Destaques
SABER COOPERAR
12/01/2026
Participe da pesquisa nacional que fortalece a cultura cooperativista
Sistema OCB abre levantamento nacional com cooperados e colaboradores O Sistema OCB iniciou a fase quantitativa da Pesquisa de Cultura Cooperativista, um levantamento nacional que convida cooperados e colaboradores de todos os ramos a compartilharem suas percepções sobre valores, engajamento e identidade do cooperativismo. A participação ocorre por meio de um questionário online, disponível até 13 de março deste ano. A pesquisa pode ser respondida de forma digital (clique aqui), e leva, em média, 5 minutos para ser concluída. Quanto maior a participação, mais representativo será o retrato do cooperativismo brasileiro e mais qualificadas serão as ações futuras do Sistema OCB no tema da cultura cooperativista. A coleta de dados contempla cooperativas de todos os ramos e regiões. O questionário é estruturado, validado academicamente e organizado em cinco eixos fundamentais, que abordam desde o conhecimento sobre os princípios cooperativistas até o nível de engajamento e pertencimento no dia a dia das cooperativas. A pesquisa é resultado direto dos debates do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, que apontou desafios centrais para o movimento, como a necessidade de atualizar os programas de promoção da cultura cooperativista, alinhar o discurso nacional, enfrentar a lacuna geracional e fortalecer os processos de sucessão, além de ampliar o engajamento de cooperados e colaboradores com os princípios cooperativistas. Antes de chegar à etapa quantitativa, o estudo passou por uma fase qualitativa, com entrevistas em profundidade realizadas junto a lideranças de cooperativas e institutos cooperativistas. Esse trabalho permitiu mapear boas práticas já existentes e compreender diferentes realidades regionais, servindo de base para a construção do questionário aplicado agora em escala nacional. Com a escuta ampliada, o Sistema OCB busca reunir informações consistentes para orientar políticas, programas de formação e estratégias de comunicação voltadas ao fortalecimento da cultura cooperativista. Saiba Mais: Lei garante cooperativas no setor de telecom e amplia conectividade “Diversidade gera inovação e resultados sustentáveis”, afirma Tania Zanella sobre mulheres na agricultura Cooperativismo de crédito assume presidência do Open Finance
SABER COOPERAR
29/12/2025
Cinco conquistas do Ano Internacional das Cooperativas
O cooperativismo brasileiro encerra 2025 com conquistas que reforçam sua relevância econômica, social e institucional. Ao longo do Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o movimento ampliou sua visibilidade, fortaleceu parcerias e consolidou seu papel como força capaz de construir um mundo melhor e promover soluções para desafios globais de desenvolvimento sustentável.
“O Ano Internacional nos deixa um legado de avanços concretos: maior reconhecimento institucional, mais articulação com os poderes públicos, fortalecimento da governança e da integração com agendas globais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Com o respaldo da ONU, as cooperativas mostraram, na prática, que é possível gerar crescimento econômico com responsabilidade social e protagonismo coletivo”, destaca o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Confira cinco conquistas do Ano Internacional das Cooperativas 2025:
Mais visibilidade para o coop
A declaração de 2025 como Ano Internacional das Cooperativas é um marco histórico que chamou a atenção do mundo para o nosso modelo de negócios e permitiu que o movimento cooperativista ampliasse sua atuação global.
No Brasil, a campanha SomosCoop de 2025 teve como mote “Bora cooperar por um mundo melhor” e reforçou o impacto social e econômico do cooperativismo por meio de ações de comunicação e projetos de valorização do movimento. Na celebração do CoopsDay, em julho, uma ação inovadora do Sistema OCB levou o cooperativismo para as ruas de cinco capitais brasileiras, em projeções mapeadas vistas por milhares de pessoas. O coop também conquistou espaço em grandes veículos de comunicação, intensificou a atuação nas redes sociais por meio de parcerias estratégicas com influenciadores e reforçou laços com a imprensa, ampliando seu alcance entre os brasileiros.
Mais influência política do coop
O ano de 2025 foi um período de fortalecimento da articulação institucional do movimento cooperativista junto aos Três Poderes nos âmbitos local, estadual e federal. Uma das conquistas mais importantes foi a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 357/2025, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional. De autoria do deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), a proposta destaca a inserção do cooperativismo na sociedade brasileira e sua força transformadora.
Em julho, uma sessão solene na Câmara dos Deputados homenageou o Dia Internacional do Cooperativismo com a presença de parlamentares, lideranças cooperativistas e autoridades – entre elas o representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza. A homenagem destacou a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento do país e reforçou a necessidade de garantir políticas públicas que fortaleçam as cooperativas.
Mais ação climática coop
No Ano Internacional das Cooperativas, outro marco histórico também impulsionou a presença do coop nos debates globais: a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém (PA), com participação histórica das cooperativas. O movimento demonstrou, com cases reais, que é parte da solução para a crise climática em áreas como transição energética, agricultura de baixo carbono, financiamento verde, bioeconomia, segurança alimentar e fortalecimento de comunidades vulneráveis.
Mais de 60 cases cooperativistas foram apresentados na COP30, com participação presencial de 36 cooperativas em painéis em áreas estratégicas, entre elas a Blue Zone (onde ocorreram as negociações oficiais), na Green Zone, na AgriZone, na Casa do Seguro e no espaço Coop na COP 30, organizado em parceria com a ONU.
Mais orgulho de ser coop
O reconhecimento da ONU, a maior visibilidade do coop na sociedade e a repercussão nas redes sociais e na mídia impulsionaram o orgulho de ser coop entre os mais de 25,8 milhões de brasileiros que fazem parte do movimento.
Essa valorização do pertencimento a um modelo de negócios que gera impacto econômico e social de forma sustentável foi retratada no documentário Histórias de um mundo melhor: o Brasil que o cooperativismo transforma. A produção audiovisual percorreu as cinco regiões do país para contar histórias reais que mostram o impacto das cooperativas para as pessoas e suas comunidades. O resultado é um mosaico sensível e potente sobre como o coop amplia oportunidades e constrói um Brasil melhor. Além do documentário, o livro fotográfico Cooperativas do Brasil: retratos de um mundo melhor também reúne imagens e relatos de 60 cooperativas de todos os estados brasileiros que representam propósito, pertencimento e prosperidade nos locais onde atuam.
Mais coop pelo mundo
Para encerrar o Ano Internacional das Cooperativas e deixar um legado de reconhecimento, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) desenvolveu, com apoio do Sistema OCB, o Mapa do Patrimônio Cultural Cooperativo, um inventário digital de marcos históricos e simbólicos da cooperação nos cinco continentes.
A plataforma já reúne 31 locais simbólicos para o coop em 25 países e será atualizada de forma colaborativa. O Brasil está representado com o Monumento ao Cooperativismo, situado em Nova Petrópolis, berço da primeira cooperativa de crédito do país e Capital Nacional do Cooperativismo. A próxima etapa do projeto da ACI é a catalogação de tradições orais, práticas e rituais que incorporam a cultura cooperativa, compondo o patrimônio imaterial do coop pelo mundo.
Conheça as ações realizadas pelo cooperativismo brasileiro durante o Ano Internacional das Cooperativas no site especial.
SABER COOPERAR
22/12/2025
“Nunca fomos tão reconhecidos pela sociedade”, afirma Márcio Lopes de Freitas em balanço sobre o Ano Internacional das Cooperativas
O reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) ao cooperativismo em 2025 deixará um legado permanente para o movimento, com ganhos de visibilidade, ampliação de negócios e fortalecimento da representação institucional. A avaliação é do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que celebra o encerramento do período com o olhar para o futuro, trabalhando para consolidar conquistas e seguir mostrando ao mundo que as cooperativas são parte da solução para desafios econômicos, sociais e ambientais.
“A imagem do cooperativismo está mais moderna, mais próxima e mais confiável. O Ano Internacional das Cooperativas 2025 ampliou ainda mais essa exposição, conectando o Brasil a debates globais”, afirmou Lopes de Freitas em entrevista.
Entre as conquistas para o coop brasileiro durante o Ano Internacional, ele cita a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei (PL) 357/2025, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, a participação histórica das cooperativas na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), a ampliação do mercado de seguros para as cooperativas, entre outros avanços regulatórios e institucionais.
Para 2026, além de um novo modelo de governança estratégica – com Conselho de Administração e Diretoria Executiva – o Sistema OCB começa o ano com a missão de aprofundar a agenda propositiva sobre o coop, garantindo a defesa de interesses do movimento em planos de governo, nas plataformas legislativas e nas agendas estaduais e municipais.
Confira a entrevista completa:
Sistema OCB: Houve um aumento da visibilidade das cooperativas na imprensa, nas redes sociais e na sociedade em 2025. De que forma esse movimento foi construído ao longo do ano e quais os resultados desse conjunto de ações?
Márcio Lopes de Freitas: O crescimento da visibilidade é resultado de uma estratégia consistente: campanhas do movimento SomosCoop, maior presença nas redes sociais, aproximação com jornalistas, dados robustos apresentados no AnuárioCoop e o protagonismo das cooperativas em agendas sensíveis – como clima, crédito, segurança alimentar e desenvolvimento regional. As pesquisas mostram isso: nunca fomos tão reconhecidos pela sociedade. A imagem do cooperativismo está mais moderna, mais próxima e mais confiável. O Ano Internacional das Cooperativas 2025 ampliou ainda mais essa exposição, conectando o Brasil a debates globais e mostrando que o cooperativismo é solução real para desafios contemporâneos.
Qual o balanço da agenda do cooperativismo nos espaços públicos em 2025?
O cooperativismo brasileiro tem realmente trabalhado de forma cada vez mais intensa e efetiva sua representação institucional. No Ano Internacional das Cooperativas, atuamos de forma concentrada no Congresso, nas assembleias e nas câmaras municipais, com posicionamentos claros, propostas estruturadas e diálogo técnico permanente. O balanço é muito positivo: conquistamos avanços regulatórios importantes, ampliamos o reconhecimento do cooperativismo como ator estratégico para o desenvolvimento e aprofundamos o diálogo com o Executivo em temas como clima, energia, crédito e inclusão produtiva. O que faz diferença nesse processo é nossa abordagem propositiva. Em vez de reagir a agendas, levamos soluções prontas – com dados, impacto e articulação nos territórios. Isso mostra ao poder público que cooperativismo não é demanda: é oferta de políticas públicas eficazes.
Como a participação das cooperativas na COP30 contribuiu para essa agenda de reconhecimento?
A presença inédita e estruturada do cooperativismo brasileiro na COP30 é uma das maiores conquistas do Ano Internacional das Cooperativas. Levamos ao mundo um pavilhão próprio, painéis, oficinas, produtos da bioeconomia e experiências concretas em agricultura de baixo carbono, crédito verde, reciclagem e energias renováveis. Mostramos que o cooperativismo brasileiro não discursa – entrega. E isso foi determinante para posicionar nossas cooperativas como atores relevantes na implementação das políticas climáticas, na transição energética justa e na construção de economias mais resilientes. A COP30 abriu portas para novos acordos, parcerias e investimentos. E, principalmente, ampliou a autoestima das cooperativas brasileiras como soluções de impacto global.
Como a aprovação do Projeto de Lei (PL) 357/2025, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, abre novas possibilidades para o movimento?
O reconhecimento do cooperativismo como manifestação cultural brasileira muda profundamente a forma como o país enxerga o nosso movimento. Estamos deixando de ser vistos apenas como um modelo econômico para sermos reconhecidos como parte da identidade nacional – uma forma brasileira de organizar trabalho, produção, solidariedade e vida comunitária. A mobilização da Frencoop [Frente Parlamentar do Cooperativismo no Congresso Nacional] no Ano Internacional das Cooperativas abre portas inéditas: preservação de práticas tradicionais, fortalecimento das cooperativas ligadas a territórios e culturas locais, valorização de saberes comunitários e inclusão do cooperativismo em políticas de turismo cultural, educação patrimonial e desenvolvimento regional. Em um país onde estamos presentes em milhares de municípios, esse marco reforça a mensagem de que cooperativismo não é apenas atividade econômica – é cultura viva, que atravessa gerações e molda territórios.
Quais os impactos de iniciativas internacionais como o Contrato por uma Nova Economia Global, a plataforma CM50 e a Estratégia Global da ACI 2026 - 2030 para o coop brasileiro?
Essas iniciativas inauguram uma nova etapa do cooperativismo no mundo. O Contrato Global, a plataforma CM50 e a Estratégia da ACI apontam para prioridades claras: resiliência comunitária, inclusão financeira, digitalização democrática, novas lideranças, segurança alimentar e climática. O Brasil está bem posicionado para essa agenda. Somos um dos maiores sistemas cooperativos do mundo, com impacto direto em setores essenciais como agro, crédito, saúde, energia, reciclagem e infraestrutura. Temos capilaridade, diversidade e resultados econômicos robustos. Mas também estamos desafiados. O novo marco global exige mais ambição. Precisamos intensificar a transição energética justa, ampliar o acesso ao financiamento verde, atuar em territórios vulneráveis e colocar jovens e mulheres no centro das decisões. Nosso compromisso é alinhar o planejamento do Sistema OCB à estratégia da ACI 2026-2030 e fazer do Brasil um dos protagonistas desse novo ciclo global do cooperativismo.
Para finalizar, quais as perspectivas do cooperativismo para 2026, ano eleitoral no Brasil?
De uma forma geral, para 2026, vejo três prioridades: consolidar o aumento da nossa visibilidade conquistada no Ano Internacional das Cooperativas, transformando-a em engajamento; aprofundar a narrativa de que as cooperativas são respostas práticas às crises ambiental, social e econômica; fortalecer agendas de juventude, inclusão de mulheres, inovação e bioeconomia, mostrando que o cooperativismo é tradição e futuro ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo, será mais um ano de trabalho intenso e, acreditamos, conquistas efetivas. Vamos trabalhar para que o cooperativismo esteja presente nos planos de governo, nas plataformas legislativas e nas agendas estaduais e municipais. A prioridade será clara: transformar o legado do AIC 2025 e da COP30 em políticas públicas permanentes.
Entre os temas estratégicos estão: fortalecimento do crédito cooperativo e dos seguros; expansão das cooperativas de saúde, infraestrutura e reciclagem; bioeconomia e clima; inclusão produtiva; inovação, digitalização e formação de lideranças jovens e femininas. E, claro, também iremos acompanhar as eleições com responsabilidade institucional para garantir que o Brasil avance no reconhecimento das cooperativas como solução para emprego, renda, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
SABER COOPERAR
17/12/2025
Memes potencializam presença digital das cooperativas
A palavra meme entrou para o vocabulário de quem usa redes sociais há alguns anos e o conceito se tornou uma ferramenta estratégica de comunicação digital, inclusive no cooperativismo. De acordo com os dicionários, trata-se de “breve imagem, vídeo, texto ou semelhante, com efeito humorístico ou satírico, que se propaga rapidamente através das redes sociais, muitas vezes com pequenas variações”. Na prática, um meme tem poder para impulsionar a presença digital de uma pessoa comum, de um influenciador ou até de uma instituição com conteúdos que viralizam, geram engajamento e ampliam o alcance da mensagem.
Apesar de estarem constantemente relacionados à diversão e entretenimento, os memes também têm uma função importante de construção de identidade coletiva por meio de uma linguagem própria e uso de símbolos culturais, políticos ou sociais.
Por toda essa abrangência, os memes chegaram para ficar na comunicação cooperativista. De forma descontraída, eles transmitem mensagens complexas de maneira envolvente e têm ganhado espaço entre as contas institucionais de cooperativas que buscam inovar e se aproximar do público.
“Os memes são uma ferramenta poderosa quando falamos de estratégia de comunicação. Esse tipo de linguagem causa impacto e ajuda a aproximar a mensagem do cooperativismo de mais pessoas, conectando gestão estratégica e propósito dentro do movimento cooperativista”, destaca a gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, Samara Araujo.
Segundo ela, na era da cultura digital, com várias páginas e conteúdos competindo para se destacar, o uso dos memes pode ser uma estratégia valiosa para o cooperativismo, para gerar engajamento e nas redes sociais, desde que usados com critério.
O poder das trends
Como usar os memes na comunicação da sua cooperativa? Para começar, é preciso entender a diferença entre eles e as trends, outra ferramenta de engajamento digital:
As trends são mobilizações amplas e repetidas nas redes sociais. Tradução em inglês da palavra tendência, elas se referem a um comportamento que ganha popularidade de forma rápida e exponencial nas redes sociais. Um exemplo foram os desenhos feitos pela inteligência artificial inspirados em um estúdio de cinema japonês, que viralizaram no primeiro semestre deste ano. A página do SomosCoop no Instagram embarcou na trend dos animes e fez a sua versão com os personagens da série SomosCoop na Estrada.
Já os memes têm como característica principal o humor ou a ironia e, muitas vezes, são conteúdos culturais, reproduzidos em várias versões e contextos. Um exemplo que vem do coop é a publicação do Sicoob Credsaopaulo no Instagram, que utilizou o meme em que a personagem Nazaré Tedesco parece confusa em meio a números para falar sobre educação financeira e a importância das cooperativas de crédito nesse processo. “Que tal não ficar mais assim igual a icônica Nazaré Tedesco, tentando lembrar onde gastou o dinheiro? Conte conosco para te ajudar na educação financeira!”, dizia a legenda do post.
Mais engajamento para o coop
O uso dos memes e trends como estratégia de comunicação também vem sendo colocado em prática pelo Sistema OCB em suas redes sociais oficiais com resultados expressivos. Em abril, um vídeo sobre como a Geração Z descreveria o cooperativismo fez sucesso na página @somoscoop no Instagram, com mais de 8 mil curtidas e cerca de mil comentários. O post agregou diversas gerações que se sentiram representadas pelo gerente financeiro do Sistema OCB, Fabio Luis Trinca, surpreendido com as gírias da nova geração para falar sobre o cooperativismo de forma leve e divertida.
Depois do post do SomosCoop, várias cooperativas também entraram na trend, como a Viacredi, do Sistema Ailos. O escolhido para apresentar o cooperativismo no estilo da Geração Z foi o diretor executivo da coop, Marcelo Cestari, que conquistou quase 2 mil likes com sua atuação descontraída.
Em setembro, o @somoscoop trouxe a série Wandinha, sucesso nos streamings, para conectar o público mais jovem ao cooperativismo. Com o mote “A Wandinha virou coop?”, o post abordou o tema de pertencimento, senso de coletividade e o carimbo SomosCoop de forma criativa e original.
Em várias partes do Brasil, cooperativas também têm se destacado na publicação de memes, utilizando a linguagem das novas gerações para apresentar os diferenciais do coop. Em outubro, a Sicredi Vale do Jaguari Zona da Mata inovou em um post com a temática do Halloween. A coop publicou um vídeo sobre educação financeira com o personagem Drácula e gerou muito engajamento da comunidade.
Nacionalmente, o Sicredi também tem produzido conteúdo engraçado a partir da linguagem de memes que tem atraído o público que ainda não tinha ouvido falar sobre o cooperativismo de crédito. O vídeo “Assombrações da vida adulta” é um exemplo de conteúdo que recebeu o seguinte comentário: “Adorei! Só comecei a seguir o Sicredi por conta do Coala 😂😂😂😂 show de bola o vídeo”.
A Viacredi Alto Vale - Ailos decidiu falar sobre a proximidade com o cooperado em suas agências por meio do humor e da identificação com a cultura da região. A coop utilizou como estratégia um vídeo leve e acolhedor que encantou os seguidores gaúchos pela identificação com o sotaque típico do Rio Grande do Sul. “O bom mesmo é saber que tu está num lugar que se importa contigo, que te trata com respeito, carinho e te chama pelo nome, não por número!”, diz a legenda da publicação que teve mais de 13 mil curtidas e 358 comentários.
Na Cresol, os escolhidos para levar a mensagem do coop para mais brasileiros foram bichinhos muito amados nas redes sociais: os gatos. No vídeo “Gatinhos explicando o cooperativismo de crédito”, o sistema cooperativista narra de forma simples – e fofa – as vantagens de ser coop e ter acesso a serviços financeiros justos, direito a voto nas decisões e participação nas sobras.
Estratégia digital
Em Minas Gerais, o Sicoob Crediriodoce vem dando o que falar em suas redes sociais. Este ano, a equipe de comunicação da cooperativa decidiu intensificar o uso de memes no Instagram após perceber que conteúdos com linguagem mais leve geravam maior conexão, interação e identificação. A analista de Marketing da coop, Ester Ferraz, explica que foi feita uma análise do comportamento do público na página e do que ele costuma consumir nas redes sociais.
“Adaptamos então nossa comunicação para formatos que entregam informação de maneira mais próxima e compatível com o que as pessoas já estão habituadas a ver”, conta. O levantamento mostrou que os seguidores da cooperativa nas redes buscam conteúdos com os quais consigam se identificar e que sejam interessantes de acompanhar, um desafio para os gestores diante da quantidade de informações disponíveis para navegar.
“Por isso, adequar nossa mensagem aos formatos que despertam interesse é fundamental. Os memes acabam sendo uma porta de entrada para apresentar conceitos do cooperativismo de forma mais leve e acessível”, afirma Ester Ferraz.
A coop hoje trabalha com três linhas principais de conteúdo: educativo, comercial e interativo. Cada uma tem objetivos diferentes e, por isso, gera engajamentos distintos, sendo que os conteúdos baseados em humor e em situações de identificação registram métricas superiores, especialmente em interação e compartilhamentos.
“Isso reforça a conexão com o público e amplia nosso alcance. Na última publicação desse tipo, por exemplo, mais de 70% das visualizações vieram de não seguidores, o que demonstra o potencial do formato para aumentar o reconhecimento da marca”, destaca a comunicadora cooperativista.
Segundo Ester, o trabalho de criação desses posts inclui pesquisas, análise de mercado e acompanhamento constante das tendências. No dia a dia, várias páginas e criadores são monitorados para identificar o que está em alta e avaliar como adaptar essas oportunidades às pautas do mês, sempre alinhadas ao planejamento estratégico da cooperativa. Para conteúdos com temas financeiros, a equipe de comunicação conta também com o apoio da área comercial para validação técnica.
Uso com moderação
Apesar do sucesso, o uso dos memes deve ser cuidadosamente avaliado nas estratégias de comunicação cooperativista. É preciso estar atento ao uso do humor, evitar preconceitos, estereótipos e ofensas a pessoas ou grupos. Segundo Ester Ferraz, do Sicoob Crediriodoce, nem todo meme pode ser utilizado por uma cooperativa.
“É importante ter cautela, porque conteúdos desse tipo podem gerar repercussões tanto positivas quanto negativas. O ideal é manter atenção ao tom da comunicação, evitar temas polêmicos e priorizar leveza e bom senso. A mensagem precisa refletir cuidado, empatia e responsabilidade, garantindo que o conteúdo contribua para aproximar o público da marca e não para criar ruídos e descrédito”, afirma.
Além disso, os memes têm vida curta, por isso é fundamental acompanhar as tendências com agilidade e publicar o material em tempo hábil para a compreensão do seu público, ou seja, sem parecer forçado ou desconectado.
Vídeos Saber Cooperar
Representação política e institucional
O trabalho de representação política e institucional do Sistema OCB estabelece um diálogo estratégico e constante com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, para defender os interesses do movimento cooperativista e promover um ambiente favorável ao desenvolvimento de políticas públicas que valorizem o cooperativismo brasileiro.O que é a intercooperação
A intercooperação abre portas para novos negócios e ajuda a ampliar a participação de mercado e os resultados das cooperativas envolvidas. Assista ao vídeo e veja como a união entre cooperativas pode potencializar os resultados dos negócios cooperativos.
Cooperativismo e ESG
Qual é a relação entre cooperativas e bioeconomia?
A onda verde chegou com força ao setor econômico. A chamada bioeconomia está em alta, mas você saber o que ela propõe, na prática?
Infográficos
O coop e o clima: propostas do cooperativismo brasileiro para a agenda climática
Neste infográfico, apresentamos as propostas do cooperativismo brasileiro para a agenda climática e mostramos como o modelo cooperativista torna possível unir desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Com forte atuação em temas centrais como transição climática, bioeconomia e uso responsável dos recursos naturais reforçamos o papel das cooperativas como parte essencial das soluções para enfrentar a crise climática.
Como as cooperativas constroem um mundo melhor?
O cooperativismo é um modelo reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) por sua capacidade de promover desenvolvimento econômico com responsabilidade social e respeito ao meio ambiente. Essa atuação está diretamente conectada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma série de metas para construir um mundo mais justo e próspero até 2030. Descubra no infográfico interativo como as cooperativas contribuem para cada ODS.