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03/07/2026

Em Foz do Iguaçu, lideranças das Américas definem agenda da ACI

Encontro estratégico que alinhou prioridades  antes da Assembleia Eleitoral da ACI Global  Durante quatro dias (29/06 - 02/07), Foz do Iguaçu (PR) recebeu algumas das principais lideranças do cooperativismo das Américas. O Sistema OCB sediou a reunião presencial do Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional das Américas (ACI Américas), encontro que contou com representantes de mais de 20 países para definir estratégias políticas e institucionais que orientarão a atuação da região nos próximos anos.  O encontro teve como foco a preparação para a Assembleia Geral da Aliança Cooperativa Internacional (ACI Global), marcada para setembro, no Panamá. Além da definição das prioridades regionais, os conselheiros alinharam posições sobre o processo eleitoral que escolherá a nova direção da entidade para o próximo quadriênio.  Atualmente, o Brasil ocupa a presidência da ACI Américas, exercida por José Alves de Souza, e integra o Conselho de Administração da ACI Global, com a candidatura do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, à reeleição para um novo mandato.  Como anfitrião do encontro, o Sistema OCB recebeu as delegações internacionais e apresentou a estrutura de representação do cooperativismo brasileiro. Participaram da programação o presidente Márcio, a superintendente Fabíola Nader Motta e o analista de Relações Internacionais do Sistema OCB, Enzo Ramos.  "O cooperativismo das Américas tem enorme potencial para influenciar as decisões globais quando constrói posições comuns e atua de forma coordenada. O Brasil acredita na cooperação entre as organizações nacionais como caminho para fortalecer nossa representação internacional e ampliar o impacto econômico e social das cooperativas. Receber este encontro em Foz do Iguaçu simboliza nosso compromisso permanente com esse processo de integração”, destacou o presidente Márcio.  Além das discussões eleitorais, o Conselho debateu temas estratégicos para o fortalecimento da atuação regional da Aliança. Entre eles estiveram o planejamento institucional da Aliança para o próximo ciclo, propostas de atualização do modelo de contribuição das organizações associadas e o alinhamento das prioridades dos comitês temáticos e setoriais, como agropecuário, habitação, juventude e mulheres.  O encontro também consolidou o posicionamento conjunto das cooperativas americanas para os debates que ocorrerão durante a Assembleia da ACI Global. A expectativa é que o continente chegue ao Panamá com candidaturas definidas e uma agenda comum para fortalecer a participação das Américas nas decisões do movimento cooperativista mundial.  A programação começou na segunda-feira (29), com um jantar de boas-vindas às delegações. Na terça-feira (30), tiveram início as reuniões do Conselho, acompanhadas de apresentações do presidente da ACI Global, Ariel Guarco, do presidente da ACI Américas, José Alves de Souza, e de Márcio Lopes de Freitas, que abordaram o cenário internacional do cooperativismo e os desafios do próximo ciclo de governança da organização.  Os debates tiveram continuidade na quarta-feira (1º) e foram encerrados na manhã de quinta-feira (2). À tarde, os representantes internacionais conheceram experiências do cooperativismo paranaense durante visitas técnicas à Frimesa e à sede da Sicredi Vanguarda, em Medianeira (PR).    Saiba Mais: No Senado, Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho Nova Lei impulsiona emprego e desenvolvimento regional Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo
Em Foz do Iguaçu, lideranças das Américas definem agenda da ACI
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03/07/2026

Crédito e seguro rural como estratégia para reduzir riscos no campo

Integração entre financiamento e proteção ganha força diante do aumento dos eventos climáticos  A sucessão de secas, geadas, enchentes e outras ocorrências climáticas extremas tem acelerado uma mudança no debate sobre a política agrícola brasileira. Representantes do setor produtivo, incluindo o cooperativismo, parlamentares e especialistas defendem que crédito e seguro rural deixem de ser tratados como instrumentos independentes e passem a atuar de forma integrada, a fim de ampliar a segurança financeira do produtor e reduzir os riscos para toda a cadeia do agronegócio.  A avaliação do Sistema OCB é de que o fortalecimento simultâneo dessas duas políticas pode aumentar a previsibilidade da renda no campo, reduzir a inadimplência das operações de crédito e oferecer maior segurança às cooperativas e instituições que financiam a produção agropecuária. Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes, o seguro rural passa a ser visto como complemento indispensável ao financiamento da atividade.  Para o gerente Técnico e Econômico da entidade, João Prieto, a combinação entre crédito e gestão de riscos precisa ser considerada com celeridade. "O crédito é fundamental para garantir investimento, produção e desenvolvimento econômico no campo. Mas, diante do aumento dos riscos climáticos, o seguro rural também passa a ser uma ferramenta indispensável para dar previsibilidade e segurança tanto para os produtores quanto para as cooperativas", declara.  Prieto considera que fortalecer esses mecanismos significa proteger toda a cadeia produtiva. "As cooperativas atuam diretamente no suporte aos produtores, especialmente em momentos de dificuldade. Ampliar o acesso ao crédito e modernizar os instrumentos de gestão de risco rural é uma medida essencial para garantir competitividade, continuidade produtiva e estabilidade econômica no agro brasileiro”.                                         Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosA avaliação é compartilhada pelo deputado Sérgio Souza (PR), coordenador de Infraestrutura da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Segundo ele, o país precisa consolidar uma política de gestão de riscos compatível com a dimensão da agropecuária brasileira. "O seguro rural deixou de ser um instrumento acessório e passou a ser uma necessidade para a sustentabilidade da produção agropecuária. Quando o produtor conta com financiamento aliado a mecanismos eficientes de proteção, reduz o risco da atividade, preserva a capacidade de pagamento e garante mais segurança para toda a cadeia produtiva".  O parlamentar também acredita que ampliar a cobertura do seguro contribui, ainda, para reduzir a exposição das instituições financeiras e estimular novos investimentos no campo, criando um ambiente de maior previsibilidade para produtores, cooperativas e agentes de crédito. “Essa integração beneficia os produtores, mas também todo o sistema de financiamento agropecuário. Com menor risco de perdas decorrentes de eventos climáticos, a tendência é de redução da inadimplência, maior estabilidade das operações de crédito e ampliação da capacidade de investimento das cooperativas de crédito e agropecuárias”, complementa.  O tema também avança no Congresso Nacional. Entre as propostas em discussão está o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop. A proposta busca modernizar a política nacional de seguro rural, ampliar as fontes de financiamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), fortalecer o Fundo de Catástrofe e ampliar a cobertura securitária no país.    Saiba Mais: Coops Day 2026 mobiliza cooperativas em todo o país neste sábado Sistema OCB prestigia os 55 anos da Ocepar em fórum de lideranças Sistema OCB e Anatel avançam diálogo sobre cooperativas em telecom
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03/07/2026

Modernização dos fundos constitucionais segue em discussão no Congresso

Mudanças visam ampliar  eficiência, fortalecer  cooperativas de crédito e expandir acesso aos recursos  Garantir crédito acessível, previsibilidade e investimentos de longo prazo é um dos principais desafios para impulsionar o desenvolvimento regional e fortalecer a produção agropecuária brasileira. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o acesso ao financiamento ainda enfrenta limitações estruturais, os Fundos Constitucionais de Financiamento (FCO, FNO e FNE) desempenham papel estratégico ao estimular investimentos, ampliar oportunidades e reduzir desigualdades.  Para que esses recursos alcancem quem mais precisa, as cooperativas de crédito exercem papel fundamental. Presentes em milhares de municípios — muitos deles sem atendimento de instituições financeiras tradicionais —, elas atuam diretamente no financiamento da produção, no apoio a pequenos e médios produtores, micro e pequenas empresas e na promoção da inclusão financeira. Essa capilaridade amplia o alcance das políticas públicas e fortalece a efetividade dos fundos constitucionais.  Nesse contexto, o Congresso Nacional discute o aperfeiçoamento dos Fundos Constitucionais de Financiamento, com o                                                Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado objetivo de tornar mais eficiente a aplicação dos recursos e ampliar sua capacidade de promover o desenvolvimento regional. Entre as principais propostas em tramitação está o Projeto de Lei (PL) 5.187/2019, que atualiza as regras de operacionalização desses instrumentos.  Durante a tramitação da matéria na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, a senadora Margareth Buzetti (MT) foi designada relatora do projeto e apresentou parecer incorporando sugestões defendidas pelo Sistema OCB para fortalecer a participação das cooperativas de crédito na operacionalização dos fundos. O relatório, no entanto, não chegou a ser votado porque mudanças na tramitação da proposta determinaram seu encaminhamento para outra comissão.  Ao defender o aperfeiçoamento da proposta, a senadora destaca a necessidade de considerar as diferentes realidades regionais na formulação das políticas públicas. "O modelo atual ainda encontra dificuldades para atender os pequenos tomadores de crédito. Precisamos olhar para a realidade de cada estado para que esses recursos cheguem a quem realmente precisa".  O Sistema OCB acompanha esse debate e defende o aperfeiçoamento dos mecanismos de operação dos fundos constitucionais para tornar mais eficiente o repasse dos recursos, ampliar o alcance do crédito e fortalecer o desenvolvimento econômico das regiões beneficiadas. A proposta integra a Agenda Institucional do Cooperativismo e está entre as prioridades da entidade no Congresso Nacional.  Para o coordenador do Ramo Crédito da entidade, Thiago Borba, ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos significa potencializar os resultados da política pública. "As cooperativas de crédito já estão presentes onde muitas vezes outras instituições financeiras não chegam. Ampliar sua participação na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito, aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional e ampliar as oportunidades de investimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste", afirma.    Fundos Constitucionais  Os Fundos Constitucionais de Financiamento são abastecidos com recursos do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e constituem um dos principais instrumentos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional. Seu objetivo é promover investimentos, reduzir desigualdades econômicas e ampliar o acesso ao crédito nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.  Nos últimos anos, o cooperativismo conquistou avanços importantes na legislação, como a garantia de participação mínima das cooperativas de crédito na operacionalização de alguns fundos. Agora, busca novos aperfeiçoamentos para ampliar a previsibilidade dos repasses, fortalecer a atuação das cooperativas e expandir o acesso ao financiamento para produtores rurais, cooperativas, micro e pequenas empresas.    Saiba Mais:  Sistema OCB prestigia os 55 anos da Ocepar em fórum de lideranças Desoneração da folha em defesa do emprego e da competitividade Cooperativismo é eixo da mineração sustentável
Modernização dos fundos constitucionais segue em discussão no Congresso
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03/07/2026

Coops Day 2026 mobiliza cooperativas em todo o país neste sábado

Campanha celebra o Dia Internacional do Cooperativismo com ações simultâneas e reforça a mensagem de que cooperar ajuda a construir um mundo mais pacífico  O cooperativismo brasileiro celebra neste sábado (4) o Dia Internacional do Cooperativismo (Coops Day) com uma mobilização nacional que levará a campanha Cooperativas por um mundo pacífico para diferentes regiões do país. A iniciativa reúne o Sistema OCB e as Organizações Estaduais em ações simultâneas para aproximar a sociedade do cooperativismo e destacar o impacto positivo do modelo de negócio na vida das pessoas.  Ao longo do dia, as unidades estaduais promoverão blitzes em parceria com emissoras de rádio que farão ativações em espaços públicos com distribuição de brindes. A proposta é aproveitar momentos de grande circulação de pessoas para apresentar, de forma leve e interativa, os valores do cooperativismo e ampliar o alcance da campanha. A iniciativa integra o conceito Time que Coopera, que utiliza a paixão nacional pelo esporte para reforçar a mensagem de que, no cooperativismo, ninguém joga sozinho.  Para a gerente-geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, o Coops Day é uma oportunidade de levar a mensagem do cooperativismo para além das cooperativas. "O Coops Day é a oportunidade de levar para a rua aquilo que defendemos todos os dias: que cooperar é a forma mais eficiente de chegar mais longe. Cada conversa e cada ação realizada nesse dia carregam essa mensagem de um jeito simples e direto para quem ainda não conhece o cooperativismo."  Neste ano, a mobilização conta com a participação de organizações estaduais de 18 unidades da Federação — Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Embora cada estado tenha programação própria, todas as ações compartilham a mesma identidade visual e a mensagem da campanha nacional.  O tema de 2026, Cooperativas por um mundo pacífico, reforça o papel das cooperativas na promoção do diálogo, da inclusão, da solidariedade e do desenvolvimento sustentável. Em um cenário marcado por desafios sociais e conflitos, o movimento cooperativista destaca que a cooperação é um caminho para fortalecer comunidades e construir soluções coletivas.    O Coops Day  Celebrado sempre no primeiro sábado de julho, o Coops Day reúne cooperativas de todo o mundo desde 1923 e, desde 1995, também integra o calendário oficial da Organização das Nações Unidas (ONU).  Cooperados e cooperadas podem consultar a Organização Estadual do Sistema OCB em sua região para conferir a programação e participar das atividades preparadas para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo.     Saiba Mais:  Coops de crédito celebram papel na estabilidade e no desenvolvimento  Sistema OCB reforça liderança feminina durante encontro no PEC Brasil  Reunião debate atuação das cooperativas nas telecomunicações 
Coops Day 2026 mobiliza cooperativas em todo o país neste sábado
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03/07/2026

Fundos constitucionais podem impulsionar nova economia na Região Norte

Senador Irajá defende maior eficiência na aplicação dos recursos para ampliar investimentos   Os Fundos Constitucionais de Financiamento (FNO, FNE e FCO) podem ampliar os investimentos em cadeias produtivas emergentes, inovação, bioeconomia e mercado de carbono. A avaliação é do senador Irajá (TO), que defende o aperfeiçoamento dos mecanismos de financiamento para acelerar o desenvolvimento econômico e ampliar oportunidades em estados como o Tocantins.                                                     Foto: Carlos Moura/Agência Senado Criados para reduzir desigualdades, os fundos financiam projetos produtivos com recursos provenientes do Imposto de Renda e do IPI. Para Irajá, o desafio é tornar o acesso ao crédito mais ágil e eficiente. "O que necessitamos é que os empréstimos sejam concedidos dentro de um prazo razoável e com menor burocracia", afirma.  Na avaliação do parlamentar, “o Tocantins reúne condições para atrair investimentos em setores ligados à economia de baixo carbono, agregação de valor à produção e inovação, tendo os fundos constitucionais como um dos principais instrumentos de financiamento”.  O Sistema OCB defende que esse potencial pode ser ampliado com maior participação das cooperativas de crédito na operacionalização dos fundos. Presente em milhares de municípios, o segmento tem ampliado sua atuação no financiamento da produção e na inclusão financeira, especialmente em localidades onde a presença de bancos tradicionais é limitada.  Atualmente, propostas em tramitação no Congresso Nacional buscam aprimorar as regras de repasse desses recursos. Entre elas estão projetos — PL 532/2015, PL 5.187/2019 e PL 912/2022 — que integram a  Agenda Institucional do Cooperativismo e tratam do fortalecimento da participação dos agentes operadores, da previsibilidade nos repasses e da definição mais clara dos critérios de distribuição dos recursos pelos bancos administradores.  "Ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito e aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional", afirma o coordenador do Ramo Crédito da entidade, Thiago Borba.  Segundo ele, a proximidade das cooperativas com produtores rurais e empreendedores permite que os recursos cheguem com mais rapidez e eficiência aos beneficiários. "Fortalecer a participação das cooperativas significa acelerar investimentos e garantir que os recursos cheguem de maneira mais eficiente a quem produz e movimenta a economia", complementa.   Saiba Mais:  Sistema OCB prestigia os 55 anos da Ocepar em fórum de lideranças Desoneração da folha em defesa do emprego e da competitividade Sistema OCB e Anatel avançam diálogo sobre cooperativas em telecom
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03/07/2026

Sistema OCB prestigia os 55 anos da Ocepar em fórum de lideranças

Evento debate temas estratégicos voltados ao futuro do cooperativismo paranaense  Nesta quinta-feira (2), o Sistema OCB esteve representado pelo presidente do Conselho de Administração, Márcio Lopes de Freitas, na abertura do Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses, realizado em Castro (PR). Promovido pelo Sistema Ocepar em comemoração aos seus 55 anos, o encontro reúne presidentes de cooperativas do estado para debater temas estratégicos relacionados ao futuro do cooperativismo, à representação institucional e às alianças para o desenvolvimento do setor.  Durante sua participação, Márcio ressaltou a importância da trajetória construída pelo cooperativismo paranaense e seu papel como referência para o movimento brasileiro. Também destacou a parceria histórica entre o Sistema OCB e o Sistema Ocepar na defesa dos interesses das cooperativas e na construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.   "Celebrar os 55 anos da Ocepar é reconhecer uma história construída com liderança, visão de futuro e compromisso com as cooperativas. O Paraná consolidou um dos mais sólidos e organizados sistemas cooperativistas do mundo, resultado do trabalho conjunto de lideranças que compreenderam, desde cedo, a força da cooperação como estratégia de desenvolvimento econômico e social. Essa trajetória inspira todo o cooperativismo brasileiro", afirmou Márcio.  O presidente também considerou que a integração entre as organizações estaduais fortalece a representação nacional e amplia a capacidade de o cooperativismo responder aos desafios do país. "O Sistema OCB e o Sistema Ocepar caminham lado a lado na construção de um ambiente cada vez mais favorável às cooperativas. Essa parceria tem sido fundamental para ampliar a competitividade do setor, defender os interesses dos cooperados e mostrar que o cooperativismo é parte da solução para os grandes desafios do Brasil. Quando atuamos de forma integrada, todo o movimento se fortalece", complementou.   A programação de abertura também contou com a participação do presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, e do presidente do Conselho Deliberativo da Ocepar, Luiz Roberto Baggio. Na sequência, os participantes acompanharam palestra do economista Eduardo Giannetti; painel sobre a atuação da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), coordenado pelo deputado federal Arnaldo Jardim (SP); homenagens aos 75 anos das cooperativas Castrolanda e Agrária; e lançamento do livro comemorativo pelos 55 anos da Ocepar.  Além das celebrações, o Fórum promoveu debates sobre temas estratégicos para o cooperativismo paranaense. Nesta sexta-feira (3), a programação continua no Castrolanda Expocenter com palestra do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, sobre ética nas relações entre cooperativas; painéis dedicados às alianças estratégicas no Centro-Sul do Paraná e ao Projeto PRC300; e uma plenária com os presidentes das cooperativas do estado.    Saiba Mais:  No Senado, Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho  Nova Lei impulsiona emprego e desenvolvimento regional  Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo 
Sistema OCB prestigia os 55 anos da Ocepar em fórum de lideranças
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03/07/2026

Desoneração da folha em defesa do emprego e da competitividade

Continuidade da política é caminho para reduzir custos e fortalecer setores intensivos em mão de obra  A prorrogação da desoneração da folha de pagamentos permanece entre as principais pautas do setor produtivo brasileiro diante dos impactos que a medida pode trazer para a geração de empregos, a competitividade das empresas e o custo de contratação de trabalhadores. Defendida por entidades empresariais e pelo Sistema OCB, a política é apontada como um instrumento para estimular investimentos, ampliar a atividade econômica e preservar postos de trabalho em segmentos intensivos em mão de obra, como os de proteína animal, transporte, construção civil e serviços.                                         Foto: Waldemir Barretos/Agência SenadoNesse cenário, o senador Efraim Filho (PB), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), consolidou-se como um dos principais articuladores da pauta no Congresso. Autor do Projeto de Lei (PL) 334/2023, que prorrogou a desoneração da folha de pagamentos até 2027, o parlamentar defende que a política representa um mecanismo de incentivo à produção, ao emprego e ao crescimento econômico.  "A desoneração da folha é uma política de proteção ao emprego. Quanto menor o custo para contratar, maior é a capacidade das empresas de investir, crescer e abrir novas vagas”, afirma Efraim. Na avaliação do senador, a busca pelo equilíbrio das contas públicas deve caminhar ao lado da preservação da competitividade dos setores produtivos. "É possível construir uma solução responsável do ponto de vista fiscal sem penalizar quem produz, investe e gera oportunidades para os brasileiros”, acrescenta.  O posicionamento converge com a defesa histórica do Sistema OCB. Desde 2017, a entidade acompanha as discussões sobre a desoneração da folha e considera a política uma das prioridades da Agenda Institucional do Cooperativismo. Para o setor, a medida contribui para preservar empregos, reduzir custos de produção, ampliar a competitividade  e fortalecer cadeias produtivas estratégicas para a economia nacional.  A presidente executiva da entidade, Tania Zanella, afirma que qualquer discussão sobre mudanças no modelo tributário da folha de pagamento precisa considerar os impactos sobre a atividade econômica e as especificidades do cooperativismo. "O cooperativismo defende um ambiente tributário que estimule a produção, preserve empregos e ofereça segurança jurídica para quem investe".  Ainda segundo ela, a manutenção da desoneração fortalece especialmente os ramos intensivos em mão de obra, nos quais as cooperativas desempenham papel relevante na geração de renda e no desenvolvimento regional. "As cooperativas exercem papel estratégico na geração de empregos, renda e desenvolvimento das comunidades. Medidas que preservem a competitividade dos setores produtivos fortalecem o cooperativismo e ampliam a capacidade de investimento no país".  Em manifestações técnicas encaminhadas ao Congresso, o Sistema OCB alerta que alterações na forma de incidência da contribuição previdenciária, por exemplo, podem elevar significativamente os custos de alguns segmentos,  o que comprometeria sua competitividade. Por isso, a entidade defende que o tratamento considere as especificidades do modelo cooperativista    Saiba Mais: Sistema OCB destaca cooperação lusófona em seminário Sistema OCB e Anatel avançam diálogo sobre cooperativas em telecom Expoleite 2026 destaca força da pecuária leiteira e do cooperativismo
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03/07/2026

Sistema OCB e Anatel avançam diálogo sobre cooperativas em telecom

Reunião debates próximos passos da nova legislação e abre caminho para futura cooperação institucional  A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, participou nesta quinta-feira (2), de uma reunião com o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Baigorri, para discutir a implementação da Lei 15.324/2026, que passou a permitir expressamente a atuação das cooperativas como prestadoras de serviços de telecomunicações. Também participaram do encontro o gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto, e a analista Thayná Cortês.  A reunião teve como foco os próximos passos para a inserção das cooperativas no setor, especialmente em relação ao ambiente regulatório. Durante a conversa, Baigorri reforçou que as cooperativas deverão observar as mesmas regras aplicáveis às demais prestadoras de serviços de telecomunicações, com atenção especial às normas de outorga estabelecidas pela Agência.  O presidente da Anatel também manifestou apoio à construção de um acordo de cooperação com o Sistema OCB. A proposta é desenvolver iniciativas conjuntas voltadas à troca de informações e à produção de materiais orientativos que auxiliem as cooperativas interessadas em atuar no segmento.  Durante a reunião, Tania apresentou um panorama do cooperativismo brasileiro e destacou a experiência do Sistema OCB no diálogo com órgãos reguladores de diferentes setores, como Banco Central, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Superintendência de Seguros Privados (Susep).   Ela ressaltou que esse relacionamento institucional tem sido fundamental para criar um ambiente regulatório mais adequado às especificidades do modelo cooperativista. "As cooperativas já demonstraram sua capacidade de atuar com eficiência em setores altamente regulados. Nosso objetivo é construir, em parceria com a Anatel, um ambiente de orientação e segurança jurídica para que novas iniciativas possam surgir de forma estruturada, sempre em conformidade com a regulamentação vigente", afirmou.   O Sistema OCB também agradeceu o apoio institucional da Anatel durante a tramitação do Projeto de Lei 1.303/2022, que deu origem à Lei 15.324/2026. A Agência emitiu parecer favorável à proposta e contribuiu para o reconhecimento da possibilidade de atuação das cooperativas no setor de telecomunicações.   Atualmente, a atuação da entidade está concentrada em orientar as cooperativas sobre o novo cenário regulatório. Entre as ações já desenvolvidas estão uma transmissão ao vivo para esclarecimento da nova legislação, um documento de perguntas e respostas (FAQ) e um boletim de mercado. Também está prevista a elaboração de um guia com informações sobre a regulamentação e os principais normativos aplicáveis ao setor.     Saiba Mais:  Reunião debate atuação das cooperativas nas telecomunicações Sem internet, campo perde oportunidades; cooperativas viram solução Live do Sistema OCB debate atuação de cooperativas em telecom
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02/07/2026

Cooperativismo é eixo da mineração sustentável

Setor defende agenda de políticas públicas para ampliar a formalização e o desenvolvimento do setor O fortalecimento das cooperativas minerais tem ganhado espaço especial no debate sobre políticas públicas para a mineração sustentável. O Brasil reúne condições para assumir posição de destaque global no fornecimento de desses insumos, considerados fundamentais para a transição energética, a indústria tecnológica e a nova economia verde. Nesse contexto, construir um ambiente regulatório que contribua para a extração responsável dos minérios se torna cada vez mais relevante. No Senado, o senador Zequinha Marinho (PA)  defende medidas voltadas à organização da atividade garimpeira, à segurança jurídica e ao desenvolvimento da pequena mineração com responsabilidade ambiental, principalmente a partir do cooperativismo. A Constituição Federal estabelece, no artigo 174, §§ 2º e 3º, o estímulo ao cooperativismo e à organização da atividade garimpeira em cooperativas, além de assegurar prioridade às cooperativas de mineração na autorização ou concessão para pesquisa e lavra de minerais garimpáveis. Para o setor, o modelo contribui para a formalização da atividade, amplia a governança e fortalece o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras. O posicionamento da entidade é endossado pelo senador. "A mineração sustentável passa necessariamente pela valorização das cooperativas minerais. Quando o garimpeiro trabalha organizado, com segurança jurídica, assistência técnica e responsabilidade ambiental, ganha o trabalhador, ganha o meio ambiente e ganha o Brasil", afirma. Segundo ele, fortalecer as cooperativas é criar condições para que a atividade mineral avance de forma organizada. "Nosso compromisso é fortalecer políticas públicas que promovam a formalização da atividade, ampliem as oportunidades para os pequenos mineradores e incentivem um modelo de desenvolvimento que gere emprego, renda e preserve os recursos naturais", complementa.   Agenda As propostas defendidas pelo Sistema OCB integram a Agenda Institucional do Cooperativismo e incluem a regulamentação de dispositivos voltados à pequena mineração, como o Artigo 2º da Lei 7.766/1989 e da Lei 7.805/1989, além da liberação das Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs), do aperfeiçoamento dos regimes de aproveitamento mineral e do fortalecimento de mecanismos de controle, rastreabilidade e soluções sustentáveis para a atividade. Segundo o coordenador do cooperativismo de mineração do Sistema OCB, Gilson Camboim, o movimento tem contribuído para organizar a produção mineral e ampliar a adoção de boas práticas de gestão e responsabilidade socioambiental. "O cooperativismo mineral demonstra que é possível conciliar produção, organização da atividade garimpeira e responsabilidade socioambiental. As cooperativas oferecem governança, capacitação e condições para que milhares de pequenos mineradores atuem dentro da legalidade, com planejamento, rastreabilidade e compromisso com a recuperação ambiental", relata.   Saiba Mais Cooperativismo apoia projeto para ampliar mão de obra formal na safra Nova Lei impulsiona emprego e desenvolvimento regional Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo
Cooperativismo é eixo da mineração sustentável
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02/07/2026

Cooperativismo apoia projeto para ampliar mão de obra formal na safra

Projeto dos Safristas busca conciliar proteção social e contratação temporária no campo  Ampliar a oferta de mão de obra formal durante os períodos de safra sem comprometer a proteção social dos trabalhadores é um dos principais desafios enfrentados pela agropecuária brasileira. Como forma de oferecer uma solução para essa questão, o Projeto de Lei (PL) 715/2023, conhecido como Projeto dos Safristas, apoiado pelo cooperativismo, foi aprovado no Congresso Nacional. Apesar de sua importância para o setor, a proposta foi integralmente vetada pela Presidência da República e, por isso, a expectativa agora é de que a decisão seja revertida no Parlamento. De autoria do deputado Zé Vitor (MG), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto prevê que a renda obtida em contratos temporários de safra não seja considerada para a exclusão imediata de programas sociais. A medida busca reduzir a informalidade, ampliar as oportunidades de trabalho no campo e atender à demanda de produtores rurais e cooperativas que enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores durante os períodos de colheita. Relator da matéria, o deputado Evair de Melo (ES), também membro da Frencoop, defende que a iniciativa responde a uma                                                   Vinicius Loures/Câmara dos Deputados demanda histórica do setor produtivo e cria condições para ampliar a formalização das relações de trabalho. "A ideia é fomentar a formalização do trabalho em diversas culturas agrícolas. As regras dos programas sociais e a remuneração por produtividade acabam criando um cenário que incentiva a informalidade. Precisamos oferecer segurança para quem quer trabalhar e para quem precisa contratar", afirma. Mobilização As cooperativas agropecuárias estão entre as principais defensoras do Projeto dos Safristas. Responsáveis por organizar a produção, prestar assistência técnica, facilitar o acesso ao crédito, agregar valor aos produtos e ampliar mercados para os cooperados, elas dependem da disponibilidade de trabalhadores temporários em diversas cadeias produtivas durante os períodos de safra. Dados do Sistema OCB mostram que o segmento reúne atualmente 1.172 cooperativas, movimenta R$ 438,2 bilhões por ano e gera mais de 257 mil empregos diretos, consolidando-se como um dos principais motores do desenvolvimento econômico no interior do país. Para a presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, iniciativas que incentivam a formalização do trabalho fortalecem todo o ambiente produtivo organizado pelas cooperativas. “O desafio da mão de obra no campo só será resolvido com regras que estimulem a formalização. O Projeto dos Safristas representa um avanço porque aproxima políticas sociais e políticas de emprego, beneficiando trabalhadores, cooperativas e toda a cadeia agropecuária”, ressalta.   Saiba Mais: No Senado, Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho Nova Lei impulsiona emprego e desenvolvimento regional Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo
Cooperativismo apoia projeto para ampliar mão de obra formal na safra
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02/07/2026

Sistema OCB destaca cooperação lusófona em seminário

Intercooperação entre países de língua portuguesa é estratégia para ampliar desenvolvimento sustentável O Sistema OCB participou nesta quinta-feira (2) do Seminário Internacional Virtual Cooperativas e os próximos 30 anos da CPLP: cooperação e unidade na diversidade. A entidade foi representada pela superintendente Fabíola Nader Motta, que fez uma apresentação durante o evento. O encontro abordou o papel das cooperativas na integração dos países de língua portuguesa e na construção de uma agenda comum de desenvolvimento para as próximas décadas. Promovido pela Organização Cooperativista dos Países de Língua Portuguesa (OCPLP), em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), o seminário contou com representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da Aliança Cooperativa Internacional África (ACI África), da Organização das Nações Unidas (ONU) e de entidades nacionais do cooperativismo dos países lusófonos. Ao abrir sua participação, Fabíola destacou o simbolismo do encontro, realizado às vésperas da celebração dos 30 anos da CPLP. Segundo ela, a comunidade reúne nove países com realidades distintas, mas conectados por uma herança cultural e linguística capaz de fortalecer iniciativas de cooperação. Nesse contexto, a superintendente afirmou que o cooperativismo representa um dos modelos mais alinhados aos princípios da comunidade, justamente por promover a união entre pessoas e organizações em torno de objetivos comuns. "O cooperativismo transforma confiança em desenvolvimento, participação em prosperidade e cooperação em resultados concretos para as comunidades. É um modelo que precisa ser cada vez mais valorizado e apoiado pelos governos", afirmou. Fabíola também ressaltou que a cooperação entre os países de língua portuguesa cria oportunidades para ampliar o intercâmbio de experiências e acelerar a disseminação de boas práticas. Para ela, iniciativas desenvolvidas por cooperativas no Brasil, Portugal, Moçambique, Cabo Verde ou Guiné-Bissau podem inspirar soluções em toda a comunidade lusófona, fortalecendo setores como agricultura, sustentabilidade, inclusão e inovação. Durante a apresentação, a superintendente lembrou que a atuação internacional é uma prioridade para o Sistema OCB, que hoje participa de 18 fóruns globais. Nesse cenário, a OCPLP ocupa posição estratégica por aproximar organizações que compartilham idioma, valores e desafios semelhantes, o que facilita a construção de parcerias e projetos conjuntos. Ao abordar o momento vivido pelo cooperativismo no cenário internacional, Fabíola destacou que o reconhecimento das cooperativas pela ONU, especialmente com o Ano Internacional das Cooperativas celebrado em 2025, ampliou a visibilidade do modelo como ferramenta para promover desenvolvimento sustentável, inclusão econômica e fortalecimento das comunidades. "O mundo busca modelos capazes de unir eficiência econômica e impacto social positivo. O cooperativismo oferece exatamente essa resposta", afirmou. Ao encerrar, Fabíola defendeu que o seminário seja um ponto de partida para ampliar a intercooperação entre os países da CPLP, com a criação de novas redes de colaboração, missões técnicas, programas de intercâmbio e projetos voltados ao protagonismo de jovens e mulheres cooperativistas. "Temos a convicção de que essa nova etapa da história da CPLP será construída com mais conexão entre pessoas, instituições e cooperativas. O cooperativismo é o caminho para transformar essa unidade em ação", concluiu. Saiba Mais: Senado: Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho Nova Lei impulsiona emprego e desenvolvimento regional Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo
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02/07/2026

Nova Lei impulsiona emprego e desenvolvimento regional

Acesso aos fundos regionais contribui para fortalecer projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste  A garantia do acesso das cooperativas aos fundos federais de desenvolvimento regional consolida uma das principais agendas do cooperativismo brasileiro voltadas ao fortalecimento da economia do interior. A aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 262/2019, convertido na Lei Complementar 231/2026, passou a permitir que cooperativas tenham acesso aos recursos do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Nordeste (FDNE) e do Centro-Oeste (FDCO), com novas possibilidades de financiamento para projetos produtivos, infraestrutura e expansão de atividades econômicas. A mudança é resultado de uma longa articulação do Sistema OCB construída ao longo da tramitação da proposta no                                                  Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Congresso Nacional, com a participação de diversos parlamentares ligados ao cooperativismo e ao setor produtivo. A deputada Bia Kicis (DF), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), foi relatora da matéria na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), da Câmara dos Deputados, e defendeu o projeto. Para a parlamentar, a nova legislação corrige uma distorção importante ao reconhecer expressamente as cooperativas como beneficiárias dos fundos regionais. "Estamos garantindo que as cooperativas também possam acessar esses recursos, levando investimento, emprego e desenvolvimento para quem produz e gera renda em todo o Brasil", afirma. Ainda segundo ela, a medida fortalece uma política pública já existente sem criar novas despesas para a União e amplia a capacidade de investimento nas regiões que mais necessitam de financiamento. "As cooperativas têm presença em milhares de municípios brasileiros e desempenham papel decisivo no desenvolvimento regional. Fortalecer essas organizações significa ampliar oportunidades, incentivar novos investimentos e gerar mais empregos", complementa.   Desenvolvimento Na avaliação do setor, o impacto da medida ultrapassa o aumento do acesso ao crédito. “As cooperativas concentram milhares de produtores, promovem assistência técnica, agregação de valor à produção, armazenagem, industrialização e comercialização, funcionando como importantes vetores de desenvolvimento em municípios onde o acesso ao financiamento costuma ser mais restrito”, destaca Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB. A análise é compartilhada pelo setor produtivo cooperado. O diretor Administrativo e Financeiro da Coamo Agroindustrial Cooperativa, Antonio Sérgio Gabriel, considera que a nova legislação gera condições para acelerar projetos estruturantes. "A aprovação reconhece o papel das cooperativas como promotoras do desenvolvimento regional. Agora, esperamos que esses recursos possam apoiar investimentos que gerem emprego, renda e competitividade nas regiões atendidas pelas cooperativas".   O que muda com a nova lei Sancionada em 2026, a Lei Complementar 231, passou a incluir formalmente as cooperativas entre os beneficiários dos fundos regionais de desenvolvimento. Na prática, a mudança elimina uma restrição que impedia essas organizações de acessar diretamente os recursos dos fundos constitucionais de desenvolvimento regional. A expectativa do Sistema OCB é que a lei amplie investimentos em infraestrutura, armazenagem, industrialização, inovação e expansão da produção, além de contribuir para fortalecer cadeias produtivas, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento econômico nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.   Saiba Mais:  No Senado, Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho Projeto dos Safristas reforça debate sobre inclusão produtiva no campo Sistema OCB detalha impactos do Plano Safra 2026/2027 para as coops
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02/07/2026

Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo

Integração com assistência técnica e gestão de riscos amplia a produtividade e impulsiona desenvolvimento   Ter acesso ao crédito é essencial para produzir. Saber como investir esses recursos faz toda a diferença para produzir melhor, aumentar a renda e fortalecer o desenvolvimento das comunidades rurais. É nessa combinação entre financiamento, assistência técnica e gestão de riscos que o cooperativismo tem demonstrado sua força, oferecendo aos produtores um modelo capaz de transformar crédito em produtividade, inovação e crescimento sustentável.  No campo, crédito e assistência técnica caminham lado a lado. O financiamento permite a aquisição de insumos, máquinas, equipamentos e tecnologias, mas é a orientação especializada que ajuda o produtor a tomar decisões mais eficientes, reduzir custos, aumentar a produtividade e enfrentar os desafios da atividade agropecuária com mais segurança.  É justamente nesse modelo que as cooperativas agropecuárias fazem a diferença. Elas oferecem acompanhamento técnico contínuo, promovem a adoção de boas práticas de produção, difundem inovação e aproximam os cooperados de mercados cada vez mais exigentes. O resultado é um ciclo virtuoso que beneficia não apenas o produtor, mas toda a economia local, com geração de renda, emprego e desenvolvimento regional.  "Nesse contexto, o crédito rural gera resultados muito mais consistentes quando está aliado à assistência técnica. Nas cooperativas, o produtor não recebe apenas financiamento; ele conta com orientação para investir melhor, adotar tecnologias, aumentar a produtividade e tomar decisões mais seguras. Esse modelo fortalece a renda, gera desenvolvimento regional e amplia a competitividade do agro brasileiro”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.  Essa atuação é especialmente importante para pequenos e médios produtores, que encontram nas cooperativas uma estrutura de apoio capaz de reduzir desigualdades no acesso às políticas públicas e ampliar as oportunidades de crescimento. Ao reunir produtores em torno de objetivos comuns, o cooperativismo fortalece o poder de negociação, amplia o acesso à inovação e torna o crédito uma ferramenta efetiva para impulsionar a produção.    Fortalecimento  O deputado federal e coordenador do Ramo Crédito da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Domingos Sávio (MG)                                                  Bruno Spada/Câmara dos Deputados, concorda com a defesa de que crédito e seguro rural alcançam melhores resultados quando estão associados ao conhecimento técnico e à organização proporcionada pelas cooperativas. "O crédito rural e o seguro rural são instrumentos fundamentais para dar segurança a quem produz, mas eles alcançam resultados ainda melhores quando vêm acompanhados de assistência técnica de qualidade. O produtor, especialmente o pequeno, precisa ter acesso à orientação para investir com eficiência, aumentar a produtividade e produzir de forma cada vez mais sustentável”.    Ainda segundo o parlamentar, as cooperativas exercem um papel essencial nesse cenário. “Elas garantem conhecimento, organização, acesso a mercados e melhores condições de financiamento. Fortalecer essas políticas é fortalecer o campo, gerar renda, criar oportunidades no interior e contribuir para o desenvolvimento do Brasil”, destaca.   Transformar o crédito em desenvolvimento também depende de políticas públicas que modernizem os instrumentos financeiros disponíveis para produtores e cooperativas. Por isso, o Sistema OCB acompanha e contribui com propostas em tramitação no Congresso Nacional que aperfeiçoam tanto a gestão de riscos quanto o acesso ao financiamento rural.  Uma delas é o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop. A proposta moderniza a legislação relacionada ao seguro rural, amplia as fontes de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e cria condições para viabilizar a regulamentação do Fundo de Catástrofe, mecanismo considerado estratégico para ampliar a oferta de seguros e fortalecer a gestão de riscos no campo.  Para o Sistema OCB, a iniciativa representa um avanço importante ao atualizar instrumentos que precisam acompanhar a realidade atual do agronegócio. A ampliação da cobertura do seguro rural oferece mais previsibilidade às atividades produtivas e cria um ambiente mais seguro para novos investimentos, beneficiando diretamente mais de um milhão de produtores cooperados.  Outra pauta prioritária é o PL 4.334/2020, de autoria do deputado Zé Mário (GO), que busca estabelecer um teto nacional para os emolumentos cobrados no registro de garantias vinculadas às operações de financiamento rural. A proposta também aperfeiçoa o sistema eletrônico de registro de imóveis e sua interoperabilidade com outros sistemas de registro eletrônico.   O principal avanço, segundo o Sistema OCB, no entanto, está na redução dos custos das operações de crédito. A entidade defende que o texto priorize a criação de um teto nacional para os emolumentos cartoriais, garantindo maior previsibilidade aos produtores e cooperativas e reduzindo despesas que hoje encarecem o acesso ao financiamento rural.    Saiba Mais: No Senado, Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho Nova Lei impulsiona emprego e desenvolvimento regional Projeto dos Safristas reforça debate sobre inclusão produtiva no campo
Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo
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02/07/2026

Expoleite 2026 destaca força da pecuária leiteira e do cooperativismo

Presidente Márcio participou da abertura da feira e ressaltou o papel do movimento no agronegócio  A 52ª edição da Expoleite começou nesta quarta-feira (1), em Arapoti (PR), com produtores, cooperativas, empresas e especialistas reunidos para três dias de programação voltada ao fortalecimento da cadeia leiteira e do agronegócio. O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, participou da solenidade de abertura da feira, promovida pela Capal Cooperativa Agroindustrial.  A Expoleite reúne julgamentos de animais, palestras técnicas, encontros de produtores e debates sobre temas estratégicos para o campo, além de aproximar cooperados, pesquisadores, lideranças e empresas ligadas ao agronegócio.  Durante a abertura, o presidente Márcio destacou que eventos como a Expoleite demonstram a capacidade do cooperativismo de impulsionar a inovação, disseminar conhecimento e fortalecer a competitividade da produção agropecuária. "A Expoleite traduz o que o cooperativismo faz de melhor: aproxima pessoas, compartilha conhecimento e cria oportunidades para que os produtores evoluam juntos. É um ambiente que fortalece a inovação, valoriza quem produz e contribui para o desenvolvimento das comunidades onde as cooperativas atuam".  O presidente também ressaltou que o cooperativismo tem papel estratégico para o crescimento sustentável da pecuária leiteira e para o fortalecimento do agronegócio brasileiro. "Quando cooperamos, conseguimos levar tecnologia, assistência técnica, acesso a mercados e geração de renda para milhares de famílias. O resultado é um setor mais forte, mais competitivo e preparado para enfrentar os desafios do futuro", declarou.     Programação  A programação da Expoleite segue até sexta-feira (3), no Parque de Exposições Capal, com atividades voltadas à pecuária leiteira, agricultura, suinocultura e cafeicultura. Entre os destaques estão julgamentos de animais, rodadas técnicas, encontros de produtores, palestras sobre mercado agrícola, macroeconomia e comunicação no agro, além da tradicional premiação do Leite de Qualidade.  A feira também oferece atrações para toda a comunidade, como praça de alimentação, galeria comercial, Expoflor e apresentações musicais diárias, para reforçar seu papel como um dos principais eventos do calendário agropecuário da região.    Saiba Mais:  No Senado, Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho  Nova Lei impulsiona emprego e desenvolvimento regional  Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo 
Expoleite 2026 destaca força da pecuária leiteira e do cooperativismo
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01/07/2026

Sem seguro e sem crédito, quem protege quem planta?

Coop defende proteção do produtor rural e fim das travas que ainda dificultam financiamento no campo  Quando a chuva não vem, ou quando vem demais, quem paga a conta é o produtor. No Brasil, a maioria dos agricultores ainda enfrenta perdas com as crises climáticas sem qualquer proteção formal. É exatamente nessa lacuna que o cooperativismo tem atuado como linha de defesa. Em 2026, com as eleições se aproximando, o movimento cooperativista coloca o seguro rural e o crédito agrícola no centro do debate político.  O cenário é conhecido por quem está no campo: acesso ao seguro rural ainda é privilégio de poucos, o crédito chega com burocracia e custos cartoriais que corroem a margem do produtor antes mesmo de ele plantar. As cooperativas agropecuárias estão em todos os elos dessa cadeia e, por isso, têm condições únicas de mudar esse quadro, desde que o marco regulatório avance.    Atualizar para democratizar  O PL 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), propõe uma atualização profunda da legislação que rege o seguro rural no Brasil. A proposta altera as bases da Política Agrícola, moderniza o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e abre caminho para a regulamentação do Fundo de Catástrofe, ferramenta complementar ao seguro tradicional que, apesar de prevista em lei há anos, ainda não saiu do papel por dificuldades orçamentárias.  O diagnóstico por trás da proposta é claro: a legislação atual não promove a democratização da gestão de risco climático no campo. Pequenos produtores, que são a maioria entre os cooperados, seguem desprotegidos diante de eventos extremos. O Fundo de Catástrofe, quando implementado, tem potencial de reduzir a percepção de risco dos operadores do mercado segurador — o que, na prática, significa mais produtos disponíveis, com preços mais adequados à realidade rural.  “Para as cooperativas agropecuárias, o avanço do PL representa a possibilidade de ampliar a proteção de seus quadros sociais, amenizar perdas e garantir continuidade da produção mesmo nos anos mais duros. Sem seguro acessível, cada evento climático severo pode comprometer não apenas a safra, mas a viabilidade do cooperado”, destaca Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB.    Crédito: o custo invisível que trava o campo  Outro gargalo estrutural está no registro de garantias para operações de financiamento rural. O PL 4.334/2020, do deputado Zé Mário (GO), propõe um teto nacional de emolumentos cartoriais para esse tipo de operação. Hoje, os custos de registro variam amplamente de estado para estado e, em muitos casos, encarecem o crédito de forma desproporcional à realidade de quem produz.  O Sistema OCB apoia a proposta e defende que as discussões priorizem justamente esse ponto: criar um limite claro e previsível para os custos de registro, sem renunciar à segurança jurídica das operações. A proposta também trata da implementação do registro eletrônico de imóveis, que pode reduzir burocracia e ampliar o acesso ao financiamento, especialmente para pequenos produtores em municípios com menos estrutura cartorial.  O deputado Zé Silva (MG), coordenador institucional da Frencoop, resume bem o que está em jogo. "O cooperativismo é a ferramenta que traz a maior democratização de políticas públicas, especialmente do crédito rural. As cooperativas estão onde os bancos privados, a maioria dos agentes financeiros, mesmo públicos, não estão. Além de democratizar os recursos, elas ajudam a levar assistência técnica, pesquisa, inovação e, principalmente, garantem que produtores rurais possam acessar recursos e desenvolver os municípios de pequeno porte, os grotões de todo o Brasil, relata.     Saiba Mais: No Senado, Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho Projeto dos Safristas reforça debate sobre inclusão produtiva no campo Sistema OCB detalha impactos do Plano Safra 2026/2027 para as coops  
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01/07/2026

Regras travadas deixam crédito longe de quem precisa

Cooperativas de crédito operam fundos constitucionais, mas regras travadas limitam seu alcance  Em 469 municípios brasileiros, a cooperativa de crédito é a única instituição financeira disponível.  É por ela que passa a liberação de recursos para a safra, o investimento voltado ao pequeno negócio, o acesso ao dinheiro público destinado ao desenvolvimento regional. E é justamente esse papel que três projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional podem ampliar.  O tema das propostas são os fundos constitucionais de financiamento: FCO (Centro-Oeste), FNE (Nordeste) e FNO (Norte). Criados para reduzir desigualdades regionais, esses fundos repassam recursos a agentes financeiros que os distribuem aos beneficiários finais: produtores rurais, pequenas empresas, empreendedores locais. As cooperativas de crédito são agentes repassadores desse sistema. O problema é que as regras atuais criam entraves que limitam e dificultam o acesso de quem mais precisa.    O nó nas regras  Os três projetos em tramitação — PL 532/2015, PL 5.187/2019 e PL 912/2022 — tratam do gargalo na relação entre o banco administrador do fundo e os agentes repassadores, como as cooperativas de crédito. “Atualmente, o banco que administra o fundo também aplica recursos diretamente, o que gera concorrência com os próprios agentes que deveria abastecer. Os planos anuais de aplicação são definidos sem participação efetiva das cooperativas. Os prazos de repasse são imprevisíveis. Os critérios de distribuição, opacos. O resultado aparece no fim da cadeia, com o beneficiário final que enfrenta uma longa espera e muitas vezes desiste”, explica Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB.  Por isso, segundo Clara, a defesa do cooperativismo é pela participação das cooperativas na elaboração dos planos anuais, garantia de participação mínima no repasse dos recursos, previsibilidade nos prazos e clareza nos critérios de distribuição.   O deputado Dagoberto Nogueira (MS), membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) considera que o tema exige atenção especial. "As cooperativas de crédito têm presença onde muitas vezes não existe outra instituição financeira. Ampliar sua participação na operacionalização dos fundos significa aumentar a capacidade de levar crédito a quem produz, empreende e gera emprego nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O Congresso tem a responsabilidade de aperfeiçoar essas regras para tornar a política pública mais eficiente e mais próxima da população", afirma.  Clara acrescenta que a questão é também de eficiência do gasto público. "Os fundos constitucionais existem para reduzir desigualdades regionais. As cooperativas de crédito são o canal mais capilar e mais próximo do beneficiário final para fazer esse dinheiro chegar. Quando as regras criam concorrência desleal entre o banco administrador e os agentes repassadores, ou quando os prazos são imprevisíveis demais para qualquer planejamento, o recurso público perde efetividade”, completa.     Saiba Mais: Sistema OCB detalha impactos do Plano Safra 2026/2027 para as coops Projeto dos Safristas reforça debate sobre inclusão produtiva no campo Licenciamento ambiental define ritmo dos investimentos cooperativos
Regras travadas deixam crédito longe de quem precisa
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01/07/2026

Projeto dos Safristas reforça debate sobre inclusão produtiva no campo

Proposta busca ampliar oportunidades de trabalho temporário e fortalecer cadeias produtivas rurais  A aprovação do Projeto de Lei 715/2023 pelo Congresso Nacional colocou em evidência um dos principais desafios enfrentados pela agropecuária brasileira: a contratação de mão de obra temporária durante os períodos de safra. Defendida por entidades do setor produtivo e do cooperativismo, a proposta buscou conciliar proteção social e formalização do trabalho, ao permitir que beneficiários de programas sociais pudessem exercer atividades sazonais sem perder automaticamente o acesso aos benefícios. Vetado integralmente pela Presidência da República, a expectativa sobre a proposta é mantida com a possibilidade de reversão no Parlamento.                kayo Magalhães/Câmara dos DeputadosO tema ganhou relevância nos últimos anos diante dos relatos de produtores rurais e cooperativas sobre a dificuldade crescente de encontrar trabalhadores para atividades temporárias ligadas à colheita e ao manejo agrícola. Em diversas regiões do país, representantes do setor apontam que o receio de perder benefícios sociais acaba afastando trabalhadores do mercado formal justamente nos períodos de maior demanda por mão de obra.  De autoria do deputado Zé Vitor (MG), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), a proposta foi elaborada com o objetivo de enfrentar esse problema. Pelo texto aprovado pelos parlamentares, os valores recebidos em contratos de safra não seriam considerados para fins de exclusão imediata dos programas sociais, preservando a proteção às famílias em situação de vulnerabilidade e incentivando a formalização das contratações.  Segundo Zé Vitor, a intenção foi aproximar trabalhadores do mercado formal sem criar barreiras ao acesso à proteção social. “O projeto busca criar oportunidades para quem deseja trabalhar, aumentar sua renda e contribuir para a produção de alimentos no país. A formalização beneficia o trabalhador, oferece segurança ao produtor e fortalece a economia das regiões rurais”, afirma.  O cooperativismo agropecuário esteve entre os segmentos que mais acompanharam a tramitação da proposta e destacou os impactos positivos da medida para a geração de emprego e o pleno funcionamento das cadeias produtivas. Responsáveis por organizar a produção, fornecer assistência técnica, facilitar o acesso a mercados e agregar valor à produção rural, as cooperativas desempenham papel central na economia de milhares de municípios brasileiros.  Dados do Sistema OCB mostram a dimensão do segmento. Atualmente, o cooperativismo agropecuário brasileiro reúne 1.172 cooperativas, responsáveis por um faturamento anual de R$ 438,2 bilhões e pela geração de mais de 257 mil empregos diretos. O ramo congrega 1,2 milhão de produtores rurais e responde por parcela significativa da produção nacional de grãos, carnes, leite, café e outros alimentos.  Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, iniciativas voltadas à formalização do trabalho ajudam a fortalecer ainda mais o ambiente produtivo. “As cooperativas agropecuárias são fundamentais para a organização da produção rural brasileira. Elas geram renda, promovem inclusão produtiva e ajudam a levar desenvolvimento para o interior do país. Medidas que incentivem a formalização do trabalho fortalecem as cadeias produtivas e ampliam oportunidades para trabalhadores e produtores”, destaca.    Saiba Mais:  Sistema OCB acompanha lançamento dos Planos Safra 2026/2027 Licenciamento ambiental define ritmo dos investimentos cooperativos Sistema OCB impulsiona agenda global do cooperativismo no CM50
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01/07/2026

No Senado, Sistema OCB defende debate técnico sobre jornada de trabalho

Transição planejada e regras que considerem as especificidades das cooperativas foram abordadas  A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, participou, nesta quarta-feira (1º), de sessão de debate no Plenário do Senado Federal para discutir as propostas que tratam da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1. Durante o encontro, ela reafirmou que o cooperativismo brasileiro está aberto ao diálogo sobre o tema, mas defendeu que qualquer mudança seja construída com base em estudos técnicos, ampla análise de impactos e regras de transição capazes de preservar a continuidade de atividades essenciais.  Em sua manifestação, Tania destacou que o debate exige equilíbrio e não pode ser tratado como um conflito entre trabalhadores e empregadores. Segundo ela, o cooperativismo reúne atualmente cerca de 26 milhões de cooperados, que são, ao mesmo tempo, donos dos empreendimentos e protagonistas do desenvolvimento econômico e social em suas comunidades. "Precisamos sair da lógica de trabalhador versus empregador e olhar para um modelo em que milhões de brasileiros são donos dos próprios empreendimentos", afirmou.  Ao apresentar o panorama do setor, a presidente executiva ressaltou que as cooperativas estão presentes em atividades estratégicas para o país, como a produção agropecuária, a saúde, a reciclagem, o transporte, o crédito e diversos serviços essenciais. Ela lembrou que, somente no ramo agropecuário, cerca de 72% dos cooperados são agricultores familiares, cuja produção depende diretamente da capacidade das cooperativas de receber, industrializar e comercializar seus produtos.  Nesse contexto, Tania alertou que mudanças implementadas sem uma avaliação aprofundada podem gerar impactos relevantes sobre a capacidade operacional das cooperativas, especialmente diante do atual cenário de escassez de mão de obra.    Especificidades  Outro ponto enfatizado foi a necessidade de que setores considerados essenciais recebam tratamento adequado na discussão legislativa. Segundo Tania, cooperativas que atuam em áreas como saúde, limpeza urbana e produção de alimentos possuem características operacionais que exigem planejamento específico para garantir a continuidade dos serviços prestados à população.  Ela também defendeu que eventual mudança seja acompanhada por uma regra de transição compatível com a realidade do mercado de trabalho. Na avaliação da presidente executiva, prazos curtos para adaptação não contemplam os desafios enfrentados pelas cooperativas na contratação e capacitação de novos profissionais. "Não é possível capacitar trabalhadores em um prazo tão curto para atender às novas exigências. As cooperativas assumem compromissos com cooperados, consumidores e mercados, inclusive internacionais, que exigem planejamento e segurança jurídica", afirmou.  Ao encerrar sua participação, Tania reiterou que o Sistema OCB permanece à disposição do Congresso Nacional para contribuir tecnicamente com o debate, apresentando dados e estudos que permitam avaliar os impactos das propostas sobre os diferentes ramos do cooperativismo e sobre a economia brasileira.    Saiba Mais:  Sistema OCB acompanha lançamento dos Planos Safra 2026/2027  Licenciamento ambiental define ritmo dos investimentos cooperativos  Sistema OCB impulsiona agenda global do cooperativismo no CM50 
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01/07/2026

Cooperativismo quer mais eficiência nos fundos constitucionais

Recursos são apontados como estratégicos para ampliar investimentos e acelerar o desenvolvimento local  Garantir crédito acessível, previsibilidade e investimentos de longo prazo é um dos principais desafios para o desenvolvimento regional e para o fortalecimento da produção agropecuária brasileira. Em regiões onde o acesso ao financiamento ainda enfrenta barreiras estruturais, os fundos constitucionais desempenham papel estratégico para impulsionar a economia, estimular investimentos e ampliar oportunidades.  Diante disso, o cooperativismo defende a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de operação dos Fundos Constitucionais de Financiamento — como o FNO, FNE e FCO — para garantir mais eficiência no repasse dos recursos, ampliar o alcance do crédito e fortalecer o desenvolvimento econômico nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.  Nesse cenário, as cooperativas de crédito têm papel central. Presentes em municípios onde muitas vezes não há outras instituições financeiras, elas atuam diretamente no financiamento da produção, no apoio aos pequenos e médios produtores e na inclusão financeira de milhares de brasileiros. “Ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito e aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional”, destaca Thiago Borba, coordenador do Ramo Crédito do Sistema OCB.  Atualmente, propostas em tramitação no Congresso Nacional buscam aprimorar as regras de repasse desses recursos. Entre elas estão projetos — PL 532/2015, PL 5.187/2019 e PL 912/2022 — que tratam do fortalecimento da participação dos agentes operadores, da previsibilidade nos repasses e da definição mais clara dos critérios de distribuição dos recursos pelos bancos administradores.                                            Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosO senador e integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Zequinha Marinho (PA), defende o fortalecimento dos fundos constitucionais como ferramenta estratégica. “Eles têm potencial para impulsionar a produção, estimular inovação e fortalecer o desenvolvimento regional. Quando conseguimos aproximar investimento, pesquisa e atividade produtiva, criamos condições para gerar mais eficiência, competitividade e oportunidades nas regiões que mais precisam desses recursos”, afirma.  As propostas também ampliam o conjunto de beneficiários aptos a acessar os recursos, incluindo instituições ligadas à pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico. “As cooperativas de crédito possuem forte presença regional e profundo conhecimento das realidades locais. Fortalecer sua participação na operacionalização dos fundos constitucionais significa ampliar o alcance das políticas públicas, acelerar investimentos e garantir que os recursos cheguem de maneira mais eficiente a quem produz e movimenta a economia”, acrescenta Thiago.  Ainda segundo o coordenador, o aperfeiçoamento das regras de repasse também é fundamental para reduzir entraves operacionais que hoje dificultam o acesso dos beneficiários finais aos recursos disponíveis. “É importante garantir previsibilidade, critérios claros de distribuição e participação efetiva dos agentes operadores na construção dos planos de aplicação. Quando o crédito chega com agilidade e segurança, o impacto aparece diretamente no desenvolvimento regional, na geração de renda e no fortalecimento das comunidades”, completa.    Saiba Mais: Sistema OCB acompanha lançamento dos Planos Safra 2026/2027 Projeto dos Safristas reforça debate sobre inclusão produtiva no campo Sistema OCB impulsiona agenda global do cooperativismo no CM50
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01/07/2026

Sistema OCB detalha impactos do Plano Safra 2026/2027 para as coops

Análise técnica reúne principais mudanças nas regras e orienta sobre o novo ciclo agrícola  Com a publicação das resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), o Sistema OCB concluiu, nesta quarta-feira (1º), a análise técnica dos Planos Safra 2026/2027. O estudo consolida as medidas anunciadas pelo governo federal e detalha as mudanças que passam a valer para o crédito rural, com destaque para os principais impactos para as cooperativas agropecuárias.  Entre as principais mudanças para o cooperativismo no Plano Safra Empresarial está a redução das taxas de juros das linhas Prodecoop e Procap-Agro, que passaram de 13,5% para 12% ao ano. Também houve redução das taxas dos recursos controlados destinados às cooperativas, de 14% para 12,5% ao ano, com abrangência para as operações de crédito geral, comercialização, industrialização, atendimento aos cooperados e integralização de cotas-partes.   As resoluções também ampliaram alguns limites de financiamento. O Procap-Agro elevou os tetos para operações de capital de giro e integralização de cotas, enquanto o Inovagro aumentou de R$ 12 milhões para R$ 15 milhões o limite para operações coletivas. Além disso, o Prodecoop passou a permitir o financiamento de projetos voltados à geração de energia renovável e ao armazenamento de energia elétrica para consumo próprio das cooperativas.   Por outro lado, o levantamento também identifica redução dos recursos destinados a programas estratégicos para o cooperativismo. Os volumes previstos para o Prodecoop e o Procap-Agro ficaram menores que os do ciclo anterior, assim como os recursos voltados às operações de custeio e comercialização. A análise ainda observa que a inclusão de programas como Move Agricultura e EcoInvest na composição do montante total do Plano Safra exige cautela na comparação com as safras anteriores, uma vez que parte do crescimento anunciado decorre da incorporação dessas iniciativas ao volume global de recursos.   "As resoluções do Conselho Monetário Nacional traduzem, na prática, como as medidas anunciadas serão implementadas. Nossa análise busca justamente apoiar as cooperativas na compreensão dessas mudanças, identificando tanto os avanços nas condições de financiamento quanto os pontos que merecem acompanhamento ao longo da execução do Plano Safra”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.    Agricultura Familiar  No Plano Safra da Agricultura Familiar, a análise registra a ampliação dos recursos do Pronaf para R$ 85,2 bilhões, destes 39,95 bilhões de custeio e R$ 45,26 bilhões para investimento, acompanhada da redução das taxas de juros em diversas modalidades de financiamento. Também cresceram os limites de crédito para mulheres, jovens, habitação rural, agroecologia, bioeconomia e microcrédito, além da criação de novas linhas destinadas a públicos específicos.   As resoluções do CMN também promoveram ajustes operacionais relevantes para o crédito rural. Entre eles estão mudanças nas regras de renegociação de operações, aperfeiçoamentos no Proagro, atualização dos critérios de enquadramento de beneficiários e a manutenção dos descontos nas taxas de custeio para produtores que adotam práticas sustentáveis ou mantêm o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular.   Outro destaque é a criação de condições especiais para operações de capital de giro destinadas às cooperativas agropecuárias afetadas pelos eventos climáticos ocorridos no Rio Grande do Sul em 2024. As medidas anunciadas estabelecem regras temporárias para acesso ao crédito, com prazos, carência e taxas diferenciadas para cooperativas que atendam aos critérios definidos pelo CMN.     Saiba Mais:  Sistema OCB acompanha lançamento dos Planos Safra 2026/2027  Licenciamento ambiental define ritmo dos investimentos cooperativos  Sistema OCB impulsiona agenda global do cooperativismo no CM50 
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