúdos de alcance nacional seguem diretamente para análise da Comissão Organizadora.
"O cooperativismo transforma realidades em todas as regiões do país e o jornalismo tem um papel fundamental para mostrar essas histórias à sociedade. Ao reconhecer reportagens e conteúdos que retratam o impacto das cooperativas, o prêmio também valoriza a comunicação comprometida com informação de qualidade, desenvolvimento sustentável e interesse público”, destaca o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
A avaliação levará em conta critérios como qualidade jornalística, consistência do conteúdo, clareza na abordagem e compreensão sobre o modelo cooperativista. Os vencedores de cada subcategoria receberão troféu, certificado digital, divulgação institucional e autorização para utilizar o selo do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026.
Próximas etapas da categoria Imprensa
Até 20 de julho – Inscrições de jornalistas, veículos de comunicação e envio das matérias.
Até 3 de agosto – Validação das inscrições da Imprensa Regional pelas OCEs.
Até 3 de agosto – Validação das inscrições da Imprensa Nacional pela Comissão Organizadora.
De 10 a 31 de agosto – Julgamento das inscrições.
24 de setembro – Divulgação dos finalistas.
8 de dezembro – Cerimônia de premiação, em Brasília.
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16/07/2026
EVENTOS
Sistema OCB fortalece exportações de cooperativas na Fenearte
Coopeartban, Comart e Coopercrutac participaram de rodadas de negócios com oito países durante evento
O artesanato cooperativista brasileiro ganhou espaço no mercado internacional durante a Fenearte 2026, maior feira de artesanato da América Latina, que acontece até o dia 19 de julho. As cooperativas Coopeartban (AL), Comart (RN) e Coopercrutac (RN) participaram da edição de Artesanato do Exporta Mais Brasil, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que promoveu rodadas de negócios com compradores de oito países.
A participação das cooperativas foi viabilizada por meio da parceria entre o Sistema OCB e a ApexBrasil e contou com o apoio do Sistema OCB e das Organizações Estaduais (OCEs), a partir do Programa NegóciosCoop – Mercado Internacional, que prepara cooperativas para atuar no comércio exterior.
Ao longo de dois dias, foram realizadas 172 reuniões entre 50 empreendimentos brasileiros e 10 compradores internacionais da Alemanha, Irlanda, Polônia, Estados Unidos, Japão, Colômbia, México e África do Sul. As rodadas movimentaram US$ 1,3 milhão em negócios fechados durante o evento e em expectativas de negócios futuros.
O encontro permitiu que os compradores conhecessem a história, as técnicas e os processos produtivos que caracterizam o artesanato nacional. A programação também incluiu visitas a ateliês, museus e outros espaços culturais, para proporcionar uma imersão na diversidade da produção artesanal brasileira.
"O NegóciosCoop prepara as cooperativas para atuar no comércio exterior e cria oportunidades concretas para que elas apresentem seus produtos a compradores de diferentes países. Ver cooperativas do artesanato ocupando esse espaço reforça que o cooperativismo também é um caminho para agregar valor, ampliar mercados e gerar desenvolvimento para as comunidades onde atua”, destacou Jessica Alencar Dias, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
Preparação para exportar
O Programa NegóciosCoop – Mercado Internacional reúne duas frentes complementares. A primeira é a Qualificação para Exportação, voltada à preparação das cooperativas para o mercado internacional, com diagnóstico, capacitações, mentorias e planejamento para exportação. A segunda é a Promoção Internacional, que conecta empreendimentos já preparados a compradores estrangeiros por meio de rodadas de negócios, missões comerciais e participação em feiras internacionais. O modelo permite que as cooperativas avancem de forma estruturada em sua estratégia de internacionalização, desde a preparação interna até o acesso a oportunidades comerciais no exterior.
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16/07/2026
EVENTOS
Sistema OCB defende fortalecimento do seguro rural em debate nacional
Presidente executiva Tania Zanella defendeu medidas que garantam previsibilidade e proteção ao produtor
Nesta terça-feira (14), o Sistema OCB esteve presente no encontro Semeando resiliência e prosperidade: O Seguro Rural que o Brasil precisa. A presidente executiva, Tania Zanella, também presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), participou da abertura institucional do evento e defendeu o fortalecimento da política pública como uma medida estratégica para aumentar a resiliência da agropecuária diante dos desafios climáticos.
Promovido pela Meridiana, Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e FGV Agro, o encontro contou com participação de representantes do setor produtivo, seguradoras, especialistas, parlamentares e autoridades públicas para debater caminhos que tornem o seguro rural mais eficiente e capaz de atender às necessidades dos produtores em um cenário marcado pelo aumento dos eventos climáticos extremos.
Tania ressaltou que o seguro rural precisa reunir três características essenciais: ser previsível, acessível e adequado à realidade do campo. Segundo ela, a instabilidade dos recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) tem reduzido o alcance da política justamente quando há registros de maior vulnerabilidade para a produção agropecuária.
"O produtor rural convive diariamente com riscos que não pode controlar. O seguro rural é um instrumento indispensável para garantir segurança à produção, estimular investimentos e preservar a capacidade de produzir alimentos. Para cumprir esse papel, precisa ser tratado como uma política de Estado, com recursos previsíveis e regras estáveis", afirmou.
A presidente executiva considerou que o debate ocorre em um momento especialmente sensível para o agro brasileiro. Principalmente diante da alta probabilidade de fenômeno El Niño de alta intensidade para a safra 2026/2027, o que aumenta a preocupação com com os impactos negativos oriundos de adversidade climática, reforçando a necessidade de ampliar os mecanismos de proteção ao produtor.
Tania também defendeu a aprovação do Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, que aperfeiçoa o marco legal do seguro rural e busca garantir maior previsibilidade ao PSR. A proposta também prevê instrumentos para fortalecer a governança do sistema e criar mecanismos de resposta a eventos climáticos de grande impacto. “O Sistema OCB participou ativamente da construção do texto ao lado de representantes do setor agropecuário”, destacou.
Papel estratégico
A presidente ressaltou que as cooperativas desempenham papel estratégico para ampliar o acesso ao seguro rural, especialmente entre pequenos e médios produtores. Com presença em mais de 3,5 mil municípios brasileiros, elas oferecem assistência técnica, orientação e apoio na contratação de instrumentos de gestão de risco. Segundo ela, cooperativismo e agropecuária caminham juntos no desenvolvimento do país. “Atualmente, o movimento reúne 25,8 milhões de cooperados, está presente em 3.586 municípios e responde por uma parcela significativa da produção nacional de alimentos”, acrescentou.
Além da abertura institucional, a programação contou com painéis dedicados aos desafios políticos, técnicos e operacionais do seguro rural.
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14/07/2026
