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16/07/2026
Modernização do FCO é defendida em reunião com a Sudeco
Sistema OCB apresentou propostas para ampliar a efetividade do fundo e facilitar acesso ao crédito
O Sistema OCB apresentou propostas para aprimorar a operacionalização do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) durante a 27ª Reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/Sudeco), realizada nesta quinta-feira (16), em Brasília. As sugestões integram um conjunto de medidas elaboradas pelo cooperativismo de crédito para tornar a política pública mais eficiente, ampliar o acesso aos recursos e fortalecer o desenvolvimento econômico da região.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou que o aperfeiçoamento das regras do Fundo deve acompanhar as transformações econômicas dos últimos anos e permitir que produtores rurais, empreendedores e empresas tenham acesso a financiamentos compatíveis com a realidade dos investimentos.
"O FCO é um instrumento estratégico para impulsionar o desenvolvimento do Centro-Oeste. Nossa contribuição é oferecer propostas construídas a partir da experiência de quem está presente nos municípios e conhece as necessidades dos produtores e empresários. Atualizar esses mecanismos significa ampliar a capacidade do Fundo de cumprir sua missão de gerar oportunidades, renda e desenvolvimento para a região", afirmou Tania.
Durante a reunião, a Sudeco também apresentou as Diretrizes e Prioridades do FCO, que servirão de base para a Programação Anual do Fundo em 2027. O texto incorporou contribuições encaminhadas pelo Sistema OCB durante a consulta pública realizada em maio, incluindo menções expressas ao cooperativismo e ao seu papel na diversificação econômica, na inclusão produtiva e no desenvolvimento regional.
Propostas
Um dos principais pleitos apresentados foi a atualização do Índice de Desconcentração do Crédito (IDC), utilizado como parâmetro nas operações do FCO Empresarial. O Sistema OCB defendeu a atualização do indicador de ticket médio para acompanhar a evolução dos custos de produção e dos investimentos, aproximando-o dos limites praticados pela política agrícola.
Segundo Tania, a atualização do indicador não altera os públicos prioritários nem compromete a distribuição dos recursos. “O objetivo é adequar o limite à realidade econômica atual, e permitir que empreendimentos sejam financiados integralmente, sem necessidade de fragmentação artificial das operações”, acrescentou a presidente executiva.
Além da atualização do IDC, o cooperativismo também defende maior previsibilidade para a Programação Anual do Fundo, com publicação até o fim de cada exercício, de forma a oferecer mais segurança para o planejamento de cooperativas, produtores e empresas.
Também foram apresentadas propostas para harmonizar indicadores de desempenho entre as instituições responsáveis pela execução da política pública e medidas de simplificação dos procedimentos operacionais, como a desburocratização das operações de capital de giro, definição de prazos para fiscalização e atualização dos limites que exigem carta-consulta no crédito rural.
"As propostas preservam os objetivos do Fundo e contribuem para aumentar sua efetividade. Trata-se de atualizar parâmetros que ficaram defasados diante da evolução dos custos de produção e dos investimentos. Com isso, o FCO ganha condições de atender melhor às demandas da economia regional e ampliar seus resultados", ressaltou Tania.
Construção coletiva
As contribuições apresentadas durante a reunião fazem parte do documento Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais, elaborado pelo Sistema OCB em articulação com as Organizações Estaduais, os sistemas de cooperativas de crédito e entidades parceiras. Ao longo do último ano, a iniciativa reuniu representantes do cooperativismo em mais de 30 encontros com parlamentares da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), governadores, secretários estaduais, representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), das superintendências de desenvolvimento regional e dos bancos administradores dos Fundos Constitucionais.
O cooperativismo de crédito reúne atualmente 742 cooperativas e mais de 21 milhões de cooperados em todo o país. Presente em 59% dos municípios brasileiros, única instituição financeira em 629 cidades, o segmento desempenha papel relevante na ampliação do acesso ao crédito para produtores rurais, pequenos empreendedores e empresas.
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16/07/2026
Governo publica MP que cria condições para renegociação de dívidas rurais
Medida cria linhas de crédito para produtores atingidos por eventos climáticos e comerciais adversos; Sistema OCB acompanhou as tratativas no Congresso e no Poder Executivo
O governo federal publicou, nesta quarta-feira (15), a Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que cria instrumentos de financiamento para renegociação de dívidas rurais. O texto autoriza a criação de linhas de crédito especiais para produtores e cooperativas agropecuárias, na qualidade de produtor rural, que tiveram perdas de safra provocadas por eventos climáticos extremos ou por quedas expressivas nos preços de comercialização de seus produtos.
O Sistema OCB acompanhou de forma permanente as tratativas conduzidas entre o governo federal, o Congresso Nacional, a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ao longo da negociação do texto, e defendeu em seus pleitos, soluções que garantissem segurança jurídica, preservação do acesso ao crédito e atendimento às necessidades das cooperativas agropecuárias, de crédito e dos produtores cooperados.
A entidade também reconhece o papel dos parlamentares da Frencoop e da FPA nas negociações, com menção especial à senadora Tereza Cristina (MS) e aos deputados Pedro Lupion (PR), Arnaldo Jardim (SP) e Alceu Moreira (RS), que atuaram na defesa dos interesses do cooperativismo mesmo diante dos desafios enfrentados ao longo do processo que resultou na Medida Provisória.
"O texto não é o ideal, não contempla todos os pontos que defendemos, mas é fruto da busca pelo entendimento neste momento e traz avanços possíveis para a atual situação. Os produtores rurais cooperados possuirão novos instrumentos para renegociarem suas dívidas e as cooperativas agropecuárias poderão participar na qualidade de produtor rural. As cooperativas de crédito terão isonomia, e poderão operar nas mesmas condições das demais instituições financeiras. Agora, vamos atuar para que a regulamentação apresente a forma de participação das cooperativas agropecuárias que não foram definidas na MP e para que a implementação seja rápida e chegue efetivamente aos produtores cooperados que dela precisam", afirmou a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
O Sistema OCB destaca que os efeitos práticos da medida como prazos, taxas e condições operacionais só poderão ser avaliados com precisão após a regulamentação dos instrumentos previstos no texto encaminhado pelo Ministério da Fazenda ao Poder Legislativo. A entidade continuará acompanhando essa etapa junto aos órgãos responsáveis.
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10/07/2026
Sistema OCB lança propostas para fortalecer fundos constitucionais
Documento reúne sugestões para ampliar atuação das coops de crédito e tornar os recursos mais acessíveis
Com foco no aperfeiçoamento das políticas públicas de financiamento regional, o Sistema OCB lançou, nesta quinta-feira 10(), o documento Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais 2027. A publicação reúne sugestões elaboradas em conjunto com o ramo crédito para ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos constitucionais, reduzir entraves e ampliar o alcance dos recursos destinados ao desenvolvimento econômico das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O material foi construído a partir da experiência do cooperativismo de crédito na execução dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do Norte (FNO), além das discussões conduzidas com representantes dos sistemas cooperativos, das Organizações Estaduais do Sistema OCB e do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (Ceco).
A proposta ganha força diante dos resultados alcançados pelo cooperativismo nos últimos anos. Atualmente, as cooperativas de crédito estão presentes em 59% dos municípios brasileiros e representam a única instituição financeira em 629 cidades. Essa capilaridade tem ampliado o acesso ao crédito em regiões onde a rede bancária tradicional é limitada.
Os números apresentados no documento evidenciam esse avanço. Desde 2015, as cooperativas já operacionalizaram mais de R$ 7,7 bilhões em recursos do FCO e do FNO, distribuídos em mais de 26,8 mil operações. Somente em 2025, foram R$ 2,2 bilhões contratados em cerca de 8 mil operações, o maior volume da série histórica. Além de ampliar o acesso ao financiamento, o modelo cooperativista também contribui para uma distribuição mais pulverizada dos recursos, o que permite alcançar um número maior de pequenos produtores e empreendedores.
"As cooperativas de crédito conhecem a realidade das comunidades onde atuam e têm mostrado que conseguem levar crédito com eficiência, responsabilidade e proximidade. As propostas reunidas neste documento foram construídas a partir dessa experiência e buscam aperfeiçoar os fundos constitucionais para ampliar seu alcance e garantir que mais produtores, empreendedores e pequenos negócios tenham acesso aos recursos necessários para investir e crescer", destaca a gerente-geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia.
Eixos
As propostas estão organizadas em três eixos. O primeiro reúne sugestões de aperfeiçoamento da legislação, como a ampliação da participação das cooperativas nos repasses dos fundos e a inclusão do Sistema OCB nos Conselhos Deliberativos das Superintendências de Desenvolvimento Regional. O segundo trata de ajustes regulatórios para fortalecer a participação das cooperativas na construção das diretrizes e das Programações Anuais dos Fundos. Já o terceiro apresenta medidas operacionais voltadas à simplificação de procedimentos, atualização de limites, redução da burocracia e maior previsibilidade na aplicação dos recursos.
Outro ponto de destaque é a ampliação da atuação das cooperativas no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Embora ainda não operem os recursos de forma efetiva, o documento demonstra que o cooperativismo já possui presença relevante em municípios atendidos pela Sudene. Para o Sistema OCB, essa estrutura representa uma oportunidade de ampliar a inclusão financeira e potencializar os resultados da política pública na região.
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Campanha nacional convida coops a fortalecer proteção às mulheres
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10/07/2026
Campanha nacional convida coops a fortalecer proteção às mulheres
Iniciativa mobiliza para ampliar conscientização, prevenção e acolhimento em situação de violência
As cooperativas de crédito de todo o país têm a oportunidade de ampliar sua atuação social ao aderirem à campanha nacional Segurança Privada: Por Elas, Para Elas, iniciativa coordenada pela Polícia Federal para fortalecer a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher.
O Sistema OCB está mobilizando as cooperativas que integram a Câmara Temática de Comunicação do Ramo Crédito para participarem da ação, levando a campanha para suas agências e postos de atendimento. A proposta é ampliar a visibilidade da iniciativa e contribuir para que esses espaços também sejam pontos de informação, acolhimento e orientação às mulheres em situação de vulnerabilidade.
A campanha será lançada oficialmente no dia 5 de agosto, em Brasília, e faz parte das ações desenvolvidas pela Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), fórum coordenado pela Polícia Federal do qual o Sistema OCB participa.
Para apoiar essa mobilização, a Polícia Federal disponibilizou um conjunto completo de peças oficiais, incluindo cartazes, banners, artes para redes sociais, vídeos, anúncios, release e outros materiais institucionais. A ideia é que as cooperativas possam utilizar esse conteúdo de forma integrada.
Compromisso
Embora tenha como foco o setor de segurança privada, a iniciativa reconhece que profissionais e instituições presentes no cotidiano da população podem exercer um papel importante na identificação de situações de risco, no acolhimento humanizado e na orientação sobre os canais oficiais de denúncia e proteção.
Nas cooperativas de crédito, esse compromisso encontra respaldo na própria essência do modelo cooperativista, que alia a oferta de serviços financeiros ao cuidado com as pessoas e ao desenvolvimento das comunidades onde atua.
Para a gerente-geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, a participação das cooperativas fortalece uma rede de proteção que ultrapassa a dimensão da prestação de serviços financeiros. "As cooperativas de crédito estão presentes em milhares de municípios brasileiros e mantêm uma relação de proximidade e confiança com seus cooperados e com a comunidade. Participar dessa campanha é colocar essa capilaridade a serviço de uma causa que exige o envolvimento de toda a sociedade”, afirmou.
A campanha também prevê ações permanentes de conscientização, treinamentos, orientações práticas, divulgação de materiais informativos e iniciativas educativas voltadas aos profissionais de segurança privada. O objetivo é ampliar a capacidade de identificação de situações de violência, promover o acolhimento adequado e fortalecer o encaminhamento das vítimas aos serviços públicos de proteção.
A iniciativa reúne entidades representativas da segurança privada, do sistema financeiro e dos trabalhadores do setor.
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09/07/2026
Cooperativas de crédito superam R$ 1 trilhão em ativos e ampliam alcance
Panorama do Banco Central mostra que o segmento cresce de maneira sustentável
As cooperativas de crédito encerraram 2025 com mais um ano de expansão. Dados do Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), divulgado pelo Banco Central, mostram que o segmento ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão em ativos, ampliou sua presença territorial e chegou ao fim do ano com 21,2 milhões de cooperados em todo o país.
"Os dados do Banco Central confirmam uma tendência que acompanhamos há vários anos: as cooperativas de crédito crescem porque entregam valor aos seus cooperados e às comunidades onde estão inseridas. Esse avanço representa maior acesso ao crédito, fortalecimento dos pequenos negócios, apoio ao agronegócio e inclusão financeira em regiões onde muitas vezes o cooperativismo é a principal porta de entrada para serviços financeiros”, destaca a gerente-geral de negócios do Sistema OCB, Clara Maffia.
O levantamento revela que o SNCC alcançou 59% dos municípios brasileiros, mantendo a trajetória de expansão da rede de atendimento presencial. Ao mesmo tempo, cresceu o número de cidades que contam com uma cooperativa de crédito desempenhando, em muitos casos, o papel de única instituição financeira presente no município, o que aumenta o acesso da população aos serviços financeiros.
Outro destaque é a evolução da base de associados. Em dezembro de 2025, o cooperativismo de crédito contabilizava 21,2 milhões de cooperados, sendo 17,8 milhões de pessoas físicas e 3,4 milhões de pessoas jurídicas. O crescimento foi de 10,4% em relação ao ano anterior. Nos últimos quatro anos, o número de cooperados aumentou 55,9%.
Os ativos totais chegaram a R$ 1,04 trilhão, avanço de 17% sobre 2024, desempenho superior ao registrado pelo restante do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O crescimento foi impulsionado principalmente pelas operações de crédito, que seguem como o principal componente dos ativos das cooperativas.
As captações acompanharam esse movimento e atingiram R$ 834,4 bilhões, alta de 17,6% em doze meses. O desempenho fortalece a capacidade das cooperativas de financiar operações voltadas especialmente às micro, pequenas e médias empresas, além do agronegócio, segmentos em que o cooperativismo possui atuação historicamente relevante.
O estudo também aponta crescimento da participação do cooperativismo de crédito no SFN. Em dezembro de 2025, o segmento representava 6,3% dos ativos, 8% da carteira de crédito e 9,8% dos depósitos.
Mesmo diante de um ambiente econômico mais desafiador e de aumento do risco da carteira de crédito, o Banco Central destaca que o nível de provisões permaneceu acima das perdas esperadas e que os indicadores de capitalização continuam confortáveis, preservando a solidez das cooperativas e sua capacidade de expansão sustentável.
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03/07/2026
Modernização dos fundos constitucionais segue em discussão no Congresso
Mudanças visam ampliar eficiência, fortalecer cooperativas de crédito e expandir acesso aos recursos
Garantir crédito acessível, previsibilidade e investimentos de longo prazo é um dos principais desafios para impulsionar o desenvolvimento regional e fortalecer a produção agropecuária brasileira. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o acesso ao financiamento ainda enfrenta limitações estruturais, os Fundos Constitucionais de Financiamento (FCO, FNO e FNE) desempenham papel estratégico ao estimular investimentos, ampliar oportunidades e reduzir desigualdades.
Para que esses recursos alcancem quem mais precisa, as cooperativas de crédito exercem papel fundamental. Presentes em milhares de municípios — muitos deles sem atendimento de instituições financeiras tradicionais —, elas atuam diretamente no financiamento da produção, no apoio a pequenos e médios produtores, micro e pequenas empresas e na promoção da inclusão financeira. Essa capilaridade amplia o alcance das políticas públicas e fortalece a efetividade dos fundos constitucionais.
Nesse contexto, o Congresso Nacional discute o aperfeiçoamento dos Fundos Constitucionais de Financiamento, com o Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado objetivo de tornar mais eficiente a aplicação dos recursos e ampliar sua capacidade de promover o desenvolvimento regional. Entre as principais propostas em tramitação está o Projeto de Lei (PL) 5.187/2019, que atualiza as regras de operacionalização desses instrumentos.
Durante a tramitação da matéria na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, a senadora Margareth Buzetti (MT) foi designada relatora do projeto e apresentou parecer incorporando sugestões defendidas pelo Sistema OCB para fortalecer a participação das cooperativas de crédito na operacionalização dos fundos. O relatório, no entanto, não chegou a ser votado porque mudanças na tramitação da proposta determinaram seu encaminhamento para outra comissão.
Ao defender o aperfeiçoamento da proposta, a senadora destaca a necessidade de considerar as diferentes realidades regionais na formulação das políticas públicas. "O modelo atual ainda encontra dificuldades para atender os pequenos tomadores de crédito. Precisamos olhar para a realidade de cada estado para que esses recursos cheguem a quem realmente precisa".
O Sistema OCB acompanha esse debate e defende o aperfeiçoamento dos mecanismos de operação dos fundos constitucionais para tornar mais eficiente o repasse dos recursos, ampliar o alcance do crédito e fortalecer o desenvolvimento econômico das regiões beneficiadas. A proposta integra a Agenda Institucional do Cooperativismo e está entre as prioridades da entidade no Congresso Nacional.
Para o coordenador do Ramo Crédito da entidade, Thiago Borba, ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos significa potencializar os resultados da política pública. "As cooperativas de crédito já estão presentes onde muitas vezes outras instituições financeiras não chegam. Ampliar sua participação na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito, aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional e ampliar as oportunidades de investimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste", afirma.
Fundos Constitucionais
Os Fundos Constitucionais de Financiamento são abastecidos com recursos do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e constituem um dos principais instrumentos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional. Seu objetivo é promover investimentos, reduzir desigualdades econômicas e ampliar o acesso ao crédito nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Nos últimos anos, o cooperativismo conquistou avanços importantes na legislação, como a garantia de participação mínima das cooperativas de crédito na operacionalização de alguns fundos. Agora, busca novos aperfeiçoamentos para ampliar a previsibilidade dos repasses, fortalecer a atuação das cooperativas e expandir o acesso ao financiamento para produtores rurais, cooperativas, micro e pequenas empresas.
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03/07/2026
Fundos constitucionais podem impulsionar nova economia na Região Norte
Senador Irajá defende maior eficiência na aplicação dos recursos para ampliar investimentos
Os Fundos Constitucionais de Financiamento (FNO, FNE e FCO) podem ampliar os investimentos em cadeias produtivas emergentes, inovação, bioeconomia e mercado de carbono. A avaliação é do senador Irajá (TO), que defende o aperfeiçoamento dos mecanismos de financiamento para acelerar o desenvolvimento econômico e ampliar oportunidades em estados como o Tocantins. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Criados para reduzir desigualdades, os fundos financiam projetos produtivos com recursos provenientes do Imposto de Renda e do IPI. Para Irajá, o desafio é tornar o acesso ao crédito mais ágil e eficiente. "O que necessitamos é que os empréstimos sejam concedidos dentro de um prazo razoável e com menor burocracia", afirma.
Na avaliação do parlamentar, “o Tocantins reúne condições para atrair investimentos em setores ligados à economia de baixo carbono, agregação de valor à produção e inovação, tendo os fundos constitucionais como um dos principais instrumentos de financiamento”.
O Sistema OCB defende que esse potencial pode ser ampliado com maior participação das cooperativas de crédito na operacionalização dos fundos. Presente em milhares de municípios, o segmento tem ampliado sua atuação no financiamento da produção e na inclusão financeira, especialmente em localidades onde a presença de bancos tradicionais é limitada.
Atualmente, propostas em tramitação no Congresso Nacional buscam aprimorar as regras de repasse desses recursos. Entre elas estão projetos — PL 532/2015, PL 5.187/2019 e PL 912/2022 — que integram a Agenda Institucional do Cooperativismo e tratam do fortalecimento da participação dos agentes operadores, da previsibilidade nos repasses e da definição mais clara dos critérios de distribuição dos recursos pelos bancos administradores.
"Ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito e aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional", afirma o coordenador do Ramo Crédito da entidade, Thiago Borba.
Segundo ele, a proximidade das cooperativas com produtores rurais e empreendedores permite que os recursos cheguem com mais rapidez e eficiência aos beneficiários. "Fortalecer a participação das cooperativas significa acelerar investimentos e garantir que os recursos cheguem de maneira mais eficiente a quem produz e movimenta a economia", complementa.
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02/07/2026
Mais que crédito: orientação técnica fortalece o coop no campo
Integração com assistência técnica e gestão de riscos amplia a produtividade e impulsiona desenvolvimento
Ter acesso ao crédito é essencial para produzir. Saber como investir esses recursos faz toda a diferença para produzir melhor, aumentar a renda e fortalecer o desenvolvimento das comunidades rurais. É nessa combinação entre financiamento, assistência técnica e gestão de riscos que o cooperativismo tem demonstrado sua força, oferecendo aos produtores um modelo capaz de transformar crédito em produtividade, inovação e crescimento sustentável.
No campo, crédito e assistência técnica caminham lado a lado. O financiamento permite a aquisição de insumos, máquinas, equipamentos e tecnologias, mas é a orientação especializada que ajuda o produtor a tomar decisões mais eficientes, reduzir custos, aumentar a produtividade e enfrentar os desafios da atividade agropecuária com mais segurança.
É justamente nesse modelo que as cooperativas agropecuárias fazem a diferença. Elas oferecem acompanhamento técnico contínuo, promovem a adoção de boas práticas de produção, difundem inovação e aproximam os cooperados de mercados cada vez mais exigentes. O resultado é um ciclo virtuoso que beneficia não apenas o produtor, mas toda a economia local, com geração de renda, emprego e desenvolvimento regional.
"Nesse contexto, o crédito rural gera resultados muito mais consistentes quando está aliado à assistência técnica. Nas cooperativas, o produtor não recebe apenas financiamento; ele conta com orientação para investir melhor, adotar tecnologias, aumentar a produtividade e tomar decisões mais seguras. Esse modelo fortalece a renda, gera desenvolvimento regional e amplia a competitividade do agro brasileiro”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Essa atuação é especialmente importante para pequenos e médios produtores, que encontram nas cooperativas uma estrutura de apoio capaz de reduzir desigualdades no acesso às políticas públicas e ampliar as oportunidades de crescimento. Ao reunir produtores em torno de objetivos comuns, o cooperativismo fortalece o poder de negociação, amplia o acesso à inovação e torna o crédito uma ferramenta efetiva para impulsionar a produção.
Fortalecimento
O deputado federal e coordenador do Ramo Crédito da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Domingos Sávio (MG) Bruno Spada/Câmara dos Deputados, concorda com a defesa de que crédito e seguro rural alcançam melhores resultados quando estão associados ao conhecimento técnico e à organização proporcionada pelas cooperativas. "O crédito rural e o seguro rural são instrumentos fundamentais para dar segurança a quem produz, mas eles alcançam resultados ainda melhores quando vêm acompanhados de assistência técnica de qualidade. O produtor, especialmente o pequeno, precisa ter acesso à orientação para investir com eficiência, aumentar a produtividade e produzir de forma cada vez mais sustentável”.
Ainda segundo o parlamentar, as cooperativas exercem um papel essencial nesse cenário. “Elas garantem conhecimento, organização, acesso a mercados e melhores condições de financiamento. Fortalecer essas políticas é fortalecer o campo, gerar renda, criar oportunidades no interior e contribuir para o desenvolvimento do Brasil”, destaca.
Transformar o crédito em desenvolvimento também depende de políticas públicas que modernizem os instrumentos financeiros disponíveis para produtores e cooperativas. Por isso, o Sistema OCB acompanha e contribui com propostas em tramitação no Congresso Nacional que aperfeiçoam tanto a gestão de riscos quanto o acesso ao financiamento rural.
Uma delas é o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frencoop. A proposta moderniza a legislação relacionada ao seguro rural, amplia as fontes de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e cria condições para viabilizar a regulamentação do Fundo de Catástrofe, mecanismo considerado estratégico para ampliar a oferta de seguros e fortalecer a gestão de riscos no campo.
Para o Sistema OCB, a iniciativa representa um avanço importante ao atualizar instrumentos que precisam acompanhar a realidade atual do agronegócio. A ampliação da cobertura do seguro rural oferece mais previsibilidade às atividades produtivas e cria um ambiente mais seguro para novos investimentos, beneficiando diretamente mais de um milhão de produtores cooperados.
Outra pauta prioritária é o PL 4.334/2020, de autoria do deputado Zé Mário (GO), que busca estabelecer um teto nacional para os emolumentos cobrados no registro de garantias vinculadas às operações de financiamento rural. A proposta também aperfeiçoa o sistema eletrônico de registro de imóveis e sua interoperabilidade com outros sistemas de registro eletrônico.
O principal avanço, segundo o Sistema OCB, no entanto, está na redução dos custos das operações de crédito. A entidade defende que o texto priorize a criação de um teto nacional para os emolumentos cartoriais, garantindo maior previsibilidade aos produtores e cooperativas e reduzindo despesas que hoje encarecem o acesso ao financiamento rural.
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01/07/2026
Regras travadas deixam crédito longe de quem precisa
Cooperativas de crédito operam fundos constitucionais, mas regras travadas limitam seu alcance
Em 469 municípios brasileiros, a cooperativa de crédito é a única instituição financeira disponível. É por ela que passa a liberação de recursos para a safra, o investimento voltado ao pequeno negócio, o acesso ao dinheiro público destinado ao desenvolvimento regional. E é justamente esse papel que três projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional podem ampliar.
O tema das propostas são os fundos constitucionais de financiamento: FCO (Centro-Oeste), FNE (Nordeste) e FNO (Norte). Criados para reduzir desigualdades regionais, esses fundos repassam recursos a agentes financeiros que os distribuem aos beneficiários finais: produtores rurais, pequenas empresas, empreendedores locais. As cooperativas de crédito são agentes repassadores desse sistema. O problema é que as regras atuais criam entraves que limitam e dificultam o acesso de quem mais precisa.
O nó nas regras
Os três projetos em tramitação — PL 532/2015, PL 5.187/2019 e PL 912/2022 — tratam do gargalo na relação entre o banco administrador do fundo e os agentes repassadores, como as cooperativas de crédito. “Atualmente, o banco que administra o fundo também aplica recursos diretamente, o que gera concorrência com os próprios agentes que deveria abastecer. Os planos anuais de aplicação são definidos sem participação efetiva das cooperativas. Os prazos de repasse são imprevisíveis. Os critérios de distribuição, opacos. O resultado aparece no fim da cadeia, com o beneficiário final que enfrenta uma longa espera e muitas vezes desiste”, explica Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB.
Por isso, segundo Clara, a defesa do cooperativismo é pela participação das cooperativas na elaboração dos planos anuais, garantia de participação mínima no repasse dos recursos, previsibilidade nos prazos e clareza nos critérios de distribuição.
O deputado Dagoberto Nogueira (MS), membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) considera que o tema exige atenção especial. "As cooperativas de crédito têm presença onde muitas vezes não existe outra instituição financeira. Ampliar sua participação na operacionalização dos fundos significa aumentar a capacidade de levar crédito a quem produz, empreende e gera emprego nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O Congresso tem a responsabilidade de aperfeiçoar essas regras para tornar a política pública mais eficiente e mais próxima da população", afirma.
Clara acrescenta que a questão é também de eficiência do gasto público. "Os fundos constitucionais existem para reduzir desigualdades regionais. As cooperativas de crédito são o canal mais capilar e mais próximo do beneficiário final para fazer esse dinheiro chegar. Quando as regras criam concorrência desleal entre o banco administrador e os agentes repassadores, ou quando os prazos são imprevisíveis demais para qualquer planejamento, o recurso público perde efetividade”, completa.
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01/07/2026
Cooperativismo quer mais eficiência nos fundos constitucionais
Recursos são apontados como estratégicos para ampliar investimentos e acelerar o desenvolvimento local
Garantir crédito acessível, previsibilidade e investimentos de longo prazo é um dos principais desafios para o desenvolvimento regional e para o fortalecimento da produção agropecuária brasileira. Em regiões onde o acesso ao financiamento ainda enfrenta barreiras estruturais, os fundos constitucionais desempenham papel estratégico para impulsionar a economia, estimular investimentos e ampliar oportunidades.
Diante disso, o cooperativismo defende a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de operação dos Fundos Constitucionais de Financiamento — como o FNO, FNE e FCO — para garantir mais eficiência no repasse dos recursos, ampliar o alcance do crédito e fortalecer o desenvolvimento econômico nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Nesse cenário, as cooperativas de crédito têm papel central. Presentes em municípios onde muitas vezes não há outras instituições financeiras, elas atuam diretamente no financiamento da produção, no apoio aos pequenos e médios produtores e na inclusão financeira de milhares de brasileiros. “Ampliar a participação das cooperativas na operacionalização dos fundos constitucionais é uma medida essencial para acelerar o acesso ao crédito e aumentar a efetividade das políticas públicas de desenvolvimento regional”, destaca Thiago Borba, coordenador do Ramo Crédito do Sistema OCB.
Atualmente, propostas em tramitação no Congresso Nacional buscam aprimorar as regras de repasse desses recursos. Entre elas estão projetos — PL 532/2015, PL 5.187/2019 e PL 912/2022 — que tratam do fortalecimento da participação dos agentes operadores, da previsibilidade nos repasses e da definição mais clara dos critérios de distribuição dos recursos pelos bancos administradores.
Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosO senador e integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Zequinha Marinho (PA), defende o fortalecimento dos fundos constitucionais como ferramenta estratégica. “Eles têm potencial para impulsionar a produção, estimular inovação e fortalecer o desenvolvimento regional. Quando conseguimos aproximar investimento, pesquisa e atividade produtiva, criamos condições para gerar mais eficiência, competitividade e oportunidades nas regiões que mais precisam desses recursos”, afirma.
As propostas também ampliam o conjunto de beneficiários aptos a acessar os recursos, incluindo instituições ligadas à pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico. “As cooperativas de crédito possuem forte presença regional e profundo conhecimento das realidades locais. Fortalecer sua participação na operacionalização dos fundos constitucionais significa ampliar o alcance das políticas públicas, acelerar investimentos e garantir que os recursos cheguem de maneira mais eficiente a quem produz e movimenta a economia”, acrescenta Thiago.
Ainda segundo o coordenador, o aperfeiçoamento das regras de repasse também é fundamental para reduzir entraves operacionais que hoje dificultam o acesso dos beneficiários finais aos recursos disponíveis. “É importante garantir previsibilidade, critérios claros de distribuição e participação efetiva dos agentes operadores na construção dos planos de aplicação. Quando o crédito chega com agilidade e segurança, o impacto aparece diretamente no desenvolvimento regional, na geração de renda e no fortalecimento das comunidades”, completa.
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Notícias representação
29/06/2026
Coops de crédito celebram papel na estabilidade e no desenvolvimento
DICC 2026 vai destacar contribuição do segmento para sociedades mais prósperas, inclusivas e resilientes
As cooperativas de crédito de todo o mundo já tem tema definido para celebrar a principal data do segmento. No dia 15 de outubro será comemorado o Dia Internacional das Cooperativas de Crédito (DICC) 2026, que neste ano chega à sua 78ª edição com o tema Cooperativas de Crédito: um símbolo da estabilidade em um mundo de oportunidades.
Celebrado desde 1948, o DICC reconhece a trajetória e a contribuição das cooperativas de crédito para o desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atuam. A data também é uma oportunidade para ampliar o conhecimento da sociedade sobre um modelo financeiro que alia solidez, proximidade e compromisso com as pessoas.
O tema escolhido para 2026 reforça o papel das cooperativas de crédito como símbolo de confiança e estabilidade em um mundo de oportunidades. Ao promover inclusão financeira e desenvolvimento sustentável, essas instituições geram oportunidades para milhões de cooperados e contribuem para o desenvolvimento das economias locaise das comunidades onde atuam.
Para marcar a data, o Sistema OCB, disponibiliza os materiais da Woccu e desdobra novas peças que podem ser utilizadas pelas Organizações Estaduais (OCEs) e pelas cooperativas de crédito em ações de divulgação e mobilização. O objetivo é fortalecer a identidade da campanha e ampliar o alcance das comemorações em todo o país.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destaca que o DICC é uma oportunidade de mostrar à sociedade como o cooperativismo financeiro contribui para transformar vidas e fortalecer a economia local. "As cooperativas de crédito demonstram diariamente que é possível conciliar solidez financeira, gestão responsável e compromisso com as pessoas. O Dia Internacional é um momento para dar visibilidade a esse modelo que gera oportunidades, promove inclusão e fortalece o desenvolvimento das comunidades onde está presente."
Além de celebrar a história do movimento, a campanha busca reforçar o impacto positivo das cooperativas de crédito na construção de economias mais resilientes e sustentáveis. Presente em milhares de municípios brasileiros, muitos deles atendidos exclusivamente por cooperativas financeiras, o segmento amplia o acesso ao crédito, incentiva o empreendedorismo, fortalece os negócios locais e contribui para reduzir desigualdades regionais.
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27/06/2026
Fundos regionais: cooperativas no centro do desenvolvimento
Acesso aos recursos fortalece produção, emprego e inclusão no interior do país
Levar desenvolvimento para regiões historicamente menos atendidas pelas políticas públicas passa, necessariamente, pelo fortalecimento das atividades produtivas locais. Nesse cenário, as cooperativas desempenham papel estratégico ao impulsionar geração de renda, inclusão econômica e acesso a serviços em municípios onde muitas vezes outros modelos empresariais não conseguem chegar. A aprovação do PLP 262/2019 e sua posterior sanção (Lei Complementar 231/2026) representa um marco para o cooperativismo brasileiro ao ampliar o acesso das cooperativas aos fundos regionais de desenvolvimento e fortalecer sua capacidade de investir em projetos que transformam realidades locais.
A proposta corrige uma distorção histórica na legislação ao assegurar expressamente que sociedades cooperativas possam Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados acessar os recursos dos Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Nordeste (FDNE) e do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a legislação utilizava apenas o termo “empresa” para definir os beneficiários desses recursos, o que acabava excluindo as cooperativas de importantes políticas públicas voltadas ao crescimento das localidades atendidas por esses fundos.
A medida representa um avanço significativo para o fortalecimento de modelos econômicos capazes de gerar impactos diretos nas comunidades locais como o cooperativismo. Presente em diferentes segmentos da economia, as cooperativas estão presentes em regiões interioranas, ampliam o acesso ao crédito, fortalecem cadeias produtivas e contribuem para a geração de emprego e renda, o que garante, consequentemente, mais prosperidade para a sociedade.
Na Câmara dos Deputados, a proposta contou com importante atuação da deputada Marussa Boldrin (GO), coordenadora de Tecnologia e Inovação no Campo da Frencoop, que relatou o projeto na Comissão de Finanças e Tributação (CFT). O parecer favorável apresentado pela parlamentar contribuiu para o avanço da matéria ao longo de sua tramitação.
“O cooperativismo não pede privilégio, pede oportunidade. Com a aprovação e sanção do PLP 262/2019, corrigimos uma distorção que limitava o acesso das cooperativas a instrumentos fundamentais de desenvolvimento. Tenho orgulho de ter sido relatora dessa proposta, que fortalece milhares de produtores, trabalhadores e famílias que acreditam na força da cooperação. Essa é uma vitória das cooperativas e de todos que trabalham para construir um Brasil mais forte e mais justo”, afirma Marussa.
Para as cooperativas, o acesso aos fundos representa uma oportunidade concreta de ampliar investimentos, fortalecer a competitividade e acelerar projetos que beneficiam diretamente seus cooperados e as comunidades onde atuam. Ao mesmo tempo, o setor segue defendendo o aperfeiçoamento dos mecanismos operacionais para garantir que os recursos cheguem de forma eficiente aos empreendimentos cooperativos.
Segundo Warlen Freitas, diretor administrativo e financeiro da Cooperativa Comigo, a inclusão das cooperativas entre os beneficiários dos fundos regionais representa um avanço importante para o país. “As cooperativas têm capacidade de transformar esses recursos em desenvolvimento local, geração de renda e crescimento sustentável. A anova legislação reconhece essa contribuição e cria condições para que o cooperativismo participe ainda mais ativamente da construção de uma economia forte e inclusiva”, destaca.
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12/06/2026
Sistema OCB prestigia lançamento do Anuário do Cooperativismo Mineiro
Evento apresentou os resultados econômicos e sociais do movimento em Minas Gerais
O Sistema OCB participou, nesta terça-feira (10), em Belo Horizonte (MG), do lançamento do Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026, promovido pelo Sistema Ocemg. Representando a presidente executiva da entidade, Tania Zanella, o coordenador do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Igor Vianna, acompanhou a divulgação dos principais indicadores econômicos e sociais do cooperativismo em Minas Gerais e os debates sobre tendências que impactam o futuro dos negócios cooperativos.
O encontro reuniu cerca de 350 participantes, entre conselheiros, dirigentes de cooperativas e lideranças do setor. A programação contou com análises econômicas, apresentações de cenários para o Brasil e o mundo, além de reflexões sobre inovação, crescimento e sustentabilidade das cooperativas. “Minas Gerais tem um cooperativismo forte e cada vez mais relevante para o desenvolvimento do estado. Os dados apresentados ajudam a dar visibilidade a essa contribuição e a orientar o crescimento do setor”, destacou Igor.
O principal destaque foi a divulgação dos dados do Anuário, que confirmam o protagonismo do cooperativismo na economia mineira. Em 2025, as 788 cooperativas do estado movimentaram R$ 184 bilhões, valor equivalente a 15,9% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais. O resultado representa crescimento de 16,6% em relação ao ano anterior, desempenho quase 12 vezes superior ao avanço real estimado para a economia mineira, de 1,4%.
Os números também mostram uma trajetória consistente de expansão. Nos últimos cinco anos, a movimentação econômica das cooperativas do estado praticamente dobrou, passando de R$ 93,5 bilhões, em 2021, para R$ 184 bilhões em 2025, crescimento acumulado de 97%.
O presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, destacou a contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais. Segundo ele, os resultados demonstram a capacidade do modelo cooperativista de gerar riqueza, fortalecer comunidades e promover inclusão.
Impacto social
Além da relevância econômica, o Anuário evidenciou o impacto social das cooperativas mineiras. Atualmente, cerca de 60% da população do estado tem sua vida diretamente influenciada pelo modelo econômico. Em 2025, o setor gerou 64,1 mil empregos, com crescimento de 4,6% em relação ao ano anterior e média de 231 novos postos de trabalho criados por mês.
Outro indicador de destaque é a remuneração dos trabalhadores. O salário médio pago pelas cooperativas mineiras chegou a R$ 4.059,97, valor 36% superior à média registrada pelo setor privado no estado. A presença feminina também segue avançando: as mulheres ocupam 54,9% dos postos de trabalho e já representam 21,7% das posições de liderança nas cooperativas mineiras.
Os dados setoriais apresentados durante o evento reforçam ainda a importância das cooperativas em atividades estratégicas para Minas Gerais. No agronegócio, o cooperativismo responde por 63,3% da produção de café do estado, ampliando significativamente sua participação em relação ao ano anterior. As cooperativas também mantêm presença expressiva nas cadeias do abacate, algodão, borracha natural e leite.
No ramo crédito, as cooperativas financeiras seguem ampliando seu alcance. Em 2025, conquistaram a confiança de 500 mil novos correntistas, alcançando 3,5 milhões de pessoas atendidas em Minas Gerais. Atualmente, as cooperativas são a única instituição financeira presente em 84 municípios mineiros, contribuindo para a inclusão financeira e o desenvolvimento local.
A área da saúde também apresentou resultados expressivos. Cerca de 3,9 milhões de pessoas contam com planos de saúde cooperativistas no estado. Somente no último ano, a rede assistencial ligada às cooperativas realizou 17,8 milhões de consultas e 82,9 milhões de exames, ampliando o acesso à assistência médica, especialmente em municípios do interior.
Além da apresentação do Anuário, a programação incluiu a palestra Cenários e tendências da economia – Brasil e mundo, conduzida pelo economista Gustavo Loyola, e o painel Radar do cooperativismo mineiro – uma análise além do anuário, com Maurício Schneider. O encerramento ficou por conta da palestra Crescimento disruptivo, ministrada por José Felipe Carneiro.
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29/05/2026
Cooperativismo de crédito ganha espaço em debate global da ACI
Sistema OCB participou de simpósio internacional sobre financiamento e desenvolvimento sustentável
Em um cenário marcado pelos debates sobre inclusão financeira, sustentabilidade e fortalecimento das economias locais, lideranças do cooperativismo mundial se reuniram, nos dias 28 e 29 de maio, no International Symposium on Cooperative Financial Institutions (Simpósio Internacional sobre Instituições Financeiras Cooperativas) para discutir como o modelo cooperativo pode contribuir para um sistema financeiro mais equilibrado, acessível e conectado às necessidades das comunidades. O Sistema OCB participou da programação com a presença do coordenador de Relações Internacionais, João Penna.
O presidente da ACI Américas, José Alves, integrou a sessão de abertura do simpósio e destacou a importância de posicionar o cooperativismo financeiro no centro das discussões globais sobre desenvolvimento. “Este simpósio é mais que um encontro de profissionais do setor financeiro cooperativo. É uma declaração política e institucional: a de que as finanças cooperativas pertencem ao centro do debate global sobre desenvolvimento, e não às suas margens”, declarou.
Segundo ele, o movimento cooperativo precisa ocupar espaços estratégicos de diálogo internacional com propostas concretas e experiências capazes de responder aos desafios enfrentados pelas comunidades. E ressaltou a relevância das cooperativas de crédito nas Américas. “Essas cooperativas já ocupam um papel relevante nos sistemas de crédito das Américas e seguem mostrando que é possível fazer finanças com propósito, proximidade e foco nas pessoas. Esse é um diferencial cada vez mais necessário no cenário global”.
Políticas públicas
Já João Penna participou da mesa redonda Promote: Policies that Advance Investment for Stronger Future, (Promoção de políticas públicas que impulsionam investimentos para um futuro mais forte) voltada à construção de políticas públicas capazes de ampliar investimentos responsáveis e fortalecer instituições financeiras com atuação comunitária.
Durante a discussão, ele apresentou a experiência brasileira e destacou a importância de ambientes regulatórios que reconheçam as especificidades do modelo cooperativo. “As instituições financeiras cooperativas possuem uma lógica diferente. Elas são construídas a partir das necessidades das pessoas e mantêm uma relação direta com o desenvolvimento das comunidades onde atuam. Quando existe um ambiente regulatório adequado, o impacto é visível”, afirmou.
Ao abordar o cenário brasileiro, o coordenador relembrou a trajetória de fortalecimento do cooperativismo de crédito no país, marcada por avanços importantes como a Lei do Cooperativismo de Crédito, aprovada em 2009 e a criação do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito, em 2014, além de medidas recentes ligadas à Reforma Tributária e à ampliação da atuação das cooperativas no setor de seguros.
Segundo ele, o reconhecimento jurídico e regulatório das cooperativas financeiras foi decisivo para ampliar o alcance do setor no Brasil. “Atualmente, as cooperativas de crédito atendem mais de 20 milhões de cooperados e seguem avançando em municípios onde muitas vezes não existe outra instituição financeira presente”.
Outro tema levado ao simpósio foi a contribuição do cooperativismo para o financiamento sustentável. João destacou a participação das cooperativas de crédito e bancos cooperativos nas operações de financiamento verde realizadas no país, especialmente voltadas ao agronegócio, pequenos negócios e desenvolvimento regional.
O evento
O simpósio, promovido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) em parceria com a Associação Internacional de Bancos Cooperativos (ICBA), busca fortalecer o posicionamento das Instituições Financeiras Cooperativas (CFIs) dentro das discussões globais sobre financiamento ao desenvolvimento. O encontro também integra a preparação para o Ano Internacional das Cooperativas da ONU, previsto para 2035, e está alinhado à Estratégia Global da ACI 2026–2030.
Ao longo da programação, os participantes discutiram temas como competitividade, acesso ao capital, inovação, transformação digital, inclusão financeira, governança cooperativa e políticas regulatórias.
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20/05/2026
Cooperativismo reforça papel no bem-estar financeiro do país
Em fórum promovido pelo Sicredi, Tania Zanella destacou a força do coletivo na transformação social
Nesta quarta-feira (20), o Sistema OCB esteve presente em debates sobre saúde financeira, inclusão e desenvolvimento sustentável no Fórum de Bem-Estar Financeiro, promovido pelo Sicredi, em São Paulo. A presidente executiva da entidade, Tania Zanella, participou do painel Além do dinheiro: o que influencia o bem-estar financeiro?, ao lado de especialistas do mercado financeiro, educação financeira e inovação.
O evento reuniu mais de 400 participantes de instituições como Banco Central, Febraban, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e representantes do ecossistema financeiro brasileiro para discutir os desafios e caminhos para a construção de uma sociedade financeiramente mais saudável.
Durante sua participação, Tania destacou que o cooperativismo vai além de um modelo econômico e tem como base a construção coletiva de soluções, com participação ativa das pessoas e foco no desenvolvimento das comunidades. “Bem-estar financeiro é mais que ter dinheiro. Significa acesso, informação, oportunidade e segurança para que as pessoas possam fazer escolhas melhores para a própria vida. O cooperativismo nasce exatamente para essa busca de soluções em conjunto, e isso faz diferença real no dia a dia das comunidades”, afirmou.
A presidente ressaltou que o debate sobre educação financeira ganhou mais espaço no Brasil nos últimos anos, especialmente diante do aumento do endividamento das famílias e das mudanças provocadas pela digitalização do sistema financeiro. “Durante muito tempo, falar sobre dinheiro era um assunto evitado dentro das famílias e até nas instituições. Hoje, ao contrário, existe uma busca muito maior por informação e compreensão sobre como lidar com as finanças. Isso exige que as organizações estejam mais próximas das pessoas e se comuniquem de forma mais clara e acessível”, acrescentou.
Sustentabilidade
Ela também reforçou a contribuição estrutural das cooperativas para a inclusão financeira no país. Segundo dados do AnuárioCoop 2025, apresentados durante o debate, o cooperativismo reúne cerca de 26 milhões de cooperados e está presente em mais de 3,5 mil municípios brasileiros. Em quase 500 cidades, as cooperativas de crédito representam a única opção de acesso a serviços financeiros. “O cooperativismo chega em lugares onde muitas vezes outras estruturas ainda não conseguiram chegar. Isso movimenta a economia local, fortalece pequenos negócios e cria relações financeiras mais próximas e sustentáveis para as pessoas”.
Ao abordar o papel das instituições na promoção do bem-estar financeiro, Tania defendeu que a contribuição vai além de ações educativas e passa também pela forma como as organizações se relacionam com seus públicos. “No cooperativismo, as pessoas participam das decisões, acompanham os resultados e entendem que fazem parte daquela construção. Essa proximidade cria confiança e ajuda a desenvolver uma relação mais consciente e equilibrada com a vida financeira”, completou. Para ela, iniciativas desenvolvidas pelo cooperativismo para ampliar o alcance da educação financeira e aproximar o tema da população, como a campanha Escolha o Coop, buscam mostrar de forma acessível os diferenciais do modelo cooperativista.
O painel contou ainda com a participação de César Gioda Bochi, diretor presidente do Sicredi; Dirlene Silva, fundadora e CEO da DS Estratégias de Educação & Inteligência Financeira; e Vivian Rodrigues, CO-Founder da Nossa – Escola para Planejadores Financeiros. A mediação ficou sob a responsabilidade da jornalista Christiane Pelajo. “O cooperativismo já pratica há décadas um modelo baseado em participação, equilíbrio e desenvolvimento coletivo. Discutir bem-estar financeiro é também discutir relações mais humanas, mais conscientes e mais sustentáveis para o futuro”, finalizou Tania.
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18/05/2026
Conhecer para Cooperar inicia etapa na França
Projeto aproxima cooperativismo brasileiro de referências internacionais do setor financeiro
O cooperativismo de crédito brasileiro iniciou, nesta segunda-feira (18), mais uma agenda voltada à troca de experiências internacionais. Com o início da etapa França do Projeto Conhecer para cooperar – Ramo Crédito, o Sistema OCB promove a aproximação entre lideranças e representantes do cooperativismo brasileiro e modelos reconhecidos pela força econômica, presença nas comunidades e atuação social. Esta etapa marca a sexta das sete fases previstas para o projeto, criado para ampliar o contato do cooperativismo brasileiro com experiências nacionais e internacionais de referência.
A programação começou em Paris, com a participação da delegação brasileira na conferência Agir pour l’Eau (Agir pela água), realizada a convite da Federação Nacional dos Bancos Populares da França (FNBP). O encontro reuniu representantes do sistema financeiro, especialistas e organizações ligadas ao desenvolvimento sustentável para discutir soluções voltadas à preservação da água, financiamento climático e desafios ambientais. Durante a conferência, os participantes puderam conhecer iniciativas francesas ligadas à sustentabilidade e à atuação das cooperativas financeiras no apoio a projetos com impacto social e ambiental.
Para a gerente geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, a missão é uma oportunidade de aprendizado e conexão com experiências consolidadas no cooperativismo mundial. “A França possui uma trajetória muito forte no cooperativismo financeiro, com modelos que combinam presença regional, compromisso com as comunidades e desenvolvimento econômico. Conhecer essas experiências de perto amplia nossa visão e contribui para o fortalecimento do cooperativismo de crédito no Brasil”, afirmou.
Agenda de debates
Ao longo da semana, a delegação seguirá com visitas e reuniões junto a entidades representativas e grupos cooperativos franceses. A agenda inclui debates sobre inovação, desenvolvimento regional, organização das cooperativas e relacionamento com órgãos reguladores.
A França abriga alguns dos mais tradicionais grupos cooperativos financeiros do mundo e é reconhecida pelo papel das cooperativas no fortalecimento das economias locais e na inclusão financeira da população. “O Projeto Conhecer para cooperar cria um ambiente muito rico de aprendizado e troca de experiências. Além de aproximar diferentes realidades, ele fortalece o olhar estratégico sobre temas que impactam diretamente o futuro do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC)”, destacou Clara.
Iniciado em 2024, o Conhecer para cooperar aproxima representantes do cooperativismo, reguladores e instituições públicas de experiências consideradas estratégicas para o fortalecimento do SNCC. Nas etapas já realizadas, a iniciativa promoveu debates sobre inovação, organização sistêmica, supervisão e modelos cooperativos consolidados em diferentes países.
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14/05/2026
Sistema OCB participa do 4º Congresso Abramilho
Tania Zanella defendeu o cooperativismo como aliado do crédito e do desenvolvimento regional
O Sistema OCB participou, nesta quarta-feira (13), do 4º Congresso Abramilho, em Brasília. O evento reuniu lideranças do agro, parlamentares, especialistas e representantes do setor produtivo para debater os desafios e as oportunidades da agricultura brasileira diante do cenário econômico e geopolítico global.
A presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella, participou da abertura oficial do congresso ao lado do vice preside da República, Geraldo Alckmin; do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao; do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion; do presidente da Aliança Internacional do Milho (Maizall), Manuel Ron; do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Júnior; do presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber; e do presidente da Abramilho, Paulo Bertolini.
Durante sua participação, Tania destacou a importância de fortalecer estratégias conjuntas para ampliar a competitividade do agro nacional, especialmente em um momento de grandes transformações econômicas e produtivas.
“Talvez nunca tenha sido tão necessário que o setor esteja alinhado para enfrentar os desafios que estão pela frente. O cooperativismo tem mostrado sua capacidade de apoiar o produtor rural, fortalecer comunidades e gerar desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Ela também ressaltou o papel das cooperativas como agentes fundamentais para garantir desenvolvimento econômico, acesso ao crédito, assistência técnica e fortalecimento da produção rural em todas as regiões do país.
Segundo Tania, o Sistema OCB tem trabalhado na construção de propostas estratégicas para apresentar aos futuros presidenciáveis, levando o cooperativismo como parte das soluções para o Brasil.
“Queremos apresentar o cooperativismo como oportunidade. Hoje, as cooperativas respondem por mais de 50% da safra de grãos brasileira e têm papel essencial para garantir estabilidade, assistência técnica e apoio aos produtores”, destacou.
A presidente executiva também reforçou a relevância das cooperativas financeiras para o agro brasileiro. Atualmente, o setor responde por uma parcela significativa do crédito rural ofertado no país, contribuindo diretamente para ampliar o acesso de pequenos e médios produtores ao financiamento da atividade produtiva.
“As cooperativas estão lá na ponta, em municípios onde muitas vezes outros agentes não querem estar. A característica do cooperativismo é caminhar ao lado do produtor, apoiar quem está no campo e fortalecer o desenvolvimento regional”, completou.
O 4º Congresso Abramilho teve como foco discussões sobre transformação da agricultura, segurança alimentar, sustentabilidade, armazenagem e os impactos das incertezas geopolíticas para o agro global.
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05/05/2026
Live debate fontes de financiamento para o coop agropecuário
Especialistas e lideranças apontaram soluções além do crédito rural tradicional
O Sistema OCB promoveu nesta segunda-feira (4), um debate direto sobre um dos principais gargalos do agro. A live Fontes de financiamento para o cooperativismo agropecuário reuniu lideranças do movimento, além de representantes do mercado e do poder público que discutiram caminhos para ampliar o acesso a recursos por parte das cooperativas do segmento.
Na abertura, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou o momento desafiador vivido pelo agro, marcado pelo aumento do endividamento e por políticas públicas que precisam acompanhar o ritmo de crescimento do setor. Para ela, o cenário exige uma atuação mais estratégica e a busca por instrumentos inovadores. “Precisamos olhar além do crédito rural tradicional. É fundamental avançar em alternativas que garantam sustentabilidade aos negócios e preparem o cooperativismo para o futuro”, afirmou.
Nesse movimento, Tania ressaltou que a aproximação com o mercado de capitais já está em curso. Iniciativas recentes do Sistema OCB, como o diálogo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e eventos realizados na B3, tem buscado justamente ampliar essa conexão com investidores e abrir novas possibilidades de financiamento.
A mesma linha foi reforçada pelo deputado federal Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Segundo ele, é importante separar os desafios imediatos, como os endividamentos, das mudanças estruturais que o financiamento do agro vem vivenciando.
Arnaldo lembrou que o país avançou na criação de instrumentos como CRA, CPR e, mais recentemente, os Fiagros, que ampliam a participação do capital privado no crédito rural. Ainda assim, segundo ele, ainda há um descompasso evidente: embora represente cerca de 30% do PIB, o agro tem presença limitada no mercado de capitais. “Aproximar esses dois mundos é fundamental para reduzir custos e ampliar o acesso a recursos”, declarou.
Ponte com o mercado
Na prática, esse movimento de aproximação e alinhamento, passa diretamente pelas cooperativas. O superintendente da CVM, Bruno de Freitas Gomes, destacou que elas cumprem papel estratégico ao conectar investidores aos produtores rurais, especialmente os de pequeno e médio porte, que dificilmente teriam acesso ao mercado de capitais de forma direta.
Ele também reforçou que, atualmente, já existem diferentes instrumentos disponíveis, como a CPR, o CDCA, as notas comerciais e operações estruturadas via CRA e Fiagro. “Este último, inclusive, vem ganhando espaço ao reunir ativos do agro em fundos de investimento, ampliando a capacidade de captação de recursos privados”, considerou.
Além disso, o superintendente lembrou que a CVM avança em novas frentes para facilitar esse acesso. “Entre elas está o uso de plataformas de investimento coletivo (crowdfunding), que devem permitir às cooperativas captarem recursos diretamente com investidores, dentro de limites regulatórios”, complementou.
Nova lógica de financiamento
Para o especialista Otaciano Neto, o setor vive uma mudança mais profunda. Segundo ele, o financiamento do agro deixou de depender majoritariamente de recursos públicos e passou, ao longo dos anos, a incorporar o capital privado.
Nesse novo cenário, instrumentos como Fiagro e CRA aproximam quem investe de quem produz, e cria uma relação mais direta com o risco e o desempenho da atividade agropecuária. “O financiamento deixou de ser uma solução única e passou a ser uma ‘colcha de retalhos’, com diferentes fontes que precisam ser combinadas”, resumiu.
Esse avanço, no entanto, traz, de acordo com Otaciano, um novo desafio: ampliar a base de investidores. “Hoje, o número de brasileiros que aplicam recursos no agro ainda é relativamente baixo, o que reforça a necessidade de melhorar a comunicação e fortalecer a confiança no setor”, disse.
Quando a teoria vira prática
A discussão também trouxe exemplos concretos dessa transformação. Um dos destaques foi o modelo desenvolvido no Paraná, que combina recursos públicos, privados e das próprias cooperativas para viabilizar investimentos no campo.
A estrutura, baseada em instrumentos como os FIDCs, permite alavancar recursos e financiar projetos em áreas como armazenagem, logística e expansão produtiva. Na prática, trata-se de um modelo de blended finance, que mistura diferentes fontes de capital para reduzir custos e ampliar o acesso ao crédito na ponta.
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05/05/2026
Prêmio ABDE-BID 2026 abre inscrições para pesquisas
Iniciativa reconhece estudos aplicados ao desenvolvimento e segue com inscrições até 31 de julho
Estão abertas as inscrições para o Prêmio ABDE-BID 2026, iniciativa que reconhece pesquisas acadêmicas voltadas ao desenvolvimento econômico e social do país. O prêmio é promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, e com apoio do Sistema OCB, desde 2017, na categoria cooperativismo de crédito.
Confira o cronograma:
Início das Inscrições – 01 de abril de 2026
• Fim das Inscrições – Prorrogadas para até 31 de julho de 2026
• Entrega os trabalhos à Comissão Julgadora – 01 de agosto de 2026
• Divulgação dos Vencedores – 06 de novembro de 2026
• Entrega da Premiação – Dezembro de 2026
Podem ser inscritos artigos científicos inéditos, com abordagem aplicada, que contribuam para o aprimoramento de políticas, práticas e instrumentos de financiamento ao desenvolvimento, especialmente no contexto das cooperativas de crédito.
Como parte do encerramento do ciclo 2025, foi realizado na última semana, um webinar que apresentou os artigos vencedores da Categoria 3, voltada ao tema Desenvolvimento e Cooperativismo de Crédito. A gerente geral da OCB, Clara Maffia, participou da abertura do encontro e destacou a relevância da conexão entre academia e setor produtivo. “É essa articulação que permite transformar boas ideias em soluções concretas para o país, especialmente quando falamos de desenvolvimento”.
Durante o evento, Clara também ressaltou que os estudos premiados dialogam diretamente com desafios atuais do cooperativismo. O trabalho vencedor, assinado por Aline Cristina da Cruz e Vilmar Rodrigues Moreira, aborda a necessidade de avançar na mensuração do desempenho social das cooperativas de crédito. Já o segundo colocado, desenvolvido por Arthur Frederico Lerner e Leonardo Flach, analisa a relação entre diversidade de gênero, tempo de mandato e desempenho das organizações. “São estudos que nos ajudam a ir além das percepções, trazendo evidências que qualificam o debate e orientam decisões mais estratégicas para o futuro do cooperativismo”, destacou.
Ao comentar a abertura das inscrições para a nova edição, Clara reforçou o papel estratégico da iniciativa. “O prêmio é uma ponte entre quem produz conhecimento e quem está na prática do cooperativismo. Para a próxima edição, esperamos ampliar ainda mais a participação de pesquisadores com propostas que tragam soluções aplicáveis e contribuam para a evolução do nosso modelo”.
As inscrições podem ser realizadas através do formulário online.
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29/04/2026
Sistema OCB participa de oficina Plano Safra promovida pelo MDA
Encontro reuniu governo e sociedade para construir diretrizes voltadas à agricultura familiar
O Sistema OCB participou, nesta segunda-feira e terça-feira (27 e 28), da Oficina Plano Safra Participativo 2026/2027, realizada em Brasília (DF). O encontro, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), integra as etapas de construção do Plano Safra, com foco especial no público atendido pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
A iniciativa foi conduzida pela Assessoria de Participação Social e Diversidade do MDA e reuniu representantes do governo federal e da sociedade civil, com ênfase em movimentos sociais ligados à agricultura familiar. A proposta foi criar um ambiente estruturado de diálogo, escuta ativa e construção coletiva das políticas públicas que vão orientar o crédito e os instrumentos de apoio ao setor no próximo ciclo.
A oficina buscou, ainda, consolidar contribuições do Grupo de Trabalho (GT) do Plano Safra, que já vinha se reunindo ao longo das últimas semanas. Na sexta-feira (24) foi promovida uma reunião virtual preparatória para alinhar encaminhamentos e mobilizar os participantes.
“O Plano Safra é um dos principais instrumentos de política agrícola do país e precisa refletir a diversidade e as necessidades reais do campo. O cooperativismo tem um papel fundamental nesse diálogo, especialmente por sua capilaridade e pela capacidade de organizar e dar escala à produção dos agricultores familiares”, destacou o gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto.
Ele também ressaltou a importância de garantir previsibilidade e acesso ao crédito para os produtores. “Quando participamos de espaços como esse, contribuímos para que as políticas sejam mais eficientes e alinhadas à realidade dos cooperados. Isso impacta diretamente a capacidade de investimento, a geração de renda e o desenvolvimento sustentável no meio rural.”
Durante o encerramento dos trabalhos, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, estave presente.
Atuação contínua
Entre as prioridades defendidas pelo cooperativismo para o Plano Safra estão a ampliação dos limites de contratação por produtor, o aumento do volume de recursos disponíveis, a manutenção da atual arquitetura do crédito rural e a redução das taxas de juros.
Outro ponto de atenção nas discussões tem sido a sustentabilidade dos instrumentos de gestão de risco, como o Seguro Rural, o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR) e o Proagro.
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