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Brasília (18/7/17) – A parceria entre o Sistema OCB/PE e o Conselho Regional de Contabilidade (CRC) pode ser ampliada. Esse foi o foco da reunião entre Malaquias Ancelmo de Oliveira, representando as cooperativas pernambucanas e José Campos, por parte dos contabilistas. A reunião ocorreu nesta segunda-feira, em Recife, e também tratou dos detalhes do curso de Formação de Assessores, a ser oferecido ainda neste ano aos cooperativistas pernambucanos.
Também participaram da reunião o gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sescoop/PE, Helton Cabral, e a vice-presidente do CRC, Maria Dorgivânia Arraes Barbará.
O apoio do Conselho, segundo a liderança cooperativista, é fundamental para sensibilizar estudantes do 7º e 8º períodos de Ciências Contábeis, profissionais atuantes e estudantes de pós-graduação em Contabilidade, público-alvo do curso de Formação de Assessores. Malaquias destacou, também, que o curso será gratuito e que serão oferecidas 90 vagas, divididas em três turmas.
Sucesso
A inciativa visa a repetir o sucesso da primeira turma de assessores de cooperativas, realizada em 2016, com o apoio do CRC. “O curso deu tão certo que queremos repetir a parceria e levar a formação, com carga horária de 48 horas, para a Região Metropolitana do Recife, para o Agreste e Sertão do estado”, frisou o gerente Helton Cabral. A ideia, segundo ele, é criar com os participantes um banco de contadores a ser disponibilizado, posteriormente, às cooperativas que necessitam desse profissional.
Comissão
Outra demanda apresentada pelo presidente do Sistema OCB/PE foi a proposta de criar uma comissão de estudos sobre contabilidade cooperativa, de forma a atuar como referência para questionamentos e até soluções para o segmento. Para o presidente do CRC, José Campos, à frente da gestão há dois anos, a proposta é interessante.
“É possível de ser implementada, sim. Quando assumi a gestão, já havia essa previsão legal e a vice-presidência técnica tem essa atribuição de criar comissões técnicas. Temos conseguido mostrar um trabalho técnico muito bom em Pernambuco e frente ao Conselho Federal de Contabilidade”, afirmou.
Nos próximos dias, o Sistema OCB/PE encaminhará o documento formal para a realização da parceria na divulgação dos cursos e também estudará a indicação dos três titulares e três suplentes que devem compor a comissão de estudos técnicos para o segmento dentro do CRC.
Fonte: Sistema OCB/PE
Belo Horizonte (18/7/17) – O modelo cooperativista tem se mostrado um exemplo de sucesso. Enquanto a economia do país amarga duas quedas consecutivas do PIB e vivencia a sua pior recessão, o cooperativismo segue em ritmo crescente. Prova disso é a movimentação de R$ 43,3 bilhões das cooperativas mineiras em 2016, um crescimento de 13,3% em relação ao ano anterior.
Esses dados integram a 12ª edição do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro, lançado pelo Sistema Ocemg, em sua sede, no dia 13 de julho. O evento contou a presença do superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, e com uma palestra da economista e comentarista da Rádio Itatiaia, Rita Mundim. Cerca de 80 pessoas prestigiaram o lançamento.
Para o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, o estado de Minas Gerais tem contribuído bastante com as cooperativas brasileiras, na medida em que produz e compartilha conhecimento, além de estratégias de gestão que aumentam a performance e competitividade.
Anuário
O documento é considerado a principal referência para o segmento, pois traz uma radiografia do setor no estado, a partir da consolidação de dados enviados pelas próprias cooperativas, como informações econômico-financeiras, exportações, quadro social e funcional do segmento, contribuições do cooperativismo para a sociedade, investimentos, entre outros números. Esses dados foram cruzados para que fossem ranqueadas as organizações de maior destaque em seu setor e em Minas Gerais.
Números
Além do expressivo aumento da movimentação econômica, a pesquisa aponta um crescimento de 5,8% no número de empregados no setor cooperativista ao longo do último ano. Foram criadas duas mil vagas, totalizando 38.215 contratados em 768 cooperativas, distribuídas em 10 ramos de atividades. O número de associados também cresceu 8,9% em relação a 2015, totalizando 1.495.152. Destaque para o ramo Crédito, com 124.081 adesões.
Expressão
Os quatro ramos do cooperativismo, responsáveis pela maior parte da movimentação de renda em Minas Gerais, foram Agropecuário, Crédito, Saúde e Transporte. Juntos, eles representam 99% dos R$ 43,3 bilhões. O Estado permanece na dianteira da produção de leite e café no país. Minas Gerais é responsável por 56,3% da produção do grão no Brasil, sendo que as cooperativas mineiras foram responsáveis por 55,9% desse total em 2016, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior. No caso do leite, a participação cooperativista na produção no mesmo período foi de 30,1%.
Respeito
O sucesso da produção cafeeira, segundo o diretor presidente da Coocafé, Fernando Cerqueira, é fruto de muito trabalho. "É importante ver no Anuário a concretização do esforço durante o ano de 2016 para expandir o nosso negócio, diversificá-lo e buscar novos mercados. O modelo cooperativista ganha mais respeito quando visto com números concretos como esses", disse.
Gestão
Resultados que são consequência de dedicação e gestão, segundo presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato. "O cooperativismo mineiro segue contrariando as expectativas da economia brasileira, que experimenta a sua pior recessão. E não é por acaso. Isso significa um esforço de gestão e liderança, especialidades do Sistema Ocemg", afirmou.
Futuro
Visão compartilhada pela economista Rita Mundim. Durante a sua palestra "Cooperativismo Mineiro: o Brasil que dá certo", a especialista afirmou que o segmento é o modelo econômico do futuro. Ela também apresentou um dado animador: em cinco anos, cerca de 50% da população mineira estará envolvida economicamente com o setor. Para que essa projeção se concretize, Mundim sugere a propagação dos preceitos cooperativistas.
"O cooperativismo tem se mostrado um exemplo eficiente e sustentável, mas ainda precisamos que mais pessoas o conheçam. Por isso é importante levar esse conhecimento para as escolas, faculdades e para a população interessada em geral", explica.
Fonte: Sistema Ocemg
Brasília (17/07/17) – O grupo que integra a terceira missão de prospecção de boas práticas em cooperativismo de transporte e oportunidades de negócios iniciou nesta segunda-feira, no Chile, uma série de reuniões e visitas técnicas, promovidas pela OCB. O objetivo é ampliar os acordos comerciais e, também, aperfeiçoar a melhoria da gestão das cooperativas, com base em iniciativas inovadoras a serem observadas pelos brasileiros. A missão prossegue até sexta-feira, 21/7.
Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a instituição está empenhada em apoiar as cooperativas brasileiras em sua inserção em mercados. “Para isso, a Unidade Nacional, em parceria com as unidades estaduais, organiza missões comerciais e de benchmarking, como parte das atividades de promoção internacional do cooperativismo brasileiro”, explica a liderança cooperativista.
Os brasileiros já tiveram a oportunidade de conhecer a realidade do Paraguai e da Argentina, em 2015 e 2016, respectivamente, e a expectativa é de que, no ano que vem, os clientes uruguaios sejam os próximos a serem contatados.
O Chile é um dos principais parceiros comerciais do Brasil e um dos países latino-americanos com o maior Índice de Desenvolvimento Humano. Com um PIB de aproximadamente US$ 445 bilhões, o Chile é a quinta maior economia da América do Sul e quadragésima terceira do planeta.
Nessa segunda-feira, o grupo teve uma reunião com representantes da Embaixada do Brasil, no Chile, com a intenção de obter mais informações sobre o cenário político e econômico do país e, ainda, como está a relação comercial entre os governos dos dois países. À tarde, os brasileiros também tiveram uma reunião com a Confederação de Cooperativas do Chile, objetivando a visualização de oportunidades de intercooperação e negócios.
A programação da missão técnica inclui, também, reuniões com a Confederação Nacional do Transporte de Cargas do Chile, com o Ministério da Economia, com a Câmara de Comércio Brasil-Chile, e, ainda, visitas como: à Comissão Nacional de Segurança do Trânsito, à uma operadora de comercio exterior, ao Porto de Valparaíso e a cooperativas de transporte de passageiros e cargas.
“Cooperativas garantem que ninguém fique para trás“. Com esse tema mundial, o Cooperativismo amazonense foi destaque na manhã de ontem, no plenário Ruy Araújo, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), durante Sessão Solene Especial, proposta pelo presidente e vice da Frente Parlamentar do Cooperativismo do Amazonas (Frencoop-AM), deputados Luiz Castro e Adjuto Afonso. A sessão foi presidida pelo deputado Belarmino Lins, passando a palavra em seguida, para o Deputado Luís Castro.
Castro destacou que é de extrema importância o reconhecimento desse segmento, que precisa ser mais valorizado junto à sociedade e dentro do próprio poder público. “O cooperativismo deve ser tratado de acordo com o potencial que ele possui para desenvolver renda e continua melhorando indicadores sociais e ambientais”, frisou.
O Sistema OCB foi referência na sessão, pelos seus 46 anos de atividades no Estado. O presidente do Sistema OCB/AM, José Merched Chaar, agradeceu pela homenagem da ALEAM. e destacou as cooperativas que vêm se destacando. Merched aproveitou para veicular um audiovisual relativo às ações desenvolvidas no Dia de Cooperar 2017, destacando o volume de atendimentos e de atividades realizadas.
O presidente de uma das cooperativas homenageadas, a JutaíCoop – Cooperativa Mista Sustentável de Desenvolvimento de Jutaí, Marcos Paulo da Costa, ressaltou que a homenagem não era somente para ele, mas para todos os cooperados: “ Na verdade essa homenagem não trago somente para mim e sim para um grupo de pessoas que ficaram lá no município. No decorrer desses anos, o que ficou marcado foi a força de trabalho e a coragem, e isso nos dá mais certeza de vencer juntos”, ponderou.
O presidente da Cooperativa CPU-UATUMÃ, Ozéias Martins da Silva, ressaltou a evolução da cooperativa nos últimos anos: “Estamos trabalhando forte para que a cooperativa seja cada vez mais importante para os cooperados e para a comunidade. Essa homenagem é gratificante e se estende a todos que compõem a nossa cooperativa.”
Além da CPU-UATUMA e JutaíCoop, foram homenageadas a Unimed Manaus, Coopfamma e Cooptrem.
Fonte e Foto: Assessoria de Comunicação – Sistema OCB/AM
Brasília (5/7/17) – O julgamento das cooperativas inscritas na edição 2017 do Prêmio Sescoop Excelência de Gestão está a todo vapor. O Comitê Gestor foi subdividido em dois grupos para ampliar o olhar dos avaliadores sobre as boas práticas indicadas nos questionários do Prêmio. Atualmente, as cooperativas inscritas estão recebendo as visitas previstas na quarta fase de julgamento dos melhores casos de gestão do cooperativismo brasileiro. Quem nos explica um pouco sobre esse processo é a gerente de Desenvolvido da Gestão de Cooperativas do Sistema OCB, Susan Miyashita Vilela.
As cooperativas inscritas no Prêmio Sescoop Excelência de Gestão estão sendo avaliadas pelo Comitê de Gestão do Prêmio. Quais as fases pelas quais elas já passaram?
As candidatas já passaram pelas três primeiras etapas da avaliação. São elas:
Nesta última etapa, o Comitê de Gestão do Prêmio verificou, ainda, a regularidade das candidatas junto ao Sescoop, à OCB, ao FGTS, ao INSS, e a outros tributos federais, pela emissão das certidões negativas pertinentes.
Nessa edição do Prêmio, as cooperativas estão sendo avaliadas por dois subcomitês compostos por especialistas – um em MEG e o outro em cooperativismo. Qual a função deles?
Neste ciclo aprimoramos o sistema de avaliação para ganhar mais tecnicidade e imparcialidade: o Comitê de Gestão foi subdividido em subcomitês. O primeiro é composto por especialistas no Modelo de Excelência em Gestão (MEG), com integrantes da nossa parceira, a Fundação Nacional da Qualidade. A responsabilidade desse colegiado, é fazer uma primeira avaliação dos relatórios de autoavaliação da gestão, recomendando ou não a classificação.
Já o subcomitê de especialistas em cooperativismo faz uma nova avaliação, confirmando ou revisando a recomendação dos especialistas no MEG. É importante ressaltar que todo esse processo ocorre de forma anônima, ou seja, nenhum dos avaliadores sabe quais são as cooperativas que estão sendo julgadas. Elas são identificadas por um código automático atribuído pelo sistema, quando a inscrição foi confirmada.
Quais as próximas etapas?
A próxima fase é quarta etapa, que consiste na verificação in loco das práticas de gestão e governança informadas pelas cooperativas selecionadas na terceira etapa; isso se dá pela visita dos avaliadores do prêmio – uma equipe formada por especialistas no MEG e especialistas em cooperativismo. As visitas começaram na última semana e continuam até o fim do mês de agosto. Na quinta etapa, será feita a análise dos relatórios dos avaliadores para selecionar as finalistas. As reconhecidas só serão definidas pela Banca Julgadora na sexta-etapa prevista para ocorrer em outubro.
Sabe-se que todo o processo de julgamento está sendo auditado. Como isso está ocorrendo?
A auditoria independente é contratada para verificar e atestar se o processo está seguindo o estabelecido no regulamento do prêmio. Os auditores acompanham cada uma das reuniões do Comitê e da Banca, bem como algumas visitas dos avaliadores, além de fazer verificações documentais por amostragem.
Brasília (4/7/17) – O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, participou do 8° Workshop de Crédito Rural, promovido em Brasília, pelo Sicoob. O evento ocorre anualmente com a intenção de discutir os resultados e também os principais números do crédito rural no Sicoob referentes ao último ano safra (neste caso 2016/2017). Também foi uma oportunidade para debater as alterações normativas e operacionais para a Safra 2017/2018, com base no Plano Agrícola e Pecuário, lançado no mês passado pelo governo federal.
O tema deste ano foi “Agronegócios em Transição: Desafios ao Crédito Rural do Sicoob”. Voltado para Centrais e Singulares do Sistema, o evento também contou com a presença de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério da Fazenda (MF), Banco Central do Brasil (BACEN), do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), do Ministério da Fazenda e da Secretaria Especial da Agricultura Familiar (SAF).
O workshop tratou com profundidade de questões que envolvem o plano e a concessão de crédito rural, tais como elementos estratégicos, seguro rural e aspectos operacionais de âmbito interno.
Volume
Na Safra 2016/2017, o Sicoob liberou R$ 6,1 bilhões, o que representou um crescimento de 14% em relação ao ciclo anterior. O Plano Safra 2017/2018 iniciou no último sábado, dia 1º de julho e a expectativa do Sicoob para este ano safra é a de liberar em torno de R$ 10 bilhões. Deste montante, cerca de R$ 9,2 bilhões serão destinados às operações de custeio, investimento e comercialização, atendendo aos beneficiários do Pronamp, Pronaf e demais produtores. Os outros R$ 800 milhões serão contratados com recursos do BNDES e do FCO.
Ramo Agropecuário
De acordo com o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o workshop é uma excelente oportunidade de interação com os formuladores de políticas públicas, possibilitando extrair o máximo de informações para a adequada operação das rubricas, além da divulgação do excelente trabalho realizado pelas cooperativas financeiras do Sicoob.
Ele ressaltou que, do ponto de vista técnico, o Plano Agrícola e Pecuário, 2017/2018 trouxe uma alteração estrutural no desenho histórico das políticas públicas voltadas às cooperativas agropecuárias, sem a preocupação de estabelecer uma devida transição para os próximos anos.
“Para se ter uma ideia, as rubricas de comercialização e industrialização foram retiradas dos recursos obrigatórios, restando apenas as LCAs, com custos financeiros significativamente maiores, de, no mínimo, 50%. Além disso, as alterações operacionais normativas para o custeio foram tomadas sem o prévio conhecimento da realidade operacional das cooperativas agropecuárias. Atualmente, nessa rubrica estamos inviabilizados de operar”, concluiu a liderança cooperativista.
Florianópolis (3/7/17) – Santa Catarina teve muito a comemorar no Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado no sábado (1º/7). O movimento cooperativista catarinense continua em ascensão, registrando, em 2016, um crescimento de 15%. A informação é da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc). Segundo a entidade, as 265 cooperativas catarinenses reúnem mais de dois milhões de associados, mantêm 58 mil empregos diretos e faturam mais de R$ 31,5 bilhões por ano.
O presidente da Ocesc, Luiz Vicente Suzin, destaca que, em 2016, o setor investiu na base produtiva, na diversificação de produtos e serviços e na qualificação de colaboradores, dirigentes e associados. “As cooperativas ignoraram a recessão de 2015 e 2016 e continuaram crescendo, com foco no mercado e aperfeiçoamento constante da gestão”, resume o presidente.
A receita operacional bruta atingiu R$ 31,5 bilhões, com incremento de 15%. Foi o oitavo ano consecutivo de crescimento, após a crise financeira internacional de 2008/2009 que atingiu todos os continentes.
O quadro social teve uma expansão de 9%, alcançando 2,95 milhões de pessoas. Consideradas as famílias cooperadas, isso significa que metade da população estadual está vinculada ao cooperativismo. O dirigente destaca, ainda, o crescimento do quadro social nos segmentos de jovens e mulheres. O número de jovens até 25 anos que se associaram às cooperativas teve um crescimento de 67% no ano passado, chegando a quase meio milhão de pessoas (490.366), representando 23% do total de associados.
A participação da mulher no quadro social das cooperativas de SC cresceu 12%. Atualmente, 37% dos associados são do sexo feminino, índice que representa 784,5 mil pessoas. O quadro geral do desempenho das cooperativas revela que, em 2016, o número total de empregados diretos manteve-se estável com leve aumento de 2%, passando a 57.995 colaboradores.
Ainda no ano passado, as cooperativas catarinenses recolheram R$ 1,84 bilhão em tributos, sendo R$ 1,2 bilhão de geração de impostos sobre a receita bruta (crescimento de 17,5%) e R$ 620,9 milhões de geração de contribuições sobre a folha de pagamento de salários (aumento de 7%).
Números
265 cooperativas catarinenses;
2.095.772 associados;
57.995 empregados;
R$ 31,5 bilhões em faturamento (2016);
Receita operacional bruta das cooperativas de SC em 2016
R$ 31 bilhões 526,4 milhões;
Crescimento em 2016: 15%.
Receita dos ramos mais expressivos
Agropecuário: R$ 19,9 bilhões (63% do total)
Crédito: R$ 5,2 bilhões (16% do total)
Saúde: R$ 3,2 bilhões (10% do total)
Transporte: R$ 1, 4 bilhão (5% do total)
Consumo: R$ 1,1 bilhão (4% do total)
Infraestrutura: R$ 739,6 milhões (2% do total)
Investimentos na formação profissional
O Sescoop/SC investiu, em 2016, R$ 21,3 milhões para ações de formação profissional, promoção social e outras atividades, num total de 1.909 eventos, que atenderam a 125.533 pessoas – entre associados, empregados e dirigentes de cooperativas.
Principais programas
Formação e capacitação profissional, promoção social, monitoramento e desenvolvimento de cooperativas, ações centralizadas, ações delegadas, auxílio educação, programa Cooperjovem, programa jovens lideranças cooperativistas (JovemCoop), mulheres cooperativistas, jovem aprendiz, programa de desenvolvimento da gestão de cooperativas (PDGC), formação para conselheiros administrativos e fiscais para cooperativas de crédito (FORMACRED), monitoramento e auditoria em pequenas cooperativas.
(Com informações do Sistema Ocesc)
- Identidade e Educação;
- Quadro Legal;
- Governança e Gestão;
- Capital e Finanças.
Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
O cooperativismo é forte! É um movimento global de transformação social e de realização de sonhos. Mundialmente, dia após dia, mais e mais pessoas reconhecem a importância da cooperação e aderem a esse jeito mais humanizado de gerar emprego, renda e inclusão socioeconômica. E essa experiência de cooperação já está presente em mais de 100 países, congregando mais de um bilhão de pessoas. São homens e mulheres que não medem esforços para prestar o melhor serviço ou produzir o melhor alimento.
E o resultado de toda essa dedicação não poderia ser outro: já somos reconhecidos como um modelo de sucesso econômico ao redor do mundo e um dos grandes indicadores é a empregabilidade: juntas, as cooperativas geram mais de 250 milhões de empregos diretos. Ah, e vale destacar que, se todas as cooperativas do planeta fossem um país, ocupariam a nona posição do ranking das nações mais ricas, segundo nos informa a Aliança Cooperativa Internacional (ACI).
Essa expressividade prova que as cooperativas são competitivas, qualificadas e preparadas para disputar qualquer mercado ao redor do globo. Elas são verdadeiros instrumentos de desenvolvimento socioeconômico, cooperando para a redução da pobreza, para a preservação do meio ambiente e com a diminuição das desigualdades de gênero, já que valorizam a diversidade e a capacidade produtiva de seus cooperados. E é por isso que, todos os anos, o Brasil se junta a outras nações, no primeiro sábado do mês de julho, para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo, uma data para comemorar e reconhecer a contribuição protagonista do nosso movimento para um desenvolvimento global e sustentável.
E por falar em sustentabilidade, aqui no Brasil, nossas cooperativas têm buscado implementar diariamente as melhores práticas de gestão e de governança, cientes da importância de se fazer, diariamente, uma avaliação de seus processos internos e propor melhorias, ponto fundamental para se promover um crescimento. Só assim será possível encontrar as soluções mais inovadoras para os desafios do dia-a-dia e obter resultados cada vez mais expressivos.
Esse olhar cuidadoso se reflete em números expressivos. Os brasileiros cooperados já ultrapassam os 13,2 milhões, e estão vinculados às mais de 6,6 mil cooperativas filiadas à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Além disso, só no Brasil, são gerados cerca de 380 mil empregos diretos.
E é por tudo que celebramos o Dia Internacional do Cooperativismo, criado pela ACI, da qual o Brasil faz parte. O tema da celebração deste ano é “Cooperativas garantem que ninguém fique para trás”. Ora, não poderia haver mensagem mais pertinente, pois ela evidencia que as empresas cooperativistas têm uma proposta, um modelo de negócios que é realmente inclusivo, baseado na formação de redes que vão além do quadro social e dos cooperados, ou seja, que se expandem para contemplar suas comunidades de uma forma efetiva.
É por isso que estamos envolvendo a sociedade na celebração de algo vital para o cooperativismo: o cuidado não só com o cooperado, mas com aqueles que vivem à sua volta. Aqui no Brasil, a comemoração ganhou um significado ainda mais especial em 2015, quando decidimos celebrar, também nessa data, os resultados do Dia de Cooperar, mais conhecido como Dia C, uma iniciativa desenvolvida pelas cooperativas brasileiras.
O Dia C é um dos diferenciais do cooperativismo nacional. É um programa que estimula as cooperativas brasileiras a se engajarem em causas socioambientais, pautadas na ética, nos valores do cooperativismo e com ampla repercussão transformadora. E os resultados do Dia de Cooperar foram além das nossas fronteiras. Hoje, o cooperativismo é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um dos instrumentos capazes de contribuir verdadeiramente com aqueles que lutam para reduzir as desigualdades sociais e proteger o meio ambiente.
Aliás, recentemente, em visita ao Brasil a convite do Sistema OCB, o diretor social da ONU, Maxwell Haywood, uma autoridade no assunto, afirmou que as cooperativas não só podem levar a humanidade para um lugar melhor como já estão fazendo isso. Para ele, somos aliados naturais na construção de um mundo mais justo.E de fato estamos fazendo isso. Afinal, os princípios e valores do cooperativismo estão intimamente alinhados ao que a ONU priorizou quando estabeleceu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os chamados ODS.
É por isso que, nós, cooperativistas, trabalhamos para exercer a importante função de multiplicadores da mensagem de que precisamos sempre manter um olhar voltado para a cuidado com as pessoas, o meio ambiente e a sustentabilidade dos negócios. Afinal, quem vive o cooperativismo, tem a certeza de que, juntos, somos mais fortes e podemos ir mais longe... sem deixar ninguém para trás!
Curitiba (27/6/17) – Com o objetivo de debater oportunidades de modelos no setor energético para o cooperativismo foi realizada na sede da Ocepar, em Curitiba, a reunião técnica do Fórum de Energia, que reuniu profissionais de cooperativas paranaenses dos ramos Agropecuário e de Infraestrutura, além de especialistas do setor.
Ao fazer a abertura do fórum, o superintendente da Fecoopar, Nelson Costa, destacou que a energia elétrica é o terceiro item na ordem de importância na composição dos custos das cooperativas agropecuárias. “Daí a necessidade de se discutir as alternativas possíveis em busca da redução desse custo”, pontuou.
Segundo o coordenador da Gerência Técnica e Econômica da Ocepar (Getec), Sílvio Krinski, com a verticalização das cooperativas agropecuárias dos setores de grãos e carnes, em busca de agregação de valor às commodities, houve aumento da demanda e consumo de energia. “Diante disso, o que buscamos é controlar melhor o impacto dos custos do uso de energia nos processos de transformação e acabamento dos produtos”, acrescenta.
Krinski diz que, para reduzir custos, é preciso entender o comportamento do mercado de energia. “Quando falamos de mercado com as cooperativas basicamente nos referimos ao mercado de commodities de grãos e de insumos, mas muito pouco ao de energia. São poucas as pessoas que têm a visão de cenário e de comportamento deste mercado. Daí a importância de introduzirmos a temática de perspectivas desse setor nos fóruns que promovemos, pois, com isso, buscamos definir ações que as cooperativas podem adotar internamente para trabalhar uma gestão mais segura sobre os custos de energia”.
Para o presidente da Copel Comercialização S/A, Franklin Miguel, que falou sobre mercado de energia e ajuste tarifário, um caminho em busca de economia e redução de custos é comprar energia no mercado livre. “Atualmente, para as cooperativas, o mercado livre é vital. Como estamos passando por uma crise e a pressão por redução de custos é elevada, imagine ficar no mercado regulado onde não se consegue negociar absolutamente nada, o que tem de se pagar é o que a Aneel decide em termos de tarifa para a concessionária e pronto. No mercado livre, é possível pressionar o fornecedor para reduzir o valor da energia”, pondera.
(Fonte: Sistema Ocepar)
Brasília (20/6/17) – Todos os anos, em função da celebração do Dia Internacional do Cooperativismo, a unidade do Sistema OCB em Mato Grosso do Sul realiza a Semana do Cooperativismo, composta por uma série de eventos que mostram à sociedade a força das cooperativas sul-mato-grossenses. A programação começa nesta sexta-feira, dia 23/6, na cidade de Dourados, quando será lançado o Plano Estadual de Desenvolvimento do Cooperativismo no MS.
Autoridades políticas como o governador Reinaldo Azambuja estão sendo aguardadas para a abertura da semana. Roberto Rodrigues, embaixador do cooperativismo mundial ministrará palestra com foco no desenvolvimento gerado pelo cooperativismo brasileiro. Ao longo do fim de semana, ainda em Dourados, ocorrerá o mais famoso torneio de integração cooperativista do Estado, o XXIII Ticoop, com 18 modalidades.
Já em Campo Grande, no dia 28/6 ocorrerá uma homenagem alusiva ao Dia Internacional do Cooperativismo no plenário da Assembleia Legislativa de MS e no dia 30/6, às 19h, no Anfiteatro Dom Bosco, ocorrerá a palestra “Desafio: ética, mudanças e oportunidades” com o historiador Leandro Karnal. O ingresso será a doação de uma lata de leite em pó.
Dia de Cooperar
No dia 1º/7, Dia Internacional do Cooperativismo, ocorrerá Dia de Cooperar (Dia C), que terá celebrações em diversas cidades do interior e na capital, que será às 13h no Parque Tarsila do Amaral. “Durante essa semana queremos comemorar e disseminar a cultura do cooperativismo para a sociedade, pois somos um sistema econômico viável e sustentável, que gera desenvolvimento e riqueza para as pessoas”, afirma o presidente do Sistema OCB/MS, Celso Régis.
Dia Internacional
Inclusão é o tema do 95º Dia Internacional do Cooperativismo, este ano celebrado no dia 1º de julho. O tema foi escolhido pela Comissão para a Promoção e Progresso das Cooperativas (COPAC), atualmente presidida pela ACI. O tema abrange os princípios cooperativistas de adesão democrática e aberta, gestão democrática e participação econômica dos membros.
Ao falar de inclusão, a ACI remete ao fato de as cooperativas proporcionarem um espaço de construção de comunidades melhores, que atendam às necessidades de todas as pessoas, independente de raça, sexo, cultura, origem social ou situação econômica.
(Com informações do Sistema OCB/MS)
Brasília (19/6/17) – Pesquisadores, professores e estudantes com estudos acadêmicos sobre o tema cooperativismo podem inscrever seus trabalhos na 4ª edição do Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC). Realizado pelo Sistema OCB, o evento tem a intenção de aproximar a área acadêmica da realidade do movimento cooperativista brasileiro.
Os trabalhos podem ser inscritos até o dia 06 de julho em um dos quatro eixos temáticos (Identidade e Educação; Quadro Legal; Governança e Gestão; Capital e Finanças) para que os debates sejam direcionados em pontos definidos pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) como essenciais ao desenvolvimento do setor.
O evento será realizado entre os dias 20 e 22 de novembro, em Brasília, e, além da apresentação dos trabalhos, haverá palestras e mesas-redondas, que representam grande oportunidade de “networking” para questões estratégicas à competitividade e à permanência das cooperativas no mercado global.
Inscrições de trabalhos e mais informações em:
www.somoscooperativismo.coop.br/#/EBPC
Sobre o Sistema OCB
O movimento cooperativista, no país, é representado oficialmente pelo Sistema OCB, com suas três entidades complementares: Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).
O Sistema conta com uma unidade nacional e 27 estaduais – localizadas nas capitais de cada estado e, também, no Distrito Federal. Seu papel é trabalhar pelo fortalecimento do cooperativismo no Brasil. São focos diferenciados e, ao mesmo tempo, complementares. A soma de todas essas forças tem um importante objetivo comum: potencializar a presença do setor na economia e na sociedade brasileira.
Informações à imprensa
In Press Porter Novelli
Nathalia Brancato
(11) 4871-1494
Brasília (12/6/17) – O Banco Central do Brasil iniciou hoje a divulgação das apresentações realizadas durante o Workshop Gestão Integrada de Riscos para Cooperativas de Crédito, ocorrido entre terça e quarta-feira (6 e 7/6), em sua sede em Brasília. O evento contou com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e teve como público-alvo representantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC).
O objetivo foi debater as novas resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), sobretudo as que tratam da segmentação do Sistema Financeiro Nacional. As discussões giraram em torno de três resoluções do CMN. São elas:
Nº 4.553/17: que trata da regulação prudencial;
Nº 4.557/17: cujo foco é o gerenciamento integrado de risco e de capital;
Nº 4.538/17: que versa sobre a questão da sucessão como pilar de perenidade das cooperativas de crédito.
Conteúdo
Para facilitar o entendimento dos participantes e, também, de quem não pôde comparecer ao workshop, as apresentações foram agrupadas em três:
Blocos I e II – Segmentação e gestão de integrada de risco para S3, S4 e S5
O painel abordou os objetivos da regulação em dividir por porte e complexidade as instituições financeiras para fins de aplicação da regulação prudencial. O BCB, através do seu Departamento de Regulação Prudencial (Dereg) detalhou as duas normas para o público - Segmentação (Resolução CMN 4.553) e GIR (Resolução 4.557). O segmento cooperativo também apresentou suas primeiras impressões e dúvidas que ainda perduram sobre o texto da norma.
Palestra: Carolina Barbosa
Palestra: Claudio Weber
Palestra: Rodomarque Meira
Palestra: Vinícius Rezende
Bloco III – Política de Sucessão e perenidade de gestão de Risco
Durante esse bloco, representante do Departamento de Supervisão de Cooperativas (Desuc), da Confederação Alemã de Cooperativas (DGRV) e do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, expuseram as avaliações sobre a norma que dispõe política de sucessão de administradores das instituições financeiras e como o segmento cooperativo de crédito tem atuado no sentido de preparar novas lideranças.
Palestra: Luís Ramirez
Palestra: Manfred Dasenbrock
Palestra: Rodrigo Braz
Bloco IV – Ambiente de negócios cooperativos: transformações e inovações
Por fim, a quarta-feira (último dia do encontro) foi dedicada para debater as novas oportunidades e desafios que se apresentam para o Sistema Financeiro em função da digitalização dos negócios e as novas tecnologias. Participaram como expositores deste bloco, representantes da OCB, do segmento cooperativo de crédito, da DGRV e do Banco Central do Brasil.
*As palestras estão sendo atualizadas pelo Banco Central
SC promove curso de Recursos Humanos e Rotinas Trabalhistas
Estão abertas as inscrições para o curso de Recursos Humanos e Rotinas Trabalhistas, promovido pelo Sescoop/SC, em Florianópolis. O evento é destinado a colaboradores de cooperativas, ocorre nos dias 21 a 23 de junho e as inscrições podem ser feitas até o dia 14/6. Basta clicar aqui para se inscrever. Os principais tópicos a serem tratados durante os dois dias do evento são: Folha de Pagamento; Rotinas Trabalhistas e Cálculos Trabalhistas; Rotinas e Apuração dos Encargos Sociais; Metodologia de Implantação de Cargos e Salários; Estruturação da Tabela de Salário e Plano de Adequação; Política de Administração de Cargos e Salários e Avaliação de Desempenho (Conceito, Metodologias e Formas de Aplicação).
(Fonte: Sistema Ocesc)
Unicred disponibiliza boleto próprio de cobrança
A Cobrança Própria Unicred - 136 foi disponibilizada recentemente aos associados dos estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Este serviço nasceu para substituir o correspondente bancário e oferecer melhorias de sistema aos cooperados Unicred que necessitam controlar as contas a pagar e a receber. “São vários os benefícios propiciados por este serviço, entre eles: sistema via web para gerenciamento da carteira; agilidade na inclusão e manutenção de títulos e borderôs; atualmente é de 24 horas no correspondente e na Cobrança Própria Unicred – 136, será online. Além disso, o sistema fornece relatórios com informações precisas e detalhadas para o gerenciamento da carteira; boletos personalizados de acordo com a necessidade do cooperado; controle sobre a inadimplência; e pagamento em toda a rede bancária nacional”, explica o CEO da UNICRED, Fernando Fagundes. O CEO salienta ainda que, por não ter custo de captação, a Cobrança Própria Unicred - 136 é um recurso mais barato e, à medida em que os recursos do depósito à vista aumentam, a liquidez da cooperativa também cresce. Em três meses de utilização desta cobrança, já foram emitidos 55.200 títulos, totalizando um valor de emissão de R$ 178.214.939,78.
(Fonte: Unicred)
Poupança: o investimento escolhido pelos brasileiros
Com rentabilidade de cerca de 8% ao ano, a poupança é um dos investimentos favoritos dos brasileiros e continua sendo um investimento tradicional e seguro. Entre janeiro e abril de 2017, a poupança teve ganho real de 1,39%, segundo estudo da empresa de informações financeiras Economatica. Desde o início do ano, o Sicoob UniMais, instituição financeira cooperativa, passou a oferecer a Poupança Sicoob, um investimento disponível para cooperados e não associados sem taxa de abertura, o que permite atender as exigências dos brasileiros que pretendem poupar para despesas futuras e realizar seus sonhos. As aplicações feitas na Poupança Sicoob são garantidas pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) e possuem isenção de Imposto de Renda e IOF no caso de pessoa física. Os benefícios de investir em uma poupança por meio de uma cooperativa vão além das vantagens conhecidas, pois, em um sistema cooperativista, é possível realizar a gestão dos recursos financeiros em prol dos seus associados, viabilizando operações que agregam valor aos cooperados e à comunidade, propiciando o desenvolvimento local.
(Fonte: Central Sicoob UniMais)
Brasília (9/6/17) – Representantes de cooperativas da agricultura familiar do Sertão, do Agreste e da Zona da Mata do Estado de Alagoas participaram nesta quinta-feira (8/6) de uma reunião na sede do Sistema OCB/AL com representantes da Prefeitura de Maceió. O objetivo do encontro foi ampliar o entendimento das propostas contidas nas chamadas públicas nº 01/2017 e nº 01/2018, sobretudo no que diz respeito aos valores, prazos e sobre a participação das cooperativas alagoanas.
De acordo com Anna Carla Luna, coordenadora do Setor de Alimentação e Nutrição Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Maceió (SEMED), o recurso disponível para o edital nº 01/2017 é R$ 270 mil. Já o valor destinado ao edital referente a 2018 é aproximadamente R$ 2 milhões.
A compra dos produtos de cooperativas, pela Prefeitura de Maceió, constitui grande importância econômica para as cooperativas da agricultura familiar. Para se ter uma ideia, em 2015, a aquisição representou 6,77% do total de alimentos ofertados por meio da merenda escolar. Já em 2016, representaram 5,10%.
“Alguns desafios como falta de produtos, falta de certidões e logística para entregas impediram que esses percentuais fossem maiores e, por isso, estamos trabalhando com o apoio do Sistema OCB/AL para que aumentem”, pontua Anna Luna.
Apoio
A Diretoria do Sistema OCB/AL comentou sobre a possibilidade de viabilizar um galpão em Maceió para auxiliar o escoamento da produção das cooperativas. “Além de toda assistência técnica necessária para profissionalizar a gestão do negócio cooperativo, nós viabilizamos ainda o acompanhamento da produção e, agora, estamos trabalhando a viabilidade de um galpão aqui na capital. Ele dará um suporte fundamental para o desenvolvimento desses pequenos negócios cooperativos”, destaca Marcos Rocha, presidente do Sistema OCB/AL.
(Fonte: Sistema OCB/AL)
Brasília (6/6/17) – Representantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) e do Banco Central do Brasil iniciaram hoje, em Brasília, o Workshop Gestão Integrada de Riscos para Cooperativas de Crédito, com a intenção de de debater as novas resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), sobretudo as que tratam da segmentação do Sistema Financeiro Nacional.
O evento é organização pelo Banco Central e conta com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Até amanhã, os participantes aprofundarão as discussões sobre três resoluções do CMN. São elas:
Nº 4.553/17: que trata da regulação prudencial;
Nº 4.557/17: cujo foco é o gerenciamento integrado de risco e de capital;
Nº 4.538/17: que versa sobre a questão da sucessão como pilar de perenidade das cooperativas de crédito.
A abertura do workshop ocorreu na manhã desta terça-feira (6/6) e contou com a participação do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, do chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas (Desuc), Harold Paquete Espínola, e, ainda, do diretor de Fiscalização do BCB, Anthero de Morais Meirelles. O superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile e a gerente geral da OCB, Tânia Zanella, também prestigiaram o primeiro dia do evento.
Aliança estratégica
“Fico muito feliz com esta aliança estratégica firmada com o Banco Central e que gera grandes frutos às nossas cooperativas de crédito, sobretudo no que diz respeito à estabilidade e segurança nas suas operações financeiras. Discutir as questões propostas por este workshop, dentro do Banco Central, mostra o quão importante é o alinhamento entre o ente regulador e os regulados. Acreditamos muito que, desta forma, o cooperativismo de crédito pode encontrar mecanismos reais para desenvolver um ambiente jurídico estável para continuar se desenvolvendo”. Márcio Freitas – presidente do Sistema OCB.
Desenvolvimento
“O Banco Central está muito satisfeito de contar com a participação das cooperativas de crédito neste evento totalmente pensado para elas. Ouvir, dialogar e incorporar aquilo que melhore mais ainda o ambiente para o desenvovimento dessas cooperativas é uma das propostas deste evento, para o qual é grande a minha expectativa”. Harold Espínola – chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas.
Diálogo Prospecto
“Nos reunimos de hoje até amanhã para compartilhar experiências e discutir os avanços do SNCC, estimulando, assim, o debate sobre a gestão de risco, inovações e sucessão e, por meio das resoluções do Banco Central. Também é nossa intenção dialogar de forma prospectiva sobre as dificuldades enfrentadas, atualmente, pelo cooperativismo de crédito”. Anthero Meirelles - diretor de Fiscalização do BCB.
Florianópolis (5/6/17) – Um grupo formado por representantes do Sescoop/TO, Sebrae Tocantins, Cooperativa Agroindustrial Norte do Tocantins (Agrivita), Associação dos Avicultores do Norte do Tocantins (Avinto) e produtores de aves, esteve no oeste de Santa Catarina, na última semana, para conhecer a experiência cooperativista da região e o “Encadeamento Produtivo: Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite”.
Acompanhada pela equipe do Sebrae Santa Catarina, a comitiva visitou a Embrapa, a Copérdia e uma propriedade rural, em Concórdia, além de participar de reunião com a diretoria da Aurora, na matriz em Chapecó, e conhecer a Ferticel, em São Carlos.
A comitiva representou a região do Bico do Papagaio, situada no extremo norte do Tocantins e sul do Maranhão, formada por 25 municípios. A região tem duas integradoras com capacidade de produção de mais de 6 milhões de frango e, no momento, está passando por déficit nos aviários de mais de 50%. Situada próxima à área de grandes produtoras de grãos, conta com a ferrovia norte/sul, está perto da hidrovia Tocantins/Araguaia, da BR 153 em Brasília, além da Transamazônica.
Em março de 2016 iniciou as atividades da Agrivita, sediada em Tocantinópolis, e que atualmente conta com 25 cooperados. A iniciativa surgiu para atender todos os setores do agronegócio, visando desenvolver o setor por meio do cooperativismo. “Para obtermos melhores resultados viemos conhecer a experiência cooperativista de Santa Catarina e apresentar o potencial de nossa região”, destacou o presidente da Agrivita, Edson Negreiros Lima, que avaliou como positiva a missão.
“Observamos que a cultura daqui é diferente de nossa região. As pessoas estão bem inseridas no cooperativismo, o que é visto como uma grande família, ou seja, uma pessoa ajuda a outra. É esse espírito que queremos para nossa região”, afirmou.
A prefeita de Palmeiras do Tocantins, Erinalva Alves Braga, que representou os demais gestores municipais do Bico do Papagaio, complementou que a região norte do Tocantins tem produção considerável no setor avícola. “Nossa intenção é fortalecer ainda mais o segmento e, consequentemente, pensar na instalação de uma indústria de fertilizantes, aproveitando essa matéria-prima, buscando a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida de nossa região”.
Para ela, conhecer as cooperativas e os projetos desenvolvidos no oeste catarinense oportunizou uma vasta bagagem de novos conhecimentos sobre alternativas e modelos de negócios que deram certo e ganham espaço no setor.
O analista técnico da coordenadoria regional Bico do Papagaio do Sebrae/TO, André Luiz Naves Rocha, enfatizou que o intuito foi internalizar o cooperativismo. “Não temos essa modalidade que aqui funciona muito bem. Nossa missão primordial é ver como funciona para que possamos redimensionar essa atividade que tem grande expressividade em nossa região. Estamos impressionados por perceber como o espírito cooperativo faz a diferença e, Tocantins, como um Estado novo, deve adotar essa prática visto que temos uma fatia de pequenos produtores que precisam estar organizados para se manter no mercado”, finalizou.
AURORA
Acompanhados pelo coordenador regional oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, pela gestora local do Encadeamento Joselita Tedesco e pela consultora credenciada Beatriz Silveira, o grupo de Tocantins visitou a cooperativa Central Aurora Alimentos. Lá, foram recebidos pelos diretores Mário Lanznaster (presidente), Neivor Canton (vice-presidente) e Marcos Antonio Zordan (diretor de agropecuária) e conheceram a estrutura do terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes do Brasil.
A Aurora conta com 26.649 colaboradores diretos, além das 72.203 famílias rurais cooperadas no campo e os 9.580 colaboradores das 13 cooperativas agropecuárias que a constituem. É âncora do maior projeto voltado ao agronegócio do País, o “Encadeamento Produtivo: Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite”, que iniciou em 1998, denominado na época de Programa de Desenvolvimento de Empreendedores Rurais Cooperativistas. A iniciativa beneficiou mais de 35 mil produtores rurais.
Lanznaster destacou o êxito do programa ao comentar que a produtividade melhorou expressivamente e a qualidade dos produtos é uma das prioridades. “No sistema cooperativo é fácil falar de Encadeamento Produtivo porque o dono da cooperativa são os produtores rurais. Eles aceitam com facilidade e vão adiante. Isso é muito positivo porque as regiões que atuam com o sistema cooperativo se diferenciam no campo. Os produtores rurais aceitam melhor a tecnologia e as recomendações dos técnicos. Isso é positivo porque as famílias evoluem, a propriedade fica mais receptiva, mais acolhedora e organizada. Os filhos desses associados veem uma oportunidade de permanecerem no campo porque percebem que há futuro”, comentou.
Parmeggiani realçou que o sucesso do cooperativismo no segmento do agronegócio no oeste de Santa Catarina é resultado de um trabalho intenso das cooperativas e entidades ligadas ao setor. “Entre as ações que consolidaram o segmento está o Encadeamento Produtivo, que deu certo porque o que se propôs na essência continua acontecendo. Não temos notícia de outro programa que se propagou e que tenha promovido o desenvolvimento e a transformação em resultados. Realmente a solução permite preparar os pequenos negócios para elevar o nível de competitividade no contexto das cadeias produtivas”, avaliou.
(Fonte: Aurora)
O cooperativismo como uma das principais alternativas soluções para o combate às desigualdades sociais no mundo. Esta é a síntese do texto divulgado na última semana pela Aliança Cooperativa Internacional (e traduzido pelo Sistema OCB), alusivo ao 95º Dia Internacional do Cooperativismo. Em 2017, a data será celebrada no dia 1º de julho, juntamente com o Dia de Cooperar, e terá como slogan:
Cooperativas garantem que ninguém fique para trás.
O tema foi escolhido pelo Comitê de Promoção e Progresso das Cooperativas (COPAC), constituído pela ACI e a Organização das Nações Unidas (ONU) e está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, adotados pela organização.
Alinhado com a identidade visual proposta pela ACI, o Sistema OCB traduziu o logotipo alusivo à comemoração, que pode ser baixada,clicando aqui.
Confira, abaixo, a mensagem:
95º Dia do Cooperativismo Internacional
23º Dia Internacional do Cooperativismo das Nações Unidas
1º de julho de 2017
Em uma época em que a desigualdade de renda aumenta no mundo inteiro, é bom lembrar que existem soluções para o problema. E o modelo cooperativista é uma das principais. Seu modelo, princípios e valores acordados internacionalmente o distinguem de todas as outras formas de organizações empresariais. Tais princípios afirmam que a adesão a uma cooperativa é aberta a todas as pessoas que aceitam seus termos, sem discriminação.
Essa adesão livre permite o acesso à geração de riqueza e à eliminação da pobreza. Isso é resultado do princípio cooperativista da participação econômica dos membros: “Os membros controlam democraticamente e contribuem de forma equitativa para o capital da sua cooperativa”. Como as cooperativas são voltadas às pessoas, e não ao capital, elas não perpetuam nem aceleram a concentração de capital, mas distribuem a riqueza de forma mais justa.
O acesso aberto que as cooperativas oferecem se estende a todos os setores de negócios – facilidades de poupança e crédito, agricultura e pesca, compra de bens e serviços, saúde, habitação, prestação de serviços. Qualquer setor em que o mercado baseado no capital não consegue atender às necessidades das pessoas, que decidem então se organizar sozinhas.
Além da estrutura não discriminatória das cooperativas, elas também promovem a igualdade externa, com base em seu sétimo princípio, ‘Interesse pela Comunidade’. Pela sua natureza, as cooperativas estão comprometidas com o desenvolvimento sustentável de suas comunidades, nos aspectos ambientais, sociais e econômicos. A evidência desse compromisso é vista em todo o mundo, no apoio às atividades comunitárias, na aquisição local de suprimentos para beneficiar a economia local e na tomada de decisões que considera o impacto em suas comunidades.
Além do foco na comunidade local, as cooperativas também desejam levar os benefícios do seu modelo econômico e social para todas as pessoas do mundo. A globalização deve ocorrer por meio de um conjunto de valores como os do movimento cooperativista; caso contrário, gera mais desigualdades e excessos que a tornam insustentável, como temos visto.
As cooperativas produzem resultados, não como instituições de caridade, mas como organizações empreendedoras e de autogestão, permitindo um crescimento em escala, por meio de estruturas federadas baseadas nas comunidades e oferecendo serviços cada vez mais variados para atender às necessidades dos membros.
O Monitor Global de Cooperativas (World Co-operative Monitor, em inglês) relata que as 300 maiores cooperativas representam sozinhas mais de US$ 2,5 trilhões de faturamento anual. Mais de 250 milhões de pessoas organizam seu sustento por meio de uma cooperativa. Isso é geração e distribuição de riqueza de alto impacto. A questão da escalabilidade das cooperativas foi claramente respondida de forma afirmativa há muito tempo.
Este impacto é uma das razões pelas quais a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) adicionou recentemente as cooperativas à sua lista de patrimônio cultural intangível da humanidade. A UNESCO criou a lista em 2003 para reconhecer que a experiência humana não é definida apenas por lugares e monumentos tangíveis, mas igualmente por práticas e tradições. Um país-membro deve fazer a nomeação e a Alemanha fez a defesa pelo reconhecimento do cooperativismo, observando que as cooperativas ‘se esforçam por um desenvolvimento mais justo dos processos de globalização’.
É importante observar que não é só a desigualdade de renda que assola o mundo. As mulheres em particular e os grupos minoritários muitas vezes se veem impedidos de acessar importantes atividades que são essenciais para melhorar sua situação de vida. A não discriminação definida nos princípios cooperativistas é multidimensional: gênero, social, racial, político e religioso, garantindo que ninguém seja deixado para trás.
Neste Dia Internacional do Cooperativismo, a Aliança Cooperativa Internacional convida as cooperativas de todo o mundo a refletir sobre a miséria causada pela crescente desigualdade, a reafirmar o compromisso de garantir a igualdade entre as comunidades e a celebrar a contribuição das cooperativas para tornar o mundo um lugar melhor.
A plataforma ‘Coops for 2030’ (www.coopsfor2030.coop) oferece a possibilidade de as cooperativas se comprometerem com iniciativas para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e a ACI incentiva todas as cooperativas a assumirem esse compromisso.
Texto e Imagem: Site oficial do Sistema OCB –http://www.somoscooperativismo.coop.br/
Brasília (30/5/17) – Profissionais de comunicação das cooperativas de Santa Catarina participaram, na última semana, da 13ª edição do Encontro de Comunicadores das Cooperativas Catarinenses. O evento, organizado pelo Sescoop/SC, ocorreu em Florianópolis, teve a duração de dois dias e contou com a participação de mais de 30 pessoas, dentre elas representantes do Sistema OCB.
O objetivo do Sescoop/SC foi promover a discussão de temas que envolvem as mais modernas técnicas de comunicação e, ainda, como essa área técnica pode ser utilizada como uma ferramenta estratégica de fortalecimento da imagem tanto das cooperativas quanto do próprio cooperativismo.
O diferencial do Encontro deste ano foram as oficinas e workshops sobre indicadores de desempenho em comunicação e storytelling, além de apresentação de case sobre sustentabilidade.
A abertura ficou por conta da instrutora Suzel Figueiredo, que abordou conceitos de indicadores de desempenho e mostrou como a área de comunicação pode mensurar resultados e realizar planejamento de ações a partir deles. Suzel promoveu uma oficina com os participantes, demonstrando modelos de indicadores e métricas para diferentes públicos, e identificando, em conjunto, caminhos para uma comunicação mais estratégica.
A palestra sobre storytelling, conduzida por Bruno Scartozzoni, abordou técnicas de contação de histórias aplicadas ao jornalismo, relações públicas, mídias sociais, publicidade e endomarketing. Ao final, Scartozzoni realizou uma atividade prática na qual os participantes tiveram que solucionar um problema de comunicação por meio das técnicas ensinadas.
No segundo dia do evento, Adelita Adiers falou sobre os conceitos e desafios da sustentabilidade, a importância e o posicionamento das cooperativas diante dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da Organização das Nações Unidas, e abordou as ações do Dia de Cooperar (Dia C).
O fechamento do evento contou com a participação de Raphael Vinicius Faria, profissional de comunicação e marketing do Sicoob Aracoop, de Minas Gerais, que apresentou o case “Horta Comunitária”, que ficou com o 3º lugar no Prêmio Somoscoop em 2016.
(Com informações do Sescoop/SC)
Brasília (29/5/17) – O cooperativismo como uma das principais alternativas soluções para o combate às desigualdades sociais no mundo. Esta é a síntese do texto divulgado na última semana pela Aliança Cooperativa Internacional (e traduzido pelo Sistema OCB), alusivo ao 95º Dia Internacional do Cooperativismo. Em 2017, a data será celebrada no dia 1º de julho, juntamente com o Dia de Cooperar, e terá como slogan:
Cooperativas garantem que ninguém fique para trás.
O tema foi escolhido pelo Comitê de Promoção e Progresso das Cooperativas (COPAC), constituído pela ACI e a Organização das Nações Unidas (ONU) e está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, adotados pela organização.
Alinhado com a identidade visual proposta pela ACI, o Sistema OCB traduziu o logotipo alusivo à comemoração, que pode ser baixada, clicando aqui.
Confira, abaixo, a mensagem:
95º Dia do Cooperativismo Internacional
23º Dia Internacional do Cooperativismo das Nações Unidas
1º de julho de 2017
Em uma época em que a desigualdade de renda aumenta no mundo inteiro, é bom lembrar que existem soluções para o problema. E o modelo cooperativista é uma das principais. Seu modelo, princípios e valores acordados internacionalmente o distinguem de todas as outras formas de organizações empresariais. Tais princípios afirmam que a adesão a uma cooperativa é aberta a todas as pessoas que aceitam seus termos, sem discriminação.
Essa adesão livre permite o acesso à geração de riqueza e à eliminação da pobreza. Isso é resultado do princípio cooperativista da participação econômica dos membros: “Os membros controlam democraticamente e contribuem de forma equitativa para o capital da sua cooperativa”. Como as cooperativas são voltadas às pessoas, e não ao capital, elas não perpetuam nem aceleram a concentração de capital, mas distribuem a riqueza de forma mais justa.
O acesso aberto que as cooperativas oferecem se estende a todos os setores de negócios – facilidades de poupança e crédito, agricultura e pesca, compra de bens e serviços, saúde, habitação, prestação de serviços. Qualquer setor em que o mercado baseado no capital não consegue atender às necessidades das pessoas, que decidem então se organizar sozinhas.
Além da estrutura não discriminatória das cooperativas, elas também promovem a igualdade externa, com base em seu sétimo princípio, ‘Interesse pela Comunidade’. Pela sua natureza, as cooperativas estão comprometidas com o desenvolvimento sustentável de suas comunidades, nos aspectos ambientais, sociais e econômicos. A evidência desse compromisso é vista em todo o mundo, no apoio às atividades comunitárias, na aquisição local de suprimentos para beneficiar a economia local e na tomada de decisões que considera o impacto em suas comunidades.
Além do foco na comunidade local, as cooperativas também desejam levar os benefícios do seu modelo econômico e social para todas as pessoas do mundo. A globalização deve ocorrer por meio de um conjunto de valores como os do movimento cooperativista; caso contrário, gera mais desigualdades e excessos que a tornam insustentável, como temos visto.
As cooperativas produzem resultados, não como instituições de caridade, mas como organizações empreendedoras e de autogestão, permitindo um crescimento em escala, por meio de estruturas federadas baseadas nas comunidades e oferecendo serviços cada vez mais variados para atender às necessidades dos membros.
O Monitor Global de Cooperativas (World Co-operative Monitor, em inglês) relata que as 300 maiores cooperativas representam sozinhas mais de US$ 2,5 trilhões de faturamento anual. Mais de 250 milhões de pessoas organizam seu sustento por meio de uma cooperativa. Isso é geração e distribuição de riqueza de alto impacto. A questão da escalabilidade das cooperativas foi claramente respondida de forma afirmativa há muito tempo.
Este impacto é uma das razões pelas quais a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) adicionou recentemente as cooperativas à sua lista de patrimônio cultural intangível da humanidade. A UNESCO criou a lista em 2003 para reconhecer que a experiência humana não é definida apenas por lugares e monumentos tangíveis, mas igualmente por práticas e tradições. Um país-membro deve fazer a nomeação e a Alemanha fez a defesa pelo reconhecimento do cooperativismo, observando que as cooperativas ‘se esforçam por um desenvolvimento mais justo dos processos de globalização’.
É importante observar que não é só a desigualdade de renda que assola o mundo. As mulheres em particular e os grupos minoritários muitas vezes se veem impedidos de acessar importantes atividades que são essenciais para melhorar sua situação de vida. A não discriminação definida nos princípios cooperativistas é multidimensional: gênero, social, racial, político e religioso, garantindo que ninguém seja deixado para trás.
Neste Dia Internacional do Cooperativismo, a Aliança Cooperativa Internacional convida as cooperativas de todo o mundo a refletir sobre a miséria causada pela crescente desigualdade, a reafirmar o compromisso de garantir a igualdade entre as comunidades e a celebrar a contribuição das cooperativas para tornar o mundo um lugar melhor.
A plataforma ‘Coops for 2030’ ( www.coopsfor2030.coop ) oferece a possibilidade de as cooperativas se comprometerem com iniciativas para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e a ACI incentiva todas as cooperativas a assumirem esse compromisso.