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Cooperativismo fortalece agenda de crédito e desenvolvimento no agro

 Acesso ao FDNE, FDA e FDCO impulsiona desenvolvimento, expansão e competitividade 

Produzir no campo tem exigido cada vez mais planejamento, investimento e capacidade de enfrentar riscos que fogem do controle do produtor. Eventos climáticos extremos passaram a impactar diretamente a renda no meio rural e ampliaram a pressão por políticas públicas capazes de garantir mais segurança financeira, previsibilidade e proteção à atividade agropecuária. 

img20260422210318618med ef9e3                                           Bruno Spada/Câmara dos DeputadosDiante desse cenário, o cooperativismo tem reforçado a defesa do fortalecimento do crédito rural e da modernização do seguro rural como instrumentos fundamentais para sustentar a competitividade do agro brasileiro e assegurar condições mais estáveis para quem produz.  

Nesse contexto, as cooperativas agropecuárias ocupam posição estratégica. Presentes em diferentes regiões do país, elas atuam na organização da produção, na assistência técnica, no armazenamento, na comercialização e no acesso ao crédito e à gestão de riscos. Em muitos municípios, especialmente nos mais afastados dos grandes centros, são as cooperativas que garantem a chegada de soluções financeiras, orientação técnica e apoio aos produtores rurais. 

Parte desse debate avançou recentemente no Congresso Nacional com a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 262/2019, convertido na Lei Complementar 231/20263, que autoriza cooperativas a acessarem recursos dos principais fundos federais de desenvolvimento regional do país: o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e o Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). 

Para o deputado federal e coordenador Institucional da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Zé Silva (MG), ampliar o acesso das cooperativas a esses mecanismos significa democratizar políticas públicas e fortalecer o desenvolvimento regional. “As cooperativas têm capacidade de chegar onde muitas vezes o sistema financeiro tradicional não chega. Quando ampliamos o acesso dessas organizações aos fundos regionais, fortalecemos o crédito, a assistência técnica, a inovação e o desenvolvimento econômico em regiões que mais precisam de oportunidades”, afirmou. 

Ao mesmo tempo, o setor acompanha a tramitação do Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, proposta que cria o Marco Legal do Seguro Rural e busca modernizar as regras do sistema brasileiro de proteção à atividade agropecuária. O projeto prevê avanços em instrumentos como o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e o Fundo de Catástrofe, além de ampliar a previsibilidade e a segurança jurídica para produtores e operadores do setor. 

Para o cooperativismo, ampliar o alcance do seguro rural é essencial para reduzir perdas, proteger renda e garantir continuidade produtiva. “O crédito e o seguro rural precisam caminhar juntos. Não existe competitividade no agro sem acesso a financiamento e sem instrumentos eficientes de proteção contra perdas climáticas”, afirma a presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella. “As cooperativas têm papel essencial nesse processo porque conseguem organizar produtores, ampliar o acesso às políticas públicas e oferecer suporte técnico e econômico em momentos de dificuldade”, acrescenta.  

Ainda segundo Tania, fortalecer esses mecanismos também significa garantir estabilidade para toda a cadeia produtiva. “As cooperativas ajudam a transformar crédito em desenvolvimento local, geração de renda e permanência das famílias no campo. Quando ampliamos o acesso ao financiamento e à gestão de riscos, fortalecemos os produtores, a segurança alimentar e a economia brasileira como um todo”, acrescentou. 

Outra proposta acompanhada pelo setor é o PL 3.123/2025, que cria o Sistema Nacional de Gestão de Risco de Crédito Rural (SNGRCR). A iniciativa pretende modernizar os critérios de análise e gestão de risco nas operações de crédito rural, trazendo mais eficiência, previsibilidade e segurança tanto para produtores quanto para instituições financeiras. 

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