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13/10/2026

Dia Mundial da Alimentação destaca inovação e papel do cooperativismo

Sessão solene no Congresso debateu produção sustentável, combate à fome e acesso aos alimentos  A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, participou nesta terça-feira (13) da sessão solene do Congresso Nacional em homenagem ao Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro. Realizada no Plenário do Senado Federal, a cerimônia discutiu os desafios da produção de alimentos e da segurança alimentar.                                                       Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Autora do requerimento que motivou a sessão, a senadora e vice-presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (FPA) pelo Senado, Tereza Cristina (MS), destacou a importância da ciência e da tecnologia para ampliar a produção de alimentos e enfrentar desafios como a fome e o desperdício. “A qualidade da alimentação de uma família é o primeiro sinal de bem-estar de uma nação”, afirmou. Ela também defendeu ampliar o acesso à internet, ao crédito rural e à assistência técnica, além de fortalecer a compra de produtos da agricultura familiar para abastecer escolas e hospitais públicos.  A senadora ressaltou ainda que a inovação depende de parcerias entre governos, setor privado, instituições de pesquisa, produtores rurais e sociedade civil. O acesso ao crédito rural, à assistência técnica e à internet no campo também foram citados como condicionantes para ampliar os resultados da produção e garantir que os avanços cheguem a produtores de diferentes portes.  “Nesse cenário, o cooperativismo tem participação importante em diferentes etapas da cadeia de alimentos, da produção à distribuição. Segundo o AnuárioCoop 2026, o ramo agropecuário reúne 1.254 cooperativas, 1,13 milhão de cooperados e registrou R$ 487,3 bilhões em ingressos em 2025. As cooperativas respondem ainda por 53% da produção nacional de grãos”, destacou Tania.  A atuação do setor também contribui para a inclusão produtiva: 71,2% dos produtores cooperados pertencem à agricultura familiar, conforme dados do  Censo Agropecuário do IBGE. “A organização em cooperativas propicia o acesso a mercados, assistência técnica e tecnologia, além de ampliar as condições para que pequenos produtores agreguem valor ao que produzem”, disse a presidente Tania.   O Dia Mundial da Alimentação marca a criação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 1945. Para 2026, a organização definiu o tema Inovar hoje. Nutrir o amanhã, que propõe uma reflexão sobre o papel da inovação na construção de sistemas alimentares capazes de atender às necessidades da população.   Saiba Mais:  Conheça os finalistas do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026  Sistema OCB alinha acesso das cooperativas ao Crédito do Trabalhador  Jornada de trabalho: Sistema OCB se une ao setor produtivo em alerta
Dia Mundial da Alimentação destaca inovação e papel do cooperativismo
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09/10/2026

Conheça os finalistas do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026

18 cases e 12 trabalhos jornalísticos estão na disputa; premiação será realizada em Brasília Nesta sexta-feira (9), foram divulgados os finalistas do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026. Ao todo, 18 cases de cooperativas foram selecionados em seis categorias, com três concorrentes em cada uma, e 12 trabalhos jornalísticos avançaram na categoria Imprensa, divididos em quatro modalidades. Os projetos selecionados representam diferentes iniciativas do cooperativismo brasileiro, desde ações de comunicação, educação e participação dos cooperados até soluções ambientais, inovação e parcerias entre organizações. Na categoria Imprensa, os trabalhos destacam histórias, resultados e impactos do cooperativismo em diferentes regiões do país. A seleção ocorre após as etapas de habilitação, avaliação técnica e julgamento final. Na análise dos projetos das cooperativas, foram considerados critérios como resultados alcançados, relevância para o público beneficiado, qualidade técnica, inovação, eficiência no uso de recursos e potencial de replicação. Criado para valorizar iniciativas que geram resultados concretos para cooperados, colaboradores e comunidades, o Prêmio SomosCoop Melhores do Ano também estimula o compartilhamento de experiências entre as cooperativas brasileiras. Os projetos reconhecidos contribuem para que soluções bem-sucedidas possam inspirar outras organizações. A cerimônia de premiação será realizada em 8 de dezembro, em Brasília. Cooperativas finalistas Comunicação Coop COMIGO (GO):50 anos COMIGO: uma campanha comemorativa integrada. Sicredi União RS/ES (RS):113 mil vozes, uma só Cooperativa: A força da participação na assembleia da Sicredi União RS/ES. Unimed Campos (RJ):A coragem veste rosa – Desfile Unimed Campos. Coop Cidadã Fepacoore (SP):Ser Mais Ser Juntos. Sicoob Credivale (MG):Sicoob Credivale Mudando Olhares nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Sicredi Caminho das Águas (RS):Implementação da Cooperativa Escolar CeerIuz: inclusão e cidadania na educação especial. Cultura Cooperativista Cooperativa Tradição (PR):Programa Prosperar – Fidelizados Tradição. Copérdia (SC):Unicooper – Universidade Copérdia: formando a próxima geração do cooperativismo. Sicredi Grandes Rios MT/PA/AM (MT):Transformando participação em impacto: Assembleia de Núcleos como agente de desenvolvimento social. Desenvolvimento Ambiental Coopavel (PR):Efluentes Transformados em Água e Energia na Maior Granja de Matrizes de Suínos da América Latina. Coopercitrus (SP):Cooper Nascentes e Cooper Semear: água, floresta e cooperação para regenerar o campo. Sicoob Credivale (MG):Economia Circular na Prática: Transformando Resíduos em Valor. Inovação Coopavel (PR):Biocoop, A Primeira Biofábrica de Bioinsumos de Cooperativas do Brasil. Cooperação (ES):Em 90 dias, da beira do fechamento à reinvenção por dados: cinco frentes de inovação cooperativa. Cootracam (RS):Uso mútuo de implementos na frota da cooperativa. Intercooperação Cerbranorte (SC), em parceria com a Cegero:Intercooperação que fez história: a primeira linha 138 kV compartilhada do setor elétrico. coop (CE), em parceria com Coopanest-CE, Hemocoop, Coopego, Coopneuro, Coopend, Ccardio e Coocirurge:PROALI: quando cooperativas se unem com inteligência, nenhuma oportunidade escapa. Sicoob Sarom (MG), em parceria com a Cooperativa Educacional Sarom:Inspirar pela Educação: Sicoob Sarom e Cooperativa Educacional transformando realidades.  Finalistas da categoria Imprensa Impresso/Digital Juliana Santos Alves, do jornal A Gazeta (MT), comEducação financeira forma uma geração para o futuro. Lucas França da Silva, do jornal Tribuna Independente (AL), com Cooperativa de Marisqueira muda realidade de famílias no Vergel do Lago. Núbia Mara da Silva Oliveira, do jornal O Tempo (MG), comCooperativa de crédito avança em MG e ocupa espaço de bancos + Ampliação do acesso a crédito viabiliza os pequenos negócios. Mídia Cooperativista Ayla Micheline, da Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (MG), com Donas de si e líderes na vida. Bruna Oliveira Scheifler, da Cotrijal (RS), com Legado para o futuro: cooperativismo e sucessão rural são chaves para o desenvolvimento sustentável. Priscilla Maria de Souza Silva, da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), da Bahia, com Umbu: Raízes da Caatinga. Radiojornalismo Edson Honaiser, da Rádio Celinauta, em parceria com a Cooperativa de Crédito Sicredi Soma (PR), com Cooperativa soma relatos na responsabilidade social. Lukas de Jesus Santiago de Sousa, da Rádio Tabajara – Empresa Paraibana de Comunicação (PB), com Série especial – Empreendedorismo que anda junto, Cooperativismo que vai mais longe. Roberta Rocha de Sousa Farias Rafael, da Rádio FM Dom Bosco 96.1 (CE), com Reoxigenação do Cooperativismo: a força das novas gerações nas cooperativas do Ceará. Telejornalismo Bruno Pinheiro Faustino, do programa Negócio Rural (ES), com A história de quem planta sonhos e colhe futuro no Espírito Santo. Marinês Barboza de Jesus, da NDTV Record (SC), com Agro Saúde e Cooperação - Ano Internacional das Cooperativas. Suzan Naiara Rodrigues Metling, da NDTV Record (SC), com Indústria verde: Engrenagens do Futuro.   Saiba Mais: Coop brasileiro marca presença em debate global do Impact 2026 Jornada de trabalho: Sistema OCB se une ao setor produtivo em alerta Sistema OCB alinha acesso das cooperativas ao crédito do trabalhador
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08/10/2026

Sistema OCB participa da 55ª Convenção Nacional Unimed

Evento reúne representantes do coop em Porto Alegre e debate transformações no setor de saúde  O Sistema OCB está participando da 55ª Convenção Nacional Unimed, realizada em Porto Alegre (RS) desde esta terça-feira (6). Com o tema Saúde em Transformação, Cooperar é a Solução, o encontro conta com representantes de cooperativas de todo o país para discutir os desafios e as oportunidades que estão mudando o setor.   A programação segue até esta sexta-feira (9) e combina conteúdos sobre saúde, economia, tecnologia e gestão com momentos voltados à conexão entre os participantes. Palestrantes nacionais e internacionais compartilham tendências e experiências relacionadas ao futuro do setor, enquanto espaços de networking aproximam dirigentes e profissionais de diferentes regiões.  A experiência da convenção também foi organizada a partir dos quatro elementos da natureza. Terra, água, fogo e ar aparecem como conceitos associados a diferentes aspectos do encontro, como pertencimento, adaptação, transformação, movimento e troca. A proposta é integrar conteúdo e experiências ao longo dos quatro dias de programação.  Inovação e tecnologia estão entre os temas, assim como cultura, bem-estar e novas formas de relacionamento. A programação também reserva momentos culturais, como a apresentação de Almir Sater em uma noite especial de candlelight (luz de vela).  Presença do Sistema OCB  O Sistema OCB participa da convenção representado pelo coordenador de Ramos, Hugo Andrade, e com um estande dedicado às soluções oferecidas às cooperativas. O espaço tem recebido dirigentes e profissionais interessados em conhecer ferramentas que apoiam o acompanhamento de indicadores de governança, gestão e desempenho.  As soluções também permitem que as cooperativas tenham uma visão comparativa de seus resultados, tanto em relação ao próprio ramo quanto a outras organizações. A iniciativa aproxima os participantes dos serviços disponíveis e abre espaço para conversas sobre os desafios enfrentados no dia a dia da gestão cooperativista.  “Uma convenção como essa é uma oportunidade importante para estarmos próximos das cooperativas, entendermos suas necessidades e apresentarmos soluções que podem apoiar decisões e melhorar a gestão. Ao mesmo tempo, a troca entre diferentes realidades do cooperativismo amplia nossa visão sobre os caminhos que temos pela frente”, afirma Hugo.  Representantes das Organizações Estaduais do Sistema OCB do Rio Grande do Sul, de São Paulo e da Paraíba também participam do encontro. A presença reforça a integração entre as diferentes estruturas do cooperativismo e acompanha as discussões que movimentam um dos principais segmentos do setor.  Ao longo dos quatro dias, a 55ª Convenção Nacional Unimed reúne conhecimento, relacionamento e experiências em torno de um cenário de rápidas transformações na saúde. Para o cooperativismo, o encontro também representa um espaço para compartilhar práticas, identificar tendências e construir, de forma conjunta, respostas aos novos desafios do setor.  Saiba Mais:  Coop brasileiro marca presença em debate global do Impact 2026  Jornada de trabalho: Sistema OCB se une ao setor produtivo em alerta  Sistema OCB alinha acesso das cooperativas ao Crédito do Trabalhador 
Sistema OCB participa da 55ª Convenção Nacional Unimed
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08/10/2026

A nova composição do Congresso Nacional | Se Liga no Sistema OCB

O 1º turno das eleições de 2026 refletiu a vontade popular de renovar o Congresso Nacional. Esse novo cenário traz impactos diretos para o futuro do cooperativismo no Brasil: foram eleitos 80 candidatos comprometidos com as pautas e o desenvolvimento do nosso movimento. Neste vídeo, a Gerente-Geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, analisa os desdobramentos do resultado das urnas sobre a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e compartilha as perspectivas estratégicas do Sistema OCB para a próxima legislatura. Confira a lista completa dos parlamentares eleitos que assinaram o Termo de Compromisso com o Cooperativismo: eleicoes2026.coop.br
A nova composição do Congresso Nacional | Se Liga no Sistema OCB
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07/10/2026

Coop brasileiro marca presença em debate global do Impact 2026

Sistema OCB apresentou experiências sobre cultura, inovação, sucessão e liderança em conferência nos EUA 
Coop brasileiro marca presença em debate global do Impact 2026
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06/10/2026

Sistema OCB alinha acesso das cooperativas ao Crédito do Trabalhador

Reunião com MTE e Dataprev detalhou próximos passos para a participação direta das coops de crédito  O Sistema OCB participou, nesta terça-feira (6), de reunião com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Dataprev para tratar da implementação do modelo simplificado do Programa Crédito do Trabalhador para as cooperativas de crédito. O encontro detalhou a solução tecnológica, alinhou os procedimentos necessários e avançou na preparação das instituições para o início das operações nesse modelo.  A implantação da solução em produção está prevista para a noite de 24 de novembro, com acesso aos serviços pelas cooperativas a partir do dia 25 de novembro. O cronograma foi definido pelo MTE em articulação com a Dataprev e comunicado pelo Sistema OCB às cooperativas no fim de setembro.  A solução permitirá que as cooperativas consultem a margem disponível dos trabalhadores e façam a declaração da margem consumida em operações realizadas em seus próprios canais. Para acessar os serviços, as instituições serão cadastradas na Plataforma Crédito do Trabalhador com um código de oito caracteres e utilizarão certificado digital. A integração será feita diretamente com a Dataprev, sem a necessidade de outros atores.   “A definição do cronograma traz mais segurança para as cooperativas planejarem sua preparação e seus processos internos. Agora, com as datas e as condições de acesso estabelecidas, temos um caminho mais claro para que as instituições interessadas possam se preparar para iniciar as operações”, afirmou Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB.    Integração  A participação direta das cooperativas é uma demanda que vem sendo acompanhada pelo Sistema OCB desde a regulamentação do modelo. Em agosto, a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) também havia solicitado ao Ministério do Trabalho e à Dataprev a adoção das medidas necessárias para garantir a integração direta das cooperativas interessadas à infraestrutura do programa.  A integração direta foi defendida pelo setor como forma de garantir maior segurança jurídica e operacional, além de ampliar a concorrência e as opções de crédito disponíveis aos trabalhadores. O documento também destaca a presença das cooperativas de crédito em milhares de municípios e seu papel na inclusão financeira.  Durante a reunião, representantes do MTE, da Dataprev, do Sistema OCB, da Federação Nacional das Cooperativas de Crédito (FNCC) e da Frencoop puderam alinhar os próximos passos para a implementação. A expectativa agora é que as cooperativas utilizem o período até a entrada em produção para realizar os procedimentos necessários à habilitação e adequação de seus processos.  “A partir desse avanço, nosso foco é garantir que as cooperativas tenham todas as informações necessárias para chegar ao início da operação preparadas. O diálogo com o MTE e a Dataprev continua sendo fundamental para esclarecer os procedimentos e dar previsibilidade ao setor”, destacou Clara.      Saiba Mais: Frencoop mantém força no Congresso e coop amplia base para 2027 Sistema OCB participa do GAFFFF 2026 Impactos da Reforma Tributária no crédito são temas de debate
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06/10/2026

Jornada de trabalho: Sistema OCB se une ao setor produtivo em alerta

Entidades defendem mais tempo para discutir a PEC 221/2019 e avaliar seus efeitos na economia   O Sistema OCB e outras cinco confederações empresariais (CNI, CNT, CNC, CNA e CNSeg) alertam para os possíveis efeitos econômicos da PEC 221/2019, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e acaba com a escala 6x1. Em posicionamento divulgado nesta terça-feira (6), as entidades defendem que a proposta seja discutida com mais tempo antes de uma eventual votação no Senado Federal.  Entre os efeitos apontados estão o aumento dos custos de produção, a pressão sobre os preços de produtos e serviços e possíveis impactos sobre a contratação de trabalhadores. Para as entidades, a análise também precisa considerar as diferenças entre os setores e as características de cada atividade.  Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, poderia elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,7%, o equivalente a R$ 76,9 bilhões.  A CNI estima ainda uma alta média de 6,2% nos preços ao consumidor. Os produtos de supermercado poderiam ficar 5,7% mais caros, enquanto os industrializados teriam aumento médio de 6%. Para roupas e calçados, a projeção chega a 6,6%.   A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) calcula uma elevação de pelo menos 13% na inflação. Já a Confederação Nacional do Transporte (CNT) projeta R$ 11,9 bilhões em custos adicionais com mão de obra apenas no setor.  No campo, a preocupação se soma à dificuldade de contratação já enfrentada pelos produtores. Pesquisa do Cepea/Esalq/USP em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra que 94,8% dos produtores têm dificuldade para contratar trabalhadores e 88,3% já percebem reflexos na produção.  “O cooperativismo reúne atividades muito diferentes, e uma alteração na jornada precisa levar essa diversidade em conta. É importante discutir formas de melhorar as condições de trabalho, mas também avaliar os efeitos sobre os custos, os empregos, a produção e a competitividade. Uma decisão dessa natureza precisa ser construída com diálogo e tempo para que seus impactos sejam devidamente analisados”, afirma Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro.  Outro ponto destacado no posicionamento é o custo associado à criação de um segundo dia de descanso semanal remunerado. Segundo as estimativas apresentadas pelas entidades, a medida poderia elevar em 9,1% os custos com empregos formais, inclusive para empresas e órgãos públicos que já adotam jornadas de 40 horas distribuídas em cinco dias.  As entidades defendem que eventuais mudanças considerem a negociação coletiva e regras de transição que permitam a adaptação dos diferentes setores. Também avaliam que a votação durante o período eleitoral reduz o espaço para uma discussão técnica sobre os efeitos da proposta.  “O momento exige uma análise responsável, porque os efeitos de uma mudança na jornada ultrapassam as relações de trabalho. Eles também alcançam a produção, os preços e a capacidade de geração de empregos. O Sistema OCB entende que o diálogo entre trabalhadores, empresas e governo é o melhor caminho para construir uma proposta equilibrada”, completa Tania.  Signatários do posicionamento:  Confederação Nacional da Indústria (CNI)    Confederação Nacional do Transporte (CNT)    Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)    Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)   Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)    Organização das Cooperativas do Brasil (OCB)       Saiba Mais: Sistema OCB alinha acesso das cooperativas ao Crédito do Trabalhador Frencoop mantém força no Congresso e coop amplia base para 2027 Sistema OCB participa do GAFFFF 2026
Jornada de trabalho: Sistema OCB se une ao setor produtivo em alerta
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05/10/2026

Frencoop mantém força no Congresso e coop amplia base para 2027

15 integrantes da atual diretoria estarão na próxima legislatura; 80 candidatos comprometidos com o cooperativismo foram eleitos 
Frencoop mantém força no Congresso e coop amplia base para 2027
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02/10/2026

Ambiente de negócios é chave para o desenvolvimento do Brasil

Sistema OCB propõe medidas para ampliar competitividade, reduzir burocracia e valorizar Sistema S  Criar condições mais favoráveis para quem produz, investe e gera oportunidades é uma das prioridades apresentadas pelo Sistema OCB no documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo 2027-2030. No eixo 5, dedicado a temas estruturantes para o desenvolvimento do país, a entidade reúne medidas voltadas à melhoria do ambiente de negócios, ao aumento da competitividade, à educação e à formação profissional, além de defender a valorização do Sistema S como instrumento estratégico para preparar trabalhadores e organizações para as transformações da economia.  A agenda parte do entendimento de que o crescimento sustentável depende de um ambiente econômico com segurança jurídica, previsibilidade e regras capazes de estimular investimentos. Entre as propostas estão medidas de simplificação e desburocratização de processos, aperfeiçoamento do ambiente regulatório e harmonização de normas sanitárias, além de ações voltadas à redução de entraves que impactam as atividades produtivas.  Segundo a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o eixo reúne questões que ultrapassam os limites do cooperativismo e dizem respeito às condições necessárias para o desenvolvimento do Brasil.  “Estamos falando de uma agenda que interessa ao país como um todo. Melhorar o ambiente de negócios, investir na formação das pessoas e aumentar a eficiência das instituições são condições fundamentais para que o Brasil consiga crescer de maneira sustentável, gerar oportunidades e elevar sua competitividade. O cooperativismo quer contribuir com esse debate a partir da experiência de um modelo que está presente em diferentes setores e regiões”, afirma.    Ambiente de negócios e competitividade  A melhoria do ambiente de negócios ocupa posição central no eixo 5. Para o Sistema OCB, reduzir burocracias, aprimorar processos regulatórios e ampliar a segurança jurídica são medidas importantes para elevar a produtividade e criar melhores condições para investimentos e expansão das atividades econômicas.  A agenda defende um ambiente institucional com regras claras e maior previsibilidade para que cooperativas, empresas e demais organizações possam planejar investimentos e tomar decisões de longo prazo.  “Quem produz e investe precisa saber quais são as regras e ter segurança para planejar. Quando há excesso de burocracia, insegurança jurídica ou mudanças constantes nos procedimentos, aumentam os custos e diminui a capacidade de investir”, explica Tania.   Ainda segundo ela, “melhorar o ambiente de negócios significa tornar o Estado mais simples, previsível e eficiente para que as organizações possam direcionar esforços para produzir, inovar, crescer e gerar oportunidades”.    Simplificação e normas sanitárias  Entre as medidas apresentadas está a necessidade de simplificar registros e processos junto ao poder público e avançar na harmonização de normas sanitárias. A proposta busca reduzir sobreposições e diferenças de procedimentos que podem dificultar a atuação das organizações e aumentar os custos de quem produz.  De acordo com o documento, aperfeiçoar esses processos não significa reduzir padrões de controle ou proteção, mas buscar maior integração, clareza e eficiência na aplicação das regras. “A simplificação precisa caminhar junto com a segurança. Estamos falando em evitar duplicidades, procedimentos excessivamente complexos e diferenças que dificultam a atividade produtiva. A harmonização de normas e a modernização dos processos podem trazer mais eficiência para o poder público e mais segurança para quem precisa cumprir essas exigências”, destaca Tania.  Para a presidente executiva, os efeitos da desburocratização também chegam à competitividade. “Cada etapa que conseguimos tornar mais simples e eficiente representa menos tempo e recursos gastos com burocracia. Isso melhora o ambiente de negócios, reduz custos e permite que cooperativas e demais organizações concentrem esforços naquilo que efetivamente gera desenvolvimento”.     Educação e formação profissional  Outro ponto estratégico da agenda é o investimento em educação e qualificação profissional. O avanço tecnológico, a digitalização e as transformações nos modelos produtivos têm gerado demandas para trabalhadores e organizações, o que torna a formação contínua um elemento importante para elevar a produtividade e a capacidade de inovação.  O documento defende o fortalecimento da educação e da formação profissional como parte de uma estratégia de desenvolvimento do país, aproximando a preparação dos trabalhadores das novas competências demandadas pelo mercado. “Aumento sustentável de produtividade exige investimento nas pessoas. A economia está mudando rapidamente, novas tecnologias estão transformando profissões e exigindo novas competências. Precisamos garantir que trabalhadores, jovens e empreendedores tenham acesso à formação necessária para participar dessas transformações e aproveitar as oportunidades que estão sendo criadas”, acrescenta Tania.  Educação e competitividade, complementa, fazem parte da mesma agenda. “Quando investimos em conhecimento e qualificação, ampliamos oportunidades individuais, mas também fortalecemos as organizações e a economia. Capital humano qualificado é um dos principais ativos de um país que pretende inovar, produzir mais e competir em um cenário cada vez mais tecnológico”.    Valorização do Sistema S  Nesse contexto, o Sistema OCB também destaca a importância da valorização do Sistema S e da preservação de sua capacidade de investir em educação, capacitação e formação profissional.  As instituições que integram o Sistema S desempenham papel relevante na preparação de trabalhadores, no desenvolvimento das organizações e na disseminação de conhecimento aplicado às necessidades dos diferentes setores da economia.  No cooperativismo, essa atuação é exercida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), responsável por ações de formação profissional, desenvolvimento da gestão e promoção social voltadas às cooperativas, cooperados e empregados.   “O Sistema S possui uma capacidade muito importante de transformar conhecimento em qualificação conectada às necessidades reais dos setores produtivos. São instituições que conhecem a realidade de quem está na ponta e conseguem desenvolver soluções de formação que acompanham as mudanças do mercado de trabalho. Valorizar esse modelo é reconhecer a educação profissional como parte da estratégia de desenvolvimento do Brasil”, ressalta Tania.  Ela acrescenta que a experiência do Sescoop demonstra o impacto da formação sobre a capacidade de gestão e desenvolvimento das organizações.  “No cooperativismo, vemos diariamente como a capacitação melhora a gestão, fortalece a governança e prepara as cooperativas para crescer e inovar. O Sescoop cumpre esse papel ao levar conhecimento para diferentes regiões e realidades do país. Preservar e fortalecer essa estrutura significa continuar investindo diretamente nas pessoas e na competitividade das organizações”.    Desenvolvimento  Além das prioridades relacionadas ao ambiente de negócios e à formação profissional, o eixo 5 reúne propostas estruturantes em áreas como estabilidade econômica, responsabilidade fiscal, infraestrutura, comércio internacional e eficiência da gestão pública.  A agenda defende ainda uma administração pública orientada por planejamento, transparência, modernização e avaliação de resultados, com maior capacidade de transformar políticas públicas em entregas concretas para a sociedade.   “O Brasil tem enorme capacidade produtiva, recursos, conhecimento e pessoas preparadas para empreender. O desafio é criar as condições para que esse potencial se transforme em desenvolvimento. Isso passa por infraestrutura, estabilidade econômica, instituições eficientes, educação e um ambiente de negócios que estimule investimentos em vez de criar obstáculos”, afirma Tania.  Para a presidente executiva, a contribuição apresentada pelo cooperativismo busca justamente inserir essas questões no debate sobre as prioridades do próximo ciclo do país. “As propostas não olham apenas para o cooperativismo. Elas partem da nossa experiência, mas tratam de desafios do Brasil. Queremos contribuir para uma agenda capaz de combinar competitividade, eficiência, qualificação e desenvolvimento social, criando condições para que diferentes setores possam crescer e gerar prosperidade nos territórios”, conclui.    Saiba Mais: Impactos da Reforma Tributária no crédito são temas de debate Sistema OCB participa do GAFFFF 2026 Coop propõe caminhos para ampliar trabalho, renda e inovação no país  
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01/10/2026

Impactos da Reforma Tributária no crédito são temas de debate

Clara Maffia destacou desafios da transição e importância da preparação para as novas regras  O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (1º), do 2º Summit Sicredi de Riscos, Operações e TI, em São Paulo, com uma discussão sobre os impactos da Reforma Tributária para o cooperativismo de crédito. No painel, a gerente geral de Negócios, Clara Maffia, destacou que a adaptação às novas regras vai além das mudanças fiscais e envolve negócios, operações, sistemas e, principalmente, a relação com os associados.   “É um tema que precisa estar na pauta da diretoria como um todo. A reforma chega ao associado e muda a forma como ele se relaciona com fornecedores, clientes e com a própria cooperativa”, destacou durante o debate.  A Lei Complementar 214/2025 estabeleceu um regime específico e facultativo para as sociedades cooperativas. Nas operações previstas no artigo 271, a opção pelo regime reduz a zero as alíquotas do IBS e da CBS. Para produzir efeitos em 2027, a adesão deve ser formalizada entre 1º de setembro e 31 de outubro de 2026.  No caso do cooperativismo de crédito, porém, ainda há pontos que dependem de regulamentação e de definições sobre a aplicação prática das novas regras. Um dos principais temas em discussão é o tratamento das operações realizadas com associados que não estão sujeitos ao regime regular do IBS e da CBS. O Sistema OCB acompanha o assunto e atua institucionalmente junto aos órgãos responsáveis pela regulamentação e ao Congresso Nacional.  A entidade também defende a desburocratização da opção pelo regime específico, a aplicação da alíquota zero nas operações com associados não contribuintes e o tratamento das aplicações financeiras dos recursos captados dos associados.    Proximidade com o associado  Durante o painel, Clara ressaltou que a presença das cooperativas nos municípios pode ser um diferencial durante a transição. A orientação aos associados passa por decisões que envolvem preços, contratos, escolha de regimes tributários e planejamento do capital de giro.   De acordo com o AnuárioCoop 2026, o cooperativismo de crédito reúne 682 cooperativas e mais de 22 milhões de cooperados. Os ativos do ramo ultrapassam R$ 1 trilhão e suas cooperativas estão presentes de forma exclusiva em 1.072 municípios, onde é a única instituição financeira.  Para o Sistema OCB, a preparação para a Reforma Tributária também representa uma oportunidade para fortalecer a relação das cooperativas com seus associados. Com a implantação gradual do novo sistema, que começa a produzir mudanças já em 2027 e segue até 2033, as organizações terão de adaptar processos e sistemas, mas também poderão ampliar o papel de orientação junto às pessoas e negócios que atendem.  A participação de Clara ocorreu ao lado de Leandro Souza, sócio de serviços de Business Tax da Deloitte, responsável pela abordagem geral da reforma e do mercado financeiro. O painel foi mediado por Alexandre Englert, diretor executivo de Administração, Finanças e Sustentabilidade (CFO) do Sicredi e Gustavo Freitas, diretor executivo de Crédito e Segmento.      Saiba Mais:  Nova lei moderniza seguro rural e amplia instrumentos de gestão de risco  Sistema OCB participa do GAFFFF 2026 Coop propõe caminhos para ampliar trabalho, renda e inovação no país
Impactos da Reforma Tributária no crédito são temas de debate
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01/10/2026

O 1º turno das eleições 2026 | Se Liga no Sistema OCB

As eleições do 1º turno acontecem neste domingo, 4 de outubro e o movimento cooperativista está mobilizado para atuar no fortalecer a democracia brasileira por meio do voto consciente. Para orientar a participação cidadã no dia da votação, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, compartilhou algumas informações importantes. Vale a pena conferir!
O 1º turno das eleições 2026 | Se Liga no Sistema OCB
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01/10/2026

Sistema OCB participa do GAFFFF 2026

João Prieto moderou discussão sobre sustentabilidade, clima e estratégias para o cooperativismo agropecuário  O cooperativismo agropecuário esteve em pauta durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) 2026, realizado nesta quinta e sexta-feira (01 e 02/10). O Sistema OCB participou no primeiro dia do evento com a presença do Gerente Técnico e Econômico, João José Prieto, que moderou o painel Cooperativismo agroindustrial: estratégias para um agro forte.  Com foco na conexão entre campo e cidade, o evento reuniu representantes do agronegócio, especialistas e outros públicos interessados nas transformações do setor. No painel moderado por Prieto, a programação tratou de temas como ESG, clima e sustentabilidade, além das estratégias adotadas pelas cooperativas agroindustriais para contribuir com o desenvolvimento do agro.  Participaram da discussão Fernando Degobbi, presidente executivo da Coopercitrus, e Marcos Farhat, diretor-presidente da Coplacana. A conversa trouxe diferentes perspectivas sobre a atuação das cooperativas e os desafios enfrentados pelo setor diante das mudanças econômicas, ambientais e produtivas.  O GAFFFF conta com uma programação voltada a tendências, inovação e desafios do agronegócio, e combina conteúdos técnicos com atividades de cultura, gastronomia e entretenimento. A proposta do festival é aproximar o campo de outros públicos e mostrar como o agro está presente em diferentes dimensões da sociedade.  Para o cooperativismo, a participação no evento contribuiu para inserir o modelo nas discussões sobre os caminhos do agronegócio brasileiro, especialmente em temas que envolvem sustentabilidade e a atuação das organizações cooperativas nas cadeias produtivas.  “Temos uma participação importante na construção de um agro mais forte, sustentável e preparado para os desafios que estão pela frente. Debates como esse ajudam a aproximar diferentes visões e mostram como as cooperativas estão inseridas nas transformações do setor, conectando produtores, mercados e comunidades”, afirmou João Prieto.  De acordo com o AnuárioCoop 2026, com dados referentes a 2025, o cooperativismo agropecuário reúne 1.254 cooperativas, 1,13 milhão de cooperados e 277.226 empregados. No período, as organizações registraram R$ 487,3 bilhões em ingressos e R$ 340,1 bilhões em ativos, além de R$ 29,3 bilhões em sobras. O ramo respondeu por 57,4% dos ingressos de todo o cooperativismo brasileiro.    Saiba Mais:  Nova lei moderniza seguro rural e amplia instrumentos de gestão de risco  Agenda propõe ampliar acesso a crédito, saúde e energia  Do campo à mesa: propostas para fortalecer a segurança alimentar
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01/10/2026

Coop propõe caminhos para ampliar trabalho, renda e inovação no país

Agenda 2027-2030 destaca formalização da atividade garimpeira, integração de caminhoneiros autônomos, cooperativismo de plataforma e justiça previdenciária 
Coop propõe caminhos para ampliar trabalho, renda e inovação no país
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01/10/2026

Dia Internacional do Café: como as cooperativas sustentam a produção no Brasil

Cada café brasileiro coado em casa, servido no balcão de uma padaria ou preparado do outro lado do planeta carrega uma história que começa muito antes do consumo: colheita, secagem, armazenagem, negociação. Boa parte dessa jornada acontece em uma cooperativa. Ao todo, 97 delas respondem por cerca de 65% da produção nacional e por 35% das exportações, e reúnem 330 mil cafeicultores em várias partes do país, segundo dados do Conselho Nacional do Café. Uma rede de cooperação que tem muito a brindar no Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro. A estrutura que sustenta esses resultados vai além da organização produtiva para venda dos grãos. As cooperativas oferecem suporte técnico e orientação no campo, viabilizam o acesso ao crédito para financiar investimentos e promovem práticas sustentáveis entre os cafeicultores, alinhando o segmento às demandas dos consumidores conscientes e às exigências do mercado.  “A força do cooperativismo está na capacidade de agir coletivamente. No setor cafeeiro, sensível às mudanças climáticas e oscilações econômicas, a articulação entre produtores garante que nosso café siga competitivo e presente na mesa dos brasileiros e nos principais destinos do mundo”, afirma o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que também é cafeicultor.  Gigante mineira  Maior produtora e exportadora individual de café do mundo, a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) é um exemplo de como esse trabalho coletivo vem dando bons frutos para o país. Em 2025, a coop mineira recebeu 6,075 milhões de sacas de café arábica, das quais 4,8 milhões foram entregues por seus cooperados, volume equivalente a 17% da produção nacional da espécie e representando 24% da produção de café arábica em Minas Gerais, de acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Grande parte desse volume foi exportado para 50 países, entre eles Estados Unidos, Alemanha, China, Canadá e Argentina, levando o café mineiro para o mundo.  Fundada há 94 anos, a Cooxupé reúne mais de 22 mil famílias cooperadas no Sul de Minas, Matas de Minas, Cerrado Mineiro e Média Mogiana Paulista, em 370 municípios. Sua atuação vai do fornecimento de café verde e grãos especiais para grandes compradores até a venda ao consumidor final, com produtos de marcas próprias em mais de 26 mil pontos de venda. O desempenho levou a instituição a ser destaque recentemente em dois rankings de peso: o Valor 1000, do Valor Econômico, e o As 1.000 Maiores Empresas do Brasil, da Veja Negócios. “Esse reconhecimento mostra a força do sistema cooperativista e a capacidade de transformar a união dos produtores em competitividade, geração de oportunidades e presença relevante na cafeicultura brasileira no Brasil e no exterior”, afirma o presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Melo. Mais de 97% dos cooperados da Cooxupé são pequenos produtores. Reunidos na cooperativa, eles têm acesso a assistência técnica, capacitação, insumos, serviços e orientação para produzir com mais eficiência e sustentabilidade. Segundo Melo, o modelo fortalece o cafeicultor e cria condições para que as famílias permaneçam na atividade, melhorem suas propriedades e estejam mais preparadas para os desafios do setor.  “No sistema cooperativista, o mini e o pequeno produtor também têm oportunidade de participar do mercado ao lado de médios e grandes cafeicultores, além de aproveitar momentos favoráveis para a comercialização do seu café. A união proporcionada pela cooperativa dá a eles competitividade e soma a força de cada um para uma atuação coletiva”, destaca o dirigente.  Um dos grandes diferenciais da Cooxupé é o compromisso com a sustentabilidade, colocado em prática em iniciativas como o Protocolo Gerações, uma ferramenta de melhoria contínua nas áreas ambiental, social e econômica, que leva em conta a realidade da cafeicultura brasileira. Em outra frente, o Projeto de Cafeicultura Regenerativa reúne ações voltadas à biodiversidade, à conservação dos recursos naturais e à resiliência das lavouras. “A partir desse trabalho, a Cooxupé viabilizou a primeira comercialização de créditos de carbono gerados pela arborização de lavouras de café no Brasil, o que abre uma nova possibilidade de geração de renda aos produtores. Também temos um núcleo dedicado a ações de educação ambiental, distribuição de mudas de espécies nativas para os cooperados, recuperação de nascentes e outros projetos”, afirmou o presidente. Tradição e suporte  Em Franca, no interior paulista, a Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec) reúne 3,2 mil cooperados que atuam no disputado segmento de cafés especiais. Além da sede, a cooperativa mantém oito unidades espalhadas por municípios de São Paulo e Minas Gerais. Com 41 anos de história, também é uma das representantes do cooperativismo no ranking Valor 1000 de 2026, com a 52ª posição entre as melhores do agronegócio. Responsável por 5% da produção nacional de café arábica, a cooperativa exporta 1,4 milhão de sacas por ano, de forma direta ou por meio de tradings, para a Europa, Estados Unidos e Japão. Segundo o presidente da Cocapec, Saulo Faleiros, os números reafirmam o protagonismo das cooperativas na cafeicultura brasileira. “O cooperativismo é um agente de organização do mercado porque permite ao produtor acessá-lo de forma eficiente e competitiva, ganhando escalabilidade, conquista muito difícil de ser alcançada de forma isolada. Além disso, levamos aos produtores tendências, informações e tecnologias que lhes permitem serem mais eficientes e sustentáveis”, afirma. Na prática, a Cocapec prepara o cafeicultor para disputar esse espaço com assistência técnica voltada à produção sustentável, crédito para acesso a tecnologias e ferramentas de comercialização que ajudam a preservar a renda. O suporte também inclui armazenamento, insumos, atendimento veterinário, laboratório de análises, classificação e venda do café, além de lojas com itens que vão de vestuário a tratores. Os investimentos em tecnologia e inovação completam o quadro, com projetos que elevam a produtividade e reduzem custos para pequenos agricultores. “A Cocapec transformou o cenário da cafeicultura da região, motivou o crescimento tecnológico no campo, criou melhores condições para a aquisição de produtos, dinamizou a compra e venda de café e trabalha no dia a dia com seus cooperados na melhoria da qualidade de um produto que tem grande importância no cenário econômico mundial”, ressalta Faleiros. Café conilon cooperativo  Mais intenso e encorpado, com teor de cafeína superior ao do arábica, o conilon é uma variedade da espécie canéfora, cultivada principalmente no Espírito Santo e na Bahia. Especializada neste nicho, a Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel) responde por 10% da produção nacional. Fundada em 1963, em São Gabriel da Palha, no noroeste capixaba, a Cooabriel acompanha a cultura desde o início: foi precursora e cresceu junto com a produção da variedade no estado. Hoje, reúne 11 mil cooperados. Em 2025, movimentou 2,3 milhões de sacas, distribuídas em 12 unidades de armazenagem, sendo nove no Espírito Santo e três na Bahia. A cooperativa também está entre as maiores do agro brasileiro listadas no ranking Valor 1000 de 2026. “Aproximadamente 85% do nosso quadro de cooperados são pequenos produtores ou de base familiar. A união garante a eles volume e escala e nos dá representatividade como a maior cooperativa de café conilon do Brasil”, afirma o presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello.  A cooperativa acompanha o cafeicultor em várias etapas: venda de mudas e insumos, consultoria técnica, armazenagem e comercialização da safra. Além disso, ações de capacitação e financiamento da produção reforçam a atividade dos produtores cooperados da Cooabriel.  “O cooperativismo é um modelo de negócio que trabalha para o crescimento e desenvolvimento do cooperado, da família e da comunidade onde atua. E, como sociedade de pessoas que é, o foco na Cooabriel é direcionado para o cooperado com muita energia”, ressalta. O principal produto da Cooabriel é café commodity, mas a cooperativa também tem marca própria de grão torrado e moído, o Café Guardião, que é 100% conilon e está disponível para consumidores de Vitória e das regiões Norte e Noroeste do Espírito Santo.  
Dia Internacional do Café: como as cooperativas sustentam a produção no Brasil
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30/09/2026

Nova lei moderniza seguro rural e amplia instrumentos de gestão de risco

Legislação atualiza regras do setor, amplia fontes de financiamento do PSR e  viabiliza a regulamentação do Fundo de Catástrofe  Foi sancionada nesta quarta-feira (30), com veto parcial, a Lei 15.526/2026, originada do Projeto de Lei nº 2.951/2024, que moderniza o marco legal do seguro rural no Brasil. A nova legislação atualiza dispositivos da Política Agrícola, amplia as fontes de financiamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e cria condições para a regulamentação do Fundo de Catástrofe. A proposta teve como autora a senadora Tereza Cristina (MS) e contou, na Câmara, com relatoria do deputado Pedro Lupion (PR), ambos membros da Frente Parlamentar do Cooperativismo.  O seguro rural é uma das prioridades da Agenda Institucional do Cooperativismo e vem sendo acompanhado pelo Sistema OCB ao longo de toda a tramitação da proposta. A entidade participou das discussões com parlamentares da Frencoop e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para defender maior previsibilidade para a política de gestão de riscos e melhores condições de proteção para produtores e cooperativas.  Para Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), a atualização do marco legal representa um avanço na construção de uma política de seguro rural com maior previsibilidade. “O seguro rural está entre as prioridades do Sistema OCB há muitos anos, e é um tema que eu acompanhamos muito de perto. A nova lei traz  mais estabilidade para os recursos destinados ao PSR e condições para que o Fundo de Catástrofe seja de fato regulamentado e implementado, afirmou.  A presidente executiva destaca que a gestão de riscos é especialmente relevante para uma atividade diretamente exposta às condições climáticas. “O agronegócio é uma atividade a céu aberto, que depende do clima a cada safra. Para quem produz, isso significa lidar permanentemente com incertezas. Por isso, uma política de seguro mais estável é importante para proteger a renda do produtor e dar condições para que ele planeje sua produção”, acrescentou.     Impacto para o cooperativismo  A relação entre seguro rural e cooperativismo ganha importância diante da presença das cooperativas na atividade agropecuária. Quando uma quebra de safra afeta a produção, os efeitos podem alcançar toda a cadeia, desde o produtor até a cooperativa, passando também pelos municípios com ampla presença de atividades produtivas.  Tania ressalta que a proteção contra perdas também contribui para a continuidade da atividade dos cooperados. “O seguro protege a renda do produtor e a continuidade desse trabalho coletivo. São mais de um milhão de cooperados no ramo agropecuário que ganham a possibilidade de ter um instrumento mais estável para planejar sua produção”, defendeu.    Vetos parciais  A sanção ocorreu com vetos a alguns dispositivos aprovados durante a tramitação. Entre os trechos vetados estão a possibilidade de aquisição de Letras de Risco de Seguro (LRS) pelo fundo de cobertura complementar e a extensão da isenção de tributos federais sobre operações de seguro rural.  Foi mantido o dispositivo que prevê a revogação da isenção tributária do seguro rural no primeiro dia da safra a partir do início da operação do Fundo de Catástrofe.  A tramitação dos vetos ainda será acompanhada pelo Sistema OCB no Congresso Nacional.    Saiba Mais:  Sistema OCB recebe comitiva da Ascoop para intercâmbio cooperativista Cooperativismo busca ampliar seu papel na segurança alimentar Diagnóstico na Coopernova encerra 2ª turma da Solução de Eficiência
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30/09/2026

Agenda propõe ampliar acesso a crédito, saúde e energia

Propostas do Sistema OCB apostam na inclusão financeira e na ampliação do acesso à serviços essenciais  O cooperativismo pode assumir papel mais estratégico na redução das desigualdades regionais e na ampliação do acesso da população a serviços essenciais, como crédito, saúde, energia, educação e habitação. Essa é a avaliação do Sistema OCB, que incluiu o tema no terceiro eixo do documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo 2027-2030. A agenda foi apresentada às equipes de campanha dos principais candidatos à Presidência da República como contribuição à formulação dos planos de governo e eventuais políticas públicas.   A proposta parte do entendimento de que as cooperativas podem atuar como parceiras estratégicas do Estado na promoção do desenvolvimento econômico e social, sobretudo em municípios do interior e regiões onde o acesso ao crédito, à saúde, à educação, à energia e à infraestrutura ainda representa um desafio. Segundo o documento, fortalecer esse modelo significa ampliar oportunidades, estimular a economia local e reduzir desigualdades entre as diferentes regiões do país.   Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o cooperativismo já demonstra, na prática, que é capaz de levar desenvolvimento para localidades onde muitas vezes a presença de serviços é limitada. "As cooperativas nascem das necessidades das próprias comunidades e permanecem nelas, promovendo desenvolvimento de forma contínua. Elas levam crédito, assistência técnica, saúde, educação, energia e oportunidades de geração de renda. Fortalecer esse modelo é fortalecer as pessoas e criar condições para que o desenvolvimento aconteça onde ele é mais necessário”, afirma.     Crédito para impulsionar economias locais  Entre as prioridades da agenda está o fortalecimento do cooperativismo de crédito como instrumento de inclusão financeira. O documento propõe ampliar a participação das cooperativas em programas voltados a micro e pequenos empreendedores; estimular a gestão de recursos públicos municipais por cooperativas de crédito; e garantir maior previsibilidade no acesso aos Fundos Constitucionais de Financiamento (FCO, FNE e FNO).   Segundo Tania, fortalecer o cooperativismo de crédito significa ampliar o acesso ao sistema financeiro. "O diferencial da cooperativa de crédito é que os recursos permanecem circulando na própria comunidade. Quando financiamos um pequeno empreendedor, um produtor rural ou uma cooperativa, geramos emprego, movimentamos o comércio local e criamos um ciclo sustentável de desenvolvimento econômico," explica.  A proposta também prevê o aprimoramento da participação das cooperativas agropecuárias como beneficiárias dos Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Nordeste (FDNE) e do Centro-Oeste (FDCO), com o objetivo de estimular investimentos em infraestrutura, logística e empreendimentos produtivos nessas regiões.     Norte e Nordeste ganham atenção especial  O documento dedica um capítulo específico ao fortalecimento das cooperativas nas regiões Norte e Nordeste. Entre as propostas estão o incentivo à organização das cadeias produtivas no semiárido, a ampliação da assistência técnica, do acesso ao crédito e da industrialização da produção, além do fortalecimento da competitividade das cooperativas amazônicas por meio de parcerias institucionais.   Tania explica que o cooperativismo é um importante instrumento para acelerar o desenvolvimento dessas regiões respeitando suas vocações econômicas. "O Norte e o Nordeste possuem enorme potencial produtivo. O cooperativismo ajuda a organizar produtores, agregar valor à produção, ampliar o acesso à tecnologia e abrir novos mercados. É uma forma de promover desenvolvimento econômico sem perder de vista as características e as necessidades de cada território”.     Oferta de serviços essenciais  Além da inclusão financeira, a agenda propõe ampliar a participação das cooperativas na oferta de serviços considerados essenciais. Na área da Saúde, o Sistema OCB defende fortalecer as parcerias entre cooperativas e o poder público para ampliar o atendimento à população, valorizar a atenção primária e aperfeiçoar o ambiente regulatório da saúde suplementar.   A estrutura e a experiência do setor são vistas como características que por si só já devem ser consideradas para ampliar sua contribuição ao sistema de atendimento brasileiro. "As cooperativas de saúde estão presentes em praticamente todo o país e acumulam décadas de experiência na prestação de serviços. Fortalecer esse modelo significa ampliar o acesso da população a um atendimento de qualidade e contribuir para um sistema de saúde cada vez mais eficiente”, defende Tania.  Na área de energia, a entidade propõe o desenvolvimento de políticas públicas que incentivem o fortalecimento das cooperativas de geração e distribuição de energia, para fortalecer, principalmente, o atendimento às comunidades rurais e municípios mais distantes dos grandes centros. O modelo cooperativista é defendido ainda como um ator importante na aceleração da transição energética brasileira.  O documento também defende políticas públicas voltadas ao fortalecimento das cooperativas educacionais, de transporte, turismo e habitação. A proposta é permitir uma maior participação dessas organizações na oferta de serviços e contribuir para melhorar a qualidade de vida da população e impulsionar o desenvolvimento das cidades.   Na avaliação de Tania Zanella, a diversidade de atuação é um dos principais diferenciais do cooperativismo. "O cooperativismo tem capacidade de integrar diferentes soluções para atender às necessidades das comunidades. Quando fortalecemos as cooperativas, ampliamos o acesso ao crédito, à educação, à saúde, à energia, ao transporte e à habitação. É um modelo que gera desenvolvimento econômico com inclusão social e fortalece as cidades brasileiras”, conclui.   A agenda foi construída a partir da experiência de milhares de cooperativas espalhadas pelo país e busca demonstrar que o cooperativismo pode contribuir para tornar as políticas públicas mais eficientes e próximas da realidade dos municípios. O documento continuará sendo detalhado aos membros do novo governo a partir de 2027.       Saiba Mais:  Cooperativismo busca ampliar seu papel na segurança alimentar Nova lei moderniza seguro rural e amplia instrumentos de gestão de risco Diagnóstico na Coopernova encerra 2ª turma da Solução de Eficiência
Agenda propõe ampliar acesso a crédito, saúde e energia
Notícias ESG
29/09/2026

Diagnóstico na Coopernova encerra 2ª turma da Solução de Eficiência

Trabalho realizado em Terra Nova do Norte (MT) analisou equipamentos, processos e práticas de consumo  
Diagnóstico na Coopernova encerra 2ª turma da Solução de Eficiência
Notícias representação
29/09/2026

Do campo à mesa: propostas para fortalecer a segurança alimentar

Sistema OCB apresenta propostas para fortalecer crédito rural, agricultura familiar e economia verde 
Do campo à mesa: propostas para fortalecer a segurança alimentar
Notícias eventos
28/09/2026

Sistema OCB recebe comitiva da Ascoop para intercâmbio cooperativista

Delegação colombiana participa de agenda diversificada, com visitas e reuniões em diferentes estados  O Sistema OCB recebe, a partir desta segunda-feira (28), uma comitiva da Associação Colombiana de Cooperativas (Ascoop) para uma agenda de intercâmbio sobre o cooperativismo brasileiro. A programação segue até sexta-feira (02/10) e inclui apresentações institucionais, reuniões com organizações do setor e visitas a cooperativas e instituições ligadas ao ramo Crédito.  A delegação é liderada por Maria Eugenia Pérez Zea, que também representa a Colômbia no board da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). As visitas tiveram início na sede do Sistema OCB, em Brasília, com uma apresentação de boas-vindas realizada pela superintendente Fabíola Nader Motta. O grupo também conheceu mais sobre a atuação política nacional e internacional da organização, além das características do ramo Crédito.    Intercâmbio passa por São Paulo e Rio Grande do Sul  Depois da passagem por Brasília, a comitiva segue para São Paulo, com recepção na Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), apresentações sobre o panorama das cooperativas paulistas e, especialmente, do crédito cooperativo no estado. O encontro conta, também, com a participação do Sicoob.  Na quarta-feira (30), estão previstas visitas à Central Unicred do Brasil e à sede da Unidonto Nacional. Na quinta-feira (1º), a delegação viaja para Porto Alegre, onde participa de uma reunião no Sistema Ocergs. O encerramento da agenda ocorre na sexta-feira (2), no Centro Administrativo Sicredi (CAS), com apresentações e atividades ao longo do dia.    Conexão internacional fortalece a troca de experiências  A agenda também aproxima representantes do Brasil e da Colômbia que atuam na ACI. Maria Eugenia representa a Colômbia no conselho da entidade, enquanto Márcio Lopes de Freitas, presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, integra o board da ACI como representante do Brasil.  “Receber a ASCOOP é uma oportunidade de fortalecer os laços entre o cooperativismo brasileiro e colombiano. Quando compartilhamos nossas experiências, desafios e soluções, ampliamos a capacidade de construir um movimento cooperativista cada vez mais conectado, representativo e preparado para o futuro” destaca o presidente Márcio.    Saiba Mais:  Cooperativas devem atualizar cadastro no SouCoop  Entidades apresentam radar de crédito rural ao Mapa  Prêmio SomosCoop 2026: finalistas serão anunciados em 9 de outubro 
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28/09/2026

Cooperativismo propõe agenda para gerar mais renda e desenvolvimento

Setor defenda segurança tributária, crédito ampliado e maior participação em políticas públicas  Ao organizar suas demandas para os próximos anos no documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo 2027–2030, o cooperativismo brasileiro ressaltou logo de início sua prioridade mais estrutural: construir um ambiente de negócios que reconheça a natureza singular das cooperativas, e pare de tratá-las como empresas comuns quando, na verdade, são diferenciadas. O Eixo 1, Cooperativas como vetores de prosperidade e inclusão produtiva, se organiza em quatro frentes: tributação, legislação de fomento, representatividade institucional e regulamentações prioritárias.  A principal argumentação do eixo é o tratamento justo do modelo, ao considerar que cooperativas não distribuem lucros para acionistas, não têm investidores externos e não buscam rentabilidade. “O que elas buscam é viabilidade econômica para quem trabalha e produz junto. Essa lógica já está na Constituição. O que o cooperativismo pede é que ela também esteja nas normas, nos editais e nas mesas onde o Brasil decide seu futuro”, afirma Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB.     Tributação  A Emenda Constitucional 132/2023 e a Lei Complementar 214/2025 abriram caminho para um regime tributário específico para as cooperativas dentro da Reforma Tributária, incluindo tratamento adequado ao ato cooperativo (transação entre a cooperativa e seus próprios membros) que, por natureza, não se configura como uma operação de mercado e, portanto, também não pode ser tributada como tal.  O avanço dessa conquista está na fase seguinte: a regulamentação. Enquanto normas são editadas e interpretações consolidadas, há risco real de que os progressos sejam esvaziados na prática. Nesse sentido, a demanda é objetiva: a regulamentação precisa respeitar as especificidades do ato cooperativo, garantindo segurança jurídica e competitividade ao setor.  “Não é questão menor. Se uma cooperativa agropecuária for tributada igual a uma empresa comercial, o modelo perde competitividade, e com ele, perdem os pequenos produtores, cooperados e empreendedores que dependem da escala coletiva para acessar mercados”, explica Tania.     Crédito, licitações e acesso a mercados  No financiamento, a proposta é reforçar as linhas de crédito oficiais para todos os segmentos cooperativos e criar instrumentos, como o Certificado de Crédito Cooperativo e de Contratos de Parceria, para ampliar o acesso a fontes alternativas de investimento.  Nas contratações públicas, a questão supera a especificação de direitos — as Leis 14.133/2021 e 12.690/2012 já garantem a participação de cooperativas em licitações. O que falta é que essa participação deixe de encontrar resistência na prática, seja por desconhecimento dos agentes públicos ou por interpretações restritivas sem amparo legal.  O eixo também propõe que cooperativas de pequeno porte tenham acesso aos mesmos benefícios não-tributários disponíveis para microempresas, em áreas como crédito, mercados e inovação. “Nosso formato societário não deve ser obstáculo para políticas de apoio ao empreendedorismo. Pelo contrário, essas políticas precisam ser inclusivas e considerar a relevância do modelo cooperativista para o desenvolvimento econômico e social do país”, acrescenta Tania.    Presença onde as decisões são tomadas  Outro ponto estratégico defendido pelo cooperativismo é ter assento permanente nos espaços onde políticas relevantes para o setor são formuladas. O Sistema OCB busca consolidar seu papel como órgão técnico-consultivo do governo, conforme já prevê a Lei 5.764/1971, e garantir que o registro na entidade seja reconhecido como condição de acesso às políticas públicas.  A CNCoop, por sua vez, reivindica participação nos fóruns governamentais de temas trabalhistas e sindicais. E há ainda uma demanda prática: ampliar a presença de representantes do cooperativismo nas juntas comerciais, para que os procedimentos de registro se adequem à realidade de um modelo com lógica distinta das sociedades empresariais comuns.    Novos mercados, velhas pendências  O quarto bloco lista regulamentações prioritárias. A entrada no mercado de seguros privados, viabilizada pela Lei Complementar 213/2025, é tratada como uma grande conquista — o modelo cooperativista de seguros é bem-sucedido internacionalmente, com cooperados participando diretamente das decisões sobre coberturas e proteções.  Nas telecomunicações, a Lei 15.324/2026 removeu os entraves que impediam cooperativas de ofertar conectividade. Agora, a prioridade é definição de ambiente regulatório que permita explorar esse potencial — especialmente no meio rural, onde as cooperativas podem ampliar o acesso à internet com mais capilaridade e custo menor do que as soluções convencionais ofertadas.  Por fim, há a regulamentação da Lei das Cooperativas de Trabalho (Lei 12.690/2012), que desde sua sanção opera sem a clareza necessária. O objetivo é dar segurança jurídica a esse modelo de organização — reconhecendo os direitos dos trabalhadores cooperados e eliminando as ambiguidades que hoje geram insegurança para cooperativas e fiscalizadores.    Saiba Mais:  Cooperativas devem atualizar cadastro no SouCoop Comitês de Jovens e Mulheres avaliam ações e definem próximos passos Entidades apresentam radar de crédito rural ao Mapa
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