Cooperativas de Infraestrutura expandem geração de energia
Ramo chega a 1,48 milhão de cooperados, amplia investimentos e leva soluções para todo o país
Garantir acesso à energia e a outros serviços essenciais é um dos grandes desafios para o desenvolvimento sustentável do país. Em diferentes regiões do Brasil, esse desafio tem sido enfrentado por meio da cooperação. Organizadas pelos próprios usuários, as cooperativas de infraestrutura se destacam cada vez mais por sua atuação na geração e distribuição de energia, além de desenvolver soluções que impulsionam a economia local e melhoram a qualidade de vida das comunidades.
O Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31), aponta que o ramo reuniu, em 2025, 247 cooperativas, que atendem 1,48 milhão de cooperados e geram 7.110 empregos diretos. No mesmo período, essas cooperativas movimentaram R$ 6,81 bilhões em ingressos e alcançaram R$ 11,46 bilhões em ativos, consolidando sua expansão em todo o país.
O fortalecimento do ramo também se reflete em seus indicadores econômicos. Em 2025, os ativos das cooperativas de infraestrutura chegaram a R$ 11,45 bilhões, enquanto os ingressos alcançaram R$ 6,81 bilhões, demonstrando a capacidade do setor de ampliar investimentos e desenvolver projetos de longo prazo. O capital social atingiu R$ 718,4 milhões, o que evidencia a confiança dos cooperados no modelo cooperativista e na expansão das iniciativas conduzidas pelas próprias comunidades.
“As cooperativas de infraestrutura mostram que desenvolvimento também se constrói de forma colaborativa. Quando as pessoas se unem para investir em soluções que atendem às necessidades da própria comunidade, elas ampliam o acesso a serviços essenciais, fortalecem a economia local e criam condições para um crescimento mais sustentável e inclusivo", defende a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Geração de energia
A geração de energia é hoje o principal vetor de crescimento das cooperativas de infraestrutura. O Anuário registra 94 cooperativas dedicadas à geração de energia para consumo próprio, 79 cooperativas de distribuição de energia e 29 cooperativas voltadas à geração para comercialização, dados que refletem o avanço de um modelo que combina sustentabilidade, inovação e participação coletiva.
Esse crescimento acompanha a expansão da geração distribuída no Brasil e reforça o protagonismo das cooperativas na construção de alternativas energéticas mais eficientes e próximas das necessidades dos consumidores. "A expansão da geração de energia pelas cooperativas acompanha uma transformação importante do setor elétrico brasileiro. O cooperativismo contribui para acelerar a transição para uma matriz cada vez mais sustentável, sempre com os benefícios retornando para os próprios cooperados e para suas comunidades", acrescenta Tania.
Outras soluções
Embora a energia concentre a maior parte das atividades do ramo, as cooperativas de infraestrutura também atuam em áreas como construção civil, telecomunicações e outras iniciativas voltadas à implantação e manutenção de serviços essenciais.
Essa diversidade permite que cada cooperativa desenvolva projetos compatíveis com as necessidades de sua região e amplie o acesso à infraestrutura em localidades onde, muitas vezes, a oferta tradicional é limitada. Dessa forma, elas fortalecem a capacidade das próprias comunidades de identificar prioridades, definir investimentos e construir soluções coletivas para seus desafios.
Ao transformar necessidades coletivas em soluções construídas de forma colaborativa, as cooperativas de infraestrutura demonstram que investir em energia e em serviços essenciais também é uma forma de promover desenvolvimento, inclusão e prosperidade para milhares de brasileiros.
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