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13/08/2026

Educação cultiva pertencimento e futuro no cooperativismo

Conhecimento, confiança, participação e cultura ajudam a preservar a essência do movimento  Manter viva a essência do cooperativismo em organizações que crescem, recebem novas gerações e acompanham as transformações da sociedade exige intenção, aprendizado e participação. Na trilha Educação Cooperativista, da Semana de Competitividade 2026, especialistas e representantes do movimento mostraram como a educação fortalece o pertencimento, aproxima cooperados, forma novas lideranças e ajuda a transformar os valores cooperativistas em práticas capazes de atravessar gerações e preparar as cooperativas para o futuro.  A programação contou com José Máximo Daronco, diretor geral da Escoop; Hugo Andrade, coordenador de Ramos do Sistema OCB; Rogério Machado, superintendente da Fundação Sicredi; Fernanda Paiva, analista do Instituto Sicoob; Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB; Helena Soares, pesquisadora da TM20; Tania Savaget, CSO da Zaic; Cláudia Moreno, coordenadora Educacional do Sistema OCB; Itamar Vodzicki, gerente da Cresol Instituto; Thaís Cristina, coordenadora de Organização do Quadro Social na Rede Cooper; Ricardo Leite, palestrante da Resultte Educação Corporativa; e Ricardo Cappra, fundador do Cappra Institute.  Na abertura das apresentações, José Máximo destacou que a educação é fundamental para preservar a identidade cooperativista à medida que as organizações crescem. “Quanto maior a cooperativa, mais intencional precisa ser a construção de sua cultura”.  Entre os cases apresentados, Rogério Machado trouxe o Programa Crescer. Ele começou contextualizando o tamanho do Sicredi hoje, com mais de 10 milhões de associados, 99 cooperativas e 3 mil agências, para mostrar que quanto maior a cooperativa fica, maior a responsabilidade de manter os cooperados entendendo o modelo de negócio. A lógica apresentada foi direta: crescimento gera escala, escala aumenta complexidade, complexidade pode afastar o associado, e é a educação que reconecta e reengaja.   O programa Crescer, segundo ele, se estrutura numa trilha de 4 passos:  sentir que pertence, conhecer o modelo, participar de fato e gerar valor coletivo, com conteúdo básico, avançado e complementar que cada cooperativa pode adaptar à sua realidade. O impacto da iniciativa é comprovado pelos números alcançados. Rogério relatou que associados formados pelo programa aumentam indicadores como ISA e principalidade em até 50% depois de 18 meses, com mais de 1 milhão de associados já formados.   "A educação cooperativista é fundamental para acompanhar o crescimento, aproximar os associados e fortalecer o sentimento de pertencimento. O crescimento constrói escala, a educação constrói pertencimento, e o pertencimento sustenta uma cooperativa”, concluiu.     Novas gerações  A formação de crianças e jovens para os valores e princípios do cooperativismo foi o foco da apresentação de Fernanda Paiva, que compartilhou a experiência do Programa Cooperativa Mirim. Ao destacar os desafios da educação diante das transformações da sociedade, ela defendeu novas formas de aprendizagem capazes de dialogar com as habilidades exigidas pelo futuro. “Temos uma escola do século XIX, um professor do século XX e um aluno do século XXI”, provocou.   O programa leva a vivência cooperativista a crianças e adolescentes de 8 a 17 anos em escolas e instituições sociais, com aprendizado prático sobre cooperação, participação e organização coletiva. Atualmente, são 170 cooperativas mirins e mais de 5,5 mil associados, distribuídos por 13 estados e presentes também em comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas, além de uma Apae.   Os resultados refletem o alcance da iniciativa. Segundo Fernanda, 86% dos participantes afirmam ter aprendido como funciona uma cooperativa e 77% se sentem mais motivados a enfrentar desafios. A apresentação foi encerrada com uma reflexão de Paulo Freire sobre o papel da educação: “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria construção.”  A relação entre educação e cultura foi discutida por Helena Soares e Tania Savaget. Elas apresentaram os resultados da Pesquisa Nacional de Cultura Cooperativista, que contou com 46 entrevistas em profundidade realizadas com representantes de 37 cooperativas de todas as unidades federativas do país, além de 9.761 respondentes na etapa quantitativa. O estudo identificou uma cultura marcada por confiança, lealdade e propósito, mas também desafios para ampliar sua presença.  “O desafio agora é transformar essa força em participação, renovação e pertencimento”, destacou Helena.     Vivência  Ao debater o 5º princípio cooperativista, Itamar Vodzicki apresentou iniciativas educacionais da Cresol, enquanto Thaís Cristina mostrou a experiência dos Núcleos Cooper, voltados à participação e à formação de lideranças. “Numa cooperativa com milhares de cooperados, a participação não sobrevive por inércia, ela precisa de espaço, de escuta e de gente disposta a cultivá-la todos os dias”, afirmou Thaís.  Ricardo Leite abordou o papel do educador cooperativista e a importância de transformar conhecimento em vivência. “Ensinar o cooperativismo é essencial. O nosso desafio é fazer com que ele seja experimentado efetivamente cada vez mais”.  Ricardo Cappra encerrou a trilha com uma apresentação sobre os impactos do uso de dados e da inteligência artificial na cultura das organizações. Para ele, a adaptação tecnológica exige também mudanças de comportamento, ambiente e formas de decisão, sem perder de vista os valores que orientam as cooperativas. “Cultura não se implementa. Comportamento, ambiente e recursos precisam ser reconfigurados e os valores precisam orientar a transformação. Assim, a cultura se adapta”, defendeu.    Saiba Mais:  Pesquisa revela desafios e avanços da cultura cooperativista no Brasil  O cooperativismo que transforma e amplia desenvolvimento local   Memória e identidade ajudam a fortalecer as raízes do cooperativismo 
Educação cultiva pertencimento e futuro no cooperativismo
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12/08/2026

Pesquisa revela desafios e avanços da cultura cooperativista no Brasil

Estudo apresentado por Fabíola Nader Motta ouviu 9.761 pessoas e mapeou a relação dos cooperados com o movimento  Como está a cultura cooperativista no Brasil hoje? Foi essa pergunta que a superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, levou ao palco da Semana de Competitividade 2026, nesta quarta-feira (12). Pela primeira vez, o movimento conta com um diagnóstico nacional sobre a maturidade dessa cultura, construído a partir da percepção de cooperados, empregados, dirigentes e conselheiros.  A pesquisa ouviu 9.761 pessoas em todo o país. Na etapa qualitativa, foram realizadas 46 entrevistas em profundidade, em 37 cooperativas de 26 Unidades da Federação e do Distrito Federal, ampliando a compreensão sobre as percepções, experiências e desafios vividos no dia a dia do cooperativismo.  O estudo chega em um momento de forte crescimento da base. O cooperativismo passou de 15,5 milhões de cooperados em 2019 para 29 milhões em 2025, uma média de 6,1 mil novos cooperados por dia no período. Para Fabíola, o número também traz uma responsabilidade: garantir que quem chega conheça o modelo e saiba qual é seu papel. “Esses 6 mil novos cooperados todos os dias sabem que são cooperados? Eles sabem seus deveres, responsabilidades, direitos, o seu papel?”, questionou.    Quem conhece, cria vínculo  Um dos principais achados da pesquisa foi a força da relação entre cooperados e cooperativas. Entre os entrevistados, 93% afirmaram sentir o dever de honrar os compromissos assumidos com a cooperativa; 89% pretendem manter uma relação de longo prazo e o mesmo percentual recomendaria sua cooperativa a amigos ou familiares. Outros 87% mantêm a fidelidade mesmo em períodos de crise.  Por outro lado, a participação ainda é um ponto de atenção. Participar ativamente das assembleias foi o item com menor índice entre os cooperados. A falta de tempo apareceu como principal barreira, citada por 36%, seguida pela falta de informação sobre como participar, com 22%. No conjunto, três em cada dez cooperados citaram alguma barreira relacionada à informação ou ao conhecimento, índice que chega a 43% entre os cooperados do ramo Crédito.  “Quem conhece, gosta. A barreira é a comunicação e o caminho é a educação cooperativista”, resumiu Fabíola.    Educação e integração são prioridades  Os resultados também mostram que educação, formação e informação foi o princípio mais citado pelos participantes como prioridade. Entre os cooperados, 58% escolheram esse princípio como prioritário, percentual que sobe para 71% entre os empregados e chega a 57% entre os dirigentes. Entre os jovens de 18 a 34 anos, a prioridade foi apontada por 62%.  A chegada de novos integrantes foi apontada como um ponto de alerta. Na consulta realizada com os participantes durante a Semana de Competitividade, apenas 18% das cooperativas disseram ter um programa estruturado e contínuo de integração de novos cooperados. Além disso, 17% afirmaram utilizar história e memória para fortalecer a identidade cooperativa. Para Fabíola, os dados mostram que o desafio não é apenas crescer, mas fazer com que cada novo cooperado compreenda o movimento do qual passou a fazer parte.  A preocupação com a cultura cooperativista, no entanto, não é recente. Em 2023, dirigentes de todo o país responderam à Pesquisa Nacional do Cooperativismo e 65% elegeram o reforço da cultura cooperativista como uma prioridade para o futuro do movimento.  O diagnóstico apresentado agora amplia essa agenda e ajuda a indicar caminhos para transformar a prioridade em ações mais concretas de educação, comunicação, participação e preparação de novas lideranças.     Saiba Mais:  Semana de Competitividade 2026 celebra raízes que inspiram o futuro  Documentário resgata histórias de pioneiros do coop brasileiro  Clóvis de Barros destaca a força da cooperação para o século XXI 
Pesquisa revela desafios e avanços da cultura cooperativista no Brasil
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12/08/2026

O cooperativismo que transforma e amplia desenvolvimento local 

Painel da Semana de Competitividade mostrou exemplos de geração de renda, inclusão e qualidade de vida  O impacto de uma cooperativa vai muito além dos resultados do próprio negócio. Quando chega a uma comunidade, o modelo pode movimentar a economia, ampliar o acesso a serviços, gerar oportunidades e estimular iniciativas que permanecem no território. O painel O impacto do coop nas comunidades, realizado nesta terça-feira (11), durante a Semana de Competitividade 2026, reforçou essa realidade.   A discussão reuniu Clara Pedroso Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB; Alison Pablo de Oliveira, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe); Ivan Capra, presidente do Sicoob Credisul; Claudia Maria Morais, diretora financeira da Central Centro-Oeste (CCO); e Marina Stoetzer Echeverria, coordenadora da Cooperativa Agrária.  Na abertura, Clara explicou que a proposta era mostrar como a cultura cooperativista se traduz em resultados concretos. “A ideia é falarmos um pouquinho sobre o impacto, porque essa cultura, essa forma de agir, relacionar e atuar junto com as pessoas, a partir de princípios e valores, certamente tem impacto nos municípios onde as cooperativas estão inseridas”, destacou.     O impacto que aparece nos dados  Alison apresentou os resultados de estudo desenvolvido pela Fipe em parceria com o Sistema OCB. A pesquisa mediu os efeitos da expansão do cooperativismo sobre as economias locais, ao comparar municípios que passaram a contar com novas cooperativas com aqueles sem registro dessa presença. Entre 1995 e 2025, o número de municípios atendidos por cooperativas cresceu 65%. “A expansão permitiu observar mudanças em indicadores como emprego e renda”, relatou.   A pesquisa também dimensionou a participação do cooperativismo na economia brasileira. Em 2021, os empreendimentos cooperativos estiveram associados a R$ 866 bilhões em produção de bens e serviços, R$ 164 bilhões em valor adicionado — equivalente a 6,9% do total produzido no país — e cerca de 10% dos empregos formais e informais. Segundo Alison, esse impacto está relacionado às características do próprio modelo, no qual os cooperados são donos do empreendimento, participam das decisões e compartilham os resultados gerados.    Crédito que movimenta as cidades  A experiência do Sicoob Credisul mostrou como os efeitos econômicos e sociais podem caminhar juntos. Ivan Capra apresentou exemplos de municípios onde a cooperativa participa da dinâmica econômica local e direciona parte de sua atuação para projetos definidos pela própria comunidade. “Em todas as localidades em que a comunidade nos abraça, criamos ou encampamos projetos que essa própria comunidade julga importantes e damos sequência. É um DNA, um jeito de fazer que tem dado muito certo e nos tem levado a lugares fantásticos”, pontuou. Entre os exemplos apresentados estão iniciativas nas áreas de educação, inovação, esporte, meio ambiente e saúde.  Em Vilhena (RO), a cooperativa apoiou a criação de uma estrutura educacional de 60 mil metros quadrados, com atendimento do maternal ao ensino superior. Também foi apresentado o Hospital Cooperar, construído a partir de uma mobilização entre cooperados e comunidade, posteriormente estruturado em parceria com a Unimed. “Tínhamos uma deficiência na área da saúde e resolvemos. Criamos uma associação dentro da cooperativa para construir o hospital com doações dos cooperados”, contou.   A unidade tem 12 mil metros quadrados, com área de expansão já preparada, e atende diferentes especialidades. A parceria com a Unimed permitiu a operação e o aporte de equipamentos. O dirigente também citou ações ambientais e esportivas, além da participação de jovens da região em um hackathon internacional promovido pela Nasa.  Protagonismo aos catadores  Na reciclagem, o impacto do cooperativismo aparece na organização do trabalho e na busca por melhores condições para quem vive da atividade. Claudia Marins apresentou a trajetória da Central Centro-Oeste (CCO), formada por cinco cooperativas e cerca de 279 cooperados. Criada há três anos, a iniciativa nasceu do desejo de fortalecer a atuação dos catadores e ampliar sua capacidade de negociação. “Formamos essa central para o catador se tornar protagonista de sua própria história. O catador tem que aparecer. Se ele não aparece, não tem importância para a reciclagem. Nós, catadores, sempre fomos mais esquecidos, mais excluídos. E hoje nós temos mais força graças ao cooperativismo”, relatou emocionada.   A atuação em rede também abriu espaço para novas iniciativas de capacitação e comercialização. Uma parceria com o Sescoop e a Universidade Católica de Brasília possibilitou a formação de cooperados e filhos de catadores em um curso superior de tecnologia em cooperativismo. Dos 25 participantes, 23 concluíram a formação. A central também começou a comercializar materiais de forma conjunta. Nos três meses anteriores ao painel, as cooperativas haviam vendido mais de 600 toneladas de materiais em conjunto.  O próximo passo, segundo Claudia, é ampliar a autonomia econômica das cooperativas, com participação em editais e contratos de grandes geradores e investimentos em equipamentos. A central já conta com caminhão, prensa e estrutura para ampliar a operação. “Juntos, somos mais fortes”, completou.     Uma história que começou há 75 anos  Na Cooperativa Agrária, apresentada por Marina, o compromisso com a comunidade está ligado à própria origem da organização. Fundada há 75 anos por imigrantes suábios do Danúbio, que chegaram ao Paraná após a Segunda Guerra Mundial, a cooperativa surgiu da necessidade de reconstruir a vida de centenas de famílias e garantir acesso à saúde, educação e preservação cultural.  Ao longo das décadas, esse esforço deu origem a uma estrutura que inclui hospital, escola, museu e outras iniciativas comunitárias. O hospital tornou-se referência regional e hoje realiza cerca de 70% dos atendimentos pelo SUS, com importância reforçada pela distância de aproximadamente 45 minutos até a cidade mais próxima. “Quando alguém que está com uma necessidade muito urgente, ter um hospital no local é muito importante. Salva vidas”, enfatizou Marina.  Na educação, a escola apoiada pela cooperativa atende estudantes dos dois anos de idade ao ensino médio e oferece ensino bilíngue em alemão. A atuação social inclui ainda o Programa Paz, que há mais de duas décadas mobiliza colaboradores em ações voluntárias. “Para a Agrária isso é tão importante que essa parte social hoje está dentro do planejamento estratégico da cooperativa”, finalizou.    Saiba Mais:  Semana de Competitividade 2026 celebra raízes que inspiram o futuro Documentário resgata histórias de pioneiros do coop brasileiro Clóvis de Barros destaca a força da cooperação para o século XXI
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12/08/2026

Como está a cultura na sua coop? Palestra provoca reflexão

Jessyca Bolzan e Thais Jerônimo discutiram como valores do movimento podem ser mensurados na prática  O que faz uma cooperativa ser reconhecida como cooperativa? A resposta pode estar em pontos que, à primeira vista, parecem pequenas: na forma como um novo cooperado é recebido, na maneira como a história da organização é contada, em como as assembleias são realizadas, na relação com a comunidade ou até nos símbolos espalhados pelos espaços da cooperativa. Foi por esse caminho que Jessyca Bolzan, coordenadora de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, e Thais Jerônimo, historiadora e palestrante, conduziram, nesta terça-feira (11), a apresentação Como está a cultura na sua coop?, durante a Semana de Competitividade 2026.  A conversa partiu de características que tornam o tema desafiador: cultura é viva, está em movimento e se manifesta nas relações e atitudes. Ainda assim, segundo Thais, é possível identificar sinais concretos dessa cultura. Uniformes, símbolos, formas de comunicação, rituais, comportamentos e práticas recorrentes são alguns dos elementos que ajudam a revelar como os valores e princípios cooperativistas são vivenciados. “Nosso desafio é tornar visíveis esses sinais para entender como os valores e princípios do movimento estão presentes na vida das cooperativas”, explicou.  A pesquisadora apresentou a proposta de um mapeamento de artefatos da cultura cooperativista, que ainda será desenvolvido. A ideia é começar pelo que pode ser observado para, posteriormente, ampliar a compreensão sobre outros aspectos da cultura. “O trabalho não pretende dizer quais cooperativas tem uma cultura melhor ou pior, mas identificar práticas, padrões e iniciativas que ajudam a manter a identidade cooperativista viva”, acrescentou.     Cotidiano  Experiências compartilhadas durante a palestra ajudaram a mostrar como esses sinais podem surgir de maneiras inesperadas. Thaís citou, como exemplo, a camiseta usada pelos participantes de Santa Catarina que trazem nas costas a frase Em Santa Catarina, cooperar é cultural. Para ela, a iniciativa revelou uma manifestação da cultura cooperativista.  Outro exemplo veio de uma experiência com cooperados do Sicredi Vale do Piquiri. Durante uma celebração dos dez anos dos comitês de mulheres e jovens, uma cooperada definiu sua relação com a organização de uma forma inusitada: disse que a cooperativa tinha um “cheiro” próprio. A frase, segundo a palestrante, traduziu uma percepção que dificilmente apareceria em um indicador tradicional, mas que faz parte da experiência de quem vive aquela cooperativa.  A partir dessas manifestações, a proposta apresentada por Jéssyca e Thais, considerou cinco dimensões para observar a presença cultura nas cooperativas: comunicação e expressão; legado e memória; educação e formação; liderança e participação; e relações e vivências. “Na prática, isso significa olhar para a maneira como a cooperativa declara sua identidade, preserva e transmite sua história, educa seus públicos, prepara novas lideranças e estabelece relações com cooperados, colaboradores e comunidade. São diferentes caminhos para entender se os valores do movimento estão presentes apenas no discurso ou também nas experiências cotidianas”, descreveu Jessyca.    De cooperado a cooperativista  A discussão também levou a uma reflexão sobre o próprio significado de ser cooperado. A associação formal é o ponto de partida, mas a experiência cooperativista envolve engajamento, conhecimento e pertencimento. Participar das assembleias, compreender os valores e princípios, acompanhar as decisões e escolher a própria cooperativa como espaço de negócios são atitudes que aproximam o cooperado do movimento. Por isso, uma das perguntas deixadas para o público foi direta: se uma pessoa se tornasse cooperada hoje, quanto tempo levaria para descobrir que faz parte de um movimento diferente das demais empresas?  A resposta, segundo Jéssyca, passa pela forma como as cooperativas recebem seus novos membros. “Não basta realizar uma atividade de integração; é preciso avaliar se ela consegue transmitir o que diferencia aquela organização e qual é o papel do cooperado dentro dela. É importante entender se as ações estão, de fato, contribuindo para fortalecer a cultura cooperativista. Precisamos olhar para a forma como contamos nossa história, como promovemos a educação cooperativista e como estimulamos a participação. A cultura se constrói no cotidiano e precisa ser intencionalmente cuidada”, complementou.  Outro ponto levantado foi o papel das lideranças. Para que a cultura se mantenha viva, é necessário que o comportamento de quem lidera esteja alinhado aos valores que a cooperativa pretende transmitir. A palestra terminou com um convite. “Antes de medir ou comparar, é preciso observar o que já acontece dentro de cada organização. Como as pessoas se relacionam, quais histórias são preservadas, que práticas se repetem e de que maneira a cooperativa é percebida por quem faz parte dela”, concluiu Thais.  Saiba Mais:  Semana de Competitividade 2026 celebra raízes que inspiram o futuro Documentário resgata histórias de pioneiros do coop brasileiro Clóvis de Barros destaca a força da cooperação para o século XXI
Como está a cultura na sua coop? Palestra provoca reflexão
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11/08/2026

Sistema OCB lança livro Raízes e Fundamentos do Cooperativismo

Obra reforça a importância da preservação da memória e o fortalecimento da cultura cooperativista  O primeiro dia da Semana de Competitividade 2026, nesta terça-feira (11), foi marcado pelo lançamento do livro Raízes e Fundamentos do Cooperativismo – volume 1. Legado, da Trilogia Cultura Cooperativista, obra traça um histórico da evolução do movimento, explicando as origens do pensamento cooperativista e as experiências protocooperativistas, que culminaram com a constituição do modelo atual contemplando valores, princípios e práticas que compreendem mais de 360 anos e que permanecem atuais. O lançamento ocorreu durante a palestra As raízes do Coop e a memória institucional, conduzida por Carolina Kuk, fundadora da Raiz Projetos e Pesquisas de História, com participação de Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas e Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB.   “O livro nasce de uma grande responsabilidade: transmitir a cultura cooperativista para as milhões de pessoas que fazem parte desse movimento. Ao revisitar nossa trajetória, buscamos compreender os valores e princípios que nos trouxeram até aqui e mantê-los vivos para as próximas gerações. Esta é a primeira obra de uma trilogia que conecta passado, presente e futuro e reforça que preservar nossa cultura é também preparar o que ainda vamos construir juntos”, afirmou Débora.   Ao revisitar acontecimentos, personagens e marcos históricos, a obra demonstra que a cultura cooperativista é resultado de uma construção coletiva, continuamente fortalecida pelas pessoas que fazem parte desse modelo de negócios.  Organizado em cinco capítulos, o livro percorre diferentes momentos da evolução do cooperativismo. O primeiro resgata as experiências de cooperação ao longo da história, passando pelas raízes filosóficas do movimento, pelas primeiras iniciativas cooperativas e pela experiência de Rochdale, na Inglaterra, reconhecida como marco do cooperativismo moderno. Também apresenta a expansão do modelo pelo mundo até sua chegada ao Brasil.  Na sequência, a publicação aborda o desenvolvimento do cooperativismo brasileiro, com destaque para a organização institucional do movimento, a atuação de lideranças que contribuíram para sua consolidação e a evolução da legislação voltada ao setor. O capítulo também apresenta o papel desempenhado pelo Sistema OCB na representação e no fortalecimento das cooperativas em todo o país.  Um dos principais eixos da obra é a cultura cooperativista. O livro mostra que ela vai além do conhecimento sobre os sete princípios ou da adoção de práticas de gestão. Trata-se de um conjunto de valores, símbolos, formas de relacionamento e comportamentos que orientam o dia a dia das cooperativas e fortalecem sua identidade.   Outro tema de destaque é a preservação da memória cooperativista. A publicação evidencia que cuidar da memória é, antes de tudo, um ato estratégico e dessa forma incentiva iniciativas que mantenham viva a trajetória das cooperativas.  O último capítulo apresenta as principais correntes de pensamento que influenciaram a formação do cooperativismo ao longo do tempo e relaciona esses fundamentos aos desafios contemporâneos enfrentados pelas cooperativas. A proposta é mostrar que compreender as origens do movimento é indispensável para que ele continue inovando sem perder sua essência.  Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o lançamento representa mais um passo na valorização da memória institucional do cooperativismo brasileiro. “Ao reunir conhecimento histórico, reflexão conceitual e referências sobre cultura cooperativista em uma única publicação, o livro amplia o acesso a conteúdo fundamental para dirigentes, lideranças, colaboradores, pesquisadores e todos aqueles que desejam aprofundar seu entendimento sobre esse modelo de negócios”, afirma.    Saiba Mais: Semana de Competitividade 2026 celebra raízes que inspiram o futuro Documentário resgata histórias de pioneiros do coop brasileiro Cooperativas de saúde reforçam papel na assistência aos brasileiros
Sistema OCB lança livro Raízes e Fundamentos do Cooperativismo
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11/08/2026

Memória e identidade ajudam a fortalecer as raízes do cooperativismo

Palestras da Semana de Competitividade reuniram reflexões sobre patrimônio cultural e preservação  O que faz o cooperativismo ser reconhecido e permanecer relevante ao longo do tempo? Para além dos resultados econômicos, há uma trajetória construída por pessoas, comunidades, valores e experiências que ajudam a explicar a identidade do movimento. Essa foi a reflexão central da palestra As raízes do coop e a memória institucional, realizada nesta terça-feira (11), durante a Semana de Competitividade 2026.  A atividade reuniu Carolina Kuk, fundadora da Raiz Projetos e Pesquisas de História, Débora Ingrisano, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, e Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB. O encontro também marcou o lançamento do livro Raízes e Fundamentos do Cooperativismo – volume 1. Legado, primeiro título da trilogia Cultura Cooperativista.  Carolina conduziu a discussão a partir da relação entre identidade e legado. Segundo ela, construções, monumentos, documentos e outros registros podem adquirir um significado que vai além de sua função original. Eles ajudam a materializar uma trajetória que foi construída ao longo de gerações, em diferentes comunidades e contextos. “A cooperação acompanha a humanidade há muito tempo. Antes mesmo de existirem as cooperativas como conhecemos hoje, diferentes sociedades já criavam formas de ajuda mútua, organização coletiva e defesa de interesses comuns. Conhecer essas experiências nos ajuda a compreender as raízes do cooperativismo e a dimensão dessa história”, afirmou.    Representação e identidade caminham juntas  A atuação institucional foi apresentada por Eduardo Queiroz. Ele lembrou que a cultura cooperativista esteve entre os temas mais recorrentes nas discussões realizadas pelas lideranças do setor durante o 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), em 2024, e apresentou as principais iniciativas e ações desenvolvidas pelo Sistema OCB para preservar o legado do movimento, como o documentário Histórias de um mundo melhor, o livro fotográfico Retratos de um mundo melhor, e a sanção da Lei 15.433/2026, que reconheceu o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.   “Vivemos um novo momento de consolidação, que nos convida a assumir o protagonismo diante de novos desafios e responsabilidades. Nosso negócio é, acima de tudo, feito de pessoas para pessoas, e essa essência precisa estar sempre conectada à nossa história e aos valores que não podem ser esquecidos. A junção da nossa identidade com o nosso legado nos dá bases consistentes para que as novas gerações assumam responsabilidades, renovem nosso propósito e deem continuidade a uma história construída por tantas pessoas”, afirmou.    Livro reúne fundamentos e trajetória  A discussão ganhou um novo capítulo com o lançamento da publicação Raízes e Fundamentos do Cooperativismo – volume 1. Legado, apresentado por Débora durante a programação. “Temos uma grande responsabilidade em transmitir a cultura cooperativista para milhões de pessoas que fazem parte desse movimento. O livro nasce justamente desse compromisso: revisitar nossa trajetória para compreender os valores e princípios que nos trouxeram até aqui e manter essa cultura viva para as próximas gerações. Raízes e Fundamentos do Cooperativismo é o primeiro de uma trilogia que também abordará educação cooperativista e sucessão, conectando passado, presente e futuro”, destacou.  A publicação recupera mais de 360 anos de experiências de cooperação e acompanha a evolução do pensamento cooperativista até a formação do modelo atual. O percurso passa pelas primeiras iniciativas cooperativas, pelas experiências que antecederam o movimento moderno, por Rochdale, na Inglaterra, e pela expansão da iniciativa até sua chegada ao Brasil. Em cinco capítulos, a obra também aborda a organização do cooperativismo brasileiro, a atuação de lideranças, a evolução da legislação e o papel do Sistema OCB na representação do setor.    Saiba Mais:  Semana de Competitividade 2026 celebra raízes que inspiram o futuro  Documentário resgata histórias de pioneiros do coop brasileiro  Clóvis de Barros destaca a força da cooperação para o século XXI 
Memória e identidade ajudam a fortalecer as raízes do cooperativismo
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11/08/2026

Clóvis de Barros destaca a força da cooperação para o século XXI

Professor refletiu sobre confiança, generosidade e solidariedade como caminhos para fortalecer o coletivo  A força do cooperativismo está na capacidade de transformar interesses individuais em construção coletiva e reconhecer no outro uma parte fundamental para o desenvolvimento de todos. Essa reflexão marcou a palestra do professor Clóvis de Barros Filho, nesta terça-feira (11), durante palestra de abertura da Semana de Competitividade 2026, promovida pelo Sistema OCB, em Brasília. Com o tema O que é ser cooperativista no século XXI, Clóvis apresentou uma reflexão sobre as relações humanas e os diferentes caminhos que levam à cooperação.   Para ele, compreender o cooperativismo passa, primeiro, pelo reconhecimento de que ninguém atua sozinho. “Na cooperação temos uma operação que envolve pelo menos mais uma pessoa. Quando falamos de convivência, precisamos compreender a fertilidade e a riqueza da cooperação e, com isso, a riqueza desse modelo de organização social, profissional e produtiva”, afirmou.  Um dos principais pontos abordados pelo professor foi o que classificou como uma “sociedade da desconfiança”, marcada pela tendência de enxergar o outro como alguém que precisa ser permanentemente vigiado, controlado ou fiscalizado. Segundo o professor, essa lógica favorece uma visão individualizada do sucesso, associada ao acúmulo de recursos e à busca por reconhecimento, embora a própria vida em sociedade seja sustentada por inúmeras relações de confiança e colaboração, que costumam receber menos atenção do que os episódios de ruptura.   Nesse contexto, ele ressaltou a importância das organizações coletivas como espaços capazes de ampliar a representação e a capacidade de atuação das pessoas. “Quem entende das organizações coletivas sabe da força do coletivo. Indivíduos isolados são mais fáceis de dominar do que coletividades organizadas”, acrescentou.    Talentos individuais, generosidade e solidariedade  Ao recorrer à filosofia clássica, Clóvis lembrou a concepção de Aristóteles de que o ser humano depende da convivência para realizar plenamente sua humanidade. Segundo ele, uma sociedade justa deve criar condições para que cada pessoa reconheça e desenvolva seus talentos e coloque suas melhores capacidades a serviço dos demais. Essa ideia, explicou, está na base da “cooperação virtuosa”, em que as características individuais fortalecem o coletivo. “É uma cooperação em que cada indivíduo, respeitando as características particulares de sua própria natureza, oferece aos demais aquilo que faz de melhor”, destacou.  Ao abordar diferentes formas de cooperação nas relações humanas, Clóvis diferenciou o amor, baseado no sentimento, da generosidade, que pode ser aprendida e estimulada. Para ele, essa característica torna a generosidade especialmente relevante nos ambientes coletivos, onde pode integrar a própria cultura organizacional. Nesse processo, destacou o papel das lideranças na valorização das pessoas e de suas contribuições. “Uma liderança generosa pode fazer uma enorme diferença”.  Outro conceito abordado durante a palestra foi o da solidariedade, apresentada como uma forma de cooperação baseada na existência de interesses e objetivos compartilhados. O professor detalhou, que nesse modelo, cada pessoa preserva seus próprios objetivos, mas compreende que alcançá-los também depende da participação e do sucesso dos demais. “É perceber que o sucesso do coletivo pode ser condição para o seu próprio sucesso individual”. Para ele, colaborar, incentivar e contribuir para o desenvolvimento do outro fortalece todo o grupo e amplia a capacidade de alcançar resultados comuns.    Programação segue até quinta  Promovida pelo Sistema OCB, a Semana de Competitividade 2026 segue até quinta-feira (13), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. A edição deste ano tem a cultura cooperativista como eixo central e reúne lideranças, especialistas e representantes do movimento para debater os desafios e as transformações do cooperativismo brasileiro.  Ainda nesta terça-feira, a programação conta com a palestra As raízes do coop e a memória institucional, com Carolina Kuk, Débora Ingrisano e Eduardo Queiroz, além do painel O impacto do coop nas comunidades, com representantes do Sistema OCB, Fipe, Sicoob Credisul, CCO e Agrária.    Saiba Mais: Semana de Competitividade 2026 celebra raízes que inspiram o futuro Documentário resgata histórias de pioneiros do coop brasileiro Sistema OCB leva agenda cooperativista ao congresso do Agronegócio
Clóvis de Barros destaca a força da cooperação para o século XXI
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11/08/2026

Documentário resgata histórias de pioneiros do coop brasileiro

Produção do Ano CulturaCoop reúne memórias de lideranças que ajudaram a construir o movimento no país  A história do cooperativismo brasileiro é feita principalmente de pessoas. Lideranças que dedicaram décadas ao movimento, ajudaram a estruturar cooperativas, participaram da criação de entidades e contribuíram para que a cooperação chegasse a diferentes regiões e setores do país. Para preservar essas trajetórias e aproximá-las das novas gerações, o Sistema OCB lançou, nesta terça-feira (11), durante a Semana de Competitividade 2026, o documentário Pioneiros do Cooperativismo Brasileiro. A produção integra o Ano CulturaCoop, iniciativa que trabalha a cultura cooperativista a partir de três perspectivas: passado, presente e futuro. Dentro desse eixo, o projeto de memória audiovisual registra relatos e experiências de pessoas que ajudaram a construir o cooperativismo brasileiro ao longo das últimas décadas.  O documentário reúne momentos marcantes das entrevistas realizadas com os pioneiros, além de registros em ambientes ligados às suas trajetórias. A proposta é transformar essas histórias em um patrimônio de memória para o movimento e também em conteúdo que possa ser utilizado nas soluções do CulturaCoop, especialmente na frente dedicada ao legado.  “Pioneiros do Cooperativismo Brasileiro registra diferentes capítulos de uma trajetória coletiva. São histórias de liderança, organização e participação que ajudam a contar como o cooperativismo ganhou espaço no Brasil e chegou à dimensão que tem hoje”, destaca o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.    Homenageados  Entre os homenageados estão quatro lideranças reconhecidas por sua contribuição ao cooperativismo em âmbito nacional e estadual: Roberto Rodrigues, pioneiro do cooperativismo nacional; Ronaldo Scucato, em Minas Gerais; Malaquias Oliveira, em Pernambuco; e Américo Utumi, em São Paulo. A trajetória de Utumi ganha um significado especial no documentário, que também se constitui como um registro em sua memória e preserva sua contribuição para a história do cooperativismo brasileiro.  O documentário também registra a trajetória de pioneiros que se destacaram em diferentes ramos do movimento: Jânio Stefanello (Infraestrutura), Nilson Luiz May (Saúde), Dorival Bartzike (Transporte), Hercílio Schmitt (Consumo), Margaret Garcia (Trabalho), Moacir Krambeck (Crédito), e José Aroldo Gallassini (Agropecuário).  As histórias mostram como o cooperativismo se desenvolveu em diferentes frentes. Roberto Rodrigues, por exemplo, teve atuação como líder do movimento, professor e ex-ministro da Agricultura, com forte presença nos debates sobre produção agrícola, agronegócio e políticas públicas. Já Américo Utumi teve participação importante na organização da representação cooperativista paulista e nacional e na articulação que antecedeu a promulgação da Lei Nacional do Cooperativismo, em 1971.  No âmbito dos ramos, as trajetórias também revelam diferentes formas de contribuição. Jânio Stefanello está ligado à expansão da energia elétrica e da conectividade no meio rural. Nilson Luiz May construiu sua carreira no cooperativismo médico. Moacir Krambeck dedicou mais de seis décadas ao ramo Crédito e à defesa da intercooperação. Já Gallassini está à frente de uma das principais referências do cooperativismo agroindustrial brasileiro.    Memória que olha para o futuro  O projeto parte de uma ideia simples: conhecer quem veio antes ajuda a entender o que o cooperativismo é hoje e a pensar os caminhos que ainda serão construídos. Por isso, o registro das memórias não se limita a uma homenagem. Ele também funciona como ferramenta de educação e formação para as próximas gerações.  Ao preservar relatos, documentos e experiências, o Ano CulturaCoop busca manter vivas referências que podem inspirar dirigentes, cooperados, profissionais e educadores. A iniciativa também apresenta, na prática, uma das propostas da solução LegadoCoop: cuidar da memória como parte da continuidade do movimento.  O lançamento durante a Semana de Competitividade dá ainda mais significado à homenagem. O maior evento anual do Sistema OCB reúne representantes do cooperativismo de todo o país e cria o ambiente para que essas histórias sejam compartilhadas com quem vive o presente e participa da construção do futuro do movimento.    Saiba Mais: Semana de Competitividade 2026 celebra raízes que inspiram o futuro Sistema OCB leva agenda cooperativista ao congresso do Agronegócio Cooperativas de saúde reforçam papel na assistência aos brasileiros  
Documentário resgata histórias de pioneiros do coop brasileiro
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11/08/2026

Semana de Competitividade 2026 celebra raízes que inspiram o futuro

Evento reúne cooperativistas em Brasília para discutir educação, identidade e continuidade do movimento A cultura cooperativista está no centro do debate da Semana de Competitividade 2026, que começou nesta terça-feira (11), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. Com o tema Cultivando a Cultura Cooperativista, o evento reúne, até quinta-feira (13), cerca de 800 cooperativistas de todos os estados do país e do Distrito Federal para discutir caminhos que contribuam para fortalecer a identidade e a atuação do movimento. Na abertura institucional, o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, lembrou que a escolha do tema nasceu na própria base cooperativista. Durante o processo de escuta realizado pelo Sistema OCB no 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), foram recebidas 1,9 mil sugestões para orientar as diretrizes de atuação do movimento no período de 2025-2030. A palavra “cultura” apareceu mais de 400 vezes nas contribuições, sinalizando a relevância do assunto para as cooperativas. Para Márcio, falar de cultura é falar também daquilo que sustenta o movimento e da relação entre a cooperativa e quem está no centro do modelo: o cooperado. “Cooperativismo é uma planta que nasce muito melhor quando é muda do que quando é enxerto. Se ele não vier de uma origem, de um sentimento, só no campo das ideias, ele não se enraíza. A cultura cooperativista precisa ser cultivada diariamente”, afirmou. A partir dessa escuta, a cultura passou a ocupar espaço estratégico no planejamento do Sistema OCB e ganhou uma programação específica durante a Semana de Competitividade. De acordo com o presidente Márcio, o desafio está em conciliar o avanço das cooperativas com a preservação dos princípios que diferenciam o modelo. “Precisamos surfar a onda da inovação, da profissionalização, da adequação. Precisamos de negócios grandes, de potência de negócio. Mas não podemos deixar que o negócio desequilibre o conceito com as bases, os princípios e os valores. Essa é a nossa diferença”, destacou. Nesse contexto, Márcio chamou atenção para o papel do cooperado como origem e razão de ser da cooperativa. “A cooperativa é a criatura do cooperado. A criatura não pode ser mais importante que o criador. A base do nosso negócio é a nossa gente, é o nosso cooperado”, disse. A fala também apontou para a necessidade de aproximar novamente as cooperativas de suas bases, sem renunciar à evolução necessária para competir em mercados cada vez mais complexos. “A proposta do Ano CulturaCoop e da programação da Semana é justamente iniciar esse movimento de resgate. Resgate do verdadeiro papel dos cooperados, de um sentimento cada vez mais forte de que essa é a nossa diferença. Essa semana é um motor de arranque nesse processo”, completou.   Cultura que atravessa gerações A programação da Semana de Competitividade 2026 parte da compreensão de que a cultura cooperativista não é algo estático. Ela está ligada à trajetória construída pelo movimento ao longo das décadas, às transformações vividas pelas cooperativas e aos desafios de manter seus valores presentes em uma sociedade em constante mudança. A proposta é discutir como os princípios cooperativistas podem continuar fazendo sentido no presente e orientar as escolhas do movimento no futuro. José Alves Neto, presidente da Unimed do Brasil e da Aliança Cooperativa Internacional para as Américas, também participou da abertura e destacou que o crescimento do cooperativismo precisa caminhar junto com a preservação de sua identidade. Ao abordar o cenário brasileiro e internacional, José Alves destacou que a preocupação com a cultura cooperativista não é exclusiva do Brasil. “A resposta dos encontros, tanto aqui no Brasil quanto nas conversas que tenho pelas Américas e na Ásia, é sempre a mesma: formar pessoas, formar lideranças conscientes, formar educadores capazes de disseminar a cultura cooperativista entre cooperados, colaboradores e comunidade, e formar cooperados que entendam, na prática, por que fazemos o que fazemos e da forma que fazemos”, afirmou.   Memória que ajuda a construir o futuro A relação entre passado, presente e futuro também marcou a abertura da Semana, com o lançamento do documentário Pioneiros do Cooperativismo Brasileiro. Produzido pelo Sistema OCB como parte do Ano CulturaCoop, o filme reúne relatos de lideranças que ajudaram a construir o cooperativismo em diferentes ramos e regiões do país. Após a exibição, os pioneiros foram homenageados com placas em reconhecimento à contribuição para o desenvolvimento do movimento. O registro audiovisual amplia essa homenagem ao preservar memórias que podem ser compartilhadas com as novas gerações e utilizadas em ações de educação e formação cooperativista. Foram homenageadas quatro lideranças reconhecidas por sua contribuição ao cooperativismo em âmbito nacional e estadual: Roberto Rodrigues, pioneiro do cooperativismo nacional; Ronaldo Scucato, em Minas Gerais; Malaquias Oliveira, em Pernambuco; e Américo Utumi, em São Paulo (in memorian), além de lideranças dos diferentes ramos do movimento: Jânio Stefanello (Infraestrutura), Nilson Luiz May (Saúde), Dorival Bartzike (Transporte), Hercílio Schmitt (Consumo), Margaret Garcia (Trabalho), Moacir Krambeck (Crédito), e José Aroldo Gallassini (Agropecuário). A programação da Semana de Competitividade 2026 segue até quinta-feira (13), conectando memória, cultura, formação e inovação em torno do futuro do cooperativismo.   Saiba Mais:  Sistema OCB recebe maior cooperativa de crédito do México Sistema OCB leva agenda cooperativista ao congresso do Agronegócio Modelo brasileiro do coop agro é apresentado em congresso na Argentina  
Semana de Competitividade 2026 celebra raízes que inspiram o futuro
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10/08/2026

Sistema OCB leva agenda cooperativista ao congresso do Agronegócio

Tania Zanella participou de debates sobre agroindústria, financiamento e sustentabilidade em São Paulo  A 25ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), realizada pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em parceria com a B3, nesta segunda-feira (9), em São Paulo, teve como tema Agro & Indústria – integrando e transformando o Brasil.  O encontro reuniu representantes de diferentes setores para discutir os caminhos do agro diante das transformações econômicas, tecnológicas e ambientais, além do cenário geopolítico, verticalização da produção, investimentos e financiamento em um ambiente de maior volatilidade.   Tania Zanella, que também preside o Instituto Pensar Agropecuária (IPA) participou da cerimônia de abertura ao lado de lideranças do agronegócio.     Sustentabilidade   A agenda ambiental também ganhou espaço no encontro. Debates sobre verticalização sustentável e sobre como transformar desafios ambientais em oportunidades para o agronegócio mostraram que competitividade e sustentabilidade estão cada vez mais conectadas.  Para o cooperativismo, a discussão tem relevância tanto pela presença das cooperativas nas cadeias agropecuárias quanto pelo papel que elas desempenham na disseminação de tecnologias, na agregação de valor e na geração de renda nas regiões onde estão inseridas.  “O agro brasileiro tem diante de si o desafio de produzir mais, agregar valor e avançar em sustentabilidade. As cooperativas têm um papel importante nesse processo, porque estão próximas do produtor e ajudam a transformar inovação e boas práticas em resultados concretos para toda a cadeia”, destacou Tania.    Saiba Mais:  Cooperativismo leva experiência em RIG a seminário da Abrig  Coop defende integração para ampliar a resiliência climática no agro  Modelo brasileiro do coop agro é apresentado em congresso na Argentina 
Sistema OCB leva agenda cooperativista ao congresso do Agronegócio
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10/08/2026

Cooperativas de saúde reforçam papel na assistência aos brasileiros

Ramo chega a 304 mil cooperados, geral mais de 160 mil empregos e movimenta R$ 130,7 bilhões  Cuidar das pessoas está no centro da atuação das cooperativas de saúde. Em um cenário de crescente demanda por serviços de qualidade, o ramo segue ampliando sua presença no Brasil ao combinar atendimento humanizado, valorização dos profissionais e um modelo de gestão que reinveste seus resultados no próprio negócio e nas comunidades onde atua.  Os números do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31), refletem essa trajetória. O ramo reúne 695 cooperativas, responsáveis por 304.329 cooperados e 162.285 empregos diretos em todo o país. Em 2025, as cooperativas de saúde movimentaram R$ 130,7 bilhões em ingressos e alcançaram R$ 81,9 bilhões em ativos, o que consolida sua relevância para o sistema de saúde brasileiro. Além disso, o ramo  destinou R$ 10,1 bilhões às despesas com pessoal.  De acordo com a Agência Nacional de Saúde (ANS), as operadoras de saúde médica reuniram mais de 24 milhões de beneficiários em 2025, com cerca de 20 milhões atendidos pelas cooperativas médicas enquanto as odontológicas totalizaram cerca de 4,7 milhões. A agência também aponta que o Sistema Unimed se destaca no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) do período. Entre as 20 operadoras médico-hospitalares que obtiveram nota máxima na avaliação, 18 são cooperativas Unimed (90%). Já a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), destaca o Sistema Unimed no topo dos 4 maiores grupos cooperativistas do mundo, considerando a relação entre receitas e PIB per capita dos países.  Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o crescimento do ramo demonstra a capacidade do cooperativismo de responder aos desafios da assistência à saúde em um país de dimensões continentais. "As cooperativas de saúde unem excelência técnica, gestão eficiente e compromisso com o cuidado. É um modelo que valoriza os profissionais, amplia o acesso da população aos serviços e contribui para um sistema de saúde mais sustentável e próximo das necessidades das pessoas. E esses são fatores que fazem muita diferença quando consideramos o tamanho, as diferenças e os desafios que o nosso país impõe para a oferta de serviços de qualidade”, afirma.     Melhoria contínua  Presentes em todas as regiões brasileiras, as cooperativas de saúde atuam em diferentes especialidades e modalidades de atendimento ao reunir médicos, odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais que compartilham a gestão do empreendimento e participam das decisões estratégicas. Essa estrutura permite ampliar a oferta de serviços, fortalecer redes de atendimento e investir continuamente em tecnologia, inovação e qualificação profissional. "Quando os próprios profissionais participam da gestão, as decisões são tomadas com foco na qualidade da assistência e na sustentabilidade do negócio. Isso fortalece o cuidado com o paciente e cria um ambiente favorável à inovação e ao aprimoramento constante dos serviços, acrescenta Tania.   Outro destaque do ramo é sua forte integração com os demais segmentos do cooperativismo. As cooperativas de saúde mantêm relações com cooperativas de crédito, trabalho, consumo, infraestrutura e agropecuárias. Essa intercooperação amplia o alcance dos serviços e cria soluções cada vez mais completas para cooperados e comunidades.    Saiba Mais: Sistema OCB recebe maior cooperativa de crédito do México Modelo brasileiro do coop agro é apresentado em congresso na Argentina Coop defende integração para ampliar a resiliência climática no agro    
Cooperativas de saúde reforçam papel na assistência aos brasileiros
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10/08/2026

Sistema OCB recebe maior cooperativa de crédito do México

Caja Popular Mexicana visitou iniciativas de educação, crédito e regulação em Brasília e Porto Alegre  O coop brasileiro recebeu, entre os dias 3 e 6 de agosto, uma comitiva de 31 representantes da Caja Popular Mexicana, maior cooperativa do México e também a maior cooperativa de crédito do país. Formado por dirigentes e integrantes da alta direção da instituição, o grupo veio ao Brasil para conhecer experiências do cooperativismo de crédito e iniciativas de educação cooperativista.  A programação começou na segunda-feira (3), no Sistema OCB, onde a delegação foi recebida pelo presidente do Conselho de Administração, Márcio Lopes de Freitas. Na ocasião, ele apresentou um panorama do cooperativismo brasileiro e destacou a importância de aproximar experiências de diferentes países. “O cooperativismo tem essa capacidade de conectar pessoas e organizações que, mesmo em realidades diferentes, enfrentam desafios muito parecidos. Receber uma comitiva como essa é uma oportunidade de mostrar um pouco do que construímos no Brasil e também de conhecer o que eles têm feito no México”, afirmou.  O grupo ainda conheceu o CapacitaCoop e suas contribuições para o desenvolvimento do cooperativismo brasileiro. Ainda em Brasília, o grupo visitou a sede do Sicoob e conheceu mais de perto a estrutura e o funcionamento do sistema cooperativista de crédito, além de sua cobertura nacional e sua miríade de produtos financeiros.  Na terça-feira (4), a agenda foi dedicada ao ambiente regulatório. Os representantes da Caja Popular Mexicana estiveram no Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) e no Banco Central para conhecer as estruturas de proteção, supervisão e regulação que fazem parte do cooperativismo de crédito brasileiro.  Um dos temas de maior interesse da delegação foi a educação cooperativista. Na quarta-feira (5), já em Porto Alegre, o grupo conheceu a Escola Superior do Cooperativismo (Escoop) e teve contato com iniciativas de formação desenvolvidas no setor.   A programação terminou na quinta-feira (6), com uma agenda no Centro Administrativo do Sicredi (CAS), também em Porto Alegre.  A comitiva contou com a participação da presidente do Conselho de Administração da Caja Popular Mexicana,  Nadia Romero Gaytán, que acompanhou a agenda no país. Para os representantes mexicanos, a visita permitiu conhecer soluções adotadas pelas cooperativas brasileiras e observar como o modelo está organizado em diferentes frentes.  A aproximação também contribuiu para ampliar o diálogo entre os movimentos cooperativistas dos dois países. A Caja Popular Mexicana tem atuação voltada à oferta de serviços financeiros aos seus cooperados e mantém uma trajetória de mais de 70 anos no cooperativismo mexicano.  Saiba Mais:  Cooperativismo leva experiência em RIG a seminário da Abrig  Coop defende integração para ampliar a resiliência climática no agro  Modelo brasileiro do coop agro é apresentado em congresso na Argentina 
Sistema OCB recebe maior cooperativa de crédito do México
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07/08/2026

Coop defende integração para ampliar a resiliência climática no agro

Durante o World Climate Summit, Sistema OCB defende movimento como aliado da resiliência climática  O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (6), do painel Riscos Climáticos e o Setor Segurador: Como Ampliar a Resiliência do Brasil?, durante o World Climate Summit São Paulo, e destacou que as mudanças climáticas tem imposto novos desafios à produção agropecuária brasileira e reforçado a necessidade de ampliar os mecanismos de proteção ao produtor rural.  Representando a entidade, o gerente Técnico e Econômico, João José Prieto, participou do debate ao lado de representantes do mercado segurador, do sistema financeiro e do resseguro. A discussão abordou caminhos para fortalecer o seguro rural, ampliar o acesso ao crédito e desenvolver estratégias capazes de reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a produção agropecuária.  Prieto ressaltou que o cooperativismo já exerce um papel estratégico na gestão de riscos do agronegócio brasileiro. Atualmente, o ramo agropecuário reúne mais de um milhão de produtores vinculados a cerca de 1,2 mil cooperativas, responsáveis pela geração de aproximadamente 277 mil empregos diretos. Essas organizações estão presentes nas principais cadeias produtivas do país, como grãos, proteínas animais, fibras, setor sucroenergético, fruticultura e horticultura.  Outro diferencial destacado foi a capacidade das cooperativas de levar conhecimento técnico ao campo. Mais de 10 mil profissionais especializados atuam na assistência técnica e na extensão rural, difundindo práticas que aumentam a produtividade, promovem a sustentabilidade e ajudam os produtores a se prepararem para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. Essa estrutura atende agricultores de diferentes perfis, incluindo um expressivo contingente da agricultura familiar, que representa mais de 70% da base de cooperados.  Segundo Prieto, essa proximidade faz das cooperativas importantes aliadas na construção da resiliência do setor. "As cooperativas estão ao lado do produtor em todas as etapas da atividade, desde o acesso aos insumos até a comercialização da produção. Essa relação de confiança permite disseminar práticas de gestão de riscos, orientar a adoção de tecnologias e facilitar o acesso ao crédito e ao seguro rural. Fortalecer o cooperativismo é fortalecer a capacidade do campo de enfrentar os desafios climáticos”, informou.   Além do trabalho realizado pelas cooperativas agropecuárias, o Sistema OCB destacou a atuação integrada do cooperativismo de crédito nesse processo. Enquanto as cooperativas do agropecuárias oferecem assistência técnica e acompanham a produção, as cooperativas de crédito contribuem para ampliar o acesso ao financiamento e às soluções de proteção, incluindo seguros contratados por meio de corretoras ligadas ao cooperativismo.  Para o gerente, essa integração cria um ambiente mais seguro para os produtores e contribui para reduzir a exposição do setor às oscilações provocadas por eventos climáticos adversos. "O cooperativismo incentiva a gestão de riscos e vai além. Ele utiliza esses instrumentos em benefício dos cooperados. Quando assistência técnica, crédito e seguro atuam de forma coordenada, o produtor ganha mais segurança para investir, produzir e superar períodos de maior instabilidade”, acrescentou.   Durante o painel, também foi defendido que o fortalecimento da gestão de riscos depende de um ambiente institucional mais favorável. Na avaliação do Sistema OCB, a ampliação da cobertura do seguro rural passa pela construção de políticas públicas permanentes, capazes de oferecer previsibilidade ao mercado e estimular novos investimentos.  Entre os desafios apontados estão a redução dos recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), a instabilidade orçamentária e a necessidade de implementação do fundo de catástrofe previsto na Lei Complementar 137/2010, instrumento considerado importante para ampliar a proteção diante de eventos climáticos de grande impacto.  Saiba Mais:  Cooperativismo leva experiência em RIG a seminário da Abrig  Lideranças da Fecoagro visitam a Casa do Cooperativismo  Sistema OCB e MGI fortalecem parceria pela regularização no campo 
Coop defende integração para ampliar a resiliência climática no agro
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07/08/2026

Cooperativas de Infraestrutura expandem geração de energia

Ramo chega a 1,48 milhão de cooperados, amplia investimentos e leva soluções para todo o país  Garantir acesso à energia e a outros serviços essenciais é um dos grandes desafios para o desenvolvimento sustentável do país. Em diferentes regiões do Brasil, esse desafio tem sido enfrentado por meio da cooperação. Organizadas pelos próprios usuários, as cooperativas de infraestrutura se destacam cada vez mais por sua atuação na geração e distribuição de energia, além de desenvolver soluções que impulsionam a economia local e melhoram a qualidade de vida das comunidades.  O Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31), aponta que o ramo reuniu, em 2025, 247 cooperativas, que atendem 1,48 milhão de cooperados e geram 7.110 empregos diretos. No mesmo período, essas cooperativas movimentaram R$ 6,81 bilhões em ingressos e alcançaram R$ 11,46 bilhões em ativos, consolidando sua expansão em todo o país.  O fortalecimento do ramo também se reflete em seus indicadores econômicos. Em 2025, os ativos das cooperativas de infraestrutura chegaram a R$ 11,45 bilhões, enquanto os ingressos alcançaram R$ 6,81 bilhões, demonstrando a capacidade do setor de ampliar investimentos e desenvolver projetos de longo prazo. O capital social atingiu R$ 718,4 milhões, o que evidencia a confiança dos cooperados no modelo cooperativista e na expansão das iniciativas conduzidas pelas próprias comunidades.  “As cooperativas de infraestrutura mostram que desenvolvimento também se constrói de forma colaborativa. Quando as pessoas se unem para investir em soluções que atendem às necessidades da própria comunidade, elas ampliam o acesso a serviços essenciais, fortalecem a economia local e criam condições para um crescimento mais sustentável e inclusivo", defende a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.     Geração de energia  A geração de energia é hoje o principal vetor de crescimento das cooperativas de infraestrutura. O Anuário registra 94 cooperativas dedicadas à geração de energia para consumo próprio, 79 cooperativas de distribuição de energia e 29 cooperativas voltadas à geração para comercialização, dados que refletem o avanço de um modelo que combina sustentabilidade, inovação e participação coletiva.  Esse crescimento acompanha a expansão da geração distribuída no Brasil e reforça o protagonismo das cooperativas na construção de alternativas energéticas mais eficientes e próximas das necessidades dos consumidores. "A expansão da geração de energia pelas cooperativas acompanha uma transformação importante do setor elétrico brasileiro. O cooperativismo contribui para acelerar a transição para uma matriz cada vez mais sustentável, sempre com os benefícios retornando para os próprios cooperados e para suas comunidades", acrescenta Tania.     Outras soluções  Embora a energia concentre a maior parte das atividades do ramo, as cooperativas de infraestrutura também atuam em áreas como construção civil, telecomunicações e outras iniciativas voltadas à implantação e manutenção de serviços essenciais.  Essa diversidade permite que cada cooperativa desenvolva projetos compatíveis com as necessidades de sua região e amplie o acesso à infraestrutura em localidades onde, muitas vezes, a oferta tradicional é limitada. Dessa forma, elas fortalecem a capacidade das próprias comunidades de identificar prioridades, definir investimentos e construir soluções coletivas para seus desafios.  Ao transformar necessidades coletivas em soluções construídas de forma colaborativa, as cooperativas de infraestrutura demonstram que investir em energia e em serviços essenciais também é uma forma de promover desenvolvimento, inclusão e prosperidade para milhares de brasileiros.    Saiba Mais: Cooperativismo leva experiência em RIG a seminário da Abrig Cooperativas de consumo fortalecem economia compartilhada Lideranças da Fecoagro visitam a Casa do Cooperativismo
Cooperativas de Infraestrutura expandem geração de energia
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07/08/2026

Modelo brasileiro do coop agro é apresentado em congresso na Argentina

Agenda institucional e suprapartidária do Sistema OCB fortaleceu o segmento como representação política  O modelo institucional que consolidou a representação política do agro brasileiro foi apresentado nesta quinta-feira (6), durante o XXXIV Congresso Aapresid, um dos principais eventos do setor agropecuário da Argentina. Participando de forma online, a superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, integrou o painel El agro como política de estado: lecciones del modelo brasileño, ao lado de Daniel Vargas, da Fundação Getulio Vargas (FGV), com mediação de Ángeles Naveyra, presidente da Fundación Barbechando.  Realizado em Rosário, o congresso reúne produtores rurais, pesquisadores, estudantes, representantes do setor produtivo e formuladores de políticas públicas para discutir inovação, sustentabilidade e os desafios do agro. No painel dedicado à experiência brasileira, o foco esteve na arquitetura institucional construída ao longo das últimas décadas, que permitiu ao setor manter uma agenda estratégica permanente, independentemente das mudanças de governo.  Fabíola explicou que esse modelo se apoia em duas frentes complementares: a representação política suprapartidária e a atuação técnica das entidades que dão sustentação às decisões e propostas do setor. "O agro brasileiro aprendeu que a construção de uma agenda comum depende de instituições fortes. São elas que permitem transformar interesses diversos em prioridades compartilhadas e garantir continuidade às políticas públicas ao longo do tempo", afirmou.  Segundo ela, esse arranjo integra, de um lado, as frentes parlamentares, responsáveis pela articulação política no Congresso Nacional, e, de outro, organizações técnicas que elaboram estudos, propostas legislativas e análises que subsidiam a tomada de decisão dos parlamentares e do poder público.  Nesse contexto, Fabíola apresentou o papel desempenhado pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA), organização formada por 59 entidades representativas do setor, responsável por oferecer suporte técnico à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Também destacou a atuação do Sistema OCB, que mantém uma equipe especializada dedicada à construção de propostas para o cooperativismo brasileiro e ao acompanhamento permanente da agenda legislativa.  A superintendente ressaltou ainda a importância da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que, desde a Assembleia Constituinte, atua em parceria com a OCB na defesa dos interesses das cooperativas brasileiras e na construção de um ambiente regulatório mais adequado ao modelo de negócios cooperativista. Como exemplo desse trabalho conjunto, Fabíola citou a atuação durante a regulamentação da Reforma Tributária, quando o cooperativismo conseguiu assegurar o tratamento adequado ao ato cooperativo e preservar as especificidades do setor no novo sistema tributário.    Representatividade  Ao abordar a legitimidade do setor perante a sociedade, Fabíola lembrou que o cooperativismo brasileiro reúne atualmente 29 milhões de cooperados, o equivalente a 13,6% da população do país. São 4.400 cooperativas em atividade, responsáveis por R$ 848 bilhões em ingressos. Apenas o ramo agropecuário congrega 1.254 cooperativas, mais de 1,13 milhão de cooperados e movimenta R$ 487,3 bilhões, além de responder por cerca de metade da produção nacional de grãos.  Para a superintendente do Sistema OCB, esses números demonstram a relevância econômica e social do cooperativismo, mas precisam ser acompanhados de diálogo permanente com a sociedade e com os poderes públicos. "Os resultados são importantes, mas a legitimidade também se constrói pela presença institucional, pela capacidade de diálogo e pela atuação apartidária. É isso que garante estabilidade e continuidade às políticas que fortalecem o setor", afirmou.  Ao longo da conversa, também foi destacada a aproximação entre Brasil e Argentina na busca por mecanismos permanentes de representação institucional do agro. A Fundación Barbechando, organizadora do debate, foi inspirada justamente no modelo brasileiro de articulação parlamentar e criou o Espacio Legislativo Interpartidario del Agro (ELIA), iniciativa que busca ampliar o diálogo entre o setor produtivo e o Congresso argentino.  Fabíola observou que, embora cada país tenha características próprias, a principal lição da experiência brasileira está na institucionalização das relações entre o setor produtivo e o poder público. "O que pode ser compartilhado é a lógica de construir instituições permanentes, técnicas e apartidárias, capazes de manter uma agenda de longo prazo para o desenvolvimento do agro", concluiu.      Saiba Mais:  AnuárioCoop 2026 amplia visibilidade do cooperativismo na imprensa  Sistema OCB debate o futuro do coop em encontro da Unicred União  Cooperativas de crédito ultrapassam R$ 1,16 trilhão em ativos 
Modelo brasileiro do coop agro é apresentado em congresso na Argentina
Notícias representação
06/08/2026

AnuárioCoop 2026: Dados do Cooperativismo Brasileiro

Números não existem apenas para medir resultados. Eles revelam movimentos que transformam realidades. O AnuárioCoop 2026 já está no ar e mostra a força do cooperativismo brasileiro em dados: crescimento, geração de oportunidades, desenvolvimento e presença em todo o país. Saiba mais em: https://anuario.coop.br
AnuárioCoop 2026: Dados do Cooperativismo Brasileiro
Notícias representação
06/08/2026

Imersão pré-COP31

Neste Se Liga, você confere como a Imersão em cooperativismo Pré-COP31 reúne representantes de organismos internacionais, autoridades e instituições estratégicas para conhecer, de perto, experiências que mostram como as cooperativas brasileiras já contribuem para o desenvolvimento sustentável.
 Imersão pré-COP31
Notícias eventos
06/08/2026

Lideranças da Fecoagro visitam a Casa do Cooperativismo

Presidentes de coops agro gaúchas debateram temas como seguro rural, comércio exterior e regulação  O Sistema OCB recebeu, nesta quarta-feira (5), a comitiva da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro/RS) para a Jornada dos Presidentes Agro, missão técnica que reúne lideranças do cooperativismo gaúcho em uma programação voltada ao planejamento estratégico, à inovação e ao fortalecimento do ramo agropecuário.  A recepção foi conduzida pela presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, ao lado do presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, e do presidente da Fecoagro/RS, Adriano José Borghetti. A delegação reuniu mais de 45 lideranças de 28 cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul, responsáveis por cerca de 92% dos ingressos do cooperativismo no estado.  Tania apresentou um panorama da atuação do Sistema OCB em defesa dos interesses das cooperativas agropecuárias e destacou que o ramo continua sendo o principal motor econômico do cooperativismo brasileiro. Segundo dados do AnuárioCoop 2026, o  agro reúne 1.254 cooperativas, com mais de 1,13 milhão de cooperados e gera 277 mil empregos diretos, além de movimentar R$ 487,3 bilhões em ingressos, o equivalente a mais da metade da movimentação econômica de todo o cooperativismo nacional.  A presidente executiva também contextualizou os principais temas que pautam a agenda técnica da missão, reforçando que muitos deles fazem parte da atuação permanente do Sistema OCB junto ao governo federal e ao Congresso Nacional. "Nosso trabalho é construir um ambiente cada vez mais favorável para que as cooperativas continuem a produzir, inovar e gerar desenvolvimento. Essa agenda é uma oportunidade para compartilhar avanços, ouvir as demandas do setor e alinhar estratégias para os próximos anos", afirmou.   Ao longo do encontro, os participantes acompanharam painéis sobre assuntos considerados prioritários para o cooperativismo agropecuário. Entre eles estiveram o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA), cobrada pelo Ibama, e o andamento da regulamentação das cooperativas de seguros, temas acompanhados de perto pelo Sistema OCB por seus impactos diretos sobre a competitividade das cooperativas.  A programação também trouxe experiências voltadas à inovação e ao desenvolvimento do setor, como a atuação da Coopa-DF na expansão da produção agrícola no Cerrado, com destaque para o cultivo do trigo tropical. O comércio internacional de proteína animal também esteve em pauta em dois painéis que contaram com a participação do secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Rafael Requião, e da especialista da ApexBrasil, Paula Soares.   "Quando reunimos lideranças de diferentes regiões para discutir os desafios e as oportunidades do setor, fortalecemos nossa capacidade de construir soluções coletivas e ampliar a competitividade do cooperativismo brasileiro”, complementou Tania.    Saiba Mais:  AnuárioCoop 2026 amplia visibilidade do cooperativismo na imprensa  Sistema OCB debate o futuro do coop em encontro da Unicred União  Cooperativas de crédito ultrapassam R$ 1,16 trilhão em ativos 
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Notícias eventos
06/08/2026

Sistema OCB e MGI fortalecem parceria pela regularização no campo

Reunião entre as entidades debateu modernização do CAR, inovação digital e acesso ao crédito   O Sistema OCB se reuniu com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para tratar da modernização da gestão ambiental e fundiária no campo, nesta quarta-feira (5). O encontro reuniu a presidente executiva, Tania Zanella, e o gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto, além do secretário extraordinário para a Transformação do Estado, Francisco Gaetani, para discutir como o cooperativismo pode contribuir com o aprimoramento de instrumentos estratégicos para o produtor rural.  A agenda tratou de temas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), a plataforma Meu Imóvel Rural (MIR) e as Credenciais Verificáveis, soluções que vêm sendo desenvolvidas pelo governo federal para tornar mais ágeis e seguros os processos relacionados à regularização ambiental, fundiária e ao compartilhamento de informações entre produtores e instituições.  Durante a reunião, Tania OCB destacou que a regularização dos imóveis rurais é um fator determinante para o desenvolvimento das cooperativas agropecuárias. Embora as cooperativas não sejam proprietárias das áreas produtivas, a situação ambiental e fundiária dos imóveis de seus cooperados impacta diretamente o acesso ao crédito rural, às políticas públicas e aos mercados que exigem mecanismos de rastreabilidade e conformidade socioambiental.  Atualmente, o cooperativismo agropecuário reúne mais de 1,13 milhão de produtores rurais associados a 1.254 cooperativas em todo o país, responsáveis pela geração de mais de 277 mil empregos diretos, segundo dados do AnuárioCoop 2026.   Na reunião, também foi reforçada a importância de acelerar a análise e a validação dos cadastros do CAR. Apesar dos avanços registrados nos últimos anos, a conclusão desses processos ainda representa um desafio para milhares de produtores. A expectativa do cooperativismo é que o aprimoramento das ferramentas digitais contribua para tornar esse fluxo mais eficiente e reduza entraves que afetam diretamente a atividade produtiva.  "O cooperativismo está presente em todas as regiões do país e acompanha de perto a realidade dos produtores rurais. Por isso, queremos contribuir para que as soluções desenvolvidas pelo governo sejam cada vez mais acessíveis, eficientes e capazes de fortalecer a segurança jurídica no campo. Quando a regularização avança, ganham os produtores, as cooperativas e toda a sociedade", afirmou Tania.  Outro tema abordado foi o potencial das Credenciais Verificáveis para simplificar o compartilhamento seguro de documentos entre produtores e instituições financeiras. A ferramenta, integrada ao Meu Imóvel Rural, foi discutida durante a agenda com o intuito de serem apresentados os potenciais positivos e os desafios em torno do instrumento.  O encontro deu continuidade, ainda, ao diálogo iniciado entre o Sistema OCB e o MGI nos últimos meses. Em abril deste ano, representantes do ministério apresentaram ao cooperativismo as funcionalidades do Meu Imóvel Rural e das Credenciais Verificáveis em uma agenda que reuniu organizações estaduais e representantes dos ramos Agropecuário e Crédito.  Saiba Mais:  Sistema OCB debate o futuro do coop em encontro da Unicred União  Cooperativas agropecuárias movimentam R$ 487,3 bilhões e ampliam presença no país  Cooperativas de crédito ultrapassam R$ 1,16 trilhão em ativos
Sistema OCB e MGI fortalecem parceria pela regularização no campo
Notícias saber cooperar
06/08/2026

Histórias de um mundo melhor

O documentário Histórias de um Mundo Melhor percorre diferentes regiões do país revelando, por meio de histórias reais, como o cooperativismo transforma a vida das pessoas. Da floresta manejada de forma sustentável em Rondônia às vinhas centenárias da Serra Gaúcha, cada trajetória revela um Brasil que resiste, se reinventa e cuida do coletivo. Mais do que um filme, a produção é um retrato sensível do que o cooperativismo tem de mais bonito: gente que se une para construir um futuro mais justo e próspero para todos.
Histórias de um mundo melhor
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