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O Grupo de Trabalho Ambiental do Sistema OCB reuniu especialistas em um encontro dedicado à discussão sobre práticas, oportunidades e desafios para alcançar a neutralidade de carbono. O evento aconteceu na sexta-feira (24) e teve como público técnicos e cooperativas agropecuárias das Organizações Estaduais (OCEs) integrantes do GT Ambiental, com o intuito de fornecer clareza acerca do assunto às cooperativas. A constante evolução da legislação e do marco de carbono foi considerado durante toda a reunião e o evento buscou informar e incentivar ações concretas por parte das cooperativas no sentido de inventariar e monitorar as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Ao todo, o evento contou com 55 participantes.
Leonardo Munhoz, doutor em Direito Ambiental e pesquisador do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), trouxe para discussão o surgimento do mercado de carbono e destacou a relação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Ele enfatizou o potencial do Brasil no cenário global, especialmente ao considerar a regulação de áreas protegidas, o que poderia posicionar o país no mercado de carbono voluntário. "Nosso país é o único no mundo que possui um Código Florestal com esse tipo de obrigação. Nos Estados Unidos, por exemplo, o agricultor americano não possui obrigação legal de ter uma reserva em sua propriedade. Caso o Brasil faça essa regulação de áreas protegidas, será possível adentrar ao mercado de carbono voluntário, sendo vitrine para o mundo", explicou.
Lucas de Souza, integrante do Centro de Estudos em Sustentabilidade de FGV, apresentou o inventário organizacional de GEE, utilizando o método GHG Protocol adaptado ao contexto brasileiro. Ele ressaltou a importância de estimular uma cultura corporativa de inventário de emissões para proporcionar instrumentos padrões de qualidade internacional às organizações. Para ele, essa é uma ferramenta de gestão que implementa o processo de melhoria interna, com redução de emissões, economia de recursos e aumento da eficiência. "Entendemos que as organizações são atores chave no combate às mudanças do clima. Observamos o número crescente de organizações interessadas em relatar de forma transparente a sua responsabilidade nas emissões globais do GEE", disse.
Marco Morato, coordenador de Meio Ambiente e Energia do Sistema OCB, ressaltou a eficiência como um ponto crucial, tendo em vista as emissões de carbono. Ele salientou a importância de medir para gerenciar. "O inventário mostra quais são os pontos sensíveis e onde é possível melhorar para aumentar a eficiência do processo", afirmou.
Eduardo Assad, também pesquisador do Observatório de Bioeconomia da FGV, concentrou sua apresentação no nível da propriedade e destacou as tecnologias da agricultura de baixo carbono como um caminho para a neutralidade. Ele abordou o impacto das mudanças climáticas e explicou os benefícios do plano ABC e de metas de mitigação até o ano de 2018. Para ele, não é possível assegurar neutralidade nas tecnologias de baixo carbono, uma vez que elas não são permanentes, mas é possível assegurar o carbono. "O carbono neutro é um caminho longo a ser percorrido, mas está tudo pronto, só precisamos começar a discutir isso", declarou.
O seminário Coopera+MT, A força do Cooperativismo Mato-Grossense, aconteceu nessa quinta-feira (23) em Cuiabá. O intuito do encontro foi aprimorar a gestão das cooperativas e manter a competitividade e, principalmente, debater os desafios de uma economia célere. Além disso, o evento buscou promover a valorização do cooperativismo.
Fabíola Nader Motta, gerente-geral do Sistema OCB, participou do encontro e apresentou as Tendências do Cooperativismo e, também, o desafio BRC 1 TRI. Ela explicou que é necessário que exista um conhecimento geral sobre as novas tendências para que o futuro seja mapeado. "Vamos estar mais prontos para uma novidade ou uma tecnologia que faça sentido para nosso sistema. É preciso pensar o que funciona, seja para o consumidor, para o cliente ou para o cooperado, porque o que faz sentido é o que gera valor", afirmou.
O presidente do Sistema OCB/MT, Onofre Cezário de Souza Filho, falou sobre o caminho percorrido pela instituição nos últimos 50 anos. "A história construída até aqui fala sobre solidez, intercooperação e prosperidade. A partir de agora, é tempo de pensar no futuro e trabalhar com uma economia cada vez mais circular, aberta à novas tecnologias e à possibilidade de agroindustrialização", disse.
A conferência colocou a governança cooperativa em foco, com discussões sobre a importância de uma gestão com boas práticas e seu impacto direto no crescimento sustentável do cooperativismo. Além disso, a programação contou com salas temáticas dedicadas à ramos de atividade do movimento, com o intuito de criar uma experiência de imersão em temas relevantes e segmentos específicos. Especialistas e líderes de cada setor puderam fomentar parcerias e tratar sobre colaborações entre si.
O Ramo Crédito tratou sobre O cooperativismo no futuro das moedas digitais e Oportunidades para investimentos e desenvolvimento. No Agro, a reunião teve como tema A viabilidade de armazéns para as cooperativas e alternativas de financiamento. O sistema de saúde brasileiro no cenário futuro foi a abordagem do Ramo Saúde. Em Transportes, a discussão focou no Cenário de logística em MT e o impacto para as cooperativas do segmento e conversou sobre a temática Como atrair e manter profissionais associados.
Também foi reservada uma sala para abordar o trabalho das cooperativas minerais. A abordagem das discussões teve como tema central A origem do Ouro: rastreabilidade e sustentabilidade.
O Sistema OCB participou do IGF 19th Annual General Meeting (Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável), realizado em Genebra, na Suíça, entre os dias 7 e 9 de novembro. O encontro, organizado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, reuniu mais de 80 países e teve como foco a discussão sobre a transição energética e os problemas de governança enfrentados pelas nações mineradoras e outras partes interessadas. A presença do cooperativismo brasileiro ressaltou sua importância estratégica na organização do garimpo e desenvolvimento do setor.
A Casa do Cooperativismo foi representada por Gilson Camboim, coordenador da Câmara Temática das Cooperativas Minerais do Sistema OCB. Ele participou do painel Gerenciando Melhor a Mineração Artesanal e de Pequena Escala, que contou também com representantes do Departamento de Estado americano, de Serviços Governamentais da Guiana Francesa e do Ministério de Energia e Recursos Minerais da Indonésia. As apresentações focaram nos dados que envolvem o cenário de minerais críticos e como a mineração de grande escala pode compartilhar benefícios com a Mape. Também foram apresentadas pesquisas do IGF sobre o gerenciamento e reprocessamento de rejeitos de operações de ouro no setor, incluindo o gerenciamento de mercúrio.
A apresentação de Camboim teve como tema O melhor gerenciamento da Mineração Artesanal e de Pequena Escala (Mape). Ele destacou a importância das cooperativas minerais no Brasil e reforçou que o modelo visa o bem-estar das pessoas, a proteção ambiental, a distribuição justa de renda e a inovação sustentável. "As cooperativas desse ramo possuem grande comprometimento no cuidado com as pessoas, geram emprego e promovem o desenvolvimento econômico das comunidades locais. Elas estimulam novas atividades e criam oportunidades em setores correlatos como turismo, agricultura e comércio", explicou.
Camboim também afirmou que as cooperativas estão sempre em busca de tecnologias mais sustentáveis e eficientes, com a finalidade de reaproveitar os bens minerais. "Elas possuem esse compromisso com a inovação e tornam possível a exploração dos recursos minerais de forma responsável, preservando o meio ambiente e construindo um futuro mais sustentável". Segundo ele, as cooperativas minerais representam uma força que ultrapassa as fronteiras da atividade em si. “Elas promovem inclusão, equidade e prosperidade”, complementou.
Atualmente, o Sistema OCB representa 71 cooperativas minerais, com mais de 66 mil garimpeiros cooperados que atuam em diversas substâncias minerais. Além disso, essas cooperativas geram 242 empregos diretos, entre assessores e funcionários que orientam os garimpeiros em melhores práticas de extração dos minérios. No total, o segmento faturou R$ 1,3 bilhões em 2022, conforme os dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro. Mais de R$ 5,8 milhões de toneladas de minérios foram comercializados, dentre eles ouro, estanho, quartzo e diamante. Além disso, renderam R$ 74 milhões para os cofres públicos no ano passado, com os royalties da mineração. São 505 títulos minerários (áreas legalizadas) em produção (concessão de lavra, permissão de lavra garimpeira e licenciamento).
Os resultados e as experiências vivenciadas pelos agentes do governo federal durante a Imersão Pré-COP 28, coordenada pelo Sistema OCB entre os dias 15 e 20 de outubro no Paraná e Pará, foram compartilhados em reunião realizada na Casa do Cooperativismo nesta quarta-feira (1º). O entusiasmo e a certeza de que o cooperativismo é um modelo de negócios inclusivo, centrado nas pessoas e capaz de garantir a produtividade com sustentabilidade foram evidenciados nos testemunhos apresentados pelos representantes do governo participantes.
“Vemos no cooperativismo a vivência, a manutenção, a conservação e a preservação da biodiversidade. Um trabalho com responsabilidade social que merece ser celebrado”, destacou Edel de Moraes, secretária Nacional de Comunidades e Povos Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério de Meio Ambiente (MMA). Para ela, a imersão mostrou a importância de reconhecer e enfrentar os desafios que a região Norte enfrenta. "Acredito que o crescimento do movimento precisa ser incentivado. O cooperativismo pode ser uma ferramenta poderosa para colaborar com questões como a assistência técnica, por exemplo, e de promoção do desenvolvimento sustentável da região", declarou.
O MMA também foi representado por Alan Milhomens, coordenador geral do Departamento de Combate à Desertificação, na Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, que enfatizou a importância de se adotar uma perspectiva diferenciada para a produção no espaço rural. "A visão do Sistema OCB sobre experiências e esforços coletivos se baseia em uma estratégia de negócios que atrai pessoas, projetos e parcerias voltadas para a sustentabilidade. As cooperativas buscam conquistar políticas públicas que contriburam para proporcionar melhor qualidade de vida aos cooperados e às pessoas ao seu redor, e merece nossa atenção”, relatou.
Ainda do MMA, a coordenadora de Projetos do Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável, Solange Ferreira Alves, falou sobre a relevância das cooperativas na manutenção da biodiversidade e na conservação das matas. "A gente pôde ver que as cooperativas trabalham de forma muito aplicada para produzir de forma sustentável. Foi muito interessante ver a preocupação com a preservação ambiental. Acredito que a gente pode dar continuidade ao trabalho de forma conjunta para fortalecer essas práticas".
Filipe Viriatto, auxiliar de projetos na Agência Brasileira de Cooperação (ABC), falou sobre a importância de conhecer a realidade por meio de iniciativas como a imersão realizada e de aproximar os agentes públicos das dificuldades das comunidades. "Vivenciar a realidade por meio dessa experiência foi uma oportunidade para estarmos mais próximos e entender quais são as carências das comunidades e promover soluções mais eficazes. Foi uma viagem magnífica e a experiência que vislumbrou mais vontade de estar mais próximo, proporcionando soluções para fortalecer ainda mais o trabalho desenvolvido”, afirmou.
Já Thiago Arcebispo, chefe substituto da Coordenação de Promoção da Imagem do Ministério da Agricultura (Mapa), ressaltou o engajamento das cooperativas visitadas no desenvolvimento de ações sustentáveis e verdes e citou o cooperativismo como um precursor na melhoria das condições sociais e no desenvolvimento das regiões mais remotas. "É essencial utilizar o modelo de negócios do cooperativismo como um exemplo para o mundo", reiterou.
Por sua vez, Eduardo Dalbosco, coordenador geral de Articulação e Desenvolvimento de Programas e Ações de Apoio ao Empreendedorismo do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDES), lembrou o princípio cooperativista de cuidar das pessoas e seu papel fundamental na inclusão social. "O cooperativismo oferece uma oportunidades efetivas de inclusão social. Ele gera condições para uma sociedade mais justa e igualitária".
O depoimento do coordenador de Cooperativismo e Associativismo do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), Alex Kawakami, destacou as trocas realizadas durante a imersão foram extremamente ricas e contribuíram de forma efetiva para a formulação de futuras políticas públicas voltadas ao movimento. “Alguns desafios são muito complexos, mas as trocas que experimentamos nesses dias trouxeram perspectivas muito positivas para o nosso trabalho”.
Lúcia Michels, representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), destacou a diversidade de realidades observadas durante a imersão e ressaltou a necessidade de dar atenção especial ao Pará. "Nosso ministério se coloca à disposição para agir em conjunto com as cooperativas e desenvolver abordagens específicas para atender às demandas das diferentes regiões".
Boas práticas
Os objetivos e resultados da imersão também foram destacados pela equipe do Sistema OCB. Fabíola Nader Motta, gerente-geral, expressou sua satisfação pelas oportunidades que a imersão gerou e enfatizou a necessidade de intensificar os esforços para promover o movimento. "A cooperação constrói um mundo mais sustentável e inclusivo. Por isso, buscamos promover continuadamente um espaço permanente de diálogo com o governo para demonstrar o impacto socioeconômico do nosso movimento no desenvolvimento do Brasil ", disse.
A gerente citou ainda a reunião com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES), Aloizio Mercadante, realziada no último dia 27 de outubro. Para ela, o encontro foi muito positivo no que diz respeito à busca por melhoria nas ações econômicas que visam aprimorar iniciativas no Norte e Nordeste do país. "Mercadante ouviu nossas demandas e pediu apoio do Sistema para construir estratégias que visem aprimorar o desenvolvimento dessas regiões", falou.
O coordenador de Relações Governamentais, Eduardo Queiroz, apontou que o coop possui um ciclo virtuoso que envolve união, propósito e prosperidade, para impulsionar o crescimento, gerar trabalho e renda, e beneficiar as comunidades onde estão localizadas. “Planejamos essa imersão para mostrar de forma prática os diferenciais do cooperativismo e conquistar porta-vozes para o movimento tanto em nível nacional quanto internacional. Queremos participar cada vez mais atividade da construção de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável do nosso país, explicou.
Como resultado da iniciativa, Eduardo anunciou que o Sistema OCB participará com um painel no Pavilhão Brasileiro da COP-28. "Vamos apresentar os compromissos das cooperativas com os temas de sustentabilidade e ESG. A nossa ideia é levar esse conhecimento também para todo o Brasil e fortalecer o posicionamento do cooperativismo em nível internacional", assegurou.
A busca de oportunidades para o cooperativismo no Fundo da Amazônia foi tema da reunião de aproximação institucional entre o Sistema OCB e o superintendente de Meio Ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Nabil Moura Kadri, nesta terça-feira (31). O fundo está aberto para novas propostas com foco em agricultura familiar e comunidades tradicionais e a entidade quer aproveitar a oportunidade para apresentar propostas voltadas ao desenvolvimento de projetos e produtos cada vez mais sustentáveis para a região Norte.
Os coordenadores de Relações Governamentais, de Relações Internacionais e de Meio Ambiente, Eduardo Queiroz, João Marcos Silva Martins e Marco Morato apresentaram o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB para diagnosticar os desafios e conquistas das cooperativas brasileiras, com ênfase nos três pilares da sustentabilidade: social, econômico e ambiental.
“Promovemos a capacitação e o desenvolvimento das cooperativas nos temas de ESG, gerando grandes impactos socioeconômicos e ambientais para as pessoas e comunidades”, explicou Eduardo Queiroz, acrescentando que as cooperativas exercem papel fundamental no alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da ONU, para o combate à fome, a garantia da segurança alimentar e a melhoria da nutrição mundial, por meio da produção agropecuária sustentável.
Marco Morato lembrou que o Fundo da Amazônia é fundamental para o apoio de projetos que envolvem a preservação ambiental e a produção sustentável, e citou cases de cooperativas beneficiadas nos últimos anos, como o da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta). “Ela aumentou a sustentabilidade da sua produção, melhorou o microclima e promoveu a recuperação da biodiversidade, fauna e flora da região onde está localizada”, relatou. Ele também apresentou o Programa de Negócios do Sistema OCB, que, por meio de consultorias especializadas e gratuitas, realiza o diagnóstico e propõe soluções para as principais demandas das cooperativas.
O protagonismo do cooperativismo na agenda ambiental, devido à sua capacidade de aliar produtividade e desenvolvimento com responsabilidade social, equilíbrio ambiental e viabilidade econômica foi abordado por João Marcos Martins. “Como resultado do nosso trabalho, na COP 28 conseguimos ter um painel selecionado para o Espaço Brasil, que abordará o trabalho das cooperativas para a segurança alimentar aliada à sustentabilidade ambiental.”
Nabil recebeu com atenção as informações prestadas pelos representantes do Sistema OCB e elogiou as iniciativas do movimento cooperativista em prol da sustentabilidade. Com o visível alinhamento de agendas, a OCB se comprometeu em estruturar e apresentar um projeto para ser discutido sobre oportunidades de participação e fortalecimento do papel das cooperativas no Fundo da Amazônia.
Na sexta-feira (27), o Sistema OCB participou de reunião com o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, que reforçou os interesses de parceria do banco com o cooperativismo. “Temos um verdadeiro compromisso com o modelo cooperativista e com o que ele representa para a inclusão produtiva e financeira do Brasil. Queremos ser parceiros para valer”, declarou
O Sistema OCB participa esta semana da Expoalimentaria, uma das maiores feiras de alimentos, bebidas, maquinaria, embalagens e serviços relacionados à indústria de alimentos e bebidas na América Latina, realizada em Lima no Peru. Desde terça-feira (26) e até esta sexta (29), três cooperativas brasileiras participantes do Programa de Qualificação para Exportação de Cooperativas (PeiexCoop), Cooates (PE), Coocaminas (MG) e Carmocer (MG), viveciam sua primeira experiência em uma feira internacional.
O Sistema OCB custeou passagens e seguro viagem, além do envio das amostras dos produtos desenvolvidos pelas cooperativas para o Peru. Elas participaram do Pavilhão Brasil no Espaço da Sociobiodiversidade. “A Expoalimentaria atrai expositores e visitantes de todo o mundo e, por isso, é um importante ponto de encontro para quem deseja explorar negócios no mercado latino-americano. Ela desempenha um papel crucial na conexão de produtores, exportadores, importadores e profissionais do setor”, explicou a analista de Negócios do Sistema OCB, Layanne Vasconcellos.
Além da participação na feira, as cooperativas também estiveram presentes no Encontro Empresarial Brasil-Peru, realizado no dia 26. O evento contou com palestras que trataram de oportunidades geradas pela Rota Interoceânica, estrada binacional que liga o Atlântico ao Pacífico pelo Noroeste do Brasil até o litoral sul do Peru, a partir do Acre; as oportunidades e desafios para o comércio de alimentos brasileiros no Peru; e o porto de Chancay, que representa uma nova rota logística do Pacífico Sul.
A Cooperativa de Trabalho Agrícola, Assistência Técnica, Produção, Bens e Serviços (Cooates) foi fundada em 2000 e se destaca na produção sustentável e ética de mel extraído das floradas do Manguezal, Mata Atlântica e Caating, e própolis vermelho. A cooperativa também está envolvida na produção de mudas nativas da Mata Atlântica para ações de reflorestamento e tem um forte compromisso com a geração de emprego e renda para a comunidade local.
Fundada em 2006, a Cooperativa dos Pequenos Cafeicultores de Poço Fundo e Região (Coocaminas) tem como missão valorizar a agricultura familiar por meio de serviços de qualidade para seus cooperados. Ela se destaca por seu compromisso com os pequenos produtores e a certificação Fairtrade, sendo parte de um movimento que valoriza o pequeno produtor e promove a sustentabilidade na produção de café.
A Cooperativa dos cafeicultores de Carmos do Paranaíba (Carmocer), por sua vez, nasceu em 2001 e, desde a sua fundação, tem como propósito integrar, desenvolver e conectar pessoas, influenciando a transformação e a evolução da cultura do café. Seus cooperados prezam oelo compromisso com as boas práticas agrícolas e segurança alimentar, para produzir um produto de qualidade e seguro para nossos clientes.
A Cooperativa Nacional de Produção e Agroindustrilização (Coopaita), de Itaberaba, na Bahia, se destaca na produção de abacaxi pérola in natura e frutas desidratadas. Seus representantes não puderam participar da feira no Peru, mas enviaram seus produtos para serem expostos no estande brasileiro.
O Sistema OCB estará presente na 5ª edição da Fenacce - Feira Nacional de Artesanato e Cultura, que acontece de 26 de setembro a 01 de outubro no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. O estande institucional da entidade, denominado como Loja Cooperativa, contará com a participação de dez cooperativas de artesanato para a promoção de acesso a novos mercados e expansão de negócios.
A Fenacce é reconhecida por impulsionar negócios com inovação e sustentabilidade no segmento de artesanato brasileiro. Além disso, a feira empreende em novas iniciativas, gera oportunidades de negócios e contribui para debates e potencialidades do setor, agregando valores culturais e impulsionando o fortalecimento de pequenos negócios.
“Trata-se de uma oportunidade única para divulgar os produtos das nossas cooperativas em um evento totalmente dedicado ao artesanato brasileiro”, afirma o analista de Negócios do Sistema OCB, Jean Fernandes.
“O estande do Sistema OCB é exemplo de como há riqueza na diversidade de histórias e cultura por trás dos produtos expostos das cooperativas de artesanato”, complementou a também analista de Negócios, Dayana Rodrigues.
Confira a matéria completa em https://negocios.coop.br/mercado-nacional/cooperativas-de-artesanato-participam-da-fenacce/
O 7º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) teve início nesta segunda-feira (18) na sede da Finatec - Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos da Universidade de Brasília (UnB). Até quarta-feira (20), os 72 projetos de pesquisa sobre o cooperativismo aprovados pela banca avaliadora serão detalhados por seus autores. Com o tema central Sustentabilidade no cooperativismo: competitividade, inovação e diversidade, a programação conta ainda com painéis sobre inovação e compliance e rodas de conversa com cooperativas .
A abertura do evento foi feita pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. Ele ressaltou a importância do EBPC para o fortalecimento do cooperativismo no Brasil. “O tema deste ano reflete o compromisso crescente das cooperativas em enfrentar os desafios do século 21 e prosperar de maneira sustentável. A investigação científica focada nas necessidades e desafios das cooperativas, com certeza, nos ajudará na formulação e defesa de políticas públicas mais eficazes , bem como de soluções alinhadas com as demandas reais das nossas cooperativas e cooperados. Esse evento, portanto, é mais um marco importante em nossa jornada conjunta para fortalecer e promover o cooperativismo no Brasil”, ressaltou.
O presidente lembrou que o grau de desenvolvimento do cooperativismo brasileiro tem atingido patamares significativos. “Já somos mais de 20 milhões de cooperados. Na agricultura, 54% dos grãos produzidos no país são originados nas cooperativas. No crédito, estamos em lugares onde somos a única instituição financeira disponível”, afirmou. Para ele, a pesquisa é fundamental para que o cooperativismo possa continuar sua jornada em busca do bem comum e da prosperidade de todos. “Nossas pesquisas são ousadas. Sem ousadia não há prosperidade. Cooperativismo é coisa de gente, cada região tem sua expertise, sua característica e perfil humano. Por isso, precisamos trabalhar nesses perfis. Esse é nosso desafio”, acrescentou.
Ainda segundo ele, a relevância do encontro vai além do ambiente acadêmico. “Valorizamos profundamente o empenho dos pesquisadores e acreditamos que os estudos de cada um enriquece ainda mais o conhecimento no campo do trabalho compartilhado e coletivo. Por isso, esse evento reflete também o compromisso do Sistema OCB em promover a pesquisa e a educação, pilares essenciais para o crescimento do nosso movimento. Receber 177 trabalhos nos dá muito orgulho e satisfação.”, completou.
Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB, afirmou que a base acadêmica é primordial para construir o cooperativismo do futuro. “Por isso, o EBPC é uma prioridade em nossas ações e reconhecemos o trabalho de cada um para fazer a diferença e mostrar a diversidade que o cooperativismo oferece à sociedade. Os resultados dessas pesquisas vão contribuir de forma significativa para construirmos nossas propostas e consolidar ações. É daqui que nasce a base para fazermos um cooperativismo cada vez mais sustentável”.
Também participaram da mesa de abertura do 7º EBPC, Kesia Braga, gerente de Sustentabilidade e Economia, da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) , a coordenadora do Científico do EBPC, professora Valéria Bressan, o secretário de Meio Ambiente da Universidade de Brasília, professor Pedro Henrique Zuchi, e a coordenadora-geral de Engenharias e Tecnologias, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Kristiane Mattar Accetti Holanda.
Kesia Braga considerou em sua fala que é fundamental melhorar a qualidade de vida das pessoas e entender a sustentabilidade como oportunidade para melhorar a vida das pessoas. “O fortalecimento do cooperativismo vem ao encontro do tema escolhido para este EBPC. Precisamos mesmo debater, analisar e pesquisar. É primordial avançar nesses temas e o número de projetos inscritos este ano é impressionante. É a celebração da pesquisa acadêmica brasileira”, afirmou.
Kristiane Holanda disse que todas as áreas do conhecimento científico que buscam melhorar a vida das pessoas é relevante e que os números do EBPC demonstram que a parceria é bastante frutífera. “Estamos no caminho certo. Que sigamos cooperando”, salientou. Já Pedro Henrique Zuchi, declarou que o tema da sustentabilidade perpassa por todos os demais temas e chega a palavra sobrevivência. “Sustentabilidade é fundamental para sobrevivência enquanto sociedade, nação, sociedade, planeta. A transformação se faz com pensamento cooperado. A cooperação nos dá força e transforma. O futuro é agora e precisamos ressaltar a importância do cooperativismo no nosso país”.
Valéria Bressan, por sua vez, reiterou que o tema do EBPC este ano está dentro do ESG e dos princípios da Organização das Nações Unidas (ONU). “Essas pesquisas são importantes para promover discussões que possam traçar metas para as cooperativas, discutir a intercooperação e trazer benefícios para a sociedade. Que tenhamos insights valiosos e discussões promissoras, com um futuro mais sustentável e inovador”, concluiu.
O objetivo do EBPC é estimular estudos direcionados à maior eficácia e eficiência nos processos das cooperativas para que elas atinjam novo patamar de competência por meio da percepção, avaliação e compartilhamento de conhecimentos e experiências. Ao todo, o 7º EBPC recebeu 177 trabalhos de autores das cinco regiões brasileiras. Os 50 melhores trabalhos foram premiados com passagens aéreas e hospedagem para o evento, como uma forma de incentivo para apresentação dos estudos.
O encontro acontece a cada dois anos e é direcionado aos pesquisadores, gestores e dirigentes de cooperativas, profissionais do sistema de aprendizagem e representação, e elaboradores de políticas públicas. Para quem deseja se preparar para participar das próximas edições, o Sistema OCB disponibiliza – de forma gratuita - em sua plataforma de aprendizagem, a CapacitaCoop, uma trilha com o Programa Pesquisa Científica do Cooperativismo. Ela é composta por cinco cursos: Estatística Básica; Fichamento, Resumo e Resenha; Como elaborar projetos de pesquisa; Escrita acadêmica; e Descomplicando o Lattes.
O Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) chegou ao último dia da sua 7ª edição nesta quarta-feira (20). Foram três dias de apresentações de 67 trabalhos de pesquisa sobre o cooperativismo. Os artigos científicos do evento serão encaminhados à Revista de Gestão e Organizações Cooperativas (RGC) que irá convidar os autores para um processo de fast track e os autores convidados participarão de uma edição especial da revista para o EBPC.
Em uma enquete realizada durante o evento, de acordo com os congressistas, os desafios do cooperativismo que merecem maior atenção da comunidade de pesquisa brasileira são, em ordem de prioridade, a governança e preservação da identidade cooperativista (30%); a diversidade, equidade e inclusão (26%); a sustentabilidade e a economia circular (19%); a inovação e a transformação digital das cooperativas (17%); e o desenvolvimento do negócio e internacionalização das cooperativas (17%).
O evento premiou os melhores trabalhos em cada um dos eixos temáticos e, ainda, o melhor relato de experiência. Karla Oliveira, gerente geral do Sescoop foi convidada para realizar a entrega dos prêmios no encerramento do evento. Para ela, o EBPC destaca a relevância das pesquisas que podem impulsionar o cooperativismo no Brasil. "A diversidade de temas abordados nas pesquisas reflete a abrangência e o impacto do cooperativismo em diversas áreas da sociedade. As pesquisas desempenham um papel fundamental ao fornecer conhecimentos valiosos para o contínuo crescimento e desenvolvimento das cooperativas brasileiras", declarou.
Na categoria Contabilidade, Finanças e Desempenho, o prêmio foi para a temática Más Incorporações e o Mercado de Controle para Cooperativas de Crédito, de Bruno José Canassa, Davi de Moura Costa e Carlos Bonacim. Em Educação, Inovação e Diversidade, o título do trabalho premiado foi Satisfação do cooperativismo: percepções quanto ao respeito e a sexualidade, dos autores Ricardo Alberti e Vitor Kochhann Reisdorfer. A categoria Governança e Gestão premiou o trabalho Disclosure das Práticas de Sustentabilidade e o Desempenho Financeiro das Cooperativas de Crédito, de Bruno de Medeiros Teixeira, Luis Felipe Orsatto, Caroline Orth e Clea Beatriz Macagnan.
O prêmio na categoria Identidades Cooperativas e Direito Cooperativo foi para o trabalho Práticas de Compliance Relativas aos Cooperados em Sociedades Cooperativas, dos autores Tiago Fernandes Gomes e Vilmar Rodrigues Moura. Já na categoria Impactos e Contribuições Econômicas, Sociais e Ambientais, o trabalho com melhor desempenho foi Cooperativismo e seu papel na promoção de sistemas alimentares sustentáveis em países de língua portuguesa, de Alair Ferreira de Freitas. Para o melhor Relato de Experiência, o prêmio foi para Relato de Experiência na Veiling Holambra: A Mais Completa e Moderna Cooperativa de Flores e Plantas do Brasil, de Flávia Zancan e Davi R. de Moura Costa.
Os trabalhos mostraram a riqueza e a diversidade dos temas abordados e ressaltaram a importância do cooperativismo em todas as áreas. As pesquisas refletem o compromisso com a inovação e o papel fundamental das cooperativas na construção de um futuro mais sustentável, inclusivo e diversificado.
O 7º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) está chegando e o Sistema OCB divulgou, nesta segunda-feira (28), a programação das apresentações dos 72 projetos aprovados pela banca avaliadora. Eles serão detalhados em seminários, pelos autores, de artigos científicos, de iniciação científica (IC) e de relatos de experiências sobre as temáticas: Governança e Gestão; Impactos e Contribuições Econômicas, Sociais e Ambientais; Identidades Cooperativas e Direito Cooperativo; Educação, Inovação e Diversidade; e Contabilidade, Finanças e Desempenho.
O encontro deste ano tem como tema central Sustentabilidade no cooperativismo: competitividade, inovação e diversidade. A programação conta com painéis sobre inovação e compliance, seminários de projetos financiados pela chamada CNPq/Sescoop, rodas de conversa com cooperativas e uma aula magna sobre ESG, ministrada pela professora Isabel Grimm, do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE).
O objetivo é estimular estudos direcionados à maior eficácia e eficiência nos processos das cooperativas para que elas atinjam novo patamar de competência por meio da percepção, avaliação e compartilhamento de conhecimentos e experiências. Ao todo, o EBPC recebeu 177 trabalhos de autores das cinco regiões brasileiras. Os 50 melhores trabalhos foram premiados com passagens aéreas e hospedagem para o evento, como uma forma de incentivo para apresentação dos estudos.
“Estamos muito felizes com a quantidade de pesquisadores interessados no cooperativismo e com a qualidade dos estudos. Por meio destes artigos e experiências, o movimento contará com novas soluções para impulsionar o coop, especialmente, nas questões de responsabilidade ambiental, cuidado social, gestão e governança”, declarou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
O 7º EBPC será realizado entre os dias 18 e 20 de setembro, em Brasília, na Finatec, campus Darcy Ribeiro, da Universidade de Brasília (UNB). As inscrições para os interessados em participar permanecem abertas até o dia 11 de setembro. Para os que já se inscreveram, a programação do evento pode ser acompanhada no aplicativo, já disponível também para Android e iOS.
EBPC: O encontro acontece a cada dois anos e é direcionado aos pesquisadores, gestores e dirigentes de cooperativas, profissionais do sistema de aprendizagem e representação, e elaboradores de políticas públicas. Para quem deseja se preparar para participar das próximas edições, o Sistema OCB disponibiliza – de forma gratuita - em sua plataforma de aprendizagem, a CapacitaCoop, uma trilha com o Programa Pesquisa Científica do Cooperativismo. Ela é composta por cinco cursos: Estatística Básica; Fichamento, Resumo e Resenha; Como elaborar projetos de pesquisa; Escrita acadêmica; e Descomplicando o Lattes.
Mais uma boa notícia foi anunciada durante a Semana de Competitividade 2023. O Sistema OCB e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (ApexBrasil) assinaram nesta quarta-feira (9), a renovação do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para execução de uma segunda edição. O acordo que já previa o intercâmbio de informações, a promoção comercial e a qualificação de cooperativas para exportação, passa a incluir também a perspectiva de igualdade de gênero. A assinatura foi feita pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, além de outros dirigentes das duas entidades para dar continuidade ao trabalho desenvolvido desde 2020 e que já apresenta resultados significativos para o coop brasileiro.
O acordo prevê o desenvolvimento de ações da ApexBrasil como a elaboração de análises de oportunidades internacionais e a integração dos empreendimentos cooperativos para a promoção comercial. Em 2022, 207 cooperativas foram apoiadas pela agência e 73 delas exportaram. A parceria também garante a reserva de vagas para cooperativas iniciantes nas exportações em ações de promoção de negócios internacionais da Agência. No total, 11% das vagas em feiras internacionais do agronegócio promovidas pela ApexBrasil destinaram-se a cooperativas em 2022.
“Por meio do ACT conseguimos mais informações sobre o posicionamento e o desempenho das cooperativas no mercado externo. Hoje, quase 7% dos embarques apoiados pela Apex são provenientes do movimento. Com relação à promoção, a presença nas feiras internacionais tem representado oportunidades significativas e a renovação do acordo vai, com certeza, ampliar a participação de nossas cooperativas alcançando cada vez mais países com uma diversidade maior de produtos e serviços”, destacou a gerente-geral do Sistema OCB ao detalhar os objetivos do programa.
O presidente Márcio reafirmou a importância estratégica da internacionalização, busca de mercados e ampliação dos relacionamentos do cooperativismo brasileiro. “Foi por essa causa que assumi a missão e estou no Fórum Global da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) para de lá criar elos e abrir portas para o cooperativismo brasileiro no mundo. E esse apoio da ApexBrasil é fundamental para o aumento das oportunidades para os nossos cooperados, o que representa também desenvolvimento de suas comunidades locais e a melhoria da qualidade de vida de todos”, afirmou.
Jorge Viana declarou que a renovação do Peiex é o acordo mais importantes que ele assinou como presidente da ApexBrasil. “Digo isso por conta da história do cooperativismo, pelo que o movimento faz e vai seguir fazendo pelo Brasil. Essa parceria visa ampliar ainda mais as oportunidades para os cooperados em mercados estrangeiros, destacando principalmente os pequenos produtores e as mulheres. Queremos também fortalecer a agenda ESG e o cooperativismo já lidera de forma natural os quesitos social e de governança. E, com certeza, tem plenas condições de liderar também o quesito da sustentabilidade”.
Para o biênio de 2023 a 2025, a nova edição do acordo manterá a política de ampliar o acesso de cooperativas às ações de promoção internacional e expandirá o atendimento da Agência ao cooperativismo. Além disso, em linha com as prioridades da ApexBrasil, o acordo inclui diretriz para desenvolver e fortalecer iniciativas que incorporem a perspectiva de igualdade de gênero, assim como aquelas que tenham como foco produtos relacionados à biodiversidade amazônica e do Cerrado. Com orçamento das duas instituições, a execução do pilar de qualificação ficou por conta do PEIEX Coop, iniciativa que já está capacitando 21 cooperativas para a exportação e que deve atender 50 cooperativas até 2024.
Em 2022, as cooperativas exportaram diretamente US$ 7,4 bilhões, o que representa 2,2% do total brasileiro. O cooperativismo também foi responsável por 63% das exportações de sucos de uva (US$ 1,8 milhão) e 20% da venda de café verde não descafeinado (US$ 1,7 bilhão), em 2022. Em termos de porte, 10 cooperativas venderam para o exterior US$ 100 milhões em 2022, e outras 27 exportaram até U$ 1 milhão. Sob a perspectiva setorial, os produtos mais vendidos são carnes de aves (30,7%), café verde (22,5%) e carne suína (11,4%). Cooperativas de outros ramos também receberam apoio da agência e exportaram um volume de US$ 26,2 milhões.
Os destinos principais são a China (US$ 1,6 bilhão), a Alemanha (US$ 576,9 milhões) e os Estados Unidos (US$ 563,8 milhões). Sob o viés de participação, 14,8% das vendas das coops brasileiras são para as Filipinas (US$ 226 milhões). Em Hong Kong também é expressiva com 9,9% de um total de US$ 132,4 milhões, bem como a Alemanha com 9,2% de participação do coop.
Para atender demandas socioambientais dos mercados e gerar renda por meio de ativos financeiros, o movimento cooperativista tem promovido diversos encontros para avançar no tema e adotar práticas cada vez mais sustentáveis em suas cadeias produtivas e prestação de serviços. O Sistema OCB no escopo do projeto piloto de neutralidade de carbono promoveu o Curso de Mensuração de Carbono na Agricultura e Pecuária nos dias 20 e 21 de julho.
O evento foi ministrado pelo Observatório de Bioeconomia da FGV e englobou capacitação e orientação dentro das metodologias de quantificação de gases de efeito estufa (GEE) com o protocolo internacional GHG. Na parte prática, os participantes conheceram o método de estimativa e tiveram acesso a planilhas que auxiliam no cálculo das emissões nas atividades dos produtores rurais cooperados e, também, aprenderam a fazer simulações na adoção de boas práticas para a neutralização delas.
O coordenador de Meio Ambiente e Energia, Marco Morato, fez a abertura do curso, agradecendo a presença de todos os representantes das cooperativas e comentou sobre o papel do Sistema OCB, seus pilares de atuação e os desafios futuros do cooperativismo na busca pela sustentabilidade, e neste tema destacou o programa ESGCoop e os projetos pilotos na área ambiental, regularização ambiental, neutralidade de carbono e energias renováveis, bem como ações que vão possibilitar que as cooperativas continuem acessando os mais exigentes mercados interno e externo.
Morato também ressaltou os processos de intercooperação, divulgação e inovação. Segundo ele, o curso teve o objetivo de ensinar as cooperativas a conhecer, inventariar, monitorar e reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE). "Isso é fundamental, já que o mercado, a sociedade, estão exigindo e valorizando processos produtivos eficientes e neutros em carbono", frisou.
O curso contou com a participação de 29 representantes de Organizações Estaduais e cooperativas agropecuárias e de ATER. O grupo integra um projeto-piloto idealizado pelo Sistema OCB que pretende contribuir com o planejamento de ações e o aprimoramento de soluções em áreas de regularização ambiental, energias renováveis, e neutralidade de carbono. Dessa forma, espera-se que as cooperativas se preparem para atuar como protagonistas nestas temáticas e acessar plenamente os benefícios relacionados a processos mais eficientes e sustentáveis que englobam regularidade ambiental, neutralidade de carbono, manutenção e recuperação de ativos ambientais, e os chamados serviços ecossistêmicos por suas boas práticas produtivas.
Entre os participantes estavam representantes das três cooperativas agropecuárias selecionadas pela equipe do Observatório para realizar de maneira experimental o inventário de emissões de gases de efeito estufa de suas atividades. As ações nesta temática estão apenas começando, outros dois encontros virtuais sobre o tema serão realizados neste semestre e serão abertos a todo o público cooperativista.
A superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, participou de solenidade em comemoração ao 101º Dia Internacional do Cooperativismo promovido pelo Sistema Ocemg, nesta quarta-feira (19). Ela parabenizou o desempenho do cooperativismo mineiro e evidenciou iniciativas que fazem a diferença para os cooperados e suas comunidades. Um dos temas abordados foi a produção de energia limpa e renovável, tema em voga em todo o mundo, como uma das ações de combate às mudanças climáticas.
“Em Minas Gerais, 22% das cooperativas geram sua própria energia. Um fato relevante é que 55% das cooperativas de Geração Distribuída de Energia são mineiras. Isso é reflexo do Programa de Energia Fotovoltaica do Cooperativismo Mineiro (MinasCoop), que tem incentivado as cooperativas a construírem usinas fotovoltaicas próprias para suprir a demanda de energia de suas unidades. Além disso, elas doam os excedentes para as entidades filantrópicas em todo o estado”, enfatizou a superintendente.
Segundo ela, o cooperativismo se mostra mais uma vez alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS’s). No caso de Minas Gerais, dos 17 ODS’s, o programa MinasCoop atende 10 deles. Tania destacou ainda o Relatório de Sustentabilidade 2022 da Ocemg. “Os dados confirmam o posicionamento estratégico da organização de investir em iniciativas que elevam o nível de gestão e governança das cooperativas mineiras, ao mesmo tempo em que promovem a geração de impacto positivo para todas as partes interessadas e frentes de atuação”.
Desde 2018, o Sistema Ocemg é signatário do Pacto Global da ONU. A superintendente também reforçou que o compromisso do cooperativismo mineiro com os Direitos Humanos, Trabalho e Meio Ambiente “tem contribuído para o enfrentamento dos grandes desafios da sociedade”.
Durante a solenidade foi outorgada a Medalha do Mérito Cooperativista Paulo de Souza Lima ao governador do estado, Romeu Zema. As cooperativas mineiras cinquentenárias (completados em 2023) também foram homenageadas. São elas: Unimed Juiz De Fora; Unimed Varginha; Cooperativa Mista dos Produtores Rurais de Frutal (Cofrul); e Cooperativa de Desenvolvimento Rural do Alto do Rio Pardo (Codepar).
O Sistema OCB e a Aliança pela Mineração Responsável (ARM) firmaram parceria para trazer para o Brasil a referência internacional de Devida Diligência da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), adequada à realidade da mineração artesanal e em pequena escala (Mape) com a implementação do Código Craft. O código será parametrizado ao contexto normativo e produtivo brasileiro. A cooperação visa ainda sensibilizar dirigentes de cooperativas e o mercado, bem como criar uma rede nacional de técnicos capacitados que, em conjunto com o Sistema OCB, possam apoiar as cooperativas minerais brasileiras a avançar em desafios relacionados à rastreabilidade, gestão e mitigação de riscos.
O Sistema OCB conta com 62 cooperativas minerais que reúnem mais de 15 mil garimpeiros cooperados. Em 2022, elas possuíam 422 títulos minerários em produção (concessão, permissão e licenciamento de lavra). No mesmo período, elas comercializaram 5,6 milhões de toneladas de minérios como ouro, estanho, quartzo, calcário, tântalo, argila, diamante, areia e outros. Em Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) recolheram R$ 62,58 milhões.
O Código Craft, desenvolvido pela ARM em aliança com a Resolve, leva em consideração requisitos como legalidade, direitos humanos e trabalhistas, bem-estar social, governança, uso do mercúrio, recursos naturais, rastreabilidade e gênero. Estudo de 2022 da Universidade Federal de Minas Gerais estima que 30% do ouro comercializado no Brasil possui irregularidades em sua comercialização. Muitos titulares de direitos minerários que atuam na extração de ouro não possuem sistemas que verifiquem a origem do minério.
Em função deste contexto, a Agência Nacional de Mineração (ANM) também vem criando instrumentos normativos para estabelecer mecanismos de controle relacionados à lavagem de dinheiro utilizando gemas, ouro e outros metais preciosos. No entanto, não há instrumentos e certificações reconhecidos pelo mercado e agentes reguladores que atestem a origem do minério.
O projeto que será desenvolvido pelo Sistema OCB e pela ARM beneficiará não apenas as 62 cooperativas, seus técnicos e dirigentes, mas também organizações do poder público, da sociedade civil, de garimpos e dos mercados nacional e internacional, entre outros envolvidos.
“Esse tema é muito necessário às nossas cooperativas minerais que podem alavancar a capacidade de controle na comercialização do ouro. Temos tratado exaustivamente o assunto dentro de nossa câmara temática e nos acordos de cooperação técnica e parcerias com o Ministério de Minas e Energia, com a Agência Nacional de Mineração e com a Universidade de São Paulo. As ações em curso buscam melhorar os padrões de controle e conformidade nestes processos”, destacou Tânia Zanella, Superintendente do Sistema OCB.
Projeto Rastreabilidade e Cadeia Responsável no Cooperativismo Mineral Brasileiro
A parceria entre o Sistema OCB e ARM, inicialmente prevista para um período de 12 meses, envolve a tradução para a Língua Portuguesa dos volumes 1, 2.A, 2.B e 3 do Código Craft e do documento Parametrização dos Critérios Craft da Avaliação Integral Mineira ao contexto brasileiro. Também está previsto a realização de webinar online para os dirigentes de cooperativas minerais e outros atores locais e nacionais do ecossistema da mineração.
Há ainda a previsão de curso para técnicos que trabalhem com cooperativas minerais de ouro além de evento de encerramento com análise de contexto e construção de potenciais pontes entre os principais atores da cadeia MAPE.
“Esse curso terá como foco a transferência da tecnologia social existente na ARM no tema rastreabilidade. Seu objetivo será treinar os participantes e compartilhar ferramentas para que possam liderar projetos de melhorias de forma autônoma em aliança com as cooperativas minerais brasileiras e com o Sistema OCB. As melhorias têm como intenção aprimorar o marco regulatório organizacional e implementar um sistema de rastreabilidade que permita mitigar os riscos associados a cadeias que não contem com um sistema estruturado de monitoramento que contemple tanto a produção como o transporte e a comercialização”, explicou a Diretora Executiva da ARM, Gina D'Amato.
Atuação da ARM no Brasil
A ARM estabeleceu, em 2015, sua primeira parceria com os brasileiros por meio do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), para a realização de estudo de viabilidade de implementação da certificação. Em 2022, por meio de projeto financiado pela WWF Brasil e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pela Universidade Cardiff, no Reino Unido, a ARM realizou um curso de CRAFT virtual com alcance nacional para dezenas de atores da cadeia de ouro.
Após a conclusão do projeto foram realizados dois diagnósticos CRAFT em garimpos de cooperativas com análise preliminar da cadeia de suprimentos e outros de potencial de mercado para o ouro responsável. O processo de parametrização de critérios críticos que possibilitou esses diagnósticos - piloto foi realizado graças a parceria entre a ARM e o Sistema OCB.
Esta é mais uma medida do cooperativismo brasileiro alinhada à sua Agenda ESGCoop. “O mercado tem demandado cada vez mais controle e rastreabilidade na origem do ouro. Este projeto pode contribuir para estabelecermos uma base necessária de estruturação da cadeia, melhorando padrões de gestão e governança. É importante ressaltar que estamos potencializando ações em um segmento carente de orientação e assistência”, salientou a Gerente Relações Institucionais do Sistema OCB, Clara Maffia.
ARM
Aliança pela Mineração Responsável (ARM), é uma iniciativa global, nascida na Colômbia. Durante quase duas décadas, a ARM tem trabalhado para facilitar o empoderamento dos mineradores(as) do setor de Mineração Artesanal e em Pequena Escala (MAPE) (garimpeiros e garimpeiras) para a adoção de boas práticas em países da África, América do Sul e América Central. Através do desenvolvimento de padrões globalmente reconhecidos, a ARM acompanha os garimpeiros(as) na melhoria das práticas de ESG (Environmental, Social and Governance), buscando maneiras de minimizar os impactos da mineração do setor MAPE no meio ambiente, promovendo os melhores processos de governança e conectando com mercados internacionais formais e responsáveis.
Desde 2014, mais de 1,7 toneladas de ouro certificado Fairmined produzido foram vendidas para empresas de 36 países em todo o mundo, gerando mais de 6,8 milhões de dólares em Fairmined Premium. Mais de 400 marcas da indústria do ouro como joalherias, bancos, casas da moeda e empresas do setor eletrônico, acreditam que a mudança é possível e estão liderando o caminho da sustentabilidade no setor, comprometendo-se com o desenvolvimento positivo das comunidades mineradoras.
Na última segunda-feira (5), o Grupo de Trabalho (GT) Ambiental do Sistema OCB realizou sua terceira reunião virtual para tratar do cronograma dos projetos-pilotos na temática ambiental. O objetivo do grupo é contribuir no planejamento de ações e aprimoramento de soluções nas áreas de regularização ambiental, neutralidade de carbono e energias renováveis.
“Nós apresentamos o status dos três programas que estamos desenvolvendo junto ao Sescoop nacional na área ambiental. As organizações estaduais integrantes do GT, por sua vez, estão realizando reuniões com os órgãos ambientais locais para promover um workshop sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR) para nossas cooperativas. Sobre neutralidade de carbono, concluímos o processo de contratação da consultoria especializada da Fundação Getúlio Vargas e definimos o cronograma de atividades. Faremos inicialmente um nivelamento sobre o tema com o grupo e com as cooperativas indicadas, que farão levantamento, balanço e inventário de gases de efeito estufa para as cooperativas selecionadas”, explicou o coordenador de Meio Ambiente e Energia do Sistema OCB, Marco Morato.
Sobre Regularização Ambiental, a intenção do projeto é auxiliar as coop e seus associados a obterem e demonstrarem a regularidade ambiental da propriedade. Para o segundo semestre estão previstas a realização de workshops sobre o tema. Os projetos sobre neutralidade de carbono visam atender as demandas socioambientais dos mercados e gerar renda, por meio de ativos ambientais como os greenbonds, mercado de carbono e metano e as chamadas finanças verdes.
No segundo semestre serão realizados dois encontros virtuais para capacitação e orientação das coop e associados nas metodologias de quantificação de gases de efeito estufa (GEE) e no protocolo internacional GHG, além de disponibilização de calculadoras para auxiliar na estimativa de emissões nas atividades e auxiliar a neutralização delas.
A intenção é que os participantes compreendam os processos envolvidos na mensuração dos gases dentro da propriedade e quais caminhos das atividades deve elencar para o cálculo de estimativa do balanço de emissões, bem como aprender a mensurar com ferramenta GHG Protocol Agricultura.
A temática de energias renováveis objetiva fomentar a geração de energia renovável dentro do movimento cooperativista, potencializando a transição energética com benefícios para as coops e seus associados, além de colaborar com os indicadores de sustentabilidade necessários para se cumprir as práticas de ESGCoop. Foram definidas as datas para a capacitação de coops e associados quanto as modalidades de geração de energia renovável: 26 de setembro e 24 de outubro.
O Sistema OCB prestigiou o 16º Encontro Estadual de Mulheres Cooperativistas de Minas Gerais promovido pela Ocemg. O evento, idealizado para as cooperadas, colaboradoras e dirigentes, aconteceu, em Araxá, entre os dias 25 e 27 de maio, e foi recheado de debates, diálogos e palestras com temas sobre diversidade e protagonismo feminino no universo cooperativista, além de promover momentos para formação de networking.
O papel da mulher no contexto de promoção, desenvolvimento e sustentabilidade dos negócios, bem como seu protagonismo em diferentes temáticas foi explicitado no painel O Coop é Dela", que contou com contribuições da gerente-geral do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta. Ela compartilhou vivências de mulheres inspiradoras e foi acompanhada de Cáthia Rabelo (Fencom) e Quitéria Hamasaki (cooperativa Coomap).
Fabíola falou com orgulho das ações que a Casa do Cooperativismo vem desempenhando para fortalecer a participação feminina em cargos estratégicos. “Tenho gratidão de estar em uma entidade na qual sou ouvida, respeitada. Em uma organização que entende a promoção das pessoas pelo mérito. Não à toa, nós mulheres somos 55% do quadro pessoal e 66% dos gestores na Unidade Nacional”, afirmou.
A abertura do evento ficou por conta do presidente da Ocemg, Ronaldo Scucato, seguido do painel Momento Coop apresentado pelo superintendente Alexandre Gatti, que apresentou os programas e resultados da organização estadual. A renomada atriz Bruna Lombardi foi a responsável pela palestra de abertura com o tema Empreendedorismo Feminino e Empoderamento Pessoal.
Luciana Balbino e Laura Martins falaram no painel Mulheres que Inspiram, Motivam e Fazem Acontecer. Luciana é historiadora e consultora de turismo de base comunitária e seu trabalho vem mudando realidades na Paraíba. Já Laura é historiadora – além de outras formações – e autora do livro e do blog Cadeira Voadora. Ela é cadeirante e inspira com suas palestras sobre acessibilidade e inclusão há mais de 20 anos.
Alessandra Canuto, em rodas de ações, realizou dinâmica para motivar uma nova consciência na tomada de decisões na vida e na carreira. As 300 participantes também foram contempladas com a palestra Se Você Soubesse Tudo Sobre o Amanhã, o que Faria de Diferente Hoje?, da futurista, pesquisadora de comportamento e caçadora de tendências, Sabina Deweik.
A palestra de encerramento ficou a cargo de Tânia Mujica, especialista em Inteligências Intrapessoal e Interpessoal e criadora do método Diálogos que Curam. Ela é especialista em mediação de conflitos, facilitadora, consultora e especialista em Comunicação. Vitor Fagundes, acompanhado de sua banda incrementou um jantar musical.
A Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV), em parceria com o Sistema OCB, realizou nessa quarta-feira (24), o Encontro de Intercambio sobre Energia Cooperativa na América Latina. Participaram do evento, realizado em formato online, a gerente de projetos da DGRV, Camila Japp; o coordenador de Meio Ambiente e Energia do Sistema OCB, Marco Morato; e representantes de cooperativas de países como Chile, Colômbia e México.
Camila destacou que o encontro teve como objetivo dar andamento aos modelos de negócios possíveis entre os países para possibilitar a geração de energia limpa com protagonismo do consumidor. “Esse intercâmbio é importante para trocamos experiências entre os países e, a partir dos pontos fortes de cada um, identificarmos oportunidades”, afirmou. Ela ressaltou ainda que “o Brasil tem tido um grande papel de liderança e de troca de experiências nesse sentido”.
De acordo com a gerente, o potencial das cooperativas de energia renovável na América Latina, principalmente em países como Brasil, Chile, Colômbia e México, tem muito a contribuir com o mundo. “No Brasil, a DGRV tem dois projetos. Um deles tem foco nas cooperativas agropecuárias. O outro é um projeto estruturado para a América Latina e Caribe. No caso do Brasil, ele foi inserido como um dos países-foco da atuação da DGRV”, destacou.
Energia renovável
Questionado sobre o modelo de geração distribuída brasileiro, Marco Morato detalhou as similaridades e diferenças entre os países da América Latina no que diz respeito a energia renovável e sua conexão com temas como política climática, marcos legais no setor energético, políticas e programas para o setor aliadas as características da Geração Distribuída (GD).
“O incentivo a esse tipo de prestação de serviço deve ser eficiente, e levar em consideração aspectos como atributo da fonte e o local da geração, para que asseguremos custos mais justos para todos. Com isso, ampliamos a possibilidade de em um futuro próximo, podermos vender os excedentes. Nesse contexto, o Brasil tem tido um papel referência e estamos sempre abertos à troca de experiências”, disse.
Morato lembrou que que o envolvimento da sociedade na geração de energia renovável está se tornando uma tendência mundial. “E o modelo cooperativista é o que melhor se adapta a esse movimento, por abranger elementos como o compromisso com o interesse comum dos envolvidos, a gestão democrática, a atenção à sustentabilidade e o desenvolvimento local”, afirmou.
O coordenador reforçou também que qualquer fonte de energia limpa – hidrelétrica, eólica ou solar – pode ser incluída neste conceito. Segundo ele, o Brasil tem muito espaço para esse tipo de empreendimento. “Somos referência mundial na geração de energia renovável, e de mecanismos inclusivos de acesso à energia elétrica. Porém, existe ainda um longo caminho para otimizar o setor e consolidar a prestação destes serviços entre os países na América Latina. Criar uma rede de especialistas para a troca de experiências acelera o amadurecimento na busca por soluções eficientes com o protagonismo das pessoas”, completou.
Por fim, um novo encontro para o intercâmbio de ideias foi agendado para o dia 19 de julho.