Saúde
Em 2026, o progresso é visto em muitas áreas
Criado para cuidar da saúde humana, o cooperativismo de saúde brasileiro ocupa a liderança mundial, sendo colocado como referência para todos os países que desejam avançar no segmento por meio da estrutura de negócios cooperativos. Reunindo especialistas em saúde e seus consumidores, as cooperativas do ramo têm como missão ofertar ou obter produtos e serviços com enfoque na preservação, atendimento e promoção da saúde humana.
Com mais de 60 anos de existência, o ramo é composto por cooperativas médicas, odontológicas e de todas as profissões classificadas no CNAE como “atividades de atenção à saúde humana”, além das cooperativas de pessoas que se reúnem para constituir um plano de saúde.
Panorama do Cooperativismo de Saúde no Brasil
Distribuição de cooperativas do ramo por estado em 2026. Clique em um estado para filtrar os dados da página.
- Cooperativas —
- Cooperados —
- Empregados —
- Ingressos —
- Ativos —
- Sobras —
Indicadores financeiros do cooperativismo de saúde
As cooperativas de saúde estão presentes em mais de 90% do território nacional e atendem mais de 27 milhões de brasileiros.
Em 2026 as cooperativas do ramo saúde brasileiras pagaram mais de:
Atuação das cooperativas por segmentos
As cooperativas estão presentes em diversas áreas — médica, odontológica, psicológica, usuários dos serviços, entre outras. Destacam-se as operadoras de planos de saúde médicos, cerca de 40% do ramo.
Os percentuais somam mais de 100% porque uma mesma cooperativa pode atuar em vários segmentos.
Intercooperar gera Negócios
Com quais outros ramos a Saúde mais faz negócios.
A intercooperação, um dos sete princípios do cooperativismo, é fonte de geração de negócios focada no fortalecimento das cadeias — parcerias entre cooperativas que promovem prosperidade conjunta.
Dados complementares
Em 2025, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as informações financeiras enviadas pelas operadoras de planos de saúde demonstram que o setor fechou o ano registrando lucro líquido de aproximadamente R$ 25 bilhões. A sinistralidade, principal indicador que explica o desempenho operacional nas operadoras médico-hospitalares, registrou o índice de 81,9%, próximo ao observado no período anterior à pandemia. Um cenário ainda desafiador, mas que vem melhorando desde 2022.
As nossas cooperativas, de forma geral, também obtiveram resultados positivos, com a continuidade da atuação na oferta da melhor assistência às pessoas e preservação da saúde humana. As cooperativas médicas reuniram mais de 20 milhões de beneficiários em 2025. Já as odontológicas, totalizaram cerca de 4,3 milhões.
Confira outros bons resultados do Ramo Saúde:
O Sistema Unimed se destacou no IDSS 2025. Entre as 20 operadoras médico-hospitalares que obtiveram nota máxima na avaliação, 18 são cooperativas Unimed, totalizando 90% de participação e consolidando sua posição como referência em qualidade e inovação no setor de saúde suplementar.
Publicação da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) destaca a Unimed no top 4 dos maiores grupos cooperativistas do mundo, considerando a relação entre receitas e PIB per capita dos países.
Saiba mais: International Cooperative Alliance | ICA (monitor.coop)
No IDSS 2024, das 18 operadoras médico-hospitalares com nota máxima, 16 são cooperativas Unimed.
Publicação da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) coloca a Unimed entre os 4 maiores grupos cooperativistas do mundo (relação receitas/PIB per capita).
Desafios e Oportunidades
Em 2025, os desafios do setor saúde foram inúmeros: a aprovação do piso salarial da enfermagem, ainda em 2022, continua a gerar impactos para os setores público e privado; uma crise de sustentabilidade financeira, em especial para as pequenas operadoras, permanece; a redução do prazo para a avaliação de novas tecnologias, aumento na utilização dos planos, inflação do setor, envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida em velocidade maior do que a que ocorreu na economia dos países desenvolvidos, dentre outros.
Apesar desse cenário, as cooperativas que atuam como operadoras, tanto médicas quanto odontológicas, tiveram ampliação no número de beneficiários, demonstrando a confiança dos seus usuários e a solidez do modelo cooperativo de negócios. Ao mesmo tempo, as prestadoras ampliaram contratos e foram essenciais no atendimento à população, no SUS e no segmento privado. Com essa forte atuação, o cooperativismo demostrou, mais uma vez, sua relevância e diferencial para a promoção da saúde dos brasileiros.
O segmento, com resiliência e flexibilidade marcante mesmo em momentos de adversidade, reiterou e colocou em prática algumas tendências, repensou outras e estruturou oportunidades. A esse movimento se soma a telessaúde, que veio para ficar e já é realidade para milhões de brasileiros, assim como a atenção primária à saúde, exercitada constantemente pelas cooperativas do ramo, que têm conquistado ainda mais expressividade.
Do mesmo modo, acordos entre a iniciativa privada e o setor público serão fortalecidos. Saúde mental, tratamentos de obesidade e do TEA (transtorno do espectro autista) se manterão presentes na agenda e demandarão uma atuação coordenada. Inovações voltadas à saúde estarão ainda mais acessíveis e presentes na vida da sociedade atual. O cooperativismo de saúde seguirá com atenção a todas essas tendências e será, como tem sido nas últimas décadas, protagonista.
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