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28/09/2026
Sistema OCB recebe comitiva da Ascoop para intercâmbio cooperativista
Delegação colombiana participa de agenda diversificada, com visitas e reuniões em diferentes estados
O Sistema OCB recebe, a partir desta segunda-feira (28), uma comitiva da Associação Colombiana de Cooperativas (Ascoop) para uma agenda de intercâmbio sobre o cooperativismo brasileiro. A programação segue até sexta-feira (02/10) e inclui apresentações institucionais, reuniões com organizações do setor e visitas a cooperativas e instituições ligadas ao ramo Crédito.
A delegação é liderada por Maria Eugenia Pérez Zea, que também representa a Colômbia no board da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). As visitas tiveram início na sede do Sistema OCB, em Brasília, com uma apresentação de boas-vindas realizada pela superintendente Fabíola Nader Motta. O grupo também conheceu mais sobre a atuação política nacional e internacional da organização, além das características do ramo Crédito.
Intercâmbio passa por São Paulo e Rio Grande do Sul
Depois da passagem por Brasília, a comitiva segue para São Paulo, com recepção na Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), apresentações sobre o panorama das cooperativas paulistas e, especialmente, do crédito cooperativo no estado. O encontro conta, também, com a participação do Sicoob.
Na quarta-feira (30), estão previstas visitas à Central Unicred do Brasil e à sede da Unidonto Nacional. Na quinta-feira (1º), a delegação viaja para Porto Alegre, onde participa de uma reunião no Sistema Ocergs. O encerramento da agenda ocorre na sexta-feira (2), no Centro Administrativo Sicredi (CAS), com apresentações e atividades ao longo do dia.
Conexão internacional fortalece a troca de experiências
A agenda também aproxima representantes do Brasil e da Colômbia que atuam na ACI. Maria Eugenia representa a Colômbia no conselho da entidade, enquanto Márcio Lopes de Freitas, presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, integra o board da ACI como representante do Brasil.
“Receber a ASCOOP é uma oportunidade de fortalecer os laços entre o cooperativismo brasileiro e colombiano. Quando compartilhamos nossas experiências, desafios e soluções, ampliamos a capacidade de construir um movimento cooperativista cada vez mais conectado, representativo e preparado para o futuro” destaca o presidente Márcio.
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28/09/2026
Comitês de Jovens e Mulheres avaliam ações e definem próximos passos
Reuniões dos colegiados trataram de formação, mobilização e participação no cooperativismo
Nesta quinta-feira (24), os Comitês Nacionais de Jovens e Mulheres do Sistema OCB, Elas pelo Coop e Geração C se reuniram para acompanhar iniciativas recentes, compartilhar experiências dos estados e alinhar as próximas ações.
No encontro do Comitê Geração C, o balanço das atividades realizadas nos últimos meses abriu espaço para a análise dos resultados e para novos encaminhamentos. Entre os temas apresentados estiveram as ações da Semana da Competitividade, as mobilizações estaduais, os avanços em capacitação e o diagnóstico sobre a presença de comitês de jovens nas unidades estaduais.
Um dos destaques foi o laboratório de engajamento, que reuniu participantes para discutir os principais desafios na aproximação e permanência dos jovens no cooperativismo. Entre os pontos mais citados estiveram o envolvimento e retenção novas gerações, o engajamento de novas pessoas e a ampliação das oportunidades de formação e desenvolvimento.
A reunião também definiu a atualização do mapeamento nacional dos comitês de jovens. Atualmente, são 44 grupos identificados, número que deverá ser revisado com a inclusão de novas iniciativas e a confirmação das informações pelas unidades estaduais. Os integrantes também foram mobilizados a concluir, até a reunião de novembro, a trilha História, Memória e Cultura Cooperativista, da CapacitaCoop.
Experiências que circulam
A programação da Semana da Competitividade entrou na pauta. A experiência da sala sensorial foi apontada pelos participantes como um dos momentos de maior impacto, especialmente pela possibilidade de ampliar a percepção sobre inclusão e pertencimento. A divisão de tarefas e os momentos de convivência também foram destacados como fatores que contribuíram para a participação do grupo.
As ações realizadas nos estados mostraram a diversidade das iniciativas voltadas às juventudes. Em Minas Gerais, um encontro estadual reuniu cerca de 300 participantes. Em outros locais, as agendas envolveram formação, planejamento, integração entre gerações e criação ou fortalecimento de comitês. O Encontro Jovem Coop da Copacana, realizado em setembro, por exemplo, reuniu mais de 250 jovens e gerou novas articulações para a formação de comitês.
Mulheres compartilham experiências
O Elas pelo Coop, por sua vez, abordou em sua reunião ações desenvolvidas ao longo de agosto, experiências dos comitês estaduais e iniciativas de formação. O material da reunião também destaca o intercâmbio de boas práticas entre cooperativas e a preparação de mulheres para atuarem como referências e multiplicadoras em suas regiões.
A formação contínua também faz parte da atuação do comitê. Para as novas integrantes, a trilha de capacitação indicada pelo colegiado é uma das etapas previstas para a participação, enquanto as representantes que já concluíram o percurso foram chamadas a compartilhar esse avanço.
A programação também contou com a palestra O Poder da Nossa Voz, conduzida pela jornalista e comunicadora Shirley Benetti. A convidada destacou que a comunicação é uma habilidade que pode ser desenvolvida e apresentou estratégias para lidar com bloqueios como medo do julgamento, timidez e necessidade de aprovação. Com exercícios práticos, também abordou a importância da escuta, do uso de perguntas estratégicas e da sintonia entre linguagem corporal, tom de voz e conteúdo para uma comunicação mais clara e confiante.
Outra iniciativa apresentada convida as integrantes a compartilharem suas trajetórias profissionais e no cooperativismo. A proposta é dar visibilidade às experiências das mulheres que fazem parte da rede e ampliar a troca entre as participantes.
Para Divani de Souza, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, os encontros ajudam a transformar a troca entre as pessoas participantes em ações que chegam às cooperativas. “Esses espaços ajudam a criar conexões que continuam depois das reuniões. Quando jovens e mulheres compartilham suas experiências, boas práticas e desafios, conseguimos levar esse aprendizado para as cooperativas e fortalecer uma participação cada vez mais ativa e preparada no cooperativismo”, afirmou.
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23/09/2026
Rede Comunica Coop reúne profissionais em webinário
Encontro apresentou resultados de comunicação e próximos passos para a rede
Nesta quarta-feira (23), a Rede Comunica Coop se reuniu para acompanhar mais um webinário promovido pelo Sistema OCB, com uma programação dedicada aos resultados das ações nacionais de comunicação e às iniciativas previstas para os próximos meses.
Na abertura do encontro, a superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, destacou a evolução das áreas de comunicação dentro do cooperativismo e reconheceu o trabalho realizado pelos profissionais que integram a rede. Para ela, a comunicação tem papel cada vez mais próximo da estratégia das cooperativas e contribui para o posicionamento e relacionamento com os cooperados; reputação e conexão com a sociedade.
A Rede Comunica Coop nasceu a partir da Semana de Competitividade 2025, realizada em Brasília e dedicada pela primeira vez aos profissionais de comunicação e marketing do cooperativismo. O evento reuniu mais de 800 participantes e deu origem à trilha de aprendizagem Comunicação e Marketing no Cooperativismo, disponível na plataforma CapacitaCoop, e ao livro de mesmo nome.
Pouco mais de um ano depois, a rede já reúne profissionais dos 27 estados e se consolidou como um espaço de troca entre quem trabalha diariamente para comunicar o cooperativismo em diferentes territórios e realidades.
Comunicação orientada por dados
Durante a abertura, Fabíola ressaltou que as ações nacionais de comunicação do Sistema OCB são planejadas a partir de pesquisas, monitoramento e acompanhamento de indicadores. A proposta é entender como a sociedade percebe o cooperativismo e usar essas informações para definir estratégias e avaliar os resultados das campanhas.
“Quando a gente fala de comunicação, fala também de estratégia. Precisamos entender o que as pessoas pensam, como percebem o cooperativismo e quais são as melhores formas de estabelecer essa conexão. É a partir desses dados que conseguimos construir nossas ações e planejar os próximos passos”, afirmou.
Na sequência, a gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, Samara Araujo, apresentou a terceira edição da Pesquisa de Imagem do Cooperativismo. O estudo ouviu quase 6 mil pessoas em todo o país e reúne comparações com os levantamentos realizados em 2018 e 2023. Os resultados também já estão disponíveis para os profissionais de comunicação no site do Sistema OCB.
Entre os dados apresentados está o crescimento da lembrança espontânea de cooperativas, que passou de 29% em 2018 para 67% em 2026. A pesquisa também aponta que 81,6% dos entrevistados associam o cooperativismo a características como atual, moderno ou inovador. Os resultados serão utilizados como referência para o planejamento das próximas ações de comunicação do Sistema OCB, incluindo a campanha SomosCoop 2027.
Próximos passos
Além da pesquisa, o webinário apresentou uma série de iniciativas que farão parte da agenda de comunicação do cooperativismo. Entre elas estão as ações da Semana do Cooperativismo 2027, que antecederá o Coops Day, celebrado em 3 de julho, Dia Internacional do Cooperativismo.
A proposta é concentrar esforços em um mesmo período, ampliando a mobilização das cooperativas e dando unidade às ações realizadas nos diferentes estados. A programação também estará relacionada às iniciativas do Ano CulturaCoop, com soluções desenvolvidas pelo Sistema OCB para apoiar as cooperativas durante a semana.
Para o Coops Day, a principal novidade é a Corrida da Cooperação. A proposta é reunir corridas realizadas em diferentes regiões do país no mesmo fim de semana, em torno do Dia Internacional do Cooperativismo, com uma identidade visual comum.
As cooperativas e organizações estaduais que já realizam corridas também poderão incorporar a identidade da ação. Os materiais, incluindo especificações para itens como camiseta e boné, estarão disponíveis na Central da Marca. Em outubro, será realizado um encontro com orientações para as organizações interessadas em estruturar a corrida.
Outra entrega apresentada foi a Coopivara, mascote do cooperativismo, que vem sendo utilizada em redes sociais e eventos do movimento. A partir de agora, as cooperativas poderão utilizar a personagem em suas próprias ações de comunicação, seguindo as orientações do guia de uso disponível na Central da Marca.
A programação trouxe ainda informações sobre a campanha SomosCoop 2027. O lançamento coordenado está marcado para 5 de abril, e os materiais da campanha estarão disponíveis na Central da Marca a partir de novembro.
Marcas que criam conexão
Finalizando a programação, a fundadora da Bits to Brands, Beatriz Guarezi, falou sobre a importância das comunidades para impulsionar negócios e sobre como construir marcas capazes de criar vínculos mais fortes com as pessoas.
A conversa passou pela relação entre marcas e comunidades e pelo papel da conexão emocional nas escolhas dos consumidores. Beatriz abordou como sentimentos, experiências e identificação podem influenciar a forma como as pessoas se relacionam com uma marca, indo além dos atributos funcionais de produtos e serviços.
O tema também dialogou com o cooperativismo, especialmente pela força das relações e das comunidades que formam o movimento.
Clique na imagem abaixo e confira o infográfico com os principais resultados da Pesquisa de Imagem:
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Sistema OCB e Sindiveg discutem pautas de interesse do setor agropecuário
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23/09/2026
Prêmio SomosCoop 2026: finalistas serão anunciados em 9 de outubro
Nova data unifica divulgação das sete categorias; cerimônia será realizada em dezembro
O Sistema OCB atualizou o cronograma do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026. A divulgação dos finalistas de todas as categorias será realizada no dia 9 de outubro, pelos canais oficiais do cooperativismo brasileiro.
A mudança tem como objetivo unificar os anúncios das categorias Comunicação Coop, Coop Cidadã, Cultura Cooperativista, Desenvolvimento Ambiental, Inovação, Intercooperação e Imprensa, proporcionando um momento único para apresentar e celebrar as iniciativas e os trabalhos que chegaram à etapa final da premiação.
Com a atualização, a divulgação dos finalistas da categoria Imprensa, anteriormente prevista em cronograma específico, passa a acompanhar as demais modalidades. Assim, todos os trabalhos e cases finalistas da edição de 2026 serão conhecidos simultaneamente.
Boas práticas
Realizado a cada dois anos pelo Sistema OCB, o Prêmio SomosCoop Melhores do Ano reconhece iniciativas que demonstram, na prática, a capacidade das cooperativas de gerar resultados para seus cooperados, comunidades e territórios. A premiação também contribui para disseminar boas práticas, incentivar a inovação e dar visibilidade a projetos que podem servir de referência para o movimento cooperativista.
A edição de 2026 registrou 839 cases inscritos nas seis categorias voltadas às cooperativas. Coop Cidadã recebeu o maior número de inscrições, com 210 projetos, seguida por Cultura Cooperativista, com 164; Comunicação Coop, com 132; Inovação, com 129; Desenvolvimento Ambiental, com 126; e Intercooperação, com 78.
Já a categoria Imprensa reconhece trabalhos que contribuem para ampliar a visibilidade e o conhecimento sobre o cooperativismo na sociedade. A modalidade recebeu 243 inscrições e contempla produções jornalísticas e conteúdos que ajudam a apresentar a relevância econômica e social do modelo de negócios cooperativista.
Próximas etapas
Com o novo cronograma, a relação completa de finalistas será anunciada em 9 de outubro de 2026. A partir daí, os selecionados seguem para a expectativa da cerimônia que revelará os vencedores da edição 2026. A cerimônia de premiação está marcada para 8 de dezembro, em Brasília (DF), quando serão reconhecidos os destaques de todas as categorias.
As atualizações sobre o Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026 podem ser acompanhadas pelo portal oficial da premiação e pelas redes sociais do Sistema OCB. Em caso de dúvidas, a equipe de atendimento está disponível pelo e-mail melhoresdoano@somos.coop.br e pelo WhatsApp (11) 94543-4428.
Confira as próximas datas:
9 de outubro de 2026: divulgação dos finalistas de todas as categorias
8 de dezembro de 2026: cerimônia de premiação, em Brasília (DF)
Saiba Mais:
https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-eventos/sistema-ocb-participa-de-dialogo-entre-setores-produtivos-e-tcu
https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-representacao/tania-zanella-entra-para-grupo-de-top-voices-do-linkedin
https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-negocios/sistema-ocb-fortalece-cooperativismo-extrativista-na-amazonia
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23/09/2026
Sistema OCB e Sindiveg discutem pautas de interesse do setor agropecuário
Reunião tratou de temas relacionados aos diferentes elos da cadeia produtiva e à representação do setor
O Sistema OCB se reuniu, nesta quarta-feira (23), com representantes do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), em Brasília. O encontro contou com a participação da presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, e do gerente Técnico e Econômico, João Prieto. Pelo Sindiveg, estiveram presentes o presidente Mauricio Marques, os vice-presidentes João Sereno Lamme e Júlio Borges Garcia, além da diretora executiva Eliane Kay.
A reunião tratou de pautas relacionadas ao desenvolvimento da agricultura brasileira e à atuação institucional das entidades. A conversa também abordou a importância do diálogo entre os diferentes elos da cadeia produtiva para o acompanhamento de temas que impactam produtores e cooperativas.
Para Tania, que também preside o Instituto Pensar Agro (IPA), a aproximação entre organizações que representam diferentes segmentos do setor contribui para ampliar o diálogo sobre os desafios do agro brasileiro.
Temos desafios comuns no campo e precisamos manter um diálogo próximo entre as entidades que atuam na defesa e no desenvolvimento do setor. O cooperativismo tem uma participação importante nessa cadeia, e o IPA também é um espaço para aproximar essas diferentes perspectivas.
O Sindiveg representa a indústria de produtos para defesa vegetal no Brasil e, em 2026, completa 85 anos de atuação. A entidade congrega 22 empresas associadas e atua em temas como representação institucional, regulação, inovação e uso correto e seguro de defensivos agrícolas.
A entidade também mantém diálogo com órgãos governamentais e organizações do setor produtivo, com atuação voltada ao desenvolvimento da agricultura brasileira e à construção de um ambiente regulatório previsível e baseado em ciência.
“É fundamental que o cooperativismo esteja presente nessas discussões para levar a perspectiva de quem está no campo e contribuir para a construção de soluções que façam sentido para a realidade das cooperativas e dos produtores”, concluiu Tania.
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23/09/2026
Sistema OCB participa de diálogo entre setores produtivos e TCU
Encontro reuniu lideranças de confederações com os ministros Vital do Rêgo e Antonio Anastasia
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, acompanhada da superintendente Fabíola Nader Motta, participou, nesta terça-feira (22), de encontro entre lideranças dos setores produtivos e representantes do Tribunal de Contas da União (TCU), realizado na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília. A agenda teve a presença do presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, e do ministro Antonio Anastasia.
Promovido no âmbito do Fórum das Confederações, o encontro reforçou a interlocução entre as entidades representativas do setor produtivo e o Tribunal. A iniciativa reúne lideranças de diferentes segmentos da economia, como agricultura, comércio, indústria, transporte, setor financeiro, seguros e cooperativismo, com o objetivo de identificar convergências e ampliar o diálogo institucional sobre temas estratégicos para o país.
Para Tania Zanella, a participação do cooperativismo nesses espaços contribui para levar as especificidades do modelo aos debates que envolvem o ambiente institucional e o desenvolvimento econômico brasileiro. “O diálogo permanente entre as entidades representativas e os órgãos de controle é fundamental para construirmos um ambiente de segurança jurídica, transparência e eficiência. Para o cooperativismo, também é uma oportunidade de apresentar nossas particularidades e contribuir para soluções que fortaleçam o desenvolvimento do país e a geração de oportunidades nos territórios”, afirmou.
Um dos principais temas abordados durante a agenda foi a Instrução Normativa 104, aprovada pelo TCU no início de setembro. O normativo estabelece novas diretrizes para a fiscalização dos serviços sociais autônomos e orienta o controle para resultados e desempenho, considerando aspectos como eficiência, eficácia, economicidade e cumprimento da missão institucional de cada entidade.
Relator da matéria, o ministro Antonio Anastasia destacou que a norma representa um marco ao considerar a natureza privada, a autonomia administrativa e as particularidades das entidades que integram o Sistema S. Já o presidente do TCU, Vital do Rêgo, ressaltou durante o encontro a perspectiva de uma atuação do controle externo pautada também pelo diálogo e pela orientação, com foco na segurança jurídica e na estabilidade dos resultados.
O tema tem relação direta com a atuação do Sistema OCB por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), uma das nove entidades que integram o Sistema S. O Sescoop atua na formação profissional, na promoção social e no desenvolvimento da gestão e da governança das cooperativas brasileiras.
O encontro foi conduzido pelo presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, e também contou com a participação de João Martins, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Vander Costa, presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT); e Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), além de representantes de outras entidades.
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21/09/2026
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Sistema OCB ressaltou importância da gestão, do acesso a mercados e da articulação com o poder público
A importância do cooperativismo para ampliar oportunidades, fortalecer a gestão e facilitar o acesso a mercados para agricultores familiares foi destacada pelo Sistema OCB, nesta segunda-feira (21), durante a abertura da Jornada de Fortalecimento do Cooperativismo e Associativismo da Agricultura Familiar, em Brasília. A superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, representou a entidade na mesa de abertura do encontro, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), na sede da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Em sua participação, Fabíola ressaltou a importância da articulação entre o poder público e as organizações representativas para ampliar as oportunidades e fortalecer as cooperativas do setor. “A agricultura familiar representa 71,2% do quadro social das cooperativas agropecuárias. Esse número mostra a relevância desses produtores para o cooperativismo e reforça a importância de trabalharmos juntos para fortalecer suas cooperativas, ampliar oportunidades e contribuir para o desenvolvimento das comunidades”, afirmou.
Segundo Fabíola, o modelo cooperativista permite que agricultores organizem a produção, ganhem escala e encontrem melhores condições para chegar aos mercados. “O cooperativismo transforma esforços individuais em capacidade coletiva. Por meio das cooperativas, os produtores conseguem melhorar a gestão, organizar a produção e ampliar o acesso a mercados. Apoiar essas cooperativas é fundamental para que a agricultura familiar continue a gerar renda e a contribuir para o abastecimento do país”, disse.
Gestão e desenvolvimento
A Jornada integra as atividades do Programa Mais Gestão, iniciativa do MDA voltada à qualificação da gestão dos empreendimentos da agricultura familiar. Instituído em 2023, o programa atende atualmente mais de 1.100 organizações em todo o território nacional.
Para Fabíola, o investimento na gestão é uma das condições para que as cooperativas se tornem mais competitivas e sustentáveis. “Uma cooperativa bem estruturada tem melhores condições de planejar sua atividade, acessar mercados, aproveitar oportunidades e gerar resultados para seus cooperados. Por isso, iniciativas voltadas à qualificação da gestão têm um papel importante no desenvolvimento dessas organizações”.
A superintendente também destacou que o fortalecimento das cooperativas gera efeitos que ultrapassam os resultados econômicos de empreendimentos em geral. “Quando fortalecemos uma cooperativa da agricultura familiar, contribuímos para manter renda e criar oportunidades no território, ampliando a movimentação das economias locais e a capacidade dos produtores de levar seus produtos aos consumidores. O resultado alcança o cooperado, sua família e toda a comunidade”, declarou.
A Jornada continua nesta terça-feira (22) com debates sobre soberania alimentar, acesso a mercados, o Programa Mais Gestão, inclusão sanitária e certificação.
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21/09/2026
Sistema OCB marca presença no Conecta Sicoob Sul
Encontro foi dedicado à conexão e alinhamentos com os delegados da cooperativa
O Sistema OCB participou, neste sábado (19), do Conecta Sicoob Sul, encontro voltado à integração, à troca de experiências e ao alinhamento dos delegados da cooperativa. A programação reforçou o papel desses representantes na aproximação entre a instituição e seus associados, além de promover reflexões sobre os caminhos para o fortalecimento do cooperativismo de crédito.
O gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa, ministrou a palestra A força do cooperativismo brasileiro. Durante a apresentação, ele compartilhou dados do AnuárioCoop 2026 e resultados de estudos que demonstram os impactos econômicos e sociais gerados pelo modelo de negócios no país.
Guilherme também abordou tendências, desafios e oportunidades para o cooperativismo de crédito, com destaque para sua capacidade de ampliar a inclusão financeira, movimentar as economias locais e construir soluções alinhadas às necessidades dos cooperados.
Os delegados são multiplicadores da cultura cooperativista e ajudam a aproximar cada vez mais a cooperativa de seus associados. O acesso a informações sobre a dimensão e os impactos do movimento fortalece o orgulho de pertencer, amplia a participação e contribui para uma atuação ainda mais qualificada dentro da cooperativa
Participação fortalece a governança
A atuação dos delegados ocupa posição estratégica na governança cooperativista. Eles representam os interesses dos associados, levam as demandas da base às instâncias decisórias e ajudam a disseminar informações sobre resultados, projetos e oportunidades de participação.
A abertura do encontro foi conduzida pelo presidente do Sicoob Sul, Rubens Moreira. Em sua fala, ele ressaltou a importância da conexão com os cooperados para a continuidade e a evolução da instituição. “Este é um momento de conexão real entre as pessoas. É daqui que surgem muitas ideias trazidas por quem está na base e mantém contato direto com os cooperados. Esse tipo de construção contribui muito para a evolução da cooperativa. Por isso, agradeço a todos que têm participado”, declarou.
Com sede em Cachoeiro de Itapemirim, o Sicoob Sul atua no sul do Espírito Santo e no Rio de Janeiro e reúne mais de 145 mil associados. A cooperativa integra o Sicoob Espírito Santo, sistema formado por cooperativas que oferecem soluções financeiras e direcionam recursos para iniciativas de desenvolvimento econômico e social nas regiões onde estão presentes.
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18/09/2026
Estudo reúne 66 propostas para modernizar crédito e seguro rural
Trabalho será entregue à FPA e colocado à disposição das equipes dos candidatos à Presidência
Um estudo com 66 propostas para modernizar a política agrícola brasileira, com foco em crédito, seguro rural, ambiente regulatório e orçamento público, entrou na fase final de elaboração e deverá subsidiar discussões sobre o setor a partir de 2027. O trabalho foi apresentado nesta sexta-feira (18), em São Paulo, durante o Summit Agroconsult 2026.
A iniciativa partiu de uma demanda da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e é conduzida pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA), que contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Agroconsult para coordenar tecnicamente o estudo.
Presidente do IPA e presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella afirmou que a construção das propostas buscou reunir diferentes segmentos do agronegócio para produzir um diagnóstico que não ficasse restrito à visão de uma única entidade.
“Desde o início, nossa preocupação foi construir um trabalho coletivo, técnico e que representasse as diferentes realidades do setor. O IPA reúne diversas entidades e entendemos que uma proposta dessa dimensão precisava nascer do diálogo, com diagnóstico, dados e participação de toda a cadeia”, afirmou Tania.
Para acompanhar a elaboração do estudo, o IPA criou um Núcleo Técnico com representantes das entidades envolvidas. Participaram da construção organizações como CNA, Sistema OCB, Aprosoja, CropLife, Abimaq e Abiove, entre outras.
Segundo Tania, o núcleo permitiu que as entidades acompanhassem o trabalho dos consultores e apresentassem contribuições durante todo o processo. “Não queríamos receber um relatório pronto ao final. Criamos um núcleo para acompanhar cada etapa, discutir os diagnósticos e contribuir com a experiência de quem está diariamente lidando com crédito, seguro e produção no campo. Isso deu consistência e legitimidade ao trabalho”, disse.
Diagnóstico e experiências internacionais
A elaboração das propostas passou por diagnóstico da política agrícola brasileira, análise de experiências internacionais e centenas de contatos e entrevistas com representantes da cadeia do agronegócio. O trabalho foi dividido em quatro grandes eixos: crédito rural; ambiente regulatório, com ênfase no mercado de capitais; seguro rural; e orçamento público.
Ao todo, foram consolidadas 66 propostas. O projeto está agora na fase final de elaboração do chamado Position Paper, documento que reunirá o diagnóstico e as recomendações desenvolvidas ao longo do estudo.
“Chegamos a 66 propostas depois de um processo amplo de escuta e comparação com experiências de outros países. Para além de apontar problemas, buscamos construir alternativas que possam efetivamente contribuir para uma política agrícola mais moderna, previsível e adequada aos desafios que o produtor enfrenta”, acrescentou Tania.
Propostas serão entregues à FPA
O estudo deverá ser colocado à disposição da FPA e das equipes dos candidatos à Presidência da República. A intenção, segundo a presidente do IPA, é fornecer uma base técnica para a discussão das políticas agrícolas do próximo governo, independentemente do resultado das eleições.
“Esse não é um projeto de governo nem de candidatura. É uma contribuição técnica do setor. O material estará à disposição da FPA e das assessorias dos candidatos à Presidência para que possa ser analisado e aproveitado pelo próximo governo, seja ele qual for”, enfatizou.
Tania lembrou ainda que a conclusão do estudo representa uma etapa do processo e que a implementação das propostas dependerá da articulação entre setor produtivo, Congresso Nacional e Executivo. “O estudo entrega uma base técnica. A partir daí, teremos uma agenda que dependerá da FPA, do próximo governo e, principalmente, da capacidade de o setor continuar unido em torno das mudanças que considera necessárias. O importante é que teremos propostas concretas sobre a mesa para fazer esse debate”.
Summit Agroconsult
Tania participou do painel Reforma da política agrícola e do seguro rural, ao lado da senadora Tereza Cristina (MS), de Carlos Ortiz, da consultoria Centrec, e de Guilherme Bastos, da FGV.
No debate, Ortiz abordou propostas relacionadas a crédito e ambiente regulatório, com foco no mercado de capitais, enquanto Bastos tratou de seguro rural e orçamento público. Tania apresentou a origem do projeto, o modelo de governança adotado pelo IPA e o processo de construção das propostas.
O Summit Agroconsult 2026, realizado na sede do Itaú BBA, em São Paulo, reuniu mais de 100 lideranças empresariais e produtores para discutir conjuntura e perspectivas para o agronegócio brasileiro.
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17/09/2026
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Seminário na USP debateu regulação, concorrência e oportunidades para expansão do setor
O potencial das cooperativas para ampliar o acesso da população brasileira a seguros foi um dos temas debatidos nesta quinta-feira (17), durante o II Seminário Jurídico de Seguros, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
O coordenador de Ramos do Sistema OCB, Hugo Andrade, participou do painel Regulação e Concorrência, ao lado de representantes do Ministério da Fazenda e da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O debate abordou o novo ambiente regulatório do setor, a entrada de novos participantes e os caminhos para ampliar a concorrência e a inclusão securitária no país.
Para Hugo, a atuação das cooperativas pode ajudar a levar proteção a pessoas e atividades econômicas que ainda têm pouco acesso ao mercado segurador. “O cooperativismo pode contribuir para levar proteção a quem hoje ainda está descoberto. Temos presença nas comunidades, proximidade com os cooperados e conhecimento das diferentes realidades econômicas. Esse conjunto de características abre espaço para ampliar a inclusão securitária no Brasil”, afirmou.
Novo cenário para o cooperativismo
O debate ocorreu em meio às mudanças promovidas pela Lei Complementar 213/2025, que ampliou as possibilidades de atuação das cooperativas no mercado de seguros, e pela regulamentação posterior do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).
Na avaliação de Hugo, o avanço do setor depende de um ambiente regulatório que combine segurança com o reconhecimento das particularidades do modelo cooperativista. “Precisamos de um ambiente regulatório seguro, mas que também reconheça a identidade e a forma de organização das cooperativas. O desafio é permitir que esses modelos sejam viáveis e sustentáveis e, ao mesmo tempo, tenham condições de ampliar a oferta de proteção para a sociedade”, explicou.
Outro ponto destacado foi a possibilidade de integração entre diferentes ramos do cooperativismo. Nesse cenário, as cooperativas de crédito podem desempenhar papel importante por sua capilaridade e presença em diferentes regiões do país. “As cooperativas de crédito têm uma capilaridade muito relevante e podem contribuir para impulsionar o cooperativismo de seguros. A intercooperação é uma das oportunidades que esse novo ambiente nos oferece”, acrescentou.
Concorrência e inclusão
A entrada de novos participantes e os possíveis efeitos sobre a concorrência também estiveram entre os temas discutidos. Hugo ressaltou que a expansão das cooperativas pode contribuir para aumentar a oferta de produtos, mas também para alcançar públicos que ainda possuem baixa cobertura securitária. “Não se trata apenas de dividir um mercado que já existe. Existe a possibilidade de ampliar esse mercado, alcançar novos públicos e fortalecer a cultura de proteção no país. É aí que o cooperativismo pode dar uma contribuição importante”, completou.
Além de Hugo, participaram do painel Vinicius Brandi, do Ministério da Fazenda e membro do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), e Carlos Queiroz, diretor da Susep. A moderação foi conduzida por Adriana Toledo, presidente do Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados (CRSNSP).
Realizado no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, o II Seminário Jurídico de Seguros reuniu especialistas e representantes do setor ao longo do dia. Além de regulação e concorrência, o evento promoveu debates sobre saúde suplementar; seguro de vida e integridade física; seguro de danos e responsabilidade civil; grandes riscos; e resseguro.
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16/09/2026
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Superintendente do Sistema OCB apresenta iniciativa que reúne mais de 1,7 mil cooperativas
O cooperativismo brasileiro levou à Conferência Global da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), nesta quarta-feira (16), na Cidade do Panamá, uma experiência construída para enfrentar um desafio que acompanha o setor há anos: tornar as cooperativas mais conhecidas pela sociedade e criar uma identidade comum para organizações de diferentes portes, regiões e ramos.
A superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, apresentou o case do movimento SomosCoop durante a sessão Building Bridges Through Communication: Speak Up, Scale Up! (Construindo pontes por meio da comunicação: expresse-se, amplie seu alcance!), dedicada ao papel da comunicação no fortalecimento do cooperativismo mundial.
Sua participação se deu no segmento Inspiration in Action: Success Stories (Inspiração em ação: histórias de sucesso), que reuniu experiências de diferentes regiões. O convite para detalhar o caso brasileiro ocorreu dentro do pilar Core Narrative & Branding (Narrativa central & branding), um dos cinco eixos da Estratégia de Comunicação da ACI para 2026–2030.
“O SomosCoop nasceu de um desafio muito claro: tínhamos cooperativas fortes, com marcas reconhecidas e histórias relevantes, mas precisávamos mostrar para a sociedade que todas elas fazem parte de um mesmo movimento. A construção de uma narrativa comum foi o caminho que encontramos para dar unidade a essa diversidade”, explicou Fabíola.
De 29% para 55%
A criação do SomosCoop partiu de um diagnóstico sobre o conhecimento da população a respeito do cooperativismo. Em 2018, apenas 29% dos brasileiros entrevistados sabiam citar uma cooperativa. Em 2023, esse percentual chegou a 55%. “Os números mostravam que tínhamos um problema de reconhecimento. O cooperativismo já estava presente na vida de milhões de brasileiros, mas muitas vezes as pessoas consumiam um produto ou utilizavam um serviço de uma cooperativa sem perceber que aquilo fazia parte de um modelo de negócios com características próprias”, disse a superintendente.
Outro desafio era a fragmentação da comunicação. Cada cooperativa trabalhava sua própria estratégia, normalmente concentrada em produtos, serviços e marcas individuais. Por isso, Fabíola detalhou que o Sistema OCB passou a trabalhar na construção de uma identidade que pudesse conectar essas organizações sem substituir as marcas já existentes. “O objetivo sempre foi preservar a força de cada marca e, ao mesmo tempo, criar um elemento capaz de dizer ao consumidor que todas elas pertencem a um movimento maior”, afirmou.
Mais de 1,7 mil cooperativas
A estratégia, contou a superintendente, resultou na criação do SomosCoop, com dois objetivos centrais: ampliar o diálogo do cooperativismo com a sociedade e reforçar entre cooperativas e cooperados o sentimento de pertencimento ao movimento. “A marca foi estruturada para ser modular e adaptável. Assim, cooperativas de diferentes portes e setores poderiam incorporar o carimbo SomosCoop a produtos, campanhas e materiais institucionais. Hoje, mais de 1,7 mil cooperativas utilizam a marca”.
Segundo Fabíola, esse foi um dos principais aprendizados do processo. “Uma marca coletiva precisa fazer sentido para quem vai utilizá-la. Quando as cooperativas começaram a incorporar o SomosCoop às próprias estratégias, a marca deixou de ser apenas uma iniciativa institucional e passou efetivamente a pertencer ao movimento”. Ela acrescentou que o reconhecimento também avançou entre os consumidores. “Pesquisa divulgada pelo Sistema OCB mostrou que um em cada quatro entrevistados afirmou ter tido contato com a marca SomosCoop, na pesquisa de 2023”.
Do reconhecimento à escolha
Fabíola destacou que a estratégia de comunicação passou por diferentes etapas desde a primeira campanha nacional, lançada em 2020. Depois de trabalhar o conhecimento sobre o modelo e a identificação do cooperativismo, o movimento entrou em 2026 em uma nova fase. O mote Escolha consciente, escolha do coop, tem como objetivo levar o consumidor a comprar com propósito, a partir do reconhecimento de produtos e serviços cooperativo e da escolha considerando essa origem.
“Primeiro, precisávamos ser conhecidos. Depois, reconhecidos. Agora, queremos transformar esse reconhecimento em uma relação mais próxima com o consumidor. A ideia é fazer com que ele encontre o carimbo SomosCoop, saiba o que existe por trás daquela marca e possa fazer sua escolha de forma consciente”, relatou.
A superintendente também lembrou que uma das ambições da estratégia é fortalecer a percepção das cooperativas, no Brasil e no mundo, como atores relevantes dos sistemas econômicos e sociais, ultrapassando o conceito de ser apenas uma alternativa a outros modelos empresariais. “Não estamos apresentando uma receita pronta. Cada país tem uma realidade, uma cultura e um movimento cooperativista diferente. O que podemos compartilhar é o processo: entender o problema, identificar aquilo que une as cooperativas, construir uma narrativa simples e criar ferramentas para que ela possa ganhar escala”.
Fabíola concluiu sua participação destacando a importância da participação na conferência. “O SomosCoop foi construído ao longo de anos, com pesquisa, aprendizado e participação das cooperativas. Poder compartilhar essa trajetória mostra que temos experiências relevantes para oferecer, mas também nos permite ouvir, aprender e voltar ao Brasil com novas referências. Essa troca é parte fundamental do cooperativismo”, concluiu.
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15/09/2026
Futuras Lideranças celebra formatura de turma realizada com a Ocesp
Formação combinou conhecimento, mentoria e diversidade para fortalecer sucessão e diversidade
Depois de seis meses de aprendizados, encontros e troca de experiências, participantes da Solução Futuras Lideranças se reuniram no último dia 1º, na sede do Sistema Ocesp, para celebrar a conclusão da jornada de formação. Ao todo, foram mais de 98 horas dedicadas ao desenvolvimento de competências relacionadas à liderança, cooperativismo, ESG, diversidade e inclusão, comunicação, sucessão e sustentabilidade, entre outros temas.
A cerimônia marcou o encerramento da segunda turma da solução em âmbito nacional e reuniu participantes, mentores, especialistas, cooperativas e profissionais envolvidos na iniciativa. Integrante do programa CulturaCoop, do Sistema OCB, o Futuras Lideranças tem como objetivo preparar a próxima geração de líderes do cooperativismo, contribuindo para os processos de sucessão e para a ampliação da diversidade nos espaços de liderança das cooperativas brasileiras.
A diversidade esteve entre os principais aspectos destacados durante o encontro. Ao longo da formação, participaram profissionais de diferentes áreas, funções, regiões e gerações, que representaram 21 cooperativas de seis ramos do cooperativismo. A variedade de trajetórias também esteve presente nas atividades de mentoria, que aproximaram profissionais de diferentes realidades e estimularam a troca de conhecimentos.
A abertura contou com a participação de Jessyca Bolzan, coordenadora de Desenvolvimento Social do Sistema OCB, que apresentou o papel da solução no âmbito da Cultura Cooperativista, como perspectiva de futuro, ao preparar lideranças capazes de responder não somente aos desafios contemporâneos das cooperativas, mas para manterem viva a essência cooperativista, por meio de uma continuidade orientada pelos valores e princípios cooperativistas.
Já Divani de Souza, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB que acompanha o desenvolvimento das turmas, reforçou que a experiência construída inicialmente com os pilotos realizados em São Paulo e Espírito Santo contribuiu para o aprimoramento da metodologia e para a expansão da iniciativa em âmbito nacional. "A cada turma realizada temos a certeza de que estamos no caminho certo, visto o alto índice de engajamento dos participantes, especialmente entre mentor e mentorado e o que essa sinergia contribui para o desenvolvimento da cooperativa”, destacou Divani.
Compartilhamento
Um dos momentos da celebração foi dedicado ao compartilhamento das experiências vividas durante a formação. Participantes de diferentes cooperativas foram convidados a relatar como o contato com outros profissionais ampliou perspectivas e trouxe novos aprendizados para suas trajetórias. Para os participantes, a formação também representou um espaço de reflexão sobre o papel que podem exercer no desenvolvimento de suas equipes e organizações.
Monica Moraes, do Sicoob Cooplivre, chamou atenção para a importância da formação de novas lideranças para a sucessão nas cooperativas. “É uma iniciativa muito importante porque busca desenvolver futuros líderes, principalmente pensando na sucessão das cooperativas em níveis mais estratégicos”, afirmou. Ela também destacou as discussões sobre diversidade, inclusão e equidade e apontou as mentorias como um dos pontos altos da experiência. “Pudemos ter momentos de mentoria em grupo e individual com os mentorados. A palavra que fica é gratidão por ter participado”.
Para Jonathan Cresp, da Cooperativa Agropecuária de Ibiúna (Caisp), a formação teve importância especial por coincidir com o início de sua trajetória como cooperado e membro do núcleo jovem da cooperativa. “Foi um curso de grande valia para mim. Eu já buscava conhecimento sobre a cooperativa e o cooperativismo. Foi também muito importante pelo contato com outras cooperativas e por conhecer diferentes formas de cooperar”, relatou. Segundo ele, iniciativas como essa também ampliam o protagonismo das novas gerações. “Cada vez mais o jovem está inserido nesse meio. É uma grande oportunidade que precisamos agarrar”, acrescentou.
Marina Cunha Oliveira, da CoopCargill, destacou especialmente as conexões construídas ao longo da jornada. “Os encontros presenciais tiveram um gostinho diferente. Tive a oportunidade de conhecer colegas, com muitas trocas de experiências e incentivo à intercooperação”, disse. Para ela, a formação também ajudou a reconhecer competências e enxergar os próximos passos profissionais. “Terminei o Futuras Lideranças com o coração cheio de gratidão, mais repertório e mais clareza sobre os desafios que quero assumir daqui para frente”.
A troca entre mentor e mentorado também foi ressaltada por Mateus Roberto Tomiasi, do Sicoob Paulista. “Foi uma experiência muito enriquecedora. Pude aprender muito, compartilhar um pouco do meu conhecimento e trocar muitas ideias com o meu mentorado, inclusive levando aprendizados para a minha equipe no dia a dia”, declarou.
Manoela Santana e Larisse de Paula, ambas do Sicoob Cooplivre, ressaltaram os reflexos da experiência no desenvolvimento profissional e pessoal. “O curso foi extremamente importante. Foi uma experiência para a vida, tanto pela convivência com os professores quanto pela troca com outras cooperativas. Trouxe muita coisa positiva para dentro do nosso trabalho”.
Patricia de Paula e Luciana Souza, da Unimed Ribeirão Preto, resumiram a participação como uma experiência de aprendizado e transformação. “Contribuiu tanto para o nosso desenvolvimento pessoal quanto profissional e nos trouxe novos olhares para a liderança. Seguimos juntas, aprendendo, crescendo e fazendo a diferença”.
Encerrando os depoimentos, Daniel Benazzi, da Uniodonto Americana, destacou o conjunto de experiências proporcionado pela formação. “Foi um privilégio fazer parte dessa experiência e refletir sobre temas tão relevantes para o futuro do cooperativismo. Momentos como esse fortalecem o cooperativismo, aproximam pessoas e nos inspiram a seguir inovando e construindo juntos”, afirmou.
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15/09/2026
Sistema OCB destaca expansão e desafios do ramo Crédito
Em encontro da Sicredi União no ES, Tania Zanella defende crescimento sem perda de identidade
O crescimento acelerado do cooperativismo brasileiro aumenta o desafio de fazer com que os novos associados compreendam as diferenças do modelo e participem das decisões das cooperativas. A avaliação foi apresentada pela presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, durante encontro da Sicredi União (RS/ES), nesta segunda-feira (14), em Cachoeiro de Itapemirim (ES).
A participação integrou a celebração dos 113 anos da Sicredi União e dos cinco anos de atuação da cooperativa no Espírito Santo. Em palestra sobre a força do cooperativismo brasileiro, Tania defendeu que a expansão do movimento seja acompanhada pelo fortalecimento da identidade cooperativista. “Crescer é importante, mas o nosso desafio é fazer com que os novos cooperados saibam o que isso representa e reconheçam que estão em um modelo no qual participa das decisões e dos resultados”, afirmou.
O Brasil chegou a 29,03 milhões de cooperados em 2025, ante 15,53 milhões em 2019, de acordo com dados do AnuárioCoop 2026. São 4.400 cooperativas presentes em 3.425 municípios, com R$ 1,6 trilhão em ativos e 613,4 mil empregos diretos. Juntas, registraram R$ 848,4 bilhões em ingressos no ano.
A expansão é ainda mais expressiva no cooperativismo de crédito. O número de cooperados do ramo passou de 10,7 milhões em 2019 para 23 milhões em 2025, alta superior a 115%. Para a presidente executiva, esse avanço exige atenção para que o associado entenda a diferença entre ser apenas cliente de uma instituição financeira e fazer parte de uma cooperativa.
A Sicredi União, por exemplo, reúne mais de 317 mil associados e 1,2 mil colaboradores, com 73 agências e presença em 61 municípios do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo. A cooperativa soma mais de R$ 10,5 bilhões em ativos e R$ 8,3 bilhões em operações de crédito.
Pertencimento
A apresentação levantou justamente o questionamento sobre quanto esse novo público conhece a cultura cooperativista. “Não queremos apenas ampliar uma base de usuários de serviços financeiros. Queremos formar cooperados que entendam seu papel, participem da cooperativa e percebam que fazem parte de um empreendimento que pertence às próprias pessoas”, disse.
Entre os diferenciais do modelo, a dirigente destacou o interesse pela comunidade, o vínculo de confiança, a participação dos associados nas decisões, a inclusão produtiva e a distribuição de sobras. Ela também relacionou o modelo às mudanças no comportamento do consumidor, que busca cada vez mais propósito, participação, valores humanos e soluções ligadas à economia consciente e colaborativa.
“O consumidor quer saber quais valores estão por trás de uma organização e qual impacto ela produz na sociedade. No cooperativismo, colocar as pessoas no centro e gerar desenvolvimento para a comunidade não são tendências novas. Fazem parte da nossa essência”, declarou.
Desenvolvimento local
A capacidade das cooperativas de impulsionar as economias locais também esteve entre os destaques da palestra. Segundo os dados apresentados por Tania, municípios com presença cooperativista registraram, em média, R$ 5,1 mil a mais de PIB por habitante, resultado 18,6% superior à média considerada no estudo.
Esses municípios também apresentaram incremento médio de 28,4 empregos formais por 10 mil habitantes e acréscimo de US$ 96,2 por habitante no saldo comercial. “Quando uma cooperativa cresce, o resultado circula na região, fortalece negócios, gera oportunidades e ajuda a desenvolver a comunidade. Essa capacidade de combinar eficiência econômica com desenvolvimento local é uma das maiores forças do cooperativismo”, ressaltou.
Fraudes, regulação e juros
A presidente executiva do Sistema OCB também abordou os desafios enfrentados pelo sistema financeiro. Na área operacional, estão o avanço das fraudes por Pix e engenharia social; o uso de inteligência artificial generativa e deepfakes em golpes; e o crescimento dos ataques cibernéticos. Já na regulatória, foram destacados o custo de adaptação às novas regras; a evolução do Open Finance e do Drex; e as exigências socioambientais. No ambiente econômico, por sua vez, juros elevados, endividamento e inadimplência pressionam famílias, empresas e instituições financeiras.
Entre as prioridades do Sistema OCB para o segmento estão a interlocução com o Banco Central para o fortalecimento patrimonial das cooperativas, a ampliação do acesso aos Fundos Constitucionais de Financiamento e a adaptação às novas regras de capital mínimo.
Ao final, Tania defendeu que a preservação da identidade cooperativista seja tratada como uma questão imediata diante do ritmo de expansão do setor. “Não estamos falando do cooperativismo para daqui a três gerações. Estamos falando do cooperativismo de agora. Os desafios já estão colocados e é agora que precisamos preparar nossas cooperativas e nossos cooperados para enfrentá-los”, concluiu.
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15/09/2026
Sistema OCB aproxima pesquisa e cooperativismo
Participação em Semana Acadêmica abordou educação coop e uso da pesquisa científica para decisões
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15/09/2026
Cooperativas ganham espaço no debate sobre futuro da energia no Brasil
Missão do Sistema OCB e da EPE no Paraná conecta experiências do setor ao planejamento nacional
O cooperativismo quer ampliar sua participação nas discussões sobre o futuro da energia no Brasil. Em missão técnica realizada no Paraná, representantes do Sistema OCB, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Sistema Ocepar conheceram experiências de cooperativas que mostram, na prática, como o setor pode contribuir para geração e distribuição de energia, aproveitamento de resíduos, eficiência energética e planejamento da infraestrutura do setor no país.
A agenda ocorreu em meio a um novo passo na relação entre as instituições. Em 9 de setembro, Sistema OCB e EPE formalizaram um Protocolo de Intenções, com vigência de três anos, para ampliar a cooperação em pesquisas e iniciativas relacionadas a comunidades energéticas, além de temas como planejamento, eficiência e transição energética; sustentabilidade; e energias renováveis.
No Paraná, com apoio do Sistema Ocepar, a comitiva visitou Cercar, Copacol, Primato e C.Vale. Representantes da Lar e da Agrária também participaram das discussões realizadas na C.Vale. A diversidade das organizações permitiu observar tanto a atuação histórica das cooperativas na distribuição de eletricidade quanto em novas soluções desenvolvidas pelo cooperativismo agropecuário.
Para Thayná Côrtes, analista de Infraestrutura do Sistema OCB, a aproximação permite levar ao debate energético informações que nascem da realidade das cooperativas e dos territórios onde elas atuam. “As cooperativas conhecem de perto as necessidades dos produtores, das comunidades e das regiões onde estão presentes. Essa experiência pode oferecer informações importantes para o planejamento energético e, ao mesmo tempo, mostrar como o cooperativismo já desenvolve soluções em geração, eficiência, sustentabilidade e aproveitamento de resíduos”, afirmou.
A missão no Paraná deu continuidade a uma agenda iniciada no Rio Grande do Sul, onde foram visitadas Certaja e Coopernorte, cooperativas permissionárias de distribuição de energia. Além das visitas presenciais, o Sistema OCB vem apoiando a EPE na identificação de cooperativas para entrevistas, com o objetivo de incorporar diferentes experiências, regiões e modelos cooperativos ao estudo sobre comunidades energéticas.
Além da distribuição
Um dos diferenciais da passagem pelo Paraná foi ampliar o olhar para além das cooperativas que atuam diretamente no setor elétrico. A inclusão de cooperativas agropecuárias permitiu mostrar como a energia se tornou um elemento estratégico também para produção, processamento e logística no campo.
Nas visitas, foram apresentadas experiências de geração própria, produção de biogás e biometano, aproveitamento energético de resíduos e adoção de novas fontes e tecnologias. Também entraram na discussão problemas relacionados à qualidade, estabilidade e continuidade do fornecimento de eletricidade para atividades produtivas.
Para Vinicius Rosenthal, analista da EPE, conhecer essas experiências em campo ajuda a ampliar a compreensão sobre a relação entre produção, território e demanda energética. “Quando vamos às cooperativas, conseguimos enxergar aspectos que os dados, isoladamente, nem sempre mostram. Entender como a energia interfere na produção, quais soluções já estão sendo desenvolvidas e quais dificuldades aparecem nos territórios é fundamental para enriquecer os estudos”, descreveu.
A proximidade das cooperativas com produtores e comunidades também pode fornecer informações sobre expansão das atividades econômicas, necessidades de investimento e gargalos de infraestrutura. Segundo Gabriel Konzen, consultor na EPE, as visitas mostraram que o potencial da cooperação entre as instituições ultrapassa o estudo inicialmente dedicado às comunidades energéticas.
“O trabalho começou com o olhar sobre comunidades energéticas, mas as visitas mostram uma agenda muito mais ampla. Encontramos experiências relacionadas a biogás, biometano, geração própria, qualidade do fornecimento, eficiência energética e economia circular. É um conjunto de informações que ajuda a compreender melhor o papel que iniciativas locais e coletivas podem desempenhar no setor energético”, avalia.
Do resíduo ao combustível
Na Primato, uma das experiências que chamou a atenção foi a produção de biometano a partir de dejetos da suinocultura. A solução nasceu de um problema concreto dos cooperados: a necessidade de dar destinação adequada ao volume de resíduos gerado pela produção de suínos.
Por meio da biodigestão, os dejetos passam a ser utilizados para produzir biometano. O combustível é empregado em veículos da própria operação, inclusive caminhões usados no carregamento de ração. O processo também permite aproveitar outros subprodutos, que podem ser destinados à produção e comercialização de fertilizantes.
A iniciativa evidencia uma característica do modelo cooperativista: transformar um desafio comum dos produtores em uma solução coletiva com resultados econômicos e ambientais.
Na Copacol, a comitiva conheceu outra aplicação dessa lógica. A cooperativa utiliza biogás para geração de energia e também aproveita subprodutos resultantes da biodigestão em sua atividade produtiva. As duas experiências mostram como resíduos da produção agropecuária podem retornar à cadeia como fonte de energia e novos insumos.
Energia no campo
Na Cercar, a agenda recuperou a trajetória das cooperativas de eletrificação rural e o papel desempenhado por essas organizações no desenvolvimento de regiões que, historicamente, não eram atendidas de forma satisfatória pelas distribuidoras tradicionais.
Criadas a partir da mobilização de produtores e moradores, essas cooperativas ajudaram a construir a infraestrutura necessária para levar eletricidade ao meio rural. A chegada da energia contribuiu para mecanização, armazenamento, irrigação, geração de renda, melhoria das propriedades e instalação de novas atividades econômicas.
O crescimento dessas regiões, no entanto, trouxe novos desafios. Cooperativas autorizadas de distribuição enfrentam limitações regulatórias, especialmente por estarem vinculadas ao atendimento de consumidores classificados como rurais. Em determinadas localidades, a economia e as características de consumo mudaram ao longo das décadas, enquanto as regras não avançaram na mesma velocidade.
Para Silvio Krinski, coordenador do Sistema Ocepar, compreender essa trajetória também é importante para discutir o futuro da infraestrutura energética dessas regiões. “As cooperativas tiveram papel decisivo no desenvolvimento de muitas comunidades rurais. A energia permitiu que a produção avançasse, que novos negócios surgissem e que essas regiões se desenvolvessem. Hoje, precisamos olhar também para os desafios que esse próprio crescimento trouxe e discutir condições para que a infraestrutura energética continue acompanhando o desenvolvimento dos territórios”, declarou.
Já o presidente da Cercar, Celso Prediger, agradeceu à EPE, Sistema OCB e Ocepar pela oportunidade. “Foi um diálogo muito construtivo sobre o desenvolvimento das comunidades energéticas. Uma oportunidade para compartilhar experiências, fortalecer parcerias e contribuir para um setor elétrico mais cooperativo e sustentável. Esperamos que este seja o início de novas oportunidades de diálogo e colaboração", destacou.
Infraestrutura estratégica
Na C.Vale, a comitiva conheceu parte da estrutura produtiva da cooperativa, incluindo a produção e o processamento de tilápias. Representantes da Lar e da Agrária também participaram das discussões, ampliando o debate sobre os desafios energéticos enfrentados pelas cooperativas agroindustriais.
Um dos principais pontos levantados foi a qualidade do fornecimento de energia. Para determinadas atividades produtivas, não basta que a eletricidade esteja disponível. Oscilações, interrupções ou problemas de qualidade podem afetar processos industriais e comprometer a continuidade da produção. Nesse cenário, a energia deixa de ser vista apenas como um custo ou insumo e passa a ser tratada como infraestrutura estratégica para o desenvolvimento das atividades produtivas.
A discussão também mostrou como o conhecimento acumulado pelas cooperativas pode contribuir para esse processo. Por acompanharem diretamente o crescimento das atividades econômicas e as necessidades dos cooperados, essas organizações podem fornecer informações sobre demandas futuras de energia, gargalos de infraestrutura e necessidades de investimento.
Planejamento de longo prazo
A assinatura do Protocolo de Intenções consolida a aproximação entre Sistema OCB e EPE e abre caminho para que a experiência das cooperativas seja considerada em diferentes discussões sobre o futuro energético brasileiro. Segundo Thayná Côrtes, o objetivo é transformar a proximidade do cooperativismo com os territórios em uma fonte permanente de informações e experiências para o planejamento energético.
“O Sistema OCB pode fazer essa ponte entre a EPE e as cooperativas, para levar experiências que já existem e, ao mesmo tempo, apresentar as necessidades encontradas nos territórios. Queremos que essa aproximação tenha continuidade e permita que o conhecimento acumulado pelo cooperativismo contribua cada vez mais para as discussões sobre energia no país”, defendeu.
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14/09/2026
Sistema OCB debate modernização das relações de trabalho no agro
Em congresso de Direito Agrário, entidade abordou contrato por safra e segurança jurídica no campo
Os desafios para conciliar as particularidades da produção agropecuária, a formalização das relações de trabalho e a proteção dos trabalhadores estiveram entre os temas levados pelo Sistema OCB ao Congresso Brasileiro de Direito Agrário e Agronegócio, realizado nos dias 10 e 11 de setembro, em Brasília. O coordenador sindical da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), Bruno Vasconcellos, participou do encontro com uma análise sobre o contrato de trabalho por safra e os caminhos para aperfeiçoar a legislação aplicada ao trabalho rural.
Promovido pela Associação Brasileira de Direito Agrário e Agronegócio (JurAgro), o congresso integrou a programação científica da 34ª Expoabra Brasília 2026, no Parque de Exposições Granja do Torto, em Brasília. Com o tema O Direito na Sustentação do Agronegócio: segurança jurídica e resiliência em tempos de crise, o encontro reuniu especialistas, produtores rurais, representantes do setor produtivo, instituições financeiras, cooperativas e profissionais do Direito para discutir questões como crédito rural, regularização fundiária, contratos, tributação e meio ambiente.
Em sua participação, Bruno destacou que a própria dinâmica da produção agropecuária exige instrumentos trabalhistas capazes de acompanhar os ciclos do campo. Ele lembrou que as atividades rurais possuem períodos de maior demanda por mão de obra, especialmente durante plantio e colheita, o que torna a contratação temporária uma característica inerente a diversas cadeias produtivas. Além disso, o contrato de safra já possui disciplina específica na Lei 5.889/1973 e vincula a duração da relação de trabalho às variações sazonais da atividade agrícola.
“A sazonalidade faz parte da realidade do campo e precisa estar refletida em instrumentos que ofereçam segurança para quem produz e para quem trabalha. O contrato de safra cumpre um papel importante nesse sentido, porque permite atender períodos específicos de maior demanda de mão de obra dentro de uma relação formal de trabalho”, afirmou Bruno.
Formalização
Um dos principais pontos apresentados pelo coordenador foi justamente o desafio de ampliar a formalização dos trabalhadores safristas sem criar uma escolha entre o emprego temporário e a manutenção da proteção social. A questão ganhou espaço no debate legislativo com o PL 715/2023, aprovado pelo Congresso Nacional com dispositivos voltados à preservação de benefícios sociais durante o período de contratação formal na safra.
A proposta previa que trabalhadores temporários do campo pudessem manter benefícios sociais durante a vigência do contrato e estabelecia mecanismos para o registro das informações enquanto o eSocial ainda não dispusesse de campo específico para essa finalidade. O objetivo era reduzir um dos obstáculos identificados à formalização: o receio de que a assinatura da carteira durante uma atividade temporária pudesse comprometer o acesso do trabalhador a programas sociais.
“Quando a formalização passa a ser percebida pelo trabalhador como um risco à renda familiar, cria-se uma distorção que afeta toda a cadeia. Precisamos construir uma solução que estimule o emprego formal durante a safra, preserve a proteção social e dê previsibilidade ao produtor para contratar nos períodos em que a atividade exige reforço de mão de obra”, ressaltou.
O PL 715/2023 recebeu veto integral do Poder Executivo, por meio da Mensagem 520/2026, e a decisão agora cabe ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar o veto. Ainda não há previsão para a análise, e a perspectiva é de que o tema seja apreciado somente após as eleições.
Para Bruno, a discussão representa uma oportunidade para aproximar a legislação das transformações experimentadas pelo setor agropecuário. Nesse contexto, ele também chamou atenção para o PL 4.812/2025, que propõe um novo marco para o trabalho rural e atualiza regras diante de mudanças tecnológicas no campo, incluindo a utilização de máquinas operadas a distância e drones. A proposta substituiria a atual Lei 5.889/1973 e segue em discussão no Congresso.
“O agro mudou profundamente nas últimas décadas. Incorporou tecnologia, novas formas de produção e novas relações de trabalho. A legislação precisa acompanhar essa evolução, com regras claras e adequadas à realidade contemporânea do campo. Modernizar esse ambiente significa criar condições para gerar emprego formal, produtividade e segurança jurídica”, acrescentou.
A participação do Sistema OCB no congresso também dialogou com outros temas da programação diretamente relacionados às cooperativas e ao ambiente de negócios do campo. Ao longo dos dois dias, o evento discutiu Reforma Tributária, crédito rural, sucessão rural, regularização fundiária, mercado de carbono, licenciamento ambiental e aspectos tributários do cooperativismo agropecuário.
Relações previdenciárias
‘De forma complementar, Bruno abordou a discussão sobre exposição ao agente nocivo ruído e seus efeitos previdenciários. O Sistema OCB acompanha propostas em tramitação no Congresso que tratam da aposentadoria especial, do uso de equipamentos de proteção individual e da contribuição adicional para o financiamento desse benefício. Entre elas estão o PLP 42/2023 e o PDL 106/2025, na Câmara, além do PL 385/2023, do PL 1.363/2021 e do PDL 351/2024, no Senado.
O tema também chegou ao Supremo Tribunal Federal por meio da ADI 7773, que discute a constitucionalidade da contribuição adicional para aposentadoria especial nos casos de exposição a ruído. O Sistema OCB ingressou na ação como amicus curiae para apresentar ao STF a perspectiva do cooperativismo.
“Nossa atuação busca contribuir para regras que conciliem a proteção do trabalhador com segurança jurídica para cooperativas e demais empregadores. São discussões que envolvem impactos relevantes sobre as relações de trabalho e precisam ser construídas com equilíbrio, clareza e previsibilidade”, concluiu Bruno.
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