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OCB, representando a cadeira 1.3, vai liderar Conselho de Administração da associação por 20 semanas
O cooperativismo de crédito brasileiro ampliou seu protagonismo ao assumir, nesta terça-feira (6), a presidência do Conselho de Administração da Associação Open Finance. Com a mudança, a OCB passa a exercer a liderança do colegiado pelas próximas 20 semanas.
“O exercício da presidência do conselho consolida o reconhecimento do cooperativismo de crédito como um ator estratégico na evolução do sistema financeiro brasileiro, com contribuições técnicas qualificadas e compromisso com a inovação, a concorrência saudável e o interesse do usuário”, afirmou Clara Maffia, gerente-geral da OCB.
A OCB é representada no Conselho por Márcio Alexandre, superintendente de Arquitetura e Governança de TI do Sicoob. A atuação ocorre em um momento decisivo para a consolidação do Open Finance no Brasil, marcado pelo avanço da interoperabilidade, da segurança da informação e da ampliação do protagonismo dos usuários no sistema financeiro.
A vice-presidência do Conselho de Administração será ocupada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, representada por Gustavo Cappi, executivo do Itaú Unibanco. A composição do colegiado reflete a pluralidade de segmentos que integram a governança do Open Finance no país e evidencia o reconhecimento da maturidade técnica e institucional do cooperativismo de crédito no debate estratégico do setor.
Para a OCB, assumir a presidência do Conselho de Administração da Associação Open Finance representa um avanço institucional consistente, amplia a presença do cooperativismo em instâncias decisórias e reforça sua contribuição para a construção de um ambiente financeiro mais competitivo, inovador e inclusivo.
Evolução
O Open Finance Brasil, regulamentado pelo Banco Central, é uma evolução do Open Banking, e amplia o escopo de compartilhamento de dados e serviços financeiros. O sistema abrange dados de contas e crédito, além de produtos como cartão de crédito, seguros, previdência, câmbio, investimentos e serviços de pagamento. A iniciativa é vista como uma transformação da relação entre consumidores e instituições financeiras, ao promover inovação, personalização de produtos e maior transparência.
Considerado um dos sistemas mais avançados do mundo, o Open Finance Brasil começou a ser implementado em 2021. Ele visa transformar a relação entre consumidores e instituições financeiras, criando um ecossistema mais integrado e dinâmico. O sistema segue padrões rígidos de segurança cibernética e proteção de dados, e os consumidores, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, têm total controle sobre o compartilhamento de suas informações, podendo autorizar, restringir ou revogar o acesso a seus dados de maneira a qualquer momento.
Saiba Mais:
Sanção presidencial reconhece atuação do cooperativismo e abre caminho para inclusão digital
Nesta terça-feira (6), foi sancionada pelo Poder Executivo a Lei nº 15.324/2026, que assegura às cooperativas a prestação de serviços de telecomunicações em todo o país. A nova legislação não teve vetos e já está em vigor.
A medida representa um marco para o cooperativismo brasileiro ao conferir segurança jurídica e ampliar a participação do modelo cooperativo na oferta de conectividade, especialmente em áreas rurais e regiões com menor cobertura.
“A sanção desta lei é uma conquista histórica para o cooperativismo. Ela reconhece o papel das cooperativas como agentes de desenvolvimento e abre novas frentes para levar inclusão digital, competitividade e qualidade de vida às comunidades”, afirmou Márcio Lopes de Freitas, presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB.
A nova legislação resulta da conversão do PL 1.303/2022, aprovado pelo Congresso Nacional no final do ano passado, após
ampla articulação do Sistema OCB, em parceria com cooperativas do ramo de infraestrutura e entidades do setor. Nesse processo, a Infracoop teve atuação relevante na produção de subsídios técnicos e na articulação institucional, colaborando no diálogo permanente com integrantes do Parlamento e do Poder Executivo. O texto reconhece formalmente as cooperativas como prestadoras de serviços de telecomunicações.
Autor da proposta, o deputado federal e membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Evair de Melo (ES), destaca o impacto social da medida. “É um passo concreto para reduzir desigualdades e promover desenvolvimento com base na organização comunitária”.
No Senado, a matéria foi relatada pelo senador Flávio Arns (PR),
presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) e integrante da Frencoop. Para ele, a aprovação e a sanção do texto reforçam o caráter inclusivo da política pública. “A conectividade é condição básica para cidadania, educação e inovação. As cooperativas têm capilaridade e compromisso local, e essa lei amplia as possibilidades de levar tecnologia e oportunidades a milhões de brasileiros”, afirmou.
Na Câmara dos Deputados, o projeto teve relatoria do deputado Heitor Schuch (RS), que acompanhou de perto a articulação com o setor. “O cooperativismo tem histórico de prestação de serviços essenciais com eficiência e compromisso social. Ao garantir segurança jurídica às cooperativas de telecom, o Congresso fortalece um modelo que gera inclusão e desenvolvimento regional”, avaliou.
Com a sanção, o cooperativismo passa a contar com um ambiente regulatório mais claro para atuar no setor de telecomunicações, amplia sua contribuição para a inclusão digital e reforça o papel das cooperativas na oferta de serviços essenciais, em complemento às políticas públicas e ao mercado tradicional.
Saiba Mais:
As entidades setoriais da indústria financeira e bancária, de meios de pagamento, bem como do mercado capitais, que representam, em seu conjunto, um universo de 757 Instituições Financeiras (IFs), entre comuns e exclusivas, além de 689 cooperativas de crédito e 15 associações vinculadas à Fin, REITERAM sua posição pública de que:
-
depositam plena confiança nas decisões técnicas do Banco Central, nos seus âmbitos de atuação regulatória e de fiscalização;
-
é imprescindível preservar a independência institucional e a autoridade técnica das decisões do Banco Central, de forma a manter um dos pilares fundamentais de qualquer sistema financeiro sólido, resiliente e íntegro;
-
o Banco Central brasileiro exerce esse papel, que inclui uma supervisão bancária atenta e independente, voltada para a solvência e integridade, de forma exclusivamente técnica, prudente e vigilante.
11 Entidades signatárias da Nota Conjunta
|
Sigla das Entidades |
Denominação da Entidade Representativa |
Quantidade de Associadas |
|
Fin |
Confederação Nacional das Instituições Financeiras |
15 associações |
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ABBC |
Associação Brasileira de Bancos |
127 IFs |
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ABBI |
Associação Brasileira de Bancos Internacionais |
48 IFs |
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ABDE |
Associação Brasileira de Ifs de Desenvolvimento |
35 IFs |
|
Abecs |
Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços |
72 IFs |
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ABRACAM |
Associação Brasileira de Câmbio |
111 IFs |
|
Acrefi |
Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento |
78 IFs |
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Anbima |
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais |
139 IFs |
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Febraban |
Federação Brasileira de Bancos |
115 IFs |
|
OCB |
Organização das Cooperativas Brasileiras |
689 Cooperativas |
|
Zetta |
Associação que representa empresas do setor financeiro e de meios de pagamentos |
32 Fintechs |
Saiba mais:
- Avanços regulatórios e políticas públicas fortaleceram o coop em 2025
- Sistema OCB defende atuação do Banco Central do Brasil
- Retrospectiva institucional: o legado do coop brasileiro em 2025
Sistema OCB ampliou presença institucional, fortaleceu diálogo internacional e consolidou movimento como modelo de desenvolvimento sustentável
2025 ficará registrado como um dos anos mais estratégicos da história do cooperativismo brasileiro. Em um contexto global marcado por desafios climáticos, econômicos e sociais, o Sistema OCB ampliou sua presença, fortaleceu o diálogo internacional e projetou o cooperativismo como uma resposta concreta para o desenvolvimento sustentável. A celebração do Ano Internacional das Cooperativas deu o tom dessa trajetória, que combinou comunicação, articulação global e ações de campo.
Um ano para mostrar o valor da cooperação
Alinhado ao reconhecimento internacional do coop, o Sistema OCB lançou uma ampla campanha de comunicação nacional para dialogar diretamente com a sociedade: Bora cooperar por um mundo melhor? A estratégia buscou traduzir, de forma inspiradora, o impacto real das cooperativas na vida das pessoas e nos territórios. Estruturada em três fases ao longo do ano, a campanha percorreu desde uma abordagem mais conceitual e inspiracional até a apresentação de histórias reais e, por fim, o aprofundamento da agenda ESG.
Já o Dia Internacional do Cooperativismo foi marcado por ações simbólicas e de forte impacto, que projetaram o cooperativismo brasileiro para o mundo. Produções audiovisuais especiais resgataram a trajetória histórica do movimento. A estratégia incluiu ainda conteúdos editoriais em grandes portais e ativações urbanas que levaram a mensagem da cooperação a públicos diversos. O Coops Day foi tratado como um marco de posicionamento institucional.
Cultura cooperativa como legado
Outro destaque de 2025 foi o investimento na valorização da memória e da identidade do coop. O lançamento do Mapa Digital do Patrimônio Cultural Cooperativo e do livro e exposição fotográfica Cooperativas do Brasil: Retratos de um mundo melhor, consolidaram um legado que une história, inovação e pertencimento.
Esse legado foi complementado pelo documentário Histórias de um Mundo Melhor, que reúne histórias de agricultores, extrativistas, profissionais da saúde, jovens, lideranças comunitárias e empreendedores que encontraram no modelo cooperativista um caminho para gerar renda, fortalecer comunidades e preservar tradições locais.
Cooperativismo e clima: da narrativa à prática
A agenda climática ocupou espaço central na atuação institucional do Sistema OCB. A preparação para a conferência do
clima realizada no Brasil incluiu iniciativas inovadoras de aproximação com formuladores de políticas públicas, órgãos internacionais e imprensa.
A imersão pré-COP30 levou representantes de ministérios, bancos de desenvolvimento e agências multilaterais a vivenciar, no campo, experiências cooperativistas no Sul e no Norte do país. O contato direto com cooperativas de crédito, agroindústrias, organizações extrativistas, hospitais e projetos comunitários mostrou, na prática, como o cooperativismo entrega resultados alinhados à sustentabilidade, à inclusão produtiva e à preservação ambiental.
Poucos meses depois, uma press trip, organizada também pelo Sistema OCB, reuniu jornalistas em diferentes regiões da Amazônia. As reportagens resultantes contribuíram para qualificar o debate público e apresentar o cooperativismo como solução concreta para desafios globais.
Protagonismo na conferência do clima ![54935102938 f2229f371f k 38b56]()
Durante a COP30, o coop brasileiro ocupou espaços estratégicos e participou ativamente dos principais debates. A presença em todas as zonas oficiais do evento consolidou o setor como articulador de soluções baseadas no território, com foco em produção sustentável, segurança alimentar, financiamento verde, seguros e transição justa.
Ao longo da programação, dezenas de painéis, oficinas e casos práticos mostraram como as cooperativas já atuam na redução de emissões, na adaptação climática e na geração de renda. A celebração do Ano Internacional das Cooperativas, realizada durante o evento, simbolizou o reconhecimento global do modelo e encerrou um ciclo de visibilidade sem precedentes.
Um legado que aponta para o futuro
2025 deixou um legado institucional robusto para o cooperativismo brasileiro. Em um ano histórico, o movimento se consolidou como parte essencial da solução no Brasil e no mundo. Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o ano representa a consolidação de um modelo que coloca as pessoas no centro das decisões.
“O cooperativismo mostrou, em 2025, que é parte essencial da solução para os desafios do nosso tempo. Não falamos apenas de discurso, mas de resultados concretos: geração de renda, inclusão social, produção sustentável e fortalecimento das comunidades. Esse é o legado que deixamos e o caminho que seguimos construindo, juntos”, afirmou.
Saiba Mais:
- Sistema OCB amplia voz política e cooperação climática em 2025
- Relatório da ONU cita o coop como solução local para ação climática
- Avanços regulatórios e políticas públicas fortaleceram o coop em 2025
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), entidade de representação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), nos termos da Lei n° 5.764/1971, alinhada à manifestação pública de outras associações do mercado, reitera o seu reconhecimento e apoio institucional à atuação técnica, independente e responsável do Banco Central do Brasil (BCB) no exercício de suas competências constitucionais e legais de regulação, supervisão e fiscalização das instituições financeiras.
O Banco Central do Brasil exerce papel essencial para a estabilidade, solidez e credibilidade do Sistema Financeiro Nacional, nos termos do art. 192 da Constituição Federal, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, e da Lei Complementar nº 179, de 24 de fevereiro de 2021, que assegura sua autonomia técnica, operacional e decisória. Essa independência é condição indispensável para que os processos de supervisão ocorram com base em critérios objetivos, técnicos e isentos, livres de pressões circunstanciais, garantindo previsibilidade regulatória e segurança jurídica.
Para o cooperativismo de crédito brasileiro, que hoje responde por parcela relevante da inclusão financeira, do financiamento à atividade produtiva e do desenvolvimento local em milhares de municípios, a atuação firme, técnica e imparcial da autoridade supervisora é elemento central para a preservação da confiança dos cooperados e para a sustentabilidade do modelo cooperativo. A supervisão exercida pelo Banco Central contribui diretamente para o fortalecimento das boas práticas de governança, gestão de riscos e solvência das cooperativas de crédito.
A OCB reafirma que a independência do Banco Central nos processos de fiscalização e supervisão das entidades supervisionadas não constitui prerrogativa institucional isolada, mas sim um instrumento de proteção do interesse público, da poupança popular e da estabilidade do sistema financeiro como um todo. Questionamentos ou debates institucionais devem ocorrer nos marcos do devido processo legal, com respeito às competências legalmente estabelecidas e às instâncias próprias de controle.
Nesse contexto, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, por meio da OCB, reitera seu compromisso com a defesa da institucionalidade, da segurança jurídica e da autonomia técnica do Banco Central do Brasil, pilares fundamentais para o funcionamento equilibrado e sustentável do Sistema Financeiro Nacional.
Sistema OCB, 27/12/2025
Atuação técnica e política garantiu segurança jurídica, crédito, novos mercados e competitividade
A agenda de regulamentação e políticas governamentais foi um dos pilares da atuação do Sistema OCB em 2025. Em um ambiente legislativo marcado por reformas estruturais, medidas provisórias e decisões judiciais relevantes, o cooperativismo avançou em frentes decisivas para a segurança jurídica, o acesso a crédito, a sustentabilidade econômica e a ampliação de sua atuação em novos setores. O trabalho articulado com o Congresso Nacional, o Executivo, o Judiciário, órgãos reguladores e a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) resultou em conquistas concretas para o movimento.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou a importância das realizações do ano. “Atuamos de forma
técnica, permanente e articulada para garantir segurança jurídica, ampliar o acesso a crédito e fortalecer a competitividade das cooperativas em diferentes ramos, sempre com foco no desenvolvimento sustentável e no impacto positivo nos territórios”, afirmou.
Para o presidente da Frencoop, deputado Arnaldo Jardim (SP), “as conquistas regulatórias e legislativas do cooperativismo em 2025 refletem uma agenda construída com responsabilidade, visão de futuro e compromisso com o desenvolvimento do país”.
Recuperação judicial
Um dos marcos do ano foi a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que definiu, por unanimidade, que créditos decorrentes de contratos entre cooperativas de crédito e seus associados configuram atos cooperativos e não se submetem aos efeitos da recuperação judicial. O entendimento em casos envolvendo cooperativas dos sistemas Sicredi e Sicoob, reafirmou os princípios da Lei 5.764/71 e fortaleceu a previsibilidade jurídica do setor, resultado de uma atuação contínua do Sistema OCB junto ao Judiciário.
Crédito, fundos públicos e desenvolvimento regional
A ampliação do acesso das cooperativas às políticas de crédito e aos fundos públicos foi uma das prioridades da Agenda Institucional do Cooperativismo em 2025. Ao longo do ano, o Sistema OCB apresentou estudos técnicos para fortalecer a atuação do cooperativismo de crédito nos Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE), defendendo ajustes normativos e operacionais. O diálogo envolveu ministérios, superintendências regionais, governos estaduais, parlamentares e conselhos gestores.
No Congresso, avançaram propostas estruturantes como o PLP 262/2019, que permite o acesso das cooperativas aos fundos de desenvolvimento regional (FDNE, FDA e FDCO), e a Lei nº 15.184/2025 que autoriza cooperativas a acessar diretamente recursos do FNDCT, principal fundo de financiamento à inovação do país.
Crédito consignado, trabalho e proteção social
Outro avanço relevante foi a sanção da Lei nº 15.179/2025, que moderniza as regras do crédito consignado. A atuação do Sistema OCB e da Frencoop foi decisiva para assegurar a manutenção dos convênios diretos entre cooperativas de crédito e empregadores fora da plataforma E-Consignado, preservando proximidade com o cooperado, taxas mais justas e continuidade operacional.
Na pauta trabalhista e previdenciária, o Sistema OCB contribuiu para o debate do PLP 42/2023, que trata do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) na aposentadoria especial, e acompanhou a Portaria MTE nº 1.039, que define critérios para habilitação na Plataforma Crédito do Trabalhador, avaliando seus impactos para as cooperativas de crédito.
Política agrícola, cadeias produtivas e gestão de riscos
A defesa de setores estratégicos também marcou o ano. Em audiência na Câmara dos Deputados, o Sistema OCB
apresentou propostas para proteger a cadeia do leite, com foco em pequenos e médios produtores. A entidade defendeu a revisão de medidas antidumping contra importações da Argentina e do Uruguai, além de ações voltadas ao equilíbrio de mercado, à modernização produtiva e à qualificação da mão de obra.
O Sistema OCB acompanhou ainda o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026, com R$ 78,2 bilhões destinados ao Pronaf, além de R$ 10,8 bilhões para outros programas destinados a esse público. E, ainda, do Plano Safra da Agricultura Empresarial 2025/2026, que disponibilizou R$ 516,2 bilhões em recursos. Na avaliação da presidente executiva, Tania Zanella, “os planos avançaram ao reconhecerem o papel das cooperativas, mas as condições de acesso ainda ficaram abaixo da demanda do setor”.
Na agenda de gestão de riscos, o cooperativismo manteve mobilização em torno de dois projetos com impactos diretos sobre a segurança econômica de atividades correlatas às atividades das cooperativas. O PL 2.951/2024, que trata do Seguro Rural, foi acompanhado pelo Sistema OCB com foco na ampliação da cobertura, na previsibilidade para produtores cooperados e no robustecimento do orçamento, considerados essenciais para estabilidade da produção agropecuária.
Já o PL 2.307/2023, que aborda a incidência da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) sobre ouro e ferro, foi monitorado em razão de seus efeitos sobre cooperativas inseridas nessas cadeias produtivas, com atuação para evitar impactos desproporcionais sobre custos, investimentos e geração de empregos nos territórios.
Tributação, energia e equilíbrio regulatório
A pauta tributária teve acompanhamento permanente em 2025. O Sistema OCB atuou contra o aumento do IOF, posicionando-se publicamente e acompanhando a tramitação do PDL 214/2025, suspendeu os efeitos do reajuste. Também alertou para os riscos da MP 1.303/2025, que propôs a tributação de LCAs e LCIs, defendendo previsibilidade e segurança jurídica ao lado de instituições como o BNDES.
No setor elétrico, a mobilização institucional garantiu a aprovação da MP 1.304/2025 sem o dispositivo que extinguia a subvenção por baixa densidade de carga, preservando a sustentabilidade das cooperativas de energia que atuam em áreas rurais e regiões remotas. E também a aprovação da Medida 1.300/2025, que garante ajustes imediatos no setor.
Agenda climática, inovação e novos mercados
A atuação também esteve alinhada às agendas climática e de inovação. O Sistema OCB participou das reuniões das Câmaras Consultivas do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), contribuindo para o debate sobre governança climática e o papel das cooperativas na implementação do Plano Clima.
Na economia verde, houve mobilização pela PEC da Reciclagem e avanço do PL 1.800/2021, que zera PIS e Cofins sobre a venda de resíduos recicláveis. Também avançaram o novo marco legal das PPPs (PL 7.063/17), e o PL 1.303/2022, que autoriza cooperativas a atuar em telecomunicações, e outras iniciativas voltadas à inovação, reciprocidade econômica e novos mercados.
“O aprimoramento das PPPs amplia a capacidade de investimento, fortalece a atuação das cooperativas em projetos estruturantes e contribui para levar serviços de qualidade a regiões onde o Estado e o mercado tradicional têm maior dificuldade de chegar.” avaliou o deputado Arnaldo Jardim.
Já em relação ao projeto que autoriza a atuação de cooperativas em telecomunicações, o deputado Evair de Melo (ES), autor da proposta, afirmou que “o texto reconhece o potencial das cooperativas para ampliar conectividade, inclusão digital e desenvolvimento regional, especialmente em áreas rurais e municípios de menor porte”.
Avanço regulatório no Ramo Seguros
Outro marco do ano foi o avanço na regulamentação das cooperativas de seguros. O Sistema OCB alinhou diretrizes regulatórias e modelos societários junto à Superintendência de Seguros Privados, com foco na construção de um ambiente regulatório adequado às especificidades do cooperativismo, garantindo solidez, transparência e segurança jurídica.
“Garantir regras claras, estabilidade regulatória e previsibilidade é essencial para que as cooperativas possam planejar, investir, gerar renda e ampliar seu papel no desenvolvimento econômico e social do país. Continuaremos trabalhando”, finalizou Tania.
Saiba Mais:
Parcerias, acordos e presença na COP30 consolidaram papel do movimento na agenda
Ao longo de 2025, período marcado pelo Ano Internacional das Cooperativas, pela realização da COP30 no Brasil e por intensas agendas multilaterais, o Sistema OCB ampliou sua presença em espaços decisórios, fortaleceu alianças institucionais e projetou o modelo cooperativista como solução concreta para desafios econômicos, sociais e ambientais.
O ano começou com o lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2025, documento estratégico que consolidou as prioridades do movimento junto aos Três Poderes. A agenda reúne projetos de lei, políticas públicas e temas regulatórios com impacto direto para o setor, e orientou a atuação de representação institucional ao longo do ano.
A agenda climática foi um dos eixos centrais da atuação de representação institucional da entidade. No início do ano foi lançado o Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30, com o tema Juntos por um futuro mais próspero e sustentável, estruturado em cinco eixos que incluem desde a segurança alimentar à adaptação e mitigação de riscos climáticos.
Em julho, a Imersão na Pré-COP30 reuniu autoridades nacionais e representantes de órgãos como Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Centro de Comércio Internacional (ITC). Durante cinco dias, o grupo conheceu experiências de cooperativas no Rio Grande do Sul e em Rondônia. A ação integrou a estratégia Coop na COP30, voltada a ampliar o reconhecimento do setor nas negociações internacionais. Em agosto, o Sistema OCB organizou uma Press Trip pela Amazônia, reunindo jornalistas de diversos veículos nacionais. A iniciativa ajudou a qualificar o debate público e posicionar o cooperativismo como resposta concreta aos desafios globais.
Na própria COP30, realizada em novembro, em Belém (PA), o cooperativismo ocupou espaços de destaque nas três zonas oficiais do evento — Green, Agri e Blue — e em áreas temáticas como a Casa do Seguro. No Pavilhão Coop, tecnologias sociais, produtos da sociobiodiversidade e modelos de governança deram visibilidade ao impacto econômico e socioambiental das cooperativas. A participação também reforçou debates sobre agricultura de baixo carbono, segurança alimentar, mercados de carbono, transição energética justa e gestão de riscos climáticos, além de ampliar parcerias institucionais e oportunidades de financiamento.
Projeção internacional e articulação global ![whatsapp image 2025 12 19 at 15.49.53 89988]()
Brasília sediou, em 2025, o encontro do Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). O evento reuniu lideranças de diversos países para debater estratégia, cooperação internacional e os rumos do cooperativismo no cenário pós-Ano Internacional das Cooperativas.
O ano também marcou a entrada das cooperativas brasileiras no CM50 — Círculo de Liderança de Cooperativas e Mútuas, rede global criada pela ACI para ampliar a influência do setor no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além disso, houve participação ativa na Assembleia da ACI, na 113ª Conferência Internacional do Trabalho, no Fórum Climático da ONU e no Grupo de Trabalho do G20 da ACI
A juventude cooperativista também ganhou projeção internacional com a representação brasileira na Conferência Internacional We the Youth (IFWY 2025), realizada em Seul, na Coreia do Sul. O evento reuniu jovens líderes de mais de 70 países para discutir paz, sustentabilidade e cooperação global.
Fortalecimento institucional e parcerias estratégicas
O projeto Conhecer para Cooperar seguiu aproximando o cooperativismo de crédito do poder público, por meio de visitas técnicas que apresentam boas práticas, impacto social e modelos de negócios que contribuem para a construção de políticas públicas mais aderentes à realidade do setor.
Outro destaque foi a assinatura de seis novos acordos de cooperação com órgãos do governo federal. Entre eles, o acordo de cinco anos com o BNDES, voltado à ampliação do acesso ao crédito, à inclusão financeira e ao fortalecimento do cooperativismo nas regiões Norte e Nordeste. Também foi celebrado um acordo com o Ministério da Educação (MEC), visando a melhoria da qualidade da educação brasileira e a promoção do desenvolvimento regional, por meio do fomento do cooperativismo como instrumento de desenvolvimento econômico e social.
Durante a COP30, ainda foram firmadas parcerias estratégicas com os ministérios de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), além da Natura, com foco em agricultura familiar, bioeconomia, empreendedorismo, inovação e desenvolvimento sustentável.
A formalização de um Acordo de Cooperação Técnica com a Câmara dos Deputados, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT) foi outro marco de 2025. A iniciativa amplia ações de formação cidadã e cria uma ponte educacional entre o Poder Legislativo e entidades do setor produtivo, com foco em jovens, estudantes e profissionais.
O acordo também prevê seminários, oficinas e cursos sobre processo legislativo e orçamento público, além do acesso a programas de pós-graduação e mestrado profissional da Câmara, mediante seleção.
Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, os resultados de 2025 refletem a maturidade institucional do movimento. “Esses acordos e articulações consolidam o cooperativismo como uma solução econômica, social e ambiental, capaz de integrar governo, empresas e sociedade em um ecossistema colaborativo voltado ao desenvolvimento sustentável”.
Saiba Mais:
Medida atualiza regras e amplia a atuação das cooperativas de crédito na retenção de riqueza nos municípios
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (19) a Resolução CMN nº 5.273, que moderniza as regras prudenciais aplicáveis à captação de recursos de municípios por cooperativas de crédito, reconhecendo a maturidade institucional e operacional do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) para atuar nesse segmento.
A possibilidade de captação de recursos públicos municipais por cooperativas de crédito tem fundamento legal na Lei Complementar nº 161, de 4 de janeiro de 2018, e estava regulamentada, no âmbito infralegal, pela Resolução CMN nº 5.051, de 25 de novembro de 2022, especialmente em seu Capítulo IV. Desde então, o tema vem sendo objeto de acompanhamento e aprimoramento contínuo pelo Banco Central do Brasil.
No âmbito do Sistema OCB, a modernização dessas regras figura como pauta prioritária do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (CECO) desde 2020, em razão da relevância do tema para o fortalecimento da atuação das cooperativas e a retenção da riqueza nos próprios municípios.
Passados quase seis anos da autorização legal, o SNCC tem sua maturidade, mais uma vez, reconhecida pelo Banco Central do Brasil, o que se materializa na edição dessa nova norma, com ajustes relevantes no regime prudencial aplicável à captação desses recursos.
Principais avanços trazidos pela nova Resolução
A nova norma estabelece um conjunto de medidas que ampliam a flexibilidade operacional das cooperativas, sem prejuízo da solidez do sistema. Entre os principais pontos, destacam-se:
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Limite de captação de recursos municipais fixado em até 5% do total de depósitos da cooperativa, ou “o somatório dos saldos captados de municípios com cobertura assegurada por fundo garantidor, de vinculação obrigatória por regulação do CMN”, prevalecendo o maior desses valores;
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Livre aplicação dos recursos captados;
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Permissão para captação por meio de contas de pagamento, sem limitação de valor;
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Prazo de adaptação até 31 de dezembro de 2026, permitindo que as cooperativas promovam os ajustes necessários em seus processos e sistemas;
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Elevação do limite para 6% do total de depósitos, no caso de cooperativas filiadas a sistemas cooperativos de dois ou três níveis que mantenham mecanismo de garantias recíprocas capaz de prover liquidez às cooperativas singulares.
Além de ampliar a capacidade das cooperativas de crédito de atenderem aos municípios de forma eficiente e segura, a medida reforça o papel do SNCC no fomento ao desenvolvimento local, ampliando a concorrência no mercado e oferecendo aos entes municipais alternativas alinhadas aos princípios da cooperação, da proximidade e do compromisso com as economias regionais.
O Sistema OCB seguirá acompanhando atentamente a implementação da nova norma e atuando para que o cooperativismo de crédito cumpra o seu papel de agente de desenvolvimento.
Saiba Mais:
Atuação do parlamentar garantiu avanços legislativos e novas oportunidades para o movimento
Ao longo de 2025, o cooperativismo brasileiro contou com uma atuação decisiva no Congresso Nacional para avançar em pautas estruturantes, defender direitos e ampliar o espaço das cooperativas nas políticas públicas. À frente desse movimento esteve o deputado federal Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).
Com uma agenda intensa de articulação política, relatorias estratégicas e diálogo permanente com o Sistema OCB, o
parlamentar foi protagonista em conquistas que impactam diretamente os ramos Crédito, Agro, Infraestrutura, Saúde, Seguros, Consumo, Transporte e Trabalho, além de fortalecer o reconhecimento institucional do cooperativismo no Brasil e no cenário internacional.
Um dos marcos do ano foi a aprovação do projeto que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional (PL 357/2025), de autoria do próprio deputado. A proposta, aprovada na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado Federal, reforça o entendimento de que o cooperativismo vai além de um modelo econômico e expressa valores como solidariedade, democracia, participação coletiva e desenvolvimento regional.
A iniciativa é uma das prioridades do Sistema OCB no Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela ONU em 2025. “O cooperativismo é uma forma de organização econômica, mas também é uma expressão cultural do Brasil profundo, que gera desenvolvimento com inclusão e identidade territorial”, afirmou o deputado.
Articulações
Outro destaque relevante foi a atuação de Arnaldo Jardim como relator do novo marco legal das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões. A modernização das regras amplia a segurança jurídica e cria condições para que cooperativas participem de contratos de longo prazo em áreas como saúde, infraestrutura, saneamento, armazenagem e serviços públicos.
No campo econômico e produtivo, o deputado teve papel central na articulação do Projeto de Lei da Reciprocidade (PL 2.088/2023), aprovado pelo Congresso e transformado na Lei nº 15.122/2025. Como relator da matéria, Arnaldo conduziu o diálogo entre diferentes bancadas e frentes parlamentares para assegurar um instrumento de defesa comercial que protege as exportações brasileiras contra barreiras abusivas impostas por outros países, uma pauta sensível para cooperativas agropecuárias e exportadoras.
Valorização
A agenda de sustentabilidade também ganhou força em 2025 com a apresentação da PEC da Reciclagem (PEC 34/2025), de autoria do deputado. A proposta cria um regime fiscal diferenciado para operações com materiais reciclados, fortalece a economia circular e reconhece o papel estratégico das cooperativas de catadores.
A iniciativa foi construída em diálogo com o Sistema OCB e representa um avanço relevante na valorização social, ambiental e econômica do setor. “A proposta quer corrigir distorções da reforma tributária e dar mais competitividade para a reciclagem. A ideia é simples: insumos reciclados terão tratamento tributário mais vantajoso do que aqueles retirados diretamente da natureza”, explicou Arnaldo.
No cooperativismo de crédito, a atuação do parlamentar foi decisiva para defender a inclusão das cooperativas — especialmente as independentes — no Programa Crédito do Trabalhador. Em lives, audiências e articulações no Executivo e no Legislativo, Arnaldo Jardim reforçou a necessidade de garantir condições equitativas de participação, além de destacar a capilaridade, as taxas mais baixas e o papel das cooperativas na democratização do crédito.
A atuação se estendeu ainda a pautas sensíveis, como a manifestação contrária ao aumento do IOF, que impactaria diretamente o custo do crédito e os investimentos produtivos, e à mobilização que resultou na retirada de dispositivos prejudiciais às cooperativas de energia durante a tramitação da reforma do setor elétrico. Em ambos os casos, a Frencoop, sob a presidência de Arnaldo Jardim, atuou de forma coordenada com o Sistema OCB e outras frentes do setor produtivo.
Diálogo
Além das votações e articulações legislativas, o deputado também teve presença ativa em eventos estratégicos promovidos pelo Sistema OCB, como os seminários sobre cooperativismo de crédito, seguros, desenvolvimento econômico e sustentabilidade, reforçando o diálogo entre Parlamento, governo, cooperativas e sociedade.
Em um ano simbólico para o setor, marcado pelo reconhecimento internacional do cooperativismo, o trabalho desenvolvido no Congresso Nacional contribuiu para fortalecer o ambiente institucional, ampliar oportunidades e consolidar o cooperativismo como vetor de desenvolvimento econômico e social no país. “Cooperativas constroem um mundo melhor — e o Parlamento tem a responsabilidade de criar as condições para que isso aconteça na prática”, concluiu Arnaldo.
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Case brasileiro integra publicação sobre a COP30 e reforça papel do modelo na aceleração dos ODS
O coop brasileiro finaliza o ano com mais reconhecimento internacional. O Sicredi foi citado no relatório Road to Belém: The Local Way, da Coalizão Local 2030, iniciativa apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), como um dos cases globais de soluções locais para ação climática e aceleração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
No documento, o Sicredi aparece como exemplo de financiamento verde cooperativo voltado ao fortalecimento das economias locais, com destaque para iniciativas que promovem a transição energética, a resiliência climática e a inclusão social no meio rural. O relatório reconhece o papel do modelo cooperativista na democratização do acesso ao crédito e na reinversão dos recursos nas próprias comunidades.
O reconhecimento internacional dialoga diretamente com a estratégia do Sistema OCB de posicionar o cooperativismo como parte da solução para os desafios climáticos globais. Nas últimas Conferências do Clima, o movimento tem ampliado sua presença e protagonismo ao levar experiências concretas de cooperativas brasileiras para os espaços de negociação e debate internacional.
Foi nesse contexto que o case do Sicredi integrou o conjunto de iniciativas selecionadas por meio de edital promovido pelo Sistema OCB, voltado à curadoria de boas práticas cooperativistas com impacto socioambiental. As experiências escolhidas foram apresentadas nos estandes do cooperativismo, do governo federal e de entidades parceiras durante a programação da COP, reforçando a narrativa de que soluções construídas a partir dos territórios são fundamentais para enfrentar a crise climática.
O relatório da ONU destaca, entre outros pontos, o alcance do Sicredi no financiamento da agricultura familiar, o apoio a projetos de energia limpa e a criação de mecanismos internos voltados à sustentabilidade, como fundos verdes. A publicação também aponta o potencial de replicação do modelo cooperativista em outros países, especialmente em regiões com forte presença rural e necessidade de ampliar o acesso ao financiamento climático.
“Esse destaque ao Sicredi mostra que o cooperativismo entrega soluções reais, construídas a partir das comunidades, com impacto mensurável na vida das pessoas e no enfrentamento das mudanças climáticas. Levar essas experiências para o centro do debate internacional é fundamental para mostrar que desenvolvimento sustentável se faz com inclusão, governança e cooperação”, afirmou o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas
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Encontro discutiu decreto da Lei nº 12.690/12 e revisão da contribuição previdenciária
O Sistema OCB se reuniu, nesta terça-feira (16), com o secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Gilberto
Carvalho, e com Fernando Zamban, diretor do Departamento de Parcerias e Fomento, para tratar da minuta de decreto que regulamenta a Lei 12.690/2012, que dispõe sobre as cooperativas de trabalho. A agenda teve como foco o aprimoramento do marco legal, com vistas a garantir maior segurança jurídica, valorização do modelo cooperativista e melhores condições de atuação para essas organizações em todo o país.
Durante o encontro, o Sistema OCB destacou a importância de uma regulamentação clara e alinhada à realidade das cooperativas de trabalho, que reconheça suas especificidades e reforce o papel dessas organizações na geração de trabalho, renda e inclusão produtiva. A entidade ressaltou que a regulamentação adequada da lei é fundamental para evitar interpretações equivocadas e assegurar um ambiente mais estável para cooperados e cooperativas.
Outro ponto central da conversa foi a necessidade de revisão da alíquota de contribuição previdenciária dos cooperados enquadrados como contribuintes individuais. O Sistema OCB argumentou que a medida pode resultar em aumento da renda dos cooperados, além de contribuir para a sustentabilidade econômica das cooperativas de trabalho, sem prejuízo à proteção social.
Para o Sistema OCB, o diálogo com o governo é estratégico para o fortalecimento do cooperativismo de trabalho. “A regulamentação da Lei 12.690 é fundamental para dar segurança jurídica às cooperativas, valorizar o trabalho cooperado e assegurar condições mais justas para quem escolhe esse modelo de organização. Ao mesmo tempo, a revisão da alíquota previdenciária pode representar um avanço importante na renda dos cooperados e na sustentabilidade das cooperativas”, destacou Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB.
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Reunião no Ministério da Integração reforça alinhamento institucional e planeja ações para 2026
O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (11), da segunda reunião institucional com a Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). O encontro deu continuidade às tratativas iniciadas após a entrega do documento Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais, apresentada em julho, e teve como foco apresentar o balanço das ações de 2025 e alinhar prioridades para o próximo ano.
A reunião contou com a presença do secretário nacional Eduardo Correa Tavares, da chefe de gabinete, Fabíola Caroline Furtado Barros Carneiro, e do diretor do Departamento de Políticas e Normas dos Fundos e Instrumentos Financeiros, Anderson Mendes Costa.
Ao longo da agenda, a equipe do Sistema OCB reforçou a importância da ampliação da participação das cooperativas de crédito na política pública dos Fundos Constitucionais nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Também foram discutidos avanços regulatórios e operacionais construídos conjuntamente ao longo de 2025.
Outro ponto destacado foram as perspectivas para 2026 de continuidade ao processo de aprimoramento da política pública de desenvolvimento regional. O Sistema OCB elencou os esforços realizados à nível estadual e federal, em conjunto com sistemas cooperativos e Organizações Estaduais, incluindo reuniões com superintendentes (Sudeco, Sudene e Sudam) e participação nas reuniões dos Conselhos Deliberativos desses órgãos, além de parlamentares, secretários estaduais e governadores.
O diálogo contínuo com o ministério é considerado estratégico pelo Sistema OCB, tanto para o acompanhamento das medidas já em andamento quanto para a consolidação de aprimoramentos que tornem a atuação das cooperativas ainda mais efetiva no acesso ao crédito produtivo orientado, ao microcrédito e para o desenvolvimento regional.
A agenda seguirá com novos alinhamentos técnicos ao longo dos próximos meses, com foco na implementação das propostas e no fortalecimento da parceria institucional.
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Em Assembleia Extraordinária, OCB aprova novo estatuto social
A Casa do Cooperativismo, em Brasília, foi palco de mais um dia significativo para a história do movimento nesta terça-feira (9). Lideranças de Organizações Estaduais de todo o país se reuniram para aprovar a modernização da governança da Organização das Cooperativas Brasileiras e aprovar as prioridades estratégicas para 2026. O encontro marcou um movimento de transformação institucional — planejado, participativo e estratégico — que impulsiona a OCB para um novo ciclo de profissionalização, transparência, fortalecimento político e modernização dos instrumentos de apoio ao setor.
Governança dual ![Sistema OCB aprova nova governança e agenda estratégica para 2026]()
A principal decisão do dia veio com a 28ª Assembleia Geral Extraordinária da OCB, que aprovou a reforma estatutária da entidade e reforçou o modelo dual de governança, definindo de forma ainda mais clara a atuação do Conselho de Administração das funções executivas.
Pela nova estrutura e durante o período de transição que segue até 2028, Márcio Lopes de Freitas assume a presidência do Conselho de Administração, fortalecendo sua atuação institucional e política, enquanto Tania Zanella — até aqui superintendente do Sistema OCB — passa a ocupar a Presidência Executiva, com a condução da gestão operacional das atividades.
De acordo com o novo estatuto, os atuais membros da Diretoria da OCB, eleitos conforme o Estatuto Social anterior, permanecerão no exercício de seus cargos até o final do mandato, agora como Conselheiros de Administração. Para o presidente Márcio, a mudança representa um marco evolutivo na trajetória da OCB. “Essa reforma mira futuro. Construímos um modelo mais moderno, equilibrado e transparente, capaz de garantir sustentabilidade institucional para os próximos anos. O cooperativismo amadureceu — e a OCB precisava dar esse salto”, afirmou ao defender o novo arranjo.
O processo de alteração foi amplamente debatido ao longo do ano, com participação do comitê técnico-jurídico, representantes de todas as regiões e de consultorias especializadas. Márcio fez questão de destacar que a construção foi baseada em escuta e transparência: “Agradeço profundamente a todos que contribuíram. Esta foi uma construção feita a muitas mãos, com respeito às diferentes realidades e ao papel de cada Organização Estadual”, declarou.
Responsabilidade
Em seu primeiro discurso como presidente executiva, Tania emocionou o plenário ao reconhecer o simbolismo de sua nomeação. “É uma honra assumir esta missão. Sei da responsabilidade, especialmente por ser a primeira mulher nessa posição. Estou pronta para conduzir a gestão com coragem, diálogo e foco em resultados para as cooperativas. Vocês podem contar comigo”, ressaltou.
Luís Alberto Pereira, conselheiro da Região Centro-Oeste, enfatizou a importância da decisão. “É um momento histórico para o cooperativismo brasileiro. Ter a Tania como a primeira presidente executiva da OCB é um reconhecimento merecido — não apenas pelo seu trabalho, mas pela liderança que exerce com competência, serenidade e diálogo. A salva de palmas que ouvimos hoje diz mais do que qualquer palavra: estamos muito felizes de tê-la à frente da gestão nacional. Esta conquista não é simbólica, é fruto de mérito, preparo e dedicação.”
Também durante a Assembleia, outras lideranças estaduais e conselheiros destacaram o amadurecimento institucional que o momento representa. André Pacelli, conselheiro que representa a Região Nordeste, elogiou o nível de profissionalização alcançado pelo processo. Ele elogiou a capacidade do presidente Márcio de construir consensos e celebrou a chegada de Tania à presidência executiva. ”Que a gente siga estocando conhecimento, inovação e cooperação para fortalecer ainda mais o cooperativismo brasileiro”, declarou.
Ricardo Khouri, conselheiro da Região Norte, enfatizou que o Conselho de Administração terá papel central no aperfeiçoamento contínuo do modelo. “Primeiro muda, depois melhora. Hoje demos um passo gigantesco, e agora cabe ao Conselho aprimorar esse sistema para dar conforto, previsibilidade e solidez a todo o movimento”.
Darci Pedro Hartmann, conselheiro representante da Região Sul, sublinhou o caráter ético e comprometido da nova estrutura ao afirmar que tanto Márcio quanto Tania exercerão suas funções com foco exclusivo no fortalecimento do cooperativismo brasileiro. Para ele, o momento inaugura uma etapa que exigirá maturidade e profissionalização ainda maiores. “Temos muitos desafios, mas também estamos prontos como conselheiros para contribuir com essa evolução”.
Já Edivaldo Del Grande, conselheiro da Região Sudeste, destacou o amadurecimento coletivo demonstrado ao longo de todo o processo. “Foram debates profundos, mas chegamos a um consenso responsável. Agora é colocar em prática, aperfeiçoar e seguir fortalecendo o Sistema OCB”, afirmou.
Plano de trabalho e orçamento 2026
Ainda durante a programação, foi aprovado o plano de trabalho e o orçamento da OCB para 2026, estruturando uma agenda estratégica que reforça o papel da entidade como representante e articuladora nacional, além de promotora de desenvolvimento institucional das cooperativas.
Entre as iniciativas aprovadas estão a ampliação do Programa de Educação Política; o acompanhamento aprofundado da implementação da reforma tributária; a consolidação do marketplace do cooperativismo; diretrizes para o uso ético e eficiente de inteligência artificial; a intensificação de ferramentas de business intelligence (BI); e um conjunto de ações para reforçar a presença pública e a imagem do cooperativismo brasileiro.
Para Márcio, o plano aprovado reflete um sistema confiante e preparado. “Temos uma previsão orçamentária confortável, fruto das Diretrizes do 15º Congresso Brasileiro do Cooperativismo e da escuta às Organizações Estaduais. Isso nos permite executar plenamente as prioridades estratégicas e transformar a visibilidade conquistada pelo cooperativismo em ações permanentes e estruturantes nos territórios”, salientou.
Saiba Mais:
- COP30 deixa legado estratégico para o cooperativismo brasileiro
- Documentário sobre o coop celebra histórias reais de transformação
- Cooperativismo cobra urgência contra avanços das importações de leite
Participação projeta o setor e reforça soluções que unem produção, inclusão e preservação ambiental
A COP30 revelou, com clareza inédita, a força do cooperativismo brasileiro como agente de impacto socioambiental. Em um ano marcado por tensões globais e desafios crescentes relacionados ao clima, o movimento ocupou espaços estratégicos em Belém, apresentou soluções concretas para adaptação e descarbonização e ampliou parcerias com governos, organismos internacionais e delegações de todas as regiões do mundo.
A presença ativa nas três zonas oficiais da Conferência — Green Zone, Agri Zone e Blue Zone — e em espaços temáticos
como a Casa do Seguro, consolidou o setor como um dos principais articuladores de iniciativas climáticas baseadas no território.
Green Zone
No Pavilhão Coop, instalado na Green Zone em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o público teve contato direto com tecnologias sociais, produtos, experiências de campo e modelos de governança cooperativa.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a visibilidade alcançada refletiu a força das soluções construídas coletivamente. “A COP30 mostrou ao mundo que aquilo que o cooperativismo faz há décadas no Brasil — produzir, incluir e preservar — é exatamente o que o planeta precisa neste momento”, afirmou.
Ao longo de duas semanas, a Green Zone recebeu 294.262 visitantes, com pico diário superior a 37 mil pessoas. O Pavilhão do Coop sediou 10 painéis temáticos, promoveu 17 oficinas e degustações abertas ao público e movimentou R$ 135 mil em vendas, com 3.883 produtos comercializados por 11 cooperativas na Feira da Sociobiodiversidade.
Agri Zone ![COP30 deixa legado estratégico para o cooperativismo brasileiro]()
A participação na Agri Zone reforçou a capacidade das cooperativas de impulsionar a agricultura de baixo carbono e a adaptação produtiva. O estande integrou a casa da agricultura sustentável da Embrapa, visitada por 24.469 pessoas de 46 países e 40 delegações oficiais, enquanto mais de 350 debates técnicos destacaram práticas e inovações lideradas por agricultores e cooperados focados na segurança alimentar e nutricional e na agricultura de baixo carbono.
O presidente Márcio observou que essa transversalidade foi determinante para o protagonismo do setor em Belém. “Estivemos presentes em temas tão diversos quanto energia, agricultura, bioeconomia, financiamento verde, seguros, inovação e educação. Isso demonstra o quanto o cooperativismo é parte estruturante da transição climática e um aliado indispensável para acelerar os compromissos assumidos na conferência.”
Blue Zone e Casa do Seguro
Já na Blue Zone, as cooperativas contribuíram para discussões centrais sobre mitigação, mercados de carbono e transição energética justa, participando de sete painéis e levando à mesa a experiência de quem vive o desafio climático no cotidiano da produção. A atuação na Casa do Seguro, por sua vez, ressaltou o avanço do cooperativismo no ramo de seguros e sua conexão direta com resiliência climática.
O espaço, coordenado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), promoveu debates sobre instrumentos de proteção capazes de reduzir riscos associados a eventos extremos. Segundo Márcio, a presença das cooperativas nesse ambiente ampliou diálogos essenciais. “A agenda climática exige inovação em mecanismos de proteção e gestão de risco, e o cooperativismo de seguros tem muito a contribuir para modelos que de fato atendam as comunidades e produtores mais expostos”, declarou.
Necessidades reais
A superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, reforçou que os avanços institucionais da COP30 dialogam diretamente
com as necessidades reais do território. “A crise climática custa caro — e vai custar mais. Para que produtores e comunidades se adaptem, é fundamental garantir instrumentos financeiros acessíveis, simples e adequados à realidade do campo”, destacou.
Segundo ela, o conjunto de decisões firmado em Belém fortalece entre outros a capacidade de as cooperativas de ampliar o financiamento verde, projetos de energia renovável, bioeconomia, conservação e inovação agrícola.
Entre esses marcos, ela citou a triplicação do financiamento global para adaptação até 2035, uma medida que cria espaço para programas específicos voltados, por exemplo, a produtores familiares e pequenas organizações econômicas; a definição da Meta Global de Adaptação (GGA) com 59 indicadores, que permitirá mensurar impactos e orientar políticas de forma mais alinhada ao território; e as diretrizes de transição justa, que reconhecem
a importância da inclusão produtiva e do diálogo social na transformação ecológica.
Papel do cooperativismo
Tania ressaltou ainda que outros resultados da COP30 reforçam diretamente o papel do cooperativismo. O Plano de Ação de Gênero e Clima, ao promover equidade, fortalece práticas que já fazem parte da governança cooperativa. O mapa do caminho para a eliminação do desmatamento amplia, ainda que não tenha entrado na decisão final da conferência, gera oportunidades para cooperativas que atuam com sistemas agroflorestais, reflorestamento e manejo sustentável.
O lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) e o Plano RAIZ, voltado à agricultura resiliente e à degradação zero de solos, cria instrumentos adicionais para financiar iniciativas em biomas como Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica — regiões onde as cooperativas têm presença consolidada e impacto direto. Além disso, o Documento Mutirão, com a proposta de mobilizar US$ 1,3 trilhão anuais em financiamento climático, representa uma oportunidade inédita para escalar projetos que unem produção, conservação e geração de renda, especialmente pelo papel estratégico das cooperativas de crédito nos territórios.
Reconhecimento
Nesse sentido, o reconhecimento formal da agricultura tropical como solução climática também é decisivo, pois valoriza práticas que muitas cooperativas já adotam, como o uso eficiente de recursos, a integração lavoura-pecuária-floresta, a recuperação de áreas degradadas e a produção de alimentos de baixo carbono. “Essas decisões fortalecem o ambiente institucional necessário para que o cooperativismo faça ainda mais pelo clima, pela biodiversidade e pelas pessoas”, explicou Tania.
A superintendente enfatizou, por fim, que o impacto do movimento na COP30 foi sustentado pela qualidade técnica e humana das experiências apresentadas ao mundo. “Mostramos que o cooperativismo brasileiro entrega resultados de verdade: reduz emissões, restaura áreas, gera trabalho, fortalece cadeias produtivas e mantém as pessoas no centro. É esse tipo de solução concreta que o mundo busca — e que podemos ampliar nos próximos anos”.
Celebração
A COP30 também marcou um momento simbólico e histórico para o movimento: a celebração do Ano Internacional das Cooperativas, realizada no Pavilhão Coop na Green Zone com a presença de lideranças nacionais e internacionais.
A cerimônia destacou o papel das cooperativas na construção de economias mais resilientes, inclusivas e sustentáveis, reforçando a importância do modelo cooperativo para responder aos desafios globais. O ato consolidou Belém como palco de encerramento de um ano que projetou as cooperativas para o centro das discussões sobre clima, desenvolvimento e prosperidade compartilhada.
Acordos
Além disso, a conferência foi marcada pela assinatura de acordos de cooperação técnica fundamentais para acelerar o impacto do cooperativismo na agenda climática. Essas parcerias, firmadas com a Natura e os ministérios do Empreendedorismo (Memp), Desenvolvimento Agrário (MDA) e Comércio e
Indústria (MDIC), abrangem áreas como bioeconomia tropical, agricultura de baixo carbono, energias renováveis, manejo florestal sustentável, inovação e finanças verdes.
Os acordos preveem capacitação técnica, desenvolvimento de tecnologias aplicadas ao território, intercâmbio de conhecimento e facilitação do acesso das cooperativas a mecanismos internacionais de financiamento. Com isso, ampliam-se as condições para transformar o legado da COP30 em ações permanentes de desenvolvimento sustentável nos territórios cooperativistas.
Próximos passos
Os próximos passos incluem ampliar o acesso das cooperativas a fundos internacionais, fortalecer parcerias técnicas e promover projetos que aliem inovação, assistência técnica, regularização ambiental e inclusão produtiva. Para o presidente Márcio, a COP30 deixou um legado inequívoco. “A construção de um futuro climático justo e sustentável passa pelo território — e o território brasileiro se organiza, cresce e se transforma por meio do cooperativismo”.
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Plano inclui cursos EaD, materiais orientativos, apoio técnico e modernização da estrutura sindical
A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Confederação Nacional do Cooperativismo (CNCoop), realizada nesta terça-feira (9), apresentou as ações prioritárias para 2026 e reforçou a agenda de modernização da representação sindical das cooperativas, com foco na qualificação contínua das lideranças, no reforço à segurança jurídica e na ampliação do apoio técnico às negociações trabalhistas em todo o país.
Entre os principais encaminhamentos anunciados está a disponibilização de novos cursos de educação a distância voltados às atualizações da NR-1, especialmente com relação ao mapeamento dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho — tema que passa a exigir atenção redobrada das cooperativas a partir do próximo ano. Direcionadas a dirigentes e equipes de federações, sindicatos e cooperativas, as formações buscam fortalecer a capacidade de atuação das entidades e aprimorar sua preparação frente às mudanças normativas.
A AGE também apresentou a proposta de elaboração de um conjunto de materiais orientativos que será lançado em 2026, incluindo vídeos, cartilhas e conteúdos técnicos que apoiarão a adequação das cooperativas às alterações da NR-1 e às novas obrigações previstas.
Outro eixo relevante foi o debate sobre o apoio técnico às negociações coletivas de trabalho, atividade que continuará sendo reforçada por meio de análises especializadas, acompanhamento jurídico e suporte direto às lideranças sindicais e cooperativistas. A publicação mensal da Análise Trabalhista e Sindical seguirá como instrumento estratégico para orientar decisões, detectar tendências e ampliar a previsibilidade das negociações trabalhistas.
Na mesma direção, a AGE aprovou ações voltadas ao fortalecimento do Centro de Serviços Compartilhados Trabalhista e Sindical, que terá papel ampliado especialmente no apoio técnico de demandas trabalhistas, incluindo a celebração de instrumentos coletivos de trabalho firmados nos estados. O objetivo é garantir maior padronização, segurança e transparência no processo de negociação em âmbito nacional.
As iniciativas se somam ainda ao apoio direto à criação e consolidação de sindicatos específicos de representação das
cooperativas, estratégia que reforça a autonomia, a legitimidade e a capacidade de interlocução do setor — medida que já avança em diferentes unidades da federação e deverá ganhar nova tração em 2026.
Durante a reunião, foram apresentados também os ajustes referentes à contribuição confederativa, corrigida pelo INPC/IBGE, além das diretrizes orçamentárias que nortearão a execução das ações previstas para o próximo ano.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o conjunto de entregas representa um avanço estruturante para o cooperativismo. “O cooperativismo tem desafios trabalhistas e sindicais específicos, que exigem preparo técnico, segurança jurídica e uma representação forte”, afirmou.
Ainda segundo ele, as iniciativas previstas para 2026 consolidam esse compromisso: “Estamos ampliando a formação, qualificando a negociação coletiva e fortalecendo a estrutura sindical que representa o setor em todo o país. Os avanços previstos — como o lançamento dos cursos EaD, novos materiais orientativos e o fortalecimento do Centro de Serviços Compartilhados — demonstram que estamos olhando para o futuro. Queremos um movimento sindical cooperativista mais moderno, mais preparado e mais conectado às necessidades reais das cooperativas”, completou.
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- COP30 deixa legado estratégico para o cooperativismo brasileiro
- Documentário sobre o coop celebra histórias reais de transformação
- Cooperativismo cobra urgência contra avanços das importações de leite
Audiência na Câmara abordou impactos da Circular Secex nº 62/2025 e a crise do setor
O Sistema OCB participou, nesta quarta-feira (3), da audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária,
Zeca Ribeiro / Câmara dos DeputadosAbastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados (CAPADR), que tratou dos impactos da Circular Secex nº 62/2025 sobre as importações de leite em pó oriundo do Mercosul. A discussão ocorreu por requerimento da deputada Ana Paula Leão (MG), diante das preocupações crescentes da cadeia produtiva com o aprofundamento da crise enfrentada pelos produtores.
O debate reuniu parlamentares, representantes do governo federal, entidades do setor produtivo e lideranças cooperativistas. Pelo Sistema OCB, participou Marcelo Candiotto, coordenador da Câmara do Leite da entidade e presidente da CCPR. Também estiveram presentes autoridades como o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira; dirigentes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); representantes do MDA; lideranças estaduais; e organizações de produtores e da indústria.
A audiência teve como foco a decisão da Secex, adotada em agosto, que alterou procedimentos de análise e licenciamento de importações e, segundo o setor, agravou a entrada de leite em pó no país em volume recorde. A demora na apreciação do pedido de reconsideração apresentado durante a investigação de dumping também foi amplamente criticada.
Crise histórica
Durante sua participação, Marcelo Candiotto fez um alerta sobre a gravidade da situação enfrentada pelos produtores brasileiros. Segundo ele, o setor vive “o fundo do poço”, com preços inviáveis e forte pressão causada pelo aumento
expressivo das importações.
Marcelo apontou que, somente em outubro, o Brasil importou o equivalente a 7 milhões de litros de leite por dia, quase o triplo da captação diária da maior indústria de Minas Gerais. “O produtor não tem condições de sobreviver com os valores atuais. O pequeno, o médio e até o grande estão no limite”, afirmou.
Ele destacou também que o consumo interno não acompanhou o aumento da oferta, ampliando o desequilíbrio entre produção nacional, importações e demanda. De acordo com o coordenador, “a situação é agravada pela manutenção das margens de varejo, que não têm contribuído para o alívio dos preços ao consumidor nem para a recomposição da renda no campo”.
Medidas emergenciais e estruturantes
No debate, Candiotto pediu a adoção de medidas urgentes para conter o desequilíbrio de mercado. Entre os pontos defendidos, citou:
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O reforço de barreiras sanitárias nas fronteiras com Argentina e Uruguai;
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Maior rigor no licenciamento de importações, como forma de ordenar o fluxo de entrada;
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Celeridade na condução das investigações de dumping nas importações de leite em pó;
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Aplicação dos direitos provisórios e medidas restritivas imediatas ao volume importado;
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Atuação conjunta do governo, entidades e parlamento para impedir práticas irregulares, como triangulação de produtos.
Por fim, o coordenador afirmou que a Câmara do Leite está preparando um conjunto de propostas estruturantes para fortalecer a cadeia, incluindo ações de assistência técnica, qualificação da gestão, melhoria genética, aumento de produtividade e estímulo à intercooperação entre cooperativas de diferentes estados. “Sabemos o que precisa ser feito para desenvolver o produtor, para permitir sucessão familiar e construir um sistema produtivo sustentável. Precisamos do apoio do governo e das entidades para transformar isso em política pública”, concluiu.
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Últimas reuniões do ano destacam avanços, formaturas, integração e diretrizes para 2026
O Sistema OCB realizou, nesta quinta-feira (27), as últimas reuniões ordinárias de 2025 dos comitês Geração C e Elas pelo Coop, marcando o encerramento de um ano de expansão, fortalecimento institucional e renovação do engajamento de jovens e mulheres no cooperativismo brasileiro. Os encontros, que contaram com a participação de representantes de diversas organizações estaduais, compartilharam resultados, experiências e perspectivas para 2026.
Geração C: crescimento e novas representações
O Geração C abriu os trabalhos com as boas-vindas aos participantes e a chegada de novos integrantes. A coordenação apresentou uma atualização dos números que marcaram o avanço do comitê ao longo do ano: 19 unidades federativas representadas e 12 comitês estaduais instituídos, resultado de um movimento crescente de organização da juventude cooperativista em diferentes regiões do país.
A reunião também registrou as participações recentes do comitê em agendas nacionais, como o Encontro de Comitês na Bahia, o CoopsParty em Goiás, o encontro do Paraná e as ações realizadas no Amazonas, além da presença da juventude cooperativista na COP30 O grupo celebrou ainda a formatura dos integrantes que concluíram as trilhas de capacitação da CapacitaCoop.
A coordenação apresentou a agenda de reuniões ordinárias para 2026 e adiantou pontos do Plano de Trabalho, que será finalizado com foco no fortalecimento da cultura cooperativista. A reunião também destacou o papel do comitê na difusão de materiais orientadores, como regimento interno, manual de constituição de comitês e manual de identidade visual, essenciais para apoiar cooperativas na formação de núcleos e novos grupos jovens.
Elas pelo Coop: integrações, formatura e ações dos comitês estaduais
O comitê Elas pelo Coop, por sua vez, reuniu suas integrantes para uma pauta marcada por integração, compartilhamento de práticas e reconhecimento. A abertura foi seguida de um momento de acolhimento às novas participantes e da apresentação dos direitos e deveres do grupo, reforçando o compromisso com a atuação colaborativa.
O comitê celebrou a formatura das integrantes concluintes da trilha de capacitação Liderança Feminina e apresentou o mapa atualizado dos comitês estaduais. Representantes do Tocantins e de Alagoas compartilharam suas experiências e ações locais, contribuindo para a troca de aprendizados entre os estados. A programação incluiu ainda uma conversa sobre liderança com foco no desenvolvimento pessoal e coletivo.
Foco no futuro
Para 2026, os comitês seguirão contribuindo diretamente para o plano nacional do Sistema OCB, com foco na expansão da representação nos estados, promoção da formação continuada, estímulo à intercooperação e engajamento ativo nas agendas estratégicas do cooperativismo.
Saiba Mais:
Reunião restabelece método tradicional da defesa comercial do leite e reafirma o leite in natura como produto similar na investigação antidumping
O Sistema OCB participou, nesta terça-feira (2), de audiência no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) que marcou um avanço importante para a defesa comercial do setor leiteiro. Representado pela superintendente Tania Zanella, o cooperativismo integrou as discussões que resultaram na reconsideração da Circular SECEX nº 62/2025 e na retomada do entendimento técnico historicamente adotado pelo governo nas
investigações antidumping do leite.
A reunião contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira; do secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa; de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); de entidades do setor produtivo;e dos deputados Domingos Sávio (MG), Ana Paula Leão (MG), José Silva (MG) e Welter (PR). Durante o encontro, foi comunicada a decisão de atender ao pedido de reconsideração da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), para restabelecer critérios que vinham sendo aplicados há mais de duas décadas.
Para o Sistema OCB, a mudança é essencial para proteger a base produtiva, já que devolve ao processo o entendimento de que o produto similar é o leite in natura, e não apenas o leite em pó industrializado. Essa definição corrige uma divergência levantada na Circular SECEX nº 62/2025 e recoloca o produtor como parte integrante da indústria doméstica avaliada na investigação.
Com o realinhamento, o MDIC restaura a metodologia tradicional de defesa do setor, permitindo que os impactos das importações sejam analisados sobre o leite produzido nas propriedades, onde o dano econômico efetivamente se manifesta. A decisão também garante a continuidade da investigação de dumping e a reavaliação sobre a aplicação de direitos provisórios.
O Sistema OCB seguirá monitorando cada etapa da investigação e contribuindo tecnicamente para assegurar que os interesses dos produtores e das cooperativas estejam no centro das decisões. Conforme afirmou Tania, “a decisão do MDIC corrige uma distorção e reconhece o impacto real das importações sobre o leite in natura. Continuaremos contribuindo com dados e diálogo para fortalecer a cadeia leiteira”.
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Agenda técnica no RS reforça avanços do Sandbox Tarifário e aproximação institucional entre setores

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou nos dias 26 e 27/11, uma visita técnica com participação do Sistema OCB às cooperativas Certel e Certaja, no Rio Grande do Sul, para acompanhar o desenvolvimento do Sandbox Tarifário, iniciativa pioneira conduzida pela Agência com recursos do convênio firmado com o Sescoop Nacional.
A comitiva reuniu Otávio Henrique Galeazzi Franco, assessor do diretor Sandoval Feitosa Mosna (relator do processo), representantes da Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica da Aneel e da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). Também acompanharam a programação o superintendente da Infracoop, José Zordan, e representantes da Coprel, cooperativa que integra o projeto ao lado da Cerbranorte, Certaja e Certel.
Resultados e desafios
As cooperativas apresentaram o andamento das atividades, os primeiros resultados e os desafios identificados na execução do Sandbox Tarifário, que simula, em ambiente controlado, a experiência de consumidores de baixa tensão no Mercado Livre de Energia.
Apesar do potencial de transformação do tema para o futuro do setor elétrico, as equipes destacaram que a complexidade técnica ainda dificulta o entendimento do público. Muitos participantes relataram, por exemplo, confundir o Mercado Livre de Energia com o marketplace ‘Mercado Livre’. Outros demonstraram insegurança diante de siglas e termos como TUSD e TE, e 
chegaram a desconfiar da legitimidade da iniciativa, situação que evidencia a necessidade de ações de comunicação mais claras e acessíveis.
Mesmo no ambiente cooperativo, onde existe maior proximidade com o consumidor, dúvidas permaneceram. Cooperados manifestaram receio de “deixar a cooperativa”, sem compreender que, no Mercado Livre, apenas a compra de energia é alterada, enquanto o vínculo e o atendimento permanecem com a cooperativa. Esses relatos reforçaram a importância de campanhas educativas e de orientação contínua, especialmente diante da abertura plena prevista para 2028.
Em fase final de implementação, o Sandbox Tarifário será o primeiro do país a ser concluído, com abrangência em 3.150 unidades consumidoras e geração de dados essenciais para a modernização tarifária no Brasil. Os resultados preliminares incluem reduções de até 20% nas faturas de energia dos cooperados participantes e a identificação de padrões importantes sobre comportamento e preferências dos consumidores na contratação de energia no mercado livre.
Modernização
Durante a visita, os representantes da Aneel destacaram que o estudo antecipa tendências e contribui para a formulação de
uma regulação mais moderna. Para Otávio Henrique Galeazzi, “este é um projeto estratégico para o futuro tarifário do Brasil”. Na mesma linha, Diego Brancher, da Superintendência de Gestão Tarifária, afirmou que a iniciativa “antecipou o que está previsto para daqui a dois anos no setor de energia”.
O Sistema OCB também ressaltou a relevância do projeto. Para Maria do Carmo, coordenadora de convênios, acompanhar a experiência de perto reforçou o valor do investimento feito pelo cooperativismo e demonstrou o caráter transformador da iniciativa. “Ver resultados concretos e ouvir da Aneel e cooperativas que se trata de um projeto estratégico e inovador traz a certeza de que estamos no caminho certo”, afirmou. Já Thayná Côrtes, analista de relações institucionais, destacou que a agenda reforçou o quanto as cooperativas estão preparadas para contribuir com os debates que moldarão o futuro do setor elétrico.
Para o superintendente da INFRACOOP, José Zordan, o Sandbox Tarifário tem ampliado a compreensão das cooperativas sobre a abertura do mercado de baixa tensão. Segundo ele, a iniciativa rompe com a cultura tarifária tradicional e proporciona um aprendizado inédito. “O projeto é inovador e tem superado nossas expectativas. A presença da Aneel, ao verificar in loco os trabalhos e demonstrar admiração pelos resultados, reforça nossa responsabilidade e confirma a relevância dessa experiência”, afirmou.
Saiba Mais:
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Balanço, cenário político e diretrizes para 2026 foram destaques em evento no Paraná
O Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses reuniu cerca de 1,6 mil pessoas nesta sexta-feira (28/11), no Parque Histórico de Carambeí (PR). Representando o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a superintendente, Tania Zanella, participou da programação ao lado de lideranças cooperativistas, autoridades estaduais e parlamentares, em um evento marcado pelo reconhecimento ao setor e pela celebração dos 100 anos da Frísia, uma das cooperativas mais tradicionais do país.
Em seu discurso, Tania ressaltou a relevância nacional do cooperativismo paranaense e lembrou que o encontro ganhou um simbolismo especial este ano. “É um fechamento histórico e de muitas comemorações, por se tratar de um encontro realizado na casa da Frísia, que está celebrando 100 anos de atividades, e também por estarmos encerrando este 2025 que foi tão relevante para o movimento em âmbito global, com o Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela ONU”, afirmou.
A superintendente destacou os desafios que 2026 deve trazer ao setor, especialmente por se tratar de ano eleitoral. “Temos que valorizar as pessoas que dão valor e atenção ao cooperativismo. Acredito que nosso programa de educação política esteja trazendo resultados positivos e devemos seguir vigilantes quanto às nossas necessidades”, disse.
Segundo ela, o próximo ano também será de fortalecimento da identidade cooperativista em todo o país. “Vamos abrir 2026 com as mensagens do que nos diferencia enquanto cooperativas: nossos princípios, nossos valores e nosso modelo de negócios que transforma a vida das pessoas. Queremos mostrar a todo o Brasil que cooperativas trabalham de um jeito diferente para desenvolver regiões, estados e o país”, concluiu.
Um ano marcante para o Paraná e um tributo à Frísia
O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, apresentou os números que devem consolidar 2025 como um dos anos mais relevantes para o cooperativismo paranaense. Com base nos balancetes encerrados até outubro e nas projeções até dezembro, as cooperativas do estado devem alcançar R$ 220 bilhões em receitas, um crescimento nominal estimado de cerca de 8% em relação a 2024.
Ricken salientou que o setor manteve sua capacidade de expansão mesmo diante de adversidades, como eventos climáticos severos, juros elevados, barreiras comerciais e impactos da influenza aviária no Sul do país. “Mesmo diante de tantos obstáculos, tivemos êxito”, afirmou.
O evento também celebrou o legado centenário da Frísia, homenageada com o Troféu Ocepar. A honraria foi entregue ao presidente da cooperativa, Geraldo Slob, que emocionou o público ao destacar a trajetória construída por gerações. “São cem anos de famílias que acreditaram que a cooperação era o melhor caminho para produzir, prosperar e transformar comunidades. Ao receber esta homenagem, reafirmamos nosso compromisso com o futuro — com inovação, sustentabilidade, sucessão familiar, profissionalização da gestão e, principalmente, com as pessoas”, declarou.



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