escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop • escolha consciente, escolha o coop
NOTÍCIAS EVENTOS

Modelo brasileiro do coop agro é apresentado em congresso na Argentina

Agenda institucional e suprapartidária do Sistema OCB fortaleceu o segmento como representação política 

O modelo institucional que consolidou a representação política do agro brasileiro foi apresentado nesta quinta-feira (6), durante o XXXIV Congresso Aapresid, um dos principais eventos do setor agropecuário da Argentina. Participando de forma online, a superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, integrou o painel El agro como política de estado: lecciones del modelo brasileño, ao lado de Daniel Vargas, da Fundação Getulio Vargas (FGV), com mediação de Ángeles Naveyra, presidente da Fundación Barbechando

Realizado em Rosário, o congresso reúne produtores rurais, pesquisadores, estudantes, representantes do setor produtivo e formuladores de políticas públicas para discutir inovação, sustentabilidade e os desafios do agro. No painel dedicado à experiência brasileira, o foco esteve na arquitetura institucional construída ao longo das últimas décadas, que permitiu ao setor manter uma agenda estratégica permanente, independentemente das mudanças de governo. 

Fabíola explicou que esse modelo se apoia em duas frentes complementares: a representação política suprapartidária e a atuação técnica das entidades que dão sustentação às decisões e propostas do setor. "O agro brasileiro aprendeu que a construção de uma agenda comum depende de instituições fortes. São elas que permitem transformar interesses diversos em prioridades compartilhadas e garantir continuidade às políticas públicas ao longo do tempo", afirmou. 

Segundo ela, esse arranjo integra, de um lado, as frentes parlamentares, responsáveis pela articulação política no Congresso Nacional, e, de outro, organizações técnicas que elaboram estudos, propostas legislativas e análises que subsidiam a tomada de decisão dos parlamentares e do poder público. 

Nesse contexto, Fabíola apresentou o papel desempenhado pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA), organização formada por 59 entidades representativas do setor, responsável por oferecer suporte técnico à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Também destacou a atuação do Sistema OCB, que mantém uma equipe especializada dedicada à construção de propostas para o cooperativismo brasileiro e ao acompanhamento permanente da agenda legislativa. 

A superintendente ressaltou ainda a importância da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que, desde a Assembleia Constituinte, atua em parceria com a OCB na defesa dos interesses das cooperativas brasileiras e na construção de um ambiente regulatório mais adequado ao modelo de negócios cooperativista. Como exemplo desse trabalho conjunto, Fabíola citou a atuação durante a regulamentação da Reforma Tributária, quando o cooperativismo conseguiu assegurar o tratamento adequado ao ato cooperativo e preservar as especificidades do setor no novo sistema tributário. 

 

Representatividade 

Ao abordar a legitimidade do setor perante a sociedade, Fabíola lembrou que o cooperativismo brasileiro reúne atualmente 29 milhões de cooperados, o equivalente a 13,6% da população do país. São 4.400 cooperativas em atividade, responsáveis por R$ 848 bilhões em ingressos. Apenas o ramo agropecuário congrega 1.254 cooperativas, mais de 1,13 milhão de cooperados e movimenta R$ 487,3 bilhões, além de responder por cerca de metade da produção nacional de grãos. 

Para a superintendente do Sistema OCB, esses números demonstram a relevância econômica e social do cooperativismo, mas precisam ser acompanhados de diálogo permanente com a sociedade e com os poderes públicos. "Os resultados são importantes, mas a legitimidade também se constrói pela presença institucional, pela capacidade de diálogo e pela atuação apartidária. É isso que garante estabilidade e continuidade às políticas que fortalecem o setor", afirmou. 

Ao longo da conversa, também foi destacada a aproximação entre Brasil e Argentina na busca por mecanismos permanentes de representação institucional do agro. A Fundación Barbechando, organizadora do debate, foi inspirada justamente no modelo brasileiro de articulação parlamentar e criou o Espacio Legislativo Interpartidario del Agro (ELIA), iniciativa que busca ampliar o diálogo entre o setor produtivo e o Congresso argentino. 

Fabíola observou que, embora cada país tenha características próprias, a principal lição da experiência brasileira está na institucionalização das relações entre o setor produtivo e o poder público. "O que pode ser compartilhado é a lógica de construir instituições permanentes, técnicas e apartidárias, capazes de manter uma agenda de longo prazo para o desenvolvimento do agro", concluiu. 

 

 

Saiba Mais: 

Conteúdos Relacionados

Image
SISTEMA OCB © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.