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As principais informações e novidades do coop no Brasil e no mundo!

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03/02/2026

Congresso Nacional abre trabalhos de 2026

Sessão solene marcou início do ano legislativo. Expectativas para o cooperativismo são positivas  Foi realizada, nesta segunda-feira (2), a sessão solene de abertura oficial dos trabalhos legislativos do Congresso Nacional. A cerimônia, que ocorreu no plenário da Câmara dos Deputados, marcou o início da 4ª sessão legislativa da 57ª legislatura, conforme previsto na Constituição Federal. O ato simboliza a retomada das atividades parlamentares e dá início a um novo ciclo de debates e deliberações que irão orientar o país ao longo de 2026. A cerimônia foi conduzida pelo presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, e contou com pronunciamentos do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.                                                        Vinicius Loures/Câmara dos Deputados  Em seu discurso, Alcolumbre ressaltou o papel do Parlamento na aprovação de medidas estruturantes e destacou que o objetivo do Congresso é “melhorar de forma concreta a vida da população brasileira”. Segundo ele, em 2025 foram tomadas decisões fundamentais para o país, com avanço de agendas consideradas prioritárias. “Aprovamos leis que impactam positivamente a vida de milhões de brasileiros. Demos passos decisivos na regulamentação da reforma tributária, tornando o sistema mais simples, previsível e eficiente”,  afirmou. O senador também destacou a criação de um ambiente mais favorável ao empreendedorismo e à geração de empregos, além da aprovação de medidas de justiça fiscal, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais.  Já Hugo Motta manifestou expectativa de que o Parlamento mantenha o ritmo de entregas à sociedade. “Que 2026 continue sendo um ano de entregas ao país, atendendo sempre às expectativas da população em sintonia com as ruas. E que nós, parlamentares, sigamos transformando a esperança das pessoas em realidade”, declarou. Motta acrescentou que cabe ao Congresso, “soberano e independente”, perseguir esse caminho com a votação de propostas de interesse nacional e com a destinação de emendas parlamentares a regiões que, muitas vezes, estão fora do alcance imediato das políticas públicas.  Para o Sistema OCB, o início do ano legislativo traz boas expectativas para o cooperativismo, especialmente diante do ambiente de diálogo construído ao longo de 2025 e das conquistas alcançadas no Congresso Nacional no último ano. Entre os avanços, destacam-se a defesa da segurança jurídica das cooperativas, o fortalecimento do reconhecimento do modelo cooperativista em políticas públicas e o avanço de pautas relacionadas ao crédito, ao desenvolvimento sustentável e à competitividade do setor.  Segundo o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a abertura dos trabalhos legislativos representa um momento estratégico para o país e para o cooperativismo. “É o início de um novo ciclo de oportunidades. O cooperativismo chega a este ano legislativo fortalecido pelas conquistas de 2025 e confiante na construção de soluções que promovam desenvolvimento, segurança jurídica e inclusão econômica”, afirmou.  Ao longo de 2025, o Sistema OCB manteve presença ativa no Parlamento, com acompanhamento técnico da tramitação de projetos de interesse do cooperativismo, articulação com frentes parlamentares e diálogo permanente com lideranças políticas, o que contribuiu para consolidar o cooperativismo como um ator relevante nas discussões sobre desenvolvimento econômico e social.  Na avaliação da presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o cenário para 2026 é de continuidade do diálogo institucional e avanço nas pautas estratégicas. “Entramos em 2026 com boas expectativas. O diálogo construído no último ano com o Parlamento trouxe avanços importantes para o cooperativismo, e nossa atuação seguirá focada em contribuir tecnicamente para uma agenda legislativa alinhada ao desenvolvimento sustentável e à realidade das cooperativas brasileiras”, destacou.  A sessão também foi marcada pela apresentação da Mensagem Presidencial ao Congresso Nacional. O documento traz um balanço das ações do governo federal em 2025 e aponta 2026 como um ano decisivo para a consolidação de reformas econômicas, a implementação da reforma tributária e o avanço de agendas ligadas à transição ecológica, ao fortalecimento do crédito, à ampliação dos investimentos produtivos e às políticas de educação, inclusão social e inovação. O texto ainda reforça a importância do diálogo entre os Poderes para garantir estabilidade democrática e segurança jurídica, além de destacar prioridades como a ampliação do acesso a mercados internacionais, o aprimoramento do ambiente de negócios, o enfrentamento ao crime organizado, a regulação do trabalho mediado por plataformas digitais e iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável.   Ao longo da mensagem, as cooperativas são mencionadas como parceiras na execução de políticas públicas, especialmente em ações de desenvolvimento social, produção agropecuária e sustentabilidade territorial.    Saiba Mais:  WCM 2025: Brasil mantém força no ranking global de cooperativas  Artigo mapeia cooperativas da agricultura familiar na Amazônia  Fórum debate eficiência e segurança no transporte de cargas 
Congresso Nacional abre trabalhos de 2026
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02/02/2026

Artigo aponta relação entre desempenho e inclusão feminina em coops

Pesquisa do 8º EBPC mostra que coops mais rentáveis tendem a ter mais mulheres na governança  O artigo Desempenho Financeiro e a Participação das Mulheres no Conselho de Administração de Cooperativas Agropecuárias Brasileiras, apresentado e premiado na oitava edição do Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (8º EBPC), evidenciou que o resultado econômico das cooperativas agropecuárias pode ser um fator decisivo para ampliar a participação feminina nos conselhos de administração.  O estudo assinado por Luis Felipe Orsatto e Clea Beatriz Macagnan parte de uma inversão da lógica mais comum na literatura acadêmica. Em vez de investigar se a diversidade melhora o desempenho, os autores analisam se cooperativas com melhores resultados econômicos tendem a incorporar mais mulheres em seus conselhos, como resposta a expectativas sociais, pressões institucionais e busca por legitimidade. A análise foi baseada em dados de 213 cooperativas agropecuárias brasileiras, totalizando 426 observações referentes aos anos de 2021 e 2022.  Os resultados revelaram um cenário de baixa representatividade feminina na governança: a proporção média de mulheres nos conselhos de administração foi de apenas 4,87%. Em 319 observações, não havia nenhuma mulher ocupando assento no conselho, e apenas um caso registrou paridade de gênero. Ainda assim, a análise econométrica identificou uma associação positiva e estatisticamente significativa entre o desempenho financeiro, medido pelo Retorno sobre Ativos (ROA), e a maior participação feminina nos conselhos.  De acordo com o modelo de regressão utilizado, cooperativas com melhor desempenho financeiro apresentam maior propensão a incluir mulheres em seus órgãos de decisão. Para os autores, o resultado sugere que organizações mais rentáveis ganham visibilidade e passam a sofrer maior pressão para adotar práticas alinhadas às expectativas contemporâneas de inclusão e diversidade. “O desempenho atua como um sinal de capacidade e abertura institucional”, apontam os pesquisadores.  O estudo também indicou que organizações mais antigas tendem a apresentar menor participação feminina nos conselhos, possivelmente em função da manutenção de normas históricas e padrões de governança consolidados ao longo do tempo. As demais variáveis analisadas, como tamanho do conselho, número de associados, ativo total e nível de endividamento, não apresentaram significância estatística na amostra.  Embora o modelo tenha capacidade explicativa limitada, os autores destacaram que os resultados contribuem para o debate sobre diversidade e governança no cooperativismo agropecuário brasileiro.     Saiba Mais:  WCM 2025: Brasil mantém força no ranking global de cooperativas  Artigo mapeia cooperativas da agricultura familiar na Amazônia  Fórum debate eficiência e segurança no transporte de cargas 
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29/01/2026

Decisão do STF fixa entendimento quanto à representação sindical no Ramo Crédito

Autonomia das cooperativas para constituir sindicatos específicos fica mantida  O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou, em outubro de 2025, o debate judicial sobre a representação sindical patronal das cooperativas de crédito em âmbito nacional. Com a conclusão do processo, ficou definido que o Sinacred passa a deter a legitimidade para representar sindicalmente as cooperativas de crédito em grande parte dos estados brasileiros e no Distrito Federal, de forma restrita às Unidades da Federação que participaram diretamente da ação judicial analisada.   Apesar da legitimidade sindical do Sinacred, não há qualquer obrigatoriedade de filiação das cooperativas de crédito ao sindicato, tampouco a imposição de contribuições sindicais ou de qualquer outra natureza, preservando integralmente a livre organização sindical e a autonomia das cooperativas.  A decisão, portanto, não altera automaticamente a realidade de todos os estados. Ela se aplica exclusivamente às 23 Organizações Estaduais (OCEs) que integraram a ação judicial. Em estados que não participaram do processo — como Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte —, a legitimidade da representação sindical permanece inalterada, permitindo que as entidades locais continuem celebrando negociações coletivas normalmente.  Outro ponto relevante é que, onde existirem sindicatos estaduais específicos das cooperativas de crédito, com registro ativo junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a representação sindical segue sendo exercida por essas entidades locais. É o caso, por exemplo, do Paraná (Sincoopar Crédito), São Paulo (Sindiresp) e Mato Grosso do Sul (Sindicredi), que continuam legitimados para representar suas bases e conduzir negociações coletivas de trabalho.  O encerramento do processo judicial também reforça um movimento que vem se consolidando nos últimos anos: a mobilização das próprias cooperativas de crédito para a criação de sindicatos estaduais mais específicos, alinhados às particularidades do ramo. Em um setor marcado por elevada complexidade técnica, regulatória e operacional, estruturas sindicais mais especializadas tendem a oferecer maior aderência à realidade das cooperativas, fortalecendo a qualidade da representação e a efetividade das negociações coletivas.    Orientação às cooperativas  Diante desse cenário, o Sistema OCB reforça que as cooperativas de crédito devem observar a realidade sindical específica de seu estado de atuação. Em caso de dúvidas ou necessidade de esclarecimentos adicionais, a orientação é procurar a Organização Estadual (OCE) correspondente ou a Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), entidade sindical patronal que integra o Sistema OCB.  O Sistema OCB segue acompanhando o tema e atuando para garantir segurança jurídica, autonomia cooperativista e uma representação sindical alinhada às reais necessidades do Ramo Crédito.    Histórico  A controvérsia sobre a representação sindical das cooperativas de crédito teve origem em um ato administrativo do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2016, que concedeu ao Sinacred a ampliação de sua base de representação para todo o território nacional.  Em 2018, a deflagração da Operação Registro Espúrio, conduzida pela Polícia Federal, levou o próprio Ministério do Trabalho a revisar diversos processos de registro sindical. Como resultado dessa reavaliação, a Corregedoria do órgão recomendou a anulação do ato administrativo que havia ampliado a base de representação do Sinacred, culminando no arquivamento definitivo do processo na esfera administrativa.  Paralelamente, 23 Organizações Estaduais do Sistema OCB ingressaram com ação anulatória na Justiça do Trabalho, questionando o ato administrativo. Ao analisar o caso, o Judiciário reconheceu a legitimidade do Sinacred para representar as cooperativas de crédito nos estados abrangidos pela ação judicial, entendimento que, após o esgotamento das instâncias, foi definitivamente encerrado pelo STF.    Saiba Mais: WCM 2025: Brasil mantém força no ranking global de cooperativas Guia orienta cooperativas a acessar recursos do FNDCT para inovação Fórum debate eficiência e segurança no transporte de cargas  
Decisão do STF fixa entendimento quanto à representação sindical no Ramo Crédito
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28/01/2026

Fórum debate eficiência e segurança no transporte de cargas

Sistema OCB participou de evento no Ministério dos Transportes para alinhar soluções ao setor  O Sistema OCB participou, nesta segunda-feira (27), da 4ª Reunião do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas (Fórum TRC), realizada no Ministério dos Transportes. O encontro reuniu representantes dos diversos elos da cadeia logística. O Fórum contou com a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e de outros órgãos estratégicos, além de transportadores autônomos, empresas de transporte, embarcadores e entidades representativas.   Para o analista do Sistema OCB, Tiago Barros, a reunião representou um avanço importante na consolidação de um ambiente de diálogo permanente e estruturado. “O Fórum TRC é um espaço estratégico para o alinhamento entre poder público e setor produtivo. A participação do Sistema OCB permitiu levar ao centro do debate a realidade das cooperativas de transporte. O fortalecimento desse diálogo é essencial para a construção de soluções regulatórias equilibradas e sustentáveis para o setor”, avaliou.  Ao longo da programação, os participantes debateram temas que impactam diretamente a rotina de quem atua nas estradas. Um dos destaques foi a apresentação do superintendente de Fiscalização da ANTT (Sufis), Hugo Leonardo Cunha Rodrigues, que compartilhou dados atualizados sobre a fiscalização do piso mínimo de frete e os desafios relacionados ao cumprimento da política.  Na sequência, a superintendente substituta de Cargas e Multimodal da ANTT, Gizelle Coelho Netto, apresentou os principais pontos levantados durante a consulta pública sobre a metodologia de cálculo do frete. A exposição evidenciou a importância da escuta qualificada do mercado e da participação dos agentes do setor no aperfeiçoamento das normas regulatórias.  Questões ligadas à infraestrutura e às condições de permanência dos motoristas nas rodovias também estiveram na pauta. Maria Campos Porto, do Ministério dos Transportes, detalhou a metodologia de implantação dos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) do DNIT, iniciativa  fundamental para garantir melhores condições de trabalho, segurança viária e cumprimento da legislação trabalhista.  Durante o Fórum os participantes ainda contaram com a apresentação do programa MOVER pelo Coordenador Geral de Regulamentos Técnicos e Mobilidade Sustentável do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).  O Programa Mobilidade Verde e Inovação (MOVER), instituído pela Lei nº 14.902, de 27 de junho de 2024, sucedeu o Rota 2030 e tem a finalidade de apoiar o desenvolvimento tecnológico, a competitividade global, a integração nas cadeias globais de valor, a descarbonização e o alinhamento a uma economia de baixo carbono no ecossistema produtivo e inovador de automóveis, de caminhões, de ônibus, de chassis com motor, de máquinas autopropulsadas e de autopeças. Criado em 2014, o Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas nasceu com a missão de ser um canal oficial de interlocução entre governo e setor produtivo, contribuindo para a prevenção de crises e para a formulação de políticas públicas mais eficientes.     Saiba Mais:  WCM 2025: Brasil mantém força no ranking global de cooperativas  Artigo mapeia cooperativas da agricultura familiar na Amazônia  Guia orienta cooperativas a acessar recursos do FNDCT para inovação 
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28/01/2026

Artigo mapeia cooperativas da agricultura familiar na Amazônia

Estudo reuniu dados inéditos e apontou desafios para políticas públicas no território  Um diagnóstico inédito sobre a presença, o perfil e os desafios das cooperativas da agricultura familiar na Amazônia brasileira é o foco do artigo Cooperativas da Agricultura Familiar na Amazônia Brasileira: diagnóstico e perspectivas para a ação pública, apresentado e premiado no 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), realizado em 2025. O estudo amplia a compreensão sobre o cooperativismo rural na região ao reunir e sistematizar bases de dados nacionais ainda pouco exploradas de forma integrada.  Assinado por Graziela Reis do Carmo, Isabela Renó Jorge Moreira, Alair Ferreira de Freitas, Marcos Vinicius Andrade Gomes e Almiro Alves Junior, o trabalho parte da constatação de uma lacuna informacional histórica. Até então, grande parte das pesquisas acadêmicas sobre cooperativismo na Amazônia se concentrava em estudos de caso pontuais, com baixa abrangência territorial, o que dificultava análises mais consistentes e a formulação de políticas públicas alinhadas à realidade regional.    Retrato regional a partir de bases nacionais  Para superar essa limitação, os autores adotaram uma abordagem quantitativa e descritiva, combinando dados do Censo Agropecuário do IBGE (2017) com informações do Extrato da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) de 2023. O recorte territorial abrangeu os oito estados da Amazônia Legal, além de todo o estado do Maranhão.  A partir do Censo Agropecuário, o estudo identificou que, em 2017, a Amazônia Legal possuía 749.328 estabelecimentos agropecuários, dos quais 24.740 estavam vinculados a cooperativas, o equivalente a 3,3% dos estabelecimentos da agricultura familiar na região. Mato Grosso, Rondônia e Pará concentravam os maiores números absolutos de estabelecimentos cooperativos, enquanto Amapá e Roraima apresentavam as menores participações.  Os dados mostram diferenças relevantes entre estabelecimentos cooperativos e não cooperativos. Entre os associados a cooperativas, 83,27% tinham a comercialização como finalidade principal da produção, percentual superior aos 61,24% registrados entre os não cooperativos. Também foi maior o acesso à assistência técnica (27,83% contra 16,75%) e a proporção de famílias cuja renda principal provinha da própria atividade agrícola.    Práticas produtivas e organização social  O estudo também apontou diferenças nas práticas produtivas. Cerca de 56% dos estabelecimentos cooperativos declararam não utilizar agrotóxicos, e 4,14% informaram praticar agricultura ou pecuária orgânica. A titularidade da terra também se mostrou mais presente entre cooperados, com 84,96% declarando condição de proprietários.  A composição societária revelou diversidade entre os cooperados, com predominância da categoria “demais agricultores familiares”, além de assentados da reforma agrária e extrativistas. Um dado que chama atenção é o percentual de cooperados sem DAP física registrada, o que dificulta classificações mais precisas e a identificação de povos e comunidades tradicionais nas bases oficiais.    Desafios para políticas públicas  Um dos principais achados do artigo é a elevada proporção de DAPs jurídicas em situação irregular. Segundo os autores, cerca de 60% das cooperativas identificadas enfrentavam restrições documentais, o que limita o acesso a políticas públicas como o Pronaf, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).  Nesse sentido, o estudo apontou que a fragilidade das bases públicas e a transição da DAP para o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), ainda sem consolidação plena no período analisado, reduzem a visibilidade do cooperativismo da agricultura familiar na Amazônia e dificultam ações governamentais mais efetivas.    Evidências e caminhos futuros  Apesar dos entraves, os resultados indicam que as cooperativas atuam como importantes vetores de inserção produtiva, acesso a serviços e fortalecimento da renda das famílias rurais na região. Para os autores, políticas públicas voltadas à regularização institucional das cooperativas, à ampliação da assistência técnica territorializada e ao fortalecimento do acesso a mercados institucionais podem potencializar esses impactos.  O artigo integra os anais do 8º EBPC e contribui para qualificar o debate sobre o cooperativismo na Amazônia, oferecendo subsídios técnicos para pesquisadores, gestores públicos e organizações do setor. O material completo está disponível para consulta em in.coop.br/ebpc.    Saiba Mais:  Sistema OCB e Finep firmam acordo para ampliar acesso à inovação  Guia orienta cooperativas a acessar recursos do FNDCT para inovação  Programa fortalece participação política do coop em ano eleitoral 
Artigo mapeia cooperativas da agricultura familiar na Amazônia
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27/01/2026

WCM 2025: Brasil mantém força no ranking global de cooperativas

País tem 21 cooperativas entre as 300 maiores do mundo e acompanha crescimento do setor  O cooperativismo brasileiro encerrou mais um ano em posição de destaque. De acordo com o World Cooperative Monitor 2025, o Brasil reúne 21 cooperativas entre as 300 maiores do mundo, em um ranking que evidencia a distribuição global do setor: 169 cooperativas estão na Europa, 86 nas Américas, 44 na região Ásia-Pacífico e uma na África. O levantamento, produzido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) em parceria com o Instituto Europeu de Pesquisa sobre Empresas Cooperativas e Sociais (Euricse), analisou o desempenho econômico das maiores cooperativas e mútuas do planeta.  O projeto, que envolve um amplo processo de coleta, integração e análise de dados, chegou à sua 13ª edição e teve destaque especial em 2025, ano declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional das Cooperativas. Para marcar a data, o WCM 2025 foi lançado como uma edição especial, com colaboração do Círculo de Lideranças de Cooperativas e Mútuas (CM50). A publicação trouxe, além dos dados econômicos, uma série de entrevistas destacando ações e iniciativas das lideranças cooperativistas globais voltadas à melhoria da qualidade de vida e do bem-estar de cooperados e comunidades.  As cooperativas brasileiras listadas no ranking atuam em diferentes ramos. Integram a lista: Sistema Unimed, Copersucar, Sicredi, Coamo, C. Vale, Sicoob, Lar, Aurora Alimentos, Comigo, Cocamar, Copacol, Alfa, Integrada, Agrária Agroindustrial, Coopercitrus, Castrolanda, Frísia, Frimesa, Coopavel, Cooxupé e Coop de Consumo. Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, esses resultados refletem um modelo de negócios baseado em gestão profissional, visão de longo prazo e forte compromisso com o desenvolvimento econômico e social das regiões onde as cooperativas atuam. “Ficamos extremamente felizes com o reconhecimento do nosso modelo de negócios que tem todos os requisitos para ser ainda maior e mais presente nos próximos anos”, declarou.   O WCM também apresentou o crescimento consistente do faturamento agregado das 300 maiores cooperativas do mundo. O faturamento dessas organizações passou de US$ 1,9 trilhão em 2017 para US$ 2,05 trilhões em 2019, avançou para US$ 2,21 trilhões em 2021 e atingiu US$ 2,78 trilhões em 2023, considerando a taxa média de câmbio do período. A trajetória de alta reflete a expansão das operações cooperativas em escala global e dialoga diretamente com o desempenho das cooperativas brasileiras listadas, que atuam em cadeias produtivas estratégicas e têm ampliado sua presença nos mercados interno e externo.   Na avaliação da presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o desempenho global confirma a relevância econômica do cooperativismo. “O crescimento contínuo das maiores cooperativas globais demonstra que o movimento é capaz de crescer de forma constante e consistente, mesmo em cenários desafiadores.”    Saiba Mais:  Sistema OCB e Finep firmam acordo para ampliar acesso à inovação  Programa fortalece participação política do coop em ano eleitoral  Guia orienta cooperativas a acessar recursos do FNDCT para inovação 
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23/01/2026

Guia orienta cooperativas a acessar recursos do FNDCT para inovação

Cartilha do Sistema OCB e da Finep detalha caminhos para financiar projetos de ciência e tecnologia  O Sistema OCB disponibilizou, nesta sexta-feira (23), a cartilha Guia de Acesso ao FNDCT por Cooperativas, material que reúne informações práticas para apoiar cooperativas interessadas em acessar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Elaborado em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o guia esclarece regras, modalidades e etapas do processo.  A publicação foi organizada após a sanção da Lei 15.184/2025, que incluiu formalmente as cooperativas entre os beneficiários diretos do FNDCT e autorizou o uso do superávit financeiro do Fundo para operações de financiamento. Com isso, projetos de ciência, tecnologia e inovação desenvolvidos por cooperativas passam a ter acesso a um volume expressivo de recursos, operados principalmente pela Finep, secretaria executiva do Fundo.  O guia apresenta o funcionamento do FNDCT, suas fontes de recursos e a evolução recente do orçamento, que atingiu patamares recordes nos últimos anos. Também explica as modalidades disponíveis (reembolsáveis e não reembolsáveis), os requisitos legais e estatutários para participação, além da documentação necessária para submissão de propostas.  Oportunidade  Outro destaque do material é a contextualização do papel das cooperativas no ecossistema nacional de inovação. Dados apresentados no guia indicam que a maioria das cooperativas reconhece a inovação como elemento estratégico, mas aponta o financiamento como um dos principais entraves para tirar projetos do papel. Nesse cenário, o acesso ao FNDCT representa uma oportunidade para ampliar iniciativas em áreas como conectividade no campo, energia limpa, digitalização de processos, agricultura de precisão e economia circular.  Nesta quinta (22), o Sistema OCB e a Finep assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para ampliar e organizar o acesso das cooperativas aos instrumentos de financiamento à inovação, como o FNDCT. O acordo estabelece uma agenda de trabalho voltada à orientação técnica, capacitação e divulgação das linhas disponíveis a fim de oferecer condições mais claras para que cooperativas de diferentes ramos consigam estruturar e viabilizar projetos de pesquisa e desenvolvimento.    Saiba Mais:  Programa fortalece participação política do coop em ano eleitoral  Artigo do 8º EBPC avalia eficiência das cooperativas de crédito   Diálogo com BNB busca aproximação com o cooperativismo 
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21/01/2026

Programa fortalece participação política do coop em ano eleitoral

Iniciativa do Sistema OCB mobiliza lideranças e amplia participação do setor no debate público  O cooperativismo brasileiro chega ao ano eleitoral com um recado claro: participar é fundamental. Ao longo dos últimos anos, o movimento vem investindo na formação de lideranças e no fortalecimento da participação cidadã por meio do Programa de Educação Política.  A iniciativa, conduzida pelo Sistema OCB, é voltada exclusivamente ao público cooperativista e tem como essência estimular a participação política de forma consciente, responsável e contínua. O foco está no fortalecimento da representação político-institucional do setor e na defesa das pautas que impactam diretamente a vida das cooperativas e de milhões de cooperados.  “O programa ajuda o cooperativismo a entender melhor o ambiente político e a se posicionar de forma qualificada. A ideia é mostrar que participar do debate público faz parte e é fundamental para o desenvolvimento do setor”, explicou Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB.  Desde que foi lançado, em 2022, o programa aposta em informação acessível e formação prática. Cartilhas, vídeos, cursos, encontros regionais e conteúdos digitais ajudam a traduzir temas como voto consciente, processo eleitoral, atuação parlamentar e impacto das políticas públicas no cooperativismo. O resultado é uma base mais preparada para dialogar com candidatos, acompanhar mandatos e contribuir com propostas.  Um dos pilares do programa é o incentivo à escolha de candidatos alinhados aos valores e às demandas do cooperativismo, com potencial para integrar a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional. A expectativa é ampliar uma base parlamentar comprometida com o modelo cooperativo e com o desenvolvimento econômico e social do país.  Neutralidade ideológica e partidária são princípios que orientam todas as ações. O trabalho é pautado por critérios técnicos, com base em dados objetivos sobre a atuação dos parlamentares, projetos em tramitação no Congresso, histórico de posicionamentos e resultados concretos da representação institucional. “Nosso papel é informar, orientar e dar transparência. A decisão final é sempre do cooperado”, reforçou Eduardo.    Atuação compartilhada em todo o país  O Programa de Educação Política é estruturado de forma colaborativa. No âmbito nacional, o Sistema OCB é responsável por definir diretrizes, produzir materiais técnicos, elaborar propostas e disponibilizar conteúdos como cartilhas de boas práticas, perfis parlamentares e peças informativas.  Nos estados, as Organizações Estaduais colocam o programa em prática. Cabe a elas também a formação de coordenadores e grupos focais, que ajudam a capilarizar as ações. As cooperativas entram como protagonistas, indicando lideranças, jovens e mulheres para atuar como multiplicadores. Já os cooperados assumem um papel essencial como disseminadores das informações nas comunidades onde vivem.    Preparação que se intensifica em 2026  O ciclo atual do programa foi desenhado justamente para chegar ao ano eleitoral com o movimento mais organizado e consciente. Entre os objetivos estão ampliar a participação do cooperativismo na construção de propostas para candidatos, estimular o engajamento de novas lideranças, dar transparência à atuação institucional do Sistema OCB e da Frencoop e reforçar a compreensão sobre como decisões políticas impactam os negócios cooperativos.  As ações incluem desde cursos e palestras de educação política e legislação eleitoral até encontros regionais com candidatos, criação de canais de comunicação nas redes sociais e estímulo à formação de movimentos em prol do voto consciente em candidatos comprometidos com o cooperativismo.    Saiba Mais:  Artigo do 8º EBPC avalia eficiência das cooperativas de crédito   Ano Internacional das Cooperativas passa a integrar agenda decenal da ONU  Sistema OCB acompanha lançamento do Portal da Reforma Tributária
Programa fortalece participação política do coop em ano eleitoral
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21/01/2026

Diálogo com BNB busca aproximação com o cooperativismo

Encontro marca a retomada da agenda de articulação do cooperativismo de crédito  Nesta quarta (21), o Sistema OCB avançou na agenda de articulação institucional sobre os Fundos Constitucionais, em reunião com o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Wanger Rocha dirigentes. O encontro teve como foco a apresentação das propostas do cooperativismo de crédito para o aprimoramento do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e a defesa da atuação das cooperativas como agentes de desenvolvimento regional.  A reunião integra uma série de agendas conduzidas pelo Sistema OCB com agentes operadores, ministérios e superintendências regionais, com o objetivo de ampliar a participação das cooperativas de crédito nas políticas públicas de financiamento. No caso do BNB, o diálogo focou nos aspectos técnicos e operacionais que podem facilitar o acesso das cooperativas aos recursos do fundo.  Participaram do encontro a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o presidente da OCB/PB, André Pacelli, e representante da Região Nordeste no Conselho de Administração, que falou em nome dos presidentes e superintendentes das Organizações Estaduais da região, também presentes no encontro. A agenda contou ainda com a presença de representantes do cooperativismo de crédito indicados pelo Conselho Consultivo do Ramo Crédito (Ceco).  Entre os principais pontos discutidos, esteve a proposta de realização de projetos-piloto para introdução do cooperativismo de crédito como agente credenciado nos repasses do FNE, tema que será analisado pelo BNB. Também foi aberto o diálogo para a construção de estratégias voltadas à ampliação do acesso das cooperativas de produção aos recursos do fundo, com apoio de ações de formação promovidas pelo Sescoop.  Segundo Tania, o cooperativismo de crédito reúne condições concretas para ampliar o alcance do FNE. “As cooperativas estão presentes onde muitas vezes o sistema financeiro tradicional não chega. Elas conhecem a realidade local, acompanham de perto os empreendimentos e conseguem direcionar o crédito de forma mais eficiente”.   Durante a apresentação, o Sistema OCB reforçou que as propostas entregues ao longo de 2025 buscam ajustes normativos, regulatórios e operacionais que tornem o acesso ao fundo mais compatível com o modelo cooperativista, sem abrir mão da segurança e dos objetivos da política pública. A expectativa é que essas melhorias ampliem o crédito produtivo orientado, especialmente para pequenos e médios produtores, empreendedores e cooperativas locais.  Para a presidente executiva, o alinhamento com o agente operador do fundo é etapa fundamental para que os avanços saiam do papel. “O diálogo com o Banco do Nordeste é estratégico porque permite construir soluções conjuntas, com base técnica e visão de longo prazo”, destacou.  A agenda de interlocução seguirá nos próximos meses, com novos alinhamentos técnicos e institucionais.  Saiba Mais:  Artigo do 8º EBPC avalia eficiência das cooperativas de crédito   Sistema OCB acompanha lançamento do Portal da Reforma Tributária  Campanha SomosCoop: como participar e incentivar os brasileiros a escolher o coop 
Diálogo com BNB busca aproximação com o cooperativismo
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21/01/2026

Sistema OCB e Finep firmam acordo para ampliar acesso à inovação

Parceria cria base estruturada para orientar cooperativas no uso de recursos do FNDCT  Nesta quinta-feira (22), o Sistema OCB e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) assinaram um Acordo de Cooperação                               crédito: Filipe AlcântaraTécnica (ACT) voltado à ampliação e organização do acesso das cooperativas brasileiras aos instrumentos de financiamento de pesquisa e inovação, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A iniciativa marca um avanço concreto na agenda de inovação do cooperativismo.  O acordo estabelece uma agenda permanente de cooperação entre as instituições, com foco na divulgação de linhas de financiamento, capacitação técnica, orientação sobre requisitos operacionais e uso das plataformas digitais da Finep. A proposta é reduzir barreiras históricas de informação e criar um ambiente mais acessível para que cooperativas de todos os ramos possam estruturar e viabilizar projetos de pesquisa, desenvolvimento e tecnologia.  Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o ACT representa a consolidação de um trabalho institucional construído ao longo dos últimos anos. “Esse acordo cria as condições práticas para que as cooperativas entendam os instrumentos disponíveis, se preparem tecnicamente e consigam transformar boas ideias em projetos estruturados, com impacto econômico, social e ambiental”, destacou.    Eixo central  O eixo central da parceria é a promoção ativa e organizada do acesso das cooperativas regulares ao Sistema OCB às linhas de financiamento e aos mecanismos de apoio operados pela Finep. Entre as ações previstas estão a realização de seminários e eventos técnicos, capacitação de pontos focais dentro do Sistema OCB, produção de conteúdos orientativos e o desenvolvimento conjunto de projetos e plataformas que ampliem o alcance do fomento à inovação no cooperativismo.  Segundo o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a aproximação institucional reconhece o papel estratégico das cooperativas no desenvolvimento do país. “O cooperativismo tem forte aderência às prioridades nacionais de ciência, tecnologia e inovação, especialmente em áreas como agro, energia, sustentabilidade e inclusão produtiva. O acordo com o Sistema OCB fortalece nossa capacidade de alcançar esse público de forma mais estruturada, ampliando o impacto do FNDCT e garantindo que os recursos cheguem a projetos com potencial transformador”, afirmou.                                                                crédito: Filipe Alcântara   Reconhecimento  A assinatura do ACT ocorreu em um momento especialmente favorável. Com a sanção da Lei 15.184/2025, fruto de representação do Sistema OCB junto ao Congresso Nacional e Poder Executivo, as cooperativas passaram a ser formalmente reconhecidas como beneficiárias diretas do FNDCT. Este avanço também incluias modalidades reembolsáveis, além da autorização para utilização do superávit financeiro do fundo, estimado em mais de R$ 22 bilhões. Esses recursos são considerados estratégicos para destravar projetos que estavam represados por falta de financiamento, sobretudo em inovação aplicada.   A expectativa é que a parceria resulte, nos próximos anos, em mais projetos financiados, maior capilaridade do FNDCT e fortalecimento da competitividade das cooperativas brasileiras em diferentes setores da economia.  Saiba Mais:  Programa fortalece participação política do coop em ano eleitoral  Diálogo com BNB busca aproximação com o cooperativismo  Artigo do 8º EBPC avalia eficiência das cooperativas de crédito  
Sistema OCB e Finep firmam acordo para ampliar acesso à inovação
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19/01/2026

Artigo do 8º EBPC avalia eficiência das cooperativas de crédito 

Estudo analisou dados de 2000 a 2022 e comparou desempenho com bancos públicos e privados  As cooperativas de crédito demonstram desempenho eficiente e resiliente na intermediação financeira no Brasil, com resultados comparáveis e, em alguns períodos, superiores aos dos bancos públicos e privados. Essa é a principal conclusão do artigo Cooperativas de crédito são mais eficientes que bancos? Evidências para o Brasil, um dos trabalhos de destaque apresentados no 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) premiado melhor trabalho no eixo Contabilidade, Finanças e Desempenho da edição.  Assinado por Loredany Consule Rodrigues, Marcelo Dias Paes Ferreira, Yuri Clements Daglia Calil, Mateus de Carvalho Reis Neves e Raquel Pereira Pontes, o estudo analisou dados do Banco Central do Brasil entre 2000 e 2022 e abrangeu 24.075 observações, das quais 88,5% corresponderam a cooperativas singulares.     Eficiência sob diferentes ângulos  O estudo parte de uma pergunta simples: as cooperativas de crédito funcionam de forma mais eficiente do que os bancos na concessão de crédito? Para responder, os autores analisaram mais de 20 anos de dados do sistema financeiro, separando o que é estrutural - próprio do modelo de funcionamento das instituições - do que é conjuntural, resultado de períodos de crise ou instabilidade econômica.   Os resultados mostram que há espaço para ganhos de eficiência no sistema como um todo, mas indicam também que cooperativas, bancos públicos e bancos privados se comportam de forma diferente ao longo do tempo. Em média, os níveis de eficiência associados a fatores permanentes e a fatores temporários foram semelhantes.    Cooperativas em posição competitiva  Na comparação entre os tipos de instituições, as cooperativas de crédito apresentaram desempenho consistente e competitivo. O estudo aponta que elas operam com níveis de eficiência estrutural próximos aos dos bancos públicos e superiores aos dos bancos privados.  O período após a crise financeira de 2008 reforça esse resultado. Enquanto cooperativas e bancos públicos conseguiram reduzir perdas de eficiência relacionadas a fatores conjunturais, os bancos privados, em média, passaram a enfrentar mais dificuldades nesse aspecto. Para os autores, esse movimento reflete a capacidade das cooperativas de manter operações estáveis e próximas de seus cooperados, mesmo em cenários econômicos mais adversos.    Inclusão financeira e crédito mais acessível  O trabalho também destaca características operacionais das cooperativas de crédito que ajudam a explicar esses resultados. Em geral, o estudo aponta que elas dependem menos de grandes estruturas de capital e mais do trabalho e da proximidade com seus associados. Além disso, segunda a pesquisa, as cooperativas praticam, em média, taxas de juros mais baixas em diversas operações, o que contribui para ampliar o acesso ao crédito, especialmente em localidades e segmentos menos atendidos pelos bancos tradicionais.    Implicações para políticas públicas  Ao final, os autores concluem que as cooperativas de crédito exercem um papel relevante para a eficiência e a estabilidade do sistema financeiro brasileiro. Ao longo do tempo, elas mostram capacidade de manter desempenho sólido e de ampliar a oferta de crédito em momentos em que bancos privados reduziram sua atuação.  Nesse contexto, o estudo indica que políticas públicas voltadas ao fortalecimento da governança, da capacitação e da expansão responsável das cooperativas podem ampliar ainda mais os impactos positivos do cooperativismo financeiro, especialmente para o desenvolvimento econômico local e a inclusão financeira.  O artigo integra os anais do 8º EBPC e está disponível para consulta em in.coop.br/ebpc.    Saiba Mais:  Ano Internacional das Cooperativas passa a integrar agenda decenal da ONU  Campanha SomosCoop: como participar e incentivar os brasileiros a escolher o coop  Sistema OCB contribui com debate da ANTT sobre o piso mínimo do frete 
Artigo do 8º EBPC avalia eficiência das cooperativas de crédito 
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14/01/2026

Campanha SomosCoop: como participar e incentivar os brasileiros a escolher o coop

Em 2026, a campanha SomosCoop traz um convite simples e direto para os brasileiros: Escolha o coop. Uma mensagem para transformar o ato de consumir em uma decisão consciente, capaz de promover desenvolvimento, sustentabilidade e impacto. A mobilização será lançada oficialmente no dia 23 de março, mas as cooperativas já podem se preparar para fazer parte desse movimento de forma estratégica e fortalecer o coop como a melhor escolha.  O foco da campanha é reforçar a visibilidade do modelo cooperativista no dia a dia das pessoas, com ações multimídia e em pontos de venda e fortalecimento do carimbo SomosCoop. Para isso, o Sistema OCB desenvolveu materiais de divulgação, conteúdos para rádio e TV, peças digitais para redes sociais, entre outros itens, que podem ser acessados pelas cooperativas na Central da Marca.  A comunicação visual da campanha utiliza ilustrações que mostram o cooperativismo no cotidiano dos brasileiros: no supermercado, no atendimento médico, na gestão de resíduos, nas instituições financeiras e em projetos e iniciativas que preservam o meio ambiente.  “A campanha aposta em narrativas universais: pequenas escolhas do cotidiano, decisões familiares, consumo responsável, planejamento do futuro e cuidado com o outro. Em vez de explicar o cooperativismo de forma teórica, mostramos seus efeitos concretos na vida das pessoas”, destaca a gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, Samara Araujo.  Para amplificar a mensagem divulgada pelas cooperativas, a campanha terá ações nacionais com três personalidades reconhecidas pelos brasileiros: a apresentadora Ana Maria Braga, a educadora financeira Nath Finanças e o humorista e influenciador Ed Gama.  “A parceria envolve ações integradas em mídia digital, conteúdos especiais e ativações em programas de grande audiência. A ideia é associar imagens conhecidas à campanha, mas também utilizar a influência deles para legitimar a mensagem do cooperativismo e mostrar, de forma prática, por que produtos e serviços de cooperativas merecem ser escolhidos”, explica Samara. Além dessas personalidades, outros influenciadores vão compor o time de celebridades que levará a mensagem do coop para “fora da bolha” neste ano. Também estão previstas ações especiais para o Dia Internacional do Cooperativismo (CoopsDay), conectadas à Copa do Mundo, e uma inserção no programa MasterChef Brasil.  Marca coop  Uma das principais ferramentas para ajudar os consumidores a escolher o cooperativismo é o carimbo SomosCoop, marca estampada em produtos, serviços e materiais institucionais das cooperativas brasileiras. Uma em cada quatro coops do país já utiliza a logo, e a meta da campanha é ampliar esse engajamento em 2026 e consolidar ainda mais a identidade cooperativista entre os brasileiros.   “Quando o consumidor encontrar o carimbo nos produtos e serviços de cooperativas, ele reconhecerá que ali existe um modelo de negócio diferente, comprometido com impactos positivos reais. Ao dar protagonismo ao carimbo SomosCoop, reforçamos sua função como um orientador de escolha, fortalecemos o reconhecimento das cooperativas e influenciamos positivamente a escolha das pessoas”, afirma Samara Araujo. O carimbo SomosCoop é de uso livre e gratuito pelas cooperativas de todos os ramos e portes em produtos, serviços e comunicações. Formada por um box com cantos arredondados que contém a palavra SomosCoop e a bandeira do Brasil em um pequeno círculo, a marca pode ser utilizado com a cor institucional do movimento – verde  – ou adaptada à identidade visual da cooperativa, de acordo com as orientações do manual disponível na Central da Marca do movimento SomosCoop. Histórico  O chamado ao consumo consciente de produtos e serviços cooperativistas proposto pela campanha 2026 é uma evolução natural do movimento SomosCoop que, desde 2020, já teve mobilizações com os temas “Vem ser coop”, “O coop faz muito e faz bem”, “Bora cooperar”, “O coop é um bom negócio” e “Bora cooperar por um mundo melhor”.  Desta vez, além de apresentar o coop como o modelo de negócios ideal para um país mais justo e sustentável, a iniciativa transforma posicionamento em comportamento. “Mais do que um slogan, é um convite à reflexão e à atitude. A mensagem parte do princípio de que toda escolha carrega consequências e que optar por produtos e serviços de cooperativas é escolher um modelo de negócio que valoriza pessoas, territórios e o futuro. Não se trata apenas de reconhecer o cooperativismo como algo positivo, mas de incorporá-lo como critério de decisão”, reforça Samara Araujo.   Saiba mais: Ano Internacional das Cooperativas passa a integrar agenda decenal da ONU Participe da pesquisa nacional que fortalece a cultura cooperativista Sistema OCB acompanha lançamento do Portal da Reforma Tributária    
Campanha SomosCoop: como participar e incentivar os brasileiros a escolher o coop
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13/01/2026

Sistema OCB acompanha lançamento do Portal da Reforma Tributária

Evento também marcou a sanção, com vetos, da lei que cria o Comitê Gestor do IBS O Sistema OCB participou, nesta terça-feira (13), da cerimônia de lançamento do Portal da Reforma Tributária, plataforma criada para apoiar empresas, contadores e entidades na transição para o novo modelo tributário brasileiro. A ferramenta possibilita a realização de testes e simulações dos tributos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS                                         Foto: Ricardo Stuckert / PR (Contribuição sobre Bens e Serviços), permitindo que contribuintes e organizações avaliem cenários, identifiquem impactos e se preparem de forma mais estruturada para o novo ambiente tributário. Durante o evento, também foi sancionado, com vetos, a Lei Complementar Nº 227/2026, que institui o Comitê Gestor do IBS. O órgão será responsável pela administração, arrecadação e distribuição do imposto entre estados, Distrito Federal e municípios, desempenhando papel central na operacionalização do novo tributo. A sanção presidencial foi formalizada por meio de despacho publicado no Diário Oficial da União, com vetos parciais a dispositivos do texto aprovado pelo Congresso Nacional. Alguns trechos do projeto original,Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 108/2024, foram vetados pelo governo sob o entendimento de que poderiam gerar dúvidas na aplicação prática do novo tributo ou provocar desequilíbrios na divisão de responsabilidades entre os entes federativos. A avaliação considerou a necessidade de assegurar maior clareza nas regras de funcionamento do Comitê Gestor e evitar sobreposições de competências que possam comprometer a implementação do IBS. Os vetos ainda serão apreciados pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los, conforme o rito legislativo. O Sistema OCB acompanhará de perto a tramitação dos vetos no Parlamento e realizará uma análise técnica detalhada do texto final da lei. A entidade também seguirá atenta a todas as etapas de regulamentação e implementação do novo sistema tributário, considerando os impactos diretos e indiretos para as cooperativas de todos os ramos. Como apoio às cooperativas, também está disponível um curso específico sobre a aplicação das mudanças da Reforma Tributária do consumo no setor cooperativista, com conteúdo voltado à compreensão prática das novas regras e seus impactos. A capacitação está disponível na plataforma CapacitaCoop Saiba Mais: Ano Internacional das Cooperativas passa a integrar agenda decenal da ONU Participe da pesquisa nacional que fortalece a cultura cooperativista Sistema OCB contribui com debate da ANTT sobre o piso mínimo do frete
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13/01/2026

Sistema OCB contribui com debate da ANTT sobre o piso mínimo do frete

Cooperativismo participou de reunião técnica que discutiu ajustes na metodologia do PNPM-TRC O Sistema OCB participou, nesta segunda-feira (12), da reunião participativa promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir a atualização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). O encontro integrou o ciclo de contribuições técnicas da Reunião Participativa nº 13/2025, instaurada pela agência para colher subsídios sobre possíveis alterações da Resolução ANTT 5.867/2020.  A norma em vigor disciplina a metodologia, os coeficientes e os parâmetros utilizados para o cálculo do piso mínimo de frete no país, fixando valores por quilômetro rodado e por eixo carregado, e é de um dos principais instrumentos de operacionalização da política pública instituída pela Lei 13.703/2018, que busca assegurar remuneração mínima ao transportador, equilíbrio econômico-financeiro da atividade e maior previsibilidade ao mercado de transporte de cargas.  A reunião foi conduzida pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc), sob a liderança do superintendente José Aires Amaral Filho, e reuniu equipes técnicas das áreas de regulação, governança, inteligência de mercado, logística integrada e gestão de dados da ANTT.   O cooperativismo esteve representado pelos analistas, Tiago de Barros Freitas e José Fernando Resende Silva e representantes do Sistema Ocepar, como o coordenador de Monitoramento e Consultoria, Jessé Rodrigues e o coordenador nacional do Conselho Consultivo do Ramo Transporte, Evaldo Moreira Matos.  Ao longo do debate, foram apresentados os avanços do processo de audiência pública e discutidos desafios observados na aplicação prática da tabela de pisos mínimos. Os participantes também analisaram caminhos para o aprimoramento da metodologia vigente, com foco em maior aderência à realidade operacional do setor, às variações regionais, aos diferentes perfis de operação e às estruturas de custos efetivamente enfrentadas pelos transportadores.  Próximos passos  A ANTT informou que o processo seguirá com a consolidação das contribuições recebidas nas audiências públicas e reuniões participativas, com vistas ao aperfeiçoamento da Resolução 5.867/2020. O Sistema OCB seguirá acompanhando o processo regulatório de forma técnica e propositiva.    Saiba Mais: Participe da pesquisa nacional que fortalece a cultura cooperativista Lei garante cooperativas no setor de telecom e amplia conectividade Cooperativismo de crédito assume presidência do Open Finance
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13/01/2026

Ano Internacional das Cooperativas passa a integrar agenda decenal da ONU

Resolução da Assembleia Geral estabelece celebração a cada dez anos A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, em dezembro de 2025, uma resolução histórica que conclama a realização do Ano Internacional das Cooperativas a cada dez anos. O texto reconhece o papel estratégico do cooperativismo na promoção do desenvolvimento econômico e social inclusivo, além de consolidar o modelo como aliado permanente da agenda global de sustentabilidade.  A resolução A/RES/80/182 reforça que as cooperativas promovem a participação plena das pessoas na vida econômica e social, com contribuições diretas para o combate à pobreza e à fome, a promoção da igualdade de gênero, a inclusão social e a adaptação e mitigação das mudanças climáticas. O documento também destaca o alinhamento do cooperativismo aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).  Com a decisão, a ONU institucionaliza um ciclo decenal para a celebração do Ano Internacional das Cooperativas, a partir da experiência bem-sucedida das edições de 2012 e 2025, sendo esta última, inclusive, a primeira vez em que a organização repetiu um tema de ano internacional.   Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a decisão confirma, em nível internacional, aquilo que o cooperativismo demonstra na prática há décadas. “É um modelo econômico moderno, eficiente e centrado nas pessoas, que merece esse reconhecimento”, afirmou.   O texto aprovado também faz recomendações aos governos e organismos internacionais para o fortalecimento do ambiente institucional das cooperativas, incluindo melhorias nos marcos legais e regulatórios, ampliação do acesso ao crédito, estímulo à inovação, inclusão digital, apoio às cooperativas agropecuárias e financeiras, bem como o incentivo à participação feminina em espaços de liderança.  Na avaliação da presidente executiva, Tania Zanella, a resolução amplia o protagonismo do cooperativismo na agenda pública internacional. “A ONU sinaliza que o cooperativismo é uma alternativa econômica e uma solução estruturante para o desenvolvimento sustentável. Esse reconhecimento mostra a importância de políticas públicas que valorizem o modelo cooperativo e ampliem seu alcance, especialmente em territórios mais vulneráveis”, declarou.   A resolução também reafirma a importância da celebração anual do Dia Internacional das Cooperativas, comemorado no primeiro sábado de julho. Em 2026, a data será celebrada em 4 de julho, com tema ainda a ser divulgado.  O documento se soma a um histórico de reconhecimento da ONU ao cooperativismo. Desde a década de 1950, a Assembleia Geral adota resoluções sobre cooperativas no contexto do desenvolvimento social, de forma sistemática a cada dois anos desde 1992. Em 2023, a organização aprovou ainda a primeira resolução específica sobre a promoção da economia social e solidária para o desenvolvimento sustentável.  Atualmente, o cooperativismo reúne mais de 3 milhões de cooperativas no mundo, presentes em setores como agropecuária, crédito, consumo, saúde, habitação e trabalho, com mais de 1 bilhão de cooperados e cerca de 280 milhões de empregos gerados globalmente.   Saiba Mais: Participe da pesquisa nacional que fortalece a cultura cooperativista Lei garante cooperativas no setor de telecom e amplia conectividade “Diversidade gera inovação e resultados sustentáveis”, afirma Tania Zanella sobre mulheres na agricultura
Ano Internacional das Cooperativas passa a integrar agenda decenal da ONU
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12/01/2026

Participe da pesquisa nacional que fortalece a cultura cooperativista

Sistema OCB abre levantamento nacional com cooperados e colaboradores O Sistema OCB iniciou a fase quantitativa da Pesquisa de Cultura Cooperativista, um levantamento nacional que convida cooperados e colaboradores de todos os ramos a compartilharem suas percepções sobre valores, engajamento e identidade do cooperativismo. A participação ocorre por meio de um questionário online, disponível até 13 de março deste ano. A pesquisa pode ser respondida de forma digital (clique aqui), e leva, em média, 5 minutos para ser concluída. Quanto maior a participação, mais representativo será o retrato do cooperativismo brasileiro e mais qualificadas serão as ações futuras do Sistema OCB no tema da cultura cooperativista. A coleta de dados contempla cooperativas de todos os ramos e regiões. O questionário é estruturado, validado academicamente e organizado em cinco eixos fundamentais, que abordam desde o conhecimento sobre os princípios cooperativistas até o nível de engajamento e pertencimento no dia a dia das cooperativas. A pesquisa é resultado direto dos debates do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, que apontou desafios centrais para o movimento, como a necessidade de atualizar os programas de promoção da cultura cooperativista, alinhar o discurso nacional, enfrentar a lacuna geracional e fortalecer os processos de sucessão, além de ampliar o engajamento de cooperados e colaboradores com os princípios cooperativistas. Antes de chegar à etapa quantitativa, o estudo passou por uma fase qualitativa, com entrevistas em profundidade realizadas junto a lideranças de cooperativas e institutos cooperativistas. Esse trabalho permitiu mapear boas práticas já existentes e compreender diferentes realidades regionais, servindo de base para a construção do questionário aplicado agora em escala nacional. Com a escuta ampliada, o Sistema OCB busca reunir informações consistentes para orientar políticas, programas de formação e estratégias de comunicação voltadas ao fortalecimento da cultura cooperativista.   Saiba Mais: Lei garante cooperativas no setor de telecom e amplia conectividade “Diversidade gera inovação e resultados sustentáveis”, afirma Tania Zanella sobre mulheres na agricultura Cooperativismo de crédito assume presidência do Open Finance
Participe da pesquisa nacional que fortalece a cultura cooperativista
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07/01/2026

“Diversidade gera inovação e resultados sustentáveis”, afirma Tania Zanella sobre mulheres na agricultura

Uma em cada três mulheres trabalhadoras no mundo atua em sistemas agroalimentares, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Além de produzirem alimentos, elas protegem o meio ambiente e impulsionam o desenvolvimento sustentável, papéis que terão destaque global durante o Ano Internacional da Mulher Agricultora, declarado pela ONU para 2026.  No cooperativismo brasileiro, essa agenda tem uma representante de destaque: a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, que vem fortalecendo o protagonismo feminino no setor e ampliando o diálogo sobre a importância das mulheres para a inovação, a competitividade e o futuro das cooperativas.  De acordo com a ONU, as mulheres agricultoras mobilizam comunidades, influenciam políticas públicas e constroem pontes entre a ação local e o progresso global. Em muitos países, elas têm liderado movimentos coletivos em prol da igualdade, da justiça climática e da transformação social. Apesar disso, muitas delas acabam tendo seu potencial limitado pela desigualdade de recursos, financiamento e educação, evidenciando a necessidade de fortalecimento desse grupo como estratégia para o progresso global. Em entrevista ao Sistema OCB, Tania Zanella destaca o potencial das mulheres no cooperativismo agropecuário – ramo em que representam 19,2% dos cooperados – e o papel que exercem para tornar o segmento cada vez mais relevante para a economia e para a construção de um futuro mais sustentável. “Quando uma cooperativa valoriza a mulher agricultora, fortalece todo o negócio. No agro, um setor onde tudo muda rápido, a diversidade na gestão amplia a visão estratégica e a capacidade de resposta”, afirma.  Além da presidência executiva do Sistema OCB, Tania lidera o Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e está entre as “100 Mulheres Mais Poderosas do Agronegócio”, segundo ranking da Forbes.  Leia a entrevista completa:  Sistema OCB: No momento em que a ONU celebra o Ano Internacional da Mulher Agricultora, qual é o cenário da participação feminina no cooperativismo agropecuário brasileiro? Tania Zanella: As mulheres têm um papel cada vez mais relevante nas cooperativas do agro. Elas não estão apenas como cooperadas ou colaboradoras, mas assumem funções de liderança, gestão e tomada de decisão. Isso é transformador para o movimento cooperativista. Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, já temos cerca de 41% de mulheres entre os cooperados no Brasil. Esse dado mostra que avançamos muito, mas também revela que ainda temos desafios importantes. Há reconhecimento e iniciativas para ampliar essa participação. Porém, quando olhamos para cargos de alta gestão e governança, a presença feminina ainda é menor do que gostaríamos, especialmente no agro, que historicamente é um setor masculino. Ou seja: estamos no caminho certo, mas precisamos acelerar para garantir mais espaço e oportunidades para a mulher agricultora. Como começou sua relação com o ramo agropecuário? Minha história com o agro começou na infância, em Santa Catarina, um estado com forte tradição cooperativista. Cresci vendo a força da agricultura e da cooperação para transformar comunidades. O agro não é só produção de alimentos: é geração de emprego, desenvolvimento regional e soberania alimentar. É um setor que conecta o Brasil ao mundo e que tem no cooperativismo um modelo sustentável e inclusivo. Em 2008, essa paixão virou missão: há 17 anos trabalho pelo fortalecimento do cooperativismo brasileiro, porque acredito que o nosso movimento tem histórias reais de transformação por meio do trabalho, geração de renda e criação de oportunidades. Passei por diferentes áreas na Casa do Cooperativismo, inclusive fui a primeira mulher a ocupar cargos estratégicos. Essa trajetória me deu uma visão ampla: da base cooperada às políticas públicas, da governança às relações institucionais. Fui a primeira mulher a ocupar cargos como gerente-geral, superintendente e, hoje, presidente executiva do Sistema OCB. Isso reforça meu compromisso: abrir caminhos e mostrar que é possível. Como as cooperativas agropecuárias podem fortalecer a participação das mulheres em suas estruturas? Existem ações práticas que fazem diferença e que já estão sendo incentivadas pelo Sistema OCB. Quando a cooperativa adota essas medidas, ela não só valoriza a mulher agricultora, mas fortalece todo o negócio. Destacamos a importância dos Comitês de Mulheres, que criam espaços formais de atuação com metas e voz ativa. Para isso, disponibilizamos o Manual de Implementação de Comitês de Mulheres nas Cooperativas. Além disso, incentivamos a capacitação e liderança, que significa investir em programas voltados para mulheres, com temas como governança, inovação, negociação e articulação. Temos também as políticas de equidade, que garantem regras claras para ampliar a participação feminina em conselhos e diretorias, oferecer mentorias e apoiar a conciliação entre trabalho e vida familiar. Destacamos ainda a cultura inclusiva, que mostra que a diversidade não é só imagem, é estratégia. Como sempre digo: diversidade gera inovação e resultados sustentáveis. Por fim, a intercooperação, que cria redes de apoio entre cooperativas para compartilhar boas práticas e dar visibilidade ao protagonismo feminino. O movimento Elas pelo Coop é um exemplo disso. Qual é o impacto positivo da promoção de ações para a equidade de gênero dentro das cooperativas? Equidade de gênero não é só uma causa social: é uma vantagem competitiva para o cooperativismo. Por isso mesmo, os impactos são claros e estratégicos. Para começar, cito uma governança mais robusta, pois a diversidade traz diferentes perspectivas e melhora a qualidade das decisões. Também temos mais inovação e competitividade, pois equipes diversas pensam diferente e criam soluções mais completas. Ações para equidade de gênero também fortalecem a cultura, pois promover mulheres mostra que a cooperativa valoriza meritocracia e justiça, o que atrai e retém talentos. Essas práticas geram credibilidade social porque questões ESG hoje são fundamentais. Cooperativas que praticam equidade ganham relevância e confiança. Para finalizar, destaco a resiliência e sustentabilidade, já que no agro, onde tudo muda rápido, a diversidade na gestão amplia a visão estratégica e a capacidade de resposta. Como é para você ser uma inspiração para as mulheres cooperativistas? É uma honra e uma responsabilidade que me motivam todos os dias. Acredito que inspirar não é estar distante, é caminhar junto. É ouvir, apoiar, compartilhar experiências e celebrar conquistas. Cada mulher que assume um papel de liderança fortalece todo o sistema. Iniciativas como o movimento Elas pelo Coop e os comitês de mulheres são instrumentos para transformar essa inspiração em prática. Porque não se trata de uma jornada individual, mas coletiva.     Saiba mais: Lei garante cooperativas no setor de telecom e amplia conectividade Cooperativismo de crédito assume presidência do Open Finance Nota Conjunta sobre a atuação do Banco Central do Brasil  
“Diversidade gera inovação e resultados sustentáveis”, afirma Tania Zanella sobre mulheres na agricultura
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07/01/2026

Cooperativismo de crédito assume presidência do Open Finance

OCB, representando a cadeira 1.3, vai liderar Conselho de Administração da associação por 20 semanas  O cooperativismo de crédito brasileiro ampliou seu protagonismo ao assumir, nesta terça-feira (6), a presidência do Conselho de Administração da Associação Open Finance. Com a mudança, a OCB passa a exercer a liderança do colegiado pelas próximas 20 semanas.  “O exercício da presidência do conselho consolida o reconhecimento do cooperativismo de crédito como um ator estratégico na evolução do sistema financeiro brasileiro, com contribuições técnicas qualificadas e compromisso com a inovação, a concorrência saudável e o interesse do usuário”, afirmou Clara Maffia, gerente-geral da OCB.  A OCB é representada no Conselho por Márcio Alexandre, superintendente de Arquitetura e Governança de TI do Sicoob. A atuação ocorre em um momento decisivo para a consolidação do Open Finance no Brasil, marcado pelo avanço da interoperabilidade, da segurança da informação e da ampliação do protagonismo dos usuários no sistema financeiro.  A vice-presidência do Conselho de Administração será ocupada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, representada por Gustavo Cappi, executivo do Itaú Unibanco. A composição do colegiado reflete a pluralidade de segmentos que integram a governança do Open Finance no país e evidencia o reconhecimento da maturidade técnica e institucional do cooperativismo de crédito no debate estratégico do setor.  Para a OCB, assumir a presidência do Conselho de Administração da Associação Open Finance representa um avanço institucional consistente, amplia a presença do cooperativismo em instâncias decisórias e reforça sua contribuição para a construção de um ambiente financeiro mais competitivo, inovador e inclusivo.  Evolução  O Open Finance Brasil, regulamentado pelo Banco Central, é uma evolução do Open Banking, e amplia o escopo de compartilhamento de dados e serviços financeiros. O sistema abrange dados de contas e crédito, além de produtos como cartão de crédito, seguros, previdência, câmbio, investimentos e serviços de pagamento. A iniciativa é vista como uma transformação da relação entre consumidores e instituições financeiras, ao promover inovação, personalização de produtos e maior transparência.   Considerado um dos sistemas mais avançados do mundo, o Open Finance Brasil começou a ser implementado em 2021. Ele visa transformar a relação entre consumidores e instituições financeiras, criando um ecossistema mais integrado e dinâmico. O sistema segue padrões rígidos de segurança cibernética e proteção de dados, e os consumidores, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, têm total controle sobre o compartilhamento de suas informações, podendo autorizar, restringir ou revogar o acesso a seus dados de maneira a qualquer momento.    Saiba Mais:   Lei garante cooperativas no setor de telecom e amplia conectividade Nota Conjunta sobre a atuação do Banco Central do Brasil   Retrospectiva institucional: o legado do coop brasileiro em 2025  
Cooperativismo de crédito assume presidência do Open Finance
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06/01/2026

Lei garante cooperativas no setor de telecom e amplia conectividade

Sanção presidencial reconhece atuação do cooperativismo e abre caminho para inclusão digital  Nesta terça-feira (6), foi sancionada pelo Poder Executivo a Lei nº 15.324/2026, que assegura às cooperativas a prestação de serviços de telecomunicações em todo o país. A nova legislação não teve vetos e já está em vigor. A medida representa um marco para o cooperativismo brasileiro ao conferir segurança jurídica e ampliar a participação do modelo cooperativo na oferta de conectividade, especialmente em áreas rurais e regiões com menor cobertura.  “A sanção desta lei é uma conquista histórica para o cooperativismo. Ela reconhece o papel das cooperativas como agentes de desenvolvimento e abre novas frentes para levar inclusão digital, competitividade e qualidade de vida às comunidades”, afirmou Márcio Lopes de Freitas, presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB.  A nova legislação resulta da conversão do PL 1.303/2022, aprovado pelo Congresso Nacional no final do ano passado, após ampla articulação do Sistema OCB, em parceria com cooperativas do ramo de infraestrutura e entidades do setor. Nesse processo, a Infracoop teve atuação relevante na produção de subsídios técnicos e na articulação institucional, colaborando no diálogo permanente com integrantes do Parlamento e do Poder Executivo. O texto reconhece formalmente as cooperativas como prestadoras de serviços de telecomunicações.  Autor da proposta, o deputado federal e membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Evair de Melo (ES), destaca o impacto social da medida. “É um passo concreto para reduzir desigualdades e promover desenvolvimento com base na organização comunitária”.  No Senado, a matéria foi relatada pelo senador Flávio Arns (PR), presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) e integrante da Frencoop. Para ele, a aprovação e a sanção do texto reforçam o caráter inclusivo da política pública. “A conectividade é condição básica para cidadania, educação e inovação. As cooperativas têm capilaridade e compromisso local, e essa lei amplia as possibilidades de levar tecnologia e oportunidades a milhões de brasileiros”, afirmou.  Na Câmara dos Deputados, o projeto teve relatoria do deputado Heitor Schuch (RS), que acompanhou de perto a articulação com o setor. “O cooperativismo tem histórico de prestação de serviços essenciais com eficiência e compromisso social. Ao garantir segurança jurídica às cooperativas de telecom, o Congresso fortalece um modelo que gera inclusão e desenvolvimento regional”, avaliou.  Com a sanção, o cooperativismo passa a contar com um ambiente regulatório mais claro para atuar no setor de telecomunicações, amplia sua contribuição para a inclusão digital e reforça o papel das cooperativas na oferta de serviços essenciais, em complemento às políticas públicas e ao mercado tradicional.    Saiba Mais:  Nota Conjunta sobre a atuação do Banco Central do Brasil  Avanços regulatórios e políticas públicas fortaleceram o coop em 2025  Retrospectiva institucional: o legado do coop brasileiro em 2025 
Lei garante cooperativas no setor de telecom e amplia conectividade
Notícias representação
04/01/2026

Nota Conjunta sobre a atuação do Banco Central do Brasil

As entidades setoriais da indústria financeira e bancária, de meios de pagamento, bem como do mercado capitais, que representam, em seu conjunto, um universo de 757 Instituições Financeiras (IFs), entre comuns e exclusivas, além de 689 cooperativas de crédito e 15 associações vinculadas à Fin, REITERAM sua posição pública de que: depositam plena confiança nas decisões técnicas do Banco Central, nos seus âmbitos de atuação regulatória e de fiscalização; é imprescindível preservar a independência institucional e a autoridade técnica das decisões do Banco Central, de forma a manter um dos pilares fundamentais de qualquer sistema financeiro sólido, resiliente e íntegro; o Banco Central brasileiro exerce esse papel, que inclui uma supervisão bancária atenta e independente, voltada para a solvência e integridade, de forma exclusivamente técnica, prudente e vigilante. 11 Entidades signatárias da Nota Conjunta   Sigla das Entidades Denominação da Entidade Representativa Quantidade de Associadas Fin Confederação Nacional das Instituições Financeiras 15 associações ABBC Associação Brasileira de Bancos 127 IFs ABBI Associação Brasileira de Bancos Internacionais 48 IFs ABDE Associação Brasileira de Ifs de Desenvolvimento 35 IFs Abecs Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços 72 IFs ABRACAM Associação Brasileira de Câmbio 111 IFs Acrefi Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento 78 IFs Anbima Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais 139 IFs Febraban Federação Brasileira de Bancos 115 IFs OCB Organização das Cooperativas Brasileiras 689 Cooperativas Zetta Associação que representa empresas do setor financeiro e de meios de pagamentos 32 Fintechs   Saiba mais: Avanços regulatórios e políticas públicas fortaleceram o coop em 2025 Sistema OCB defende atuação do Banco Central do Brasil Retrospectiva institucional: o legado do coop brasileiro em 2025    
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