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Resiliência Financeira das Cooperativas de Saúde

Estudos · Referência: 31/12/2024
Saúde suplementar · Governança cooperativa

Além do lucro: cooperativas de saúde apresentam menor risco de insolvência

O Sistema OCB divulga estudo elaborado internamente e publicado no periódico Annals of Public and Cooperative Economics (APCE), com o objetivo de construir um modelo preditivo de risco de insolvência para o setor de saúde suplementar brasileiro e quantificar se a governança cooperativa está associada a menor risco financeiro frente às demais operadoras. Além da menor probabilidade de insolvência, as cooperativas apresentam um perfil de risco distinto: suas vulnerabilidades estão ligadas à eficiência operacional, não a indicadores de rentabilidade. É uma das primeiras tentativas de quantificar empiricamente a resiliência financeira de cooperativas no setor de saúde suplementar de um país em desenvolvimento.

operadoras de plano de saúde médico
684
de dados (2014–2023)
10 anos
de beneficiários no Brasil · · segundo dados da ANS
53 milhões
Definição de insolvência

O estudo classifica uma operadora como insolvente quando o lucro operacional não cobre as despesas financeiras (alavancagem negativa) ou quando o patrimônio líquido é negativo. Não se trata, portanto, de falências declaradas na Justiça, mas de sinais de deterioração financeira.

Achado central

Resultado principal

O principal resultado do estudo é que ser uma cooperativa reduz o risco de insolvência: controlando as demais variáveis financeiras, cooperativas operadoras de plano de saúde médico têm, em média, 4,8 pontos percentuais a menos de probabilidade de insolvência do que as demais operadoras. O resultado é robusto a especificações alternativas.

-4.8 pp
Cooperativas · efeito estimado

menor probabilidade de insolvência do que as demais operadoras, mantendo as demais variáveis constantes.

Análise de robustez

Aplicamos Propensity Score Matching para equiparar cooperativas e outras operadoras de plano de saúde e o efeito protetor se manteve.

Indicadores relevantes

Os indicadores de Endividamento Total, Liquidez Corrente, Taxa de Despesas Administrativas, Sinistralidade, Margem Líquida, Faturamento e Retorno sobre Patrimônio (ROE) são variáveis preditoras do risco de insolvência de operadoras de plano de saúde médico.

VOCÊ SABIA?

Operadoras cooperativas e comerciais possuem perfis de risco diferentes

O estudo identificou que os indicadores relacionados ao risco variam conforme o modelo de operação.

Cooperativas

O risco está mais associado à eficiência operacional. Indicadores de lucro, como ROE e margem líquida, não são as variáveis mais significantes para explicar o risco em cooperativas.

Variáveis de maior relevância

  • Sinistralidade
  • Taxa de despesas administrativas
Demais operadoras

O risco está mais associado à rentabilidade, liquidez e endividamento. Choques na rentabilidade e endividamento são os principais vetores de risco.

Variáveis de maior relevância

  • Margem líquida
  • ROE
  • Liquidez corrente
  • Dívida total
Implicação prática

Avaliar uma cooperativa de saúde pelos mesmos indicadores usados para empresas comerciais produz um diagnóstico equivocado!

Acesse o artigo completo

Publicado em acesso aberto no Annals of Public and Cooperative Economics (Wiley) · DOI: 10.1111/apce.70052

Estudo: Sistema OCB · APCE/Wiley · Fonte de dados: ANS Tabnet.

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