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Banco quer impulsionar projetos de cooperação com foco na Região Amazônica
Conversa para discutir possíveis parcerias de captação de recursos para financiamento de projetos de inclusão financeira no BrasilO Sistema OCB e o Sicoob se reuniram, nesta quarta-feira (13), com o BID-Invest, braço do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID), para discutir potenciais parcerias para a captação de recursos para financiamento de projetos de inclusão financeira no Brasil, especialmente na Região Amazônica. Participaram do encontro pela Casa do Cooperativismo, o presidente. Márcio Lopes de Freitas, a gerente-geral. Fabíola Nader Motta. e o coordenador de Relações Internacionais. João Marcos Silva Martins. Terence Gallagher, diretor de Inclusão Financeira, e Marcia Faria, oficial de Investimentos, representaram o BID-Invest. Luiz Edson Feltrim, superintendente do Instituto Sicoob para o Desenvolvimento Sustentável também esteve presente.
Terence e Marcia afirmaram que o banco tem interesse em investir nas coops brasileiras para proporcionar acesso a mais conhecimento técnico e infraestrutura. A ideia, segundo eles, é colaborar por meio da Rede Financeira para a Amazônia. O Sicoob já integra a rede e, recentemente, os representantes do BID estiveram em Rondônia para visitar o Sicoob Credip e avaliar a realização de parcerias com a instituição.
De acordo com o presidente Márcio, o BID-Invest pode ser um grande aliado para o desenvolvimento das cooperativas, especialmente as localizadas na Região Amazônica. “O financiamento robusto promovido pelo Banco pode alavancar as ações em curso na Casa do Cooperativismo, por meio do Programa ESGCoop. Estamos animados em avançar na discussão dessa parceria estratégica para o desenvolvimento de projetos de cooperação”, declarou.
No Ramo Crédito, o Sicredi também possui parceria com o BID. O sistema recebeu um investimento de US$ 80 milhões destinados a empréstimos para pequenas empresas lideradas por mulheres. A Cresol, por sua vez, recebeu uma comitiva do banco que pôde conhecer o projeto da cooperativa sobre sustentabilidade ambiental desenvolvido na Amazônia.
O BID-Invest, concentra seus esforços na parceria com entidades privadas e foi criado com o objetivo de investir e impulsionar o desenvolvimento da América Latina e Caribe, promovendo colaborações estratégicas com cooperativas e outros agentes econômicos.
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Capacitação realizada em Brasília contou com a participação de representantes de 17 Organizações Estaduais
Capacitação em Brasília comprovou aplicabilidade da metodologia de diagnóstico oferecida pelo Sistema OCBEntre os dias 5 e 8 de março, o Sistema OCB realizou o primeiro ciclo de treinamento imersivo do Programa NegóciosCoop de 2024. No total, 42 representantes de 17 Organizações Estaduais (OCEs) participaram do evento em Brasília, que teve como objetivo, orientar a aplicação do programa em suas regiões. Em junho, um novo ciclo será realizado para contemplar os demais estados.
O diagnóstico proposto pelo NegóciosCoop conta com uma avaliação detalhada que mapeia as potencialidades e as deficiências das cooperativas, a partir da análise de cinco pilares: Organização social; Produção; Gestão; Valor Agregado; Verticalização de Cadeia e Mercado.
Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, destacou que o treinamento foi importante para comprovar a aplicabilidade da metodologia de diagnóstico proposta pelo NegóciosCoop. “O que mais ouvimos durante o treinamento foi que o diagnóstico faz sentido e pode ser utilizado tanto pelos estados quanto pelas cooperativas, mesmo as pequenas e que ainda estão na fase de sobrevivência”, afirmou.
Para a gerente, o reconhecimento da aplicabilidade da metodologia desenvolvida pelo Programa NegóciosCoop e o entusiasmo dos participantes gera a credibilidade necessária para a continuidade da iniciativa. “Nos faz acreditar que ela será aplicada com cada vez mais frequência para gerar esse movimento de apoio às cooperativas que é focado na proximidade e na escuta ativa. Também nos deixa um recado importante sobre o quanto é necessário que a unidade nacional e as organizações estaduais estejam cada vez mais perto das cooperativas para, de fato, conseguir levá-las cada vez mais longe”, completou.
Marcelo Avlis, tesoureiro da Coopermista - Cooperativa de Agricultura Familiar Mista do DF, foi um dos participantes que considerou a experiência extremamente positiva. "O aprendizado foi imenso, superou expectativas. Montar um quadro sobre a história da minha cooperativa e relembrar todo o caminho até aqui, foi emocionante e mostrou possibilidades novas para os negócios”, declarou.
Já Carlos Eduardo Matos Santos, coordenador de Desenvolvimento de Cooperativas da OCB/GO, disse que o programa NegóciosCoop é transformador. “Traz a perspectiva de um novo tempo para as nossas cooperativas. Um novo tempo revolucionário e que nos permite aumentar nossas expectativas de levar mais dignidade às pessoas, bem como de bater a meta de R$ 1 tri de prosperidade para o nosso movimento”, destacou.
O Programa NegóciosCoop contempla diagnóstico, seguido de consultorias, instrutorias e capacitações destinadas a organização interna da cooperativa, além do fornecimento de oportunidades de acesso a mercados, como feiras, missões e rodadas de negócios. Em 2023, ano de sua implantação, foram percorridos mais de 25 mil quilômetros de avião, carro e barco que somaram 1.276 horas de consultorias e capacitações em seis estados da Região Norte.
Agora, em 2024 o NegóciosCoop entrou na fase escala, que consiste em sua implementação em todas as OCEs. O público-alvo do diagnóstico realizado são pequenas cooperativas do ramo agropecuário (até 15 milhões de faturamento), especialmente as da agricultura familiar e extrativistas, além das que atuam no segmento do artesanato.
O Programa NegóciosCoop busca fortalecer a organização interna das cooperativas. Com o programa, as elas têm acesso a soluções direcionadas para aumentar o faturamento e a competitividade e, ainda, aprimorar a organização do quadro social, processos de produção, alinhamento estratégico da marca e melhoria da comunicação com os cooperados.
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Países buscam impulsionar modelo de negócios do movimento na América Latina
João Marcos Silva Martins e a presidente da Fecopar, Myrian RojasEm busca de fortalecer uma relação sólida e estratégica com as organizações cooperativistas do Mercosul, nesta terça-feira (06), o coordenador de Relações Internacionais do Sistema OCB, João Marcos Silva Martins, se reuniu com a Confederação de Cooperativas Rurais do Paraguai (Concopar) e a Federação de Cooperativas de Crédito do Paraguai (Fecoac). “O Paraguai se destaca por ter um movimento robusto, com 22% de seu mercado financeiro composto por cooperativas e mais de 50% das exportações agropecuárias provenientes de cooperativas do setor”, destacou João Martins.
Durante os encontros, o coordenador entregou convites para que os representantes das entidades participem do 15º Congresso Brasileiro de Cooperativismo (CBC), que será realizado entre os dias 13 e 17 de maio, em Brasília. O evento contará com um fórum específico para convidados internacionais e debater o papel do cooperativismo na agenda internacional de sustentabilidade e desenvolvimento.
A troca entre o Sistema OCB e as entidades de representação das coops paraguaias é constante. Em 2022 e 2023, o Brasil recebeu comitivas de líderes de cooperativas de crédito do Paraguai, coordenadas pela Fecoac, que conheceram cooperativas do Paraná e do Rio Grande do Sul e, ainda, o Sistema Cresol. Em contrapartida, representantes brasileiros tiveram a oportunidade de visitar cooperativas no Paraguai, enriquecendo o conhecimento sobre diferentes modelos e práticas.
A intercooperação entre o Brasil e o Paraguai também se reflete, conforme ressalta João Martins, no âmbito econômico. “O principal fornecedor das cooperativas brasileiras é o Paraguai. O país vizinho é a principal origem das importações das coops.. Além disso, há uma atuação destacada nas regiões de fronteira, a exemplo da Lar Cooperativa (PR), que desenvolve atividades nesse contexto desde a década de 80, em parceria com diversas cooperativas e fornecedores locais”, explicou.
O coordenador também lembrou que o Paraguai lidera diversas organizações internacionais do cooperativismo, como o Comitê de Mulheres Cooperativistas e o Comitê de Jovens das Américas, além de presidir a Rede Americana de Cooperativas Agropecuárias. “Também atuamos em conjunto com o país na Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM). Essa liderança reforça o papel de destaque do país na promoção e no desenvolvimento do cooperativismo na América Latina e relevância de mantermos contato constante com as instituições de representação do movimento no país”, concluiu.
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Delegação foi recebida pelo Sistema OCB, que estreitou possibilidades de relações comerciais
Comitiva de delegados da All-China em visita ao BrasilO Sistema OCB recebeu, entre os dias 23 e 26 de fevereiro, uma comitiva de delegados da All-China, a Federação Chinesa de Cooperativas de Abastecimento e Marketing (ACFSMC). Durante visita aos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a delegação liderada pelo vice-presidente da organização, Zenhong Cai, conheceu cooperativas dos Ramos Agro, Crédito e Saúde, encontrou dirigentes das Organizações Estaduais e estabeleceu contatos para relações comerciais mais diretas entre coops dos dois países.
Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, recebeu a comitiva em São Paulo e destacou a importância do encontro. “Receber a All-China no Brasil foi uma oportunidade única. Trata-se de uma das mais importantes organizações de representação cooperativista no mundo e, também, de uma parceira relevante no âmbito da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). Apresentar o nosso movimento e conhecer as particularidades do cooperativismo chinês traz novas experiências para as coops brasileiras e abre as portas para o desenvolvimento de projetos de cooperação concretos”, afirmou.
Em São Paulo, a visita começou na sede da Ocesp. O superintendente Aramis Moutinho Júnior conversou com o grupo e detalhou as principais características do coop no estado. A delegação também conheceu a sede da Coplacana – Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo, e da Uniodonto Campinas. Na Coplacana, o diretor de Negócios, Roberto Rossi, e o diretor Administrativo, Marcos Farhat, fizeram a apresentação institucionais da coop e discutiram o desenvolvimento de projetos conjuntos com a All-China. A estrutura e os números da Uniodonto Campinas foram detalhados pelo presidente Vladimir Borin.
Já no Rio de Janeiro, o grupo esteve na sede do Sistema OCB/RJ, onde um retrato do cooperativismo carioca foi apresentado pelo presidente, Vinicius Mesquista, e pelos superintendentes, Abdul Nasser e Jorge Lobo. Outras duas visitas foram realizadas na Unicred Coalisão e na Central Sicoob Unimais Rio. Na primeira, foram detalhados os trabalhos, números gerais e cobertura nacional da cooperativa. O grupo foi recebido pelo diretor de Risco e Compliance, Marcius Braz, e pelo diretor de Estratégia e Negócios, Vinicius Lancelotti. Além de entender a atuação da Unicred, os representantes da All-China também falaram sobre a experiência chinesa no cooperativismo de crédito.
O diretor-executivo do Sicoob Cecremef, Carlos Soares, acompanhou o grupo na Central Sicoob Unimais Rio. Na oportunidade, foram destacados os números nacionais e regionais do sistema cooperativo de crédito, além de indicadores de sua atuação no Rio de Janeiro. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, também se conectou virtualmente para conversar com a comitiva chinesa e anfitriões. Ele reforçou que o cooperativismo brasileiro está à disposição para cooperar. “Não podemos deixar de destacar a relevância da All-China no cenário mundial e a importância que esta parceria tem para levar nossos produtos e serviços ainda mais longe”, disse.
A delegação da All-China considerou a oportunidade e as visitas realizadas muito produtivas e positivas. De acordo com Zenhong Cai, foi possível esclarecer dúvidas importantes sobre o coop brasileiro, estabelecer contatos significativos e discutir projetos de cooperação relevantes para ambos os lados. Ainda segundo ele, foi particularmente gratificante entender as similaridades entre o cooperativismo de crédito brasileiro e chinês, além de conhecer ruas e paisagens cariocas.
Criada em 1954, a All-china é a principal organização de representação e fomento das cooperativas chinesas. A Federação congrega 432 mil cooperativas que geram três milhões de empregos no país. Em 2023, a movimentação financeira de seu ecossistema somou mais de US$ 1 trilhão. A All-China também possui assento no Conselho Administrativo da ACI e, atualmente, ocupa a vice-presidência da ACI Ásia Pacífico, órgão regional da entidade. Importante parceira política e principal destino comercial do Brasil, a China importou, em 2022, US$ 1,6 bi de cooperativas brasileiras.
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Etapa em Brasília contou com visitas técnicas e troca de experiências
O Sistema OCB deu início, nesta segundaIntegrantes do evento Conhecer para Cooperar-feira (26), à primeira etapa do Projeto Conhecer para Cooperar – Ramo Crédito, que visa apresentar as melhores práticas do cooperativismo de crédito no país, assim como experiências internacionais, para promover maior conhecimento sobre o modelo de negócios e propiciar maior aproximação entre o segmento e o poder público. Esta é a segunda edição do projeto. A primeira foi realizada entre os anos de 2012 e 2014, sob o nome Prospecção de boas práticas e aprendizagem experiencial em cooperativismo de crédito, e inspirou avanços significativos para o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), a exemplo da Lei Complementar 196/22, que atualizou a legislação vigente, e a constiuição do fundo garantidor.
“Este é um projeto notável que leva ao avanço do SNCC, a partir de um relacionamento de confiança. O aprendizado e a troca de conhecimentos que ele oferece alavanca a formação de redes de debates e de oportunidades fundamentais para aprimorar a base normativa e o processo de funcionamento do cooperativismo de crédito como um todo. Não tenho dúvidas de que essa segunda edição será um sucesso e trará resultados significativos novamente. Com a primeira, aprendemos tanto que conseguimos superar os modelos internacionais que eram, então, nossos exemplos”, afirmou o diretor do Banco Central, Ailton Aquino, que integrou a equipe da primeira edição. Presidente do Sistema OCB ao lado de Ailton Aquino
Para o presidente Márcio Lopes de Freitas, o Conhecer para Cooperar tem como principal mérito mostrar in loco a atuação do cooperativismo crédito e os benefícios que ele proporciona em suas comunidades. “É muito gratificante estar aqui enquanto representante do cooperativismo brasileiro. Essa iniciativa aproxima a teoria da prática para ressaltar o impacto gerado pelo coop de crédito no dia a dia do cooperado e de todos à sua volta. Ele alavanca uma rede de relacionamentos importante para criar um ambiente de fomento que se transforma em referência para garantir as melhorias necessárias ao segmento”, ressaltou.
Servidores do Banco Central do Brasil (BCB), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e dos ministérios da Agricultura (Mapa) e Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); representantes dos sistemas cooperativos, das cooperativas independentes e do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop); e integrantes do GT Executivo do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (Ceco), compõem o grupo que participa da segunda edição do Conhecer para Cooperar.
A primeira etapa, realizada em Brasília, contou com visitas à sede da Casa do Cooperativismo, ao Centro Cooperativo Sicoob (CCS), ao FGCoop e à Cooperforte, cooperativa de crédito independente. O projeto terá sete etapas a serem executadas até 2026 e que passarão pelas cinco regiões do Brasil e, ainda, no Canadá e Alemanha. A próxima será realizada entre os dias 11 e 15 de março, com troca de experiências em cooperativas de crédito da Região Sul.
Casa do Cooperativismo
A gerente-geral do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, detalhou a estrutura e as atividades desenvolvidas pela entidade, destacou números do movimento no Brasil e no mundo e abordou a importância do modelo de negócios. “O cooperativismo é o que as pessoas procuram na atualidade. Elas talvez ainda não saibam identificar essa realidade, mas, a partir de uma correlação com o consumidor contemporâneo, conseguimos identificar vários pontos de intercessão”, destacou.
Fabíola lembrou que o consumidor contemporâneo é crítico, busca valores humanos nos produtos e serviços que adquire, substitui a posse pelo uso, se preocupa com a sustentabilidade e quer conhecer a história por traz do processo de produção. “Todas essas características levam a questão do propósito que rege a existência do negócio. E o cooperativismo é, por natureza, um modelo de negócios com propósito. Está em seus princípios, o comércio justo, a economia colaborativa, o empoderamento criativo, o consumo responsável. Em resumo, o poder do coletivo que leva à prosperidade do negócio, das pessoas e das comunidades”.
A gerente-geral também falou sobre a importância do trabalho de representação institucional desenvolvido pelo Sistema OCB em defesa do cooperativismo junto aos Três Poderes, e sobre o movimento SomosCoop, que tem como objetivo tornar o modelo de negócios mais conhecido e reconhecido pela sociedade. “Todo o nosso trabalho tem como objetivo final esse reconhecimento. Quanto mais conseguirmos demonstrar os benefícios desse modelo de negócios, mais os aprimoramentos alcançamos”, complementou.
Centro Cooperativo Sicoob (CCS)
Um sistema formado por 14 centrais, 335 cooperativas singulares e 7,7 milhões de cooperados. A estrutura do Sicoob, que conta ainda com 4.609 unidades em sua rede de atendimento, o que garante presença em 42% dos municípios brasileiros, foi apresentada por Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do sistema. Na visita ao CCS, os participantes do projeto também conheceram a história do cooperativismo de crédito no mundo e no Brasil, bem como os detalhes da evolução do SNCC. Marco Aurélio Almada Abreu, diretor-presidente do SicoobEm sua fala, Almada buscou responder quais são as principais diferenças entre as cooperativas e as instituições financeiras tradicionais. “O cooperativismo gerencia e alinha interesses. Não é controlado pelo capital. Ou seja, 50% mais um não é nada. É uma sociedade de pessoas e, como tal, busca a maximização do retorno para seus sócios e não do lucro. Alavancamos o sócio como indivíduo e temos compromisso com o desenvolvimento do cooperado. Além disso, não dependemos do Estado, mas somos um agente de política pública virtuoso, que está sempre presente, tantos nos bons momentos quanto nos difíceis”, descreveu.
Para ele, o projeto Conhecer para Cooperar é fundamental para que o cooperativismo possa entregar o seu melhor à sociedade. “Temos a ambição de fazer e desenvolver mais, mas não conseguimos sozinhos. Sem a colaboração e o entendimento do poder público, sem a regulamentação correta, a abordagem e a supervisão adequadas, ficamos aquém do que é possível. Então, essa iniciativa é fundamental para reunir esse conjunto de pessoas de diferentes frentes que querem a mesma coisa, ou seja, um país melhor. É uma oportunidade única, que diferencia o Brasil de outros países. Essa abertura com o poder público é fantástica”, considerou.
FGCoop
A visita ao Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) reservou momentos esclarecedores sobre o histórico, estrutura e processo de funcionamento da entidade. Criado em 2014 e regulado pelo Banco Central, o fundo tem como diferencial, de acordo com o diretor-executivo Adriano Ricci, uma atuação preventiva e próxima de seus associados. “Nossa missão é proteger os depósitos, mas sempre desejamos que ela não se concretize, uma vez que somos acionados apenas em caso de problemas insolúveis. O que realmente importa é contribuir para que as cooperativas de crédito e os bancos cooperativos mantenham-se íntegros e em plena saúde financeira. Por isso, prevenir é sempre fundamental”, afirmou.
Atualmente, o FGCoop mantém em sua carteira de associados dois bancos cooperados, quatro confederações, 30 centrais e 615 cooperativas singulares. O patrimônio social supera os R$ 4 bi e o percentual de cobertura é de 52%. “Formamos uma rede integrada de proteção. Para isso, realizamos um monitoramento constante da situação de cada associado para evitar a ocorrência de problemas extremos, que possam ocasionar a intervenção ou liquidação extrajudicial. Nesse processo, confiança é a palavra-chave. Melhorar e merecer essa confiança é a base sobre a qual buscamos construir um sistema sólido e em contínuo crescimento”, acrescentou Ricci.
O presidente do fundo, Luiz Antônio de Araújo, falou sobre a importância do Conhecer para Cooperar. “Historicamente, o cooperativismo de crédito sempre teve três grandes desafios. Dois já foram superados com a criação de um normativo adequado e do FGCoop. O terceiro, que é ser mais conhecido e reconhecido pela sociedade ainda permanece. Projetos como esse são fundamentais para alcançarmos mais esse objetivo. É preciso que o brasileiro conheça e saiba como funciona uma cooperativa de crédito para poder aproveitar efetivamente os benefícios que ela oferece”, salientou.
Cooperforte
As particularidades e desafios das cooperativas de crédito singulares independentes (não filiadas a centrais) foram temas abordados durante a visita a Cooperforte – Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo de Funcionários de Instituições Financeiras Federais. Kedson Macedo, diretor-executivo de Relacionamento Interno, detalhou o cenário atual do segmento no Brasil. “Das 771 cooperativas de crédito singulares existentes hoje, 212 são independentes que somam em ativos totais mais de R$ 20 bi. A representação desse grupo no SNCC, também em ativos totais, é de 3,2%”, explicou. Entre os principais desafios do segmento, Kedson citou a transformação digital e a intercooperação.
Fundada há 40 anos, a Cooperforte congrega 151 mil associados e soma R$ 3,2 bil em ativos totais. “Nossa atuação é baseada em ajuda mútua, equidade e solidariedade. Nosso modelo é muito simples e nossos associados recorrem aos serviços sempre no formato virtual. Os produtos oferecidos são voltados para a concessão de diferentes tipos de crédito e possibilidades de investimentos. Para 2024, nosso foco será disponibilizar os serviços de conta corrente”, destacou o diretor-presidente, Edson Machado Monteiro.
Para ele, aproximar o cooperativismo de crédito do poder público, como propõe o Conhecer para Cooperar, é fundamental. “Mostrar nos benefícios desse modelo de negócios para as mais diversas instâncias, para reguladores e autoridades que formulam as políticas públicas contribui para aprimoramento das atividades e permite que alcancemos resultados cada vez mais significativos”.
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Aulas são baseadas no padrão Craft, reconhecido por sua abordagem de devida deligência
O Sistema OCB, em parceria com a Aliança pela Mineração Responsável (ARM), iniciou, nessa terça-feira (20), o Curso CRAFT - Critérios de Rastreabilidade Mineral e Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo, com ênfase na cadeia do ouro. As aulas se baseiam no padrão Craft, reconhecido internacionalmente por sua abordagem de devida diligência, estabelecido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em formato virtual, e disponível por meio da plataforma Capacitacoop, o curso tem como objetivo nivelar o conhecimento de técnicos que apoiam as cooperativas minerais a promover práticas responsáveis no garimpo.
Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, participou do evento de abertura do curso e informou que a entidade desenvolve um trabalho constante na busca de soluções que garantam melhorias em prol do Setor Mineral. "Estamos abertos para pensar na melhor forma de avançar com segurança na atuação das cooperativas minerais. O conteúdo do curso, inclusive, agrega na atividade de todas as cooperativas que atuam nesse setor", afirmou.
O público-alvo do curso engloba dirigentes e técnicos das cooperativas minerais e prestadores de serviços, mas também há participação de entidades representativas, universidades e órgãos governamentais ligados ao setor. A iniciativa visa não apenas melhorar as práticas e processos na cadeia mineral, mas também contribuir para um mercado mais responsável e seguro no Brasil. “A participação de técnicos e especialistas, juntamente com representantes do governo, compradores de ouro e joalherias, é fundamental para ampliar o conhecimento e estabelecer padrões éticos e legais na exploração mineral”, explicou o analista técnico do Sistema OCB, Alex Macedo.
As aulas serão ministradas às terças e quintas-feiras, até o dia 29 de março, com divisão em quatro módulos, que incluem aprendizagem colaborativa, estudos de casos e aplicação prática das ferramentas compartilhadas. Os participantes poderão aprofundar o conhecimento por meio de trabalhos em grupo e de interações com os professores especializados. Também serão realizadas avaliações para entrega dos certificados ao final do curso.
Gilson Camboim, coordenador nacional do cooperativismo mineral do Sistema OCB, ressaltou a importância de garantir segurança aos clientes e às cooperativas, além de promover uma atividade dentro dos padrões pré-estabelecidos. Ele espera bons resultados a partir do curso. "A expectativa é muito boa. O intuito é proteger os consumidores e as cooperativas no desenvolvimento de uma atividade legal de exploração”, destacou.
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Melhor da Noite, da TV Band, vai destacar episódios do SomosCoop na Estrada
O cooperativismo vai marcar presença no programa Melhor da Noite, apresentado por Glenda Kozlowski e Zeca Camargo na TV Band. Todas as terças-feiras de janeiro a março, exceto no dia 13, o programa será palco de inspiração e informação sobre as práticas e conquistas das cooperativas brasileiras no desenvolvimento social e econômico de pessoas, comunidades, cidades e, por consequência, de todo o país.
Serão exibidas histórias que transformaram a realidade e garantiram mais prosperidade aos cooperados e suas famílias, com o intuito de promover o movimento a nível nacional, tendo em vista o alcance do programa para destacar a importância e os valores cooperativistas. Cápsulas dos episódios das duas temporadas do SomosCoop na Estrada serão reproduzidas, e a apresentadora Glenda fará abordagens importantes sobre o modelo de negócios com o objetivo de enriquecer a discussão sobre o papel das cooperativas na sociedade.
A ação começa nesta terça-feira (30). De acordo com a gerente de Marketing e Comunicação do Sistema OCB, Samara Araujo, a ideia é espalhar o conceito do movimento cooperativista para um público diversificado. “Queremos que o coop seja cada vez mais conhecido e reconhecido. Que as pessoas entendem as vantagens e benefícios do modelo de negócios e veja nele uma alternativa importante para o seu crescimento pessoal e profissional”, afirmou.
Bora cooperar?
Confira os episódios e as coops que terão seus cases de sucesso exibidos no programa:
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Recicle a Vida (DF) - Exibição: 30/01
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Cooperativas de São Gabriel do Oeste (MS) - Exibição: 06/02
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Camta (PA) - Exibição 20/02
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Sistema Ailos (SC) - Exibição: 27/02
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Coopmetro (MG) - Exibição: 05/03
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Coostafe (PA) - Exibição: 12/03
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Grupo de Negócios B20 do G20 dá início as atividades de cooperação entre os países membros
Dirigentes do Sistema OCB participaram, nesta segunda-feira (29), do evento de lançamento do B20, grupo de negócios que faz a ligação entre os governos que integram o G20, organização multilateral que une as 19 maiores economias do planeta, a União Europeia e a União Africana. A cerimônia marcou o início das ações de cooperação técnica lideradas pelo Brasil no âmbito do fórum de negócios que deverá realizar mais de 100 reuniões até o final de 2024.
Organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o evento, realizado no Rio de Janeiro, contou com a participação do vice-presidente da República e ministro do Comércio e Indústria (MDIC), Geraldo Alckmin e de aproximadamente 300 dirigentes e lideranças empresariais das nações que integram o grupo. O Sistema OCB representa oficialmente a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) no B20 e tem como missão defender o movimento cooperativista internacional nas diversas discussões do grupo econômico.
Com o tema Crescimento inclusivo para um futuro responsável, a presidência brasileira do G20 pretende focar suas ações no combate à pobreza e na descarbonização do setor produtivo. “O desenvolvimento é o novo nome da paz”, afirmou Alckmin durante a abertura, reproduzindo citação do papa Paulo VI, em sua Carta Encíclica Populorum Progressio. Segundo ele, as prioridades do governo brasileiro para o G20 ressaltam a importância dos sistemas multilaterais como instrumentos de promoção da geração de renda e desenvolvimento social do país.
As iniciativas de cooperação técnica do B20 serão debatidas em sete grupos de trabalho temáticos: Sistemas alimentares sustentáveis e agricultura; Transição energética e clima; Comércio e investimentos; Integridade e compliance; Emprego e educação; Transformação digital; e Finanças e infraestrutura. O Sistema OCB estará presente nos quatro primeiros e tem como principal meta, buscar o reconhecimento das cooperativas como fomentadoras do desenvolvimento sustentável, crescimento econômico e avanço social em todo o mundo.
“O Sistema OCB lidera o grupo de trabalho da Aliança Cooperativa Internacional que reúne as organizações irmãs nos países do G20. Através deste grupo de trabalho, que se reunirá periodicamente até o final da presidência brasileira, buscaremos construir uma proposta de texto para inclusão do cooperativismo nas recomendações do G20, que serão apresentadas durante a Cúpula dos Chefes de Estado do G20, entre os dias 17 e 18 de novembro, no Rio de Janeiro”, explicou o coordenador de Relações Internacionais da entidade, João Marcos Silva Martins.
O Sistema OCB tem expandido seu relacionamento com as principais organizações internacionais multilaterais. Há mais de uma década, o cooperativismo brasileiro tem estimulado um intercâmbio com os movimentos dos países do BRICS, além de trabalhar em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) em ações de cooperação técnica e transferência de conhecimento. Recentemente, o Sistema OCB também assumiu um papel de liderança na representação do cooperativismo junto à Conferência do Clima da ONU.
Com o G20, o Sistema OCB busca, de acordo com João, alavancar a representação do cooperativismo no âmbito das organizações multilaterais, dando visibilidade ao papel que as cooperativas brasileiras exercem no crescimento econômico e desenvolvimento social do país. “com essa estratégia, buscamos fortalecer o ecossistema cooperativista por meio da defesa de políticas públicas adequadas e da capacitação das cooperativas para ações de mercado lastreadas nos princípios ESG”, complementou.
G20
Durante o ano de 2024, o Brasil ocupará a presidência rotativa do G20, grupo fundado em 1999 com o objetivo de promover a integração econômica e financeira e o desenvolvimento sustentável entre as principais economias do planeta. Fazem parte do G20: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia. Também compõem o grupo a União Europeia e a União Africana.
O G20 congrega a maior representatividade entre as organizações multilaterais. O grupo representa mais de 80% do PIB mundial, além de concentrar dois terços da população mundial. A principal função do G20 é promover o desenvolvimento econômico e sustentável entre os países membros, possibilitando diálogos e parcerias que gerem cooperação técnica para o crescimento conjunto.
Para dar sustentação ao intercâmbio entre os representantes dos governos que compõem o G20 e os representantes do setor produtivo dos países membro, foi criado o B20, ou Grupo de Negócios do G20. O B20 é a instância em que as lideranças do empreendedorismo dos países membro debatem cooperação e demandas a serem apresentadas aos seus chefes de Estado. Também rotativa, a presidência do B20 é ocupada pelas organizações produtivas dos países que lideram o G20. Este ano, a liderança e coordenação do B20 é feita pela Confederação Nacional da Indústria.
Saiba Mais (link para outras matérias ligadas ao tema. Utilizar no máximo três):
Sistema OCB e ACI articulam participação do cooperativismo no G20
Cooperativismo e desenvolvimento sustentável é tema de seminário
Aulas abordam boas práticas de extração para dirigentes e técnicos
O Sistema OCB, em parceria com a Aliança pela Mineração Responsável (ARM), anuncia a abertura das pré-inscrições para o Curso CRAFT - Critérios de Rastreabilidade Mineral e Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo. As aulas são direcionadas prioritariamente a técnicos e dirigentes de cooperativas minerais, com o intuito de aprimorar os conhecimentos sobre rastreabilidade mineral, com ênfase ao ouro, além de estratégias de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.
Na mineração, 71 cooperativas, com mais de 66 mil garimpeiros cooperados e 242 funcionários são representadas pelo Sistema OCB. As cooperativas prestam assessoria e oferece orientação aos garimpeiros sobre as melhores práticas de extração mineral. Em 2022, o setor faturou R$ 1,3 bilhões e recolheu R$ 41,6 milhões em royalties (CFEM) aos cofres públicos.
A união entre o Sistema OCB e a ARM, uma iniciativa global, nascida na Colômbia, representa um esforço de aprimorar os mecanismos de controle e rastreabilidade na origem dos bens minerais brasileiros, bem como, ampliar a responsabilidade da cadeia mineral tendo como marco referências internacionais.
A parceria entre o Sistema OCB e a ARM envolve trazer para o país uma importante referência internacional de Devida Diligência (Due Diligence), adequada a realidade da pequena mineração, ou seja, o Código CRAFT. Após processo de parametrização que contou com a colaboração de mais de 50 pessoas de 20 organizações governamentais, da iniciativa privada e da academia, iniciaremos em 20 de fevereiro o Curso Virtual CRAFT – Critérios de Rastreabilidade Mineral e Prevenção a Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo.
O intuito é criar uma rede nacional de especialistas capacitados para avançar em desafios existentes no país relacionados à rastreabilidade e gestão, bem como mitigação de riscos de lavagem de ativos e financiamento ao terrorismo. O público-alvo serão dirigentes e técnicos das cooperativas minerais, prestadores de serviços, entidades representativas, universidades e órgãos governamentais ligados ao setor. As aulas serão virtuais e realizadas por meio da Plataforma de Educação a Distância (EAD) do Sistema OCB - CapacitaCoop, com o acompanhamento pedagógico de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp.
O curso acontece de 20 de fevereiro a 29 de março e a pré-inscrição pode ser feita até o próximo dia 9 de fevereiro. Após essa etapa, os participantes serão selecionados e contatados pela comissão organizadora, a partir da aprovação ao perfil desejado para o treinamento.
Ano foi marcado por iniciativas que reforçaram o papel da OCB e do movimento cooperativista
O ano de 2023 foi marcado por grandes realizações para as cooperativas, cooperados e colaboradores do Sistema OCB. Com um emocionante balanço do ano, o movimento celebra o impacto positivo alcançado em diversas frentes, desde pequenas ações em prol da sociedade até as relações internacionais que impulsionaram o desenvolvimento econômico e social.
Esse ano o movimento coop chegou a 4.693 cooperativas, mais de 20,5 milhões de cooperados e gerou mais de 524 mil empregos diretos. Esses números são o reflexo contínuo do fortalecimento do modelo cooperativista como uma força motriz na construção de uma sociedade mais justa e colaborativa.
O Anuário do Cooperativismo reuniu dados sobre o cooperativismo em todo o mundo, no Brasil e em cada ramo. O compilado também trouxe, com exclusividade, um estudo referente aos Impactos do Cooperativismo na Economia Brasileira, realizado pela Fipe, que destacou a maior PIB per capita, o maior número de empregos formais e o melhor saldo da balança comercial em municípios com a presença do cooperativismo.
A Agenda Institucional do Cooperativismo focou em temas estratégicos para o setor e buscou a consolidação no papel do cooperativismo como parte fundamental da pauta de fortalecimento da socioeconomia brasileira. Um dos pontos principais foi o empenho em prol da definição do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, incluído no texto da Reforma Tributária (PEC 45/2019) promulgada no último dia 20. A conquista, considerada histórica, reforça o compromisso público em promover um ambiente propício para o crescimento sustentável do cooperativismo.
No Dia de Cooperar (Dia C) o sistema cooperativista reafirmou seu compromisso com a comunidade e realizou ações voluntárias em diversos estados do país. Atividades solidárias nas áreas de saúde, educação, cultura, lazer, bem-estar, orientação jurídica, contábil e cidadania ofereceram novos aprendizados, experiências e trocas importantes para os participantes.
Já o 101º Dia Internacional do Cooperativismo (DIC) deste ano relembrou a capacidade das cooperativas em aliar produtividade e desenvolvimento aos fundamentos de equilíbrio ambiental e responsabilidade social. Com o tema Cooperativas pelo Desenvolvimento Sustentável, definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), a celebração foi um chamado global para fortalecer ações em prol de uma economia verde e práticas cooperativistas com impacto social positivo.
O Dia Internacional das Cooperativas de Crédito (DICC), por sua vez, reforçou a importância do segmento na promoção de valores essenciais. Os eventos de comemoração serviram como um lembrete de como essas instituições colaboram para que sonhos financeiros pessoais e profissionais de seus cooperados possam acontecer. A celebração do DICC não foi só uma oportunidade para destacar as conquistas financeiras, mas também para reiterar os valores centrais do cooperativismo, bem como as contribuições significativas para o bem-estar da sociedade.
Eventos
O Eleva Sistema OCB buscou instrumentalizar os colaboradores das Organizações Estaduais (OCEs) e da Unidade Nacional para impulsionar o cooperativismo. Com a presença de mais de 300 pessoas, a programação do evento proporcionou palestras, grupos de trabalho e momentos de integração que nortearam 1uatro eixos de trabalho: comunicação, desenvolvimento de cooperativas, planejamento e representação.
A segunda edição da Semana de Competitividade reuniu trilhas de inovação, inteligência de mercado, ESG e liderança para a transformação. O evento proporcionou um ambiente de aprendizado e networking, além de impulsionar as cooperativas brasileiras a se tornarem cada vez mais competitivas e alinhadas com o futuro. Com palestras, mesas redondas e atividades práticas, o evento reuniu mais de 650 cooperativistas para aprender sobre inovação e conectar o cooperativismo com o futuro.
O 7º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) promoveu três dias de intensa atividade acadêmica e reflexão sobre temas importantes para o movimento. Com uma atmosfera que colaborou para a troca de conhecimentos e experiências entre pesquisadores, gestores, dirigentes de cooperativas, profissionais do sistema de aprendizagem e representação, 72 projetos de pesquisa foram apresentados por seus autores ao longo do evento. A programação contemplou painéis dedicados a temas cruciais, como inovação e compliance, e comprovou a relevância de abordar questões contemporâneas para fortalecer as práticas cooperativistas. As rodas de conversa com representantes de cooperativas proporcionaram um espaço valioso para a troca de experiências práticas, contribuindo para a construção de soluções sustentáveis e inovadoras.
A celebração do Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão 2023 recebeu representantes das cooperativas e líderes do Sistema OCB, que não pouparam elogios à cerimônia e à estrutura do prêmio. Os Troféus ouro, prata e bronze foram entregues para 56 cooperativas em quatro diferentes níveis de maturidade: Primeiros Passos para a Excelência, Compromisso com a Excelência, Rumo à Excelência e Excelência. A premiação reflete o comprometimento do cooperativismo em reconhecer diferentes estágios de evolução com estímulos específicos para cada fase.
Promovida pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI-Américas), a XXIII Conferência Regional de Cooperativas das Américas trouxe perspectivas econômicas, sociais e ambientais para o futuro do cooperativismo na América Latina. O evento contou com a presença de delegações de diversos países latino-americanos e ofertou dez painéis com mais de 60 palestrantes.
A Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM) realizou sua 3ª missão conjunta de prospecção comercial. Com uma comitiva composta por representantes do Brasil, incluindo o Sistema OCB, o Ministério da Agricultura e dirigentes de cooperativas de países vizinhos, a iniciativa buscou fortalecer as relações comerciais e promover o cooperativismo internacional com Índia, Singapura e Filipinas.
Com um quarto de século, o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) celebrou 25 anos de uma jornada de fortalecimento das cooperativas no Brasil. Fundamentado em um tripé de ações estratégicas, o Sescoop atua na consolidação e aprimoramento do movimento cooperativista no país. Ao longo de sua trajetória, acompanha a evolução do movimento, com uma visão voltada para o futuro, relevante e capaz de enfrentar os desafios.
Soluções Coop
As soluções do Sistema OCB ganharam destaque durante todo o ano, sempre com o objetivo de impulsionar o negócio das cooperativas. No eixo de diagnósticos, temos o AvaliaCoop, que oferece 5 diferentes análises com o objetivo de realizar o raio-x das coops. Assim, outras soluções podem ser ofertadas e destacamos o Diagnóstico de Governança e Gestão (PDGC), que completou 10 anos em 2023, e apoia centenas de cooperativas na avaliação dos processos e identificação de pontos fortes, além de oportunidades de melhoria na governança e gestão; o ESGCoop, que teve o diagnóstico piloto realizado com 365 cooperativas de nove estados e de diversos ramos; o InovaCoop, que lançou o Radar de Financiamento, onde as cooperativas podem acessar um painel exclusivo com as principais fontes de fomento disponíveis e o CapacitaCoop, que entregou capacitação para levar o cooperativismo mais longe, e chegou ao final de 2023 com 185 cursos.
O SomosCoop continuou a contar histórias inspiradoras do cooperativismo brasileiro, com a segunda temporada do SomosCoop Na Estrada. A terceira temporada também já está garantida e será lançada em 2024. O lançamento do PodCooperar, novo podcast do cooperativismo, foi lançado no mês de novembro com o objetivo de compartilhar histórias de prosperidade e mostra o impacto positivo que o cooperativismo proporciona às famílias, comunidades e à sociedade como um todo.
Futuro e inovação
A presença do Sistema OCB e das cooperativas brasileiras na COP 28, realizada em Dubai representou um momento especial para o cooperativismo. A participação na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas destacou o papel de liderança do movimento na preservação dos recursos naturais e na promoção de práticas de produção responsáveis, inclusivas e ecologicamente corretas. Representantes do Sistema OCB compartilharam boas práticas que demonstraram como o compromisso do cooperativismo com a promoção de soluções ambientais e sociais é efetivo. A participação na COP 28 reafirmou, ainda, a importância estratégica das cooperativas na construção de um futuro mais sustentável e ressaltou como é positivo atuar em áreas como a mitigação dos efeitos nocivos ao meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável.
Novo normativo entra em vigência em janeiro de 2024
O Sistema OCB realizou, nos dias 4 e 11 de dezembro, duas turmas de capacitação do novo Regulamento de Licitações e Compras do Sescooop (novo RLC). O treinamento foi oferecido aos profissionais que atuam nas contratações de bens e serviços das Organizações Estaduais (OCEs) e também na Unidade Nacional, para detalhar as nuances do novo normativo e esclarecer as principais dúvidas em relação à sua operacionalização.
A primeira turma contou com a participação de 210 profissionais. O método adotado foi o expositivo, com abordagem para os principais mudanças registradas no novo RLC. Também foi criado um fórum na plataforma Colaborativa para que os participantes pudessem registar suas dúvidas. “Dedicamos a capacitação da segunda turma, que contou com a participação de 170 pessoas, a responder cada uma das perguntas enviadas e oferecer reflexões em relação aos processos de contratatação das OCEs”, explicou Felícia Borges, gerente de Licitações e Compras do Sescoop.
A gerente também informou que o processo de capacitação terá continuidade em 2024 para que todas as unidades estaduais possam receber o auxílio necessário à implantação do novo normativo. “Estamos desenvolvendo tool kits para operacionalização, preparando uma versão comentada da norma, um manual e alguns modelos de termos de referência e editais. A ideia é que estejamos todos preparados para que o novo RLC seja integralmente adotado a partir do início da sua vigência, no próximo dia 02 de janeiro de 2024”, completou.
Reunião contou com a participação de parlamentares e representantes da Infracoop
O Sistema OCB e a Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (Infracoop) se reuniram com Alexandra Sales e Diego Lourenço, da Secretaria Executiva, e Igor Ribeiro, da Secretaria de Energia Elétrica, do Ministério de Minas e Enegia (MME), nesta quarta-feira (13), para reforçar os pleitos de interesse do Ramo Infraestrutura. O deputados Heitor Schuch (PSB/RS) também estava presente, enquanto o deputado Vitor Lippi (PSDB/SP) foi representado pela assessora Raquel Gontijo. O encontro tratou sobre os diversos desafios que as cooperativas do segmento enfrentam principalmente com a questão do paralelismo de redes que ocorrem nas cooperativas autorizadas.
O principal tema da reunião foi o processo de regularização das cooperativas de distribuição que categorizou 14 delas como autorizadas e 52 como permissionárias. Foi ressaltado que as cooperativas autorizadas não foram designadas como agentes de distribuição, mas sim como consumidores rurais e que, por isso, enfrentam restrições de atendimento, limitando-se ao meio rural e potência de até 112,5 KVA. A limitação, de acordo com o Sistema OCB e a Infracoop, acarreta problemas sérios relacionados a conflitos de atuação, incluindo a sobreposição de áreas e redes de distribuição de energia elétrica devido ao paralelismo de redes.
Para as entidades, a prática de transferir para uma concessionária uma unidade de consumidor que aumentou sua carga para potências acima de 112,5 kVA ou se transformou em uma empresa, não se sustenta técnica ou economicamente, explicaram os representantes da Infracoop. Por isso, foi solicitada a permissão para que essas cooperativas possam ser reclassificadas como permissionárias, visando resolver integralmente os problemas decorrentes do paralelismo e migração dos cooperados para a concessionária.
A revisão do processo é considerada primordial, uma vez que a área de atendimento das cooperativas autorizadas pode ser tomada por redes de distribuição da concessionária, o que resultaria em condições de insegurança técnica, riscos para a segurança pessoal e implicações jurídicas desnecessárias. "Quando discutimos a permissão para que as cooperativas autorizadas atendam à qualquer público, abrimos caminho para um futuro mais sustentável e desenvolvido para esse setor", disse a gerente-geral de Relações Institucionais do Sistema OCB, Clara Maffia. Ela explicou que a revisão do enquadramento representa uma abertura de oportunidades que podem impulsionar o crescimento do Ramo.
A revisão no limite de potência da agroindústria foi mais um item tratado na reunião. De acordo com Thayná Cortês, analista técnica do Sistema OCB, o desenvolvimento contínuo do meio rural tem impulsionado uma crescente demanda por energia elétrica e a eletrificação desempenha um papel crucial na implementação de tecnologias agrícolas avançadas no processamento de produtos locais e no acesso a serviços essenciais que contribuem para o progresso socioeconômico das comunidades rurais. Para ela, o atendimento a essa demanda emergente é vital para assegurar um desenvolvimento sustentável e equitativo nas áreas rurais e as cooperativas possuem capacidade para atender essa demanda com qualidade e expertise.
Ainda segundo ela, a atual limitação prevê uma realidade de produção agrícola desatualizada diante das demandas crescentes dos produtores rurais. “Essa limitação traz prejuízos aos agricultores que, quando ultrapassam o patamar, são classificados como indústrias e ficam sujeitos às obrigações e ônus inerentes à essa categoria. Por isso, propomos a revisão do limite de 112,5 kVA para unidades consumidoras classificadas como indústria rural. Precisamos considerar a evolução das agroindústrias para aumentar a produção e a produtividade", destacou.
O deputado Heitor Schuch pontuou que as cooperativas desempenham um papel crucial ao fornecer acesso à energia elétrica em áreas remotas, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico e melhorando a qualidade de vida das comunidades agrícolas. “Além disso, elas promovem a autossuficiência energética e fortalecem a resiliência das regiões rurais”, complementou. .
Também foi apresentado, como sugestão, uma modificação na regulamentação sobre a comercialização de energia para viabilizar que cooperativas permissionárias com mercado próprio inferior a 1000 GWh/ano (atualmente fixado em 500 GWh/ano) possam adquirir energia elétrica por meio de um processo de licitação pública conduzido pela própria permissionária. De acordo com as entidades, o processo de licitação conduzido pela cooperativa é mais simplificado em comparação com os leilões promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Além disso, foi sugerida a elaboração de uma nova portaria para reincorporar a distribuição de energia elétrica no âmbito do REIDI, uma vez que a legislação que normatizou os termos do processo excluiu a possibilidade de enquadrar a distribuição de energia elétrica no REIDI. Paralelamente, sugeriu-se a viabilidade de introduzir um programa dedicado ao aprimoramento das infraestruturas elétricas rurais, abrangendo a conversão de redes monofásicas e trifásicas. Foi proposto a criação de um programa inspirado no modelo do "Luz para Todos", com a incorporação de financiamentos que ofereçam condições de juros menores e mais atrativos para impulsionar os investimentos.
Navegação foi projetada para impulsionar desenvolvimento das coops
O portal do Sistema OCB está de cara nova! A interface ganhou inovações e funcionalidades diferenciadas que facilitam o acesso aos serviços e informações oferecidos pela entidade as cooperativas e seus cooperados, bem como a sociedade em geral. As mudanças visam oferecer aos usuários uma experiência mais simples e objetiva, com a integração de conteúdo desenvolvido em diferentes canais, e capacidade para continuar funcionando como uma ferramenta estratégica para fortalecer a representatividade institucional do movimento cooperativo no Brasil.
“Os avanços naturais da tecnologia e a necessidade de integrar todas as soluções oferecidas pela Casa do Cooperativismo foram os principais impulsos para trabalharmos na evolução do portal. Queremos garantir que os usuários encontrem todas as informações sobre o nosso movimento de forma fácil, clara e objetiva”, explicou a gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, Samara Araujo.
O gerente de Tecnologia do Sistema OCB, Ivan Figueiredo Mafra, descreveu o desenvolvimento do novo portal. “Ele foi construído em um processo de escuta das Organizações Estaduais (OCEs), cooperativas e equipes da unidade nacional, o que permitiu realizarmos uma entrega aderente às necessidades do nosso público. A evolução do layout traz responsabilidade e acessibilidade como premissas e também uma evolução tecnológica que e permite atender as necessidades de reestruturação dos portais das OCEs”.
A navegação do novo portal foi organizada para que a busca por informações e dados possa ser feita a partir das soluções oferecidas pelo Sistema, por categorias específicas ou por ramos de atividades do cooperativismo. Ao escolher um tema, o usuário encontra em um ambiente único, explicações, notícias e outros materiais relacionados. Com a personalização, as informações são acessadas de forma rápida e efetiva. A busca por meio de palavras-chave e assuntos exclusivos também foi reformulada para oferecer um resultado mais eficaz.
A integração das soluções permite ainda, que as cooperativas localizem em segundos os serviços oferecidos pelo Sistema OCB para a melhoria da gestão e desenvolvimento de suas atividades disponíveis em suas diferentes plataformas:
- AvaliaCoop: oferece informações para uma melhora contínua de processos, por meio de diagnósticos de identidade, desempenho, governança e gestão (PDGC), negócios e ESG.
- CapacitaCoop: plataforma de educação e formação de cooperados, com serviços voltados para o desenvolvimento pessoal de colaboradores, cooperados e lideranças.
- ESGCoop: projeto que conta com solução baseada em metodologia de avaliação, perfomance e análise de indicadores de sustentabilidade para aproximar as coops das discussões mais atuais do mercado e reforçar os princípios, valores e modelo de negócios do movimento
- InovaCoop: plataforma que oferece análises, ferramentas e cursos que levam as mais novas tendências de mercado e performance para as cooperativas, inclusive, com apresentação de cases de sucesso que funcionam como fontes de inspiração para novos projetos e ações.
- NegóciosCoop: solução para tornar os negócios mais competitivos. É um eixo de serviços que possui foco em colocar as cooperativas no mercado, para aumentar receitas e explorar novas oportunidades e expandir o coop brasileiro.
- RepresentaCoop: é a voz do cooperatiivsmo brasileiro junto aos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiáciário), instituições e sociedades. Reúne soluções voltadas para o trabalho de representação política institucional desempenhado pelo Sistema OCB.
- SouCoop: banco de dados do cooperativismo brasileiro. Plataforma que reúne os números atualizados. É ainda um espaço de gestão e armazenamento das principais informações sociais e documentos relacionados as cooperativas cadastradas junto ao Sistema OCB.
A aba Institucional do novo portal apresenta as informações de estrutura e forma de funcionamento do Sistema, incluindo CNCoop, Sescoop e OCB. Assim, é possível entender o que cada organização desenvolve, ter acesso à transparência, consultar registros e contribuições. Já a aba Cooperativismo congrega o Anuário, a história e a descrição dos sete ramos de atividade do movimento. Em Conteúdos, o usuário tem acesso às notícias mais recentes do mundo cooperativista, fica informado sobre a agenda de eventos, e tem acesso a publicações e informativos.
O portal como um todo foi projetado com foco em acessibilidade e garante que as informações estejam ao alcance de todos. A partir de um software que captura o conteúdo em formato de texto e converte em libras, além de uma navegação fácil e estrutura intuitiva, a plataforma é, assim como o cooperativismo, inclusiva.
Regulamentação da atividade será prevista em projeto de lei do governo federal
Os analistas institucionais do Sistema OCB, Tiago Barros e Priscilla Coelho, e o coordenador sindical da Confederação Nacional do Cooperativismo (CNCoop), Bruno Vasconcelos, participaram nessa quarta-feira (6) de reunião com Carlos Grana, assessor da Secretaria de Economia Solidária (Senaes).
O encontro abordou a regulamentação das atividades de prestação de serviços, transporte de bens, transporte de pessoas e outras atividades executadas por intermédio de plataformas tecnológicas (aplicativos) e o potencial das cooperativas de plataforma como opções estratégicas para inserção ao mercado e garantia de direitos aos trabalhadores.
O tema vem sendo discutido em Grupo de Trabalho (GT) coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do qual o Sistema OCB faz parte e, em breve deverá ser apresentado Projeto de Lei para regular a relação dos trabalhadores de plataforma e as empresas.
Outro ponto de destaque da reunião foi a apresentação das ações realizadas pelo Sistema OCB em prol do cooperativismo no Brasil, salientando as conquistas, produtos e soluções direcionados ao modelo de negócio. Os representantes da entidade ressaltaram o objetivo de garantir uma maior competitividade e sustentabilidade dos diversos ramos envolvidos.
Carlos Grana demonstrou grande interesse em conhecer a Casa do Cooperativismo, bem como em estreitar as relações institucionais entre a entidade e a Secretaria. “Acreditamos que o objetivo de fomentar o cooperativismo é legítimo e merece nossa atenção”, afirmou.
Cooperativas expositoras celebram resultados e troca de experiências
Oito cooperativas da agricultura familiar vinculadas ao Sistema OCB expuseram seus produtos na Loja Cooperativa da Agrinordeste, feira agro realizada entre os dias 30 de novembro e 03 de dezembro no Centro de Convenções de Pernambuco, em Recife. O estande institucional faz parte das estratégias da Casa do Cooperativismo para apoiar o acesso a novos mercados e oportunidades de negócios. “Foi um momento para as cooperativas se conhecerem, apresentarem seus produtos, compartilharem histórias e boas práticas”, afirmou o analista de Negócios do Sistema OCB presente no evento, Jean Fernandes.
Ainda segundo ele, a participação em feiras como a Agrinordeste é uma das ações do Sistema OCB para fomentar o acesso a novos mercados e potencializar as cooperativas de agricultura familiar, aumentando as possibilidades de comercialização de seus produtos e acesso a melhores condições de negócios. “Buscamos soluções para que elas possam vender mais e melhor, de forma sustentável e ampliando sua participação no mercado nacional”, complementou.
A Agrinordeste é reconhecida como o maior evento indoor relacionado ao agronegócio do Norte e Nordeste. Em sua 30ª edição, a feira reuniu 400 estandes expositores distribuídos em uma área de 10 mil metros quadrados e atraiu 30 mil visitantes. A feira é realizada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pernambuco (Faepe) e ofereceu, ainda, mais de 120 capacitações ao público, entre palestras e oficinas de expositores. O agro representa parte significativa do PIB de Pernambuco e, segundo dados da Faepe, o setor movimentou mais de R$ 240 bilhões, bem como gerou cerca de 375 mil postos de trabalho em 2022.
Para a participação na feira e com o objetivo de gerar mais aprendizados e oportunidades, a equipe do Sistema OCB responsável pelo estande realizou reunião coletiva preparatória com os representantes das cooperativas expositoras, bem como elaborou folders comerciais dos produtos oferecidos, incluindo um resumo da história de cada uma, informações sobre a localidade, principais parceiros comerciais, redes sociais e contatos. Sete estados foram representados pelas cooperativas Amazonbai, Coopasmig, Coopercuc, Central Roça, Coopaita, Cooperar, Coafra e Cooperflores. Os produtos expostos levaram a pluralidade de oportunidades do agro brasileiro como açaí, castanhas, cacau, geleias, mel, arroz, feijão, frutas desidratadas, queijos e manteigas.
“Foi uma experiência incrível. Fizemos muitas conexões, parcerias e abertura de novos mercados locais e nacionais”, afirmou André Badaró, representante comercial da Amazonbai. Para Pedro Alves, representante comercial da Coopaita, a participação permitiu uma maior aproximação com o público. “Foi uma feira muito produtiva. Particularmente, pude compartilhar com outra cooperativa da Amazônia informações sobre clientes e novas possibilidades de produtos, visto que na região dele tem frutas que não tenho na minha. Percebemos que, caso ele faça um produto semelhante ao que eu tenho, não seremos concorrentes, pois o produto teria outro apelo comercial”.
Joel Linhares, presidente da Coafra, falou sobre a importância de feiras como a Agrinordeste. “E muito significativo. Um evento desse porte possibilita maior visibilidade e credibilidade da marca da cooperativa tanto para nossos clientes externos quanto para nossos cooperados. Além disso, a feira possibilitou trocas de experiências, melhor entendimento sobre o mercado fora da nossa região, aprimoramento de técnicas de vendas e marketing, assim como o amadurecimento de ideias a serem implantadas nas cadeias produtivas da cooperativa no futuro”, declarou.
Para Guilherme Matias, analista financeiro da Cooperflores, ver as atividades da cooperativa se expandirem para além do estado de Sergipe é muito especial. “Sem dúvidas, isso é resultado do nosso trabalho incansável, da esperança de ganhar as mesas brasileiras com os nossos produtos e, assim, gerar mais qualidade de vida e renda para a população. Sobretudo, para os nossos cooperados”, relatou.
Já Maria do Espírito Santo, presidente da Coopasmig, reforçou que a oportunidade foi maravilhosa. “Resultou em trocas de experiências, contatos, muita informação e conhecimento, bem como boas prospecções de negócios”, disse. Fabiula Barros, responsável comercial da Cooperar, por sua vez, salientou que “foi superpositiva a possibilidade de expor com outras cooperativas, trocar experiências e estar no Nordeste com produtos amazônicos”.
A Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) realizou, nessa terça-feira (5), Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para apresentar as ações prioritárias da entidade para 2024 e aprovar o ajuste da tabela da Contribuição Confederativa para o próximo ano.
O encontro, em formato híbrido, foi realizado em Brasília e contou com a participação de delegados representantes das federações filiadas à CNCoop. Entre as principais iniciativas apresentadas estão o fomento ao Comitê de Relações Trabalhista e Sindicais e a realização de pesquisa sobre as relações de trabalho no âmbito cooperativista.
Outra novidade importante anunciada durante a assembleia extraordinária foi o lançamento de cursos nas áreas trabalhista e sindical na Capacitacoop. “Em 2023 foram lançados os cursos de Práticas Sindicais e de Rotinas Trabalhistas. Em 2024, lançaremos mais um curso voltado para as boas práticas trabalhistas. O objetivo é fomentar o processo contínuo de formação e desenvolvimento do Sistema Sindical Cooperativista”, destacou o coordenador Sindical da CNCoop, Bruno Vasconcelos.
Ainda sobre as iniciativas para 2024, a Confederação pretende continuar monitorando e atuando nas mudanças ocorridas nas legislações trabalhistas. Durante a reunião, os delegados aprovaram também a atualização da Tabela Progressiva Única de Valores da Contribuição Confederativa para 2024.
Dia de festa! O Sistema OCB divulgou nesta terça-feira (5) as cooperativas contempladas com o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão 2023. O troféu ouro foi entregue para 17 cooperativas, enquanto o de prata ficou com outras 17 e o de bronze com 22. Das 56 cooperativas vencedoras, duas receberam o troféu ouro no nível de maturidade Excelência, que representa a categoria mais avançada da premiação. A cerimônia foi realizada em evento presencial realizado em Brasília e contou com a presença de representantes do cooperativismo nas cinco regiões do país.
Outras 166 cooperativas receberam o Selo Reconhecimento, que certifica o compromisso com a busca pela excelência na gestão e evidencia o nível de desempenho atingido. Ele foi entregue às coops avaliadas com notas acima de 80%, mas que não alcançaram as faixas ouro, prata e bronze. No total, 310 cooperativas se inscreveram para a edição deste ano.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a busca pela excelência faz parte do dia a dia cooperativista que busca, constantemente, se tornar cada vez mais forte e competitivo. “Medir o desempenho, por meio das nossas ferramentas, é extraordinário. Ver os resultados me traz a sensação de que vale a pena todo o trabalho feito pelas cooperativas do Brasil, com geração de mais prosperidade, índice de desenvolvimento humano, felicidade e renda. O cooperativismo muda vidas, cidades, muda todo um país”, declarou.
Ainda segundo o presidente, o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão é uma ferramenta importante para que as cooperativas possam aperfeiçoar seus modelos de governança, com transparência, foco, profissionalismo e autogestão.
A Cocamar, do Paraná, e o Sicoob Credicom, de Minas Gerais, foram as grandes vencedoras do nível Ouro da categoria Excelência, entregue pela primeira vez. Com 35 troféus, Minas Gerais foi o estado com o maior número de cooperativas premiadas. Santa Catarina (6), Mato Grosso (4), Goiás (3) e Paraná (3) aparecem em seguida. Em relação aos ramos, o que registrou o maior número de premiações foi o Crédito (37) seguido do Agropecuário (9).
No geral, a região com maior representatividade foi a Sudeste, com 165 cooperativas inscritas (53%), seguida da região Sul, com 62 (20%). A região Centro-Oeste registrou 43 (14%) inscrições, enquanto a Nordeste totalizou 33 (11%). Já a região Norte contou com 7 participações (2%).
Avaliação
A avaliação teve início em maio deste ano com a etapa de envio de documentos e análise de evidências. Na segunda etapa foram realizadas visitas virtuais para validação das informações disponibilizadas pelas cooperativas nos formulários de autoavaliação. A análise qualitativa dos dados apurados nas visitas e avaliação da banca julgadora compuseram as etapas seguintes. No total, 65 especialistas em gestão e governança da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ) estiveram envolvidos no processo.
A banca julgadora, responsável por definir as cooperativas contempladas, é composta por representantes de entidades parceiras do Sistema OCB que possuem conhecimento técnico sobre o cooperativismo. Neste ciclo de 2023, a banca é formada por Christiano Costa Moreira, analista do Banco Central do Brasil (BCB); José Aires Amaral Filho, superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); Silvio Farnese, diretor do Departamento de Comercialização da Secretária de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); Valéria Gama Fully Bressan, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
As cooperativas foram reconhecidas pelas boas práticas de gestão e governança divididas em três faixas: ouro, prata e bronze. Cada faixa conta com quatro níveis de maturidade: Primeiros passos para a excelência, aplicado a cooperativas que estão no estágio inicial de um programa de melhoria de gestão; Compromisso com a excelência, para cooperativas que estão em estágios iniciais de evolução dos seus sistemas de gestão e começando a medir e perceber melhorias nos seus resultados; Rumo à excelência, concedido as cooperativas cujo sistema de gestão está em franca evolução e os resultados já demonstram competitividade; e Excelência, para as que já possuem um sistema de gestão evoluído com resultados que comprovam competitividade.
Confira a lista das cooperativas reconhecidas com a melhor gestão do Brasil, por ordem alfabética e níveis de maturidade:
Primeiros passos – Bronze
- COOMARCA, SANTA CATARINA
- SICOOB AC CREDI, MINAS GERAIS
- SICOOB ARACOOP, MINAS GERAIS
- SICOOB CREDILIVRE, MINAS GERAIS
- SICOOB CREDIMATA, MINAS GERAIS
- SICOOB CREDISUDESTE, MINAS GERAIS
- SICOOB SAROM, MINAS GERAIS
- SICOOB UNIÃO CENTRO-OESTE, MINAS GERAIS
- UNIMED INCONFIDENTES, MINAS GERAIS
- UNIMED PONTA GROSSA, PARANÁ
Primeiros passos – Prata
- SICOOB UNIÃO CENTRAL, MINAS GERAIS
- SICREDI EVOLUÇÃO, PARAÍBA
- SICREDI UNIÃO MS/TO, MATO GROSSO DO SUL
- UNICRED VALOR CAPITAL, SANTA CATARINA
- UNIMED BELÉM, PARÁ
Primeiros passos – Ouro
- COCATREL, MINAS GERAIS
- SICOOB COOPJUS, MINAS GERAIS
- SICOOB CREDICENM, MINAS GERAIS
- SICOOB NOSSACOOP, MINAS GERAIS
- SICREDI PANTANAL, MATO GROSSO DO SUL
- UNIMED CONSELHEIRO LAFAIETE, MINAS GERAIS
Compromisso com a Excelência – Bronze
- CASTROLANDA, PARANÁ
- SICOOB CREDIALTO, MINAS GERAIS
- SICOOB CREDINACIONAL, MINAS GERAIS
- SICOOB UNICENTRO BR, GOIÁS
- SICREDI BIOMAS, MATO GROSSO
- SICREDI CERRADO, GOIÁS
- UNICRED CENTRO-SUL, SANTA CATARINA
Compromisso com a Excelência – Prata
- CCPR, MINAS GERAIS
- COLÉGIO CEM, SANTA CATARINA
- FECOAGRO, SANTA CATARINA
- SICOOB CREDICAF, MINAS GERAIS
- SICOOB CREDICOPA, MINAS GERAIS
- SICREDI PLANALTO CENTRAL, GOIÁS
- SICREDI SUDOESTE MT/PA, MATO GROSSO
- UNIMED VALE DO AÇO, DE MINAS GERAIS
Compromisso com a Excelência – Ouro
- COOPAMA, MINAS GERAIS
- COOPATOS, MINAS GERAIS
- SICOOB CENTRAL CREDIMINAS, MINAS GERAIS
- SICOOB COOPEMATA, MINAS GERAIS
- SICOOB CREDCOOPER, MINAS GERAIS
- SICOOB CREDIRIODOCE, MINAS GERAIS
Rumo à Excelência – Bronze
- COOXUPÉ, MINAS GERAIS
- SICOOB COPERMEC, MINAS GERAIS
- UNIMED POÇOS DE CALDAS, MINAS GERAIS
Rumo à Excelência – Prata
- COOCAFÉ, MINAS GERAIS
- SICOOB CREDIMEPI, MINAS GERAIS
- SICOOB DIVICRED, MINAS GERAIS
Rumo à Excelência – Ouro
- COOPMETRO, MINAS GERAIS
- SICREDI CELEIRO MT/RR, MATO GROSSO
- SICREDI OURO VERDE, MATO GROSSO
Excelência - Bronze
- UNIMED BH, MINAS GERAIS
- UNIMED FRONTEIRA NOROESTE, RIO GRANDE DO SUL
Excelência - Prata
- VIACREDI, SANTA CATARINA
Excelência - Ouro
- COCAMAR, PARANÁ
- SICOOB CREDICOM, MINAS GERAIS
O cooperativismo de crédito brasileiro é visto como um dos principais motores na construção de um sistema financeiro responsável e sustentável. São mais de 15,5 milhões de associados e mais de 700 cooperativas no país. Com esses números, é possível gerar inclusão financeira, financiamento de projetos sustentáveis e desenvolvimento das comunidades. O setor soma R$ 656 bilhões em ativos, conforme dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2023.
Esse crescimento acompanha um compromisso sólido com iniciativas ESG e ações que abarcam a promoção de finanças verdes, como a emissão de títulos sustentáveis e investimentos significativos para projetos que visam a preservação ambiental. O Ramo Crédito se destaca, ainda, em áreas como o financiamento de projetos com foco social e econômico e o apoio à economia circular. Além disso, possui papel essencial na promoção da agricultura familiar, o que gera recursos para modernização e sustentabilidade das propriedades rurais desse grupo de produtores.
O segmento será apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 28, sábado (9), no painel Cooperativas: aliadas da sustentabilidade ambiental e segurança alimentar, coordenado pelo Sistema OCB. Para Ênio Meinen, diretor de Coordenação Sistêmica e Relações Institucionais do Sicoob, a conferência em Dubai é um palco apropriado para que o empenho e o comprometimento do setor sejam reforçados. "É uma motivação para o nosso movimento falar sobre o que fazemos rumo à construção efetiva de um mundo melhor", disse.
Ele acredita que a apresentação será uma oportunidade para que as cooperativas financeiras mostrem os resultados alcançados pelo setor em prol de uma sociedade mais sustentável. "O cooperativismo de crédito tem compromissos assumidos com entidades nacionais e globais que contam com ações e propósitos concretos, como medidas associadas à transição climática e que contribuem para melhorar o cenário de adversidade que o mundo assiste hoje", acrescentou.
Para Thiago Borba, coordenador do Ramo Crédito do Sistema OCB, a oportunidade de destacar as ações desenvolvidas pelas cooperativas do segmento em um evento global como a COP 28, “representa um marco para o sistema cooperativista de crédito brasileiro, que têm demonstrado compromisso com o crescimento sustentável do setor em consonância com os princípios cooperativistas”.
Os exemplos de participação democrática, inclusão financeira e desenvolvimento socioeconômico e sustentável das comunidades onde as cooperativas de crédito atuam se espalham por todo o país. O Sistema Sicredi, com mais de 7 milhões de cooperados, se destaca como pioneiro no desenvolvimento das finanças verdes no país. Em 2022, emitiu a primeira Letra Financeira Pública Sustentável do Brasil, captando R$ 780 bi para financiar projetos alinhados à sustentabilidade.
O Sicoob Credip e os produtores de café de Rondônia, por sua vez, são um reflexo de como o cooperativismo de crédito investe no desenvolvimento de um campo mais produtivo, socialmente justo e ecologicamente sustentável. Em colaboração com parceiros como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a cooperativa investiu em ciência para revitalizar a cafeicultura local com a construção de uma base genética única que deu origem a cafés especiais.
Já a Cresol Minas Gerais, preocupada com a preservação ambiental, lidera o Projeto de Recuperação e Revitalização de Nascentes na zona rural do município de Espera Feliz, que beneficia mais de cem famílias. Enquanto isso, a Sicredi Grandes Lagos, do Paraná, se concentra na proteção de recursos hídricos e ecossistemas marítimos, com projetos como o Proteção de Fontes, com 17 ações que contemplam diversas cidades do estado, e o Pé na Areia, focado na limpeza das praias e conscientização sobre os impactos negativos da poluição.
O projeto Batalhão do Bem, desenvolvido pela Unicred Ponto Capital (RS), utiliza resíduos têxteis para promover a economia circular, a geração de renda e a preservação ambiental. O Sistema Cresol, fortemente ligado ao agronegócio e ao empreendedorismo, investe nas novas gerações, por meio do Projeto Juventude Conectada, para engajar os jovens em uma jornada de aprendizagem sobre cooperativismo, finanças e profissionalização. A iniciativa já acumula quatro edições e, até o momento, atendeu mais de 1,2 mil jovens de 14 estados.
Saiba mais sobre as ações sustentáveis coordenadas pelas cooperativas de crédito no especial sobre a COP 28 do site Cooperação Ambiental.
Nesta quarta-feira (29), o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), em parceria com entidades representativas do setor, realizou a 2ª reunião ordinária e a 2ª plenária do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (FPMPE). O colegiado congrega representantes do governo federal e de mais 80 entidades de representação de pequenos negócios.
Para o governo, o encontro representou um marco na discussão de políticas públicas com foco na efetiva implementação da Política Nacional das MPEs. Dentre os temas em destaque, foram abordados a desburocratização, a inovação tecnológica, o crédito e o financiamento, todos com o intuito de fortalecer a economia nacional.
Também participaram do evento o presidente em exercício e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, o ministro Márcio França e o presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS) da Câmara, deputado Heitor Schuch (RS), que é, ainda, diretor da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).
Alckmin destacou que é imprescindível estimular e apoiar as micro e pequena empresas para impulsionar seu crescimento. "Os pequenos negócios funcionam como motores da economia. Estimular e apoiar o pequeno para que ele possa crescer é muito importante", disse. Ele enfatizou ainda a necessidade de simplificação e desburocratização do processos administrativos e o fomento à digitalização dos negócios irá fortalecer o setor e impulsionar o empreendedorismo no país.
O ministro Márcio França defendeu a criação de um programa federal nos moldes do Desenrola – atualmente voltado a renegociação de dívidas das pessoas físicas — também para micro e pequenas empresas, e também uma mudança no teto do MEI para permitir, por meio de uma “rampa de transição”, que empreendedores que ampliarem seu faturamento possam se manter no regime, com faixas de imposto proporcionais.
Eduardo Queiroz, coordenador de Relações Governamentais do Sistema OCB, representante do cooperativismo no fórum, ressaltou os resultados recentes do fórum. “Por meio do nosso trabalho, buscamos garantir que as cooperativas de pequeno porte e os pequenos negócios tenham um terreno fértil para prosperar, contribuindo para uma economia mais inclusiva e diversificada. Estamos comprometidos em trabalhar com os diversos atores envolvidos para assegurar que os pequenos negócios contribuam cada vez mais com o progresso econômico e social do nosso país e as cooperativas fazem parte desta estratégia”.
O Sistema OCB atua no fórum no Comitê da Política Nacional de Apoio e Desenvolvimento das MPEs e no Comitê Temático de Racionalização Legal e Burocrática, com foco no desenvolvimento de diretrizes e ações que contribuam para fomentar os pequenos negócios no país. Além disso, a entidade busca o reconhecimento de ações que visem o apoio e o incentivo ao cooperativismo e a outras formas de associativismo como meios para o ganho de escala e de inclusão produtiva aos pequenos negócios.
A Coordenação do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (CECO) se reuniu, na sede do Sistema OCB, nesta terça-feira (14), para discutir temas que impactam o cooperativismo de crédito no Brasil. Entre os principais pontos da pauta, foi apresentada a pesquisa acerca do segmento, liderada pela Câmara Temática de Comunicação e Marketing e realizada pela TM20.
O estudo explorou a visão dos brasileiros sobre as cooperativas em comparação aos bancos convencionais e apontou indicadores que ressaltam uma diferenciação notável em favor das cooperativas como responsabilidade social, atendimento acolhedor, participação nos resultados, taxas competitivas e solidez financeira. Além disso, foram apresentadas propostas de otimização do valor da marca, como por exemplo, explorar o conhecimento da categoria, a demonstração dos diferenciais, a responsabilidade social, a modernidade e as similaridades entre as coops de crédito e bancos tradicionais.
Com base nos resultados da pesquisa, Samara Araujo, gerente de Marketing e Comunicação do Sistema OCB e secretária da Câmara, apresentou um plano de ação para fortalecer as estratégias de comunicação e marketing do cooperativismo de crédito nos próximos dois anos. O ponto de partida será o desenvolvimento de iniciativas que possam ampliar o entendimento do público acerca do que são as cooperativas desse segmento. "A Câmara Temática se reuniu na Casa do Cooperativismo para pensar em soluções e estipular metas que possam aumentar o valor do cooperativismo de crédito", disse.
A reunião do Conselho também recebeu representantes do Banco Central para discutir quais serão os próximos passos do processo de regulamentação da Lei Complementar 196/22. Durante o encontro, foram indicados pontos específicos, como a possibilidade de contratação de conselheiro independente, o processo de certificação de empregados de cooperativas de crédito, empréstimo compartilhado e participação societária em outras instituições.
Os representantes do CECO solicitaram ainda a inclusão do tema da captação de recursos municipais por cooperativas de crédito e a possibilidade de destinação de sobras para a recomposição de fundos sistêmicos próprios no processo regulamentar. A expectativa é que esses pontos sejam levados para apreciação do Conselho Monetário Nacional (CMN) na reunião de dezembro.