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01/09/2026

Sistema OCB leva ao MIDR proposta para ampliar acesso ao FNE

Agenda inclui medidas para ampliar a participação das cooperativas e projeto-piloto para levar recursos do FNE a municípios sem agência do BNB  O Sistema OCB apresentou ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e ao Banco do Nordeste (BNB), nesta terça-feira (1º), as Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais. O documento reúne medidas legislativas, regulatórias e operacionais para o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), o Fundo Constitucional do Norte (FNO) e o Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) e inclui, como uma das iniciativas prioritárias, o Projeto-piloto para viabilizar o acesso do cooperativismo de crédito aos recursos do FNE.  A reunião foi conduzida pela superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, e contou com a participação do secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Corrêa Tavares, representantes técnicos da Secretaria e do BNB, banco administrador do FNE.  Construído em conjunto com os sistemas cooperativistas de crédito, as Organizações Estaduais do Sistema OCB (OCEs) e o Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito, o documento “Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais 2027” contribui para as discussões das Programações Anuais de 2027 do FCO, FNO e FNE.  A agenda está organizada em três frentes. No campo legislativo, propõe alterações na Lei 7.827/1989 para ampliar ao FNE condições já aplicadas ao cooperativismo no FCO e no FNO. Na frente regulatória, estão ajustes para ampliar a participação das cooperativas na política dos Fundos. Já no eixo operacional, as propostas contemplam a expansão das linhas de financiamento e dos perfis de tomadores que podem ser atendidos pelas instituições cooperativas.  “A participação das cooperativas de crédito nos Fundos Constitucionais é uma agenda que combina desenvolvimento regional, inclusão financeira e maior capilaridade na aplicação dos recursos. Estamos apresentando propostas construídas com o setor e que podem contribuir para tornar essas políticas públicas ainda mais acessíveis nos territórios”, destacou Fabíola. Projeto-piloto para o FNE  Entre as propostas apresentadas ao MIDR está o projeto-piloto que prevê a participação dos bancos cooperativos Sicoob e Sicredi como instituições repassadoras de recursos do FNE, sendo o Banco do Nordeste o administrador do Fundo.  O modelo foi desenhado para alcançar 315 municípios da área de atuação da Sudene que possuem postos de atendimento cooperativo, mas não contam com agência física do BNB. Ao todo, são 371 postos já instalados nesses municípios.  A iniciativa utiliza uma possibilidade prevista na regulamentação do FNE. A Programação Anual do Fundo permite que entre 1% e 3% dos recursos sejam repassados a outras instituições financeiras. Para o piloto, a proposta estabelece limite de até R$ 300 milhões por exercício, conforme a demanda e os parâmetros definidos para o Fundo.  O desenho também mantém a distribuição de responsabilidades entre as instituições: o risco de crédito permanece integralmente com o agente repassador, enquanto a remuneração do banco administrador não sofre alteração. A vigência prevista é de 24 meses, sendo seis meses para estruturação e integração dos sistemas e 18 meses para execução monitorada.  “A expectativa é avançar na articulação com a Secretaria, a Sudene e o Banco do Nordeste para que o projeto seja formalmente apresentado ao banco administrador e os instrumentos possam ser assinados ainda em 2026. Queremos preparar a operação para o ciclo da Programação Anual do FNE de 2027”, destacou Fabíola.    Mais capilaridade para os recursos  A proposta considera a complementaridade entre as redes de atendimento. Dados do Banco Central, com posição em dezembro de 2025, mostram que as cooperativas de crédito possuem mais de 10,5 mil pontos de atendimento no país, estão presentes em 59% dos municípios brasileiros e são a única instituição financeira em 1.072 cidades.  Na área de abrangência do FNE, 503 municípios contam atualmente com postos de atendimento cooperativo. A inserção do modelo na política pública dedicada ao nordeste pode ampliar a presença física da política de financiamento em municípios que hoje têm cobertura mais limitada.  Dos 315 municípios previstos no piloto, 234 estão localizados no semiárido. Minas Gerais concentra a maior parte deles, com 160 municípios e 177 postos cooperativos, seguido pela Bahia, com 78 municípios e 87 postos.  A proposta para o FNE também considera a experiência acumulada pelo cooperativismo de crédito na operação dos outros Fundos Constitucionais. No FCO e no FNO, os sistemas cooperativos já participam da aplicação de recursos e, desde 2015, realizaram mais de R$ 7,7 bilhões em mais de 26,8 mil operações. Em 2025, foram R$ 2,2 bilhões em aproximadamente 8 mil operações, maior volume anual da série.  A apresentação ao MIDR abre agora uma etapa de articulação com os órgãos envolvidos na gestão dos Fundos Constitucionais. A expectativa do Sistema OCB é avançar nas discussões das propostas e preparar as condições para que as medidas possam contribuir para a programação dos recursos de 2027.    Saiba Mais:  Solução Eficiência energética transforma dados em decisões  Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional  Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização 
Sistema OCB leva ao MIDR proposta para ampliar acesso ao FNE
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01/09/2026

Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional

Entidade participou de painel cooperativas e Proteção Patrimonial Mutualista no Rio de Janeiro  A abertura de novos modelos de proteção está mudando o cenário do mercado de seguros no Brasil e colocando as cooperativas no centro de uma discussão que envolve regulação, distribuição e acesso à proteção. O tema foi debatido durante o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado de 27 a 29 de agosto, no Rio de Janeiro, com participação do Sistema OCB.  No painel Novos Mercados de PPM e Cooperativas de Seguros, Hugo Andrade, coordenador de Ramos do Sistema OCB, discutiu os caminhos que se abrem para o cooperativismo a partir da regulamentação da Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) e, em especial, das cooperativas de seguros.   Durante o painel, foi apresentado o processo de regulamentação dos novos modelos e destacado o espaço ainda existente para o desenvolvimento de estruturas cooperativas e mutualistas no país. A discussão trouxe para o centro do debate a possibilidade de ampliar a oferta de proteção e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades de atuação para os profissionais da distribuição de seguros.  Para o cooperativismo, a regulamentação representa uma mudança importante. A Lei Complementar (LC) 213/2025 e a Resolução CNSP 492/2026 estabeleceram novas regras para a atuação das cooperativas de seguros, o que criou um ambiente regulatório específico para as cooperativas que surgirão.  A agenda também exige preparação dos profissionais que estarão na ponta. Hugo destacou a importância de conhecer a legislação e compreender as particularidades do cooperativismo para atuar no novo segmento. “A regulamentação abre uma nova frente para o cooperativismo ao criar um ambiente mais seguro para o desenvolvimento das cooperativas. Agora, o desafio é transformar esse marco em oportunidades concretas, com qualificação, boa governança e modelos de atuação que atendam às necessidades dos cooperados e do mercado”, afirmou.  O painel contou ainda com a presença de Carlos Queiroz, diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep); João Armando de Castro Santos, presidente do Sicoob Credseguro; e Marco Antonio Gonçalves, presidente do Conselho Consultivo da MAG e do Fórum Mário Petrelli. A mediação foi de Marcelo Augusto Camacho Rocha, da Escola de Negócios e Seguros (ENS).  A discussão ocorreu no último dia do congresso, que teve como tema A nova era da distribuição de seguros no Brasil. Ao longo da programação, o evento reuniu representantes de seguradoras, corretores, entidades e órgãos reguladores para tratar das transformações que impactam o setor, entre elas mudanças regulatórias, novas tecnologias e comportamento dos consumidores.    Saiba Mais:  Coop de seguros ganha espaço e abre novas oportunidades no Brasil  Cartilha do Sistema OCB aproxima cooperativas de crédito e municípios  Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização 
Sistema OCB debate novos mercados de seguros em congresso nacional
Notícias saber cooperar
01/09/2026

Intercooperação fortalece cooperativas e gera valor para os cooperados

Imagine um caixa eletrônico único que atendesse a todas as cooperativas de crédito. Ou uma solução tecnológica capaz de aprimorar as contas digitais oferecidas a cooperados de diferentes instituições. Iniciativas como essas podem se tornar realidade e mostram o potencial da intercooperação, 6º princípio do cooperativismo, que incentiva as cooperativas a trabalharem juntas para ampliar sua capacidade de atuação, resultados e impacto socioeconômico.  No cooperativismo de crédito, esse movimento ganhou força a partir de 2021, quando o Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito da OCB (Ceco) definiu a intercooperação como uma de suas prioridades e passou a planejar ações, produtos e serviços que pudessem ser desenvolvidos de forma sistêmica. Dois anos depois, em 2023, foi assinado um Protocolo de Intenções para promover práticas de intercooperação entre os integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) e iniciar a construção conjunta de soluções em áreas consideradas estratégicas para o ramo. Em 2024, o conselho definiu seis temas de estudo e desenvolvimento: securitização; transporte de valores e numerário; Universidade Cooperativa; segurança cibernética e antifraude; seguros; e contratação de consultoria para implementação do split payment – mecanismo tecnológico que separa de forma instantânea os impostos devidos do restante da receita de uma transação. Para cada tema, foram criados grupos de trabalho com técnicos indicados pelos sistemas cooperativistas de crédito e um representante das cooperativas singulares independentes. O especialista em cooperativismo financeiro Lúcio Faria, coordenador dos grupos de trabalho de intercooperação do Ceco, explica que a proposta é unir conhecimentos e experiências para desenvolver soluções, produtos e serviços capazes de gerar ganhos de escala, reduzir custos e aumentar a eficiência do SNCC. “Mais importante do que os resultados, é que esteja sendo criada uma cultura de intercooperação. Essa talvez seja a maior entrega do projeto, porque cria um ambiente permanente de confiança entre os sistemas para desenvolver soluções conjuntas também no futuro. É mais fácil intercooperar para o novo do que para o que já está constituído”, destaca o consultor do Sistema OCB. Entre as frentes do projeto, a Universidade Cooperativa vem ganhando destaque por priorizar a formação de conselheiros de administração das cooperativas. Sicoob e Sescoop, por exemplo, já possuem programas de certificação voltados a esses dirigentes e estão compartilhando suas experiências para contribuir com a concepção da universidade. “Já foi construída a matriz de competências, com contribuições dos sistemas e do Banco Central, e o projeto está em fase de contratação para os mapas de conteúdo. Logo depois, teremos as etapas de desenvolvimento de conteúdos e das propostas metodológicas, além da produção dos cursos e guias metodológicos, com previsão de conclusão em setembro de 2027”, detalha Faria. Mais do que estabelecer parcerias negociais, o projeto de intercooperação no ramo crédito visa consolidar uma forma de atuação baseada no 6º princípio, com união, ajuda mútua e confiança. Na prática, a redução de custos e o ganho de eficiência proporcionados pelas soluções conjuntas podem melhorar a oferta de produtos e serviços e, ao final do exercício, gerar resultados que retornem ao cooperado. “A intercooperação amplia a capacidade das cooperativas de entregar mais valor ao cooperado, preservando a essência do modelo cooperativista e fortalecendo a cultura coop”, afirma o especialista O projeto conduzido pelo Ceco também evidencia um diferencial relevante do cooperativismo: as cooperativas podem competir entre si no mercado, mas encontram dentro do movimento oportunidades para intercooperar e atuar conjuntamente em questões que impactam todo o segmento. “O século 21 apresenta desafios que serão mais facilmente enfrentados com cooperação. Entre eles, podemos destacar a transformação digital e rápida evolução tecnológica, a crescente competição e a maior complexidade regulatória. Quando as cooperativas se unem para desenvolver soluções em conjunto, fortalecem todo o sistema e ampliam sua capacidade de competir no mercado”, ressalta Lúcio Faria. Base histórica  “Cooperativas se fortalecem quando aprendem, fazem negócios e constroem soluções juntas”. A afirmação é do professor Rafael Campolino, coordenador do curso de Gestão de Cooperativas da Universidade Católica de Brasília (UCB), para quem a intercooperação também significa fortalecer alianças. “O 6º princípio parte de uma compreensão bastante concreta: uma cooperativa pode realizar muito, mas amplia sua força quando trabalha em conjunto com outras”, compara.  Essa atuação conjunta pode ocorrer por meio da troca de conhecimentos, do compartilhamento de tecnologias e estruturas, da formação de profissionais, da abertura de mercados ou da realização de projetos comuns. “Na prática, a intercooperação permite ganhar escala sem perder a identidade. Uma cooperativa continua preservando sua autonomia, mas passa a integrar uma rede capaz de enfrentar desafios que, isoladamente, seriam mais difíceis. É uma relação construída com confiança, reciprocidade e a compreensão de que o crescimento pode ser compartilhado”, afirma Campolino.  A intercooperação tem raízes nas origens do cooperativismo moderno. Segundo Campolino, suas bases estão relacionadas às ideias do filósofo político e reformista social Robert Owen, que, no século 19, defendia uma organização econômica fundamentada na educação, na ajuda mútua e na construção coletiva de melhores condições de vida. Ideais que se materializaram em 1844, quando os Pioneiros de Rochdale, na Inglaterra, se uniram para criar uma cooperativa baseada na participação democrática e na união de esforços.  Desde então, a intercooperação vem transformando a união, a parceria e a ajuda mútua em prática cotidiana nas cooperativas. E isso ocorre de várias maneiras: quando uma cooperativa compartilha uma experiência bem-sucedida, oferece apoio diante de uma dificuldade ou se une a outras para alcançar um objetivo comum. “Quando uma cooperativa ajuda a fortalecer outra, todo o movimento cooperativista ganha mais capacidade de representação, inovação e geração de oportunidades”, destaca Campolino. “A intercooperação pode ampliar o acesso a mercados, serviços, crédito, tecnologias, capacitações e oportunidades de trabalho e renda. Também pode melhorar as condições de compra e comercialização e reduzir custos por meio do compartilhamento de estruturas e soluções”, lista o professor.  Além de benefícios para as cooperativas, a prática e fortalecimento do 6º princípio trazem vantagens para os cooperados, que passam a fazer parte de uma rede mais ampla de apoio e oportunidades. Isso ocorre porque, quando as cooperativas atuam em conjunto, aumentam sua capacidade de negociar, inovar, superar dificuldades e defender interesses comuns.   Segundo Campolina, em meio a um contexto de transformações econômicas e tecnológicas cada vez mais rápidas, a intercooperação permanece atual. “Questões como acesso ao crédito, inovação, sustentabilidade, competitividade e abertura de mercados dificilmente são enfrentadas de maneira satisfatória por uma organização isolada. A intercooperação permite unir competências, compartilhar recursos e encontrar caminhos mais sólidos”.  Intercooperação de ideias  Nas salas de aula do curso de formação em Gestão de Cooperativas, oferecido pela UCB em parceria com o Sescoop/DF, Campolino acompanha de perto como o 6º princípio ganha forma no dia a dia. Como estudantes da turma, representantes de cooperativas de reciclagem do Distrito Federal encontram espaço para compartilhar conhecimentos e desafios de seu trabalho cotidiano.   “Uma experiência de gestão, uma solução operacional ou uma tecnologia conhecida por uma cooperativa pode abrir novas possibilidades para as demais”, destaca o professor. “Quando o conhecimento de uma cooperativa contribui para o crescimento de outra, o cooperativismo revela sua verdadeira força. É o 6º princípio aplicado na prática: cooperativas unindo esforços para gerar oportunidades, fortalecer comunidades e transformar a vida das pessoas”, complementa Campolino. Leia as outras matérias da série Princípios do Cooperativismo:  Qual o significado de adesão voluntária e livre? Gestão democrática fortalece governança e pertencimento Participação econômica gera ciclo virtuoso de desenvolvimento Autonomia e independência: por que o 4º princípio continua mais atual do que nunca  Educar para cooperar: 5º princípio mantém viva a cultura coop   Acesse a nova trilha de aprendizagem sobre Cultura Coop na plataforma CapacitaCoop:  História, Memória e Cultura Cooperativista  
Intercooperação fortalece cooperativas e gera valor para os cooperados
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01/09/2026

Cooperativas poderão criar cultura de seguros no Brasil, afirma especialista

Da zona rural, no interior do país, às áreas urbanas castigadas por eventos climáticos extremos, a falta de proteção securitária é uma realidade que atravessa o Brasil. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), menos da metade dos brasileiros (46%) têm algum tipo de seguro ou previdência privada. É nesse cenário que o cooperativismo chega ao mercado com potencial para transformar o setor, pela “experiência, governança e compromisso com as pessoas”, na avaliação de Angélica Carlini, que atua há quatro décadas no segmento segurador.  Advogada, professora e consultora do Ramo Seguros do Sistema OCB, ela acompanha de perto a regulamentação conduzida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), por meio da Resolução CNSP 492/2026, e ajuda a orientar as cooperativas interessadas em ingressar no setor.   Para a especialista, a chegada das cooperativas é uma oportunidade histórica de levar proteção securitária a quem o mercado tradicional não alcança e de construir, pela primeira vez em larga escala no país, uma cultura de seguros.  “É preciso educar para o seguro, formar uma cultura de seguros entre cooperados, ensinar que seguro é um tipo de investimento que pode não trazer recurso econômico, mas evita enormes problemas quando os riscos se materializam”, afirmou Angélica Carlini em entrevista ao Sistema OCB.  A consolidação do coop de seguros alinha o Brasil a uma realidade global, em que cooperativas e mútuas já respondem por cerca de 26% da atividade securitária, segundo a Federação Internacional de Cooperativas e Seguros Mútuos (ICMIF), participação que supera 40% em países como Estados Unidos, França e Alemanha. Leia a entrevista completa: Sistema OCB: A regulamentação abriu portas para a constituição das novas cooperativas de seguros. Como a atuação ampla do cooperativismo impacta o setor?  Angélica Carlini: Os seguros são essenciais para o desenvolvimento socioeconômico de uma sociedade. Países mais desenvolvidos possuem uma atividade de seguros pujante, o que significa que os seguros estão presentes na vida das pessoas em seu cotidiano, não são um luxo ou algo inatingível, mas um instrumento de proteção com o qual se pode contar de forma contínua. No Brasil, a contratação de seguros ainda é pequena e, principalmente, nem sempre chega àqueles que estão mais expostos aos riscos, o que é uma contradição muito ruim. A chegada das cooperativas de seguros é um fato a ser comemorado. Teremos maior capilarização e, certamente, maior diversidade de produtos de seguro, sempre com adequação às principais necessidades dos contratantes. Por outro lado, as cooperativas de seguros vão atuar em um mercado em que existem amplas oportunidades de crescimento e de sinergia com tudo aquilo que o cooperativismo já desenvolve no país, o que é altamente positivo. O que os cidadãos têm a ganhar ao escolher uma proteção feita pelo cooperativismo em vez de uma seguradora comum? Quais serão os diferenciais do coop nesse mercado? A perspectiva é de que ganhe no preço e na adequação do produto de seguro. Seguradoras são sociedades anônimas com custo operacional muito diferente das cooperativas e com a obrigatoriedade de trazer lucro para seus acionistas; só esse detalhe já sinaliza o quão diferente poderá ser a precificação. Além disso, os cooperados poderão organizar melhor as coberturas de seguro em conformidade com aquilo que, realmente, possui necessidade de proteção. Vale destacar, ainda, que as cooperativas poderão ser muito mais ágeis para efetuar o pagamento das indenizações, o que sempre é uma vantagem competitiva. No cenário global, as cooperativas e mutualistas respondem por até 40% do mercado de seguros em alguns países. Como o Brasil pode alcançar esse patamar?   No Brasil, o maior diferencial das cooperativas de seguro pode ser chegar em locais onde as seguradoras não chegam, capilarizar a oferta de seguros para uma parcela da população que ainda não contrata e que, muitas vezes, nem conhece seguro de forma satisfatória. Outro diferencial importante é que as cooperativas de seguro poderão oferecer seguros mais adequados ao perfil dos cooperados porque, a rigor, cada cooperado é também um contratante de seguro, ajuda a otimizar as coberturas mais adequadas e necessárias para os cooperados. A experiência internacional será muito válida para que as cooperativas de seguro brasileiras aprendam com os erros e acertos praticados em outras partes do mundo, em especial na América Latina, cujos países guardam muitas semelhanças entre si. Como o cooperativismo de seguros pode democratizar o acesso a esse serviço e chegar a regiões em que as grandes seguradoras não estão presentes? O mercado tradicional de seguros é movimentado por sociedades anônimas com capital aberto ou fechado, mas que possuem acionistas, que são investidores e querem ter retorno. Ou seja, as seguradoras precisam dar lucro para que os investidores não desistam dos investimentos feitos. Para isso, é preciso organizar a atividade negocial de forma a atender alguns objetivos muito diferentes daqueles de uma cooperativa. É preciso lembrar, ainda, que a maior parte das seguradoras do país se instalou nos grandes centros urbanos há muito tempo e, desenvolveu estratégias para atuar nessas regiões porque ali estava o seu maior público. As cooperativas têm uma história diferente, nasceram em locais em que era preciso somar esforços para superar obstáculos e avançar econômica e socialmente, por isso é muito mais fácil para elas atuarem em locais mais distantes das grandes cidades com eficiência e agilidade. É importante lembrar que para chegar a todos os cantos do país há um passo a ser dado e que não pode ser ignorado de forma alguma: é preciso educar para seguro, formar uma cultura de seguros entre cooperados, ensinar que seguro é um tipo de investimento que pode não trazer recurso econômico, mas evita enormes problemas quando os riscos se materializam. No Brasil ainda não há essa cultura do seguro?  Não. É comum que alguém diga em uma fábrica ou restaurante: 'estou aqui há 40 anos e nunca tive que pagar uma indenização para ninguém'. O dia que tiver que pagar a primeira, se não tiver contratado um seguro, poderá ter que vender o estabelecimento para poder fazer isso. Ou então alguém que nos diz: “tenho esta casa há 30 anos e nunca tive nenhum problema’. Que bom, porque, sem seguro, um único curto circuito na fiação elétrica pode ser o fim do imóvel se o incêndio destruir tudo. Isso sem falar que as pessoas podem falecer repentinamente e deixar filhos pequenos, dependentes econômicos, que terão muita dificuldade em seguir vivendo com dignidade sem os recursos de seu genitor ou genitora. Não se trata de pensar em tragédias! A educação para o seguro nos ensina a considerar que os acidentes acontecem e que temos que agir de forma preventiva, para evitar que aconteçam; mas também de forma positiva para ter recursos se vierem a ocorrer independentemente das precauções adotadas. Qual a principal orientação para grupos que estão se organizando para constituir novas cooperativas de seguros e submeter à avaliação da Susep? Existem vários passos a serem dados e todos são muito importantes para que os resultados finais sejam positivos. O estatuto é desses passos muito importantes. Mas, também é preciso se informar sobre seguros, fazer os cursos que a OCB colocou à disposição na plataforma CapacitaCoop, buscar informações com profissionais que tenham realmente conhecimento para assessorar e, principalmente, seguir corretamente as determinações do órgão regulador, Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, que se encontra na Resolução 492/2026. A OCB já preparou material sobre esse tema, inclusive um conjunto de Perguntas e Respostas que vai ajudar muito, junto com os minicursos, a expandir o conhecimento das lideranças motivadas para a constituição de cooperativas de seguro. Assista à live “Cooperativismo de Seguros: a Resolução CNSP 492/2026 e os novos caminhos para o coop”
Cooperativas poderão criar cultura de seguros no Brasil, afirma especialista
Notícias ESG
31/08/2026

Solução Eficiência energética transforma dados em decisões

Inovar e Cooabriel participam de iniciativa para aperfeiçoar ações e ampliar sustentabilidade  A eficiência energética vai além da redução do consumo de eletricidade. Para as cooperativas, olhar com atenção para a forma como a energia é utilizada também significa encontrar oportunidades de economia, aperfeiçoar processos e tomar decisões mais estratégicas. É com esse propósito que o Sistema OCB desenvolveu a Solução Eficiência Energética, iniciativa que reúne diagnóstico técnico, capacitação e acompanhamento especializado.  Entre as cooperativas participantes estão a Cooabriel e a Inovar, que passam por uma análise dos seus processos e padrões de consumo para identificar pontos críticos e oportunidades de melhoria.  O diagnóstico técnico considera áreas prioritárias de cada cooperativa e envolve o levantamento detalhado do consumo energético, a avaliação de equipamentos e processos e a análise dos hábitos de utilização da energia. A partir dessas informações, são elaboradas recomendações práticas para reduzir desperdícios e aumentar a eficiência.  “A lógica da iniciativa é transformar dados em decisões. Em vez de adotar medidas de forma isolada, as cooperativas passam a contar com uma base técnica para definir prioridades, avaliar investimentos e acompanhar os resultados das ações implementadas”, explica Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB.  Na Cooabriel, o diagnóstico apontou que a cooperativa já conta com uma estrutura adequada e equipamentos em boas condições de conservação, o que cria um cenário favorável para avançar com ações direcionadas. “A eficiência energética é uma oportunidade estratégica para a Cooabriel, com potencial para reduzir custos, aumentar a competitividade e fortalecer a sustentabilidade. A boa estrutura e a conservação dos equipamentos também favorecem ganhos de desempenho com investimentos direcionados e melhorias de gestão", destaca Reinaldo Bolsoni, gerente de Obras e Manutenção.  A participação da cooperativa também é motivo de satisfação para o Sistema OCB/ES, que acompanha o projeto no Estado. Segundo Vinícius Schiavo, analista de Desenvolvimento Cooperativista da entidade, as agendas de campo permitiram identificar oportunidades importantes para a Cooabriel, especialmente diante da crescente exigência dos mercados por eficiência e sustentabilidade.  “Identificamos diversas oportunidades de melhoria na Cooabriel, e, em um mercado cada vez mais exigente, sustentabilidade e eficiência são cada vez mais importantes”, afirma.    Avanço  Na Inovar, a participação no projeto é vista como uma oportunidade de aprofundar uma agenda de sustentabilidade que já faz parte da cooperativa. “Estamos muito felizes por termos a Inovar como escolhida pelo Sistema OCB para participar do projeto de Eficiência Energética. Recebemos essa oportunidade com muita responsabilidade, mas também com grande expectativa sobre tudo o que podemos aprender e transformar a partir dessa experiência”, afirma Érika Marins, coordenadora de Enfermagem da cooperativa.  Segundo ela, o trabalho também permite revisitar processos sob uma perspectiva mais consciente. “Acreditamos que esse projeto vai contribuir para melhorar o uso dos nossos recursos e buscar mais eficiência, assim como fortalecer uma jornada de sustentabilidade que a Inovar já vem desenvolvendo”, completa.  Para Roberta de Almeida Gordo dos Santos, presidente da Inovar, a iniciativa chegou para agregar conhecimento e novas possibilidades às práticas já adotadas pela cooperativa. “Já temos a sustentabilidade como parte das nossas ações e acreditamos que esse projeto chega para somar, trazendo novos conhecimentos, melhorias e oportunidades para tornar nossa operação cada vez mais eficiente”, destaca.    Resultados  Além da possibilidade de reduzir custos operacionais, o trabalho pode contribuir para melhorar a eficiência dos processos, identificar oportunidades de otimização com baixo investimento e dar mais segurança às decisões relacionadas ao consumo de energia.  A iniciativa também está conectada à agenda ESG e aos esforços de descarbonização das cooperativas, ao estimular uma gestão mais eficiente dos recursos e avaliar, inclusive, oportunidades relacionadas ao uso de fontes renováveis.   Os resultados alcançados por cooperativas que já participam da solução mostram o potencial. Há registros de até 22% de ganho médio de eficiência e casos que ultrapassam 30% de redução no consumo de energia.  Como parte da iniciativa, o Sistema OCB também promove uma série de workshops online sobre eficiência energética, em parceria com a Stride. Os encontros apresentam oportunidades específicas para diferentes ramos do cooperativismo, além de cases e experiências práticas de cooperativas que já avançaram nessa agenda. Para as cooperativas de crédito, o workshop será realizado em 9 de setembro, às 10h (horário de Brasília), com participação de representantes de Sicoob, Sicredi e Cresol. No dia 10 de setembro, também às 10h, será a vez das cooperativas agropecuárias, com cases de C.Vale e Aurora Coop.    Saiba Mais:  Coop de seguros ganha espaço e abre novas oportunidades no Brasil Cartilha do Sistema OCB aproxima cooperativas de crédito e municípios  Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização 
Solução Eficiência energética transforma dados em decisões
Notícias eventos
28/08/2026

Sistema OCB leva demandas do cooperativismo mineral à Exposibram 2026

Participação no evento debateu representação do setor e caminhos para comercialização legal do ouro  O cooperativismo mineral marcou presença na Exposibram 2026, um dos principais encontros do setor mineral no Brasil. Representantes do Sistema OCB participaram do Fórum das Entidades, ao lado do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e de outras organizações representativas. A presença contribuiu para as discussões sobre os desafios e os caminhos para o desenvolvimento da mineração no país.  Representando o Sistema OCB estiveram Letícia Monteiro, analista Técnica e Econômica, e Gilson Camboim, Coordenador Nacional do Cooperativismo Mineral da OCB e presidente da Federação das Cooperativas de Mineração do Estado de Mato Grosso (Fecomin).  Um dos principais pontos discutidos foi a necessidade de reconhecer a diversidade que compõe o setor mineral brasileiro. A participação de diferentes segmentos na construção de políticas públicas e na representação junto ao Poder Legislativo foi destacada como fundamental para que as decisões considerem as características e os desafios específicos de cada atividade.  A programação também abriu espaço para uma discussão diretamente ligada às cooperativas minerais. Gilson participou do talk show Os controles na comercialização de ouro no Brasil, que reuniu representantes do terceiro setor, da Polícia Federal, do Ministério Público e da Agência Nacional de Mineração (ANM).  O debate abordou questões como rastreabilidade, formalização da atividade e comercialização do ouro produzido no país. Para as cooperativas minerais, o tema tem impacto direto, já que dificuldades relacionadas ao escoamento e à comercialização podem comprometer a atividade de organizações que atuam dentro da legalidade.    Formalização  A discussão também colocou em evidência o papel das cooperativas na organização da atividade garimpeira. Ao estruturar produtores, estabelecer processos e ampliar a transparência das operações, o modelo cooperativista pode contribuir para uma cadeia do ouro mais organizada e rastreável.  Nesse cenário, a formalização da atividade por meio do cooperativismo é apontada como um dos caminhos para garantir que a produção legal das cooperativas tenha acesso ao mercado e possa ser comercializada com segurança.  Para Letícia, a participação na Exposibram foi importante justamente por ampliar a presença do cooperativismo nos debates que envolvem o futuro da mineração brasileira. “As cooperativas têm características e desafios próprios e precisam ser consideradas na construção das políticas públicas. No caso do ouro, avançar na formalização, na rastreabilidade e na comercialização passa também por fortalecer o cooperativismo mineral, que tem capacidade de organizar a atividade e dar mais segurança para que a produção legal chegue ao mercado”, defendeu.     Saiba Mais: Crescimento com propósito marca debate do Sistema OCB no Concred Sistema OCB destaca expansão e identidade cooperativista no Concred Dia C reúne cooperativas em ações de solidariedade por todo o país
Sistema OCB leva demandas do cooperativismo mineral à Exposibram 2026
Notícias ESG
28/08/2026

Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização

GHG Protocol encerra ciclo de trabalho em evento que contou com a presença do Sistema OCB  O cooperativismo esteve entre os setores presentes no evento anual do Programa Brasileiro GHG Protocol, realizado nesta quarta e quinta-feira (26 e 27), pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O encontro marcou a conclusão de mais um ciclo de trabalho com cooperativas que estão avançando na mensuração e na gestão das emissões de gases de efeito estufa.  Neste ano, 13 cooperativas do Ramo Agro foram apoiadas pelo Sistema OCB por meio da Solução Neutralidade de Carbono, iniciativa que apoia as cooperativas na mensuração e gestão de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE).  Das 13 cooperativas participantes, 12 já publicaram seus inventários no Registro Público de Emissões — e todas conquistaram o Selo Prata do Programa Brasileiro GHG Protocol. O resultado evidencia o avanço do cooperativismo agropecuário na construção de uma agenda climática baseada em dados, transparência e gestão efetiva das emissões.  Nove das cooperativas apoiadas participaram presencialmente do evento: Primato, Coocafé, Capul, Fecoagro/SC, Coabra, Copercana, Cotrirosa, Coplana e Nater Coop. Completam o grupo apoiado neste ciclo a Coamo, Cocari, Cográn e Coopercarne.   Em 2025, 29 cooperativas tinham inventários publicados. Agora, são 39. O resultado representa mais organizações que passam a conhecer suas fontes de emissão e a usar essas informações como ponto de partida para definir ações de redução.  A Solução Neutralidade de Carbono existe desde 2024 e vem acompanhando esse avanço. A iniciativa faz parte do Programa ESGCoop e oferece suporte técnico para que as cooperativas avancem na gestão de suas emissões e estejam mais preparadas para os desafios climáticos que já impactam as cadeias produtivas. Da medição à transformação  A programação do evento também contou com a participação da Cooxupé em um dos painéis. O analista de Qualidade e Meio Ambiente da cooperativa, Cairo Rômulo, apresentou a experiência da organização na construção de sua jornada de descarbonização, com destaque para os desafios de mensurar as emissões do Escopo 3.  Na cooperativa, 99,3% das emissões estão concentradas nesse escopo, que considera aquelas geradas ao longo da cadeia de valor. Desse total, 85,2% estão relacionadas à produção de café, o que coloca os mais de 21 mil cooperados no centro da estratégia climática.  O trabalho exige uma coleta de dados ampla e representativa. Em 2023, a Cooxupé analisou informações de 11 propriedades para a categoria relacionada à produção de café. Em 2025, o número chegou a 127. A coleta é feita por profissionais da cooperativa diretamente nas propriedades, em um processo que considera as diferenças entre os perfis dos produtores e os sistemas de produção.  Durante o painel, Cairo destacou que a mensuração é apenas o início do processo. Depois de identificar as emissões, é preciso transformar os dados em informação, definir prioridades e estabelecer planos de ação. “Somente medir, somente inventariar não é suficiente. A partir do momento que você mede e inventaria, você tem um dado. Aí é preciso transformar esse dado em informação, entender essa informação, priorizar, estabelecer um plano de ação e aprimorar, melhorar ciclo após ciclo”, explicou.  Para o analista, um dos principais desafios dos próximos anos será ampliar a qualidade e a representatividade dos dados  com o envolvimento dos diferentes elos da cadeia. No caso da cafeicultura, isso inclui desde os produtores até fornecedores de insumos, como fertilizantes, por exemplo.   A experiência da Cooxupé também mostra que a jornada de descarbonização é construída gradualmente. A cooperativa iniciou seu primeiro inventário em 2022 e, desde 2023, passou a fazer a mensuração anual dos três escopos. A partir dos resultados, tem ampliado a coleta de informações e estruturado novas ações para reduzir as emissões. Cooperativas mais preparadas  O crescimento do número de inventários publicados indica que a agenda climática começa a ganhar espaço de forma mais estruturada no cooperativismo. O aumento de 29 para 39 cooperativas em um ano representa crescimento de cerca de 34% e mostra que mais organizações estão incorporando a mensuração de emissões à sua gestão.  Para Lisangela Passarello, executiva de Gestão da Coabra, participar do evento foi uma oportunidade de acompanhar de perto essa evolução e ampliar a visão sobre os impactos da agenda de descarbonização para o setor. “Para as cooperativas, especialmente as do agro, medir as emissões ajuda a entender melhor os impactos da atividade e também os desafios que estão presentes em toda a cadeia. Essa troca de experiências é importante para que possamos aprender com diferentes iniciativas e avançar de forma mais estruturada”.  No agro, esse movimento ganha uma dimensão ainda maior, já que boa parte das emissões está ligada às atividades desenvolvidas ao longo da cadeia produtiva. Nesse cenário, as cooperativas têm papel importante na aproximação com os produtores e na disseminação de boas práticas que podem contribuir para uma produção mais eficiente e de menor impacto ambiental.  “Esse crescimento mostra que as cooperativas estão entendendo que conhecer suas emissões é uma etapa importante para tomar decisões mais conscientes sobre o próprio negócio. Nosso papel, por meio da Solução Neutralidade de Carbono, é apoiar esse processo e ajudar as cooperativas a transformarem a mensuração em gestão”, afirma Laís Castro, analista de Meio Ambiente do Sistema OCB.    Saiba Mais:  Crescimento com propósito marca debate do Sistema OCB no Concred  Sistema OCB destaca expansão e identidade cooperativista no Concred  Dia C reúne cooperativas em ações de solidariedade por todo o país 
Cooperativas ampliam atuação na agenda de descarbonização
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28/08/2026

Coop de seguros ganha espaço e abre novas oportunidades no Brasil

No Concred, Clara Maffia destacou potencial do novo ramo e os desafios para sua consolidação  O cooperativismo de seguros entra em uma nova fase no Brasil. Com a regulamentação específica do setor, as cooperativas passam a ter um ambiente mais claro para atuar em um mercado que pode ampliar o acesso à proteção, estimular a concorrência e gerar novas oportunidades de negócios. O tema foi debatido durante o painel Cooperativismo de Seguros: Uma Nova Fronteira para o Cooperativismo Brasileiro, realizado durante o 16º Concred, nesta sexta-feira (28).   Representando o Sistema OCB, a gerente geral de Negócios, Clara Maffia, apresentou um panorama do novo ramo ao lado de Ricardo Balbinot, Presidente da Cresol Mato Grosso e diretor institucional da OCB/MT. Clara chamou atenção para o potencial de participação das cooperativas brasileiras. Segundo ela, a chegada ao mercado de seguros não deve ser vista apenas como uma nova frente de negócios, mas como uma oportunidade de levar a lógica cooperativista a mais pessoas e territórios.  “O cooperativismo de seguros chega para ampliar o acesso à proteção e colocar o cooperado no centro do negócio. Temos a oportunidade de construir um mercado mais acessível, competitivo e alinhado às necessidades reais das pessoas, sem perder de vista a identidade e os princípios que fazem parte do nosso modelo”, afirmou a gerente.   Entre os pontos destacados na apresentação de Clara estão a possibilidade de ampliar a oferta de seguros, especialmente em regiões onde a presença das seguradoras tradicionais ainda é menor, e a perspectiva de tornar produtos mais acessíveis. A atuação cooperativista também pode contribuir para fortalecer economias locais e regionais, com uma relação mais próxima entre cooperativa e cooperado.  Para a gerente, a entrada no segmento também abre espaço para a intercooperação. Cooperativas de diferentes ramos podem contribuir com estrutura, tecnologia, conhecimento dos seus públicos e experiência na gestão de riscos, criando condições para novos modelos de atuação. O cooperativismo de crédito, o agropecuário e o de transporte, por exemplo, aparecem entre os segmentos com maior potencial de conexão.  “O cooperativismo brasileiro já tem capilaridade, relacionamento com milhões de cooperados e experiência em diferentes atividades econômicas. Essa base pode ser uma vantagem importante para o desenvolvimento dos seguros, desde que saibamos transformar essa presença em soluções bem estruturadas e sustentáveis”, acrescentou Clara.     Um mercado em construção  A regulamentação representa um passo importante para dar segurança às cooperativas interessadas em ingressar no segmento. A apresentação citou a Lei Complementar 213/2025 e a Resolução CNSP 492/2026, além de outras normas que estabelecem requisitos para constituição, governança e operação das cooperativas de seguros.  Clara destacou ainda que a abertura do mercado vem acompanhada de responsabilidades. Entre os desafios, ela citou a necessidade de aporte inicial, a construção de uma governança adequada, a sustentabilidade financeira no longo prazo e a capacidade de competir em um setor formado por empresas tradicionais. A transformação digital, o uso de inteligência artificial e as mudanças sociais, ambientais e climáticas também exigirão adaptação constante.  “A regulamentação cria uma porta de entrada, mas ela não garante, sozinha, o sucesso das cooperativas. É preciso planejamento, capital, governança e uma operação preparada para o longo prazo. O desafio é crescer com consistência e, ao mesmo tempo, preservar aquilo que diferencia o cooperativismo””, argumentou.   A expectativa é que o novo ramo contribua para ampliar a cultura de proteção e prevenção no país e fortaleça a presença brasileira em um dos maiores segmentos do cooperativismo mundial. Para isso, será necessário combinar a capacidade de inovação do setor com os fundamentos do modelo cooperativista.  “Temos diante de nós uma oportunidade que exige visão de futuro. O cooperativismo de seguros pode gerar valor econômico e social, ampliar a proteção de brasileiros e aproximar ainda mais o cooperado das decisões sobre o negócio. Um futuro mais seguro também pode ser construído com cooperação” finalizou Clara.    Saiba Mais:  Crescimento com propósito marca debate do Sistema OCB no Concred  Sistema OCB destaca expansão e identidade cooperativista no Concred  Dia C reúne cooperativas em ações de solidariedade por todo o país 
Coop de seguros ganha espaço e abre novas oportunidades no Brasil
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28/08/2026

Cartilha do Sistema OCB aproxima cooperativas de crédito e municípios

Publicação lançada durante o 16º Concred reúne orientações sobre movimentação de recursos públicos  A relação entre cooperativas de crédito e prefeituras ganhou novos caminhos para contribuir com o desenvolvimento local. Durante o 16º Concred, realizado nesta sexta-feira (28), o Sistema OCB participou do lançamento da 3ª edição da cartilha Retenção de Riqueza nos Municípios — Relação entre Cooperativas de Crédito e Entes Públicos Municipais.  O lançamento contou com a participação de Cledir Magri, presidente da Cresol Confederação e coordenador do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (Ceco/OCB), e Eduardo Queiroz, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB. Produzida pelo Sistema OCB em parceria com o Sebrae e o Banco Central do Brasil, a publicação reúne orientações para gestores municipais sobre a movimentação de recursos públicos em cooperativas de crédito. A proposta busca aproximar as administrações municipais de instituições que conhecem a realidade local e fazem os recursos circularem no próprio território.  A nova edição também incorpora as mudanças trazidas pela Resolução CMN 5.273/2025, que ampliou a possibilidade de captação de recursos municipais pelas cooperativas de crédito. Com a atualização, o material apresenta as novas regras e os caminhos para que prefeitos e equipes técnicas conheçam melhor as possibilidades dessa relação.    Relacionamento  Atualmente, as cooperativas de crédito mantêm relacionamento com mais de 5,5 mil entes municipais, em cerca de 2,9 mil municípios. Em dezembro de 2025, os depósitos no segmento chegaram a R$ 4,33 bilhões, segundo dados do Banco Central.   A atuação das cooperativas também tem um papel importante em localidades onde o acesso a serviços financeiros é mais limitado. Em 1.072 municípios brasileiros, elas são a única instituição financeira presente, o que amplia sua contribuição para produtores, empreendedores e demais atividades que movimentam a economia dessas cidades.  Durante o lançamento, Eduardo destacou a importância de transformar as possibilidades previstas na legislação em relações concretas entre cooperativas e gestores públicos. A nova cartilha chega, segundo ele, justamente, para facilitar esse diálogo e apoiar quem busca alternativas para manter os recursos circulando mais perto de onde são gerados.  “A cartilha busca servir como um ponto de partida para novas parcerias. A expectativa é que prefeitos, equipes municipais e lideranças cooperativistas encontrem no material informações para transformar uma possibilidade institucional em ações capazes de movimentar a economia de cada município”, destacou o gerente.     Saiba Mais:  Crescimento com propósito marca debate do Sistema OCB no Concred  Sistema OCB destaca expansão e identidade cooperativista no Concred  Dia C reúne cooperativas em ações de solidariedade por todo o país 
Cartilha do Sistema OCB aproxima cooperativas de crédito e municípios
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27/08/2026

Crescimento com propósito marca debate do Sistema OCB no Concred

Tania Zanella destacou a cultura cooperativista como base para o crescimento sustentável do Ramo Crédito  A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, foi uma das palestrantes da plenária principal do primeiro dia do 16º Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito (Concred), realizado em Goiânia (GO), nesta quinta-feira (27). Com o tema Cooperativismo: crescimento com propósito, ela abordou os desafios que acompanham a expansão do setor e defendeu o fortalecimento da cultura cooperativista como parte desse processo.  Durante a palestra, realizada no bloco Da Cooperação à Escala: fortalecendo o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), Tania chamou atenção para o ritmo de crescimento do cooperativismo. Em 2025, o movimento brasileiro alcançou 29 milhões de cooperados, ante 15,5 milhões em 2019. O Ramo Crédito responde por cerca de 23 milhões desse total.  Para a presidente executiva, os números mostram a força do setor, mas também trazem uma questão importante: como garantir que esse crescimento seja acompanhado pela compreensão do que significa fazer parte de uma cooperativa? “Estamos crescendo e levando o cooperativismo para cada vez mais pessoas. Mas precisamos olhar para esse crescimento e entender se quem chega conhece, de fato, o modelo do qual está fazendo parte”, afirmou.  A reflexão conduziu a discussão sobre cultura cooperativista, tema que tem sido trabalhado pelo Sistema OCB a partir da Pesquisa Nacional do Cooperativismo e de uma investigação específica sobre o assunto. Tania destacou desafios relacionados ao conhecimento sobre o modelo, à participação dos cooperados e à preparação de novas lideranças.  Segundo ela, a expansão das cooperativas exige atenção para que sua identidade seja preservada. “Nosso desafio é crescer sem perder aquilo que nos diferencia. A cultura cooperativista precisa estar presente na relação com o cooperado, na formação das lideranças e nas decisões que tomamos para o futuro”, acrescentou.   Evolução  A apresentação também abordou transformações que já impactam o setor, como o avanço da inteligência artificial, a agenda ESG e as mudanças no perfil das novas gerações. Para Tania, a tecnologia amplia possibilidades, mas torna ainda mais importante investir em capacidades humanas, como criatividade, diálogo e construção coletiva.  Nesse cenário, ela apresentou a atuação do Sistema OCB no apoio às cooperativas e os caminhos desenvolvidos pela entidade para responder a desafios relacionados à governança, à educação cooperativista, à formação de lideranças e ao fortalecimento da cultura do movimento.  A participação de Tania na plenária principal levou ao centro do Concred uma discussão que dialoga diretamente com o momento vivido pelo cooperativismo financeiro: ampliar escala, competitividade e presença no mercado sem perder a conexão com os princípios que deram origem ao modelo.    Saiba Mais:  Sistema OCB reforça parceria com BNDES em agenda no Paraná  Pontos focais recebem capacitação para uso institucional de IA  Cooperativismo conecta liderança, participação e desenvolvimento 
Crescimento com propósito marca debate do Sistema OCB no Concred
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27/08/2026

Sistema OCB destaca expansão e identidade cooperativista no Concred

Presidente Márcio participou da abertura e abordou desafios e próximos passos do setor  O cooperativismo de crédito se reúne, a partir desta quarta-feira (26), em Goiânia (GO), para discutir os caminhos de um setor que já alcança milhões de brasileiros e ocupa um espaço cada vez maior no sistema financeiro nacional. A abertura do 16º Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito (Concred) contou com a participação do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que destacou a força do ramo e a importância de manter a identidade cooperativista diante de um cenário de crescimento e transformação.  Márcio levou à abertura uma mensagem de valorização da trajetória construída pelo cooperativismo de crédito e de reconhecimento ao papel que as cooperativas desempenham na ampliação do acesso a serviços financeiros e no desenvolvimento das comunidades. Atualmente, o ramo reúne cerca de 23 milhões de cooperados, 682 cooperativas e mais de R$ 1,1 trilhão em ativos.  Ao falar aos congressistas, o presidente destacou que os números revelam a dimensão alcançada pelo setor, mas não resumem a sua importância. A proximidade com os cooperados, a presença nos territórios e a participação das pessoas nas decisões continuam sendo características que diferenciam o modelo cooperativista. “Nosso crescimento é resultado de um modelo que coloca as pessoas no centro das decisões. O desafio, agora, é continuar a avançar, ganhar escala e incorporar novas soluções sem perder aquilo que nos trouxe até aqui: a nossa essência cooperativista”, afirmou Márcio.  A cerimônia de abertura reuniu representantes do poder público, do sistema financeiro e das principais lideranças do cooperativismo de crédito. Ao lado de Márcio Lopes de Freitas, participaram da mesa o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel; o presidente da Confebras, Luiz Lesse Moura Santos; o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira; os presidentes da Central Sicredi Brasil Central, Celso Ronaldo Raguzzoni Figueira, do Sicoob Nova Central, Marcelo Baiocchi Carneiro, e da Central Sicoob Uni, Raimundo Nonato Leite Pinto.  Também participaram Carolina Pancotto Bohrer, chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central; o deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop); Rodrigo de Sousa Soares, diretor-presidente interino do Sebrae; e Marcelo Porteiro Cardoso, superintendente da Área de Operações e Canais Digitais do BNDES.  A edição deste ano celebra duas datas importantes: os 40 anos da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras) e os 70 anos do Sistema OCB/GO. Para Márcio, as duas trajetórias ajudam a contar a própria história de expansão e consolidação do cooperativismo de crédito no Brasil.  Realizado de 26 a 28 de agosto, no Centro de Convenções da PUC Goiás, o 16º Concred tem como tema Cooperativismo Financeiro: no campo e na cidade, juntos na construção de um futuro sustentável. Com correalização do Sistema OCB/GO e apoio e patrocínio do Sistema OCB, o congresso reúne lideranças e especialistas para debater assuntos que estão entre os principais desafios do setor, como risco climático, inteligência artificial, governança, intercooperação e cenário macroeconômico.    Saiba Mais:  Sistema OCB reforça parceria com BNDES em agenda no Paraná  Cooperativismo conecta liderança, participação e desenvolvimento  Cooperação internacional avança em agendas com Japão e China 
Sistema OCB destaca expansão e identidade cooperativista no Concred
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27/08/2026

Cooperativismo avança na agenda de seguros no Brasil

Fórum IRB(P&D) destaca papel do modelo na ampliação da cobertura e na redução da lacuna de proteção  O Sistema OCB esteve presente nesta quarta-feira (26), no Rio de Janeiro, na terceira edição do Fórum IRB(P&D), que reuniu representantes do setor de seguros para discutir caminhos de ampliação da cobertura securitária no Brasil. Com o tema Não há futuro sem seguro: ciência, inovação e resiliência para ampliar a proteção, o evento teve o apoio da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e do Instituto IRB.  A programação reservou espaço de destaque para o cooperativismo. Em um dos painéis do dia, dedicado ao papel do setor na redução da lacuna de proteção do país, representantes do Sicoob, do Sicredi e da Cresol discutiram as perspectivas do cooperativismo de seguros, pauta que o segmento de crédito tem conduzido em conjunto com o Sistema OCB.  "Temos avançado, junto com as centrais e confederações do Ramo Crédito, na construção de uma agenda própria para o cooperativismo de seguros. Participar de um espaço como o Fórum IRB(P&D), ao lado de Sicoob, Sicredi e Cresol, mostra que essa discussão já ocupa lugar relevante no debate nacional sobre proteção e gestão de riscos", afirmou Hugo Andrade, coordenador de Processos do Sistema OCB.  Durante o fórum, também foi lançado o livro O futuro do mercado de seguros: perspectivas e desafios para a evolução do setor no Brasil, coordenado por Otávio Damaso, Pedro Eroles, Reinaldo Marques e Vinicius Ratton Brandi. Dividida em dois volumes, a obra reúne capítulos assinados por profissionais e instituições ligados ao mercado segurador, entre eles o Sistema OCB, o Sicoob, a Cresol e o Sicredi, cada um responsável por um capítulo próprio.  Pelo Sistema OCB, o capítulo foi escrito por Clara Maffia, gerente geral de Negócios, Hugo Andrade e Daniel Antunes, coordenador societário. "É uma satisfação ver o cooperativismo integrado a uma publicação dessa envergadura, que vai circular entre estudantes, profissionais e formuladores de política do setor. Nosso capítulo busca justamente mostrar como o modelo cooperativo pode contribuir para levar proteção a quem hoje ainda está descoberto", acrescentou Hugo.  Saiba Mais: Crescimento com propósito marca debate do Sistema OCB no Concred Sistema OCB destaca expansão e identidade cooperativista no Concred Dia C reúne cooperativas em ações de solidariedade por todo o país
Cooperativismo avança na agenda de seguros no Brasil
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27/08/2026

Dia C reúne cooperativas em ações de solidariedade por todo o país

Mobilização leva serviços gratuitos, saúde, educação, cultura e sustentabilidade às comunidades  No dia 29 de agosto, cooperativas de diferentes estados brasileiros estarão mobilizadas em mais uma edição do Dia de Cooperar, o Dia C. A iniciativa vai reunir voluntários, cooperados e parceiros em ações gratuitas que aproximam o cooperativismo das comunidades e colocam em prática o sétimo princípio do movimento: o interesse pela comunidade. A programação inclui atendimentos de saúde, atividades educativas e culturais, esporte, arrecadação de donativos, ações ambientais e iniciativas de bem-estar.  O Dia C reúne projetos com diferentes formatos e públicos. Em alguns estados, a mobilização terá grandes eventos comunitários. Em outros, as cooperativas desenvolverão campanhas próprias ou atividades ao longo do ano para mostrar que o voluntariado cooperativista se adapta às necessidades de cada território.  “A dinâmica mostra que o Dia C vai além de uma celebração pontual. Ao conectar cooperativas, voluntários e comunidades em torno de necessidades concretas, a iniciativa transforma o princípio do interesse pela comunidade em ações que podem permanecer depois do calendário oficial”, afirma a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.    Saúde, cidadania e educação  Em Alagoas, 15 cooperativas participam de uma grande mobilização no estacionamento do Maceió Shopping. A programação conta com serviços de saúde, vacinação, primeiros socorros, orientações sobre saúde bucal, educação financeira e orientação empresarial. Também haverá atividades para crianças, oficinas, ações de saúde mental, bem-estar, cultura, beleza e sustentabilidade.  A saúde também está no palco das ações em Goiás, com consultas cardiológicas, eletrocardiogramas, aferição de pressão, testes de glicemia, avaliações nutricionais e de enfermagem. A programação inclui ainda doação de sangue, cadastro de doadores de medula óssea, distribuição de alimentos e materiais de higiene, além de atividades de educação financeira, reciclagem e distribuição de mudas.  No Ceará e em Sergipe, a programação combina prevenção e cidadania. Entre as iniciativas estão atendimentos de saúde, vacinação, orientações sobre saúde da mulher, saúde bucal, testes rápidos, primeiros socorros e atividades de bem-estar. Em Sergipe, a agenda contempla educação financeira e fiscal, ações ambientais, troca de lâmpadas, distribuição de mudas e programação cultural.  O Distrito Federal terá atendimentos gratuitos nas áreas de saúde e educação financeira, além de atividades de recreação, reciclagem e energia renovável. No Rio de Janeiro, a programação reúne serviços de saúde, educação financeira, atividades infantis e recreativas, além de uma campanha para arrecadação de alimentos, brinquedos e livros.  Em Roraima, cooperativas participam de uma mobilização para arrecadar e entregar donativos a famílias venezuelanas atingidas pelos terremotos registrados em 2026. No Paraná, a campanha estadual de doação de sangue mobiliza cooperativas, os comitês Elas pelo Coop e Geração C, além de órgãos parceiros da área da saúde.    Solidariedade que também se movimenta  O esporte será uma das ferramentas usadas para mobilizar as comunidades. No Maranhão, a Corrida da Cooperação terá caráter solidário, com inscrições vinculadas à doação de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade. O Pará terá corridas da cooperação em diferentes municípios, além de pedal solidário, ações de bem-estar e mobilizações para arrecadação de alimentos e recursos destinados a projetos sociais.  Na Paraíba, um pedal solidário em Patos deve reunir cerca de 800 participantes. Pernambuco terá caminhada cooperativista, atividades físicas e doações de alimentos para escolas. Já o Espírito Santo combina esporte e voluntariado com a Corrida da Cooperação e ações intercooperativas de atendimento à comunidade.    Cultura, meio ambiente e novas gerações  O Dia C tem espaço ainda para cultura e educação. Em Mato Grosso, o espetáculo teatral Terra de Muitas Mãos integra o projeto Dia C na Linha do Coop e celebra os 50 anos do cooperativismo no estado por meio de teatro, música e participação de diferentes cooperativas.  Em Mato Grosso do Sul, crianças poderão participar de atividades recreativas, educação financeira com mercadinho educativo, cinema e ações de educação cooperativista. A programação inclui ainda a pescaria Pesque e Plante, com distribuição de mudas, além de serviços como corte de cabelo.  Minas Gerais terá uma programação que combina formação, cultura e voluntariado. Depois de workshops, lançamento da campanha e webinar sobre voluntariado, o estado realiza uma grande celebração na Praça da Assembleia, em Belo Horizonte, com música, oficinas, atividades infantis e ações relacionadas ao cooperativismo. O estado também mantém projetos permanentes de voluntariado e iniciativas de economia circular, como o reaproveitamento e a doação de uniformes.  No Rio Grande do Sul, a Casa do Cooperativismo, durante a Expointer, será um dos pontos de encontro das ações. A programação inclui atividades de saúde, bem-estar, educação financeira, economia doméstica e separação de resíduos, além de teatro e interação com mascotes. O estado também fará uma cobertura especial por meio do videocast Fala, Coop!, acompanhando as atividades e o alcance da mobilização.    Saiba Mais:  Sistema OCB debate futuro da saúde cooperativa na Suespar  Cooperativismo educacional debate desafios e caminhos para o futuro  Sistema OCB recebe homenagem por compromisso com sustentabilidade
Dia C reúne cooperativas em ações de solidariedade por todo o país
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26/08/2026

Pontos focais recebem capacitação para uso institucional de IA

Workshop em Brasília concluiu os dois primeiros módulos da trilha projetada pelo Sistema OCB  A inteligência artificial já faz parte da rotina de trabalho e, no Sistema OCB, o desafio é transformar esse movimento em conhecimento, estratégia e aplicações que façam sentido para a organização. Com esse objetivo, os pontos focais das Unidades Estaduais participantes do projeto Uso Institucional de IA estiveram em Brasília, nos dias 24 e 25 de agosto, para os dois primeiros módulos da Trilha de Capacitação em Inteligência Artificial.  O projeto contempla uma etapa de letramento em inteligência artificial, voltada à preparação desses profissionais. Para isso, foram previstas quatro oficinas: Básico: Fundamentos e Governança, Intermediário: Aplicação Prática aos Processos, Avançado: Planejamento Estratégico de IA e Tecnológico: Desenvolvimento Técnico Avançado.  Realizado no Auditório do Sistema OCB, o workshop integrou a segunda etapa do projeto de Uso Institucional de IA, que conta com a participação de 15 Organizações Estaduais. A capacitação teve como foco preparar os profissionais que vão apoiar a adoção da tecnologia nas OCEs. As primeiras 16 horas da trilha foram dedicadas aos módulos Básico: Fundamentos e Governança e Intermediário: Aplicação Prática aos Processos, com conteúdos e atividades voltados a situações do dia a dia das equipes.  No módulo básico, foram abordados fundamentos da inteligência artificial, diferenças entre IA preditiva e generativa, ética, vieses, segurança, LGPD, modelos de IA generativa e construção de prompts. Os participantes também conheceram conceitos relacionados a assistentes e agentes, assim como tiveram contato prático com ferramentas.  A segunda etapa avançou para a aplicação da IA nos processos organizacionais. Entre os conteúdos estiveram arquitetura e orquestração de assistentes e agentes e elaboração de instruções. As atividades trouxeram exemplos de atendimento às cooperativas, comunicação institucional, produção de pareceres, análise de documentos, atas e estatutos, diagnósticos, projetos, eventos e ofícios.  A metodologia combinou demonstrações, atividades colaborativas e resolução de desafios. A proposta é que os pontos focais possam levar o conhecimento para suas unidades e contribuir para a utilização da inteligência artificial de forma mais estruturada no trabalho.    Próximos passos  A trilha de capacitação é formada por quatro módulos. Depois das etapas Básica e Intermediária, estão previstos os módulos Avançado: Planejamento Estratégico de IA e Tecnológico: Desenvolvimento Técnico Avançado, que vão tratar de planejamento, implementação, integração de sistemas e desenvolvimento de soluções de inteligência artificial.  “Estamos buscando sair de um uso mais individual da inteligência artificial para uma utilização institucional, baseada em boas práticas e com atenção à segurança das informações. A ideia é que esse conhecimento seja aplicado de forma responsável, considerando a realidade de cada equipe e os processos que já fazem parte da nossa rotina” destacou Rodrigo Rangel, analista do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB.  Saiba Mais:  Sistema OCB reforça parceria com BNDES em agenda no Paraná  Cooperativismo conecta liderança, participação e desenvolvimento  Cooperação internacional avança em agendas com Japão e China 
Pontos focais recebem capacitação para uso institucional de IA
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26/08/2026

Sistema OCB reforça parceria com BNDES em agenda no Paraná

Encontro com Aloizio Mercadante tratou de financiamento, crédito e oportunidades para o cooperativismo  A relação construída entre o cooperativismo e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ganhou destaque em uma agenda institucional realizada nesta terça-feira (25), no Paraná. Representando o Sistema OCB, a gerente geral de Negócios, Clara Maffia, participou do encontro com o presidente do banco, Aloizio Mercadante, e reforçou a importância da parceria para ampliar o acesso das cooperativas a recursos e fortalecer o desenvolvimento nos municípios brasileiros.  Realizado na sede da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), o encontro foi aberto pelo presidente do Conselho da entidade, José Roberto Baggio. Em seguida, o presidente executivo da Ocepar, José Roberto Ricken, apresentou um panorama do cooperativismo paranaense, com os principais números do setor, projetos apoiados pelo BNDES e demandas relacionadas ao financiamento das cooperativas.  Entre os pontos apresentados por Ricken estiveram ajustes no Plano Safra, fortalecimento do seguro rural e a necessidade de buscar novas fontes de financiamento para o cooperativismo. Também foi discutida a possibilidade de mecanismos vinculados ao dólar ou a outras moedas. Outro pedido foi o apoio do BNDES nas discussões sobre a Reforma Tributária, especialmente na regulamentação relacionada às cooperativas de crédito.                                                        Foto: Reinaldo Reginato/BNDES   Parceria que chega à ponta  Em sua participação, Clara Maffia ressaltou que a relação entre o Sistema OCB e o BNDES vem sendo construída há anos e já resultou em dois acordos de cooperação. O mais recente foi formalizado no ano passado, com vigência de cinco anos. “O BNDES é um parceiro importante para o cooperativismo. Ao longo dos anos, esse apoio ajudou a financiar as atividades de cooperativas de diferentes ramos e também fortaleceu a atuação das cooperativas de crédito, que são fundamentais para fazer os recursos chegarem aos municípios e às pessoas”, afirmou.  Clara destacou ainda a capilaridade das cooperativas de crédito no país. Segundo ela, há cerca de mil municípios brasileiros em que uma cooperativa de crédito é a única instituição financeira presente. Para ela, essa presença ajuda a explicar a importância do modelo na democratização do acesso a recursos e na movimentação das economias locais. “O cooperativismo de crédito tem uma capilaridade que faz diferença. Em muitos municípios, é a cooperativa que está presente quando outras instituições financeiras não estão. Isso mostra o potencial que temos para fazer o recurso chegar onde ele é necessário e gerar desenvolvimento”, explicou.  A gerente geral também mencionou estudos que relacionam a presença de cooperativas a melhores indicadores de prosperidade nos municípios. A avaliação reforça, segundo ela, o papel do cooperativismo como parceiro estratégico de políticas de desenvolvimento.    Agenda de financiamento  A reunião também serviu para aproximar as demandas do setor das possibilidades de atuação do BNDES. A diversificação das fontes de financiamento aparece como uma frente importante diante dos investimentos necessários para ampliar a capacidade das cooperativas e fortalecer suas atividades.  Para Clara, a continuidade do diálogo é fundamental para transformar as necessidades apresentadas pelo setor em novas oportunidades de parceria. “Saímos desse encontro reforçando uma parceria que já tem uma história muito positiva. O Sistema OCB está à disposição para continuar esse diálogo e buscar, junto ao BNDES, novas alternativas que contribuam para o crescimento das cooperativas e para o desenvolvimento do país”, concluiu.    Saiba Mais:  Sistema OCB debate futuro da saúde cooperativa na Suespar  Cooperativismo educacional debate desafios e caminhos para o futuro  Sistema OCB recebe homenagem por compromisso com sustentabilidade 
Sistema OCB reforça parceria com BNDES em agenda no Paraná
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25/08/2026

Cooperativismo conecta liderança, participação e desenvolvimento

Apresentação no Programa Líder-MS destaca papel das cooperativas na transformação dos territórios  O cooperativismo brasileiro cresceu, ganhou escala e hoje está presente em praticamente todo o país. Por trás desses números, está um modelo que aposta na participação, pertencimento e na capacidade de transformar a realidade de quem faz parte dele. Foi a partir dessa conexão que Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB, conversou com alunos do Programa Líder-MS, durante o Ciclo Nacional da iniciativa, realizado na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), nesta terça-feira (25).  Em palestra seguida de interação com os participantes, Tania apresentou um panorama do cooperativismo nacional, com atenção especial à atuação das cooperativas no agronegócio e aos caminhos para fortalecer a participação de novas lideranças no desenvolvimento do setor. A conversa começou por uma mudança que já está em curso na sociedade: o perfil de um consumidor mais informado, participativo e atento aos valores que estão por trás dos produtos e serviços que escolhe.   Nesse cenário, segundo a presidente Tania, ganham espaço modelos capazes de combinar eficiência econômica, propósito e colaboração. “O consumidor de hoje quer qualidade, mas também quer saber de onde vem aquilo que consome e quais valores estão presentes nessa escolha. O cooperativismo dialoga diretamente com esse momento porque coloca as pessoas no centro do negócio e transforma a participação coletiva em desenvolvimento”, destacou.  Ela também apresentou características que diferenciam o modelo cooperativista, como o vínculo de confiança, o interesse pela comunidade, a participação do cooperado nas decisões, a inclusão produtiva e a geração de desenvolvimento regional. E reforçou os números do movimento. “Em 2025, o cooperativismo brasileiro alcançou 29 milhões de cooperados e 4,4 mil cooperativas presentes em 3.425 municípios. Juntas, elas movimentaram R$ 848,4 bilhões em ingressos e geraram mais de 613 mil empregos diretos”, relatou.    Força no campo  Para um grupo formado por lideranças do meio rural, o cooperativismo agropecuário ocupou espaço central na conversa. Com 1.254 cooperativas, o ramo respondeu por R$ 487,3 bilhões em ingressos em 2025, o equivalente a 57,4% do total movimentado pelo cooperativismo brasileiro. Também é o maior empregador entre os ramos, com cerca de 277 mil trabalhadores. Mais de 70% dos cooperados do segmento são agricultores familiares.  “A cooperativa tem uma capacidade muito concreta de gerar oportunidades no território. No campo, ela permite que produtores ganhem escala, acessem mercados, incorporem tecnologia e tenham mais força para enfrentar os desafios da atividade. É uma ferramenta de desenvolvimento que nasce da união das pessoas”, afirmou Tania.  A presidente abordou a estrutura de representação do cooperativismo brasileiro, com o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB e pelas Organizações Estaduais (OCEs), que atuam como elo entre o movimento e os espaços de decisão, além de oferecer soluções voltadas à competitividade, à gestão e à sustentabilidade das cooperativas.  Ao falar sobre o futuro, Tania destacou a importância da formação de lideranças e da participação político-institucional para que o cooperativismo continue avançando. Segundo ela, o Programa de Educação Política do Sistema OCB busca ampliar a conscientização, o engajamento e a participação do setor, fortalecendo sua representação e sua voz coletiva. “Representação também se constrói com participação. Precisamos de pessoas preparadas para ocupar espaços, compreender os desafios do país e defender soluções que façam sentido para os territórios e para quem produz. É assim que construímos um cooperativismo ainda mais forte para o futuro”, acrescentou.   O encontro foi realizado com um grupo restrito de participantes do Programa Líder-MS, iniciativa do Sistema Famasul/Senar-MS voltada à formação de lideranças do meio rural. Ao longo da tarde, os alunos puderam apresentar perguntas e compartilhar percepções sobre os desafios do agronegócio, da representação e da construção de novas lideranças.    Saiba Mais:  Sistema OCB debate futuro da saúde cooperativa na Suespar  Cooperativismo educacional debate desafios e caminhos para o futuro  Sistema OCB recebe homenagem por compromisso com sustentabilidade 
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25/08/2026

Cooperação internacional avança em agendas com Japão e China

Márcio Lopes de Freitas discutiu apoio mútuo na ACI e ampliou diálogo com potências do coop mundial  A agenda internacional do Sistema OCB ganhou novos capítulos nesta semana com reuniões estratégicas entre lideranças do cooperativismo do Brasil, Japão e China. Os encontros, realizados em sequência, combinaram articulação em torno das eleições da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) com a construção de relações que devem seguir avançando para além do processo  de escolha dos novos dirigentes da entidade.   Na segunda-feira (24), o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, reuniu-se com Yoshito Shinno, presidente da Central Union of Agricultural Co-operatives (JA-Zenchu), organização nacional que representa as cooperativas agropecuárias japonesas. Shinno também preside a Japanese Co-operative Alliance (JCA), que reúne os diferentes ramos do cooperativismo no país.  A conversa teve como foco o alinhamento de apoio entre Brasil e Japão para as eleições da ACI. O encontro faz parte da série de diálogos que o Sistema OCB vem realizando com representantes do cooperativismo de diferentes países no contexto eleitoral. Além da articulação institucional, a reunião permitiu uma aproximação com um país marcado por uma forte cultura cooperativista e por um movimento consolidado em diferentes áreas da economia.  “Essas conversas são importantes porque a ACI é construída a partir do diálogo entre realidades muito diferentes, mas que compartilham os mesmos princípios. O Brasil e o Japão têm experiências próprias e, ao mesmo tempo, muitos pontos de convergência sobre o papel que o cooperativismo pode desempenhar no desenvolvimento das pessoas e dos territórios”, afirmou Márcio.  Nesta terça-feira (25), a agenda teve continuidade na reunião com Wang Yuyan, presidente da All-China Federation of Supply and Marketing Cooperatives (ACFSMC), a maior organização de representação cooperativa da China. O encontro buscou consolidar o apoio mútuo entre as candidaturas brasileira e chinesa ao Board da ACI, mas também abriu espaço para discutir uma relação bilateral que já apresenta resultados concretos.  Nos dias 17 e 18 de setembro, uma comitiva da ACFSMC estará no Brasil para uma agenda em São Paulo, organizada pelo Sistema OCB em conjunto com a Ocesp.  “Existem conexões concretas entre os nossos cooperativismos, e a visita da delegação chinesa ao Brasil será uma oportunidade importante para transformar esse diálogo em novas parcerias e oportunidades”, acrescentou o presidente Márcio.    Diálogo    As conversas com Yuyan e Shinno também ocorreram em um momento relevante para a composição da governança da ACI. China e Japão tem forte presença no movimento cooperativista e representam importantes forças na estrutura da Aliança, especialmente na região Ásia-Pacífico, que reúne o maior bloco eleitoral da organização. Nesse cenário, a participação chinesa ganha ainda mais relevância, com a ACFSMC como principal organização do país no processo de representação junto à ACI.  O cenário reforça a importância do diálogo com lideranças de diferentes regiões e da construção de convergências em torno dos próximos passos da organização internacional. A candidatura brasileira ao Board da ACI tem sido apresentada como uma contribuição para fortalecer a governança e ampliar a capacidade de entrega da entidade.  Durante a reunião, também estiveram em pauta as prioridades da ACI para o próximo ciclo e os pontos de convergência com a agenda brasileira. Entre os ativos apresentados pelo Sistema OCB estão a realização de reuniões do Conselho da ACI em Brasília, o protagonismo brasileiro na agenda de Patrimônio Cultural Cooperativo e a participação em espaços estratégicos do cooperativismo internacional.  Para Márcio, a atuação internacional do cooperativismo brasileiro precisa estar conectada à construção de relações duradouras. “Nosso objetivo é ampliar a presença do cooperativismo brasileiro no mundo, mas, principalmente, construir relações que gerem resultados concretos para as cooperativas. A representação internacional é fundamental, e ela se torna ainda mais forte quando vem acompanhada de diálogo, intercâmbio e oportunidades reais de cooperação”, completou.   Saiba Mais:  Sistema OCB debate futuro da saúde cooperativa na Suespar  Cooperativismo educacional debate desafios e caminhos para o futuro  Sistema OCB recebe homenagem por compromisso com sustentabilidade
Cooperação internacional avança em agendas com Japão e China
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21/08/2026

Sistema OCB debate futuro da saúde cooperativa na Suespar

Presidente executiva discursou na abertura e participou de conferência sobre lideranças femininas  A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, participou nesta quinta-feira (20) da 32ª edição do Simpósio das Unimeds do Paraná (Suespar), com uma mensagem importante: as decisões tomadas hoje determinarão os rumos do cooperativismo de saúde nas próximas décadas. Durante a tarde, ela realizou a palestra Cooperativismo de Saúde: Escolhas de hoje que decidirão nosso futuro. À noite, discursou na abertura oficial do evento, que reúne mais de mil participantes até sábado (22), sob o tema A Unimed que Construímos e a que Precisamos.  Tania apresentou dados do cooperativismo brasileiro: 29 milhões de cooperados em 4,4 mil cooperativas, espalhadas por 3.425 municípios. Para ela, esse crescimento aumenta a responsabilidade de preservar os valores do modelo. "O crescimento é importante, mas ele também aumenta a nossa responsabilidade de preservar aquilo que nos trouxe até aqui: a participação das pessoas, a confiança e os valores que fazem do cooperativismo um modelo diferente", afirmou.  Sobre sucessão, ela citou que 60% dos dirigentes cooperativistas têm mais de 50 anos. "Sucessão não é algo que se resolve quando uma cadeira fica vazia. É um processo que precisa começar antes, com participação, formação e oportunidade", destacou.  Primeira mulher a presidir o Sistema OCB, Tania lembrou que as mulheres são 53,3% da força de trabalho do setor, mas ocupam apenas 22,2% dos cargos de presidência e conselhos. Ela citou o Comitê Nacional de Mulheres e o programa Futuras Lideranças como iniciativas para reduzir essa distância.    A força da saúde cooperativa  O setor reúne 695 cooperativas e mais de 304 mil cooperados, atendendo cerca de 20 milhões de beneficiários — a Unimed está entre os quatro maiores grupos cooperativistas do mundo. No Paraná, são 11 mil médicos cooperados e 1,8 milhão de beneficiários, com 58,4% do mercado de saúde suplementar do estado. "Vocês representam uma das maiores expressões do cooperativismo de saúde do Brasil. Na saúde, a cultura cooperativista se traduz em cuidado, acolhimento, proximidade e qualidade de vida", afirmou Tania.  Ela reforçou ainda o apoio do Sistema OCB às cooperativas em governança, gestão, inovação e representação institucional junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. "Que estes dias sejam de bons debates, boas conexões e, principalmente, de boas escolhas para a Unimed que vocês constroem todos os dias. Quando a saúde cooperativa se fortalece, quem ganha é a saúde do Brasil”, concluiu.     Saiba Mais:  Jornal Valor Econômico destaca força e diversidade do cooperativismo  Ativações conectam cultura, aprendizado e cooperação  Sistema OCB recebe homenagem por compromisso com sustentabilidade 
Sistema OCB debate futuro da saúde cooperativa na Suespar
Notícias ESG
20/08/2026

Sustentabilidade também fez parte da Semana de Competitividade

Gestão de resíduos, compostagem e compensação de emissões estiveram presentes no evento em Brasília  A sustentabilidade esteve presente nos debates da Semana de Competitividade 2026 e também na forma como o próprio evento foi realizado. Ao longo dos três dias de programação, de 11 a 13 de agosto, em Brasília, práticas de gestão de resíduos e redução dos impactos ambientais fizeram parte da operação da Semana, que reuniu cerca de 800 cooperativistas de todo o país.  Nos três dias, foram coletados 338 quilos de resíduos secos. Desse total, seis em cada dez quilos foram encaminhados para reciclagem. Os resíduos orgânicos também tiveram destinação adequada: 100% do material gerado durante o evento foi destinado a compostagem. Os números foram apresentados aos participantes como parte da própria experiência do evento, mostrando que escolhas simples no descarte também fazem diferença.  A iniciativa dialogou diretamente com a proposta de uma Semana que buscou aproximar reflexão e prática. Com o tema Cultivando a Cultura Cooperativista, a programação discutiu educação, governança, comunicação, educação, legado e sucessão, sempre com o desafio de transformar os aprendizados em ações dentro das cooperativas.  A Semana de Competitividade foi realizada como um evento carbono neutro. Ao todo, foram contabilizadas 133 toneladas de CO₂ equivalente associadas às emissões da programação. Esse volume foi compensado por meio de créditos de carbono certificados, gerados pelo Projeto REDD RESEX Jacundá, finalista do Global Sustainability Awards 2026, da Reuters, em duas categorias. Além de contribuir para a compensação das emissões, a iniciativa está relacionada à conservação da floresta e à geração de benefícios para a comunidade local.  “Quando falamos em cultivar uma cultura cooperativista, abordamos as escolhas que fazemos todos os dias. A sustentabilidade precisa sair do discurso e estar presente na forma como organizamos nossos negócios, nossos eventos e nossas relações com a comunidade. A Semana mostrou que é possível transformar esse compromisso em prática, e esse é um caminho que precisa continuar depois que o evento termina”, destacou Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB.    Sustentabilidade no cotidiano  Durante a Semana, os participantes foram convidados a fazer parte desse processo. A comunicação sobre os resíduos orientou o público a observar as lixeiras e fazer a separação correta antes do descarte. A proposta foi transformar uma ação cotidiana em parte da experiência cooperativista vivida durante os três dias.  A iniciativa se alinhou aos princípios e valores que estiveram no centro das discussões da Semana. Ao abordar o futuro do cooperativismo, os participantes discutiram como manter a identidade do movimento diante das transformações econômicas, sociais e ambientais.    Saiba Mais:  Jornal Valor Econômico destaca força e diversidade do cooperativismo  Ativações conectam cultura, aprendizado e cooperação  Sistema OCB recebe homenagem por compromisso com sustentabilidade 
Sustentabilidade também fez parte da Semana de Competitividade
Notícias saber cooperar
20/08/2026

Educar para cooperar: 5º princípio mantém viva a cultura coop

São Roque de Minas (MG) já foi conhecida pelo título de “a cidade que morria devagar”. A economia estagnada e a ausência de instituições bancárias levavam a população do município mineiro para longe, em busca de oportunidades, especialmente os jovens. A chegada do cooperativismo de crédito e o investimento em educação mudaram o final dessa história. Com o fortalecimento do 5º princípio do cooperativismo – Educação, formação e informação e comunicação –, São Roque hoje acumula projetos bem sucedidos que transformaram gerações da comunidade. Essa mudança teve início em 1991, com a fundação do Sicoob Sarom, antiga Saromcredi. A cooperativa de crédito garantiu o acesso dos moradores a serviços financeiros e impulsionou a produção artesanal do queijo Canastra. A economia local se fortaleceu e a cooperativa passou a refletir sobre como manter os jovens na cidade para fortalecer o desenvolvimento do município. Foi assim que, em 1999, nasceu a Cooperativa Educacional Sarom (CES), com apoio do Sicoob. A missão da escola era formar lideranças alinhadas com a visão do cooperativismo, que compreendessem a importância do trabalho coletivo e do interesse pela comunidade. “A criação da cooperativa educacional, com o apoio da Sarom, foi também uma estratégia de sustentabilidade da cooperativa de crédito. Na época, tínhamos poucas pessoas na cidade com cursos de graduação, o que dificultava o crescimento da cooperativa em razão da falta de mão-de-obra”, destaca Ighor Oliveira, gerente de Educação e Desenvolvimento do Sicoob Sarom.  A escola começou oferecendo educação infantil, e hoje atende todas as etapas da educação básica, até o ensino médio. A diretora da CES, Maria José Leite, conta, orgulhosa, que já formou gerações de cooperativistas e hoje há ex-alunos trazendo os filhos, trabalhando na instituição e até mesmo integrando o Conselho de Administração.  “A educação cooperativista é um processo de longo prazo. Atualmente, 51% dos alunos que se formaram na CES e concluíram a graduação, voltaram a São Roque. Aquilo que a gente desejou lá no passado, que era o retorno dos filhos de São Roque, aconteceu. Talvez seja o maior reconhecimento do nosso trabalho”, afirma. Em 2026, a CES atingiu a marca de 200 alunos matriculados.  Raízes O exemplo de São Roque de Minas mostra como os princípios do cooperativismo – que nasceram com a Sociedade dos Pioneiros de Rochdale, em 1844 – seguem atuais e estão conectados ao dia a dia das cooperativas, segundo o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Pablo Albino. “Não é algo separado, que está em uma placa. Eles são fundamentais para nortear a estratégia e o futuro das cooperativas, mesmo em 2026”, afirma Albino, que coordena o curso de graduação em Cooperativismo da universidade.  O professor aponta que, em um momento de forte expansão do coop brasileiro, torna-se ainda mais urgente fortalecer os diferenciais desse modelo de negócios e destaca a importância estratégica do 5º princípio para essa construção. “Se olharmos para o tamanho que as cooperativas estão tomando no Brasil – em número de cooperados e funcionários – esse princípio precisa de atenção. Se a cooperativa não fizer esse trabalho de educação e informação, vamos ter cooperados e colaboradores envolvidos nas organizações sem saber do que eles estão fazendo parte”, pondera.  Albino destaca que há diferentes tipos de estratégias para colocar o 5º princípio em prática: seja em cooperativas escolares, como a de São Roque, ou ações de educação, capacitação e formação de cooperados, colaboradores e novas lideranças. Semente Em São Roque de Minas, além de seguir apoiando a cooperativa educacional e oferecer bolsas de estudo na instituição para os filhos de seus cooperados, o Sicoob Sarom entendeu que era preciso ir além e ampliou os esforços para fortalecer a cultura cooperativista na região. Em 2013, a cooperativa criou o Movimento Coop Educação para levar o modelo a outras escolas. “A experiência da Cooperativa Educacional está, geograficamente, limitada a São Roque de Minas. Por isso, a partir do movimento, levamos a educação cooperativista para as escolas públicas dos municípios onde o Sicoob Sarom atua”, explica Oliveira.  O projeto leva filosofia cooperativista, empreendedorismo e educação financeira para as salas de aula de mais de 100 escolas públicas e privadas parceiras, em sete municípios. Mais de 2 mil professores e 50 mil estudantes já foram impactados pelo movimento. “Se lá atrás se a gente tinha dificuldade de encontrar mão-de-obra qualificada, hoje em São Roque de Minas, nossa sede, 40% dos nossos colaboradores vieram, ou da cooperativa educacional, ou do programa educacional”, destaca.  O modelo inspira e pode ajudar outras cooperativas interessadas nesse investimento a longo prazo na educação cooperativista. O gerente conta que, todos os anos, recebe visitantes de diferentes partes do país interessados em conhecer a revolução educacional promovida pelo Sicoob Sarom. “Estamos abertos a receber visitas de intercooperação e compartilhar nossa experiência”, convida. Leia as outras matérias da série Princípios do Cooperativismo:  Qual o significado de adesão voluntária e livre? Gestão democrática fortalece governança e pertencimento Participação econômica gera ciclo virtuoso de desenvolvimento Autonomia e independência: por que o 4º princípio continua mais atual do que nunca    Acesse a nova trilha de aprendizagem sobre Cultura Coop na plataforma CapacitaCoop:  História, Memória e Cultura Cooperativista
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