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Último dia reuniu ONU e NCBA para fortalecer papel global das cooperativas
Encerrado com força institucional e visão de futuro. Assim foi o último dia da etapa internacional da Jornada dos Presidentes do Sistema OCB, na última sexta-feira (27), em Washington. A agenda contou com uma reunião com o representante da ONU, Andrew Allimadi, coordenador de Assuntos Cooperativos no Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas. O encerramento marcou o ponto alto de uma semana dedicada à articulação global, à troca de experiências e à consolidação da imagem do cooperativismo brasileiro como um agente estratégico para os desafios do desenvolvimento sustentável.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que liderou a comitiva, reforçou a importância da presença do cooperativismo brasileiro em foros internacionais. “Acreditamos no papel das cooperativas na promoção de uma economia mais sustentável e resiliente. Estar aqui, dialogando com o movimento cooperativista norte-americano, é reafirmar que temos muito a contribuir para os grandes debates globais”, afirmou.
Na manhã do último dia, a delegação participou de um diálogo institucional com o representante da ONU, responsável por assuntos cooperativos. A conversa abordou o papel das cooperativas frente aos compromissos globais de neutralidade de carbono e adaptação climática. A aproximação é estratégica, principalmente às vésperas da COP30, que será realizada em Belém (PA), em novembro deste ano.
Durante o encontro, o presidente Márcio destacou o esforço do movimento para ampliar sua atuação em temas ambientais. “Temos cooperativas com práticas alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e com impacto direto na redução de emissões. A COP30 será uma oportunidade de mostrar isso ao mundo. E nossa participação ativa começa aqui, com escuta, articulação e posicionamento institucional”, ressaltou.
A programação também contou com uma apresentação da NCBA CLUSA, principal organização representativa das cooperativas nos Estados Unidos. O presidente da entidade, Doug O’Brien, compartilhou dados sobre o impacto do cooperativismo norte-americano em setores como energia, crédito, habitação e agricultura, além de destacar as estratégias de defesa institucional em um cenário político incerto. No mesmo encontro, o representante da ONU, Andrew Allimadi, reforçou o legado do Ano Internacional das Cooperativas e incentivou a participação ativa do Sistema OCB na construção do World Social Summit 2025, previsto para setembro, como uma oportunidade de dar visibilidade global às soluções cooperativas.
“A missão termina, mas os vínculos criados aqui seguem fortalecendo nossa atuação estratégica. O que vimos nos últimos dias nos inspira a ampliar a presença das cooperativas brasileiras no debate internacional, com voz ativa, propostas concretas e o orgulho de sermos quem somos: cooperativistas”, concluiu o presidente Márcio.
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Sistema OCB entrega documento com propostas ao vice-presidente da República
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e a superintendente da entidade, Tania Zanella, estiveram reunidos com o vice-presidente da República e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, nesta quarta-feira (11), com o objetivo de manifestar a preocupação do cooperativismo com o conjunto de medidas que afetam a tributação de instrumentos financeiros e a estrutura de captação do sistema financeiro nacional.
Grande parte das mudanças anunciadas afeta diretamente o ambiente de captação e investimento do mercado financeiro e o cooperativismo tem preocupação com os efeitos, como oneração do setor produtivo, alterações na atratividade de produtos, aumento do custo para investidores e necessidade de ajustes operacionais. Um dos principais focos da discussão foi o Decreto nº 12.466, que altera as regras de incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A norma determina que cooperativas com operações passivas ou ativas superiores a R$ 100 milhões no exercício anterior passam a ser tributadas. Para o Sistema OCB, essa medida representa um risco de descaracterização do modelo cooperativo, ao penalizar justamente aquelas instituições que mais contribuem para o desenvolvimento das comunidades em que atuam.
O Sistema OCB reforçou a importância de preservar a natureza diferenciada do cooperativismo dentro da arquitetura financeira nacional, garantindo condições justas para que as cooperativas continuem contribuindo com a inclusão financeira e o crescimento regional. “Nos preocupa o movimento de desincentivar o papel do cooperativismo no Brasil. Um cooperativismo forte, independente do porte da cooperativa, é uma plataforma essencial de desenvolvimento social e econômico, desde os municípios até todo o país”, destacou Márcio de Freitas.
Geraldo Alckmin ouviu atentamente as considerações apresentadas pelas lideranças cooperativistas, reconheceu a importância do tema e se comprometeu a analisar as preocupações levantadas pelo setor cooperativista.
COP30
Mais um passo importante rumo à construção de um futuro mais sustentável e justo: no contexto do Ano Internacional do Cooperativismo, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2025, o Sistema OCB aproveitou a ocasião para entregar ao vice-presidente o Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30. O Manifesto é uma das contribuições do setor à Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em novembro, em Belém do Pará. Fruto de um trabalho coletivo que envolveu cooperativas de todo o país, o manifesto apresenta propostas concretas e estruturadas em cinco eixos temáticos, todos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Segundo Márcio Freitas, o momento é estratégico para mostrar a força do modelo cooperativista nas soluções climáticas e sociais. “A COP30 é uma oportunidade única para o Brasil mostrar ao mundo que é possível produzir com responsabilidade, incluindo as pessoas e protegendo o meio ambiente. O cooperativismo já faz isso todos os dias, em milhares de comunidades. Nosso manifesto é a voz desse Brasil que dá certo”, afirmou.
A superintendente Tania Zanella destacou a importância de inserir o cooperativismo no centro das decisões globais. “Queremos que as cooperativas sejam reconhecidas como aliadas estratégicas no enfrentamento das mudanças climáticas. As soluções estão nos territórios, nas comunidades que vivem a realidade dos desafios e já constroem caminhos sustentáveis com base na cooperação.”
O manifesto conta é dividido em cinco eixos:
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Segurança alimentar, tecnologia e agricultura de baixo carbono: destaca o papel das cooperativas na produção de alimentos saudáveis com práticas sustentáveis.
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Valorização das comunidades e financiamento climático: propõe ampliar o acesso a recursos para projetos climáticos nas bases cooperativas.
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Transição energética e desenvolvimento sustentável: posiciona o cooperativismo como agente da democratização da energia limpa e renovável.
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Bioeconomia como vetor de desenvolvimento: promove o uso sustentável da biodiversidade e o fortalecimento de cadeias produtivas de base biológica.
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Adaptação e mitigação de riscos climáticos: incentiva práticas resilientes e regenerativas, com foco na proteção de populações vulneráveis.
O Sistema OCB participou ativamente das últimas quatro edições da conferência climática da ONU (COP26, COP27, COP28 e COP29). Agora, com a COP30 em solo brasileiro, o setor busca protagonismo como uma solução viável, democrática e eficaz na construção de uma economia verde e de baixo carbono.
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Mensagem global destaca o papel das cooperativas de crédito no desenvolvimento.
Em 2025, o cooperativismo de crédito mundial tem um novo convite à reflexão, à união e à ação: Cooperação por um mundo próspero. Esse é o tema oficial do Dia Internacional das Cooperativas de Crédito (DICC), divulgado pela World Council of Credit Unions (Woccu).
A data será celebrada no dia 16 de outubro, tradicionalmente na terceira quinta-feira de outubro, como ocorre todos os anos. A escolha do tema reforça a essência do cooperativismo de crédito: gerar prosperidade por meio da cooperação, da inclusão financeira e da valorização das pessoas — pilares que fortalecem comunidades e constroem um futuro mais justo e equilibrado.
Instituído para celebrar as conquistas e o impacto das cooperativas de crédito ao redor do mundo, o DICC é um momento simbólico de reconhecimento ao trabalho que transforma vidas. Com mais de 393 milhões de cooperados em 118 países, segundo dados da Woccu, o sistema de crédito cooperativo é uma força global que cresce com base na confiança, na solidariedade e no compromisso com o bem comum.
O tema de 2025 dialoga com os grandes desafios globais — como redução das desigualdades, sustentabilidade econômica, acesso ao crédito e fortalecimento da cidadania — e posiciona o cooperativismo de crédito como agente ativo de mudança. A mensagem também convida as cooperativas a refletirem sobre seu papel na construção de soluções coletivas, sempre com foco na prosperidade compartilhada.
A identidade visual elaborada pela Woccu, em português, também foi disponibilizada às cooperativas, e o Sistema OCB está trabalhando em uma adaptação própria, que será divulgada em breve — fortalecendo ainda mais a conexão com a realidade brasileira e com a identidade do movimento SomosCoop.
O Dia Internacional das Cooperativas de Crédito é uma iniciativa de longa data, celebrada desde 1948, e se consolidou como uma oportunidade anual de engajar cooperados, dirigentes, colaboradores e comunidades em torno dos valores e princípios do cooperativismo de crédito.
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Evento discutiu papel da agricultura das Américas na agenda climática rumo à COP30
O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (22), da 34ª Reunião do Conselho Consultivo para a Transformação dos Sistemas Agroalimentares (CATSA), iniciativa vinculada ao Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Representada pela superintendente Tania Zanella, a organização levou ao debate a visão do cooperativismo brasileiro sobre o financiamento climático para o setor agropecuário, destacando o papel estratégico das cooperativas na construção de um modelo agrícola mais sustentável e resiliente.
A reunião foi centrada no tema Rumo à COP30 no Brasil: desafios para o posicionamento de uma agricultura sustentável e resiliente nas Américas. A proposta reuniu representantes dos países latino-americanos para debater contribuições conjuntas que reflitam as realidades regionais e que possam ser levadas de forma coesa à próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em novembro, em Belém (PA).
Durante o encontro, lideranças reforçaram que a agricultura, ao mesmo tempo em que sofre os impactos da mudança do clima, também pode ser uma aliada poderosa no enfrentamento desse desafio. Foi nesse contexto que a superintendente do Sistema OCB apresentou a proposta do cooperativismo brasileiro para a COP30, fundamentada no Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a Ação Climática.
Em sua fala, Tania Zanella ressaltou que as cooperativas agropecuárias e de crédito têm o potencial de liderar a transição para uma agricultura regenerativa, devido a sua forte presença territorial e capacidade de inclusão produtiva. “As cooperativas formam uma aliança estratégica para viabilizar o financiamento climático no campo — com capilaridade, inclusão e impacto real. Com mais de um milhão de produtores associados, sendo 71% da agricultura familiar, somos protagonistas na segurança alimentar e temos legitimidade para estar no centro das soluções climáticas”, afirmou.
Ela também chamou atenção para os obstáculos que ainda dificultam o acesso dos pequenos produtores aos instrumentos de financiamento climático, como a baixa adaptação dos mecanismos internacionais à realidade rural e a pouca valorização de arranjos coletivos. “É urgente repensar os fluxos de financiamento climático. Precisamos de incentivos que reconheçam a atuação das cooperativas como canais confiáveis e eficientes de distribuição de recursos sustentáveis”, defendeu.
O Sistema OCB propôs, entre outras ações, a criação de linhas específicas de crédito climático com canais cooperativos, a remuneração por serviços ambientais e a integração das cooperativas de crédito aos fundos climáticos nacionais e internacionais.
O CATSA é um espaço de articulação estratégica do IICA, que busca promover sistemas agroalimentares mais produtivos, sustentáveis e equitativos nas Américas. A 34ª reunião teve como foco preparar a região para a COP30, reforçando a necessidade de posicionar a agricultura como parte da solução global para o clima, com protagonismo dos agricultores e das instituições locais.
“O futuro da agricultura depende de cooperação. E o cooperativismo é o melhor caminho para conectar produção, crédito e responsabilidade ambiental em uma só agenda”, concluiu Tania.
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Sistema OCB e DGRV promovem troca de boas práticas em cooperativas de energia solar
Entre os dias 13 e 15 de maio, o Espírito Santo recebeu uma agenda intensa e estratégica voltada ao fortalecimento do cooperativismo em geração distribuída (GD). A Imersão Cooperativas GD, realizada pelo Sistema OCB em parceria com a Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV), reuniu representantes de seis cooperativas de energia solar de diferentes estados brasileiros, no âmbito do projeto-piloto Energias Renováveis, que já está em seu segundo ano de execução.
O projeto surgiu para promover o desenvolvimento sustentável e integrado das cooperativas de GD, que atuam com geração de energia renovável. Na sua primeira fase, foram realizados diagnósticos assistidos, consultorias técnicas e elaboração de planos de ação personalizados para cada cooperativa.
Agora, na segunda etapa, o foco está em comunicação, marketing e fortalecimento das redes de intercooperação, objetivo central da imersão realizada no Espírito Santo. A programação do encontro incluiu visitas técnicas, painéis de troca de experiências e uma oficina colaborativa na sede do Sistema OCB/ES, que contou com o apoio fundamental da unidade estadual do Espírito Santo.
A imersão começou com uma visita ao Sicoob Central ES, onde os participantes puderam compreender o papel estratégico das centrais no ecossistema cooperativista. Segundo Nailson Dalla Bernadina, diretor-executivo da entidade, a experiência foi muito positiva. “Foi uma excelente oportunidade para falarmos sobre os caminhos do futuro da geração distribuída e para fortalecer o diálogo com as autoridades competentes. A troca de experiências é essencial para alavancar as operações das cooperativas de GD”, afirmou.
Em seguida, o grupo conheceu a Cooperativa Ciclos, referência nacional em geração distribuída e exemplo de intercooperação efetiva, fundada dentro do próprio Sicoob. A experiência da Ciclos mostrou como a diversificação de produtos e serviços, aliada à gestão focada no cooperado, é um diferencial para o sucesso e fidelização.
Outra etapa importante da imersão foi a visita à Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel da Palha (Cooabriel). Luiz Carlos Bastianello, presidente da Cooabriel, ressaltou o valor da troca entre cooperativas de diferentes ramos: “A intercooperação, quando feita com boa vontade e foco no cooperado, traz grandes resultados. Só temos a agradecer à OCB Nacional e à unidade estadual pelo trabalho realizado com maestria”, disse.
Victor Henrique Ribeiro Lima, assessor contábil-tributário do Sistema OCB/ES, refletiu sobre a importância do encontro para a valorização do cooperativismo local: "É uma satisfação poder observar as práticas das cooperativas capixabas reverberando em nível nacional e, principalmente, essa oportunidade de estarmos juntos, refletindo sobre essas práticas. Com as cooperativas do Sicoob Central, da Ciclos e da Cooabriel, conseguimos identificar possíveis ações de melhoria e, além disso, acolher sugestões valiosas das cooperativas visitantes. É muito positivo trabalhar a intercooperação em sua forma mais pura e essencial, por meio da troca de experiências que impulsionam o crescimento conjunto".
Já Camila Japp, diretora da DGRV Brasil, enfatizou o potencial da diversidade entre as cooperativas participantes. “Foi incrível ver que, mesmo atuando no mesmo ramo, essas cooperativas têm características muito particulares e complementares. Podem se apoiar, se inspirar e crescer juntas. Foi uma vivência prática e autêntica de intercooperação", salientou.
O encontro foi finalizado com uma oficina de integração na sede do Sistema OCB/ES, onde os participantes consolidaram os aprendizados e refletiram sobre os próximos passos para ampliar o alcance e o impacto do cooperativismo em energia renovável.
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Sistema OCB apresenta estratégias para ampliar a presença do movimento no cenário internacional
O cooperativismo brasileiro deu mais um passo rumo ao protagonismo global nesta quinta-feira (15), durante o evento Legado Coop, realizado em Nova Petrópolis (RS). Com 2025 oficialmente reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional das Cooperativas, o Sistema OCB lidera uma ampla mobilização para transformar esse marco em um momento estratégico de fortalecimento, visibilidade e conexão internacional para o setor.
O LegadoCoop 2025, que ocorreu na quinta (15) e sexta-feira (16), foi uma experiência de imersão no legado cooperativista, no Berço do segmento de crédito na América Latina. O evento contou com dois palcos simultâneos, Rochdale e Sunchales, para homenagear marcos históricos do cooperativismo mundial. A programação incluiu palestras, painéis e cases de sucesso, totalizando mais de 12 horas de conteúdo e 40 palestrantes.
A gerente-geral da OCB, Fabíola Nader Motta, conduziu a palestra Perspectivas para o cooperativismo no Brasil no Ano Internacional das Cooperativas e destacou as diretrizes que estão norteando as ações do Sistema ao longo de 2025. “Temos no cooperativismo um modelo de negócios que alia viabilidade econômica com impacto social. O que a ONU propõe para 2025, nós já entregamos todos os dias. Agora, é hora de mostrar essa força ao mundo, com ainda mais estratégia e consistência”, afirmou Fabíola.
A agenda de iniciativas inclui o lançamento do hotsite, produção de materiais de mobilização, ações integradas de comunicação e articulações com organismos internacionais. O Sistema OCB também planeja envolver diretamente as cooperativas de todos os ramos e regiões, incentivando o protagonismo local e a disseminação de boas práticas.
Fabíola explicou que o foco não é apenas comemorar a data, mas sim preparar uma mobilização nacional que envolva cooperativas de todos os tamanhos, para que cada uma delas seja protagonista dessa jornada. “A intenção é transformar 2025 em um marco de reconhecimento e orgulho para todo o movimento”, salientou.
Com mais de 23,4 milhões de cooperados, presença em 90% dos municípios brasileiros e uma movimentação financeira que ultrapassou os R$ 692 bilhões em 2023, o cooperativismo nacional já demonstra sua força e impacto em inclusão produtiva, geração de renda, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
A expectativa é que 2025 consolide esse modelo no centro do debate sobre o futuro da economia global, servindo de vitrine para o mundo e reposicionando o cooperativismo no imaginário coletivo brasileiro. Para Fabíola, “o cooperativismo sempre esteve pronto — e agora o mundo está começando a perceber isso”.
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Painel reúne especialistas para discutir como acessar recursos para adaptação e sustentabilidade
O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (8), do Congresso Internacional de Sustentabilidade – Ciclos 2025, evento que marca o início do ano da COP30 no Brasil. O evento reuniu especialistas nacionais e internacionais para tratar de temas prioritários da agenda climática global, como adaptação, zero carbono e compensação de emissões nos dias 7 e 8 de maio no auditório do Sebrae Nacional, em Brasília (DF).
Feulga Reis apresentou destaques do cooperativismo no financiamento climáticoA analista técnica do Sistema OCB, Feulga Abreu dos Reis, representou a instituição no painel Financiamento climático: como acessar recursos para adaptação e sustentabilidade. O painel teve como foco um dos principais gargalos para a concretização da agenda climática: o acesso a recursos financeiros para viabilizar projetos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O objetivo foi apresentar soluções práticas, instrumentos de financiamento e casos de sucesso que sirvam de inspiração para empresas, cooperativas, governos e organizações da sociedade civil.
Feulga Reis destacou o papel estratégico das cooperativas como agentes facilitadores do acesso ao financiamento climático, sobretudo para pequenos negócios em diferentes territórios do Brasil. Segundo ela, o modelo cooperativista, por sua capilaridade e compromisso com o desenvolvimento sustentável, tem potencial para conectar produtores e empreendedores às oportunidades disponíveis. “Participar deste congresso é uma oportunidade valiosa para reforçarmos o papel do cooperativismo na agenda climática global. As cooperativas são protagonistas na construção de uma economia mais justa, inclusiva e sustentável. Este espaço é essencial para mostrar como a cooperação transforma territórios e promove o bem comum”, afirmou.
A analista também reforçou alguns números do cooperativismo que expressam sua representatividade no repasse de recursos para os micro, pequenos e médios empreendedores no Brasil. “Somos os maiores financiadores do Brasil para esse grupo, com 17% da carteira, segundo dados do Banco Central. Também somos o principal repassador de recursos do BNDES, com destaque para as linhas do Fundo Clima, Pronaf e Pronaf Biotecnologia. A proximidade e o interesse das cooperativas com as comunidades as transformam em uma alternativa importante para os desafios da sustentabilidade”, complementou.
Além da representante do Sistema OCB, a discussão contou com a presença de especialistas do setor, como Kátia Silene (Maia Consultoria), Alexandre Batista (Climate Finance Hub) e Felipe Vignoli (Impacta Finanças Sustentáveis), que abordaram temas como fundos internacionais, linhas de crédito verdes, incentivos fiscais, títulos verdes, créditos de carbono e blended finance (ferramentas úteis). Os painelistas esclareceram critérios de elegibilidade e como estruturar propostas eficazes para aumentar as chances de captação.
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Evento reforçou como o modelo de negócios impacta a sociedade e promove crescimento sustentável
O Sistema OCB marcou presença em evento promovido pelo Sistema OCB/PA para o lançamento da campanha COOP na COP. A iniciativa convidou a imprensa paraense para inserir o modelo de negócios no centro das discussões sobre mudanças climáticas globais, além de evidenciar o papel essencial das cooperativas na preservação ambiental e no desenvolvimento econômico sustentável. A partir de temáticas sobre jornalismo e sustentabilidade, o lançamento da campanha COOP na COP e do Portal Coop na COP se consolidou como um marco em prol do fortalecimento da comunicação cooperativista no Pará.
Ernandes Raiol, presidente do Sistema OCB/PA, ressaltou o papel do movimento como motor da bioeconomia e do desenvolvimento social. Ele enfatizou a importância da imprensa paraense na divulgação das iniciativas do setor. “Queremos, cada vez mais, estreitar laços entre os jornalistas e as cooperativas locais para ampliar a visibilidade das ações do cooperativismo”, disse.
Samara Araújo, gerente de Comunicação do Sistema OCBA gerente de Marketing e Comunicação do Sistema OCB, Samara Araujo, apresentou aos participantes a campanha SomosCoop, que possui o objetivo de aumentar o reconhecimento do movimento no Brasil. Ela destacou que, apesar das cooperativas estarem presentes no dia a dia da população, na produção de alimentos, no acesso ao crédito e em serviços essenciais, o setor ainda enfrenta desafios para ser amplamente reconhecido. “A campanha busca mudar essa realidade e demonstrar como o modelo de negócios transforma vidas e impulsiona o desenvolvimento sustentável”, explicou.
As ações planejadas pelo Sistema OCB para o Ano Internacional das Cooperativas e para o COOP na COP30 também foram apresentadas pela gerente.
Para enriquecer o debate, a jornalista Mari Palma foi convidada para abordar reflexões sobre autenticidade e os desafios do jornalismo digital. Com uma carreira marcada pela inovação e pela proximidade com o público, ela compartilhou sua visão sobre a construção de uma comunicação confiável e relevante em um cenário de constantes mudanças no consumo de informação.
Mari ressaltou a importância do jornalismo em momentos decisivos, como a COP30, e o papel essencial dos profissionais de comunicação na disseminação de informações sobre o cooperativismo. “Para mim, o jornalismo faz diferença na vida das pessoas e tem um propósito muito forte. Por isso, participar deste evento foi especial, principalmente ao conversar com colegas jornalistas, que serão responsáveis por levar essa mensagem adiante. Estamos diante de um momento crucial aqui em Belém, com a COP30, e foi fundamental apresentar o cooperativismo como uma pauta relevante nesse contexto”, afirmou.
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Encontro tratou sobre desenvolvimento específico para o segmento
O Grupo de Trabalho (GT) ESGCoop realizou sua oitava reunião, nesta terça-feira (25), com um olhar direcionado à definição de indicadores específicos para as cooperativas de crédito. O encontro contou com a participação de representantes das Organizações Estaduais (OCEs) do Sistema OCB e de cooperativas de crédito, confederações, centrais e algumas singulares. Foi um debate rico e intenso, realizado por 30 especialistas do setor.
A discussão sobre os indicadores ESG para o cooperativismo teve início em 2024, com o objetivo de estabelecer um conjunto de métricas universais para mensurar o impacto das cooperativas brasileiras na sustentabilidade e responsabilidade social. Em novembro do ano passado, o grupo consolidou 56 indicadores gerais que atendem a todo o setor cooperativo e permitem uma avaliação mais robusta da evolução das cooperativas em temas ligados aos pilares ESG.
Simone Montandon, coordenadora de Inteligência Analítica do Sistema OCB, explicou que o foco é desenvolver indicadores específicos para cada ramo do cooperativismo, começando pelo Crédito. “Ao longo de 2025, outros ramos também passarão pelo mesmo processo de discussão e aperfeiçoamento. Em junho, será a vez do Ramo Saúde; em setembro, do Agro; e em novembro, do Transporte e Infraestrutura”, afirmou.
A iniciativa está alinhada ao Programa ESGCoop, que através de um conjunto de diagnóstico e soluções se torna ferramenta estratégica que visa fortalecer e mensurar as boas práticas de governança e sustentabilidade dentro das cooperativas. “Esse processo nos permitirá não apenas apoiar na identificação e aprimoramento das iniciativas ESG das cooperativas, mas também demonstrar, com dados concretos, o impacto positivo do cooperativismo na sociedade e no meio ambiente”, destacou Simone.
Com esse debate estruturado e a definição de indicadores claros, o Sistema OCB segue, de acordo com Simone, com foco no fortalecimento da sua atuação na promoção da sustentabilidade dentro do cooperativismo, com a garantia de que as cooperativas brasileiras estejam preparadas para os desafios futuros e contribuam ainda mais para o desenvolvimento socioeconômico do país.
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Documento destaca as cooperativas como ferramentas para construção de um mundo mais justo e equilibrado
O Sistema OCB elaborou o Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30, com destaque para o papel fundamental das cooperativas na agenda climática global. Com o tema Juntos por um futuro mais próspero e sustentável, o material reforça a capacidade do movimento cooperativista de promover soluções efetivas para os desafios ambientais, sociais e econômicos.
A COP30 ocorrerá em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, com foco na discussão de estratégias globais para o enfrentamento das mudanças climáticas. O evento dará prioridade a temas como redução das emissões de gases de efeito estufa, adaptação às mudanças climáticas, financiamento climático para países em desenvolvimento, tecnologias de energia renovável e soluções de baixo carbono, preservação de florestas e biodiversidade, bem como justiça climática e os impactos das mudanças climáticas.
Para Márcio Lopes de Freitas, este é o momento de aproveitar as oportunidades de forma estratégica. “É tempo de fortalecer parcerias, consolidar compromissos e reforçar a presença do setor na busca por soluções sustentáveis”, afirmou.
O manifesto defende que a agenda climática global deve reconhecer o verde como um valor social e econômico, promovendo a produção sustentável e a preservação ambiental. Já o clima deve ser um vetor de desenvolvimento, sem gerar barreiras comerciais ou limitar o acesso a mercados, enquanto que as políticas climáticas precisam ter as comunidades no centro, impulsionando o desenvolvimento local e a inclusão produtiva e financeira. Além disso, o cooperativismo deve ser visto como caminho estratégico para fortalecer a sustentabilidade e viabilizar a implementação eficaz dessa agenda
Desta forma, o manifesto ressalta que as cooperativas são modelos de negócios criados por pessoas e voltado para pessoas, que priorizam o desenvolvimento comunitário e a inclusão produtiva. Além disso, destaca que a sustentabilidade é inerente ao modelo cooperativista, pois equilibra crescimento econômico, justiça social e responsabilidade ambiental.
"O cooperativismo já promove, na prática, a sustentabilidade. Somos um modelo de negócios que alia desenvolvimento econômico, inclusão social e responsabilidade ambiental. Na COP30, queremos que nosso papel seja reconhecido como ferramenta para a construção de um mundo mais justo e equilibrado", destaca Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
O documento centraliza as propostas do setor em cinco eixos temáticos: segurança alimentar, tecnologia e agricultura de baixo carbono; valorização das comunidades e financiamento climático; transição energética e desenvolvimento sustentável; bioeconomia como vetor de desenvolvimento; e adaptação e mitigação de riscos climáticos.
Por meio desse manifesto, o Sistema OCB convoca governos, organismos internacionais e demais atores da sociedade a promover políticas públicas que possam incentivar o cooperativismo como solução eficaz para os desafios climáticos. O objetivo é que o modelo cooperativo seja reconhecido e fortalecido como protagonista no desenvolvimento sustentável global.
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Como preparação para COP30, movimento impulsiona a transição energética
O cooperativismo brasileiro avança rumo à construção de um futuro sustentável com o lançamento oficial do Manifesto para a COP30 e consolida seu compromisso com a transição energética. O manifesto destaca o papel essencial das cooperativas na transição energética, ao permitir que comunidades se organizem para produzir e consumir energia renovável, promovendo um modelo descentralizado e acessível.
Para tanto, a matriz energética brasileira deve ser valorizada e impulsionada com políticas que fortaleçam energias renováveis, como solar, eólica e biogás. Ao mesmo tempo, o papel das cooperativas na distribuição de energia também é essencial para ampliar o acesso à energia no campo e em pequenos municípios. Além disso, a expansão dos biocombustíveis é estratégica para reduzir a dependência das fontes fósseis e fortalecer a segurança energética nacional.
Para contribuir com esta agenda, o Sistema OCB apresenta a nova Solução Eficiência Energética, um projeto que materializa o compromisso com a transição energética e que impulsiona a transição para um modelo de gestão energética mais limpo e eficiente dentro das cooperativas brasileiras.
Inserida na agenda ESG do Sistema OCB, a iniciativa pretende otimizar o consumo de energia, ampliar o uso de fontes renováveis e reduzir os impactos ambientais.
Com apoio de consultoria especializada, as cooperativas participantes passarão por um processo estruturado que inclui formação de gestores em eficiência energética, diagnóstico detalhado, desenvolvimento de projetos técnicos e implementação de melhorias.
A primeira etapa da solução começou hoje e consiste em preparar tecnicamente gestores em eficiência energética que serão responsáveis por acompanhar e conduzir a temática na cooperativa. Técnicos e lideranças de 15 cooperativas, que estão no piloto, participaram da formação que inclui três módulos. Juntas, essas organizações, distribuídas em oito estados, somam faturamento de R$66 bilhões, contam com 1,2 milhão de cooperados e geram 71 mil empregos diretos.
A gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, destacou a relevância dessa solução no contexto energético brasileiro, que já possui uma matriz predominantemente limpa, mas com potencial ainda pouco explorado. "O cooperativismo reúne força coletiva e capacidade de organização indispensáveis para suprir essa lacuna, o que evidencia seu papel na redução de emissões e na promoção de um futuro energético mais eficiente", ressaltou.
Os números confirmam essa tendência. Em 2024, 913 cooperativas já produziam sua própria energia, representando 20,6% do total.
Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, enfatizou a importância da transição energética e da descarbonização para o futuro do setor. "Essa solução foi criada com o objetivo de permitir que as cooperativas possam atingir esses objetivos de maneira organizada e eficaz, com fortalecimento do seu papel estratégico na agenda climática global", destacou.
Com a junção das diretrizes políticas expressas no manifesto e a implementação de soluções inovadoras, o Sistema OCB reforça sua posição como protagonista no debate sobre sustentabilidade e transição energética. O movimento demonstra, assim, que a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico podem caminhar juntos, com resultados e impactos positivos nas comunidades e a construção de um futuro mais resiliente para todos.
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Iniciativa busca aperfeiçoar a avaliação dos processos de Governança e Gestão das coops
O Sistema OCB reuniu, entre os dias 11 e 13 de março, avaliadores da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) para uma capacitação sobre os processos de governança e gestão das cooperativas. O encontro foi realizado, de forma estratégica, em São Paulo, na sede do Sistema Ocesp, para garantir que os participantes pudessem ter acesso facilitado à iniciativa.
Com um total de 80 avaliadores de diversas regiões do Brasil, a capacitação teve como objetivo preparar os profissionais para a análise das 150 cooperativas que serão visitadas este ano. A atividade teve como foco atualizar e aprofundar os conhecimentos dos participantes, que possuem a responsabilidade de verificar se as auto-avaliações feitas pelas cooperativas estão coerentes com os critérios do Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão. Com um olhar criterioso e técnico, esses profissionais farão a checagem dos processos requeridos no diagnóstico de Governança e Gestão e o atendimento das cooperativas aos requisitos solicitados.
O treinamento foi conduzido por Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, e Simone Montandon, coordenadora de Inteligência Analítica, ambas do Sistema OCB. A capacitação também contou com o apoio de especialistas da FNQ, que apresentaram, com profundidade, as técnicas dos instrumentos de Governança e Gestão.
Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de CooperativasDébora abriu o evento dando destaque ao impacto do cooperativismo no Brasil e no mundo, e reforçou como o movimento é um motor essencial para o desenvolvimento econômico e social. Ela também enfatizou que um processo avaliativo bem estruturado é fundamental para que as cooperativas recebam diagnósticos precisos e construtivos, além de possibilitar a identificação de oportunidades de melhoria e o fortalecimento da governança e gestão.
“A excelência na gestão começa com uma avaliação bem-feita. Garantir um processo estruturado e alinhado aos princípios do cooperativismo é essencial para que as cooperativas cresçam de forma sustentável, competitiva e com impacto positivo para seus cooperados e comunidades”, destacou.
Simone, por sua vez, explicou que o Sistema OCB decidiu levar os avaliadores para uma capacitação presencial, como um passo estratégico. “O alinhamento profundo dos processos é essencial para garantir que a avaliação seja precisa, justa e contribua para o crescimento contínuo das cooperativas. Além disso, todo o processo do prêmio agora está completamente integrado ao sistema de governança e gestão, proporcionando mais transparência e eficiência”, disse.
Além de aprofundar os conhecimentos sobre os critérios e premissas do prêmio, o treinamento também abordou a postura e o papel dos avaliadores, com garantia de que as visitas às cooperativas sejam conduzidas de forma padronizada. O novo modelo permite que todo o processo seja realizado dentro de um sistema digital, com uma análise mais ágil e segura.
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Histórias reais, transformação social e compromisso com a sustentabilidade marcam nova iniciativa do movimento SomosCoop
Sistema OCB celebra histórias que transformam realidades no Dia Internacional das Mulheres
Outdoor da campanha Mulheres cooperam por um mundo melhor
No Dia Internacional das Mulheres, o Sistema OCB apresenta uma ação especial para homenagear e reconhecer a força feminina no cooperativismo. Com o mote Mulheres cooperam por um mundo melhor, a iniciativa destaca histórias inspiradoras de cooperadas que encontraram no movimento uma forma de prosperar, fortalecer laços e transformar realidades.
Mais do que uma homenagem, a ação busca evidenciar o papel essencial das mulheres, seja no campo, no transporte, no artesanato ou na indústria, onde estão presentes e concretizam a construção de um futuro mais justo e sustentável.
Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB, afirma que ser inspiração para outras mulheres que ocupam cargos de liderança também traz responsabilidades. “Acredito que, pelo exemplo, pela capacitação contínua e pelos resultados que entregamos, podemos abrir portas para que mais mulheres se sintam encorajadas a trilhar esse caminho”, disse.
Reconhecimento
Para tornar essa homenagem ainda mais especial, cinco mulheres foram escolhidas para representar as cooperadas de todo país a partir de suas trajetórias pessoais que contribuem para comprovar a força do cooperativismo. Essas protagonistas foram surpreendidas com suas imagens estampadas em outdoors instalados em pontos estratégicos de suas cidades.
Outdoor em homenagem às mulheres cooperativistasAs homenageadas são Valdemarina Cruz, cooperada da Copamart/AM (Cooperativa de Artesanato da Amazônia), que transformou talento em arte e, com isso, mudou sua vida e a de sua família. Artesã, ela encontrou na cooperação com outras mulheres um espaço para crescer e fortalecer sua identidade cultural. Suas peças, amplamente premiadas, carregam a essência da Amazônia, e geram impacto positivo para sua comunidade.
Maria José Rodrigues, a Zezé do Requeijão, faz parte da Complem/GO (Cooperativa Mista dos Produtores de Leite de Morrinhos). Ela é uma pequena agricultora que fortalece o cooperativismo com produtos premiados, além de ser um exemplo de como o modelo de negócios impulsiona a agricultura familiar. Seu requeijão simboliza qualidade, mas também revela a força do trabalho feminino no campo.
Geórgia Deon, cooperada da Coopexvale/PE (Cooperativa de Produtores e Exportadores do Vale do São Francisco), é uma agricultora que promove o desenvolvimento da sua comunidade. No sertão pernambucano, seu trabalho vai além da produção agrícola e fortalece sua comunidade, impulsiona o cooperativismo e prova que, com cooperação, é possível crescer e inovar.
Flávia Reis, da Coopmetro/MG (Cooperativa de Transporte), é uma caminhoneira que inspira outras mulheres e, como cooperada, ajuda no desenvolvimento do país, abrindo caminho para o exemplo e o fortalecimento do movimento.
Eliane Dorn, cooperada da Coasa/RS (Cooperativa Agrícola Água Santa), é uma produtora rural que atua para além da produção de alimentos de qualidade. Ela estimula o empreendedorismo feminino, com incentivo à outras mulheres para se unirem ao cooperativismo.
Essas mulheres representam a diversidade e a força do cooperativismo, além de mostrar que cada uma tem potencial para construir sua própria história e mudar a realidade ao seu redor. Por isso, as homenageadas foram convidadas para um encontro surpresa, onde tiveram a oportunidade de ver seus sorrisos estampados nos outdoors de suas cidades. O momento de emoção e orgulho foi registrado em um vídeo especial, compartilhado nas redes sociais do SomosCoop.
A ação também ganhou força com posts e vídeos que celebraram a força das mulheres. O objetivo foi reforçar que, quando as mulheres cooperam, o impacto é real e imenso e, assim, o Sistema OCB destaca que a atuação feminina dentro das cooperativas é essencial para impulsionar o desenvolvimento sustentável, a inclusão e a inovação. Seja criando produtos de qualidade ou abrindo a novos caminhos, elas encontram no cooperativismo um terreno próspero para transformar suas vidas.
Quer ver de perto essa homenagem? Acesse as redes sociais do SomosCoop e confira os vídeos dessa ação inspiradora!
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Solução contribui para uso eficiente e consciente de energia, bem como apoio na transição energética
A busca por um futuro mais sustentável e eficiente acaba de ganhar um novo capítulo no cooperativismo brasileiro. O Sistema OCB lançou oficialmente, na última quinta-feira (27), a Solução Eficiência Energética, uma iniciativa inovadora que alia sustentabilidade e inovação para transformar a gestão de energia nas cooperativas do país. A solução faz parte da agenda ESG do movimento cooperativista e promete apoiar as cooperativas na transição para um modelo energético mais limpo e eficiente.
A Solução Eficiência Energética, nova iniciativa do Programa ESGCoop, tem como objetivo fortalecer a gestão sustentável das cooperativas, impulsionando a economia de recursos e a eficiência no uso da energia. Entre os principais benefícios estão: otimização do consumo energético, implementação de soluções renováveis, redução dos impactos das mudanças climáticas e alinhamento com os compromissos ESG.
Com o suporte de uma consultoria especializada, as cooperativas terão acesso a ferramentas e conhecimento para desenvolver projetos que reduzam custos operacionais e ampliem o uso de fontes renováveis, contribuindo para a sustentabilidade econômica e ambiental do setor. O cooperativismo brasileiro segue inovando e reafirmando seu papel estratégico na agenda climática global.
A energia é um dos principais insumos da economia global, e sua gestão eficiente tornou-se fundamental para a competitividade e sustentabilidade dos negócios. No Brasil, onde a matriz elétrica já é predominantemente renovável, a eficiência energética e a transição para fontes mais limpas e descentralizadas são peças-chave para um sistema mais resiliente e sustentável. As cooperativas, reconhecidas por seu papel social e econômico, estão se consolidando como protagonistas dessa transformação.
A gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano, destacou sua fala nesta direção ao apontar que o Brasil possui uma matriz energética predominantemente limpa, mas ainda subaproveita as vantagens dos climas tropicais para potencializar sua produção de energia renovável. “O cooperativismo tem a força coletiva e a capacidade organizativa necessária para preencher essa lacuna, demonstrando seu impacto na neutralização de emissões e na construção de um futuro energético mais eficiente”, ressaltou.
Os números reforçam essa tendência. Em 2024, 913 cooperativas geraram sua própria energia, o que representa 20,6% do total. Com isso, o tema ganha cada vez mais adesão no setor, e a Solução Eficiência Energética já conta com a participação de 15 cooperativas distribuídas em oito estados, com um faturamento conjunto de R$ 66 bilhões, 1,2 milhão de cooperados envolvidos e geração de 71 mil empregos diretos.
O coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo, apresentou a jornada estruturada que as cooperativas participantes percorrerão ao longo do projeto. A trilha inclui formação de gestores, diagnóstico detalhado, elaboração de projetos técnicos e implementação de melhorias. “A transição energética e a descarbonização são prioridades globais. Essa solução ajudará as cooperativas a alcançar esses objetivos de forma estruturada e eficiente”, destacou.
Alexandre Mater e Marcos Beuren, sócios da consultoria Stride, parceira do Sistema OCB na implementação da solução, destacaram que essa solução “é uma oportunidade única para impulsionar a gestão energética” e explicaram que a consultoria acompanhará cada cooperativa, desde a formação dos gestores até a elaboração de um plano de ação baseado em diagnósticos precisos. “Avaliamos porte, consumo, impacto da energia e maturidade da gestão. Com base nisso, traçamos oportunidades de melhoria, definimos prioridades estratégicas e faremos um acompanhamento contínuo, com ajustes necessários para garantir que as metas sejam alcançadas”, detalhou Marcos Beuren.
As cooperativas que aderiram à Solução de Eficiência Energética e já possuem agenda nesse sentido, destacaram a importância da iniciativa para otimizar processos, reduzir custos e impulsionar a sustentabilidade. Anderson Facco, coordenador de engenharia elétrica da Aurora Coop, ressaltou que a cooperativa está sempre em busca de inovação e que a participação na solução foi uma honra, podendo alinhar estratégia de adoção de novas tecnologias para aumentar a eficiência energética.
Felipe Ferreira, supervisor da área de energia da C.Vale, compartilhou que a cooperativa trata a gestão de energia de forma própria há oito anos, investindo no treinamento dos colaboradores para garantir eficiência desde o monitoramento do consumo até a melhoria dos processos internos. Ele destacou que a parceria com o Sistema OCB proporcionou novas oportunidades para expandir ainda mais esses projetos.
Já Alcione Korte, superintendente da Cocatrel, explicou que a cooperativa tem investido em projetos integrados e já conta com iniciativas dentro da Solução de Eficiência Energética, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.
Por sua vez, José Ramos, coordenador de geração de energia da Cooperativa Holambra, destacou que a cooperativa tem contratos de energia incentivada firmados até 2028 e, desde 2022, vem ampliando sua matriz energética com a instalação de cinco usinas fotovoltaicas, além da extensão desse modelo para os cooperados. Essa estratégia reforça a busca pela autossuficiência energética e pela redução do impacto ambiental.
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Há mais de cinco anos, iniciativa promove campanhas que divulgam os benefícios do modelo de negócios
Em 2017, um novo capítulo começou a ser escrito na história do cooperativismo brasileiro com a idealização do movimento SomosCoop. Materializado um ano depois, em 2018, a iniciativa tem como missão levar o coop para além de suas fronteiras, para ser conhecido e reconhecido por toda a sociedade. Desde então, a marca funciona como uma bandeira na jornada de promoção do modelo de negócios. Um manifesto, divulgado em conjunto com o lançamento, ajudou a marcar o ponto de partida do movimento.
A motivação para a mudança aconteceu a partir da realização de uma pesquisa de imagem coordenada pelo Sistema OCB. Os dados coletados revelaram que apenas 44% da população conhecia o conceito de cooperativismo. Mas, a partir de uma série de ações, como campanhas de mídia, parcerias com influenciadores digitais, e a participação em programas de televisão de grande audiência, foi possível conquistar cada vez mais o reconhecimento do público. O impacto dessas estratégias foi notável. Em 2024, o Sistema OCB divulgou uma pesquisa que mostrou que 77% da população soube citar o nome de uma cooperativa, revelando aumento no reconhecimento do cooperativismo.
Para Samara Araujo, gerente de Marketing e Comunicação do Sistema OCB, o movimento SomosCoop tem o potencial de destacar os valores do coop. Ela acredita que, ao evidenciar seu propósito, a identidade da marca fortalece o cooperativismo e, também, constrói relacionamentos mais profundos e emocionais com seus públicos. “O SomosCoop atua para que o propósito do cooperativismo seja amplamente reconhecido e valorizado, permitindo que as pessoas se conectem verdadeiramente e contribuam para um mundo mais justo e equilibrado a partir do movimento de cooperação”, disse.
A conquista é resultado de diversas iniciativas que se destacaram ao longo dos anos. Entre elas, as parcerias com o ex-tenista Gustavo Kuerten na campanha Nova Onda e Vem Ser Coop, tudo ao seu redor já é. Ele vestiu a camisa do coop e mostrou ao Brasil como o movimento representa uma maneira inovadora de empreender e realizar negócios de forma colaborativa.
Outro destaque é a websérie SomosCoop na Estrada, comandada pela jornalista e apresentadora Glenda Kozlowski, que percorre o país e promove o cooperativismo em diferentes regiões, cada uma com suas próprias histórias e desafios. Com três temporadas completas, lançadas em 2022, 2023 e 2024, o programa traz ao público relatos reais de transformação e superação vividos por cooperativas e cooperados. A cada episódio, os princípios do modelo de negócios são evidenciados e mostram que o potencial de cooperação muda realidades, fortalece comunidades e impulsiona o desenvolvimento local, com poder de gerar impactos positivos e prosperidade para as pessoas envolvidas.
Mais uma ação que gerou ainda resultados significativos foi a adoção do carimbo SomosCoop, criado em 2019 para facilitar a identificação de produtos e serviços oferecidos por cooperativas. Ao ver a marca, os consumidores e parceiros reconhecem facilmente que estão consumindo algo que é resultado de um trabalho de cooperação, com base em valores como a solidariedade, a transparência e o compromisso com o desenvolvimento sustentável.
A campanha #BoraCooperar, divulgada em 2023, também surgiu com o intuito de fortalecer ainda mais a visibilidade dos benefícios do cooperativismo no desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Com o mote E se em vez de competir a gente decidisse cooperar?, a iniciativa destaca como o modelo cooperativista impacta diversos setores da economia, como produção de alimentos, saúde, inclusão financeira e cuidado ambiental. A campanha conta com a participação de ex-BBBs influentes nas redes sociais, como Thelma Assis (saúde), João Luiz (educação) e Caio Afiune (agronegócio), que compartilham suas experiências profissionais ligadas ao cooperativismo. Além disso, um jingle exclusivo em quatro gêneros musicais complementa a comunicação nas mídias tradicionais e digitais.
Para mostrar que O cooperativismo é um bom negócio, uma nova campanha tomou forma em 2024. Ela reforça a mensagem de que o coop é uma escolha vantajosa para todos e mostra como o modelo de negócios impacta positivamente a vida das pessoas e suas comunidades, simplifica seu entendimento e enfatizando suas vantagens econômicas. A campanha foi divulgada por meio de vídeos, redes sociais e spots de rádio.
Além disso, o Movimento SomosCoop também tem marcado presença em podcasts populares como BrainCast e NerdCast, além do canal PodCooperar. A mensagem ainda encontra repercussão em grandes emissoras de TV, como a Band, no programa Melhor da Noite, que ajuda a amplificar sua voz e alcançar ainda mais pessoas. Na Rede Globo, os programas É de Casa, em 2021, e Encontro com Fátima Bernardes, em 2022, mostraram o poder transformador e o potencial econômico do cooperativismo.
“O aumento expressivo no reconhecimento do cooperativismo é, sem dúvida, um reflexo direto do trabalho promovido pelo SomosCoop, que busca reafirmar o compromisso de tornar o modelo de negócios uma força cada vez mais conhecida e respeitada em todo o Brasil”, complementa Samara.
A websérie #BoraEntender, de 2024, também surgiu como uma websérie para explicar de maneira simples e acessível o que é o cooperativismo, seus princípios e funcionamento. Em quatro episódios, a série explora a história do cooperativismo, sua presença em diversas atividades econômicas no Brasil, e o impacto positivo para cooperados e a sociedade. O primeiro episódio, já disponível no YouTube, revela como o cooperativismo promove prosperidade e desenvolvimento econômico e social, oferecendo uma visão prática e educativa do movimento.
Agora, em 2025, a campanha Bora Cooperar por um mundo melhor ganha vida a partir do próximo dia 10 de março . A iniciativa tem como objetivo engajar a sociedade na construção de um mundo mais justo e sustentável por meio do cooperativismo. O tema escolhido faz referência ao Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em reconhecimento às contribuições do movimento no desenvolvimento de comunidades, na promoção de inclusão social, sustentabilidade e justiça social, além de ser uma solução considerada eficaz para os desafios sociais, econômicos e ambientais globais.
Confira um breve histórico do que o movimento SomosCoop fez até aqui:
Realizado pelo Sicoob Primavera, iniciativa atende jovens em situação de vulnerabilidade
O Espaço Cooperar, projeto desenvolvido pelo Sicoob Primavera por meio do programa Voluntário Transformador, é prova de como o cooperativismo é uma força poderosa, capaz de gerar transformação social e desenvolvimento sustentável. Criado para promover educação financeira e cidadania, o Espaço Cooperar oferece atividades de arte e cultura gratuitas com a colaboração de 194 voluntários.
São aulas de música, balé, teatro, coreografia, entre outros, que permitem a descoberta de novos talentos e contribuem para o crescimento pessoal e profissional dos participantes. Por seu impacto, a iniciativa conquistou o troféu ouro na categoria Coop Cidadã do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2024. “Esse é um projeto social que busca ajudar crianças a partir de um ambiente de aprendizagem e crescimento sem precedentes para as comunidades onde está inserido”, explica o presidente do Sicoob Primavera, Edson Luiz Dapper.
O projeto nasceu em Canarana, no Mato Grosso, mas ultrapassou fronteiras e, atualmente, está presente também nas cidades de Dom Eliseu e Rondon, no estado do Pará. Essa expansão permitiu que mais de 800 jovens fossem beneficiados pelas 13 oficinas oferecidas nos três Espaços Cooperar. Dessas vagas, 70% são destinadas a alunos em situação de vulnerabilidade social, o que reforça o compromisso do Sicoob Primavera com a inclusão e a justiça social. “As oficinas promovem o desenvolvimento de habilidades, a integração social e o fortalecimento de laços comunitários”, acrescenta Edson Luiz.
Ainda segundo ele, com foco na sustentabilidade e na responsabilidade social, o Espaço Cooperar representa o verdadeiro espírito cooperativista. “Sua expansão para outros municípios é um testemunho do impacto positivo que projetos como esse podem gerar e servem de inspiração para outras iniciativas semelhantes em todo o país”.
Kélyta Brito, gerente de Cidadania e Sustentabilidade do Sicoob Primavera, descreve os impactos do projeto com emoção. “Cada etapa tem um significado importante que faz a verdadeira diferença na vida das pessoas envolvidas. As aulas de balé, por exemplo, vão muito além da dança. A professora ensina até como amarrar o cabelo. Então, não só fazer uma aula. É ser transformado, ser cidadão. Ser uma pessoa de bem. E esse resultado se estende também para toda a comunidade”, destaca.
A presidente do Sicoob Rondon, Aifa Naomi Uehara de Paula, reforça o efeito da iniciativa para as comunidades atendidas. “Quando abrimos uma agência no interior, rapidamente observamos suas carências. E a cooperativa chega para suprir um pouco dessas carências. E assim nasceu essa ideia de montar um espaço de cooperação, muito bem aceito. As crianças amam, virou um espaço da cidade. Não é nem mais da cooperativa, é da própria cidade”, afirma.
Além de transformar realidades, o Espaço Cooperar também tem contribuído para o fortalecimento do Sicoob Primavera, que alcançou a marca histórica de R$ 1 bilhão em ativos nos últimos anos. O resultado é considerado mais um exemplo de como a sinergia entre o impacto social e o crescimento sustentável, premissas do cooperativismo, caminham juntos e podem ser plenamente acessíveis.
Ao receber o Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2024, Edson Luiz agradeceu especialmente colaboradores e cooperados pela dedicação ao projeto. “Esse prêmio não é apenas um reconhecimento do nosso trabalho, mas um reflexo da força do cooperativismo. Ele demonstra que, quando nos unimos, podemos transformar vidas e construir um futuro mais justo e sustentável”, declarou.
Confira o vídeo com detalhes sobre o Espaço Cooperar em Canarana:
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Encontro discutiu assuntos de interesse mundial e realizou a transição da liderança para a África do Sul
O Grupo de Trabalho do G20 (GT G20) da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) realizou, nesta quarta-feira (05), uma reunião estratégica para dar continuidade às iniciativas que tem como objetivo ampliar a presença do cooperativismo nos principais organismos multilaterais do mundo. Fabíola Nader Motta, gerente-geral da OCB, representou a entidade no encontro.
Para ela, os esforços de coordenação por parte da ACI são cruciais para a inserção do cooperativismo no cenário global. "Ao cooperarmos com os movimentos de outros países, conseguimos organizar o movimento e mostrar o seu verdadeiro tamanho nos fóruns internacionais multilaterais. Isso abre espaço para que as cooperativas atuem junto a seus governos nacionais para conquistar espaço para o nosso modelo de negócios”, disse.
O GT, criado para coordenar e aconselhar os países que assumem a presidência do G20, tem como missão garantir que o cooperativismo esteja inserido nas discussões globais, a partir da promoção do movimento e, também, da integração em agendas de impacto econômico, social e ambiental.
Em 2024, o Brasil foi presidente do grupo e desempenhou papel fundamental na articulação e na defesa dos interesses do cooperativismo nos debates realizados. Com a transição para a presidência da África do Sul, neste ano, o encontro serviu para compartilhar experiências, alinhar expectativas e traçar estratégias para a nova liderança.
Um dos destaques da reunião foi a apresentação dos planos do Sistema OCB para a COP30, que será realizada no Brasil, em 2025. A presença do cooperativismo no evento que trata sobre mudanças climáticas é vista como estratégica para fortalecer a contribuição do setor para a sustentabilidade. O GT discutiu, ainda, a atuação do cooperativismo em outros fóruns multilaterais, como o G7, o que reforça a importância da representatividade do setor nessas esferas de decisão.
O encontro reafirmou o compromisso do GT da ACI em manter uma atuação coordenada para garantir que o cooperativismo seja reconhecido como um modelo econômico sólido e alinhado aos desafios globais. Com a liderança sul-africana, o grupo segue mobilizado para fortalecer a voz do cooperativismo no cenário internacional e promover a inclusão do setor nas discussões de alto nível, além de impulsionar soluções inovadoras para um desenvolvimento mais justo e sustentável.
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Potencial do cooperativismo como protagonista na agenda de sustentabilidade mundial é evidenciado
O webinário Mercado de Carbono: Cooperativas Rumo à Descarbonização, realizado pelo Sistema OCB, nesta terça-feira (4), reuniu mais de 400 participantes em transmissão online pelo YouTube da entidade para debater as oportunidades e os desafios do tema para o cooperativismo. O evento destacou o papel fundamental das cooperativas na agenda de descarbonização e abordou tanto o mercado regulado quanto o voluntário.
Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, deu início ao evento com três perguntas iniciais: Como sua cooperativa poderia se beneficiar do mercado regulado ou voluntário de carbono? Quais são os desafios para a inserção das cooperativas no mercado de carbono? Quais práticas sustentáveis sua cooperativa já adota e poderiam ser potencializadas com a agenda de descarbonização? Essas reflexões nortearam o debate, que teve como foco transformar os problemas ambientais em soluções e negócios sustentáveis.
Arnaldo Jardim: coops lideram mercado de carbonoPara o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o evento vai além de um debate técnico. "Estamos transformando a descarbonização em valor para as cooperativas e seus cooperados. Esse é o momento de receber a COP30 no Brasil, e usar dessa oportunidade para mostrar o potencial do modelo de negócios. Nossas cooperativas transformam realidades, e isso foi reconhecido uma segunda vez pela ONU. Por isso, precisamos discutir amplamente esse tema, tão atual para construir soluções que beneficiem a todos", declarou.
Em sua participação, o deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), reforçou a relevância do cooperativismo nesse contexto. "O movimento lidera o mercado de descarbonização. Temos exemplos extraordinários de cooperativas que mostram como é possível aliar desenvolvimento econômico e sustentabilidade. O coop sabe se atualizar e se adaptar aos novos desafios", afirmou.
Compromisso
Durante o primeiro painel, com o tema Oportunidades e Desafios do Mercado de Carbono, Daniel Vargas, consultor do Sistema OCB para a COP30 e professor de Economia e de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destacou que o mercado de carbono é uma criação política que transforma o meio ambiente em ativo econômico. Para ele, o cooperativismo é capaz de organizar essa cadeia, criar escala e impacto positivo. "O grande desafio é reconhecer as boas práticas do agro e, também, das cooperativas como geradores de créditos de carbono. Esse modelo de negócios possui um papel decisivo ao incentivar que produtores passem a enxergar o meio ambiente não como um obstáculo, mas como uma oportunidade", afirmou.
Daniel Vargas: mercado de carbono é oportunidadeO professor acredita que o Brasil possui enorme potencial de descarbonização. “Nosso país tem virtudes tropicais singulares que precisam ser valorizadas no mercado de carbono global. Nossas práticas agrícolas e ambientais geram benefícios que ainda não possuem devido reconhecimento econômico”. Daniel entende que o mercado de carbono é uma oportunidade. “É o momento que nos permite transformar boas práticas em créditos valorizados, com geração de renda e estímulo de transição para uma economia de baixo carbono, com as cooperativas na linha de frente desse movimento”, acrescentou.
Leonardo Papp: contribuição para a sustentabilidadeLeonardo Papp, advogado e consultor jurídico do Sistema OCB, explicou que a Lei 15.042/24 representa um marco para o Brasil. “Ao inserir o mercado de carbono na legislação nacional, se estabelecem regras claras para operadores e se define um caminho para o amadurecimento desse mercado nos próximos anos”. Ele pontuou que o mercado de carbono possui três modalidades: o regulado internacionalmente pela ONU; o nacional, que agora ganha força com a nova lei; e o voluntário, que funciona de forma privada. “Todos compartilham a mesma lógica, mas variam quanto à origem das metas e aos mecanismos de controle. Agora, com o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), serão estabelecidas metas de redução e, além disso, a comercialização de créditos de carbono, o que cria boas oportunidades para as cooperativas que conseguem exceder essas metas".
O advogado ainda falou sobre outros benefícios que podem incidir sobre o cooperativismo a partir da adoção de práticas de redução de emissões em suas atividades. “Isso não apenas contribui para a sustentabilidade, mas também cria novas oportunidades de negócios e parcerias”, declarou. E, por fim, esclareceu que o mercado regulado brasileiro está em período de transição. “Pode levar de cinco a seis anos até o seu pleno funcionamento. Nesse tempo, será fundamental a regulamentação de metodologias de monitoramento, verificação de emissões e a integração com mercados internacionais”, concluiu.
Cases
Aline Simões: selo ouroNo segundo painel, foram apresentados cases de sucesso que demonstram o impacto positivo do cooperativismo na agenda de descarbonização. Aline Simões, especialista em Sustentabilidade do Sicredi Confederação, compartilhou a trajetória da instituição. "Em 2019, realizamos nosso primeiro inventário sistêmico de emissões de GEE. Desde então, evoluímos continuamente, aderindo ao Programa Brasileiro GHG Protocol e neutralizando emissões de forma sistêmica. Em 2021, recebemos o selo ouro pelo nosso inventário, e, em 2024, iniciamos a mensuração das emissões financeiras com adesão ao PCAF (Partnership for Carbon Accounting Financials)”, contou.
Ela relembrou que a construção do inventário sistêmico de emissões de GEE foi desafiador e, no entanto, essencial para consolidar a gestão climática do Sicredi. “Conseguimos reunir todos os dados, de todas as cooperativas, o que nos permitiu implementar um processo contínuo de aprimoramento, com capacitações e treinamentos para engajar as equipes e fortalecer a cultura da sustentabilidade”.
Boris Wiazowski: inovaçãoPor sua vez, Boris Wiazowski, head de sustentabilidade da Coopercitrus, falou sobre o foco da cooperativa em inovação e investimento em novas tecnologias. “Acreditamos que a descarbonização do agro passa pela inovação. Levamos tecnologia para os produtores e soluções de mapeamento do solo, além do uso de drones para pulverização de áreas específicas. Tudo isso, reduz o consumo de diesel e aumenta a eficiência de produção”, explicou. Ele ressaltou que o compromisso da Coopercitrus com o tema sustentabilidade é prioritário. “Investimos em usinas fotovoltaicas, gestão de resíduos e uso de biomassa, enquanto otimizamos o consumo de combustíveis. Por meio dessas ações concretas, entendemos que é possível aliar produção agrícola e responsabilidade ambiental”.
Cássio Camargos: adesão ao GHG ProtocolCássio Camargos, Gerente de Qualidade e Integração da Cooperativa Central dos Produtores Rurais (CCPR), destacou que, desde 2023, a cooperativa busca por transformação da cultura organizacional e adesão ao GHG Protocol. “Em parceria com o Sistema OCB e o Sistema Ocemg criamos uma matriz de materialidade e revisamos nosso planejamento estratégico que promoveu uma mudança de olhar sobre a sustentabilidade e a logística”, descreveu.
Ele ressaltou que, em 2024, foram priorizados combustíveis limpos e parcerias importantes foram firmadas, como, por exemplo, com a Embrapa. “Tivemos acesso à tecnologias para recuperação de pastagens e lavouras. Nossa meta para este ano é conquistar o selo ouro e, ano que vem, queremos ampliar o foco para bioinsumos, bioeconomia e bio competitividade, que são pilares fundamentais para o movimento coop”, planejou. O gerente concluiu sua fala afirmando que o GHG Protocol é um programa essencial para mapeamento, quantificação e auditoria das emissões. “Alcançar a etapa prata em 2023 foi um marco que incentivou, ainda mais, nossa trajetória”.
Ao final do webinário, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, salientou que a COP30 é o momento em que o movimento poderá mostrar a força que possui no Brasil e no mundo. “Precisamos chegar lá evidenciando nossa potência com indicadores que comprovam nossa capacidade. O Ramo Agro é uma verdadeira máquina de fotossíntese e esperamos que todas as cooperativas interessadas possam se unir ao Sistema OCB para demonstrar que sabemos usar nossas melhores características de forma estratégica”, provocou.
Para ela, além da economia, do conhecimento e do desenvolvimento social que o cooperativismo gera, ainda é possível realizar tudo isso enquanto se amplia a presença nos mercados global, nacional e voluntário. “Esse é um potencial que atravessa todos os ramos do cooperativismo”, declarou.
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Solução Neutralidade de Carbono inicia ações com a participação de 16 cooperativas
O Sistema OCB realizou, nesta quinta-feira (29), reunião de abertura da Solução Neutralidade de Carbono. O encontro reuniu representantes de 16 cooperativas de diferentes ramos e estados brasileiros indicadas pela Câmara Temática da COP para participar das etapas, cronogramas e entregas da iniciativa. “Esse evento marca o início de uma jornada estratégica que posiciona o cooperativismo brasileiro na vanguarda da sustentabilidade, com o alinhamento de suas práticas às demandas globais de descarbonização e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, afirmou Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas da entidade.
Parte do Programa ESGCoop, a Solução Neutralidade de Carbono é uma ação pioneira destinada a apoiar as cooperativas na mensuração, gestão e neutralização de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), para promover a elaboração de inventários alinhados ao Programa Brasileiro GHG Protocol e assegurar maior transparência e competitividade no mercado.
Durante a reunião, Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, enfatizou o papel estratégico da sustentabilidade no cooperativismo. Ele detalhou as etapas do programa e os serviços técnicos oferecidos pela parceira Ambipar, como consultorias especializadas, elaboração de relatórios de descarbonização e apoio à publicação de inventários no Registro Público de Emissões. O cronograma apresentado reforçou o compromisso com prazos claros e entregas consistentes, destacando a importância do engajamento das cooperativas para o sucesso da iniciativa.
Alex evidenciou que, em 2024, 247 cooperativas participaram do diagnóstico ESGCoop, revelando uma média de adesão de 49,70%. Ele lembrou, contudo, que os desafios na dimensão ambiental ficaram evidentes, especialmente no critério de mudanças climáticas, que registrou um índice de apenas 28%. “Essa realidade destaca a urgência de ações concretas para transformar o setor em um modelo de referência na adoção de práticas sustentáveis”, acrescentou.
A Solução Neutralidade de Carbono surge como resposta a essa necessidade, oferecendo um caminho estruturado para que as cooperativas avancem em sua agenda ambiental. A iniciativa busca atender aos requisitos regulatórios e criar uma cultura de descarbonização que alinha o setor às metas globais, posicionando o cooperativismo brasileiro como protagonista na diplomacia ambiental.
Segundo Laís Nara, analista técnico institucional do Sistema OCB, o inventário mostra que as cooperativas brasileiras não apenas reconhecem suas emissões, mas adotam práticas para mitigá-las, contribui para a redução de GEE e fomenta o mercado de pagamento por serviços ambientais. “Convidamos todas as cooperativas a fazerem seus inventários e publicarem no Registro Público de Emissões. Essa transparência gera retornos significativos, tanto ambientais quanto econômicos, além de fortalecer a reputação do cooperativismo”, destacou.
A Ambipar participou do encontro e apresentou o trabalho de consultoria e atuação da empresa, que oferece serviços e produtos completos voltados à gestão ambiental. Maria Cláudia Martinelli, coordenadora de Projetos em Sustentabilidade da Ambipar, destacou o compromisso de oferecer soluções inteligentes e expertise para superar os desafios da sustentabilidade. “Para nós, sustentabilidade não é apenas um discurso, é parte do nosso dia a dia e precisa ser para vocês também”, declarou.
Representantes de cooperativas como Copacol, Frísia e Sicoob Unicoob marcaram presença na reunião, reforçando o valor estratégico de integrar um projeto alinhado à sustentabilidade e à neutralidade de carbono. Para essas cooperativas, participar de uma iniciativa como essa não apenas contribui para o fortalecimento de práticas sustentáveis no setor, mas também posiciona o cooperativismo como protagonista na construção de uma economia mais verde e responsável.
A reunião foi finalizada com o convite para que as cooperativas participantes se tornem agentes de transformação, assumindo o protagonismo na agenda climática e reforçando o compromisso do cooperativismo com a neutralidade de carbono. A mensagem central do evento foi clara: juntos, o cooperativismo brasileiro pode moldar um futuro mais sustentável e inclusivo, consolidando sua relevância no cenário nacional e internacional.
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