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25/05/2026
Artigo do Sistema OCB é publicado em referência mundial do coop
Estudo sobre riscos de insolvência mostrou maior resiliência financeira das cooperativas de saúde
Uma pesquisa desenvolvida por analistas do Sistema OCB e publicada na quinta-feira (21) em uma das mais importantes revistas científicas internacionais sobre cooperativismo trouxe novas evidências sobre a força e a sustentabilidade do modelo cooperativista no setor de saúde suplementar brasileiro. O estudo aponta que cooperativas médicas apresentam menor risco de insolvência quando comparadas a outros modelos organizacionais do setor.
O artigo, intitulado Beyond profit maximization: The effect of cooperative governance on insolvency risk in the Brazilian supplementary healthcare industry (Além da maximização do lucro: o efeito da governança cooperativa sobre o risco de insolvência no setor brasileiro de saúde suplementar), foi publicado no Annals of Public and Cooperative Economics, periódico científico editado pela Wiley e reconhecido internacionalmente como uma das principais referências em economia cooperativa. Em circulação desde 1908, a revista reúne pesquisas voltadas ao desenvolvimento econômico sustentável, governança e modelos cooperativistas em diferentes países.
A pesquisa teve autoria principal do analista do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Thiago Victorino, com coautoria dos analistas Arthur Nery e Rodrigo Rangel. O estudo surgiu de uma inquietação comum entre os pesquisadores: a ausência de trabalhos voltados especificamente às cooperativas quando o assunto é previsão de insolvência. A maior parte da literatura internacional sobre o tema concentra-se em empresas tradicionais com fins lucrativos, sem considerar as características próprias das cooperativas.
A partir dessa lacuna, os pesquisadores desenvolveram um modelo de análise aplicado ao mercado brasileiro de saúde suplementar, incluindo tanto operadoras privadas quanto cooperativas médicas. O objetivo era entender se a estrutura cooperativista influencia a resiliência financeira das organizações, e os resultados apontaram que sim.
Eficiência operacional
De acordo com o estudo, cooperativas apresentaram probabilidade de insolvência cerca de 4,8 pontos percentuais menor do que empresas não cooperativas. A pesquisa também identificou que essas organizações seguem uma lógica de gestão diferente das voltadas exclusivamente ao lucro de curto prazo.
Enquanto empresas tradicionais tendem a sofrer maior pressão de indicadores ligados à rentabilidade imediata, nas cooperativas a sustentabilidade financeira aparece mais conectada à eficiência operacional, à gestão responsável e à capacidade de gerar valor aos cooperados. O estudo aponta ainda que objetivos sociais e solidez financeira são conceitos que podem atuar juntos no fortalecimento das organizações.
Outro aspecto destacado pelos pesquisadores é que o modelo cooperativista contribui para reduzir riscos. A lógica de gestão compartilhada, o compromisso de longo prazo com os cooperados e os mecanismos de apoio entre cooperativas ajudam a criar estruturas mais resilientes diante de cenários econômicos desafiadores.
“Publicar um artigo em uma revista científica tão relevante para o cooperativismo mundial mostra que o Sistema OCB também contribui para a produção de conhecimento de alcance internacional. É um trabalho que fortalece o posicionamento do cooperativismo brasileiro não apenas como modelo econômico, mas também como referência em pesquisa e inovação”, afirmou o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, Guilherme Costa. Segundo ele, os resultados ajudam a ampliar a compreensão sobre o impacto do modelo cooperativista na sustentabilidade das organizações.
Além da contribuição acadêmica, o estudo possui potencial de aplicação prática para o setor de saúde suplementar. Os resultados podem apoiar análises de risco, estratégias de gestão e discussões regulatórias envolvendo cooperativas médicas e operadoras de saúde, inclusive em órgãos como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
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Notícias saber cooperar
07/04/2026
Dia Mundial da Saúde: cooperativas são protagonistas em atendimento e resultados
Um em cada quatro brasileiros com plano de saúde confia no cooperativismo na hora de escolher esse serviço essencial. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 88,4 milhões de pessoas em todo o país têm acesso à assistência privada, médica ou odontológica. Desse total, 24,3 milhões estão associadas a cooperativas de saúde. Os números evidenciam a relevância do cooperativismo para o sistema de saúde brasileiro, ampliando o acesso e promovendo um cuidado centrado nas pessoas. No Dia Mundial da Saúde (7/04), o segmento reforça seu papel na construção de um modelo mais acessível, humanizado e sustentável.
Presença nacional
O ramo saúde reúne 699 cooperativas, presentes em mais de 90% do território brasileiro. Elas são formadas por médicos, odontólogos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais da área de atenção à saúde humana. O segmento reúne 270 mil cooperados, entre eles 20% dos médicos do país (116 mil), e gera 150 mil empregos, segundo dados do AnuárioCoop 2025. Em 2024, as cooperativas de saúde movimentaram R$123,7 bilhões e atingiram R$75,9 bilhões em ativos.
Referência global
Os maiores grupos cooperativistas de saúde do mundo são brasileiros: os Sistemas Unimed e Uniodonto. De acordo com o ranking Cooperative Monitor 2025, organizado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), a Unimed está entre as quatro maiores cooperativas do planeta, considerando a relação entre receitas e Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos países. O resultado coloca o Brasil como referência para países que desejam avançar no segmento de saúde por meio do modelo de negócios cooperativo.
Diferenciais cooperativistas
Com enfoque no atendimento humanizado, na valorização dos profissionais e na prestação de serviços de qualidade para a sociedade, as cooperativas de saúde são reconhecidas por sua atuação. Das 18 operadoras médico-hospitalares com nota máxima no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) 2024, da ANS, 16 são cooperativas, totalizando 89% de participação e consolidando o cooperativismo como um modelo de qualidade e inovação no setor de saúde suplementar. Na atenção odontológica, 95% das operadoras mais bem avaliadas pela ANS pertencem ao Sistema Uniodonto.
História e desafios
Criado há 60 anos, o ramo saúde tem acompanhado a evolução do segmento e da sociedade brasileira. “As cooperativas de saúde surgiram como uma reação ao modelo de medicina/odontologia de grupo, buscando a valorização da relação profissional-paciente”, lembra o coordenador de Ramos do Sistema OCB, Hugo Andrade.
Hoje, segundo o presidente da Unimed do Brasil, Omar Abujamra Junior, o papel do cooperativismo de saúde é ainda mais relevante diante dos desafios do setor no Brasil. “Temos um alcance que nos permite levar assistência de qualidade a regiões onde outras operadoras não estão, além de fixar médicos no interior do país”, destaca. Entre janeiro e setembro de 2025, por exemplo, o Sistema Unimed realizou mais de 529 milhões de consultas, terapias, internações, exames e outros atendimentos ambulatoriais em todo o país.
Na assistência à saúde bucal, o cooperativismo brasileiro também é referência global com o Sistema Uniodonto, maior rede de atendimento odontológico do mundo. Fundado em 1972, o grupo reúne 22 mil cirurgiões-dentistas cooperados e atende a mais de 3,5 milhões de beneficiários em todo os estados brasileiros. “As cooperativas de saúde conseguem ofertar serviços de qualidade com maior eficiência, ampliando a cobertura assistencial e contribuindo tanto para a prevenção quanto para o tratamento das doenças bucais. Além disso, promovem a interiorização do atendimento, levando assistência a regiões onde a presença de serviços privados estruturados ainda é limitada”, destaca o presidente do Sistema Uniodonto, José Alves de Souza Neto, que também preside a ACI Américas.
Para os dentistas cooperados, a Uniodonto também apresenta diferenciais relevantes. O modelo garante autonomia profissional aliada à segurança de uma atuação organizada, com acesso a uma carteira de pacientes estruturada e a oportunidades de atendimento que dificilmente seriam alcançadas de forma individual. O resultado é uma remuneração 30% superior aos valores repassados pelos planos não cooperativos. “Além disso, o cooperado participa dos resultados do sistema, tem voz nos processos decisórios e conta com suporte técnico, operacional e institucional. Outro ponto de destaque é a intercooperação entre as cooperativas singulares, que possibilita o atendimento organizado e a troca de informações clínicas dos beneficiários no time, ampliando o campo de atuação dos profissionais e fortalecendo a rede como um todo”, acrescenta Souza Neto.
Além de oferecer assistência de qualidade e valorizar o trabalho dos profissionais cooperados, as cooperativas de saúde também geram impacto social positivo nas comunidades em que atuam, investem em inovação e promovem a sustentabilidade ambiental. “O modelo cooperativista se diferencia por equilibrar esses desafios com foco no paciente e no desenvolvimento local”, afirma Abujamra Junior.
Futuro do coop de saúde
Em um cenário de desafios de sustentabilidade econômico-financeira com o aumento dos custos assistenciais, o envelhecimento populacional e a incorporação acelerada de novas tecnologias, as cooperativas de saúde continuam avançando na coordenação do cuidado, na atenção primária e na integração de dados, garantindo eficiência e qualidade.
As demandas do setor e a busca por um ambiente regulatório favorável ao desenvolvimento das cooperativas da área são articuladas em conjunto no Conselho Consultivo do Ramo Saúde, que reúne 44 representantes de cooperativas, das Organizações Estaduais e da Unidade Nacional do Sistema OCB.
Nos últimos anos, o colegiado teve papel decisivo na construção de soluções institucionais relacionadas à assistência em saúde com impactos para o cooperativismo, como o Piso Nacional da Enfermagem, a Reforma Tributária, o Projeto de Lei 7.419/2006 (que propõe um novo marco legal para o mercado de planos e seguros de saúde), a judicialização no setor e os impactos das mudanças na saúde no período pós-pandemia.
Para 2026, a prioridade do Conselho é avançar em temas como a ampliação do acesso a linhas de financiamento público para cooperativas, participação efetiva do cooperativismo de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), contratações públicas de cooperativas e regulamentação da inteligência artificial no setor. “Também há espaço para ampliar parcerias público-privadas, fortalecer a intercooperação e expandir a atuação para novos segmentos da saúde, como psicologia, fisioterapia e enfermagem, onde já existem cooperativas, mas ainda com baixa escala”, afirma Andrade.
Notícias representação
27/01/2026
WCM 2025: Brasil mantém força no ranking global de cooperativas
País tem 21 cooperativas entre as 300 maiores do mundo e acompanha crescimento do setor
O cooperativismo brasileiro encerrou mais um ano em posição de destaque. De acordo com o World Cooperative Monitor 2025, o Brasil reúne 21 cooperativas entre as 300 maiores do mundo, em um ranking que evidencia a distribuição global do setor: 169 cooperativas estão na Europa, 86 nas Américas, 44 na região Ásia-Pacífico e uma na África. O levantamento, produzido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) em parceria com o Instituto Europeu de Pesquisa sobre Empresas Cooperativas e Sociais (Euricse), analisou o desempenho econômico das maiores cooperativas e mútuas do planeta.
O projeto, que envolve um amplo processo de coleta, integração e análise de dados, chegou à sua 13ª edição e teve destaque especial em 2025, ano declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional das Cooperativas. Para marcar a data, o WCM 2025 foi lançado como uma edição especial, com colaboração do Círculo de Lideranças de Cooperativas e Mútuas (CM50). A publicação trouxe, além dos dados econômicos, uma série de entrevistas destacando ações e iniciativas das lideranças cooperativistas globais voltadas à melhoria da qualidade de vida e do bem-estar de cooperados e comunidades.
As cooperativas brasileiras listadas no ranking atuam em diferentes ramos. Integram a lista: Sistema Unimed, Copersucar, Sicredi, Coamo, C. Vale, Sicoob, Lar, Aurora Alimentos, Comigo, Cocamar, Copacol, Alfa, Integrada, Agrária Agroindustrial, Coopercitrus, Castrolanda, Frísia, Frimesa, Coopavel, Cooxupé e Coop de Consumo.
Para o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, esses resultados refletem um modelo de negócios baseado em gestão profissional, visão de longo prazo e forte compromisso com o desenvolvimento econômico e social das regiões onde as cooperativas atuam. “Ficamos extremamente felizes com o reconhecimento do nosso modelo de negócios que tem todos os requisitos para ser ainda maior e mais presente nos próximos anos”, declarou.
O WCM também apresentou o crescimento consistente do faturamento agregado das 300 maiores cooperativas do mundo. O faturamento dessas organizações passou de US$ 1,9 trilhão em 2017 para US$ 2,05 trilhões em 2019, avançou para US$ 2,21 trilhões em 2021 e atingiu US$ 2,78 trilhões em 2023, considerando a taxa média de câmbio do período. A trajetória de alta reflete a expansão das operações cooperativas em escala global e dialoga diretamente com o desempenho das cooperativas brasileiras listadas, que atuam em cadeias produtivas estratégicas e têm ampliado sua presença nos mercados interno e externo.
Na avaliação da presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o desempenho global confirma a relevância econômica do cooperativismo. “O crescimento contínuo das maiores cooperativas globais demonstra que o movimento é capaz de crescer de forma constante e consistente, mesmo em cenários desafiadores.”
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17/10/2025
Daypat 2025 celebra bem-estar e sustentabilidade compartilhada
Evento voltado para colaboradores reuniu atividades para inspirar cultura de cuidado e cooperação
O Daypat 2025 movimentou o time de colaboradores do Sistema OCB com um dia inteiro dedicado à pausa, ao autocuidado e à conexão entre colegas. Realizado na última sexta-feira (10), o evento teve como tema Cuidar de si, do outro e do mundo: bem-estar e sustentabilidade como compromisso compartilhado, com palestras, oficinas e atividades físicas reunidos em uma programação leve, inspiradora e cheia de significado.
A proposta deste ano foi ampliar o conceito de saúde, conectando corpo, mente e relações aos pilares do ESG (Ambiental, Social e Governança) tema cada vez mais presente na cultura organizacional do Sistema OCB. “ O DayPat representa o compromisso do Sistema OCB com o bem-estar dos colaboradores, um convite para a reflexão, a reconexão e o cuidado genuíno. Cuidar de si é também um ato de responsabilidade coletiva: quando nos cuidamos, fortalecemos o outro e promovemos um ambiente mais saudável e humano”, destacou Carina Melo, gerente de Pessoas do Sistema OCB.
A programação contou com nomes que inspiraram reflexões profundas ao longo do dia. Lis Soboll, palestrante e pesquisadora em saúde mental, abriu os trabalhos com a palestra Encontros que transformam e apresentou provocações sobre a importância das conexões humanas no ambiente de trabalho. Em seguida, Mariana Schuchovski, profissional de destaque na área de sustentabilidade, falou sobre consumo consciente e mostrou como escolhas cotidianas têm o poder de transformara vida das pessoas e o mundo ao redor. Louize Oliveira, especialista em gestão e negócios, por sua vez, abordou a relação entre finanças e saúde mental na palestra Cuidar do bolso também é cuidar da mente e reforçou a importância do equilíbrio financeiro para o bem-estar integral.
O clima leve tomou conta das oficinas de aquarela, jardinagem e colagem, que transformaram os corredores em espaços de cor e criatividade. Além de proporcionar momentos de descontração, as atividades incentivaram a atenção plena e a expressão individual. “Esses momentos de criação são uma forma de desacelerar e de se permitir a sentir o presente. É um cuidado silencioso, mas poderoso”, comentou Carina.
Para quem queria se movimentar, o Daypat também trouxe opções de yoga, ginástica funcional e spinning, para propiciar equilíbrio entre corpo e mente. A energia foi contagiante — com muita música, sorrisos e a sensação de bem-estar coletivo. Para fechar com chave de ouro, o espaço de quick massage, conduzido por profissionais com deficiência visual, ofereceu relaxamento e acolhimento aos participantes.
Segundo Carina Melo, o evento traduz uma mensagem inspiradora da nossa Superintendente: “Times de Excelência para Resultados Excelentes”. Mas é importante lembrar que esses resultados não devem vir a qualquer custo. O bem-estar é parte essencial desse caminho. O DayPat nos recorda que o trabalho só ganha sentido quando estamos bem, engajados e conectados com o que realmente importa: as pessoas e o mundo que desejamos construir juntos”, ressaltou.
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https://somoscooperativismo.coop.br/noticias/sistema-ocb-participa-do-encontro-nacional-de-jornalistas-do-sicredi
https://somoscooperativismo.coop.br/noticias-eventos/cooperativismo-integra-agenda-climatica-da-casa-do-seguro-na-cop30
Notícias eventos
09/10/2025
Cooperativismo de saúde é exemplo global, afirma presidente Márcio
Na abertura da 54ª Convenção Unimed, presidente destacou inovação, governança e união do setor
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, participou, nesta terça-feira (8), da abertura da 54ª Convenção Nacional Unimed. O evento reuniu lideranças cooperativistas, autoridades do setor da saúde e especialistas para discutir inovação, governança e os caminhos do cooperativismo de saúde no Brasil.
Ao dar as boas-vindas aos participantes, Márcio falou sobre a relevância da convenção como espaço de reflexão coletiva e construção conjunta, além de ressltar o protagonismo do Sistema Unimed como exemplo mundial de sucesso cooperativo. “A Unimed é prova viva de que o cooperativismo é um modelo de negócios centrado em pessoas, capaz de unir eficiência, solidariedade e propósito. Em um mundo que busca novas formas de equilibrar resultado e responsabilidade social, as cooperativas de saúde mostram que é possível crescer cuidando de gente”, afirmou.
Para o presidente, o cooperativismo é a melhor alternativa para a gestão da saúde de forma sustentável e democrática. “O modelo Unimed, presente em nove de cada dez cidades brasileiras e responsável por atender mais de 20,9 milhões de beneficiários, inspira sistemas de saúde em todo o mundo, é referência global. São mais de 340 cooperativas médicas, 118 mil médicos cooperados e um faturamento de R$ 115 bilhões em 2024. Números que demonstram a força da cooperação e o impacto positivo do modelo”, salientou.
Márcio também lembrou a importância da parceria da Unimed com o Sistema OCB em temas estratégicos para o setor, como a Reforma Tributária e a aprovação do novo marco legal que ampliou as possibilidades de atuação das cooperativas no mercado de seguros (Lei Complementar 213/2025). “Temos caminhado juntos em pautas estruturantes, mostrando que o cooperativismo unido fala com mais força. A contribuição da Unimed nesse processo é fundamental para consolidar um ambiente de negócios mais justo e moderno para todo o movimento”, afirmou.
O presidente fez, ainda, referência ao Ano Internacional das Cooperativas, proclamado pela ONU, e destacou que o reconhecimento chegou em um momento simbólico para o setor. “A ONU reconheceu aquilo que o cooperativismo brasileiro pratica todos os dias: somos uma força de desenvolvimento sustentável, inclusão e inovação. É tempo de celebrar, mas também de assumir novos compromissos com as próximas gerações”, pontuou.
Atualmente, de acordo com os dados do AnuárioCoop 2025, o Ramo Saúde reúne 699 cooperativas, que somam 270 mil cooperados e geram 150 mil empregos diretos. Juntas, movimentam R$ 123,7 bilhões em ingressos e estão presentes em mais de 90% do território nacional, atendendo 27 milhões de brasileiros.
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Notícias eventos
11/09/2025
Painéis do Seminário Jurídico debatem regimes específicos
Setores financeiro, saúde e agro discutiram impactos da tributação no cooperativismo
Encerrando a programação do V Seminário Jurídico do Sistema OCB, que ocorreu nesta terça (9), três painéis simultâneos reuniram especialistas, dirigentes e tributaristas para debater como os regimes específicos da Reforma Tributária vão impactar diretamente o cooperativismo nos setores de crédito, saúde e agropecuário. A proposta foi trazer um olhar prático sobre a Lei Complementar já aprovada e abrir espaço para a troca de experiências entre advogados, assessores jurídicos, contadores de cooperativas e das OCEs e acadêmicos da área.
Os debates aconteceram em um momento crucial, já que a transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo começa a ganhar forma. Para o Sistema OCB, acompanhar cada detalhe dessa implementação é essencial para assegurar que as especificidades do ato cooperativo sejam preservadas e que as cooperativas mantenham sua competitividade em relação aos demais agentes de mercado.
Instituições financeiras
No painel sobre instituições financeiras, o debate foi conduzido pelo superintendente jurídico do Sicredi, Evandro Kotz, e contou com a exposição de Hélio de Mello, auditor fiscal da Receita Federal e membro titular do GT-3 do PAT-RTC. Hélio destacou os desafios globais de tributar serviços financeiros, especialmente aqueles remunerados por margem, como no crédito bancário. “Diferenciar os juros puros da remuneração de serviços é fundamental para evitar distorções e garantir neutralidade ao sistema”, afirmou.
O auditor lembrou que, embora a maioria dos países adote o modelo de isenção, o Brasil avançou ao rejeitar essa alternativa. A isenção, segundo ele, gera graves distorções econômicas, como a sobretributação do crédito empresarial e a subtributação do crédito ao consumo. “Optamos por uma solução mais próxima do que já conhecemos com o PIS/Cofins, o que preserva segurança jurídica e garante continuidade”, explicou. Para ele, ainda que não seja um modelo perfeito, o caminho escolhido oferece mais previsibilidade às instituições financeiras, incluindo as cooperativas de crédito.
A relevância do tema ficou clara nas perguntas dos participantes, que trouxeram preocupações sobre como a regulamentação poderá afetar a neutralidade do ato cooperativo e a competitividade das cooperativas de crédito em relação aos bancos. Kotz destacou o papel desses espaços de diálogo. “Estamos todos aprendendo juntos nesse processo. O que importa é garantir que as especificidades do cooperativismo estejam sempre no centro das soluções construídas”, afirmou.
Custos assistenciais
O setor de saúde também esteve em pauta, com moderação do advogado tributarista João Muzzi e palestra do Doutor André Branco, da Uniodonto. O grupo discutiu os efeitos da nova tributação sobre os custos assistenciais e a sustentabilidade das cooperativas médicas. André Branco destacou que o princípio da não tributação de determinadas atividades cooperativas já é reconhecido há anos, mas sua aplicação ainda gera controvérsias. “O grande desafio é lidar com a complexidade regulatória, que muitas vezes cria obstáculos práticos para que os direitos constitucionais das cooperativas sejam plenamente aplicados”, avaliou.
Ele lembrou que as cooperativas operadoras de planos de saúde já enfrentam um ambiente desafiador, com custos crescentes e a necessidade de manter a lógica mutualista no atendimento. Nesse contexto, segundo ele, a Reforma Tributária pode trazer tanto riscos quanto oportunidades. “Assim como navegar sem mapa em uma cidade desconhecida, lidar com leis tributárias pouco claras pode levar cooperativas a erros caros. Precisamos de clareza para seguir em frente”, reforçou. Os debates conduzidos pelo Doutor João Muzzi ressaltaram a importância de a agenda política e jurídica se manter atenta, para evitar que o novo modelo crie custos adicionais que possam comprometer a sustentabilidade das cooperativas médicas.
Produtor rural contribuinte e não contribuinte
Já o painel sobre o setor agropecuário foi moderado por Rogério Croscato, coordenador jurídico da Ocepar, e teve apresentações dos advogados tributaristas Doutor Fábio Calcini e Doutor Marcelo Jabour. O foco esteve na operacionalização da alíquota zero entre cooperados contribuintes e não contribuintes e as cooperativas e nos impactos da transição para o IVA. Os especialistas lembraram que o agronegócio brasileiro é altamente competitivo no mercado internacional e não pode ser prejudicado por uma tributação mal calibrada.
“A reforma tributária é um verdadeiro quebra-cabeça coletivo. Se uma peça não encaixar, todo o sistema pode perder equilíbrio”, afirmou Calcini, ao comentar a necessidade de regulamentações claras e de transição suave para as novas regras. Jabour complementou destacando a importância de preparar produtores e cooperativas para o novo cenário. “As mudanças exigirão ajustes contábeis, adaptação de estratégias e, sobretudo, proximidade ainda maior entre cooperativas e seus associados, para garantir conformidade e competitividade”, disse.
Visão unificada
Ao final dos debates, os participantes se reuniram novamente no plenário para a conclusão e compartilhamento dos painéis simultâneos, momento conduzido pela assessora jurídica do Sistema OCB, Ana Paula Ramos. Ela destacou que a divisão em salas paralelas buscou aprofundar a especialização, atendendo tanto profissionais jurídicos quanto contábeis dos oito ramos do cooperativismo, e que o retorno ao plenário foi essencial para reunir visões distintas em uma lógica única. “O cooperativismo se rege por uma lógica societária própria, que impacta todas as demais dimensões, inclusive a tributária. Por isso, é fundamental que todos compreendam as discussões em sua totalidade”, reforçou.
Ana Paula também registrou agradecimento especial aos moderadores que, segundo ela, “desde 2019 vêm se dedicando integralmente ao estudo das questões tributárias do cooperativismo, construindo de forma coletiva soluções para garantir segurança jurídica e sustentabilidade às cooperativas”. Em sua fala, enfatizou a importância da participação ativa de cooperativas na base, das Organizações Estaduais (OCEs) e do Sistema OCB nacional no processo que resultou na aprovação da reforma. “Se não foi a reforma sonhada, foi a possível, construída com diálogo e protagonismo do cooperativismo”, complementou.
Síntese
O encontro foi encerrado com a síntese das contribuições apresentadas nos três painéis, seguida de um sorteio de livros jurídicos entre os participantes. A atmosfera final foi de reconhecimento mútuo pelo esforço coletivo que envolveu dirigentes, advogados, técnicos e cooperativas de todo o país. Como destacou Ana Paula, o trabalho não termina com a aprovação da lei. “Temos ainda um longo caminho na regulamentação. Mas o cooperativismo está pronto para seguir unido, vigilante e colaborativo, honrando sua essência e seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.”
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10/07/2025
Sistema OCB conquista prêmio internacional em congresso da ACI
Artigo sobre sustentabilidade financeira em cooperativas de saúde é reconhecido em evento no Canadá
O cooperativismo brasileiro conquistou destaque na 5ª Conferência Mundial de Pesquisa da Aliança Cooperativa Internacional (ICA CCR Global Research Conference 2025), realizada entre os dias 8 e 11 de julho, em Montreal, Canadá. O Sistema OCB foi premiado na categoria Noel Juban – Best Paper on SSE and Health (Noel Juban - Melhor Artigo em Economia Social e Solidária e Saúde) com o artigo Forecasting Financial Distress in Brazilian Healthcare Cooperatives: A Regularized Logit Approach (Prevendo Insolvência em Cooperativas de Saúde Brasileiras), de autoria dos analistas da entidade, Thiago Victorino, Arthur Nery e Rodrigo Rangel.
O evento, promovido no contexto do Ano Internacional das Cooperativas 2025, teve como tema central Intercooperação para nossos futuros comuns, reunindo pesquisadores, educadores, profissionais do setor cooperativo e formuladores de políticas de diversos países. Foram mais de 17 eixos temáticos, incluindo economia circular, inovação, governança e comunidades de energia renovável, com o objetivo de explorar o papel das cooperativas na construção de sociedades mais justas e sustentáveis.
O prêmio recebido pelo Sistema OCB reconhece a excelência em pesquisas que integram a economia social e solidária (SSE) e a saúde. A entrega foi feita por Sonja Novkovic, professora da Universidade de Saint Mary (Canadá) e uma das mais respeitadas especialistas em economia cooperativa no mundo.
Inovação aplicada ao cooperativismo
O artigo premiado apresenta um modelo de previsão de insolvência para cooperativas de saúde suplementar no Brasil. O setor, que atende 18,9 milhões de beneficiários e é fortemente representado por cooperativas, carecia de estudos específicos sobre riscos financeiros e sustentabilidade.
Utilizando uma abordagem econométrica inédita no campo cooperativista brasileiro, os autores aplicaram a técnica de regressão logística regularizada (Lasso) com dados financeiros da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os resultados permitem identificar com maior precisão fatores de risco, como altos níveis de endividamento ou ineficiências operacionais, que podem comprometer a saúde financeira das cooperativas.
“Este prêmio mostra que o cooperativismo brasileiro não é apenas protagonista em inclusão social e desenvolvimento econômico, mas também está produzindo conhecimento técnico de ponta, capaz de dialogar com as principais referências acadêmicas e institucionais do mundo”, afirmou Guilherme Souza Costa, gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB.
Contribuição para a sustentabilidade do setor
Segundo Guilherme, o reconhecimento internacional reforça o compromisso do Sistema OCB em subsidiar o trabalho das cooperativas com dados e ferramentas inovadoras. “Nosso objetivo é apoiar as cooperativas com inteligência estratégica para que elas se mantenham sólidas e sustentáveis ao longo do tempo. Estudos como este ampliam nossa capacidade de antecipar riscos e propor soluções que fortalecem o setor e garantem serviços de qualidade para milhões de brasileiros”, destacou o gerente.
O trabalho também sinaliza caminhos para futuras pesquisas ao integrar estatística avançada e desafios práticos enfrentados pelo cooperativismo de saúde no Brasil. Para os autores, a aplicação do modelo pode servir como base para políticas de gestão de riscos e apoio técnico às cooperativas.
Destaque no cenário internacional
Além do prêmio recebido pelo Sistema OCB, a conferência destacou outras iniciativas inovadoras nas áreas de economia social e solidária, educação e sustentabilidade. Foram quatro prêmios distribuídos, sendo dois voltados a estudantes de pós-graduação e dois para pesquisadores seniores.
O prêmio Noel Juban – Best Paper on SSE and Health leva o nome de um renomado especialista em saúde pública e defensor da economia solidária nos sistemas de saúde. O reconhecimento homenageia trabalhos que contribuem para reduzir desigualdades e fortalecer soluções de cuidados comunitários.
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05/06/2025
Newsweek: Unimed tem 20 hospitais entre os melhores do Brasil
Reconhecimento internacional valoriza excelência da maior cooperativa de saúde do mundo
O cooperativismo brasileiro mais uma vez ganha destaque internacional. A Unimed, maior cooperativa de saúde do mundo, teve 20 hospitais eleitos entre os melhores do Brasil no ranking The World’s Best Hospitals Brasil – 2025, publicado pela revista norte-americana Newsweek, em parceria com a plataforma de dados Statista.
Entre os hospitais reconhecidos, brilha o nome do Complexo Hospitalar Unimed Recife (CHUR), apontado como o melhor hospital privado da capital pernambucana. A conquista inspirou a Assembleia Legislativa de Pernambuco a aprovar um voto de congratulações, apresentado pelo deputado estadual Waldemar Borges e enviado ao presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. “Essa conquista é resultado direto do modelo cooperativista, que alia gestão eficiente, participação dos médicos na tomada de decisão e foco permanente na qualidade do atendimento”, afirma o requerimento oficial.
Os hospitais Unimed representam o sucesso de um modelo que coloca pessoas no centro, valoriza o trabalho em rede e reinveste seus resultados em melhorias contínuas. Ao serem geridos por médicos cooperados — que decidem juntos os rumos do atendimento —, esses hospitais oferecem eficiência com propósito, tecnologia aliada à humanização e cuidado com responsabilidade.
A seleção da Newsweek levou em consideração indicadores clínicos, estrutura hospitalar, reputação profissional e a experiência dos pacientes. Para o Sistema OCB, estar entre os melhores hospitais do país é um reconhecimento ao esforço coletivo das cooperativas de saúde em promover o bem-estar com excelência. “Ver os hospitais cooperativos liderando rankings internacionais é a prova de que o nosso modelo funciona — porque é baseado na confiança, na cooperação e no compromisso com a vida”, destaca Márcio Lopes de Freitas, presidente da entidade.
Ainda segundo ele, esse resultado também demonstra a capilaridade e o impacto territorial das cooperativas de saúde, que atuam de forma integrada em todas as regiões do Brasil, oferecendo serviços de qualidade onde muitas vezes o acesso é limitado. A Unimed, presente em mais de 80% do território nacional, mostra que o cooperativismo é capaz de ampliar o cuidado e a inclusão na saúde, com base em valores como solidariedade, autonomia e responsabilidade social.
Confira a lista dos hospitais citados no ranking:
Centro Hospitalar Unimed (SC)
CHUR - Unimed Recife Hospital Complex (PE)
Hospital Dr. Miguel Soeiro - Unimed Sorocaba (SP)
Hospital São Paulo - Unimed Araraquara (SP)
Hospital Unimed - Unidade Contorno (MG)
Hospital Unimed Araçatuba (SP)
Hospital Unimed Campinas (SP)
Hospital Unimed Campo Grande (MS)
Hospital Unimed Caxias do Sul (RS)
Hospital Unimed Criciuma (PR)
Hospital Unimed de Bauru (SP)
Hospital Unimed Fortaleza (CE)
Hospital Unimed Limeira (SP)
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Notícias representação
08/05/2025
Câmara aprova novo marco legal das PPPs com inclusão de cooperativas
Nova lei moderniza concessões e permite que setor participe de contratos de longo prazo
Arnaldo Jardim relatou projeto do novo marco legal das PPPs. Foto: Bruno Spada/Câmara dos DeputadosA Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (7), o Projeto de Lei (PL) 7.063/17, que estabelece o novo marco legal das parcerias público-privadas (PPPs) e concessões. O texto, relatado pelo deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), moderniza as Leis 11.079/2004 e 8.987/1995, ampliando a segurança jurídica e a atratividade dos projetos.
O novo marco é resultado de amplo diálogo com setores estratégicos, como o de infraestrutura e o cooperativista. Segundo Arnaldo Jardim, a proposta é essencial para ampliar os investimentos em serviços públicos e criar oportunidades. “Modernizar as regras é fundamental para garantir mais qualidade na prestação de serviços”, afirmou o parlamentar.
As PPPs são contratos de parceria entre o setor público e o setor privado com duração de 5 a 35 anos, usados principalmente para viabilizar serviços públicos de forma eficiente. Com a nova legislação, as PPPs e concessões podem ganhar cada vez mais corpo e, consequentemente, gerar novas possibilidades para o cooperativismo.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, comemorou a aprovação da proposta que faz parte da Agenda Institucional do Cooperativismo 2025 e destacou que o setor está otimista com a mudança das regras. “Trata-se de um modelo de contratação pública de longo prazo, focado em resultados e que gera legados para o país. É um passo importante para garantir mais protagonismo às cooperativas nas políticas públicas”, afirmou.
As cooperativas de saúde estão presentes em 90% dos municípios brasileiros, atendem cerca de 20 milhões de pessoas e têm potencial para assumir a gestão de hospitais, prestação de serviços e execução de obras. Já as cooperativas agropecuárias e de infraestrutura podem colaborar em projetos de irrigação, armazenagem, estradas e saneamento, contribuindo para o desenvolvimento urbano e rural.
Dessa forma, projetos de PPPs liderados e incentivados por cooperativas serão importantes veículos para que o movimento continue a gerar valor para as cidades onde atuam, levando como marca a qualidade no gasto público e gerando o efetivo aprimoramento dos ecossistemas nos territórios impactados.
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Notícias eventos
14/04/2025
21º SUESC: Tania Zanella destaca papel transformador do cooperativismo
Superintendente do Sistema OCB falou sobre a força do Ramo Saúde na geração de emprego e renda
Durante o 21º Simpósio das Unimeds do Estado de Santa Catarina (SUESC), realizado nesta sexta-feira (11), a superintendente do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella, participou de um dos principais momentos do evento e falou sobre a força do cooperativismo na transformação de realidades sociais e econômicas em todo o Brasil.
O encontro, que neste ano homenageia os 54 anos do cooperativismo médico no estado, reuniu lideranças, médicos cooperados e representantes de todo o Sistema Unimed catarinense para refletir sobre o presente e o futuro do setor.
Com o tema central Tudo começa com o Médico Cooperado, o simpósio reafirmou o papel essencial dos profissionais que, além de cuidarem da saúde da população, também atuam como protagonistas da gestão das cooperativas. Em sua fala, Tania reforçou que “uma cooperativa forte é aquela onde o médico cooperado participa, decide e transforma, porque a autogestão começa com a sua voz.”
Tania Zanella, superintendente do Sistema OCBEla apresentou dados que comprovam a força do cooperativismo brasileiro, especialmente no setor de saúde. Segundo Tania, em 2023, o Brasil contou com 702 cooperativas médicas, 254 mil cooperados e 139 mil empregos diretos gerados. “Esses números refletem o impacto positivo do cooperativismo na economia local e regional, com aumento da atividade econômica, geração de renda e inclusão financeira, especialmente em comunidades afastadas dos grandes centros urbanos”, disse a superintendente.
Tania também destacou o papel das cooperativas no estímulo à cultura cooperativista e no apoio ao desenvolvimento sustentável do país. “Nosso propósito está alinhado com a missão de transformar o mundo em um lugar mais justo, próspero e com melhores oportunidades para todos”, afirmou.
Ela citou ainda a importância da celebração do Ano Internacional das Cooperativas, previsto para 2025, como uma oportunidade estratégica para ampliar a visibilidade do setor. “Queremos despertar o interesse de novos públicos, atrair jovens, influenciar políticas públicas e consolidar as cooperativas como protagonistas no cenário econômico e social global,” explicou.
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Notícias saber cooperar
26/03/2025
Cooperativas promovem saúde e bem-estar e contribuem para o ODS 3
As cooperativas de saúde são uma alternativa para garantir atendimento de qualidade, humano e inclusivo para milhões de pessoas. Em todo o mundo, elas têm dado contribuições significativas para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3, que pretende assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para pessoas de todas as idades.
No Brasil, as cooperativas de saúde estão presentes em 90% do território e são responsáveis pelo atendimento de mais de 25 milhões de pessoas. Com mais de 60 anos de atuação no país, o segmento é formado por cooperativas médicas, odontológicas e de outros profissionais que exercem atividades de atenção à saúde humana, como fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas.
Também fazem parte deste ramo as cooperativas que se reúnem para constituir um plano de saúde, garantindo preços mais justos pelo serviço. Segundo dados do Anuário Coop 2024, o setor reúne 254 mil cooperados e gera 139 mil empregos diretos.
“As cooperativas de saúde são verdadeiros patrimônios do país e reconhecidas mundo afora. Elas conseguem aliar geração de trabalho e renda com valores cooperativistas e compromisso socioambiental na prestação de serviços de qualidade para a sociedade, com impacto para a qualidade de vida de milhões de pessoas”, afirma a gerente-geral do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta.
A tradição brasileira no segmento é tão forte que o país tem os maiores sistemas cooperativos de saúde do mundo, nas áreas odontológica e médica: a Uniodonto e a Unimed. Este último com 340 cooperativas em todo o país e mais de 29 mil hospitais, clínicas e serviços credenciados, possuindo 38% de participação no mercado nacional de planos de saúde. Além disso, um em cada quatro médicos do Brasil é cooperado da Unimed.
Além do atendimento convencional – com consultas, exames, tratamentos e cuidados especializados – as cooperativas são reconhecidas por iniciativas de saúde integral, impulsionando uma vida mais saudável entre seus pacientes e nas comunidades em que atuam, alinhadas ao ODS 3 da Organização das Nações Unidas (ONU).
Assistência na melhor idade
Em Imperatriz (MA), a Unimed Maranhão do Sul é referência no atendimento à saúde há 41 anos. Além da qualidade dos serviços prestados, a coop também é reconhecida pelos moradores por ações comunitárias de promoção de saúde e bem-estar, especialmente para o público da terceira idade.
Com o aumento da população idosa no município, a cooperativa decidiu investir em iniciativas específicas para seus pacientes com mais de 60 anos. No Programa Idoso Bem Cuidado, eles recebem acompanhamento especializado, com foco na prevenção, reabilitação e promoção da qualidade de vida, além de consultas médicas e monitoramento multiprofissional, garantindo assistência preventiva e contínua.
Já no Espaço Viver Bem, o objetivo é promover a saúde integral. Além de medicina preventiva, a estrutura criada pela Unimed Maranhão do Sul oferece academia para atividade física, oficinas, grupos de atividades funcionais, e consultas com nutricionistas e psicólogos.
O cuidado não se restringe aos ambientes da cooperativa e também inclui suporte a asilos e instituições de acolhimento a idosos da cidade, segundo o assessor executivo da coop, Kaique Sampaio. Uma delas é o Lar do Idoso Renascer, para o qual foram doadas cadeiras de roda, banho e sofás a fim de melhorar a mobilidade e proporcionar mais conforto aos moradores.
Unimed do Maranhão“Também organizamos ações de saúde em pontos estratégicos da cidade e oferecemos vacinação, testes rápidos, aferição de pressão, teste de glicemia, informações educativas, atividades físicas direcionadas para a promoção da saúde da comunidade e do envelhecimento saudável”, explica Sampaio.
Além da atenção com os mais velhos, a cooperativa também tem programas voltados para crianças e jovens. O Espaço Crescer Bem, por exemplo, atende crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e oferece acolhimento e atividades para as mães atípicas.
Outra iniciativa foi a campanha de Natal do ano passado, em que a coop arrecadou brinquedos e kits natalinos para a Casa da Criança de Imperatriz. Durante a entrega, crianças e jovens participaram de atividades e brincadeiras com um professor de educação física e receberam atendimento médico com um clínico-geral cooperado da Unimed.
“Ao promovermos iniciativas como essas, estamos cumprindo nossa missão de cuidar da comunidade de forma inclusiva e acessível. Essas atividades impactam diretamente a vida das pessoas, melhorando o acesso à saúde e à qualidade de vida. Em um ambiente cooperativo, nossa missão vai além de atender pacientes, buscamos promover um legado de bem-estar e solidariedade que reverbere positivamente nas comunidades em que atuamos”, destaca Kaique Sampaio.
Integração e saúde
No interior de São Paulo, a Unimed Presidente Prudente também tem promovido ações comunitárias para cuidar da saúde da população do município e da região. Com o projeto Circuito Verde, a coop oferece atividades esportivas gratuitas para pessoas de todas as idades. Realizada em um parque público, além dos benefícios para a saúde, a iniciativa promove a interação e proporciona encontros e tempo de qualidade entre famílias, amigos e atletas.
Unimed de Presidente Prudente“A ideia do Circuito Verde Unimed surgiu da vontade da cooperativa de celebrar o mês da saúde, em abril, de forma inovadora e impactante. Nosso objetivo é mostrar que a Unimed, além de referência em cuidados médicos, também promove um estilo de vida saudável e ativo”, destaca o gerente de Relacionamentos da cooperativa, Luís Fante.
Com programação variada em todos os fins de semana de abril, o projeto tem atividades para crianças, idosos, fãs de corridas e de ciclismo. Além de incentivar a prática de exercício, o evento busca criar experiências significativas para a população, mostrando a importância do cuidado com a saúde em todas as idades, integrando lazer, entretenimento e bem-estar na rotina. Criado em 2024, o projeto Circuito Verde já recebeu reconhecimento no Prêmio Somos Coop Melhores do Ano, conquistando medalha de prata na categoria Comunicação.
Além do Circuito Verde, ao longo do ano, a coop investe em outras estratégias de saúde para a comunidade, como a Caminhada Unimed, em que os participantes combinam atividade física e solidariedade com a doação de alimentos na inscrição.
Em 2024, a cooperativa paulista também fez parte da Corrida 366, em parceria com o atleta Gabriel ‘Gigante’, do projeto Coração Gigante. Durante os 366 dias do ano, ele correu 10 quilômetros (km) por dia, com um quilo de alimento arrecadado a cada km. “No evento de encerramento, que reuniu cerca de mil pessoas, recebemos a comunidade e oferecemos atendimentos como aferição de pressão e glicemia”, lembra o gerente.
Olhar cooperativista
O compromisso com o bem-estar e a saúde não é exclusividade das cooperativas do segmento. Em Minas Gerais, desde 2019, uma coop de crédito tem ajudado a melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes que precisavam de óculos, mas não podiam pagar pelo atendimento médico.
A partir dessa necessidade de parte da população, o Sicoob Credifor criou o Projeto de Olho no Futuro e implementou nas cidades mineiras de Córrego Fundo, Guapé, Formiga e Piumhi. Em quase seis anos, mais 1,3 mil crianças e jovens de 5 e 17 anos já foram atendidos.
“A iniciativa surgiu ao perceber que muitas crianças enfrentavam dificuldades de aprendizado devido a problemas de visão não diagnosticados. Para combater esse desafio, o projeto oferece consultas oftalmológicas e distribui óculos gratuitamente para as crianças que necessitam, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do desempenho escolar”, explica a coordenadora do do Sicoob Credifor, Meyre Priscila Almeida Silva.
Além do atendimento clínico, o Projeto De olho no futuro promove atividades educativas, como contação de histórias e palestras sobre cuidados com a saúde ocular e educação financeira nas escolas públicas dos municípios atendidos.
“Essas iniciativas demonstram que, quando bem estruturadas, as cooperativas podem ser agentes de mudança, fortalecendo vínculos comunitários, impulsionando o crescimento econômico e contribuindo para um futuro mais justo e equitativo para todos”, destaca a coordenadora da coop.
O projeto do Sicoob Credifor recebeu o segundo lugar na categoria Coop Cidadã do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2024.
Notícias representação
12/12/2024
Senado contempla pleitos do coop na regulamentação na Reforma Tributária
Texto aprovado retorna para análise da Câmara dos Deputados
Plenário do Senado FederalO cooperativismo já pode comemorar mais um leque de vitórias em 2024! A regulamentação da Reforma Tributária (PLP 68/2024), aprovada nesta quinta-feira (12) pelo Plenário do Senado Federal, atendeu a maioria dos pleitos apresentados pelo movimento. Os senadores mantiveram as conquistas obtidas na Câmara dos Deputados e atenderam outros 6 pleitos trabalhados pelo Sistema OCB na etapa de apreciação do Senado, reafirmando o papel crucial das cooperativas para o desenvolvimento do Brasil. Foram 49 votos favoráveis e 19 contrários ao relatório apresentado pelo senador Eduardo Braga (AM). Como o texto sofreu alterações, volta para nova análise dos deputados.
O parecer já havia sido acatado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na noite de quarta-feira (11). Diversos senadores, entre eles, Efraim Filho (PB), Cid Gomes (CE), Flavio Arns (PR), Luis Carlos Heinze (RS), Espiridião Amin (SC), Jorge Seif (SC), Daniela Ribeiro (PB), Zequinha Marinho (PA), Fabiano Contarato (ES), Renan Calheiros (AL), Irajá (TO) e Cleitinho (MG), foram responsáveis pela apresentação e defesa de emendas com demandas do cooperativismo, como por exemplo, a dedução integral dos custos com repasse de honorários aos cooperados de operadoras de planos de saúde.
Os pleitos aprovados no Senado incluem a menção expressa de não incidência tributária nos repasses aos cooperados em cooperativas prestadoras de serviços; a possibilidade de aplicação cumulativa do regime das cooperativas com regimes diferenciados e específicos de cada setor; a não incidência tributária de juros e remuneração pagas ao capital por cooperativas; e a possibilidade de diferimento na aquisição de insumos do produtor rural por cooperativas.
Sobre o pleito das cooperativas de saúde, o senador Eduardo Braga atendeu a solicitação da Unimed do Brasil, federações, cooperativas singulares e do Sistema OCB, para incluir no texto aprovado a dedução integral dos custos com repasses de honorários aos cooperados de operadoras de planos de saúde. “Essa conquista é extremamente relevante. São milhares de brasileiros beneficiados e que poderiam ser prejudicados com a dedução parcial prevista anteriormente”, afirmou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. Assim, fica assegurado maior eficiência e equilíbrio para as cooperativas médicas e odontológicas, com efeitos positivos para milhões de brasileiros que dependem dos serviços prestados por elas.
O resultado favorável ao coop é mais uma vez fruto de muito trabalho coordenado pelo Sistema OCB com apoio das Organizações Estaduais (OCEs) e de cooperativas de todo o país. O apoio dos parlamentares das frentes do Cooperativismo (Frencoop) e Agropecuária (FPA) também foi fundamental no processo. “A mobilização permanente em torno do processo abriu importantes frentes de diálogo e negociações com todos os atores envolvidos. Só podemos agradecer e reafirmar o fortalecimento do cooperativismo representa também o fortalecimento do Brasil”, afirmou Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB.
Para o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Arnaldo Jardim (SP), esse é mais um passo dado no caminho para garantir o respeito às especificidades do cooperativismo no novo normativo tributário no país. “Atuamos nas mais diversas atividades econômicas e estamos em todos os setores produtivos. Nosso modelo de negócios é diferenciado e precisamos da compreensão dos legisladores nesse sentido. Por isso, a importância dos parlamentares da nossa Frencoop nesse processo. O apoio deles foi imperativo para chegarmos até aqui e temos a certeza de que assim será também na próxima fase de análise da proposta na Câmara dos Deputados”, declarou.
Intensas rodadas de debate e negociações com líderes partidários e com parlamentares do GT da Reforma Tributária na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), além de autoridades do Poder Executivo e entidades representativas do setor produtivo, foram necessárias durante a análise do projeto no Senado para garantir conquistas do cooperativismo no texto aprovado. Apenas com o secretário extraordinário para a Reforma Tributária no Ministério da Fazenda, Bernard Appy, e representantes da Receita Federal, foram quatro reuniões em diferentes oportunidades. O cooperativismo também esteve presente em audiências públicas coordenadas pelo GT e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Próximos passos
O PLP 68/2024 retorna agora à Câmara dos Deputados, que irá analisar as modificações promovidas pelo Senado Federal à regulamentação da Reforma Tributária. O Sistema OCB segue atuando para garantir que todas as conquistas sejam preservadas.
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Notícias representação
11/12/2024
Regulamentação da Inteligência Artificial é aprovada no Senado
Sistema OCB defende uso ético e responsável da tecnologia, com valorização do trabalho humano
O Plenário do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (10) o relatório do senador Eduardo Gomes (TO), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), para regulamentação da inteligência artificial (IA) no Brasil. O texto, baseado no Projeto de Lei (PL) 2.338/2023, do senador e presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (MG), estabelece uma série de normas para o desenvolvimento e uso de sistemas de IA no país. Inserida da Agenda Institucional do Cooperativismo, a proposta segue agora para análise na Câmara dos Deputados.
O Sistema OCB acompanhou as discussões sobre o projeto, uma vez que a tecnologia tem impacto significativo sobre as cooperativas do país. Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o uso da Inteligência Artificial será determinante para o futuro das cooperativas, especialmente nos segmentos de saúde, crédito e agropecuário. “Por isso, é fundamental que este marco legal respeite os princípios éticos, promova a valorização do trabalho humano e considere os benefícios tecnológicos inerentes às necessidades de modernização e inovação dos mais diversos processos vivenciados pela sociedade”, acrescentou.
O projeto cria diretrizes para o uso responsável da tecnologia, considerando seu impacto nos direitos fundamentais e na vida humana. Entre as principais medidas, destaca-se a classificação dos sistemas de Inteligência Artificial em três diferentes níveis: risco excessivo, que será proibido por ameaçar direitos fundamentais, como as deepfakes; risco alto, que estará sujeito a fiscalização rigorosa, e risco baixo ou geral, para aplicações menos arriscadas, como corretores ortográficos e filtros de mensagens. Considerados polêmicos, os algoritmos das redes sociais foram excluídos da lista de sistema considerados de alto risco.
O texto aprovado também prevê a criação de uma agência reguladora pelo governo federal, responsável por fiscalizar a aplicação das normas estabelecidas. O Ministério da Fazenda será encarregado do licenciamento e monitoramento da exploração da Inteligência Artificial no país. Essa estrutura regulatória foi considerada pelos parlamentares como um passo essencial para garantir que o desenvolvimento da Inteligência Artificial ocorra de maneira ética e segura, protegendo os direitos dos cidadãos e promovendo a inovação responsável.
O presidente da comissão temporária que analisou o tema na Casa, senador Carlos Viana (MG), enalteceu o esforço para alcançar um consenso sobre o tema, que recebeu mais de 200 emendas, muitas delas incorporadas total ou parcialmente ao texto. “Nenhuma lei terá validade sem consenso da sociedade e legitimidade junto aos representantes no Congresso. É uma matéria em constante evolução, e nosso desafio foi encontrar um ponto de equilíbrio”, declarou.
Senador Eduardo GomesJá o relator, senador Eduardo Gomes, reforçou que a proposta é apenas o início do debate sobre Inteligência Artificial no Brasil. “Outras legislações pertinentes à realidade do mundo digital ainda precisam ser desenvolvidas para equilibrar o avanço tecnológico e os direitos individuais”, afirmou.
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Notícias representação
06/12/2024
Cooperativismo participa de audiência sobre modernização das Ceasas
Debate abordou papel estratégico dessas entidades na distribuição de alimentos no Brasil
A Comissão de Agricultura na Câmara dos Deputados (CAPADR) realizou, nesta quinta-feira (5), audiência pública sobre a modernização das Centrais de Abastecimento (Ceasas). Proposta pelo deputado Heitor Schuch (RS), a iniciativa abordou o papel estratégico dessas entidades na distribuição de alimentos no Brasil e apontou caminhos para sua modernização.
Os centros de abastecimento comercializam uma ampla variedade de produtos, como frutas, legumes, verduras, flores e pescados. Segundo Schuch, a modernização deles envolve investimentos em infraestrutura, tecnologia, práticas sustentáveis e melhorias nas condições de trabalho. “Essa modernização aumentará a eficiência e a competitividade, trazendo benefícios para produtores e consumidores”, destacou.
Representando o sistema cooperativo, Tarcísio Minetto, gerente de Relações Institucionais e Sindical do Sistema Ocergs, ressaltou os impactos positivos da proposta. “Ao modernizar as Ceasas, promoveremos melhorias na infraestrutura e nas condições de saúde e segurança dos trabalhadores, além de fortalecer a segurança alimentar”, afirmou. Minetto também defendeu a atualização do marco legal e a ampliação de investimentos em assistência técnica e infraestrutura. “Estamos sempre à disposição para contribuir com soluções que fortaleçam o papel das Ceasas no desenvolvimento econômico e social do Brasil”, completou.
Políticas públicas
A secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ana Terra Reis, destacou a importância do debate para a formulação de políticas públicas. Ela chamou atenção para questões como a crise climática e a necessidade de promoção de alimentos saudáveis. “A crise climática afeta diretamente a agricultura familiar, encarecendo produtos e, muitas vezes, diminuindo a qualidade. Avançar nessa pauta é urgente”, afirmou.
Outro ponto abordado foi a relação com os permissionários - empresas, produtores rurais e comerciantes que ocupam espaços de comercialização nas Ceasas, e a composição de preços dos alimentos. “Precisamos entender melhor como os preços são formados, tanto nas Ceasas quanto no setor de supermercados. Já estamos buscando soluções que beneficiem toda a cadeia”, explicou Ana Terra.
Unificação e protocolos
O deputado Messias Donato (ES) salientou a relevância econômica e social das Ceasas, que movimenta mais de R$ 17 bilhões anualmente e gera cerca de 200 mil empregos diretos. Ele defendeu a criação de protocolos unificados de operação para o setor. “Cada Ceasa segue seu próprio padrão, mas precisa de uma visão integrada e de segurança jurídica para fortalecer o sistema”, argumentou.
Donato também relembrou o papel essencial das Ceasas durante a pandemia de Covid-19. “Enquanto muitos segmentos fecharam, as Ceasas garantiram o abastecimento de alimentos para milhões de brasileiros, reforçando a necessidade de soluções estruturais para esse setor”, concluiu.
A audiência pública evidenciou o consenso sobre a necessidade de investimentos articulados em infraestrutura e políticas públicas que promovam eficiência, sustentabilidade e segurança alimentar. A modernização das Ceasas foi considerada como uma prioridade estratégica para fortalecer a cadeia produtiva e garantir alimentos de qualidade para a população brasileira.
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Notícias representação
13/11/2024
Audiência debate impactos da Reforma Tributária na Saúde
Sistema Unimed apresentou pleito das cooperativas do setor para manter competitividade no mercado
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal realizou, nesta terça-feira (12), audiência pública para discutir os impactos da Reforma Tributária no setor de saúde. A audiência faz parte do cronograma estabelecido pelo senador Eduardo Braga (AM), relator do Projeto de Lei Complementar 68/2024, para análise do texto que dispõe sobre a regulamentação da Reforma Tributária. Esta foi a quarta de onze audiências públicas que serão realizadas pelo colegiado.
Durante a audiência, foram debatidos pontos críticos que afetam desde planos de saúde individuais e coletivos até a produção e comercialização de medicamentos e dispositivos médicos, incluindo os destinados a pessoas com deficiência. Segundo o senador Efraim Filho (PB), coordenador da Frencoop e membro da CCJ “há temáticas que precisam ter um olhar diferenciado, e a saúde tem sido um deles. Os governos [federais, estaduais e municipais] têm que se adaptar à alíquota que o cidadão brasileiro consegue arcar. Tenho convicção de que o Senado não quer e não irá entregar o maior IVA do mundo como se tem dito por aí”, afirmou.
O Sistema Unimed participou do debate e foi representado pelo advogado e consultor tributário,, João Caetano Muzzi Filho. Ele tratou da urgência em adaptar as novas regras tributárias para garantir um ambiente justo e competitivo para as cooperativas que oferecem planos de saúde complementar. Segundo Muzzi, mesmo com o intuito de simplificar a cobrança de impostos e implementar uma estrutura mais moderna, o projeto levanta uma série de preocupações para o setor, que lida diretamente com serviços essenciais e impacta milhares de brasileiros.
O advogado destacou que o Sistema Unimed possui especificidades que devem ser respeitadas no novo desenho tributário. “A não incidência tributária sobre o ato cooperativo foi reconhecida na Constituição Federal como forma de proteger as cooperativas de uma tributação excessiva, que as tornaria inviáveis frente às operadoras de saúde comerciais. O PLP 68/2024, no entanto, limita a capacidade das cooperativas de deduzirem integralmente os custos assistenciais, o que é permitido às operadoras comerciais de saúde. Essa restrição impacta diretamente a competitividade das cooperativas, especialmente em relação à Unimed, que atende a cerca de 21 milhões de usuários e atua em aproximadamente 92,5% dos municípios brasileiros”, pontuou.
Para solucionar a questão, a Unimed defende, ainda de acordo com Muzzi, a alteração ou supressão do § 3º do artigo 229. “A proposta visa eliminar a desvantagem percebida no texto atual e garantir condições tributárias mais justas para o cooperativismo de saúde”, acrescentou. O artigo 229, em sua redação atual, estabelece que as cooperativas devem tributar a taxa de administração, o que inclui apenas parte das operações, pois considera que o ato cooperativo não gera lucros para a cooperativa, mas remunera o trabalho dos cooperados. O §3º, por sua vez, define que, no caso das cooperativas de saúde, a dedução dos custos assistenciais seja limitada a 50% na intermediação de serviços para os cooperados, enquanto as operadoras comerciais podem deduzir 100%.
A senadora Augusta Brito (CE), que conduziu a audiência, destacou que a supressão do dispositivo consta em uma emenda de sua autoria. “É questão de justiça e tem meu apoio. Minha defesa é por manter o que foi aprovado no âmbito do Grupo de Trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)”, afirmou.
Muzzi ressaltou ainda, que, ao enfrentar maior carga tributária, o custo final dos planos de saúde pode se elevar, o que dificulta o acesso da população a cuidados médicos e limita o alcance das cooperativas em áreas mais remotas. “Nesse sentido, a Reforma, tal como proposta, pode gerar um aumento de custos para os usuários finais, o que reduz o alcance das cooperativas em regiões onde elas são, muitas vezes, a única alternativa de atendimento”, concluiu.
A audiência contou com a presença de importantes lideranças e especialistas do setor de saúde, como a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma); a Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência (ANAPcD); a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas); a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP); a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (Pró-Genéricos); o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma); e a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb).
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12/11/2024
Reforma Tributária: senador Efraim Filho recebe Sistema OCB
Entidade apresentou pleitos do cooperativismo para o texto em tramitação no Senado Federal
O Sistema OCB participou, nesta terça-feira (12), de reunião com o senador Efraim Filho (PB), membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), para discutir as demandas do movimento no contexto da regulamentação da Reforma Tributária (PLP 68/2024), em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. A superintendente Tania Zanella, e a gerente de Relações Institucionais, Clara Maffia, destacaram os pleitos que constam nas emendas apresentadas para garantir que as cooperativas mantenham sua competitividade e continuem oferecendo serviços essenciais ao país.
“Continuamos trabalhando para que as características específicas do nosso modelo de negócios sejam efetivamente respeitadas no texto final da Reforma. As emendas apresentadas são fundamentais para aprimorar os avanços conquistados na Câmara dos Deputados, e também para inserir novos pontos importantes que ainda não foram atendidos”, explicou Tania.
As demandas, conforme detalhou a superintendente, incluem a extensão do regime específico aos cooperados dos ramos crédito e transporte não sujeitos ao regime regular; o detalhamento de todas as operações entre cooperativa e cooperado com alíquota zero; e a dedução integral dos custos com repasse de honorários aos cooperados de operadoras de planos de saúde.
Incluem ainda a garantia expressa de apropriação e repasse de créditos das etapas anteriores da cadeia produtiva; a previsão expressa de não incidência sobre a remuneração ao capital pago aos cooperados; o alcance do diferimento no fornecimento de insumos agropecuários a não cooperados; e a aplicação sincrônica do regime específico das cooperativas com os regimes diferenciados, específicos ou favorecidos.
Para o senador Efraim, que faz parte da CCJ, os pleitos do cooperativismo merecem atenção e precisam ser considerados pelo relator do PLP 68/2024, senador Eduardo Braga (AM). Ele se prontificou a defendê-los durante os debates e afirmou que articulará junto aos seus pares para que o resultado seja favorável ao movimento. “O cooperativismo é um modelo de negócios fundamental para o desenvolvimento econômico do país e, por isso, vamos fazer todo o possível para que ele continue se fortalecendo e crescendo ainda mais”, declarou.
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14/10/2024
Convenção Nacional Unimed: Sistema OCB prestigia evento
Inclusão, inovação e cooperação na saúde foram os principais temas dos debates
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) marcou presença na Convenção Nacional da Unimed 2024, um dos principais eventos do cooperativismo de saúde no Brasil, realizado de 9 a 12 de outubro em Campinas, São Paulo. O evento reuniu mais de 1,5 mil líderes, gestores e cooperados do Sistema Unimed com o objetivo de debater o futuro do setor e discutir estratégias para enfrentar os desafios da saúde suplementar no país.
Com o tema Sistema Unimed: Produzindo Saúde no Brasil, a convenção fomentou importantes discussões sobre inovações, sustentabilidade, governança e a capacidade do cooperativismo de saúde em gerar impacto positivo na vida das pessoas. O Sistema OCB, como entidade representativa do cooperativismo brasileiro, reforçou durante o evento sua missão de promover a intercooperação e fortalecer o papel das cooperativas de saúde no desenvolvimento do sistema de saúde nacional.
“A convenção deste ano foi muito rica no debate de temas que são caros para a saúde suplementar no Brasil. A troca entre os participantes foi intensa e trouxe aprendizados significativos. Trabalhar questões como envelhecimento da população, problemas regulatórios e custos crescentes das atividades foram pontos altos que nos despertam para as necessidades futuras do segmento”, destacou Hugo Andrade, coordenador de Ramos do Sistema OCB.
A programação da convenção foi diversificada, com palestras, painéis e workshops que abordaram temas estratégicos para o setor. Especialistas discutiram como as novas tecnologias podem transformar a gestão da saúde e melhorar a qualidade do atendimento. Além disso, houve discussões sobre práticas de governança voltadas para aumentar a eficiência das cooperativas de saúde, destacando a sustentabilidade como um pilar essencial para o futuro do setor.
O evento também contou com a participação de palestrantes internacionais, que compartilharam suas experiências e inovações no cooperativismo de saúde, trazendo uma visão global e enriquecendo o debate. O encerramento foi marcado por uma apresentação descontraída e bem humorada, comandada pelo francês radicado no Brasil, Paul Cabannes que falou sobre a alma brasileira.
A participação da OCB na Convenção Nacional Unimed reforçou o compromisso da entidade em promover o cooperativismo de saúde como um modelo sustentável e eficiente, capaz de atender às necessidades de milhões de brasileiros.
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19/09/2024
Reuniões destacam demandas do coop na Reforma Tributária
Objetivo é garantir preservação das especificidades do modelo de negócios
Como parte de sua estratégia de atuação, o Sistema OCB realizou, nesta semana, reuniões técnicas com as assessorias dos senadores Eduardo Girão (CE), na terça-feira (17), e Jaques Wagner (RJ), nesta quinta-feira (19). Os encontros discutiram demandas do cooperativismo no contexto da regulamentação da Reforma Tributária (PLP 68/2024) em tramitação no Senado Federal. Os representantes dos gabinetes receberam os pleitos com atenção.
O objetivo dos encontros foi, além de destacar a importância de manter as conquistas já aprovadas pela Câmara dos Deputados, avançar em alguns pontos que ainda merecem atenção, como a extensão do regime específico aos cooperados dos ramos Crédito e Transporte não sujeitos ao regime regular e o detalhamento de todas as operações entre cooperativa e cooperado com alíquota zero.
Ana Paula Ramos, assessora jurídica do Sistema OCB, destacou que a colaboração entre parlamentares e o Sistema OCB é fundamental para garantir que as particularidades do cooperativismo sejam preservadas na Reforma, garantindo a sustentabilidade do negócio cooperativo. "Nosso compromisso é impulsionar o desenvolvimento econômico e social do Brasil sem gerar sobrecarga tributária. Por isso, o diálogo constante com os Três Poderes é essencial. Dessa forma, conseguimos construir soluções que preservem a competitividade do coop", disse.
Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, ressaltou que muitas das demandas apresentadas visam corrigir distorções na legislação e se alinham com a Constituição Federal. “A aprovação desses ajustes garante a segurança jurídica necessária para que as cooperativas continuem existindo, com base nos princípios constitucionais que regem nossa atuação”, afirmou.
Outro ponto abordado foi o impacto do PLP 68/2024 nas cooperativas de Saúde, onde foi defendida a dedução integral dos custos com repasse de honorários aos cooperados de operadoras de planos de saúde. No total, oito emendas com pleitos do cooperativismo foram apresentadas ao texto da regulamentação da Reforma. Elas incluem a garantia expressa de apropriação e repasse de créditos das etapas anteriores e previsão expressa de não incidência sobre a remuneração ao capital pago aos cooperados.
Amanda Oliveira, coordenadora tributária do Sistema OCB, explicou que a inclusão dessas emendas no texto de regulamentação da Reforma é necessária para garantir que as cooperativas possam continuar oferecendo serviços essenciais. "O alcance do diferimento no fornecimento de insumos agropecuários a não cooperados e a aplicação cumulativa do regime específico das cooperativas com os regimes diferenciados, específicos ou favorecidos previstos na lei, são pontos importantes que impactam diretamente a viabilidade do cooperativismo como modelo de negócio", destacou.
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03/07/2024
Sistema OCB e Ministério do Trabalho discutem melhorias para o coop
Encontro tratou sobre garantias em prol de um ambiente de trabalho seguro para o setor
Reunião discutiu pautas de interesse do coopNessa terça-feira (02), o Sistema OCB se reuniu com o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para discutir pautas de interesse do cooperativismo. Estiveram presentes Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB, Bruno Vasconcelos, coordenador sindical da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), e Anderson Lechechem, da Fecoopar/Sistema Ocepar.
O principal ponto abordado tratou das normas que regulamentam a Saúde e Segurança no Trabalho (SST) em cooperativas do Ramo Agro, especialmente no estado do Paraná. O segmento tem enfrentado desafios relacionados à conformidade com as normas que visam melhorar os locais, processos e ambientes de trabalho para reduzir os acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
Tania explicou que a entidade é a favor da fiscalização, mas considera necessária a concessão de prazos para correção de não conformidades identificadas e a aplicação do princípio da dupla visita antes de sanções mais severas. “Entendemos e apoiamos o cumprimento integral das normas, mas acreditamos que é possível evitar o fechamento abrupto de unidades, dando a elas a oportunidade de se adequarem melhor às regras”, afirmou.
Marinho acatou a demanda e foi estabelecido a criação de um plano de ação em parceria com o ministério e as cooperativas para a regularização referente as normas, bem como a participação em um evento a ser realizado no Paraná com o objetivo de sensibilizar as cooperativas para a importância dessas regras. “Podemos, inclusive, criar uma mesa permanente de negociações, envolvendo governo, trabalhadores e empregados, para discutir as condições mínimas de segurança e saúde, assim como já ocorre em outros setores”, declarou.
Ainda durante a reunião, o Sistema OCB formalizou ainda seu interesse em assinar o Protocolo de Intenções do Pacto pelo Trabalho Decente na produção de café e o pedido de agendamento da solenidade de assinatura para formalização do compromisso.
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