Energia Cooperativa
Cooperativas impulsionando soluções energéticas, geração renovável e desenvolvimento regional no Brasil.
O cooperativismo atua de forma crescente no setor energético brasileiro, promovendo soluções alinhadas à transição energética, à sustentabilidade e ao desenvolvimento regional. Ao mesmo tempo, a energia também se consolida como um insumo estratégico para diferentes ramos do cooperativismo, contribuindo para a eficiência operacional e fortalecimento da competitividade.
O que é Energia Cooperativa?
Energia cooperativa reúne iniciativas desenvolvidas por cooperativas no setor energético, incluindo geração distribuída, geração para comercialização, distribuição de energia elétrica e soluções voltadas à eficiência energética e sustentabilidade. Essas iniciativas contribuem para a ampliação do uso de fontes renováveis, desenvolvimento sustentável, fortalecimento das comunidades e maior competitividade das cooperativas.
Como a Energia Cooperativa se organiza
A atuação das cooperativas no setor energético ocorre por diferentes modelos, considerando tanto a energia como atividade econômica quanto como insumo estratégico para suas operações e desenvolvimento sustentável. Atualmente, é possível mapear as seguintes iniciativas:
Geração Distribuída
Iniciativas voltadas à geração de energia para consumo próprio, com foco em sustentabilidade, eficiência energética, compartilhamento de energia e redução de custos.
Cooperativas do Ramo Infraestrutura que atuam por meio da geração compartilhada, utilizando o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) para atendimento de cooperados.
Cooperativas agropecuárias, de crédito, saúde, consumo e outros ramos que utilizam soluções de geração distribuída para abastecimento próprio, sustentabilidade e fortalecimento de suas operações.
Geração para Comercialização
Cooperativas que atuam na geração de energia elétrica destinada à comercialização, contribuindo para ampliação da matriz renovável e novos modelos de atuação no setor energético.
Cooperativas do Ramo Infraestrutura que desenvolvem empreendimentos voltados à venda de energia elétrica no Ambiente de Contratação Livre (ACL).
Cerca de 0,0 milhões de cooperados estão ligados à Geração Distribuída, direta ou indiretamente — seja por meio da geração da própria energia, seja por integrarem cooperativas que adotam práticas sustentáveis.
A Geração Distribuída
As cooperativas do Ramo Infraestrutura têm ampliado sua atuação na geração distribuída por meio de empreendimentos de geração compartilhada, permitindo que seus cooperados tenham acesso aos benefícios da energia renovável. Essas iniciativas reforçam o papel do cooperativismo na promoção da sustentabilidade, da eficiência energética e do desenvolvimento das comunidades onde atuam.
O Sistema OCB mapeia as cooperativas de GD a partir do cruzamento de dados internos com a ANEEL. Em 2025, foram 89 cooperativas responsáveis por 2.891 empreendimentos (+10 cooperativas e +1.064 empreendimentos em relação a 2024), com crescimento de 67,74% na potência instalada, que alcançou 37,2 MW ao longo do ano.
Cooperativas de Outros Ramos
Cooperativas de diversos ramos têm adotado a geração distribuída como forma de ampliar sua participação na transição energética e fortalecer seus compromissos com a sustentabilidade. Além de contribuir para a expansão do uso de fontes renováveis, essas iniciativas também transformam a energia em um insumo estratégico para seus negócios, promovendo maior eficiência operacional, redução de custos e aumento da competitividade.
Avanço que consolida e fortalece
Esse avanço reforça a consolidação do cooperativismo na geração de energia por meio de modelos descentralizados, com impactos positivos tanto na eficiência técnica quanto na sustentabilidade econômica das iniciativas.
Também evidencia o fortalecimento institucional das cooperativas na estruturação de empreendimentos coletivos, ampliando sua capacidade técnica e organizacional para atuar no setor elétrico.
Fonte solar fotovoltaica na liderança
A fonte solar fotovoltaica manteve sua liderança entre os investimentos realizados pelas cooperativas em 2025. As demais fontes renováveis, embora ainda pouco exploradas, também estiveram presentes no portfólio cooperativista.
Avanços da Geração de Energia das Cooperativas
Por meio do painel interativo abaixo, é possível visualizar a distribuição das cooperativas que geram sua própria energia, o número de empreendimentos, a fonte de energia e a potência instalada em cada estado brasileiro.
Panorama da Geração para Comercialização
A geração para comercialização representa uma das principais frentes de atuação das cooperativas do Ramo Infraestrutura no setor elétrico brasileiro. Diferentemente da geração distribuída, essas cooperativas estão autorizadas a comercializar a energia produzida no Ambiente de Contratação Livre (ACL), ampliando a participação do cooperativismo na expansão da matriz elétrica nacional.
Grande parte dessas cooperativas tem origem em cooperativas de distribuição de energia elétrica que, em razão de exigências regulatórias, precisaram separar suas atividades de geração e distribuição.
As cooperativas produziram aproximadamente 0,0 bilhão de kWh — volume suficiente para abastecer cerca de 0 mil unidades consumidoras.
Considerando o consumo médio residencial de 150 kWh/mês — ANEEL.
Muitos empreendimentos são fruto da união de cooperativas, que compartilham investimentos, riscos e benefícios, fortalecendo o modelo cooperativista no setor elétrico.
Outras formas de participação
Os dados apresentados não contemplam todas as formas de atuação das cooperativas no setor energético. Muitas cooperativas também participam da transição energética como consumidores livres, por meio da contratação de energia renovável no Mercado Livre de Energia ou de modelos de autoprodução. Essas iniciativas não estão refletidas nos números apresentados e indicam que a participação do cooperativismo na transição energética brasileira é ainda maior do que a retratada.
A geração distribuída e a autoprodução são modelos distintos de geração para consumo próprio. Enquanto a Geração Distribuída (GD) está inserida no mercado regulado e segue as regras do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), a Autoprodução está associada ao Mercado Livre de Energia, possuindo regras e requisitos específicos.
Dados de referência: 31/12/2024.
