Sistema OCB apresenta força do coop a 400 jovens da Cresol
Entidade participou de encontro da Juventude Conectada, com reflexão sobre o papel das novas gerações
O Sistema OCB participou, nesta quinta-feira (16), do 4º encontro do Juventude Conectada Cresol, projeto de formação que reúne até 400 jovens de 18 a 25 anos de todo o país. A entidade foi representada pela superintendente Fabíola Nader Motta. Ela apresentou aos jovens o panorama nacional do cooperativismo com destaques para o papel da organização, a dimensão do movimento no país e os princípios que orientam o modelo de negócio.
A apresentação da superintendente dialogou com duas dinâmicas conduzidas anteriormente com os jovens: um mosaico de fotos de produtos com o selo SomosCoop, registrados pelos próprios participantes, e uma atividade em que mostraram itens cooperativos presentes em suas casas. Fabíola retomou esse material para situar o cooperativismo como algo já presente no cotidiano do público, antes de detalhar os dados do setor. 
Dimensão
Com base no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, Fabíola apresentou o tamanho do movimento no país: 25,8 milhões de cooperados, o equivalente a quase 12% da população, com crescimento de 10% em relação ao ano anterior. São 4.384 cooperativas, presentes em 3.586 municípios, responsáveis por 578 mil empregos diretos. O setor registrou R$ 757,9 bilhões em ingressos, R$ 1,39 trilhão em ativos — alta de 19% — e US$ 8,4 bilhões em negócios internacionais.
A superintendente também mencionou a Lei 15.433/2026, sancionada em junho, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura brasileira. “A legislação situa o cooperativismo não apenas como modelo de negócio, mas como parte da identidade nacional”, destacou.
Papel da juventude
Ao encerrar a participação no encontro, Fabíola destacou que o maior desafio do cooperativismo é envolver as novas gerações para garantir a continuidade do movimento. Segundo ela, os jovens procuram propósito, participação e impacto — características que fazem parte da essência do modelo cooperativista.
"O cooperativismo precisa de pessoas que queiram participar, liderar, influenciar e construir o futuro. Vocês podem ser cooperados, colaboradores, conselheiros, diretores ou embaixadores desse movimento. O importante é entender que existe espaço para cada um. Se os jovens não participarem, o cooperativismo perde sua capacidade de renovação. É por isso que investir na formação de novas lideranças é garantir que esse modelo continue transformando comunidades e criando oportunidades para as próximas gerações", finalizou.
