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Ação incentiva consumidores e cooperativas a fortalecerem a escolha por produtos com o carimbo SomosCoop
O cooperativismo brasileiro inicia 2026 com uma das maiores mobilizações de comunicação já feitas pelo Sistema OCB. No dia 23 de março, será lançada oficialmente a campanha Escolha o Coop, nova etapa do movimento SomosCoop, que traz uma proposta inédita: transformar o ato de consumir em uma escolha consciente, capaz de gerar impacto social, econômico e comunitário.
Construída a partir de pesquisas e da evolução das campanhas anteriores, a iniciativa tem uma mensagem simples, direta e
orientada ao público, mas também estratégica para o fortalecimento das cooperativas. Ao estimular consumidores a buscar, reconhecer e escolher produtos e serviços cooperativos, a campanha amplia a presença do carimbo SomosCoop no mercado e engaja as cooperativas a aplicarem essa identificação em seus produtos e serviços. O objetivo é reforçar o pertencimento ao movimento e a visibilidade do modelo cooperativista no dia a dia das pessoas.
Para dar força à campanha, o Sistema OCB escolheu um dos rostos mais confiáveis e reconhecidos do país: Ana Maria Braga. A apresentadora será protagonista dos conteúdos digitais, para levar o Escolha o Coop de forma clara e acolhedora, características que consolidaram sua credibilidade ao longo de mais de duas décadas.
A campanha também contará com influenciadores digitais. Nath Finanças, especialista em educação financeira, será responsável por orientar o público sobre como tomar decisões financeiras mais conscientes utilizando os produtos das cooperativas de crédito. Já o humorista Ed Gama dará vida a um personagem lúdico e simpático: o carimbo SomosCoop. Por meio de conteúdos divertidos e interativos, Ed ajudará a aproximar o público da identidade visual do movimento.
“Com a campanha Escolha o Coop, queremos reforçar que consumir de cooperativas é uma decisão que transforma realidades. Quando o público reconhece o carimbo SomosCoop, ele entende que por trás daquele produto existe uma rede de trabalho, confiança e impacto positivo”, afirma Samara Araujo, gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB.
A campanha Escolha o Coop chega para abrir espaço para uma nova conversa com a sociedade. Em 2026, o cooperativismo quer estar onde as decisões acontecem: no carrinho de compras, no planejamento financeiro, na mesa da família e no consumo diário do brasileiro. Uma convocação para que cada pessoa faça uma escolha que transforma realidades: escolher o coop.
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PL 3162/2024 foi aprovado na CFT e amplia formatos de prêmios, incluindo cotas em cooperativas
A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3.162/2024, que permite a premiação em forma de quota parte em sociedade cooperativa. A proposta altera a Lei 5.768, de 1971, que trata da
distribuição gratuita de prêmios e adequa o texto à realidade do sistema financeiro atual. O projeto é de autoria do deputado Sérgio Souza (PR), membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que liderou as negociações para aprovação da proposta na Comissão. O PL foi relatado pelo deputado Josenildo (AP) e recebeu parecer favorável na CFT, com emendas construídas juntamente com o Sistema OCB e os sistemas cooperativos de crédito. A modernização da lei busca acompanhar a evolução do mercado e dar mais liberdade para que instituições financeiras inovem na relação com seus clientes e associados.
“A legislação de promoções comerciais ficou parada no tempo. Esse projeto atualiza as regras, amplia as opções de premiação e valoriza modelos como o cooperativismo, que estimulam a participação, a educação financeira e o desenvolvimento econômico”, destacou Sérgio Souza.
Para o cooperativismo de crédito, o avanço do PL 3.162/2024 representa um reconhecimento importante. A possibilidade de oferecer cotas partes como premiação reforça a natureza associativa das cooperativas, estimula a educação financeira e aproxima ainda mais os cooperados do modelo de negócio, baseado na participação e no fortalecimento coletivo.
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PLP 262/2019 avança na Câmara e inclui cooperativas entre beneficiárias do FDNE, FDA e FDCO
A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 262/2019, que amplia o acesso das cooperativas a importantes instrumentos de financiamento do
desenvolvimento regional. O texto permite que cooperativas passem a ser beneficiárias dos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), da Amazônia (FDA) e do Centro-Oeste (FDCO).
De autoria do senador Flávio Arns (PR), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto altera dispositivos de medidas provisórias editadas em 2001 e da Lei Complementar 129/2009, que trata da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). Na prática, a proposta corrige uma lacuna histórica ao citar de forma expressa as cooperativas como agentes aptos a acessar políticas públicas de fomento voltadas à redução das desigualdades regionais.
Relatora da matéria na comissão, a deputada , Marussa Boldrin (GO), integrante da diretoria da Frencoop, destacou que a inclusão das cooperativas fortalece o alcance dos fundos e amplia o impacto social e econômico dos investimentos. O parecer foi aprovado sem alterações. “As cooperativas estão presentes onde muitas vezes o Estado e o mercado tradicional não chegam. Ao permitir o acesso aos fundos, estamos fortalecendo um modelo econômico que gera oportunidades, fixa pessoas no território e promove desenvolvimento com inclusão”, afirmou.
Com a aprovação do PLP 262, cooperativas de diferentes ramos — como agropecuário e infraestrutura — poderão apresentar projetos e acessar financiamentos em condições mais adequadas à sua natureza econômica e social. Isso significa mais investimentos, geração de renda local, fortalecimento da produção regional e estímulo à economia dos territórios onde as cooperativas atuam.
Para o Sistema OCB, a medida representa um avanço importante no reconhecimento do cooperativismo como instrumento de desenvolvimento econômico. “Ao permitir o acesso direto aos fundos, o projeto contribui para dar escala a iniciativas coletivas que já demonstram capacidade de promover desenvolvimento com inclusão, governança e compromisso com as comunidades locais”, destaca o presidente do Conselho de Administração da entidade, Márcio Lopes de Freitas.
Próximos passos
Com a aprovação na Comissão de Finanças e Tributação, o PLP 262/2019 segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Após a aprovação nessa etapa, o texto estará apto a seguir para o Plenário da Câmara.
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Inovação, sustentabilidade e governança foram temas de debate em Macapá, no Amapá
Entre os dias 8 e 11 de dezembro, o Instituto Federal do Amapá (IFAP), em Macapá (AP), sediou o XXI Seminário Nacional de Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral e o XVIII Encontro do Comitê Temático RedeAPLmineral. Os eventos contaram com a participação do Sistema OCB e reuniram representantes do poder público, universidades, centros de pesquisa, governanças locais, gestores e técnicos de APLs, além de entidades públicas e privadas ligadas ao setor mineral.
Coordenado pela Secretaria de Empreendedorismo e Inovação (Semi) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com apoio do Grupo de Trabalho Permanente de APLs (GTP APL), o seminário teve como foco o fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais de base mineral, a troca de experiências entre os territórios e o aprimoramento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico do setor.
Cooperativismo na agenda da inovação e da sustentabilidade ![Cooperativismo mineral ganha protagonismo em seminário nacional]()
O Sistema OCB participou, no dia 9 de dezembro, do painel Fomento à inovação, sustentabilidade e inclusão social para o desenvolvimento dos APL de Base Mineral na Agenda 2030. O debate reuniu representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do MCTI, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e da Universidade Federal do Ceará (UFC).
A analista de Relações Institucionais do Sistema OCB, Letícia Monteiro, destacou como a entidade tem atuado para ampliar o acesso das cooperativas minerais às fontes de fomento à inovação, além de reforçar a importância da interlocução com o poder público para a construção de instrumentos específicos voltados ao fortalecimento dessas organizações. Ela também ressaltou que políticas públicas bem estruturadas são fundamentais para garantir segurança jurídica, sustentabilidade e inclusão social no setor mineral cooperativista.
No mesmo dia, Letícia foi moderadora do painel Gestão, Governança e Cultura Cooperativista na Mineração: Caminhos para o Fortalecimento dos APLs de Base Mineral e do Desenvolvimento Sustentável. A mesa contou com a participação do professor Alan Ferreira de Freitas, cooperativista e consultor com atuação em projetos socioambientais; de Chico Nogueira,
presidente do Sindicato da Indústria da Mineração, Petróleo e Gás do Amapá (Sindminas/AP) e fundador da federação das cooperativas de mineração e garimpeiras do estado; e de Clemente Alves de Souza, presidente da Cooperativa dos Trabalhadores de Minério e Agricultura de Equador e do Seridó (RN).
O painel abordou os principais desafios enfrentados pelas cooperativas minerais, os avanços conquistados por meio de parcerias com a mineração industrial e a importância do diálogo com governos locais. Na moderação, Letícia enfatizou o cooperativismo como instrumento estratégico para a formalização da atividade garimpeira, com impactos positivos diretos na gestão, na sustentabilidade ambiental e no desenvolvimento regional.
Experiência prática e visita técnica
A programação do evento também incluiu uma visita técnica à Cooperativa Garimpeiros do Vale Vila Nova (Coopgavin), que atua na extração de ouro na região. A atividade permitiu aos participantes conhecer, na prática, a realidade de uma cooperativa mineral, suas formas de organização, desafios operacionais e estratégias para atuar de maneira mais estruturada e responsável.
Lançamento de livro em parceria com a UFV
No dia 10 de dezembro, o seminário foi marcado pelo lançamento do livro Cooperativismo no Garimpo de Ouro no Brasil, fruto de uma parceria entre o Sistema OCB e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). A obra analisa de forma crítica e aprofundada o cooperativismo no contexto do garimpo de ouro, além de reconhecer historicamente e constitucionalmente as cooperativas como instrumentos de organização econômica, inclusão social e desenvolvimento comunitário.
Com artigos inéditos e textos de referência, o livro apresenta diferentes perspectivas — jurídica, institucional, territorial, econômica e socioambiental — sobre os limites, contradições e potencialidades do cooperativismo mineral.
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Aplicação reforça maturidade, aponta melhorias e fortalece parceria com o Sistema OCB/CE
A Coopego, Cooperativa de Ginecologistas e Obstetras do Ceará, deu um passo importante na consolidação de uma cultura interna voltada à inovação. Nesta quinta-feira (11), a cooperativa participou da aplicação do Diagnóstico de Nível de Maturidade em Sistema de Gestão da Inovação, ferramenta desenvolvida pelo Sistema OCB para apoiar cooperativas na
compreensão do seu estágio atual e na definição de caminhos estratégicos para evoluir de forma estruturada.
O instrumento, que já é adotado por cooperativas de diferentes ramos, permite avaliar o nível de maturidade em inovação, identificar oportunidades de melhoria e visualizar iniciativas que podem fortalecer processos internos. A atividade contribuiu para ampliar a compreensão da Coopego sobre sua própria jornada de inovação.
Segundo engenheiro doutor e consultor sênior que apoia o Sistema OCB no tema Gestão da Inovação, Hélio Gomes de Carvalho, o diagnóstico cumpre um papel que vai além da análise técnica. “Ele serve para uma reflexão sobre as iniciativas que podem ser implementadas. E isso contribui para a cooperativa estabelecer o seu plano de inovação como uma jornada ao longo da qual ela agrega mais e mais atividades para aumentar sua competitividade ao longo do tempo”, explicou.
O gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa, também destacou a importância do processo. “Entender a maturidade no sistema de gestão da inovação é um ponto de partida estratégico para qualquer cooperativa que deseja crescer de forma estruturada. A Coopego demonstrou grande disposição para avançar de maneira contínua e coletiva, fortalecendo sua capacidade de inovar e construir um caminho mais consistente, moderno e sustentável.”
Parceria
A aplicação contou novamente com a parceria do Sistema OCB/CE, que tem sido um aliado estratégica para ampliar o acesso das cooperativas do estado às iniciativas de inovação promovidas pelo Sistema OCB. A atuação conjunta reforça o compromisso em apoiar o desenvolvimento do cooperativismo cearense com soluções alinhadas às necessidades regionais.
O diagnóstico integra o conjunto de ferramentas do InovaCoop. Para se ter uma dimensão da relevância do tema, 87% das cooperativas respondentes da Pesquisa de Inovação no Cooperativismo Brasileiro 2024 afirmaram que inovar é importante. O levantamento também reforçou que avançar de maneira estruturada é fundamental para fortalecer a gestão, aprimorar processos e gerar resultados consistentes.
Cooperativas interessadas em realizar o diagnóstico podem acessar o site do InovaCoop e preencher o formulário.
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Reconhecimento destaca trabalho integrado no Instituto e marca novo capítulo na liderança cooperativista no país
A presidente executiva da OCB, Tania Zanella, recebeu nesta quarta-feira (10), na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (CAPADR), o Prêmio Mérito Agropecuário Deputado Homero Pereira, em nome do Instituto Pensar Agro (IPA), entidade que hoje representa 59 entidades de todas as cadeias do setor produtivo. A homenagem da comissão também contemplou a Aurora Coop e a Cooperativa Lar, duas das maiores cooperativas do país.
A edição 2025 do prêmio reuniu parlamentares, lideranças do setor produtivo e representantes de cooperativas. Criado em 2014, o prêmio reconhece personalidades e instituições que se destacam na defesa do agro brasileiro. O presidente da comissão, deputado Rodolfo Nogueira (MS), afirmou que a homenagem “imortaliza a contribuição de Homero Pereira, cuja trajetória marcou o desenvolvimento da agricultura nacional”.
Ao receber o prêmio, Tania enfatizou o caráter coletivo do trabalho do IPA. “Esse prêmio não é sobre o meu trabalho individual, mas sobre o trabalho das 59 entidades que compõem o Instituto Pensar Agro. Recebo essa distinção com alegria e responsabilidade”, afirmou.
Ela também destacou o papel do IPA como espaço de diálogo estruturado entre produtores, cooperativas e indústria. “O IPA é uma construção coletiva. Aliamos técnica, diálogo e consenso para apoiar com qualidade o trabalho da FPA”, complementou.
Reconhecimento parlamentar
Durante a solenidade, diversos parlamentares ressaltaram a relevância da atuação de Tania para o agro e para o cooperativismo brasileiro. O deputado Pedro Lupion (PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), afirmou que a presidente do IPA “demonstra diariamente capacidade, competência e habilidade de diálogo”.
Ainda segundo ele, a eleição de Tania para a presidência executiva do Sistema OCB “engrandece o cooperativismo brasileiro”. Lupion também destacou a presença de grandes lideranças do agro no evento, como o presidente da Cooperativa Lar, Irineo da Costa Rodrigues, e reforçou a relevância das cooperativas na economia nacional.
O diretor da Frencoop, deputado Evair de Melo (ES), afirmou que o reconhecimento é ‘mais do que merecido’. “Todas as conquistas das cooperativas e do agro passaram pela atuação dedicada e técnica do Sistema OCB e da equipe liderada por Tania”.
Já o deputado Domingos Sávio (MG), membro da Frencoop e cooperativista de longa trajetória, reforçou a importância da nova missão assumida por Tania no Sistema OCB. “Quero me unir aos colegas para cumprimentar Tania, que já realiza um trabalho brilhante no IPA e agora amplia sua missão na OCB. Como cooperativista, tenho muito orgulho do nosso sistema. Fundei cooperativas, presidi outras, e acompanho de perto o trabalho do sistema. Portanto, contem conosco.”
Parceria técnica e política com a FPA
Tania também destacou que o alinhamento entre técnica e articulação política tem sido determinante para avanços recentes no setor. “A FPA tem feito um trabalho brilhante, e o alinhamento entre técnica e articulação tem trazido conquistas importantes para o agro brasileiro”. Ela mencionou ainda o esforço de profissionalização do IPA em 2025, com foco em sustentabilidade institucional e qualificação da equipe.
Cooperativismo como vetor de desenvolvimento
Ao receber o prêmio em nome da Aurora Coop, Tania reforçou o papel das cooperativas no desenvolvimento regional e na inclusão produtiva. “A Aurora reúne mais de 100 mil famílias. Isso é cooperativismo: fortalecer comunidades, gerar renda e transformar realidades”. Ela lembrou que 72% das cooperativas agropecuárias brasileiras são formadas por agricultores familiares, evidenciando a forte base social do setor.
Sistema OCB
A homenagem ocorreu um dia após a aprovação do novo Estatuto Social da OCB, que instituiu um modelo dual de governança, separando funções estratégicas e executivas. Pelo novo modelo, Márcio Lopes de Freitas assumiu a Presidência do Conselho de Administração, enquanto Tania Zanella passou a ocupar a Presidência Executiva, tornando-se a primeira mulher a comandar a entidade — marco considerado histórico para o cooperativismo brasileiro.
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Projeto que protege beneficiários de programas sociais tem repercussão positiva para o setor produtivo
O Senado Federal concluiu, nesta terça-feira (09), em regime de urgência, a análise do PL 715/2023, conhecido como PL dos Safristas, proposta que garante segurança a trabalhadores rurais contratados em períodos sazonais. Com a construção de um texto consensual entre governo e parlamentares, o projeto retorna à Câmara dos Deputados, onde teve origem em razão de emenda aprovada em Plenário. O texto assegura que os recursos obtidos exclusivamente em contratos de safra não serão considerados no cálculo da renda familiar para fins de manutenção de benefícios sociais como o Bolsa Família. Na prática, o trabalhador poderá aceitar oportunidades temporárias sem risco de perder o acesso a programas sociais dos quais já é beneficiário.
O relator senador Jaime Bagattoli (RO), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), ressaltou que a
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado conclusão da análise no Senado representa um passo decisivo para corrigir uma insegurança que afeta trabalhadores e atividades produtivas em todo o país. O projeto, de autoria do deputado Zé Vitor (MG) e parte da Agenda Institucional do Cooperativismo, tem como objetivo principal garantir segurança jurídica ao tema e reforçar a política de inclusão produtiva. A emenda acolhida no acordo, contribui diretamente para esse avanço.
Emenda
Durante a votação em Plenário, o relator acatou emenda do senador Mecias de Jesus (RR) que determina que, enquanto o eSocial não disponibilizar um campo específico para o registro, a norma terá eficácia imediata. Nesse período, não será obrigatório informar no sistema os dados do contrato de safra relativos a beneficiários de benefícios sociais. Assim, mesmo sem um ato específico do Poder Executivo, a aplicação do benefício não ficará condicionada a uma formalidade administrativa, garantindo a celeridade e a prioridade que o tema requer.
Repercussão
A aprovação no Senado foi bem recebida pelo setor produtivo, especialmente no meio rural, onde a contratação de mão de obra sazonal é essencial para o ciclo de colheita. A medida é considerada positiva porque reduz entraves à oferta de trabalho temporário, gera estabilidade para o trabalhador e contribui para a eficiência das operações agropecuárias e cooperativas.
Ao reconhecer o avanço, o ministro Wellington Dias afirmou que o texto aprovado no Senado está alinhado à estratégia do governo de incentivar a formalização e proteger famílias vulneráveis. Segundo ele, a regulamentação trará previsibilidade e segurança tanto para os beneficiários do Bolsa Família quanto para empregadores que dependem da contratação de safristas.
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Cerimônia em Brasília entregou troféus ouro, prata e bronze e celebrou avanços do movimento
Edição deste ano reúne 133 cooperativas de 17 estados. Cerimônia será na terça-feira, dia 9/12
A espera está chegando ao fim! Na próxima terça-feira, 9 de dezembro, o Sistema OCB realiza a cerimônia de entrega do Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão 2025, que chega à sétima edição com números inéditos e maior representatividade. Ao todo, 366 cooperativas se inscreveram neste ciclo, um crescimento de 18% em relação a 2023, quando o prêmio recebeu 310 inscrições.
O ramo Crédito liderou o ranking de inscrições, com 186 cooperativas, seguido por Saúde (102), Agro (41), Trabalho (17), Transporte (10), Infraestrutura (6) e Consumo (4). A presença de todos os ramos reforça a diversidade do cooperativismo brasileiro e o avanço na adoção de práticas de gestão.
A participação avançou pelo país. Cooperativas de 23 estados, o equivalente a 85% do território nacional, estiveram na disputa deste ano. Entre todas as inscritas, 127 cooperativas estão participando pela primeira vez.
O ciclo 2025 também registrou um aumento expressivo no número de cooperativas sendo avaliadas. Cento e cinquenta cooperativas foram selecionadas para as visitas presenciais, volume 50% maior do que o de 2023 (100 visitas). Somadas, essas avaliações exigiram 9.204 horas de trabalho técnico.
No total, 133 cooperativas serão reconhecidas na cerimônia. Sessenta e cinco delas receberão premiação pela primeira vez. A distribuição dos prêmios e selos reflete o desempenho no processo de avaliação: 58 cooperativas conquistaram Ouro, 37 receberão Prata, 38 Bronze e outras 51 serão agraciadas com o Selo de Reconhecimento.
A cerimônia, que acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), reunirá lideranças cooperativistas, autoridades e representantes das cooperativas que serão premiadas. Além de premiar resultados, o evento reafirma o compromisso do Sistema OCB e das cooperativas com a excelência em gestão e com o fortalecimento contínuo do movimento em todo o país.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o prêmio cumpre um papel central no incentivo à melhoria contínua. “Cada cooperativa reconhecida representa uma história de dedicação, inovação e impacto real na vida das pessoas. O Prêmio SomosCoop é a confirmação de que investir em gestão é ampliar o poder transformador do cooperativismo”, ressalta.
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Evento reconheceu comunicadores por contribuírem com a valorização da cafeicultura brasileira
A Casa do Cooperativismo brasileiro abriu as portas nesta quarta-feira (4), em Brasília, para a cerimônia do Prêmio Café
Brasil de Jornalismo, iniciativa do Conselho Nacional do Café (CNC) que reconhece trabalhos sobre a qualidade e a sustentabilidade da produção da bebida no país. Voltada a jornalistas, comunicadores e influenciadores digitais, a premiação contemplou as categorias Internet e Influenciadores, Rádio, TV e Mídia Impressa (jornal e revista).
O tema central desta edição reforçou a importância da cafeicultura sustentável em seus pilares social, ambiental e econômico, além do papel decisivo das cooperativas em toda a cadeia produtiva, do cultivo à comercialização. Ao dar boas-vindas aos participantes, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, lembrou que “50% do café produzido no Brasil tem origem no modelo cooperativista.
Segundo ele, os dados evidenciam a força e a evolução do setor. “A ideia do prêmio é reconhecer quem comunica com qualidade a realidade do nosso agro e do cooperativismo. Vivemos um cenário de transformação constante nos modelos de comunicação, e valorizar quem traduz esse universo para a sociedade é essencial”, afirmou.
O presidente do CNC, Silas Brasileiro, destacou o papel das cooperativas de crédito no atendimento ao produtor. “O
cooperado recebe tratamento diferenciado, sente segurança para negociar e encontra condições mais vantajosas. Isso tem impacto direto na renda e na competitividade da cafeicultura”, disse.
A chefe da Divisão de Política Agrícola do Ministério das Relações Exteriores, Grace Tanno, lembrou a importância da interlocução entre setor produtivo e a diplomacia. “Defender o Brasil no exterior exige conhecimento profundo da realidade do campo. O país é muito questionado em temas como sustentabilidade e questões trabalhistas e, por isso, o diálogo com o setor privado é indispensável”, defendeu.
Já o deputado federal Evair de Melo (ES), membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e referência na defesa do setor, falou sobre a relação entre prosperidade no campo e comunicação qualificada. Ele ressaltou o papel da imprensa na aproximação entre produtores, consumidores e formuladores de políticas públicas. “Não há jornalista que não seja movido a muito café”, disse, em tom descontraído. “E é esse diálogo que sustenta a liberdade econômica, a valorização do trabalho e a prosperidade das famílias.”
Também presente à cerimônia, o ex-senador, ex-ministro e ex-governador de Minas Gerais, Arlindo Porto, lembrou conquistas estruturantes para o setor, como o reconhecimento internacional da área livre de febre aftosa sem vacinação e a criação do Pronaf, políticas que moldaram o desenvolvimento rural nas últimas décadas. Em seu relato, destacou ainda sua ligação histórica com a cafeicultura e a importância de programas municipais e regionais de incentivo ao plantio.
O presidente do Sicoob, Miguel Oliveira, por sua vez, representou o cooperativismo de crédito e apresentou dados que reforçam a relevância da instituição no apoio ao setor. Hoje, o sistema conta com 9,3 milhões de cooperados, 323 cooperativas singulares e mais de 4,6 mil agências em todo o país. Segundo ele, o Sicoob é a única instituição financeira presente em 415 municípios brasileiros. “Isso é inclusão financeira”, afirmou. Somente na safra 2024/2025, R$ 55 bilhões foram disponibilizados aos cooperados, sendo o café responsável por 15% desse volume.
Homenagens especiais
A cerimônia também reconheceu lideranças que têm contribuído para o desenvolvimento da cafeicultura e para o fortalecimento do cooperativismo:
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Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB, recebeu o Prêmio de Reconhecimento e Gratidão pelo apoio histórico ao setor e pela contribuição para o avanço do cooperativismo agropecuário;
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Arlindo Porto, ex-senador e ex-ministro, foi agraciado com o Mérito Especial do Café, em reconhecimento à sua atuação política e contribuição histórica à cafeicultura e ao cooperativismo;
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Miguel Oliveira, presidente do Sicoob, recebeu o Mérito Especial do Café por sua liderança no crédito rural cooperativo e pelo papel do sistema na promoção do desenvolvimento sustentável;
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Grace Tanno, chefe da Divisão de Política Agrícola do MRE, foi homenageada pelo trabalho diplomático na defesa da imagem do agro brasileiro e pelo estreitamento do diálogo entre o Itamaraty e o setor produtivo.
Premiações por categoria
Internet:
1º lugar – Nova Identidade dos Cafés do Brasil une tradição e inovação, Mônica Rossi (Agro Estadão).
2º lugar – Mapa dos Saberes: O Café que Conta Histórias, Sabrina Nascimento (Agro Estadão).
3º lugar – 200 anos, café busca superar danos ambientais, Ricardo Westin (Agência Senado).
Mídia Impressa:
1º lugar – Regenerar é semear o amanhã, Júlio Uber (Revista Negócio Rural).
2º lugar – O grão que une o país, Bruno Faustino (Revista Negócio Rural).
3º lugar – Como a união entre pesquisa e tradição moldou a cultura do café no Brasil, Isadora Camargo (Globo Rural).
Rádio:
1º lugar – Série Café: Grão de Ouro do Brasil, Fabiano Silveira Frade (Rádio Itatiaia).
2º lugar – Protagonismo feminino na cafeicultura dos Robustas Amazônicos, Andreia Nove (Agência de Notícias do Acre).
3º lugar – Terra do Café – episódio 81, Poliana Dias (Difusora FM).
TV:
1º lugar – Reportagem sobre a pureza do café brasileiro, Virgínia Alves (Globo EPTV).
2º lugar – Série especial do Jornal da Record, reportagem de Giovana Rizzardo, produção de Thaís de Carvalho Travassos.
3º lugar – Negócios com Cerrado em Pé, Flávia Peixoto (Caminhos da Reportagem).
Saiba Mais:
Obra e exposição de fotos apresentam relatos de brasileiros que encontraram um novo futuro
Sistema OCB reforça incentivo à produção científica em categoria dedicada ao crédito cooperativo
A entrega dos prêmios ABDE Jornalismo e ABDE-BID, na noite desta terça (2), destacou o papel da pesquisa aplicada como motor para o desenvolvimento do país. A premiação, realizada anualmente, reconhece trabalhos que ampliam o entendimento sobre os desafios econômicos, sociais e institucionais do Brasil.
Em sua 11ª edição, o Prêmio ABDE-BID foi dividido em três categorias temáticas: Financiamento ao Desenvolvimento Sustentável, Inclusivo e Inovativo; Bioeconomia: desenvolvimento produtivo e impacto socioambiental positivo; e Sistema OCB: desenvolvimento e cooperativismo de crédito. Nesta última, apoiada diretamente pela entidade, 15 artigos foram inscritos e 9 avançaram para a disputa final que premiou os dois melhores: 
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1º lugar – Indicadores de desempenho social em cooperativas de crédito
Autora: Aline Cristina da Cruz (PUC-PR)
Coautor: Vilmar Rodrigues Moreira
O estudo destaca a necessidade de fortalecer estruturas internas e promover mudanças culturais para que indicadores sociais recebam a mesma atenção dedicada aos econômico-financeiros. Os autores reforçam que o vínculo com os cooperados, aliado ao sentimento de pertencimento, contribui para fidelização e sustentabilidade das cooperativas. O trabalho também evidencia a importância da educação cooperativista para consolidar resultados sociais alinhados à identidade do setor.
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2º lugar – Mulheres, tempo de mandato e desempenho: dinâmicas de lideranças em cooperativas de crédito brasileiras
Autor: Arthur Frederico Lerner (UFSC)
Coautor: Leonardo Flach
A pesquisa aponta que a diversidade de gênero em conselhos de administração e diretorias executivas está associada a melhor desempenho sobre ativos, sobretudo quando combinada com mandatos equilibrados. Para os autores, a experiência influencia a materialização dos ganhos da diversidade, e o equilíbrio na renovação dos conselhos deve ser promovido por organizações e reguladores. Entre as implicações sociais, o estudo reforça que ampliar a presença feminina na liderança de cooperativas, especialmente em regiões menos atendidas, fortalece a inclusão financeira e contribui para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5, referente à igualdade de gênero.
Além do Prêmio ADBE-BID, a cerimônia também celebrou os vencedores do Prêmio ABDE Jornalismo, que reconhece iniciativas de comunicação voltadas ao desenvolvimento. Na Categoria Áudio Regional, o primeiro lugar foi concedido a Antonio Teixeira do Nascimento, da Rádio Banda B, pela reportagem Além do lucro: a jornada das finanças sustentáveis do cooperativismo paranaense. Já na Categoria Vídeo Regional, o terceiro lugar ficou com Tatiana Corrêa, da NDTV Record, com a matéria Agro Saúde e Cooperação – Ano Internacional das Cooperativas.
Reconhecimento institucional
Durante a abertura da cerimônia, a presidente da ABDE, Maria Fernanda Ramos Coelho, destacou o papel da iniciativa. “Esta 11ª edição do Prêmio ABDE-BID contou com 55 artigos escritos e o consolidou como um importante espaço de discussão sobre o desenvolvimento, além de uma referência na área da pesquisa acadêmica”, afirmou.
Representando o Sistema OCB, o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação, Guilherme Souza Costa, falou sobre o valor da cooperação para o fortalecimento da pesquisa científica: “Nós valorizamos muito esta parceria, que reconhece trabalhos acadêmicos e o conhecimento científico produzido por pesquisadores que têm como objeto de pesquisa o cooperativismo e as cooperativas de crédito”, declarou.
Para ele, a iniciativa faz parte de um conjunto mais amplo de ações: “Ela integra uma série de atividades que o Sistema OCB realiza para o fomento da pesquisa científica em cooperativismo. Temos uma parceria com o CNPq para chamadas de fomento e estamos presentes em diversos eventos científicos para divulgar o cooperativismo como campo fértil para novas investigações”, concluiu.
O Sistema OCB compõe a organização do Prêmio ABDE-BID de Artigos de Desenvolvimento ao lado da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com apoio da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL/ONU) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
O prêmio tem como propósito estimular a reflexão sobre os desafios do desenvolvimento, aproximando academia, governo, setor privado, instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF) e do sistema financeiro. A iniciativa busca incentivar pesquisas que contribuam para soluções sustentáveis, inclusivas e inovadoras, além de fortalecer o aprimoramento das instituições do SNF.
Saiba Mais:
Tania Zanella representou o cooperativismo no anúncio da nova aliança de segurança financeira
O Sistema OCB marcou presença, nesta quarta-feira (3), no lançamento do Plano de Ação Conjunto para Combate a Fraudes
Bancárias Digitais, realizado pelo governo federal em parceria com o setor financeiro fruto da Aliança Nacional de Combate a Fraude, da qual o Sistema OCB passa a compor. A superintendente da entidade, Tania Zanella, representou o cooperativismo no evento promovido pelo Ministério da Justiça, em Brasília.
A iniciativa foi apresentada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que destacou a dimensão global dos crimes digitais e a necessidade de atuação coordenada para enfrentá-los. Segundo ele, as fraudes bancárias deixaram de ser fenômenos locais. “O crime deixou de ser local ou nacional e passou a ser global”, afirmou. Lewandowski também comparou a complexidade do tema a desafios mundiais como aquecimento climático, crises econômicas e até o terrorismo.
O plano foi resultado do trabalho desenvolvido no âmbito da Aliança de Combate a Fraudes Digitais Bancárias, que reúne órgãos públicos e instituições financeiras para fortalecer ações de prevenção, educação, detecção rápida e repressão, além
da recuperação de ativos. Participam da articulação Ministério da Justiça, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Polícia Federal e outras entidades governamentais. Do lado privado, integram a aliança associações representativas do setor financeiro, instituições de pagamento, empresas de tecnologia e organizações de crédito, incluindo a CNF, a Febraban, Zetta e a OCB.
A superintendente Tania Zanella destacou a importância da participação das cooperativas de crédito em agendas de segurança financeira. “A segurança digital depende também de informação, preparo e proximidade com as pessoas. As cooperativas têm um papel estratégico na conscientização dos cidadãos e seguem comprometidas em apoiar ações que ampliem a prevenção e reduzam a vulnerabilidade dos usuários”, afirmou.
Entre as ações previstas estão o aprimoramento dos processos de prevenção a golpes, a intensificação do combate e da repressão a crimes digitais, o compartilhamento qualificado de dados, a capacitação de agentes públicos e privados, o atendimento às vítimas e campanhas de conscientização para a população.
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Imersão integra reconhecimento institucional e reforça compromisso com a inovação
A equipe vencedora do Demoday do Programa de Ideias do Sistema OCB viveu, neste mês, uma experiência intensa de aprendizado e conexões durante a Innovation Trip, realizada em São Paulo. A imersão fez parte do reconhecimento institucional aos colaboradores que se destacaram no ciclo mais recente do programa e reforçou o incentivo ao intraempreendedorismo e à criação de soluções inovadoras para o cooperativismo brasileiro.
Ao lado de outros 25 participantes de diferentes organizações do país, os colaboradores tiveram acesso a alguns dos principais ecossistemas de inovação do Brasil. A programação incluiu visitas técnicas, diálogos com especialistas e momentos de troca com profissionais que atuam diretamente na transformação digital e na construção de novos modelos de negócio.
A jornada começou com uma visita guiada à sede da Natura, onde o grupo conheceu práticas de gestão, inovação aberta e sustentabilidade que se tornaram referência no mercado. Em seguida, ao grupo participou de uma palestra com especialistas em comunicação e inovação da ACE Cortex, no State Innovation Center, que aprofundou tendências e metodologias aplicadas por organizações que lideram processos de inovação no país.
A programação seguiu com uma visita à incorporadora Tenda, com foco em digitalização e modernização de processos, e foi concluída no Hospital Sírio-Libanês, onde o grupo teve contato com modelos de cultura organizacional, gestão da inovação e tecnologias aplicadas à área da saúde.
Para o gerente de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Souza Costa, a iniciativa consolida uma visão estratégica sobre o papel da inovação dentro da entidade. “Programas de intraempreendedorismo têm um papel essencial porque despertam capacidade criativa, fortalecem a cultura de inovação e permitem que os próprios colaboradores proponham soluções que impactam positivamente o Sistema OCB. Reconhecer o esforço dos participantes em iniciativas como a Innovation Trip é um estímulo direto à formação e ao crescimento profissional, gerando resultados que retornam para o cooperativismo brasileiro”, declarou.
A participação na Innovation Trip foi o prêmio destinado à equipe responsável pelo SmartCoop, projeto vencedor do Demoday. A solução apresenta uma plataforma para agilizar e facilitar as devolutivas do diagnóstico aplicado às cooperativas, tornando o processo mais eficiente, interativo e orientado a dados. Desenvolvido por uma equipe multidisciplinar das áreas de Controladoria, Tecnologia da Informação (TI), Auditoria e Serviços Compartilhados, o projeto deve avançar, em 2026, para as fases de desenvolvimento e validação, dentro do ciclo contínuo de inovação do Sistema OCB.
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Deputado Arnaldo Jardim e Roberto Rodrigues foram reconhecidos por atuação estratégica no setor
A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, nesta terça-feira (25), em Brasília, a cerimônia
de entrega do Prêmio CNA Agro Brasil 2025. O evento reuniu lideranças do setor produtivo, parlamentares, representantes de entidades e especialistas para reconhecer personalidades que contribuíram de forma decisiva para o desenvolvimento da agropecuária brasileira.
A superintendente do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Tania Zanella, participou da solenidade, que destacou nomes de forte atuação institucional e política, especialmente aqueles que dialogam diretamente com o cooperativismo. Entre os homenageados estiveram o deputado federal Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), na categoria Política; e Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e referência global do agro, premiado na categoria Destaque.
Arnaldo Jardim foi reconhecido por sua atuação no Congresso Nacional em temas estruturantes para o desenvolvimento sustentável do setor. O parlamentar tem sido protagonista em pautas como o Fundo de Investimento das Cadeias Agroindustriais, o Programa de Aceleração da Transição Energética, a
Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais e o Marco Regulatório do Hidrogênio Verde. À frente da Frencoop, tem reforçado o diálogo federativo e o papel do cooperativismo como vetor de inclusão produtiva e geração de oportunidades no campo.
Já Roberto Rodrigues recebeu o prêmio por sua trajetória marcada pela defesa do agro brasileiro e pela capacidade de articular o setor nos grandes debates internacionais. Sua participação na COP30 como enviado especial para Agricultura foi lembrada como um momento-chave para apresentar ao mundo a agenda de sustentabilidade, inovação e segurança alimentar construída pelo país. Rodrigues destacou que o agro tropical brasileiro se tornou referência internacional e pode ser um pilar para a paz, a segurança energética e o combate à fome.
Tania comentou a importância das homenagens. “Estamos falando de pessoas que dedicaram suas carreiras a ampliar oportunidades, promover inovação e abrir caminhos para o agro brasileiro. Esse reconhecimento também inspira o cooperativismo e o agro a seguirem contribuindo com soluções para os grandes desafios nacionais”, afirmou.
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Reunião apontou como a abordagem potencializa aprendizagem, colaboração e participação
O quinto e último encontro de Agentes de Inovação do Sistema OCB em 2025, realizado nesta terça-feira (25), trouxe uma discussão prática e desmistificada sobre o uso da gamificação no ambiente de trabalho. A reunião contou com a participação de 21 agentes e a condução dos consultores da Go Gamers, empresa parceira que apresentou fundamentos, estratégias e casos de aplicação da abordagem em diferentes contextos corporativos.
O encontro buscou romper a percepção comum de que gamificação se limita a jogos ou dinâmicas recreativas. Ao contrário, os consultores reforçaram que o recurso, quando bem planejado, funciona como ferramenta estratégica para estimular comportamentos, facilitar aprendizagens e engajar pessoas em processos que, muitas vezes, são percebidos como rotineiros ou obrigatórios.
Durante a apresentação, foram discutidas formas de utilizar elementos de jogos para desenvolver competências, ampliar a participação de colaboradores em programas internos e fortalecer iniciativas de formação. A palestra também destacou como a lógica dos games contribui para treinar times, promover colaboração e criar experiências mais motivadoras, alinhadas aos objetivos institucionais.
Outro ponto central do encontro foi evidenciar que a gamificação pode ser aplicada em diferentes áreas das cooperativas, desde processos de gestão e capacitação até campanhas de mobilização e programas de inovação. A abordagem, segundo os consultores, ajuda a transformar tarefas recorrentes em experiências mais envolventes, permitindo que equipes avancem com maior motivação e clareza de propósito.
Ao longo do ano, a agenda dos Agentes de Inovação consolidou um espaço de troca permanente. O encerramento marca a preparação para novos desafios e aprendizados que serão retomados no próximo ano, com o objetivo de ampliar a integração nacional e o alinhamento das ações de inovação no cooperativismo.
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Modelo evidencia sua força para gerar renda, proteger a floresta e impulsionar produção sustentável
O cooperativismo brasileiro encerrou sua participação na COP30 deixando um legado que ultrapassa os debates técnicos e alcança efetivamente o que move a transição climática: gente, território e pertencimento.
Ao longo de duas semanas, o movimento mostrou que a transformação que o mundo busca já acontece em milhares de comunidades brasileiras, onde a cooperação sustenta renda, preserva florestas, gera oportunidades e impulsiona inovação de forma coletiva.
Em Belém, ficou evidente que a força das cooperativas está além do que elas produzem. Está também no que elas provocam mudanças que nascem de baixo para cima, com impacto social profundo e duradouro.
Força motriz
A programação do setor — que ocupou espaços na Blue Zone, Green Zone e Agri Zone — apresentou ao público um mosaico de soluções que conectam ciência, tradição, governança e inclusão produtiva. Painéis sobre financiamento verde, agricultura
de baixo carbono, energia renovável, bioeconomia, logística sustentável, segurança alimentar e adaptação climática reforçaram que o cooperativismo brasileiro é hoje um dos atores mais preparados para impulsionar práticas sustentáveis em larga escala.
Casos apresentados por cooperativas mostraram como o manejo florestal comunitário, os sistemas agroflorestais, a verticalização da produção e o fortalecimento de cadeias de sociobiodiversidade transformam territórios vulneráveis em modelos de desenvolvimento local. “As cooperativas brasileiras já são protagonistas da agenda climática. Elas representam o elo entre a economia real e os grandes compromissos globais, levando inovação, sustentabilidade e inclusão a quem está na base produtiva”, afirmou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Ao mesmo tempo, debates conduzidos por lideranças do agro cooperativista deixaram claro que a transição para modelos regenerativos depende de políticas públicas consistentes, financiamento adequado e segurança jurídica — temas reforçados pelos representantes do Sistema OCB ao longo de toda a COP.
A superintendente do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Tania Zanella, destacou a
importância dessa atuação institucional. “Nós saímos muito melhores do que entramos. Trouxemos informações, combatemos a desinformação e mostramos, com números e evidências, tudo o que o agro cooperativista já faz pelo clima e pelas pessoas. Agora seguimos para a etapa de alinhamentos e construção de políticas que permitam ampliar esse impacto”, declarou.
Impacto social
Para além das soluções ambientais e energéticas, a COP30 expôs o papel central das cooperativas na vida das pessoas. Em territórios da Amazônia, por exemplo, a organização coletiva garante renda para famílias extrativistas, valoriza saberes tradicionais e cria oportunidades para jovens que antes migravam por falta de perspectivas.
Em regiões do Sul e Centro-Oeste, sistemas cooperativos de produção animal, agricultura de precisão e biogás mostraram como a tecnologia pode ser democratizada quando compartilhada em rede. E nas cidades, cooperativas de saúde, crédito e infraestrutura ampliam acesso a serviços essenciais, contribuindo diretamente para o bem-estar das comunidades.
A participação das cooperativas de perfil social também teve papel decisivo para reforçar o impacto humano do movimento na
COP30. Em oficinas de artesanato, turismo comunitário, biojoias e produtos da sociobiodiversidade, cooperados compartilharam como a organização coletiva transforma realidades locais.
Um dos depoimentos mais emblemáticos veio de Massao Shimon, da Copatrans, dona da marca Cacauway e uma das cooperativas expositoras no Espaço da Biodiversidade coordenado pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp). Ele celebrou o alcance e o reconhecimento proporcionados pela conferência. “Foi maravilhoso, uma vitrine que a gente não imaginava”, declarou.
“Esse conjunto de iniciativas evidencia que o impacto do cooperativismo não se limita às metas de redução de emissões — ele fortalece autonomia, reduz desigualdades e amplia a resiliência dos territórios. Por isso, a presença do setor na COP30 também abriu portas para novas parcerias, programas de apoio à bioeconomia, aumento da visibilidade internacional e articulações com governos, bancos de desenvolvimento e organismos multilaterais. Encerrar a participação em Belém significa, para o movimento, iniciar um novo ciclo marcado por oportunidades concretas de ampliação de escala”, acrescentou Tania.
Na visão do presidente Márcio, esse é apenas o começo de uma agenda mais ambiciosa para o cooperativismo brasileiro: “O que apresentamos é só uma parte do que construímos todos os dias. A COP30 reforçou que cooperar é um caminho real para um futuro mais sustentável, inclusivo e próspero. Agora é hora de transformar a visibilidade conquistada em parcerias, investimentos e políticas que expandam esse modelo”, complementou.
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Coop goiana conheceu a atuação da entidade e discutiu desafios e oportunidades do setor
O Sistema OCB recebeu, nesta terça-feira (18), representantes do Sicoob Credi-Rural para mais uma edição do Portas Abertas, iniciativa que aproxima cooperativas de todo o país da atuação institucional da entidade. Com forte presença em Goiás e expansão recente para o Mato Grosso, a Credi-Rural é uma das maiores cooperativas do Sicoob, sustentada por mais de três décadas de história, mais de 27 mil cooperados e resultados expressivos em crescimento, governança e participação comunitária.
A cooperativa, fundada em Rio Verde, vem se consolidando como referência no cooperativismo de crédito brasileiro. Nos últimos anos, ampliou sua rede de atendimento, modernizou estruturas físicas, fortaleceu programas de educação cooperativista e valorizou a participação dos associados em decisões estratégicas. Sua trajetória foi registrada no livro comemorativo de 35 anos da instituição, lançado em 2024.
Durante o encontro o Sistema OCB apresentou um panorama detalhado do cooperativismo no Brasil e no mundo, e destacou o papel da OCB na representação política, na articulação institucional e na oferta de soluções para gestão, educação e competitividade das cooperativas. A apresentação contextualizou o crescimento do movimento no país e reforçou a importância da intercooperação entre unidades estaduais, cooperativas singulares e a entidade nacional para enfrentar desafios comuns, especialmente em um ambiente regulatório e tecnológico em constante transformação.
Foram apresentados ainda os principais eixos estratégicos do Sistema OCB, incluindo inovação, educação, sustentabilidade, advocacy, modernização regulatória e fortalecimento político-institucional.
O grupo também acompanhou apresentações sobre a agenda legislativa e regulatória do Sistema OCB, com destaque para temas prioritários do ramo crédito, como aprimoramento do marco legal, segurança cibernética, educação financeira, capitalização, prevenção a fraudes e avanços recentes discutidos no âmbito do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito (CECO). A comitiva conheceu iniciativas estruturantes, como o Programa de Educação Política, o movimento SomosCoop, as diretrizes estratégicas do 15º CBC e as soluções oferecidas pela Unidade Nacional às cooperativas em todo o país.
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Experiências práticas mostram como produzir com sustentabilidade, gerar renda e preservação
A segunda semana de oficinas e exposições do cooperativismo na COP30 reforçou, mais uma vez, que o combate às mudanças climáticas só ganha escala quando encontra a força da economia real nos territórios.
Na Green e na Agri Zone, cooperativas amazônicas, do Nordeste, do Sudeste e do Sul do país mostraram que tradição, biodiversidade e empreendedorismo caminham juntas quando o trabalho coletivo sustenta oportunidades, renda e floresta em pé. Biojoias, artesanato, chocolate de origem, degustações, turismo comunitário e agricultura familiar estiveram no centro da programação — desta vez pelas mãos de mulheres, jovens e comunidades que vivem o cooperativismo no cotidiano.
Massao Shimon, da Coopatrans, dona da marca Cacauway, uma das cooperativas expositoras no Espaço da Biodiversidade coordenado pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), celebrou o impacto da iniciativa. “Foi maravilhoso, uma vitrine que a gente não imaginava. Estamos em várias frentes, mas com muito orgulho. As vendas superaram nossas expectativas”, afirmou.
Degustação e aprendizado
A artesã Sílvia Rodrigues Rosa, da Biojoias e Artesanato da Ilha do Combu, coordenou uma oficina de biojóias e emocionou o público ao explicar como transforma elementos descartados pela natureza em peças que carregam identidade ribeirinha e respeito ambiental. “A gente transforma o que a natureza descarta em arte. É o nosso jeito de manter as árvores em pé e mostrar que a floresta tem valor vivo”, contou. Para Sílvia, participar da COP30 foi um marco na trajetória da comunidade: “Estar aqui foi maravilhoso. Mostramos nosso trabalho para o mundo e a cooperativa constrói um futuro melhor para todos nós, ribeirinhos.”
A produtora Fabiane Rheinholz, da Rheinholz Chocolates (PR), apresentou chocolates elaborados com agricultura familiar e práticas sustentáveis. “Trazer nosso chocolate para um evento mundial é dizer que agricultura familiar e sustentabilidade podem andar juntas”, explicou. Ela reforçou a importância do cooperativismo na trajetória da empresa: “O cooperativismo transformou nossa vida empreendedora”.
Uma das cooperadas da Cacauway, apresentou a produção de chocolates que conta, inclusive, com integração de indígenas. “Foi uma grande satisfação trazer o chocolate produzido pelos cooperados da Transamazônica”, disse. “Essa ação colocou nosso produto nessa vitrine mundial e permitiu que nosso trabalho fique ainda mais conhecido e reconhecido”, descreveu.
Jailma Araújo, presidente da Comart explicou que a cooperativa de mulheres bordadeiras é de uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte que tem conquistado cada vez mais espaço e notoriedade com seu trabalho. “É muito importante mostrar nosso trabalho na COP30. A Comart é o grande diferencial para o empreendedorismo na nossa cidade e, por isso, a cooperativa tem crescido e ganho mercados cada vez maiores tanto no Brasil quanto no mundo. Fomos responsáveis pelos bordados dos uniformes do Brasil nas Olímpiadas de Paris e, mais recentemente, pela roupa que o João Gomes usou no Grammy Latino”, descreveu.
A artesã Sandra Carolina de Oliveira, da cooperativa Turiarte, também brilhou ao apresentar o processo de produção do artesanato amazônico com palha de tucumã. “Eu não esperava tantas pessoas interessadas no nosso fazer. Esse reconhecimento fortalece a nossa cooperativa”, relatou emocionada. Sobre a técnica, ela explicou que a palha é retirada da palmeira, secada, beneficiada e tingida com folhas da própria natureza. “É um trabalho antigo, de muitas mulheres das comunidades”, complementou.
Entre as participantes das oficinas, a engenheira eletricista Alexia Ribeiro, 25 anos, moradora de Belém, viveu a experiência de acompanhar de perto o trabalho das artesãs da Turiarte — e saiu encantada. “Achei incrível. Amo artesanato e sempre procuro aprender”, disse. “Já tinha visto esse tipo de peça nas feiras locais, mas nunca tinha visto fazer. É a primeira vez.”
Ao descobrir que o tingimento e o processamento da palha são totalmente naturais, Alexia se surpreendeu: “É tudo natural, inclusive o tingimento. É lindo, é perfeito. Eu achei maravilhoso”. A jovem também revelou que não sabia que existiam cooperativas de artesanato:
“Eu não sabia que dava para ter uma cooperativa de artesanato. Achei incrível. Tu juntas várias pessoas, várias formas de artesanato. É maravilhoso”, concluiu.
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Painéis na Green e Agri Zone mostram como unir segurança alimentar e proteção ambiental
A última programação do cooperativismo na COP30 aconteceu tanto na Green quanto na Agri Zone. O painel Cooperativismo, inovação e baixo carbono – caminhos para a segurança alimentar global evidenciou, com dados, ciência e experiências de campo, que o cooperativismo agropecuário brasileiro está preparado para liderar soluções
climáticas e ampliar a segurança alimentar mundial. A mensagem central foi direta: agricultura sustentável, baseada em conhecimento científico e em redes cooperativas, é parte essencial da resposta global à crise climática.
Na Green Zone, Bazílio Wesz Carloto, presidente da Coopernorte, ilustrou de maneira viva a transformação possível quando produtores se unem e a ciência guia o caminho. Ele relatou a trajetória de Paragominas após o fim do ciclo madeireiro, há quase 30 anos, quando o município enfrentava a estagnação econômica e extensas áreas de pastagens degradadas. “A Coopernorte nasceu em um cenário em que o ciclo da madeira tinha se encerrado, as serrarias estavam fechando e o que se via eram pastos degradados e juquira. Desmatar nunca foi opção. A agricultura só conseguiu se consolidar recuperando esses pastos. O solo a gente constrói com pesquisa, tecnologia e persistência”, afirmou.
A cooperativa começou com apenas 33 produtores e sem infraestrutura, mas deu um passo decisivo ao chamar a Embrapa para a estrutura, com a doação de área para pesquisa e a criação do Centro de Inovação e Agricultura da Coopernorte (Cica). “Nós precisávamos ser produtivos, rentáveis e sustentáveis. Não adiantava fazer só uma coisa; tudo tinha que andar junto”, contou Bazílio, ao destacar os resultados do Programa CooperMais, que estimula inovação por meio da competição saudável entre produtores e levou a produtividades muito acima da média nacional em áreas antes degradadas.
Inclusão produtiva e desenvolvimento territorial
Na Agri Zone, experiências da Cocamar e da Coplana, além de depoimentos de representantes da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e Embrapa reforçaram que o modelo cooperativista, ao integrar produtores em redes organizadas e orientadas por governança coletiva, tem uma característica única: ele já nasce voltado à inclusão produtiva, ao desenvolvimento territorial e ao uso responsável dos recursos naturais. “O cooperativismo é um aliado natural da transição
justa, porque é construído para promover inclusão social, desenvolvimento local e práticas sustentáveis”, disse o moderador do painel, Daniel Vargas, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A experiência da Cocamar, apresentada pelo presidente do Conselho de Administração, Luiz Lourenço, contou que a cooperativa nasceu na cafeicultura em Maringá (PR) e precisou se reinventar quando o café entrou em crise. “A Cocamar teve origem na cafeicultura, mas quando a atividade entrou em dificuldade, migramos fortemente para a produção de grãos, em um estado que hoje é um dos maiores produtores do país”, explicou. A partir daí, a cooperativa se consolidou como referência em grãos, gás e integração de sistemas produtivos, em um território com altíssimo potencial de intensificação.
Lourenço também detalhou o papel do plantio direto e da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) na estratégia da cooperativa. “A ILPF é uma intensificação sustentável da terra. Ela recupera pastagens degradadas, melhora a fertilidade do solo, aumenta o bem-estar animal e reduz a pressão pela abertura de novas áreas. É possível aplicar em propriedades pequenas e grandes”, ressaltou.
Além das práticas de manejo, ele citou ainda políticas e iniciativas estruturantes da sustentabilidade no agro, como o programa de logística reversa de embalagens de defensivos, do qual a Cocamar participou desde o início. Ele lembrou que a recuperação de embalagens, que antes eram descartadas de forma inadequada, se tornou um sistema organizado que recolhe e recicla centenas de milhares de toneladas, dando origem a novos produtos plásticos e evitando emissões adicionais.
Exemplos concretos
José Antonio Rossato Junior, representante da Coplana, apresentou exemplos concretos do que a cooperativa tem feito para integrar produção de alimento, energia e sustentabilidade. “O mundo quer alimento e quer transição energética. O cooperativismo tem sido protagonista nesta agenda”, afirmou. O modelo que integra cana-de-açúcar, grãos e bioenergia foi um deles. Ele explicou que a região, antes baseada em queima de cana para facilitar o corte manual, migrou para a colheita mecanizada sem fogo, mantendo a palha no solo. “Ao deixar a palha, deixamos de jogar toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera e ainda fixamos carbono no solo”, detalhou.
A logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas, uma agenda que começou dentro da Coplana e inspirou políticas nacionais foi outro exemplo apresentado por Rossato. “Em 1994, nossa cooperativa participou da criação da primeira central de recebimento de embalagens do Brasil, em uma parceria público-privada que mudou a forma de lidar com esse resíduo no campo”, disse.
Ele destacou o salto obtido com o Sistema Campo Limpo, que hoje recolhe toneladas de embalagens e já evitou cerca de 1 milhão de toneladas de CO₂ equivalente com a reciclagem e a reutilização de materiais. “Algo que começou como uma solução para um problema local virou referência para a lei de logística reversa e para a Política Nacional de Resíduos Sólidos”, ressaltou.
Acesso à tecnologia e assistência técnica
O coordenador de Inteligência Comercial da CNA, Felipe Ody Spaniol, reforçou a importância de democratizar o acesso à tecnologia e à assistência técnica para que a transição de baixo carbono alcance pequenos e médios produtores. “O Senar já levou assistência técnica gratuita a cerca de 500 mil produtores em todo o país, mas precisamos fazer muito mais — e o cooperativismo é decisivo para transformar técnica em solução prática no dia a dia”, destacou.
Ele lembrou pesquisa da Cecafé que mostra como a cooperação viabiliza a presença de pequenos produtores em mercados exigentes: “Em média, cada contêiner de café exportado para a União Europeia reúne a produção de 140 agricultores, e há casos como o da Cooxupé, com milhares de cooperados participando com pequenas quantidades. Só é possível chegar nesse volume e nessa qualidade porque se trabalha de forma cooperada”.
Para Spaniol, o modelo cooperativista brasileiro também é exemplo para outros países, sobretudo para a inclusão de milhões de pequenos produtores rurais no mercado internacional e na agenda sustentável. “Não podemos deixar esse debate trancado dentro dos nossos estandes. Precisamos levar essas histórias para os fóruns internacionais, mostrar que o cooperativismo é pilar do sucesso do agro brasileiro e da transição climática”, completou.
Divisor de águas
Encerrando o painel, Daniel Trento, chefe da Assessoria da Presidência da Embrapa, avaliou que a COP30 marcou um divisor de águas na forma como o agro brasileiro – especialmente o organizado em cooperativas - é percebido nos debates climáticos. Segundo ele, a ciência tropical desenvolvida pela Embrapa e difundida em parceria com o cooperativismo já mostrou capacidade de revolucionar a produção em clima tropical e agora precisa ganhar escala em adaptação climática. “A tecnologia está pronta. O desafio é criar condições para que chegue ao produtor. Ninguém faz essa revolução sozinho: precisamos da integração entre pesquisa, cooperativas, governo e mercado”, afirmou.
Trento lembrou que a própria criação da Embrapa foi baseada na ideia de adaptação — levar cultivos de clima temperado para o clima tropical. “Se conseguimos adaptar no passado, podemos adaptar agora às mudanças climáticas”, disse, ressaltando que o setor agropecuário é, ao mesmo tempo, um dos mais cobrados e o primeiro a sentir os impactos da crise climática, o que torna ainda mais estratégica a atuação conjunta com o cooperativismo.

Parceria técnica e política com a FPA