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Cooperativismo entra nas propostas dos municípios aos presidenciáveis

Documento reconhece modelo como ferramenta estratégica para o desenvolvimento econômico e social 

O cooperativismo ganhou espaço de destaque entre as prioridades apresentadas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aos pré-candidatos à Presidência da República nas Eleições 2026. Publicado nesta segunda-feira (25), o documento Compromissos com os Cidadãos — Propostas aos Presidenciáveis para o Fortalecimento da Gestão Municipal inclui um capítulo específico voltado ao fortalecimento do modelo cooperativista como instrumento de desenvolvimento local, inclusão produtiva e ampliação do acesso a serviços essenciais. 

A inclusão do tema reforça o reconhecimento crescente do impacto das cooperativas na economia dos municípios brasileiros, especialmente em áreas como crédito, saúde, agropecuária, infraestrutura, transporte, reciclagem e compras públicas. O texto destaca que o cooperativismo contribui para aumentar renda, produtividade e competitividade nas comunidades onde atua, além de gerar empregos, promover inclusão financeira e fortalecer a circulação de riqueza nos territórios. 

Entre os compromissos defendidos pela CNM estão a ampliação do acesso das cooperativas às linhas oficiais de crédito, a garantia de participação em compras governamentais, o fortalecimento das políticas de apoio à agricultura familiar e o reconhecimento da atuação das cooperativas como ferramenta de desenvolvimento econômico e social. 

O documento também defende maior segurança jurídica para o modelo cooperativista, com inclusão do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo no novo sistema tributário brasileiro. Outro ponto destacado é a necessidade de ampliar o acesso das cooperativas a fundos constitucionais, regionais e instrumentos voltados à inovação, sustentabilidade e desenvolvimento regional. 

“O cooperativismo está presente onde muitas vezes outras estruturas não conseguem chegar. Ele gera desenvolvimento local, promove inclusão produtiva, fortalece pequenos negócios e ajuda a transformar a realidade econômica e social dos municípios brasileiros. Ver esse reconhecimento incorporado às propostas da CNM mostra que esse modelo econômico vem sendo cada vez mais compreendido como uma ferramenta estratégica para o país”, afirmou a  presidente executiva do Sistema OCB , Tania Zanella. 

Ela destacou ainda que o fortalecimento das cooperativas passa diretamente pela construção de um ambiente regulatório mais seguro e por políticas públicas capazes de ampliar oportunidades para o setor. “Quando falamos em ampliar acesso ao crédito, fortalecer compras públicas, incentivar inovação ou garantir segurança jurídica, estamos falando também de criar condições para que as cooperativas continuem gerando emprego, renda e desenvolvimento nas comunidades. O cooperativismo tem capacidade de impulsionar economias locais e melhorar a qualidade de vida das pessoas”. 

O documento da CNM cita dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro, que apontam que o setor reúne atualmente 25,8 milhões de cooperados em 4.384 cooperativas, responsáveis pela geração de mais de 578 mil empregos diretos e R$ 757,9 bilhões em ingressos. 

A publicação também menciona estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), segundo o qual municípios com presença cooperativista registram, em média, PIB per capita R$ 5,1 mil superior ao de cidades sem cooperativas. Além disso,  mostra que o cooperativismo contribui para aumento da arrecadação, fortalecimento do mercado local e redução da dependência de políticas assistenciais. 

 
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