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25/06/2026
Cooperativismo entra em campo para democratizar acesso aos seguros
Nova legislação fortalece a inclusão econômica e cria condições para expandir a proteção social no país A Lei Complementar (LC) 213/2025 abriu uma nova frente de expansão para o cooperativismo brasileiro ao permitir que cooperativas passem a atuar em praticamente todos os segmentos do Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP). A medida garantiu a presença do modelo econômico em um setor considerado estratégico para inclusão financeira e proteção patrimonial no país. A nova legislação é considerada pelo Sistema OCB um marco histórico, por permitir que as cooperativas avancem em áreas como seguros patrimoniais, automotivos, empresariais e de vida, ampliando o acesso da população a serviços securitários, especialmente em regiões menos atendidas pelos grandes centros financeiros. A gerente geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, afirma que a regulamentação do setor, com a recente publicação da Resolução CNSP 492/2026, representa um passo importante para dar segurança jurídica ao setor e criar um ambiente mais estruturado para atuação das cooperativas. “Era importante definir o escopo de atuação dos diferentes modelos societários que operam neste setor, criar regras claras para as operações, fixar responsabilidades e estabelecer uma governança mínima”. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados Segundo ela, a expectativa é que o acesso ao seguro e à proteção patrimonial seja democratizado no Brasil. “As cooperativas possuem forte presença regional e proximidade com as comunidades, característica vista pelo setor como diferencial competitivo para expansão da proteção securitária. Além disso, elas têm essa característica importante de estar presente em locais onde muitas vezes outros modelos societários não estão”, complementa. Novo marco legal A construção do novo marco regulatório contou com atuação da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e de parlamentares ligados ao setor. O deputado federal Reginaldo Lopes (MG) participou das articulações da proposta no Congresso Nacional e defendeu o fortalecimento do cooperativismo como instrumento de inclusão financeira e desenvolvimento regional. “A entrada das cooperativas nesse mercado abre uma oportunidade importante para o acesso da população à proteção securitária e fortalece a inclusão financeira no país”, afirmou o parlamentar. Além disso, o parlamentar também reforçou a visão de que o modelo cooperativista é diferenciado por sua capacidade de alcançar regiões menos assistidas. “A presença das cooperativas, nesse contexto, tem um significado importante. Com elas, os serviços de seguros podem pode ser um instrumento de inclusão econômica e proteção social”, declarou. Ramo Seguros Após a sanção da Lei Complementar 213/2025, o Sistema OCB aprovou, em março de 2025, a criação do Ramo Seguros durante Assembleia Geral Extraordinária realizada em Brasília. A medida consolidou oficialmente o cooperativismo de seguros como um novo eixo de atuação do setor no país. No mundo, o cooperativismo de seguros já é uma força consolidada. Segundo dados da Federação Internacional de Cooperativas e Seguros Mútuos (ICMIF), existem atualmente cerca de 5 mil cooperativas e mútuas de seguros em 79 países, atendendo mais de 333 milhões de pessoas. Juntas, elas somam aproximadamente R$ 11 trilhões em ativos e respondem por cerca de 26% da participação global do mercado segurador. Países como Estados Unidos, Canadá, França e Argentina possuem cooperativas seguradoras consolidadas, que desempenham papel relevante na inclusão financeira e na proteção patrimonial de milhões de cidadãos. Saiba Mais: Cooperativismo de saúde acompanha implementação da Reforma Tributária Clima extremo amplia pressão por crédito e seguro rural Casa do Cooperativismo recebe Sessão Solene pelo dia do Coop
15/06/2026
Seguros cooperativos ganham espaço com nova regulamentação
Modelo poderá ampliar oferta de proteção e inclusão financeira em regiões menos atendidas
A baixa cobertura do mercado de seguros no Brasil tem ampliado o debate sobre alternativas capazes de levar proteção financeira a regiões e públicos historicamente pouco atendidos pelo sistema tradicional. Nesse contexto, as cooperativas de seguros passaram a ocupar papel de destaque após a aprovação da Lei Complementar 213/2025, que abriu espaço para a atuação do modelo cooperativista em praticamente todos os segmentos do setor.
Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosA nova legislação permitiu que cooperativas ingressem em áreas antes restritas a outros agentes do mercado, ampliando a presença do movimento em um segmento considerado estratégico para a proteção patrimonial e a segurança financeira da população. Com a publicação da Resolução CNSP 492/2026 pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), o setor passa a contar com regras mais claras para sua estruturação e funcionamento.
Dados do mercado indicam que apenas cerca de 30% da frota nacional de veículos possui cobertura securitária. Além disso, milhões de pequenos empreendedores, produtores rurais e moradores de municípios do interior ainda encontram dificuldades para acessar produtos de proteção patrimonial e financeira. A expectativa é que a entrada das cooperativas contribua para ampliar a oferta desses serviços, especialmente em localidades menos assistidas.
A gerente geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, destaca que o cooperativismo pode contribuir para ampliar o alcance do mercado de seguros ao combinar presença territorial, conhecimento das realidades locais e foco nas necessidades dos cooperados. “O cooperativismo tem uma característica muito importante: ele nasce das necessidades das pessoas e das comunidades. Essa proximidade permite identificar demandas específicas e desenvolver soluções alinhadas à realidade de cada região. No setor de seguros, isso pode representar mais acesso, mais informação e mais proteção para públicos que hoje ainda estão à margem desse mercado”, afirma.
Segundo Clara, a regulamentação também representa um avanço institucional para o setor ao estabelecer um ambiente mais estruturado para a atuação das cooperativas de seguros. “A nova legislação cria parâmetros claros para o funcionamento do segmento, fortalece a segurança jurídica e amplia as possibilidades de oferta de proteção financeira. É um passo importante para aumentar a concorrência, estimular a inovação e ampliar o acesso da população aos serviços securitários”, acrescenta.
Avanço
A aprovação da Lei Complementar 213/2025 contou com apoio da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e de parlamentares ligados às pautas de inclusão financeira e modernização do mercado securitário.
A deputada Bia Kicis (DF), que acompanhou as discussões sobre a regulamentação das associações de proteção patrimonial e a inclusão das cooperativas no mercado de seguros, avalia que a medida amplia as alternativas disponíveis para consumidores que hoje permanecem fora do mercado tradicional. “Estamos criando um ambiente regulatório mais organizado e transparente, que oferece novas possibilidades para consumidores e para entidades que já atuavam em modelos mutualistas no país. O principal beneficiado será o cidadão, que passa a contar com mais opções de proteção e maior segurança jurídica”, destaca.
Presença global
A entrada das cooperativas no mercado de seguros aproxima o Brasil de uma realidade já presente em diversas economias ao redor do mundo. Em países como Estados Unidos, Canadá, França e Argentina, cooperativas seguradoras desempenham papel relevante na oferta de proteção patrimonial e financeira, especialmente em segmentos e regiões que demandam soluções mais próximas das necessidades dos usuários.
Levantamento da Federação Internacional de Cooperativas e Seguros Mútuos (ICMIF) mostra que existem atualmente cerca de 5 mil cooperativas e mútuas de seguros distribuídas por 79 países. Juntas, elas atendem mais de 333 milhões de pessoas, administram aproximadamente R$ 11 trilhões em ativos e respondem por cerca de 26% do mercado segurador mundial.
No Brasil, a regulamentação do setor abriu caminho para que o cooperativismo passe a atuar em um segmento onde já acumula experiência em áreas reguladas como crédito e saúde. Como reflexo desse novo cenário, o Sistema OCB aprovou, em março de 2025, a criação do Ramo Seguros durante Assembleia Geral Extraordinária realizada em Brasília, consolidando oficialmente esse segmento como um novo eixo de atuação do cooperativismo brasileiro.
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11/06/2026
Cooperativismo de seguros avança com regulamentação e mobiliza setor
Live do Sistema OCB marcou o início da nova fase de estruturação do segmento no país
O cooperativismo brasileiro deu mais um passo importante na consolidação do Ramo Seguros nesta quinta-feira (11), durante a live Cooperativismo de Seguros: a Resolução CNSP 492/2026 e os novos caminhos para o coop, promovida pelo Sistema OCB. O evento reuniu representantes do setor cooperativista e da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para detalhar os impactos da nova regulamentação e orientar cooperativas interessadas em atuar no mercado segurador.
A transmissão é um dos primeiros eventos públicos realizados após a aprovação da Resolução CNSP 492/2026, norma que regulamenta a atuação das cooperativas de seguros no Brasil e complementa os avanços trazidos pela Lei Complementar 213/2025. O encontro marcou o início de uma nova etapa para o setor: a estruturação das primeiras cooperativas de seguros brasileiras.
Na abertura, o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destacou o caráter histórico da conquista e ressaltou que, após mais de uma década de articulações, o cooperativismo entra agora na fase de construção efetiva do novo ramo. “Vencemos a etapa legal e regulatória. Agora começa o trabalho de construir um ramo sólido, saudável, transparente e capaz de gerar resultados para as pessoas. Nosso objetivo é construir um modelo que beneficie diretamente quem está no centro do cooperativismo: o cooperado”, afirmou.
Márcio também agradeceu a parceria institucional construída com a Susep ao longo do processo regulatório e reforçou que o desenvolvimento do setor exigirá preparação técnica, formação de lideranças e fortalecimento da inteligência cooperativa. Segundo ele, o Sistema OCB seguirá oferecendo suporte às cooperativas interessadas em ingressar nesse mercado.
Ampliação da proteção securitária
Representando a Susep, o superintendente Alessandro Octaviani afirmou que a regulamentação das cooperativas de seguros responde a um desafio estratégico para o desenvolvimento nacional: ampliar a proteção securitária da economia brasileira.
Ao citar eventos climáticos recentes, como as enchentes no Rio Grande do Sul, as secas em São Paulo e os impactos das chuvas no Maranhão, Octaviani destacou a necessidade de expandir o acesso ao seguro no país. “Precisamos aumentar a resiliência securitária da economia brasileira. O cooperativismo surge como um parceiro fundamental para ampliar essa proteção, alcançar regiões onde o seguro ainda é pouco presente e contribuir para o desenvolvimento econômico e social”, declarou.
Segundo ele, a aprovação da Lei Complementar 213/2025 e da Resolução CNSP 492/2026 representa uma construção institucional conjunta entre governo, reguladores e movimento cooperativista.
Experiências bem-sucedidas
O diretor da Susep, Carlos Queiroz, apresentou os principais aspectos da regulamentação e destacou que o cooperativismo de seguros é uma realidade consolidada em diversos países. De acordo com dados da Federação Internacional de Cooperativas e Seguros Mútuos (ICMIF), cooperativas e entidades mutualistas respondem por cerca de 26% do mercado global de seguros. Em algumas economias desenvolvidas, como Estados Unidos, França e Alemanha, a participação supera 40%.
“O Brasil não podia ficar de fora desse movimento. Observamos o sucesso do cooperativismo de crédito, sua capacidade de gerar inclusão financeira e entendemos que era o momento de dar esse passo também no mercado de seguros”, defendeu. Queiroz também ressaltou que a regulamentação permite a atuação das cooperativas em praticamente todos os ramos de seguros destinados ao público em geral, mantendo restrições apenas para segmentos de maior complexidade e risco.
Outro destaque da norma é a adoção da estrutura cooperativista em três níveis — singulares, centrais e confederações — modelo inspirado no sistema cooperativo brasileiro de crédito e alinhado às necessidades do mercado segurador para compartilhamento e pulverização de riscos.
Inclusão e desenvolvimento regional
Durante o evento, a gerente geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, reforçou que o cooperativismo tem potencial para ampliar o acesso aos seguros em regiões e segmentos ainda pouco atendidos pelo mercado tradicional.
Segundo ela, a chegada das cooperativas ao setor deve contribuir para ampliar a cultura de proteção, estimular a concorrência, promover inclusão e fortalecer economias locais. “O cooperativismo tem histórico de levar serviços onde outros modelos não chegam. Vemos isso no crédito, na saúde, no transporte e em diversos outros ramos. Agora temos a oportunidade de fazer o mesmo no mercado de seguros”, afirmou.
Clara salientou ainda que a regulamentação construída pela Susep respeita as especificidades do modelo cooperativista e cria condições para o desenvolvimento sustentável do setor, apoiado em princípios como governança, intercooperação e participação democrática.
Crescimento
A consultora do Sistema OCB para o tema, Angelica Carlini, apresentou detalhes da regulamentação e explicou como funcionará a estrutura das cooperativas de seguros. Ela considerou que o modelo aprovado preserva características centrais do cooperativismo brasileiro, como a organização em cooperativas singulares, centrais e confederações, e cria mecanismos capazes de garantir segurança jurídica, estabilidade operacional e adequada gestão de riscos. “Não existe dificuldade que não possa ser superada quando existe vontade de fazer bem feito. O cooperativismo tem experiência, governança e compromisso com as pessoas. Esses atributos serão fundamentais para o sucesso desse novo ramo”, afirmou.
Angelica lembrou ainda que a regulamentação contempla instrumentos importantes para o funcionamento do setor, como operações de cosseguro, resseguro, auditoria cooperativa e supervisão regulatória, criando bases sólidas para o desenvolvimento das futuras cooperativas de seguros.
Próximos passos
Além de esclarecer dúvidas sobre a nova regulamentação, a live marcou o início da agenda de apoio do Sistema OCB ao desenvolvimento do ramo. Entre as próximas entregas está a disponibilização de um modelo padrão de estatuto para cooperativas singulares de seguros, que servirá de referência para as organizações interessadas em iniciar suas operações.
A expectativa é que a regulamentação impulsione a formação das primeiras cooperativas de seguros do país e amplie a participação do cooperativismo em um mercado que movimenta trilhões de dólares no mundo e tem papel estratégico na proteção de pessoas, negócios e atividades econômicas.
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09/06/2026
Sistema OCB recebe ministro do Mapa para debater agenda do cooperativismo
Reunião reafirmou parceria na construção do próximo ciclo agrícola e de demandas do cooperativismo e setor agropecuário
A menos de um mês do lançamento oficial do Plano Safra 2026/27, o ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), André de Paula, esteve nesta terça-feira (9) na sede do Sistema OCB, em Brasília, para uma reunião com o presidente do Conselho de Administração, Márcio Lopes de Freitas, a presidente executiva Tania Zanella e a superintendente Fabíola Nader Motta. Participaram, ainda, o gerente técnico, João Prieto, e o coordenador do ramo agropecuário, Rodolfo Jordão.
A pauta concentrou os principais pleitos do setor para o próximo ciclo agrícola, e conforme explicou o presidente do Conselho de Administração, o peso dos números explica a relevância deles para o cooperativismo: são 1.172 cooperativas, mais de 1 milhão de produtores rurais e uma participação que chega a 50% da safra de grãos, 75% do trigo, 55% do café, 46% do leite e 50% dos suínos produzidos no país.
"O cooperativismo agropecuário é um parceiro estratégico do governo na produção, no armazenamento e na comercialização de alimentos. Por isso, é fundamental que as políticas do Plano Safra reconheçam essa realidade e ampliem as condições de financiamento para que os produtores e suas cooperativas possam continuar investindo e garantindo a segurança alimentar do país", afirmou o presidente Márcio.
Ele reforçou que o cooperativismo espera um Plano Safra 2026/27 que amplie o volume de crédito disponível, fortaleça os mecanismos de equalização de juros e garanta previsibilidade orçamentária para o seguro rural. O setor também defende ajustes nos critérios do Pronamp para contemplar um número maior de médios produtores e a criação de condições mais favoráveis para investimentos em armazenagem e agroindustrialização — pilares essenciais para agregar valor à produção.
A reunião também abordou o acesso a mercados internacionais, com atenção às negociações com a União Europeia e às barreiras comerciais norte-americanas. O Sistema OCB sinalizou, ainda, que pretende apresentar um projeto para contribuir na remodelagem de políticas públicas do setor. "Estamos construindo uma proposta para que elas sejam cada vez mais aderentes à realidade das cooperativas e dos produtores rurais", declarou Tania.
O ministro André de Paula reforçou o compromisso do MAPA com a agenda do setor e destacou o caráter estratégico da parceria. "Estar aqui é o gesto de apreço e a afirmação da importância desse setor. Trazer minha equipe é sinalizar que isso seguirá sendo assim — precisamos da parceria de vocês e estaremos sempre à disposição para trabalhar juntos", afirmou.
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