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01/09/2026
Sistema OCB leva ao MIDR proposta para ampliar acesso ao FNE
Agenda inclui medidas para ampliar a participação das cooperativas e projeto-piloto para levar recursos do FNE a municípios sem agência do BNB O Sistema OCB apresentou ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e ao Banco do Nordeste (BNB), nesta terça-feira (1º), as Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais. O documento reúne medidas legislativas, regulatórias e operacionais para o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), o Fundo Constitucional do Norte (FNO) e o Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) e inclui, como uma das iniciativas prioritárias, o Projeto-piloto para viabilizar o acesso do cooperativismo de crédito aos recursos do FNE. A reunião foi conduzida pela superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, e contou com a participação do secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Corrêa Tavares, representantes técnicos da Secretaria e do BNB, banco administrador do FNE. Construído em conjunto com os sistemas cooperativistas de crédito, as Organizações Estaduais do Sistema OCB (OCEs) e o Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito, o documento “Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais 2027” contribui para as discussões das Programações Anuais de 2027 do FCO, FNO e FNE. A agenda está organizada em três frentes. No campo legislativo, propõe alterações na Lei 7.827/1989 para ampliar ao FNE condições já aplicadas ao cooperativismo no FCO e no FNO. Na frente regulatória, estão ajustes para ampliar a participação das cooperativas na política dos Fundos. Já no eixo operacional, as propostas contemplam a expansão das linhas de financiamento e dos perfis de tomadores que podem ser atendidos pelas instituições cooperativas. “A participação das cooperativas de crédito nos Fundos Constitucionais é uma agenda que combina desenvolvimento regional, inclusão financeira e maior capilaridade na aplicação dos recursos. Estamos apresentando propostas construídas com o setor e que podem contribuir para tornar essas políticas públicas ainda mais acessíveis nos territórios”, destacou Fabíola. Projeto-piloto para o FNE Entre as propostas apresentadas ao MIDR está o projeto-piloto que prevê a participação dos bancos cooperativos Sicoob e Sicredi como instituições repassadoras de recursos do FNE, sendo o Banco do Nordeste o administrador do Fundo. O modelo foi desenhado para alcançar 315 municípios da área de atuação da Sudene que possuem postos de atendimento cooperativo, mas não contam com agência física do BNB. Ao todo, são 371 postos já instalados nesses municípios. A iniciativa utiliza uma possibilidade prevista na regulamentação do FNE. A Programação Anual do Fundo permite que entre 1% e 3% dos recursos sejam repassados a outras instituições financeiras. Para o piloto, a proposta estabelece limite de até R$ 300 milhões por exercício, conforme a demanda e os parâmetros definidos para o Fundo. O desenho também mantém a distribuição de responsabilidades entre as instituições: o risco de crédito permanece integralmente com o agente repassador, enquanto a remuneração do banco administrador não sofre alteração. A vigência prevista é de 24 meses, sendo seis meses para estruturação e integração dos sistemas e 18 meses para execução monitorada. “A expectativa é avançar na articulação com a Secretaria, a Sudene e o Banco do Nordeste para que o projeto seja formalmente apresentado ao banco administrador e os instrumentos possam ser assinados ainda em 2026. Queremos preparar a operação para o ciclo da Programação Anual do FNE de 2027”, destacou Fabíola. Mais capilaridade para os recursos A proposta considera a complementaridade entre as redes de atendimento. Dados do Banco Central, com posição em dezembro de 2025, mostram que as cooperativas de crédito possuem mais de 10,5 mil pontos de atendimento no país, estão presentes em 59% dos municípios brasileiros e são a única instituição financeira em 1.072 cidades. Na área de abrangência do FNE, 503 municípios contam atualmente com postos de atendimento cooperativo. A inserção do modelo na política pública dedicada ao nordeste pode ampliar a presença física da política de financiamento em municípios que hoje têm cobertura mais limitada. Dos 315 municípios previstos no piloto, 234 estão localizados no semiárido. Minas Gerais concentra a maior parte deles, com 160 municípios e 177 postos cooperativos, seguido pela Bahia, com 78 municípios e 87 postos. A proposta para o FNE também considera a experiência acumulada pelo cooperativismo de crédito na operação dos outros Fundos Constitucionais. No FCO e no FNO, os sistemas cooperativos já participam da aplicação de recursos e, desde 2015, realizaram mais de R$ 7,7 bilhões em mais de 26,8 mil operações. Em 2025, foram R$ 2,2 bilhões em aproximadamente 8 mil operações, maior volume anual da série. A apresentação ao MIDR abre agora uma etapa de articulação com os órgãos envolvidos na gestão dos Fundos Constitucionais. A expectativa do Sistema OCB é avançar nas discussões das propostas e preparar as condições para que as medidas possam contribuir para a programação dos recursos de 2027. Saiba Mais: Solução Eficiência energética transforma dados em decisões Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização
EVENTOS
01/09/2026
Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional
Entidade participou de painel cooperativas e Proteção Patrimonial Mutualista no Rio de Janeiro
A abertura de novos modelos de proteção está mudando o cenário do mercado de seguros no Brasil e colocando as cooperativas no centro de uma discussão que envolve regulação, distribuição e acesso à proteção. O tema foi debatido durante o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado de 27 a 29 de agosto, no Rio de Janeiro, com participação do Sistema OCB.
No painel Novos Mercados de PPM e Cooperativas de Seguros, Hugo Andrade, coordenador de Ramos do Sistema OCB, discutiu os caminhos que se abrem para o cooperativismo a partir da regulamentação da Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) e, em especial, das cooperativas de seguros.
Durante o painel, foi apresentado o processo de regulamentação dos novos modelos e destacado o espaço ainda existente para o desenvolvimento de estruturas cooperativas e mutualistas no país. A discussão trouxe para o centro do debate a possibilidade de ampliar a oferta de proteção e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades de atuação para os profissionais da distribuição de seguros.
Para o cooperativismo, a regulamentação representa uma mudança importante. A Lei Complementar (LC) 213/2025 e a Resolução CNSP 492/2026 estabeleceram novas regras para a atuação das cooperativas de seguros, o que criou um ambiente regulatório específico para as cooperativas que surgirão.
A agenda também exige preparação dos profissionais que estarão na ponta. Hugo destacou a importância de conhecer a legislação e compreender as particularidades do cooperativismo para atuar no novo segmento. “A regulamentação abre uma nova frente para o cooperativismo ao criar um ambiente mais seguro para o desenvolvimento das cooperativas. Agora, o desafio é transformar esse marco em oportunidades concretas, com qualificação, boa governança e modelos de atuação que atendam às necessidades dos cooperados e do mercado”, afirmou.
O painel contou ainda com a presença de Carlos Queiroz, diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep); João Armando de Castro Santos, presidente do Sicoob Credseguro; e Marco Antonio Gonçalves, presidente do Conselho Consultivo da MAG e do Fórum Mário Petrelli. A mediação foi de Marcelo Augusto Camacho Rocha, da Escola de Negócios e Seguros (ENS).
A discussão ocorreu no último dia do congresso, que teve como tema A nova era da distribuição de seguros no Brasil. Ao longo da programação, o evento reuniu representantes de seguradoras, corretores, entidades e órgãos reguladores para tratar das transformações que impactam o setor, entre elas mudanças regulatórias, novas tecnologias e comportamento dos consumidores.
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SABER COOPERAR
01/09/2026
Intercooperação fortalece cooperativas e gera valor para os cooperados
Imagine um caixa eletrônico único que atendesse a todas as cooperativas de crédito. Ou uma solução tecnológica capaz de aprimorar as contas digitais oferecidas a cooperados de diferentes instituições. Iniciativas como essas podem se tornar realidade e mostram o potencial da intercooperação, 6º princípio do cooperativismo, que incentiva as cooperativas a trabalharem juntas para ampliar sua capacidade de atuação, resultados e impacto socioeconômico.
No cooperativismo de crédito, esse movimento ganhou força a partir de 2021, quando o Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito da OCB (Ceco) definiu a intercooperação como uma de suas prioridades e passou a planejar ações, produtos e serviços que pudessem ser desenvolvidos de forma sistêmica. Dois anos depois, em 2023, foi assinado um Protocolo de Intenções para promover práticas de intercooperação entre os integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) e iniciar a construção conjunta de soluções em áreas consideradas estratégicas para o ramo.
Em 2024, o conselho definiu seis temas de estudo e desenvolvimento: securitização; transporte de valores e numerário; Universidade Cooperativa; segurança cibernética e antifraude; seguros; e contratação de consultoria para implementação do split payment – mecanismo tecnológico que separa de forma instantânea os impostos devidos do restante da receita de uma transação.
Para cada tema, foram criados grupos de trabalho com técnicos indicados pelos sistemas cooperativistas de crédito e um representante das cooperativas singulares independentes. O especialista em cooperativismo financeiro Lúcio Faria, coordenador dos grupos de trabalho de intercooperação do Ceco, explica que a proposta é unir conhecimentos e experiências para desenvolver soluções, produtos e serviços capazes de gerar ganhos de escala, reduzir custos e aumentar a eficiência do SNCC.
“Mais importante do que os resultados, é que esteja sendo criada uma cultura de intercooperação. Essa talvez seja a maior entrega do projeto, porque cria um ambiente permanente de confiança entre os sistemas para desenvolver soluções conjuntas também no futuro. É mais fácil intercooperar para o novo do que para o que já está constituído”, destaca o consultor do Sistema OCB.
Entre as frentes do projeto, a Universidade Cooperativa vem ganhando destaque por priorizar a formação de conselheiros de administração das cooperativas. Sicoob e Sescoop, por exemplo, já possuem programas de certificação voltados a esses dirigentes e estão compartilhando suas experiências para contribuir com a concepção da universidade.
“Já foi construída a matriz de competências, com contribuições dos sistemas e do Banco Central, e o projeto está em fase de contratação para os mapas de conteúdo. Logo depois, teremos as etapas de desenvolvimento de conteúdos e das propostas metodológicas, além da produção dos cursos e guias metodológicos, com previsão de conclusão em setembro de 2027”, detalha Faria.
Mais do que estabelecer parcerias negociais, o projeto de intercooperação no ramo crédito visa consolidar uma forma de atuação baseada no 6º princípio, com união, ajuda mútua e confiança. Na prática, a redução de custos e o ganho de eficiência proporcionados pelas soluções conjuntas podem melhorar a oferta de produtos e serviços e, ao final do exercício, gerar resultados que retornem ao cooperado. “A intercooperação amplia a capacidade das cooperativas de entregar mais valor ao cooperado, preservando a essência do modelo cooperativista e fortalecendo a cultura coop”, afirma o especialista
O projeto conduzido pelo Ceco também evidencia um diferencial relevante do cooperativismo: as cooperativas podem competir entre si no mercado, mas encontram dentro do movimento oportunidades para intercooperar e atuar conjuntamente em questões que impactam todo o segmento. “O século 21 apresenta desafios que serão mais facilmente enfrentados com cooperação. Entre eles, podemos destacar a transformação digital e rápida evolução tecnológica, a crescente competição e a maior complexidade regulatória. Quando as cooperativas se unem para desenvolver soluções em conjunto, fortalecem todo o sistema e ampliam sua capacidade de competir no mercado”, ressalta Lúcio Faria.
Base histórica
“Cooperativas se fortalecem quando aprendem, fazem negócios e constroem soluções juntas”. A afirmação é do professor Rafael Campolino, coordenador do curso de Gestão de Cooperativas da Universidade Católica de Brasília (UCB), para quem a intercooperação também significa fortalecer alianças. “O 6º princípio parte de uma compreensão bastante concreta: uma cooperativa pode realizar muito, mas amplia sua força quando trabalha em conjunto com outras”, compara.
Essa atuação conjunta pode ocorrer por meio da troca de conhecimentos, do compartilhamento de tecnologias e estruturas, da formação de profissionais, da abertura de mercados ou da realização de projetos comuns. “Na prática, a intercooperação permite ganhar escala sem perder a identidade. Uma cooperativa continua preservando sua autonomia, mas passa a integrar uma rede capaz de enfrentar desafios que, isoladamente, seriam mais difíceis. É uma relação construída com confiança, reciprocidade e a compreensão de que o crescimento pode ser compartilhado”, afirma Campolino.
A intercooperação tem raízes nas origens do cooperativismo moderno. Segundo Campolino, suas bases estão relacionadas às ideias do filósofo político e reformista social Robert Owen, que, no século 19, defendia uma organização econômica fundamentada na educação, na ajuda mútua e na construção coletiva de melhores condições de vida. Ideais que se materializaram em 1844, quando os Pioneiros de Rochdale, na Inglaterra, se uniram para criar uma cooperativa baseada na participação democrática e na união de esforços.
Desde então, a intercooperação vem transformando a união, a parceria e a ajuda mútua em prática cotidiana nas cooperativas. E isso ocorre de várias maneiras: quando uma cooperativa compartilha uma experiência bem-sucedida, oferece apoio diante de uma dificuldade ou se une a outras para alcançar um objetivo comum. “Quando uma cooperativa ajuda a fortalecer outra, todo o movimento cooperativista ganha mais capacidade de representação, inovação e geração de oportunidades”, destaca Campolino.
“A intercooperação pode ampliar o acesso a mercados, serviços, crédito, tecnologias, capacitações e oportunidades de trabalho e renda. Também pode melhorar as condições de compra e comercialização e reduzir custos por meio do compartilhamento de estruturas e soluções”, lista o professor.
Além de benefícios para as cooperativas, a prática e fortalecimento do 6º princípio trazem vantagens para os cooperados, que passam a fazer parte de uma rede mais ampla de apoio e oportunidades. Isso ocorre porque, quando as cooperativas atuam em conjunto, aumentam sua capacidade de negociar, inovar, superar dificuldades e defender interesses comuns.
Segundo Campolina, em meio a um contexto de transformações econômicas e tecnológicas cada vez mais rápidas, a intercooperação permanece atual. “Questões como acesso ao crédito, inovação, sustentabilidade, competitividade e abertura de mercados dificilmente são enfrentadas de maneira satisfatória por uma organização isolada. A intercooperação permite unir competências, compartilhar recursos e encontrar caminhos mais sólidos”.
Intercooperação de ideias
Nas salas de aula do curso de formação em Gestão de Cooperativas, oferecido pela UCB em parceria com o Sescoop/DF, Campolino acompanha de perto como o 6º princípio ganha forma no dia a dia. Como estudantes da turma, representantes de cooperativas de reciclagem do Distrito Federal encontram espaço para compartilhar conhecimentos e desafios de seu trabalho cotidiano.
“Uma experiência de gestão, uma solução operacional ou uma tecnologia conhecida por uma cooperativa pode abrir novas possibilidades para as demais”, destaca o professor. “Quando o conhecimento de uma cooperativa contribui para o crescimento de outra, o cooperativismo revela sua verdadeira força. É o 6º princípio aplicado na prática: cooperativas unindo esforços para gerar oportunidades, fortalecer comunidades e transformar a vida das pessoas”, complementa Campolino.
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SABER COOPERAR
01/09/2026
Cooperativas poderão criar cultura de seguros no Brasil, afirma especialista
Da zona rural, no interior do país, às áreas urbanas castigadas por eventos climáticos extremos, a falta de proteção securitária é uma realidade que atravessa o Brasil. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), menos da metade dos brasileiros (46%) têm algum tipo de seguro ou previdência privada. É nesse cenário que o cooperativismo chega ao mercado com potencial para transformar o setor, pela “experiência, governança e compromisso com as pessoas”, na avaliação de Angélica Carlini, que atua há quatro décadas no segmento segurador.
Advogada, professora e consultora do Ramo Seguros do Sistema OCB, ela acompanha de perto a regulamentação conduzida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), por meio da Resolução CNSP 492/2026, e ajuda a orientar as cooperativas interessadas em ingressar no setor.
Para a especialista, a chegada das cooperativas é uma oportunidade histórica de levar proteção securitária a quem o mercado tradicional não alcança e de construir, pela primeira vez em larga escala no país, uma cultura de seguros.
“É preciso educar para o seguro, formar uma cultura de seguros entre cooperados, ensinar que seguro é um tipo de investimento que pode não trazer recurso econômico, mas evita enormes problemas quando os riscos se materializam”, afirmou Angélica Carlini em entrevista ao Sistema OCB.
A consolidação do coop de seguros alinha o Brasil a uma realidade global, em que cooperativas e mútuas já respondem por cerca de 26% da atividade securitária, segundo a Federação Internacional de Cooperativas e Seguros Mútuos (ICMIF), participação que supera 40% em países como Estados Unidos, França e Alemanha.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: A regulamentação abriu portas para a constituição das novas cooperativas de seguros. Como a atuação ampla do cooperativismo impacta o setor?
Angélica Carlini: Os seguros são essenciais para o desenvolvimento socioeconômico de uma sociedade. Países mais desenvolvidos possuem uma atividade de seguros pujante, o que significa que os seguros estão presentes na vida das pessoas em seu cotidiano, não são um luxo ou algo inatingível, mas um instrumento de proteção com o qual se pode contar de forma contínua. No Brasil, a contratação de seguros ainda é pequena e, principalmente, nem sempre chega àqueles que estão mais expostos aos riscos, o que é uma contradição muito ruim. A chegada das cooperativas de seguros é um fato a ser comemorado. Teremos maior capilarização e, certamente, maior diversidade de produtos de seguro, sempre com adequação às principais necessidades dos contratantes. Por outro lado, as cooperativas de seguros vão atuar em um mercado em que existem amplas oportunidades de crescimento e de sinergia com tudo aquilo que o cooperativismo já desenvolve no país, o que é altamente positivo.
O que os cidadãos têm a ganhar ao escolher uma proteção feita pelo cooperativismo em vez de uma seguradora comum? Quais serão os diferenciais do coop nesse mercado?
A perspectiva é de que ganhe no preço e na adequação do produto de seguro. Seguradoras são sociedades anônimas com custo operacional muito diferente das cooperativas e com a obrigatoriedade de trazer lucro para seus acionistas; só esse detalhe já sinaliza o quão diferente poderá ser a precificação. Além disso, os cooperados poderão organizar melhor as coberturas de seguro em conformidade com aquilo que, realmente, possui necessidade de proteção. Vale destacar, ainda, que as cooperativas poderão ser muito mais ágeis para efetuar o pagamento das indenizações, o que sempre é uma vantagem competitiva.
No cenário global, as cooperativas e mutualistas respondem por até 40% do mercado de seguros em alguns países. Como o Brasil pode alcançar esse patamar?
No Brasil, o maior diferencial das cooperativas de seguro pode ser chegar em locais onde as seguradoras não chegam, capilarizar a oferta de seguros para uma parcela da população que ainda não contrata e que, muitas vezes, nem conhece seguro de forma satisfatória. Outro diferencial importante é que as cooperativas de seguro poderão oferecer seguros mais adequados ao perfil dos cooperados porque, a rigor, cada cooperado é também um contratante de seguro, ajuda a otimizar as coberturas mais adequadas e necessárias para os cooperados. A experiência internacional será muito válida para que as cooperativas de seguro brasileiras aprendam com os erros e acertos praticados em outras partes do mundo, em especial na América Latina, cujos países guardam muitas semelhanças entre si.
Como o cooperativismo de seguros pode democratizar o acesso a esse serviço e chegar a regiões em que as grandes seguradoras não estão presentes?
O mercado tradicional de seguros é movimentado por sociedades anônimas com capital aberto ou fechado, mas que possuem acionistas, que são investidores e querem ter retorno. Ou seja, as seguradoras precisam dar lucro para que os investidores não desistam dos investimentos feitos. Para isso, é preciso organizar a atividade negocial de forma a atender alguns objetivos muito diferentes daqueles de uma cooperativa. É preciso lembrar, ainda, que a maior parte das seguradoras do país se instalou nos grandes centros urbanos há muito tempo e, desenvolveu estratégias para atuar nessas regiões porque ali estava o seu maior público.
As cooperativas têm uma história diferente, nasceram em locais em que era preciso somar esforços para superar obstáculos e avançar econômica e socialmente, por isso é muito mais fácil para elas atuarem em locais mais distantes das grandes cidades com eficiência e agilidade. É importante lembrar que para chegar a todos os cantos do país há um passo a ser dado e que não pode ser ignorado de forma alguma: é preciso educar para seguro, formar uma cultura de seguros entre cooperados, ensinar que seguro é um tipo de investimento que pode não trazer recurso econômico, mas evita enormes problemas quando os riscos se materializam.
No Brasil ainda não há essa cultura do seguro?
Não. É comum que alguém diga em uma fábrica ou restaurante: 'estou aqui há 40 anos e nunca tive que pagar uma indenização para ninguém'. O dia que tiver que pagar a primeira, se não tiver contratado um seguro, poderá ter que vender o estabelecimento para poder fazer isso. Ou então alguém que nos diz: “tenho esta casa há 30 anos e nunca tive nenhum problema’. Que bom, porque, sem seguro, um único curto circuito na fiação elétrica pode ser o fim do imóvel se o incêndio destruir tudo. Isso sem falar que as pessoas podem falecer repentinamente e deixar filhos pequenos, dependentes econômicos, que terão muita dificuldade em seguir vivendo com dignidade sem os recursos de seu genitor ou genitora. Não se trata de pensar em tragédias! A educação para o seguro nos ensina a considerar que os acidentes acontecem e que temos que agir de forma preventiva, para evitar que aconteçam; mas também de forma positiva para ter recursos se vierem a ocorrer independentemente das precauções adotadas.
Qual a principal orientação para grupos que estão se organizando para constituir novas cooperativas de seguros e submeter à avaliação da Susep?
Existem vários passos a serem dados e todos são muito importantes para que os resultados finais sejam positivos. O estatuto é desses passos muito importantes. Mas, também é preciso se informar sobre seguros, fazer os cursos que a OCB colocou à disposição na plataforma CapacitaCoop, buscar informações com profissionais que tenham realmente conhecimento para assessorar e, principalmente, seguir corretamente as determinações do órgão regulador, Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, que se encontra na Resolução 492/2026. A OCB já preparou material sobre esse tema, inclusive um conjunto de Perguntas e Respostas que vai ajudar muito, junto com os minicursos, a expandir o conhecimento das lideranças motivadas para a constituição de cooperativas de seguro.
Assista à live “Cooperativismo de Seguros: a Resolução CNSP 492/2026 e os novos caminhos para o coop”
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REPRESENTAÇÃO
17/08/2026
Cooperativas de transporte operam frota com mais de 43 mil veículos
Ramo movimentou R$ 12 bilhões em 2025 e mantém frota de cargas mais jovem que a de autônomos
Do transporte de cargas ao deslocamento diário de passageiros, as cooperativas ajudam a conectar pessoas, regiões e atividades produtivas em todo o país. O modelo permite que transportadores organizem sua atuação de forma coletiva, compartilhem estruturas e serviços e ampliem sua capacidade de competir em um mercado marcado por custos elevados e constantes transformações.
Os dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31), mostram a dimensão dessa atuação. O Ramo Transporte reúne 730 cooperativas, responsáveis por congregar 128.649 cooperados e gerar 5.377 empregos diretos. Em 2025, as cooperativas movimentaram aproximadamente R$ 12 bilhões em ingressos e somaram R$ 3,04 bilhões em ativos. O ramo também registrou R$ 320,1 milhões em despesas com pessoal, indicadores que demonstram sua contribuição para a atividade econômica e para a geração de trabalho e renda.
O número de cooperados aumentou 12% em relação a 2024, quando o ramo registrou 114.878 associados. O avanço demonstra a capacidade do cooperativismo de reunir profissionais do transporte em torno de soluções compartilhadas para geração de trabalho, renda e competitividade. “O cooperativismo permite que transportadores atuem com mais organização, escala e capacidade de negociação. Ao compartilhar estruturas e participar diretamente das decisões, esses profissionais fortalecem seus negócios e encontram melhores condições para gerar renda e prestar serviços com qualidade e segurança”, afirma a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Frota mais jovem fortalece o transporte de cargas
As cooperativas que atuam no transporte de cargas mantêm uma frota superior a 43 mil veículos. Entre os principais tipos registrados estão cerca de 20,4 mil caminhõese 19,5 mil semirreboques , além de caminhonetes e outros veículos utilizados nas operações.
Um dos destaques é a idade média dessa frota. Os veículos das cooperativas têm, em média, 14,1 anos, resultado significativamente inferior aos 23,1 anos registrados entre os Transportadores Autônomos de Cargas. A diferença de nove anos sinaliza maior capacidade das cooperativas de apoiar a renovação dos veículos, melhorar as condições operacionais e acompanhar as exigências de segurança, eficiência e sustentabilidade do setor.
Segundo Tania, a organização coletiva cria condições mais favoráveis para esse processo. “Renovar uma frota exige planejamento, acesso a crédito e capacidade de investimento. A cooperativa ajuda o transportador a enfrentar esses desafios de forma conjunta, oferece suporte para modernizar a operação, reduzir custos e tornar o serviço mais eficiente, seguro e sustentável”.
Transporte de passageiros
Embora o transporte rodoviário de cargas represente uma parcela expressiva do ramo, as cooperativas atuam em diferentes modalidades, podendo atuar em mais de um segmento simultaneamente. O AnuárioCoop 2026 mostra que 364 cooperativas são ligadas ao transporte rodoviário de cargas, o equivalente a 49,9% do total. Outras 328 cooperativas atuam no transporte rodoviário coletivo de passageiros, enquanto 192 estão ligadas ao transporte individual. O ramo também reúne cooperativas dos segmentos aquaviário e aéreo.
Essa atuação ganha relevância especialmente em territórios onde a oferta de transporte é limitada. Ao reunir os próprios profissionais responsáveis pelo serviço, as cooperativas podem desenvolver soluções adaptadas às necessidades de cada localidade, conectar áreas rurais e urbanas e ampliar a mobilidade.
Intercooperação
A integração com outros ramos também contribui para a sustentabilidade das cooperativas de transporte. Em 2025, 390 organizações, ou 53,4% do total, mantiveram movimentação financeira com cooperativas de crédito. Também foram registradas relações com cooperativas de saúde, trabalho e agropecuárias, além da contratação de serviços de outras cooperativas de transporte.
Essa rede permite ampliar o acesso dos cooperados a crédito, assistência e soluções operacionais, fazendo com que os recursos circulem dentro do próprio movimento cooperativista. Nesse cenário, as cooperativas oferecem aos transportadores uma forma de atuação baseada em organização coletiva, autonomia e participação democrática.
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REPRESENTAÇÃO
17/08/2026
Cooperativas de trabalho: oportunidades para profissionais em todo o país
São mais de 188 mil cooperados, 11 mil empregos gerados e R$ 5,4 bilhões em movimentação financeira
O trabalho é um dos principais caminhos para gerar renda, promover inclusão e impulsionar o desenvolvimento. No cooperativismo, ele também representa autonomia, gestão democrática e a oportunidade de profissionais de diferentes áreas atuarem de forma organizada, fortalecer sua competitividade e ampliar o acesso ao mercado. “O cooperativismo de trabalho empodera pessoas, formaliza atividades e contribui para o combate à informalidade e à precarização das relações de trabalho”, acrescenta a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Essa proposta diferenciada segue conquistando espaço no Brasil. De acordo com o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31), o Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços reuniu, em 2025, 601 cooperativas, que congregam 188.451 cooperados e geram 11.184 empregos diretos. No mesmo período, o segmento movimentou R$ 5,43 bilhões em ingressos e alcançou R$ 2,55 bilhões em ativos, o que comprova sua capacidade de gerar impactos positivos em diferentes atividades econômicas.
O capital social do ramo chegou a R$ 191,2 milhões, enquanto as sobras do exercício somaram R$ 228,5 milhões, recursos reinvestidos no fortalecimento das cooperativas e na melhoria dos serviços prestados. Além disso, foram destinados R$ 701 milhões às despesas com pessoal.
A combinação do empreendedorismo coletivo, autonomia e desenvolvimento sustentável são, segundo a presidente Tania, fatores oferecidos pelo segmento que ampliam as possibilidades de atuação dos profissionais cooperados. "As cooperativas de trabalho mostram que é possível empreender de forma coletiva, fortalecer a atuação dos profissionais e criar oportunidades em diferentes setores da economia. Elas aprimoram a capacidade de organização, geram renda e oferecem um ambiente em que o crescimento acontece de forma compartilhada", acrescenta.
As cooperativas de trabalho estão presentes em diversos segmentos produtivos e atendem demandas nas áreas de serviços especializados, tecnologia, educação, consultoria, cultura, engenharia, comunicação e meio ambiente, entre outras atividades. Essa diversidade também demonstra a capacidade do cooperativismo de adaptar seu modelo a diferentes perfis profissionais. “O diferencial está no protagonismo de seus próprios profissionais. São eles que participam das decisões, definem os rumos do empreendimento e compartilham os resultados obtidos”, completa Tania.
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REPRESENTAÇÃO
Cooperativas de saúde reforçam papel na assistência aos brasileiros
Ramo chega a 304 mil cooperados, geral mais de 160 mil empregos e movimenta R$ 130,7 bilhões
Cuidar das pessoas está no centro da atuação das cooperativas de saúde. Em um cenário de crescente demanda por serviços de qualidade, o ramo segue ampliando sua presença no Brasil ao combinar atendimento humanizado, valorização dos profissionais e um modelo de gestão que reinveste seus resultados no próprio negócio e nas comunidades onde atua.
Os números do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31), refletem essa trajetória. O ramo reúne 695 cooperativas, responsáveis por 304.329 cooperados e 162.285 empregos diretos em todo o país. Em 2025, as cooperativas de saúde movimentaram R$ 130,7 bilhões em ingressos e alcançaram R$ 81,9 bilhões em ativos, o que consolida sua relevância para o sistema de saúde brasileiro. Além disso, o ramo destinou R$ 10,1 bilhões às despesas com pessoal.
De acordo com a Agência Nacional de Saúde (ANS), as operadoras de saúde médica reuniram mais de 53 milhões de beneficiários em 2025, com cerca de 20 milhões atendidos pelas cooperativas médicas enquanto as odontológicas totalizaram cerca de 4,7 milhões. A agência também aponta que o Sistema Unimed se destaca no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) do período. Entre as 20 operadoras médico-hospitalares que obtiveram nota máxima na avaliação, 18 são cooperativas Unimed (90%). Já a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), destaca o Sistema Unimed no topo dos 4 maiores grupos cooperativistas do mundo, considerando a relação entre receitas e PIB per capita dos países.
Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o crescimento do ramo demonstra a capacidade do cooperativismo de responder aos desafios da assistência à saúde em um país de dimensões continentais. "As cooperativas de saúde unem excelência técnica, gestão eficiente e compromisso com o cuidado. É um modelo que valoriza os profissionais, amplia o acesso da população aos serviços e contribui para um sistema de saúde mais sustentável e próximo das necessidades das pessoas. E esses são fatores que fazem muita diferença quando consideramos o tamanho, as diferenças e os desafios que o nosso país impõe para a oferta de serviços de qualidade”, afirma.
Melhoria contínua
Presentes em todas as regiões brasileiras, as cooperativas de saúde atuam em diferentes especialidades e modalidades de atendimento ao reunir médicos, odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais que compartilham a gestão do empreendimento e participam das decisões estratégicas. Essa estrutura permite ampliar a oferta de serviços, fortalecer redes de atendimento e investir continuamente em tecnologia, inovação e qualificação profissional. "Quando os próprios profissionais participam da gestão, as decisões são tomadas com foco na qualidade da assistência e na sustentabilidade do negócio. Isso fortalece o cuidado com o paciente e cria um ambiente favorável à inovação e ao aprimoramento constante dos serviços, acrescenta Tania.
Outro destaque do ramo é sua forte integração com os demais segmentos do cooperativismo. As cooperativas de saúde mantêm relações com cooperativas de crédito, trabalho, consumo, infraestrutura e agropecuárias. Essa intercooperação amplia o alcance dos serviços e cria soluções cada vez mais completas para cooperados e comunidades.
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10/08/2026
REPRESENTAÇÃO
Cooperativas de Infraestrutura expandem geração de energia
Ramo chega a 1,48 milhão de cooperados, amplia investimentos e leva soluções para todo o país
Garantir acesso à energia e a outros serviços essenciais é um dos grandes desafios para o desenvolvimento sustentável do país. Em diferentes regiões do Brasil, esse desafio tem sido enfrentado por meio da cooperação. Organizadas pelos próprios usuários, as cooperativas de infraestrutura se destacam cada vez mais por sua atuação na geração e distribuição de energia, além de desenvolver soluções que impulsionam a economia local e melhoram a qualidade de vida das comunidades.
O Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31), aponta que o ramo reuniu, em 2025, 247 cooperativas, que atendem 1,48 milhão de cooperados e geram 7.110 empregos diretos. No mesmo período, essas cooperativas movimentaram R$ 6,81 bilhões em ingressos e alcançaram R$ 11,46 bilhões em ativos, consolidando sua expansão em todo o país.
O fortalecimento do ramo também se reflete em seus indicadores econômicos. Em 2025, os ativos das cooperativas de infraestrutura chegaram a R$ 11,45 bilhões, enquanto os ingressos alcançaram R$ 6,81 bilhões, demonstrando a capacidade do setor de ampliar investimentos e desenvolver projetos de longo prazo. O capital social atingiu R$ 718,4 milhões, o que evidencia a confiança dos cooperados no modelo cooperativista e na expansão das iniciativas conduzidas pelas próprias comunidades.
“As cooperativas de infraestrutura mostram que desenvolvimento também se constrói de forma colaborativa. Quando as pessoas se unem para investir em soluções que atendem às necessidades da própria comunidade, elas ampliam o acesso a serviços essenciais, fortalecem a economia local e criam condições para um crescimento mais sustentável e inclusivo", defende a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Geração de energia
A geração de energia é hoje o principal vetor de crescimento das cooperativas de infraestrutura. O Anuário registra 94 cooperativas dedicadas à geração de energia para consumo próprio, 79 cooperativas de distribuição de energia e 29 cooperativas voltadas à geração para comercialização, dados que refletem o avanço de um modelo que combina sustentabilidade, inovação e participação coletiva.
Esse crescimento acompanha a expansão da geração distribuída no Brasil e reforça o protagonismo das cooperativas na construção de alternativas energéticas mais eficientes e próximas das necessidades dos consumidores. "A expansão da geração de energia pelas cooperativas acompanha uma transformação importante do setor elétrico brasileiro. O cooperativismo contribui para acelerar a transição para uma matriz cada vez mais sustentável, sempre com os benefícios retornando para os próprios cooperados e para suas comunidades", acrescenta Tania.
Outras soluções
Embora a energia concentre a maior parte das atividades do ramo, as cooperativas de infraestrutura também atuam em áreas como construção civil, telecomunicações e outras iniciativas voltadas à implantação e manutenção de serviços essenciais.
Essa diversidade permite que cada cooperativa desenvolva projetos compatíveis com as necessidades de sua região e amplie o acesso à infraestrutura em localidades onde, muitas vezes, a oferta tradicional é limitada. Dessa forma, elas fortalecem a capacidade das próprias comunidades de identificar prioridades, definir investimentos e construir soluções coletivas para seus desafios.
Ao transformar necessidades coletivas em soluções construídas de forma colaborativa, as cooperativas de infraestrutura demonstram que investir em energia e em serviços essenciais também é uma forma de promover desenvolvimento, inclusão e prosperidade para milhares de brasileiros.
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07/08/2026
REPRESENTAÇÃO
AnuárioCoop 2026: Dados do Cooperativismo Brasileiro
Números não existem apenas para medir resultados. Eles revelam movimentos que transformam realidades. O AnuárioCoop 2026 já está no ar e mostra a força do cooperativismo brasileiro em dados: crescimento, geração de oportunidades, desenvolvimento e presença em todo o país. Saiba mais em: https://anuario.coop.br
06/08/2026
REPRESENTAÇÃO
Imersão pré-COP31
Neste Se Liga, você confere como a Imersão em cooperativismo Pré-COP31 reúne representantes de organismos internacionais, autoridades e instituições estratégicas para conhecer, de perto, experiências que mostram como as cooperativas brasileiras já contribuem para o desenvolvimento sustentável.
06/08/2026
REPRESENTAÇÃO
Cooperativas de consumo fortalecem economia compartilhada
Papel do ramo na oferta de produtos e serviços ganha destaque no AnuárioCoop 2026
Consumir também pode ser uma forma de participar. Nas cooperativas de consumo, quem utiliza produtos e serviços contribui com as decisões, ajuda a definir os rumos do empreendimento e compartilha os resultados gerados. O modelo, baseado na economia compartilhada, segue conquistando espaço no Brasil e alcançou 2,84 milhões de cooperados em 2025, crescimento de 10,8% em relação ao ano anterior, segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31).
O avanço do quadro social acompanha o fortalecimento do ramo. As cooperativas de consumo movimentaram R$ 7,9 bilhões em ingressos ao longo do ano, somaram R$ 4,16 bilhões em ativos e reúnem atualmente 191 organizações, responsáveis por 15.798 empregos diretos em todo o país.
Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o crescimento demonstra que cada vez mais brasileiros percebem valor em um modelo que vai além da simples relação de compra e venda. "As cooperativas de consumo mostram que é possível unir eficiência econômica e compromisso com as pessoas. Ao organizar demandas comuns, elas ampliam o acesso a produtos e serviços, fortalecem o poder de compra dos associados e fazem com que os benefícios gerados retornem para quem participa da cooperativa e para a própria comunidade", destaca.
Soluções diversificadas
O cooperativismo de consumo está presente em diversas áreas do cotidiano. As cooperativas atuam em supermercados, farmácias, postos de combustíveis, lojas de vestuário, beleza, equipamentos, serviços veiculares e outras atividades que atendem às necessidades dos cooperados. Em muitos casos, uma mesma cooperativa desenvolve mais de uma atividade, ampliando as soluções oferecidas.
Essa diversidade permite que o modelo esteja presente em diferentes etapas da vida das pessoas, com alternativas mais próximas da realidade de cada comunidade e com potencial para fortalecer as relações de consumo baseadas na confiança, na participação e no interesse coletivo.
Outro destaque do ramo é a evolução da presença de mulheres em seu quadro social. Em 2025, foi registrado 1,42 milhão de mulheres cooperadas, crescimento de 16,2% em relação ao ano anterior, enquanto o número de homens registrou alta de 5,9%.
Na avaliação da presidente Tania, esse resultado reforça uma das principais características das cooperativas. "Quanto mais diversa e representativa é a base de cooperados, maior é a capacidade de compreender as necessidades das pessoas e construir soluções adequadas para elas. A participação democrática é um dos pilares que tornam esse modelo tão conectado às comunidades onde atua".
O Anuário também mostra que a intercooperação é parte importante da estratégia do ramo. Mais da metade das organizações de consumo utilizam cooperativas de crédito para movimentar seus recursos financeiros e mantém parcerias com outros segmentos para ampliar a oferta de serviços de saúde, transporte, produtos agropecuários e outras soluções ao seu quadro social. Essa integração fortalece o ecossistema cooperativista, amplia a competitividade das cooperativas e cria oportunidades para os cooperados.
Escolhas mais conscientes
O principal diferencial das cooperativas de consumo está na forma como organizam as relações econômicas. Diferentemente do modelo tradicional, os consumidores também são donos do empreendimento, participam das decisões em igualdade de condições e compartilham os resultados obtidos pela cooperativa. O modelo fortalece o poder de negociação dos associados, estimula escolhas mais conscientes e contribui para que os recursos permaneçam em circulação nas próprias comunidades, gerando emprego, renda e novas oportunidades de desenvolvimento.
Como destaca Tania, "o cooperativismo de consumo demonstra que é possível construir relações econômicas mais equilibradas, em que o sucesso da organização está diretamente ligado ao bem-estar das pessoas. Quando o consumidor também é protagonista, o resultado da compra de um produto ou da contratação de um serviço fortalece uma comunidade inteira".
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06/08/2026
REPRESENTAÇÃO
Coops Day 2026
O Dia Internacional do Cooperativismo (Coops Day) celebra um modelo de negócio que transforma vidas, fortalece comunidades e promove um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo. No Se Liga desta semana, o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, compartilha uma mensagem especial em homenagem à data, destacando a importância do cooperativismo brasileiro e o papel das cooperativas na construção de um futuro melhor para todos. Dê o play e celebre com a gente o Coops Day 2026!
06/08/2026
Todos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
INOVAÇÃO
19/05/2026
Coop debate estratégias para transformar inovação em resultado
Encontro promovido pelo Sistema OCB mostrou como acessar editais, incentivos e linhas de crédito
A inovação, o acesso a recursos e o fortalecimento das cooperativas tem se tornado cada vez mais estratégicos para o desenvolvimento do setor. Com esse foco, a palestra Fontes de Fomento para Inovação, realizada nesta terça-feira (19), promovida pelo Sistema OCB/MT, reuniu representantes do coop para debater mecanismos de financiamento, estratégias de inovação e oportunidades capazes de ampliar a competitividade das cooperativas brasileiras.
A analista do Núcleo de Inovação do Sistema OCB, Hellen Beck, abriu a programação e destacou que inovar está muito mais relacionado à capacidade de resolver problemas do cotidiano do que a transformações tecnológicas distantes da realidade das organizações. “Às vezes as pessoas enxergam inovação como algo futurista ou impossível. Mas inovação é melhorar a forma como você trabalha, fazer algo de maneira mais rápida, mais eficiente ou evitar desperdícios. Se você resolveu um problema, você já inovou”, afirmou.
A apresentação reforçou a proposta central do encontro: mostrar às cooperativas que existem instrumentos de apoio financeiro e oportunidades acessíveis para impulsionar projetos inovadores em diferentes áreas de atuação. Segundo Hellen, o objetivo é ampliar o conhecimento das cooperativas sobre as possibilidades disponíveis e estimular uma cultura mais aberta à inovação. “Existem editais, programas e fontes de fomento específicos para cooperativas que querem inovar. Muitas vezes, as cooperativas já têm potencial para acessar esses recursos e precisam apenas conhecer melhor os caminhos disponíveis”, destacou.
Durante o encontro, especialistas da ABGi detalharam conceitos ligados à inovação incremental, inovação radical, geração de valor e cultura organizacional voltada ao desenvolvimento de soluções. A programação também trouxe exemplos práticos aplicados ao cooperativismo e mostrou como mudanças em processos, serviços e modelos de negócio podem gerar impactos positivos para cooperados e comunidades.
Os palestrantes Felipe Barbosa e Vinícius Sales também ressaltaram que a inovação vai além da tecnologia de ponta e que passa, principalmente, por melhorias simples no dia a dia das cooperativas, como automatização de processos, ampliação de serviços e adoção de novas estratégias de relacionamento com cooperados.
Outro tema abordado foi o papel das fontes de financiamento e dos instrumentos de fomento para reduzir riscos e acelerar projetos inovadores. As diferenças entre recursos reembolsáveis e não reembolsáveis foram explicadas, além dos mecanismos de incentivo fiscal e linhas de crédito voltadas ao desenvolvimento de soluções inovadoras.
Foram compartilhados, ainda, os dados da pesquisa de inovação conduzida pelo Sistema OCB junto às cooperativas brasileiras. O levantamento mostra que a maioria das cooperativas reconhece a importância da inovação para o crescimento do setor, mas ainda enfrenta desafios relacionados à falta de recursos financeiros, organização de projetos e capacitação de equipes.
Nesse contexto, Hellen Beck reforçou a importância da participação das cooperativas no mapeamento conduzido pelo Sistema OCB para identificar gargalos e oportunidades no ecossistema cooperativista. “Quanto mais informações tivermos, mais assertivos conseguiremos ser na construção de soluções. A inovação nasce justamente da capacidade de entender desafios reais e criar respostas para eles”, finalizou.
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INOVAÇÃO
30/04/2026
AnuárioCoop: cooperativas devem preencher questionário até 3 de junho
Atualização via SouCoop garante dados mais precisos e fortalece a leitura do cooperativismo no país
Cooperativas de todo o país tem até 3 de junho para preencher os questionários do SouCoop e garantir a atualização das informações que irão compor AnuárioCoop 2026. A etapa é essencial para consolidar a principal base de dados do cooperativismo brasileiro, utilizada como referência para construção de estudos, análise de desempenho, formulação de estratégias e fortalecimento da representação institucional do setor. A qualidade e a consistência dessas informações dependem diretamente do engajamento das cooperativas no envio de dados completos, atualizados e alinhados à realidade de suas operações.
O AnuárioCoop cumpre um papel central na organização e na visibilidade do cooperativismo no Brasil. A partir dos dados consolidados, o Sistema OCB consegue ampliar a capacidade de diálogo com o poder público, qualificar a defesa de pautas prioritárias e direcionar políticas e projetos mais aderentes às necessidades das cooperativas. Além disso, o material contribui para evidenciar, de forma estruturada, a relevância econômica e social do setor, com impactos concretos na geração de emprego, renda e desenvolvimento sustentável em diferentes regiões do país.
“O preenchimento dos questionários do Anuário no SouCoop é fundamental para que possamos retratar, com precisão, a realidade do cooperativismo brasileiro. São essas informações que sustentam nossas análises, fortalecem a nossa atuação institucional e ampliam a visibilidade do setor”, destaca o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa.
A recomendação é que as cooperativas realizem o preenchimento com antecedência, com tempo hábil para revisão das informações e para evitar possíveis instabilidades decorrentes do acesso concentrado nos últimos dias do prazo. A mobilização coletiva é determinante para assegurar um retrato fiel, atualizado e representativo do cooperativismo brasileiro, o que fortalece a capacidade de planejamento e atuação de todo o movimento.
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INOVAÇÃO
Workshop reúne OCEs para mapear uso de inteligência artificial
Pontos focais vão diagnosticar maturidade digital e estruturar iniciativas no cooperativismo
O Sistema OCB realizou na sexta-feira (6), em Brasília, o Workshop de Mapeamento de Soluções de Inteligência Artificial com Pontos Focais das Organizações Estaduais do Cooperativismo (OCEs). O encontro discutiu o uso estratégico da tecnologia nos nas unidades do cooperativismo em todo o Brasil. A iniciativa integra o Plano Institucional de Uso de Inteligência Artificial, que busca, ao mesmo tempo, ampliar o conhecimento sobre a tecnologia entre os colaboradores e levantar um diagnóstico nacional sobre o nível de adoção de ferramentas de IA no cooperativismo.
A proposta do encontro foi promover um momento de escuta ativa, alinhamento conceitual e construção coletiva de oportunidades de aplicação da tecnologia nas rotinas de trabalho das organizações. Durante as atividades, os participantes compartilharam experiências, levantaram desafios e discutiram caminhos para incorporar soluções baseadas em inteligência artificial de forma estruturada e responsável.
Um dos principais pontos abordados ao longo do workshop foi a abordagem metodológica para adoção da tecnologia. A mensagem central foi de que a implementação de IA não deve começar pela escolha de ferramentas tecnológicas, mas pela compreensão detalhada dos processos organizacionais.
Nesse sentido, os debates destacaram a importância de mapear fluxos de trabalho já existentes, identificar gargalos operacionais, compreender as principais necessidades das equipes e, somente a partir desse diagnóstico, avaliar quais etapas poderiam se beneficiar de automação ou apoio analítico.
A proposta busca evitar um problema comum em iniciativas de inteligência artificial: a adoção de soluções tecnológicas sem um diagnóstico claro dos processos. Quando isso ocorre, é frequente que projetos avancem até a fase de protótipos, mas não se consolidem como soluções efetivas no dia a dia das organizações.
Durante o encontro, os participantes também foram estimulados a refletir sobre o papel da tecnologia como instrumento de melhoria de processos. A inteligência artificial foi apresentada como uma ferramenta capaz de ampliar eficiência e apoiar a tomada de decisão, desde que aplicada sobre atividades com objetivos bem definidos e estrutura operacional clara.
A programação incluiu dinâmicas de trabalho colaborativas, nas quais os representantes das OCEs puderam analisar rotinas institucionais, identificar oportunidades de aprimoramento e discutir possíveis frentes de inovação que possam ser exploradas futuramente no Sistema.
O workshop integra o projeto de construção do Plano Institucional de Uso de Inteligência Artificial do Sistema OCB, iniciativa que será desenvolvida ao longo de 2026 com a participação das unidades estaduais. Nesse processo, os pontos focais terão papel importante no acompanhamento das discussões técnicas e no compartilhamento de informações sobre iniciativas e necessidades identificadas nos estados.
“O objetivo é entender como as organizações estaduais já utilizam ou pretendem utilizar inteligência artificial em suas rotinas e, a partir disso, estruturar um plano consistente para o Sistema OCB. Estamos falando de uma tecnologia com enorme potencial para aumentar eficiência, apoiar decisões e qualificar ainda mais nossos serviços.” destacou o coordenador do projeto e gerente geral do Sescoop, Ivan Mafra.
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09/03/2026
INOVAÇÃO
Guia orienta cooperativas a acessar recursos do FNDCT para inovação
Cartilha do Sistema OCB e da Finep detalha caminhos para financiar projetos de ciência e tecnologia
O Sistema OCB disponibilizou, nesta sexta-feira (23), a cartilha Guia de Acesso ao FNDCT por Cooperativas, material que reúne informações práticas para apoiar cooperativas interessadas em acessar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Elaborado em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o guia esclarece regras, modalidades e etapas do processo.
A publicação foi organizada após a sanção da Lei 15.184/2025, que incluiu formalmente as cooperativas entre os beneficiários diretos do FNDCT e autorizou o uso do superávit financeiro do Fundo para operações de financiamento. Com isso, projetos de ciência, tecnologia e inovação desenvolvidos por cooperativas passam a ter acesso a um volume expressivo de recursos, operados principalmente pela Finep, secretaria executiva do Fundo.
O guia apresenta o funcionamento do FNDCT, suas fontes de recursos e a evolução recente do orçamento, que atingiu patamares recordes nos últimos anos. Também explica as modalidades disponíveis (reembolsáveis e não reembolsáveis), os requisitos legais e estatutários para participação, além da documentação necessária para submissão de propostas.
Oportunidade
Outro destaque do material é a contextualização do papel das cooperativas no ecossistema nacional de inovação. Dados apresentados no guia indicam que a maioria das cooperativas reconhece a inovação como elemento estratégico, mas aponta o financiamento como um dos principais entraves para tirar projetos do papel. Nesse cenário, o acesso ao FNDCT representa uma oportunidade para ampliar iniciativas em áreas como conectividade no campo, energia limpa, digitalização de processos, agricultura de precisão e economia circular.
Nesta quinta (22), o Sistema OCB e a Finep assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para ampliar e organizar o acesso das cooperativas aos instrumentos de financiamento à inovação, como o FNDCT. O acordo estabelece uma agenda de trabalho voltada à orientação técnica, capacitação e divulgação das linhas disponíveis a fim de oferecer condições mais claras para que cooperativas de diferentes ramos consigam estruturar e viabilizar projetos de pesquisa e desenvolvimento.
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23/01/2026
INOVAÇÃO
InovaCoop lança videocast com 16 episódios
Produção reúne cases, especialistas e tendências da inovação cooperativista
O Sistema OCB acaba de lançar uma novidade no InovaCoop, com 16 episódios gravados durante o World Cooperative Management (WCM). A produção traz conversas diretas, práticas e inspiradoras sobre inovação no cooperativismo, além de reunir lideranças, especialistas e gestores de cooperativas de diferentes ramos.
Disponível na trilha Ensina Vídeos da plataforma InovaCoop, a série apresenta um panorama atual das tendências, dos desafios e das oportunidades que têm moldado o futuro das cooperativas no Brasil. Cada episódio traz aprendizados de lideranças, especialistas e gestores que, de diferentes ramos e regiões, compartilham caminhos concretos para inovar com propósito.
Confira os destaques da série, aprofunde seus conhecimentos e descubra ideias, caminhos e estratégias que podem inspirar o futuro da sua cooperativa:
1. Cultura de inovação e evolução do RH – Comigo
Com participação de Tani Melo, Gerente de RH, e Pâmela Costenaro, coordenadora de Desenvolvimento de Pessoas da Comigo, uma das maiores cooperativas agroindustriais do Brasil, o episódio mostra como a gestão de pessoas se tornou eixo estratégico para inovação e fortalecimento cultural.
2. Políticas públicas e ambiente regulatório
Geraldo Magela Silva, assessor institucional da Ocemg, explica como marcos regulatórios bem estruturados podem acelerar a inovação no cooperativismo.
3. Transformação digital na saúde – Unimed São Sebastião do Paraíso
Matheus Colombaroli, diretor-presidente da Unimed São Sebastião do Paraíso, detalha como a digitalização reduziu retrabalhos e melhorou a experiência dos beneficiários.
4. Reinvenção e competitividade – Coopresa
Lívia Maria, presidente da Coopresa, apresenta a jornada de modernização de uma cooperativa de manutenção aeronáutica diante de um mercado altamente exigente.
5. Modernização com raízes cooperativistas – Coopama
Fernando Caixeta Vieira, diretor-presidente da Coopama, e Marcelo Rocha Nogi, superintendente financeiro, contam como a cooperativa fundada em 1944 atualiza processos sem perder sua essência.
6. Design Thinking para cooperativas
Hellen Beck, analista de inovação do Sistema OCB, mostra como a abordagem centrada nas pessoas fortalece a inovação interna.
7. Pacto Sistêmico de Estratégia – Sicoob
George Laporta, gerente nacional de performance corporativa do Sicoob, explica como o maior sistema financeiro cooperativo do país construiu um direcionamento unificado, sem abrir mão da autonomia das cooperativas.
8. Jornada de inovação da Unimed-BH
Frederico Peret, diretor-presidente da Unimed-BH, apresenta a estratégia de uma das cooperativas mais inovadoras do setor de saúde.
9. Sistemas de gestão da inovação
Hélio Gomes de Carvalho, professor doutor, consultor e especialista em inovação, detalha como estruturar processos, medir resultados e fortalecer a cultura inovadora.
10. Oportunidades da Lei 15.184 e acesso ao FNDCT
Fabíola Nader Motta, gerente-geral do Sistema OCB, explica como o novo marco de fomento pode ampliar a competitividade das cooperativas.
11. Financiamento da inovação
Fernanda Freitas, gerente de inovação na ABGi Brasil, aborda caminhos e ferramentas para captar recursos e viabilizar projetos inovadores.
12. Inovação na expansão da Transpocred
Diogo Angioleti, líder de Gente, Gestão e Inovação da Transpocred, mostra como a cooperativa de crédito do transporte cresceu ao pensar fora da caixa.
13. Conexão entre academia e cooperativismo
Valéria Fully, doutora em Economia Aplicada pela UFV, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), analisa como a integração entre pesquisa, educação e cooperativas gera soluções transformadoras.
14. Intercooperação como força competitiva
Geâne Ferreira, gerente-geral do Sescoop/DF, apresenta iniciativas que conectam unidades estaduais e ampliam o desenvolvimento sistêmico.
15. Inovação com propósito – episódio de estreia
Lisiane Lemos, referência nacional em tecnologia, liderança e equidade, discute como inovação e propósito se complementam no cooperativismo brasileiro.
16.Inteligência artificial, letramento digital e o futuro das organizações
Gil Giardelli, cofundador da Quinta Era e membro do comitê de IA para Países em Desenvolvimento, fala sobre as mudanças provocadas pela inteligência artificial e o que organizações precisam fazer para navegar essa transformação com responsabilidade e visão de longo prazo.
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09/12/2025
INOVAÇÃO
InovaCoop lança área dedicada ao uso da Inteligência Artificial
Nova seção reúne conteúdo e facilita acesso de cooperativas a ferramentas e casos de sucesso
A inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina de diversas cooperativas brasileiras e agora ganhou um espaço exclusivo no InovaCoop. A plataforma de inovação do cooperativismo lançou a aba Saiba Mais IA, que reúne conteúdos acessíveis e práticos para apoiar cooperativas de todos os ramos na adoção dessa tecnologia.
O novo espaço chega para facilitar a vida de dirigentes, colaboradores e cooperados interessados em entender como aplicar a IA em processos, serviços e estratégias de negócios. Nele é possível encontrar desde guias básicos até materiais mais avançados sobre temas como engenharia de prompt, governança de dados, uso de ferramentas gratuitas e pagas, além de vídeos explicativos.
Segundo Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, a iniciativa tem como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento. “A inteligência artificial não é uma solução mágica. Ela gera bons resultados quando está alinhada ao propósito da cooperativa e apoiada em dados estruturados. O Saiba Mais IA foi pensado justamente para oferecer conteúdos claros, práticos e úteis, que ajudem as cooperativas a avançarem nessa jornada de forma estratégica”, afirma.
Casos inspiradores
A nova aba também apresenta exemplos concretos do uso da inteligência artificial no cooperativismo. Um dos destaques é a Unimed Grande Florianópolis, que implementou o Robô Laura, sistema de IA capaz de monitorar em tempo integral sinais vitais de pacientes. A tecnologia identifica riscos de sepse em tempo real, permitindo respostas rápidas e aumentando a segurança do atendimento hospitalar.
No agro, a Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, utiliza inteligência artificial para classificar cafés especiais. O sistema garante precisão na avaliação dos grãos, valoriza a produção dos cooperados e fortalece a competitividade no mercado internacional.
Já no crédito, cooperativas começam a explorar soluções de IA para análise de riscos e atendimento ao cooperado, abrindo caminho para serviços mais personalizados e ágeis.
“O cooperativismo tem a preocupação de beneficiar a todos. Quando uma cooperativa adota IA, busca não apenas melhorar processos, mas entregar soluções que impactam positivamente a vida dos cooperados e das comunidades”, destaca Guilherme.
Jornada coletiva
Além de guias e cases, o Saiba Mais IA traz e-books sobre dados e governança, tema fundamental para o uso responsável da tecnologia. A proposta é estimular reflexões e oferecer ferramentas que preparem as cooperativas para aproveitar ao máximo as soluções disponíveis.
A ideia é que cada cooperativa, independentemente do ramo ou porte, encontre recursos para iniciar ou aprofundar sua jornada com inteligência artificial. “O movimento é claro: a IA tende a se tornar cada vez mais presente e acessível. As cooperativas têm todas as condições de liderar esse processo com responsabilidade e impacto social. O Saiba Mais IA é um convite para darmos juntos os próximos passos nessa transformação”, conclui Guilherme
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04/09/2025
INOVAÇÃO
ConecteCoop: conheça novo jogo sobre o cooperativismo
Com dinâmicas interativas, game aproximou sociedade do cooperativismo durante o Dia C
O cooperativismo brasileiro ganhou, no último sábado (30), uma ferramenta inédita para se aproximar ainda mais da sociedade: o ConecteCoop, game virtual desenvolvido pelo Sistema OCB para apresentar, de forma lúdica e interativa, os princípios e a força transformadora das cooperativas. A aplicação ocorreu durante o Dia de Cooperar (Dia C), iniciativa que mobiliza cooperativas de todo o Brasil em ações de voluntariado e solidariedade.
A escolha do Dia C para a estreia não foi por acaso. O evento reúne um público diversificado, com pessoas que, muitas vezes, ainda não conhecem o movimento cooperativista. Nesse contexto, o game se mostrou uma porta de entrada criativa e acessível para despertar o interesse de diferentes gerações pelo tema.
A fase piloto
O ConecteCoop foi testado em duas localidades: Campo Grande (MS) e Brasília (DF). Em Campo Grande, a dinâmica aconteceu no Poliesportivo Mamede Assem José, na Vila Almeida, reunindo 41 jogadores. Já em Brasília, a experiência foi realizada no estacionamento do Fórum de Planaltina, com a participação de 109 pessoas.
Ao todo, 150 participantes experimentaram o jogo, interagindo com a proposta de construir uma rede de conexões e descobrir, na prática, como o cooperativismo se fortalece pela soma de esforços.
No game, cada jogador assume um personagem que precisa conquistar cooperados virtuais ao longo de sua jornada. A cada desafio cumprido, a rede cresce, simbolizando como a colaboração gera impacto coletivo e amplia resultados. De forma simples e divertida, o público pôde entender a lógica da cooperação e os benefícios do modelo.
Para o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Souza Costa, o piloto confirmou que o game tem potencial de se tornar uma ferramenta estratégica para a comunicação do movimento.
“O ConecteCoop mostra que é possível explicar o cooperativismo de forma leve e envolvente. O piloto nos mostrou que o game tem potencial para ser utilizado em diferentes eventos e espaços, ajudando a atrair novos públicos para conhecer a nossa forma de organização”, avaliou.
Apoio das OCEs
A realização do piloto contou com o apoio das Organizações das Cooperativas Estaduais de Mato Grosso do Sul (OCB/MS) e do Distrito Federal (OCB/DF), que mobilizaram equipes e voluntários para viabilizar as ações. A parceria foi fundamental para garantir a estrutura, o engajamento e a receptividade local.
Inovação e futuro
O lançamento do ConecteCoop faz parte de uma estratégia mais ampla do Sistema OCB de investir em ferramentas inovadoras de aproximação com a sociedade. A ideia é que o game seja utilizado em grandes eventos, escolas, feiras, encontros comunitários e ambientes digitais, fortalecendo a presença do cooperativismo em diferentes espaços.
“Estamos sempre em busca de novas formas de dialogar com a sociedade. O ConecteCoop é mais uma prova de que o cooperativismo tem linguagem atual e pode se conectar com diferentes gerações”, concluiu Guilherme.
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01/09/2025
INOVAÇÃO
Sistema OCB apoia internacionalização do empreendedorismo feminino
Evento promovido pela ApexBrasil reforça importância de impulsionar negócios liderados por mulheres
O Sistema OCB marcou presença no evento Mulheres e Negócios Internacionais – Territórios, promovido pela ApexBrasil no dia 10 de junho, em Salvador (BA). A ação teve como foco a capacitação, inspiração e conexão de mulheres empreendedoras com o mercado internacional e se insere no âmbito do Programa Mulheres e Negócios Internacionais, iniciativa que integra também a Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino.
Representando o cooperativismo, a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/BA, Jussiara Lessa, acompanhou a programação que contou com painéis, oficinas e apresentações de cases de sucesso protagonizados por mulheres de diferentes perfis, setores e faixas etárias. Segundo ela, o evento foi uma demonstração concreta de como a atuação em rede e o apoio institucional podem abrir portas para o empreendedorismo feminino no Brasil.
“Ficou evidente o quanto a parceria entre instituições como a ApexBrasil, Sebrae e Sistema OCB pode impulsionar mulheres empreendedoras — inclusive cooperadas — a expandirem seus negócios para o mercado internacional. Já temos cooperativas lideradas por mulheres com produtos de excelência e esse tipo de articulação fortalece caminhos para a exportação”, destacou Jussiara.
Durante o evento, foram apresentados exemplos como o da startup baiana EcoCiclo, criadora de absorventes biodegradáveis, e da empresa Latitude 13 Cafés Especiais, liderada por mulheres e responsável pela produção de cafés premiados cultivados na Chapada Diamantina. Muitos dos relatos destacaram a importância da formação empreendedora por meio de iniciativas como o curso Empretec, ofertado pelo Sebrae, e o apoio de políticas públicas que integram raça, gênero e desenvolvimento regional.
O evento também foi um espaço de escuta e acolhimento de diferentes trajetórias femininas, reforçando o valor da representatividade. Mulheres que começaram com poucos recursos, mas com muita determinação, dividiram o palco com empreendedoras consolidadas, em um ambiente de aprendizado mútuo.
O encontro contou com o apoio dos ministérios do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), das Mulheres, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Banco do Brasil, Correios e Sepromi, entre outros parceiros.
A atuação do Sistema OCB no evento também reforça uma das diretrizes do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com a ApexBrasil. O ACT prevê, entre suas prioridades, o fortalecimento de iniciativas voltadas à igualdade de gênero, com foco especial no estímulo à internacionalização de negócios liderados por mulheres. Com essa diretriz, a parceria tem buscado ampliar a presença feminina nas ações de promoção comercial internacional, abrindo novas oportunidades para que cooperativas lideradas por mulheres possam alcançar mercados estrangeiros.
Por meio desse acordo, o Sistema OCB e a ApexBrasil têm somado esforços para garantir que mais cooperativas, especialmente aquelas protagonizadas por mulheres, tenham acesso às ferramentas, capacitações e ações estratégicas voltadas à exportação. A presença no evento realizado em Salvador reflete esse compromisso com a inclusão produtiva e com a promoção de um cooperativismo cada vez mais diverso e competitivo, alinhado à agenda ESG e às políticas públicas de desenvolvimento sustentável com recorte de gênero.
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NEGÓCIOS
22/05/2026
Cooperativismo amplia conexões e negócios na Apas Show 2026
Sistema OCB levou campanha Escolha o Coop para a feira e fortaleceu presença das coops no varejo
Em meio a corredores movimentados, degustações concorridas e reuniões de negócios, o cooperativismo conquistou espaço de destaque na Apas Show 2026. Pelo segundo ano consecutivo, o Sistema OCB participou da maior feira supermercadista do mundo com um estande coletivo voltado à promoção das cooperativas brasileiras, e ampliou a visibilidade do setor diante de varejistas, atacadistas, distribuidores e compradores nacionais e internacionais.
Realizada entre os dias 18 e 21 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, a feira reuniu empresas de diferentes segmentos ligados à cadeia de alimentos, bebidas, tecnologia, logística e inovação. Em um ambiente marcado por tendências de consumo, lançamentos e conexões estratégicas, o cooperativismo apresentou diversidade, qualidade e capacidade competitiva por meio de produtos que chegaram ao público alinhados à campanha Escolha Consciente, Escolha o Coop.
O estande do Sistema OCB contou com 103,5 m² e a presença de sete cooperativas expositoras: Cocamar, Nova Aliança, Ouro do Sul, Cocapec, Cooprata, Cemil e Sanjo. Ao longo dos quatro dias de evento, os visitantes puderam conhecer e degustar cafés, vinhos, espumantes, sucos, produtos lácteos, molhos e bebidas à base de soja, além de cortes suínos e embutidos.
A estratégia de degustação foi um dos pontos altos da participação das cooperativas e ajudou a aproximar o público dos produtos coop. Segundo Jean Fernandes, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, a ação contribuiu para gerar conexões mais diretas com os visitantes e fortalecer o posicionamento do cooperativismo no setor supermercadista.
“Esse já é o nosso segundo ano consecutivo na APAS e dá para perceber o quanto estar nesse ambiente fortalece a presença das cooperativas. A feira é uma grande porta de entrada para o varejo, atacarejos e supermercados. Conseguimos um espaço mais estratégico este ano e isso refletiu diretamente no movimento do estande”, destacou o analista.
Jean também ressaltou a sintonia entre a participação do Sistema OCB na feira e a nova campanha institucional do cooperativismo. “A Apas conversa muito com a campanha Escolha Consciente, Escolha o Coop. Estávamos na feira certa, promovendo as cooperativas para o público certo e com uma campanha totalmente alinhada com esse momento”.
Expansão comercial
Para as cooperativas participantes, a feira representou uma oportunidade concreta de expansão comercial, abertura de mercados e fortalecimento institucional. O Diretor comercial da Cemil, Wallisson Caitano, considerou a relevância da iniciativa coletiva para ampliar oportunidades de negócios e integração entre as cooperativas. “Foi um evento muito importante. Tivemos muitos visitantes, oportunidades e trocas de experiências. Trazer o cooperativismo para dentro de uma feira desse porte é fundamental”.
Na mesma linha, Artur Ferreira, coordenador de vendas da Cooprata, afirmou que a participação na Apas ajudou a acelerar negociações comerciais em andamento. “A feira abriu portas para negociações que antes encontravam resistência. Fizemos muitos contatos e as expectativas para as próximas semanas são muito positivas”, contou.
Já Victor Ferreira, gestor de torrefação da Cocapec, declarou que a experiência ampliou possibilidades de prospecção e relacionamento. “Uma feira desse tamanho facilita o acesso a mercados que talvez fossem mais difíceis sem essa oportunidade. Além disso, foi importante reencontrar parceiros, clientes e representantes em um ambiente extremamente qualificado”, disse.
Relacionamento
A participação das cooperativas também foi marcada pelo lançamento de produtos e pela aproximação com grandes redes varejistas. A gestora de Mercados Internacionais da Cocamar, Elis Simone Ferreira Fernandes, destacou que a Apas foi escolhida como palco para apresentar novos hambúrgueres e almôndegas de carne precoce 100% bovina. “É um evento onde encontramos varejistas, distribuidores e consumidores qualificados. Não haveria ambiente melhor para esse lançamento”, afirmou.
Por sua vez, Alysson Kaiper, da Sanjo, ressaltou a importância estratégica da feira para ampliar relacionamentos comerciais. Segundo ele, a participação permitiu estreitar vínculos com grandes parceiros e abrir portas para novos clientes em um mercado de grande alcance. Para Ismael Hilgert, da Ouro do Sul, a alta visibilidade da Apas Show foi decisiva para gerar novas possibilidades de negócios. “Tivemos contato com diversos países e grandes possibilidades de abrir novas portas comerciais”, relatou.
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NEGÓCIOS
22/02/2026
NegóciosCoop Reciclagem certifica cooperativas no Pará
Programa fortaleceu gestão e governança, além de avanços em renda, parcerias e novos mercados
Na última sexta-feira (20), o Sistema OCB/PA celebrou a formatura das três cooperativas paraenses participantes do primeiro ciclo do Programa NegóciosCoop para a Reciclagem no estado. A cerimônia marcou a conclusão de 12 meses de acompanhamento técnico voltado ao fortalecimento da gestão, da produção e da inserção no mercado de organizações do setor.
Participaram do ciclo as cooperativas ACCSB, Concaves e Filhos do Sol. Ao longo da trilha de capacitação, foram destinadas 234 horas de atendimento técnico, entre diagnóstico inicial, análise documental, módulos formativos e diagnóstico final. O percurso contemplou conteúdos como fundamentos do cooperativismo, gestão financeira e contábil, liderança, eficiência na cadeia de suprimentos, foco no cliente e inovação.
O programa é estruturado em cinco pilares: Organização Social para Empreendimento; Produção; Gestão; Agregação de Valor, Verticalização; e Mercado, e tem como objetivo consolidar as cooperativas como negócios sustentáveis, com maior autonomia e capacidade de geração de renda.
Evolução em gestão e governança
Os diagnósticos comparativos indicaram avanço consistente na maturidade das cooperativas. Entre os destaques registrados ao longo do ciclo estão a definição e internalização de planos de negócio, ampliação da presença em redes sociais, participação em eventos, fortalecimento da liderança com protagonismo feminino e estruturação de novas frentes de atuação, como iniciativas de verticalização e serviços ambientais.
Para a presidente da Cooperativa Concaves, Débora Baía, o processo representou um divisor de águas na forma de enxergar o próprio negócio. “Foi um desenvolvimento pessoal e profissional muito importante. Para mim, como presidente, foi uma lição contar com esse suporte técnico e operacional. As capacitações, principalmente na parte de mercado, ajudaram a entender nosso papel como empreendedores. A gente passou a compreender que tem capacidade, sim, de prestar um serviço qualificado e ocupar novos espaços”, afirmou.
Segundo ela, o aprendizado foi além da teoria. “Os consultores trouxeram informações que a gente não tinha. Colocamos em prática e vimos a realidade da cooperativa mudar. Hoje temos orgulho de dizer que somos referência no estado do Pará.”
Os resultados alcançados no Pará foram expressivos e demonstram impacto concreto na estruturação das cooperativas. Em um dos casos, o número de parcerias mais do que triplicou ao longo do ciclo, superando 200% de crescimento.
No campo econômico, os avanços foram ainda mais significativos: houve registros de crescimento superior a 300% na receita média mensal da cooperativa e aumento de quase 150% na renda média dos cooperados.
De forma agregada, o programa proporcionou uma elevação média de aproximadamente 70% na renda dos cooperados e crescimento superior a 100% na receita mensal das cooperativas, números que evidenciam a efetividade da metodologia aplicada.
Para Júnior Serra, superintendente do Sistema OCB/PA, o programa amplia a atuação estratégica do cooperativismo no estado. “Ficamos muito felizes em ser piloto do Programa NegóciosCoop. No Pará, o Sescoop atua como órgão de fomento e existem mercados que podem, e devem, ser ocupados pelas cooperativas. O programa qualifica e capacita cada vez mais esses empreendimentos para que possam acessar novas oportunidades.”
Durante a realização da COP30 em Belém, as cooperativas também tiveram papel relevante. “Elas foram importantes não só como política pública, mas como empreendimentos que geraram trabalho e renda durante o evento. Após um ano de trabalho, percebemos uma evolução significativa nas três cooperativas, principalmente no acesso a novos mercados. O Programa NegóciosCoop amplia essa área de atuação do Sescoop e contribui para a sustentabilidade desses empreendimentos”, completou.
Transformação na prática
Ao todo, cerca de 54 cooperados concluíram a jornada formativa. Segundo Luciane Fiel, analista de Desenvolvimento e Monitoramento de Cooperativas do Sistema OCB/PA, a formatura simboliza comprometimento e persistência. “Foi um momento muito especial. Representa o interesse dos cooperados em fortalecer a gestão, organizar melhor a produção e ampliar a visão de negócio. Esse processo trouxe mais autonomia, mais capacidade de planejamento e melhores condições para acessar novos mercado.”
A analista de Negócios do Sistema OCB, Luana Mendonça, também destacou que os resultados vão além dos indicadores econômicos. “Quando os cooperados entendem mais sobre gestão e planejamento, ganham força para crescer. Os resultados não são apenas números: representam mais renda, mais organização, novas parcerias e mais segurança para o futuro. Isso demonstra que estamos no caminho certo."
Superação de desafios estruturais
O ciclo foi realizado em meio a uma série de desafios concretos no dia a dia das cooperativas. A instabilidade da coleta seletiva municipal; as reformas estruturais em preparação para a Conferência do Clima (COP30), que aconteceu em Belém em novembro de 2025; a necessidade constante de validações técnicas; e o contexto de vulnerabilidade social impactaram diretamente o ritmo das atividades e a rotina dos cooperados.
Mesmo diante desse cenário, o trabalho seguiu. O acompanhamento técnico ajudou a manter o grupo mobilizado, garantir a realização dos encontros e fortalecer o papel das lideranças na condução das mudanças propostas.
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NEGÓCIOS
Capacitação fortalece uso do SouCoop e do Desempenho na Região Norte
Treinamento reuniu equipes das OCEs para alinhamento técnico e uso estratégico das plataformas
O Sistema OCB realizou, em Manaus, mais uma etapa do ciclo de capacitações regionais voltado ao aprimoramento do uso dos sistemas SouCoop e Desempenho. Organizado pelo Sistema OCB/AM, o encontro reuniu técnicos, analistas e superintendentes das OCEs da Região Norte e marcou a segunda edição do treinamento, a primeira ocorreu no Nordeste, no início do ano.
Durante dois dias, os participantes alternaram atividades expositivas e práticas, com foco na familiarização e no domínio das ferramentas que dão suporte a processos essenciais do cooperativismo. A proposta foi garantir que as equipes regionais estejam plenamente preparadas para operar os sistemas de forma segura, alinhada e produtiva.
O SouCoop foi um dos destaques da programação. A plataforma consolida dados cadastrais e documentais das cooperativas, permitindo que acessem serviços disponibilizados pelo Sistema OCB e utilizem o ambiente como fonte de gestão e manutenção de informações. O sistema unifica três processos estratégicos: Registro, Atualização Cadastral e Anuário do Cooperativismo, reforçando a base institucional da representação cooperativista.
Outro foco do treinamento foi o Desempenho, ferramenta que permite o acompanhamento mensal dos principais indicadores econômicos e financeiros das cooperativas. Com ela, dirigentes e gestores podem realizar análises comparativas, avaliar resultados em tempo real e tomar decisões mais assertivas. O objetivo é apoiar a autogestão, ampliar a transparência e fortalecer a sustentabilidade dos negócios cooperativos.
Para Fábio Trinca, gerente da área Financeira do Sistema OCB, o encontro reforçou a importância de aproximar as equipes da rotina operacional das ferramentas. “Agora, na Região Norte, o treinamento foi uma oportunidade valiosa para que analistas e superintendentes pudessem se familiarizar com a operação desses sistemas, tão importantes no nosso dia a dia. A iniciativa reforça o compromisso do Sistema OCB em equipar suas equipes com as ferramentas necessárias para um trabalho de excelência”, afirmou.
Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação, lembrou que o ciclo formativo tem caráter permanente. “Assim como no primeiro encontro, esta foi uma oportunidade valiosa para que colaboradores experientes e recém-chegados se aprofundassem no funcionamento dessas ferramentas, entendendo sua relevância estratégica e a legislação que orienta sua aplicação. A iniciativa demonstra, mais uma vez, o esforço do Sistema OCB em fortalecer capacidades, promover alinhamento nacional e garantir que nossas equipes estejam plenamente preparadas para entregar um trabalho de excelência”, declarou.
A superintendente do Sistema OCB/AM, Claudia Sampaio Inácio, destacou a importância da capacitação presencial para a realidade dos estados do Norte. “A capacitação, voltada à realidade da Região Norte, atualizou nossas equipes, qualificou novos colaboradores e fortaleceu o uso estratégico das plataformas no nosso dia a dia. Experiências como essa mostram o quanto os treinamentos regionais são fundamentais para respeitar as particularidades de cada estado e gerar mais resultados para as cooperativas. Para nós, foi uma honra sediar esse encontro e receber os técnicos e analistas dos demais estados da região”.
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05/12/2025
NEGÓCIOS
Brasil cooperativo abre portas para o mundo com catálogo de exportadoras
Publicação apresenta agro e artesanato para ampliar presença global do cooperativismo
O cooperativismo brasileiro acaba de ganhar mais um instrumento estratégico para ampliar sua presença no mercado internacional. O Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras, lançado pelo Sistema OCB, reúne informações de cooperativas com experiências em exportação e oferece um panorama qualificado de produtos, serviços e potenciais parceiros para compradores e instituições de comércio exterior em todo o mundo.
A publicação é voltada a importadores, distribuidores, parceiros institucionais e representantes de órgãos públicos e privados que atuam no comércio internacional. Com versões em português, inglês, espanhol e mandarim, o catálogo pretende aproximar o que o Brasil cooperativo tem de melhor a mercados exigentes e diversificados, reforçando a imagem de qualidade, sustentabilidade e inovação que o setor representa.
“O catálogo é um convite para o mundo conhecer a força e a diversidade do cooperativismo brasileiro, que combina qualidade, compromisso social e sustentabilidade. Ao conectar nossas cooperativas a novos mercados, abrimos portas para oportunidades que geram renda, desenvolvimento e impacto positivo dentro e fora do país”, destaca Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
Dois setores, um objetivo: crescer no mundo
O catálogo contempla dois segmentos de destaque na pauta exportadora cooperativista: agronegócio e artesanato. No agro, a ferramenta ajuda cooperativas a acessar novos mercados, negociar melhores preços e gerar mais renda para os cooperados. Já no artesanato, valoriza a identidade cultural brasileira e abre portas para nichos como comércio justo e consumo consciente, em que a origem e o impacto social dos produtos são diferenciais competitivos.
Em ambos os casos, a publicação destaca soluções sustentáveis, rastreáveis e competitivas, capazes de atender a demandas internacionais cada vez mais voltadas para práticas responsáveis e produtos de alta qualidade.
Inteligência de mercado
Além de ser um material promocional, o catálogo também funciona como fonte de inteligência, permitindo conhecer melhor o perfil das cooperativas exportadoras brasileiras e direcionar de forma mais assertiva as ações de qualificação e promoção do setor.
“Com essa base organizada, podemos atuar de forma mais estratégica, conectando nossas cooperativas com as oportunidades certas e fortalecendo o posicionamento do Brasil no cenário internacional”, completa Márcio.
Essa abordagem fortalece a atuação conjunta entre o Sistema OCB, o governo e parceiros institucionais como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de embaixadas e adidos agrícolas, que poderão utilizar o material como referência em ações de promoção comercial.
Mais oportunidades, mais impacto
O Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras representa ganhos para todos os envolvidos: para as cooperativas, que poderão ampliar sua base de clientes e consolidar marcas no exterior; para o Sistema OCB, que fortalece sua rede de contatos e sua capacidade de promoção; e para o país, com a geração de divisas, renda e empregos.
O documento apresenta desde cooperativas com atuação já consolidada no mercado global até aquelas que estão iniciando sua jornada internacional, com potencial de se tornar referência em seus segmentos.
O catálogo terá atualização bianual, garantindo que as informações estejam sempre atualizadas e em sintonia com as demandas do mercado internacional. As cooperativas interessadas em incluir seus produtos e contatos na publicação podem procurar diretamente a Organização Estadual à qual são vinculadas, que fará o encaminhamento das informações ao Sistema OCB
O material será distribuído a parceiros institucionais, embaixadas brasileiras, adidos agrícolas e compradores internacionais, além de ser utilizado pelo Sistema OCB e pelas organizações estaduais em feiras, missões e rodadas de negócios.
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19/09/2025
NEGÓCIOS
CapacitaCoop: Novo curso prepara cooperativas para Reforma Tributária
Capacitação gratuita e online oferece orientação sobre adaptações fiscais
O Sistema OCB lançou o curso Reforma Tributária do Consumo para Cooperativas, disponível na plataforma CapacitaCoop. Gratuito e 100% online, o conteúdo foi desenvolvido para apoiar dirigentes, conselheiros fiscais, gestores tributários, auditores e contadores de cooperativas na compreensão das mudanças promovidas pela Reforma Tributária no Brasil.
O curso aborda a parte geral da reforma, com foco na tributação sobre o consumo e apresenta orientações sobre como as cooperativas podem se adaptar ao novo regime. A trilha de aprendizagem inclui vídeos explicativos, podcasts temáticos, atividades e e-books complementares.
Segundo a gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Clara Maffia, o tema exige atenção redobrada do setor. “A Reforma Tributária representa uma das maiores transformações do sistema fiscal brasileiro em décadas. Nosso objetivo é oferecer uma capacitação acessível, didática e consistente, que ajude as cooperativas a entenderem o impacto das mudanças e a se prepararem de forma estruturada para a transição”, afirmou.
A estrutura do curso contempla seis módulos principais: introdução à Reforma Tributária; alterações na tributação sobre o consumo; impactos operacionais e econômicos para as cooperativas; período de transição; apuração, recolhimento e declaração dos novos tributos; e compensação ou ressarcimento dos tributos substituídos.
Ao concluir os estudos e alcançar 70% de aproveitamento na avaliação de aprendizagem, o participante terá acesso ao certificado digital. O conteúdo foi elaborado com linguagem acessível, rigor técnico e foco em soluções práticas.
Clara também reforça a importância da mobilização das cooperativas: “Este é o momento de se antecipar. Quanto mais cedo dirigentes e gestores compreenderem as novas regras, mais preparados estaremos para manter a competitividade e o equilíbrio econômico do setor”, completou.
Além do curso geral, o Sistema OCB prepara a disponibilização de módulos específicos por ramos do cooperativismo, que serão lançados em uma segunda fase.
Como parte das ações de orientação técnica, o Sistema OCB publicou materiais específicos sobre a Reforma Tributária no boletim Panorama Coop Tributário. Duas edições já foram disponibilizadas, sendo a mais recente em 14 de agosto. Novas publicações estão previstas para os próximos meses, com análises detalhadas e foco nos impactos práticos da reforma para o cooperativismo.
Prepare sua coop para a Reforma Tributária, inscreva-se já e acompanhe o Panorama Coop.
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20/08/2025
NEGÓCIOS
Sistema OCB debate fortalecimento do crédito cooperativo com o MIDR
Diálogo mira expansão da participação das cooperativas de crédito nos Fundos Constitucionais de Financiamento
O Sistema OCB deu mais um passo estratégico para ampliar a presença e a contribuição do cooperativismo de crédito nas políticas públicas de desenvolvimento regional. Em reunião nesta segunda-feira (14), com o secretário de Fundos e Instrumentos Financeiros do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Eduardo Corrêa Tavares, a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, apresentou as propostas construídas pelo setor para otimizar o uso dos Fundos Constitucionais de Financiamento (FCFs).
O encontro teve como objetivo alinhar agendas e reforçar o papel do cooperativismo como parceiro estratégico da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Para Tania Zanella, a atuação do setor é essencial para ampliar o alcance dos recursos públicos a comunidades e municípios das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
“Levamos ao ministério uma contribuição técnica que nasce da experiência prática das nossas cooperativas de crédito, que já operam os recursos dos fundos e conhecem de perto as necessidades das regiões. É uma pauta construída a várias mãos, com a participação dos principais sistemas cooperativos e das nossas organizações estaduais”, destacou Tania.
Atualmente, as cooperativas de crédito desempenham um papel crescente nos repasses dos Fundos Constitucionais. Dados apresentados durante a reunião mostram que, entre 2019 e 2024, a cobertura municipal do cooperativismo passou de 25,6% para 42,4% no Norte e de 59,3% para 78,8% no Centro-Oeste. Esse avanço se deve, em grande parte, ao aumento significativo da participação direta do sistema nos repasses, o que ampliou a inclusão financeira em áreas antes desassistidas.
Agenda propositiva
Entre os principais pontos discutidos com o secretário Eduardo Tavares, estão o reconhecimento formal do cooperativismo de crédito como parceiro estratégico da PNDR, a realização de um evento institucional no MIDR para entrega das propostas do setor, e o convite para participação do Sistema OCB nas reuniões dos Conselhos Deliberativos (Sudene, Sudam e Sudeco).
“O cooperativismo está pronto para contribuir ainda mais com o desenvolvimento regional. Nossas propostas visam melhorar a governança, dar mais previsibilidade e eficiência aos repasses e garantir equidade nas condições de acesso aos recursos”, explicou a superintendente.
O secretário Eduardo Tavares reconheceu o potencial transformador do setor e se mostrou receptivo às pautas apresentadas. Segundo ele, a integração do cooperativismo às políticas públicas pode ampliar o impacto social e econômico dos fundos.
As propostas apresentadas ao MIDR trazem medidas voltadas aos eixos legislativo e regulatório, com foco na melhoria da operacionalização dos fundos e na ampliação da participação do cooperativismo no planejamento e execução das políticas públicas. “A união de esforços entre bancos administradores e cooperativas é fundamental para otimizar os recursos e garantir que eles cheguem a quem mais precisa. Nosso compromisso é com uma política de desenvolvimento regional mais eficiente e inclusiva”, concluiu Tania.
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14/07/2025
NEGÓCIOS
Programa ESGCoop leva Solução Eficiência Energética à Cotripal no RS
Equipe técnica realizou diagnóstico para otimizar o consumo de energia e reduzir emissões de GEE na cooperativa
A Cotripal, cooperativa agro com sede em Panambi (RS), recebeu entre os dias 24 e 27 de junho a visita técnica do Programa ESGCoop – Solução Eficiência Energética, iniciativa coordenada pelo Sistema OCB em parceria com a OCERGS. A ação integra a terceira fase da Solução e contou com um detalhado mapeamento de oportunidades para aprimorar a gestão do consumo de energia, reduzir emissões de gases de efeito estufa e otimizar custos operacionais.
A visita incluiu uma programação intensa: reuniões iniciais com a diretoria para apresentação da metodologia, inspeções técnicas no frigorífico e no complexo de varejo – que engloba supermercado, açougue, restaurante e magazine – e, por fim, um encontro final para compartilhar impressões preliminares do diagnóstico. Todas as atividades foram acompanhadas de perto pela equipe de engenharia da Cotripal, que participou ativamente das discussões e levantamento de dados.
“Ao aplicar esse diagnóstico, estamos contribuindo para que a Cotripal avance na eficiência energética e se fortaleça enquanto agente de transformação ambiental e social. Essa é uma das formas de o cooperativismo demonstrar seu compromisso com as agendas globais de sustentabilidade”, destacou Laís Nara Castro, analista de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Para Thiago dos Santos, gerente de engenharia da Cotripal, o trabalho já está gerando reflexões importantes para a cooperativa. “Apesar de estarmos na fase de levantamento e sem o diagnóstico final, já percebemos a seriedade e o rigor técnico da consultoria. A eficiência energética vai além do aspecto econômico; está ligada ao nosso compromisso com a sustentabilidade e com os valores do cooperativismo”, afirmou.
O gerente ressaltou ainda que o apoio da equipe técnica da consultoria Stride conseguiu envolver todos os setores da cooperativa e trouxe uma abordagem organizada e prática. “O apoio do Sistema OCB e do Sistema Ocergs nos dá segurança para implementar melhorias efetivas. Essa parceria agrega muito valor e nos permite enxergar oportunidades que, no dia a dia, poderiam passar despercebidas”, completou Thiago.
O diagnóstico realizado na Cotripal é parte de um movimento mais amplo de apoio às cooperativas brasileiras na busca por uma gestão mais eficiente e alinhada às boas práticas ambientais. A Solução Eficiência Energética, que faz parte do Programa ESGCoop, já conta com a participação de 15 cooperativas em diferentes estados brasileiros. A proposta é que, a partir dessas análises técnicas, sejam elaborados planos de ação com soluções de curto, médio e longo prazos.
“Essa etapa presencial é essencial porque permite identificar, in loco, como cada cooperativa pode reduzir desperdícios, modernizar processos e avançar no uso consciente de recursos naturais. Estamos falando de ganhos ambientais, mas também de eficiência operacional e redução de custos, o que reforça o papel do cooperativismo como protagonista do desenvolvimento sustentável”, explicou Laís.
A iniciativa se alinha diretamente ao compromisso do cooperativismo com a Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à energia limpa e acessível, ação contra as mudanças climáticas e consumo responsável.
“Estamos confiantes de que o diagnóstico final nos trará insights valiosos e propostas viáveis, que poderão ser incorporadas de forma estratégica ao nosso planejamento. Isso reforça nossa responsabilidade ambiental e o cuidado com os recursos naturais, além de garantir mais eficiência para nossos processos internos”, concluiu Thiago.
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03/07/2025
NEGÓCIOS
Cooperativismo avança em indicadores ESG e soluções sociais com foco no impacto
Sistema OCB promove encontros estratégicos para fortalecer práticas sustentáveis e inclusivas
Nos dias 24 e 25 de junho, o Sistema OCB promoveu dois encontros estratégicos para incentivar a construção de uma sociedade mais sustentável, inclusiva e inovadora. As reuniões do Grupo de Trabalho ESGCoop e da Câmara Temática Social reuniram representantes de cooperativas, organizações estaduais do Sistema OCB, sistemas organizados e especialistas para avançar na construção de indicadores ESG e no fortalecimento das soluções sociais do movimento.
No dia 24, foi realizada a reunião presencial do Grupo de Trabalho ESGCoop, com foco na construção dos indicadores específicos para o Ramo Saúde. Participaram integrantes das Organizações Estaduais (OCEs) (Ocemg, Ocesp, Ocesc e Ocepar), dos sistemas Unimed e Uniodonto, além de cooperativas convidadas especialmente para compor um grupo de especialistas: Uniodonto Manaus, Coopanest-CE, Unimed Federação Minas, Unimed Campo Grande, Unimed Londrina, Uniodonto Campinas, Unimed Nacional, Unimed FESP, Unimed Fortaleza, COOENF/PR, Unimed do Brasil, Uniodonto do Brasil, Fencom, CoopCare (DF) e Uniodonto Porto Alegre.
A agenda deu continuidade ao processo iniciado com uma reunião online preparatória, no dia 13 de junho, e teve como objetivo avaliar, com base em metodologia especializada, os indicadores que melhor representam o desempenho ESG das cooperativas de saúde. Além disso, o encontro marcou a participação de diversas cooperativas que integraram o GT ESGCoop pela primeira vez, fortalecendo a representatividade e a diversidade de experiências no debate.
Jacqueline Oliveira Estevan, diretora de Governança, Risco e Compliance, da Uniodonto Campinas, destacou a aplicação prática dos debates. “A gente pôde olhar na prática, no operacional, e trazer isso para o dia a dia. É você pegar o ESG e colocar ali na operação. O resultado disso para as cooperativas vai ser gigante”.
Para Luis Antônio Schmidt, gerente geral do Sistema Ocesp, o ponto forte da construção coletiva está na legitimidade do processo. “Esse trabalho só tem relevância porque foi construído a várias mãos. O envolvimento direto das cooperativas, com apoio das unidades estaduais e do Sistema OCB, torna o resultado mais concreto e aplicável”, afirmou.
O grupo já havia concluído os indicadores universais — válidos para todos os ramos — e os indicadores específicos do crédito. O próximo passo será a validação e homologação, até agosto de 2025, da lista final de indicadores ESG para o Ramo Saúde.
Soluções sociais
Já no dia 25, a 3ª reunião presencial da Câmara Temática Social reuniu representantes das OCEs (Ocemg, Ocesp, Ocergs e Ocepar), além de integrantes de sistemas organizados como Sicoob Confederação, Fundação Sicredi, Ailos, Cresol, Infracoop, Unicred e Unimed do Brasil. O encontro teve como foco promover o diálogo e a construção coletiva em torno das soluções sociais alinhadas à Agenda ESG.
Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, deu início às atividades apresentando as soluções sociais e a conexão entre as ações do diagnóstico ESGCoop e os projetos de impacto social. Ela ressaltou que essas iniciativas são parte essencial do modelo de negócios cooperativista e respondem de forma concreta às demandas da sociedade. “As soluções sociais não são ações paralelas — elas estão no centro do modelo de negócios do cooperativismo. São projetos que nascem da base, com propósito claro de transformar realidades, gerar inclusão e desenvolver comunidades”, declarou.
A especialista em Diversidade Cultural e Inclusão Gisele Gomes ministrou a palestra ID&E como infraestrutura de inovação, Gisele provocou reflexões sobre o uso de dados e evidências para fortalecer soluções sociais mais eficazes e orientadas à realidade das comunidades, destacando o potencial transformador da informação bem estruturada.
A Câmara Temática Social atua como um espaço estratégico para fortalecer e disseminar práticas de impacto social no cooperativismo. Ao reunir representantes de diferentes ramos, amplia o alcance das discussões e incentiva a criação de soluções intercooperativas para o desenvolvimento sustentável.
Ainda segundo Débora, a realização articulada desses dois encontros evidencia o compromisso do Sistema OCB com uma atuação integrada nas dimensões econômica, social e ambiental do cooperativismo. “Consolidar indicadores ESG e potencializar as soluções sociais é posicionar as cooperativas como protagonistas de um modelo de desenvolvimento mais justo, responsável e transformador”, complementou.
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31/08/2026
Solução Eficiência energética transforma dados em decisões
Inovar e Cooabriel participam de iniciativa para aperfeiçoar ações e ampliar sustentabilidade
A eficiência energética vai além da redução do consumo de eletricidade. Para as cooperativas, olhar com atenção para a forma como a energia é utilizada também significa encontrar oportunidades de economia, aperfeiçoar processos e tomar decisões mais estratégicas. É com esse propósito que o Sistema OCB desenvolveu a Solução Eficiência Energética, iniciativa que reúne diagnóstico técnico, capacitação e acompanhamento especializado.
Entre as cooperativas participantes estão a Cooabriel e a Inovar, que passam por uma análise dos seus processos e padrões de consumo para identificar pontos críticos e oportunidades de melhoria.
O diagnóstico técnico considera áreas prioritárias de cada cooperativa e envolve o levantamento detalhado do consumo energético, a avaliação de equipamentos e processos e a análise dos hábitos de utilização da energia. A partir dessas informações, são elaboradas recomendações práticas para reduzir desperdícios e aumentar a eficiência.
“A lógica da iniciativa é transformar dados em decisões. Em vez de adotar medidas de forma isolada, as cooperativas passam a contar com uma base técnica para definir prioridades, avaliar investimentos e acompanhar os resultados das ações implementadas”, explica Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Na Cooabriel, o diagnóstico apontou que a cooperativa já conta com uma estrutura adequada e equipamentos em boas condições de conservação, o que cria um cenário favorável para avançar com ações direcionadas. “A eficiência energética é uma oportunidade estratégica para a Cooabriel, com potencial para reduzir custos, aumentar a competitividade e fortalecer a sustentabilidade. A boa estrutura e a conservação dos equipamentos também favorecem ganhos de desempenho com investimentos direcionados e melhorias de gestão", destaca Reinaldo Bolsoni, gerente de Obras e Manutenção.
A participação da cooperativa também é motivo de satisfação para o Sistema OCB/ES, que acompanha o projeto no Estado. Segundo Vinícius Schiavo, analista de Desenvolvimento Cooperativista da entidade, as agendas de campo permitiram identificar oportunidades importantes para a Cooabriel, especialmente diante da crescente exigência dos mercados por eficiência e sustentabilidade.
“Identificamos diversas oportunidades de melhoria na Cooabriel, e, em um mercado cada vez mais exigente, sustentabilidade e eficiência são cada vez mais importantes”, afirma.
Avanço
Na Inovar, a participação no projeto é vista como uma oportunidade de aprofundar uma agenda de sustentabilidade que já faz parte da cooperativa. “Estamos muito felizes por termos a Inovar como escolhida pelo Sistema OCB para participar do projeto de Eficiência Energética. Recebemos essa oportunidade com muita responsabilidade, mas também com grande expectativa sobre tudo o que podemos aprender e transformar a partir dessa experiência”, afirma Érika Marins, coordenadora de Enfermagem da cooperativa.
Segundo ela, o trabalho também permite revisitar processos sob uma perspectiva mais consciente. “Acreditamos que esse projeto vai contribuir para melhorar o uso dos nossos recursos e buscar mais eficiência, assim como fortalecer uma jornada de sustentabilidade que a Inovar já vem desenvolvendo”, completa.
Para Roberta de Almeida Gordo dos Santos, presidente da Inovar, a iniciativa chegou para agregar conhecimento e novas possibilidades às práticas já adotadas pela cooperativa. “Já temos a sustentabilidade como parte das nossas ações e acreditamos que esse projeto chega para somar, trazendo novos conhecimentos, melhorias e oportunidades para tornar nossa operação cada vez mais eficiente”, destaca.
Resultados
Além da possibilidade de reduzir custos operacionais, o trabalho pode contribuir para melhorar a eficiência dos processos, identificar oportunidades de otimização com baixo investimento e dar mais segurança às decisões relacionadas ao consumo de energia.
A iniciativa também está conectada à agenda ESG e aos esforços de descarbonização das cooperativas, ao estimular uma gestão mais eficiente dos recursos e avaliar, inclusive, oportunidades relacionadas ao uso de fontes renováveis.
Os resultados alcançados por cooperativas que já participam da solução mostram o potencial. Há registros de até 22% de ganho médio de eficiência e casos que ultrapassam 30% de redução no consumo de energia.
Como parte da iniciativa, o Sistema OCB também promove uma série de workshops online sobre eficiência energética, em parceria com a Stride. Os encontros apresentam oportunidades específicas para diferentes ramos do cooperativismo, além de cases e experiências práticas de cooperativas que já avançaram nessa agenda. Para as cooperativas de crédito, o workshop será realizado em 9 de setembro, às 10h (horário de Brasília), com participação de representantes de Sicoob, Sicredi e Cresol. No dia 10 de setembro, também às 10h, será a vez das cooperativas agropecuárias, com cases de C.Vale e Aurora Coop.
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Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização
ESG
28/08/2026
Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização
GHG Protocol encerra ciclo de trabalho em evento que contou com a presença do Sistema OCB
O cooperativismo esteve entre os setores presentes no evento anual do Programa Brasileiro GHG Protocol, realizado nesta quarta e quinta-feira (26 e 27), pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O encontro marcou a conclusão de mais um ciclo de trabalho com cooperativas que estão avançando na mensuração e na gestão das emissões de gases de efeito estufa.
Neste ano, 13 cooperativas do Ramo Agro foram apoiadas pelo Sistema OCB por meio da Solução Neutralidade de Carbono, iniciativa que apoia as cooperativas na mensuração e gestão de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Das 13 cooperativas participantes, 12 já publicaram seus inventários no Registro Público de Emissões — e todas conquistaram o Selo Prata do Programa Brasileiro GHG Protocol. O resultado evidencia o avanço do cooperativismo agropecuário na construção de uma agenda climática baseada em dados, transparência e gestão efetiva das emissões.
Nove das cooperativas apoiadas participaram presencialmente do evento: Primato, Coocafé, Capul, Fecoagro/SC, Coabra, Copercana, Cotrirosa, Coplana e Nater Coop. Completam o grupo apoiado neste ciclo a Coamo, Cocari, Cográn e Coopercarne.
Em 2025, 29 cooperativas tinham inventários publicados. Agora, são 39. O resultado representa mais organizações que passam a conhecer suas fontes de emissão e a usar essas informações como ponto de partida para definir ações de redução.
A Solução Neutralidade de Carbono existe desde 2024 e vem acompanhando esse avanço. A iniciativa faz parte do Programa ESGCoop e oferece suporte técnico para que as cooperativas avancem na gestão de suas emissões e estejam mais preparadas para os desafios climáticos que já impactam as cadeias produtivas.
Da medição à transformação
A programação do evento também contou com a participação da Cooxupé em um dos painéis. O analista de Qualidade e Meio Ambiente da cooperativa, Cairo Rômulo, apresentou a experiência da organização na construção de sua jornada de descarbonização, com destaque para os desafios de mensurar as emissões do Escopo 3.
Na cooperativa, 99,3% das emissões estão concentradas nesse escopo, que considera aquelas geradas ao longo da cadeia de valor. Desse total, 85,2% estão relacionadas à produção de café, o que coloca os mais de 21 mil cooperados no centro da estratégia climática.
O trabalho exige uma coleta de dados ampla e representativa. Em 2023, a Cooxupé analisou informações de 11 propriedades para a categoria relacionada à produção de café. Em 2025, o número chegou a 127. A coleta é feita por profissionais da cooperativa diretamente nas propriedades, em um processo que considera as diferenças entre os perfis dos produtores e os sistemas de produção.
Durante o painel, Cairo destacou que a mensuração é apenas o início do processo. Depois de identificar as emissões, é preciso transformar os dados em informação, definir prioridades e estabelecer planos de ação. “Somente medir, somente inventariar não é suficiente. A partir do momento que você mede e inventaria, você tem um dado. Aí é preciso transformar esse dado em informação, entender essa informação, priorizar, estabelecer um plano de ação e aprimorar, melhorar ciclo após ciclo”, explicou.
Para o analista, um dos principais desafios dos próximos anos será ampliar a qualidade e a representatividade dos dados com o envolvimento dos diferentes elos da cadeia. No caso da cafeicultura, isso inclui desde os produtores até fornecedores de insumos, como fertilizantes, por exemplo.
A experiência da Cooxupé também mostra que a jornada de descarbonização é construída gradualmente. A cooperativa iniciou seu primeiro inventário em 2022 e, desde 2023, passou a fazer a mensuração anual dos três escopos. A partir dos resultados, tem ampliado a coleta de informações e estruturado novas ações para reduzir as emissões.
Cooperativas mais preparadas
O crescimento do número de inventários publicados indica que a agenda climática começa a ganhar espaço de forma mais estruturada no cooperativismo. O aumento de 29 para 39 cooperativas em um ano representa crescimento de cerca de 34% e mostra que mais organizações estão incorporando a mensuração de emissões à sua gestão.
Para Lisangela Passarello, executiva de Gestão da Coabra, participar do evento foi uma oportunidade de acompanhar de perto essa evolução e ampliar a visão sobre os impactos da agenda de descarbonização para o setor. “Para as cooperativas, especialmente as do agro, medir as emissões ajuda a entender melhor os impactos da atividade e também os desafios que estão presentes em toda a cadeia. Essa troca de experiências é importante para que possamos aprender com diferentes iniciativas e avançar de forma mais estruturada”.
No agro, esse movimento ganha uma dimensão ainda maior, já que boa parte das emissões está ligada às atividades desenvolvidas ao longo da cadeia produtiva. Nesse cenário, as cooperativas têm papel importante na aproximação com os produtores e na disseminação de boas práticas que podem contribuir para uma produção mais eficiente e de menor impacto ambiental.
“Esse crescimento mostra que as cooperativas estão entendendo que conhecer suas emissões é uma etapa importante para tomar decisões mais conscientes sobre o próprio negócio. Nosso papel, por meio da Solução Neutralidade de Carbono, é apoiar esse processo e ajudar as cooperativas a transformarem a mensuração em gestão”, afirma Laís Castro, analista de Meio Ambiente do Sistema OCB.
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ESG
Sustentabilidade também fez parte da Semana de Competitividade
Gestão de resíduos, compostagem e compensação de emissões estiveram presentes no evento em Brasília
A sustentabilidade esteve presente nos debates da Semana de Competitividade 2026 e também na forma como o próprio evento foi realizado. Ao longo dos três dias de programação, de 11 a 13 de agosto, em Brasília, práticas de gestão de resíduos e redução dos impactos ambientais fizeram parte da operação da Semana, que reuniu cerca de 800 cooperativistas de todo o país.
Nos três dias, foram coletados 338 quilos de resíduos secos. Desse total, seis em cada dez quilos foram encaminhados para reciclagem. Os resíduos orgânicos também tiveram destinação adequada: 100% do material gerado durante o evento foi destinado a compostagem. Os números foram apresentados aos participantes como parte da própria experiência do evento, mostrando que escolhas simples no descarte também fazem diferença.
A iniciativa dialogou diretamente com a proposta de uma Semana que buscou aproximar reflexão e prática. Com o tema Cultivando a Cultura Cooperativista, a programação discutiu educação, governança, comunicação, educação, legado e sucessão, sempre com o desafio de transformar os aprendizados em ações dentro das cooperativas.
A Semana de Competitividade foi realizada como um evento carbono neutro. Ao todo, foram contabilizadas 133 toneladas de CO₂ equivalente associadas às emissões da programação. Esse volume foi compensado por meio de créditos de carbono certificados, gerados pelo Projeto REDD RESEX Jacundá, finalista do Global Sustainability Awards 2026, da Reuters, em duas categorias. Além de contribuir para a compensação das emissões, a iniciativa está relacionada à conservação da floresta e à geração de benefícios para a comunidade local.
“Quando falamos em cultivar uma cultura cooperativista, abordamos as escolhas que fazemos todos os dias. A sustentabilidade precisa sair do discurso e estar presente na forma como organizamos nossos negócios, nossos eventos e nossas relações com a comunidade. A Semana mostrou que é possível transformar esse compromisso em prática, e esse é um caminho que precisa continuar depois que o evento termina”, destacou Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Sustentabilidade no cotidiano
Durante a Semana, os participantes foram convidados a fazer parte desse processo. A comunicação sobre os resíduos orientou o público a observar as lixeiras e fazer a separação correta antes do descarte. A proposta foi transformar uma ação cotidiana em parte da experiência cooperativista vivida durante os três dias.
A iniciativa se alinhou aos princípios e valores que estiveram no centro das discussões da Semana. Ao abordar o futuro do cooperativismo, os participantes discutiram como manter a identidade do movimento diante das transformações econômicas, sociais e ambientais.
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20/08/2026
ESG
Solução Eficiência Energética beneficia cooperativas de saúde e crédito
Iniciativa do Sistema OCB fortalece gestão, reduz custos e impulsiona práticas de sustentabilidade
A busca por operações mais eficientes e sustentáveis tem levado cooperativas de diferentes ramos a investir em uma gestão mais estratégica do consumo de energia. Desenvolvida pelo Sistema OCB, a Solução Eficiência Energética, integrante do Programa ESGCoop, já começa a transformar essa realidade em diferentes regiões do país. Após ser implantada na Unimed Caruaru (PE), primeira cooperativa do Sistema Unimed a aderir à iniciativa, a solução também chegou ao Sicoob Norte Sul (BA), primeira cooperativa baiana a integrar a segunda turma do projeto.
A iniciativa busca reduzir custos com energia elétrica, otimizar processos e fortalecer uma cultura permanente de gestão energética, alinhando eficiência operacional, sustentabilidade e competitividade. A metodologia proposta contempla, inicialmente, a capacitação das equipes, seguida da realização de um diagnóstico detalhado do consumo energético. Com base nos resultados obtidos, são identificadas oportunidades de melhoria, estruturado um plano de ação e promovido o suporte à implementação das medidas recomendadas. O processo é complementado por um monitoramento contínuo dos resultados, garantindo a sustentabilidade dos ganhos e a melhoria contínua do desempenho energético.
Entre as ações avaliadas estão a modernização dos sistemas de iluminação, otimização dos equipamentos de climatização, automação de processos e revisão de hábitos relacionados ao consumo de energia. "A eficiência energética permite que a cooperativa conheça melhor seu consumo, identifique oportunidades de melhoria e tome decisões baseadas em dados. Investir em gestão energética é investir na sustentabilidade do negócio, na competitividade e na qualidade dos serviços prestados aos cooperados e clientes”, explica Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB.
Referência no Ramo Saúde
Uma das primeiras experiências da solução ocorreu na Unimed Caruaru. Com 478 médicos cooperados, cerca de 68 mil clientes e uma estrutura que reúne hospitais, clínicas e unidades administrativas, a cooperativa possui uma operação intensiva em consumo de energia elétrica. Com o diagnóstico, foi possível identificar oportunidades para tornar a operação mais eficiente sem comprometer a qualidade dos serviços prestados.
Para o presidente do Conselho de Administração da cooperativa, Pedro Melo, o olhar técnico especializado faz diferença mesmo em organizações que já possuem processos consolidados. "Mesmo quando a cooperativa acredita que está fazendo um bom trabalho, não pode abrir mão do olhar especializado. Em estruturas de grande porte, pequenos ajustes podem representar uma economia significativa. A eficiência energética exige acompanhamento constante, atualização e busca permanente por conhecimento para aperfeiçoar processos que muitas vezes já consideramos eficientes", declarou.
O vice-presidente do Conselho de Administração, André Muniz, destacou que a iniciativa estimula uma mudança de cultura dentro da cooperativa. "Os resultados do diagnóstico nos mostraram que, muitas vezes, um novo olhar é suficiente para transformar processos que pareciam consolidados. A solução desperta a curiosidade, provoca reflexão e mostra que sempre há espaço para inovar. Esse aprendizado vai além da gestão da energia e passa a influenciar a forma como planejamos nossos projetos e conduzimos a cooperativa", relatou.
Já o superintendente Jean Charles disse considerar que o diagnóstico servirá como referência para futuras ampliações na estrutura da cooperativa. "O levantamento mostrou que temos uma boa infraestrutura, mas também revelou oportunidades importantes de evolução. O maior ganho é incorporar esse conhecimento desde a concepção dos novos projetos. Pensar em eficiência energética ainda na fase de planejamento evita retrabalhos, reduz custos futuros e garante empreendimentos mais sustentáveis desde o início”, afirmou.
Crédito também avança
A solução também passou a ser aplicada no Sicoob Norte Sul, tornando a cooperativa a primeira da Bahia e uma das primeiras do país a participar da segunda turma da Solução de Eficiência Energética. Entre os dias 21 e 23 de julho, um especialista da consultoria Stride juntamente com equipe do Sistema OCB e do Sistema OCEB realizaram visitas técnicas e levantamentos na matriz, em Santo Antônio de Jesus, e na unidade de Cruz das Almas para identificar oportunidades de melhoria na gestão do consumo de energia.
Assim como na Unimed Caruaru, a etapa atual consistiu em um diagnóstico detalhado da operação. A partir desse levantamento, será elaborado um plano de ação com prioridades, metas, cronograma e responsáveis pela implementação das melhorias, seguido de acompanhamento técnico e monitoramento dos resultados.
"A etapa de diagnóstico é um trabalho técnico que analisa as atividades da cooperativa e identifica pontos de melhoria a partir de uma metodologia que explica, de forma clara, como cada equipamento e até mesmo os hábitos das equipes impactam o consumo de energia. Muitas vezes, a mudança de comportamento é a principal virada de chave para uma gestão energética mais eficiente”, salientou Mayara Araujo dos Reis, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
Para o diretor de Negócios do Sicoob Norte Sul, Gabriel Chagas, a iniciativa está alinhada aos princípios do movimento e contribuirá para o fortalecimento da gestão da cooperativa. "Acreditamos que esse projeto representa um importante passo para gerar benefícios para a cooperativa, mas também para os cooperados e para a comunidade. Essa parceria vai trazer melhorias nos processos, na gestão da eficiência energética e orientar decisões sobre futuras instalações e reformas".
O gerente de Suporte Organizacional da cooperativa, Robert dos Santos, considerou que o diagnóstico permitiu enxergar oportunidades que servirão de base para os próximos investimentos. "As visitas técnicas nos permitiram identificar oportunidades de melhoria tanto nas unidades atuais quanto nos projetos que ainda serão desenvolvidos. Esse conhecimento será importante para planejarmos estruturas cada vez mais eficientes", declarou.
Sustentabilidade como estratégia
A implementação da solução também é acompanhada pelos sistemas estaduais de cooperativismo. Na Bahia, o trabalho é realizado em parceria com o Sistema Oceb e na Unimed Caruaru, com o Sistema OCB/PE. "O Programa ESGCoop demonstra que é possível crescer economicamente sem abrir mão da boa governança, do cuidado com as pessoas e da responsabilidade ambiental. A eficiência energética é uma ferramenta importante para tornar as cooperativas ainda mais competitivas”, acrescentou o presidente do Sistema Oceb, Cergio Tecchio.
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29/07/2026
ESG
Diagnóstico de eficiência energética chega à Cooperbelgo
Cooperativa inicia plano para aumentar a eficiência energética e fortalecer sua agenda ESG
Entre os últimos dias 7 e 9 de julho, a Cooperativa Agropecuária Mista de Bela Vista de Goiás (Cooperbelgo) deu mais um passo para fortalecer sua gestão sustentável ao concluir a etapa de diagnóstico técnico da Solução Eficiência Energética. A iniciativa, desenvolvida pelo Sistema OCB, apoia cooperativas na identificação de oportunidades de redução do consumo de energia, aumento da eficiência operacional e fortalecimento das práticas ESG.
O trabalho foi realizado por especialistas da Stride, em parceria com o Sistema OCB e o Sistema OCB/GO, e envolveu uma análise detalhada de diferentes unidades da cooperativa. Foram avaliados o posto de combustível, supermercado, sede administrativa, loja agropecuária, fábrica de rações, armazém e cerealista, além do laticínio. A partir desse levantamento, será elaborado um plano de ação com recomendações técnicas, prioridades de investimento e estratégias para otimizar o uso da energia em toda a operação.
O diagnóstico oferece uma visão estratégica sobre o consumo energético da cooperativa, para permitir que decisões futuras sejam tomadas com base em dados técnicos. A iniciativa também contribui para reduzir desperdícios, melhorar processos e ampliar a competitividade do negócio.
Melhoria contínua
Para o presidente da Cooperbelgo, André Luiz de Mattos, a participação no projeto representa uma oportunidade de fortalecer uma agenda que já faz parte das prioridades da cooperativa. "A perspectiva de fazer parte desse projeto é muito boa, porque é um tema muito atual e necessário, tanto para gerar economia para a cooperativa quanto para difundir, entre os cooperados e colaboradores, uma mentalidade voltada à sustentabilidade. O diagnóstico realizado pela Stride, em conjunto com o Sistema OCB nacional e o Sistema OCB Goiás, certamente vai gerar bons resultados para a Cooperbelgo", afirmou.
A diretora administrativa operacional da cooperativa, Caroline Paixão do Amaral, destacou que a iniciativa está alinhada ao processo de crescimento da organização e ao compromisso com a melhoria contínua. "Esse projeto vem ao encontro da nossa busca por crescer, melhorar nossa produtividade e nossos resultados. Também fortalece nossa atuação dentro da agenda ESG. Ficamos muito felizes por fazer parte das cooperativas selecionadas pelo Sistema OCB para participar dessa iniciativa. Saber que estamos entre as 22 cooperativas do país contempladas nos enche de orgulho e nos motiva a evoluir cada vez mais, fazendo a diferença também para o meio ambiente", declarou.
O envolvimento das equipes durante a realização do diagnóstico também foi destacado por Leonardo Carrara, responsável pela área de Compliance da Cooperbelgo. Segundo ele, o desafio agora será transformar as recomendações técnicas em ações concretas. "Estamos muito felizes por sermos contemplados com esse projeto, que traz um conhecimento fundamental para a cooperativa. Agora é o momento de colocar as ações em prática. Toda a equipe está empenhada e comprometida em seguir em frente para alcançar os resultados esperados."
Para o Sistema OCB, a etapa de diagnóstico representa o início de uma jornada de transformação na gestão da energia das cooperativas. "O diagnóstico permite que a cooperativa compreenda, com profundidade, como a energia é utilizada em cada etapa da operação e identifique oportunidades reais de ganho de eficiência. A partir dessas informações, é possível definir prioridades, direcionar investimentos e construir uma gestão energética mais estratégica. O objetivo do Sistema OCB é apoiar as cooperativas na adoção de soluções que gerem resultados econômicos, ambientais e fortaleçam sua competitividade no longo prazo”, explicou a analista de Desenvolvimento de Cooperativas, Mayara Araújo dos Reis.
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14/07/2026
ESG
Sistema OCB leva diagnóstico de eficiência energética à Copasul
Cooperativa conclui etapa de diagnóstico técnico da Solução Eficiência Energética e avança na construção de um plano para reduzir custos, otimizar processos e ampliar sua competitividade
Reduzir custos, aumentar a competitividade e tornar o uso da energia cada vez mais inteligente. Esses são alguns dos objetivos que levaram a Copasul a participar da Solução Eficiência Energética, iniciativa do Sistema OCB que apoia cooperativas na identificação de oportunidades para otimizar o consumo energético e fortalecer suas estratégias de sustentabilidade.
Como parte dessa jornada, a cooperativa concluiu a etapa de diagnóstico técnico em campo, realizada por especialistas, que analisaram processos, equipamentos e padrões de consumo para identificar oportunidades de melhoria. O levantamento servirá de base para a construção de um plano de ação estruturado, com prioridades definidas, indicadores de desempenho e acompanhamento técnico especializado.
O diagnóstico oferece informações que permitem transformar dados em decisões. A partir da análise detalhada do consumo energético, a Copasul poderá direcionar investimentos, reduzir desperdícios, aumentar a eficiência operacional e ampliar sua resiliência diante dos custos crescentes da energia.
Para o presidente executivo da Copasul, Adroaldo Taguti, o sucesso desse tipo de iniciativa depende do envolvimento das pessoas e da criação de uma cultura permanente de melhoria. "Esse trabalho precisa ter um comitê acompanhando de perto. Se não houver alguém responsável por acompanhar a evolução, as coisas acabam não avançando. O mais interessante é que, muitas vezes, as maiores economias são resultado de pequenas ações do dia a dia. São mudanças simples que geram economia, mas também engajamento. As pessoas levam esse comportamento para a vida, inclusive para casa, e isso cria uma verdadeira mudança de cultura."
Essa visão também é compartilhada pela equipe industrial da cooperativa. Segundo o gerente industrial, Marcos do Nascimento, a eficiência energética dialoga diretamente com a filosofia Lean, que busca fazer mais com menos recursos e reduzir desperdícios em todas as etapas dos processos. "Desde as primeiras conversas sobre o projeto, enxerguei uma conexão muito forte com o pensamento Lean, que já buscamos implantar na cooperativa. O ganho não está apenas na redução dos custos com energia, mas também na construção de uma cultura de aproveitamento inteligente dos recursos. Fazer melhor, com menos desperdício, fortalece a sustentabilidade e melhora nossos processos."
Já para o gerente de Sustentabilidade, Inovação e Novos Negócios da Copasul, Egidio Tsuji, a eficiência energética vai além da economia e influencia diretamente os indicadores ambientais da organização. "A sustentabilidade está diretamente ligada à forma como conduzimos nossa operação. A energia, além de representar um dos principais custos da cooperativa, impacta diversos indicadores ambientais. Quando conseguimos operar com mais eficiência, reduzimos o consumo de recursos, diminuímos as emissões e fortalecemos nossa agenda ESG. Esse trabalho também ajuda os colaboradores a compreenderem que pequenas mudanças no dia a dia podem gerar resultados importantes para o negócio e para o meio ambiente."
A experiência da Copasul integra uma estratégia mais ampla conduzida pelo Sistema OCB para apoiar cooperativas na gestão eficiente da energia. A Solução Eficiência Energética contempla capacitação de gestores, diagnóstico técnico especializado, elaboração de planos de ação, acompanhamento contínuo e integração com iniciativas de descarbonização.
"O diagnóstico é o primeiro passo para transformar a gestão da energia em uma vantagem competitiva. Quando a cooperativa conhece com precisão onde e como consome energia, consegue priorizar investimentos, eliminar desperdícios e fortalecer sua agenda ESG de forma consistente. Mais do que economizar, estamos ajudando as cooperativas a desenvolver uma cultura de melhoria contínua, com impactos positivos para a competitividade, a sustentabilidade e a perenidade dos seus negócios”, finalizou o coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo.
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ESG
Sistema OCB alinha estratégias para fortalecer agenda climática
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O coop brasileiro está se preparando para uma nova etapa de sua atuação na agenda de sustentabilidade. Com foco em integração, planejamento e geração de resultados concretos, o Sistema OCB promoveu, nesta segunda-feira (22), uma reunião conjunta entre o Time ESG, o Grupo de Trabalho ESG (GT ESG) e as Câmaras Temáticas de COP e Meio Ambiente. Entre os assuntos debatidos estiveram a construção dos indicadores ESG do cooperativismo, o plano de trabalho para a COP31 e os próximos passos relacionados ao mercado regulado de carbono no Brasil.
Logo na abertura, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, deixou claro a importância do encontro: “a sustentabilidade deixou de ser uma pauta complementar e passou a ocupar posição estratégica para a competitividade e a perenidade dos negócios. Nosso desafio é demonstrar, com dados e resultados, que o cooperativismo entrega soluções concretas para a transição climática e para o desenvolvimento sustentável”, destacou.
Um dos destaques da reunião foi a apresentação do estágio atual dos Indicadores ESG do Cooperativismo Brasileiro, iniciativa desenvolvida no âmbito do Programa ESGCoop. O trabalho já resultou na homologação de 56 indicadores universais, aplicáveis a cooperativas de todos os ramos, distribuídos entre as dimensões social, ambiental, econômica e de governança. Além disso, avançam as construções dos indicadores setoriais específicos para os diferentes ramos do cooperativismo.
Como parte do movimento de integração entre as equipes, também foi anunciada a unificação das Câmaras Temáticas de COP e Meio Ambiente, que passam a atuar conjuntamente sob a denominação de Câmara Temática de Meio Ambiente e Clima. A mudança busca ampliar a articulação entre os temas e fortalecer a construção de posicionamentos técnicos e estratégicos para o cooperativismo.
Da COP30 para a COP31
Outro tema central foi a avaliação dos resultados da participação do cooperativismo na COP30 e a construção da estratégia para a COP31, que será realizada em novembro na Turquia. A participação na conferência realizada em Belém foi considerada fundamental para consolidar o protagonismo do cooperativismo brasileiro no debate internacional sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.
Ao longo do evento, cooperativas participaram de dezenas de painéis, oficinas e espaços de articulação institucional, levando experiências práticas relacionadas a financiamento climático, agricultura sustentável, transição energética, descarbonização e inclusão produtiva.
Segundo Débora, o momento agora é de transformar esse reconhecimento conquistado em ações concretas. “A COP30 ampliou a visibilidade do cooperativismo e reforçou nossa capacidade de articulação. Entramos a partir dela em uma fase de implementação, em que precisamos transformar posicionamentos em entregas efetivas, fortalecendo ainda mais a contribuição das cooperativas para as soluções climáticas”, ressaltou.
O plano de trabalho para a COP31 prevê ações de articulação institucional, participação em fóruns nacionais e internacionais, fortalecimento de parcerias estratégicas e apoio às cooperativas em iniciativas voltadas à descarbonização e eficiência energética.
Mercado de carbono
A agenda do mercado regulado de carbono também teve espaço de destaque durante a reunião. O Sistema OCB acompanha a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e atua para garantir que as especificidades do modelo cooperativista sejam consideradas nesse processo.
Para o coordenador do Ramo Agro do Sistema OCB, Rodolfo Jordão, o avanço da regulamentação do mercado de carbono representa uma oportunidade estratégica para o cooperativismo ampliar sua contribuição para uma economia de baixo carbono. “As cooperativas já desenvolvem práticas que geram benefícios ambientais concretos, como recuperação de áreas, agricultura de baixo carbono e manejo sustentável. Nosso papel é garantir que essas iniciativas sejam reconhecidas e que os cooperados tenham condições de participar desse mercado com segurança, previsibilidade e geração de valor”.
Débora lembrou que, atualmente, dezenas de cooperativas participam das ações do Programa ESGCoop voltadas à neutralidade de carbono, envolvendo iniciativas de mensuração, monitoramento e redução de emissões. “Temos uma oportunidade concreta de mostrar que o cooperativismo é parte da solução. Nossa força está na capacidade de gerar desenvolvimento econômico aliado à inclusão social e à preservação ambiental. Quanto mais alinhada e integrada for nossa atuação, maior será o impacto que conseguiremos entregar para o país e para o mundo”, concluiu.
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15 anos de AvaliaCoop: como diagnóstico virou cultura de gestão
Programa consolidou desenvolvimento nas cooperativas, ao conectar governança, desempenho e ESG
Há 15 anos, o Sistema OCB iniciou um movimento estratégico para atender à legislação que exigia o monitoramento das cooperativas. O que poderia ter se limitado a uma obrigação regulatória evoluiu significativamente. De forma colaborativa, com as Organizações Estaduais e as próprias cooperativas, foram desenvolvidas ferramentas diagnósticas que se consolidaram como a principal porta de entrada para o desenvolvimento organizacional.
Esse processo deu origem a uma estratégia nacional de inteligência analítica: o AvaliaCoop. Hoje, ele não apenas apoia o monitoramento, mas sustenta a gestão, o planejamento e a tomada de decisão de milhares de cooperativas, posicionando-se como base estruturante da inteligência do cooperativismo brasileiro.
Hoje, o eixo reúne soluções diagnósticas em temas estratégicos como identidade cooperativista, governança e gestão, desempenho econômico-financeiro, negócios e ESG. Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o aniversário marca muito mais do que uma data. "Quinze anos do AvaliaCoop representam quinze anos de compromisso com o fortalecimento das cooperativas brasileiras. Essa iniciativa nasceu das necessidades contingenciais do cooperativismo no início dos ano 2000 e cresceu sustentada por rigor técnico, parceria com os estados e visão estratégica e de longo prazo. Hoje, ela é um dos pilares do nosso trabalho de desenvolvimento, porque ajuda cada cooperativa a se conhecer melhor, a planejar com mais precisão e a evoluir com consistência. É um orgulho enorme ver o quanto esse programa transformou a cultura de gestão do setor."
Susan Vilela, gerente de Controle Interno do Sistema OCB, foi precursora da operacionalização das soluções, fortalecendo uma agenda pautada na intercooperação e na escuta ativa, promovendo reuniões e espaços de diálogo com as Organizações Estaduais e as cooperativas. "Percebemos que, primeiro, era necessário identificar a dor da cooperativa para então entregar a melhor solução possível", relembra Susan
Esse movimento coletivo permitiu compreender, de forma aprofundada, os diferentes contextos e necessidades. Como resultado, os diagnósticos desenvolvidos — independentemente da metodologia ou das referências adotadas — passaram a refletir de forma consistente as especificidades do modelo de negócios cooperativo e suas respectivas legislações.
Identidade
O primeiro grande marco veio com o Diagnóstico Identidade, desenvolvido em parceria com a Fundace. A ferramenta buscava mapear elementos essenciais do modelo cooperativista, considerando princípios, conformidade legal e aspectos ligados à identidade organizacional. A construção aconteceu de forma coletiva, com forte participação das organizações estaduais. O processo também abriu espaço para troca de experiências e compartilhamento de boas práticas.
Com o amadurecimento do trabalho, surgiu uma nova necessidade. Além de fortalecer sua identidade, as cooperativas precisavam avançar em gestão e governança para responder às exigências do mercado e ampliar sua competitividade.
Governança e gestão
Em 2012, o Sistema OCB firmou parceria com a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) para desenvolver o diagnóstico de Governança e Gestão, hoje uma das soluções mais consolidadas do AvaliaCoop. O modelo foi estruturado em níveis de maturidade e permite que cada cooperativa evolua de forma gradual, respeitando seu contexto e estágio de desenvolvimento.
A lógica é acompanhar uma jornada contínua de evolução, uma vez que implementar boas práticas exige preparo, tempo e amadurecimento institucional. Foi nesse contexto que nasceu também o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão, criado para incentivar o compartilhamento de conhecimento entre cooperativas. A iniciativa deu origem ao compêndio de boas práticas, que segue como uma importante ferramenta de disseminação de experiências dentro do cooperativismo.
Para o coordenador de Inteligência Analítica do Sistema OCB, Tomás Nascimento, essa consistência metodológica é o que garante resultados concretos. "Celebrar os 15 anos dos diagnósticos AvaliaCoop é reconhecer o trabalho de todos que se dedicaram para chegarmos até aqui, com a consistência de um trabalho tático-operacional que sustenta resultados concretos. Ao estruturar metodologia e conteúdo, evoluir sistemas, analisar dados com rigor e apoiar as OCEs de forma ativa, consolidamos uma cultura orientada a dados. Esse conjunto integrado é o que transforma informação em direcionamento e garante a efetividade e a evolução contínua das cooperativas."
A coordenadora de Governança e Gestão, que atuou na coordenação de Inteligência Analítica por quase 10 anos, Simone Montandon, destaca que a robustez do programa está diretamente ligada ao seu processo de aprimoramento permanente. "Durante esses 15 anos, os diagnósticos passaram por uma evolução contínua e estruturada, com revisões sistemáticas de questionários, atualização de conceitos e refinamento metodológico a cada ciclo. Houve também um investimento permanente na evolução tecnológica da plataforma, ampliando a confiabilidade dos dados, a comparabilidade e a qualidade das devolutivas. O resultado é um sistema mais intuitivo, mais rastreável e com impacto cada vez mais concreto na gestão das cooperativas."
Apoio
Com o avanço dos diagnósticos, o AvaliaCoop passou a apoiar diretamente outras áreas do Sistema OCB, especialmente em formação profissional e decisões estratégicas. Os dados coletados passaram a orientar o planejamento de ações e soluções voltadas ao desenvolvimento das cooperativas, incluindo a criação de cursos, capacitações e iniciativas conectadas às demandas reais do setor. "Antes disso, muitas iniciativas acabavam sendo repetidas sem um direcionamento claro. Com os diagnósticos, tornou-se possível identificar prioridades com mais precisão e aumentar a efetividade das entregas", conta Susan.
Ao longo dos anos, o AvaliaCoop deixou de ser apenas uma ferramenta de monitoramento para assumir uma posição estratégica dentro do Sistema OCB. Atualmente, o eixo reúne cinco soluções diagnósticas principais: Identidade, Governança e Gestão (PDGC), Desempenho, Negócios e ESG.
A gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, explica que essa evolução acompanhou as transformações do mercado e as novas demandas do cooperativismo. Segundo ela, o conceito de monitoramento se ampliou e passou a incorporar uma atuação mais voltada à inteligência analítica e ao desenvolvimento organizacional. "O diagnóstico não é um fim em si mesmo. Ele é a porta de entrada para entender desafios, definir prioridades e desenvolver soluções mais assertivas", afirma.
Essa nova fase ganhou ainda mais força a partir de 2022, quando o Sistema OCB iniciou uma revisão do portfólio de soluções para integrar de forma mais clara os diagnósticos às áreas de capacitação, negócios, ESG e cultura cooperativista.
Sustentabilidade
O movimento também acompanhou mudanças importantes no ambiente de negócios. Temas ligados à sustentabilidade, impacto social e governança passaram a ocupar espaço central na estratégia das cooperativas e impulsionaram a criação do diagnóstico ESG.
A solução foi desenvolvida para apoiar cooperativas na avaliação de práticas ambientais, sociais e de governança, alinhando o cooperativismo às exigências atuais do mercado. "O mercado mudou e as cooperativas precisam acompanhar essas transformações para continuarem competitivas e sustentáveis", destaca Débora.
Futuro
Além do ESG, o AvaliaCoop passou a ampliar seu olhar para temas que vêm adquirindo cada vez mais importância, ligados à saúde organizacional, desempenho laboral e sustentabilidade dos negócios, e que se relacionam diretamente com a NR1. Entre as próximas entregas previstas está o Diagnóstico de Saúde e Bem-Estar, atualmente em fase piloto e com lançamento nacional previsto para o próximo ano.
Outro foco imediato do Sistema OCB é ampliar a adesão das cooperativas às soluções diagnósticas e evoluir as estratégias e metodologias de oferta dessas. A avaliação é que a cultura do desenvolvimento organizacional ainda tem muito espaço para crescer dentro do cooperativismo brasileiro. A proposta é dar um grande passo para otimizar a experiência da jornada AvaliaCoop e fazer com que os diagnósticos integrem cada vez mais a rotina das cooperativas, apoiando o planejamento, a priorização de investimentos e o fortalecimento da gestão.
Para Susan, olhar para os 15 anos do AvaliaCoop é reconhecer uma construção coletiva, feita gradualmente e sempre em diálogo com as necessidades das cooperativas. "Tudo foi construído aos poucos. O importante é entender essa trajetória e continuar evoluindo sem perder de vista o caminho que foi percorrido até aqui", ressalta.
Débora reforça que o desenvolvimento organizacional precisa fazer parte da cultura das cooperativas. "Tudo começa com uma pergunta simples: como estou? Não adianta querer abraçar o mundo. Uma prioridade bem estruturada vale mais do que dez objetivos que ficam só no papel", conclui.
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SABER COOPERAR
01/09/2026
Intercooperação fortalece cooperativas e gera valor para os cooperados
Imagine um caixa eletrônico único que atendesse a todas as cooperativas de crédito. Ou uma solução tecnológica capaz de aprimorar as contas digitais oferecidas a cooperados de diferentes instituições. Iniciativas como essas podem se tornar realidade e mostram o potencial da intercooperação, 6º princípio do cooperativismo, que incentiva as cooperativas a trabalharem juntas para ampliar sua capacidade de atuação, resultados e impacto socioeconômico.
No cooperativismo de crédito, esse movimento ganhou força a partir de 2021, quando o Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito da OCB (Ceco) definiu a intercooperação como uma de suas prioridades e passou a planejar ações, produtos e serviços que pudessem ser desenvolvidos de forma sistêmica. Dois anos depois, em 2023, foi assinado um Protocolo de Intenções para promover práticas de intercooperação entre os integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) e iniciar a construção conjunta de soluções em áreas consideradas estratégicas para o ramo.
Em 2024, o conselho definiu seis temas de estudo e desenvolvimento: securitização; transporte de valores e numerário; Universidade Cooperativa; segurança cibernética e antifraude; seguros; e contratação de consultoria para implementação do split payment – mecanismo tecnológico que separa de forma instantânea os impostos devidos do restante da receita de uma transação.
Para cada tema, foram criados grupos de trabalho com técnicos indicados pelos sistemas cooperativistas de crédito e um representante das cooperativas singulares independentes. O especialista em cooperativismo financeiro Lúcio Faria, coordenador dos grupos de trabalho de intercooperação do Ceco, explica que a proposta é unir conhecimentos e experiências para desenvolver soluções, produtos e serviços capazes de gerar ganhos de escala, reduzir custos e aumentar a eficiência do SNCC.
“Mais importante do que os resultados, é que esteja sendo criada uma cultura de intercooperação. Essa talvez seja a maior entrega do projeto, porque cria um ambiente permanente de confiança entre os sistemas para desenvolver soluções conjuntas também no futuro. É mais fácil intercooperar para o novo do que para o que já está constituído”, destaca o consultor do Sistema OCB.
Entre as frentes do projeto, a Universidade Cooperativa vem ganhando destaque por priorizar a formação de conselheiros de administração das cooperativas. Sicoob e Sescoop, por exemplo, já possuem programas de certificação voltados a esses dirigentes e estão compartilhando suas experiências para contribuir com a concepção da universidade.
“Já foi construída a matriz de competências, com contribuições dos sistemas e do Banco Central, e o projeto está em fase de contratação para os mapas de conteúdo. Logo depois, teremos as etapas de desenvolvimento de conteúdos e das propostas metodológicas, além da produção dos cursos e guias metodológicos, com previsão de conclusão em setembro de 2027”, detalha Faria.
Mais do que estabelecer parcerias negociais, o projeto de intercooperação no ramo crédito visa consolidar uma forma de atuação baseada no 6º princípio, com união, ajuda mútua e confiança. Na prática, a redução de custos e o ganho de eficiência proporcionados pelas soluções conjuntas podem melhorar a oferta de produtos e serviços e, ao final do exercício, gerar resultados que retornem ao cooperado. “A intercooperação amplia a capacidade das cooperativas de entregar mais valor ao cooperado, preservando a essência do modelo cooperativista e fortalecendo a cultura coop”, afirma o especialista
O projeto conduzido pelo Ceco também evidencia um diferencial relevante do cooperativismo: as cooperativas podem competir entre si no mercado, mas encontram dentro do movimento oportunidades para intercooperar e atuar conjuntamente em questões que impactam todo o segmento. “O século 21 apresenta desafios que serão mais facilmente enfrentados com cooperação. Entre eles, podemos destacar a transformação digital e rápida evolução tecnológica, a crescente competição e a maior complexidade regulatória. Quando as cooperativas se unem para desenvolver soluções em conjunto, fortalecem todo o sistema e ampliam sua capacidade de competir no mercado”, ressalta Lúcio Faria.
Base histórica
“Cooperativas se fortalecem quando aprendem, fazem negócios e constroem soluções juntas”. A afirmação é do professor Rafael Campolino, coordenador do curso de Gestão de Cooperativas da Universidade Católica de Brasília (UCB), para quem a intercooperação também significa fortalecer alianças. “O 6º princípio parte de uma compreensão bastante concreta: uma cooperativa pode realizar muito, mas amplia sua força quando trabalha em conjunto com outras”, compara.
Essa atuação conjunta pode ocorrer por meio da troca de conhecimentos, do compartilhamento de tecnologias e estruturas, da formação de profissionais, da abertura de mercados ou da realização de projetos comuns. “Na prática, a intercooperação permite ganhar escala sem perder a identidade. Uma cooperativa continua preservando sua autonomia, mas passa a integrar uma rede capaz de enfrentar desafios que, isoladamente, seriam mais difíceis. É uma relação construída com confiança, reciprocidade e a compreensão de que o crescimento pode ser compartilhado”, afirma Campolino.
A intercooperação tem raízes nas origens do cooperativismo moderno. Segundo Campolino, suas bases estão relacionadas às ideias do filósofo político e reformista social Robert Owen, que, no século 19, defendia uma organização econômica fundamentada na educação, na ajuda mútua e na construção coletiva de melhores condições de vida. Ideais que se materializaram em 1844, quando os Pioneiros de Rochdale, na Inglaterra, se uniram para criar uma cooperativa baseada na participação democrática e na união de esforços.
Desde então, a intercooperação vem transformando a união, a parceria e a ajuda mútua em prática cotidiana nas cooperativas. E isso ocorre de várias maneiras: quando uma cooperativa compartilha uma experiência bem-sucedida, oferece apoio diante de uma dificuldade ou se une a outras para alcançar um objetivo comum. “Quando uma cooperativa ajuda a fortalecer outra, todo o movimento cooperativista ganha mais capacidade de representação, inovação e geração de oportunidades”, destaca Campolino.
“A intercooperação pode ampliar o acesso a mercados, serviços, crédito, tecnologias, capacitações e oportunidades de trabalho e renda. Também pode melhorar as condições de compra e comercialização e reduzir custos por meio do compartilhamento de estruturas e soluções”, lista o professor.
Além de benefícios para as cooperativas, a prática e fortalecimento do 6º princípio trazem vantagens para os cooperados, que passam a fazer parte de uma rede mais ampla de apoio e oportunidades. Isso ocorre porque, quando as cooperativas atuam em conjunto, aumentam sua capacidade de negociar, inovar, superar dificuldades e defender interesses comuns.
Segundo Campolina, em meio a um contexto de transformações econômicas e tecnológicas cada vez mais rápidas, a intercooperação permanece atual. “Questões como acesso ao crédito, inovação, sustentabilidade, competitividade e abertura de mercados dificilmente são enfrentadas de maneira satisfatória por uma organização isolada. A intercooperação permite unir competências, compartilhar recursos e encontrar caminhos mais sólidos”.
Intercooperação de ideias
Nas salas de aula do curso de formação em Gestão de Cooperativas, oferecido pela UCB em parceria com o Sescoop/DF, Campolino acompanha de perto como o 6º princípio ganha forma no dia a dia. Como estudantes da turma, representantes de cooperativas de reciclagem do Distrito Federal encontram espaço para compartilhar conhecimentos e desafios de seu trabalho cotidiano.
“Uma experiência de gestão, uma solução operacional ou uma tecnologia conhecida por uma cooperativa pode abrir novas possibilidades para as demais”, destaca o professor. “Quando o conhecimento de uma cooperativa contribui para o crescimento de outra, o cooperativismo revela sua verdadeira força. É o 6º princípio aplicado na prática: cooperativas unindo esforços para gerar oportunidades, fortalecer comunidades e transformar a vida das pessoas”, complementa Campolino.
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SABER COOPERAR
01/09/2026
Cooperativas poderão criar cultura de seguros no Brasil, afirma especialista
Da zona rural, no interior do país, às áreas urbanas castigadas por eventos climáticos extremos, a falta de proteção securitária é uma realidade que atravessa o Brasil. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), menos da metade dos brasileiros (46%) têm algum tipo de seguro ou previdência privada. É nesse cenário que o cooperativismo chega ao mercado com potencial para transformar o setor, pela “experiência, governança e compromisso com as pessoas”, na avaliação de Angélica Carlini, que atua há quatro décadas no segmento segurador.
Advogada, professora e consultora do Ramo Seguros do Sistema OCB, ela acompanha de perto a regulamentação conduzida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), por meio da Resolução CNSP 492/2026, e ajuda a orientar as cooperativas interessadas em ingressar no setor.
Para a especialista, a chegada das cooperativas é uma oportunidade histórica de levar proteção securitária a quem o mercado tradicional não alcança e de construir, pela primeira vez em larga escala no país, uma cultura de seguros.
“É preciso educar para o seguro, formar uma cultura de seguros entre cooperados, ensinar que seguro é um tipo de investimento que pode não trazer recurso econômico, mas evita enormes problemas quando os riscos se materializam”, afirmou Angélica Carlini em entrevista ao Sistema OCB.
A consolidação do coop de seguros alinha o Brasil a uma realidade global, em que cooperativas e mútuas já respondem por cerca de 26% da atividade securitária, segundo a Federação Internacional de Cooperativas e Seguros Mútuos (ICMIF), participação que supera 40% em países como Estados Unidos, França e Alemanha.
Leia a entrevista completa:
Sistema OCB: A regulamentação abriu portas para a constituição das novas cooperativas de seguros. Como a atuação ampla do cooperativismo impacta o setor?
Angélica Carlini: Os seguros são essenciais para o desenvolvimento socioeconômico de uma sociedade. Países mais desenvolvidos possuem uma atividade de seguros pujante, o que significa que os seguros estão presentes na vida das pessoas em seu cotidiano, não são um luxo ou algo inatingível, mas um instrumento de proteção com o qual se pode contar de forma contínua. No Brasil, a contratação de seguros ainda é pequena e, principalmente, nem sempre chega àqueles que estão mais expostos aos riscos, o que é uma contradição muito ruim. A chegada das cooperativas de seguros é um fato a ser comemorado. Teremos maior capilarização e, certamente, maior diversidade de produtos de seguro, sempre com adequação às principais necessidades dos contratantes. Por outro lado, as cooperativas de seguros vão atuar em um mercado em que existem amplas oportunidades de crescimento e de sinergia com tudo aquilo que o cooperativismo já desenvolve no país, o que é altamente positivo.
O que os cidadãos têm a ganhar ao escolher uma proteção feita pelo cooperativismo em vez de uma seguradora comum? Quais serão os diferenciais do coop nesse mercado?
A perspectiva é de que ganhe no preço e na adequação do produto de seguro. Seguradoras são sociedades anônimas com custo operacional muito diferente das cooperativas e com a obrigatoriedade de trazer lucro para seus acionistas; só esse detalhe já sinaliza o quão diferente poderá ser a precificação. Além disso, os cooperados poderão organizar melhor as coberturas de seguro em conformidade com aquilo que, realmente, possui necessidade de proteção. Vale destacar, ainda, que as cooperativas poderão ser muito mais ágeis para efetuar o pagamento das indenizações, o que sempre é uma vantagem competitiva.
No cenário global, as cooperativas e mutualistas respondem por até 40% do mercado de seguros em alguns países. Como o Brasil pode alcançar esse patamar?
No Brasil, o maior diferencial das cooperativas de seguro pode ser chegar em locais onde as seguradoras não chegam, capilarizar a oferta de seguros para uma parcela da população que ainda não contrata e que, muitas vezes, nem conhece seguro de forma satisfatória. Outro diferencial importante é que as cooperativas de seguro poderão oferecer seguros mais adequados ao perfil dos cooperados porque, a rigor, cada cooperado é também um contratante de seguro, ajuda a otimizar as coberturas mais adequadas e necessárias para os cooperados. A experiência internacional será muito válida para que as cooperativas de seguro brasileiras aprendam com os erros e acertos praticados em outras partes do mundo, em especial na América Latina, cujos países guardam muitas semelhanças entre si.
Como o cooperativismo de seguros pode democratizar o acesso a esse serviço e chegar a regiões em que as grandes seguradoras não estão presentes?
O mercado tradicional de seguros é movimentado por sociedades anônimas com capital aberto ou fechado, mas que possuem acionistas, que são investidores e querem ter retorno. Ou seja, as seguradoras precisam dar lucro para que os investidores não desistam dos investimentos feitos. Para isso, é preciso organizar a atividade negocial de forma a atender alguns objetivos muito diferentes daqueles de uma cooperativa. É preciso lembrar, ainda, que a maior parte das seguradoras do país se instalou nos grandes centros urbanos há muito tempo e, desenvolveu estratégias para atuar nessas regiões porque ali estava o seu maior público.
As cooperativas têm uma história diferente, nasceram em locais em que era preciso somar esforços para superar obstáculos e avançar econômica e socialmente, por isso é muito mais fácil para elas atuarem em locais mais distantes das grandes cidades com eficiência e agilidade. É importante lembrar que para chegar a todos os cantos do país há um passo a ser dado e que não pode ser ignorado de forma alguma: é preciso educar para seguro, formar uma cultura de seguros entre cooperados, ensinar que seguro é um tipo de investimento que pode não trazer recurso econômico, mas evita enormes problemas quando os riscos se materializam.
No Brasil ainda não há essa cultura do seguro?
Não. É comum que alguém diga em uma fábrica ou restaurante: 'estou aqui há 40 anos e nunca tive que pagar uma indenização para ninguém'. O dia que tiver que pagar a primeira, se não tiver contratado um seguro, poderá ter que vender o estabelecimento para poder fazer isso. Ou então alguém que nos diz: “tenho esta casa há 30 anos e nunca tive nenhum problema’. Que bom, porque, sem seguro, um único curto circuito na fiação elétrica pode ser o fim do imóvel se o incêndio destruir tudo. Isso sem falar que as pessoas podem falecer repentinamente e deixar filhos pequenos, dependentes econômicos, que terão muita dificuldade em seguir vivendo com dignidade sem os recursos de seu genitor ou genitora. Não se trata de pensar em tragédias! A educação para o seguro nos ensina a considerar que os acidentes acontecem e que temos que agir de forma preventiva, para evitar que aconteçam; mas também de forma positiva para ter recursos se vierem a ocorrer independentemente das precauções adotadas.
Qual a principal orientação para grupos que estão se organizando para constituir novas cooperativas de seguros e submeter à avaliação da Susep?
Existem vários passos a serem dados e todos são muito importantes para que os resultados finais sejam positivos. O estatuto é desses passos muito importantes. Mas, também é preciso se informar sobre seguros, fazer os cursos que a OCB colocou à disposição na plataforma CapacitaCoop, buscar informações com profissionais que tenham realmente conhecimento para assessorar e, principalmente, seguir corretamente as determinações do órgão regulador, Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, que se encontra na Resolução 492/2026. A OCB já preparou material sobre esse tema, inclusive um conjunto de Perguntas e Respostas que vai ajudar muito, junto com os minicursos, a expandir o conhecimento das lideranças motivadas para a constituição de cooperativas de seguro.
Assista à live “Cooperativismo de Seguros: a Resolução CNSP 492/2026 e os novos caminhos para o coop”
SABER COOPERAR
Educar para cooperar: 5º princípio mantém viva a cultura coop
São Roque de Minas (MG) já foi conhecida pelo título de “a cidade que morria devagar”. A economia estagnada e a ausência de instituições bancárias levavam a população do município mineiro para longe, em busca de oportunidades, especialmente os jovens. A chegada do cooperativismo de crédito e o investimento em educação mudaram o final dessa história. Com o fortalecimento do 5º princípio do cooperativismo – Educação, formação e informação e comunicação –, São Roque hoje acumula projetos bem sucedidos que transformaram gerações da comunidade.
Essa mudança teve início em 1991, com a fundação do Sicoob Sarom, antiga Saromcredi. A cooperativa de crédito garantiu o acesso dos moradores a serviços financeiros e impulsionou a produção artesanal do queijo Canastra. A economia local se fortaleceu e a cooperativa passou a refletir sobre como manter os jovens na cidade para fortalecer o desenvolvimento do município.
Foi assim que, em 1999, nasceu a Cooperativa Educacional Sarom (CES), com apoio do Sicoob. A missão da escola era formar lideranças alinhadas com a visão do cooperativismo, que compreendessem a importância do trabalho coletivo e do interesse pela comunidade. “A criação da cooperativa educacional, com o apoio da Sarom, foi também uma estratégia de sustentabilidade da cooperativa de crédito. Na época, tínhamos poucas pessoas na cidade com cursos de graduação, o que dificultava o crescimento da cooperativa em razão da falta de mão-de-obra”, destaca Ighor Oliveira, gerente de Educação e Desenvolvimento do Sicoob Sarom.
A escola começou oferecendo educação infantil, e hoje atende todas as etapas da educação básica, até o ensino médio. A diretora da CES, Maria José Leite, conta, orgulhosa, que já formou gerações de cooperativistas e hoje há ex-alunos trazendo os filhos, trabalhando na instituição e até mesmo integrando o Conselho de Administração.
“A educação cooperativista é um processo de longo prazo. Atualmente, 51% dos alunos que se formaram na CES e concluíram a graduação, voltaram a São Roque. Aquilo que a gente desejou lá no passado, que era o retorno dos filhos de São Roque, aconteceu. Talvez seja o maior reconhecimento do nosso trabalho”, afirma. Em 2026, a CES atingiu a marca de 200 alunos matriculados.
Raízes
O exemplo de São Roque de Minas mostra como os princípios do cooperativismo – que nasceram com a Sociedade dos Pioneiros de Rochdale, em 1844 – seguem atuais e estão conectados ao dia a dia das cooperativas, segundo o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Pablo Albino.
“Não é algo separado, que está em uma placa. Eles são fundamentais para nortear a estratégia e o futuro das cooperativas, mesmo em 2026”, afirma Albino, que coordena o curso de graduação em Cooperativismo da universidade.
O professor aponta que, em um momento de forte expansão do coop brasileiro, torna-se ainda mais urgente fortalecer os diferenciais desse modelo de negócios e destaca a importância estratégica do 5º princípio para essa construção. “Se olharmos para o tamanho que as cooperativas estão tomando no Brasil – em número de cooperados e funcionários – esse princípio precisa de atenção. Se a cooperativa não fizer esse trabalho de educação e informação, vamos ter cooperados e colaboradores envolvidos nas organizações sem saber do que eles estão fazendo parte”, pondera.
Albino destaca que há diferentes tipos de estratégias para colocar o 5º princípio em prática: seja em cooperativas escolares, como a de São Roque, ou ações de educação, capacitação e formação de cooperados, colaboradores e novas lideranças.
Semente
Em São Roque de Minas, além de seguir apoiando a cooperativa educacional e oferecer bolsas de estudo na instituição para os filhos de seus cooperados, o Sicoob Sarom entendeu que era preciso ir além e ampliou os esforços para fortalecer a cultura cooperativista na região.
Em 2013, a cooperativa criou o Movimento Coop Educação para levar o modelo a outras escolas. “A experiência da Cooperativa Educacional está, geograficamente, limitada a São Roque de Minas. Por isso, a partir do movimento, levamos a educação cooperativista para as escolas públicas dos municípios onde o Sicoob Sarom atua”, explica Oliveira.
O projeto leva filosofia cooperativista, empreendedorismo e educação financeira para as salas de aula de mais de 100 escolas públicas e privadas parceiras, em sete municípios. Mais de 2 mil professores e 50 mil estudantes já foram impactados pelo movimento. “Se lá atrás se a gente tinha dificuldade de encontrar mão-de-obra qualificada, hoje em São Roque de Minas, nossa sede, 40% dos nossos colaboradores vieram, ou da cooperativa educacional, ou do programa educacional”, destaca.
O modelo inspira e pode ajudar outras cooperativas interessadas nesse investimento a longo prazo na educação cooperativista. O gerente conta que, todos os anos, recebe visitantes de diferentes partes do país interessados em conhecer a revolução educacional promovida pelo Sicoob Sarom. “Estamos abertos a receber visitas de intercooperação e compartilhar nossa experiência”, convida.
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20/08/2026
SABER COOPERAR
Autonomia e independência: por que o 4º princípio continua mais atual do que nunca
Como conciliar parcerias comerciais, relacionamento com governos e a atuação em um mercado cada vez mais competitivo sem perder a essência cooperativista? A resposta está no 4º Princípio do Cooperativismo: Autonomia e independência. Mais do que garantir a liberdade de gestão das cooperativas, ele assegura que elas possam realizar alianças estratégicas e fortalecer sua atuação sem abrir mão de sua identidade, valores e dos direitos dos cooperados.
Segundo o professor Márcio Nunes, coordenador do curso de Gestão de Cooperativas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), esse princípio permanece tão atual quanto na época em que foi incorporado ao conjunto de diretrizes que orientam o cooperativismo, em 1995, pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI).
“O 4º princípio segue cada vez mais relevante porque as cooperativas precisam realizar diversas parcerias institucionais por estarem inseridas em um ambiente competitivo. A autonomia garante que elas realizem alianças com terceiros sem perder a sua identidade, missão, valores e sem interferir na gestão democrática”, detalha.
Na prática, isso significa que toda parceria, negociação ou iniciativa que envolva governos, instituições financeiras ou outras organizações deve respeitar a autonomia da cooperativa e preservar o controle democrático exercido pelos cooperados. Qualquer influência externa que comprometa esse princípio, favoreça interesses particulares ou conceda privilégios em detrimento da coletividade enfraquece a essência do modelo cooperativista.
Nunes, no entanto, pondera que a independência prevista no 4º princípio não significa isolamento em relação ao poder público. Pelo contrário, ela permite que as cooperativas tenham acesso a políticas públicas e estabeleçam relações institucionais sem comprometer sua autonomia nem a gestão exercida pelos associados. “A autonomia e independência não impedem que os governos reconheçam o valor das cooperativas e apoiem o seu desenvolvimento. Pelo contrário, leis, políticas e regulamentos podem ser criados ou aperfeiçoados no âmbito das cooperativas sem interferir em suas características”.
Impacto positivo para os cooperados
Esse equilíbrio entre autonomia, parcerias e gestão democrática pode ser observado na prática na Cooperativa de Produção da Agricultura Familiar da Comunidade de Lagoa de Dentro e Região (Cooperlad), no interior da Bahia. A cooperativa mantém uma ampla rede de parcerias com órgãos públicos, instituições financeiras e entidades de apoio para ampliar oportunidades aos cooperados e acessar novos mercados. Ainda assim, todas as decisões estratégicas permanecem sob o controle da cooperativa, sendo deliberadas pela gestão e pelos cooperados, principalmente durante as assembleias, onde cada associado tem voz e direito a voto.
“O 4º princípio é extremamente importante porque garante que a Cooperlad preserve sua identidade, atue sempre em benefício dos cooperados e mantenha uma gestão participativa, transparente e comprometida com o desenvolvimento da agricultura familiar”, afirma o presidente da cooperativa, Cristóvão Roma.
Os resultados dessa atuação beneficiam cerca de 200 cooperados distribuídos em mais de cinco territórios de identidade da Bahia. Por meio da organização coletiva, da agroindustrialização e do acesso a mercados, produtores rurais de diferentes municípios ampliam suas oportunidades de geração de renda sem abrir mão da participação nas decisões da cooperativa. Assembleias, prestação de contas e diálogo permanente garantem que a gestão seja construída de forma coletiva.
“Autonomia, transparência e democracia estão diretamente ligadas. Esses valores fortalecem a confiança, estimulam o envolvimento dos associados e garantem que todos tenham voz dentro da cooperativa”, destaca Roma.
Para o presidente, o maior benefício para os cooperados é a segurança de fazer parte de uma organização que representa seus interesses, sem interferências externas. Ao participar das decisões e acompanhar de perto a gestão, cada associado contribui para o fortalecimento da cooperativa e para o desenvolvimento coletivo.
“A autonomia permite que a Cooperlad mantenha seus objetivos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar, promovendo oportunidades, geração de renda e crescimento para seus cooperados. Essa forma de trabalhar garante mais oportunidades, participação nas decisões, fortalecimento da produção, acesso a mercados e melhoria da qualidade de vida”, resume.
Como fortalecer o 4º princípio
Na avaliação do professor de Gestão de Cooperativas da UFRB, a autonomia e a independência das cooperativas se fortalecem quando os cooperados exercem, de fato, o controle sobre a organização. Para isso, é indispensável que tenham acesso a informações rápidas, claras e confiáveis, capazes de subsidiar a participação nas decisões e o exercício da gestão democrática.
“A transparência e a prestação de contas contribuem para a gestão democrática da cooperativa, pois impulsionam a participação dos cooperados nos espaços de decisão, reduzem conflitos, ampliam a confiança entre os membros e fortalecem a governança da organização”, explica Nunes.
Mais do que um princípio de governança, a autonomia e a independência garantem que as cooperativas continuem fiéis ao seu propósito de promover o desenvolvimento econômico e social de forma democrática, sustentável e centrada nas pessoas.
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14/08/2026
SABER COOPERAR
Histórias de um mundo melhor
O documentário Histórias de um Mundo Melhor percorre diferentes regiões do país revelando, por meio de histórias reais, como o cooperativismo transforma a vida das pessoas. Da floresta manejada de forma sustentável em Rondônia às vinhas centenárias da Serra Gaúcha, cada trajetória revela um Brasil que resiste, se reinventa e cuida do coletivo. Mais do que um filme, a produção é um retrato sensível do que o cooperativismo tem de mais bonito: gente que se une para construir um futuro mais justo e próspero para todos.
06/08/2026
SABER COOPERAR
Conquistas do coop no 1° semestre de 2026 | Se Liga no Sistema OCB
Neste Se Liga no Sistema OCB, o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, apresenta alguns dos principais avanços alcançados, como o reconhecimento do cooperativismo como manifestação cultural do Brasil, a presença das cooperativas no MasterChef Brasil, ações de promoção internacional, importantes vitórias na agenda de representação institucional e o lançamento de mais uma edição do Programa de Educação Política.
06/08/2026
SABER COOPERAR
Dia dos Pais: cooperativismo pode ser transmitido de pai para filho
A cooperação se aprende no dia a dia e pode ser passada de pai para filho. Assim como hábitos, valores e tradições familiares, o cooperativismo também é transmitido de geração em geração. Quando pais compartilham com os filhos valores como ajuda mútua, compromisso com a comunidade, responsabilidade socioambiental e participação, ajudam a formar cidadãos mais preparados para construir um futuro baseado no interesse coletivo.
O Dia dos Pais, celebrado em 9 de agosto, é uma oportunidade para refletir sobre como o exemplo pode contribuir para manter vivo o legado cooperativista e inspirar as novas gerações a fazer parte do movimento.
No caso do publicitário Eduardo Meyer, esse caminho começou a ser trilhado há 11 anos, quando se tornou pai e passou a olhar ainda mais para o futuro e para a importância de ensinar pelo exemplo. Na época, ele abriu uma conta poupança para a filha recém-nascida em uma cooperativa de crédito e logo percebeu que a iniciativa iria além de uma decisão econômica.
“A ideia era fazer depósitos periódicos pensando no longo prazo, mas com o tempo percebi que esse investimento representava muito mais do que uma reserva financeira. Ele também se tornou uma oportunidade para falar sobre educação financeira, planejamento e a importância de administrar os recursos com responsabilidade”, lembra.
Assessor de Desenvolvimento do Cooperativismo na Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia, Meyer acredita que ensinar sobre dinheiro desde cedo é uma forma de preparar os filhos para tomarem decisões conscientes no futuro. Mais do que acumular recursos, o objetivo é desenvolver valores como disciplina, responsabilidade e visão de longo prazo.
Esses ensinamentos também fazem parte da rotina da família em outras situações. Meyer procura transmitir aos filhos princípios como solidariedade, cooperação e cuidado com as pessoas. Por isso, costuma levá-los para participar das ações de voluntariado promovidas pelo Sicredi. Na prática, ele mostra que o cooperativismo é vivido no cotidiano, por meio de atitudes que geram impacto positivo na vida das pessoas.
“Essas experiências ajudam a desenvolver a empatia e a compreensão de que todos nós podemos contribuir para tornar a sociedade um lugar melhor. Tento mostrar aos meus filhos que olhar para o próximo com respeito, carinho e disposição para ajudar é tão importante quanto qualquer aprendizado que recebemos dentro da escola”, acrescenta.
Segundo Meyer, seu maior legado está não apenas no que ensina aos filhos com palavras, mas principalmente em suas atitudes como pai. “São os exemplos do dia a dia que ajudam a formar cidadãos mais conscientes, responsáveis e comprometidos com a construção de um futuro melhor para todos. Esse é o ensinamento que procuro deixar para os meus filhos, todos os dias”.
Ensinando a cooperar
A transmissão dos valores cooperativistas também pode ser leve e divertida. Para as crianças, o aprendizado ganha ainda mais significado quando é adaptado à linguagem e aos interesses de cada faixa etária. Com esse objetivo, o Sistema OCB disponibiliza a plataforma Jogar+Aprender, dentro da CapacitaCoop, com jogos, vídeos, cursos e materiais educativos voltados à educação cooperativista de crianças e adolescentes.
Gratuita e desenvolvida com recursos pedagógicos e metodologias adequadas a cada fase do desenvolvimento, a plataforma oferece mini jogos, games interativos, biblioteca digital e outros conteúdos organizados para dois públicos: crianças de 6 a 12 anos e jovens de 13 a 17 anos.
“Mais do que apresentar conceitos sobre o cooperativismo, a Jogar+Aprender busca despertar, desde cedo, o interesse pela cooperação, pela participação e pelo compromisso com o bem comum. É uma aliada das famílias e educadores na missão de fortalecer a cultura cooperativista e inspirar as novas gerações a manter vivo esse legado”, explica Débora Ingrisano, Gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
02/08/2026
SABER COOPERAR
Por que as cooperativas devem tomar decisões baseadas em dados?
Em um cenário de alta competitividade e mudanças cada vez mais rápidas no mercado, tomar decisões apenas com base na experiência já não basta. Saber onde investir, quando expandir uma operação, como atender melhor aos cooperados ou identificar riscos antes que eles se tornem problemas depende, cada vez mais, da capacidade das cooperativas de transformar dados em informação útil para a gestão.
É justamente esse o propósito do Anuário do Cooperativismo Brasileiro, do Sistema OCB, que teve sua edição 2026 lançada no dia 31 de julho. Principal levantamento sobre o setor no país, a publicação mostra que as 4,4 mil cooperativas brasileiras reúnem 29 milhões de cooperados, geram 613,4 mil empregos e movimentam R$ 848,4 bilhões na economia. Mais do que reunir números, o AnuárioCoop oferece base sólida para que dirigentes planejem o futuro de suas cooperativas.
“O Anuário é a principal radiografia do cooperativismo brasileiro. Ele reúne informações sobre o desempenho das cooperativas em todo o país e mostra, de forma concreta, qual é o impacto do setor na economia e na sociedade. Para além de apresentar números, o objetivo é oferecer conhecimento para apoiar decisões e mostrar a força do modelo cooperativista”, afirma o coordenador do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Igor Seixas Miranda Vianna.
Segundo ele, o AnuárioCoop deve ser visto como uma ferramenta de gestão. “O dirigente pode usar os dados para comparar o desempenho da sua cooperativa com o setor, identificar tendências, avaliar oportunidades de crescimento e embasar decisões estratégicas. É uma forma de olhar para além da realidade da própria organização e entender o contexto em que ela está inserida”.
Vianna destaca que praticamente todas as grandes decisões de uma cooperativa podem ser fortalecidas por dados. “Desde a abertura de uma nova unidade, lançamento de produtos e serviços, definição de investimentos, até ações voltadas à fidelização dos cooperados ou à melhoria da eficiência operacional. Ao permitir comparações entre ramos, regiões e indicadores econômicos, o Anuário ajuda os dirigentes a transformar informações em planejamento e a tomar decisões com menor grau de incerteza”, destaca.
Dos dados à estratégia
Para o auditor federal de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União (CGU) e professor de Tecnologia da Informação do Gran Faculdades, Vitor Kessler, mais do que reunir informações relevantes para o negócio, o verdadeiro diferencial de usar dados nos negócios está em saber interpretá-los e transformá-los em estratégias.
“Uma gestão orientada por dados é aquela em que as decisões são fundamentadas em evidências, e não apenas em opiniões, impressões pessoais ou práticas históricas”, argumenta. “Quando a decisão é baseada apenas na percepção, problemas relevantes podem ser subestimados, recursos podem ser direcionados para áreas de menor impacto e ações aparentemente bem-sucedidas podem ser mantidas sem que exista comprovação de seus resultados”, exemplifica.
Segundo Kessler, muitas organizações ainda decidem sem recorrer à análise de dados porque parece a via mais rápida e, muitas vezes, mais confortável. “O gestor já possui experiência no setor, conhece a organização e acredita que consegue reconhecer os problemas sem precisar de uma análise mais estruturada. Além disso, muitas organizações ainda possuem dados dispersos, desatualizados ou armazenados em sistemas que não se comunicam, além de enxergarem indicadores como mecanismos de controle ou fiscalização, e não como instrumentos de aprendizagem e melhoria”, afirma.
Outro fator, aponta Kessler, é a falsa impressão de que trabalhar com dados exige tecnologias complexas, equipes numerosas e grandes investimentos. “Na prática, é possível começar com estruturas simples, desde que existam objetivos claros e disciplina na coleta e análise das informações”, explica. “À medida que a maturidade aumenta, a organização pode investir em integração de sistemas, armazenamento de dados, plataformas de BI [Business Intelligence], automação e inteligência artificial”.
Para as cooperativas que desejam fortalecer a tomada de decisão com base em dados, Kessler recomenda começar pelo problema que precisa ser resolvido, e não pela tecnologia. “Antes de escolher ferramentas, a organização deve definir qual problema precisa resolver e quais dados são necessários para isso. Essas informações precisam ser confiáveis, analisadas em contexto e comparadas com metas ou referências. Mais do que gerar gráficos, a análise deve orientar ações, com responsáveis, prazos e acompanhamento dos resultados”, orienta.
Indicadores na rotina
Esse movimento de tomada de decisões com base em dados já faz parte da realidade das cooperativas brasileiras. Uma delas é Aurora Coop, de Santa Catarina, que reúne mais de 150 mil famílias cooperadas e atua nas cadeias de carnes suína e de aves, lácteos, pescados e alimentos industrializados, com operações em diversas regiões do país. Na Aurora, dashboards, BI e indicadores fazem parte da rotina dos gestores.
“A Aurora vem evoluindo de uma cultura baseada predominantemente na experiência e no conhecimento dos gestores para um modelo em que os dados complementam e qualificam as decisões. Isso ocorre por meio da ampliação das plataformas de Business Intelligence, da democratização do acesso às informações, da governança de dados e da incorporação de indicadores aos fóruns de gestão e acompanhamento estratégico”, afirma a diretora administrativa Marinei Aparecida Zuffo Antunes da Rocha.
Segundo Marinei, a principal mudança foi compreender que dados não são apenas um elemento tecnológico, mas um ativo estratégico do negócio. A cooperativa passou a valorizar decisões sustentadas por evidências, estimulando questionamentos, análises e validações antes da tomada de decisão.
Atualmente, todos os principais processos da Aurora estão mapeados em ferramentas de BI, e a organização já avança na integração dessas informações com soluções de Inteligência Artificial. Um dos exemplos está na área agropecuária, onde, segundo Marinei, o uso de geoprocessamento, cruzamento de informações sanitárias e análise espacial contribuiu para o planejamento preventivo, gestão de riscos e definição de ações operacionais na cadeia produtiva.
Apesar dos avanços tecnológicos, Marinei acredita que o principal fator para uma gestão baseada em dados continua sendo outro. “Se fosse necessário escolher apenas um fator, eu responderia: cultura. A tecnologia tornou-se cada vez mais acessível. Processos podem ser desenhados e redesenhados. Pessoas podem ser treinadas. Porém, sem uma cultura que valorize evidências, transparência, aprendizado contínuo e decisões fundamentadas, os dados não geram valor real”, avalia.
“Na Aurora, a transformação ocorre quando liderança, equipes e tecnologia trabalham de forma integrada, mas é a cultura que efetivamente converte informação em ação e ação em resultado. Essa é a base para uma organização verdadeiramente orientada por dados”, finaliza Marinei.
31/07/2026
Todos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
LGPD
10/04/2026
Shadow AI e proteção de dados pessoais: desafios para a governança cooperativista
A rápida disseminação da inteligência artificial no ambiente corporativo tem proporcionado ganhos relevantes de produtividade e eficiência, mas também evidenciou um novo e significativo risco para a conformidade com Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e as boas práticas Segurança da Informação: a chamada Shadow AI.
Esse fenômeno ocorre quando, por exemplo, colaboradores utilizam ferramentas de inteligência artificial (como chatbots públicos, geradores de texto ou soluções de análise de dados e código) sem aprovação formal, supervisão técnica ou governança institucional, muitas vezes motivados pela intenção legítima de otimizar tarefas do dia a dia.
No contexto das cooperativas esse uso não controlado representa um risco direto à conformidade legal e à segurança das informações. Some-se a isso o fato de que o modelo cooperativista é fundamentado na confiança mútua entre cooperados e gestão: um incidente de segurança não representa apenas um problema jurídico, mas pode abalar a própria essência do vínculo cooperativo.
Na prática, a Shadow AI se materializa quando dados pessoais e informações institucionais, como relatórios, contratos, dados cadastrais, informações financeiras ou registros de atendimento, são inseridas em ferramentas de IA não homologadas para obtenção de análises, resumos ou sugestões. O risco não está na tecnologia em si, mas no fato de que, ao realizar esse procedimento, as informações e dados pessoais ultrapassam o “perímetro de segurança” sem qualquer controle técnico, garantias de confidencialidade ou clareza quanto ao armazenamento, reutilização ou descarte dessas informações, que podem ser utilizadas para treinamento de modelos, ampliando significativamente os riscos de exposição.
Diferentemente dos ataques cibernéticos tradicionais, não há indícios claros de violação, como malware ou invasões e a exposição ocorre de forma silenciosa, decorrente de ações internas aparentemente inofensivas.
Sob a perspectiva da LGPD, a Shadow AI cria um conjunto relevante de vulnerabilidades. O uso não autorizado de dados pessoais viola princípios fundamentais desta legislação, como finalidade, necessidade, segurança, prevenção e responsabilização, além da ausência de rastreabilidade sobre onde e como as informações e dados pessoais foram processados, fragilizando a governança corporativa como um todo.
Para cooperativas, cuja cultura é baseada em colaboração e confiança, a abordagem mais eficaz envolve a adoção de políticas institucionais bem definidas com participação ativa do Encarregado pelo tratamento de dados pessoais (DPO) e das áreas de TI, sendo fundamental a orientação sobre o uso adequado de tecnologias de IA.
Nesse contexto, o maior risco já não reside apenas em agentes externos maliciosos, mas em práticas internas que podem comprometer a governança institucional. Antecipar esses riscos, estruturar uma governança para uso inteligência artificial e fortalecer a cultura de proteção de dados pessoais são medidas essenciais para preservar a confiança dos cooperados, a reputação institucional e os princípios fundamentais do cooperativismo.
LGPD
23/03/2026
Decretos regulamentam o ECA Digital
Em 18 de março de 2026, o Governo Federal publicou três decretos que regulamentam o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), trazendo maior clareza sobre como as obrigações legais devem ser implementadas. De forma geral, a regulamentação não traz muitas orientações práticas (indicando que a Agência Nacional de Proteção de Dados – ANPD o fará oportunamente), mas define competências institucionais, estrutura a atuação estatal e indica caminhos para a adoção das medidas exigidas.
Os decretos tratam, essencialmente, de três frentes:
Detalhamento da aplicação do ECA Digital (Decreto nº 12.880/2026)
Estabelece diretrizes para sua execução, reforçando a necessidade de adoção de medidas como verificação de idade, controles parentais, gestão de riscos e proteção de dados de crianças e adolescentes. Ainda que não esgote todos os aspectos técnicos, o decreto orienta a implementação com base em uma abordagem de risco e no melhor interesse do menor, indicando que as soluções adotadas devem ser proporcionais ao nível de risco das atividades. Na prática, isso significa que as cooperativas passam a ter maior previsibilidade sobre como estruturar seus programas de adequação, ainda que persistam lacunas que dependerão de regulamentação complementar pela ANPD.
Reestruturação da ANPD e fortalecimento da fiscalização (Decreto nº 12.881/2026)
Promove alterações relevantes na estrutura da ANPD, responsável pela fiscalização do ECA Digital. Destaca-se a criação de superintendências especializadas, o que tende a ampliar a capacidade técnica e operacional da Autoridade, especialmente para lidar com temas relacionados à proteção de dados de crianças e adolescentes e à regulação de ambientes digitais. Com isso, a ANPD se consolida como protagonista na interpretação e aplicação prática do ECA Digital, inclusive com competência para editar normas complementares — que serão essenciais para esclarecer pontos ainda abertos, como critérios técnicos de verificação de idade e supervisão parental.
Centralização de denúncias e atuação repressiva (Decreto nº 12.882/2026)
O terceiro decreto institui o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, vinculado à Polícia Federal, com a função de centralizar denúncias de violações ocorridas no ambiente digital. A medida busca integrar e agilizar a resposta estatal, permitindo o encaminhamento mais eficiente de casos envolvendo exploração, violência ou outras violações de direitos de crianças e adolescentes em plataformas digitais.
A regulamentação representa um avanço importante para que as cooperativas que disponibilizam soluções de acesso provável para menores ou que comercializam produtos proibidos para esse público (ex.: bebidas alcoólicas) implementem os controles previstos na lei. Ainda assim, o cenário ainda é de regras e parâmetros desconhecidos e que demandarão regulação complementar pela ANPD. Para as cooperativas, tal realidade reforça a necessidade de adotar uma abordagem estruturada de adequação, baseada em avaliação de riscos, decisões justificadas e documentação das medidas implementadas (que, neste momento, talvez não sejam as ideais, mas as possíveis diante da ausência de regras mais claras).
LGPD
ECA Digital entra em vigor em março: confira as principais obrigações
A Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, estabelece uma série de medidas para a proteção de crianças e adolescentes em ambientes virtuais.
06/03/2026
LGPD
Decisão de adequação Brasil–União Europeia
Novo marco para a transferência internacional de dados pessoais
23/02/2026
LGPD
Alerta para coops: ANPD lança Painel de Fiscalização
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) disponibilizou publicamente seu novo Painel de Fiscalização, uma ferramenta interativa em Power BI que reúne dados consolidados sobre processos de monitoramento, fiscalização e procedimentos administrativos sancionadores. A iniciativa marca um avanço importante na transparência regulatória e permite que a sociedade identifique quais organizações (cooperativas, empresas ou órgãos públicos) estão respondendo a processos administrativos em razão de possíveis descumprimentos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD.
Os dados atualmente disponíveis no painel mostram que já foram instaurados 81 (oitenta e um) processos administrativos pela ANPD, com objetivo de monitorar atividades relacionadas ao tratamento de dados pessoais, fiscalizar e aplicar penalidades. Os 3 temas mais comuns relacionados aos processos são:
Direitos das pessoas: não atendimento dos direitos previstos na LGPD (como acesso aos dados pessoais, informações sobre compartilhamento, eliminação e outros) ou atendimento inadequado.
Bases legais e conformidade documental: ausência de bases legais (previstas nos artigos 7º e 11 da LGPD) para justificar atividades envolvendo tratamento de dados pessoais, bem como ausência ou insuficiência de detalhamento no Registro das Operações de Tratamento de Dados Pessoais (documento obrigatório para a conformidade com a LGPD).
Falhas de segurança e incidentes: ausência de medidas básicas de prevenção a incidentes de segurança ou ausência de comunicado adequado para ANPD, nos casos em que obrigatório (ou seja, naqueles em que o incidente pode causar danos ou riscos relevantes para as pessoas).
O Portal demonstra que a ANPD está ampliando a visibilidade e o acompanhamento externo de suas ações de fiscalização. Isso reforça que cooperativas que ainda não concluíram sua adequação à LGPD devem fazê-lo com a máxima urgência. O ambiente regulatório está mais transparente e estruturado, o que deve aumentar as consequências negativas para quem não está em conformidade.
O que as cooperativas devem fazer agora?
Reforçar seus programas de governança em privacidade e proteção de dados.
O DPO deve ser formalmente designado, com atribuições claras e acesso à alta administração (a cooperativa deve garantir que o encarregado possa exercer adequadamente sua função, o que inclui: autonomia técnica; recursos mínimos (humanos, financeiros e tecnológicos); não acúmulo de funções que gerem conflito de interesses; capacidade de interagir diretamente com a ANPD quando necessário; participação nos processos decisórios que envolvam dados pessoais; capacidade de atualizar políticas internas, bases legais, registro das operações e mecanismos de resposta a titulares.
Estruturar evidências de conformidade, já que a ausência de documentação é uma das causas frequentes de abertura de processos.
Preparar equipes e lideranças para responder a fiscalizações, que tendem a se tornar mais frequentes.
Com a atuação da ANPD cada vez mais visível e estruturada, a falta de adequação completa à LGPD ou a manutenção de práticas superficiais de governança expõe as cooperativas a um risco regulatório significativo. A boa notícia é que o risco pode ser integralmente tratado a partir da adoção das ações acima exemplificadas e de outras que apresentamos aqui no LGPD no Cooperativismo.
24/11/2025
LGPD
STF redefine a responsabilidade das plataformas digitais
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou recentemente o acórdão que confirma a decisão pela inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014).
23/11/2025
LGPD
ECA Digital entra em vigor em março de 2026: o que as cooperativas precisam saber
No dia 17 de setembro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que moderniza a proteção de crianças e adolescentes em ambientes virtuais.
30/09/2025
LGPD
Videomonitoramento e proteção de dados
A presença de câmeras de segurança tem sido cada vez mais frequente em todos os lugares, inclusive nas cooperativas, que, evidentemente, se preocupam com a segurança de seus ambientes.
26/06/2025
Todos
Agropecuário
Consumo
Crédito
Infraestrutura
Saúde
Seguros
Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Transporte
EVENTOS
01/09/2026
Sistema OCB leva ao MIDR proposta para ampliar acesso ao FNE
Agenda inclui medidas para ampliar a participação das cooperativas e projeto-piloto para levar recursos do FNE a municípios sem agência do BNB
O Sistema OCB apresentou ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e ao Banco do Nordeste (BNB), nesta terça-feira (1º), as Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais. O documento reúne medidas legislativas, regulatórias e operacionais para o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), o Fundo Constitucional do Norte (FNO) e o Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) e inclui, como uma das iniciativas prioritárias, o Projeto-piloto para viabilizar o acesso do cooperativismo de crédito aos recursos do FNE.
A reunião foi conduzida pela superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, e contou com a participação do secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Corrêa Tavares, representantes técnicos da Secretaria e do BNB, banco administrador do FNE.
Construído em conjunto com os sistemas cooperativistas de crédito, as Organizações Estaduais do Sistema OCB (OCEs) e o Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito, o documento “Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais 2027” contribui para as discussões das Programações Anuais de 2027 do FCO, FNO e FNE.
A agenda está organizada em três frentes. No campo legislativo, propõe alterações na Lei 7.827/1989 para ampliar ao FNE condições já aplicadas ao cooperativismo no FCO e no FNO. Na frente regulatória, estão ajustes para ampliar a participação das cooperativas na política dos Fundos. Já no eixo operacional, as propostas contemplam a expansão das linhas de financiamento e dos perfis de tomadores que podem ser atendidos pelas instituições cooperativas.
“A participação das cooperativas de crédito nos Fundos Constitucionais é uma agenda que combina desenvolvimento regional, inclusão financeira e maior capilaridade na aplicação dos recursos. Estamos apresentando propostas construídas com o setor e que podem contribuir para tornar essas políticas públicas ainda mais acessíveis nos territórios”, destacou Fabíola.
Projeto-piloto para o FNE
Entre as propostas apresentadas ao MIDR está o projeto-piloto que prevê a participação dos bancos cooperativos Sicoob e Sicredi como instituições repassadoras de recursos do FNE, sendo o Banco do Nordeste o administrador do Fundo.
O modelo foi desenhado para alcançar 315 municípios da área de atuação da Sudene que possuem postos de atendimento cooperativo, mas não contam com agência física do BNB. Ao todo, são 371 postos já instalados nesses municípios.
A iniciativa utiliza uma possibilidade prevista na regulamentação do FNE. A Programação Anual do Fundo permite que entre 1% e 3% dos recursos sejam repassados a outras instituições financeiras. Para o piloto, a proposta estabelece limite de até R$ 300 milhões por exercício, conforme a demanda e os parâmetros definidos para o Fundo.
O desenho também mantém a distribuição de responsabilidades entre as instituições: o risco de crédito permanece integralmente com o agente repassador, enquanto a remuneração do banco administrador não sofre alteração. A vigência prevista é de 24 meses, sendo seis meses para estruturação e integração dos sistemas e 18 meses para execução monitorada.
“A expectativa é avançar na articulação com a Secretaria, a Sudene e o Banco do Nordeste para que o projeto seja formalmente apresentado ao banco administrador e os instrumentos possam ser assinados ainda em 2026. Queremos preparar a operação para o ciclo da Programação Anual do FNE de 2027”, destacou Fabíola.
Mais capilaridade para os recursos
A proposta considera a complementaridade entre as redes de atendimento. Dados do Banco Central, com posição em dezembro de 2025, mostram que as cooperativas de crédito possuem mais de 10,5 mil pontos de atendimento no país, estão presentes em 59% dos municípios brasileiros e são a única instituição financeira em 1.072 cidades.
Na área de abrangência do FNE, 503 municípios contam atualmente com postos de atendimento cooperativo. A inserção do modelo na política pública dedicada ao nordeste pode ampliar a presença física da política de financiamento em municípios que hoje têm cobertura mais limitada.
Dos 315 municípios previstos no piloto, 234 estão localizados no semiárido. Minas Gerais concentra a maior parte deles, com 160 municípios e 177 postos cooperativos, seguido pela Bahia, com 78 municípios e 87 postos.
A proposta para o FNE também considera a experiência acumulada pelo cooperativismo de crédito na operação dos outros Fundos Constitucionais. No FCO e no FNO, os sistemas cooperativos já participam da aplicação de recursos e, desde 2015, realizaram mais de R$ 7,7 bilhões em mais de 26,8 mil operações. Em 2025, foram R$ 2,2 bilhões em aproximadamente 8 mil operações, maior volume anual da série.
A apresentação ao MIDR abre agora uma etapa de articulação com os órgãos envolvidos na gestão dos Fundos Constitucionais. A expectativa do Sistema OCB é avançar nas discussões das propostas e preparar as condições para que as medidas possam contribuir para a programação dos recursos de 2027.
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Solução Eficiência energética transforma dados em decisões
Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional
Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização
EVENTOS
01/09/2026
Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional
Entidade participou de painel cooperativas e Proteção Patrimonial Mutualista no Rio de Janeiro
A abertura de novos modelos de proteção está mudando o cenário do mercado de seguros no Brasil e colocando as cooperativas no centro de uma discussão que envolve regulação, distribuição e acesso à proteção. O tema foi debatido durante o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado de 27 a 29 de agosto, no Rio de Janeiro, com participação do Sistema OCB.
No painel Novos Mercados de PPM e Cooperativas de Seguros, Hugo Andrade, coordenador de Ramos do Sistema OCB, discutiu os caminhos que se abrem para o cooperativismo a partir da regulamentação da Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) e, em especial, das cooperativas de seguros.
Durante o painel, foi apresentado o processo de regulamentação dos novos modelos e destacado o espaço ainda existente para o desenvolvimento de estruturas cooperativas e mutualistas no país. A discussão trouxe para o centro do debate a possibilidade de ampliar a oferta de proteção e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades de atuação para os profissionais da distribuição de seguros.
Para o cooperativismo, a regulamentação representa uma mudança importante. A Lei Complementar (LC) 213/2025 e a Resolução CNSP 492/2026 estabeleceram novas regras para a atuação das cooperativas de seguros, o que criou um ambiente regulatório específico para as cooperativas que surgirão.
A agenda também exige preparação dos profissionais que estarão na ponta. Hugo destacou a importância de conhecer a legislação e compreender as particularidades do cooperativismo para atuar no novo segmento. “A regulamentação abre uma nova frente para o cooperativismo ao criar um ambiente mais seguro para o desenvolvimento das cooperativas. Agora, o desafio é transformar esse marco em oportunidades concretas, com qualificação, boa governança e modelos de atuação que atendam às necessidades dos cooperados e do mercado”, afirmou.
O painel contou ainda com a presença de Carlos Queiroz, diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep); João Armando de Castro Santos, presidente do Sicoob Credseguro; e Marco Antonio Gonçalves, presidente do Conselho Consultivo da MAG e do Fórum Mário Petrelli. A mediação foi de Marcelo Augusto Camacho Rocha, da Escola de Negócios e Seguros (ENS).
A discussão ocorreu no último dia do congresso, que teve como tema A nova era da distribuição de seguros no Brasil. Ao longo da programação, o evento reuniu representantes de seguradoras, corretores, entidades e órgãos reguladores para tratar das transformações que impactam o setor, entre elas mudanças regulatórias, novas tecnologias e comportamento dos consumidores.
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EVENTOS
Sistema OCB leva demandas do cooperativismo mineral à Exposibram 2026
Participação no evento debateu representação do setor e caminhos para comercialização legal do ouro
O cooperativismo mineral marcou presença na Exposibram 2026, um dos principais encontros do setor mineral no Brasil. Representantes do Sistema OCB participaram do Fórum das Entidades, ao lado do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e de outras organizações representativas. A presença contribuiu para as discussões sobre os desafios e os caminhos para o desenvolvimento da mineração no país.
Representando o Sistema OCB estiveram Letícia Monteiro, analista Técnica e Econômica, e Gilson Camboim, Coordenador Nacional do Cooperativismo Mineral da OCB e presidente da Federação das Cooperativas de Mineração do Estado de Mato Grosso (Fecomin).
Um dos principais pontos discutidos foi a necessidade de reconhecer a diversidade que compõe o setor mineral brasileiro. A participação de diferentes segmentos na construção de políticas públicas e na representação junto ao Poder Legislativo foi destacada como fundamental para que as decisões considerem as características e os desafios específicos de cada atividade.
A programação também abriu espaço para uma discussão diretamente ligada às cooperativas minerais. Gilson participou do talk show Os controles na comercialização de ouro no Brasil, que reuniu representantes do terceiro setor, da Polícia Federal, do Ministério Público e da Agência Nacional de Mineração (ANM).
O debate abordou questões como rastreabilidade, formalização da atividade e comercialização do ouro produzido no país. Para as cooperativas minerais, o tema tem impacto direto, já que dificuldades relacionadas ao escoamento e à comercialização podem comprometer a atividade de organizações que atuam dentro da legalidade.
Formalização
A discussão também colocou em evidência o papel das cooperativas na organização da atividade garimpeira. Ao estruturar produtores, estabelecer processos e ampliar a transparência das operações, o modelo cooperativista pode contribuir para uma cadeia do ouro mais organizada e rastreável.
Nesse cenário, a formalização da atividade por meio do cooperativismo é apontada como um dos caminhos para garantir que a produção legal das cooperativas tenha acesso ao mercado e possa ser comercializada com segurança.
Para Letícia, a participação na Exposibram foi importante justamente por ampliar a presença do cooperativismo nos debates que envolvem o futuro da mineração brasileira. “As cooperativas têm características e desafios próprios e precisam ser consideradas na construção das políticas públicas. No caso do ouro, avançar na formalização, na rastreabilidade e na comercialização passa também por fortalecer o cooperativismo mineral, que tem capacidade de organizar a atividade e dar mais segurança para que a produção legal chegue ao mercado”, defendeu.
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Dia C reúne cooperativas em ações de solidariedade por todo o país
28/08/2026
EVENTOS
Coop de seguros ganha espaço e abre novas oportunidades no Brasil
No Concred, Clara Maffia destacou potencial do novo ramo e os desafios para sua consolidação
O cooperativismo de seguros entra em uma nova fase no Brasil. Com a regulamentação específica do setor, as cooperativas passam a ter um ambiente mais claro para atuar em um mercado que pode ampliar o acesso à proteção, estimular a concorrência e gerar novas oportunidades de negócios. O tema foi debatido durante o painel Cooperativismo de Seguros: Uma Nova Fronteira para o Cooperativismo Brasileiro, realizado durante o 16º Concred, nesta sexta-feira (28).
Representando o Sistema OCB, a gerente geral de Negócios, Clara Maffia, apresentou um panorama do novo ramo ao lado de Ricardo Balbinot, Presidente da Cresol Mato Grosso e diretor institucional da OCB/MT.
Clara chamou atenção para o potencial de participação das cooperativas brasileiras. Segundo ela, a chegada ao mercado de seguros não deve ser vista apenas como uma nova frente de negócios, mas como uma oportunidade de levar a lógica cooperativista a mais pessoas e territórios.
“O cooperativismo de seguros chega para ampliar o acesso à proteção e colocar o cooperado no centro do negócio. Temos a oportunidade de construir um mercado mais acessível, competitivo e alinhado às necessidades reais das pessoas, sem perder de vista a identidade e os princípios que fazem parte do nosso modelo”, afirmou a gerente.
Entre os pontos destacados na apresentação de Clara estão a possibilidade de ampliar a oferta de seguros, especialmente em regiões onde a presença das seguradoras tradicionais ainda é menor, e a perspectiva de tornar produtos mais acessíveis. A atuação cooperativista também pode contribuir para fortalecer economias locais e regionais, com uma relação mais próxima entre cooperativa e cooperado.
Para a gerente, a entrada no segmento também abre espaço para a intercooperação. Cooperativas de diferentes ramos podem contribuir com estrutura, tecnologia, conhecimento dos seus públicos e experiência na gestão de riscos, criando condições para novos modelos de atuação. O cooperativismo de crédito, o agropecuário e o de transporte, por exemplo, aparecem entre os segmentos com maior potencial de conexão.
“O cooperativismo brasileiro já tem capilaridade, relacionamento com milhões de cooperados e experiência em diferentes atividades econômicas. Essa base pode ser uma vantagem importante para o desenvolvimento dos seguros, desde que saibamos transformar essa presença em soluções bem estruturadas e sustentáveis”, acrescentou Clara.
Um mercado em construção
A regulamentação representa um passo importante para dar segurança às cooperativas interessadas em ingressar no segmento. A apresentação citou a Lei Complementar 213/2025 e a Resolução CNSP 492/2026, além de outras normas que estabelecem requisitos para constituição, governança e operação das cooperativas de seguros.
Clara destacou ainda que a abertura do mercado vem acompanhada de responsabilidades. Entre os desafios, ela citou a necessidade de aporte inicial, a construção de uma governança adequada, a sustentabilidade financeira no longo prazo e a capacidade de competir em um setor formado por empresas tradicionais. A transformação digital, o uso de inteligência artificial e as mudanças sociais, ambientais e climáticas também exigirão adaptação constante.
“A regulamentação cria uma porta de entrada, mas ela não garante, sozinha, o sucesso das cooperativas. É preciso planejamento, capital, governança e uma operação preparada para o longo prazo. O desafio é crescer com consistência e, ao mesmo tempo, preservar aquilo que diferencia o cooperativismo””, argumentou.
A expectativa é que o novo ramo contribua para ampliar a cultura de proteção e prevenção no país e fortaleça a presença brasileira em um dos maiores segmentos do cooperativismo mundial. Para isso, será necessário combinar a capacidade de inovação do setor com os fundamentos do modelo cooperativista.
“Temos diante de nós uma oportunidade que exige visão de futuro. O cooperativismo de seguros pode gerar valor econômico e social, ampliar a proteção de brasileiros e aproximar ainda mais o cooperado das decisões sobre o negócio. Um futuro mais seguro também pode ser construído com cooperação” finalizou Clara.
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Cartilha do Sistema OCB aproxima cooperativas de crédito e municípios
Publicação lançada durante o 16º Concred reúne orientações sobre movimentação de recursos públicos
A relação entre cooperativas de crédito e prefeituras ganhou novos caminhos para contribuir com o desenvolvimento local. Durante o 16º Concred, realizado nesta sexta-feira (28), o Sistema OCB participou do lançamento da 3ª edição da cartilha Retenção de Riqueza nos Municípios — Relação entre Cooperativas de Crédito e Entes Públicos Municipais.
O lançamento contou com a participação de Cledir Magri, presidente da Cresol Confederação e coordenador do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (Ceco/OCB), e Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB.
Produzida pelo Sistema OCB em parceria com o Sebrae e o Banco Central do Brasil, a publicação reúne orientações para gestores municipais sobre a movimentação de recursos públicos em cooperativas de crédito. A proposta busca aproximar as administrações municipais de instituições que conhecem a realidade local e fazem os recursos circularem no próprio território.
A nova edição também incorpora as mudanças trazidas pela Resolução CMN 5.273/2025, que ampliou a possibilidade de captação de recursos municipais pelas cooperativas de crédito. Com a atualização, o material apresenta as novas regras e os caminhos para que prefeitos e equipes técnicas conheçam melhor as possibilidades dessa relação.
Relacionamento
Atualmente, as cooperativas de crédito mantêm relacionamento com mais de 5,5 mil entes municipais, em cerca de 2,9 mil municípios. Em dezembro de 2025, os depósitos no segmento chegaram a R$ 4,33 bilhões, segundo dados do Banco Central.
A atuação das cooperativas também tem um papel importante em localidades onde o acesso a serviços financeiros é mais limitado. Em 1.072 municípios brasileiros, elas são a única instituição financeira presente, o que amplia sua contribuição para produtores, empreendedores e demais atividades que movimentam a economia dessas cidades.
Durante o lançamento, Eduardo destacou a importância de transformar as possibilidades previstas na legislação em relações concretas entre cooperativas e gestores públicos. A nova cartilha chega, segundo ele, justamente, para facilitar esse diálogo e apoiar quem busca alternativas para manter os recursos circulando mais perto de onde são gerados.
“A cartilha busca servir como um ponto de partida para novas parcerias. A expectativa é que prefeitos, equipes municipais e lideranças cooperativistas encontrem no material informações para transformar uma possibilidade institucional em ações capazes de movimentar a economia de cada município”, destacou o gerente.
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EVENTOS
Crescimento com propósito marca debate do Sistema OCB no Concred
Tania Zanella destacou a cultura cooperativista como base para o crescimento sustentável do Ramo Crédito
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, foi uma das palestrantes da plenária principal do primeiro dia do 16º Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito (Concred), realizado em Goiânia (GO), nesta quinta-feira (27). Com o tema Cooperativismo: crescimento com propósito, ela abordou os desafios que acompanham a expansão do setor e defendeu o fortalecimento da cultura cooperativista como parte desse processo.
Durante a palestra, realizada no bloco Da Cooperação à Escala: fortalecendo o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), Tania chamou atenção para o ritmo de crescimento do cooperativismo. Em 2025, o movimento brasileiro alcançou 29 milhões de cooperados, ante 15,5 milhões em 2019. O Ramo Crédito responde por cerca de 23 milhões desse total.
Para a presidente executiva, os números mostram a força do setor, mas também trazem uma questão importante: como garantir que esse crescimento seja acompanhado pela compreensão do que significa fazer parte de uma cooperativa? “Estamos crescendo e levando o cooperativismo para cada vez mais pessoas. Mas precisamos olhar para esse crescimento e entender se quem chega conhece, de fato, o modelo do qual está fazendo parte”, afirmou.
A reflexão conduziu a discussão sobre cultura cooperativista, tema que tem sido trabalhado pelo Sistema OCB a partir da Pesquisa Nacional do Cooperativismo e de uma investigação específica sobre o assunto. Tania destacou desafios relacionados ao conhecimento sobre o modelo, à participação dos cooperados e à preparação de novas lideranças.
Segundo ela, a expansão das cooperativas exige atenção para que sua identidade seja preservada. “Nosso desafio é crescer sem perder aquilo que nos diferencia. A cultura cooperativista precisa estar presente na relação com o cooperado, na formação das lideranças e nas decisões que tomamos para o futuro”, acrescentou.
Evolução
A apresentação também abordou transformações que já impactam o setor, como o avanço da inteligência artificial, a agenda ESG e as mudanças no perfil das novas gerações. Para Tania, a tecnologia amplia possibilidades, mas torna ainda mais importante investir em capacidades humanas, como criatividade, diálogo e construção coletiva.
Nesse cenário, ela apresentou a atuação do Sistema OCB no apoio às cooperativas e os caminhos desenvolvidos pela entidade para responder a desafios relacionados à governança, à educação cooperativista, à formação de lideranças e ao fortalecimento da cultura do movimento.
A participação de Tania na plenária principal levou ao centro do Concred uma discussão que dialoga diretamente com o momento vivido pelo cooperativismo financeiro: ampliar escala, competitividade e presença no mercado sem perder a conexão com os princípios que deram origem ao modelo.
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EVENTOS
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Presidente Márcio participou da abertura e abordou desafios e próximos passos do setor
O cooperativismo de crédito se reúne, a partir desta quarta-feira (26), em Goiânia (GO), para discutir os caminhos de um setor que já alcança milhões de brasileiros e ocupa um espaço cada vez maior no sistema financeiro nacional. A abertura do 16º Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito (Concred) contou com a participação do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que destacou a força do ramo e a importância de manter a identidade cooperativista diante de um cenário de crescimento e transformação.
Márcio levou à abertura uma mensagem de valorização da trajetória construída pelo cooperativismo de crédito e de reconhecimento ao papel que as cooperativas desempenham na ampliação do acesso a serviços financeiros e no desenvolvimento das comunidades. Atualmente, o ramo reúne cerca de 23 milhões de cooperados, 682 cooperativas e mais de R$ 1,1 trilhão em ativos.
Ao falar aos congressistas, o presidente destacou que os números revelam a dimensão alcançada pelo setor, mas não resumem a sua importância. A proximidade com os cooperados, a presença nos territórios e a participação das pessoas nas decisões continuam sendo características que diferenciam o modelo cooperativista. “Nosso crescimento é resultado de um modelo que coloca as pessoas no centro das decisões. O desafio, agora, é continuar a avançar, ganhar escala e incorporar novas soluções sem perder aquilo que nos trouxe até aqui: a nossa essência cooperativista”, afirmou Márcio.
A cerimônia de abertura reuniu representantes do poder público, do sistema financeiro e das principais lideranças do cooperativismo de crédito. Ao lado de Márcio Lopes de Freitas, participaram da mesa o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel; o presidente da Confebras, Luiz Lesse Moura Santos; o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira; os presidentes da Central Sicredi Brasil Central, Celso Ronaldo Raguzzoni Figueira, do Sicoob Nova Central, Marcelo Baiocchi Carneiro, e da Central Sicoob Uni, Raimundo Nonato Leite Pinto.
Também participaram Carolina Pancotto Bohrer, chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central; o deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop); Rodrigo de Sousa Soares, diretor-presidente interino do Sebrae; e Marcelo Porteiro Cardoso, superintendente da Área de Operações e Canais Digitais do BNDES.
A edição deste ano celebra duas datas importantes: os 40 anos da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras) e os 70 anos do Sistema OCB/GO. Para Márcio, as duas trajetórias ajudam a contar a própria história de expansão e consolidação do cooperativismo de crédito no Brasil.
Realizado de 26 a 28 de agosto, no Centro de Convenções da PUC Goiás, o 16º Concred tem como tema Cooperativismo Financeiro: no campo e na cidade, juntos na construção de um futuro sustentável. Com correalização do Sistema OCB/GO e apoio e patrocínio do Sistema OCB, o congresso reúne lideranças e especialistas para debater assuntos que estão entre os principais desafios do setor, como risco climático, inteligência artificial, governança, intercooperação e cenário macroeconômico.
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EVENTOS
Cooperativismo avança na agenda de seguros no Brasil
Fórum IRB(P&D) destaca papel do modelo na ampliação da cobertura e na redução da lacuna de proteção
O Sistema OCB esteve presente nesta quarta-feira (26), no Rio de Janeiro, na terceira edição do Fórum IRB(P&D), que reuniu representantes do setor de seguros para discutir caminhos de ampliação da cobertura securitária no Brasil. Com o tema Não há futuro sem seguro: ciência, inovação e resiliência para ampliar a proteção, o evento teve o apoio da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e do Instituto IRB.
A programação reservou espaço de destaque para o cooperativismo. Em um dos painéis do dia, dedicado ao papel do setor na redução da lacuna de proteção do país, representantes do Sicoob, do Sicredi e da Cresol discutiram as perspectivas do cooperativismo de seguros, pauta que o segmento de crédito tem conduzido em conjunto com o Sistema OCB.
"Temos avançado, junto com as centrais e confederações do Ramo Crédito, na construção de uma agenda própria para o cooperativismo de seguros. Participar de um espaço como o Fórum IRB(P&D), ao lado de Sicoob, Sicredi e Cresol, mostra que essa discussão já ocupa lugar relevante no debate nacional sobre proteção e gestão de riscos", afirmou Hugo Andrade, coordenador de Processos do Sistema OCB.
Durante o fórum, também foi lançado o livro O futuro do mercado de seguros: perspectivas e desafios para a evolução do setor no Brasil, coordenado por Otávio Damaso, Pedro Eroles, Reinaldo Marques e Vinicius Ratton Brandi. Dividida em dois volumes, a obra reúne capítulos assinados por profissionais e instituições ligados ao mercado segurador, entre eles o Sistema OCB, o Sicoob, a Cresol e o Sicredi, cada um responsável por um capítulo próprio.
Pelo Sistema OCB, o capítulo foi escrito por Clara Maffia, gerente geral de Negócios, Hugo Andrade e Daniel Antunes, coordenador societário. "É uma satisfação ver o cooperativismo integrado a uma publicação dessa envergadura, que vai circular entre estudantes, profissionais e formuladores de política do setor. Nosso capítulo busca justamente mostrar como o modelo cooperativo pode contribuir para levar proteção a quem hoje ainda está descoberto", acrescentou Hugo.
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