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Notícias negócios

 

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Cooperativas em prol do trabalho decente

Já está no ar o tema do Dia Internacional do Cooperativismo para 2019. Definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), o tema é “Cooperativas em prol do trabalho decente”.

E por que esse tema? Além de as cooperativas serem empreendimentos controlados por valores, tendo como principal foco seus membros, este é um momento estratégico para a ACI. É o ano em que a OIT está celebrando seu centenário, com um foco especial no futuro do trabalho. Em 2019, vamos destacar o papel do setor no fortalecimento do empreendedorismo e do desenvolvimento humano do país.

O Dia Internacional do Cooperativismo é celebrado anualmente no primeiro sábado de julho. O objetivo dessa comemoração é aumentar a conscientização da população sobre o movimento cooperativista em todo mundo. É uma data para ressaltarmos as contribuições do movimento cooperativo em resolver os principais problemas enfrentados pelas Nações Unidas e para fortalecer e ampliar as parcerias entre o movimento cooperativo internacional e outros atores.

 

 

#SomosCoop

Cooperativismo é tema de pesquisas científicas

Brasília (1º/2/19) – Já estão em andamento as pesquisas científicas financiadas pela parceria CNPq/Sescoop. No ano passado, as instituições estruturaram um edital no valor de R$ 2,7 milhões. No total, das 374 inscrições de pesquisadores, 41 foram selecionadas para trabalhar questões que envolvem o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação no movimento cooperativista.

Uma das pesquisas é a do professor Mateus Carvalho, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), de Minas Gerais. A ideia é analisar como a vinculação de um produtor rural a uma cooperativa agropecuária pode impactar no resultado financeiro de quem tira, do campo, o sustento da família.

Segundo ele, a comunidade acadêmica vê com bons olhos a iniciativa do Sescoop em iniciar o processo de incentivo à pesquisa em um setor tão singular quanto o cooperativismo. “O fato de termos um edital para atuar com foco nas cooperativas aumenta as chances dos pesquisadores que já têm um histórico de pesquisas nessa área. Então, essa iniciativa do Sescoop é muito importante para subsidiar pesquisas mais específicas”, avalia.

Para Renato Nobile, superintendente do Sistema OCB, do qual o Sescoop faz parte, o cooperativismo, por reunir diferentes setores econômicos, representa um grande campo possibilidades para os pesquisadores. “Nós acreditamos que quanto mais as universidades e as cooperativas caminharem juntos, maior será o desenvolvimento para ambos os lados”, comenta o líder cooperativista.

Nobile ressalta, também, que é grande a expectativa do movimento cooperativista a respeito do andamento e dos avanços que essas pesquisas poderão trazer ao setor. “Temos a certeza de que o conhecimento gerado a partir do trabalho dos pesquisadores fortalecerá bastante a atuação das cooperativas e consolidará o diálogo entre a academia e a nossa base”, conclui o superintendente.

 

SAIBA MAIS

O edital elaborado pelo CNPQ/Sescoop contemplou 28 instituições de ensino e pesquisa, sendo que a UFV e a Universidade Federal de Santa Catarina foram as que obtiveram o maior número de bolsas concedidas: quatro, cada uma.

Os projetos têm duração de até dois anos e se enquadram nas seguintes linhas de pesquisa:

Linha 1: Impactos econômicos e sociais do cooperativismo (12 projetos)

Linha 2: Competitividade e inovação nas cooperativas (13 projetos)

Linha 3: Governança Cooperativa (10 projetos)

Linha 4: Cooperativismo e Cenário Jurídico (6 projetos)

 

EXTRATO

Quanto às áreas de atuação, os projetos se dividem da seguinte forma:

- Ciências agrárias: 7

- Ciências exatas e da terra: 1

- Ciências humanas: 2

- Ciências sociais aplicadas: 28

- Engenharias: 3

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Cooperativas de Infra são finalistas de prêmio da ANEEL

Brasília (29/1/19) – A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgou nesta segunda-feira (28), a relação das distribuidoras finalistas do Prêmio IASC 2018 Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor, que reconhece as mais bem avaliadas com base na percepção do cliente, medida por meio de pesquisa realizada pela Agência. E, como nos anos anteriores, as cooperativas de infraestrutura fizeram bonito junto ao seu público consumidor. Elas aparecem em três categorias. Confira abaixo:

 

COOPERATIVAS FINALISTAS

 

Categoria até 10 mil associados: Cooperativa de Eletricidade Grão-Pará (Cergapa) de Santa Catarina, Cooperativa de Eletrificação Lauro Müller (Coopermila), ambas de Santa Catarina, e a Cooperativa Regional de Eletrificação Rural do Alto Uruguai (Creral), do Rio Grande do Sul.

Categoria acima de 10 mil associados: Cooperativa de Distribuição e Geração de Energia das Missões (Cermissões), Cooperativa Regional de Energia e Desenvolvimento Ijuí Ltda (Ceriluz), ambas do Rio Grande do Sul e Cooperativa Energética Cocal (Coopercocal), de Santa Catarina.

Categoria cooperativas maior crescimento no IASC/2018: Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento Rural da Região de Novo Horizonte (Cernhe), Cooperativa de Eletrificação de Ibiúna e Região (Cetril) e Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí-Paranapanema-Avaré (Ceripa), todas de São Paulo.

Categoria Sul e Sudeste acima de 30 mil até 400 mil unidades consumidoras: Cooperativa Aliança - Cooperaliança, da Santa Catarina. 

 

CERIMÔNIA

A entrega do Prêmio IASC 2018 será realizada no dia 25/2, na sede da Aneel, em Brasília.

 

RECONHECIMENTO

O Ramo Infraestrutura é composto por cooperativas que fornecem serviços essenciais para seus associados, como energia, por exemplo. Seja repassando a energia de concessionárias ou gerando a própria, esses empreendimentos garantem o acesso dos cooperados a condições fundamentais para seu desenvolvimento.

 

SOBRE O IASC

O Índice Aneel de Satisfação do Consumidor reconhece as concessionárias mais bem avaliadas com base na percepção do consumidor residencial. O índice é aferido por meio de pesquisa de opinião realizada com consumidores de todo o Brasil.

Divulgado anualmente pela Aneel, desde 2000, o índice retrata o grau de satisfação do consumidor em relação à qualidade dos serviços prestados pelas distribuidoras de energia elétrica e tem o propósito de estimular a busca pela melhoria contínua. O órgão regulador premia desde 2002 as distribuidoras mais bem avaliadas.

O coop é pop

Brasília (15/1/19) – Nos últimos anos ele vestiu atrizes para o tapete vermelho de prêmios do cinema internacional. Esteve no Vaticano, onde foi elogiado pelo próprio Papa Francisco. Participou do Prêmio Nobel da Paz. Fez até uma ponta em novela do horário nobre e firmou parceria com grandes nomes do design brasileiro. Poderíamos estar falando de algum artista, mas estamos falando de um velho conhecido: o cooperativismo.

“As cooperativas são inovadoras e criativas, e promovem uma matemática em que 1+1 é igual a 3”, disse o Papa Francisco no início de 2018 após encontro com dirigentes de cooperativas italianas. Na ocasião, ainda destacou como o cooperativismo transforma realidades sociais e combate práticas de mercado injustas. Mas essa não foi a primeira vez que Francisco mencionou o cooperativismo. Em 2015, associou o princípio da solidariedade – parte da doutrina social da Igreja Católica – com o trabalho das cooperativas e elogiou sua busca “pela relação entre economia e justiça social” observando “sempre a pessoa e não o dinheiro”. Mais cedo, no mesmo ano, ele já havia afirmado que cooperativas “têm enfrentado as dificuldades da crise econômica com os seus meios, unindo forças, e não às custas de outros.”

No Brasil, em 2016, a mensagem cooperativista chegou às casas de milhões de telespectadores que acompanharam a novela Velho Chico. Na trama, o protagonista Santo (interpretado por Domingos Montagner) foi eleito presidente de uma cooperativa de pequenos produtores agrícolas que enfrentava os desmandos de um coronel. Quando Santo desapareceu, seu filho Miguel (Gabriel Leone) passou a liderar a cooperativa, enfatizando o desenvolvimento sustentável. “Você concorda em continuar produzindo do jeito convencional? Jogando veneno na terra? No rio? Extraindo o resto de vida do solo?”, questionava em cena.

Além de estar na pauta do dia, o cooperativismo tem mostrado sua popularidade com o interesse crescente de personalidades, empresas e entidades do terceiro setor, que cada vez mais buscam se associar ao que as cooperativas defendem: comércio justo, desenvolvimento econômico com responsabilidade social e sustentabilidade. A atriz Emma Watson, embaixadora da boa vontade das Organizações das Nações Unidas (ONU) costuma ir a eventos de gala com vestidos feitos por marcas “eticamente responsáveis”. Ou seja, marcas que evitam promover sofrimento e desgaste no processo de fabricação de seus produtos, levando em consideração tanto recursos naturais, quanto humanos.

Uma de suas parceiras é a Zady, marca parceira de cooperativas que produzem tecidos na Índia e em fazendas de orgânicos nos Estados Unidos. A Fundação Nobel — responsável pelos prêmios Nobel da Paz, de Química, Física, Medicina e Literatura — também contrata, desde 2015, duas cooperativas mineradoras colombianas para fazer suas medalhas: a Codmilla Cooperativa e a Cooperativa Agromineradora de Iquira.

“É um reconhecimento do trabalho árduo, porém decente, que estamos fazendo em uma comunidade tradicional mineradora para garantir o sustento de nossas famílias e o desenvolvimento de nossas comunidades. Todos os dias arriscamos nossas vidas nas profundezas das montanhas; além disso, é um desafio viver em paz em um país com tantos conflitos”, afirmou Harbi Guerrero, membro da Codmilla, por ocasião do segundo ano de fabricação das medalhas do Nobel. Com a repercussão gerada pelo prêmio, ambas as mineradoras passaram a ser contratadas por marcas de joias eticamente responsáveis de todo o mundo.

 

Design cooperativo

No Brasil, no coração da Amazônia, uma cooperativa vinculada ao Sistema OCB chamou a atenção de alguns dos maiores designers de móveis brasileiros da atualidade. Desde o início de 2017, a Cooperativa Mista da Floresta Nacional dos Tapajós (Coomflona) tem recebido artistas brasileiros de renome internacional para sessões de capacitação e eventuais parcerias comerciais.

Até março de 2019, pelo menos dez designers, como Leo Lattavo (Lattoog), Zanini de Zanine (Studio Zanini), Carlos Motta e Paulo Alves, terão feito a imersão de troca de conhecimentos com os cooperados. Os cursos são ministrados em parceria com o Instituto BVRio, uma ONG do setor ambiental. Todos os 203 cooperados da Coomflona são moradores tradicionais da floresta ou indígenas.

Eles fazem manejo florestal comunitário, com o foco principal no manejo madeireiro, e tiveram a ideia da parceria ao observar que em grandes centros brasileiros há interesse e demanda por produtos sustentáveis, tanto do ponto de vista ambiental quanto do social. Uma descoberta feita quase por acaso, quando os cooperados buscavam maneiras de aproveitar 100% da madeira extraída da floresta de forma sustentável.

De acordo com o analista ambiental da Coomfl ona, Angelo Ricardo Chaves, a primeira tentativa nesse sentido ocorreu com a abertura de uma loja de móveis produzidos com pedaços de madeira em formato natural. O estabelecimento foi aberto em Santarém (Pará) com recursos de um programa do governo federal para a geração de renda para as populações de unidades de conservação federal. As vendas, no entanto, não foram tão bem quanto o esperado.

“Vimos que em Santarém não havia vantagem em vender, pois o pessoal aqui não valorizava tanto o aspecto sustentável. A região tem muitos móveis feitos a partir de madeira ilegal ou com madeira não certificada, que são mais baratos justamente por não respeitarem a natureza”. A Coomflona, ao contrário, tem certificação FSC —sistema de garantia internacionalmente reconhecido, que identifica produtos madeireiros e não madeireiros originados do bom manejo florestal. Ao perceberem que não tinham demanda local, os cooperados começaram a procurar parceiros na Região Sudeste, na qual acreditavam que os produtos com certificação ambiental seriam mais valorizados.

“Fomos buscar parcerias para desenvolver um projeto de promoção comercial. Não queríamos apenas compradores, mas pessoas que entendessem que a nossa madeira vem de uma comunidade tradicional, que é certificada, e cujo manejo preserva a floresta, zela por suas populações e gera benefícios socioambientais. Queríamos pessoas que entendessem todo o valor por trás desse trabalho”, explica Angelo. Ao longo dessa busca, alguns cooperados participaram de uma oficina da BVRio. Lá, surgiu a ideia de levar designers para a cooperativa. O projeto Design & Madeira Sustentável foi formatado com o objetivo de levar esses profissionais para transmitirem seus conhecimentos sobre a criação de móveis para a região. Em muitos casos, desses encontros surgiram novas e produtivas parcerias comerciais.

 

Um outro olhar

O designer paulista Paulo Alves esteve na Coomflona em junho de 2018 e desenvolveu peças como mesa de jantar, mesinhas e bancos utilizando galhos e pranchas costaneiras — primeiras pranchas a serem retiradas quando se fatia uma tora. Esses materiais são geralmente descartados, por serem irregulares e de difícil aproveitamento em produções convencionais.

“A ideia era provocá-los e mostrar possibilidades. Queria que olhassem para a madeira e imaginassem como seria possível criar uma cama, uma cadeira. Ao final da minha estadia, um dos madeireiros me falou: ‘Nunca mais vou conseguir olhar para um galho sem pensar em tudo que dá pra fazer a partir dele’. Isso para mim é o mais interessante”, recorda o designer.

Ainda segundo Paulo Alves, mais do que simplesmente criar uma dinâmica em que a cooperativa forneça mão de obra, o projeto busca capacitá-la a produzir suas próprias peças de design. Ângelo, analista ambiental da Coomflona, confirma que o principal objetivo é promover “o empoderamento da comunidade por meio da sua história de lutas, de decisão e de território”. Animado, ele conta como foram os primeiros resultados da parceria com Paulo Alves: “Ele acabou desenhando um projeto sofisticado para a gente desenvolver; fizemos um protótipo e fomos a São Paulo para visitá-lo e acompanhá-lo numa feira de design. Ele nos disse que estamos preparados para competir no mercado nacional, para estar com grandes designers. Foi legal ver que o nosso trabalho não tem sido em vão e que estamos oferecendo o que pessoas que têm consciência ambiental estão buscando.”

 

Marketing Social

O pesquisador de marketing e cooperativismo Rumeninng Abrantes, professor da Universidade Federal do Tocantins, considera que, ao divulgar ações que naturalmente já adotam, as cooperativas acabam por melhorar sua imagem perante a sociedade. Em paralelo, conseguem agregar valor aos seus produtos.

“O sétimo princípio do cooperativismo, o interesse pela comunidade, é um tipo de marketing social. Então algo que as cooperativas já fazem como obrigação, como princípio, pode fazer com que elas sejam vistas com outros olhos”, explica. Essa é a aposta da Coomflona: focar no consumo consciente como uma tendência que os consumidores mais atentos já têm buscado.

Além das sessões de capacitação, o projeto Design & Madeira Sustentável prevê a participação em feiras de negócios, a realização de uma exposição em 2019 e a produção comercial de algumas peças. Carlos Motta, o primeiro designer a visitar a Coomflona já colocou no mercado uma linha de 12 bowls e 3 modelos de bancos produzidos na Coomflona. A cooperativa trabalha, agora, na implementação de uma serraria para proporcionar melhores tratamentos e finalização às peças e para aumentar a escala de produção. Atualmente, desenvolvem-se apenas peças sob encomenda; designers, hotéis e construtoras são seus principais clientes.

 

Negócios criativos

A popularidade do cooperativismo pode ser vista também no maior interesse de setores pouco convencionais pela filosofia cooperativista. Nos Estados Unidos, têm surgido, nos últimos anos, cooperativas de escritores em que autores de ficção, jornalistas e redatores se unem para discutir formas de publicação, modelos de trabalho e gestão de direitos autorais. Na Cooperativa de Escritores do Nordeste do Pacífico, por exemplo, os cooperados promovem sessões de capacitação em escrita, marketing e autopublicação.

Eles também organizam encontros semanais e fazem revisões e leituras críticas dos trabalhos uns dos outros, como forma de aprimorar sua redação. A sede fica em Everett, no estado de Washington, mas há cooperados de outras localidades, já que grande parte dos cursos e reuniões é transmitida online. No Brasil, já começam a haver cooperativas de escritores no Paraná e em São Paulo. Os objetivos são parecidos com os da cooperativa norte-americana, além de viabilizar a impressão gráfica de livros. Por aqui, quanto mais exemplares se imprime, mais baixo fica o custo de impressão — o que é importante para autores independentes.

Portugal também é um bom exemplo de artistas que se unem em cooperativas para implantar soluções inovadoras para questões específicas da classe artística. A cooperativa GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas), fundada em 1995, atualmente faz a gestão de direitos autorais de mais de 4 mil músicos, bailarinos e atores no país. A cooperativa cuida não só dos aspectos legais e contábeis dos associados, mas também promove gestão democrática e cria modelos que atendem aos cooperados. No início de 2018, por exemplo, a GDA lançou uma plataforma tecnológica digital para contabilizar as execuções de músicas portuguesas em 45 países. A promessa é reduzir para nove meses o prazo de pagamento de direitos autorais que geralmente, levavam dois anos para chegarem à conta dos artistas.

Em 2010, a cooperativa lançou a Fundação GDA, uma entidade que promove cursos, exposições e prêmios no país, sempre com finalidade artística e social, estimulando a formação de público e a valorização da música e das artes cênicas no país europeu.

De acordo com o professor Rumeninng Abrantes, há uma tendência de aproximação entre o cooperativismo e empreendimentos criativos nos últimos anos, principalmente em países europeus e nos Estados Unidos. Isso se nota, especialmente, na organização de “cidades criativas” que são cidades, ou até mesmo bairros, que exploram seu potencial cultural para alavancar a economia. “As cidades criativas são aquelas que desenvolvem seus meios artísticos, culturais e de lazer para se tornarem atrativas aos olhos de novas populações e novos consumidores. Com isso, atraem mais pessoas e geram mais recursos e renda. Cooperativas de trabalho, como organizações de artesãos, e cooperativas de pequenos agricultores têm participado dessas iniciativas e se beneficiado”, explica.

Ainda segundo ele, no Brasil o conceito vem começando a ser explorado em cidades que realizam eventos culturais anuais, criando um fl uxo estável de turistas. Mas falta investimento. “É preciso que os governos municipais, estaduais e federal dialoguem para alavancar essas iniciativas e para incluir cooperativas nessas atividades de turismo e lazer”, defende. Essa seria mais uma forma de aproximar o cooperativismo dos brasileiros e mostrar que ele já é pop — inovador, criativo, com boa imagem e reputação, e dinâmico

 

Tem Coop também nas novelas
  • Velho Chico – Na trama da Rede Globo de 2016, a cooperativa era o centro das disputas entre o coronel Saruê (Ântônio Fagundes) e um grupo de pequenos agricultores liderados por Santo (Domingo Montagner). Enquanto o primeiro buscava lucrar às custas da exploração dos produtores e dos recursos naturais da cidade fictícia de Grotas de São Francisco, os produtores se uniram para promover o comércio justo e a sustentabilidade.
  • Mulheres de Areia – Esse clássico de 1993 mostrou principalmente a disputa entre as gêmeas Ruth e Raquel (vividas por Glória Pires), mas quem assistiu deve se lembrar também do núcleo de pescadores explorados por Donato (Paulo Goulart). Dono da maioria dos barcos da região, ele cobrava até pelo óleo usado nas embarcações, manipulando pescadores para não lhes repassar seus devidos ganhos. Os pescadores associaram-se e a experiência inspirou a criação de cooperativas na vida real, entre os pescadores de Itanhaém (SP), onde a novela foi gravada.
  • Agora é que são elas – O mote da novela de 2003 foi a independência feminina conquistada, em parte, por meio de uma cooperativa. Tudo começa a partir da insatisfação dos moradores da cidade fictícia de São Francisco das Formigas com seu prefeito incompetente. Lideradas por Léo (Débora Falabella), as mulheres unem-se em uma cooperativa de trabalhadoras para mover a economia local. Enquanto os homens passaram a cuidar das atividades domésticas, elas garantiam a movimentação da cidade e o sustento financeiro das famílias.

 

Fonte: Revista Saber Cooperar (edição nº 24)

Cooperativas estão entre as melhores da Dinheiro Rural

Brasília (13/12/18) – Cinco cooperativas do Ramo Agropecuário foram reconhecidas nesta terça-feira, em São Paulo, por sua força, competitividade, excelência e empreendedorismo. A Agroindustrial Cooperativa (Coamo), a Cooperativa dos Cafeicultores e Citricultores de São Paulo (Coopercitrus), ilustram a categoria de Mega Cooperativas, ou seja, aquelas com receitas acima de R$ 2,5 bilhões. A Cooperativa Agrícola de Unaí Ltda (Coagril) e a Cooperativa Agroindustrial (Cooperja) integram a categoria Grandes Cooperativas, cujas receitas são vão até R$ 2,5 bilhões.

A Coagril também faz parte do ranking das melhores em gestão de cadeia produtiva. Ficou em terceira colocação, atrás da Ambev, Cargill e Bayer. Já nos prêmios setoriais, na categoria Açúcar e Bionergia, a Coopersucar foi o grande destaque.

 

MELHORES DA DINHEIRO RURAL

O prêmio criado pela Editora Três é uma grande homenagem aos que transformaram o agronegócio brasileiro em um dos mais importantes do mundo. A escolha das melhores empresas, cooperativas e produtores rurais é uma parceria da revista Dinheiro Rural com o Conselho Científico para a Agricultura Sustentável, Instituto Universal de Marketing em Agribusiness e o Instituto de Métricas Agropecuárias Inttegra. O prêmio é dividido em dois eixos, contemplando As Melhores Empresas do Agronegócio e Os Destaques da Pecuária.

As empresas e as cooperativas são avaliadas por setor e em conjunto, no denominado Grandes Prêmios. Na avaliação setorial é levada em conta apenas a sustentabilidade financeira. Nos Grandes Prêmios, as empresas e as cooperativas são reunidas em um só bloco e avaliadas pelo seu desempenho na gestão financeira e na gestão corporativa, divididas em dois blocos.

No bloco do agronegócio direto estão aquelas que atuam dentro da cadeia produtora de alimentos e no indireto estão aquelas que atuam fora, levando em conta o antes da porteira, o depois da porteira e a atividade fim. Além disso, é escolhida a Melhor em Gestão de Cadeia Produtiva onde são analisadas suas políticas de atuação em todos os elos.

No final do processo é escolhida a Empresa do Ano. Nesta edição, o prêmio foi para a Camil Alimentos.

 

LISTA DE VENCEDORES

 

MEGA COOPERATIVAS

Receita acima de R$ 2,5 bilhões

CAMPEÃ: Coamo

MELHOR GESTÃO FINANCEIRA: Coamo

MELHOR GESTÃO CORPORATIVA: Coopercitrus

 

GRANDES COOPERATIVAS

Receita até R$ 2,5 bilhões

CAMPEÃ: Coagril

MELHOR GESTÃO FINANCEIRA: Cooperja

MELHOR GESTÃO CORPORATIVA: Coagril

 

GESTÃO DE CADEIA PRODUTIVA

Ouro: Ambev

Prata: Cargill e Bayer

Bronze: Coagril

 

PRÊMIOS SETORIAIS

 

AÇÚCAR E BIOENERGIA: Copersucar

AGROQUÍMICOS E FERTILIZANTES: Ihara

FRIGORÍFICOS - MEGA EMPRESA (receita acima de R$ 1 bilhão): Minerva

GRANDE EMPRESA (receita até R$ 1 bilhão): Barra Mansa Alimentos

GRÃOS: Camil

LATICÍNIOS: Gonçalves Salles (Aviação)

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS: Jacto

MOINHOS, MASSAS E PÃES: Anaconda

NUTRIÇÃO ANIMAL: Phibro Saúde Animal Brasil

ÓLEOS VEGETAIS: Cargill

 

AGRONEGÓCIO DIRETO – CONGLOMERADO

 

Receita acima de R$ 5 bilhões

CAMPEÃ: BRF

MELHOR GESTÃO FINANCEIRA: BRF

Eduardo Takeiti, diretor de Relações Institucionais.

MELHOR GESTÃO CORPORATIVA

Cargill

 

AGRONEGÓCIO DIRETO – GRUPO ESPECIAL

 

Receita de R$ 1 bilhão a R$ 5 bilhões

CAMPEÃ: Camil

MELHOR GESTÃO FINANCEIRA: Camil

MELHOR GESTÃO CORPORATIVA: Tereos – Açúcar e Energia Brasil

 

AGRONEGÓCIO DIRETO – GRANDES EMPRESAS

 

Receita de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão

CAMPEÃ: Anaconda

MELHOR GESTÃO FINANCEIRA: Anaconda

MELHOR GESTÃO CORPORATIVA: Laticínios Jussara

 

AGRONEGÓCIO DIRETO – MÉDIAS EMPRESAS

 

Receita de R$ 100 milhões a R$ 500 milhões

CAMPEÃ: Laticínios Gonçalves Salles (Aviação)

MELHOR GESTÃO FINANCEIRA: Laticínios Gonçalves Salles

MELHOR GESTÃO CORPORATIVA: Agrícola Xingu

 

AGRONEGÓCIO INDIRETO – CONGLOMERADO

 

Receita acima de R$ 5 bilhões

CAMPEÃ: Ambev

MELHOR GESTÃO FINANCEIRA: Ambev

Ricardo Melo, vice-presidente de Relações Corporativas

MELHOR GESTÃO CORPORATIVA: Bayer

 

AGRONEGÓCIO INDIRETO – GRUPO ESPECIAL

 

Receita de R$ 1 bilhão a R$ 5 bilhões

CAMPEÃ: Ihara

MELHOR GESTÃO FINANCEIRA: Ihara

MELHOR GESTÃO CORPORATIVA: DSM Tortuga

 

AGRONEGÓCIO INDIRETO – GRANDES EMPRESAS

 

Receita de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão

CAMPEÃ: Albaugh

MELHOR GESTÃO FINANCEIRA: Albaugh

MELHOR GESTÃO CORPORATIVA: Albaugh

 

AGRONEGÓCIO INDIRETO – MÉDIAS EMPRESAS

 

Receita de R$ 100 milhões a R$ 500 milhões

CAMPEÃ: Phibro Saúde Animal Brasil

MELHOR GESTÃO FINANCEIRA: Phibro Saúde Animal Brasil

MELHOR GESTÃO CORPORATIVA: Duratex Florestal

 

DESTAQUES DA PECUÁRIA

 

GENÉTICA NELORE: Eduardo Folley Coelho, da Genética Aditiva, em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul

GENÉTICA REBANHO NACIONAL: Augusto Barbosa Caldeirão, da Brangus Santa Cruz, Tapejara, no Paraná

GADO DE PRODUÇÃO: Rubens Catenacci, da Fazenda 3R, Figueirão, em Mato Grosso do Sul

CONFINAMENTO: André Luiz Perrone dos Reis, da CMA – Cia Agropecuária Monte Alegre, de Barretos, São Paulo

MARCA DE CARNE: BBQ Secrets, de Roberto Barcellos e Luciano Pascon, em Lençóis Paulista, São Paulo

FAZENDA SUSTENTÁVEL: Jonadãn Má, da Fazenda Boa Fé, em Conquista, Minas Gerais

GADO LEITEIRO: Reinaldo Figueiredo e Luiz Carlos Figueiredo, da Fazenda Figueiredo, em Cristalina, Goiás

PRODUÇÃO DE AVES: Marilei Schoeler Della Pasqua, da Granja do Cedro, de Missal, Paraná

PRODUÇÃO DE SUÍNOS: Diego Schoeler, da Schoeler Suínos, em Piraí do Sul, Paraná

LEILÕES: Lourenço Miguel Campo, diretor da Central Leilões, de Araçatuba, São Paulo

 

(Com informações da Dinheiro Rural

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Proximidade com o cooperado faz SNCC crescer

Brasília (12/12/18) – Se todas as cooperativas de crédito do país fossem consideradas um grupo financeiro, juntas, elas representariam a 6ª maior instituição financeira do Brasil. Atualmente, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) é composto por 929 cooperativas, 9,7 milhões de cooperados e gera mais de 60 mil empregos diretos. E não para de crescer, graças à sua forte atuação local.

Essa é a avaliação do chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias (DESUC) do Banco Central do Brasil, Harold Espínola, entrevistado da edição 84 da Revista Mundocoop.

Segundo ele, as cooperativas de crédito, por manterem-se bem próximas de seus associados e das comunidades, conseguem mapear as necessidades e os potenciais de cada localidade. “Por sua estrutura matricial, acabam moldando-se a essas particularidades e extraindo oportunidades para o seu crescimento, mesmo em períodos mais desafiadores ou até de crise. É um processo recíproco, pois a comunidade se beneficia e cresce junto”, enfatiza.

Confira, abaixo, a entrevista de Harold na íntegra.

 

 

O cooperativismo de crédito pode evoluir muito mais

 

Com mais de 20 anos de atuação na área de Fiscalização do Banco Central do Brasil, Harold Espínola tem uma visão clara dos caminhos que o cooperativismo de crédito pode e precisa trilhar para avançar de forma mais rápida e consistente

 

Cada vez mais relevante no cenário nacional, o cooperativismo de crédito passa por um momento de grandes oportunidades para intensificar seu crescimento. A oferta de condições diferenciadas e taxas mais acessíveis favorece tal condição, trazendo uma concorrência mais sadia para o sistema financeiro do Brasil e atraindo o interesse tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. Ainda mais porque o ritmo da economia brasileira dá sinais que podem trazer certa tranquilidade a investidores. O Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou, por exemplo, que a Selic, a taxa básica de juros, será mantida em 6,50% ao ano. Sobre expectativas de taxa de inflação, os índices para 2018, 2019 e 2020 são, respectivamente, 4,4%, 4,2% e 4,0%.

Tão significativas quanto as possibilidades de crescimento são as tarefas a serem cumpridas pelo setor para aproveitar tais chances. É necessário investir em uma comunicação mais ampla e eficiente com os mercados e a sociedade, promover a intercooperação, intensificar a participação dos cooperados, entre outros fatores. Para entender melhor este quadro, a Revista MundoCoop conversou com Harold Espínola, chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias (DESUC) do Banco Central do Brasil. Nesta entrevista exclusiva, o executivo, que é graduado em Engenharia e pós-graduado em Administração, dá mais detalhes sobre a evolução do cooperativismo de crédito e como o BC acompanha o segmento. Acompanhe.

 

Como o senhor vê o momento atual do cooperativismo de crédito?

O cooperativismo vem crescendo de forma contínua e consistente ao longo dos últimos anos e apresenta números relativos bem interessantes, como podemos observar no Relatório de Economia Bancária 2017, publicado pelo Banco Central. Também, percebe-se um processo natural e positivo de consolidação e de fortalecimento da gestão, frutos do próprio amadurecimento do segmento. Mas, certamente, há ainda muitas oportunidades a serem exploradas pelas cooperativas na racionalização de estruturas, propiciando ganhos de escala e redução de custos operacionais, sem que isso represente diminuição de relevância de quaisquer dos participantes. A estabilização e a redução da taxa básica de juros, por sua vez, contribuem para reflexões do segmento para a busca de uma gestão cada vez mais proativa de seu equilíbrio econômico-financeiro, com participação efetiva das operações de crédito e da prestação de serviços aos seus cooperados.

 

Quais são as perspectivas de crescimento neste setor?

O expressivo crescimento do segmento de cooperativas passa bastante pelo aumento da participação no mercado de operações de crédito voltadas para pessoa jurídica e pela sua presença em muitos municípios integrantes da fronteira do agronegócio. A participação nas operações com pessoas jurídicas, calculada com base nas modalidades de crédito relevantes para a carteira das cooperativas, passou de menos de 1%, em 2005, para mais de 8%, em 2017. Esse aumento foi especialmente grande na região Sul, onde no mesmo período passou, em números redondos, de 2% para 17%, e na região Centro-Oeste, de 1% para 10%.

Por se caracterizarem pela forte atuação local e regional, as cooperativas de crédito mantêm-se bem próximas de seus associados e das comunidades, conseguindo com isso mapear as necessidades e os potenciais de cada localidade. Por sua estrutura matricial, acabam amoldando-se a essas particularidades e extraindo oportunidades para o seu crescimento, mesmo em períodos mais desafiadores ou até de crise. É um processo recíproco, pois a comunidade se beneficia e cresce junto. Essa sinergia e esse comprometimento têm propiciado maior estabilidade na inadimplência do segmento e preços competitivos. É um cenário que deve continuar gerando frutos. Cabe comentar que, não obstante tudo isso, as cooperativas começam a explorar centros urbanos maiores, ainda em um processo de aprendizagem.

 

Quais são as preocupações mais importantes de quem busca crédito em uma cooperativa?

Primeiramente, é preciso reforçar que para alguém operar com uma cooperativa de crédito é obrigatório que se associe, isto é, que passe a ser proprietário de parte do capital da instituição. Sendo assim, os cooperados são ao mesmo tempo donos e usuários das cooperativas, participando de sua gestão e usufruindo de seus produtos e serviços. Em sua condição de sócios, os associados se beneficiam da distribuição das “sobras” em caso de resultado positivo. Por outro lado, em caso de resultado negativo, cujo termo correto é “perdas”, há obrigatoriamente o rateio entre eles. Em ambos os casos, a divisão ocorre proporcionalmente às operações realizadas por cada associado. Daí a importância de cada cooperado sempre acompanhar o desempenho de sua cooperativa, especialmente participando das assembleias, nas quais são apresentados os resultados, decidida a sua destinação e discutidos outros assuntos relevantes para o futuro da instituição – enfim, avaliando a gestão. Não devemos esquecer que os dirigentes que conduzem o negócio são eleitos pelos cooperados nessas mesmas assembleias.

 

O público atraído pelas cooperativas de crédito conhece os conceitos do cooperativismo? As diferenças culturais do País influenciam essa relação nas diferentes regiões do país?

Não podemos generalizar, mas, em muitas cooperativas de crédito ainda há dificuldades para atrair a participação de cooperados em assembleias. Isso, de certa maneira, pode ser um sinal de que nem sempre os associados estão plenamente conscientes dos conceitos do cooperativismo de crédito.

Sim, somos um país grande, com culturas particulares em cada região. No Sul, por exemplo, mas não só, a cultura do cooperativismo de produção está presente há muito tempo, impulsionada pela imigração de pessoas de países onde esse movimento é comum e consolidado. Isso facilita bastante o conhecimento, pois o crédito é apenas um dos ramos do cooperativismo em seu sentido lato, estando todos eles sob os mesmos conceitos ou princípios básicos, como, por exemplo, o da intercooperação. Essa região possui o maior número de postos de atendimento, chegando a mais de 90% de seus municípios, além do maior número de cooperados pessoas físicas, aproximadamente 4,8 milhões, o que hoje representa basicamente a metade dos cooperados do país.

 

O senhor costuma dizer que a comunicação é um dos grandes desafios para este segmento do cooperativismo. O que está faltando e por que a comunicação é tão primordial?

Sim, é verdade. Comunicar-se efetivamente, ou poderíamos dizer conectar-se, com o seu público é um desafio permanente para qualquer empresa, negócio ou profissional. O cooperativismo de crédito tem maior participação em regiões do Brasil onde as pessoas já dispõem de informações a respeito do segmento. Mas, ainda há muita gente que desconhece o conceito desse movimento e isso é uma grande oportunidade. O endomarketing é forte no segmento, mas há um bom desafio de transposição de suas próprias fronteiras.

 

Além da comunicação, que outros desafios são tão importantes quanto ao cooperativismo de crédito?

Existem, ainda, muitas oportunidades a serem exploradas pelas cooperativas de crédito na intercooperação e, consequentemente, na racionalização de estruturas. A constante busca pelo aprimoramento de seus gestores e dirigentes é outro ponto bem relevante. Também, um fato que se observa historicamente de forma não incomum em vários tipos de atividades é a perda de identidade de estruturas que passam por processos de crescimento intenso e acelerado. Está aí algo a ser bem observado pelas cooperativas e por seus dirigentes: a preservação da essência cooperativa, mesmo em um mundo em rápida transformação.

 

Um dos diferenciais das cooperativas de crédito é oferecer condições mais favoráveis, com juros mais baixos. Qual é o impacto no mercado de forma geral?

O Relatório de Economia Bancária de 2017 mostra que é mesmo uma característica das cooperativas a oferta de crédito com taxas inferiores às do segmento bancário. Em algumas linhas essa diferença é maior, como, por exemplo, no empréstimo a pessoa física sem consignação, e em outras os índices ficam mais parecidos, como financiamento de veículos. Essa é uma constatação que contribui positivamente para todos, pois estimula a concorrência, que sempre embute a busca pela eficiência, e traz crédito mais barato para a população, beneficiando mesmo aqueles que não são cooperados. São nuances que vão diretamente ao encontro a pontos da Agenda BC+: “crédito mais barato” e “SFN mais eficiente”.

 

Como é a relação, a interação dessas cooperativas com o Banco Central? Há regras diferenciadas para essas instituições?

As cooperativas de crédito são instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central e, como as demais, sujeitam-se às normas emanadas do Conselho Monetário Nacional e do próprio Banco. No âmbito legal, há leis específicas para as cooperativas, Lei nº 5.764/1971 e Lei Complementar nº 130/2009. No âmbito das normas, as cooperativas de crédito até respondem a comandos específicos, mas, como conceito geral, elas estão sujeitas ao mesmo arcabouço que promove um adequado ambiente de controles internos, o gerenciamento de riscos e de capital, a governança e a boa gestão, exigido para todas as instituições.

 

O Banco Central monitora – ou fiscaliza – a atuação das cooperativas de crédito?

O Banco Central supervisiona e monitora a atuação das instituições financeiras em um processo contínuo, e não é diferente para as cooperativas. Uma supervisão abrangente e próxima é a melhor contribuição que o Banco Central pode dar às cooperativas de crédito.

 

O que a economia brasileira ganha com o crescimento do cooperativismo de crédito?

O crescimento do cooperativismo contribui para uma sadia concorrência no Sistema Financeiro Nacional, propiciando redução de taxas de juros cobradas, ampliando a oferta de crédito e fomentando a eficiência do conjunto das instituições. Destaque-se, ainda, o papel das cooperativas como vetor da inclusão financeira, proporcionando o acesso para pessoas com baixa disponibilidade de atendimento pelo sistema tradicional e, ainda, reciclando a poupança local ao promover o reinvestimento de recursos na própria comunidade – outro ponto da Agenda BC+: “mais cidadania financeira”.

 

Fonte: Revista Mundocoop

Parceria Embrapa-Sistema OCB forma nova turma

Brasília (10/12/18) – Mais uma turma de técnicos de cooperativas acaba de se formar na capacitação realizada pela Embrapa Trigo e Sistema OCB. A cerimônia ocorreu no dia 29/11, em Passo Fundo (RS). Ao longo de quatro anos do projeto, as ações de transferência de tecnologias em sistemas produtivos de cereais de inverno podem impactar mais de 220 mil produtores cooperados nos estados de SP, MG, PR, SC e RS.

Em 2015, a Embrapa Trigo e o Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil) iniciaram uma série de capacitações em cereais de inverno com o objetivo de qualificar os departamentos técnicos das cooperativas, atualizando com os conhecimentos gerados pela pesquisa e aproximando os profissionais do setor.

Desde então, já passaram pelo treinamento 115 técnicos de cooperativas, contabilizando mais de 700 horas de curso. A parceria envolve diversas unidades da Embrapa, universidades, empresas/instituições de assistência técnica e extensão rural, fundações, associações, produtores rurais e cooperativas.

De acordo com o Chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo Jorge Lemainski, participaram das capacitações profissionais de 35 cooperativas, integrantes de equipes que prestam assistência técnica a 85% dos produtores de trigo no Brasil. “As cooperativas participantes representam 2 milhões de toneladas de trigo, ou seja, 33% da produção nacional do cereal em 2018”, conta Lemainski.

Segundo ele, um levantamento junto ao setor cooperativista apontou foco em duas demandas para a Embrapa: genética/cultivar e transferência de tecnologia: “A genética exige mais tempo e investimento na pesquisa, mas decidimos investir nos treinamentos intensivos como ferramenta de transferência e já colhemos bons resultados no campo”, explica Jorge Lemainski, lembrando que no próximo ano uma série de ações serão realizadas para quantificar e divulgar os resultados diretos das capacitações na vida do produtor cooperado.

A Universidade de Passo Fundo é uma das instituições parceiras do programa de capacitações. O professor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Vilson Klein, destacou a importância da atualização da assistência técnica: “é preciso que o profissional de campo esteja sempre abastecido de resultados científicos para embasar suas decisões. Existem muitos ‘produtos milagrosos’ para salvar a lavoura e o produtor depende da avaliação do técnico para decidir o quanto vale o custo do investimento e qual a melhor opção para resolver os problemas. Sem dúvidas, esta aproximação com a pesquisa abre caminhos para o desenvolvimento do agronegócio”.

Para o Superintendente da OCB, Renato Nobile, a aproximação com a Embrapa preenche uma lacuna no campo: “o contingente técnico das cooperativas precisa atuar como vetor para levar as tecnologias até o produtor. A aproximação com a pesquisa é uma necessidade, a melhor forma para enfrentar os desafios crescentes na agropecuária brasileira”.

 

TRIGO NAS COOPERATIVAS

De acordo com o analista da Embrapa Trigo Adão Acosta, a fundação de muitas cooperativas, especialmente na Região Sul, foi estabelecida na produção de trigo, onde até hoje a cultura compõe o nome das organizações, como Coopatrigo, Cotrirosa, Cotriel, Cotripal, Cotrijal, Cotriguaçu, Cotrisal, Cotricampo, entre outras.

Para Acosta, hoje, apesar da cultura estar relegada ao papel de coadjuvante no cenário nacional de grãos, cada vez mais o trigo desponta como importante base do sistema de produção, tanto na movimentação das propriedades durante o inverno, como para o melhor desempenho dos cultivos de verão. “É preciso reconhecer que sem cooperativa, não existe trigo. Sozinho o produtor nem sempre consegue o melhor preço para a aquisição de insumos, acompanhamento técnico na lavoura ou fazer a comercialização da safra. Porém, a cooperativa também teria dificuldade para se manter rodando com apenas uma safra no ano. Enfim, nesta parceria todos ganham: a Embrapa que vê o conhecimento chegar ao campo; a cooperativa com seus departamentos técnicos qualificados e com a estrutura em movimento; e o produtor que pode ampliar com segurança a geração de renda na propriedade”, conclui Acosta.

 

DEPOIMENTOS

Na turma de 2018, as estratégias para controle de plantas daninhas chamaram a atenção do técnico da COASA (unidade de Gentil, RS) Catio De Conto: “já na implantação desta safra de verão, seguimos rigorosamente as recomendações do pesquisador da Embrapa e, até o momento, não tivemos problemas no controle da buva, por exemplo. Também estamos aplicando os cuidados com a rotação de culturas, ajudando os produtores no planejamento para evitar o pousio”.

O representante da Cotripal, Gert Müller, avaliou que o monitoramento da lavoura, recado destacado em todos os módulos da capacitação, pode ser o limiar entre o sucesso e o fracasso da lavoura: “estamos trabalhando no monitoramento das lavouras, mas dependemos muito da qualificação técnica do produtor. Onde conseguimos o apoio do cooperado para fazer o acompanhamento da lavoura, os ganhos são muito bons, tanto em rendimento de grãos quanto no retorno financeiro”.

Participaram da turma 2018 da Capacitação na cadeia produtiva em cereais de inverno Embrapa - Sistema OCB 35 profissionais dos departamentos técnicos das cooperativas Camnpal, Coasa, Cotrijal, Coagrisol, Copermil, Cotriel, Auriverde, Cotricampo, Cooperalfa, Cotripal, Cotribá, Coagril, Frísia e Cotapel. (Fonte: Embrapa)

FGCoop realiza III Fórum de Monitoramento

Brasília (3/12/18) – Fortalecer o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Esse é um dos objetivos da edição 2018 do Fórum de Monitoramento do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), que ocorre nestas quarta e quinta-feira, em Brasília. O evento que conta com o apoio do Sistema OCB é voltado a representantes de cooperativas, centrais e confederações.

Dentre os assuntos a serem abordados ao longo dos dois dias do fórum estão a apresentação do novo modelo de monitoramento, construído a partir da realidade das cooperativas de crédito, por integrantes do SNCC e, também, do Sistema OCB. “A forma de assistência financeira do FGCoop também será apresentada aos participantes, pois, na nossa avaliação, é muito importante que todos saibam como e quando obter esse tipo de apoio do Fundo”, explica Cláudio Weber, diretor do FGCoop.

Segundo o diretor, a realização dessa terceira edição do fórum mostra o compromisso do FGCoop com o desenvolvimento sustentável das cooperativas de crédito. “Nossa missão é muito clara: é proteger os depositantes do SNCC nos limites da regulamentação, contribuindo para sua solidez, perenidade e imagem. Por isso, nos empenhamos em marcar nossa presença numa ampla rede de proteção ao sistema financeiro brasileiro que envolve regulação prudencial, supervisão eficiente, legislação, práticas adequadas de gestão e metodologias adequadas de contabilidade e de transparência na divulgação de informações à população”, reforça Weber.

 

GESTÃO

Representantes do Sistema OCB apresentarão o cenário de governança cooperativa no Brasil. A intenção é iniciar o debate sobre a importância do tema para o SNCC. Por fim, uma equipe do Banco Central do Brasil marcará sua presença discorrendo sobre auditoria cooperativa.

 

PROGRAMAÇÃO

Na quarta-feira, o evento começa às 14h e segue até às 18h30. Na quinta, dia 6, a programação será iniciada às 9h. A conclusão do fórum está prevista para as 12h30.

Ocergs realiza Encontro de Comunicadores

Brasília (27/11/18) – Os preparativos para o Encontro Estadual de Comunicação Cooperativista, realizado pelo Sistema Ocergs, já estão sendo finalizados. O evento ocorre nesta quinta-feira, dia 29, a partir das 9h30, na Casa do Cooperativismo Gaúcho, no Parque Assis Brasil, em Esteio, e é destinado a assessores de imprensa, jornalistas, publicitários, relações públicas e demais profissionais ligados à área de comunicação e marketing que atuam no movimento cooperativista do Rio Grande do Sul.

O Encontro traz como tema central a “Comunicação Transmídia: A Era da Interatividade entre os Canais”, com a proposta de debater o conceito de narrativas transmídias e a aplicação prática na comunicação de empresas e cooperativas. A escolha do tema está alinhada a um conceito contemporâneo que faz parte do cenário da Comunicação no século XXI. As cooperativas realizam trabalhos de marketing digital e mídias sociais, e cada vez mais os profissionais da área necessitam aprofundar conhecimentos e competências para desenvolver e gerir estratégias de audiovisual e convergência com as novas mídias.

 

NOVAS EXPERIÊNCIAS

O contexto atual apresenta um universo atravessado por telas eletrônicas e em constante desenvolvimento. Com a disseminação das tecnologias móveis e interativas, muda-se radicalmente a experiência dos usuários com as mídias. Aparecem novos modelos de negócio, como apps, redes sociais, conteúdos on demand e para segunda tela (second screen), mostrando que a indústria audiovisual tem demandas sempre novas e cada vez mais desafiadoras.

 

TRANSMÍDIA

E toda essa evolução na forma das cooperativas se comunicarem com seus respectivos públicos-alvo está diretamente relacionada à escolha do tema. Transmídia, do inglês transmedia, significa conteúdo que se sobressai a uma mídia única. Na prática, significa que as diferentes mídias transmitirão variados conteúdos para o público de forma que os meios se complementem, pois se o público utilizar apenas um canal terá apenas a mensagem parcial do assunto em questão, já que a transmídia induz ao ato de contar histórias através de várias mídias, com um conteúdo específico para cada uma.

 

DESAFIO

Além dos meios de comunicação tradicionais (mídia out of home, jornal, revista, rádio e televisão), a consolidação da internet e das mídias sociais como ferramentas de comunicação e interação com os públicos-alvo torna as narrativas transmídia um desafio para os profissionais de Comunicação Social. Cada tipo de mídia transmitindo conteúdos específicos diversos, com um objetivo em comum: complementação da comunicação utilizando vários meios.

 

HISTÓRICO

Desde 2014 até 2017, o Encontro Estadual de Comunicação Cooperativista debate temas relevantes que impactam a rotina dos profissionais de Comunicação Social. Comunicação digital, estratégias de relacionamento com a imprensa, inovação, gerenciamento de riscos e crises e outros temas importantes no âmbito da Comunicação Social. Em 2018, a proposta é justamente conciliar diversas discussões sobre meios impressos, eletrônicos, digitais e a convergência de mídias a partir da Comunicação Transmídia. (Com informações do Sistema Ocergs)

Acesse a programação

A força do cooperativismo de crédito

Brasília (20/11/18) - Mais de 9,5 milhões de pessoas em todo o país já conhecem as vantagens de se fazer parte de uma cooperativa de crédito. O número é da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) que estará em Florianópolis (SC) entre os dias 21 e 23 de novembro, participando da 12ª edição do Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito (Concred). O evento é promovido pela Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras).

O evento tem como tema central Cooperativismo de Crédito: Protagonismo e Sinergia em Cenários de Mudança e servirá de cenário para debates que envolvem todos os integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Atualmente, o país conta com 929 cooperativas de crédito.

O Concred celebrará, ainda, a força do cooperativismo de crédito. Segundo dados do Banco Central, a adesão de pessoas físicas ao SNCC aumentou 76% entre 2010 e 2017. A procura foi ainda maior por pequenas e microempresas. O crescimento da carteira de pessoas jurídicas, verificado no mesmo período, foi de 120%.

“As cooperativas de crédito representam a segunda maior rede de atendimento financeiro no Brasil. São mais de 5.800 pontos em todo o país, sendo que em 620 municípios a cooperativa é a única instituição com presença física. Além disso, são responsáveis pela inclusão financeira de milhões de pessoas, uma vez que 70% de seus empréstimos têm valores abaixo de R$ 5 mil, demonstrando o foco das cooperativas no microcrédito”, comenta o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile.

Para ele, a confiança e a credibilidade dos serviços são os principais motivos para que esse modelo de negócio seja bem percebido pela sociedade, formada por pessoas cada vez mais preocupadas com o impacto de seu consumo.

Um dos fatores que impulsionou, ainda mais, a solidez da atividade foi a criação do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), em 2014, e que permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos nas cooperativas singulares de crédito e nos bancos cooperativos, até o valor de R$ 250 mil, em caso de intervenção ou liquidação extrajudicial.

Além do sistema de garantias e da própria regulação do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional, as cooperativas de crédito facilitam o acesso de pequenos e microempreendedores. Ao optar por esse modelo, o cliente torna-se um cooperado ou, em outras palavras, dono do negócio.

Vale destacar que o SNCC possui um portfólio completo e compatível com as demandas de seus cooperados, ou seja, as cooperativas de crédito atuam com todos os produtos e serviços dos grandes bancos de varejo, mas com uma precificação bem mais justa.

 

PALESTRA

O superintendente Renato Nobile apresentará a palestra “O futuro do cooperativismo começa hoje”, na sexta-feira, dia 23/11, durante o Concred. O Sistema OCB terá um estande no evento para promover o Movimento SomosCoop.

Nobile vai abordar as perspectivas do movimento para os próximos anos. “Nosso foco sempre será o cooperado. Queremos acompanhar o mercado para ampliar os negócios, com custo adequados e juros reduzidos, para entregar os melhores produtos com o viés digital sem, no entanto, deixar de lado o atendimento presencial”, afirma.

Dentro do cenário que discute os novos rumos das cooperativas diante do perfil mais arrojado do consumidor brasileiro, fica claro que a inovação é um pilar importante já que o cooperativismo tem buscado soluções para atingir também um público empreendedor mais jovem.

 

PARTICIPAÇÃO CATARINENSE

Dados do Banco Central também revelam que Santa Catarina apresenta a mais expressiva participação no cooperativismo de crédito de todo o país. “Considerando o volume de crédito, dentro da modalidade de empréstimo sem consignação, a atividade cooperativista representa 56% das operações”, afirma Renato Nobile. Para ele, a pujança do modelo do estado de Santa Catarina se deve à tradição do movimento do cooperativismo na região.

Outro dado bastante relevante, segundo a liderança cooperativista, diz respeito à captação de depósitos, indicador que traz SC para o topo da lista com 24,4% do market share. “Acredito que a própria história de Santa Catarina possa explicar essa conjuntura. É algo que está fortemente presente no dia a dia das pessoas que vivenciam, na prática, o valor de cooperar uns com os outros”, afirmou.

 

SISTEMA OCB

Somos um Sistema composto por três instituições: OCB, Sescoop e CNCoop. Temos uma unidade em cada estado do Brasil e, também, no Distrito Federal. Nosso papel? Trabalhar pelo fortalecimento do cooperativismo brasileiro. A OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) cuida da representação institucional junto aos Três Poderes. O Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) é responsável pelas ações de desenvolvimento das cooperativas, cooperados e empregados, com foco em formação profissional, promoção social e monitoramento. E a CNCoop (Confederação Nacional das Cooperativas) completa o tripé, com a representação sindical patronal do movimento. Focos distintos e complementares, que fazem a soma dessas forças resultarem na potencialização de um setor essencial para a economia e a sociedade brasileiras.

 

MAIS INFORMAÇÕES

Sistema OCB

Adriana Moreira - InPress Porter Novelli

(11) 97629-6306 ou (61) 3217-2138

imagem site coop

Cooperativismo é a nova economia global

Brasília (14/11/18) – O último módulo do projeto Conhecer para Cooperar foi concluído nesta terça-feira (13), em Brasília, com a participação dos representantes do governo federal, de agentes financeiros e, também, de cooperativas médicas e odontológicas, focos dessa edição do projeto, que contou com uma etapa teórica, duas, práticas e uma de finalização.

Um dos destaques da programação do último módulo foi a participação do diretor executivo do Instituto Europeu de Pesquisa em Cooperativas e Empresas Sociais (Euricse, na sigla em inglês), Gianluca Salvatori. Ele discorreu sobre as experiências de cooperativas de saúde ao redor do mundo e, também, sobre inovação.

Confira na entrevista abaixo, o que ele pensa sobre o papel do cooperativismo na nova economia global, pautada em um consumo mais ético e responsável.

 

Como o senhor vê o movimento cooperativista em nível global?

Nos países da Europa, claro que, dependendo do lugar e dos efeitos da crise de 2008, o paradigma do desenvolvimento econômico que dirigia nossas economias há cerca de 30 anos passou por profundas mudanças em função dos desafios gerados por essa crise, afetando, inclusive, os lucros das grandes corporações.

Então, depois de 30 anos tivemos de repensar muita coisa e foi um processo que envolveu as universidades, as políticas públicas e os próprios atores da arena econômica, dominada pelo lucro das empresas. O que vemos hoje em dia é uma mudança de atitude que valoriza o trabalho coletivo.

E é aí que as cooperativas entram. Elas têm, atualmente, mais atenção da opinião pública, porque há mais sensibilidade para ver essa nova forma de organização econômica. Então, o que temos observado desde a crise de 2008, é que que as corporações tradicionais como grandes empregadoras não estimulam valores nas pessoas, apenas competição.

E ao mesmo tempo, ao longo desse período precedido pela crise, as organizações cooperativas cresceram em termos de geração de emprego, em indicadores como o índice de retenção e, sobretudo, as organizações cooperativas passaram a ter um papel essencial como resposta das questões sociais exatamente por mostrarem que é possível produzir com respeito aos recursos naturais e às pessoas.

Vejo, pelo menos nos países europeus, um fenômeno comum, que é o cruzamento de duas linhas: uma é a economia tradicional em ritmo de desaceleração; a outra é a economia cooperativista, crescendo rapidamente em termos de capacidade de reação nos mercados onde atuam para enfrentar os desafios que vão surgindo todos os dias.

O momento das cooperativas é agora. Elas precisam continuar mantendo sua dinâmica de valorizar a atitude favorável das pessoas em direção a seus ideais, seus projetos, sempre de um jeito cooperativo de fazer as coisas. Nós acreditamos que as cooperativas têm a chance de crescer muito mais, bastando, para isso, ampliar sua capacidade de reação frente às novas demandas sociais.

 

Na sua opinião, quais necessidades são ou poderão ser tendências?

Todos os tipos de necessidades que envolvem a segurança das pessoas, de forma mais abrangente. Todo mundo precisa se sentir seguro em termos de saneamento básico, emprego e estabilidades diversas.

Nós acreditamos em conexões sociais, que, em função da crise, estão mais e mais desafiadoras. Quero dizer o seguinte: as pessoas nos últimos 50, 60 anos se sentiam protegidas pelo governo. Era como um poder superior, cuidando das nossas vidas, nossa saúde, nossa segurança. Mas, hoje em dia, isso mudou devido à diminuição do poder do governo, por conta da limitação de recursos financeiros, e, acima disso, por causa das questões ligadas à sua legitimidade.

As pessoas não acreditam mais em seus governos e sentem as instituições públicas mais distantes do que nunca. O povo já não acredita que as instituições públicas sabem o que é melhor para ele. As pessoas perderam a confiança nos políticos e na possibilidade de os governos serem ser a chave para resolver qualquer um de seus problemas.

Então, encarando essa falta de confiança que a sociedade tem em relação aos seus governos, o cooperativismo tem uma grande oportunidade diante de si, pois tem a habilidade de recriar os links entre pessoas e as instituições, ampliando as relações de confiança. Além disso, as cooperativas também têm nas mãos os mecanismos de atuar como agentes de desenvolvimento social, com base no desenvolvimento econômico dos cooperados e demais envolvidos no processo produtivo, por exemplo.

Vale ressaltar que o movimento cooperativista não é somente sobre economia. É sobre coesão social, confiança, visão de futuro. O cooperativismo é um modelo econômico que valoriza o lado econômico e o lado social.

 

E como as cooperativas podem fazer isso?

O movimento cooperativista tem a responsabilidade de dar algumas repostas à sociedade, não diretamente as de cunho político, mas associadas ao desenvolvimento, ao crescimento, à transformação. As cooperativas produzem ideias, visões e estratégias para o futuro. Uma das questões que surge naturalmente nos dias atuais, está relacionada à forma de como nós consideramos a escala do tempo, por exemplo.

As organizações políticas têm uma escala de tempo muito curta. Nossos representantes políticos têm de reagir, de acordo com as eleições. Eles não conseguem cuidar do futuro. Eles apenas olham o que pode ser feito entre o fim de uma eleição e o início da outra. Então, esse é um prazo muito curto para se produzir alguma coisa com comprovada eficácia.

Então, considerando esse cenário, quem tem a capacidade de olhar para o futuro? Eu acredito que o DNA do movimento cooperativista tem muito a contribuir. As cooperativas estão entre os poucos, repito, poucos, sujeitos em nossa sociedade e também no cenário econômico que projetam e planejam os próximos 20, 30 anos, mirando as próximas gerações. Então, o trabalho das cooperativas envolve uma aproximação entre uma geração e outra e isso é uma das forças invisíveis, mas reais, do movimento cooperativista.

Essa é uma das formas de responder às inseguranças do nosso tempo, porque as pessoas sentem que elas não têm como saber o que vai acontecer daqui a cinco anos. Elas não sabem o que vai acontecer com seus filhos, nem mesmo com elas quando envelhecerem... quem cuidará delas? Então, muitas das questões problemáticas da nossa sociedade está relacionada ao futuro. Não é sobre o presente.

Quer um exemplo? Nós estamos preocupados com os imigrantes, mas não com aquilo que eles significam hoje e, sim, com o risco que eles podem representar nos próximos anos. A gente sempre pensa: eles vão roubar os nossos empregos? Será que eles vão criar uma pressão social que reduzirá meu bem-estar? Então, muitas dessas questões se relacionam com situações do futuro, entretanto, ninguém, além do movimento cooperativista que tem a cultura e a habilidade de olhar para o futuro, fala do futuro.

 

Então você considera que as cooperativas têm, diante de si, a oportunidade de ocupar os espaços que vão surgir com base na economia do futuro?

Não só a oportunidade, mas a responsabilidade. Nós estamos numa situação ideal para recriar um novo tecido social, uma nova densidade. Nossa sociedade está perdendo a cola que junta as pessoas. Elas estão perdendo seus ideais, sua vontade de trabalhar por um ideal comum. E as cooperativas podem mudar isso, independentemente do setor econômico em que elas se localizem. Em todos esses setores elas podem propor um futuro ideal e o ideal de um coletivo de recursos humanos para que tenhamos um futuro mais promissor para todos.

Então, não há uma área ou setor especificamente que eu vislumbre oportunidades para as cooperativas. Na verdade, essas oportunidades estão em todos os lugares, em todos as áreas. Onde quer que as pessoas precisem de respostas para suas necessidades, ali as cooperativas terão condições de se fortalecerem.

 

E como as cooperativas de saúde, por exemplo, podem ser preparar para o futuro?

Para mim, um dos exemplos de como as cooperativas podem se beneficiar, agora, do futuro, está na área da saúde. Há um processo de mudança na nossa sociedade, em todos os lugares. As pessoas estão envelhecendo, vivendo mais do que no passado e de uma maneira mais problemática do que nos anos 80, 90. Então, a gente precisa pensar em como as cooperativas médicas poderão continuar atendendo seus clientes. Esse é bom cenário sobre o qual as cooperativas médicas podem refletir.

O cooperativismo contra a crise

Brasília (21/11/18) – No Brasil, mesmo com a instabilidade global e a maior recessão econômica de sua história, o cooperativismo pôde mostrar a força de um modelo de negócio que incentiva o empreendedorismo e a solidariedade, visando ao bem-estar de seus cooperados e das comunidades.

A opinião acima é de Edvaldo Del Grande – presidente do Sistema Ocesp e diretor da OCB na região Sudeste – e faz parte de artigo publicado nesta terça-feira (20/11) no jornal Estadão. No texto, a liderança cooperativista também apresenta um breve resumo do passado, do presente e do futuro do cooperativismo. Confira a íntegra do artigo, abaixo:

 

O cooperativismo contra a crise

 

Edivaldo Del Grande*

 

O cooperativismo nasceu como resposta a uma crise: a desvalorização do preço da mão de obra causada pela Revolução Industrial (século 18). Diante dos baixos salários e do aumento brutal da jornada de trabalho, em meio a busca por soluções, líderes trabalhadores tiveram a ideia de criar empreendimentos econômicos baseados na ajuda mútua, sendo que a pioneira delas foi estabelecida em Rochdale (Inglaterra), em 1844. A iniciativa, voltada à compra comum de alimentos para a distribuição entre os associados a preços justos, se revelou um grande sucesso e o cooperativismo se espalhou por todo o mundo como a expressão de uma forma solidária de aquisição de bens, produção e distribuição de riquezas.

Mais de 170 anos depois, o cooperativismo está mostrando que pode ser um antídoto eficaz a outro tipo de crise, essa bem mais grave do que aquela provocada pela Revolução Industrial. Neste ano completamos 10 anos de um dos maiores terremotos econômicos da história, que teve início nos EUA com uma “bolha” no mercado imobiliário – os chamados subprimes –, cujo alarme soou quando o banco Lehman Brothers quebrou. A crise se espalhou para a Europa, a China e o resto do mundo, inclusive o Brasil. E até hoje não nos livramos completamente das ondas de choque deste terremoto.

Nos Estados Unidos, em meio ao colapso do sistema financeiro, as cooperativas tiveram atuação destacada, conseguindo, inclusive, expandir seus negócios. Ancoradas em investimentos mais seguros, com atuação voltada aos interesses dos associados e não na busca pelo lucro fácil, os empreendimentos cooperativistas mantêm solidez invejável no país líder da economia global.

No Brasil, mesmo com a instabilidade global e a maior recessão econômica de sua história, o cooperativismo pôde mostrar a força de um modelo de negócio que incentiva o empreendedorismo e a solidariedade, visando ao bem-estar de seus cooperados e das comunidades. Os números são uma prova disso: as 6.665 cooperativas brasileiras beneficiam, direta e indiretamente, cerca de 52 milhões de pessoas. São mais de 13 milhões de cooperados, em empreendimentos econômicos que geram 370 mil empregos diretos em 13 ramos econômicos.

Quando examinamos as cooperativas brasileiras nesses diferentes ramos, os números revelam enorme consistência. As cooperativas de crédito, por exemplo, são as únicas instituições financeiras existentes em mais de 560 municípios brasileiros. Imagine a importância desse fato para municípios de pequeno porte e com parcos recursos financeiros, onde o acesso ao crédito é bem mais difícil do que nos grandes centros urbanos. Em todo o país, o cooperativismo de crédito tem crescido 20% ao ano.

Já as cooperativas ligadas ao agronegócio – uma das atividades mais pujantes da economia do país – respondem por quase 50% de toda a produção agrícola brasileira, sempre buscando agregar mais valor aos produtos de seus associados. Cooperativas de eletrificação, por outro lado, atendem mais de 800 cidades em todo o território nacional. Na área da Saúde, quase 40% dos brasileiros que dispõem de assistência médica são atendidos por cooperativas. E o segmento transporte então? Nossas cooperativas transportam cerca de 430 milhões de toneladas de produtos; e as cooperativas de táxi, por sua vez, transportam cerca de 2 bilhões de passageiros por ano – média de 5,5 mil pessoas por dia.

E o cooperativismo também colabora com o esforço exportador do Brasil: em 2017, cerca de 240 cooperativas brasileiras exportaram produtos para 147 países no valor de US$ 5 bilhões. Além dos indicadores econômicos diretos, é preciso destacar ainda a contribuição das cooperativas para a distribuição mais justa da renda – uma vez que os resultados são distribuídos de acordo com a participação dos associados. Pesquisa realizada pela FEA-USP Ribeirão Preto já comprovou que onde tem cooperativas o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é, em média, superior aos demais municípios. Isso porque os recursos econômicos circulam na própria região, fazendo girar a economia local e melhorando a qualidade de vida na comunidade.

É atribuída ao naturalista britânico Charles Darwin, o pai da Teoria da Evolução das Espécies, a afirmação de que, na história da humanidade, assim como no reino animal, aqueles que aprenderam a colaborar e a improvisar foram os que sobreviveram. Creio que o cooperativismo, que representa o ápice da colaboração no trabalho, está mostrando mais do que o caminho para sobrevivermos à crise; ele está mostrando o caminho para construirmos as bases de uma sociedade mais solidária, mais sustentável e, por isso mesmo, mais eficiente e menos instável.

 

*Edivaldo Del Grande, presidente do Sistema Ocesp

OCB conclui Conhecer para Cooperar

Brasília (12/11/18) – A experiência das cooperativas de saúde, acumuladas ao longo de meio século de atuação no Brasil, tem sido apresentada a formuladores de políticas públicas e representantes de agentes financeiros desde o final do ano passado, por meio do projeto Conhecer para Cooperar – Ramo Saúde.

E, nesta terça-feira (13), o Sistema OCB e a Faculdade Unimed realizam o último módulo da iniciativa que mostrou, in loco, como as cooperativas contribuem com a melhoria dos indicadores da saúde brasileira, graças à pilares como governança, estratégia e gestão. O evento será realizado na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília.

O grupo composto por representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), do Ministério da Saúde, do BNDES, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) visitou diferentes modelos de cooperativas de saúde, desde operadoras médicas, odontológicas, cooperativas de especialidades e de trabalho médico, federações, confederações e Fundação Unimed.

 

COOPERAÇÃO

O projeto realizado pelo Sistema OCB, suas unidades nos estados de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Ceará, Paraná e Santa Catarina e, ainda, pela Faculdade Unimed contou com a parceria da Confemed, da Unimed do Brasil e da Uniodonto do Brasil.  

 

PROGRAMAÇÃO

Um dos destaques da programação desta terça-feira é a palestra do diretor executivo do Instituto Europeu de Pesquisa em Cooperativas e Empresas Sociais (Euricse, na sigla em inglês), Gianluca Salvatori. Na parte da manhã, ele falará sobre as experiências de cooperativas de saúde ao redor do mundo e, à tarde, falará sobre inovação.

Haverá, ainda, uma mesa redonda para debater a regulação do poder público sobre o cooperativismo e, também, apresentações sobre linhas de crédito e financiamentos e os pleitos do cooperativismo de saúde para os Três Poderes.

 

SOBRE O PROJETO

O módulo teórico ocorreu em Brasília, em dezembro do ano passado. Os módulos seguintes ocorreram em Minas Gerais, Goiás e Ceará, entre os meses de fevereiro e março, e, ainda, em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, em maio.

Dentre os resultados esperados estão: ampliar o conhecimento e a integração entre os diferentes modelos cooperativos que compõem o Ramo Saúde, aumentar a interlocução do sistema cooperativo de saúde com formuladores de políticas públicas e demonstrar o papel central que essas cooperativas podem desempenhar na saúde brasileira.

 

SOBRE O RAMO

- Presente em 85% do território brasileiro;

- Mais de 22 milhões de brasileiros são atendidos pelas operadoras cooperativas;

- Mais de 50 anos de atuação no país;

- Destaques em avaliações (como o IDSS, da ANS);

- Importante ator no atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS);

- Tem desenvolvido, de forma cada vez mais estruturada, políticas de compliance;

- 805 cooperativas;

- 240 mil cooperados;

- Mais de 103 mil empregados;

- Modelo estruturado em sólidas Confederações, Federações e Singulares.  

Sead e Abras assinam acordo de cooperação

Brasília (12/11/18) – A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) assinaram nesta quinta-feira (8), um acordo de cooperação para estimular a comercialização direta da agricultura familiar nas redes supermercadistas. A colaboração visa o fornecimento de alimentos para o varejo, com produtos mais frescos, com maior qualidade e melhor preço. O processo que envolve cooperativas será possível a partir da oferta gratuita de assistência técnica específica e continuada, entre outras ações.

Na prática, o agricultor poderá comercializar diretamente com as empresas, evitando o trabalho de intermediadores. “O comprador vai poder colocar na estante um produto de melhor qualidade e com procedência. Além de proporcionar melhor qualidade dos produtos, gera-se maior renda para quem está no campo”, comentou o secretário especial, Jefferson Coriteac.
 

GANHA-GANHA

Em maio deste ano, a Sead havia assinado um protocolo de intenções que resultou na parceria. Para o dirigente da pasta, a reformulação já se mostrou eficaz. “Será um acordo benéfico para ambos os lados. Não podemos nos esquecer que 27 milhões de pessoas passam todos os dias pelos mercados do país”, completou. O contrato terá validade de 24 meses.

 

COOPERATIVAS

As cooperativas selecionadas para participar são: Cooperativa dos Agricultores Familiares no Município de Bananeiras (Coopafab), Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam), Vinícola de Cezaro, Cooperativa Agropecuária de Produção e Comercialização Vida Natural (Coopernatural), Cooperativa dos Produtores do Leite do Norte de Minas (Coopnorte), Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curuçá (Coopercuc). (Fonte: Sead

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Banco Central realiza IV Fórum de Cidadania Financeira

Brasília (24/10/18) – O Banco Central realizará entre os dias 7 e 8 de novembro, a quarta edição do Fórum de Cidadania Financeira e o Sistema OCB, apoiador desde a primeira edição, não poderia ficar de fora. Por isso, no segundo dia do evento, a gerente de Desenvolvimento Social de Cooperativas, Geâne Ferreira, participará do painel Educação Empreendedora, Cooperativista e Financeira como instrumento de desenvolvimento local: um estudo de caso.

O objetivo é analisar e discutir o contexto e as razões que possibilitaram o alcance dos resultados obtidos com as iniciativas de Educação Empreendedora, Cooperativista e Financeira no município de Chapada Gaúcha/MG, identificando fatores replicáveis de sucesso e pensando nos próximos passos e oportunidades a serem exploradas.

Além da representante do Sistema OCB, também participam do painel: Angela Silva de Paula, analista do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro do Banco Central, Marcos Aurélio Maier, presidente da Cooperativa de Crédito da Chapada Gaúcha (Credichapada) e, ainda, Marcos Geraldo Alves da Silva, gerente regional do Sebrae-MG.

 

SOBRE O EVENTO

O IV Fórum de Cidadania Financeira tem por objetivo discutir o desenvolvimento e a oferta de serviços financeiros responsáveis, que sejam não apenas economicamente viáveis, mas também atentem a princípios como transparência, ética e equidade no relacionamento entre cliente e provedor, levando em conta o presente cenário globalizado e de alta digitalização, bem como a realidade brasileira.

 

PROGRAMAÇÃO

Fórum de Cidadania Financeira começa nesta quarta

Brasília (6/11/18) – Representantes do cooperativismo brasileiro participam nesta quarta-feira (7/11), em Brasília, da quarta edição do Fórum de Cidadania Financeira, realizado pelo Banco Central, com apoio do Sistema OCB e outros parceiros. O evento que durará dois dias ocorre na sede da instituição.

O objetivo do fórum é discutir o desenvolvimento e a oferta de serviços financeiros responsáveis, que sejam não apenas economicamente viáveis, mas também atentem a princípios como transparência, ética e equidade no relacionamento entre cliente e provedor, levando em conta o presente cenário globalizado e de alta digitalização, bem como a realidade brasileira.

 

COOPERATIVISMO

A gerente de Desenvolvimento Social de Cooperativas do Sescoop, Geâne Ferreira, participará na quinta-feira (8/11) do painel Educação Empreendedora, Cooperativista e Financeira como instrumento de desenvolvimento local: um estudo de caso. A intenção é analisar e discutir o contexto e as razões que possibilitaram o alcance dos resultados obtidos com as iniciativas de Educação Empreendedora, Cooperativista e Financeira no município de Chapada Gaúcha/MG, identificando fatores replicáveis de sucesso e pensando nos próximos passos e oportunidades a serem exploradas.

Além da representante do Sistema OCB, também participam do painel: Angela Silva de Paula, analista do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro do Banco Central, Marcos Aurélio Maier, presidente da Cooperativa de Crédito da Chapada Gaúcha (Credichapada) e, ainda, Marcos Geraldo Alves da Silva, gerente regional do Sebrae-MG.

 

AO VIVO

A programação pode ser acompanhada, ao vivo, por meio do canal do Banco Central no Youtube. A lista de atividades dos dois dias está disponível aqui.

OCB participa da 5ª Cúpula de Cooperativas das Américas

Brasília (26/10/18) – O Cooperativismo frente aos desafios globais. Esse foi o tema da quinta edição da Cúpula de Cooperativas das Américas, que terminou hoje, em Buenos Aires, na Argentina. O evento é realizado pelo pela Aliança Cooperativa Internacional para as Américas e reuniu mais de 1,5 mil cooperativistas de 26 países, incluindo do Brasil.  

A ACI-Américas é um organismo internacional que congrega as organizações cooperativistas no continente americano. Durante quatro dias de trabalho, 28 atividades foram organizadas no âmbito da cúpula. Os delegados puderam participar de debates divididos em três eixos: defesa do planeta, serviços financeiros e cooperativismo e os desafios globais. Além dos debates nos três eixos, foram organizadas reuniões com os ramos e os comitês de jovens e de gênero.

Durante a V Cúpula, também foi realizada a Assembleia Geral da ACI-Américas, que elegeu a nova presidente e ratificou os membros do Conselho de Administração. Pela primeira vez na história, a organização será liderada por uma mulher. Graciela Fernandez, presidente da Confederação Uruguaia de Cooperativas foi aclamada unanimemente presidente da ACI-Américas.

A Assembleia Geral também aprovou a indicação dos membros do Conselho de Administração. Formado por um representante de cada um dos 23 países membros da ACI nas Américas, o Conselho tem a responsabilidade de desenvolver o planejamento estratégico e financeiro, assim como auditar as atividades do escritório regional. O representante do Brasil no Conselho será José Alves Souza, presidente da Uniodonto do Brasil, indicado das oito organizações membros da ACI no Brasil.

Ao final do evento, os delegados renovaram o compromisso do movimento cooperativista com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que integram a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidades e que preveem a erradicação da pobreza extrema no mundo nos próximos 12 anos. A Cúpula também resultou em uma carta de compromisso em que os dirigentes cooperativistas se comprometem a trabalhar em prol da integração do movimento nas Américas, assim como coordenar esforços para o cumprimento da Agenda 2030.

Cooperativas podem participar de programa da Conab

 

Foto: Ubirajara Machado
Foto: Ubirajara Machado

Os agricultores familiares, por meio das suas organizações, que desejam participar do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na modalidade Formação de Estoques devem estar atentos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) abre o prazo para inscrição da proposta a partir de 15 de outubro. As cooperativas e associações interessadas podem apresentar propostas por meio do sistema PAANet até o dia 5 de novembro. A expectativa é que a contratação dos projetos inicie a partir de 12 de novembro.

A Conab analisará as propostas considerando os seguintes critérios de participação: mulheres rurais, povos e comunidades tradicionais, assentados(as) e produtores(as) de alimentos orgânicos ou agroecológicos. Projetos de organizações que não operaram nesta modalidade com a Conab nos últimos cinco anos também serão pontuados. Em caso de empate, serão utilizados como parâmetros o cumprimento das obrigações financeiras previstas na contratação, projetos de menor valor e a ordem de apresentação das propostas. O detalhamento dos critérios está disponível na página da Conab.

As propostas devem ser apresentadas por meio de associações ou cooperativas com DAP jurídica e têm como limite R$ 100 mil. Outras informações sobre a elaboração e a inscrição de propostas podem ser obtidas nas superintendências regionais da Conab nos estados.

Os recursos para execução da modalidade são disponibilizados pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead).

A modalidade tem como finalidade apoiar financeiramente a constituição de estoques de alimentos por organizações da agricultura familiar, visando agregação de valor à produção e sustentação de preços. Posteriormente, esses alimentos serão comercializados pela organização de agricultores para devolução dos recursos financeiros ao Poder Público.

Para mais informações acesse.

Para acessar o PAAnet, clique aqui!


Mais informações para imprensa:
Gerência de Imprensa
(61) 3312-6338/ 6344/ 6393/ 2256
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Fonte MDA.

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Unimed realiza 48ª Convenção Nacional

Brasília (26/9/18) – A praia de Porto de Galinhas, localizada na região metropolitana de Recife (PE), é um dos lugares mais bonitos do país, despertando o interesse de turistas de dentro e de fora do Brasil. E, desde ontem, esse cenário paradisíaco é o endereço de diretores e dirigentes das Unimeds, que participam da 48ª edição Convenção Nacional Unimed. Representantes do cooperativismo brasileiro, como o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, e o coordenador do Centro de Agronegócio da FGV/EESP e embaixador especial da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) para o cooperativismo mundial, Roberto Rodrigues, também participam do evento, realizado pela Central Nacional Unimed e Seguros Unimed.

A convenção, na qual estão sendo debatidas questões como inovação, soluções em saúde suplementar, o cenário econômico brasileiro, e perspectivas para o cooperativismo médico, começou nesta terça-feira (25) e termina na quinta, dia 27/9. Neste ano, o tema do evento é Somos Unimed. SomosCoop.

Segundo o presidente da Unimed do Brasil, Orestes Pullin, o Sistema OCB tem sido um parceiro muito forte da Unimed, do ramo saúde como um todo. “Temos tido um apoio muito importante do Sescoop, por meio dos seus vários programas, ao longo dos últimos anos. É um grande trabalho de aprimoramento, de capacitação, garantindo qualidade à gestão das nossas cooperativas”, avalia a liderança.

Hoje de manhã, Renato Nobile e Roberto Rodrigues participaram do painel que apresentou aos presentes o Movimento SomosCoop, iniciativa do Sistema OCB que estimula a valorização do orgulho de fazer parte do cooperativismo e a sensibilização da sociedade brasileira sobre a importância de se reconhecer a contribuição social e econômica das cooperativas do país, bem como sua capacidade de transformação, por meio da geração de trabalho, emprego renda.

“O Sistema OCB criou o movimento SomosCoop para reforçar o conceito do cooperativismo e os benefícios do nosso modelo econômico. Temos como prioridade vidas humanas. Esse é o nosso maior diferencial, nosso maior patrimônio!”, define Orestes Pullin.

Para o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, o SomosCoop é um movimento que vem para dar força ao que as cooperativas já realizam, com o objetivo claro de dar visibilidade às iniciativas transformadoras e, acima de tudo, aos benefícios que o cooperativismo é capaz de apresentar. “O Sistema Unimed tem sido um apoiador importantíssimo, abraçando a causa, levando o SomosCoop em seus eventos, produtos e serviços. Vamos, juntos, mostrar para o Brasil nossa força, os benefícios de ser coop, e a felicidade que geramos”, reforça.

Na parte da tarde, os cooperados e executivos da Unimed debateram questões ligadas às boas práticas de gestão, governança, compliance, relacionamento com o cooperado, desenvolvimento profissional, revisão de processos, intercooperação e participaram, também, da apresentação de iniciativas de sucesso que podem ocorrer em outras partes do país. Dentre os exemplos, está a criação de um fundo imobiliário para a construção de um hospital e, também, as estratégias de ações preventivas para reduzir a judicialização.

 

AMANHÃ

Nesta quinta-feira, haverá a entrega do Prêmio Inova+saúde para projetos desenvolvidos pelas Unimeds nas áreas de sustentabilidade, gestão de pessoas, epidemiologia e marketing. A premiação é iniciativa da Seguros Unimed, entidade que abarca planos de previdência, saúde, riscos patrimoniais e odontologia. De acordo com Helton Freitas, presidente da Seguros Unimed, a ideia é encorajar o desenvolvimento de experiências relevantes para as cooperativas como um todo.

“São apresentados cases que possam contribuir de forma mais ampla, com a possibilidade de que isso seja reproduzido em todo o Sistema Unimed”, disse. “É um evento extremamente importante e que reforça a nossa marca. O seu sentido é integrar, desenvolver negócios e abordar conteúdos técnicos”, pontuou Freitas. Confira a programação completa, clicando aqui.

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Unimed do Brasil avalia 1º ciclo do Qualifica



Brasília (12/9/18) – O segundo ciclo do programa Qualifica, realizado pela Unimed do Brasil, a Faculdade Unimed e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) foi lançado ontem, em Brasília. No total, 38 cooperativas participarão das atividades, que objetivam fortalecer aspectos da gestão e da qualidade assistencial, com foco na capacitação para futuras certificações e acreditações no setor de saúde.

O vice-presidente da Unimed do Brasil, Alberto Gugelmin Neto, participou do evento de lançamento, discorrendo sobre os resultados do primeiro ciclo, realizado entre os anos de 2015 e 2017 e que contou com a participação de 80 cooperativas. Dentre os números avaliados como positivos e apresentados pelo executivo, estão os seguintes:

  • 80 Unimeds, das quais 29 obtiveram a certificação emitida por entidade acreditadora independente;
  • Melhora do desempenho econômico-financeiro de 43% das cooperativas participantes;
  • 90% melhoraram seu Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS). Dessas, 48% subiram de faixa;
  • 83% melhoraram sua classificação no Selo Unimed de Governança e Sustentabilidade.


Para Gugelmin, as expectativas relacionadas ao segundo ciclo são muito grandes. Confira a entrevista com ele:

 

Qual a importância do Sescoop nessa parceria para realizar o programa Qualifica?

Quanto mais a gente estuda e compreende a grandeza do programa Qualifica, mais a gente percebe que, nesse momento atual da saúde suplementar no país, qualificar os nossos gestores e colaboradores é algo fundamental para que possamos oferecer às pessoas aquilo que elas realmente esperam de nós: uma medicina de qualidade.

Esses cursos de formação e qualificação, que preparam as cooperativas para conquistarem às acreditações sejam elas da Agência Nacional de Saúde Suplementar ou de algum outro organismo acreditador, são extremamente importantes e eles têm um custo elevado. Então, se nós não conseguíssemos uma parceria como essa do Sescoop seria inviável a implantação de um programa como esse.

Temos muito a agradecer ao Sescoop por esse apoio. Se a instituição não tivesse acreditado no projeto ele não poderia ser executado. E, hoje, nós já estamos colhendo os frutos dessa parceria. Os resultados da avaliação do primeiro ciclo mostram a melhoria nos processos do dia-a-dia, nas condições econômicas das cooperativas que participaram e, ainda, no grau de qualidade dos serviços prestados por nossos colaboradores.

 

Poderia citar outros exemplos de resultados do primeiro ciclo?

Sim. O primeiro ciclo foi destinado a dois grandes segmentos: as cooperativas de trabalho médico e as instituições que chamamos de recursos próprios do Sistema Unimed (laboratórios e hospitais, por exemplo). Cada um desses segmentos busca acreditações e um têm órgãos específicos que fazem esse tipo de certificação. Por exemplo, a ISO e a ONA estão relacionadas aos recursos próprios, ao passo que a Resolução Normativa 277 da Agência Nacional de Saúde Suplementar e, ainda, a própria ISO, se aplicam às cooperativas.

Então, é feito um grande investimento em termos de preparação das equipes para que elas possam receber os acreditadores. São dois anos de preparo, para que, finalmente, essa avaliação ocorra. E o que a gente percebeu é que um grande percentual das participantes do primeiro ciclo realmente conseguiu evoluir nas suas acreditações. E, quando a gente começa a olhar o que realmente ocorreu, por meio de alguns indicadores, a gente fica muito surpreso por constatar que, quando se aprimora o desenvolvimento profissional das pessoas, a qualidade aparece.

Por exemplo, se tomarmos o indicador de desempenho econômico-financeiro que é feito pela Unimed do Brasil, percebe-se que aquelas que participaram do programa Qualifica aumentaram mais de 40% o seu resultado. E, quando a gente observa o IDSS, medido pela ANS, nosso órgão regulador, percebemos também que muitas participantes melhoraram seu índice ou até mudaram de faixa, o que é muito bom. Isso nos mostra que a melhoria profissional traz um resultado muito evidente para a cooperativa.

Além do IDSS, temos também o selo Unimed de Governança e Sustentabilidade, desenvolvido pela Unimed do Brasil para estimular a governança e as boas práticas, então, a gente percebeu que 83% das cooperativas que participaram do programa melhoram sua classificação no selo. De fato, o programa Qualifica só traz resultados positivos para as Unimeds que participam.

 

Qual sua avaliação sobre o interesse das Unimeds no programa Qualifica?

A Unimed do Brasil fez e faz um grande trabalho de divulgação, usando todos os seus recursos, para que os presidentes de singulares compreendam a importância de trabalhar todos os setores dentro da cooperativa sem prescindir da qualidade. Então, quando a gente faz um chamamento ao sistema e recebe 100% de resposta, fica muito feliz por perceber que, atualmente, para as cooperativas médicas, qualidade é algo que passou a ter valor.

As cooperativas viram que é necessário investir nessa área e que terem essas certificações, como a da ANS por exemplo, é um diferencial, sobretudo num setor com tanta concorrência. Esse Jeito de Cuidar Unimed, nosso slogan, é verdadeiro. O nosso jeito é diferente. As pessoas acreditam que não é simplesmente entregar saúde, mas entregar saúde de qualidade.

 

Qual a expectativa para a realização do segundo ciclo do programa Qualifica?

Nossa expectativa é bem grande, afinal, tivemos sucesso no primeiro ciclo. Para esse segundo, iremos trabalhar com 38 cooperativas e, para isso, temos um grupo treinado, o que permitirá que as intercorrências do primeiro não ocorram novamente. Assim, teremos condições de fazer um treinamento mais eficiente e, graças à experiência adquirida, esperamos obter índices futuros de certificação e de acreditação ainda melhores.