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03/02/2026
Congresso Nacional abre trabalhos de 2026
Sessão solene marcou início do ano legislativo. Expectativas para o cooperativismo são positivas
Foi realizada, nesta segunda-feira (2), a sessão solene de abertura oficial dos trabalhos legislativos do Congresso Nacional. A cerimônia, que ocorreu no plenário da Câmara dos Deputados, marcou o início da 4ª sessão legislativa da 57ª legislatura, conforme previsto na Constituição Federal. O ato simboliza a retomada das atividades parlamentares e dá início a um novo ciclo de debates e deliberações que irão orientar o país ao longo de 2026.
A cerimônia foi conduzida pelo presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, e contou com pronunciamentos do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em seu discurso, Alcolumbre ressaltou o papel do Parlamento na aprovação de medidas estruturantes e destacou que o objetivo do Congresso é “melhorar de forma concreta a vida da população brasileira”. Segundo ele, em 2025 foram tomadas decisões fundamentais para o país, com avanço de agendas consideradas prioritárias. “Aprovamos leis que impactam positivamente a vida de milhões de brasileiros. Demos passos decisivos na regulamentação da reforma tributária, tornando o sistema mais simples, previsível e eficiente”, afirmou. O senador também destacou a criação de um ambiente mais favorável ao empreendedorismo e à geração de empregos, além da aprovação de medidas de justiça fiscal, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais.
Já Hugo Motta manifestou expectativa de que o Parlamento mantenha o ritmo de entregas à sociedade. “Que 2026 continue sendo um ano de entregas ao país, atendendo sempre às expectativas da população em sintonia com as ruas. E que nós, parlamentares, sigamos transformando a esperança das pessoas em realidade”, declarou. Motta acrescentou que cabe ao Congresso, “soberano e independente”, perseguir esse caminho com a votação de propostas de interesse nacional e com a destinação de emendas parlamentares a regiões que, muitas vezes, estão fora do alcance imediato das políticas públicas.
Para o Sistema OCB, o início do ano legislativo traz boas expectativas para o cooperativismo, especialmente diante do ambiente de diálogo construído ao longo de 2025 e das conquistas alcançadas no Congresso Nacional no último ano. Entre os avanços, destacam-se a defesa da segurança jurídica das cooperativas, o fortalecimento do reconhecimento do modelo cooperativista em políticas públicas e o avanço de pautas relacionadas ao crédito, ao desenvolvimento sustentável e à competitividade do setor.
Segundo o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a abertura dos trabalhos legislativos representa um momento estratégico para o país e para o cooperativismo. “É o início de um novo ciclo de oportunidades. O cooperativismo chega a este ano legislativo fortalecido pelas conquistas de 2025 e confiante na construção de soluções que promovam desenvolvimento, segurança jurídica e inclusão econômica”, afirmou.
Ao longo de 2025, o Sistema OCB manteve presença ativa no Parlamento, com acompanhamento técnico da tramitação de projetos de interesse do cooperativismo, articulação com frentes parlamentares e diálogo permanente com lideranças políticas, o que contribuiu para consolidar o cooperativismo como um ator relevante nas discussões sobre desenvolvimento econômico e social.
Na avaliação da presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o cenário para 2026 é de continuidade do diálogo institucional e avanço nas pautas estratégicas. “Entramos em 2026 com boas expectativas. O diálogo construído no último ano com o Parlamento trouxe avanços importantes para o cooperativismo, e nossa atuação seguirá focada em contribuir tecnicamente para uma agenda legislativa alinhada ao desenvolvimento sustentável e à realidade das cooperativas brasileiras”, destacou.
A sessão também foi marcada pela apresentação da Mensagem Presidencial ao Congresso Nacional. O documento traz um balanço das ações do governo federal em 2025 e aponta 2026 como um ano decisivo para a consolidação de reformas econômicas, a implementação da reforma tributária e o avanço de agendas ligadas à transição ecológica, ao fortalecimento do crédito, à ampliação dos investimentos produtivos e às políticas de educação, inclusão social e inovação. O texto ainda reforça a importância do diálogo entre os Poderes para garantir estabilidade democrática e segurança jurídica, além de destacar prioridades como a ampliação do acesso a mercados internacionais, o aprimoramento do ambiente de negócios, o enfrentamento ao crime organizado, a regulação do trabalho mediado por plataformas digitais e iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Ao longo da mensagem, as cooperativas são mencionadas como parceiras na execução de políticas públicas, especialmente em ações de desenvolvimento social, produção agropecuária e sustentabilidade territorial.
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02/02/2026
Artigo aponta relação entre desempenho e inclusão feminina em coops
Pesquisa do 8º EBPC mostra que coops mais rentáveis tendem a ter mais mulheres na governança
O artigo Desempenho Financeiro e a Participação das Mulheres no Conselho de Administração de Cooperativas Agropecuárias Brasileiras, apresentado e premiado na oitava edição do Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (8º EBPC), evidenciou que o resultado econômico das cooperativas agropecuárias pode ser um fator decisivo para ampliar a participação feminina nos conselhos de administração.
O estudo assinado por Luis Felipe Orsatto e Clea Beatriz Macagnan parte de uma inversão da lógica mais comum na literatura acadêmica. Em vez de investigar se a diversidade melhora o desempenho, os autores analisam se cooperativas com melhores resultados econômicos tendem a incorporar mais mulheres em seus conselhos, como resposta a expectativas sociais, pressões institucionais e busca por legitimidade. A análise foi baseada em dados de 213 cooperativas agropecuárias brasileiras, totalizando 426 observações referentes aos anos de 2021 e 2022.
Os resultados revelaram um cenário de baixa representatividade feminina na governança: a proporção média de mulheres nos conselhos de administração foi de apenas 4,87%. Em 319 observações, não havia nenhuma mulher ocupando assento no conselho, e apenas um caso registrou paridade de gênero. Ainda assim, a análise econométrica identificou uma associação positiva e estatisticamente significativa entre o desempenho financeiro, medido pelo Retorno sobre Ativos (ROA), e a maior participação feminina nos conselhos.
De acordo com o modelo de regressão utilizado, cooperativas com melhor desempenho financeiro apresentam maior propensão a incluir mulheres em seus órgãos de decisão. Para os autores, o resultado sugere que organizações mais rentáveis ganham visibilidade e passam a sofrer maior pressão para adotar práticas alinhadas às expectativas contemporâneas de inclusão e diversidade. “O desempenho atua como um sinal de capacidade e abertura institucional”, apontam os pesquisadores.
O estudo também indicou que organizações mais antigas tendem a apresentar menor participação feminina nos conselhos, possivelmente em função da manutenção de normas históricas e padrões de governança consolidados ao longo do tempo. As demais variáveis analisadas, como tamanho do conselho, número de associados, ativo total e nível de endividamento, não apresentaram significância estatística na amostra.
Embora o modelo tenha capacidade explicativa limitada, os autores destacaram que os resultados contribuem para o debate sobre diversidade e governança no cooperativismo agropecuário brasileiro.
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28/01/2026
Fórum debate eficiência e segurança no transporte de cargas
Sistema OCB participou de evento no Ministério dos Transportes para alinhar soluções ao setor
O Sistema OCB participou, nesta segunda-feira (27), da 4ª Reunião do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas (Fórum TRC), realizada no Ministério dos Transportes. O encontro reuniu representantes dos diversos elos da cadeia logística. O Fórum contou com a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e de outros órgãos estratégicos, além de transportadores autônomos, empresas de transporte, embarcadores e entidades representativas.
Para o analista do Sistema OCB, Tiago Barros, a reunião representou um avanço importante na consolidação de um ambiente de diálogo permanente e estruturado. “O Fórum TRC é um espaço estratégico para o alinhamento entre poder público e setor produtivo. A participação do Sistema OCB permitiu levar ao centro do debate a realidade das cooperativas de transporte. O fortalecimento desse diálogo é essencial para a construção de soluções regulatórias equilibradas e sustentáveis para o setor”, avaliou.
Ao longo da programação, os participantes debateram temas que impactam diretamente a rotina de quem atua nas estradas. Um dos destaques foi a apresentação do superintendente de Fiscalização da ANTT (Sufis), Hugo Leonardo Cunha Rodrigues, que compartilhou dados atualizados sobre a fiscalização do piso mínimo de frete e os desafios relacionados ao cumprimento da política.
Na sequência, a superintendente substituta de Cargas e Multimodal da ANTT, Gizelle Coelho Netto, apresentou os principais pontos levantados durante a consulta pública sobre a metodologia de cálculo do frete. A exposição evidenciou a importância da escuta qualificada do mercado e da participação dos agentes do setor no aperfeiçoamento das normas regulatórias.
Questões ligadas à infraestrutura e às condições de permanência dos motoristas nas rodovias também estiveram na pauta. Maria Campos Porto, do Ministério dos Transportes, detalhou a metodologia de implantação dos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) do DNIT, iniciativa fundamental para garantir melhores condições de trabalho, segurança viária e cumprimento da legislação trabalhista.
Durante o Fórum os participantes ainda contaram com a apresentação do programa MOVER pelo Coordenador Geral de Regulamentos Técnicos e Mobilidade Sustentável do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O Programa Mobilidade Verde e Inovação (MOVER), instituído pela Lei nº 14.902, de 27 de junho de 2024, sucedeu o Rota 2030 e tem a finalidade de apoiar o desenvolvimento tecnológico, a competitividade global, a integração nas cadeias globais de valor, a descarbonização e o alinhamento a uma economia de baixo carbono no ecossistema produtivo e inovador de automóveis, de caminhões, de ônibus, de chassis com motor, de máquinas autopropulsadas e de autopeças. Criado em 2014, o Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas nasceu com a missão de ser um canal oficial de interlocução entre governo e setor produtivo, contribuindo para a prevenção de crises e para a formulação de políticas públicas mais eficientes.
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28/01/2026
Artigo mapeia cooperativas da agricultura familiar na Amazônia
Estudo reuniu dados inéditos e apontou desafios para políticas públicas no território
Um diagnóstico inédito sobre a presença, o perfil e os desafios das cooperativas da agricultura familiar na Amazônia brasileira é o foco do artigo Cooperativas da Agricultura Familiar na Amazônia Brasileira: diagnóstico e perspectivas para a ação pública, apresentado e premiado no 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), realizado em 2025. O estudo amplia a compreensão sobre o cooperativismo rural na região ao reunir e sistematizar bases de dados nacionais ainda pouco exploradas de forma integrada.
Assinado por Graziela Reis do Carmo, Isabela Renó Jorge Moreira, Alair Ferreira de Freitas, Marcos Vinicius Andrade Gomes e Almiro Alves Junior, o trabalho parte da constatação de uma lacuna informacional histórica. Até então, grande parte das pesquisas acadêmicas sobre cooperativismo na Amazônia se concentrava em estudos de caso pontuais, com baixa abrangência territorial, o que dificultava análises mais consistentes e a formulação de políticas públicas alinhadas à realidade regional.
Retrato regional a partir de bases nacionais
Para superar essa limitação, os autores adotaram uma abordagem quantitativa e descritiva, combinando dados do Censo Agropecuário do IBGE (2017) com informações do Extrato da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) de 2023. O recorte territorial abrangeu os oito estados da Amazônia Legal, além de todo o estado do Maranhão.
A partir do Censo Agropecuário, o estudo identificou que, em 2017, a Amazônia Legal possuía 749.328 estabelecimentos agropecuários, dos quais 24.740 estavam vinculados a cooperativas, o equivalente a 3,3% dos estabelecimentos da agricultura familiar na região. Mato Grosso, Rondônia e Pará concentravam os maiores números absolutos de estabelecimentos cooperativos, enquanto Amapá e Roraima apresentavam as menores participações.
Os dados mostram diferenças relevantes entre estabelecimentos cooperativos e não cooperativos. Entre os associados a cooperativas, 83,27% tinham a comercialização como finalidade principal da produção, percentual superior aos 61,24% registrados entre os não cooperativos. Também foi maior o acesso à assistência técnica (27,83% contra 16,75%) e a proporção de famílias cuja renda principal provinha da própria atividade agrícola.
Práticas produtivas e organização social
O estudo também apontou diferenças nas práticas produtivas. Cerca de 56% dos estabelecimentos cooperativos declararam não utilizar agrotóxicos, e 4,14% informaram praticar agricultura ou pecuária orgânica. A titularidade da terra também se mostrou mais presente entre cooperados, com 84,96% declarando condição de proprietários.
A composição societária revelou diversidade entre os cooperados, com predominância da categoria “demais agricultores familiares”, além de assentados da reforma agrária e extrativistas. Um dado que chama atenção é o percentual de cooperados sem DAP física registrada, o que dificulta classificações mais precisas e a identificação de povos e comunidades tradicionais nas bases oficiais.
Desafios para políticas públicas
Um dos principais achados do artigo é a elevada proporção de DAPs jurídicas em situação irregular. Segundo os autores, cerca de 60% das cooperativas identificadas enfrentavam restrições documentais, o que limita o acesso a políticas públicas como o Pronaf, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Nesse sentido, o estudo apontou que a fragilidade das bases públicas e a transição da DAP para o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), ainda sem consolidação plena no período analisado, reduzem a visibilidade do cooperativismo da agricultura familiar na Amazônia e dificultam ações governamentais mais efetivas.
Evidências e caminhos futuros
Apesar dos entraves, os resultados indicam que as cooperativas atuam como importantes vetores de inserção produtiva, acesso a serviços e fortalecimento da renda das famílias rurais na região. Para os autores, políticas públicas voltadas à regularização institucional das cooperativas, à ampliação da assistência técnica territorializada e ao fortalecimento do acesso a mercados institucionais podem potencializar esses impactos.
O artigo integra os anais do 8º EBPC e contribui para qualificar o debate sobre o cooperativismo na Amazônia, oferecendo subsídios técnicos para pesquisadores, gestores públicos e organizações do setor. O material completo está disponível para consulta em in.coop.br/ebpc.
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21/01/2026
Sistema OCB e Finep firmam acordo para ampliar acesso à inovação
Parceria cria base estruturada para orientar cooperativas no uso de recursos do FNDCT
Nesta quinta-feira (22), o Sistema OCB e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) assinaram um Acordo de Cooperação crédito: Filipe AlcântaraTécnica (ACT) voltado à ampliação e organização do acesso das cooperativas brasileiras aos instrumentos de financiamento de pesquisa e inovação, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A iniciativa marca um avanço concreto na agenda de inovação do cooperativismo.
O acordo estabelece uma agenda permanente de cooperação entre as instituições, com foco na divulgação de linhas de financiamento, capacitação técnica, orientação sobre requisitos operacionais e uso das plataformas digitais da Finep. A proposta é reduzir barreiras históricas de informação e criar um ambiente mais acessível para que cooperativas de todos os ramos possam estruturar e viabilizar projetos de pesquisa, desenvolvimento e tecnologia.
Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o ACT representa a consolidação de um trabalho institucional construído ao longo dos últimos anos. “Esse acordo cria as condições práticas para que as cooperativas entendam os instrumentos disponíveis, se preparem tecnicamente e consigam transformar boas ideias em projetos estruturados, com impacto econômico, social e ambiental”, destacou.
Eixo central
O eixo central da parceria é a promoção ativa e organizada do acesso das cooperativas regulares ao Sistema OCB às linhas de financiamento e aos mecanismos de apoio operados pela Finep. Entre as ações previstas estão a realização de seminários e eventos técnicos, capacitação de pontos focais dentro do Sistema OCB, produção de conteúdos orientativos e o desenvolvimento conjunto de projetos e plataformas que ampliem o alcance do fomento à inovação no cooperativismo.
Segundo o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a aproximação institucional reconhece o papel estratégico das cooperativas no desenvolvimento do país. “O cooperativismo tem forte aderência às prioridades nacionais de ciência, tecnologia e inovação, especialmente em áreas como agro, energia, sustentabilidade e inclusão produtiva. O acordo com o Sistema OCB fortalece nossa capacidade de alcançar esse público de forma mais estruturada, ampliando o impacto do FNDCT e garantindo que os recursos cheguem a projetos com potencial transformador”, afirmou. crédito: Filipe Alcântara
Reconhecimento
A assinatura do ACT ocorreu em um momento especialmente favorável. Com a sanção da Lei 15.184/2025, fruto de representação do Sistema OCB junto ao Congresso Nacional e Poder Executivo, as cooperativas passaram a ser formalmente reconhecidas como beneficiárias diretas do FNDCT. Este avanço também incluias modalidades reembolsáveis, além da autorização para utilização do superávit financeiro do fundo, estimado em mais de R$ 22 bilhões. Esses recursos são considerados estratégicos para destravar projetos que estavam represados por falta de financiamento, sobretudo em inovação aplicada.
A expectativa é que a parceria resulte, nos próximos anos, em mais projetos financiados, maior capilaridade do FNDCT e fortalecimento da competitividade das cooperativas brasileiras em diferentes setores da economia.
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Diálogo com BNB busca aproximação com o cooperativismo
Artigo do 8º EBPC avalia eficiência das cooperativas de crédito
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19/01/2026
Artigo do 8º EBPC avalia eficiência das cooperativas de crédito
Estudo analisou dados de 2000 a 2022 e comparou desempenho com bancos públicos e privados
As cooperativas de crédito demonstram desempenho eficiente e resiliente na intermediação financeira no Brasil, com resultados comparáveis e, em alguns períodos, superiores aos dos bancos públicos e privados. Essa é a principal conclusão do artigo Cooperativas de crédito são mais eficientes que bancos? Evidências para o Brasil, um dos trabalhos de destaque apresentados no 8º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) premiado melhor trabalho no eixo Contabilidade, Finanças e Desempenho da edição.
Assinado por Loredany Consule Rodrigues, Marcelo Dias Paes Ferreira, Yuri Clements Daglia Calil, Mateus de Carvalho Reis Neves e Raquel Pereira Pontes, o estudo analisou dados do Banco Central do Brasil entre 2000 e 2022 e abrangeu 24.075 observações, das quais 88,5% corresponderam a cooperativas singulares.
Eficiência sob diferentes ângulos
O estudo parte de uma pergunta simples: as cooperativas de crédito funcionam de forma mais eficiente do que os bancos na concessão de crédito? Para responder, os autores analisaram mais de 20 anos de dados do sistema financeiro, separando o que é estrutural - próprio do modelo de funcionamento das instituições - do que é conjuntural, resultado de períodos de crise ou instabilidade econômica.
Os resultados mostram que há espaço para ganhos de eficiência no sistema como um todo, mas indicam também que cooperativas, bancos públicos e bancos privados se comportam de forma diferente ao longo do tempo. Em média, os níveis de eficiência associados a fatores permanentes e a fatores temporários foram semelhantes.
Cooperativas em posição competitiva
Na comparação entre os tipos de instituições, as cooperativas de crédito apresentaram desempenho consistente e competitivo. O estudo aponta que elas operam com níveis de eficiência estrutural próximos aos dos bancos públicos e superiores aos dos bancos privados.
O período após a crise financeira de 2008 reforça esse resultado. Enquanto cooperativas e bancos públicos conseguiram reduzir perdas de eficiência relacionadas a fatores conjunturais, os bancos privados, em média, passaram a enfrentar mais dificuldades nesse aspecto. Para os autores, esse movimento reflete a capacidade das cooperativas de manter operações estáveis e próximas de seus cooperados, mesmo em cenários econômicos mais adversos.
Inclusão financeira e crédito mais acessível
O trabalho também destaca características operacionais das cooperativas de crédito que ajudam a explicar esses resultados. Em geral, o estudo aponta que elas dependem menos de grandes estruturas de capital e mais do trabalho e da proximidade com seus associados. Além disso, segunda a pesquisa, as cooperativas praticam, em média, taxas de juros mais baixas em diversas operações, o que contribui para ampliar o acesso ao crédito, especialmente em localidades e segmentos menos atendidos pelos bancos tradicionais.
Implicações para políticas públicas
Ao final, os autores concluem que as cooperativas de crédito exercem um papel relevante para a eficiência e a estabilidade do sistema financeiro brasileiro. Ao longo do tempo, elas mostram capacidade de manter desempenho sólido e de ampliar a oferta de crédito em momentos em que bancos privados reduziram sua atuação.
Nesse contexto, o estudo indica que políticas públicas voltadas ao fortalecimento da governança, da capacitação e da expansão responsável das cooperativas podem ampliar ainda mais os impactos positivos do cooperativismo financeiro, especialmente para o desenvolvimento econômico local e a inclusão financeira.
O artigo integra os anais do 8º EBPC e está disponível para consulta em in.coop.br/ebpc.
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Sistema OCB contribui com debate da ANTT sobre o piso mínimo do frete
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13/01/2026
Sistema OCB acompanha lançamento do Portal da Reforma Tributária
Evento também marcou a sanção, com vetos, da lei que cria o Comitê Gestor do IBS
O Sistema OCB participou, nesta terça-feira (13), da cerimônia de lançamento do Portal da Reforma Tributária, plataforma criada para apoiar empresas, contadores e entidades na transição para o novo modelo tributário brasileiro.
A ferramenta possibilita a realização de testes e simulações dos tributos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS Foto: Ricardo Stuckert / PR (Contribuição sobre Bens e Serviços), permitindo que contribuintes e organizações avaliem cenários, identifiquem impactos e se preparem de forma mais estruturada para o novo ambiente tributário.
Durante o evento, também foi sancionado, com vetos, a Lei Complementar Nº 227/2026, que institui o Comitê Gestor do IBS. O órgão será responsável pela administração, arrecadação e distribuição do imposto entre estados, Distrito Federal e municípios, desempenhando papel central na operacionalização do novo tributo. A sanção presidencial foi formalizada por meio de despacho publicado no Diário Oficial da União, com vetos parciais a dispositivos do texto aprovado pelo Congresso Nacional.
Alguns trechos do projeto original,Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 108/2024, foram vetados pelo governo sob o entendimento de que poderiam gerar dúvidas na aplicação prática do novo tributo ou provocar desequilíbrios na divisão de responsabilidades entre os entes federativos. A avaliação considerou a necessidade de assegurar maior clareza nas regras de funcionamento do Comitê Gestor e evitar sobreposições de competências que possam comprometer a implementação do IBS. Os vetos ainda serão apreciados pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los, conforme o rito legislativo.
O Sistema OCB acompanhará de perto a tramitação dos vetos no Parlamento e realizará uma análise técnica detalhada do texto final da lei. A entidade também seguirá atenta a todas as etapas de regulamentação e implementação do novo sistema tributário, considerando os impactos diretos e indiretos para as cooperativas de todos os ramos.
Como apoio às cooperativas, também está disponível um curso específico sobre a aplicação das mudanças da Reforma Tributária do consumo no setor cooperativista, com conteúdo voltado à compreensão prática das novas regras e seus impactos. A capacitação está disponível na plataforma CapacitaCoop
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Participe da pesquisa nacional que fortalece a cultura cooperativista
Sistema OCB contribui com debate da ANTT sobre o piso mínimo do frete
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13/01/2026
Sistema OCB contribui com debate da ANTT sobre o piso mínimo do frete
Cooperativismo participou de reunião técnica que discutiu ajustes na metodologia do PNPM-TRC
O Sistema OCB participou, nesta segunda-feira (12), da reunião participativa promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir a atualização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). O encontro integrou o ciclo de contribuições técnicas da Reunião Participativa nº 13/2025, instaurada pela agência para colher subsídios sobre possíveis alterações da Resolução ANTT 5.867/2020.
A norma em vigor disciplina a metodologia, os coeficientes e os parâmetros utilizados para o cálculo do piso mínimo de frete no país, fixando valores por quilômetro rodado e por eixo carregado, e é de um dos principais instrumentos de operacionalização da política pública instituída pela Lei 13.703/2018, que busca assegurar remuneração mínima ao transportador, equilíbrio econômico-financeiro da atividade e maior previsibilidade ao mercado de transporte de cargas.
A reunião foi conduzida pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc), sob a liderança do superintendente José Aires Amaral Filho, e reuniu equipes técnicas das áreas de regulação, governança, inteligência de mercado, logística integrada e gestão de dados da ANTT.
O cooperativismo esteve representado pelos analistas, Tiago de Barros Freitas e José Fernando Resende Silva e representantes do Sistema Ocepar, como o coordenador de Monitoramento e Consultoria, Jessé Rodrigues e o coordenador nacional do Conselho Consultivo do Ramo Transporte, Evaldo Moreira Matos.
Ao longo do debate, foram apresentados os avanços do processo de audiência pública e discutidos desafios observados na aplicação prática da tabela de pisos mínimos. Os participantes também analisaram caminhos para o aprimoramento da metodologia vigente, com foco em maior aderência à realidade operacional do setor, às variações regionais, aos diferentes perfis de operação e às estruturas de custos efetivamente enfrentadas pelos transportadores.
Próximos passos
A ANTT informou que o processo seguirá com a consolidação das contribuições recebidas nas audiências públicas e reuniões participativas, com vistas ao aperfeiçoamento da Resolução 5.867/2020. O Sistema OCB seguirá acompanhando o processo regulatório de forma técnica e propositiva.
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19/12/2025
SomosCoop: Sistema OCB lança campanha inédita em 2026
Ação incentiva consumidores e cooperativas a fortalecerem a escolha por produtos com o carimbo SomosCoop
O cooperativismo brasileiro inicia 2026 com uma das maiores mobilizações de comunicação já feitas pelo Sistema OCB. No dia 23 de março, será lançada oficialmente a campanha Escolha o Coop, nova etapa do movimento SomosCoop, que traz uma proposta inédita: transformar o ato de consumir em uma escolha consciente, capaz de gerar impacto social, econômico e comunitário.
Construída a partir de pesquisas e da evolução das campanhas anteriores, a iniciativa tem uma mensagem simples, direta e orientada ao público, mas também estratégica para o fortalecimento das cooperativas. Ao estimular consumidores a buscar, reconhecer e escolher produtos e serviços cooperativos, a campanha amplia a presença do carimbo SomosCoop no mercado e engaja as cooperativas a aplicarem essa identificação em seus produtos e serviços. O objetivo é reforçar o pertencimento ao movimento e a visibilidade do modelo cooperativista no dia a dia das pessoas.
Para dar força à campanha, o Sistema OCB escolheu um dos rostos mais confiáveis e reconhecidos do país: Ana Maria Braga. A apresentadora será protagonista dos conteúdos digitais, para levar o Escolha o Coop de forma clara e acolhedora, características que consolidaram sua credibilidade ao longo de mais de duas décadas.
A campanha também contará com influenciadores digitais. Nath Finanças, especialista em educação financeira, será responsável por orientar o público sobre como tomar decisões financeiras mais conscientes utilizando os produtos das cooperativas de crédito. Já o humorista Ed Gama dará vida a um personagem lúdico e simpático: o carimbo SomosCoop. Por meio de conteúdos divertidos e interativos, Ed ajudará a aproximar o público da identidade visual do movimento.
“Com a campanha Escolha o Coop, queremos reforçar que consumir de cooperativas é uma decisão que transforma realidades. Quando o público reconhece o carimbo SomosCoop, ele entende que por trás daquele produto existe uma rede de trabalho, confiança e impacto positivo”, afirma Samara Araujo, gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB.
A campanha Escolha o Coop chega para abrir espaço para uma nova conversa com a sociedade. Em 2026, o cooperativismo quer estar onde as decisões acontecem: no carrinho de compras, no planejamento financeiro, na mesa da família e no consumo diário do brasileiro. Uma convocação para que cada pessoa faça uma escolha que transforma realidades: escolher o coop.
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17/12/2025
Projeto que atualiza regras de premiações financeiras avança
PL 3162/2024 foi aprovado na CFT e amplia formatos de prêmios, incluindo cotas em cooperativas
A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3.162/2024, que permite a premiação em forma de quota parte em sociedade cooperativa. A proposta altera a Lei 5.768, de 1971, que trata da distribuição gratuita de prêmios e adequa o texto à realidade do sistema financeiro atual. O projeto é de autoria do deputado Sérgio Souza (PR), membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que liderou as negociações para aprovação da proposta na Comissão. O PL foi relatado pelo deputado Josenildo (AP) e recebeu parecer favorável na CFT, com emendas construídas juntamente com o Sistema OCB e os sistemas cooperativos de crédito. A modernização da lei busca acompanhar a evolução do mercado e dar mais liberdade para que instituições financeiras inovem na relação com seus clientes e associados.
“A legislação de promoções comerciais ficou parada no tempo. Esse projeto atualiza as regras, amplia as opções de premiação e valoriza modelos como o cooperativismo, que estimulam a participação, a educação financeira e o desenvolvimento econômico”, destacou Sérgio Souza.
Para o cooperativismo de crédito, o avanço do PL 3.162/2024 representa um reconhecimento importante. A possibilidade de oferecer cotas partes como premiação reforça a natureza associativa das cooperativas, estimula a educação financeira e aproxima ainda mais os cooperados do modelo de negócio, baseado na participação e no fortalecimento coletivo.
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17/12/2025
CFT aprova acesso de cooperativas a fundos de desenvolvimento regional
PLP 262/2019 avança na Câmara e inclui cooperativas entre beneficiárias do FDNE, FDA e FDCO
A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 262/2019, que amplia o acesso das cooperativas a importantes instrumentos de financiamento do desenvolvimento regional. O texto permite que cooperativas passem a ser beneficiárias dos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), da Amazônia (FDA) e do Centro-Oeste (FDCO).
De autoria do senador Flávio Arns (PR), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto altera dispositivos de medidas provisórias editadas em 2001 e da Lei Complementar 129/2009, que trata da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). Na prática, a proposta corrige uma lacuna histórica ao citar de forma expressa as cooperativas como agentes aptos a acessar políticas públicas de fomento voltadas à redução das desigualdades regionais.
Relatora da matéria na comissão, a deputada , Marussa Boldrin (GO), integrante da diretoria da Frencoop, destacou que a inclusão das cooperativas fortalece o alcance dos fundos e amplia o impacto social e econômico dos investimentos. O parecer foi aprovado sem alterações. “As cooperativas estão presentes onde muitas vezes o Estado e o mercado tradicional não chegam. Ao permitir o acesso aos fundos, estamos fortalecendo um modelo econômico que gera oportunidades, fixa pessoas no território e promove desenvolvimento com inclusão”, afirmou.
Com a aprovação do PLP 262, cooperativas de diferentes ramos — como agropecuário e infraestrutura — poderão apresentar projetos e acessar financiamentos em condições mais adequadas à sua natureza econômica e social. Isso significa mais investimentos, geração de renda local, fortalecimento da produção regional e estímulo à economia dos territórios onde as cooperativas atuam.
Para o Sistema OCB, a medida representa um avanço importante no reconhecimento do cooperativismo como instrumento de desenvolvimento econômico. “Ao permitir o acesso direto aos fundos, o projeto contribui para dar escala a iniciativas coletivas que já demonstram capacidade de promover desenvolvimento com inclusão, governança e compromisso com as comunidades locais”, destaca o presidente do Conselho de Administração da entidade, Márcio Lopes de Freitas.
Próximos passos Com a aprovação na Comissão de Finanças e Tributação, o PLP 262/2019 segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Após a aprovação nessa etapa, o texto estará apto a seguir para o Plenário da Câmara.
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16/12/2025
Cooperativismo mineral ganha protagonismo em seminário nacional
Inovação, sustentabilidade e governança foram temas de debate em Macapá, no Amapá
Entre os dias 8 e 11 de dezembro, o Instituto Federal do Amapá (IFAP), em Macapá (AP), sediou o XXI Seminário Nacional de Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral e o XVIII Encontro do Comitê Temático RedeAPLmineral. Os eventos contaram com a participação do Sistema OCB e reuniram representantes do poder público, universidades, centros de pesquisa, governanças locais, gestores e técnicos de APLs, além de entidades públicas e privadas ligadas ao setor mineral.
Coordenado pela Secretaria de Empreendedorismo e Inovação (Semi) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com apoio do Grupo de Trabalho Permanente de APLs (GTP APL), o seminário teve como foco o fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais de base mineral, a troca de experiências entre os territórios e o aprimoramento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico do setor.
Cooperativismo na agenda da inovação e da sustentabilidade
O Sistema OCB participou, no dia 9 de dezembro, do painel Fomento à inovação, sustentabilidade e inclusão social para o desenvolvimento dos APL de Base Mineral na Agenda 2030. O debate reuniu representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do MCTI, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e da Universidade Federal do Ceará (UFC).
A analista de Relações Institucionais do Sistema OCB, Letícia Monteiro, destacou como a entidade tem atuado para ampliar o acesso das cooperativas minerais às fontes de fomento à inovação, além de reforçar a importância da interlocução com o poder público para a construção de instrumentos específicos voltados ao fortalecimento dessas organizações. Ela também ressaltou que políticas públicas bem estruturadas são fundamentais para garantir segurança jurídica, sustentabilidade e inclusão social no setor mineral cooperativista.
No mesmo dia, Letícia foi moderadora do painel Gestão, Governança e Cultura Cooperativista na Mineração: Caminhos para o Fortalecimento dos APLs de Base Mineral e do Desenvolvimento Sustentável. A mesa contou com a participação do professor Alan Ferreira de Freitas, cooperativista e consultor com atuação em projetos socioambientais; de Chico Nogueira, presidente do Sindicato da Indústria da Mineração, Petróleo e Gás do Amapá (Sindminas/AP) e fundador da federação das cooperativas de mineração e garimpeiras do estado; e de Clemente Alves de Souza, presidente da Cooperativa dos Trabalhadores de Minério e Agricultura de Equador e do Seridó (RN).
O painel abordou os principais desafios enfrentados pelas cooperativas minerais, os avanços conquistados por meio de parcerias com a mineração industrial e a importância do diálogo com governos locais. Na moderação, Letícia enfatizou o cooperativismo como instrumento estratégico para a formalização da atividade garimpeira, com impactos positivos diretos na gestão, na sustentabilidade ambiental e no desenvolvimento regional.
Experiência prática e visita técnica
A programação do evento também incluiu uma visita técnica à Cooperativa Garimpeiros do Vale Vila Nova (Coopgavin), que atua na extração de ouro na região. A atividade permitiu aos participantes conhecer, na prática, a realidade de uma cooperativa mineral, suas formas de organização, desafios operacionais e estratégias para atuar de maneira mais estruturada e responsável.
Lançamento de livro em parceria com a UFV
No dia 10 de dezembro, o seminário foi marcado pelo lançamento do livro Cooperativismo no Garimpo de Ouro no Brasil, fruto de uma parceria entre o Sistema OCB e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). A obra analisa de forma crítica e aprofundada o cooperativismo no contexto do garimpo de ouro, além de reconhecer historicamente e constitucionalmente as cooperativas como instrumentos de organização econômica, inclusão social e desenvolvimento comunitário.
Com artigos inéditos e textos de referência, o livro apresenta diferentes perspectivas — jurídica, institucional, territorial, econômica e socioambiental — sobre os limites, contradições e potencialidades do cooperativismo mineral.
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15/12/2025
Coopego avança na jornada de inovação com diagnóstico do Sistema OCB
Aplicação reforça maturidade, aponta melhorias e fortalece parceria com o Sistema OCB/CE
A Coopego, Cooperativa de Ginecologistas e Obstetras do Ceará, deu um passo importante na consolidação de uma cultura interna voltada à inovação. Nesta quinta-feira (11), a cooperativa participou da aplicação do Diagnóstico de Nível de Maturidade em Sistema de Gestão da Inovação, ferramenta desenvolvida pelo Sistema OCB para apoiar cooperativas na compreensão do seu estágio atual e na definição de caminhos estratégicos para evoluir de forma estruturada.
O instrumento, que já é adotado por cooperativas de diferentes ramos, permite avaliar o nível de maturidade em inovação, identificar oportunidades de melhoria e visualizar iniciativas que podem fortalecer processos internos. A atividade contribuiu para ampliar a compreensão da Coopego sobre sua própria jornada de inovação.
Segundo engenheiro doutor e consultor sênior que apoia o Sistema OCB no tema Gestão da Inovação, Hélio Gomes de Carvalho, o diagnóstico cumpre um papel que vai além da análise técnica. “Ele serve para uma reflexão sobre as iniciativas que podem ser implementadas. E isso contribui para a cooperativa estabelecer o seu plano de inovação como uma jornada ao longo da qual ela agrega mais e mais atividades para aumentar sua competitividade ao longo do tempo”, explicou.
O gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa, também destacou a importância do processo. “Entender a maturidade no sistema de gestão da inovação é um ponto de partida estratégico para qualquer cooperativa que deseja crescer de forma estruturada. A Coopego demonstrou grande disposição para avançar de maneira contínua e coletiva, fortalecendo sua capacidade de inovar e construir um caminho mais consistente, moderno e sustentável.”
Parceria
A aplicação contou novamente com a parceria do Sistema OCB/CE, que tem sido um aliado estratégica para ampliar o acesso das cooperativas do estado às iniciativas de inovação promovidas pelo Sistema OCB. A atuação conjunta reforça o compromisso em apoiar o desenvolvimento do cooperativismo cearense com soluções alinhadas às necessidades regionais.
O diagnóstico integra o conjunto de ferramentas do InovaCoop. Para se ter uma dimensão da relevância do tema, 87% das cooperativas respondentes da Pesquisa de Inovação no Cooperativismo Brasileiro 2024 afirmaram que inovar é importante. O levantamento também reforçou que avançar de maneira estruturada é fundamental para fortalecer a gestão, aprimorar processos e gerar resultados consistentes.
Cooperativas interessadas em realizar o diagnóstico podem acessar o site do InovaCoop e preencher o formulário.
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Sistema OCB aprova nova governança e agenda estratégica para 2026
Tania Zanella recebe Prêmio Mérito Agropecuário e destaca força do IPA
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10/12/2025
Tania Zanella recebe Prêmio Mérito Agropecuário e destaca força do IPA
Reconhecimento destaca trabalho integrado no Instituto e marca novo capítulo na liderança cooperativista no país
A presidente executiva da OCB, Tania Zanella, recebeu nesta quarta-feira (10), na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (CAPADR), o Prêmio Mérito Agropecuário Deputado Homero Pereira, em nome do Instituto Pensar Agro (IPA), entidade que hoje representa 59 entidades de todas as cadeias do setor produtivo. A homenagem da comissão também contemplou a Aurora Coop e a Cooperativa Lar, duas das maiores cooperativas do país.
A edição 2025 do prêmio reuniu parlamentares, lideranças do setor produtivo e representantes de cooperativas. Criado em 2014, o prêmio reconhece personalidades e instituições que se destacam na defesa do agro brasileiro. O presidente da comissão, deputado Rodolfo Nogueira (MS), afirmou que a homenagem “imortaliza a contribuição de Homero Pereira, cuja trajetória marcou o desenvolvimento da agricultura nacional”.
Ao receber o prêmio, Tania enfatizou o caráter coletivo do trabalho do IPA. “Esse prêmio não é sobre o meu trabalho individual, mas sobre o trabalho das 59 entidades que compõem o Instituto Pensar Agro. Recebo essa distinção com alegria e responsabilidade”, afirmou.
Ela também destacou o papel do IPA como espaço de diálogo estruturado entre produtores, cooperativas e indústria. “O IPA é uma construção coletiva. Aliamos técnica, diálogo e consenso para apoiar com qualidade o trabalho da FPA”, complementou.
Reconhecimento parlamentar
Durante a solenidade, diversos parlamentares ressaltaram a relevância da atuação de Tania para o agro e para o cooperativismo brasileiro. O deputado Pedro Lupion (PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), afirmou que a presidente do IPA “demonstra diariamente capacidade, competência e habilidade de diálogo”.
Ainda segundo ele, a eleição de Tania para a presidência executiva do Sistema OCB “engrandece o cooperativismo brasileiro”. Lupion também destacou a presença de grandes lideranças do agro no evento, como o presidente da Cooperativa Lar, Irineo da Costa Rodrigues, e reforçou a relevância das cooperativas na economia nacional.
O diretor da Frencoop, deputado Evair de Melo (ES), afirmou que o reconhecimento é ‘mais do que merecido’. “Todas as conquistas das cooperativas e do agro passaram pela atuação dedicada e técnica do Sistema OCB e da equipe liderada por Tania”.
Já o deputado Domingos Sávio (MG), membro da Frencoop e cooperativista de longa trajetória, reforçou a importância da nova missão assumida por Tania no Sistema OCB. “Quero me unir aos colegas para cumprimentar Tania, que já realiza um trabalho brilhante no IPA e agora amplia sua missão na OCB. Como cooperativista, tenho muito orgulho do nosso sistema. Fundei cooperativas, presidi outras, e acompanho de perto o trabalho do sistema. Portanto, contem conosco.”
Parceria técnica e política com a FPA
Tania também destacou que o alinhamento entre técnica e articulação política tem sido determinante para avanços recentes no setor. “A FPA tem feito um trabalho brilhante, e o alinhamento entre técnica e articulação tem trazido conquistas importantes para o agro brasileiro”. Ela mencionou ainda o esforço de profissionalização do IPA em 2025, com foco em sustentabilidade institucional e qualificação da equipe.
Cooperativismo como vetor de desenvolvimento
Ao receber o prêmio em nome da Aurora Coop, Tania reforçou o papel das cooperativas no desenvolvimento regional e na inclusão produtiva. “A Aurora reúne mais de 100 mil famílias. Isso é cooperativismo: fortalecer comunidades, gerar renda e transformar realidades”. Ela lembrou que 72% das cooperativas agropecuárias brasileiras são formadas por agricultores familiares, evidenciando a forte base social do setor.
Sistema OCB
A homenagem ocorreu um dia após a aprovação do novo Estatuto Social da OCB, que instituiu um modelo dual de governança, separando funções estratégicas e executivas. Pelo novo modelo, Márcio Lopes de Freitas assumiu a Presidência do Conselho de Administração, enquanto Tania Zanella passou a ocupar a Presidência Executiva, tornando-se a primeira mulher a comandar a entidade — marco considerado histórico para o cooperativismo brasileiro.
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Senado aprova PL dos safristas
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10/12/2025
Senado aprova PL dos safristas
Projeto que protege beneficiários de programas sociais tem repercussão positiva para o setor produtivo
O Senado Federal concluiu, nesta terça-feira (09), em regime de urgência, a análise do PL 715/2023, conhecido como PL dos Safristas, proposta que garante segurança a trabalhadores rurais contratados em períodos sazonais. Com a construção de um texto consensual entre governo e parlamentares, o projeto retorna à Câmara dos Deputados, onde teve origem em razão de emenda aprovada em Plenário. O texto assegura que os recursos obtidos exclusivamente em contratos de safra não serão considerados no cálculo da renda familiar para fins de manutenção de benefícios sociais como o Bolsa Família. Na prática, o trabalhador poderá aceitar oportunidades temporárias sem risco de perder o acesso a programas sociais dos quais já é beneficiário.
O relator senador Jaime Bagattoli (RO), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), ressaltou que a Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado conclusão da análise no Senado representa um passo decisivo para corrigir uma insegurança que afeta trabalhadores e atividades produtivas em todo o país. O projeto, de autoria do deputado Zé Vitor (MG) e parte da Agenda Institucional do Cooperativismo, tem como objetivo principal garantir segurança jurídica ao tema e reforçar a política de inclusão produtiva. A emenda acolhida no acordo, contribui diretamente para esse avanço.
Emenda
Durante a votação em Plenário, o relator acatou emenda do senador Mecias de Jesus (RR) que determina que, enquanto o eSocial não disponibilizar um campo específico para o registro, a norma terá eficácia imediata. Nesse período, não será obrigatório informar no sistema os dados do contrato de safra relativos a beneficiários de benefícios sociais. Assim, mesmo sem um ato específico do Poder Executivo, a aplicação do benefício não ficará condicionada a uma formalidade administrativa, garantindo a celeridade e a prioridade que o tema requer.
Repercussão
A aprovação no Senado foi bem recebida pelo setor produtivo, especialmente no meio rural, onde a contratação de mão de obra sazonal é essencial para o ciclo de colheita. A medida é considerada positiva porque reduz entraves à oferta de trabalho temporário, gera estabilidade para o trabalhador e contribui para a eficiência das operações agropecuárias e cooperativas.
Ao reconhecer o avanço, o ministro Wellington Dias afirmou que o texto aprovado no Senado está alinhado à estratégia do governo de incentivar a formalização e proteger famílias vulneráveis. Segundo ele, a regulamentação trará previsibilidade e segurança tanto para os beneficiários do Bolsa Família quanto para empregadores que dependem da contratação de safristas.
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09/12/2025
Excelência em gestão: Prêmio SomosCoop 2025 reconhece 133 coops
Cerimônia em Brasília entregou troféus ouro, prata e bronze e celebrou avanços do movimento
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05/12/2025
Vem aí a entrega do Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão 2025
Edição deste ano reúne 133 cooperativas de 17 estados. Cerimônia será na terça-feira, dia 9/12
A espera está chegando ao fim! Na próxima terça-feira, 9 de dezembro, o Sistema OCB realiza a cerimônia de entrega do Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão 2025, que chega à sétima edição com números inéditos e maior representatividade. Ao todo, 366 cooperativas se inscreveram neste ciclo, um crescimento de 18% em relação a 2023, quando o prêmio recebeu 310 inscrições.
O ramo Crédito liderou o ranking de inscrições, com 186 cooperativas, seguido por Saúde (102), Agro (41), Trabalho (17), Transporte (10), Infraestrutura (6) e Consumo (4). A presença de todos os ramos reforça a diversidade do cooperativismo brasileiro e o avanço na adoção de práticas de gestão.
A participação avançou pelo país. Cooperativas de 23 estados, o equivalente a 85% do território nacional, estiveram na disputa deste ano. Entre todas as inscritas, 127 cooperativas estão participando pela primeira vez.
O ciclo 2025 também registrou um aumento expressivo no número de cooperativas sendo avaliadas. Cento e cinquenta cooperativas foram selecionadas para as visitas presenciais, volume 50% maior do que o de 2023 (100 visitas). Somadas, essas avaliações exigiram 9.204 horas de trabalho técnico.
No total, 133 cooperativas serão reconhecidas na cerimônia. Sessenta e cinco delas receberão premiação pela primeira vez. A distribuição dos prêmios e selos reflete o desempenho no processo de avaliação: 58 cooperativas conquistaram Ouro, 37 receberão Prata, 38 Bronze e outras 51 serão agraciadas com o Selo de Reconhecimento.
A cerimônia, que acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), reunirá lideranças cooperativistas, autoridades e representantes das cooperativas que serão premiadas. Além de premiar resultados, o evento reafirma o compromisso do Sistema OCB e das cooperativas com a excelência em gestão e com o fortalecimento contínuo do movimento em todo o país.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o prêmio cumpre um papel central no incentivo à melhoria contínua. “Cada cooperativa reconhecida representa uma história de dedicação, inovação e impacto real na vida das pessoas. O Prêmio SomosCoop é a confirmação de que investir em gestão é ampliar o poder transformador do cooperativismo”, ressalta.
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05/12/2025
Prêmio Café Brasil destaca sustentabilidade e força das cooperativas
Evento reconheceu comunicadores por contribuírem com a valorização da cafeicultura brasileira
A Casa do Cooperativismo brasileiro abriu as portas nesta quarta-feira (4), em Brasília, para a cerimônia do Prêmio Café Brasil de Jornalismo, iniciativa do Conselho Nacional do Café (CNC) que reconhece trabalhos sobre a qualidade e a sustentabilidade da produção da bebida no país. Voltada a jornalistas, comunicadores e influenciadores digitais, a premiação contemplou as categorias Internet e Influenciadores, Rádio, TV e Mídia Impressa (jornal e revista).
O tema central desta edição reforçou a importância da cafeicultura sustentável em seus pilares social, ambiental e econômico, além do papel decisivo das cooperativas em toda a cadeia produtiva, do cultivo à comercialização. Ao dar boas-vindas aos participantes, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, lembrou que “50% do café produzido no Brasil tem origem no modelo cooperativista.
Segundo ele, os dados evidenciam a força e a evolução do setor. “A ideia do prêmio é reconhecer quem comunica com qualidade a realidade do nosso agro e do cooperativismo. Vivemos um cenário de transformação constante nos modelos de comunicação, e valorizar quem traduz esse universo para a sociedade é essencial”, afirmou.
O presidente do CNC, Silas Brasileiro, destacou o papel das cooperativas de crédito no atendimento ao produtor. “O cooperado recebe tratamento diferenciado, sente segurança para negociar e encontra condições mais vantajosas. Isso tem impacto direto na renda e na competitividade da cafeicultura”, disse.
A chefe da Divisão de Política Agrícola do Ministério das Relações Exteriores, Grace Tanno, lembrou a importância da interlocução entre setor produtivo e a diplomacia. “Defender o Brasil no exterior exige conhecimento profundo da realidade do campo. O país é muito questionado em temas como sustentabilidade e questões trabalhistas e, por isso, o diálogo com o setor privado é indispensável”, defendeu.
Já o deputado federal Evair de Melo (ES), membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e referência na defesa do setor, falou sobre a relação entre prosperidade no campo e comunicação qualificada. Ele ressaltou o papel da imprensa na aproximação entre produtores, consumidores e formuladores de políticas públicas. “Não há jornalista que não seja movido a muito café”, disse, em tom descontraído. “E é esse diálogo que sustenta a liberdade econômica, a valorização do trabalho e a prosperidade das famílias.”
Também presente à cerimônia, o ex-senador, ex-ministro e ex-governador de Minas Gerais, Arlindo Porto, lembrou conquistas estruturantes para o setor, como o reconhecimento internacional da área livre de febre aftosa sem vacinação e a criação do Pronaf, políticas que moldaram o desenvolvimento rural nas últimas décadas. Em seu relato, destacou ainda sua ligação histórica com a cafeicultura e a importância de programas municipais e regionais de incentivo ao plantio.
O presidente do Sicoob, Miguel Oliveira, por sua vez, representou o cooperativismo de crédito e apresentou dados que reforçam a relevância da instituição no apoio ao setor. Hoje, o sistema conta com 9,3 milhões de cooperados, 323 cooperativas singulares e mais de 4,6 mil agências em todo o país. Segundo ele, o Sicoob é a única instituição financeira presente em 415 municípios brasileiros. “Isso é inclusão financeira”, afirmou. Somente na safra 2024/2025, R$ 55 bilhões foram disponibilizados aos cooperados, sendo o café responsável por 15% desse volume.
Homenagens especiais
A cerimônia também reconheceu lideranças que têm contribuído para o desenvolvimento da cafeicultura e para o fortalecimento do cooperativismo:
Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB, recebeu o Prêmio de Reconhecimento e Gratidão pelo apoio histórico ao setor e pela contribuição para o avanço do cooperativismo agropecuário;
Arlindo Porto, ex-senador e ex-ministro, foi agraciado com o Mérito Especial do Café, em reconhecimento à sua atuação política e contribuição histórica à cafeicultura e ao cooperativismo;
Miguel Oliveira, presidente do Sicoob, recebeu o Mérito Especial do Café por sua liderança no crédito rural cooperativo e pelo papel do sistema na promoção do desenvolvimento sustentável;
Grace Tanno, chefe da Divisão de Política Agrícola do MRE, foi homenageada pelo trabalho diplomático na defesa da imagem do agro brasileiro e pelo estreitamento do diálogo entre o Itamaraty e o setor produtivo.
Premiações por categoria
Internet:
1º lugar – Nova Identidade dos Cafés do Brasil une tradição e inovação, Mônica Rossi (Agro Estadão).
2º lugar – Mapa dos Saberes: O Café que Conta Histórias, Sabrina Nascimento (Agro Estadão).
3º lugar – 200 anos, café busca superar danos ambientais, Ricardo Westin (Agência Senado).
Mídia Impressa:
1º lugar – Regenerar é semear o amanhã, Júlio Uber (Revista Negócio Rural).
2º lugar – O grão que une o país, Bruno Faustino (Revista Negócio Rural).
3º lugar – Como a união entre pesquisa e tradição moldou a cultura do café no Brasil, Isadora Camargo (Globo Rural).
Rádio:
1º lugar – Série Café: Grão de Ouro do Brasil, Fabiano Silveira Frade (Rádio Itatiaia).
2º lugar – Protagonismo feminino na cafeicultura dos Robustas Amazônicos, Andreia Nove (Agência de Notícias do Acre).
3º lugar – Terra do Café – episódio 81, Poliana Dias (Difusora FM).
TV:
1º lugar – Reportagem sobre a pureza do café brasileiro, Virgínia Alves (Globo EPTV).
2º lugar – Série especial do Jornal da Record, reportagem de Giovana Rizzardo, produção de Thaís de Carvalho Travassos.
3º lugar – Negócios com Cerrado em Pé, Flávia Peixoto (Caminhos da Reportagem).
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04/12/2025
Pesquisas premiadas fortalecem o cooperativismo no Prêmio ABDE-BID
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A entrega dos prêmios ABDE Jornalismo e ABDE-BID, na noite desta terça (2), destacou o papel da pesquisa aplicada como motor para o desenvolvimento do país. A premiação, realizada anualmente, reconhece trabalhos que ampliam o entendimento sobre os desafios econômicos, sociais e institucionais do Brasil.
Em sua 11ª edição, o Prêmio ABDE-BID foi dividido em três categorias temáticas: Financiamento ao Desenvolvimento Sustentável, Inclusivo e Inovativo; Bioeconomia: desenvolvimento produtivo e impacto socioambiental positivo; e Sistema OCB: desenvolvimento e cooperativismo de crédito. Nesta última, apoiada diretamente pela entidade, 15 artigos foram inscritos e 9 avançaram para a disputa final que premiou os dois melhores:
1º lugar – Indicadores de desempenho social em cooperativas de crédito
Autora: Aline Cristina da Cruz (PUC-PR)
Coautor: Vilmar Rodrigues Moreira
O estudo destaca a necessidade de fortalecer estruturas internas e promover mudanças culturais para que indicadores sociais recebam a mesma atenção dedicada aos econômico-financeiros. Os autores reforçam que o vínculo com os cooperados, aliado ao sentimento de pertencimento, contribui para fidelização e sustentabilidade das cooperativas. O trabalho também evidencia a importância da educação cooperativista para consolidar resultados sociais alinhados à identidade do setor.
2º lugar – Mulheres, tempo de mandato e desempenho: dinâmicas de lideranças em cooperativas de crédito brasileiras
Autor: Arthur Frederico Lerner (UFSC)
Coautor: Leonardo Flach
A pesquisa aponta que a diversidade de gênero em conselhos de administração e diretorias executivas está associada a melhor desempenho sobre ativos, sobretudo quando combinada com mandatos equilibrados. Para os autores, a experiência influencia a materialização dos ganhos da diversidade, e o equilíbrio na renovação dos conselhos deve ser promovido por organizações e reguladores. Entre as implicações sociais, o estudo reforça que ampliar a presença feminina na liderança de cooperativas, especialmente em regiões menos atendidas, fortalece a inclusão financeira e contribui para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5, referente à igualdade de gênero.
Além do Prêmio ADBE-BID, a cerimônia também celebrou os vencedores do Prêmio ABDE Jornalismo, que reconhece iniciativas de comunicação voltadas ao desenvolvimento. Na Categoria Áudio Regional, o primeiro lugar foi concedido a Antonio Teixeira do Nascimento, da Rádio Banda B, pela reportagem Além do lucro: a jornada das finanças sustentáveis do cooperativismo paranaense. Já na Categoria Vídeo Regional, o terceiro lugar ficou com Tatiana Corrêa, da NDTV Record, com a matéria Agro Saúde e Cooperação – Ano Internacional das Cooperativas.
Reconhecimento institucional
Durante a abertura da cerimônia, a presidente da ABDE, Maria Fernanda Ramos Coelho, destacou o papel da iniciativa. “Esta 11ª edição do Prêmio ABDE-BID contou com 55 artigos escritos e o consolidou como um importante espaço de discussão sobre o desenvolvimento, além de uma referência na área da pesquisa acadêmica”, afirmou.
Representando o Sistema OCB, o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação, Guilherme Souza Costa, falou sobre o valor da cooperação para o fortalecimento da pesquisa científica: “Nós valorizamos muito esta parceria, que reconhece trabalhos acadêmicos e o conhecimento científico produzido por pesquisadores que têm como objeto de pesquisa o cooperativismo e as cooperativas de crédito”, declarou.
Para ele, a iniciativa faz parte de um conjunto mais amplo de ações: “Ela integra uma série de atividades que o Sistema OCB realiza para o fomento da pesquisa científica em cooperativismo. Temos uma parceria com o CNPq para chamadas de fomento e estamos presentes em diversos eventos científicos para divulgar o cooperativismo como campo fértil para novas investigações”, concluiu.
O Sistema OCB compõe a organização do Prêmio ABDE-BID de Artigos de Desenvolvimento ao lado da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com apoio da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL/ONU) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
O prêmio tem como propósito estimular a reflexão sobre os desafios do desenvolvimento, aproximando academia, governo, setor privado, instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF) e do sistema financeiro. A iniciativa busca incentivar pesquisas que contribuam para soluções sustentáveis, inclusivas e inovadoras, além de fortalecer o aprimoramento das instituições do SNF.
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Sistema OCB avalia como positiva derrubada dos vetos ao licenciamento
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