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30/07/2026
Sistema OCB orienta coops de transporte sobre a Reforma Tributária
Entidade esclareceu os impactos das novas regras e orientou ações de adaptação ao novo sistema
No dia 10 de julho, sexta-feira, o Sistema OCB promoveu um encontro para debater as mudanças trazidas pela Reforma Tributária e seus reflexos para o cooperativismo de transporte, com representantes de cooperativas de diferentes estados. Conduzida pela assessora jurídica da entidade, Amanda Rezende, a reunião apresentou as principais regulamentações já publicadas, esclareceu dúvidas sobre o novo modelo tributário e reforçou a atuação da entidade na defesa do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo.
O encontro teve como objetivo preparar as cooperativas para a transição ao novo sistema, detalhando as regras previstas na Emenda Constitucional 132/2023, na Lei Complementar 214/2025 e no Decreto 12.955/2026. Durante a apresentação, a equipe jurídica destacou as garantias constitucionais asseguradas ao cooperativismo e explicou como funcionará o regime específico destinado às sociedades cooperativas.
Um dos principais pontos abordados foi o tratamento tributário do ato cooperativo. O modelo previsto na reforma estabelece a não incidência do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nas operações realizadas entre a cooperativa e seus cooperados para preservar a neutralidade tributária característica do cooperativismo. A medida evita que a relação entre cooperativa e associado seja onerada por uma tributação mais gravosa e garante a manutenção da cadeia de créditos nas operações anteriores.
Para o coordenador do Ramo Transporte do Sistema OCB, Evaldo Matos, acompanhar de perto esse processo é fundamental para que as cooperativas estejam preparadas para as mudanças. "O transporte é um dos ramos que sentirão de forma mais direta os efeitos da Reforma Tributária. Por isso, o Sistema OCB tem atuado em duas frentes: na orientação as cooperativas sobre as mudanças e no acompanhamento da regulamentação para defender um tratamento tributário que preserve a competitividade, a segurança jurídica e a essência do ato cooperativo”, explicou.
Particularidades do transporte
Além dos aspectos gerais da Reforma, a reunião tratou das especificidades que impactam diretamente o Ramo Transporte. Entre os temas discutidos estiveram a transferência de créditos do cooperado para a cooperativa e as diferenças entre o tratamento tributário aplicado ao transporte de cargas e ao transporte coletivo de passageiros.
A assessoria jurídica também apresentou os reflexos práticos das normas já regulamentadas e explicou como esses dispositivos deverão ser aplicados pelas cooperativas.
Outro ponto de atenção destacado durante o encontro foi a necessidade de adaptação das cooperativas ao novo ambiente tributário. A implantação do modelo exigirá revisão de processos internos, reprecificação de contratos, acompanhamento do fluxo de caixa e adequação às novas obrigações acessórias relacionadas à opção pelo regime específico das sociedades cooperativas.
O Sistema OCB reforçou que continuará acompanhando a publicação dos atos conjuntos da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, etapa considerada essencial para esclarecer procedimentos operacionais e garantir segurança jurídica às cooperativas. A entidade também seguirá defendendo pleitos importantes para o ramo, como maior clareza na aplicação do crédito presumido e a simplificação da emissão de documentos fiscais nas operações internas realizadas pelas cooperativas.
Além desses temas, outras dúvidas e questionamentos encaminhados pelas cooperativas permanecem sob análise técnica do Sistema OCB, que continuará consolidando as contribuições do ramo para orientar sua atuação institucional. Também será realizada uma nova reunião com o ramo, dando continuidade aos debates e à construção de estratégias voltadas a apoiar as cooperativas na transição para o novo modelo tributário.
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30/07/2026
Sistema OCB destaca força do coop no Outlook Agro Brasil
Evento reuniu governo, setor produtivo e especialistas para discutir perspectivas da safra 2026/27
Nesta quinta-feira (30), o Sistema OCB esteve presente na primeira edição do Outlook Agro Brasil 2026. Promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela ApexBrasil, o encontro reuniu autoridades, representantes do setor produtivo, especialistas e lideranças para discutir as perspectivas da safra 2026/27 e estratégias para ampliar a inserção dos produtos brasileiros no mercado global.
Representando o Sistema OCB na sessão solene de abertura, a presidente executiva da entidade, Tania Zanella, destacou o papel das cooperativas agropecuárias como um dos principais pilares da competitividade do agro brasileiro e ressaltou a capacidade do modelo cooperativista de fortalecer a produção, agregar valor e ampliar oportunidades de acesso a novos mercados.
Ao lado do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, do presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, e do secretário de Promoção Comercial, embaixador Alex Giacomelli, Tania afirmou que o cooperativismo reúne características que tornam o setor ainda mais preparado para enfrentar os desafios do cenário internacional.
"Quando falamos em competitividade, falamos de pessoas, de organização e de capacidade de construir soluções coletivas. As cooperativas brasileiras têm mostrado, ano após ano, que conseguem transformar produção em desenvolvimento econômico, distribuir renda entre seus cooperados e ampliar a presença do Brasil nos mercados internacionais", afirmou.
Tania também destacou a relevância das cooperativas para a agropecuária nacional. “Atualmente, elas respondem por 53% da originação de grãos e fibras produzidos no país e por aproximadamente 80% da carne suína brasileira. Em 2024, o ramo agropecuário movimentou R$ 438,2 bilhões e registrou R$ 30,2 bilhões em sobras distribuídas aos cooperados, o maior resultado da série histórica”.
A presidente executiva pontuou, ainda, que a força do modelo cooperativista vai além dos indicadores econômicos. Segundo ela, mesmo em períodos de oscilação nos preços das commodities, as cooperativas mantêm sua capacidade de investir, gerar emprego, distribuir resultados e garantir renda aos produtores, consolidando um modelo de negócios baseado na cooperação e na sustentabilidade econômica.
A realização do Outlook Agro Brasil ocorre em um momento estratégico para o setor, marcado pelo fortalecimento da agenda de diversificação dos mercados internacionais para os produtos brasileiros. Nesse contexto, o cooperativismo se apresenta como um parceiro natural das iniciativas voltadas à ampliação da presença do agro nacional no exterior.
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29/07/2026
Cooperativas do Maranhão conhecem caminhos para captar recursos à inovação
Oficinas apresentaram oportunidades de financiamento para acessar recursos públicos e privados
O acesso a recursos para investir em inovação foi o tema de duas oficinas realizadas pelo Sistema OCB, em parceria com o Sistema OCB/MA, com cooperativas maranhenses, nos dias 23 e 25 de julho. A iniciativa apresentou oportunidades de financiamento e orientou a elaboração de projetos voltados à captação de recursos públicos e privados.
As capacitações fazem parte da solução Radar de Financiamento, do eixo InovaCoop, desenvolvida para aproximar as cooperativas das instituições que integram o ecossistema de fomento à inovação e ampliar o conhecimento sobre as diferentes alternativas disponíveis para financiar novos projetos.
A oficina realizada no dia 23 de julho, na sede da Unimed Maranhão do Sul, em Imperatriz, reuniu 27 participantes. Dois dias depois, em 25 de julho, a programação chegou ao Sicoob Credileste, em Grajaú, com a participação de 35 colaboradores.
Os participantes tiveram contato com conceitos relacionados à inovação e conheceram as principais modalidades de financiamento existentes no mercado. Entre elas, foram apresentadas linhas de recursos reembolsáveis, não reembolsáveis e mecanismos de incentivo indireto que podem apoiar projetos inovadores desenvolvidos pelas cooperativas.
Na segunda parte da programação, o conteúdo ganhou caráter prático. Os participantes elaboraram um canvas de fomento, ferramenta utilizada para estruturar ideias e identificar necessidades, objetivos e potenciais fontes de financiamento. Também exploraram as funcionalidades do Radar de Financiamento e realizaram um primeiro exercício de busca por oportunidades alinhadas aos projetos de suas cooperativas.
"As oficinas do Radar de Financiamento ajudam a resolver dois desafios enfrentados pelas cooperativas. Elas passam a conhecer diferentes fontes de recursos para viabilizar investimentos em novos projetos e, ao mesmo tempo, fortalecem a cultura de inovação, a partir da integração entre as equipes e estímulo a construção de novas ideias", destacou o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa.
Além de apresentar as possibilidades de financiamento, a metodologia busca preparar as cooperativas para que estejam aptas a identificar oportunidades, organizar propostas e aumentar suas chances de acesso aos recursos disponíveis no mercado de fomento.
Radar de Financiamento
O Radar de Financiamento foi criado para facilitar o acesso das cooperativas às principais oportunidades de financiamento para inovação disponíveis no país. A solução reúne informações sobre programas, editais, linhas de crédito e incentivos oferecidos por diferentes instituições do ecossistema de fomento, e permite que as cooperativas encontrem alternativas compatíveis com seus projetos e estágio de desenvolvimento.
As oficinas são oferecidas às cooperativas interessadas em iniciar ou fortalecer sua estratégia de captação de recursos para inovação. Para participar, basta procurar a Organização Estadual do Sistema OCB em seu estado e verificar a disponibilidade da capacitação.
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Coopercitrus Expo reúne lideranças para debater crédito e futuro do agro
Solução Eficiência Energética beneficia cooperativas de saúde e crédito
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29/07/2026
Coopercitrus Expo reúne lideranças para debater crédito e futuro do agro
Evento destacou papel do cooperativismo como estratégia para fortalecer o desenvolvimento do campo
Nesta terça-feira (28), representantes do cooperativismo, do mercado financeiro, parlamentares e especialistas se reuniram para discutir os desafios do financiamento ao agronegócio durante o 2º Encontro do Cooperativismo Agropecuário e Mercado de Capitais, realizado como parte da programação da Coopercitrus Expo 2026.
Representando o Sistema OCB, a presidente executiva Tania Zanella participou de dois momentos da programação. Pela manhã, abriu o encontro com a palestra Importância do financiamento para o agronegócio e cooperativismo. À tarde, integrou um painel sobre os desafios da política agrícola.
Na abertura, Tania destacou que as cooperativas têm uma estrutura sólida, gestão de longo prazo, e compromisso com os produtores e com as comunidades onde atuam. “Quanto mais o mercado compreender esse modelo, maiores serão as oportunidades para desenvolver instrumentos financeiros compatíveis com a realidade do cooperativismo e ampliar os investimentos no setor", Ela também lembrou a presença das cooperativas agro em toda a cadeia produtiva, do fornecimento de insumos à armazenagem, industrialização e comercialização.
Política Agrícola
No período da tarde, o gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto, apresentou um panorama sobre o Plano Safra 2026/2027 e o cenário do crédito rural. Ele destacou que o Sistema OCB participa há 26 anos da construção de propostas para a política agrícola e reforçou a necessidade de ampliar as fontes de financiamento para acompanhar o crescimento do agronegócio brasileiro. Também defendeu o fortalecimento do seguro rural como instrumento para reduzir riscos e garantir maior previsibilidade aos produtores.
Ele destacou que o Plano Safra 2026/2027 destinou R$ 610,3 bilhões ao financiamento da produção agropecuária, dos quais R$ 525,1 bilhões são voltados à agricultura empresarial. Apesar do volume de recursos, Prieto observou que as taxas de juros ainda representam um desafio para o setor e defendeu a ampliação de instrumentos privados de financiamento, além do fortalecimento de uma política permanente de seguro rural para dar mais previsibilidade aos produtores.
O gerente também ressaltou os avanços obtidos com a Medida Provisória 1.376/2026, fruto da atuação técnica do Sistema OCB, como a inclusão das cooperativas agropecuárias entre os beneficiários da renegociação de dívidas, o reconhecimento das perdas de renda como critério de acesso ao programa e a ampliação das alternativas para reestruturação do crédito rural.
Em seguida, Tania participou de painel ao lado do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion (RS), e do presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Arnaldo Jardim (SP). O debate abordou temas como o Plano Safra, a renegociação das dívidas rurais, o seguro rural e o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao setor.
Para a presidente executiva, “o Plano Safra continua sendo uma política essencial para o setor, mas ele já não acompanha o ritmo de crescimento do agronegócio brasileiro. Precisamos ampliar as fontes de financiamento, fortalecer a participação do mercado de capitais e construir uma política agrícola preparada para os desafios que o campo enfrenta”.
Ela também abordou a atuação do Sistema OCB nas negociações da MP 1.376/2026, que trata da renegociação das dívidas rurais. Segundo Tania, a entidade defendeu que as medidas contemplassem além dos produtores afetados por eventos climáticos, aqueles que enfrentaram perdas de renda provocadas pelo aumento dos custos de produção e pelas oscilações do mercado.
Outro ponto enfatizado foi a necessidade de consolidar uma política permanente de seguro rural. "O seguro rural precisa deixar de ser uma política sujeita às incertezas orçamentárias e passar a oferecer previsibilidade ao produtor. É uma ferramenta fundamental para reduzir riscos, ampliar o acesso ao crédito e dar mais segurança aos investimentos no campo", complementou.
Atuação conjunta
O deputado Pedro Lupion defendeu que o fortalecimento do crédito rural e do seguro agrícola depende da atuação conjunta entre o setor produtivo e o Congresso Nacional. Segundo ele, a aprovação do novo marco legal do seguro rural e as discussões para modernizar o sistema de crédito representam avanços importantes para ampliar a segurança do produtor e tornar o financiamento mais acessível. O parlamentar também destacou o trabalho realizado para viabilizar a MP 1.376/2026.
Já Arnaldo Jardim reforçou que o agronegócio brasileiro mobiliza um volume de recursos muito superior ao orçamento destinado ao Plano Safra, o que evidencia a necessidade de ampliar os mecanismos de financiamento ao setor. Para ele, o campo precisa de instrumentos que garantam crédito, segurança jurídica e previsibilidade, para que produtores e cooperativas possam continuar a investir e ampliar sua competitividade.
Cooperativismo fortalece a resiliência no campo
Ao encerrar sua participação no evento, Tania falou sobre o papel do cooperativismo diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, pela necessidade de ampliar a produção de alimentos e pela busca por maior competitividade no meio rural.
Ela ressaltou que o modelo cooperativista reúne assistência técnica, inovação, gestão, acesso a mercados e planejamento de longo prazo. "O cooperativismo transforma desafios individuais em soluções coletivas. É um modelo que fortalece o produtor, impulsiona o desenvolvimento das comunidades e prepara o agro brasileiro para responder aos desafios do futuro", concluiu.
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28/07/2026
Brasil amplia participação na governança da ACI Américas
Conselho avança nos preparativos da Assembleia Regional e reforça presença brasileira nas decisões
O Conselho de Administração da ACI Américas realizou, nesta terça-feira (28), mais uma reunião de trabalho para discutir os preparativos da XVII Assembleia Regional e das atividades da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), programadas para setembro, no Panamá. Entre os principais temas estiveram o andamento do processo eleitoral da entidade, a organização das assembleias dos comitês setoriais, a programação do evento regional e aspectos relacionados à participação das organizações cooperativas dos países membros.
O cooperativismo brasileiro foi representado pelo coordenador de Relações Internacionais do Sistema OCB, João Penna, que participou da reunião como conselheiro suplente, e por Marcos Cunha, diretor de Gestão de Saúde, Regulação e Eventos da Unimed do Brasil, que atua como conselheiro titular no colegiado.
Grande parte da pauta foi dedicada aos preparativos da Assembleia Regional, marcada para ocorrer entre 13 e 18 de setembro, na Cidade do Panamá. Os conselheiros analisaram a programação preliminar do evento, que reunirá assembleias dos comitês regionais, reuniões do Conselho Regional, encontro com o Conselho Mundial da ACI, Assembleia Geral da entidade e o processo de eleição da nova presidência e dos integrantes do Conselho de Administração da organização para o próximo mandato. Também foram apresentados detalhes sobre inscrições, logística, orçamento e mobilização dos países membros.
Outro tema de destaque foi o relatório do Comitê Eleitoral, responsável por acompanhar as eleições da entidade. Foram apresentadas as candidaturas já homologadas, debatidas as vagas ainda em aberto em alguns comitês temáticos e aprovada a prorrogação do prazo para novas inscrições em cargos específicos. O Conselho também validou a candidatura de José Alves de Sousa Neto à presidência da ACI Américas e aprovou a convocação oficial da Assembleia Regional.
João Penna também passou a integrar o Comitê Eleitoral da ACI Américas, na função de vogal, grupo responsável por acompanhar o processo de candidaturas e garantir a observância das regras eleitorais da organização.
Para ele, a participação do Brasil nas instâncias de governança da ACI Américas fortalece o diálogo regional e amplia a contribuição do cooperativismo brasileiro para a construção das estratégias do movimento no continente. "A preparação para a Assembleia Regional envolve decisões importantes para o futuro da organização. Acompanhar esse processo de perto permite compartilhar experiências, contribuir para o aprimoramento da governança e ampliar a presença do Brasil nas discussões estratégicas do cooperativismo internacional", destacou.
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28/07/2026
Sistema OCB fortalece atuação dos comitês de jovens e mulheres
Reuniões alinharam ações para ampliar protagonismo de novas lideranças e preparar participação na Semana de Competitividade
Os comitês nacionais Geração C e Elas pelo Coop realizaram, na última quinta-feira (23), suas reuniões ordinárias para alinhar ações estratégicas, compartilhar iniciativas desenvolvidas nos estados e preparar a participação de seus integrantes na Semana de Competitividade do Sistema OCB. Os encontros foram abertos por Jessyca Bolzan, coordenadora Social do Sistema OCB, e conduzidos pelas coordenações dos respectivos comitês.
Juventude cooperativista
Realizada pela manhã, a reunião do Geração C foi conduzida por Larissa Zambiasi e Elaine de Souza, integrantes da coordenação do comitê. A pauta reuniu atualizações sobre a atuação da rede nacional de jovens cooperativistas, iniciativas de formação e ações voltadas ao fortalecimento da comunicação e do engajamento da juventude no movimento cooperativista.
Durante o encontro, foram apresentados dados atualizados do comitê, que atualmente reúne representantes de 17 unidades da federação e conta com 12 comitês estaduais em funcionamento. Também foram reforçadas as orientações para conclusão das trilhas de capacitação e o compartilhamento das percepções a respeito dos aulões sobre cultura cooperativista promovidos pelo Sistema OCB.
Outro destaque foi o alinhamento da participação dos jovens na Semana de Competitividade, especialmente nas atividades da Sala Sensorial, além da apresentação da iniciativa "Geração C, pelo Brasil", que permitirá aos comitês estaduais produzirem conteúdo para divulgação no perfil nacional do movimento, ampliando a visibilidade das ações desenvolvidas em diferentes regiões do país.
A programação também contemplou a apresentação de iniciativas já realizadas pelo comitê, como encontros da juventude cooperativista em diferentes estados, e das próximas ações previstas, entre elas os encontros de jovens da Coopercitrus e do Sistema Ocemg. Também foi detalhada a proposta Cooperando Acontece, que será desenvolvida durante a Semana de Competitividade para estimular a produção colaborativa de conteúdo para as redes sociais do movimento.
Liderança feminina
No período da tarde, a reunião do Comitê Elas pelo Coop foi conduzida por Leandra Miglioranza, coordenadora do colegiado, reunindo representantes de diferentes estados para acompanhar o andamento das iniciativas voltadas ao fortalecimento da liderança feminina no cooperativismo.
Os principais assuntos abrangeram a integração de novas integrantes ao comitê, o fortalecimento dos comitês estaduais e o incentivo à conclusão da trilha de formação em liderança feminina, requisito para participação no grupo. Também foram reconhecidas as integrantes que concluíram a trilha de ESG, reforçando o compromisso do comitê com a formação contínua de suas participantes.
A preparação para a Semana de Competitividade também teve espaço de destaque. As participantes receberam orientações sobre a programação do evento e sobre sua atuação, especialmente nas atividades previstas para a Sala Sensorial, um espaço pensado para proporcionar uma experiência imersiva, despertando reflexões sobre empatia, inclusão, diversidade e pertencimento por meio de vivências sensoriais.
A reunião ainda promoveu o compartilhamento de boas práticas desenvolvidas pelos estados, a apresentação de cases de integrantes do comitê e o incentivo para que as participantes divulguem suas trajetórias e iniciativas.
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27/07/2026
Cooperativismo apresenta propostas para ampliar alcance do FNO à Sudam
Sistema OCB defende aprimoramentos na programação Anual do fundo para fortalecer desenvolvimento regional
Ampliar o acesso ao crédito para produtores rurais, empreendedores e comunidades da Região Norte foi o principal tema da reunião realizada nesta segunda-feira (27) entre o Sistema OCB e a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), em Brasília. A presidente executiva, Tania Zanella, se reuniu com o superintendente da Sudam, Paulo Rocha, para discutir propostas de aprimoramento da programação anual do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) para 2027.
Durante o encontro, Tania destacou que ampliar as condições de atuação das cooperativas significa ampliar também o alcance do próprio FNO, e o acesso ao crédito a um número cada vez maior de municípios e beneficiários. "Nosso compromisso é contribuir para o aperfeiçoamento do FNO, com o fortalecimento de um modelo que amplia a capilaridade do crédito, respeita as especificidades do cooperativismo e gera mais oportunidades para o desenvolvimento regional", afirmou.
Presença na Região Norte
Entre 2019 e 2025, a cobertura das cooperativas na Região Norte passou de 25,6% para 42,2% dos municípios, enquanto o percentual da população cooperada cresceu de 1,4% para 5,6%.
Em âmbito nacional, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central no Panorama do Sistema Financeiro de Crédito Cooperativo 2025 (SNCC), o segmento reúne 742 cooperativas e 21,2 milhões de cooperados. Atualmente, o setor está presente em 59% dos municípios brasileiros, o equivalente a 3.287 cidades, e é a única instituição financeira em 1.072 municípios.
Segundo Tania, esses números demonstram a capacidade das cooperativas de ampliar o acesso ao crédito, especialmente para pequenos empreendedores, produtores rurais e comunidades que muitas vezes não contam com alternativas de atendimento financeiro. “Os dados também evidenciam que o FNO é um instrumento estratégico para apoiar a expansão do cooperativismo de crédito e ampliar o alcance das políticas de desenvolvimento na Amazônia”, acrescentou a presidente.
Propostas
Durante a reunião, o Sistema OCB apresentou um conjunto de contribuições voltadas ao aperfeiçoamento da Programação Anual do FNO para 2027. Um dos principais pontos defendidos foi o fortalecimento da capilaridade das operações realizadas pelas cooperativas de crédito, ampliando as condições para que os recursos do Fundo cheguem a mais municípios e atendam um número maior de produtores rurais e pequenos empreendedores.
A entidade também propôs medidas para promover maior equidade entre os operadores do fundo. Atualmente, cooperativas e demais instituições financeiras que operam recursos do FNO estão sujeitas a condições diferentes, mesmo financiando projetos semelhantes. O objetivo é tornar essas regras mais equilibradas.
Outro ponto apresentado foi a necessidade de conferir maior previsibilidade às normas que orientam a execução do fundo. Entre as sugestões está a avaliação anual do ticket médio das operações do FNO Rural, em substituição ao acompanhamento semestral. A medida leva em consideração as características da produção agrícola na Região Norte, marcada pela sazonalidade das safras e pelo regime de cheias dos rios.
Potencial
Os números da atuação das cooperativas de crédito com recursos do FNO demonstram a capacidade do setor de transformar recursos públicos em desenvolvimento regional. Somente em 2025, foram realizadas 3.992 operações, que movimentaram mais de R$ 753 milhões e alcançaram 53,3% dos municípios da Região Norte.
No acumulado entre 2021 e 2025, as cooperativas de crédito contrataram mais de R$ 2,23 bilhões em financiamentos, distribuídos em 11.106 operações que levaram recursos a 67,6% dos municípios da região.
A agenda com a Sudam integra mais um ciclo de atuação coordenada do cooperativismo de crédito em defesa do fortalecimento dos Fundos Constitucionais de Financiamento. Ao longo de 2026, o Sistema OCB, em conjunto com as organizações estaduais, os sistemas de cooperativas de crédito e entidades parceiras, vem apresentando contribuições às instituições responsáveis pela elaboração das Programações Anuais dos Fundos.
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24/07/2026
Sistema OCB avança na preservação do patrimônio cultural cooperativo
Grupo de trabalho analisa locais e práticas que representam a história do movimento no mundo
O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (23), por videoconferência, da reunião do Grupo de Trabalho sobre Patrimônio Cultural Cooperativo da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que iniciou a avaliação das novas candidaturas ao Mapa Global do Patrimônio Cultural Cooperativo.
Presidido por Tiago Schmidt, presidente do Conselho de Administração da Sicredi Pioneira, o grupo analisou as indicações recebidas por meio da plataforma oficial da iniciativa, que reúne patrimônios culturais materiais — como edifícios, monumentos, museus e arquivos — e patrimônios imateriais, como tradições, saberes e práticas ligadas ao cooperativismo.
Segundo o coordenador de Relações Internacionais do Sistema OCB, João Penna, a reunião marcou o início da etapa de seleção das candidaturas. "Apresentamos todas as indicações recebidas pela plataforma da iniciativa. Agora o grupo de trabalho inicia um processo de votação para avaliar quais locais e práticas atendem aos critérios e poderão integrar o Mapa Global do Patrimônio Cultural Cooperativo", afirmou.
Criado pela ACI, o mapa busca identificar, preservar e dar visibilidade aos bens que representam a história e a identidade do movimento cooperativista. Atualmente, a plataforma reúne 32 patrimônios culturais em 25 países, com a expectativa de ampliar esse acervo nos próximos meses.
Penna explicou que o reconhecimento depende do cumprimento de requisitos estabelecidos pelo grupo de trabalho. "Existem critérios específicos para que um lugar ou uma prática seja reconhecido como patrimônio cultural cooperativo. A votação dos membros do grupo será justamente para verificar quais candidaturas cumprem esses requisitos", disse.
Assembleia Geral da ACI
Outro tema da reunião foi a apresentação da iniciativa durante a Assembleia Geral da ACI, marcada para 15 de setembro, no Panamá. O encontro também elegerá o novo Conselho de Administração da organização.
Para João Penna, o evento será decisivo para ampliar a projeção internacional do programa. "A apresentação da iniciativa na Assembleia Geral da ACI será um momento muito importante. O Sistema OCB é uma das principais entidades que apoiam institucionalmente esse projeto e essa será uma oportunidade para apresentar os avanços alcançados para o movimento cooperativista mundial", destacou.
A participação brasileira tem sido estratégica desde a criação do grupo de trabalho. Além de presidir o colegiado, por meio de Tiago Schmidt, o Sistema OCB figura entre os principais apoiadores institucionais da iniciativa.
Agenda internacional
Durante a reunião também foram debatidas as próximas atividades do grupo. Entre elas estão a realização de um seminário internacional sobre patrimônio cultural cooperativo, previsto para fevereiro de 2027, em Kerala, na Índia, e um webinar programado para outubro, em comemoração ao Dia do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. “São iniciativas que darão continuidade ao fortalecimento desse trabalho de valorização da memória cooperativista", complementou Penna.
O Grupo de Trabalho sobre Patrimônio Cultural Cooperativo foi criado pela ACI para identificar, documentar e preservar os bens materiais e imateriais que representam a trajetória do cooperativismo no mundo, contribuindo para a valorização de sua história e identidade junto às novas gerações.
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23/07/2026
Sistema OCB promove imersão para fortalecer agenda rumo à COP31
Representantes do governo e parceiros conhecem iniciativas coop em sustentabilidade e inovação
A poucos meses da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), o Sistema OCB promoveu, nesta quinta-feira (23) e sexta-feira (24), uma imersão voltada a representantes do governo federal, organismos internacionais e instituições parceiras para demonstrar como o cooperativismo brasileiro pretende ampliar sua participação na implementação de uma agenda de desenvolvimento sustentável via o cooperativismo.
Chamado de “Imersão Pré-COP “, o evento reuniu uma comitiva de cerca de 40 representantes de organismos internacionais, ministérios, órgãos do Governo Federal e instituições do cooperativismo para conhecer, na prática, a contribuição das cooperativas brasileiras para o desenvolvimento sustentável e o enfrentamento das mudanças climáticas, dentre eles, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura no Brasil (FAO) e o Pacto Global da ONU – Rede Brasil.
Ao longo de dois dias, os participantes conheceram experiências de cooperativas dos ramos de crédito, reciclagem e agropecuária, além da estratégia institucional desenvolvida pelo Sistema OCB para inserir o cooperativismo nos principais fóruns de discussão sobre sustentabilidade e desenvolvimento de baixo carbono.
Na abertura do encontro, a gerente geral do Sistema OCB, Clara Maffia, afirmou que o cooperativismo reúne características que o tornam um dos principais instrumentos para transformar os compromissos assumidos nas conferências climáticas em resultados concretos nos territórios. "O cooperativismo tem tudo a ver com essa pauta e possui uma capacidade de contribuição muito relevante. Nada melhor do que conhecer, na prática, a transformação que ele promove na vida das pessoas", afirmou.
Segundo Clara, a realização da Imersão Pré-COP integra uma estratégia construída ao longo dos últimos anos para aproximar formuladores de políticas públicas da realidade das cooperativas brasileiras. "O cooperativismo é a ponte entre a agenda climática global e a realidade local. Sem modelos organizados nos territórios, a transição climática não acontece", destacou.
Ela também explicou que o Sistema OCB atua de forma integrada,organizando suas ações em três pilares estratégicos: representação institucional; ESG (ambiental, social e governança); e desenvolvimento de negócios. E lembrou que um ambiente regulatório adequado é tão importante quanto a boa gestão das cooperativas. "Podemos ter as cooperativas mais eficientes e bem administradas. Mas, se amanhã uma lei determinar que cooperativa paga o dobro de tributos, acabou a competitividade. O ambiente normativo é tão importante quanto a gestão das cooperativas".
Estratégia permanente
O gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, apresentou aos participantes a estratégia institucional que sustenta a atuação do cooperativismo brasileiro nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas.
Segundo ele, o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB ultrapassa a participação nas Conferências do Clima e envolve o acompanhamento permanente de políticas públicas, legislações, marcos regulatórios, acordos internacionais e regulamentações que afetam diretamente o setor. "Nossa missão é transformar o mundo por meio do cooperativismo. É isso que fazemos diariamente na área de Relações Institucionais, para garantir que as cooperativas tenham condições adequadas para se desenvolver", afirmou.
Queiroz explicou que o Sistema OCB mantém representação em cerca de 20 organismos internacionais, entre eles a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), organização que representa aproximadamente 1,2 bilhão de cooperados em todo o mundo e possui status de observadora oficial da COP junto ao sistema das Nações Unidas. Segundo ele, essa articulação permite ampliar o espaço ocupado pelo cooperativismo nas discussões internacionais e fortalecer parcerias com governos e organismos multilaterais. Como exemplo, citou a instalação, durante o Ano Internacional das Cooperativas, de um pavilhão conjunto entre a ONU e o cooperativismo na Green Zone da COP30.
Para o gerente, a principal mudança ocorrida nos últimos anos foi a compreensão de que a COP não deve ser tratada apenas como um evento anual. "Nós deixamos de olhar a COP como um evento e passamos a entendê-la como um processo. É um processo de posicionamento, de construção de narrativas, de fortalecimento da imagem do cooperativismo e também de implementação de ações concretas".
Cooperativismo do DF abre as portas
A superintendente do Sistema OCB/DF, Carla Madeira, apresentou aos participantes o panorama do cooperativismo no Distrito Federal e destacou a importância de aproximar autoridades da realidade das cooperativas locais. Segundo ela, o Distrito Federal reúne atualmente 101 cooperativas, aproximadamente 300 mil cooperados e gera quase 5 mil empregos, com forte presença no ramo de crédito.
Após a abertura institucional, o primeiro dia da imersão foi dedicado à apresentação de experiências do cooperativismo de crédito. Representantes do Sicredi e da Cresol mostraram como as cooperativas financeiras ampliam o acesso ao crédito para produtores rurais, pequenos empreendedores e comunidades, além de incorporar critérios ESG, financiar projetos sustentáveis, apoiar a agricultura de baixo carbono e promover a inclusão financeira.
À tarde, a comitiva visitou a cooperativa de reciclagem Recicle a Vida, em Ceilândia (DF). Os participantes acompanharam todas as etapas da cadeia, desde a coleta seletiva até a triagem, beneficiamento e comercialização dos materiais, além de iniciativas de educação ambiental e geração de trabalho e renda para cooperados.
Nesta sexta-feira (24), a programação foi voltada ao cooperativismo agropecuário e financeiro. Os participantes visitaram a Coopa/DF, onde conheceram iniciativas relacionadas à produção agrícola e transferência de tecnologia no campo organizada pelas cooperativas, e o Centro Cooperativo Sicoob, dedicado à atuação do cooperativismo de crédito e ao desenvolvimento de soluções de financiamento verde para pessoas e empresas.
Ator estratégico
Ao reunir representantes do poder público, organismos internacionais e cooperativas em um mesmo roteiro, a Imersão Pré-COP31 buscou demonstrar que o cooperativismo pretende ampliar seu papel como agente de implementação da agenda climática.
O principal pleito defendido pelo Sistema OCB é que o cooperativismo seja formalmente reconhecido nas políticas públicas como um ator estratégico para executar ações de adaptação e mitigação das mudanças do clima, com ampliação da sua participação na formulação dos projetos e programas; no acesso a fundos climáticos; em mecanismos de financiamento; e nos espaços de governança internacional.
Para Clara Maffia, reconhecer esse papel significa fortalecer um modelo que já demonstra, na prática, ser capaz de conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental."Muitas pessoas conhecem marcas como Sicredi, Sicoob, Unimed ou Aurora, mas ainda não associam essas organizações ao cooperativismo. Nosso trabalho é mostrar que essas marcas fazem parte de um movimento capaz de transformar vidas e construir um mundo mais justo, equilibrado e sustentável," concluiu.
A poucos meses da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), o Sistema OCB promoveu, nesta quinta-feira (23) e sexta-feira (24), uma imersão voltada a representantes do governo federal, organismos internacionais e instituições parceiras para demonstrar como o cooperativismo brasileiro pretende ampliar sua participação na implementação de uma agenda de desenvolvimento sustentável via o cooperativismo.
Chamado de “Imersão Pré-COP “, o evento reuniu uma comitiva de cerca de 40 representantes de organismos internacionais, ministérios, órgãos do Governo Federal e instituições do cooperativismo para conhecer, na prática, a contribuição das cooperativas brasileiras para o desenvolvimento sustentável e o enfrentamento das mudanças climáticas, dentre eles, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura no Brasil (FAO) e o Pacto Global da ONU – Rede Brasil.
Ao longo de dois dias, os participantes conheceram experiências de cooperativas dos ramos de crédito, reciclagem e agropecuária, além da estratégia institucional desenvolvida pelo Sistema OCB para inserir o cooperativismo nos principais fóruns de discussão sobre sustentabilidade e desenvolvimento de baixo carbono.
Na abertura do encontro, a gerente geral do Sistema OCB, Clara Maffia, afirmou que o cooperativismo reúne características que o tornam um dos principais instrumentos para transformar os compromissos assumidos nas conferências climáticas em resultados concretos nos territórios. "O cooperativismo tem tudo a ver com essa pauta e possui uma capacidade de contribuição muito relevante. Nada melhor do que conhecer, na prática, a transformação que ele promove na vida das pessoas", afirmou.
Segundo Clara, a realização da Imersão Pré-COP integra uma estratégia construída ao longo dos últimos anos para aproximar formuladores de políticas públicas da realidade das cooperativas brasileiras. "O cooperativismo é a ponte entre a agenda climática global e a realidade local. Sem modelos organizados nos territórios, a transição climática não acontece", destacou.
Ela também explicou que o Sistema OCB atua de forma integrada,organizando suas ações em três pilares estratégicos: representação institucional; ESG (ambiental, social e governança); e desenvolvimento de negócios. E lembrou que um ambiente regulatório adequado é tão importante quanto a boa gestão das cooperativas. "Podemos ter as cooperativas mais eficientes e bem administradas. Mas, se amanhã uma lei determinar que cooperativa paga o dobro de tributos, acabou a competitividade. O ambiente normativo é tão importante quanto a gestão das cooperativas".
Estratégia permanente
O gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, apresentou aos participantes a estratégia institucional que sustenta a atuação do cooperativismo brasileiro nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas.
Segundo ele, o trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB ultrapassa a participação nas Conferências do Clima e envolve o acompanhamento permanente de políticas públicas, legislações, marcos regulatórios, acordos internacionais e regulamentações que afetam diretamente o setor. "Nossa missão é transformar o mundo por meio do cooperativismo. É isso que fazemos diariamente na área de Relações Institucionais, para garantir que as cooperativas tenham condições adequadas para se desenvolver", afirmou.
Queiroz explicou que o Sistema OCB mantém representação em cerca de 20 organismos internacionais, entre eles a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), organização que representa aproximadamente 1,2 bilhão de cooperados em todo o mundo e possui status de observadora oficial da COP junto ao sistema das Nações Unidas. Segundo ele, essa articulação permite ampliar o espaço ocupado pelo cooperativismo nas discussões internacionais e fortalecer parcerias com governos e organismos multilaterais. Como exemplo, citou a instalação, durante o Ano Internacional das Cooperativas, de um pavilhão conjunto entre a ONU e o cooperativismo na Green Zone da COP30.
Para o gerente, a principal mudança ocorrida nos últimos anos foi a compreensão de que a COP não deve ser tratada apenas como um evento anual. "Nós deixamos de olhar a COP como um evento e passamos a entendê-la como um processo. É um processo de posicionamento, de construção de narrativas, de fortalecimento da imagem do cooperativismo e também de implementação de ações concretas".
Cooperativismo do DF abre as portas
A superintendente do Sistema OCB/DF, Carla Madeira, apresentou aos participantes o panorama do cooperativismo no Distrito Federal e destacou a importância de aproximar autoridades da realidade das cooperativas locais. Segundo ela, o Distrito Federal reúne atualmente 101 cooperativas, aproximadamente 300 mil cooperados e gera quase 5 mil empregos, com forte presença no ramo de crédito.
Após a abertura institucional, o primeiro dia da imersão foi dedicado à apresentação de experiências do cooperativismo de crédito. Representantes do Sicredi e da Cresol mostraram como as cooperativas financeiras ampliam o acesso ao crédito para produtores rurais, pequenos empreendedores e comunidades, além de incorporar critérios ESG, financiar projetos sustentáveis, apoiar a agricultura de baixo carbono e promover a inclusão financeira.
À tarde, a comitiva visitou a cooperativa de reciclagem Recicle a Vida, em Ceilândia (DF). Os participantes acompanharam todas as etapas da cadeia, desde a coleta seletiva até a triagem, beneficiamento e comercialização dos materiais, além de iniciativas de educação ambiental e geração de trabalho e renda para cooperados.
Nesta sexta-feira (24), a programação foi voltada ao cooperativismo agropecuário e financeiro. Os participantes visitaram a Coopa/DF, onde conheceram iniciativas relacionadas à produção agrícola e transferência de tecnologia no campo organizada pelas cooperativas, e o Centro Cooperativo Sicoob, dedicado à atuação do cooperativismo de crédito e ao desenvolvimento de soluções de financiamento verde para pessoas e empresas.
Ator estratégico
Ao reunir representantes do poder público, organismos internacionais e cooperativas em um mesmo roteiro, a Imersão Pré-COP31 buscou demonstrar que o cooperativismo pretende ampliar seu papel como agente de implementação da agenda climática.
O principal pleito defendido pelo Sistema OCB é que o cooperativismo seja formalmente reconhecido nas políticas públicas como um ator estratégico para executar ações de adaptação e mitigação das mudanças do clima, com ampliação da sua participação na formulação dos projetos e programas; no acesso a fundos climáticos; em mecanismos de financiamento; e nos espaços de governança internacional.
Para Clara Maffia, reconhecer esse papel significa fortalecer um modelo que já demonstra, na prática, ser capaz de conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental."Muitas pessoas conhecem marcas como Sicredi, Sicoob, Unimed ou Aurora, mas ainda não associam essas organizações ao cooperativismo. Nosso trabalho é mostrar que essas marcas fazem parte de um movimento capaz de transformar vidas e construir um mundo mais justo, equilibrado e sustentável," concluiu. Saiba Mais:
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Notícias eventos
21/07/2026
Vem aí a Semana de Competitividade 2026
Evento vai discutir como fortalecer valores, identidade e práticas que impulsionam o coop
Como transformar valores cooperativistas em resultados concretos? Essa será uma das principais reflexões da Semana de Competitividade 2026, que será realizada entre os dias 11 e 13 de agosto, em Brasília. Com o tema Cultivando a Cultura Cooperativista, o evento reunirá lideranças, especialistas e profissionais do setor para discutir como a cultura cooperativista pode ser um diferencial estratégico para o fortalecimento e a competitividade das cooperativas.
Promovida pelo Sistema OCB, a iniciativa terá programação voltada ao desenvolvimento de pessoas, lideranças e estratégias capazes de fortalecer a identidade cooperativista e ampliar o engajamento dentro das organizações. Ao longo de três dias, os participantes terão acesso a palestras, painéis, salas temáticas e laboratórios com discussões sobre governança, educação cooperativista, comunicação, sucessão e experiência do cooperado.
A abertura contará com as participações do presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e do presidente da ACI Américas, José Alves de Souza Neto. Na sequência, o filósofo Clóvis de Barros Filho ministrará a palestra O que é ser cooperativista no século XXI, com reflexões sobre o papel dos princípios cooperativistas diante das transformações da sociedade e do ambiente de negócios.
Durante a programação, especialistas e representantes do cooperativismo compartilharão conhecimentos e experiências sobre os desafios e oportunidades para fortalecer a cultura dentro das organizações. Entre os participantes estão a historiadora Carolina Kuk (Raiz), Fabíola Nader Motta (superintendente do Sistema OCB) e o autor e best-seller Michel Alcoforado (antropólogo), além de lideranças de cooperativas que apresentarão práticas voltadas ao desenvolvimento da cultura que envolve o modelo de negócios.
Trocas e conhecimento
Entre os destaques do evento está o painel O impacto do coop nas comunidades, que reunirá representantes do Sistema OCB, cooperativas e instituições de pesquisa para discutir a contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento local. A programação também abordará temas como memória institucional, juventude cooperativista, comunicação e conflitos geracionais, além do papel da cultura como compromisso com o futuro.
Os participantes poderão ainda aprofundar conhecimentos em quatro trilhas e laboratórios temáticos: Governança Cooperativa, Educação Cooperativista, Comunicação e Experiência, e Legado e Sucessão. A proposta é estimular a troca de conhecimentos e apresentar caminhos para que as cooperativas fortaleçam sua cultura e estejam mais preparadas para os desafios de um ambiente em constante transformação.
Para o gerente do Núcleo Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa, a cultura é um dos principais elementos para a sustentabilidade e a competitividade das cooperativas. “A cultura cooperativista está no centro da identidade das cooperativas e é fundamental para garantir sua sustentabilidade e competitividade. A Semana de Competitividade será uma oportunidade para trocar experiências, fortalecer práticas e discutir como manter vivo o propósito que move o cooperativismo”, destaca.
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Experiência brasileira é destaque em conferência mundial de crédito
Fungetur: coop defende ampliação do acesso ao crédito no turismo
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Notícias eventos
20/07/2026
Experiência brasileira é destaque em conferência mundial de crédito
Regulação, inovação, segurança, inteligência artificial e sustentabilidade foram temas abordados
A experiência brasileira no cooperativismo de crédito foi destaque na programação da World Credit Union Conference (WCUC) 2026, realizada em Sydney, na Austrália, entre os dias 19 e 22 de julho. Representando o Sistema OCB, a superintendente Fabíola Nader Motta participou, nesta segunda-feira (20), do painel How Geopolitics Are Affecting Credit Unions, que discutiu os impactos das mudanças geopolíticas sobre o sistema financeiro cooperativo.
Ao lado de Fabíola, participaram do debate Jeff Guthrie, presidente e CEO da Canadian Credit Union Association e diretor do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), representando o Canadá; Scott Simpson, presidente e CEO da America's Credit Unions, pelos Estados Unidos; e Anthony Hughes, CEO do Teachers Mutual Bank, da Austrália. As lideranças compartilharam experiências sobre os desafios e as estratégias para fortalecer a resiliência das cooperativas de crédito diante de um cenário internacional cada vez mais complexo.
Organizado pelo Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), em parceria com a Customer Owned Banking Association (Coba), o encontro é considerado o principal evento internacional do cooperativismo de crédito. A edição de 2026 reúne cerca de 3 mil participantes de mais de 60 países e abre espaço para o intercâmbio de experiências sobre regulação, inovação, segurança cibernética, inteligência artificial, sustentabilidade e fortalecimento das cooperativas financeiras.
No painel, realizado no palco principal do evento, Fabíola apresentou a trajetória brasileira de consolidação do cooperativismo de crédito e destacou como o ambiente regulatório construído ao longo dos últimos anos contribuiu para o crescimento sustentável do setor. Ela compartilhou experiências sobre a capacidade das cooperativas de responder aos desafios impostos por um cenário internacional cada vez mais complexo.
Resiliência
Entre os temas debatidos estiveram os impactos das tensões geopolíticas sobre o sistema financeiro, os riscos cibernéticos, a transformação digital, o uso da inteligência artificial, a renovação geracional e o papel das cooperativas na promoção da resiliência econômica das comunidades onde atuam.
Fabíola ressaltou que o caso brasileiro demonstra que inovação financeira e segurança regulatória podem caminhar juntas. Ela também apresentou exemplos da evolução do ambiente institucional do país, marcado pelo diálogo permanente entre o setor, o Banco Central e o Congresso Nacional, o que permite avanços importantes para o cooperativismo de crédito.
"O Brasil mostra que é possível construir um ambiente em que inovação, segurança e inclusão financeira avançam de forma equilibrada. O crescimento do cooperativismo de crédito brasileiro é resultado de uma regulação proporcional, construída com diálogo e confiança entre o setor e o poder público. Essa experiência fortalece nossas cooperativas e oferece aprendizados que podem contribuir para outros países que também buscam ampliar o acesso ao sistema financeiro sem abrir mão da solidez institucional", afirmou a superintendente.
Proximidade
Outro ponto levado ao debate foi a capacidade das cooperativas de crédito de responderem às transformações econômicas mantendo o foco nas necessidades das comunidades. Segundo Fabíola, a proximidade com os cooperados permite compreender com maior precisão os impactos das mudanças econômicas sobre famílias, pequenos empreendedores e produtores rurais, o que fortalece a capacidade de adaptação das instituições.
"Em um cenário internacional marcado por mudanças constantes, as cooperativas demonstram que desenvolvimento econômico e compromisso com as pessoas podem caminhar juntos. A força do modelo está justamente na combinação entre organização sistêmica, conhecimento da realidade local e uma governança orientada pelos interesses dos próprios cooperados. É isso que torna o cooperativismo um instrumento de resiliência para as economias e para as comunidades", destacou.
A participação também reforçou o protagonismo internacional do cooperativismo brasileiro. O país possui um dos sistemas de crédito cooperativo que mais crescem no mundo, sustentado por um marco regulatório reconhecido internacionalmente e por indicadores que evidenciam sua contribuição para a inclusão financeira.
Dados do Banco Central mostram que o cooperativismo de crédito reúne 21,2 milhões de cooperados, está presente em 59% dos municípios brasileiros e é a única instituição financeira com atendimento presencial em 1.072 cidades. O setor também ultrapassou R$ 1 trilhão em ativos, responde por 8% do crédito e por 9,8% dos depósitos do Sistema Financeiro Nacional.
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17/07/2026
Coops de artesanato avançam rumo ao mercado internacional em Paris
Turiarte, Comart e Copamart estão entre os 20 selecionados da Jornada Exportadora da ApexBrasil
As cooperativas de artesanato seguem ampliando sua presença no mercado internacional. A Turiarte (PE), a Comart (RN) e a Copamart (AM) foram selecionadas para participar da Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) voltada à preparação de empreendimentos brasileiros para atuação no comércio exterior.
As três cooperativas estão entre os 20 empreendimentos escolhidos em um universo de 590 inscritos de todo o país, resultado que evidencia o potencial competitivo do cooperativismo brasileiro no segmento de artesanato. Além da participação na Jornada Exportadora, Turiarte e Copamart também foram selecionadas para expor seus produtos na Maison&Objet, uma das principais feiras internacionais de design, decoração, artesanato e lifestyle, realizada em Paris.
A missão comercial ocorrerá entre os dias 6 e 11 de setembro de 2026 e reunirá empresas com potencial exportador em uma programação voltada à qualificação e à geração de negócios. Estão previstas atividades preparatórias, seminários, visitas técnicas ao mercado francês, rodadas de negócios e acompanhamento especializado da equipe da ApexBrasil durante toda a agenda internacional.
O resultado confirma uma tendência observada pelo Sistema OCB: as cooperativas de artesanato tem buscado cada vez mais capacitação para acessar mercados internacionais e aproveitar oportunidades de promoção comercial. Nos últimos anos, o cooperativismo marcou presença em iniciativas como a Expoartesanias 2024, na Colômbia, a Jornada Exportadora do Artesanato – Lisboa 2025, a Rodada Internacional de Negócios da Fenearte e, agora, a Jornada Exportadora do Artesanato – Paris 2026.
Para a analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Jéssica Dias, o desempenho demonstra que a preparação para o mercado internacional vem gerando resultados concretos. "Ver três cooperativas entre as 20 selecionadas em um processo tão competitivo demonstra que o movimento brasileiro está cada vez mais preparado para atuar no mercado internacional. Esse resultado é fruto do investimento em qualificação, planejamento e da busca constante por oportunidades de acesso a novos mercados. Nosso papel é continuar apoiando essas cooperativas para que transformem esse potencial em negócios e levem a identidade do artesanato brasileiro para o mundo", afirma.
Além de abrir portas para novos compradores e parceiros comerciais, a missão permitirá que as cooperativas acompanhem tendências internacionais de design, consumo e inovação, o que contribuirá para fortalecer sua competitividade e agregar valor aos produtos desenvolvidos pelos cooperados.
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Notícias eventos
17/07/2026
Sistema OCB apresenta força do coop a 400 jovens da Cresol
Entidade participou de encontro da Juventude Conectada, com reflexão sobre o papel das novas gerações
O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (16), do 4º encontro do Juventude Conectada Cresol, projeto de formação que reúne até 400 jovens de 18 a 25 anos de todo o país. A entidade foi representada pela superintendente Fabíola Nader Motta. Ela apresentou aos jovens o panorama nacional do cooperativismo com destaques para o papel da organização, a dimensão do movimento no país e os princípios que orientam o modelo de negócio.
A apresentação da superintendente dialogou com duas dinâmicas conduzidas anteriormente com os jovens: um mosaico de fotos de produtos com o selo SomosCoop, registrados pelos próprios participantes, e uma atividade em que mostraram itens cooperativos presentes em suas casas. Fabíola retomou esse material para situar o cooperativismo como algo já presente no cotidiano do público, antes de detalhar os dados do setor.
Dimensão
Com base no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, Fabíola apresentou o tamanho do movimento no país: 25,8 milhões de cooperados, o equivalente a quase 12% da população, com crescimento de 10% em relação ao ano anterior. São 4.384 cooperativas, presentes em 3.586 municípios, responsáveis por 578 mil empregos diretos. O setor registrou R$ 757,9 bilhões em ingressos, R$ 1,39 trilhão em ativos — alta de 19% — e US$ 8,4 bilhões em negócios internacionais.
A superintendente também mencionou a Lei 15.433/2026, sancionada em junho, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura brasileira. “A legislação situa o cooperativismo não apenas como modelo de negócio, mas como parte da identidade nacional”, destacou.
Papel da juventude
Ao encerrar a participação no encontro, Fabíola destacou que o maior desafio do cooperativismo é envolver as novas gerações para garantir a continuidade do movimento. Segundo ela, os jovens procuram propósito, participação e impacto — características que fazem parte da essência do modelo cooperativista.
"O cooperativismo precisa de pessoas que queiram participar, liderar, influenciar e construir o futuro. Vocês podem ser cooperados, colaboradores, conselheiros, diretores ou embaixadores desse movimento. O importante é entender que existe espaço para cada um. Se os jovens não participarem, o cooperativismo perde sua capacidade de renovação. É por isso que investir na formação de novas lideranças é garantir que esse modelo continue transformando comunidades e criando oportunidades para as próximas gerações", finalizou.
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Modernização do FCO é defendida em reunião com a Sudeco
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16/07/2026
Modernização do FCO é defendida em reunião com a Sudeco
Sistema OCB apresentou propostas para ampliar a efetividade do fundo e facilitar acesso ao crédito
O Sistema OCB apresentou propostas para aprimorar a operacionalização do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) durante a 27ª Reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/Sudeco), realizada nesta quinta-feira (16), em Brasília. As sugestões integram um conjunto de medidas elaboradas pelo cooperativismo de crédito para tornar a política pública mais eficiente, ampliar o acesso aos recursos e fortalecer o desenvolvimento econômico da região.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou que o aperfeiçoamento das regras do Fundo deve acompanhar as transformações econômicas dos últimos anos e permitir que produtores rurais, empreendedores e empresas tenham acesso a financiamentos compatíveis com a realidade dos investimentos.
"O FCO é um instrumento estratégico para impulsionar o desenvolvimento do Centro-Oeste. Nossa contribuição é oferecer propostas construídas a partir da experiência de quem está presente nos municípios e conhece as necessidades dos produtores e empresários. Atualizar esses mecanismos significa ampliar a capacidade do Fundo de cumprir sua missão de gerar oportunidades, renda e desenvolvimento para a região", afirmou Tania.
Durante a reunião, a Sudeco também apresentou as Diretrizes e Prioridades do FCO, que servirão de base para a Programação Anual do Fundo em 2027. O texto incorporou contribuições encaminhadas pelo Sistema OCB durante a consulta pública realizada em maio, incluindo menções expressas ao cooperativismo e ao seu papel na diversificação econômica, na inclusão produtiva e no desenvolvimento regional.
Propostas
Um dos principais pleitos apresentados foi a atualização do Índice de Desconcentração do Crédito (IDC), utilizado como parâmetro nas operações do FCO Empresarial. O Sistema OCB defendeu a atualização do indicador de ticket médio para acompanhar a evolução dos custos de produção e dos investimentos, aproximando-o dos limites praticados pela política agrícola.
Segundo Tania, a atualização do indicador não altera os públicos prioritários nem compromete a distribuição dos recursos. “O objetivo é adequar o limite à realidade econômica atual, e permitir que empreendimentos sejam financiados integralmente, sem necessidade de fragmentação artificial das operações”, acrescentou a presidente executiva.
Além da atualização do IDC, o cooperativismo também defende maior previsibilidade para a Programação Anual do Fundo, com publicação até o fim de cada exercício, de forma a oferecer mais segurança para o planejamento de cooperativas, produtores e empresas.
Também foram apresentadas propostas para harmonizar indicadores de desempenho entre as instituições responsáveis pela execução da política pública e medidas de simplificação dos procedimentos operacionais, como a desburocratização das operações de capital de giro, definição de prazos para fiscalização e atualização dos limites que exigem carta-consulta no crédito rural.
"As propostas preservam os objetivos do Fundo e contribuem para aumentar sua efetividade. Trata-se de atualizar parâmetros que ficaram defasados diante da evolução dos custos de produção e dos investimentos. Com isso, o FCO ganha condições de atender melhor às demandas da economia regional e ampliar seus resultados", ressaltou Tania.
Construção coletiva
As contribuições apresentadas durante a reunião fazem parte do documento Propostas do Cooperativismo de Crédito aos Fundos Constitucionais, elaborado pelo Sistema OCB em articulação com as Organizações Estaduais, os sistemas de cooperativas de crédito e entidades parceiras. Ao longo do último ano, a iniciativa reuniu representantes do cooperativismo em mais de 30 encontros com parlamentares da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), governadores, secretários estaduais, representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), das superintendências de desenvolvimento regional e dos bancos administradores dos Fundos Constitucionais.
O cooperativismo de crédito reúne atualmente 742 cooperativas e mais de 21 milhões de cooperados em todo o país. Presente em 59% dos municípios brasileiros, única instituição financeira em 629 cidades, o segmento desempenha papel relevante na ampliação do acesso ao crédito para produtores rurais, pequenos empreendedores e empresas.
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Prêmio SomosCoop: inscrições da categoria Imprensa entram na reta final
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16/07/2026
Prêmio SomosCoop: inscrições da categoria Imprensa entram na reta final
Jornalistas, veículos e assessorias têm até o dia 20 de julho para registrar suas produções
O prazo para participar da categoria Imprensa do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026 está chegando ao fim. Jornalistas, veículos de comunicação e assessorias de comunicação de cooperativas têm até o dia 20 de julho para inscrever reportagens e conteúdos que mostram o impacto do cooperativismo na vida das pessoas e no desenvolvimento das comunidades brasileiras.
A iniciativa promovida pelo Sistema OCB reconhece produções jornalísticas que contribuem para ampliar a presença do cooperativismo no debate público e dar visibilidade às soluções construídas pelas cooperativas em diferentes setores da economia. A premiação contempla trabalhos publicados entre 1º de agosto de 2024 e 20 de julho de 2026.
Podem concorrer conteúdos nas subcategorias Jornalismo Impresso e Digital, Radiojornalismo, Telejornalismo e Mídia Cooperativista, esta última destinada às produções desenvolvidas por assessorias de comunicação das cooperativas. São aceitas matérias publicadas em jornais, revistas, portais de notícias, rádios, podcasts jornalísticos, emissoras de televisão, além de conteúdos divulgados nos canais institucionais das cooperativas.
As produções inscritas devem abordar ações, projetos, produtos ou serviços desenvolvidos por cooperativas registradas no Sistema OCB. No caso das matérias de abrangência regional, a etapa de habilitação será conduzida pelas Organizações Estaduais do Sistema OCB (OCEs). Já os conteúdos de alcance nacional seguem diretamente para análise da Comissão Organizadora.
"O cooperativismo transforma realidades em todas as regiões do país e o jornalismo tem um papel fundamental para mostrar essas histórias à sociedade. Ao reconhecer reportagens e conteúdos que retratam o impacto das cooperativas, o prêmio também valoriza a comunicação comprometida com informação de qualidade, desenvolvimento sustentável e interesse público”, destaca o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
A avaliação levará em conta critérios como qualidade jornalística, consistência do conteúdo, clareza na abordagem e compreensão sobre o modelo cooperativista. Os vencedores de cada subcategoria receberão troféu, certificado digital, divulgação institucional e autorização para utilizar o selo do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026.
Próximas etapas da categoria Imprensa
Até 20 de julho – Inscrições de jornalistas, veículos de comunicação e envio das matérias.
Até 3 de agosto – Validação das inscrições da Imprensa Regional pelas OCEs.
Até 3 de agosto – Validação das inscrições da Imprensa Nacional pela Comissão Organizadora.
De 10 a 31 de agosto – Julgamento das inscrições.
24 de setembro – Divulgação dos finalistas.
8 de dezembro – Cerimônia de premiação, em Brasília.
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16/07/2026
Sistema OCB fortalece exportações de cooperativas na Fenearte
Coopeartban, Comart e Coopercrutac participaram de rodadas de negócios com oito países durante evento
O artesanato cooperativista brasileiro ganhou espaço no mercado internacional durante a Fenearte 2026, maior feira de artesanato da América Latina, que acontece até o dia 19 de julho. As cooperativas Coopeartban (AL), Comart (RN) e Coopercrutac (RN) participaram da edição de Artesanato do Exporta Mais Brasil, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que promoveu rodadas de negócios com compradores de oito países.
A participação das cooperativas foi viabilizada por meio da parceria entre o Sistema OCB e a ApexBrasil e contou com o apoio do Sistema OCB e das Organizações Estaduais (OCEs), a partir do Programa NegóciosCoop – Mercado Internacional, que prepara cooperativas para atuar no comércio exterior.
Ao longo de dois dias, foram realizadas 172 reuniões entre 50 empreendimentos brasileiros e 10 compradores internacionais da Alemanha, Irlanda, Polônia, Estados Unidos, Japão, Colômbia, México e África do Sul. As rodadas movimentaram US$ 1,3 milhão em negócios fechados durante o evento e em expectativas de negócios futuros.
O encontro permitiu que os compradores conhecessem a história, as técnicas e os processos produtivos que caracterizam o artesanato nacional. A programação também incluiu visitas a ateliês, museus e outros espaços culturais, para proporcionar uma imersão na diversidade da produção artesanal brasileira.
"O NegóciosCoop prepara as cooperativas para atuar no comércio exterior e cria oportunidades concretas para que elas apresentem seus produtos a compradores de diferentes países. Ver cooperativas do artesanato ocupando esse espaço reforça que o cooperativismo também é um caminho para agregar valor, ampliar mercados e gerar desenvolvimento para as comunidades onde atua”, destacou Jessica Alencar Dias, analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB.
Preparação para exportar
O Programa NegóciosCoop – Mercado Internacional reúne duas frentes complementares. A primeira é a Qualificação para Exportação, voltada à preparação das cooperativas para o mercado internacional, com diagnóstico, capacitações, mentorias e planejamento para exportação. A segunda é a Promoção Internacional, que conecta empreendimentos já preparados a compradores estrangeiros por meio de rodadas de negócios, missões comerciais e participação em feiras internacionais. O modelo permite que as cooperativas avancem de forma estruturada em sua estratégia de internacionalização, desde a preparação interna até o acesso a oportunidades comerciais no exterior.
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Sistema OCB defende fortalecimento do seguro rural em debate nacional
Notícias eventos
15/07/2026
Sistema OCB defende fortalecimento do seguro rural em debate nacional
Presidente executiva Tania Zanella defendeu medidas que garantam previsibilidade e proteção ao produtor
Nesta terça-feira (14), o Sistema OCB esteve presente no encontro Semeando resiliência e prosperidade: O Seguro Rural que o Brasil precisa. A presidente executiva, Tania Zanella, também presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), participou da abertura institucional do evento e defendeu o fortalecimento da política pública como uma medida estratégica para aumentar a resiliência da agropecuária diante dos desafios climáticos.
Promovido pela Meridiana, Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e FGV Agro, o encontro contou com participação de representantes do setor produtivo, seguradoras, especialistas, parlamentares e autoridades públicas para debater caminhos que tornem o seguro rural mais eficiente e capaz de atender às necessidades dos produtores em um cenário marcado pelo aumento dos eventos climáticos extremos.
Tania ressaltou que o seguro rural precisa reunir três características essenciais: ser previsível, acessível e adequado à realidade do campo. Segundo ela, a instabilidade dos recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) tem reduzido o alcance da política justamente quando há registros de maior vulnerabilidade para a produção agropecuária.
"O produtor rural convive diariamente com riscos que não pode controlar. O seguro rural é um instrumento indispensável para garantir segurança à produção, estimular investimentos e preservar a capacidade de produzir alimentos. Para cumprir esse papel, precisa ser tratado como uma política de Estado, com recursos previsíveis e regras estáveis", afirmou.
A presidente executiva considerou que o debate ocorre em um momento especialmente sensível para o agro brasileiro. Principalmente diante da alta probabilidade de fenômeno El Niño de alta intensidade para a safra 2026/2027, o que aumenta a preocupação com com os impactos negativos oriundos de adversidade climática, reforçando a necessidade de ampliar os mecanismos de proteção ao produtor.
Tania também defendeu a aprovação do Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, que aperfeiçoa o marco legal do seguro rural e busca garantir maior previsibilidade ao PSR. A proposta também prevê instrumentos para fortalecer a governança do sistema e criar mecanismos de resposta a eventos climáticos de grande impacto. “O Sistema OCB participou ativamente da construção do texto ao lado de representantes do setor agropecuário”, destacou.
Papel estratégico
A presidente ressaltou que as cooperativas desempenham papel estratégico para ampliar o acesso ao seguro rural, especialmente entre pequenos e médios produtores. Com presença em mais de 3,5 mil municípios brasileiros, elas oferecem assistência técnica, orientação e apoio na contratação de instrumentos de gestão de risco. Segundo ela, cooperativismo e agropecuária caminham juntos no desenvolvimento do país. “Atualmente, o movimento reúne 25,8 milhões de cooperados, está presente em 3.586 municípios e responde por uma parcela significativa da produção nacional de alimentos”, acrescentou.
Além da abertura institucional, a programação contou com painéis dedicados aos desafios políticos, técnicos e operacionais do seguro rural.
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15/07/2026
Sistema OCB leva demanda de docentes cooperados à Previdência Social
Reunião buscou soluções para reduzir entraves enfrentados na concessão da aposentadoria do magistério
O acesso à aposentadoria do magistério por professores vinculados a cooperativas educacionais foi tema de reunião entre o Sistema OCB, representantes do Ministério da Previdência Social e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), nesta terça-feira (14). O encontro reuniu equipes técnicas para discutir os desafios enfrentados por esses profissionais e buscar alternativas para contornar os indeferimentos automáticos, a partir dos critérios atualmente adotados pelo sistema do Meu INSS.
Embora atuem em sala de aula ao longo de toda a carreira, muitos docentes cooperados encontram dificuldades quando solicitam a aposentadoria. Em diversos casos, o benefício acaba sendo negado na esfera administrativa, o que leva os profissionais a recorrer à Justiça para comprovar uma atividade que, na prática, sempre exerceram.
Esse cenário está relacionado à forma como esses professores são registrados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). O enquadramento como cooperado nem sempre permite que os sistemas identifiquem automaticamente o exercício da atividade de magistério, o que impede a análise dos processos e gera insegurança para quem busca acessar o benefício.
Durante a reunião, representantes do INSS esclareceram que não há qualquer impedimento para o reconhecimento da atividade de professor em razão do vínculo com uma cooperativa. Segundo o órgão, a documentação apresentada pelo segurado no momento do requerimento é o principal elemento considerado na análise do pedido. Quando o exercício da docência é informado, o processo pode ser encaminhado para uma avaliação individualizada.
A gerente geral de Negócios do Sistema OCB, Clara Maffia, destacou que o diálogo institucional é essencial para garantir que os professores cooperados tenham seus direitos reconhecidos sem enfrentar barreiras desnecessárias. "As cooperativas educacionais desempenham papel importante na oferta de ensino, e seus professores exercem a atividade docente da mesma forma que qualquer outro profissional da educação. Nosso objetivo é contribuir para que os procedimentos reflitam essa realidade e assegurem uma análise justa dos requerimentos", declarou.
Segundo Clara, o encontro também representou um passo importante para fortalecer a construção conjunta de soluções. "Saímos da reunião com um canal de diálogo aberto e com o compromisso de aprofundar a análise dos casos apresentados. A expectativa é que esse trabalho conjunto contribua para tornar o processo mais claro, uniforme e seguro para os docentes cooperados", acrescentou.
Como encaminhamento, o Sistema OCB reunirá novos casos de professores que enfrentaram dificuldades na concessão do benefício e os enviará ao INSS, acompanhados da documentação necessária. Paralelamente, a Secretaria do Regime Geral de Previdência Social e o instituto realizarão uma avaliação interna dos procedimentos adotados para verificar possíveis ajustes que possam tornar a análise dos pedidos mais eficiente.
Participaram da reunião, pelo Ministério da Previdência Social, Eduardo da Silva Pereira, diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, e Orion Sávio dos Santos, coordenador de Normas e Acordos Internacionais do Departamento do Regime Geral de Previdência Social. Representando o INSS, esteve Arnaldo Prisco Silva de Deus, da Coordenação-Geral de Reconhecimento de Direitos. Pelo Sistema OCB, participaram ainda Hugo Andrade, coordenador de Ramos; Priscilla Coelho, analista Técnica e Econômica; e Thais Cardoso, analista de Relações Governamentais.
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13/07/2026
Prêmio SomosCoop Melhores do Ano recebe 839 inscrições em 6 categorias
Iniciativas seguem para etapas de avaliação. Cases de imprensa podem ser inscritos até o dia 20 de julho
O Sistema OCB encerrou a primeira etapa do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2026 com participação expressiva. Ao todo, foram 839 cases inscritos nas seis categorias voltadas às cooperativas. As inscrições, encerradas em 30 de junho, reuniram iniciativas desenvolvidas por cooperativas de diferentes ramos e regiões do país. Os projetos agora seguem para as fases de habilitação e avaliação técnica, que antecedem a divulgação dos finalistas, prevista para setembro.
Entre as categorias, Coop Cidadã foi a que registrou maior número de inscrições, com 210 cases. Na sequência aparecem Cultura Cooperativista, com 164 inscrições; Comunicação Coop, com 132; Inovação, com 129; Desenvolvimento Ambiental, com 126; e Intercooperação, com 78 projetos inscritos. A categoria Imprensa segue com o período de inscrições aberto até o dia 20 de julho.
"Os números mostram que as cooperativas brasileiras seguem investindo em soluções que transformam realidades e fortalecem o nosso modelo de negócio. Cada case representa conhecimento, dedicação e resultados que podem inspirar outras cooperativas e ampliar ainda mais o impacto do nosso movimento no país”, destaca o o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas
As iniciativas serão analisadas por especialistas, que avaliarão critérios como resultados alcançados, relevância para o público beneficiado, qualidade técnica, inovação, eficiência na utilização dos recursos e potencial de replicação. Na sequência, os projetos classificados seguem para a etapa de julgamento final.
Criado para dar visibilidade às experiências que fortalecem o cooperativismo, o Prêmio SomosCoop Melhores do Ano reconhece projetos capazes de gerar benefícios concretos para cooperados, colaboradores e comunidades. Além da premiação, os cases vencedores passam a integrar um importante banco de boas práticas do movimento, estimulando a troca de experiências entre cooperativas de todo o Brasil.
Os finalistas serão anunciados no dia 24 de setembro, e os vencedores conhecidos durante a cerimônia de premiação, marcada para 8 de dezembro, em Brasília.
Distribuição das inscrições por categoria
Coop Cidadã: 210 inscrições
Cultura Cooperativista: 164 inscrições
Comunicação Coop: 132 inscrições
Inovação: 129 inscrições
Desenvolvimento Ambiental: 126 inscrições
Intercooperação: 78 inscrições
Próximas etapas
Até 20/07: regularização da adimplência das cooperativas
21/07 a 28/07: habilitação dos cases
31/07 a 31/08: avaliação técnica
08/09 a 25/09: julgamento final
01/10: divulgação dos finalistas
08/12: cerimônia de premiação, em Brasília
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Lar Cooperativa reúne lideranças para celebrar o Dia do Cooperativismo
Campanha nacional convida coops a fortalecer proteção às mulheres
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10/07/2026
Lar Cooperativa reúne lideranças para celebrar o Dia do Cooperativismo
Em celebração do Coops Day na Lar Cooperativa, presidente destaca sucessão e renovação das lideranças
O cooperativismo ganhou espaço para celebrar conquistas e projetar o futuro nesta sexta-feira (10), durante a programação especial do Dia Internacional do Cooperativismo, o Coops Day, promovida pela Lar Cooperativa, em Medianeira (PR). Convidada para a palestra principal do evento, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, se reuniu com cerca de mil cooperados, entre lideranças, mulheres e jovens, para uma conversa sobre o papel transformador das cooperativas e os desafios de preparar as próximas gerações para dar continuidade a esse legado.
Tania destacou que o cooperativismo vive um período de expansão no Brasil, mas que seu crescimento depende, cada vez mais, da capacidade de abrir espaço para novas lideranças e ampliar a participação feminina nos espaços de decisão. "A força do cooperativismo está nas pessoas. São elas que mantêm vivos os nossos valores, fortalecem as comunidades e garantem que esse modelo continue sendo uma resposta concreta para os desafios do presente e do futuro", afirmou.
Ao falar para um público formado majoritariamente por mulheres — cerca de 600 participantes — e com forte presença de jovens cooperados, Tania compartilhou parte de sua própria trajetória e lembrou a importância da representatividade dentro das organizações. Primeira mulher a ocupar a presidência executiva do Sistema OCB em 57 anos de história da instituição, ela ressaltou que o movimento já conta com ampla participação feminina, mas ainda precisa avançar na ocupação dos cargos de liderança.
Ela lembrou que, atualmente, as mulheres representam 41,8% do quadro social das cooperativas brasileiras e 52% dos empregos gerados pelo setor. No entanto, ocupam apenas 22% dos cargos de dirigentes nas cooperativas. "Esses números mostram que avançamos, mas também revelam que ainda há um caminho importante pela frente. O cooperativismo sempre acreditou na inclusão, na participação e na construção coletiva. Precisamos garantir que esses princípios também estejam presentes quando falamos de liderança", acrescentou.
Sucessão
Outro tema central da palestra foi a sucessão. Tania reforçou que a continuidade das cooperativas depende do envolvimento das novas gerações. Segundo ela, sucessão não significa apenas preparar quem ocupará cargos de gestão no futuro, mas criar oportunidades para que os jovens participem das decisões, tragam inovação e ajudem a construir cooperativas cada vez mais fortes. "O cooperativismo precisa continuar sendo um espaço onde os jovens encontrem propósito, oportunidades e protagonismo. O futuro das cooperativas começa muito antes da sucessão acontecer. Ele começa quando damos voz, confiança e espaço para quem está chegando", completou.
Tania também destacou que o fortalecimento do cooperativismo passa pelo trabalho de representação político-institucional realizado pelo Sistema OCB. Segundo ela, a atuação em defesa dos interesses das cooperativas junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário contribui para o aprimoramento das políticas públicas e para um ambiente mais favorável ao desenvolvimento do setor.
A palestra integrou a programação especial preparada pela cooperativa para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado mundialmente na primeira sexta-feira de julho. Em 2026, a data tem como tema Cooperativas constroem um mundo melhor, definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI).
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