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22/07/2026
Educação Política fortalece cultura de representação institucional no coop
A política está mais presente no cotidiano das cooperativas do que muita gente imagina. É nos espaços de decisão que são definidas leis, regulamentações e políticas públicas capazes de impulsionar – ou limitar – o desenvolvimento do cooperativismo. Por isso, acompanhar o ambiente político-institucional e participar do diálogo com os tomadores de decisão é uma estratégia essencial para fortalecer o setor e garantir que as especificidades do modelo cooperativo sejam consideradas.
Para aprimorar essa atuação, o Sistema OCB criou o Programa de Educação Política, que prepara lideranças cooperativistas para compreender o funcionamento das instituições, qualificar a representação institucional e ampliar a participação do cooperativismo nos debates de interesse do setor. Mais do que incentivar o acompanhamento da agenda pública, o programa busca consolidar uma cultura de atuação apartidária, técnica e permanente, voltada à defesa legítima das pautas cooperativistas.
“Nossa intenção é formar cidadãos mais conscientes, lideranças mais preparadas e cooperativas mais capazes de dialogar com os tomadores de decisão. Queremos que o cooperativismo seja reconhecido não apenas por sua relevância econômica e social, mas também por sua capacidade de contribuir para a construção de soluções para os desafios do país”, explica o gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz.
Esse fortalecimento da representação institucional se traduz em ações concretas. Ao acompanhar a agenda legislativa, dialogar com representantes dos Poderes e construir relacionamentos institucionais, o cooperativismo amplia sua capacidade de atuar de forma estratégica na defesa de seus interesses. Com isso, consegue apresentar propostas fundamentadas, contribuir tecnicamente para a formulação de políticas públicas e levar aos espaços de decisão a experiência de organizações que promovem inclusão produtiva, desenvolvimento regional, geração de renda e o fortalecimento das comunidades.
“Quando um dirigente entende como tramita um projeto de lei, quando um cooperado compreende o impacto de uma política pública sobre sua atividade ou quando uma cooperativa consegue apresentar propostas estruturadas para candidatos e gestores públicos, estamos fortalecendo a capacidade de incidência do movimento”, destaca o gerente.
Como participar
O Programa de Educação Política oferece diferentes ferramentas para as cooperativas aperfeiçoarem sua participação em processos decisórios importantes para as regiões onde estão inseridas. Em todo o país, 25 Organizações Estaduais (OCEs) já aderiram à plataforma. Segundo Queiroz, quanto maior o envolvimento das cooperativas, maior a capacidade do movimento de apresentar suas contribuições para o desenvolvimento do país e defender um ambiente institucional favorável ao seu crescimento.
“Cooperativas que investem em educação política fortalecem sua capacidade de relacionamento institucional, desenvolvem lideranças mais preparadas, ampliam sua influência nos debates públicos e conseguem antecipar tendências regulatórias e legislativas que podem impactar seus negócios. Além disso, tornam-se organizações mais conectadas com seus territórios e mais capazes de atuar como agentes de desenvolvimento local”, ressalta.
O programa é colocado em prática nos estados com oficinas, seminários, encontros de lideranças, cursos de formação, campanhas de conscientização e atividades voltadas para jovens, mulheres e dirigentes cooperativistas. São ações que destacam a importância da participação cidadã e da representação institucional dentro do coop e vem gerando uma mudança cultural ao longo dos anos.
“Percebemos um avanço significativo na capacidade das próprias cooperativas de organizarem suas pautas, construírem agendas regionais e participarem de discussões sobre desenvolvimento local, o que amplia a legitimidade e a influência institucional do movimento”, avalia o gerente.
Atuação estratégica
O Programa de Educação Política funciona com base em eixos estratégicos. No primeiro, Formação Política e Cidadã, o foco é promover a capacitação sobre democracia, funcionamento das instituições, processo eleitoral, Poder Legislativo, Poder Executivo e participação social. É a base que permite que o sistema cooperativista tenha multiplicadores do programa por todo o país.
No eixo Mobilização e Engajamento, o Sistema OCB busca transformar conhecimento em participação. O objetivo é incentivar cooperados, dirigentes e colaboradores a acompanharem os temas de interesse do cooperativismo e a se envolverem nos debates que impactam suas comunidades e seus negócios.
O terceiro eixo – Representação Institucional – inclui o cooperativismo no centro da agenda de decisões, por meio do documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo, entregue aos presidenciáveis e demais candidatos em nível federal, estadual e municipal. Por fim, o eixo Comunicação e Conscientização amplia o alcance dessas discussões por meio de campanhas, materiais educativos e plataformas digitais. É nesse contexto que iniciativas como a campanha “Na hora de votar, #PensenoCoop” ganham relevância, aproximando cooperativas e representantes públicos.
“É uma formação completa, que vai permitir à cooperativa entender como funciona todo o processo de participação política e como usá-la a seu favor. Em 2026, ano de eleições gerais, essa decisão é ainda mais importante no sentido de qualificar o relacionamento institucional das cooperativas com candidatos, parlamentares e gestores públicos”, destaca Eduardo Queiroz.
Educação política na prática
No Sistema OCB/ES, 100% dos parlamentares eleitos em âmbito estadual já firmaram um compromisso com o cooperativismo. A adesão é resultado de um trabalho consistente de representação institucional do coop capixaba.
O assessor de Relações Institucionais do Sistema OCB/ES, David Duarte Ribeiro, explica que, com a ajuda do Programa de Educação Política, os atores políticos compreenderam que o cooperativismo possui uma atuação apartidária, com foco em fortalecer as cooperativas e ampliar a contribuição delas para o desenvolvimento do estado.
Participante do programa desde 2023, a OCE já vem colhendo resultados significativos, como a aprovação de leis de reconhecimento e incentivo ao cooperativismo em 22 municípios capixabas. Os avanços refletem um esforço que também mobiliza quem atua na ponta. Cooperativas como a Coopram, de agricultura familiar, e a Coopersules, de transporte, passaram a dedicar painéis exclusivos ao Programa de Educação Política em seus eventos internos. “Nesses espaços, os multiplicadores apresentam a iniciativa, debatem a importância do envolvimento institucional e mostram como as decisões políticas impactam diretamente o dia a dia da cooperativa”, conta Ribeiro.
Para ampliar esse alcance, o Sistema OCB/ES aposta em duas frentes complementares. A primeira é a capacitação dos multiplicadores, por meio da trilha de aprendizagem Cooperativismo e Relações Governamentais, na plataforma CapacitaCoop, garantindo que eles tenham domínio dos temas abordados.
A segunda consiste em comunicar o tema de forma simples e próxima do público. “Encaminhamos materiais dinâmicos, como cartilhas digitais e pílulas de informação via WhatsApp, além de promovermos reuniões de comitês educativos. O foco é desmistificar a política, mostrando que a educação política não é sinônimo de partidarismo, mas sim um mecanismo para atuarmos em defesa do modelo de negócios cooperativo”, afirma o assessor.
Construção permanente
O Paraná foi o estado pioneiro na implementação do Programa de Educação Política do Sistema OCB, ainda na fase piloto, em 2018. Adaptada à realidade local, a iniciativa alcançou mais de 1 milhão de pessoas. Agora, a meta é ampliar esse alcance para 3 milhões, mobilizando as 255 cooperativas registradas na Ocepar.
De acordo com a coordenadora de Relações Institucionais da entidade, Danielly Andressa da Silva, esse avanço é resultado de um trabalho contínuo de formação de coordenadores locais – lideranças indicadas pelas cooperativas para atuar como pontos focais do programa em cada organização.
Os coordenadores participam regularmente de capacitações, recebem orientações técnicas e integram reuniões e fóruns promovidos pela Ocepar, garantindo alinhamento e uniformidade na condução das ações em todo o estado. “Cada vez mais lideranças compreendem que acompanhar o ambiente político-institucional não significa fazer política partidária, mas exercer uma representação institucional responsável, organizada e alinhada aos interesses do cooperativismo”, afirma.
O pioneirismo também tem impacto na representatividade do coop paranaense. Hoje, 26 deputados federais e senadores do estado integram a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional. “Observamos recentemente uma evolução importante na qualidade do relacionamento institucional com os Poderes Executivo e Legislativo, permitindo que as contribuições do cooperativismo sejam apresentadas de forma técnica, propositiva e permanente”, destaca Danielly.
Para a coordenadora, esse trabalho ultrapassa os períodos eleitorais e busca consolidar uma cultura permanente de representação institucional. A proposta é preparar cooperativas e lideranças para acompanhar os processos de decisão e atuar de forma organizada na defesa de pautas estratégicas para o setor.
A consolidação do programa também passa por uma agenda estruturada de formação e mobilização. A Ocepar investe na capacitação contínua de lideranças, na produção de materiais de comunicação, em parcerias institucionais e em ações de sensibilização junto às cooperativas. Entre as iniciativas desenvolvidas estão o documento Propostas por um Paraná mais Cooperativo, que complementa o material elaborado pelo Sistema OCB com indicadores e prioridades para o estado, o MBA em Inteligência Política e Governos, realizado com o apoio do Sescoop/PR, além de imersões institucionais na Assembleia Legislativa do Paraná e diálogo permanente com representantes dos Executivo.
Segundo Danielly, a experiência tem mostrado que o maior desafio não é executar o programa, mas consolidar uma cultura de representação institucional capaz de ampliar, de forma legítima e contínua, a influência do cooperativismo nos espaços de decisão. “Nosso objetivo hoje é fortalecer uma atuação orientada por inteligência política, preparando lideranças para compreender o ambiente institucional, antecipar tendências e qualificar o diálogo com os tomadores de decisão”, conclui.
Notícias eventos
21/07/2026
Vem aí a Semana de Competitividade 2026
Evento vai discutir como fortalecer valores, identidade e práticas que impulsionam o coop
Como transformar valores cooperativistas em resultados concretos? Essa será uma das principais reflexões da Semana de Competitividade 2026, que será realizada entre os dias 11 e 13 de agosto, em Brasília. Com o tema Cultivando a Cultura Cooperativista, o evento reunirá lideranças, especialistas e profissionais do setor para discutir como a cultura cooperativista pode ser um diferencial estratégico para o fortalecimento e a competitividade das cooperativas.
Promovida pelo Sistema OCB, a iniciativa terá programação voltada ao desenvolvimento de pessoas, lideranças e estratégias capazes de fortalecer a identidade cooperativista e ampliar o engajamento dentro das organizações. Ao longo de três dias, os participantes terão acesso a palestras, painéis, salas temáticas e laboratórios com discussões sobre governança, educação cooperativista, comunicação, sucessão e experiência do cooperado.
A abertura contará com as participações do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e do presidente da ACI Américas, José Alves de Souza Neto. Na sequência, o filósofo Clóvis de Barros Filho ministrará a palestra O que é ser cooperativista no século XXI, com reflexões sobre o papel dos princípios cooperativistas diante das transformações da sociedade e do ambiente de negócios.
Durante a programação, especialistas e representantes do cooperativismo compartilharão conhecimentos e experiências sobre os desafios e oportunidades para fortalecer a cultura dentro das organizações. Entre os participantes estão a historiadora Carolina Kuk (Raiz), Fabíola Nader Motta (superintendente do Sistema OCB) e o autor e best-seller Michel Alcoforado (antropólogo), além de lideranças de cooperativas que apresentarão práticas voltadas ao desenvolvimento da cultura que envolve o modelo de negócios.
Trocas e conhecimento
Entre os destaques do evento está o painel O impacto do coop nas comunidades, que reunirá representantes do Sistema OCB, cooperativas e instituições de pesquisa para discutir a contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento local. A programação também abordará temas como memória institucional, juventude cooperativista, comunicação e conflitos geracionais, além do papel da cultura como compromisso com o futuro.
Os participantes poderão ainda aprofundar conhecimentos em quatro trilhas e laboratórios temáticos: Governança Cooperativa, Educação Cooperativista, Comunicação e Experiência, e Legado e Sucessão. A proposta é estimular a troca de conhecimentos e apresentar caminhos para que as cooperativas fortaleçam sua cultura e estejam mais preparadas para os desafios de um ambiente em constante transformação.
Para o gerente do Núcleo Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa, a cultura é um dos principais elementos para a sustentabilidade e a competitividade das cooperativas. “A cultura cooperativista está no centro da identidade das cooperativas e é fundamental para garantir sua sustentabilidade e competitividade. A Semana de Competitividade será uma oportunidade para trocar experiências, fortalecer práticas e discutir como manter vivo o propósito que move o cooperativismo”, destaca.
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Experiência brasileira é destaque em conferência mundial de crédito
Fungetur: coop defende ampliação do acesso ao crédito no turismo
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Notícias eventos
20/07/2026
Experiência brasileira é destaque em conferência mundial de crédito
Regulação, inovação, segurança, inteligência artificial e sustentabilidade foram temas abordados
A experiência brasileira no cooperativismo de crédito foi destaque na programação da World Credit Union Conference (WCUC) 2026, realizada em Sydney, na Austrália, entre os dias 19 e 22 de julho. Representando o Sistema OCB, a superintendente Fabíola Nader Motta participou, nesta segunda-feira (20), do painel How Geopolitics Are Affecting Credit Unions, que discutiu os impactos das mudanças geopolíticas sobre o sistema financeiro cooperativo.
Ao lado de Fabíola, participaram do debate Jeff Guthrie, presidente e CEO da Canadian Credit Union Association e diretor do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), representando o Canadá; Scott Simpson, presidente e CEO da America's Credit Unions, pelos Estados Unidos; e Anthony Hughes, CEO do Teachers Mutual Bank, da Austrália. As lideranças compartilharam experiências sobre os desafios e as estratégias para fortalecer a resiliência das cooperativas de crédito diante de um cenário internacional cada vez mais complexo.
Organizado pelo Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), em parceria com a Customer Owned Banking Association (Coba), o encontro é considerado o principal evento internacional do cooperativismo de crédito. A edição de 2026 reúne cerca de 3 mil participantes de mais de 60 países e abre espaço para o intercâmbio de experiências sobre regulação, inovação, segurança cibernética, inteligência artificial, sustentabilidade e fortalecimento das cooperativas financeiras.
No painel, realizado no palco principal do evento, Fabíola apresentou a trajetória brasileira de consolidação do cooperativismo de crédito e destacou como o ambiente regulatório construído ao longo dos últimos anos contribuiu para o crescimento sustentável do setor. Ela compartilhou experiências sobre a capacidade das cooperativas de responder aos desafios impostos por um cenário internacional cada vez mais complexo.
Resiliência
Entre os temas debatidos estiveram os impactos das tensões geopolíticas sobre o sistema financeiro, os riscos cibernéticos, a transformação digital, o uso da inteligência artificial, a renovação geracional e o papel das cooperativas na promoção da resiliência econômica das comunidades onde atuam.
Fabíola ressaltou que o caso brasileiro demonstra que inovação financeira e segurança regulatória podem caminhar juntas. Ela também apresentou exemplos da evolução do ambiente institucional do país, marcado pelo diálogo permanente entre o setor, o Banco Central e o Congresso Nacional, o que permite avanços importantes para o cooperativismo de crédito.
"O Brasil mostra que é possível construir um ambiente em que inovação, segurança e inclusão financeira avançam de forma equilibrada. O crescimento do cooperativismo de crédito brasileiro é resultado de uma regulação proporcional, construída com diálogo e confiança entre o setor e o poder público. Essa experiência fortalece nossas cooperativas e oferece aprendizados que podem contribuir para outros países que também buscam ampliar o acesso ao sistema financeiro sem abrir mão da solidez institucional", afirmou a superintendente.
Proximidade
Outro ponto levado ao debate foi a capacidade das cooperativas de crédito de responderem às transformações econômicas mantendo o foco nas necessidades das comunidades. Segundo Fabíola, a proximidade com os cooperados permite compreender com maior precisão os impactos das mudanças econômicas sobre famílias, pequenos empreendedores e produtores rurais, o que fortalece a capacidade de adaptação das instituições.
"Em um cenário internacional marcado por mudanças constantes, as cooperativas demonstram que desenvolvimento econômico e compromisso com as pessoas podem caminhar juntos. A força do modelo está justamente na combinação entre organização sistêmica, conhecimento da realidade local e uma governança orientada pelos interesses dos próprios cooperados. É isso que torna o cooperativismo um instrumento de resiliência para as economias e para as comunidades", destacou.
A participação também reforçou o protagonismo internacional do cooperativismo brasileiro. O país possui um dos sistemas de crédito cooperativo que mais crescem no mundo, sustentado por um marco regulatório reconhecido internacionalmente e por indicadores que evidenciam sua contribuição para a inclusão financeira.
Dados do Banco Central mostram que o cooperativismo de crédito reúne 21,2 milhões de cooperados, está presente em 59% dos municípios brasileiros e é a única instituição financeira com atendimento presencial em 1.072 cidades. O setor também ultrapassou R$ 1 trilhão em ativos, responde por 8% do crédito e por 9,8% dos depósitos do Sistema Financeiro Nacional.
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Notícias representação
20/07/2026
Fungetur: coop defende ampliação do acesso ao crédito no turismo
Sistema OCB apresenta propostas para reduzir burocracia e valorizar riquezas locais
Foto: Câmara dos DeputadosA simplificação do acesso ao crédito e o fortalecimento do turismo regional e rural marcaram a audiência pública promovida pela Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, realizada na sexta-feira (17), em Florianópolis (SC), para discutir o aperfeiçoamento do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). Durante o debate, a diretora de Turismo da Cooptur, Rafaela Loezer Sanches, representou o Sistema OCB e defendeu mudanças na legislação para ampliar o acesso das cooperativas e dos pequenos empreendimentos aos recursos do fundo.
A audiência integra um ciclo de seminários regionais que subsidiará uma proposta de atualização da legislação do Fungetur, com foco na simplificação dos procedimentos, ampliação das linhas de financiamento e fortalecimento dos pequenos empreendimentos turísticos.
Segundo Rafaela, o cooperativismo já ocupa posição estratégica na cadeia do turismo brasileiro ao reunir cooperativas que movimentam a economia dos territórios. "As cooperativas promovem o desenvolvimento local e a geração de oportunidades econômicas em todo o país. Estudos da FIPE mostram que sua presença eleva o PIB per capita em R$ 3,9 mil e gera 25,3 empregos formais adicionais para cada mil habitantes. São dados que comprovam a capacidade do movimento em gerar prosperidade nas comunidades", afirmou.
Para a diretora, esse impacto também se reflete diretamente no turismo, especialmente em destinos de pequeno porte. "No setor turístico, essa contribuição se manifesta de forma concreta em diversas atividades que compõem a cadeia do turismo nacional. As cooperativas atuam no transporte, no crédito, na agricultura familiar, no artesanato, na gastronomia e na promoção de experiências que valorizam a cultura, as tradições e a identidade dos nossos territórios", disse.
Integração
Ainda durante sua apresentação, Rafaela destacou o Plano Nacional de Turismo Cooperativo, iniciativa liderada pelo Sistema OCB para integrar e fortalecer as ações das cooperativas no setor. "O plano representa um importante avanço para o reconhecimento das cooperativas como agentes do desenvolvimento turístico sustentável, e visa promover a integração entre os diversos ramos do cooperativismo e fortalecer a oferta de experiências que geram valor econômico, inclusão social e preservação cultural nos territórios".
Ela ressaltou, entretanto, que o potencial do cooperativismo ainda encontra obstáculos para acessar os recursos do Fungetur. "Exigências de garantias desproporcionais, burocracia nos processos, falta de padronização entre instituições financeiras e o desconhecimento das linhas disponíveis ainda limitam o potencial de muitos empreendimentos cooperativos. Por isso, defendemos o aperfeiçoamento contínuo do programa, com maior integração a mecanismos garantidores, simplificação dos procedimentos, ampliação da divulgação e fortalecimento do atendimento às cooperativas e aos pequenos empreendimentos turísticos", completou.
Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB, reforçou que ampliar o acesso das cooperativas ao crédito significa impulsionar o desenvolvimento sustentável do turismo brasileiro. "Reconhecer e fomentar as iniciativas de turismo desenvolvidas pelas cooperativas é investir em um modelo de desenvolvimento capaz de combinar crescimento econômico, inclusão social e valorização das riquezas locais, o que gera benefícios duradouros para a população. Modernizar o Fungetur é criar oportunidades para que mais cooperativas invistam, inovem e fortaleçam o turismo em todas as regiões do país", destacou.
Modernização
A presidente da Comissão de Turismo e integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputada Daniela Reinehr (SC), afirmou que as contribuições apresentadas durante os seminários regionais serão a base para a atualização da legislação do fundo. "A atual legislação tem um papel importantíssimo, mas ainda existem barreiras que impedem muitos empreendedores de acessar os recursos. Queremos construir um texto que reduza a burocracia, facilite as garantias e torne o crédito mais acessível para quem faz o turismo acontecer na ponta", declarou.
Segundo a parlamentar, as contribuições apresentadas durante os seminários regionais serão consolidadas para embasar uma proposta de modernização do Fungetur. “A iniciativa busca reduzir as barreiras ao acesso ao crédito, ampliar as possibilidades de financiamento e fortalecer o fundo como instrumento de incentivo aos investimentos no turismo brasileiro,” concluiu.
O debate reuniu representantes do Ministério do Turismo, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Fecomércio-SC, da Caixa Econômica Federal, do Badesc, da Sociedade Rural Brasileira e de entidades ligadas ao turismo.
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17/07/2026
Coops de artesanato avançam rumo ao mercado internacional em Paris
Turiarte, Comart e Copamart estão entre os 20 selecionados da Jornada Exportadora da ApexBrasil
As cooperativas de artesanato seguem ampliando sua presença no mercado internacional. A Turiarte (PE), a Comart (RN) e a Copamart (AM) foram selecionadas para participar da Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) voltada à preparação de empreendimentos brasileiros para atuação no comércio exterior.
As três cooperativas estão entre os 20 empreendimentos escolhidos em um universo de 590 inscritos de todo o país, resultado que evidencia o potencial competitivo do cooperativismo brasileiro no segmento de artesanato. Além da participação na Jornada Exportadora, Turiarte e Copamart também foram selecionadas para expor seus produtos na Maison&Objet, uma das principais feiras internacionais de design, decoração, artesanato e lifestyle, realizada em Paris.
A missão comercial ocorrerá entre os dias 6 e 11 de setembro de 2026 e reunirá empresas com potencial exportador em uma programação voltada à qualificação e à geração de negócios. Estão previstas atividades preparatórias, seminários, visitas técnicas ao mercado francês, rodadas de negócios e acompanhamento especializado da equipe da ApexBrasil durante toda a agenda internacional.
O resultado confirma uma tendência observada pelo Sistema OCB: as cooperativas de artesanato tem buscado cada vez mais capacitação para acessar mercados internacionais e aproveitar oportunidades de promoção comercial. Nos últimos anos, o cooperativismo marcou presença em iniciativas como a Expoartesanias 2024, na Colômbia, a Jornada Exportadora do Artesanato – Lisboa 2025, a Rodada Internacional de Negócios da Fenearte e, agora, a Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026.
Para a analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Jéssica Dias, o desempenho demonstra que a preparação para o mercado internacional vem gerando resultados concretos. "Ver três cooperativas entre as 20 selecionadas em um processo tão competitivo demonstra que o movimento brasileiro está cada vez mais preparado para atuar no mercado internacional. Esse resultado é fruto do investimento em qualificação, planejamento e da busca constante por oportunidades de acesso a novos mercados. Nosso papel é continuar apoiando essas cooperativas para que transformem esse potencial em negócios e levem a identidade do artesanato brasileiro para o mundo", afirma.
Além de abrir portas para novos compradores e parceiros comerciais, a missão permitirá que as cooperativas acompanhem tendências internacionais de design, consumo e inovação, o que contribuirá para fortalecer sua competitividade e agregar valor aos produtos desenvolvidos pelos cooperados.
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17/07/2026
Sistema OCB apresenta força do coop a 400 jovens da Cresol
Entidade participou de encontro da Juventude Conectada, com reflexão sobre o papel das novas gerações
O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (16), do 4º encontro do Juventude Conectada Cresol, projeto de formação que reúne até 400 jovens de 18 a 25 anos de todo o país. A entidade foi representada pela superintendente Fabíola Nader Motta. Ela apresentou aos jovens o panorama nacional do cooperativismo com destaques para o papel da organização, a dimensão do movimento no país e os princípios que orientam o modelo de negócio.
A apresentação da superintendente dialogou com duas dinâmicas conduzidas anteriormente com os jovens: um mosaico de fotos de produtos com o selo SomosCoop, registrados pelos próprios participantes, e uma atividade em que mostraram itens cooperativos presentes em suas casas. Fabíola retomou esse material para situar o cooperativismo como algo já presente no cotidiano do público, antes de detalhar os dados do setor.
Dimensão
Com base no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, Fabíola apresentou o tamanho do movimento no país: 25,8 milhões de cooperados, o equivalente a quase 12% da população, com crescimento de 10% em relação ao ano anterior. São 4.384 cooperativas, presentes em 3.586 municípios, responsáveis por 578 mil empregos diretos. O setor registrou R$ 757,9 bilhões em ingressos, R$ 1,39 trilhão em ativos — alta de 19% — e US$ 8,4 bilhões em negócios internacionais.
A superintendente também mencionou a Lei 15.433/2026, sancionada em junho, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura brasileira. “A legislação situa o cooperativismo não apenas como modelo de negócio, mas como parte da identidade nacional”, destacou.
Papel da juventude
Ao encerrar a participação no encontro, Fabíola destacou que o maior desafio do cooperativismo é envolver as novas gerações para garantir a continuidade do movimento. Segundo ela, os jovens procuram propósito, participação e impacto — características que fazem parte da essência do modelo cooperativista.
"O cooperativismo precisa de pessoas que queiram participar, liderar, influenciar e construir o futuro. Vocês podem ser cooperados, colaboradores, conselheiros, diretores ou embaixadores desse movimento. O importante é entender que existe espaço para cada um. Se os jovens não participarem, o cooperativismo perde sua capacidade de renovação. É por isso que investir na formação de novas lideranças é garantir que esse modelo continue transformando comunidades e criando oportunidades para as próximas gerações", finalizou.
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16/07/2026
Modernização do FCO é defendida em reunião com a Sudeco
Sistema OCB apresentou propostas para ampliar a efetividade do fundo e facilitar acesso ao crédito
O Sistema OCB apresentou propostas para aprimorar a operacionalização do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) durante a 27ª Reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/Sudeco), realizada nesta quinta-feira (16), em Brasília. As sugestões integram um conjunto de medidas elaboradas pelo cooperativismo de crédito para tornar a política pública mais eficiente, ampliar o acesso aos recursos e fortalecer o desenvolvimento econômico da região.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou que o aperfeiçoamento das regras do Fundo deve acompanhar as transformações econômicas dos últimos anos e permitir que produtores rurais, empreendedores e empresas tenham acesso a financiamentos compatíveis com a realidade dos investimentos.
"O FCO é um instrumento estratégico para impulsionar o desenvolvimento do Centro-Oeste. Nossa contribuição é oferecer propostas construídas a partir da experiência de quem está presente nos municípios e conhece as necessidades dos produtores e empresários. Atualizar esses mecanismos significa ampliar a capacidade do Fundo de cumprir sua missão de gerar oportunidades, renda e desenvolvimento para a região", afirmou Tania.
Durante a reunião, a Sudeco também apresentou as Diretrizes e Prioridades do FCO, que servirão de base para a Programação Anual do Fundo em 2027. O texto incorporou contribuições encaminhadas pelo Sistema OCB durante a consulta pública realizada em maio, incluindo menções expressas ao cooperativismo e ao seu papel na diversificação econômica, na inclusão produtiva e no desenvolvimento regional.
Propostas
Um dos principais pleitos apresentados foi a atualização do Índice de Desconcentração do Crédito (IDC), utilizado como parâmetro nas operações do FCO Empresarial. O Sistema OCB defendeu a atualização do indicador de ticket médio para acompanhar a evolução dos custos de produção e dos investimentos, aproximando-o dos limites praticados pela política agrícola.
Segundo Tania, a atualização do indicador não altera os públicos prioritários nem compromete a distribuição dos recursos. “O objetivo é adequar o limite à realidade econômica atual, e permitir que empreendimentos sejam financiados integralmente, sem necessidade de fragmentação artificial das operações”, acrescentou a presidente executiva.
Além da atualização do IDC, o cooperativismo também defende maior previsibilidade para a Programação Anual do Fundo, com publicação até o fim de cada exercício, de forma a oferecer mais segurança para o planejamento de cooperativas, produtores e empresas.
Também foram apresentadas propostas para harmonizar indicadores de desempenho entre as instituições responsáveis pela execução da política pública e medidas de simplificação dos procedimentos operacionais, como a desburocratização das operações de capital de giro, definição de prazos para fiscalização e atualização dos limites que exigem carta-consulta no crédito rural.
"As propostas preservam os objetivos do Fundo e contribuem para aumentar sua efetividade. Trata-se de atualizar parâmetros que ficaram defasados diante da evolução dos custos de produção e dos investimentos. Com isso, o FCO ganha condições de atender melhor às demandas da economia regional e ampliar seus resultados", ressaltou Tania.
Construção coletiva
As contribuições apresentadas durante a reunião fazem parte do documento Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais, elaborado pelo Sistema OCB em articulação com as Organizações Estaduais, os sistemas de cooperativas de crédito e entidades parceiras. Ao longo do último ano, a iniciativa reuniu representantes do cooperativismo em mais de 30 encontros com parlamentares da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), governadores, secretários estaduais, representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), das superintendências de desenvolvimento regional e dos bancos administradores dos Fundos Constitucionais.
O cooperativismo de crédito reúne atualmente 742 cooperativas e mais de 21 milhões de cooperados em todo o país. Presente em 59% dos municípios brasileiros, única instituição financeira em 629 cidades, o segmento desempenha papel relevante na ampliação do acesso ao crédito para produtores rurais, pequenos empreendedores e empresas.
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Prêmio SomosCoop: inscrições da categoria Imprensa entram na reta final
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16/07/2026
Prêmio SomosCoop: inscrições da categoria Imprensa entram na reta final
Jornalistas, veículos e assessorias têm até o dia 20 de julho para registrar suas produções
O prazo para participar da categoria Imprensa do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026 está chegando ao fim. Jornalistas, veículos de comunicação e assessorias de comunicação de cooperativas têm até o dia 20 de julho para inscrever reportagens e conteúdos que mostram o impacto do cooperativismo na vida das pessoas e no desenvolvimento das comunidades brasileiras.
A iniciativa promovida pelo Sistema OCB reconhece produções jornalísticas que contribuem para ampliar a presença do cooperativismo no debate público e dar visibilidade às soluções construídas pelas cooperativas em diferentes setores da economia. A premiação contempla trabalhos publicados entre 1º de agosto de 2024 e 20 de julho de 2026.
Podem concorrer conteúdos nas subcategorias Jornalismo Impresso e Digital, Radiojornalismo, Telejornalismo e Mídia Cooperativista, esta última destinada às produções desenvolvidas por assessorias de comunicação das cooperativas. São aceitas matérias publicadas em jornais, revistas, portais de notícias, rádios, podcasts jornalísticos, emissoras de televisão, além de conteúdos divulgados nos canais institucionais das cooperativas.
As produções inscritas devem abordar ações, projetos, produtos ou serviços desenvolvidos por cooperativas registradas no Sistema OCB. No caso das matérias de abrangência regional, a etapa de habilitação será conduzida pelas Organizações Estaduais do Sistema OCB (OCEs). Já os conteúdos de alcance nacional seguem diretamente para análise da Comissão Organizadora.
"O cooperativismo transforma realidades em todas as regiões do país e o jornalismo tem um papel fundamental para mostrar essas histórias à sociedade. Ao reconhecer reportagens e conteúdos que retratam o impacto das cooperativas, o prêmio também valoriza a comunicação comprometida com informação de qualidade, desenvolvimento sustentável e interesse público”, destaca o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
A avaliação levará em conta critérios como qualidade jornalística, consistência do conteúdo, clareza na abordagem e compreensão sobre o modelo cooperativista. Os vencedores de cada subcategoria receberão troféu, certificado digital, divulgação institucional e autorização para utilizar o selo do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026.
Próximas etapas da categoria Imprensa
Até 20 de julho – Inscrições de jornalistas, veículos de comunicação e envio das matérias.
Até 3 de agosto – Validação das inscrições da Imprensa Regional pelas OCEs.
Até 3 de agosto – Validação das inscrições da Imprensa Nacional pela Comissão Organizadora.
De 10 a 31 de agosto – Julgamento das inscrições.
24 de setembro – Divulgação dos finalistas.
8 de dezembro – Cerimônia de premiação, em Brasília.
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Notícias eventos
16/07/2026
Sistema OCB fortalece exportações de cooperativas na Fenearte
Coopeartban, Comart e Coopercrutac participaram de rodadas de negócios com oito países durante evento
O artesanato cooperativista brasileiro ganhou espaço no mercado internacional durante a Fenearte 2026, maior feira de artesanato da América Latina, que acontece até o dia 19 de julho. As cooperativas Coopeartban (AL), Comart (RN) e Coopercrutac (RN) participaram da edição de Artesanato do Exporta Mais Brasil, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que promoveu rodadas de negócios com compradores de oito países.
A participação das cooperativas foi viabilizada por meio da parceria entre o Sistema OCB e a ApexBrasil e contou com o apoio do Sistema OCB e das Organizações Estaduais (OCEs), a partir do Programa NegóciosCoop – Mercado Internacional, que prepara cooperativas para atuar no comércio exterior.
Ao longo de dois dias, foram realizadas 172 reuniões entre 50 empreendimentos brasileiros e 10 compradores internacionais da Alemanha, Irlanda, Polônia, Estados Unidos, Japão, Colômbia, México e África do Sul. As rodadas movimentaram US$ 1,3 milhão em negócios fechados durante o evento e em expectativas de negócios futuros.
O encontro permitiu que os compradores conhecessem a história, as técnicas e os processos produtivos que caracterizam o artesanato nacional. A programação também incluiu visitas a ateliês, museus e outros espaços culturais, para proporcionar uma imersão na diversidade da produção artesanal brasileira.
"O NegóciosCoop prepara as cooperativas para atuar no comércio exterior e cria oportunidades concretas para que elas apresentem seus produtos a compradores de diferentes países. Ver cooperativas do artesanato ocupando esse espaço reforça que o cooperativismo também é um caminho para agregar valor, ampliar mercados e gerar desenvolvimento para as comunidades onde atua”, destacou Jessica Alencar Dias, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
Preparação para exportar
O Programa NegóciosCoop – Mercado Internacional reúne duas frentes complementares. A primeira é a Qualificação para Exportação, voltada à preparação das cooperativas para o mercado internacional, com diagnóstico, capacitações, mentorias e planejamento para exportação. A segunda é a Promoção Internacional, que conecta empreendimentos já preparados a compradores estrangeiros por meio de rodadas de negócios, missões comerciais e participação em feiras internacionais. O modelo permite que as cooperativas avancem de forma estruturada em sua estratégia de internacionalização, desde a preparação interna até o acesso a oportunidades comerciais no exterior.
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Notícias representação
16/07/2026
Governo publica MP que cria condições para renegociação de dívidas rurais
Medida cria linhas de crédito para produtores atingidos por eventos climáticos e comerciais adversos; Sistema OCB acompanhou as tratativas no Congresso e no Poder Executivo
O governo federal publicou, nesta quarta-feira (15), a Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que cria instrumentos de financiamento para renegociação de dívidas rurais. O texto autoriza a criação de linhas de crédito especiais para produtores e cooperativas agropecuárias, na qualidade de produtor rural, que tiveram perdas de safra provocadas por eventos climáticos extremos ou por quedas expressivas nos preços de comercialização de seus produtos.
O Sistema OCB acompanhou de forma permanente as tratativas conduzidas entre o governo federal, o Congresso Nacional, a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ao longo da negociação do texto, e defendeu em seus pleitos, soluções que garantissem segurança jurídica, preservação do acesso ao crédito e atendimento às necessidades das cooperativas agropecuárias, de crédito e dos produtores cooperados.
A entidade também reconhece o papel dos parlamentares da Frencoop e da FPA nas negociações, com menção especial à senadora Tereza Cristina (MS) e aos deputados Pedro Lupion (PR), Arnaldo Jardim (SP) e Alceu Moreira (RS), que atuaram na defesa dos interesses do cooperativismo mesmo diante dos desafios enfrentados ao longo do processo que resultou na Medida Provisória.
"O texto não é o ideal, não contempla todos os pontos que defendemos, mas é fruto da busca pelo entendimento neste momento e traz avanços possíveis para a atual situação. Os produtores rurais cooperados possuirão novos instrumentos para renegociarem suas dívidas e as cooperativas agropecuárias poderão participar na qualidade de produtor rural. As cooperativas de crédito terão isonomia, e poderão operar nas mesmas condições das demais instituições financeiras. Agora, vamos atuar para que a regulamentação apresente a forma de participação das cooperativas agropecuárias que não foram definidas na MP e para que a implementação seja rápida e chegue efetivamente aos produtores cooperados que dela precisam", afirmou a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
O Sistema OCB destaca que os efeitos práticos da medida como prazos, taxas e condições operacionais só poderão ser avaliados com precisão após a regulamentação dos instrumentos previstos no texto encaminhado pelo Ministério da Fazenda ao Poder Legislativo. A entidade continuará acompanhando essa etapa junto aos órgãos responsáveis.
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Notícias saber cooperar
16/07/2026
Marketing de influência fortalece comunicação cooperativista
Quase metade da população brasileira já realizou uma compra por recomendação de influenciadores digitais, colocando o país na liderança do ranking global sobre o poder dos criadores de conteúdo nas decisões de consumo, segundo pesquisa da Statista e Hootsuite. O cooperativismo vem ocupando esse espaço de forma estratégica, utilizando o marketing de influência para ampliar o alcance de mensagens que engajam, informam e ajudam a promover escolhas conscientes.
Com o uso cada vez mais massivo das redes sociais, os influenciadores se destacam por criar conexões genuínas com seus seguidores, um ativo valioso para marcas e instituições que desejam conquistar o público digital. É aí que entra o marketing de influência, uma estratégia de comunicação que utiliza personalidades influentes para divulgar produtos ou serviços.
De acordo com a professora e pesquisadora do Instituto Federal de Brasília (IFB) Carla Simone Castro, embora o termo tenha ganhado notoriedade com as redes sociais, o conceito é antigo, porque as marcas sempre recorreram a figuras públicas, especialistas, artistas e lideranças sociais para transferir credibilidade em suas divulgações. “O que mudou foi a dinâmica da comunicação digital. Com o surgimento das plataformas sociais, especialmente Instagram, TikTok, YouTube e LinkedIn, surgiram novos formadores de opinião que passaram a construir comunidades próprias, estabelecendo relações mais próximas, frequentes e autênticas com seus seguidores”, explica.
Em tempos de super conectividade, o diferencial do marketing de influência é gerar confiança em um contexto onde os consumidores buscam referências, opiniões e experiências compartilhadas por outros usuários. “Enquanto a publicidade tradicional comunica a partir da instituição, o influenciador comunica a partir da experiência, da vivência e da relação de confiança construída com sua audiência. Isso gera uma percepção de autenticidade que muitas vezes amplia a eficácia da mensagem”, destaca a especialista.
O marketing de influência também permite uma segmentação altamente qualificada. Segundo Carla, é possível trabalhar com criadores de conteúdo especializados, alcançando públicos específicos com muito mais precisão do que em campanhas massificadas, o que gera melhores resultados. “Produtos, serviços ou políticas públicas que exigem explicação podem ser comunicados de forma mais acessível por especialistas e criadores de conteúdo que já possuem legitimidade perante seus públicos”, ressalta.
Marketing de influência no coop
Esse potencial de traduzir conceitos para o público de forma autêntica e confiável levou o cooperativismo a investir no marketing de influência como estratégia de comunicação. Este ano, os criadores de conteúdo ganharam espaço relevante na campanha SomosCoop 2026 para ajudar a espalhar a mensagem-tema: Escolha consciente, escolha o coop.
O time é formado pela apresentadora Ana Maria Braga, a educadora financeira Nath Finanças, a divulgadora científica Mari Kruger, o humorista Ed Gama e a influenciadora de investimentos Dani Colombo. A escolha dos nomes foi baseada na autenticidade, credibilidade e afinidade entre o perfil de cada um e a mensagem que o movimento coop deseja transmitir, segundo Samara Araujo, gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB.
“Os influenciadores traduzem mensagens complexas para uma linguagem acessível, geram identificação e ajudam a inserir o cooperativismo em contextos nos quais ele normalmente não estaria presente. Isso amplia o reconhecimento da marca SomosCoop, desperta curiosidade e fortalece a conexão emocional com os consumidores”, destaca.
Ana Maria Braga, por exemplo, tem uma relação de confiança com o público construída ao longo de décadas com temas ligados à alimentação, qualidade e escolhas de consumo, além de exercer grande influência nas decisões de compra de milhões de brasileiros. Em uma das ações da campanha, ela levou o SomosCoop para a bancada do Mais Você.
Nath Finanças contribui para conectar a campanha ao conceito de consumo consciente e educação financeira, enquanto o Ed Gama utiliza o humor para aproximar o cooperativismo de novos públicos de forma leve e acessível. Mari Krüger e Dani Colombo reforçam a comunicação da campanha SomosCoop com uma linguagem simples e didática, ampliando o entendimento sobre o cooperativismo e incentivando escolhas mais conscientes.
Segundo Samara, quando existe coerência entre o influenciador e a mensagem, o conteúdo tende a gerar maior confiança e engajamento, o que tem sido comprovado pelos resultados. “Nos primeiros meses da campanha, já ultrapassamos 320 milhões de impactos, enquanto os conteúdos protagonizados por Ana Maria Braga, Nath Finanças, Ed Gama, Mari Kruger e Dani Colombo somaram mais de 20 milhões de visualizações nas redes sociais”, detalha a gerente.
A campanha SomosCoop 2026 representa uma evolução da estratégia de comunicação do cooperativismo brasileiro. A divulgação integrada reúne publicidade, assessoria de imprensa, produção de conteúdo institucional, marketing de influência, ações em pontos de venda, ações em grandes programas de entretenimento, presença digital e forte mobilização das cooperativas em todo o país. “Também disponibilizamos um amplo enxoval de comunicação, materiais de trade marketing, treinamentos e orientações para que o movimento fale de forma coordenada, fortaleça uma identidade única e potencialize os resultados”, explica Samara Araujo.
Conteúdos mais coop
Escolher um influenciador digital para comunicar o cooperativismo vai muito além do número de seguidores e envolve reputação, credibilidade e aderência aos objetivos estratégicos do movimento. Para garantir que a ferramenta seja eficaz, é preciso identificar criadores de conteúdos alinhados às mensagens e valores que serão apresentados.
De acordo com a pesquisadora Carla Simone Castro, do IFB, uma tendência crescente nesse mercado é a co-criação de conteúdo. Em vez de apenas divulgar uma mensagem pronta, as organizações passam a desenvolver soluções, experiências e narrativas conjuntamente com os influenciadores, aumentando a autenticidade da comunicação.
“É importante estabelecer objetivos claros, definir indicadores de desempenho, orientar corretamente sobre a campanha e garantir transparência na relação comercial. Além disso, é fundamental avaliar a afinidade genuína com o tema que será comunicado, pois a autenticidade faz toda a diferença para que a mensagem seja percebida como verdadeira”, pondera a especialista.
“O influenciador precisa atuar como um parceiro estratégico, capaz de compreender e traduzir os valores da cooperação, e não apenas como um veículo para divulgação de uma mensagem”, complementa Samara Araujo.
Para o futuro, a pesquisadora prevê um mercado de marketing de influência cada vez mais profissionalizado, orientado por dados e com maiores níveis de transparência. “O setor caminha para modelos que relacionam influência não apenas a métricas de vaidade, como curtidas e visualizações, mas a indicadores concretos de negócio, reputação, geração de valor e comportamento do consumidor”.
A experiência do Sistema OCB mostra que é necessário investir não somente em marketing de influência, mas também em branding, produção de conteúdo, campanhas publicitárias, inteligência de dados, experiências presenciais, entre outros. “Dentro dessa lógica de se assumir coop, podemos nos apoiar nas narrativas. As cooperativas possuem um patrimônio extremamente valioso: histórias reais, cooperados, comunidades transformadas e impactos concretos. Muitas vezes, esses ativos ainda são pouco explorados. Por isso, é fundamental desenvolver uma comunicação que conte essas histórias de forma simples, próxima e conectada com a realidade das pessoas”, finaliza a gerente.
Notícias eventos
15/07/2026
Sistema OCB defende fortalecimento do seguro rural em debate nacional
Presidente executiva Tania Zanella defendeu medidas que garantam previsibilidade e proteção ao produtor
Nesta terça-feira (14), o Sistema OCB esteve presente no encontro Semeando resiliência e prosperidade: O Seguro Rural que o Brasil precisa. A presidente executiva, Tania Zanella, também presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), participou da abertura institucional do evento e defendeu o fortalecimento da política pública como uma medida estratégica para aumentar a resiliência da agropecuária diante dos desafios climáticos.
Promovido pela Meridiana, Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e FGV Agro, o encontro contou com participação de representantes do setor produtivo, seguradoras, especialistas, parlamentares e autoridades públicas para debater caminhos que tornem o seguro rural mais eficiente e capaz de atender às necessidades dos produtores em um cenário marcado pelo aumento dos eventos climáticos extremos.
Tania ressaltou que o seguro rural precisa reunir três características essenciais: ser previsível, acessível e adequado à realidade do campo. Segundo ela, a instabilidade dos recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) tem reduzido o alcance da política justamente quando há registros de maior vulnerabilidade para a produção agropecuária.
"O produtor rural convive diariamente com riscos que não pode controlar. O seguro rural é um instrumento indispensável para garantir segurança à produção, estimular investimentos e preservar a capacidade de produzir alimentos. Para cumprir esse papel, precisa ser tratado como uma política de Estado, com recursos previsíveis e regras estáveis", afirmou.
A presidente executiva considerou que o debate ocorre em um momento especialmente sensível para o agro brasileiro. Principalmente diante da alta probabilidade de fenômeno El Niño de alta intensidade para a safra 2026/2027, o que aumenta a preocupação com com os impactos negativos oriundos de adversidade climática, reforçando a necessidade de ampliar os mecanismos de proteção ao produtor.
Tania também defendeu a aprovação do Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, que aperfeiçoa o marco legal do seguro rural e busca garantir maior previsibilidade ao PSR. A proposta também prevê instrumentos para fortalecer a governança do sistema e criar mecanismos de resposta a eventos climáticos de grande impacto. “O Sistema OCB participou ativamente da construção do texto ao lado de representantes do setor agropecuário”, destacou.
Papel estratégico
A presidente ressaltou que as cooperativas desempenham papel estratégico para ampliar o acesso ao seguro rural, especialmente entre pequenos e médios produtores. Com presença em mais de 3,5 mil municípios brasileiros, elas oferecem assistência técnica, orientação e apoio na contratação de instrumentos de gestão de risco. Segundo ela, cooperativismo e agropecuária caminham juntos no desenvolvimento do país. “Atualmente, o movimento reúne 25,8 milhões de cooperados, está presente em 3.586 municípios e responde por uma parcela significativa da produção nacional de alimentos”, acrescentou.
Além da abertura institucional, a programação contou com painéis dedicados aos desafios políticos, técnicos e operacionais do seguro rural.
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15/07/2026
Sistema OCB leva demanda de docentes cooperados à Previdência Social
Reunião buscou soluções para reduzir entraves enfrentados na concessão da aposentadoria do magistério
O acesso à aposentadoria do magistério por professores vinculados a cooperativas educacionais foi tema de reunião entre o Sistema OCB, representantes do Ministério da Previdência Social e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), nesta terça-feira (14). O encontro reuniu equipes técnicas para discutir os desafios enfrentados por esses profissionais e buscar alternativas para contornar os indeferimentos automáticos, a partir dos critérios atualmente adotados pelo sistema do Meu INSS.
Embora atuem em sala de aula ao longo de toda a carreira, muitos docentes cooperados encontram dificuldades quando solicitam a aposentadoria. Em diversos casos, o benefício acaba sendo negado na esfera administrativa, o que leva os profissionais a recorrer à Justiça para comprovar uma atividade que, na prática, sempre exerceram.
Esse cenário está relacionado à forma como esses professores são registrados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). O enquadramento como cooperado nem sempre permite que os sistemas identifiquem automaticamente o exercício da atividade de magistério, o que impede a análise dos processos e gera insegurança para quem busca acessar o benefício.
Durante a reunião, representantes do INSS esclareceram que não há qualquer impedimento para o reconhecimento da atividade de professor em razão do vínculo com uma cooperativa. Segundo o órgão, a documentação apresentada pelo segurado no momento do requerimento é o principal elemento considerado na análise do pedido. Quando o exercício da docência é informado, o processo pode ser encaminhado para uma avaliação individualizada.
A gerente geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, destacou que o diálogo institucional é essencial para garantir que os professores cooperados tenham seus direitos reconhecidos sem enfrentar barreiras desnecessárias. "As cooperativas educacionais desempenham papel importante na oferta de ensino, e seus professores exercem a atividade docente da mesma forma que qualquer outro profissional da educação. Nosso objetivo é contribuir para que os procedimentos reflitam essa realidade e assegurem uma análise justa dos requerimentos", declarou.
Segundo Clara, o encontro também representou um passo importante para fortalecer a construção conjunta de soluções. "Saímos da reunião com um canal de diálogo aberto e com o compromisso de aprofundar a análise dos casos apresentados. A expectativa é que esse trabalho conjunto contribua para tornar o processo mais claro, uniforme e seguro para os docentes cooperados", acrescentou.
Como encaminhamento, o Sistema OCB reunirá novos casos de professores que enfrentaram dificuldades na concessão do benefício e os enviará ao INSS, acompanhados da documentação necessária. Paralelamente, a Secretaria do Regime Geral de Previdência Social e o instituto realizarão uma avaliação interna dos procedimentos adotados para verificar possíveis ajustes que possam tornar a análise dos pedidos mais eficiente.
Participaram da reunião, pelo Ministério da Previdência Social, Eduardo da Silva Pereira, diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, e Orion Sávio dos Santos, coordenador de Normas e Acordos Internacionais do Departamento do Regime Geral de Previdência Social. Representando o INSS, esteve Arnaldo Prisco Silva de Deus, da Coordenação-Geral de Reconhecimento de Direitos. Pelo Sistema OCB, participaram ainda Hugo Andrade, coordenador de Ramos; Priscilla Coelho, analista Técnica e Econômica; e Thais Cardoso, analista de Relações Governamentais.
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Notícias ESG
14/07/2026
Diagnóstico de eficiência energética chega à Cooperbelgo
Cooperativa inicia plano para aumentar a eficiência energética e fortalecer sua agenda ESG
Entre os últimos dias 7 e 9 de julho, a Cooperativa Agropecuária Mista de Bela Vista de Goiás (Cooperbelgo) deu mais um passo para fortalecer sua gestão sustentável ao concluir a etapa de diagnóstico técnico da Solução Eficiência Energética. A iniciativa, desenvolvida pelo Sistema OCB, apoia cooperativas na identificação de oportunidades de redução do consumo de energia, aumento da eficiência operacional e fortalecimento das práticas ESG.
O trabalho foi realizado por especialistas da Stride, em parceria com o Sistema OCB e o Sistema OCB/GO, e envolveu uma análise detalhada de diferentes unidades da cooperativa. Foram avaliados o posto de combustível, supermercado, sede administrativa, loja agropecuária, fábrica de rações, armazém e cerealista, além do laticínio. A partir desse levantamento, será elaborado um plano de ação com recomendações técnicas, prioridades de investimento e estratégias para otimizar o uso da energia em toda a operação.
O diagnóstico oferece uma visão estratégica sobre o consumo energético da cooperativa, para permitir que decisões futuras sejam tomadas com base em dados técnicos. A iniciativa também contribui para reduzir desperdícios, melhorar processos e ampliar a competitividade do negócio.
Melhoria contínua
Para o presidente da Cooperbelgo, André Luiz de Mattos, a participação no projeto representa uma oportunidade de fortalecer uma agenda que já faz parte das prioridades da cooperativa. "A perspectiva de fazer parte desse projeto é muito boa, porque é um tema muito atual e necessário, tanto para gerar economia para a cooperativa quanto para difundir, entre os cooperados e colaboradores, uma mentalidade voltada à sustentabilidade. O diagnóstico realizado pela Stride, em conjunto com o Sistema OCB nacional e o Sistema OCB Goiás, certamente vai gerar bons resultados para a Cooperbelgo", afirmou.
A diretora administrativa operacional da cooperativa, Caroline Paixão do Amaral, destacou que a iniciativa está alinhada ao processo de crescimento da organização e ao compromisso com a melhoria contínua. "Esse projeto vem ao encontro da nossa busca por crescer, melhorar nossa produtividade e nossos resultados. Também fortalece nossa atuação dentro da agenda ESG. Ficamos muito felizes por fazer parte das cooperativas selecionadas pelo Sistema OCB para participar dessa iniciativa. Saber que estamos entre as 22 cooperativas do país contempladas nos enche de orgulho e nos motiva a evoluir cada vez mais, fazendo a diferença também para o meio ambiente", declarou.
O envolvimento das equipes durante a realização do diagnóstico também foi destacado por Leonardo Carrara, responsável pela área de Compliance da Cooperbelgo. Segundo ele, o desafio agora será transformar as recomendações técnicas em ações concretas. "Estamos muito felizes por sermos contemplados com esse projeto, que traz um conhecimento fundamental para a cooperativa. Agora é o momento de colocar as ações em prática. Toda a equipe está empenhada e comprometida em seguir em frente para alcançar os resultados esperados."
Para o Sistema OCB, a etapa de diagnóstico representa o início de uma jornada de transformação na gestão da energia das cooperativas. "O diagnóstico permite que a cooperativa compreenda, com profundidade, como a energia é utilizada em cada etapa da operação e identifique oportunidades reais de ganho de eficiência. A partir dessas informações, é possível definir prioridades, direcionar investimentos e construir uma gestão energética mais estratégica. O objetivo do Sistema OCB é apoiar as cooperativas na adoção de soluções que gerem resultados econômicos, ambientais e fortaleçam sua competitividade no longo prazo”, explicou a analista de Desenvolvimento de Cooperativas, Mayara Araújo dos Reis.
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14/07/2026
Senado aprova MP do frete mínimo; texto segue para sanção
Sistema OCB atuou por ajustes voltados à segurança jurídica e à adequação regulatória para cooperativas
Plenário do Senado. Foto: Waldemir Barreto/Agência SenadoO Plenário do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (14), a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que trata da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Com a aprovação, a matéria segue para sanção presidencial.
A medida reforça os mecanismos de fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete e amplia a rastreabilidade das operações de transporte. Entre as mudanças previstas está a obrigatoriedade do registro das operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que passa a reunir informações sobre contratante, transportador, origem, destino e valor do frete. Outra alteração diz respeito ao mecanismo de pesagem para veículos de até 74 toneladas, que passam de por eixo para peso bruto total.
Na análise pelo Senado, foram promovidos ajustes de redação relacionados à proporcionalidade das sanções aplicáveis em casos de descumprimento do piso mínimo do frete. Também foi retirado do texto o dispositivo que instituía um piso nacional de R$ 5 mil para transportadores, após deferimento de requerimento de impugnação, sob o entendimento de que a matéria era estranha ao objeto da medida provisória e apresentava vício de inconstitucionalidade.
A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, após análise da Comissão Mista instalada em 9 de junho, presidida pelo senador Carlos Fávaro (MT) e relatada pelo deputado Zé Trovão (SC). Os deputados Evair de Melo (ES) e Marussa Boldrin (GO) também tiveram atuação relevante na apresentação de destaques e emendas em defesa dos pleitos do cooperativismo, bem como os senadores Tereza Cristina (MS), Styvenson Valentim (RN) e Jaime Bagattoli (RO).
Durante toda a tramitação da MP, o Sistema OCB acompanhou as discussões no Congresso Nacional e manteve interlocução com parlamentares, lideranças do setor e entidades representativas, para defender ajustes voltados à segurança jurídica, à preservação da autonomia das cooperativas e à adequação regulatória para os ramos agropecuário e transporte.
Segundo a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o acompanhamento da regulamentação da norma continuará sendo prioridade para o cooperativismo. “Essa MP trata de um tema sensível para diferentes segmentos da economia. Ao longo da tramitação, buscamos contribuir para que o texto oferecesse maior segurança jurídica e previsibilidade às cooperativas. Com a aprovação da matéria, seguiremos acompanhando a sanção presidencial e, principalmente, o processo de regulamentação, etapa relevante para avaliação dos impactos no dia a dia das cooperativas”, declarou.
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13/07/2026
Prêmio SomosCoop Melhores do Ano recebe 839 inscrições em 6 categorias
Iniciativas seguem para etapas de avaliação. Cases de imprensa podem ser inscritos até o dia 20 de julho
O Sistema OCB encerrou a primeira etapa do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026 com participação expressiva. Ao todo, foram 839 cases inscritos nas seis categorias voltadas às cooperativas. As inscrições, encerradas em 30 de junho, reuniram iniciativas desenvolvidas por cooperativas de diferentes ramos e regiões do país. Os projetos agora seguem para as fases de habilitação e avaliação técnica, que antecedem a divulgação dos finalistas, prevista para setembro.
Entre as categorias, Coop Cidadã foi a que registrou maior número de inscrições, com 210 cases. Na sequência aparecem Cultura Cooperativista, com 164 inscrições; Comunicação Coop, com 132; Inovação, com 129; Desenvolvimento Ambiental, com 126; e Intercooperação, com 78 projetos inscritos. A categoria Imprensa segue com o período de inscrições aberto até o dia 20 de julho.
"Os números mostram que as cooperativas brasileiras seguem investindo em soluções que transformam realidades e fortalecem o nosso modelo de negócio. Cada case representa conhecimento, dedicação e resultados que podem inspirar outras cooperativas e ampliar ainda mais o impacto do nosso movimento no país”, destaca o o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas
As iniciativas serão analisadas por especialistas, que avaliarão critérios como resultados alcançados, relevância para o público beneficiado, qualidade técnica, inovação, eficiência na utilização dos recursos e potencial de replicação. Na sequência, os projetos classificados seguem para a etapa de julgamento final.
Criado para dar visibilidade às experiências que fortalecem o cooperativismo, o Prêmio SomosCoop Melhores do Ano reconhece projetos capazes de gerar benefícios concretos para cooperados, colaboradores e comunidades. Além da premiação, os cases vencedores passam a integrar um importante banco de boas práticas do movimento, estimulando a troca de experiências entre cooperativas de todo o Brasil.
Os finalistas serão anunciados no dia 24 de setembro, e os vencedores conhecidos durante a cerimônia de premiação, marcada para 8 de dezembro, em Brasília.
Distribuição das inscrições por categoria
Coop Cidadã: 210 inscrições
Cultura Cooperativista: 164 inscrições
Comunicação Coop: 132 inscrições
Inovação: 129 inscrições
Desenvolvimento Ambiental: 126 inscrições
Intercooperação: 78 inscrições
Próximas etapas
Até 20/07: regularização da adimplência das cooperativas
21/07 a 28/07: habilitação dos cases
31/07 a 31/08: avaliação técnica
08/09 a 25/09: julgamento final
01/10: divulgação dos finalistas
08/12: cerimônia de premiação, em Brasília
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10/07/2026
Sistema OCB lança propostas para fortalecer fundos constitucionais
Documento reúne sugestões para ampliar atuação das coops de crédito e tornar os recursos mais acessíveis
Com foco no aperfeiçoamento das políticas públicas de financiamento regional, o Sistema OCB lançou, nesta quinta-feira 10(), o documento Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais 2027. A publicação reúne sugestões elaboradas em conjunto com o ramo crédito para ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos constitucionais, reduzir entraves e ampliar o alcance dos recursos destinados ao desenvolvimento econômico das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O material foi construído a partir da experiência do cooperativismo de crédito na execução dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do Norte (FNO), além das discussões conduzidas com representantes dos sistemas cooperativos, das Organizações Estaduais do Sistema OCB e do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (Ceco).
A proposta ganha força diante dos resultados alcançados pelo cooperativismo nos últimos anos. Atualmente, as cooperativas de crédito estão presentes em 59% dos municípios brasileiros e representam a única instituição financeira em 629 cidades. Essa capilaridade tem ampliado o acesso ao crédito em regiões onde a rede bancária tradicional é limitada.
Os números apresentados no documento evidenciam esse avanço. Desde 2015, as cooperativas já operacionalizaram mais de R$ 7,7 bilhões em recursos do FCO e do FNO, distribuídos em mais de 26,8 mil operações. Somente em 2025, foram R$ 2,2 bilhões contratados em cerca de 8 mil operações, o maior volume da série histórica. Além de ampliar o acesso ao financiamento, o modelo cooperativista também contribui para uma distribuição mais pulverizada dos recursos, o que permite alcançar um número maior de pequenos produtores e empreendedores.
"As cooperativas de crédito conhecem a realidade das comunidades onde atuam e têm mostrado que conseguem levar crédito com eficiência, responsabilidade e proximidade. As propostas reunidas neste documento foram construídas a partir dessa experiência e buscam aperfeiçoar os fundos constitucionais para ampliar seu alcance e garantir que mais produtores, empreendedores e pequenos negócios tenham acesso aos recursos necessários para investir e crescer", destaca a gerente-geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia.
Eixos
As propostas estão organizadas em três eixos. O primeiro reúne sugestões de aperfeiçoamento da legislação, como a ampliação da participação das cooperativas nos repasses dos fundos e a inclusão do Sistema OCB nos Conselhos Deliberativos das Superintendências de Desenvolvimento Regional. O segundo trata de ajustes regulatórios para fortalecer a participação das cooperativas na construção das diretrizes e das Programações Anuais dos Fundos. Já o terceiro apresenta medidas operacionais voltadas à simplificação de procedimentos, atualização de limites, redução da burocracia e maior previsibilidade na aplicação dos recursos.
Outro ponto de destaque é a ampliação da atuação das cooperativas no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Embora ainda não operem os recursos de forma efetiva, o documento demonstra que o cooperativismo já possui presença relevante em municípios atendidos pela Sudene. Para o Sistema OCB, essa estrutura representa uma oportunidade de ampliar a inclusão financeira e potencializar os resultados da política pública na região.
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10/07/2026
Lar Cooperativa reúne lideranças para celebrar o Dia do Cooperativismo
Em celebração do Coops Day na Lar Cooperativa, presidente destaca sucessão e renovação das lideranças
O cooperativismo ganhou espaço para celebrar conquistas e projetar o futuro nesta sexta-feira (10), durante a programação especial do Dia Internacional do Cooperativismo, o Coops Day, promovida pela Lar Cooperativa, em Medianeira (PR). Convidada para a palestra principal do evento, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, se reuniu com cerca de mil cooperados, entre lideranças, mulheres e jovens, para uma conversa sobre o papel transformador das cooperativas e os desafios de preparar as próximas gerações para dar continuidade a esse legado.
Tania destacou que o cooperativismo vive um período de expansão no Brasil, mas que seu crescimento depende, cada vez mais, da capacidade de abrir espaço para novas lideranças e ampliar a participação feminina nos espaços de decisão. "A força do cooperativismo está nas pessoas. São elas que mantêm vivos os nossos valores, fortalecem as comunidades e garantem que esse modelo continue sendo uma resposta concreta para os desafios do presente e do futuro", afirmou.
Ao falar para um público formado majoritariamente por mulheres — cerca de 600 participantes — e com forte presença de jovens cooperados, Tania compartilhou parte de sua própria trajetória e lembrou a importância da representatividade dentro das organizações. Primeira mulher a ocupar a presidência executiva do Sistema OCB em 57 anos de história da instituição, ela ressaltou que o movimento já conta com ampla participação feminina, mas ainda precisa avançar na ocupação dos cargos de liderança.
Ela lembrou que, atualmente, as mulheres representam 41,8% do quadro social das cooperativas brasileiras e 52% dos empregos gerados pelo setor. No entanto, ocupam apenas 22% dos cargos de dirigentes nas cooperativas. "Esses números mostram que avançamos, mas também revelam que ainda há um caminho importante pela frente. O cooperativismo sempre acreditou na inclusão, na participação e na construção coletiva. Precisamos garantir que esses princípios também estejam presentes quando falamos de liderança", acrescentou.
Sucessão
Outro tema central da palestra foi a sucessão. Tania reforçou que a continuidade das cooperativas depende do envolvimento das novas gerações. Segundo ela, sucessão não significa apenas preparar quem ocupará cargos de gestão no futuro, mas criar oportunidades para que os jovens participem das decisões, tragam inovação e ajudem a construir cooperativas cada vez mais fortes. "O cooperativismo precisa continuar sendo um espaço onde os jovens encontrem propósito, oportunidades e protagonismo. O futuro das cooperativas começa muito antes da sucessão acontecer. Ele começa quando damos voz, confiança e espaço para quem está chegando", completou.
Tania também destacou que o fortalecimento do cooperativismo passa pelo trabalho de representação político-institucional realizado pelo Sistema OCB. Segundo ela, a atuação em defesa dos interesses das cooperativas junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário contribui para o aprimoramento das políticas públicas e para um ambiente mais favorável ao desenvolvimento do setor.
A palestra integrou a programação especial preparada pela cooperativa para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado mundialmente na primeira sexta-feira de julho. Em 2026, a data tem como tema Cooperativas constroem um mundo melhor, definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI).
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Notícias saber cooperar
10/07/2026
Cooperativa é protagonista de pesquisa com jaborandi na Amazônia
Na Floresta Nacional de Carajás, no Pará, a mata densa e úmida guarda tesouros escondidos. É neste cenário que um projeto científico realizado com a participação de um cooperativa trabalha para preservar uma planta fundamental para a medicina moderna: o jaborandi, ou Pilocarpus microphyllus. A espécie amazônica é a única fonte natural conhecida da pilocarpina, composto usado no tratamento de doenças como glaucoma e a Síndrome de Sjögren.
Os pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável (ITV) contam com um ativo especial para essa missão: a força do cooperativismo, representada pela Coex Carajás. A cooperativa reúne extrativistas da unidade de conservação desde 1990 e é reconhecida pelo manejo sustentável da floresta.
O jaborandi é uma planta classificada como vulnerável na Lista Vermelha da Flora Brasileira, ou seja, com alto risco de extinção na natureza em médio prazo. A preservação é urgente, em especial porque não há alternativa sintética à pilocarpina extraída da planta. Para resolver essa equação, os pesquisadores do ITV, com apoio da comunidade local e do envolvimento da Coex Carajás, criaram uma coleção inter situ, ou um “banco vivo de conservação” do jaborandi. Isso porque a planta não pode ser preservada por métodos tradicionais, como na forma de sementes.
“Existem bancos de sementes espalhados por vários locais no mundo. Se, por exemplo, algum dia ocorrer uma catástrofe mundial, você consegue recuperar as espécies usando esses acervos. Há várias espécies que a gente chama de sementes ortodoxas, que conseguem ser armazenadas por longos períodos. Mas outras perdem a viabilidade muito rápido, como o jaborandi”, explica o pesquisador Cecilio Caldeira Frois.
O estudo, comandado por ele e pela equipe do ITV, foi publicado na renomada revista científica PLOS One. Há várias formas de manter uma coleção de plantas e, no caso do jaborandi, a aposta foi pela forma inter situ, ou seja, no próprio local em que a espécie se desenvolve, a partir da recuperação das áreas degradadas.
“A grande vantagem da coleção inter situ é que, além de estudos, ela serve para uso. As plantas crescem como se estivessem em um ambiente natural”, explica o cientista. Antes do plantio, é feito um estudo genético das mudas em viveiro, um traçado das áreas e o desenvolvimento das técnicas para que elas brotem. Depois, vem a fase de manejo, em que os pesquisadores acompanham as espécies para avaliar a sobrevivência e o crescimento.
“Isso tudo é feito durante vários anos até que a coleção se estabeleça. Aquelas plantas que nós levamos começam a ter ‘novos filhos’ ali e conseguem ter autonomia da população”, resume. O trabalho da pesquisa começou em 2020, com a coleta das sementes que indicaram quatro populações geneticamente distintas do jaborandi - três delas apresentaram resultados expressivos, com mais de 500 plantas estabelecidas.
Protagonismo coop
Com experiência de muitos anos no manejo sustentável do jaborandi na região, a Coex Carajás tem papel fundamental na pesquisa. Os cooperados participaram de diversas etapas do estudo, desde o planejamento até o trabalho em campo, que é remunerado pelo instituto. “Boa parte das ações que a gente executa, a cooperativa participa. Por exemplo, para mapear as áreas de ocorrência do jaborandi na Floresta Nacional de Carajás. Quem vai a campo e coleta os dados são os cooperados. A gente faz o treinamento e os contrata”, explica Frois.
O resultado da cooperação beneficia os extrativistas, a ciência e toda a sociedade, uma vez que a preservação do jaborandi garante o tratamento de quem precisa do ativo. “Esse mapeamento vai retornar para os cooperados da Coex Carajás, porque essas novas áreas serão os locais onde eles poderão explorar folhas e sementes de jaborandi no futuro”, pondera o pesquisador. Além disso, a equipe do ITV pretende elaborar um guia sobre como implantar coleções de espécies excepcionais, como o jaborandi, auxiliando outras frentes de trabalho científico.
Cooperativismo e desenvolvimento na Amazônia
O superintendente do Sistema OCB/PA, Júnior Serra, destaca que as cooperativas paraenses, pela própria inserção no bioma amazônico, praticam a bioeconomia desde sua essência. “Elas estão auxiliando nesse modal da integração entre homem e natureza. Muitas cooperativas como a Coex Carajás precisam estar com o ecossistema equilibrado para produzir”, ressalta.
O pesquisador Cecílio Frois destaca que a presença de uma comunidade local dedicada ao manejo sustentável foi o ambiente perfeito para que o estudo se desenvolvesse da melhor forma possível. “A gente encontra na espécie uma demanda comercial, uma demanda de conservação e uma comunidade local que quer e precisa fazer a conservação e o manejo da espécie. Essa sinergia com a cooperativa. Para mim, que trabalho com pesquisa, ver isso sendo aplicado é extraordinário”, afirma.
Serra destaca que, com a participação das cooperativas em projetos de sustentabilidade ambiental, o ganho deixa de ser individual para se tornar coletivo. “O cooperativismo é uma importante ferramenta de desenvolvimento social e econômico, capaz de impulsionar a preservação ambiental, a permanência das pessoas no campo e promover o desenvolvimento tão necessário para essas comunidades”.
Notícias saber cooperar
10/07/2026
Semana de Competitividade 2026 impulsiona a cultura cooperativista
Como crescer sem perder a identidade? Desde o 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), essa reflexão tem orientado a construção de uma visão estratégica para o futuro do movimento, fundamentada nos princípios e valores que o definem. Em agosto, essa mobilização terá um marco importante, com a Semana de Competitividade 2026, que este ano terá como tema “Cultivando a Cultura Cooperativista”, um chamado à ação para fortalecer os diferenciais do coop e impulsionar o crescimento sustentável.
O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, em Brasília, e integra as atividades do Ano da Cultura Coop, promovido pelo Sistema OCB para oferecer às cooperativas soluções que visam fortalecer a cultura cooperativista por meio da educação orientada para continuidade e renovação, com foco na formação de educadores cooperativistas.
“A cultura cooperativista é um movimento vivo, em transformação. No momento em que o modelo de negócios cooperativista está em plena expansão no Brasil, reforçar o que nos torna únicos é fundamental. Para que os valores e princípios do coop se mantenham sólidos, precisamos investir em educação e informação sobre nossa identidade, e a Semana de Competitividade trará importantes ferramentas para isso”, afirma a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano.
Durante o evento, serão apresentados os resultados da Pesquisa de Cultura Cooperativista 2026, estudos sobre identidade e memória cooperativista, além de novas soluções do Eixo CulturaCoop nas áreas de legado, educação e sucessão.
Formação e engajamento
A programação vai reunir cooperativistas de todo o país, especialistas e lideranças em trilhas sobre
governança cooperativa, educação cooperativista, comunicação e experiência, legado e sucessão. Os participantes poderão compartilhar experiências, tendências e boas práticas de cultura cooperativista em palestras, labs, salas temáticas e momentos de troca sobre temas fundamentais para o futuro do cooperativismo brasileiro.
“Esta edição foi pensada para valorizar aquilo que diferencia o coop: sua essência, seus valores, sua identidade e sua capacidade de gerar desenvolvimento de forma coletiva. É uma oportunidade para refletirmos, na prática, sobre como a cultura coop pode fortalecer nossas organizações e ampliar nosso diferencial competitivo”, destaca o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa.
Ao longo dos três dias, a Semana de Competitividade vai propor discussões sobre a cultura cooperativista como um diferencial estratégico das cooperativas, abordando identidade, valores, práticas organizacionais, educação cooperativista e formas de fortalecer o jeito cooperativo de atuar. Reconhecido pelas ativações inovadoras e interatividade, o evento deste ano oferecerá uma experiência ainda mais dinâmica e conectada com os desafios atuais das cooperativas.
“A proposta é que os participantes encontrem uma programação diversa, com conteúdos que combinam reflexão estratégica, cases reais e atividades mais aplicadas, sempre com foco em mostrar como a cultura cooperativista pode ser cultivada no dia a dia e transformada em diferencial competitivo.”, ressalta Costa.
Reflexões e prática
Os destaques da programação da Semana de Competitividade 2026 estão disponíveis no site oficial do evento. As palestras irão debater temas como juventude cooperativista, tendências de comunicação e oportunidades geracionais, futuro do coop e legado cooperativista. Nas salas temáticas, os programas incluem diversidade e inclusão, protagonismo feminino, educação e Inteligência Artificial (IA), além de sucessão, fidelização de cooperados e governança. Os labs – com atividades práticas – foram definidos a partir de questões norteadoras para o futuro do coop, como engajamento de jovens, design de experiência, plano de comunicação e memória institucional.
Confira a programação no site da Semana de Competitividade 2026.
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