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06/10/2026

Jornada de trabalho: Sistema OCB se une ao setor produtivo em alerta

Entidades defendem mais tempo para discutir a PEC 221/2019 e avaliar seus efeitos na economia   O Sistema OCB e outras cinco confederações empresariais (CNI, CNT, CNC, CNA e CNSeg) alertam para os possíveis efeitos econômicos da PEC 221/2019, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e acaba com a escala 6x1. Em posicionamento divulgado nesta terça-feira (6), as entidades defendem que a proposta seja discutida com mais tempo antes de uma eventual votação no Senado Federal.  Entre os efeitos apontados estão o aumento dos custos de produção, a pressão sobre os preços de produtos e serviços e possíveis impactos sobre a contratação de trabalhadores. Para as entidades, a análise também precisa considerar as diferenças entre os setores e as características de cada atividade.  Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, poderia elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,7%, o equivalente a R$ 76,9 bilhões.  A CNI estima ainda uma alta média de 6,2% nos preços ao consumidor. Os produtos de supermercado poderiam ficar 5,7% mais caros, enquanto os industrializados teriam aumento médio de 6%. Para roupas e calçados, a projeção chega a 6,6%.   A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) calcula uma elevação de pelo menos 13% na inflação. Já a Confederação Nacional do Transporte (CNT) projeta R$ 11,9 bilhões em custos adicionais com mão de obra apenas no setor.  No campo, a preocupação se soma à dificuldade de contratação já enfrentada pelos produtores. Pesquisa do Cepea/Esalq/USP em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra que 94,8% dos produtores têm dificuldade para contratar trabalhadores e 88,3% já percebem reflexos na produção.  “O cooperativismo reúne atividades muito diferentes, e uma alteração na jornada precisa levar essa diversidade em conta. É importante discutir formas de melhorar as condições de trabalho, mas também avaliar os efeitos sobre os custos, os empregos, a produção e a competitividade. Uma decisão dessa natureza precisa ser construída com diálogo e tempo para que seus impactos sejam devidamente analisados”, afirma Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro.  Outro ponto destacado no posicionamento é o custo associado à criação de um segundo dia de descanso semanal remunerado. Segundo as estimativas apresentadas pelas entidades, a medida poderia elevar em 9,1% os custos com empregos formais, inclusive para empresas e órgãos públicos que já adotam jornadas de 40 horas distribuídas em cinco dias.  As entidades defendem que eventuais mudanças considerem a negociação coletiva e regras de transição que permitam a adaptação dos diferentes setores. Também avaliam que a votação durante o período eleitoral reduz o espaço para uma discussão técnica sobre os efeitos da proposta.  “O momento exige uma análise responsável, porque os efeitos de uma mudança na jornada ultrapassam as relações de trabalho. Eles também alcançam a produção, os preços e a capacidade de geração de empregos. O Sistema OCB entende que o diálogo entre trabalhadores, empresas e governo é o melhor caminho para construir uma proposta equilibrada”, completa Tania.  Signatários do posicionamento:  Confederação Nacional da Indústria (CNI)    Confederação Nacional do Transporte (CNT)    Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)    Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)   Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)    Organização das Cooperativas do Brasil (OCB)       Saiba Mais: Sistema OCB alinha acesso das cooperativas ao Crédito do Trabalhador Frencoop mantém força no Congresso e coop amplia base para 2027 Sistema OCB participa do GAFFFF 2026
Jornada de trabalho: Sistema OCB se une ao setor produtivo em alerta
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05/10/2026

Frencoop mantém força no Congresso e coop amplia base para 2027

15 integrantes da atual diretoria estarão na próxima legislatura; 80 candidatos comprometidos com o cooperativismo foram eleitos 
Frencoop mantém força no Congresso e coop amplia base para 2027
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02/10/2026

Ambiente de negócios é chave para o desenvolvimento do Brasil

Sistema OCB propõe medidas para ampliar competitividade, reduzir burocracia e valorizar Sistema S  Criar condições mais favoráveis para quem produz, investe e gera oportunidades é uma das prioridades apresentadas pelo Sistema OCB no documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo 2027-2030. No eixo 5, dedicado a temas estruturantes para o desenvolvimento do país, a entidade reúne medidas voltadas à melhoria do ambiente de negócios, ao aumento da competitividade, à educação e à formação profissional, além de defender a valorização do Sistema S como instrumento estratégico para preparar trabalhadores e organizações para as transformações da economia.  A agenda parte do entendimento de que o crescimento sustentável depende de um ambiente econômico com segurança jurídica, previsibilidade e regras capazes de estimular investimentos. Entre as propostas estão medidas de simplificação e desburocratização de processos, aperfeiçoamento do ambiente regulatório e harmonização de normas sanitárias, além de ações voltadas à redução de entraves que impactam as atividades produtivas.  Segundo a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o eixo reúne questões que ultrapassam os limites do cooperativismo e dizem respeito às condições necessárias para o desenvolvimento do Brasil.  “Estamos falando de uma agenda que interessa ao país como um todo. Melhorar o ambiente de negócios, investir na formação das pessoas e aumentar a eficiência das instituições são condições fundamentais para que o Brasil consiga crescer de maneira sustentável, gerar oportunidades e elevar sua competitividade. O cooperativismo quer contribuir com esse debate a partir da experiência de um modelo que está presente em diferentes setores e regiões”, afirma.    Ambiente de negócios e competitividade  A melhoria do ambiente de negócios ocupa posição central no eixo 5. Para o Sistema OCB, reduzir burocracias, aprimorar processos regulatórios e ampliar a segurança jurídica são medidas importantes para elevar a produtividade e criar melhores condições para investimentos e expansão das atividades econômicas.  A agenda defende um ambiente institucional com regras claras e maior previsibilidade para que cooperativas, empresas e demais organizações possam planejar investimentos e tomar decisões de longo prazo.  “Quem produz e investe precisa saber quais são as regras e ter segurança para planejar. Quando há excesso de burocracia, insegurança jurídica ou mudanças constantes nos procedimentos, aumentam os custos e diminui a capacidade de investir”, explica Tania.   Ainda segundo ela, “melhorar o ambiente de negócios significa tornar o Estado mais simples, previsível e eficiente para que as organizações possam direcionar esforços para produzir, inovar, crescer e gerar oportunidades”.    Simplificação e normas sanitárias  Entre as medidas apresentadas está a necessidade de simplificar registros e processos junto ao poder público e avançar na harmonização de normas sanitárias. A proposta busca reduzir sobreposições e diferenças de procedimentos que podem dificultar a atuação das organizações e aumentar os custos de quem produz.  De acordo com o documento, aperfeiçoar esses processos não significa reduzir padrões de controle ou proteção, mas buscar maior integração, clareza e eficiência na aplicação das regras. “A simplificação precisa caminhar junto com a segurança. Estamos falando em evitar duplicidades, procedimentos excessivamente complexos e diferenças que dificultam a atividade produtiva. A harmonização de normas e a modernização dos processos podem trazer mais eficiência para o poder público e mais segurança para quem precisa cumprir essas exigências”, destaca Tania.  Para a presidente executiva, os efeitos da desburocratização também chegam à competitividade. “Cada etapa que conseguimos tornar mais simples e eficiente representa menos tempo e recursos gastos com burocracia. Isso melhora o ambiente de negócios, reduz custos e permite que cooperativas e demais organizações concentrem esforços naquilo que efetivamente gera desenvolvimento”.     Educação e formação profissional  Outro ponto estratégico da agenda é o investimento em educação e qualificação profissional. O avanço tecnológico, a digitalização e as transformações nos modelos produtivos têm gerado demandas para trabalhadores e organizações, o que torna a formação contínua um elemento importante para elevar a produtividade e a capacidade de inovação.  O documento defende o fortalecimento da educação e da formação profissional como parte de uma estratégia de desenvolvimento do país, aproximando a preparação dos trabalhadores das novas competências demandadas pelo mercado. “Aumento sustentável de produtividade exige investimento nas pessoas. A economia está mudando rapidamente, novas tecnologias estão transformando profissões e exigindo novas competências. Precisamos garantir que trabalhadores, jovens e empreendedores tenham acesso à formação necessária para participar dessas transformações e aproveitar as oportunidades que estão sendo criadas”, acrescenta Tania.  Educação e competitividade, complementa, fazem parte da mesma agenda. “Quando investimos em conhecimento e qualificação, ampliamos oportunidades individuais, mas também fortalecemos as organizações e a economia. Capital humano qualificado é um dos principais ativos de um país que pretende inovar, produzir mais e competir em um cenário cada vez mais tecnológico”.    Valorização do Sistema S  Nesse contexto, o Sistema OCB também destaca a importância da valorização do Sistema S e da preservação de sua capacidade de investir em educação, capacitação e formação profissional.  As instituições que integram o Sistema S desempenham papel relevante na preparação de trabalhadores, no desenvolvimento das organizações e na disseminação de conhecimento aplicado às necessidades dos diferentes setores da economia.  No cooperativismo, essa atuação é exercida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), responsável por ações de formação profissional, desenvolvimento da gestão e promoção social voltadas às cooperativas, cooperados e empregados.   “O Sistema S possui uma capacidade muito importante de transformar conhecimento em qualificação conectada às necessidades reais dos setores produtivos. São instituições que conhecem a realidade de quem está na ponta e conseguem desenvolver soluções de formação que acompanham as mudanças do mercado de trabalho. Valorizar esse modelo é reconhecer a educação profissional como parte da estratégia de desenvolvimento do Brasil”, ressalta Tania.  Ela acrescenta que a experiência do Sescoop demonstra o impacto da formação sobre a capacidade de gestão e desenvolvimento das organizações.  “No cooperativismo, vemos diariamente como a capacitação melhora a gestão, fortalece a governança e prepara as cooperativas para crescer e inovar. O Sescoop cumpre esse papel ao levar conhecimento para diferentes regiões e realidades do país. Preservar e fortalecer essa estrutura significa continuar investindo diretamente nas pessoas e na competitividade das organizações”.    Desenvolvimento  Além das prioridades relacionadas ao ambiente de negócios e à formação profissional, o eixo 5 reúne propostas estruturantes em áreas como estabilidade econômica, responsabilidade fiscal, infraestrutura, comércio internacional e eficiência da gestão pública.  A agenda defende ainda uma administração pública orientada por planejamento, transparência, modernização e avaliação de resultados, com maior capacidade de transformar políticas públicas em entregas concretas para a sociedade.   “O Brasil tem enorme capacidade produtiva, recursos, conhecimento e pessoas preparadas para empreender. O desafio é criar as condições para que esse potencial se transforme em desenvolvimento. Isso passa por infraestrutura, estabilidade econômica, instituições eficientes, educação e um ambiente de negócios que estimule investimentos em vez de criar obstáculos”, afirma Tania.  Para a presidente executiva, a contribuição apresentada pelo cooperativismo busca justamente inserir essas questões no debate sobre as prioridades do próximo ciclo do país. “As propostas não olham apenas para o cooperativismo. Elas partem da nossa experiência, mas tratam de desafios do Brasil. Queremos contribuir para uma agenda capaz de combinar competitividade, eficiência, qualificação e desenvolvimento social, criando condições para que diferentes setores possam crescer e gerar prosperidade nos territórios”, conclui.    Saiba Mais: Impactos da Reforma Tributária no crédito são temas de debate Sistema OCB participa do GAFFFF 2026 Coop propõe caminhos para ampliar trabalho, renda e inovação no país  
Ambiente de negócios é chave para o desenvolvimento do Brasil
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01/10/2026

O 1º turno das eleições 2026 | Se Liga no Sistema OCB

As eleições do 1º turno acontecem neste domingo, 4 de outubro e o movimento cooperativista está mobilizado para atuar no fortalecer a democracia brasileira por meio do voto consciente. Para orientar a participação cidadã no dia da votação, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, compartilhou algumas informações importantes. Vale a pena conferir!
O 1º turno das eleições 2026 | Se Liga no Sistema OCB
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01/10/2026

Coop propõe caminhos para ampliar trabalho, renda e inovação no país

Agenda 2027-2030 destaca formalização da atividade garimpeira, integração de caminhoneiros autônomos, cooperativismo de plataforma e justiça previdenciária 
Coop propõe caminhos para ampliar trabalho, renda e inovação no país
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30/09/2026

Nova lei moderniza seguro rural e amplia instrumentos de gestão de risco

Legislação atualiza regras do setor, amplia fontes de financiamento do PSR e  viabiliza a regulamentação do Fundo de Catástrofe  Foi sancionada nesta quarta-feira (30), com veto parcial, a Lei 15.526/2026, originada do Projeto de Lei nº 2.951/2024, que moderniza o marco legal do seguro rural no Brasil. A nova legislação atualiza dispositivos da Política Agrícola, amplia as fontes de financiamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e cria condições para a regulamentação do Fundo de Catástrofe. A proposta teve como autora a senadora Tereza Cristina (MS) e contou, na Câmara, com relatoria do deputado Pedro Lupion (PR), ambos membros da Frente Parlamentar do Cooperativismo.  O seguro rural é uma das prioridades da Agenda Institucional do Cooperativismo e vem sendo acompanhado pelo Sistema OCB ao longo de toda a tramitação da proposta. A entidade participou das discussões com parlamentares da Frencoop e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para defender maior previsibilidade para a política de gestão de riscos e melhores condições de proteção para produtores e cooperativas.  Para Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), a atualização do marco legal representa um avanço na construção de uma política de seguro rural com maior previsibilidade. “O seguro rural está entre as prioridades do Sistema OCB há muitos anos, e é um tema que eu acompanhamos muito de perto. A nova lei traz  mais estabilidade para os recursos destinados ao PSR e condições para que o Fundo de Catástrofe seja de fato regulamentado e implementado, afirmou.  A presidente executiva destaca que a gestão de riscos é especialmente relevante para uma atividade diretamente exposta às condições climáticas. “O agronegócio é uma atividade a céu aberto, que depende do clima a cada safra. Para quem produz, isso significa lidar permanentemente com incertezas. Por isso, uma política de seguro mais estável é importante para proteger a renda do produtor e dar condições para que ele planeje sua produção”, acrescentou.     Impacto para o cooperativismo  A relação entre seguro rural e cooperativismo ganha importância diante da presença das cooperativas na atividade agropecuária. Quando uma quebra de safra afeta a produção, os efeitos podem alcançar toda a cadeia, desde o produtor até a cooperativa, passando também pelos municípios com ampla presença de atividades produtivas.  Tania ressalta que a proteção contra perdas também contribui para a continuidade da atividade dos cooperados. “O seguro protege a renda do produtor e a continuidade desse trabalho coletivo. São mais de um milhão de cooperados no ramo agropecuário que ganham a possibilidade de ter um instrumento mais estável para planejar sua produção”, defendeu.    Vetos parciais  A sanção ocorreu com vetos a alguns dispositivos aprovados durante a tramitação. Entre os trechos vetados estão a possibilidade de aquisição de Letras de Risco de Seguro (LRS) pelo fundo de cobertura complementar e a extensão da isenção de tributos federais sobre operações de seguro rural.  Foi mantido o dispositivo que prevê a revogação da isenção tributária do seguro rural no primeiro dia da safra a partir do início da operação do Fundo de Catástrofe.  A tramitação dos vetos ainda será acompanhada pelo Sistema OCB no Congresso Nacional.    Saiba Mais:  Sistema OCB recebe comitiva da Ascoop para intercâmbio cooperativista Cooperativismo busca ampliar seu papel na segurança alimentar Diagnóstico na Coopernova encerra 2ª turma da Solução de Eficiência
Nova lei moderniza seguro rural e amplia instrumentos de gestão de risco
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30/09/2026

Agenda propõe ampliar acesso a crédito, saúde e energia

Propostas do Sistema OCB apostam na inclusão financeira e na ampliação do acesso à serviços essenciais  O cooperativismo pode assumir papel mais estratégico na redução das desigualdades regionais e na ampliação do acesso da população a serviços essenciais, como crédito, saúde, energia, educação e habitação. Essa é a avaliação do Sistema OCB, que incluiu o tema no terceiro eixo do documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo 2027-2030. A agenda foi apresentada às equipes de campanha dos principais candidatos à Presidência da República como contribuição à formulação dos planos de governo e eventuais políticas públicas.   A proposta parte do entendimento de que as cooperativas podem atuar como parceiras estratégicas do Estado na promoção do desenvolvimento econômico e social, sobretudo em municípios do interior e regiões onde o acesso ao crédito, à saúde, à educação, à energia e à infraestrutura ainda representa um desafio. Segundo o documento, fortalecer esse modelo significa ampliar oportunidades, estimular a economia local e reduzir desigualdades entre as diferentes regiões do país.   Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o cooperativismo já demonstra, na prática, que é capaz de levar desenvolvimento para localidades onde muitas vezes a presença de serviços é limitada. "As cooperativas nascem das necessidades das próprias comunidades e permanecem nelas, promovendo desenvolvimento de forma contínua. Elas levam crédito, assistência técnica, saúde, educação, energia e oportunidades de geração de renda. Fortalecer esse modelo é fortalecer as pessoas e criar condições para que o desenvolvimento aconteça onde ele é mais necessário”, afirma.     Crédito para impulsionar economias locais  Entre as prioridades da agenda está o fortalecimento do cooperativismo de crédito como instrumento de inclusão financeira. O documento propõe ampliar a participação das cooperativas em programas voltados a micro e pequenos empreendedores; estimular a gestão de recursos públicos municipais por cooperativas de crédito; e garantir maior previsibilidade no acesso aos Fundos Constitucionais de Financiamento (FCO, FNE e FNO).   Segundo Tania, fortalecer o cooperativismo de crédito significa ampliar o acesso ao sistema financeiro. "O diferencial da cooperativa de crédito é que os recursos permanecem circulando na própria comunidade. Quando financiamos um pequeno empreendedor, um produtor rural ou uma cooperativa, geramos emprego, movimentamos o comércio local e criamos um ciclo sustentável de desenvolvimento econômico," explica.  A proposta também prevê o aprimoramento da participação das cooperativas agropecuárias como beneficiárias dos Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Nordeste (FDNE) e do Centro-Oeste (FDCO), com o objetivo de estimular investimentos em infraestrutura, logística e empreendimentos produtivos nessas regiões.     Norte e Nordeste ganham atenção especial  O documento dedica um capítulo específico ao fortalecimento das cooperativas nas regiões Norte e Nordeste. Entre as propostas estão o incentivo à organização das cadeias produtivas no semiárido, a ampliação da assistência técnica, do acesso ao crédito e da industrialização da produção, além do fortalecimento da competitividade das cooperativas amazônicas por meio de parcerias institucionais.   Tania explica que o cooperativismo é um importante instrumento para acelerar o desenvolvimento dessas regiões respeitando suas vocações econômicas. "O Norte e o Nordeste possuem enorme potencial produtivo. O cooperativismo ajuda a organizar produtores, agregar valor à produção, ampliar o acesso à tecnologia e abrir novos mercados. É uma forma de promover desenvolvimento econômico sem perder de vista as características e as necessidades de cada território”.     Oferta de serviços essenciais  Além da inclusão financeira, a agenda propõe ampliar a participação das cooperativas na oferta de serviços considerados essenciais. Na área da Saúde, o Sistema OCB defende fortalecer as parcerias entre cooperativas e o poder público para ampliar o atendimento à população, valorizar a atenção primária e aperfeiçoar o ambiente regulatório da saúde suplementar.   A estrutura e a experiência do setor são vistas como características que por si só já devem ser consideradas para ampliar sua contribuição ao sistema de atendimento brasileiro. "As cooperativas de saúde estão presentes em praticamente todo o país e acumulam décadas de experiência na prestação de serviços. Fortalecer esse modelo significa ampliar o acesso da população a um atendimento de qualidade e contribuir para um sistema de saúde cada vez mais eficiente”, defende Tania.  Na área de energia, a entidade propõe o desenvolvimento de políticas públicas que incentivem o fortalecimento das cooperativas de geração e distribuição de energia, para fortalecer, principalmente, o atendimento às comunidades rurais e municípios mais distantes dos grandes centros. O modelo cooperativista é defendido ainda como um ator importante na aceleração da transição energética brasileira.  O documento também defende políticas públicas voltadas ao fortalecimento das cooperativas educacionais, de transporte, turismo e habitação. A proposta é permitir uma maior participação dessas organizações na oferta de serviços e contribuir para melhorar a qualidade de vida da população e impulsionar o desenvolvimento das cidades.   Na avaliação de Tania Zanella, a diversidade de atuação é um dos principais diferenciais do cooperativismo. "O cooperativismo tem capacidade de integrar diferentes soluções para atender às necessidades das comunidades. Quando fortalecemos as cooperativas, ampliamos o acesso ao crédito, à educação, à saúde, à energia, ao transporte e à habitação. É um modelo que gera desenvolvimento econômico com inclusão social e fortalece as cidades brasileiras”, conclui.   A agenda foi construída a partir da experiência de milhares de cooperativas espalhadas pelo país e busca demonstrar que o cooperativismo pode contribuir para tornar as políticas públicas mais eficientes e próximas da realidade dos municípios. O documento continuará sendo detalhado aos membros do novo governo a partir de 2027.       Saiba Mais:  Cooperativismo busca ampliar seu papel na segurança alimentar Nova lei moderniza seguro rural e amplia instrumentos de gestão de risco Diagnóstico na Coopernova encerra 2ª turma da Solução de Eficiência
Agenda propõe ampliar acesso a crédito, saúde e energia
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29/09/2026

Do campo à mesa: propostas para fortalecer a segurança alimentar

Sistema OCB apresenta propostas para fortalecer crédito rural, agricultura familiar e economia verde 
Do campo à mesa: propostas para fortalecer a segurança alimentar
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28/09/2026

Cooperativismo propõe agenda para gerar mais renda e desenvolvimento

Setor defenda segurança tributária, crédito ampliado e maior participação em políticas públicas  Ao organizar suas demandas para os próximos anos no documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo 2027–2030, o cooperativismo brasileiro ressaltou logo de início sua prioridade mais estrutural: construir um ambiente de negócios que reconheça a natureza singular das cooperativas, e pare de tratá-las como empresas comuns quando, na verdade, são diferenciadas. O Eixo 1, Cooperativas como vetores de prosperidade e inclusão produtiva, se organiza em quatro frentes: tributação, legislação de fomento, representatividade institucional e regulamentações prioritárias.  A principal argumentação do eixo é o tratamento justo do modelo, ao considerar que cooperativas não distribuem lucros para acionistas, não têm investidores externos e não buscam rentabilidade. “O que elas buscam é viabilidade econômica para quem trabalha e produz junto. Essa lógica já está na Constituição. O que o cooperativismo pede é que ela também esteja nas normas, nos editais e nas mesas onde o Brasil decide seu futuro”, afirma Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB.     Tributação  A Emenda Constitucional 132/2023 e a Lei Complementar 214/2025 abriram caminho para um regime tributário específico para as cooperativas dentro da Reforma Tributária, incluindo tratamento adequado ao ato cooperativo (transação entre a cooperativa e seus próprios membros) que, por natureza, não se configura como uma operação de mercado e, portanto, também não pode ser tributada como tal.  O avanço dessa conquista está na fase seguinte: a regulamentação. Enquanto normas são editadas e interpretações consolidadas, há risco real de que os progressos sejam esvaziados na prática. Nesse sentido, a demanda é objetiva: a regulamentação precisa respeitar as especificidades do ato cooperativo, garantindo segurança jurídica e competitividade ao setor.  “Não é questão menor. Se uma cooperativa agropecuária for tributada igual a uma empresa comercial, o modelo perde competitividade, e com ele, perdem os pequenos produtores, cooperados e empreendedores que dependem da escala coletiva para acessar mercados”, explica Tania.     Crédito, licitações e acesso a mercados  No financiamento, a proposta é reforçar as linhas de crédito oficiais para todos os segmentos cooperativos e criar instrumentos, como o Certificado de Crédito Cooperativo e de Contratos de Parceria, para ampliar o acesso a fontes alternativas de investimento.  Nas contratações públicas, a questão supera a especificação de direitos — as Leis 14.133/2021 e 12.690/2012 já garantem a participação de cooperativas em licitações. O que falta é que essa participação deixe de encontrar resistência na prática, seja por desconhecimento dos agentes públicos ou por interpretações restritivas sem amparo legal.  O eixo também propõe que cooperativas de pequeno porte tenham acesso aos mesmos benefícios não-tributários disponíveis para microempresas, em áreas como crédito, mercados e inovação. “Nosso formato societário não deve ser obstáculo para políticas de apoio ao empreendedorismo. Pelo contrário, essas políticas precisam ser inclusivas e considerar a relevância do modelo cooperativista para o desenvolvimento econômico e social do país”, acrescenta Tania.    Presença onde as decisões são tomadas  Outro ponto estratégico defendido pelo cooperativismo é ter assento permanente nos espaços onde políticas relevantes para o setor são formuladas. O Sistema OCB busca consolidar seu papel como órgão técnico-consultivo do governo, conforme já prevê a Lei 5.764/1971, e garantir que o registro na entidade seja reconhecido como condição de acesso às políticas públicas.  A CNCoop, por sua vez, reivindica participação nos fóruns governamentais de temas trabalhistas e sindicais. E há ainda uma demanda prática: ampliar a presença de representantes do cooperativismo nas juntas comerciais, para que os procedimentos de registro se adequem à realidade de um modelo com lógica distinta das sociedades empresariais comuns.    Novos mercados, velhas pendências  O quarto bloco lista regulamentações prioritárias. A entrada no mercado de seguros privados, viabilizada pela Lei Complementar 213/2025, é tratada como uma grande conquista — o modelo cooperativista de seguros é bem-sucedido internacionalmente, com cooperados participando diretamente das decisões sobre coberturas e proteções.  Nas telecomunicações, a Lei 15.324/2026 removeu os entraves que impediam cooperativas de ofertar conectividade. Agora, a prioridade é definição de ambiente regulatório que permita explorar esse potencial — especialmente no meio rural, onde as cooperativas podem ampliar o acesso à internet com mais capilaridade e custo menor do que as soluções convencionais ofertadas.  Por fim, há a regulamentação da Lei das Cooperativas de Trabalho (Lei 12.690/2012), que desde sua sanção opera sem a clareza necessária. O objetivo é dar segurança jurídica a esse modelo de organização — reconhecendo os direitos dos trabalhadores cooperados e eliminando as ambiguidades que hoje geram insegurança para cooperativas e fiscalizadores.    Saiba Mais:  Cooperativas devem atualizar cadastro no SouCoop Comitês de Jovens e Mulheres avaliam ações e definem próximos passos Entidades apresentam radar de crédito rural ao Mapa
Cooperativismo propõe agenda para gerar mais renda e desenvolvimento
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25/09/2026

Cooperativas devem atualizar cadastro no SouCoop

Procedimento mantém regularidade cadastral e acesso a ações, serviços e programas do Sistema OCB 
Cooperativas devem atualizar cadastro no SouCoop
Notícias representação
25/09/2026

Eleições 2026 #PensenoCoop

A comunidade cooperativista está mobilizada para votar com responsabilidade nas eleições 2026. E como estamos a poucos dias do 1º turno, a Júlia Cássia, Analista de Relações Governamentais do Sistema OCB, compartilhou informações importantes para orientar a participação dos eleitores. Para saber mais sobre a mobilização #PensenoCoop, acesse o nosso site e prepare-se para fazer escolhas estratégicas para o cooperativismo!
Eleições 2026 #PensenoCoop
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23/09/2026

Tania Zanella entra para grupo de Top Voices do LinkedIn

Reconhecimento amplia presença do cooperativismo em debates sobre negócios e desenvolvimento  A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, passou a integrar o grupo de Top Voices do LinkedIn, reconhecimento concedido pela plataforma a especialistas e lideranças que se destacam pela produção de conteúdos relevantes e pela contribuição qualificada para as principais conversas do ambiente profissional.  O programa LinkedIn Top Voices reúne, por convite, especialistas, executivos, lideranças, agentes de transformação e inovadores que compartilham conhecimento e perspectivas sobre temas relevantes para seus setores e para o mundo do trabalho. Entre os critérios considerados pela plataforma estão a consistência da presença no LinkedIn, a qualidade e originalidade das contribuições, o conhecimento sobre os assuntos abordados e a capacidade de promover discussões que informem e agreguem valor à comunidade profissional.  Para Tania, o reconhecimento reforça a oportunidade de ampliar os espaços de diálogo sobre o cooperativismo e sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social. “Recebo essa valorização com muita alegria e, principalmente, com o compromisso de continuar a levar o cooperativismo para novos espaços de diálogo. Cada conteúdo compartilhado é uma oportunidade de mostrar como as cooperativas fazem parte da vida de milhões de brasileiros, movimentam a economia, geram oportunidades e ajudam a construir soluções para os desafios do país. Ser Top Voice amplia essa possibilidade de conversar com diferentes públicos e aproximá-los ainda mais do nosso movimento”, afirma.  À frente da Presidência Executiva do Sistema OCB, Tania tem utilizado o LinkedIn como um dos canais para compartilhar reflexões sobre cooperativismo, gestão, desenvolvimento econômico, inovação, sustentabilidade e os desafios e oportunidades enfrentados pelas cooperativas brasileiras. A presença na plataforma também acompanha agendas institucionais e aproxima o setor de lideranças empresariais, formadores de opinião e profissionais de diferentes segmentos.  Cooperativismo em novas conversas  O reconhecimento ocorre em um momento de fortalecimento da presença institucional do cooperativismo brasileiro em diferentes espaços de debate. Com 29 milhões de cooperados e cerca de 4,4 mil cooperativas, o movimento está presente em setores estratégicos da economia e amplia sua participação nas discussões sobre desenvolvimento, inclusão financeira, produção de alimentos, sustentabilidade, inovação e geração de oportunidades.  Nesse contexto, a presença de uma liderança do Sistema OCB entre os Top Voices contribui para ampliar o alcance das pautas do movimento em uma das principais redes profissionais do mundo e criar conexões com públicos que podem conhecer mais sobre o modelo cooperativista.  “O cooperativismo tem histórias, resultados e experiências que merecem circular cada vez mais. Temos muito a contribuir para os debates sobre o futuro das empresas, das comunidades e do desenvolvimento do Brasil. Quero aproveitar esse espaço para compartilhar conhecimento, mas também para ouvir, trocar experiências e construir novas conexões para o movimento cooperativista”, acrescenta Tania.  O reconhecimento como Top Voice é concedido pelo LinkedIn por meio de um programa exclusivo por convite. Segundo a plataforma, os integrantes são selecionados a partir da análise dos conteúdos e das contribuições compartilhadas na rede. O selo azul exibido no perfil identifica os participantes ativos do programa.   Saiba Mais:  Sistema OCB leva cooperativismo a debate global sobre sustentabilidade   Estudo reúne 66 propostas para modernizar crédito e seguro rural   Interesse pela comunidade mostra que o coop vai além do econômico 
Tania Zanella entra para grupo de Top Voices do LinkedIn
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23/09/2026

Pesquisa mostra avanço da imagem e do conhecimento sobre o coop

Levantamento revela percepção de um modelo atual e influência da origem escolhas de consumo 
Pesquisa mostra avanço da imagem e do conhecimento sobre o coop
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22/09/2026

Fake news, IAs e Eleições | Pense no Coop

📢 O novo episódio da série #PenseNoCoop já está no ar! 🤖 Você saberia identificar uma fake news criada com inteligência artificial? 📲 Neste vídeo, mostramos como a IA pode ser usada durante as eleições, o que a legislação permite para as cooperativas e por que verificar as informações antes de compartilhar é uma atitude que fortalece a democracia. 👉 Assista ao episódio e conheça também a cartilha Cooperativismo e as Eleições, disponível em eleicoes2026.coop.br   🔈 Aumente o som!
Fake news, IAs e Eleições | Pense no Coop
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21/09/2026

Sistema OCB leva cooperativismo a debate global sobre sustentabilidade 

Clara Maffia participou do evento SDGs in Brazil 2026 e reforçou conexões com organizações estratégicas  O Sistema OCB participou, na sexta-feira (18), do SDGs in Brazil 2026, fórum internacional promovido pela Rede Brasil do Pacto Global da ONU, em Nova York. A organização foi representada pela gerente geral de Negócios, Clara Maffia, em uma agenda voltada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ao diálogo entre lideranças dos setores público e privado.  Realizado no contexto da Assembleia Geral das Nações Unidas, o encontro reuniu representantes de empresas, instituições financeiras, organizações e poder público para discutir desafios relacionados ao desenvolvimento sustentável. Entre os assuntos previstos na programação estavam agenda ESG, paz e segurança, questões hídricas e desenvolvimento e uso da inteligência artificial.   Para Clara Maffia, a presença do Sistema OCB contribui para ampliar a participação do cooperativismo em espaços internacionais nos quais são discutidos temas diretamente relacionados ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.   “O cooperativismo tem uma contribuição concreta para muitas das agendas que estão no centro dos debates sobre desenvolvimento sustentável. Participar de um encontro como o SDGs in Brazil nos permite mostrar essa capacidade, acompanhar discussões que impactam o ambiente de negócios e aproximar o Sistema OCB de organizações que também estão construindo soluções para os grandes desafios atuais”, afirmou.  Conexões   Além dos debates de conteúdo, a participação teve como um dos principais resultados a oportunidade de ampliar o relacionamento institucional do Sistema OCB com grandes entidades empresariais, instituições financeiras e demais organizações envolvidas na agenda de sustentabilidade.  Segundo Clara, o encontro abriu espaço para apresentar o modelo cooperativista e estabelecer conexões que podem contribuir para futuras parcerias e iniciativas. “Foi uma oportunidade muito rica de networking e de colocar o cooperativismo no centro de uma agenda estratégica. Estar nesses espaços significa criar pontes, trocar experiências e mostrar a organizações de diferentes setores como as cooperativas já transformam compromissos de sustentabilidade em resultados concretos nos territórios”, acrescentou.  A participação no SDGs in Brazil também representou um novo passo na aproximação entre o Sistema OCB e a Rede Brasil do Pacto Global. A relação ganhou força durante a Imersão Pré-COP e, desde então, tem criado oportunidades de interlocução com o ecossistema das Nações Unidas. O convite para acompanhar o encontro em Nova York foi um dos desdobramentos dessa aproximação.   Para o Sistema OCB, esse diálogo também permite aproximar a experiência das cooperativas brasileiras das discussões internacionais sobre os ODS. Por sua presença nos territórios e atuação em diferentes atividades econômicas, o modelo reúne experiências relacionadas à inclusão produtiva, desenvolvimento local, acesso a serviços, geração de renda, transição energética e sustentabilidade das cadeias produtivas.  “Temos a oportunidade de conectar aquilo que as cooperativas já realizam no Brasil a uma agenda que mobiliza organizações do mundo inteiro. Essa troca fortalece a visibilidade do nosso modelo e, ao mesmo tempo, nos aproxima de experiências, parceiros e soluções que podem gerar novas oportunidades para as cooperativas brasileiras”, destacou Clara.  Climate Week  A passagem do Sistema OCB por Nova York ocorre em um período de intensa mobilização internacional. Após o SDGs in Brazil, a cidade recebe, desde este domingo (20), a Climate Week NY, que reúne organizações, empresas, pesquisadores e lideranças em uma série de atividades dedicadas principalmente às questões ambientais e climáticas.   A agenda amplia as oportunidades de interlocução do Sistema OCB com atores envolvidos nas discussões sobre sustentabilidade e clima. Segundo Clara, a presença nesses espaços integra o movimento de fortalecimento das relações institucionais e internacionais da entidade e de posicionamento das cooperativas brasileiras em debates capazes de influenciar tendências, parcerias e estratégias para os próximos anos.  Saiba Mais:  Potencial das coops para ampliar acesso a seguros ganha destaque   Delegação chinesa conhece força do coop brasileiro em visita a SP   Primeira pesquisa nacional revela retrato da cultura cooperativista 
Sistema OCB leva cooperativismo a debate global sobre sustentabilidade 
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21/09/2026

Cooperativas e propaganda eleitoral | Pense no Coop

📢 O Episódio 4 da série #PenseNoCoop já está no ar!
 Cooperativas e propaganda eleitoral | Pense no Coop
Notícias representação
18/09/2026

Delegação chinesa conhece força do coop brasileiro em visita a SP 

Sistema OCB apresentou estrutura que reúne 4,4 mil cooperativas e mais de 29 milhões de cooperados  O Sistema OCB recebeu, nesta sexta-feira (18), em São Paulo, uma delegação da All-China Federation of Supply and Marketing Cooperatives (ACFSMC), uma das maiores organizações cooperativistas da China. A presidente executiva da entidade, Tania Zanella, recepcionou a comitiva liderada pela presidente da entidade chinesa, Wang Yuyan, e apresentou a dimensão, a estrutura e a diversidade do cooperativismo brasileiro.  Realizado em conjunto com o Sistema Ocesp, o encontro reuniu os seis integrantes da delegação chinesa e representantes do cooperativismo brasileiro. Tania explicou o modelo de organização do Sistema OCB, formado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e pela Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), além da atuação do movimento em todo o país.  “O cooperativismo brasileiro está presente em diferentes setores da economia e em todas as regiões do país. Nosso trabalho é representar esse movimento, apoiar o desenvolvimento das cooperativas e criar condições para que elas sejam cada vez mais competitivas, gerem oportunidades para os cooperados e desenvolvimento para as comunidades”, afirmou Tania.  Segundo o AnuárioCoop 2026, com dados referentes a 2025, o Brasil conta com 4,4 mil cooperativas, mais de 29 milhões de cooperados e 613 mil empregos gerados diretamente. “São mais de 29 milhões de brasileiros que encontraram no cooperativismo uma forma de produzir, empreender, acessar crédito, serviços e mercados. Os números mostram a dimensão econômica do movimento, mas também o impacto das cooperativas na vida das pessoas e no desenvolvimento dos territórios”, destacou a presidente executiva.  Diversidade do cooperativismo  A delegação também conheceu os sete ramos em que o cooperativismo brasileiro está organizado: Agropecuário; Consumo; Crédito; Infraestrutura; Saúde; Transporte; e Trabalho, Produção de Bens e Serviços. Tania abordou ainda a estruturação do ramo Seguros, a partir do novo ambiente regulatório para a atuação das cooperativas no setor. “A diversidade é uma das forças do cooperativismo brasileiro. Temos cooperativas que produzem e exportam alimentos, oferecem crédito, serviços de saúde, transporte, energia e diferentes soluções para milhões de pessoas. É um modelo capaz de responder às características e necessidades de diferentes setores da economia”, declarou.  O encontro tratou ainda de áreas de interesse comum entre as organizações, especialmente cadeias de abastecimento, comercialização agrícola e logística de transporte. Para Tania, a aproximação permite ampliar o conhecimento entre os movimentos cooperativistas dos dois países e manter abertas novas possibilidades de cooperação. “Brasil e China têm movimentos cooperativistas de grande dimensão e experiências que podem ser compartilhadas. Manter esse diálogo nos permite conhecer melhor nossas estruturas e identificar oportunidades de cooperação que façam sentido para os dois países”, acrescentou.   Relação Brasil-China  A relação entre o Sistema OCB e a ACFSMC vem sendo construída em diferentes agendas. Em 2024, uma delegação da entidade chinesa esteve no Brasil e visitou cooperativas em São Paulo e no Rio de Janeiro. No ano seguinte, uma comitiva brasileira do ramo Transporte realizou visita técnica à China e foi recebida pela ACFSMC.  Em agosto deste ano, o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, reuniu-se com Wang Yuyan. Na ocasião, as duas organizações trataram da agenda internacional do cooperativismo e das eleições da Aliança Cooperativa Internacional (ACI).  “O relacionamento que construímos mostra a importância de manter canais permanentes de diálogo entre o cooperativismo brasileiro e o chinês. Queremos aprofundar essa aproximação, tanto bilateralmente quanto nos espaços internacionais de representação do movimento”, concluiu Tania.  Também participaram da reunião o gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto e o consultor técnico do Sistema Ocesp, Armando Sugawara.  Saiba Mais:  Turismo Cooperativo avança com roteiro piloto no Espírito Santo  Primeira pesquisa nacional revela retrato da cultura cooperativista   Conferência Global da ACI reúne cooperativismo mundial no Panamá 
Delegação chinesa conhece força do coop brasileiro em visita a SP 
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17/09/2026

José Alves Neto é eleito presidente da ACI Américas 

Brasileiro, presidente da Uniodonto do Brasil, é reconduzido por unanimidade para mandato 2026-2030  O cooperativismo brasileiro encerra a semana de atividades internacionais no Panamá com uma presença reforçada nas instâncias de representação das Américas. Nesta sexta-feira (18), José Alves de Souza Neto foi eleito, por unanimidade, presidente da Cooperativas das Américas (ACI-Americas) para o mandato 2026-2030. A escolha ocorreu durante a XVII Assembleia Regional Presencial da organização, realizada no Panama Convention Center, na Cidade do Panamá. Em setembro de 2024, José Alves assumiu a presidência provisória, após afastamento de Graciela Fernández por motivos pessoais.  A recondução dá continuidade ao trabalho desenvolvido por José Alves à frente da representação regional da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), responsável pela articulação do movimento no continente americano. A Cooperativas das Américas reúne organizações do movimento de diferentes países e setores e atua na promoção do modelo, na defesa da identidade cooperativa e na representação do modelo de negócios perante organismos internacionais e espaços de decisão.  “Recebo essa recondução com muita gratidão e, principalmente, com senso de responsabilidade. A unanimidade demonstra a confiança construída coletivamente ao longo dos últimos anos e reforça nosso compromisso de seguir aproximando os países das Américas. Temos realidades diferentes, mas compartilhamos valores, desafios e a convicção de que o cooperativismo tem muito a contribuir para o desenvolvimento econômico e social da nossa região”, afirmou José Alves.  A eleição da presidência foi um dos principais pontos da agenda da Assembleia. O encontro começou com a apresentação e votação dos relatórios de gestão referentes ao período 2024-2026, além da análise da prestação de contas e das demonstrações financeiras da organização. Na sequência, a programação entrou no bloco eleitoral, dedicado à definição da presidência e à ratificação das representações nacionais, setoriais e temáticas para o próximo ciclo.   Brasil amplia participação regional  A Assembleia também ratificou a composição do Conselho de Administração da Cooperativas das Américas para o período 2026-2030. Pelo Brasil, Marcos Cunha, diretor de Gestão da Saúde da Unimed do Brasil, foi confirmado como representante titular, e João Penna, coordenador de Relações Internacionais do Sistema OCB, como suplente.  A composição do Conselho parte das indicações realizadas pelos países que integram a organização e sua ratificação estava prevista entre os assuntos eleitorais da Assembleia desta sexta-feira.   Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB e membro do Conselho de Administração da ACI, Márcio Lopes de Freitas, os resultados consolidam uma estratégia de presença brasileira nos diferentes espaços do movimento cooperativista internacional. “Ampliar nossa representação significa ampliar também a capacidade de contribuir. Queremos levar a experiência das cooperativas brasileiras para esses espaços, construir alianças e, ao mesmo tempo, trazer para o Brasil referências e soluções desenvolvidas em outros países”, declarou.  Juventude e organizações setoriais  Outro resultado da Assembleia foi a ratificação das eleições realizadas no início da semana pelos comitês e organizações setoriais ligados à Cooperativas das Américas. A programação oficial previa justamente a confirmação, nesta sexta-feira, dos representantes dessas instâncias para o período 2026-2030.   Entre os brasileiros confirmados está Enzo Ramos, analista de Relações Institucionais do Sistema OCB, como integrante do Comitê Regional de Juventude. Sua eleição ocorreu no domingo (13), durante a assembleia do colegiado, e amplia a participação brasileira nas discussões sobre formação e renovação das novas gerações do movimento.  Também foram ratificadas as participações de Rodolfo Jordão, coordenador do Ramo Agro do Sistema OCB, como secretário da Rede de Cooperativas Agropecuárias das Américas (Redacoop), e de Margaret Cunha, pioneira do cooperativismo de Trabalho, como secretária da Cicopa Américas, organização que representa cooperativas dos setores de indústria e serviços no continente. As estruturas setoriais complementam a atuação da Cooperativas das Américas ao aprofundar discussões e articulações relacionadas às diferentes áreas do movimento.  A confirmação dessas representações fecha uma semana marcada pelo avanço da participação brasileira em diferentes estruturas internacionais. Ao longo da agenda no Panamá, representantes do país estiveram envolvidos em assembleias, reuniões setoriais, processos eleitorais e debates da Conferência Global da ACI.  Novo ciclo para as Américas  No período da tarde, os trabalhos continuaram com a reunião do novo Conselho de Administração e a eleição do Comitê Executivo da Cooperativas das Américas, etapa que completou a definição da estrutura de governança regional para o novo mandato. A formação ficou conforme abaixo: José Alves Neto (BR) - presidente Carla Decker (EUA) - 1ª vice-presidente Xiomara Nuñez (Rep. Dokinicana) - 2ª vide-presidente Ricardo Lopez (ARG) - Secretário Francois Dionne (Canada) - 1º vogal Elibeth Vanegas (Costa Rica) - 2ª vogal José Francisco (México) - 3º vogal A Assembleia marca o encerramento da programação internacional iniciada no domingo (13), que reuniu no Panamá assembleias da ACI e de suas organizações regionais e setoriais, além da Conferência Global.   Saiba Mais:  Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI  Patrimônio cooperativo ganha novos marcos em conferência global da ACI  SomosCoop vira case brasileiro em conferência global da ACI no Panamá 
José Alves Neto é eleito presidente da ACI Américas 
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17/09/2026

Patrimônio cooperativo ganha novos marcos em conferência global da ACI 

Lista internacional chega a 95 registros e amplia reconhecimento de lugares, práticas e tradições  A preservação da memória, das tradições e das experiências construídas pelo cooperativismo em diferentes partes do mundo ganhou destaque nesta quinta-feira (17), no encerramento da Conferência Global da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), na Cidade do Panamá. Com participação do Sistema OCB, a programação apresentou os novos resultados do Programa de Patrimônio Cultural Cooperativo (Cooperative Cultural Heritage – CCH), que passou a reunir 95 registros, entre patrimônios materiais e imateriais.  Durante a plenária, Tiago Schmidt, presidente da Sicredi Pioneira e do Grupo de Trabalho de Patrimônio Cultural Cooperativo, anunciou a incorporação de 63 novas inscrições de 39 países em 2026. Elas se somam à lista lançada no ano passado, em Brasília, durante o Ano Internacional das Cooperativas. A primeira edição reuniu patrimônios de 25 países e marcou o início da construção de um mapa global destinado a identificar e preservar lugares e manifestações relacionados à história e à identidade do movimento cooperativista.   “Há dois anos, este programa era apenas uma ideia. Hoje venho mostrar a vocês no que ela se transformou”, afirmou Schmidt. Segundo ele, a ampliação da iniciativa reforça uma característica que ultrapassa fronteiras. “Dia após dia, encontramos algo notável: as cooperativas são guardiãs vivas da cultura. Por meio da organização democrática, as comunidades preservam conhecimento, sustentam meios de vida e transmitem seu patrimônio às gerações futuras.”  A apresentação fez parte do bloco de anúncios que antecedeu o encerramento da Conferência Global. A programação oficial reservou espaço específico para a atualização do CCH, conduzida por Schmidt, ao lado de outros informes sobre iniciativas internacionais do movimento.   Patrimônio material e imaterial  Uma das principais novidades de 2026 é a ampliação do conceito adotado pelo programa. Além de edifícios, locais, instituições e paisagens ligados à história do cooperativismo, a lista passou a contemplar o patrimônio imaterial, formado por práticas, tradições, conhecimentos e manifestações culturais transmitidos entre gerações. A expansão já vinha sendo preparada pela ACI desde o lançamento da primeira edição do mapa.   Entre os exemplos destacados no Panamá está a tradição do sombrero pintáo, preservada pela Cooperativa de Servicios Múltiples Artesanías Sombrero Pintáo. Ao final da apresentação, Schmidt convidou Adelina Guzmán e Emilio Pimentel, representantes da cooperativa, para receber simbolicamente o pôster da iniciativa em nome dos guardiões das inscrições de 2026.  “A cooperativa preserva o patrimônio cultural imaterial dos chapéus Pintáo do Panamá por meio da participação democrática, tendo o desenvolvimento sustentável como eixo central de sua missão. Por meio de suas práticas, uma tradição viva é transmitida de uma geração para a outra”, explicou Schmidt.  O avanço para o patrimônio imaterial amplia a capacidade do programa de registrar diferentes expressões da cultura cooperativa. A ACI define o patrimônio cultural cooperativo justamente pela combinação de elementos tangíveis — como locais históricos, museus e empreendimentos — e intangíveis, entre eles práticas e tradições que preservam valores e formas de governança cooperativistas.   Brasil como referência  A apresentação também destacou a experiência brasileira. Em julho, a Lei 15.433/2026 reconheceu formalmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, iniciativa mencionada por Schmidt como exemplo de como o reconhecimento cultural pode avançar também no campo das políticas públicas. “O que defendemos aqui já é lei em um país, e pode ser em muitos outros”, declarou. A ACI já havia destacado, em agosto, que a legislação brasileira fortalece a agenda internacional de reconhecimento do patrimônio cooperativo e se conecta ao trabalho desenvolvido pelo CCH.   O Brasil também teve papel central na origem do projeto. A plataforma e o primeiro mapa mundial foram lançados em novembro de 2025, no Palácio Itamaraty, em Brasília. A iniciativa é conduzida pelo Grupo de Trabalho de Patrimônio Cultural Cooperativo da ACI, que reúne representantes de diferentes regiões do mundo. “Esse reconhecimento mostra que o cooperativismo também é cultura. Ele está presente na maneira como comunidades se organizam, preservam conhecimentos, constroem soluções coletivas e transmitem seus valores. O desafio agora é fazer com que esse patrimônio seja cada vez mais conhecido, protegido e compartilhado”, acrescentou Schmidt.  Cultura como ponte para a paz  Em sintonia com o tema da Conferência Global — Building Bridges: Cooperative Contributions for a Peaceful World (Construindo pontes: contribuições cooperativas para um mundo de paz), Schmidt relacionou a preservação do patrimônio à construção da paz e destacou exemplos de diferentes realidades históricas. Entre eles, citou a Holy Land Handicraft Cooperative Society, na Palestina, que preserva tradições artesanais e conhecimentos por meio da cooperação, e a tradição cooperativa dos kibutzim, em Israel. Segundo ele, a presença de experiências distintas no mesmo mapa busca preservar suas particularidades e, ao mesmo tempo, mostrar como a cultura pode estabelecer conexões.  “São histórias distintas, nascidas de seus próprios povos, lugares e experiências. Nós as colocamos neste mapa para respeitá-las. Porque a paz não exige que tenhamos a mesma memória. Ela pergunta se memórias diferentes podem ser carregadas com dignidade, e se a nossa humanidade comum ainda é capaz de construir pontes entre elas”, afirmou.  A iniciativa dialoga ainda com a Década Internacional da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável 2027–2036, declarada pela Assembleia Geral das Nações Unidas e citada durante a apresentação como uma oportunidade para ampliar a presença do cooperativismo no debate internacional sobre cultura e desenvolvimento.  Próximos passos  A agenda já mira uma nova etapa. Para 2027, a expectativa é reunir representantes e guardiões dos patrimônios reconhecidos em Kerala, na Índia, em um encontro internacional dedicado ao tema. Entre as propostas está também avançar nas articulações para fortalecer a presença da cultura nas discussões sobre desenvolvimento sustentável.  O mapa global permanece aberto como instrumento de divulgação e mobilização. Depois de alcançar 95 inscrições, o grupo estabeleceu como próximo marco chegar a 100 patrimônios reconhecidos, com a reabertura das candidaturas. “Este é apenas o começo. Vamos juntos descobrir, proteger e conectar o patrimônio cooperativo do nosso mundo”, concluiu Schmidt.  Encerramento  A apresentação sobre patrimônio integrou a manhã de encerramento da Conferência Global da ACI. A programação desta quinta-feira também promoveu uma discussão sobre cooperativismo, liderança e construção da paz, reunindo representantes de diferentes gerações e países para tratar de economias locais, tecnologia, inteligência artificial e do papel das cooperativas na promoção da paz.   Na sequência, a conferência apresentou sua declaração final, conduzida pelo diretor-geral da ACI, Jeroen Douglas; pelo diretor da Cooperativas das Américas, Danilo Salerno; e pelo presidente da Comissão de Direito Cooperativo das Américas, Dante Cracogna. O encerramento reuniu ainda o presidente da ACI, Ariel Guarco; o presidente da Cooperativas das Américas, José Alves de Souza Neto; a diretora-executiva do Ipacoop, Erika Vargas; e o presidente da Cooperativa Profesionales, Alex Ortega.)  Com o fim da Conferência Global, a agenda internacional do cooperativismo no Panamá entra em sua etapa final. Nesta sexta-feira (18), será realizada a Assembleia Regional Eletiva da Cooperativas das Américas.   Saiba Mais:  Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI  Conferência Global da ACI reúne cooperativismo mundial no Panamá  SomosCoop vira case brasileiro em conferência global da ACI no Panamá
Patrimônio cooperativo ganha novos marcos em conferência global da ACI 
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15/09/2026

Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI

Resultado mantém Brasil na governança global e reforça estratégia de ampliar representação internacional  O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, foi reeleito, com nesta terça-feira (15), para o Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). O resultado foi definido durante a Assembleia Geral Eleitoral da entidade, realizada na Cidade do Panamá, e mantém o Brasil em uma das principais instâncias de decisão do cooperativismo mundial.  A eleição reuniu lideranças e representantes de organizações cooperativistas de diferentes países. Ao todo, 24 candidatos disputaram 15 vagas no Conselho de Administração, responsável por participar das decisões estratégicas e da definição dos rumos da maior organização de representação do movimento cooperativista em nível global.  Para Márcio, a reeleição representa o reconhecimento da força alcançada pelo cooperativismo brasileiro. “Essa é uma conquista de todo o movimento brasileiro. Chegamos até aqui representando milhões de cooperados e milhares de cooperativas que mostram, todos os dias, a capacidade desse modelo de gerar desenvolvimento, renda e oportunidades.   O presidente também reforçou que o resultado amplia a responsabilidade do país nos debates internacionais. “Permanecer no Conselho da ACI significa garantir que o Brasil continue tendo voz ativa nas grandes discussões sobre o presente e o futuro do cooperativismo mundial, o que nos dá ainda mais responsabilidades para ocupar esse cargo”, afirmou.  Articulação   A recondução ocorreu em meio ao fortalecimento da atuação internacional do Sistema OCB e ao aprofundamento das relações com organizações cooperativistas das Américas, Europa, Ásia e África. Nos últimos anos, o cooperativismo brasileiro ampliou sua participação em fóruns internacionais, reuniões bilaterais e agendas relacionadas a temas como segurança alimentar, sustentabilidade, inovação, transição energética, inclusão financeira, comércio e desenvolvimento econômico e social.  A possibilidade de criar conexões e oportunidades para o setor ao ocupar espaços de governança internacional também foi destacada pelo presidente Márcio. “O Brasil tem muito a compartilhar com o mundo, mas também muito a aprender. Quando estamos nesses espaços, conseguimos construir pontes, trocar experiências, aproximar organizações e identificar oportunidades que podem chegar às nossas cooperativas. A representação internacional precisa se transformar em resultados concretos para quem está na ponta”, apontou.   Ampliação da representação  A reeleição para o Conselho da ACI integra uma agenda mais ampla de participação brasileira nas eleições realizadas durante a programação internacional no Panamá. Além da Assembleia Eleitoral para o Conselho e a presidência da ACI, a programação reúne Assembleias Eletivas da ACI Américas, dos comitês de gênero e juventude e das organizações setoriais vinculadas tanto à ACI global quanto à representação continental.  A presença simultânea em diferentes instâncias demonstra, de acordo com o presidente Márcio, que a estratégia brasileira ultrapassa a simples ocupação de uma cadeira e busca ampliar a capacidade de participação do país na construção das políticas do movimento.   “Queremos uma representação brasileira cada vez mais ampla e qualificada. É importante estar no Conselho global, mas também fortalecer nossa presença nas Américas, no cooperativismo agropecuário, na juventude e nas organizações setoriais. Cada espaço conquistado aumenta nossa capacidade de contribuir, construir alianças e defender uma agenda que reconheça o cooperativismo como instrumento de desenvolvimento”, explicou.  Comitiva brasileira  O Brasil participa da programação no Panamá com uma delegação de 34 pessoas, formada por representantes do Sistema OCB, organizações estaduais e lideranças do movimento cooperativista. A apresentação pública do novo Conselho de Administração da ACI está prevista para quinta-feira (17), durante a Conferência Global.  Com a reeleição, Márcio seguirá representando o cooperativismo brasileiro em um dos principais espaços de governança do movimento mundial. Para ele, o desafio agora é transformar a presença internacional em novas oportunidades e resultados.  “Essa reeleição aumenta nossa responsabilidade. Vamos continuar trabalhando para que o Brasil seja cada vez mais ouvido e respeitado e para que nossa atuação internacional gere conexões, conhecimento e oportunidades para as cooperativas. Temos um cooperativismo forte e queremos contribuir ativamente para construir um movimento global ainda mais relevante para a sociedade”, concluiu.  Saiba Mais:  ICAO mantém Márcio Lopes de Freitas na vice-presidência pelas Américas  Brasil amplia representação internacional em agenda no Panamá  Coop é destaque em missão do Banco Africano de Desenvolvimento 
Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI
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