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Infraestrutura
Ramos do Cooperativismo · Ano-base 2026

Infraestrutura

Panorama 2026

Em 2026, o progresso é visto em muitas áreas

cooperativas
cooperados
empregos

Em seus mais de 80 anos no Brasil, o setor presta serviços de geração e distribuição de energia elétrica, saneamento básico, telecomunicação, construção civil, irrigação e habitação.

Inseridas em todos esses segmentos, as cooperativas de infraestrutura são atores representativos para seus associados e para o meio social, contribuindo para o desenvolvimento e gerando impactos positivos em todas as regiões do país.

Distribuição territorial

Panorama do Cooperativismo de Infraestrutura no Brasil

Distribuição de cooperativas do ramo por estado em 2026. Clique em um estado para filtrar os dados da página.

2026
Brasil
2026
Total nacional do ramo
  • Cooperativas
  • Cooperados
  • Empregados
  • Ingressos
  • Ativos
  • Sobras
Toque em um estado no mapa para ver os dados locais.
Indicadores financeiros · 2026

Indicadores financeiros do cooperativismo de infraestrutura

em ingressos
em ativos
em capital social
em sobras
Série anual por indicador
série anual · dados da base
Ingressos
Volta para a sociedade

Em 2026 as cooperativas do ramo infraestrutura brasileiras pagaram mais de:

Atuação econômica · Segmentos

Segmentos do Ramo Infraestrutura

Pluralidade é palavra de ordem quando se fala em cooperativismo de infraestrutura. Atualmente, o ramo é composto por cinco segmentos: energia, irrigação, água e saneamento, habitacional e telecomunicações, sendo este o mais novo segmento do ramo, incorporado a partir da Lei nº 15.324/2026.

Distribuição das cooperativas por segmento de atuação
participação das cooperativas em cada segmento
Segmentação ainda não disponível na base.

Os percentuais somam mais de 100% porque uma mesma cooperativa pode atuar em vários segmentos.

Energia

O maior e mais estruturado segmento do ramo — geração e distribuição de energia elétrica (detalhado logo abaixo).

Construção civil / Habitacional

Atuação coletiva para viabilizar acesso à moradia digna, com custos acessíveis e maior controle do processo construtivo; também desenvolve espaços comerciais e comunitários, reduzindo o déficit habitacional e fortalecendo o tecido social.

Água e saneamento

Atuação ainda pontual, com experiências localizadas — gestão de sistemas simplificados de abastecimento de água e esgotamento sanitário, principalmente em comunidades rurais.

Irrigação

Cooperativas voltadas à infraestrutura de irrigação para a produção agrícola.

Descrição preliminar — a confirmar.
Novo segmento
Telecomunicações

Novo segmento do ramo, autorizado pela Lei nº 15.324/2026, que reconheceu as cooperativas como prestadoras de serviços de telecomunicações. Já há iniciativas no Rio Grande do Sul, onde três cooperativas atendem mais de 74 mil usuários, com foco em áreas rurais e inclusão digital — a mudança abre caminho para a constituição de novas cooperativas no setor.

Princípio 6 · Intercooperação

Intercooperar gera Negócios

Com quais outros ramos a Infraestrutura mais faz negócios.

54%
fizeram negócios com Cooperativas de Crédito
29%
utilizaram planos de saúde de Cooperativas de Saúde
4%
adquiriram produtos de Cooperativas de Trabalho / Produção de Bens e Serviços
3%
fizeram negócios com Cooperativas Agropecuárias
Segmento em detalhe

O segmento de energia em detalhe

Como maior segmento do ramo, a energia organiza-se em dois grandes eixos — distribuição e geração — cada um com seus próprios modelos de atuação dentro da cadeia elétrica.

Cooperativas de Energia

Cooperativas de Energia
Distribuição de Energia
Autorizadas
Permissionárias
Concessionárias
Geração de Energia
Geração Convencional
Geração Distribuída
  • Cooperativas de Energia
    • Distribuição de Energia
      • Autorizadas
      • Permissionárias
      • Concessionárias
    • Geração de Energia
      • Geração Convencional
      • Geração Distribuída

Distribuição de Energia

As cooperativas de distribuição entregam energia elétrica diretamente aos consumidores em áreas onde, muitas vezes, outros agentes não atuam. Detêm os ativos de distribuição — redes, transformadores e postes — e operam em regimes distintos conforme a autorização do poder público.

Concessionárias

Operam por meio de contrato de concessão.

Permissionárias

Operam por meio de contrato de permissão.

Autorizadas

Autorização específica da ANEEL, classificadas como grandes consumidoras, com modelo diferenciado para áreas rurais.

Em 2024, as cooperativas de distribuição mantiveram o compromisso com energia de qualidade e tarifas justas, operando uma infraestrutura robusta que garante fornecimento mesmo em regiões de baixa densidade populacional.

Destaques 2026
estabelecimentos rurais atendidos
800 mil
estados brasileiros
8
municípios
800
brasileiros atendidos
3,5 mi
A infraestrutura por trás da distribuição
Rede de Distribuição

Extensa rede de 115 mil km que entrega energia a diversas áreas.

Subestações Próprias

42 subestações que garantem estabilidade e confiabilidade da rede.

Linhas de Transmissão

Conectam as subestações, facilitando a transmissão eficiente de energia.

Em 2024, 47 cooperativas de distribuição compraram energia no Ambiente de Contratação Livre (ACL), totalizando ~5 bilhões de kWh — suficiente para 1,7 milhão de residências —, com economia média de 20% nas tarifas pagas pelos cooperados.

Geração de Energia

A atuação do cooperativismo no setor elétrico também se expandiu para a geração de energia, com foco na comercialização no mercado livre. As cooperativas de geração para venda são responsáveis por empreendimentos de pequeno e médio porte, voltados à produção de energia para negociação no Ambiente de Contratação Livre (ACL), por meio de comercializadoras próprias ou de contratos bilaterais com consumidores e empresas.

Geração Convencional (para venda)

Atualmente, são 73 usinas em operação sob responsabilidade de cooperativas, somando mais de 385 MW de potência instalada, provenientes de fontes renováveis — hidráulica, solar fotovoltaica e biomassa.

Composição das usinas em operação
por tipo de usina (nº de usinas)
Fontes renováveis
34 PCHs · Pequenas Centrais Hidrelétricas
22 CGHs · Centrais Geradoras Hidrelétricas
16 UFVs · Usinas Fotovoltaicas
1 UTE · Termelétrica a biomassa
Destaques da geração convencional
1,67 bilhão de kWh gerados em 2024 (~560 mil unidades consumidoras)
investimento total de ~R$ 2 bilhões
+13 Usinas Hidrelétricas em consórcio (100 MW)
6 novas usinas em 2024 (+~10% de potência)
previsão de 5 novas usinas em 2025
Impacto ambiental
de CO₂ evitadas (≈150 mil ha · ~0,5% da Amazônia)
~1 mi t
nascentes protegidas
123
de APP recompostos (35 mil mudas nativas)
18 ha
ações de educação ambiental (~18 mil pessoas)
370+

A GD cooperativa em forte expansão

O Sistema OCB mapeia as cooperativas de GD a partir do cruzamento de dados internos com a ANEEL. Em 2025, foram 89 cooperativas responsáveis por 2.891 empreendimentos (+10 cooperativas e +1.064 empreendimentos em relação a 2024), com crescimento de 67,74% na potência instalada, que alcançou 37,2 MW ao longo do ano.

Cooperativas
89
Empreendimentos
2.891
Potência (MW)
37,2
Qualidade · IASC / ANEEL

Satisfação acima da média do setor

Desde 2014, quando a ANEEL incluiu as cooperativas no IASC, das 103 distribuidoras avaliadas (52 cooperativas), as cooperativas sempre estiveram entre as 20 melhores do Brasil.

Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor · 2026
As cooperativas permissionárias superaram as concessionárias na satisfação do consumidor em 2026.
MELHOR COOPERATIVA
82,34%
índice máximo de satisfação alcançado entre as cooperativas em 2026.
52
cooperativas entre 103 distribuidoras avaliadas
Leitura do ano

Desafios e Oportunidades

O cooperativismo de infraestrutura vive um momento de transformação, impulsionado por mudanças regulatórias, avanços tecnológicos e novas oportunidades de mercado. Em diferentes segmentos, as cooperativas ampliam sua atuação e se adaptam a um novo cenário, reforçando seu papel no desenvolvimento sustentável, na oferta de serviços essenciais e na melhoria da qualidade de vida das comunidades.

Energia

O setor elétrico passa por um momento de profundas transformações, impulsionado pela abertura do Mercado Livre de Energia, pela expansão das fontes renováveis e pela modernização do sistema elétrico. Nesse cenário, desafios como a adaptação ao novo ambiente competitivo, as restrições de escoamento da geração (curtailment) e a necessidade de integração de novas tecnologias, como o armazenamento de energia, impactam as cooperativas de diferentes formas. Ao mesmo tempo, essas mudanças criam oportunidades para diversificação de serviços, desenvolvimento de novos modelos de negócios e ampliação da atuação das cooperativas em toda a cadeia do setor elétrico. Além dos desafios comuns ao setor elétrico, as cooperativas autorizadas enfrentam entraves regulatórios decorrentes da necessidade de atualização das normas aplicáveis ao modelo cooperativista — o aperfeiçoamento desse ambiente regulatório é uma das principais pautas deste segmento.

Telecomunicações

A promulgação da Lei nº 15.324/2026 autorizou a prestação de serviços de telecomunicações por cooperativas, criando oportunidades para diversificação das atividades das cooperativas de infraestrutura e estimulando a constituição de novas cooperativas no setor.

Habitacional

As cooperativas habitacionais seguem ampliando sua atuação para atender diferentes perfis de cooperados. Entre os principais desafios está o aperfeiçoamento do marco regulatório, especialmente em temas relacionados à equiparação com incorporadoras e às garantias aplicáveis aos empreendimentos. Em paralelo, o modelo cooperativista se consolida como uma alternativa para ampliar o acesso à moradia e desenvolver empreendimentos pautados na participação dos cooperados.

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