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Educação cooperativista como caminho para transformar realidades

Modelo fortalece formação cidadã, estimula empreendedorismo e amplia oportunidades  

Muito antes de formar profissionais, a educação tem o poder de formar cidadãos. E, em um mundo cada vez mais desafiador, ensinar crianças e jovens a cooperarem, trabalhar em equipe, exercer a liderança e construir soluções coletivas pode ser tão importante quanto qualquer conteúdo tradicional da sala de aula. O cooperativismo educacional se apresenta como uma ferramenta capaz de transformar realidades e preparar as novas gerações para o futuro. 

Presente em diferentes regiões do país, o modelo tem ampliado o acesso ao ensino de qualidade por meio de práticas de gestão participativas, que colocam estudantes, famílias, educadores e comunidades no centro do processo de aprendizagem e promovem valores como responsabilidade, solidariedade, autonomia, democracia e interesse pela comunidade. 

img20260526142802144med f5c77                                           Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosEsses princípios estão alinhados aos desafios da educação contemporânea e dialogam diretamente com a formação integral prevista pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Por isso, o fortalecimento da educação cooperativista tem ganhado espaço no debate público e nas discussões sobre os rumos da educação brasileira. 

Uma das iniciativas em destaque no congresso é o Projeto de Lei (PL) 4.078/2023, de autoria do deputado e membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Heitor Schuch (RS). Ele propõe a inclusão de conteúdos relacionados ao cooperativismo como temas transversais nos currículos da educação nacional e na oferta da educação básica voltada à população rural. 

A proposta parte do entendimento de que a cultura da cooperação pode contribuir para o desenvolvimento de competências essenciais para a vida em sociedade, além de estimular o empreendedorismo coletivo desde os primeiros anos da formação escolar. A medida também reforça a importância de conectar a educação às realidades locais e às oportunidades existentes nos territórios onde os estudantes vivem. 

Experiências desenvolvidas nesse sentido demonstram que o aprendizado baseado na cooperação gera impactos positivos dentro e fora das escolas. Ao vivenciar práticas cooperativistas, estudantes desenvolvem habilidades socioemocionais, fortalecem sua capacidade de diálogo e aprendem a construir soluções coletivas para desafios cotidianos. 

No meio rural, esses resultados ganham ainda mais relevância. A educação conectada aos valores do cooperativismo contribui para a valorização das comunidades locais, para o fortalecimento da agricultura familiar e para a formação de jovens preparados para assumir o protagonismo em suas regiões. 

Para Heitor Schuch, investir na educação cooperativista é investir no futuro das próximas gerações. “Acredito profundamente na força transformadora da educação e do cooperativismo. Investir no cooperativismo educacional no campo é investir no futuro. Quando jovens têm acesso à educação de qualidade, conectada aos valores da cooperação, fortalecemos as comunidades rurais, geramos oportunidades e garantimos a sucessão nas propriedades. O cooperativismo nos ensina que ninguém cresce sozinho, e é por meio dele que podemos construir um campo mais forte, sustentável e cheio de oportunidades para as próximas gerações”. 

A defesa da educação cooperativista também está relacionada à construção de uma sociedade mais participativa e preparada para enfrentar desafios coletivos. Ao estimular desde cedo valores como colaboração, gestão democrática e responsabilidade compartilhada, o cooperativismo ajuda a formar cidadãos mais conscientes e engajados. 

Para a superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, a presença do cooperativismo no ambiente escolar representa uma oportunidade de ampliar horizontes e desenvolver competências fundamentais para o século XXI. “A educação cooperativista vai além da aprendizagem em sala de aula. Ela ajuda a formar cidadãos mais preparados para trabalhar em equipe, empreender, liderar e buscar soluções coletivas para os desafios da sociedade. Quando os princípios do cooperativismo chegam às escolas, contribuímos para desenvolver uma cultura de participação, responsabilidade e protagonismo que gera impactos positivos para toda a comunidade”, destaca. 

 

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