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Experiências garantiram momentos de integração e aprofundamento de conhecimentos aos congressistas 

Ativações 15º CBC: congressistas experimentaram soluções na prática 

Experiências garantiram momentos de integração e aprofundamento de conhecimentos aos congressistas 

Entre os dias 14 e 16 de maio, o Sistema OCB realizou o 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), em Brasília, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). O evento reuniu mais de 3 mil pessoas entre líderes, dirigentes e cooperativistas para discutir e planejar o futuro do movimento. Durante toda a programação, diversas ativações proporcionaram experiências aos congressistas, com o objetivo de integrar os participantes, bem como promover o aprendizado acerca das soluções e ações desenvolvidas pelo Sistema OCB para o desenvolvimento e fortalecimento das cooperativas.  

Painel interativos facilitavam as experiências dos congressistasPainel interativos facilitavam as experiências dos congressistasTodos os participantes foram convidados a embarcar na Jornada Coop, uma trilha especialmente desenvolvida para apresentar as soluções oferecidas para as cooperativas. No início da jornada, cada participante recebia um passaporte, que os guiava por todas as estações do circuito até a última parada, onde ganhavam um brinde. 

Na primeira parada, o SouCoop permitiu aos congressistas verificar se a cooperativa que representavam estava registrada no maior banco de dados do cooperativismo no Brasil, o que garante visibilidade e formalização dentro do movimento. Em seguida, na estação AvaliaCoop, foi realizado um diagnóstico completo da cooperativa, que abarcou os aspectos como Governança e Gestão, Identidade, Desempenho, ESG e Negócios, destacando as áreas que necessitam de aprimoramento. 

A próxima fase, o Capacitacoop, avaliou a participação da cooperativa nas capacitações oferecidas pela plataforma, enfatizando a importância do desenvolvimento profissional e organizacional contínuo. Já na estação NegóciosCoop, os participantes puderam verificar se suas cooperativas estavam aproveitando as oportunidades de impulsionar as vendas, recebendo orientações sobre como maximizar o potencial de mercado.  

Na ESGCoop, foi possível mapear, formar e identificar a materialidade das práticas ESG, bem como encontrar soluções para os critérios ambientais, sociais e de governança dentro das cooperativas. Esta etapa foi importante para reforçar a relevância de práticas sustentáveis e éticas. Na estação InovaCoop, por sua vez,  os congressistas foram sensibilizados sobre a inovação no cooperativismo, com a abordagem de termos e conceitos como Inteligência Artificial generativa, e-commerce e marketing.  

Na fase RepresentaCoop, os participantes aprenderam sobre a força da representação política e institucional do movimento, a necessidade de uma presença ativa nos espaços de discussão e decisão, e a importância da educação política dentro das cooperativas e comunidades. Ao final, eles podiam participar de uma atividade lúdica onde tiravam fotos, impressas na hora, para capas de grandes revistas como Forbes, Exame e “Pequenas coops, grandes negócios”. 

A última parada na jornada foi o estande SomosCoop, onde os congressistas que completaram a trilha receberam um brinde e uma foto personalizada, também impressa na hora, para quem publicasse nas redes sociais com a hashtag #15CBC #SomosCoop #OFuturoéCoop. O destaque ficou com o túnel de LED, e exibia vídeos sobre a história do movimento e suas iniciativas, além de um mapa interativo do Brasil onde os participantes podiam marcar as cidades que gostariam de ver visitadas pelo projeto SomosCoop na Estrada. 

Maria Gladis dos SantosRenata Eller Lima Dela CostaPara Renata Eller Lima Dela Costa, da cooperativa Cooptac, de Afonso Cláudio, no Espírito Santo, a experiência foi proveitosa. "Interagir com todas as etapas é compreender que tudo está interligado", disse. Por sua vez, Maria Gladis dos Santos, assessora de desenvolvimento de cooperativas no Sescoop Mato Grosso, a etapa mais interessante foi o AvaliaCoop. "Toda a jornada nos convida a buscar estratégias e inovar. Mas a parte de fazer um diagnóstico completo de cada cooperativa é entender no que podemos melhorar para crescer mais", afirmou.  

No centro do saguão de entrada, uma grande parede espelhada reforçou o propósito da palestra de encerramento do designer Fred Gelli, com o tema "Eu sou coop, nós somos coop". Frases como “Somos maior do que a soma das partes” e “São nossas potências que fazem o nosso movimento ganhar impulso” reforçaram a ideia de unir os cooperativistas em torno de um grande propósito: construir um futuro cada vez mais cooperativo. 

Uma das ativações mais emocionantes do 15º CBC foi a Sala Sensorial, projetada para promover a inclusão, equidade e diversidade. A sala foi montada para acolher os congressistas e fomentar reflexões sobre a importância desses temas. Em um ambiente seguro e educativo, o espaço oferecia estímulos visuais e auditivos com o objetivo de construir um ambiente mais justo e inclusivo para todos.  O objetivo era garantir que todas as vozes sejam ouvidas e valorizadas, com pessoas de diferentes raças, gêneros e com deficiência, em prol de espaços de trabalho mais justos e equitativos, que reforçam os valores fundamentais do coop e promovem um futuro mais inclusivo e sustentável para todos. 

Eliane Goulart, do Sescoop Paraná, saiu da sala sensorial emocionada. Para ela, a ideia foi fantástica, pois trazia pensamentos profundos de se colocar na pele do outro, de ter mais empatia. Para ela, foi possível entender o quanto as cooperativas podem contribuir para realmente ter uma diversidade maior de colaboradores. "O propósito foi cumprido. Estou muito reflexiva. Fiquei num personagem que sofria discriminação e só dei um passo, enquanto todos os outros caminhavam. Isso me fez pensar em como posso acolher as minorias", afirmou.  

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Fundo Fates é destacado como instrumento importante para assistência ao movimento

Cooperativismo segue unido para ajudar o Rio Grande do Sul

Fundo Fates é destacado como instrumento importante para assistência ao movimento

Sistema Ocergs e Sistema OCB arrecadam doações para as vítimas das enchentes no Rio Grande do SulSistema Ocergs e Sistema OCB arrecadam doações para as vítimas das enchentes no Rio Grande do SulO movimento Coopera RS é uma iniciativa do Sistema Ocergs e apoio do Sistema OCB com o objetivo de mobilizar o cooperativismo brasileiro para ajudar as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Com foco em arrecadações para os afetados pela catástrofe climática, o projeto está recebendo doações por PIX para a compra de alimentos, medicamentos, materiais hospitalares, reconstrução de casas e infraestrutura. 

As enchentes no Rio Grande do Sul atingiram 463 municípios e afetaram mais de 2,3 milhões de pessoas. Em resposta a essa emergência, o Sistema Ocergs começou a funcionar como uma central de distribuição em Canoas, na Cooperlíquidos, que faz a articulação e a logística de entrega e recebimento dos donativos em cada região e, semanalmente, atualiza as necessidades de cinco áreas do estado. Nas próximas semanas, diversas famílias irão retornar para suas casas e, por isso, há uma demanda urgente por doações de alimentos não perecíveis, produtos de higiene e limpeza e, também, equipamentos de proteção individual (EPIs).

Para participar e ajudar o estado, é necessário entrar em contato com o Sistema Ocergs, através da coordenadora de Desenvolvimento Cooperativista, Rafaela Carmelato, pelo telefone (51) 99963-8001 e, após o primeiro contato, o Sistema Ocergs irá registrar e organizar o envio das doações para as regiões e entidades mais necessitadas. No site da Ocergs, na página do Coopera RS, é possível encontrar outras maneiras de ajudar, acompanhar as ações realizadas, conhecer as histórias das cooperativas envolvidas e, ainda, entender e buscar por mais informações sobre outros pontos de contato. 

A partir dessa iniciativa, que reforça o espírito de cooperação e solidariedade do movimento cooperativista, a assessoria jurídica do Sistema OCB publicou um informativo sobre o Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social (Fates), que pode ser um instrumento crucial de apoio aos cooperados, seus familiares e empregados. Neste documento, a entidade esclarece que, no âmbito do cooperativismo, a assistência social deve ser entendida como um conjunto de políticas e ações destinadas ao fomento das necessidades básicas e essenciais dos cooperados, de seus familiares e, quando previsto nos estatutos sociais, dos empregados das cooperativas e da comunidade situada na área de ação, em se tratando de cooperativas de crédito. Por isso, o fundo pode ser utilizado para diversas frentes de assistência, sendo elas: 

Assistência Humanitária: O Fates pode financiar a aquisição e distribuição de cestas básicas, água potável e itens de higiene pessoal, além de custear ações de saúde emergenciais, como serviços médicos, odontológicos e psicológicos temporários.

Apoio Logístico: Em áreas com grande número de vítimas, o fundo pode ser usado para custear ações de resgate e manutenção de estruturas temporárias de estalagem e alimentação, além de atividades culturais e esportivas temporárias para crianças.

Assistência Funerária: pode ser utilizado para cobrir despesas funerárias dos beneficiários previstos nos estatutos sociais das cooperativas.

Além dessas frentes, o Fates pode apoiar a retomada das atividades produtivas dos cooperados e custear os serviços técnicos e os reparos necessários para restaurar a capacidade produtiva das cooperativas. No entanto, o uso dos recursos do fundo necessita de uma análise detalhada das aplicações e das disposições estatutárias de cada cooperativa. O Manual do Fates, publicado pelo Sistema OCB, oferece mais informações sobre as hipóteses e formas de uso dos recursos, que garante um apoio eficiente e direcionado às cooperativas afetadas.

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Espaço promove inovação, capacitação e integração do movimento na região

Casa do Cooperativismo: DF ganha novo espaço de apoio

Espaço promove inovação, capacitação e integração do movimento na região

 

O Sistema OCB/DF inaugurou, nesta terça-feira (21), a Casa do Cooperativismo, localizada no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, às margens da BR-251. O espaço ocupa uma área de 500m², próxima ao mirante do parque e será um centro de referência e apoio às cooperativas locais, com um ambiente moderno e multifuncional para a realização de eventos, workshops, encontros e atividades de formação. 

O local foi projetado para proporcionar troca de experiências, capacitação e promoção do crescimento sustentável das cooperativas do Distrito Federal, com foco especial no Ramo Agro. A estrutura conta com salas de capacitação e áreas de integração e busca reafirmar o compromisso do cooperativismo brasiliense com o desenvolvimento contínuo da região.

Tania Zanella, superintendente do Sistema OCBTania Zanella, superintendente do Sistema OCBLideranças cooperativistas e representantes do Sistema OCB estiveram presentes na inauguração.  Durante o evento, foram discutidas as expectativas e os benefícios que o local trará para o setor. Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB, ressaltou que a entrega da Casa do Cooperativismo é uma amostra do que as cooperativas do DF fazem e apresentam para o Brasil. "Esse espaço já é uma referência.  Aqui, os cooperativistas poderão encontrar um ambiente voltado para a inovação, capacitação e troca de experiências para aprender e crescer juntos", disse. 

Remy Gorga Neto, presidente do Sistema OCB/DFRemy Gorga Neto, presidente do Sistema OCB/DFRemi Gorga Neto, presidente do Sistema OCB/DF, afirmou que a inauguração é um marco para o movimento no Distrito Federal. "Nos dedicamos para que esse momento acontecesse e trabalhamos para que fosse possível entregar um espaço em que todas cooperativas, de todos os segmentos, possam se sentir à vontade e ter uma casa". 

O parque tecnológico abriga até o próximo dia 25, a AgroBrasíia, feira de tecnologia e negócios voltados para empreendedores rurais de diversos portes e segmentos. A realização é coordenada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), e é uma vitrine de novas tecnologias para o agronegócio, com palestras e cursos sobre diversos temas relacionados ao setor produtivo. 

Para esta edição, a feira, realizada desde 2008, conta com mais de 550 expositores confirmados e espera receber cerca de 170 mil visitantes. A previsão é gerar R$ 5 bilhões em negócios. 

 

 

 

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Evento destacou  potencial do Ramo Agro para o comércio global

Cooperativas participam de rodadas de negócios do Exporta Mais Brasil

Evento destacou  potencial do Ramo Agro para o comércio global

 

Representantes de 22 cooperativas puderam participar das rodadas de negóciosRepresentantes de 22 cooperativas puderam participar das rodadas de negóciosO evento Exporta Mais Brasil Cooperativas, organizado pela ApexBrasil, aconteceu em Brasília, na última semana, com a participação do Sistema OCB. Durante os dias 16 e 17 de maio, dez compradores de nove países diferentes participaram de uma rodada de negócios e conheceram mais de perto, o potencial das cooperativas brasileiras do Ramo Agro. 

O objetivo principal do projeto é mostrar o potencial do cooperativismo brasileiro para o comércio global. A iniciativa é parte do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a ApexBrasil e a OCB, que inclui ações voltadas para gênero, inteligência de mercado e um planejamento estratégico de exportação do coop. Com o apoio do Sistema OCB e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o evento buscou fortalecer novos laços comerciais e abrir parcerias para os produtos das cooperativas participantes.

O encontro promoveu rodadas de negócios com 22 coops de várias regiões do país e, dentre as selecionadas para participar, se destacaram as que produzem café, mel e própolis, frutas, vinhos, lácteos e outros alimentos e bebidas. Para Pâmella Lima, coordenadora de Negócios do Sistema OCB, essa é mais uma oportunidade para reforçar o compromisso da entidade em impulsionar e incentivar a inserção do cooperativismo brasileiro no comércio internacional. "Fortalecer o protagonismo das nossas coops no exterior é essencial para a expansão sustentável do setor. Durante o 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), os congressistas estabeleceram, como prioridade, a abertura de novos mercados internacionais e a ampliação da internacionalização do nosso modelo de negócios, o que vai permitir um estímulo para uma atuação conjunta em mercados estrangeiros", afirmou.

As negociações ocorreram na tarde de quinta-feira (16) e na manhã de sexta-feira (17), o que permitiu às cooperativas participantes uma visão mais clara das oportunidades de mercado e das exigências do comércio externo. No total, foram 77 reuniões. "Estamos muito satisfeitos com os resultados. Foi uma oportunidade ímpar para as coops que estão no início da jornada de internacionalização. Como integrantes do projeto, elas puderam entender o que precisa ser feito para iniciar ou ampliar suas exportações. Recebemos feedbacks positivos, que destacaram a importância desse evento para o planejamento estratégico das suas operações no mercado global", complementou Pâmella.

Os compradores, provenientes de países como Bulgária, Polônia, França, Rússia, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Peru, Índia e Canadá, também tiveram a chance de conhecer melhor o coop rural do Distrito Federal. As visitas técnicas incluíram a Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a Vinícola Brasília e a Villa Triacca. 

Até agosto deste ano, o PEIEX Coop, outro projeto de parceria entre ApexBrasil e OCB, que visa capacitar cooperativas para exportação, pretende capacitar até 50 coops. No ano passado, todas as que receberam apoio da ApexBrasil conseguiram exportar, diretamente, US$ 8,3 bilhões, o que demonstra o impacto do cooperativismo no comércio exterior brasileiro.

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O Congresso adotou medidas para garantir uma pegada neutra de carbono

15º CBC demonstra compromisso ambiental com gestão de resíduos 

Taxa de reciclagem dos materiais coletados durante o evento alcançou 75%

 

A Rede Alternativa ficou responsável pela gestão dos resíduosA Rede Alternativa ficou responsável pela gestão dos resíduosO 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), que aconteceu entre 14 e 16 de maio, em Brasília, deixou sua marca como um evento inspirador e de extrema importância para o futuro do movimento, com a  definição das diretrizes estratégicas que vão nortear as ações e planejamentos dos próximos cinco anos. Para além dos resultados promissores, o CBC também será lembrado como um exemplo de compromisso com a sustentabilidade ambiental. 

Ao longo dos três dias, o Congresso adotou medidas para garantir uma pegada neutra de carbono, com as emissões creditadas em favor do Projeto REDD+Rio Preto Jacundá, que busca promover impactos sociais e ambientais positivos na região amazônica. Além disso,  os resíduos gerados durante o evento foram tratados de forma ambientalmente responsável, com os orgânicos destinados à compostagem e o seco encaminhado para reciclagem ou descarte de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A gestão dos resíduos ficou a cargo da Rede Alternativa, uma central de cooperativas do Distrito Federal. Ao todo, foram coletados e analisados 871,2 kg de resíduos, com uma taxa de reciclagem de 75%, o que corresponde a 651,2 kg de materiais reciclados. Para ilustrar, o impacto ambiental positivo dessa iniciativa, o peso total dos resíduos reciclados é equivalente a 130 sacos de arroz com 5kg cada um.

Durante todo o evento, catadores e catadoras estiveram presentes para orientar e promover a educação ambiental. Eles instruíram os participantes sobre a maneira correta de descartar os resíduos gerados. A abordagem demonstrou o engajamento do setor, como um todo, para a realização de um congresso sustentável, que também se preocupa com a conscientização e promoção de práticas ambientalmente responsáveis. Os lixos eram separados em Recicláveis e Orgânicos, com o objetivo de facilitar a gestão dos resíduos

Thayná Cortês, analista técnica do Sistema OCB, destacou a importância dessa abordagem sustentável. "Além de toda preocupação com a sustentabilidade, gerir os resíduos sensibilizou os congressistas presentes no evento sobre a importância de cuidar do meio ambiente. O lixo não foi para um aterro sanitário ou lixão e isso significa que cuidamos dos resíduos gerados", disse. 

Para a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, Débora Ingrisano, o Congresso foi uma oportunidade significativa de aprofundar o trabalho de conscientização realizado constantemente junto às cooperativas e cooperados. “Mostrar as ações sendo realizadas na prática e durante o evento, como a coleta orientada dos resíduos, contribui para aumentar o comprometimento e a compreensão sobre como separar o lixo e as formas de reciclagem. A percepção é muito maior e acreditamos que os resultados se estendem para muito além dos três dias em que estivemos reunidos”, destacou. 

Para conscientizar sobre a importância da economia verde e a mitigação dos gases de efeito estufa, o CBC contou também com uma ativação especial no totem do ESG Coop. Nele, os congressistas puderam medir quanto cada pessoa emite, em média, de carbono por dia. 

 
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Ricardo Chueiri falou sobre estratégias que fortaleceram a marca AuroraCoop

15º CBC explorou força da marca cooperativa

Sala de Comunicação organizou painel para mostrar diferenciais que o uso do carimbo SomosCoop oferece

 

O segundo dia do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), que aconteceu na quarta-feira (15), foi uma jornada repleta de painéis inspiradores que delinearam o futuro do cooperativismo. Os congressistas puderam participar de salas temáticas, cada uma dedicada a abordar questões importantes para o movimento. De Comunicação à Representação, passando por Cultura, Inovação, Intercooperação, Negócios e ESG (Ambiental, Social Gestão e Governança) as palestras exploraram uma gama de tópicos sobre como impulsionar o crescimento e a sustentabilidade do modelo de negócios.  

Ricardo Chueiri falou sobre estratégias que fortaleceram a marca AuroraCoopRicardo Chueiri falou sobre estratégias que fortaleceram a marca AuroraCoopNa sala temática dedicada à Comunicação, os participantes assistiram a depoimentos sobre a importância da área na construção e no fortalecimento das marcas cooperativistas. A partir do tema A Força da Marca Cooperativa, Ricardo Chueiri, diretor de mercado e consumo na Aurora Coop; e Renato Theodoro, presidente da Cafesul, compartilharam suas experiências sobre como suas cooperativas se destacaram no mercado, impulsionadas pela comunicação estratégica.

A Aurora reúne 14 cooperativas de produtores rurais do Centro-Sul do Brasil e representa cerca de 100 mil famílias de agricultores. De acordo com Ricardo, ela alcançou destaque ao posicionar o cooperativismo como o diferencial de sua marca. “A consistência em comunicar esse valor, aliada a um portfólio de produtos de alta qualidade, foram fundamentais para esse sucesso”, afirmou.  

Ainda segundo ele, até 2020, apenas 12% das pessoas reconheciam a marca Aurora em todo o país.  "A revitalização da marca incluiu a inserção do coop no nome, o lançamento de novos produtos e uma estratégia de comunicação eficaz, que resultou em uma mudança significativa na percepção do público. A marca Aurora demonstrou que o nosso modelo de negócios, se baseado na distribuição justa dos resultados, é uma proposta valorizada pelos consumidores, que têm preferência pela compra de produtos de cooperativas", explicou. 

Por sua vez, a Cafesul, cooperativa formada por sete municípios da região Sul do Espírito Santo, buscou sobreviver e prosperar no mercado, mesmo sendo uma cooperativa de pequeno porte. Valorizando a cultura local e o potencial das comunidades onde atua, a Cafesul adotou estratégias de comunicação que destacam a identidade regional em suas embalagens, com exaltação dos símbolos do estado e agregação valor aos produtos, especialmente aos cafés produzidos pelas mulheres cooperadas. 

Para Renato Theodoro, ao adotar a utilização do carimbo SomosCoop, a Cafesul reforçou sua imagem positiva e conseguiu reforçar a disseminação dos princípios cooperativistas. "Além de buscar ressaltar nossas origens, nossas particularidades e valorizar nosso espaço de produção, também nos inserimos no MarketCoop, solução de marketplace desenvolvida pelo Sistema OCB e que está em fase de testes. A plataforma vai incentivar a intercooperação e ampliar o alcance das marcas. Reforçar o que é, de fato, nosso diferencial, foi essencial para fortalecer nossa presença no mercado", disse. 

Os dois cases foram escolhidos para corroborar a importância da comunicação eficaz na consolidação das marcas cooperativas e, ainda, ressaltar a relevância do cooperativismo como um modelo de negócios capaz de promover o desenvolvimento econômico e social das comunidades onde está inserido.

 

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Painel do 15º CBC debateu importância da cultura organizacional como diferencial no mercado

Identidade cooperativa contribui para gerar vantagem competitiva

Painel do 15º CBC debateu importância da cultura organizacional como diferencial no mercado

 

Sonja NovKovic falou sobre a importância e os valores do cooperativismoSonja NovKovic falou sobre a importância e os valores do cooperativismoA essência do movimento cooperativista e as formas de enaltecer e perpetuar essa cultura, a partir de valores como solidariedade, democracia e responsabilidade social, foram o principal foco do painel Identidade Cooperativa: preservando o nosso diferencial. Promovido pela sala temática de Cultura Cooperativista durante o 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, o debate abordou em que medida essa cultura contribui para gerar vantagem competitiva para as cooperativas e sua relação com a capacidade de inovação e adaptação do negócio. 

Os convidados para o painel foram Sonja NovKovic, diretora do Internacional Centre for Co-operative Managment, e Tiago Schimdt, presidente da Sicredi Pioneira. A mediação ficou sob a responsabilidade de Camila Luconi, consultora de Transformação no Sicredi. 

Sonja iniciou sua fala com um desafio aos participantes. Ela perguntou quantos deles conseguiriam listar, de cabeça, os sete princípios e os dez valores do cooperativismo. A resposta foi parcialmente positiva para os princípios, mas bastante restrita para os valores. Ela lembrou, então, o quanto esses pontos são importantes na formação da cultura cooperativista. 

Segundo Sonja, a cultura organizacional é um dos pilares fundamentais que delineiam o ambiente e o funcionamento de uma organização. “Ela é composta por princípios, valores e crenças que definem a identidade e a maneira como os integrantes de uma organização interagem entre si e com o ambiente externo. Reúne ainda, hábitos, costumes e comportamentos dos colaboradores que impactam diretamente em sua produtividade”, afirmou. 

A palestrante também destacou que o mundo moderno, muitas vezes, coloca a identidade organizacional sob ameaça, em razão do que classificou como isoformismo, ou seja, a semelhança entre entre propostas de diferentes realidades. “A transformações por imitação de formas, estruturas e processos pode tornar as organizações muito parecidas uma com as outras. O diferencial do cooperativismo está no propósito do modelo de negócios adotado, mas que, muitas vezes, é pouco conhecido ou compreendido”, acrescentou. 

Nesse  sentido, Tiago Schmidt salientou a importância da educação para o fortalecimento da cultura cooperativista. “A identidade não existe sem educação em seu sentido mais amplo, aquele que inclui experiências e vivências práticas. É preciso entender como e porque o cooperativismo é e tem os valores e princípios que defende. Seus propósitos econômicos e sociais precisam ser amplamente conhecidos”, ressaltou. 

Para Tiago, os propósitos econômicos costumam ser mais divulgados por ser mais simples apresentar os dados positivos que o cooperativismo registra no desenvolvimento das comunidades onde está presente e, consequentemente, no país. “Os sociais, no entanto, também são muito importantes para o fortalecimento da nossa cultura. Por isso, precisamos trazer mais pessoas para conversar sobre eles e mostrar o quão diverso, inclusivo e benéfico é nosso modelo de negócios”, completou. 

 

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 Painel discute a importância da Reforma Tributária para o cooperativismo

Regulamentação da Reforma Tributária é tema de debate no 15º CBC

Detalhes sobre as normas que envolvem o ato cooperativo foram especificados por especialistas

 

 Painel discute a importância da Reforma Tributária para o cooperativismo Painel discute a importância da Reforma Tributária para o cooperativismoA regulamentação do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo na Reforma Tributária, em tramitação no Congresso Nacional, também foi tema do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC). Na sala temática de Representação, os desafios para que as especificidades do modelo de negócios sejam consideradas na norma foram abordados no painel A Reforma Tributária e o futuro do país, que contou com apresentações de Camila Cavalcanti, diretora de Programa na Secretaria Especial da Reforma Tributária; Roni Pertenson Bernardino Filho, assessor do gabinete da Secretaria Especial da Receita Federal; e João Caetano Muzzi, advogado tributarista. A jornalista Natalia Godoy foi a mediadora. 

Camila falou sobre o processo de construção, estágio atual e próximos passos da reforma. Segundo ela, a necessidade de rever a tributação sobre o consumo foi identificada ainda durante a Constituinte, em 1988, e esse processo se intensificou a partir de 2019 com a apresentação da Proposta de Emenda à Constituição 45/2019, que no final de 2023 se transformou na Emenda Constitucional número 132. “Trata-se de uma mudança realmente revolucionária, que vai transformar as bases da tributação sobre o consumo atual, tornando-a mais simples, transparente e neutra”, afirmou. 

A expectativa agora, segundo ela, é de que a proposta de regulamentação apresentada pelo Executivo para a Reforma Tributária seja votada na Câmara dos Deputados até o final do presente semestre e, no Senado Federal, até o final do ano. “É um calendário ousado, mas que reflete o prazo ideal para iniciarmos os testes e implementação das novas medidas a partir de 2026 como prevê a emenda”, explicou. Camila também enfatizou o papel do Sistema OCB na inclusão dos dispositivos que tratam do ato cooperativo na norma constitucional. É preciso reconhecer o trabalho realizado pela entidade na defesa das demandas que envolvem os interesses das cooperativas”, concluiu. 

Roni Peterson abordou de forma resumida a proposta de regulamentação da Reforma Tributária, apresentado no projeto em discussão em relação ao cooperativismo. Ele afirmou que o tema foi um dos primeiros a entrar na pauta da receita e um dos últimos a serem definidos em razão da complexidade envolvida. “O importante é ressaltar que fizemos uma tentativa muito sincera para trazer uma regra geral e capaz de alcançar todos os ramos e atividades desenvolvidas pelas cooperativas. E, também, destacar nossa disposição ao diálogo para que continuemos construindo uma solução coletiva”, declarou. 

João Caetano Muzzi, por sua vez, destacou as características do modelo societário cooperativista e a importância da compreensão das especificidades dele para a construção de uma norma realmente assertiva e eficaz. “O cooperativismo é um modelo societário que faz distribuição de dinheiro, riqueza, renda e oportunidades sem fins lucrativos. Isso significa que todos os resultados são transferidos para o cooperado. Por isso, o que discutimos é a definição de onde o ato cooperativo deve ser tributado, ou seja, onde se fixa a riqueza, o que acontece na figura do cooperado e não da cooperativa. A consideração dessas especificidades é fundamental e o ponto mais sensível na regulamentação da reforma”, argumentou. 

 

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Congressistas  contribuíram para moldar um movimento mais sustentável e inovador 

15º CBC: novas estratégias traçam perspectivas para o futuro do coop 

Congressistas  contribuíram para moldar um movimento mais sustentável e inovador 

15º CBC O 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC) reuniu 3 mil pessoas entre dirigentes e cooperados, de 14 a 16 de maio, em Brasília. Durante os três dias, foram discutidos e definidos os rumos do cooperativismo no Brasil para os próximos cinco anos. O evento promoveu palestras, debates e votações que resultaram em diretrizes estratégicas norteadoras para o futuro do coop.  

O primeiro dia de congresso contou com a presença do especialista em inovação, Salim Ismail, e sua palestra Liderança Exponencial. Reconhecido no mundo todo por suas análises sobre o impacto da tecnologia nos tempos modernos, Salim incentivou os congressistas a adotarem uma abordagem proativa em relação à inovação e a transformação digital. Sua apresentação abordou as mudanças disruptivas que estão moldando o futuro dos negócios e da sociedade. "Nossa era exige adaptação e uma mentalidade de inovação contínua. As cooperativas possuem a oportunidade única de liderar essa mudança, a partir do poder da tecnologia para impulsionar um futuro mais colaborativo e sustentável", salientou. 

A superintendente Tania Zanella compartilhou os resultados e avanços do cooperativismo desde a última edição do congresso. Ela ressaltou o impacto positivo que as cooperativas geram em diversos setores, desde a economia até o desenvolvimento social. Sua apresentação evidenciou não apenas os resultados alcançados, mas também o compromisso contínuo do cooperativismo em promover um futuro mais próspero e inclusivo para todos. "Nossa jornada até aqui reflete nossa missão, força e resiliência diante dos desafios. Cada conquista é fruto da nossa determinação em construir um futuro mais promissor para as cooperativas e para o Brasil", disse. 

O lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2024 foi um marco. Com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, parlamentares e ministros, o momento consolidou o compromisso do setor com seu desenvolvimento contínuo e também ressaltou sua relevância para a economia nacional e o bem-estar da sociedade. Com discursos inspiradores e compromissos renovados, os líderes políticos e cooperativistas puderam confirmar a importância do modelo de negócios  como uma força que colabora para a construção de um país mais justo, equitativo e próspero. 

No segundo dia do CBC, a futurista Amy Webb trouxe análises e previsões sobre o impacto da tecnologia na sociedade, nos negócios e na vida cotidiana. Ela apresentou a palestra Cenas do Futuro e destacou as tendências emergentes e os desafios que as cooperativas podem enfrentar em um mundo cada vez mais digital e interconectado. "Precisamos pensar no futuro com diversos cenários possíveis, não como um destino fixo. O cooperativismo tem a oportunidade de moldar essas perspectivas e promover a inovação e a sustentabilidade em um mundo cada vez mais conectado", declarou.  

Livro lançado por Martha Gabriel é distribuído para os congressistasLivro lançado por Martha Gabriel é distribuído para os congressistasA escritora e pensadora digital Martha Gabriel lançou seu novo livro O Futuro é Coop durante o CBC e explorou a importância do cooperativismo como modelo de negócios capaz de enfrentar os desafios da atualidade, construindo um futuro mais sustentável e inclusivo. A obra, que compartilha o mesmo título de sua palestra, faz uma análise profunda sobre como a essência do movimento pode transformar vidas e comunidades, a partir da inovação econômica e social. "É um modelo capaz de se adaptar às necessidades e aos desafios do futuro. Pode ser a melhor maneira para construir um mundo mais justo e equilibrado", destacou. 

No mesmo dia, também foram abertas as dez salas temáticas, em que os participantes puderam participar de painéis importantes e debater pautas sobre Comunicação, Cultura cooperativista, ESG, Inovação, Intercooperação, Negócios e Representação. As sessões consolidaram a aprovação de 100 diretrizes estratégicas, das quais 25 foram escolhidas para nortear o planejamento estratégico do movimento para o período de 2025 a 2030.  

Cada congressista votou para consolidar as diretrizes que irão guiar os próximos cinco anosCada congressista votou para consolidar as diretrizes que irão guiar os próximos cinco anosO último dia do CBC começou com a priorização das propostas, onde os congressistas votaram as mais importantes para o cooperativismo. Essas diretrizes foram escolhidas com base em critérios de impacto e urgência, e as duas mais votadas, de cada tema, foram destacadas como prioritárias, além das cinco mais votadas independentemente do tema. 

A palestra de Fred Gelli, co-fundador e diretor de criação da Tátil Design de Ideias, fechou a programação do evento com chave de ouro. Em sua apresentação O Que Somos? Construindo Futuros a Partir do Nosso Lugar de Potência, ele discutiu a necessidade de reinventar a maneira como nos relacionamos com a realidade e o papel do design em moldar um futuro mais sustentável e cooperativo. Ele destacou a importância de o cooperativismo ser mais contundente na divulgação do seu valor e expressão. 

Já o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, fez a fala de encerramento do congresso com um discurso inspirador. Ele destacou a evolução e a coesão da entidade e ressaltou o papel de cada líder, cooperado e dirigente na construção de um futuro promissor. "O futuro começou a ser desenhado e os detalhes estão na nossa mão. Precisamos cooperar para realizarmos juntos. Só precisamos de coragem para inovar e construir o processo em comunidade, como o sistema que somos", concluiu. 

Em meio às enchentes que assolaram o estado, os gaúchos não puderam estar presentes no 15º CBC. Por isso, a superintendente Tania Zanella fez uma homenagem à única representante do Rio Grande do Sul, Larissa Zambiasi. Tania destacou a força e o potencial do cooperativismo da região e reforçou o compromisso de todo o coop em ajudar na reconstrução do estado. 

Grupo Batuque Salubre animou o encerramento do evento com ritmo animadorGrupo Batuque Salubre animou o encerramento do evento com ritmo animadorO fechamento oficial do evento ficou por conta do grupo Batuque Salubre, da Escola de Artes Unimed BH, que trouxe uma apresentação vibrante e envolvente com tambores e ritmos variados, deixando todos os presentes energizados e inspirados.  

 

 

 

 

 

 

 

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Especialistas trataram sobre a importância do conceito para mitigar riscos e aproveitar oportunidades

Papel da governança no ESG ganhou destaque no 15º CBC

Especialistas trataram sobre a importância do conceito para mitigar riscos e aproveitar oportunidades

 

Durante o segundo dia do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), os participantes foram convidados a participar de uma série de palestras que traçaram perspectivas para o futuro do cooperativismo. Em um ambiente propício à troca de ideias e conhecimentos, os congressistas tiveram a oportunidade de participar de salas temáticas, cada uma com foco em temas importantes para o avanço do movimento cooperativista. 

O tema ESG se subdividiu em Social, Ambiental, Governança e Gestão. Na sala de Governança, o painel O papel da governança na Agenda ESG, permitiu aos presentes aprofundar seus conhecimentos sobre sua função na implementação eficaz de processos administrativos. Foram convidados para a discussão, Rosilene Rosado, consultora em ESG, e Marcelo Cerino, superintendente da Frimesa. Os dois esclareceram pontos de entendimento acerca de como as cooperativas podem integrar a agenda da sustentabilidade em suas práticas de negócios.

Rosilene Rosado ressaltou a importância do ESG dentro das organizaçõesRosilene Rosado ressaltou a importância do ESG dentro das organizaçõesRosilene Rosado contextualizou o conceito e deu destaque para a relevância crescente do tema nas organizações. Ela enfatizou que o ESG vai além de simples critérios e representa uma abordagem que visa mitigar riscos e promover uma atuação sustentável e ética. Com exemplos práticos e análises de regulamentações globais, ela mostrou como a governança desempenha papel fundamental na gestão dos riscos e oportunidades, protegendo os interesses dos cooperados e demais partes interessadas. "A governança representa uma atuação ética, que minimiza riscos e impulsiona uma performance equilibrada. Nesse contexto, ela gerencia os impactos que podem se traduzir em riscos financeiros e que exige dos membros uma capacidade de identificação e avaliação precisa desses fatores", disse. 

Para ela, a temática possui uma responsabilidade que inclui a definição de diretrizes claras, a supervisão eficiente e metas tangíveis para a mitigação dos desafios. "A transparência e a conformidade são pilares fundamentais que garantem que a prestação de contas esteja alinhada com os padrões internacionais, enquanto a busca pela melhoria contínua impulsiona o aprimoramento do desempenho", concluiu. 

A Frimesa é uma das principais cooperativas agroindustriais do Brasil. Sediada no Paraná, é reconhecida pela sua produção diversificada de lácteos, carnes suínas e aves. Com modernas instalações de processamento e uma cadeia de produção integrada, a coop mantém um compromisso crescente com a sustentabilidade e a responsabilidade social corporativa. Seus programas de ESG abordam questões ambientais, sociais e de governança corporativa. 

Marcelo Cerino, superintendente da Firmeza falou compromisso da coop com a sustentabilidadeMarcelo Cerino, superintendente da Firmeza falou compromisso da coop com a sustentabilidadePara Marcelo Cerino, reduzir o impacto ambiental, promover o bem-estar das comunidades locais e garantir práticas éticas de negócios, são pontos relevantes para a execução dos programas de ESG. "A Frimesa alinha seu crescimento com valores de sustentabilidade e responsabilidade. Buscamos uma governança sólida e responsável para garantir operações sustentáveis em todos os níveis da organização e da cadeia de valor", afirmou. 

Além disso, ele enfatizou a necessidade de estabelecer objetivos claros, métricas e metas ESG, bem como promover a transparência e a prestação de contas para todas as partes interessadas.

 

 

 

 

 

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Presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas conduz oficina

Oficina de Planejamento desdobra diretrizes definidas no 15º CBC

Encontro reuniu representantes da unidade nacional e das organizações estaduais do Sistema OCB

 

O encontro foi pensado para desenvolver estratégias de atuação das entidadesO Sistema OCB realizou, nesta sexta-feira (17), sua Oficina de Planejamento Estratégico. O encontro contou com a participação de mais de 100 representantes da unidade nacional e das Organizações Estaduais (OCEs) e colheu subsídios para o desdobramento das diretrizes priorizadas no 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), para compor as estratégias de atuação das entidades. A identidade organizacional do Sistema OCB, incluindo sua visão e missão também foi abordada durante a oficina. 

“Demos hoje mais um importante passo para a construção do futuro do cooperativismo nos próximos cinco anos. Após três dias de trabalho intenso e a participação efetiva dos cooperados na definição das principais diretrizes para o nosso movimento, começamos agora essa nova etapa que vai nortear os trabalhos das nossas entidades de representação, que são responsáveis por orientar e acompanhar a implementação efetiva e eficaz das ações”, afirmou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.  

Para a gerente -geral do Sescoop, Karla Oliveira, realizar a oficina logo após o término do CBC também é estratégico. “Foi um momento super importante de reflexão sobre nossa identidade sistêmica e o nosso papel para apoiar o desenvolvimento das cooperativas, com foco nas diretrizes estabelecidas por elas”, declarou. 

A continuidade do trabalho desenvolvido no encontro acontece no dia 11 de junho, quando os representantes se reúnem novamente, em formato virtual, para a apresentação do planejamento estratégico sugerido para o ciclo 2025-2030. 

Frederico Azevedo, superintendente da OCB/MT disse que a discussão das diretrizes aprovadas no CBC foi relevante para criar uma integração entre dirigentes, lideranças e equipes quanto a delimitação de missão, visão e desdobramento das estratégias. “O Sistema OCB foi muito feliz no direcionamento da oficina e os resultados serão proveitosos para o cooperativismo brasileiro”, destacou. 

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 Fred Gelli apontou o cooperativismo como solução para o futuro

Fred Gelli destaca propósito do coop como chave para o futuro

Palestra abordou importância do movimento para reinventar relacionamento com a realidade

 

 Fred Gelli apontou o cooperativismo como solução para o futuro Fred Gelli apontou o cooperativismo como solução para o futuroO último palestrante do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), foi Fred Gelli, co-fundador e diretor de criação da Tátil Design de Ideias. Nessa quinta-feira (16), ele se apresentou com o tema O que somos? Construindo futuros a partir do nosso lugar de potência, e trouxe sua visão sobre o papel do design e do cooperativismo na construção de um futuro melhor.

Logo de início, Fred questionou qual futuro queremos construir em um mundo marcado por catástrofes ambientais, guerras, adversidades econômicas, problemas estruturais, desigualdade social e crises democráticas. Ele pontuou que, há muito tempo, a maneira de consumir do ser humano gera muitos problemas devido ao excesso. "Estamos vivendo tempos nunca antes experimentados e estamos vendo nossa criatividade ser desafiada. Precisamos reinventar a maneira como nos relacionamos com a realidade", afirmou.

Uma das ideias centrais da apresentação foi uma análise acerca da capacidade humana de intuir e imaginar o futuro, como sendo o que nos diferencia de outras espécies. Fred observou que, enquanto a maioria das espécies avança muito pouco, os seres humanos evoluem rapidamente, de forma cooperativa e em uma evolução conjunta. "O que faz a gente cooperar? O propósito. Por isso, diante do desafio evolutivo, temos que redesenhar tudo: produtos, serviços e modo de vida", alertou.

Ele enfatizou a importância das cooperativas e organizações em concentrar suas maiores competências para gerar impacto positivo no mundo. Para ele, o cooperativismo pode servir de inspiração até mesmo para a evolução do modo de consumir, através da descentralização, geração de valor e equilíbrio entre competição e cooperação. "Cada marca precisa encontrar seu lugar de potência e entender quais competências possui para gerar resultados positivos no mundo. Quando uma marca é bem gerenciada, gera um valor incrível", explicou.

Ele também abordou a importância do branding e do design para o sucesso de uma marca. "Marca é percepção. Branding é a parte subjetiva, onde está a visão, a missão. Acontece que as pessoas se relacionam com a expressão de uma marca, e é aí que entra o design. Os elementos desse aspecto são fundamentais para dar coerência ao que está sendo oferecido para os clientes".

Fred Gelli destacou ainda que o movimento cooperativista precisa ser mais contundente na demonstração de seu valor em suas expressões. "O cooperativismo tem a força de um propósito em comum. É preciso mostrar isso com mais intensidade, divulgar isso de forma mais didática e mais ampla. O SomosCoop é um bom começo para fortalecer a imagem do movimento. A marca é um ativo poderoso ppara conseguir a conexão com o propósito das pessoas", acrescentou.

Para ele, o 15º CBC foi um chamado para que dirigentes e cooperados repensem suas abordagens aos desafios contemporâneos, utilizando o cooperativismo como uma poderosa ferramenta para construir um futuro mais justo, equitativo e sustentável para todos. “Somos a soma de nossas potências. Eu sou coop, nós SomosCoop”, concluiu.

 

Saiba Mais:
Encerramento CBC

15º CBC chega ao fim com encerramento emocionante e inspirador

Último dia de evento traçou um caminho próspero para o cooperativismo

Encerramento CBC 

Nesta quinta-feira (16), o 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC) chegou ao final após um dia repleto de emoções, decisões estratégicas e visões para o futuro. O evento, que reuniu cerca de três mil líderes cooperativistas de todo o país, fechou suas portas com uma série de momentos marcantes.

Larissa Zambiasi representou o RSLarissa Zambiasi representou o RSJá no início do dia, a superintendente Tania Zanella fez uma homenagem emocionante às vítimas das enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul e convidou a única representante do estado gaúcho, Larissa Zambiasi, membro do Comitê de Jovens Geração C, para subir ao palco e simbolizar a força e o potencial do cooperativismo na região Sul. "Nosso movimento tem, na sua essência, a cooperação e a união. Agora, mais do que nunca, queremos estar ao lado dos gaúchos na reconstrução das cidades e das vidas dessas pessoas. Sabemos que, juntos, podemos transformar essa dor em força e recomeço. Queremos reforçar que você não está sozinha, nenhum gaúcho está. O movimento cooperativista está aqui para apoiar, reconstruir e fortalecer cada comunidade atingida", disse.

A programação foi marcada, principalmente, pela priorização das diretrizes estratégicas que vão guiar o movimento no período de 2025 a 2030. Das 100 diretrizes votadas pelos congressistas, 25 foram escolhidas para nortear o planejamento. As propostas foram avaliadas com base em critérios de impacto e urgência, e as duas com maior pontuação, para cada tema, foram consideradas prioritárias, além das cinco mais votadas após a escolha das vinte primeiras, independente do tema. Os eixos abordados foram Comunicação, Cultura cooperativista, ESG, Inovação, Intercooperação e Negócios.

CBC chega ao fimFred Gelli: construção de um futuro melhorFred Gelli, co-fundador e diretor de criação da Tátil Design de Ideias, apresentou a  palestra Qual futuro queremos construir? e abordou os desafios contemporâneos enfrentados pela sociedade, como catástrofes ambientais, crises no capitalismo, desigualdade social e democracia em crise. Ele fez uma provocação criativa: reinventar a maneira como nos relacionamos com a realidade. Para Fred, antigamente, as decisões eram tomadas por nós, mas hoje, a tecnologia, muitas vezes, assume esse papel. "A capacidade humana de imaginar e cooperar é essencial para a evolução. O cooperativismo, com seu propósito, deve ser uma marca de inovação. É preciso expandir o conceito  do coop e fazer o mundo entender que essa é uma ferramenta poderosa de transformação", afirmou.

Márcio Lopes de Freitas afirmou que é preciso ousadia e coragem para construir um cooperativismo cada vez mais forteMárcio Lopes de Freitas: cooperativismo cada vez mais forteApós um vídeo que percorreu a história do Sistema OCB e, emocionado com a magnitude do evento, o presidente Márcio Lopes de Freitas, encerrou o CBC com um discurso inspirador. "É bonito ver o esforço e dedicação de todos os envolvidos. Durante esses três dias, conseguimos reforçar que o nosso movimento é fruto de uma construção coesa e próspera", expressou. Ele relembrou a época em que se engajou no coop e desejou que a teia de cooperativas se tornasse um Sistema. "Agora, somos uma rede organizada, alinhada e democrática. Precisamos continuar nos superando, cada vez mais, com coragem e ousadia. O futuro já começou e só precisamos desenhar os detalhes. É só cooperar e seguir nesse processo. Todos juntos", concluiu.

A turma do Batuque Salubre animou o encerramento do 15º CBCA turma do Batuque Salubre O encerramento do 15º CBC reservou ainda mais uma surpresa para os participantes: um espetáculo vibrante e cheio de energia proporcionado pelo grupo Batuque Salubre, da Escola de Artes Unimed BH. Com uma levada contagiante de tambores, o grupo misturou samba, reggae, maracatu, funk e outros ritmos para fechar o evento com alegria e uma atmosfera de pura festa e cooperação.

 
 
 
 
Saiba Mais:
Tania Zanella conduziu a votação de diretrizes

Futuro do cooperativismo: 15º CBC define 25 diretrizes estratégicas 

Propostas foram priorizadas para os próximos cinco anos e buscam fortalecer ainda mais o movimento

Os congressistas puderam votar de forma individual, de acordo com impacto e urgência da proposta
Os congressistas puderam votar de forma individual, de acordo com impacto e urgência da proposta
No último dia do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), nesta quinta-feira (16), os congressistas desempenharam um papel fundamental na construção do futuro do coop brasileiro. Com a priorização das diretrizes estratégicas, foi possível delinear os próximos cinco anos de ação do movimento. Dentre as 100 propostas priorizadas durante as sessões temáticas e de debates durante o segundo dia, 25 foram escolhidas para orientar o planejamento estratégico do Sistema OCB para o período de 2025 a 2030. 

A escolha das diretrizes prioritárias foi baseada em dois critérios-chave: impacto e urgência.  O primeiro focou na capacidade que uma diretriz possui de promover o aumento da competitividade das cooperativas e do cooperativismo como um todo e, o segundo, no indicativo do quanto é imediata e prioritária sua implementação. 

Com a condução da superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, e do consultor da Falconi, Rodrigo Rodrigues, os congressistas votaram de forma democrática, atribuindo notas de 1 a 5, de acordo com suas prioridades, ao grupo de dez propostas por tema definidas no segundo dia. Foram escolhidas, então, duas propostas de cada. Outras cinco foram eleitas por terem sido as mais votadas entre as restantes, independente do tema.  

Esse processo, inclusivo e participativo, refletiu o compromisso do movimento em envolver seus membros na definição de metas e diretrizes para o futuro. As pontuações foram determinadas de acordo com cada critério e com destaque para as duas com mais pontos em cada tema trabalhado durante o congresso. Em todas as áreas, as diretrizes foram definidas com base nas palestras e debates realizados também durante o segundo dia do congresso.  

Na área de Comunicação, os congressistas destacaram a importância de um alinhamento do discurso para atingir todos os públicos de forma eficaz, acessível e inclusiva, bem como a realização de ações de sensibilização e engajamento da comunidade escolar. 

Já as relacionadas à Cultura Cooperativista visam a difusão do cooperativismo na educação formal brasileira em todos os níveis e a promoção da formação de lideranças como promotores e multiplicadores dos princípios e benefícios oferecidos pelo movimento.   

No âmbito do ESG (Ambiental, Social e de Governança), foram delineadas diretrizes para comunicar à sociedade os impactos positivos das ações ambientais realizadas pelas cooperativas; promover a educação ambiental dos cooperados e colaboradores; aprimorar as qualificações das lideranças em gestão e tomada de decisão baseada em dados; promover a sucessão nas cooperativas; e realizar estudos que demonstrem os benefícios e impactos que a presença das cooperativas garantem para o desenvolvimento social das comunidades onde estão inseridas.   

O tema da Inovação destacou a necessidade de aumentar a disseminação das soluções oferecidas pelo Sistema OCB e de promover a prática da intercooperação como ferramenta para potencializar novas ideias e reduzir custos com tecnologia nas cooperativas.  

Para a Intercooperação, as estratégias incluem a capacitação de lideranças e equipes para desenvolver uma mentalidade orientada às necessidades dos clientes, com foco na agregação de valor; a expansão do uso de novas tecnologias para gerar automação, ganho de eficiência e crescimento dos negócios; e a promoção de ações de educação e conscientização que destaquem os benefícios econômicos e sociais do cooperativismo como modelo de negócios estável.  

No campo dos Negócios, o foco ficou em ampliar a conscientização para o consumo dos produtos e serviços oferecidos pelas cooperativas dentro do ecossistema do movimento e na realização de eventos para fortalecer a intercooperação entre os diferentes ramos de atividades e cooperativas.  

E, por fim, as definições do campo Representação ressaltaram a importância de ampliar o relacionamento com os Três Poderes, incluindo o Ministério Público e os Tribunais de Contas; de defender soluções para a transformação digital e as fontes de financiamento das cooperativas; de reforçar as fontes orçamentárias e linhas de crédito para todos os segmentos do movimento; e de atuar junto ao governo federal para adequar a tributação do INSS do cooperado autônomo.  

​​VINTE E CINCO DIRETRIZES ESTRATÉGICAS  

Comunicação 

​Definir públicos estratégicos, selecionar canais de comunicação e adaptar a linguagem para atingir todos os públicos de forma eficaz, acessível e inclusiva. 

​Promover ações de sensibilização e engajamento da comunidade escolar e da sociedade em geral sobre os princípios benefícios do cooperativismo, por meio de eventos, campanhas educativas e programas de educação continuada.  

​Cultura Cooperativista

​Difundir o cooperativismo na educação formal brasileira em todos os níveis (do ensino básico ao técnico e superior), por meio de parcerias com a escolas, universidades e órgãos educacionais. 

​Promover a formação das lideranças cooperativistas para fortalecer o seu papel como promotoras e multiplicadoras da cultura cooperativista dentro de suas organizações e no movimento.  

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ESG Ambiental 

​Comunicar à sociedade brasileira e internacional os impactos positivos das ações ambientais realizadas pelas cooperativas. 

​Promover educação ambiental dos cooperados e colaboradores para conscientizar e orientar as práticas das cooperativas.  

ESG Gestão 

​Aprimorar as qualificações das lideranças e cooperados em gestão, fortalecendo as habilidades e conhecimentos para promoção de uma gestão eficaz, estratégica e orientada para resultados. 

​Promover programas de incentivo para uma maior participação de jovens e mulheres na gestão da cooperativa.  

​ESG Governança 

​Capacitar os dirigentes a fim de garantir uma cultura de tomada de decisão baseada em dados 

​Promover a sucessão nas cooperativas, com diretrizes claras e aplicáveis, de forma a garantir a perenidade e a sustentabilidade dos negócios. 

ESG Social 

​Investir no desenvolvimento profissional e educacional dos cooperados e colaboradores, oferecendo oportunidades de aprendizado contínuo, programa de capacitação e incentivos para o aprimoramento de habilidades visando promover o crescimento pessoal e profissional de todos  

​Realizar estudos que demonstrem os benefícios e impactos positivos da presença das cooperativas no desenvolvimento social das comunidades onde estão inseridas.  

​Inovação 

​Promover a prática da intercooperação como ferramenta para potencializar a inovação e reduzir custos com tecnologias nas cooperativas. 

​Promover uma maior disseminação das soluções em inovação e tecnologia disponibilizadas pelo Sistema OCB para as cooperativas.  

Intercooperação 

​Ampliar a conscientização para o consumo dos produtos e serviços das cooperativas dentro do próprio sistema cooperativista.  

​Promover eventos, encontros, feiras, intercâmbios e fóruns para fortalecimento da intercooperação entre diferentes ramos e cooperativas.  

Negócios 

​Capacitar lideranças e equipes cooperativas para desenvolver uma mentalidade orientada para as necessidades dos clientes e/ou cooperados, com foco na agregação de valor. 

​Expandir o uso de novas tecnologias e inovação, como inteligência artificial, pelas cooperativas para gerar automações, ganho de eficiência e impulsionar o crescimento dos negócios. 

​Promover a prática da intercooperação como ferramenta para potencializar os negócios das cooperativas. 

​Promover ações de educação e conscientização tanto para os cooperados quanto para as comunidades em geral, destacando os benefícios econômicos e sociais do cooperativismo como modelo de negócio estável. 

Representação 

​Ampliar o relacionamento entre o sistema cooperativista e os três poderes, incluindo o Ministério Público e os tribunais de contas, na construção de legislações e políticas públicas de interesse do cooperativismo em âmbito estadual e nacional.  

​Atuar junto ao Governo Federal para adequar a tributação do INSS de cooperado autônomo. 

​Atuar pela defesa do ato cooperativo nas legislações, normativos tributários e decisões judiciais. 

​Fortalecimento da Lei 5.764/71, com a modernização de dispositivos que ampliem a transformação digital e as fontes de financiamento das cooperativas. 

​Reforçar fontes orçamentárias e adequar linhas de crédito oficiais para todos os segmentos de cooperativismo, garantindo a continuidade das atuais políticas de fomento ao modelo de negócio cooperativista.​ 


Saiba Mais:
Segundo dia do 15º CBC contou com palestras sobre o futuro do coop e debates em salas temáticas

Palestras e debates estratégicos marcam segundo dia do 15º CBC

Congressistas começaram a definir principais diretrizes do coop para os próximos cinco anos

 

O Sistema OCB distribuiu exemplares da obra "O futuro é coop"O Sistema OCB distribuiu exemplares da obra "O futuro é coop"O segundo dia do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), realizado nesta quarta-feira (15), foi marcado por palestras inspiradoras e discussões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo.  Para iniciar os trabalhos, a futurista Amy Webb comandou a palestra Cenas do Futuro, que trouxe uma visão sobre o impacto da tecnologia na sociedade e nos negócios. Reconhecida por suas análises e previsões precisas, ela instigou os participantes a repensarem o papel da tecnologia nas organizações cooperativas.

Logo em seguida, a escritora Martha Gabriel abordou o tema O futuro é coop, título de seu último, livro lançado durante o evento. Ela destacou os desafios sociais, econômicos e ambientais enfrentados pelo mundo contemporâneo e o papel fundamental das cooperativas na construção de um futuro mais sustentável e inclusivo. 

Além das palestras, ainda no períodos da manhã, os congressistas participaram de palestras com temas específicos apresentadas nas dez salas temáticas do envento, que abordaram  questões essenciais para o cooperativismo envolvendo temas como Comunicação, Cultura Cooperativista, ESG, Inovação, Intercooperação, Negócios e Representação

Congressistas puderam discutir temas diversos nas Salas TemáticasO período da tarde foi reservado para os debates e início da priorização das diretrizes estratégicas que vão guiar o movimento coop nos próximos anos. Os debates sobre Comunicação destacaram a importância de promover o verdadeiro significado do cooperativismo e sua relevância para a economia e sociedade, além de explorar estratégias para reforçar a marca SomosCoop e difundir o modelo de negócios. 

Em Cultura Cooperativista, os participantes debateram sobre a essência do movimento e como enaltecer e perpetuar essa cultura, a partir de valores como solidariedade, democracia e responsabilidade social. Dividida em quatro subtemas, a temática ESG foi abordada como um imperativo para garantir que os critérios para avaliar o desempenho e a responsabilidade das cooperativas em questões ambientais, sociais gestão  e governança. 

A Intercooperação foi discutida como um desafio constante para o setor, explorando oportunidades comerciais e trocas de conhecimento entre cooperativas. Já na sala de Negócios, o enfoque foram as estratégias que podem colaborar com a prosperidade das cooperativas em um ambiente econômico dinâmico, enquanto a Representação abordou o papel do cooperativismo e a necessidade de aproximação com os Três Poderes. 

 
Saiba Mais:
Martha reforçou que o modelo de negócios pode construir um mundo mais justo e resiliente  

O Futuro é Coop: Martha Gabriel lança livro durante o 15º CBC 

Autora reforçou que o modelo de negócios pode construir um mundo mais justo e resiliente  

 Para falar sobre a combinação entre cooperativismo e futuro, a escritora e uma das principais pensadoras digitais do Brasil, Martha Gabriel, apresentou a palestra O futuro é coop, nesta quarta-feira (15), segundo dia do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC). O tema também é título de seu mais novo livro, lançado durante o evento e entregue aos participantes como uma surpresa especial oferecida pelo Sistema OCB. Ela detalhou perspectivas e análises, com uma abordagem abrangente sobre o impacto humano crescente no planeta e os desequilíbrios sociais, econômicos e ambientais resultantes desse cenário. 

De acordo com Martha, a sustentabilidade é a chave para enfrentar todos os obstáculos já previstos. Ela ressaltou que a cooperação é um caminho que possui uma força singular, que promove inclusão, diversidade e renda. "É necessário somar responsabilidade social, proteção ambiental e sucesso econômico. Dentro desse contexto, as cooperativas já emergem como protagonistas e oferecem um modelo equilibrado de impacto nas dimensões econômica, social e ambiental", afirmou.   

A escritora também destacou as limitações enfrentadas pelo cooperativismo, como a influência reduzida, se comparada com a de grandes empresas. "É muito urgente e necessário que o movimento esteja engajado em compartilhar sua identidade, reputação e credibilidade. É preciso comunicar, de forma eficaz, para construir confiança e enfrentar os desafios que o futuro trará", disse.  

Segundo ela, o cooperativismo precisa ser difundido como um modelo de negócios capaz de moldar um futuro mais inclusivo, equitativo e sustentável. "O coop não é apenas uma opção viável, mas sim o caminho para uma economia verdadeiramente justa e preocupada com o meio ambiente e a sociedade", afirmou.  

O livro também explora o poder que o cooperativismo tem de transformar vidas e comunidades. Como Martha explicou durante a palestra, os princípios do movimento podem ser uma base fundamental para que os desafios modernos sejam mitigados. "É um modelo de negócios capaz de inovar e se adaptar às necessidades e aos desafios do futuro. Com base na democracia e sendo fiel ao bem-estar social e à sustentabilidade ambiental, as cooperativas sobrevivem e, além disso, prosperam como um modelo poderoso para o futuro da inovação econômica e social", explicou.  

Ao analisar a era digital, Martha citou, ainda, a aceleração tecnológica, mudanças nos comportamentos de consumo e nas relações de trabalho que apontam para a substituição do capitalismo de acionistas pelo de stakeholders, impulsionado pelas preocupações ambientais, sociais e de governança (ESG). Baseada no zeitgeist do século XXI, a autora destacou que enquanto a tecnologia oferece possibilidades extraordinárias, também traz consigo ameaças de destruição e alienação constantes que precisam estar sempre em perspectiva para não serem ignoradas.  

Saiba Mais:
Especialista em tendências tecnológicas compartilhou tendências e perspectivas para o futuro 

Amy Webb destaca potencial do coop para um mundo mais sustentável 

Especialista em tendências tecnológicas compartilhou tendências e perspectivas para o futuro 

 

Amy apresentou sua visão de futuro e tendências tecnológicas que envolvem o cooperativismoAmy apresentou sua visão de futuro e tendências tecnológicas que envolvem o cooperativismoPara abrir o segundo dia do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), nesta quarta-feira (15), os participantes assistiram à palestra Cenas do Futuro, com a especialista em tendências tecnológicas Amy Webb. Reconhecida por desafiar as convenções e incentivar as pessoas a pensarem criticamente sobre o futuro que estão construindo por meio da tecnologia e seus possíveis impactos na sociedade, nos negócios e na vida cotidiana, ela compartilhou insights sobre como antecipar, se preparar e prosperar na era da disrupção.  

Ao iniciar sua apresentação, Amy destacou o Brasil como um país em constante evolução, especialmente nos setores em que as cooperativas estão presentes e desempenham papel fundamental, como agro e crédito. "É importante reconhecer os sinais de mudança que estão surgindo e explorar maneiras de gerar valor e alcançar novos níveis de excelência em setores que já possuem um enorme potencial de alcance e desenvolvimento", disse.  

Para ela, o futuro já está acontecendo no agronegócio, por exemplo. "Existe a necessidade de ressaltar e mapear novos valores para deixar os cooperados prontos para os novos desafios e oportunidades que vão chegar", afirmou. E, em seguida, destacou a urgência de entender as mudanças em curso e o que significam não apenas para as cooperativas, mas também para o país e para a sociedade como um todo. 

Amy questionou os participantes e pediu que todos considerassem, verdadeiramente, o cooperativismo como uma ferramenta que pode liderar o futuro, a partir de uma abordagem colaborativa e centrada nas necessidades da comunidade. "Espero que todos os cooperativistas presentes no 15º CBC se tornem agentes ativos na construção de um futuro mais promissor e sustentável".  

Ao final, Amy reforçou que o CBC proporciona uma visão mais clara das oportunidades e desafios que aguardam o cooperativismo no futuro. "Esse espaço está aberto para que todos possam compreender e discutir a melhor maneira de aproveitar o papel socioeconômico do cooperativismo", concluiu.  

Amy Webb é autora de best-sellers como Os sinais estão falando: por que a margem de hoje é o mainstream de amanhã", no qual explora como identificar e interpretar os sinais de mudança que moldarão nosso futuro. Seu relatório de tendências de futuro Tech Trends Report é baixado por milhões de pessoas, está na 17ª edição e traz centenas de previsões em tecnologia discutidas no mundo todo. 

Saiba Mais:
Salim Ismail destaca que adaptação ao mundo de transformações da atualidade é urgente

15º CBC: Salim Ismail afirma que inovação é a chave para o futuro 

Durante a palestra, ele falou sobre a importância de acompanhar transformações digitais

 

 Salim Ismail destaca que adaptação ao mundo de transformações da atualidade é urgente Salim Ismail destaca que adaptação ao mundo de transformações da atualidade é urgenteDurante o primeiro dia do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), na terça-feira (14), os participantes foram impactados pela palestra de Salim Ismail, um empreendedor no campo da inovação exponencial, reconhecido por sua capacidade de identificar oportunidades e transformar organizações para enfrentar os desafios do mundo moderno. Com boas reflexões e baseado no tema Crescimento Exponencial através da prontidão em IA, ele fez provocações aos congressistas para que pudessem refletir sobre o papel da tecnologia e sua influência dentro de instituições, corporações e entidades. 

Salim deu início à sua apresentação com um desafio para todos: repensar. Ele afirmou que, após sua palestra, a forma como cada um percebe a tecnologia nunca mais seria a mesma. "O crescimento exponencial, característico das novas tecnologias, muitas vezes escapa à percepção humana e nos surpreende", disse. Para ele, a todo tempo, testemunhamos uma revolução tecnológica sem precedentes. "Nunca antes na história da humanidade tivemos acesso a tecnologias tão disruptivas e transformadoras. Desde avanços na neurociência até a nanotecnologia, passando pela computação, medicina e inteligência artificial, estamos presenciando um verdadeiro tsunami de inovação", afirmou.

Uma das metáforas utilizadas por Salim para ilustrar essa transformação foi a fotografia. Para ele, enquanto a fotografia captura um momento específico no tempo, a inteligência captura uma infinidade de informações constantemente, num único minuto. "O desafio reside exatamente na capacidade humana de lidar com essa avalanche de dados e adaptar nossas organizações a esse novo cenário".

O empreendedor explicou que, em um mundo cada vez mais dominado pela inteligência artificial, é importante que as organizações se preparem e se encaixem a essa realidade. "O futuro pertence às organizações que conseguem abraçar a cooperação e a colaboração", salientou. Para ele, o cooperativismo tem um papel fundamental a desempenhar nessa nova era digital, que é fornecer o ambiente ideal para a inovação e a adaptação. 

Ao final, Salim convidou os participantes a olharem para suas estratégias e a adotarem uma abordagem cada vez mais proativa em relação à tecnologia e à inovação. Ele salientou que é importante que todos compreendam o ritmo acelerado das mudanças e a necessidade de se preparar para um ajuste mais rápido. "As organizações que abraçam a inovação possuem maior probabilidade de prosperar em um mundo que evolui de forma constante", concluiu. 

Saiba Mais:

Tania Zanella apresenta os resultados alcançados pelo cooperativismo desde o 14º CBC

15º CBC: papel do Sistema OCB no fortalecimento do coop é reconhecido

Tania Zanella destacou conquistas e iniciativas adotadas desde o último congresso, há cinco anos

 

Tania Zanella reforçou o desempenho do Sistema OCB na promoção e na representação do cooperativismoNo primeiro dia do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), os participantes assistiram à palestra da superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella. Em sua apresentação, ela abordou os principais resultados alcançados desde o último CBC, com uma visão abrangente do progresso e dos desafios enfrentados pelo cooperativismo nos últimos anos.

Um dos aspectos destacados foi o empenho do Sistema OCB no fortalecimento dos sete ramos do movimento, por meio da disseminação dos conhecimentos e estímulo ao modelo de negócios. "Cartilhas e orientações buscaram capacitar os cooperativistas e promover uma gestão mais eficiente e transparente. Conseguimos implementar fóruns de debate e projetos nas Organizações Estaduais, o que proporcionou um ambiente propício para a troca de experiências e o estabelecimento de parcerias estratégicas", disse Tania.

A representação política e institucional do cooperativismo, tanto em âmbito nacional quanto internacional, também foi um ponto relevante. O Sistema OCB esteve presente em fóruns de grandes entidades como ONU, Mercosul, G20, BRICS, OMC, OIT e COP, além de ter participado ativamente de iniciativas em conjunto com a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que conta com 285 deputados e 40 senadores engajados na defesa das demandas cooperativistas e é o 3ª maior colegiado do Congresso Nacional.

Na esfera legislativa, foram acompanhados mais de 5 mil projetos de lei de interesse do coop, enquanto no Poder Executivo foram realizadas cerca de 1,5 mil reuniões. Além disso, a superintendente pontuou que foram mapeados mais de 14 mil normativos de interesse das cooperativas no Diário Oficial da União (DOU), comprovando o compromisso da entidade com a defesa dos interesses do setor em todas as instâncias do poder público. 

"Além desses âmbitos, também participamos de 21 processos como amicus curiae no Judiciário e fizemos o acompanhamento de mais de 70 mil decisões nos tribunais superiores. Conquistamos importantes marcos regulatórios e tivemos avanços significativos em políticas públicas, como a inclusão de dispositivo sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo no texto da Reforma Tributária, a atualização da legislação do cooperativismo de crédito, o reconhecimento da categoria de cooperativas de transporte de cargas e a segurança jurídica para as coops no mercado de planos de saúde", lembrou. 

Tania fez da sua apresentação um momento inspirador para os congressistas, com uma visão abrangente do panorama atual e das perspectivas futuras do movimento brasileiro. Com um histórico de realizações e conquistas significativas, ela reafirmou o compromisso do Sistema OCB em ser uma ferramenta que trabalha em prol do desenvolvimento econômico e social do país.

Quanto ao campo de estudos e conhecimentos sobre o mercado coop, ela citou os cursos e as análises de tendências de mercado que as cooperativas podem acessar para obter informações relevantes que reforçam e consolidam a identificação de boas oportunidades de negócios. "Por meio da solução NegóciosCoop, conseguimos dar suporte em áreas como a participação em feiras, rodadas de negócios e planos que são muito importantes para a visibilidade das nossas coops", explicou. 

Além disso, a superintendente reforçou o desempenho do Sistema OCB na promoção da internacionalização das cooperativas brasileiras, por meio de parcerias estratégicas com entidades como a ApexBrasil e a realização de feiras, missões comerciais e rodadas de negócios internacionais. "Essas iniciativas visam ampliar as oportunidades de negócios no mercado global e promover o intercâmbio de conhecimentos e boas práticas entre diferentes países". 

Tania também apresentou o MarketCoop, o novo marketplace das cooperativas. O projeto está em fase piloto com 20 lojas de cooperativas e tem como objetivo promover os produtos e serviços do movimento tanto para a sociedade quanto entre as próprias coops. Para ela, a iniciativa é uma ferramenta essencial de expansão de negócios e cria uma vitrine que conecta produtores e consumidores dentro do ecossistema cooperativo. "Essa plataforma digital foi criada para fortalecer o comércio cooperativista e para facilitar a visibilidade e a comercialização de produtos variados", explicou.

A superintendente falou sobre a importância da intercooperação. Ela destacou que esse aspecto é fundamental para o fortalecimento do movimento e que diversas iniciativas estão sendo implementadas para promover o intercâmbio de conhecimentos e boas práticas. "Buscamos realizar missões nacionais e internacionais, que permitem a troca de experiências e a aprendizagem mútua entre cooperativas de diferentes regiões e países. Duas edições da Semana de Competitividade foram realizadas e iniciativas estaduais também desempenham um papel importante. Além disso, programas como o Brasil Mais Cooperativo, em parceria com o governo federal, promovem o apadrinhamento de cooperativas", relacionou. Ela citou ainda as feiras e rodadas de negócios conjuntas que fortalecem ainda mais a intercooperação e incentivam a colaboração e o crescimento sustentável do setor cooperativista.

No que diz respeito ao fortalecimento da representatividade e da participação política das cooperativas, ficou claro que a organização estimula a participação dos jovens e das mulheres no movimento. Comitês como o Geração C e o Elas pelo Coop, frutos de diretrizes priorizadas no 14º CBC, foram apresentados como duas formas de contribuição para a formação de futuras lideranças e a promoção de inclusão e diversidade dentro das cooperativas brasileiras.

Por fim, Tania ressaltou o compromisso das cooperativas brasileiras com a sustentabilidade e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) trabalhados nos últimos anos. "É evidente que iniciativas como o Dia C, por exemplo, que beneficiou mais de 15,8 milhões de pessoas em 4 anos de campanha, é uma ação de sucesso. Também precisamos lembrar dos mais de 700 milhões de impactos que tivemos com o programa SomosCoop. Isso reforça o comprometimento que o movimento tem com a promoção do bem-estar social e o desenvolvimento sustentável do país", concluiu. 

 

SomosCoop na Estrada

Tania Zanella e Glenda Kozlowski anunciam a terceira temporada do SomosCoop na EstradaTania Zanella e Glenda Kozlowski anunciaram a terceira temporada da série SomosCoop na EstradaAo final da palestra, uma surpresa aguardava os participantes. Glenda Kozlowski, jornalista e apresentadora, surgiu no palco para anunciar o lançamento da terceira temporada da websérie SomosCoop na Estrada, apresentado por ela. Glenda interagiu com Tania e a plateia e destacou detalhes dos novos episódios que prometem trazer muita emoção com cases que mostram como o cooperativismo transforma realidades. A apresentadora fez questão de ressaltar que o cooperativismo é a solução do nosso país. Para ela, o movimento tem muito poder de transformação. "O coop ensina. Quem conhece o movimento, aprende muito, como eu aprendi. Desde a primeira temporada, eu escutei muitas pessoas e conheci muitas histórias e, então, pude ver com meus próprios olhos que cooperar é a melhor maneira de mudar realidades". 

 

 
 
 
 
 
 
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Agenda institucional prioriza regulamentação da Reforma Tributária

Agenda Institucional prioriza regulamentação da Reforma Tributária

Vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirma que vai trabalhar pela preservação do ato cooperativo

 

Presidente Márcio discursa no lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2024Presidente Márcio discursa no lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2024O Sistema OCB divulgou nesta terça-feira (14), a Agenda Institucional do Cooperativismo 2024, documento que apresenta as políticas públicas, projetos de leis e decisões judiciais mais relevantes para impulsionar o desenvolvimento do movimento no país. O lançamento fez parte da programação do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC) e contou com a participação de autoridades como o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin; os ministros do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França; e da Previdência Social, Carlos Lupi; além de parlamentares e senadores que compõem a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Em seu discurso, o presidente Márcio Lopes de Freitas destacou a importância da representação institucional coordenada pelo Sistema OCB. “É com muito orgulho que vejo que o cooperativismo construiu um relacionamento sólido e de confiança com os Três Poderes da República, que transcende a política partidária e sobrevive a qualquer mudança eleitoral. Esse é um reflexo da força, da relevância e do poder de articulação das nossas cooperativas. Nossa primeira prioridade, além de muitas outras, é concluir a regulamentação do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, que ainda enfrenta desafios com a legislação brasileira”. 

Ele também salientou a importância da agenda institucional para que o movimento alcance suas metas, em especial, o Desafio BRC 1 Tri, que prevê o aumento da movimentação financeira para R$ 1 trilhão e do número de cooperados para 30 milhões. “Um ambiente político e regulatório favorável é fundamental para conseguirmos atender às demandas de políticas públicas e ações governamentais que impulsionam ainda mais o cooperativismo enquanto modelo econômico que contribui para o desenvolvimento do país”, acrescentou. 

O principal tema da agenda de 2024, conforme anunciou o presidente, é o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo na regulamentação da Reforma Tributária (PLP 68/2024 e PLP 58/2024) em tramitação no Congresso Nacional. A inclusão de dispositivo aprovada no texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, representou uma conquista histórica para o movimento, com a previsão de um regime específico para as cooperativas. A definição das hipóteses de não incidência de tributação ao ato cooperativo, para assegurar a justiça tributária ao modelo de negócio, no entanto, ainda será definida em Lei Complementar, assim como o regime de aproveitamento de crédito das etapas anteriores da cadeia produtiva em que a cooperativa fizer parte.

“Por isso, é fundamental que cada uma das autoridades aqui presentes entenda e reconheça a singularidade do cooperativismo e considere as especificidades das cooperativas no contexto de regulamentação em curso. As cooperativas não são apenas mais um modelo de negócio. Elas são organizações baseadas em solidariedade e interesse coletivo, com impactos profundos nas comunidades onde atuam. A adequação fiscal às particularidades do modelo econômico cooperativo é necessária para manter a sustentabilidade e a competitividade de seus produtos e serviços. Uma regra tributária que não diferencie o ato cooperativo de uma operação comercial típica não apenas falha em reconhecer nossa essência, mas também ameaça a nossa continuidade”, concluiu o presidente. 

Alckmin afirma que vai trabalhar para preservar ato cooperativo na Reforma TributáriaAlckmin afirma que vai trabalhar para preservar ato cooperativo na Reforma TributáriaO vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou seu compromisso com a regulamentação do adequado tratamento tributário para as cooperativas. Ele enfatizou que é realmente necessário garantir um ambiente legal propício ao desenvolvimento do modelo de negócios. "Acredito nos princípios e valores do movimento, e reconheço que fortalecer as cooperativas é uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade", disse. Para ele, a competitividade é essencial, e o cooperativismo é uma ferramenta poderosa que une os pequenos produtores, o que permite uma escalada e uma concorrência mais eficaz nos diversos nichos de mercado. “Por isso, vamos trabalhar para que o ato cooperativo seja preservado na regulamentação da reforma tributária”, completou;

Em seguida, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, relembrou sua presença no 1º CBC, quando o cooperativismo já trabalhava em busca de uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais humana. "Sou testemunha da obstinação do movimento e do amor à causa. Essa é a maior vitória do coop", afirmou. Lupi acredita que o futuro da sociedade é o cooperativismo, que funciona como uma alavanca do progresso. "É como uma peça fundamental. Não é mais o futuro, é o presente do mundo moderno", concluiu.

Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, professor emérito da FGV e cooperativista, iniciou sua fala com destaque à urgência de reforçar valores como a democracia e a paz na sociedade contemporânea. Ele destacou a necessidade de encontrar mais líderes com visão estratégica que promovam o bem-estar e se preocupem com segurança alimentar, mudanças climáticas e desigualdades sociais. "O cooperativismo tem esses líderes. O movimento é uma ferramenta poderosa para disseminar a paz no mundo, sendo o partido da humanidade, da paz e da democracia. O sistema que construímos é um instrumento que permite mais humanidade, mais democracia e, possivelmente, a paz", disse.

Arnaldo Jardim destaca importância do coop para o desenvolvimento do paísArnaldo Jardim destaca importância do coop para o desenvolvimento do paísComo presidente da Frencoop, o deputado Arnaldo Jardim (SP) salientou que o cooperativismo faz a diferença e impulsiona o país para frente. Ele reforçou que ao lado de representantes de todos os cantos do país, de todas as regiões e estados, a terceira maior frente parlamentar do Congresso luta para construir convergências em prol do movimento "Enfrentamos os desafios do Legislativo e apoiamos o que as bases estão realizando nas cidades e regiões produtivas. Quando somos confrontados, sabemos o quanto as cooperativas estão fazendo”.

O deputado reafirmou o empenho da Frencoop com o marco regulatório para permitir que as cooperativas atuem no setor de seguros, que atualmente é extremamente concentrado no Brasil. "Por meio da intercooperação conseguiremos avanços significativos para o país. Fazemos uma soma de esforços em prol do desenvolvimento, e o cooperativismo se destaca por sua preocupação com a sustentabilidade ambiental, que não é apenas um discurso, mas sim, uma prática concreta, evidenciada por iniciativas sociais e pela delegação de responsabilidades em todos os níveis. Nosso movimento é uma força transformadora e inclusiva", acrescentou.

Por sua vez, o presidente da FPA, Pedro Lupion (PA), destacou que o cooperativismo é a essência da solidariedade e da fraternidade. Para ele, o movimento não é apenas um braço do setor agropecuário, mas também é importante para toda a economia brasileira. "Juntamente com a OCB, a FPA busca dar destaque e relevância às cooperativas que geram empregos e colaboram com o desenvolvimento de diversas regiões". Ele ressaltou que regulamentar o ato cooperativo é crucial para diferenciar a tributação aos cooperados e cooperativas, beneficiando uma maior competitividade e mais sustentabilidade. "É fundamental que o Brasil conheça melhor o cooperativismo e reconheça seus impactos positivos na geração de renda e oportunidades para a população", relatou.

Além da regulamentação da Reforma Tributária, a Agenda Institucional também prioriza outros temas, como a aprovação da proposta que amplia a participação das cooperativas no mercado de seguros (PL 519/18); maior segurança jurídica para as cooperativas participarem de processos de licitação; aumento de volume de recursos do Crédito Rural; e valorização das cooperativas de infraestrutura na política de conectividade no campo (PL 1.303/22). 

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