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07/08/2026
Cooperativas de Infraestrutura expandem geração de energia
Ramo chega a 1,48 milhão de cooperados, amplia investimentos e leva soluções para todo o país
Garantir acesso à energia e a outros serviços essenciais é um dos grandes desafios para o desenvolvimento sustentável do país. Em diferentes regiões do Brasil, esse desafio tem sido enfrentado por meio da cooperação. Organizadas pelos próprios usuários, as cooperativas de infraestrutura se destacam cada vez mais por sua atuação na geração e distribuição de energia, além de desenvolver soluções que impulsionam a economia local e melhoram a qualidade de vida das comunidades.
O Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31), aponta que o ramo reuniu, em 2025, 247 cooperativas, que atendem 1,48 milhão de cooperados e geram 7.110 empregos diretos. No mesmo período, essas cooperativas movimentaram R$ 6,81 bilhões em ingressos e alcançaram R$ 11,46 bilhões em ativos, consolidando sua expansão em todo o país.
O fortalecimento do ramo também se reflete em seus indicadores econômicos. Em 2025, os ativos das cooperativas de infraestrutura chegaram a R$ 11,45 bilhões, enquanto os ingressos alcançaram R$ 6,81 bilhões, demonstrando a capacidade do setor de ampliar investimentos e desenvolver projetos de longo prazo. O capital social atingiu R$ 718,4 milhões, o que evidencia a confiança dos cooperados no modelo cooperativista e na expansão das iniciativas conduzidas pelas próprias comunidades.
“As cooperativas de infraestrutura mostram que desenvolvimento também se constrói de forma colaborativa. Quando as pessoas se unem para investir em soluções que atendem às necessidades da própria comunidade, elas ampliam o acesso a serviços essenciais, fortalecem a economia local e criam condições para um crescimento mais sustentável e inclusivo", defende a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Geração de energia
A geração de energia é hoje o principal vetor de crescimento das cooperativas de infraestrutura. O Anuário registra 94 cooperativas dedicadas à geração de energia para consumo próprio, 79 cooperativas de distribuição de energia e 29 cooperativas voltadas à geração para comercialização, dados que refletem o avanço de um modelo que combina sustentabilidade, inovação e participação coletiva.
Esse crescimento acompanha a expansão da geração distribuída no Brasil e reforça o protagonismo das cooperativas na construção de alternativas energéticas mais eficientes e próximas das necessidades dos consumidores. "A expansão da geração de energia pelas cooperativas acompanha uma transformação importante do setor elétrico brasileiro. O cooperativismo contribui para acelerar a transição para uma matriz cada vez mais sustentável, sempre com os benefícios retornando para os próprios cooperados e para suas comunidades", acrescenta Tania.
Outras soluções
Embora a energia concentre a maior parte das atividades do ramo, as cooperativas de infraestrutura também atuam em áreas como construção civil, telecomunicações e outras iniciativas voltadas à implantação e manutenção de serviços essenciais.
Essa diversidade permite que cada cooperativa desenvolva projetos compatíveis com as necessidades de sua região e amplie o acesso à infraestrutura em localidades onde, muitas vezes, a oferta tradicional é limitada. Dessa forma, elas fortalecem a capacidade das próprias comunidades de identificar prioridades, definir investimentos e construir soluções coletivas para seus desafios.
Ao transformar necessidades coletivas em soluções construídas de forma colaborativa, as cooperativas de infraestrutura demonstram que investir em energia e em serviços essenciais também é uma forma de promover desenvolvimento, inclusão e prosperidade para milhares de brasileiros.
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06/08/2026
AnuárioCoop 2026: Dados do Cooperativismo Brasileiro
Números não existem apenas para medir resultados. Eles revelam movimentos que transformam realidades. O AnuárioCoop 2026 já está no ar e mostra a força do cooperativismo brasileiro em dados: crescimento, geração de oportunidades, desenvolvimento e presença em todo o país. Saiba mais em: https://anuario.coop.br
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06/08/2026
Imersão pré-COP31
Neste Se Liga, você confere como a Imersão em cooperativismo Pré-COP31 reúne representantes de organismos internacionais, autoridades e instituições estratégicas para conhecer, de perto, experiências que mostram como as cooperativas brasileiras já contribuem para o desenvolvimento sustentável.
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06/08/2026
Cooperativas de consumo fortalecem economia compartilhada
Papel do ramo na oferta de produtos e serviços ganha destaque no AnuárioCoop 2026
Consumir também pode ser uma forma de participar. Nas cooperativas de consumo, quem utiliza produtos e serviços contribui com as decisões, ajuda a definir os rumos do empreendimento e compartilha os resultados gerados. O modelo, baseado na economia compartilhada, segue conquistando espaço no Brasil e alcançou 2,84 milhões de cooperados em 2025, crescimento de 10,8% em relação ao ano anterior, segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31).
O avanço do quadro social acompanha o fortalecimento do ramo. As cooperativas de consumo movimentaram R$ 7,9 bilhões em ingressos ao longo do ano, somaram R$ 4,16 bilhões em ativos e reúnem atualmente 191 organizações, responsáveis por 15.798 empregos diretos em todo o país.
Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o crescimento demonstra que cada vez mais brasileiros percebem valor em um modelo que vai além da simples relação de compra e venda. "As cooperativas de consumo mostram que é possível unir eficiência econômica e compromisso com as pessoas. Ao organizar demandas comuns, elas ampliam o acesso a produtos e serviços, fortalecem o poder de compra dos associados e fazem com que os benefícios gerados retornem para quem participa da cooperativa e para a própria comunidade", destaca.
Soluções diversificadas
O cooperativismo de consumo está presente em diversas áreas do cotidiano. As cooperativas atuam em supermercados, farmácias, postos de combustíveis, lojas de vestuário, beleza, equipamentos, serviços veiculares e outras atividades que atendem às necessidades dos cooperados. Em muitos casos, uma mesma cooperativa desenvolve mais de uma atividade, ampliando as soluções oferecidas.
Essa diversidade permite que o modelo esteja presente em diferentes etapas da vida das pessoas, com alternativas mais próximas da realidade de cada comunidade e com potencial para fortalecer as relações de consumo baseadas na confiança, na participação e no interesse coletivo.
Outro destaque do ramo é a evolução da presença de mulheres em seu quadro social. Em 2025, foi registrado 1,42 milhão de mulheres cooperadas, crescimento de 16,2% em relação ao ano anterior, enquanto o número de homens registrou alta de 5,9%.
Na avaliação da presidente Tania, esse resultado reforça uma das principais características das cooperativas. "Quanto mais diversa e representativa é a base de cooperados, maior é a capacidade de compreender as necessidades das pessoas e construir soluções adequadas para elas. A participação democrática é um dos pilares que tornam esse modelo tão conectado às comunidades onde atua".
O Anuário também mostra que a intercooperação é parte importante da estratégia do ramo. Mais da metade das organizações de consumo utilizam cooperativas de crédito para movimentar seus recursos financeiros e mantém parcerias com outros segmentos para ampliar a oferta de serviços de saúde, transporte, produtos agropecuários e outras soluções ao seu quadro social. Essa integração fortalece o ecossistema cooperativista, amplia a competitividade das cooperativas e cria oportunidades para os cooperados.
Escolhas mais conscientes
O principal diferencial das cooperativas de consumo está na forma como organizam as relações econômicas. Diferentemente do modelo tradicional, os consumidores também são donos do empreendimento, participam das decisões em igualdade de condições e compartilham os resultados obtidos pela cooperativa. O modelo fortalece o poder de negociação dos associados, estimula escolhas mais conscientes e contribui para que os recursos permaneçam em circulação nas próprias comunidades, gerando emprego, renda e novas oportunidades de desenvolvimento.
Como destaca Tania, "o cooperativismo de consumo demonstra que é possível construir relações econômicas mais equilibradas, em que o sucesso da organização está diretamente ligado ao bem-estar das pessoas. Quando o consumidor também é protagonista, o resultado da compra de um produto ou da contratação de um serviço fortalece uma comunidade inteira".
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06/08/2026
Coops Day 2026
O Dia Internacional do Cooperativismo (Coops Day) celebra um modelo de negócio que transforma vidas, fortalece comunidades e promove um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo. No Se Liga desta semana, o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, compartilha uma mensagem especial em homenagem à data, destacando a importância do cooperativismo brasileiro e o papel das cooperativas na construção de um futuro melhor para todos. Dê o play e celebre com a gente o Coops Day 2026!
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05/08/2026
AnuárioCoop 2026 amplia visibilidade do cooperativismo na imprensa
Levantamento gerou ampla repercussão, com cobertura positiva em veículos de referência
Os dados do AnuárioCoop 2026 ganharam destaque nos principais veículos de comunicação do país e ampliaram a presença do cooperativismo no debate público. Mais de 46 reportagens foram divulgadas em jornais, revistas, portais especializados, emissoras de televisão e plataformas digitais nos primeiros três dias após a publicação oficial dos dados pelo Sistema OCB na sexta-feira (31).
A cobertura alcançou veículos de grande referência, como Folha de S.Paulo, Estadão, Valor Econômico (impresso), Exame, Forbes Brasil, CNN Brasil, Globo Rural, InfoMoney, Poder360, Portal Terra, Nexo Jornal, AGFeed e Brazil Economy, além de diversos portais voltados ao agronegócio, à economia e ao cooperativismo.
Os diferentes enfoques mostraram a amplitude dos resultados apresentados pelo Anuário. As reportagens destacaram o crescimento do cooperativismo brasileiro, que alcançou 29 milhões de cooperados, movimentou R$ 848,4 bilhões em ingressos e registrou 613 mil empregos diretos em 2025. O desempenho do ramo Agropecuário, a participação das cooperativas nas exportações brasileiras e a projeção de o setor atingir R$ 1 trilhão em movimentação financeira até 2028 também estiveram entre os temas mais repercutidos.
Na televisão, a CNN Brasil realizou duas entradas ao vivo durante a programação da sexta-feira, com mais de dez minutos divulgados à divulgação dos resultados do levantamento e ampliação do alcance das informações para o público nacional. O levantamento ainda foi pauta em plataformas de negócios, economia e mercado financeiro, como Broadcast Agro, LinkedIn News e MSN Notícias, além de veículos regionais de diferentes estados.
"A repercussão do AnuárioCoop mostra que o cooperativismo está cada vez mais presente na agenda nacional. Quando os principais veículos de comunicação destacam nossos resultados, eles ajudam a tornar mais conhecido um modelo de negócios que gera oportunidades, distribui riqueza, fortalece comunidades e contribui diretamente para o crescimento do Brasil. Essa visibilidade amplia o reconhecimento da força das cooperativas e reforça a credibilidade do setor perante a sociedade” destaca a a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
O AnuárioCoop reúne os principais dados econômicos, sociais e de gestão do cooperativismo brasileiro. A edição de 2026 mostrou que o setor segue em expansão, com crescimento no número de cooperados, geração de empregos, aumento da movimentação financeira e fortalecimento de sua presença em todas as regiões do país.
Confira todas as reportagens.
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04/08/2026
Cooperativas de crédito ultrapassam R$ 1,16 trilhão em ativos
AnuárioCoop 2026 mostra crescimento da base de cooperados e fortalecimento da inclusão financeira
O cooperativismo de crédito brasileiro alcançou um novo patamar em 2025. As cooperativas do ramo ultrapassaram, pela primeira vez, a marca de R$ 1,15 trilhão em ativos, resultado que representa um crescimento de 17,1% em relação ao ano anterior. Os dados fazem parte do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Sistema OCB, e confirmam a consolidação do segmento como um dos principais agentes da inclusão financeira e de desenvolvimento regional no país.
O ramo reúne atualmente 22,95 milhões de cooperados, crescimento de 14,1% em apenas um ano, e mantém presença física em 59% dos municípios brasileiros. Na prática, 8 em cada 10 cooperados no Brasil estão em uma cooperativa de crédito. Além disso, em 1.072 cidades, as cooperativas de crédito são a única instituição financeira em funcionamento, o que permite a ampliação do acesso ao crédito, aos serviços financeiros e às oportunidades de desenvolvimento para milhões de brasileiros.
Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, esses resultados demonstram que o crescimento do cooperativismo de crédito acompanha uma demanda crescente da sociedade por instituições financeiras mais próximas das pessoas. "Cada novo cooperado representa alguém que escolhe participar de uma instituição da qual também é dono. Esse modelo fortalece a confiança e faz com que os recursos circulem nas próprias comunidades, financiem famílias, produtores rurais, empreendedores e pequenos negócios", afirma.
Os resultados econômicos reforçam essa trajetória. Em 2025, os ingressos alcançaram R$ 198,3 bilhões, alta de 19,9% sobre o ano anterior. O capital social chegou a R$ 84,7 bilhões, crescimento de 18,3%, enquanto as sobras do exercício somaram R$ 24 bilhões, avanço de 54,3%. O cooperativismo de crédito reúne atualmente 682 cooperativas e gera 134.395 empregos diretos, número 10,3% superior ao registrado em 2024.
O cooperativismo de crédito também exerce papel estratégico para o conjunto do movimento cooperativista. As cooperativas do ramo financiam investimentos, capital de giro e projetos desenvolvidos por cooperativas agropecuárias, de transporte, saúde, infraestrutura, consumo e outros segmentos, o que fortalece o ambiente de intercooperação, amplia a competitividade de todo o setor e impulsiona o desenvolvimento das economias locais.
Os resultados do AnuárioCoop2026 mostram que o cooperativismo de crédito mantém uma trajetória consistente de crescimento econômico e de ampliação de seu impacto social. A ampliação de sua participação no Sistema Financeiro Nacional (SFN) avançou para 8,0% e os depósitos atingiram 9,8% de acordo com dados do Banco Central. O Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) permaneceu entre os segmentos com maior crescimento da carteira de crédito no SFN (13,1%), e chegou a R$ 516 bilhões em operações de crédito líquidas de provisão.
Para Tania, essa evolução confirma que o cooperativismo de crédito desempenha um papel cada vez mais relevante para o país. "O ramo demonstra que é possível conciliar eficiência econômica, inclusão financeira e desenvolvimento regional. Quanto mais as cooperativas crescem, maior é sua capacidade de ampliar oportunidades, apoiar a atividade produtiva e contribuir para uma economia mais forte e mais inclusiva”, complementa.
Valor compartilhado
Além de serviços financeiros, as cooperativas de crédito promovem um modelo de negócios baseado na participação dos cooperados, na gestão democrática e no compromisso com o desenvolvimento das comunidades. Como os cooperados são, ao mesmo tempo, clientes e donos da instituição, os resultados permanecem no próprio sistema, fortalecem o patrimônio das cooperativas, ampliam sua capacidade de investimento e retornam aos associados na forma de melhores soluções financeiras, distribuição de sobras e iniciativas voltadas ao desenvolvimento local.
Essa dinâmica contribui para ampliar a inclusão financeira, estimular o empreendedorismo, apoiar a atividade produtiva e reduzir desigualdades regionais, especialmente em municípios onde o acesso a serviços financeiros ainda é limitado. Ao combinar eficiência econômica com compromisso social, o cooperativismo de crédito fortalece economias, gera oportunidades e reafirma seu papel como um dos principais instrumentos de desenvolvimento sustentável do país.
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03/08/2026
Cooperativas agropecuárias movimentam R$ 487,3 bilhões e ampliam presença no país
AnuárioCoop 2026 aponta crescimento de 11,2% nos ingressos, 1.254 coops e 1,13 milhão de produtores
O cooperativismo agropecuário ampliou sua participação na economia brasileira em 2025 e se aproximou da marca de meio trilhão de reais em movimentação financeira. As 1.254 cooperativas do ramo registraram R$ 487,3 bilhões em ingressos, crescimento de 11,2% em relação aos R$ 438,3 bilhões contabilizados no ano anterior. Os dados integram o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31) pelo Sistema OCB.
A expansão também aparece nos demais indicadores econômicos do segmento. Os ativos totais chegaram a R$ 340 bilhões, alta de 10,6%, enquanto o capital social integralizado avançou 13%, para R$ 23,3 bilhões. As sobras do exercício somaram R$ 29,2 bilhões, resultado que mantém a capacidade do ramo de gerar retorno econômico aos cooperados.
O número de cooperativas agropecuárias também cresceu, foram 148 novos registros em 2025, totalizando7% a mais no número de representantes do ramo. O quadro social também avançou, reunindo atualmente 1.132.303 cooperados, com alta de 3,7% em relação ao ano anterior. O número de empregos diretos chegou a 277.226, crescimento de 3,3%, com a criação de quase 9 mil postos de trabalho no período.
As cooperativas também marcaram presença nos mercados internacionais. Entre os países que mais receberam produtos de cooperativas estão a China, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda, Reino Unido, Japão, Suíça, Bélgica e Canadá.
Os dados comprovam que o ramo Agropecuário responde por mais da metade de toda os ingressos do cooperativismo brasileiro (57,4%) e é também o maior empregador. “As cooperativas agropecuárias organizam a produção, ampliam a escala e apoiam o produtor em todas as etapas da atividade. Ao reunir pessoas em torno de uma estrutura coletiva, o cooperativismo facilita o acesso a insumos, assistência técnica, tecnologia, armazenagem, industrialização e mercados. É um modelo que torna o produtor mais competitivo e gera oportunidades para as comunidades”, afirma a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Crescimento em todas as regiões
As cooperativas agropecuárias estão distribuídas por todos os estados brasileiros. Em números absolutos, o Sudeste concentra a maior quantidade de organizações, com 334 cooperativas, seguido pelo Nordeste, com 259; Norte, com 230; Sul, com 216; e Centro-Oeste, com 215. O maior crescimento proporcional ocorreu no Nordeste, que passou de 229 para 259 cooperativas, alta de 13,1%. Na sequência aparecem o Sul, com crescimento de 11,3%; Norte, com 5,5%; Centro-Oeste, com 5,4%; e Sudeste, com 2,1%.
Entre os estados, Minas Gerais possui o maior número de cooperativas agropecuárias, com 191 organizações. São Paulo aparece na sequência, com 107, seguido por Goiás, com 89; Rio Grande do Sul, com 88; e Mato Grosso, com 84. O crescimento da presença cooperativista foi especialmente significativo no Ceará, que passou de 41 para 57 cooperativas, alta de 39%. Outro destaque foi o Paraná, com crescimento de 32,7%.
Atuação diversificada
As cooperativas agropecuárias estão presentes em diferentes etapas das cadeias produtivas e podem atuar simultaneamente em mais de um segmento. A produção e comercialização de itens não industrializados de origem vegetal representa a atividade com maior presença no ramo, reunindo 611 cooperativas, o equivalente a 48,7% do total.
Na sequência aparecem o fornecimento de insumos e bens, atividade desenvolvida por 565 cooperativas (45,1% do ramo), e a produção de itens industrializados de origem vegetal, com 454 organizações, ou 36,2%. Outras 371 cooperativas prestam serviços aos produtores; 365 atuam com produtos industrializados de origem animal; 239 trabalham com produtos não industrializados de origem animal; e 60 mantêm escolas técnicas de produção rural.
A diversidade das atividades mostra como as cooperativas acompanham o produtor desde o planejamento da produção até a chegada do alimento ao consumidor. A atuação inclui fornecimento de insumos, orientação técnica, beneficiamento, armazenagem, logística, industrialização, comercialização e acesso aos mercados interno e externo.
Intercooperação
Os dados do Anuário 2026 também mostram o avanço da integração entre o ramo agropecuário e outros segmentos cooperativistas. Em 2025, 814 cooperativas agro movimentaram recursos por meio de cooperativas de crédito, 84 a mais do que no ano anterior, crescimento de 11,5%. O número corresponde a aproximadamente 65% das organizações do ramo.
Além disso, 313 cooperativas agropecuárias utilizaram planos de saúde oferecidos pelo próprio movimento, alta de 17,2%. Outras 161 contrataram serviços de cooperativas de transporte e 223 utilizaram diferentes produtos ou serviços cooperativos.
“A intercooperação permite que os recursos circulem dentro do próprio movimento e cria uma rede capaz de atender às diferentes necessidades dos produtores. Ao conectar crédito, saúde, transporte e produção, as cooperativas aumentam sua eficiência e fortalecem a economia das regiões onde atuam”, acrescenta Tania.
Tradição e renovação
O perfil das organizações evidencia a combinação entre experiência e renovação no campo. Das 1.254 cooperativas agro, 267 possuem mais de 40 anos de atuação e outras 284 estão em funcionamento há um período entre 21 e 40 anos. Ao mesmo tempo, o número de cooperativas com até cinco anos de existência aumentou 27,2%, passando de 195 para 248 organizações. Outras 153 possuem entre seis e dez anos. Assim, cerca de um terço das cooperativas do ramo foi constituído na última década.
Para o Sistema OCB, o movimento demonstra que o modelo mantém sua capacidade de atrair novos produtores e responder às transformações da agropecuária. “Temos cooperativas com décadas de experiência, que contribuíram para transformar regiões inteiras, e também organizações novas, criadas para atender demandas contemporâneas do produtor. Essa combinação de tradição, inovação e participação coletiva ajuda a explicar a força do cooperativismo agropecuário brasileiro”, conclui a presidente.
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30/07/2026
AnuárioCoop 2026: cooperativismo chega a 29 milhões de cooperados
Levantamento registra crescimento do quadro social e movimentação de R$ 848,4 bilhões em ingressos
O cooperativismo brasileiro manteve sua trajetória de expansão em 2025 e alcançou resultados que reforçam sua relevância para a economia e para o desenvolvimento das comunidades. O Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026 (AnuárioCoop), divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31), mostra que o país chegou à marca de 29 milhões de cooperados, crescimento de 12,5% em relação ao ano anterior, o equivalente a 13,6% da população brasileira.
Além da expansão do quadro social, o desempenho econômico do setor confirma sua capacidade de gerar riqueza e desenvolvimento. As cooperativas brasileiras movimentaram R$ 848,4 bilhões em ingressos, crescimento de 12% em relação ao ano anterior. O patrimônio do setor alcançou R$ 1,6 trilhão em ativos, alta de 14,9%, enquanto as sobras distribuídas aos cooperados chegaram a R$ 61,3 bilhões, crescimento de 14,2%. O capital social integralizado atingiu R$ 122,7 bilhões, e o setor recolheu R$ 20,4 bilhões em tributos.
Os dados também apontam a retomada do crescimento no registros de novas cooperativas. O resultado foi impulsionado pela criação de 302 novas cooperativas, um avanço de 37,3% em comparação ao ano anterior. O ramo Agropecuário liderou esse movimento, com o maior número de novos registros, enquanto a Região Nordeste concentrou a maior quantidade de cooperativas abertas.
A presença do cooperativismo também segue capilarizada pelo território nacional. Em 2025, cooperativas mantiveram atuação em 3.425 municípios brasileiros e fortaleceram o acesso da população a serviços financeiros, assistência à saúde, produção agropecuária, transporte, infraestrutura e outros segmentos essenciais.
"Os números do Anuário mostram que o cooperativismo continua crescendo de forma consistente porque entrega resultados concretos para as pessoas. Cada novo cooperado representa alguém que escolheu participar de um modelo baseado na cooperação, na geração compartilhada de riqueza e no desenvolvimento das comunidades. O crescimento econômico das cooperativas demonstra que é possível conciliar competitividade, inclusão e prosperidade”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Momentos antes da divulgação oficial, o Sistema OCB reuniu jornalistas de diferentes veículos de comunicação para apresentar os principais resultados do levantamento. Os dados foram detalhados por Tania e pela gerente geral de Negócios, Clara Maffia, que contextualizaram o desempenho do cooperativismo brasileiro em 2025 e destacaram os indicadores de crescimento, geração de riqueza, expansão do quadro social e impacto econômico do setor.
Mais empregos e fortalecimento da economia
O levantamento também mostra que o cooperativismo continua a ampliar sua contribuição para o mercado de trabalho. Em 2025, as cooperativas registraram 613.373 empregos diretos, crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior. O desempenho supera, com ampla margem, o ritmo de expansão observado na força de trabalho brasileira no mesmo período.
As mulheres permanecem como maioria entre os empregados das cooperativas e representam 53% do total de trabalhadores do setor. O ramo Agropecuário, por sua vez, segue como o maior empregador do cooperativismo brasileiro, concentrando 277 mil postos de trabalho, o equivalente a 45,2% dos empregos do setor. Em seguida aparecem os ramos Saúde, com 162 mil empregados, e Crédito, com 134 mil.
Crédito impulsiona expansão do quadro social
O Anuário evidencia que as cooperativas de crédito continuam a desempenhar papel decisivo na ampliação do cooperativismo brasileiro. Atualmente, quase oito em cada dez cooperados pertencem ao ramo Crédito, que reúne 22,96 milhões de pessoas, crescimento de 14,1% em um ano.
A expansão acompanha o fortalecimento da presença das cooperativas financeiras no país, conforme os dados divulgados pelo Banco Central sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Em 2025, aumentou o número de municípios onde a cooperativa de crédito é a única instituição com atendimento presencial. São 1.072 municípios em que essas organizações ampliam o acesso da população a serviços bancários e ao crédito, especialmente em localidades de menor porte.
Além disso, o SNCC ampliou sua participação no mercado financeiro e alcançou 8% da carteira de crédito e 9,8% dos depósitos do Sistema Financeiro Nacional (SFN), consolidando sua posição entre os segmentos que mais crescem no país.
Agro lidera receitas
O ramo Agropecuário manteve a liderança entre os segmentos do cooperativismo em geração de riqueza. Em 2025, respondeu por 57,4% dos ingressos de todo o setor, com movimentação financeira de R$ 487,3 bilhões. Também registrou o maior número de novas cooperativas abertas no período.
Além de permanecer como o maior empregador, as cooperativas agropecuárias se destacam pela disponibilização de mais de 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural para seus cooperados.
Crescimento espalhado pelo país
Embora o Sudeste continue concentrando o maior número de cooperativas, o Anuário registra mudanças na distribuição regional. O Nordeste passou a ocupar a segunda posição nacional em quantidade de cooperativas, ultrapassando a Região Sul. Entre unidades da Federação, Minas Gerais permanece com o maior número absoluto de cooperativas em atividade (755).
A mudanças na distribuição tem como principal indutor o aumento de novas cooperativas no Nordeste, com total de 81 novos registros, destacando principalmente os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A região Norte aparece na sequência com 69 novos registros, destaque para os estados do Pará e Amapá.
"O Anuário confirma uma tendência que observamos há alguns anos: o cooperativismo cresce em escala, amplia sua participação na economia e fortalece seu impacto nas comunidades. São resultados que demonstram a capacidade das cooperativas de gerar renda, emprego, crédito, produção e desenvolvimento em todas as regiões do Brasil", complementa Tania.
Destaques do AnuárioCoop 2026
29 milhões de cooperados (+12,5%);
4.400 cooperativas em atividade;
302 novas cooperativas registradas em 2025;
Presença em 3.425 municípios;
613.373 empregos diretos (+6,1%);
R$ 848,4 bilhões em ingressos (+12%);
R$ 1,6 trilhão em ativos (+14,9%);
R$ 61,3 bilhões em sobras distribuídas aos cooperados;
R$ 122,7 bilhões em capital social integralizado;
R$ 20,4 bilhões em tributos recolhidos. Confira o infográfico com os principais dados do Anuário.
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20/07/2026
Fungetur: coop defende ampliação do acesso ao crédito no turismo
Sistema OCB apresenta propostas para reduzir burocracia e valorizar riquezas locais
Foto: Câmara dos DeputadosA simplificação do acesso ao crédito e o fortalecimento do turismo regional e rural marcaram a audiência pública promovida pela Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, realizada na sexta-feira (17), em Florianópolis (SC), para discutir o aperfeiçoamento do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). Durante o debate, a diretora de Turismo da Cooptur, Rafaela Loezer Sanches, representou o Sistema OCB e defendeu mudanças na legislação para ampliar o acesso das cooperativas e dos pequenos empreendimentos aos recursos do fundo.
A audiência integra um ciclo de seminários regionais que subsidiará uma proposta de atualização da legislação do Fungetur, com foco na simplificação dos procedimentos, ampliação das linhas de financiamento e fortalecimento dos pequenos empreendimentos turísticos.
Segundo Rafaela, o cooperativismo já ocupa posição estratégica na cadeia do turismo brasileiro ao reunir cooperativas que movimentam a economia dos territórios. "As cooperativas promovem o desenvolvimento local e a geração de oportunidades econômicas em todo o país. Estudos da FIPE mostram que sua presença eleva o PIB per capita em R$ 3,9 mil e gera 25,3 empregos formais adicionais para cada mil habitantes. São dados que comprovam a capacidade do movimento em gerar prosperidade nas comunidades", afirmou.
Para a diretora, esse impacto também se reflete diretamente no turismo, especialmente em destinos de pequeno porte. "No setor turístico, essa contribuição se manifesta de forma concreta em diversas atividades que compõem a cadeia do turismo nacional. As cooperativas atuam no transporte, no crédito, na agricultura familiar, no artesanato, na gastronomia e na promoção de experiências que valorizam a cultura, as tradições e a identidade dos nossos territórios", disse.
Integração
Ainda durante sua apresentação, Rafaela destacou o Plano Nacional de Turismo Cooperativo, iniciativa liderada pelo Sistema OCB para integrar e fortalecer as ações das cooperativas no setor. "O plano representa um importante avanço para o reconhecimento das cooperativas como agentes do desenvolvimento turístico sustentável, e visa promover a integração entre os diversos ramos do cooperativismo e fortalecer a oferta de experiências que geram valor econômico, inclusão social e preservação cultural nos territórios".
Ela ressaltou, entretanto, que o potencial do cooperativismo ainda encontra obstáculos para acessar os recursos do Fungetur. "Exigências de garantias desproporcionais, burocracia nos processos, falta de padronização entre instituições financeiras e o desconhecimento das linhas disponíveis ainda limitam o potencial de muitos empreendimentos cooperativos. Por isso, defendemos o aperfeiçoamento contínuo do programa, com maior integração a mecanismos garantidores, simplificação dos procedimentos, ampliação da divulgação e fortalecimento do atendimento às cooperativas e aos pequenos empreendimentos turísticos", completou.
Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB, reforçou que ampliar o acesso das cooperativas ao crédito significa impulsionar o desenvolvimento sustentável do turismo brasileiro. "Reconhecer e fomentar as iniciativas de turismo desenvolvidas pelas cooperativas é investir em um modelo de desenvolvimento capaz de combinar crescimento econômico, inclusão social e valorização das riquezas locais, o que gera benefícios duradouros para a população. Modernizar o Fungetur é criar oportunidades para que mais cooperativas invistam, inovem e fortaleçam o turismo em todas as regiões do país", destacou.
Modernização
A presidente da Comissão de Turismo e integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputada Daniela Reinehr (SC), afirmou que as contribuições apresentadas durante os seminários regionais serão a base para a atualização da legislação do fundo. "A atual legislação tem um papel importantíssimo, mas ainda existem barreiras que impedem muitos empreendedores de acessar os recursos. Queremos construir um texto que reduza a burocracia, facilite as garantias e torne o crédito mais acessível para quem faz o turismo acontecer na ponta", declarou.
Segundo a parlamentar, as contribuições apresentadas durante os seminários regionais serão consolidadas para embasar uma proposta de modernização do Fungetur. “A iniciativa busca reduzir as barreiras ao acesso ao crédito, ampliar as possibilidades de financiamento e fortalecer o fundo como instrumento de incentivo aos investimentos no turismo brasileiro,” concluiu.
O debate reuniu representantes do Ministério do Turismo, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Fecomércio-SC, da Caixa Econômica Federal, do Badesc, da Sociedade Rural Brasileira e de entidades ligadas ao turismo.
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16/07/2026
Governo publica MP que cria condições para renegociação de dívidas rurais
Medida cria linhas de crédito para produtores atingidos por eventos climáticos e comerciais adversos; Sistema OCB acompanhou as tratativas no Congresso e no Poder Executivo
O governo federal publicou, nesta quarta-feira (15), a Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que cria instrumentos de financiamento para renegociação de dívidas rurais. O texto autoriza a criação de linhas de crédito especiais para produtores e cooperativas agropecuárias, na qualidade de produtor rural, que tiveram perdas de safra provocadas por eventos climáticos extremos ou por quedas expressivas nos preços de comercialização de seus produtos.
O Sistema OCB acompanhou de forma permanente as tratativas conduzidas entre o governo federal, o Congresso Nacional, a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ao longo da negociação do texto, e defendeu em seus pleitos, soluções que garantissem segurança jurídica, preservação do acesso ao crédito e atendimento às necessidades das cooperativas agropecuárias, de crédito e dos produtores cooperados.
A entidade também reconhece o papel dos parlamentares da Frencoop e da FPA nas negociações, com menção especial à senadora Tereza Cristina (MS) e aos deputados Pedro Lupion (PR), Arnaldo Jardim (SP) e Alceu Moreira (RS), que atuaram na defesa dos interesses do cooperativismo mesmo diante dos desafios enfrentados ao longo do processo que resultou na Medida Provisória.
"O texto não é o ideal, não contempla todos os pontos que defendemos, mas é fruto da busca pelo entendimento neste momento e traz avanços possíveis para a atual situação. Os produtores rurais cooperados possuirão novos instrumentos para renegociarem suas dívidas e as cooperativas agropecuárias poderão participar na qualidade de produtor rural. As cooperativas de crédito terão isonomia, e poderão operar nas mesmas condições das demais instituições financeiras. Agora, vamos atuar para que a regulamentação apresente a forma de participação das cooperativas agropecuárias que não foram definidas na MP e para que a implementação seja rápida e chegue efetivamente aos produtores cooperados que dela precisam", afirmou a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
O Sistema OCB destaca que os efeitos práticos da medida como prazos, taxas e condições operacionais só poderão ser avaliados com precisão após a regulamentação dos instrumentos previstos no texto encaminhado pelo Ministério da Fazenda ao Poder Legislativo. A entidade continuará acompanhando essa etapa junto aos órgãos responsáveis.
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14/07/2026
Senado aprova MP do frete mínimo; texto segue para sanção
Sistema OCB atuou por ajustes voltados à segurança jurídica e à adequação regulatória para cooperativas
Plenário do Senado. Foto: Waldemir Barreto/Agência SenadoO Plenário do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (14), a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que trata da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Com a aprovação, a matéria segue para sanção presidencial.
A medida reforça os mecanismos de fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete e amplia a rastreabilidade das operações de transporte. Entre as mudanças previstas está a obrigatoriedade do registro das operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que passa a reunir informações sobre contratante, transportador, origem, destino e valor do frete. Outra alteração diz respeito ao mecanismo de pesagem para veículos de até 74 toneladas, que passam de por eixo para peso bruto total.
Na análise pelo Senado, foram promovidos ajustes de redação relacionados à proporcionalidade das sanções aplicáveis em casos de descumprimento do piso mínimo do frete. Também foi retirado do texto o dispositivo que instituía um piso nacional de R$ 5 mil para transportadores, após deferimento de requerimento de impugnação, sob o entendimento de que a matéria era estranha ao objeto da medida provisória e apresentava vício de inconstitucionalidade.
A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, após análise da Comissão Mista instalada em 9 de junho, presidida pelo senador Carlos Fávaro (MT) e relatada pelo deputado Zé Trovão (SC). Os deputados Evair de Melo (ES) e Marussa Boldrin (GO) também tiveram atuação relevante na apresentação de destaques e emendas em defesa dos pleitos do cooperativismo, bem como os senadores Tereza Cristina (MS), Styvenson Valentim (RN) e Jaime Bagattoli (RO).
Durante toda a tramitação da MP, o Sistema OCB acompanhou as discussões no Congresso Nacional e manteve interlocução com parlamentares, lideranças do setor e entidades representativas, para defender ajustes voltados à segurança jurídica, à preservação da autonomia das cooperativas e à adequação regulatória para os ramos agropecuário e transporte.
Segundo a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o acompanhamento da regulamentação da norma continuará sendo prioridade para o cooperativismo. “Essa MP trata de um tema sensível para diferentes segmentos da economia. Ao longo da tramitação, buscamos contribuir para que o texto oferecesse maior segurança jurídica e previsibilidade às cooperativas. Com a aprovação da matéria, seguiremos acompanhando a sanção presidencial e, principalmente, o processo de regulamentação, etapa relevante para avaliação dos impactos no dia a dia das cooperativas”, declarou.
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10/07/2026
Sistema OCB lança propostas para fortalecer fundos constitucionais
Documento reúne sugestões para ampliar atuação das coops de crédito e tornar os recursos mais acessíveis
Com foco no aperfeiçoamento das políticas públicas de financiamento regional, o Sistema OCB lançou, nesta quinta-feira 10(), o documento Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais 2027. A publicação reúne sugestões elaboradas em conjunto com o ramo crédito para ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos constitucionais, reduzir entraves e ampliar o alcance dos recursos destinados ao desenvolvimento econômico das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O material foi construído a partir da experiência do cooperativismo de crédito na execução dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do Norte (FNO), além das discussões conduzidas com representantes dos sistemas cooperativos, das Organizações Estaduais do Sistema OCB e do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (Ceco).
A proposta ganha força diante dos resultados alcançados pelo cooperativismo nos últimos anos. Atualmente, as cooperativas de crédito estão presentes em 59% dos municípios brasileiros e representam a única instituição financeira em 629 cidades. Essa capilaridade tem ampliado o acesso ao crédito em regiões onde a rede bancária tradicional é limitada.
Os números apresentados no documento evidenciam esse avanço. Desde 2015, as cooperativas já operacionalizaram mais de R$ 7,7 bilhões em recursos do FCO e do FNO, distribuídos em mais de 26,8 mil operações. Somente em 2025, foram R$ 2,2 bilhões contratados em cerca de 8 mil operações, o maior volume da série histórica. Além de ampliar o acesso ao financiamento, o modelo cooperativista também contribui para uma distribuição mais pulverizada dos recursos, o que permite alcançar um número maior de pequenos produtores e empreendedores.
"As cooperativas de crédito conhecem a realidade das comunidades onde atuam e têm mostrado que conseguem levar crédito com eficiência, responsabilidade e proximidade. As propostas reunidas neste documento foram construídas a partir dessa experiência e buscam aperfeiçoar os fundos constitucionais para ampliar seu alcance e garantir que mais produtores, empreendedores e pequenos negócios tenham acesso aos recursos necessários para investir e crescer", destaca a gerente-geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia.
Eixos
As propostas estão organizadas em três eixos. O primeiro reúne sugestões de aperfeiçoamento da legislação, como a ampliação da participação das cooperativas nos repasses dos fundos e a inclusão do Sistema OCB nos Conselhos Deliberativos das Superintendências de Desenvolvimento Regional. O segundo trata de ajustes regulatórios para fortalecer a participação das cooperativas na construção das diretrizes e das Programações Anuais dos Fundos. Já o terceiro apresenta medidas operacionais voltadas à simplificação de procedimentos, atualização de limites, redução da burocracia e maior previsibilidade na aplicação dos recursos.
Outro ponto de destaque é a ampliação da atuação das cooperativas no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Embora ainda não operem os recursos de forma efetiva, o documento demonstra que o cooperativismo já possui presença relevante em municípios atendidos pela Sudene. Para o Sistema OCB, essa estrutura representa uma oportunidade de ampliar a inclusão financeira e potencializar os resultados da política pública na região.
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Cooperativas de crédito superam R$ 1 trilhão em ativos e ampliam alcance
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Notícias representação
09/07/2026
Cooperativas de crédito superam R$ 1 trilhão em ativos e ampliam alcance
Panorama do Banco Central mostra que o segmento cresce de maneira sustentável
As cooperativas de crédito encerraram 2025 com mais um ano de expansão. Dados do Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), divulgado pelo Banco Central, mostram que o segmento ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão em ativos, ampliou sua presença territorial e chegou ao fim do ano com 21,2 milhões de cooperados em todo o país.
"Os dados do Banco Central confirmam uma tendência que acompanhamos há vários anos: as cooperativas de crédito crescem porque entregam valor aos seus cooperados e às comunidades onde estão inseridas. Esse avanço representa maior acesso ao crédito, fortalecimento dos pequenos negócios, apoio ao agronegócio e inclusão financeira em regiões onde muitas vezes o cooperativismo é a principal porta de entrada para serviços financeiros”, destaca a gerente-geral de negócios do Sistema OCB, Clara Maffia.
O levantamento revela que o SNCC alcançou 59% dos municípios brasileiros, mantendo a trajetória de expansão da rede de atendimento presencial. Ao mesmo tempo, cresceu o número de cidades que contam com uma cooperativa de crédito desempenhando, em muitos casos, o papel de única instituição financeira presente no município, o que aumenta o acesso da população aos serviços financeiros.
Outro destaque é a evolução da base de associados. Em dezembro de 2025, o cooperativismo de crédito contabilizava 21,2 milhões de cooperados, sendo 17,8 milhões de pessoas físicas e 3,4 milhões de pessoas jurídicas. O crescimento foi de 10,4% em relação ao ano anterior. Nos últimos quatro anos, o número de cooperados aumentou 55,9%.
Os ativos totais chegaram a R$ 1,04 trilhão, avanço de 17% sobre 2024, desempenho superior ao registrado pelo restante do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O crescimento foi impulsionado principalmente pelas operações de crédito, que seguem como o principal componente dos ativos das cooperativas.
As captações acompanharam esse movimento e atingiram R$ 834,4 bilhões, alta de 17,6% em doze meses. O desempenho fortalece a capacidade das cooperativas de financiar operações voltadas especialmente às micro, pequenas e médias empresas, além do agronegócio, segmentos em que o cooperativismo possui atuação historicamente relevante.
O estudo também aponta crescimento da participação do cooperativismo de crédito no SFN. Em dezembro de 2025, o segmento representava 6,3% dos ativos, 8% da carteira de crédito e 9,8% dos depósitos.
Mesmo diante de um ambiente econômico mais desafiador e de aumento do risco da carteira de crédito, o Banco Central destaca que o nível de provisões permaneceu acima das perdas esperadas e que os indicadores de capitalização continuam confortáveis, preservando a solidez das cooperativas e sua capacidade de expansão sustentável.
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08/07/2026
Publicado decreto que regulamenta a Lei do Segurado Especial
Norma garante segurança jurídica e preserva direitos previdenciários de produtores rurais cooperados
Uma conquista construída ao longo de mais de 15 anos de diálogo e articulação do cooperativismo brasileiro acaba de dar mais um passo importante. Foi publicado, nesta semana, o Decreto 13.054/2026, que regulamenta a Lei 15.072/2024 e estabelece as regras para garantir que produtores rurais associados a cooperativas mantenham a condição de segurado especial da Previdência Social.
Na prática, a regulamentação dá segurança jurídica para a aplicação da lei, ao esclarecer quais cooperativas são abarcadas pela norma e como os direitos previdenciários dos cooperados devem ser preservados. A medida beneficia milhares de agricultores familiares e demais trabalhadores do meio rural que encontram no cooperativismo uma forma de fortalecer sua produção, ampliar oportunidades e gerar renda sem abrir mão da proteção previdenciária.
A publicação do decreto representa a etapa final de uma agenda acompanhada de perto pelo Sistema OCB desde a publicação do Projeto de Lei (PL) 488/2011 (PL 1.754/2024), transformado na Lei 15.072. Além de atuar durante toda a tramitação da proposta no Congresso Nacional, a entidade participou das discussões para a regulamentação da norma junto ao governo federal.
"A publicação deste decreto representa a conclusão de um trabalho construído ao longo de muitos anos de diálogo e articulação. A regulamentação traz a segurança jurídica necessária para que a Lei 15.072 seja plenamente aplicada, ao garantir que os produtores rurais possam participar das cooperativas sem renunciar aos direitos da condição de segurado especial. É uma conquista importante para milhares de famílias que encontram no cooperativismo um caminho para produzir, gerar renda e desenvolver suas comunidades”, afirma a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
O que muda
A Lei 15.072 já havia assegurado que a participação em cooperativas não descaracteriza a condição de segurado especial, regime previdenciário destinado a trabalhadores rurais que exercem suas atividades em regime de economia familiar.
Agora, o decreto detalha como essa regra deve ser aplicada e define quais cooperativas estão contempladas. Estão enquadradas as cooperativas agropecuárias; de habitação rural; de infraestrutura que atuam na geração e distribuição de energia ou na oferta de telecomunicações em áreas rurais; e de crédito autorizadas a operar com crédito rural. As cooperativas de trabalho seguem fora desse enquadramento, conforme previsto na legislação.
A regulamentação também confirma que o cooperado poderá exercer mandato eletivo em sua cooperativa, recebendo a remuneração correspondente à função, sem perder a condição de segurado especial, desde que continue exercendo sua atividade rural e cumpra os requisitos previstos na legislação.
Conquista construída pelo cooperativismo
A regulamentação encerra uma longa mobilização institucional em defesa dos produtores rurais cooperados. Antes da aprovação da Lei, mudanças na legislação previdenciária haviam criado insegurança jurídica e colocado em dúvida a manutenção da condição de segurado especial de agricultores familiares que integravam cooperativas ou exerciam cargos de gestão nessas organizações.
Ao longo da tramitação da proposta, o Sistema OCB atuou de forma articulada com o senador Flávio Arns (PR), os deputados Heitor Schuch (RS) e Carlos Veras (PE), além da CONTAG, na construção de uma solução que respeitasse as características do modelo cooperativista e garantisse segurança jurídica aos cooperados.
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07/07/2026
Força do cooperativismo é celebrada em Sessão Solene na Câmara
Parlamentares, lideranças e representante da ONU destacam impacto do movimento no Brasil
O cooperativismo brasileiro foi homenageado, nesta terça-feira (7), em Sessão Solene realizada na Câmara dos Deputados, em celebração ao Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado anualmente no primeiro sábado de julho. A cerimônia, requerida pelo deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), reuniu parlamentares, lideranças cooperativistas, representantes de organismos internacionais e dirigentes do Sistema OCB para reconhecer a contribuição do modelo para o desenvolvimento econômico e social do país.
A solenidade evidenciou o momento de fortalecimento vivido pelo cooperativismo brasileiro, marcado pelo reconhecimento internacional, pelos avanços conquistados no Congresso Nacional e pelo crescimento do movimento em diferentes regiões do país. Também reforçou a importância da atuação conjunta entre o Sistema OCB e a Frencoop na construção de um ambiente jurídico e institucional cada vez mais favorável ao setor.
Ao abrir a sessão, Arnaldo Jardim destacou que o movimento reúne desenvolvimento econômico e inclusão social em um mesmo modelo de organização. "Tenho convicção de que o cooperativismo representa uma síntese capaz de estimular o empreendedorismo, ao mesmo tempo em que reduz desigualdades e amplia oportunidades. Os dados comprovam isso: onde o cooperativismo está presente, os indicadores econômicos e sociais são melhores. Cooperativismo presente é sinônimo de qualidade de vida", afirmou.
O parlamentar também ressaltou a atuação do Congresso Nacional na defesa das cooperativas e lembrou conquistas recentes, como o tratamento dado ao ato cooperativo durante a Reforma Tributária e a aprovação de projetos voltados ao fortalecimento de diferentes ramos, como os de Crédito e Seguros.
Prosperidade
Ao longo da cerimônia, deputados e senadores reforçaram o papel das cooperativas na geração de emprego, renda, inclusão financeira, desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida das comunidades, o que garante maior prosperidade para todos os envolvidos.
O deputado Hildo Rocha (MA) afirmou que o cooperativismo representa um modelo capaz de ampliar oportunidades, especialmente para pequenos produtores. "O cooperativismo coloca as pessoas no centro do desenvolvimento. É um modelo que promove trabalho, inclusão, prosperidade e justiça social. Precisamos continuar fortalecendo políticas públicas que ampliem o acesso ao crédito, incentivem a inovação e criem um ambiente favorável ao crescimento das cooperativas", declarou.
Vice-presidente da Frencoop pela Câmara, o deputado Sérgio Souza (PR) lembrou a mobilização do setor durante a tramitação da Reforma Tributária e salientou que a articulação política é decisiva para preservar os interesses das cooperativas. “Se não houvesse aquela mobilização, talvez não tivéssemos conseguido assegurar o ato cooperativo na Constituição. Isso mostra a importância da representatividade e do diálogo permanente entre o cooperativismo e o Parlamento”, disse.
A senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop pelo Senado, reforçou que o cooperativismo é um modelo que produz resultados concretos para a sociedade. "Onde existe cooperativismo, existe qualidade de vida, crescimento econômico e alto índice de desenvolvimento humano. É um modelo que funciona e que precisa chegar cada vez mais às regiões onde ainda está em expansão".
Na mesma linha, o deputado Pedro Lupion (PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), ressaltou a relevância econômica das cooperativas, especialmente no agronegócio, e defendeu a disseminação do modelo para outras regiões do país. "Quem conhece o cooperativismo sabe o quanto ele transforma economias locais, gera empregos e fortalece comunidades. Precisamos continuar mostrando esses resultados para todo o Brasil."
Impacto permanente
Também participaram da sessão os deputados Domingos Sávio (MG), Evair de Melo (ES), Airton Faleiro (PA), Tião Medeiros (PR) e Alceu Moreira (RS), que acrescentaram diferentes aspectos da contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento do país.
Para Domingos Sávio, o cooperativismo representa um modelo capaz de conciliar empreendedorismo e solidariedade. "É a livre iniciativa com gestão solidária, uma junção que permite que todos cresçam juntos e melhora a qualidade de vida das pessoas", considerou.
Evair de Melo falou sobre o impacto das cooperativas na economia e nos indicadores sociais. "Onde há cooperativas fortes, há melhores índices de desenvolvimento humano, educação, segurança e renda. O cooperativismo emancipa as pessoas por meio do trabalho e da prosperidade", disse.
Já Airton Faleiro defendeu que a homenagem prestada pela Câmara "Esta sessão solene é uma forma de reconhecer a importância das cooperativas para o Brasil. O cooperativismo reúne o campo e a cidade e fortalece diferentes setores da economia", observou.
O deputado Tião Medeiros lembrou que o cooperativismo foi recentemente reconhecido como patrimônio da cultura nacional e ressaltou seu alcance. "São mais de 26 milhões de brasileiros cooperados. Valorizar o movimento é também incentivar que cada vez mais pessoas conheçam esse modelo de desenvolvimento coletivo", afirmou.
Encerrando as manifestações, Alceu Moreira defendeu a ampliação da participação das cooperativas em áreas estratégicas do país. "A cooperativa preserva sua história, gera confiança e tem capacidade para prestar serviços essenciais ao Estado com eficiência e compromisso. O cooperativismo é uma questão de alma", declarou.
Também estiveram presentes os deputados Zé Victor (MG), Coronel Chrisóstomo (RO), Luiz Gastão (CE) e Pedro Westphalen (RS).
Reconhecimento internacional
Representando as Nações Unidas no Brasil, Igor Garafulic destacou que as cooperativas desempenham um papel estratégico na construção de sociedades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis. Segundo ele, o cooperativismo demonstra, na prática, que é possível combinar prosperidade econômica com participação democrática, solidariedade e desenvolvimento sustentável.
"O Brasil construiu um dos marcos legais mais sólidos para o desenvolvimento do cooperativismo. As cooperativas fortalecem a confiança entre as pessoas, ampliam oportunidades econômicas e contribuem para comunidades mais resilientes. Elas ajudam a construir aquilo que as Nações Unidas chamam de paz positiva", afirmou.
Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB, agradeceu o apoio permanente da Frencoop e do Congresso Nacional às pautas do cooperativismo. Segundo ela, o movimento vive um momento histórico de expansão e reconhecimento. "O cooperativismo transforma realidades onde está presente. Nosso compromisso é estar onde o cooperado está, levando prosperidade para as comunidades brasileiras. Hoje somos 28 milhões de cooperados construindo um país mais forte, mais justo e mais sustentável."
Tania também reforçou que o Sistema OCB seguirá atuando ao lado dos parlamentares e das organizações estaduais para ampliar a presença do cooperativismo nas políticas públicas e consolidar um ambiente cada vez mais favorável ao crescimento do setor.
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03/07/2026
Crédito e seguro rural como estratégia para reduzir riscos no campo
Integração entre financiamento e proteção ganha força diante do aumento dos eventos climáticos
A sucessão de secas, geadas, enchentes e outras ocorrências climáticas extremas tem acelerado uma mudança no debate sobre a política agrícola brasileira. Representantes do setor produtivo, incluindo o cooperativismo, parlamentares e especialistas defendem que crédito e seguro rural deixem de ser tratados como instrumentos independentes e passem a atuar de forma integrada, a fim de ampliar a segurança financeira do produtor e reduzir os riscos para toda a cadeia do agronegócio.
A avaliação do Sistema OCB é de que o fortalecimento simultâneo dessas duas políticas pode aumentar a previsibilidade da renda no campo, reduzir a inadimplência das operações de crédito e oferecer maior segurança às cooperativas e instituições que financiam a produção agropecuária. Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes, o seguro rural passa a ser visto como complemento indispensável ao financiamento da atividade.
Para o gerente Técnico e Econômico da entidade, João Prieto, a combinação entre crédito e gestão de riscos precisa ser considerada com celeridade. "O crédito é fundamental para garantir investimento, produção e desenvolvimento econômico no campo. Mas, diante do aumento dos riscos climáticos, o seguro rural também passa a ser uma ferramenta indispensável para dar previsibilidade e segurança tanto para os produtores quanto para as cooperativas", declara.
Prieto considera que fortalecer esses mecanismos significa proteger toda a cadeia produtiva. "As cooperativas atuam diretamente no suporte aos produtores, especialmente em momentos de dificuldade. Ampliar o acesso ao crédito e modernizar os instrumentos de gestão de risco rural é uma medida essencial para garantir competitividade, continuidade produtiva e estabilidade econômica no agro brasileiro”.
Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosA avaliação é compartilhada pelo deputado Sérgio Souza (PR), coordenador de Infraestrutura da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Segundo ele, o país precisa consolidar uma política de gestão de riscos compatível com a dimensão da agropecuária brasileira. "O seguro rural deixou de ser um instrumento acessório e passou a ser uma necessidade para a sustentabilidade da produção agropecuária. Quando o produtor conta com financiamento aliado a mecanismos eficientes de proteção, reduz o risco da atividade, preserva a capacidade de pagamento e garante mais segurança para toda a cadeia produtiva".
O parlamentar também acredita que ampliar a cobertura do seguro contribui, ainda, para reduzir a exposição das instituições financeiras e estimular novos investimentos no campo, criando um ambiente de maior previsibilidade para produtores, cooperativas e agentes de crédito. “Essa integração beneficia os produtores, mas também todo o sistema de financiamento agropecuário. Com menor risco de perdas decorrentes de eventos climáticos, a tendência é de redução da inadimplência, maior estabilidade das operações de crédito e ampliação da capacidade de investimento das cooperativas de crédito e agropecuárias”, complementa.
O tema também avança no Congresso Nacional. Entre as propostas em discussão está o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop. A proposta busca modernizar a política nacional de seguro rural, ampliar as fontes de financiamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), fortalecer o Fundo de Catástrofe e ampliar a cobertura securitária no país.
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03/07/2026
Modernização dos fundos constitucionais segue em discussão no Congresso
Mudanças visam ampliar eficiência, fortalecer cooperativas de crédito e expandir acesso aos recursos
Garantir crédito acessível, previsibilidade e investimentos de longo prazo é um dos principais desafios para impulsionar o desenvolvimento regional e fortalecer a produção agropecuária brasileira. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o acesso ao financiamento ainda enfrenta limitações estruturais, os Fundos Constitucionais de Financiamento (FCO, FNO e FNE) desempenham papel estratégico ao estimular investimentos, ampliar oportunidades e reduzir desigualdades.
Para que esses recursos alcancem quem mais precisa, as cooperativas de crédito exercem papel fundamental. Presentes em milhares de municípios — muitos deles sem atendimento de instituições financeiras tradicionais —, elas atuam diretamente no financiamento da produção, no apoio a pequenos e médios produtores, micro e pequenas empresas e na promoção da inclusão financeira. Essa capilaridade amplia o alcance das políticas públicas e fortalece a efetividade dos fundos constitucionais.
Nesse contexto, o Congresso Nacional discute o aperfeiçoamento dos Fundos Constitucionais de Financiamento, com o Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado objetivo de tornar mais eficiente a aplicação dos recursos e ampliar sua capacidade de promover o desenvolvimento regional. Entre as principais propostas em tramitação está o Projeto de Lei (PL) 5.187/2019, que atualiza as regras de operacionalização desses instrumentos.
Durante a tramitação da matéria na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, a senadora Margareth Buzetti (MT) foi designada relatora do projeto e apresentou parecer incorporando sugestões defendidas pelo Sistema OCB para fortalecer a participação das cooperativas de crédito na operacionalização dos fundos. O relatório, no entanto, não chegou a ser votado porque mudanças na tramitação da proposta determinaram seu encaminhamento para outra comissão.
Ao defender o aperfeiçoamento da proposta, a senadora destaca a necessidade de considerar as diferentes realidades regionais na formulação das políticas públicas. "O modelo atual ainda encontra dificuldades para atender os pequenos tomadores de crédito. Precisamos olhar para a realidade de cada estado para que esses recursos cheguem a quem realmente precisa".
O Sistema OCB acompanha esse debate e defende o aperfeiçoamento dos mecanismos de operação dos fundos constitucionais para tornar mais eficiente o repasse dos recursos, ampliar o alcance do crédito e fortalecer o desenvolvimento econômico das regiões beneficiadas. A proposta integra a Agenda Institucional do Cooperativismo e está entre as prioridades da entidade no Congresso Nacional.
Para o coordenador do Ramo Crédito da entidade, Thiago Borba, ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos significa potencializar os resultados da política pública. "As cooperativas de crédito já estão presentes onde muitas vezes outras instituições financeiras não chegam. Ampliar sua participação na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito, aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional e ampliar as oportunidades de investimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste", afirma.
Fundos Constitucionais
Os Fundos Constitucionais de Financiamento são abastecidos com recursos do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e constituem um dos principais instrumentos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional. Seu objetivo é promover investimentos, reduzir desigualdades econômicas e ampliar o acesso ao crédito nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Nos últimos anos, o cooperativismo conquistou avanços importantes na legislação, como a garantia de participação mínima das cooperativas de crédito na operacionalização de alguns fundos. Agora, busca novos aperfeiçoamentos para ampliar a previsibilidade dos repasses, fortalecer a atuação das cooperativas e expandir o acesso ao financiamento para produtores rurais, cooperativas, micro e pequenas empresas.
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Desoneração da folha em defesa do emprego e da competitividade
Cooperativismo é eixo da mineração sustentável
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03/07/2026
Fundos constitucionais podem impulsionar nova economia na Região Norte
Senador Irajá defende maior eficiência na aplicação dos recursos para ampliar investimentos
Os Fundos Constitucionais de Financiamento (FNO, FNE e FCO) podem ampliar os investimentos em cadeias produtivas emergentes, inovação, bioeconomia e mercado de carbono. A avaliação é do senador Irajá (TO), que defende o aperfeiçoamento dos mecanismos de financiamento para acelerar o desenvolvimento econômico e ampliar oportunidades em estados como o Tocantins. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Criados para reduzir desigualdades, os fundos financiam projetos produtivos com recursos provenientes do Imposto de Renda e do IPI. Para Irajá, o desafio é tornar o acesso ao crédito mais ágil e eficiente. "O que necessitamos é que os empréstimos sejam concedidos dentro de um prazo razoável e com menor burocracia", afirma.
Na avaliação do parlamentar, “o Tocantins reúne condições para atrair investimentos em setores ligados à economia de baixo carbono, agregação de valor à produção e inovação, tendo os fundos constitucionais como um dos principais instrumentos de financiamento”.
O Sistema OCB defende que esse potencial pode ser ampliado com maior participação das cooperativas de crédito na operacionalização dos fundos. Presente em milhares de municípios, o segmento tem ampliado sua atuação no financiamento da produção e na inclusão financeira, especialmente em localidades onde a presença de bancos tradicionais é limitada.
Atualmente, propostas em tramitação no Congresso Nacional buscam aprimorar as regras de repasse desses recursos. Entre elas estão projetos — PL 532/2015, PL 5.187/2019 e PL 912/2022 — que integram a Agenda Institucional do Cooperativismo e tratam do fortalecimento da participação dos agentes operadores, da previsibilidade nos repasses e da definição mais clara dos critérios de distribuição dos recursos pelos bancos administradores.
"Ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito e aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional", afirma o coordenador do Ramo Crédito da entidade, Thiago Borba.
Segundo ele, a proximidade das cooperativas com produtores rurais e empreendedores permite que os recursos cheguem com mais rapidez e eficiência aos beneficiários. "Fortalecer a participação das cooperativas significa acelerar investimentos e garantir que os recursos cheguem de maneira mais eficiente a quem produz e movimenta a economia", complementa.
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03/07/2026
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Continuidade da política é caminho para reduzir custos e fortalecer setores intensivos em mão de obra
A prorrogação da desoneração da folha de pagamentos permanece entre as principais pautas do setor produtivo brasileiro diante dos impactos que a medida pode trazer para a geração de empregos, a competitividade das empresas e o custo de contratação de trabalhadores. Defendida por entidades empresariais e pelo Sistema OCB, a política é apontada como um instrumento para estimular investimentos, ampliar a atividade econômica e preservar postos de trabalho em segmentos intensivos em mão de obra, como os de proteína animal, transporte, construção civil e serviços.
Foto: Waldemir Barretos/Agência SenadoNesse cenário, o senador Efraim Filho (PB), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), consolidou-se como um dos principais articuladores da pauta no Congresso. Autor do Projeto de Lei (PL) 334/2023, que prorrogou a desoneração da folha de pagamentos até 2027, o parlamentar defende que a política representa um mecanismo de incentivo à produção, ao emprego e ao crescimento econômico.
"A desoneração da folha é uma política de proteção ao emprego. Quanto menor o custo para contratar, maior é a capacidade das empresas de investir, crescer e abrir novas vagas”, afirma Efraim. Na avaliação do senador, a busca pelo equilíbrio das contas públicas deve caminhar ao lado da preservação da competitividade dos setores produtivos. "É possível construir uma solução responsável do ponto de vista fiscal sem penalizar quem produz, investe e gera oportunidades para os brasileiros”, acrescenta.
O posicionamento converge com a defesa histórica do Sistema OCB. Desde 2017, a entidade acompanha as discussões sobre a desoneração da folha e considera a política uma das prioridades da Agenda Institucional do Cooperativismo. Para o setor, a medida contribui para preservar empregos, reduzir custos de produção, ampliar a competitividade e fortalecer cadeias produtivas estratégicas para a economia nacional.
A presidente executiva da entidade, Tania Zanella, afirma que qualquer discussão sobre mudanças no modelo tributário da folha de pagamento precisa considerar os impactos sobre a atividade econômica e as especificidades do cooperativismo. "O cooperativismo defende um ambiente tributário que estimule a produção, preserve empregos e ofereça segurança jurídica para quem investe".
Ainda segundo ela, a manutenção da desoneração fortalece especialmente os ramos intensivos em mão de obra, nos quais as cooperativas desempenham papel relevante na geração de renda e no desenvolvimento regional. "As cooperativas exercem papel estratégico na geração de empregos, renda e desenvolvimento das comunidades. Medidas que preservem a competitividade dos setores produtivos fortalecem o cooperativismo e ampliam a capacidade de investimento no país".
Em manifestações técnicas encaminhadas ao Congresso, o Sistema OCB alerta que alterações na forma de incidência da contribuição previdenciária, por exemplo, podem elevar significativamente os custos de alguns segmentos, o que comprometeria sua competitividade. Por isso, a entidade defende que o tratamento considere as especificidades do modelo cooperativista
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