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Crédito e seguro rural devem avançar juntos para fortalecer o agro

Cooperativismo e parlamentares defendem ampliação da proteção ao produtor diante dos riscos climáticos 

O aumento dos eventos climáticos extremos tem reforçado uma avaliação cada vez mais consensual entre representantes do setor agropecuário brasileiro: crédito e seguro rural precisam funcionar como instrumentos complementares para garantir a sustentabilidade da produção agropecuária. A discussão ganha força em meio aos debates sobre o Plano Safra 2026/2027 e sobre a necessidade de ampliar os mecanismos de proteção ao produtor diante de secas, enchentes e outras adversidades que afetam diretamente a renda no campo.

Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, a ampliação do crédito rural deve vir acompanhada do fortalecimento das políticas de seguro rural. "Crédito rural não é apenas um instrumento financeiro. Ele é fundamental para garantir produção, renda e segurança alimentar. Por isso, ampliar o crédito sem fortalecer os instrumentos de proteção contra perdas climáticas limita a capacidade de recuperação dos produtores em momentos de crise”, afirma.

No caso do cooperativismo, Tania reforça que esses instrumentos estruturantes representam a possibilidade de ampliar a proteção dos quadros sociais, de amenizar perdas e de garantir continuidade da produção mesmo nos anos mais duros. “Sem crédito e seguro acessível, cada evento climático severo pode comprometer a safra, mas também a viabilidade doimg20260311101735912med c1135                                              Bruno Spada / Câmara dos Deputados cooperado”, complementa.

No Congresso Nacional, a senadora Tereza Cristina (MS), vice-presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), também tem defendido o fortalecimento do seguro rural como uma das principais ferramentas de gestão de risco da atividade agropecuária. “O seguro rural precisa ser mais acessível, mais moderno e alcançar um número maior de produtores. É uma ferramenta essencial para dar segurança a quem produz e garantir a continuidade da atividade agropecuária”, destaca.

Autora do Projeto de Lei 2.951/2024, que cria um novo marco legal para o seguro rural a parlamentar avalia que o país precisa ampliar o acesso dos produtores ao seguro para enfrentar os impactos cada vez mais frequentes dos eventos climáticos extremos. A proposta altera as bases da Política Agrícola, moderniza o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e abre caminho para a regulamentação do Fundo de Catástrofe, ferramenta complementar ao seguro tradicional que, apesar de prevista em lei há anos, ainda não saiu do papel por dificuldades orçamentárias.

Segundo a senadora, a proteção da renda do produtor deve caminhar lado a lado com as políticas de financiamento agrícola. “Quando crédito e seguro trabalham juntos, ganha o produtor, ganha o sistema financeiro e ganha o país, que passa a ter mais estabilidade na produção de alimentos e mais segurança para investir no campo”, acrescenta.

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