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O crescimento das cooperativas de transporte no Estado motivou a Ocesp (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo) a criar uma diretoria específica para representar o setor. Aprovada em assembléia realizada em outubro, a nova diretoria, a partir de 2006, vai orientar e representar as cooperativas que atuam no Estado. Atualmente, a Ocesp mantém o registro de 75 cooperativas de trabalhadores em transporte.
“Oficializar esta área nada mais é do que um reconhecimento pela qualidade do serviço prestado pelos cooperados tanto no transporte de passageiros quanto no de cargas na cidade de São Paulo e no Estado. Estamos dando uma resposta à quantidade de cooperativas que surgiram nos últimos tempos”, afirma o presidente da Ocesp, Evaristo Machado Netto, ao lembrar o importante trabalho das cooperativas na movimentação urbana.É o caso das cooperativas de taxistas, como a Coopertaxi, que há mais de 20 anos realiza o transporte de passageiros na capital com eficiência e qualidade. “A população utiliza os serviços de cooperativas sem se dar conta que o prestador é um cooperado”, lembra o presidente da Ocesp.
A expectativa do diretor da Transcooper (Cooperativa de Trabalho dos Profissionais no Transporte de Passageiros em Geral da Região Sudeste), Eudes Lopes Borges, é que a nova área contribua para dar maior agilidade nos pleitos do setor aos poderes públicos. “Buscamos a isenção de tributos estaduais, como é o caso do ICMS, e acreditamos que a Ocesp pode ajudar nesta questão, como já acontece em nível federal com a atuação da OCB”, afirma Eudes. A Transcooper tem 2.700 cooperados e é uma das seis cooperativas que ganhou a licitação da prefeitura da Capital para operar transporte público em linhas da zona norte, leste e noroeste da cidade.
Ao lançar a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa na terça-feira (01/11) em São José dos Pinhais, o vice-governador Orlando Pessuti afirmou que o desafio do Paraná será imunizar 100% dos 10,2 milhões de bois, vacas e búfalos existentes no Estado até o dia 20 de novembro. Para ele, este desafio se estende também ao Ministério da Agricultura, pecuaristas, às 35 entidades que compõem o Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária e às 15 que participam do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Estado do Paraná (Fundepec). Segundo Pessuti, a luta contra a doença é de todos. “Cada um de nós deve ser um soldado nessa batalha contra a aftosa”, lembrou. Esperamos que nestes 20 dias da campanha, todos os animais do Estado sejam vacinados voluntariamente”, disse. Ele lembrou que a multa por animal não vacinado é de R$ 72,86.
Durante o evento, realizado na propriedade do produtor José Schulis, na Colônia Avencal, Pessuti destacou a importância do envolvimento de todos os 161 conselhos municipais e intermunicipais de sanidade agropecuária no Estado. “A responsabilidade é de todos nós”, declarou. “Independentemente dos resultados, toda a nossa atenção à sanidade agropecuária será mantida”, comentou. Durante a reunião da Escola de Governo de terça-feira (01/11) Pessuti destacou que a Secretaria trabalha 365 dias no ano. “Há momentos, como agora, que as ações e atividades são triplicadas. Quando se trata de manter a saúde de nossas plantas, lavouras e animais, jamais vai haver omissão de nossa equipe”, disse. Quanto à aftosa, Pessuti lembrou que não se trata mais de precaução. “A partir do momento que foram comprovados focos em Mato Grosso do Sul, o nosso trabalho é de prevenção. Por isso, justificam-se as medidas enérgicas que tomamos desde que soubemos da existência de focos da doença no estado vizinho”, destacou.
O gerente Geral de Desenvolvimento de Cooperativas, Ramon Belisário, participou hoje (03/11) como palestrante do Seminário “Verticalização da cana-de-açúcar: Renda e Competitividade para o produtor”, realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA). O seminário tem como objetivo discutir formas dos produtores de cana se organizarem para atuar no mercado de combustível.
Belisário apresentou a palestra “Brasil Cooperativo mostra o seu valor”, na qual apresenta um levantamento que comprova que as regiões onde existem cooperativas apresentam um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) maior do que nas regiões que não têm cooperativas. Outro ponto que o gerente abordou, trata-se do diferencial de renda que existe nos associados a cooperativas agropecuárias, que gira em torno de R$ 28,33 bilhões. Esses recursos geram uma contribuição aos governos estaduais em torno de R$ 3,75 bilhões. O evento ocorre até amanhã no auditório da CNA (Setor Bancário Norte, Edifício Palácio da Agricultura, 3º andar, Brasília – DF).
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou hoje que a safra 2005/2006 terá uma redução de área plantada entre 3,5% e 5,7% em relação à safra anterior, de 48,8 milhões de hectares, mas que a produção de grãos terá um aumento de 11,3 milhões de toneladas em relação à safra anterior, podendo chegar a 124,9 milhões de toneladas.
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Luis Carlos Guedes, o aumento da colheita de grãos, apesar da redução da área plantada, deve-se à profissionalização no campo, ao emprego de novas tecnologias, ao uso de sementes melhoradas e fertilizantes.
O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, não compartilha com o otimismo de Guedes. Ele disse que com a seca deste ano, os produtores tiveram grandes prejuízos e sofreram uma perda de renda, agravada com as condições adversas das exportações. De acordo com Márcio Lopes de Freitas, isso indica que o setor está descapitalizado e sem condições para investir em sementes, insumos e maquinários e obter o ganho de produtividade em suas lavouras previsto pela Conab.
A Tribuna da Bahia, um dos maiores jornais do estado, publicou hoje uma matéria sobre a fundação do Sescoop na Bahia, que completa hoje (01/11) seis anos de existência. O Sescoop é vinculado ao Sistema OCB, integrante do Sistema “S” para a formação cooperativista, o desenvolvimento da cultura da cooperação e a profissionalização da gestão da sociedade cooperativa, executando um serviço de análise e o acompanhamento das cooperativas registradas na Oceb - Organização das Cooperativas do Estado da Bahia. O Sescoop é responsável pela formação, informação, capacitação, monitoramento, ensino profissional e promoção social.
Na Bahia, o Sescoop é conduzido pelo presidente Orlando Colavolpe e o superintendente Alderico Sena. Nesses 6 anos desenvolveu ações de capacitação de associados, empregados e dependentes, com cursos e treinamentos voltados a conselheiros administrativos e fiscais das cooperativas; formação de empreendedores e lideres cooperativistas; seminários de integração regional e setorial do Sistema; curso MBA em gestão cooperativa, uma parceria com a Ucsal; curso Formacoop para gestores e líderes, em nível de pós-graduação; capacitação em Pedagogia da cooperação, voltada para educadores, entre outras atividades que atendem aos Planos de Ação dos Ramos do Sistema.
Destaca Alderico Sena que o Ramo Educacional realiza o seu X Encontro, o Ramo Mineração está promovendo o seu V Encontro, o Ramo Transporte, o III, entre outros avanços dos Ramos Agropecuário, Saúde, Crédito e Trabalho, que têm na educação sua visão de futuro, através de um cooperativismo que propicie o desenvolvimento com garantia da racionalidade econômica e solidariedade social. O Sescoop foi criado pela Medida Provisória 1.715/98 e regulamentado pelo Decreto 3.017/99, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Alderico Sena disse ainda que muito ainda temos que fazer para alcançarmos um sistema forte, independente e respeitável."
Representantes de cooperativas exportadoras se reuniram na manhã desta terça-feira (01/11) na sede da OCB, em Brasília, para discutir os impactos das alterações introduzidas pela Lei 10.925/04, disciplinada pela IN SRF 563/05 sobre o setor cooperativista. Com as alterações limitou-se o aproveitamento na compensação e restituição de créditos presumidos de Cofins e PIS nas exportações. De acordo como o gerente Geral de Desenvolvimento de Cooperativas Ramon Belisário,”os produtos exportados não tem sua cadeia inteiramente desonerada, em tese, uma cumulatividade residual destes tributos embutida no preço do produto exportado”.
De acordo com o superintendente do Sistema OCB, Marco Aurelio Fuchida, a reunião serviu para avaliar a situação do aproveitamento do crédito presumido referente aos produtos de exportação das cooperativas. “O grupo elaborou algumas ações para restabelecer a imunidade de contribuições sociais para as receitas de exportação”. Ele ressaltou que estas ações voltarão a ser discutidas na próxima semana”.
O presidente da Frencoop, deputado Odacir Zonta (PP/SC) participou da reunião e manifestou o seu apoio para que todas providencias sejam tomadas.”Estou aqui para escutar este grupo e me colocar a disposição para o encaminhamento de possíveis emendas”.
Com a participação de cerca de 300 cooperativas, realizou-se em Porto Alegre, quinta e sexta-feira da semana passada, o III Encontro de Cooperativas do Mercosul, evento que confirmou a organização e o fortalecimento do cooperativismo nos países vizinhos. O objetivo do congresso foi discutir as dificuldades, desafios e os caminhos para aprofundar ainda mais a integração entre as Organizações de Cooperativas dos países fronteiriços Uruguai, Argentina, Paraguai e Brasil. Em vários painéis foram debatidos temas como “Cooperativas e Livre Comércio”, “O Desafio da Integração Regional” e “Mercosul: Situação e Perspectivas”.
O encontro foi promovido pela Ocergs (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul), Sescoop-RS (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) e pela RECM – Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul. O Brasil foi representado no congresso por Vicente Bogo, presidente da Ocergs, Américo Utumi, delegado brasileiro na ACI, e Marco Aurelio fuchida, superintendente da OCB.
Fuchida destacou que o evento era importante para colocar em prática o que já se faz no âmbito diplomático pelas chancelarias dos quatro países que integram o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). “Nesse tipo de encontro, as cooperativas se conhecem e visualizam as vantagens e dificuldades reais da integração”, disse o superintendente da OCB.
Gonzalo Cibils, Ex-Ministro de Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, o Senador Sergio Abreu, Ex-Ministro de Relações Exteriores e Ex-Ministro da Indústria do Uruguai, assim como Juan Angel Ciolli e Juan Carlos Fissore, importantes líderes de entidades cooperativas argentinas, estavam entre os palestrantes convidados. Já o Paraguai enviou a maior delegação, com cerca de 140 cooperativistas.
Com apoio da Secretaria das Cidades do Estado do Acre foi realizado ontem um ciclo de palestras sobre o movimento cooperativista no estado. O evento foi organizado pelo movimento cooperativista acreano e teve a participação, como convidado, do presidente da OCB-AM, Merched Chaar.
Segundo o vive-presidente da OCB-AC, Zenildo Vieira, o objetivo do evento foi o de promover o debate sobre cooperativas e a troca de experiências entre o modelo de cooperativas no Acre com o de outros estados.
De acordo com Zenildo Melo, o movimento cooperativista no Acre está precisando de uma injeção de ânimo. Ele afirma que as ações do movimento cooperativista ainda são muito tímidas no Estado. “Ainda estamos bem no início, precisamos melhorar muita coisa”, ressalta.
Merched Chaar, por sua vez, disse que o intercâmbio entre as cooperativas dos dois estados será fundamental para que as cooperativas acreanas se fortaleçam. “Queremos que através desse intercâmbio as cooperativas do Acre possam ficar mais fortalecidas”, acrescenta.
O presidente da Cooperativa de Serviços Gerais (Copeserg) afirma esperar que a partir da palestra de ontem possam surgir mais oportunidades para discutir assuntos relacionados às cooperativas que acabam caindo no esquecimento. Ele afirma que a principal dificuldade no caminho dos cooperados é a falta de treinamento. “Precisávamos estar mais preparados. Deveríamos ter cursos, palestras, treinamento”, ressalta.
A Fundação Viver, entidade ligada à OCB-RN, vai lançar em breve cursos on line, mediante parcerias firmadas com 36 universidades e centros de ensino brasileiros. Os cursos destinam-se prioritariamente para associados, funcionários e dependentes do sistema cooperativista, mas estarão disponíveis também para a sociedade em geral.
Serão lançados inicialmente cerca de 150 cursos, num amplo leque de áreas de conhecimento e graus acadêmicos, que vão de cursos profissionalizantes a mestrados, doutorados e pós-doutorados.
A Fundação Viver é uma instituição ligada ao sistema cooperativista é presidida por Roberto Coelho da Silva, também presidente da OCB-RN. Seus objetivos são, entre outros, promover e incentivar estudos, pesquisas, projetos e atividades que concorram para o desenvolvimento econômico, educacional, social, científico, tecnológico e cultural de cooperativas e seus associados.
O deputado federal Moacir Micheletto (PMDB-PR) é o novo presidente da Frente Parlamentar de Agricultura. A posse ocorreu na tarde desta quarta-feira, 26 de outubro, durante a realização do seminário “Grito do Campo – Alerta a Nação” promovido pelas Comissões de Agricultura da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Ao passar o cargo para Micheletto, o Deputado Dilceu Sperafico (PP-PR) afirmou em seu pronunciamento que o novo presidente continuará os trabalhos e as negociações que a Frente Parlamentar tem desenvolvido junto ao Governo federal para garantir que sejam respeitados os interesses do agronegócio brasileiro.
Por sua vez, Micheletto, ao assumir a presidência afirmou que há pelo menos atualmente três grandes projetos na pauta de discussões. Segundo o parlamentar, que também ocupa a vice-presidência da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), os temas mais urgentes e passíveis de definição são: 1) resolução da situação atual do endividamento que o setor agrícola encontra; 2) criação de mais linhas de créditos para apoiar a produtividade e 3) tornar mais flexível a legislação ambiental que atualmente é um fator de inibição para os produtores rurais.
Após assumir a presidência da Frente Parlamentar, Micheletto anunciou que irá trabalhar em conjunto com os deputados Odacir Zonta (PP-SC), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo e Ronaldo Caiado (PFL-GO), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, para conseguir resolver essas três principais questões."
A Medida Provisória 255, aprovada ontem pela Câmara dos Deputados, contempla em dois de seus artigos importantes conquistas para o cooperativismo no campo tributário, resultado de paciente e significativo trabalho desenvolvido pela OCB durante seis meses junto a deputados e senadores nas duas Casas do Congresso Nacional.
A nova MP do Bem, como ficou conhecida a 255, acolheu por emendas a maioria dos dispositivos da MP 252, editada em maio, mas que perdeu eficácia por decurso de prazo. Em seu artigo 47, estabelece que as cooperativas de crédito e de transporte rodoviário de cargas, na apuração dos valores devidos a título de Cofins e PIS-faturamento, poderão excluir da base de cálculo os ingressos decorrentes do ato cooperativo.
Por meio de dois incisos acrescidos ao artigo 52 da MP 255, também foi restabelecido o dispositivo que determina aplicação de alíquota zero de PIS e Cofins para o leite pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado, e leite em pó, integral ou desnatado, destinados ao consumo humano. A alíquota zero também deve ser aplicada aos queijos tipo mussarela, minas, prato, queijo de coalho, ricota e requeijão.
Para o superintendente da OCB, Marco Aurelio Fuchida, as emendas acolhidas pela MP 255 representam um grande avanço para o cooperativismo no campo tributário, nos ramos agropecuário, crédito e transportes. Ele destacou o apoio que a OCB obteve do Senador Amir Lando (PMDB-RO), que relatou a MP no Senado, e dos Deputados Custódio Mattos (PSDB-MG), que relatou a MP 252 na Câmara, e Odacir Zonta (PP-SC), presidente da Frencoop (Frente Nacional do Cooperativismo).
Para definir as diretrizes estratégicas e o Plano de Ação de 2006, ano em que a OCERGS (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul) completa 50 anos, a entidade representativa do sistema cooperativista gaúcho realiza nesta quarta-feira (26/10) o 2º Congresso Gaúcho de Cooperativismo e Associativismo, em Porto Alegre, no Auditório da Sogipa. Amanhã e depois acontecerá o 3º Encontro de Cooperativas do Mercosul.
O evento reunirá cooperativistas do Mercosul para debater as dificuldades, desafios e os caminhos para aprofundar ainda mais a integração entre as Organizações Públicas Federais e Estaduais (Provinciais) dos países fronteiriços Uruguai, Argentina, Paraguai e Brasil. O Encontro é promovido pela Ocergs (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul), Sescoop-RS (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) e pela RECM – Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul. O evento acontecerá na Sede Campestre o SESC – Av. Protásio Alves, 6220.
Dentro da programação do encontro, vários painéis irão acontecer, entre eles “Cooperativas e Livre Comércio”, “O Desafio da Integração Regional” e “Mercosul: Situação e Perspectivas”. Gonzalo Cibils, Ex-Ministro de Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, o Senador Sergio Abreu, Ex-Ministro de Relações Exteriores e Ex-Ministro da Indústria do Uruguai, assim como Juan Angel Ciolli e Juan Carlos Fissore, importantes líderes de entidades cooperativas argentinas, então entre os palestrantes convidados. Mais informações no site www.ocergs.com.br ou pelo fone (51) 3221-4377 .
O segundo dia do I Seminário Nacional das Cooperativas de Transporte – Cargas e Passageiros foi marcado por discussões referentes ao ato cooperativo. A palestra foi proferida pelo assessor jurídico da OCB, Guilherme Krueger que fez um breve histórico da origem e desenvolvimento, chegando até os dias de hoje. O advogado enfatizou que é necessária a revisão do sistema operacional regulamentado pela Lei 5.764.
Já no inicio de sua palestra Krueger levou aos participantes uma reflexão quanto ao que é considerado o ato cooperativo. Citou três elementos formadores do conceito que são: intervenção de sócio e cooperativa; objeto do ato idêntico do objeto cooperativo e espírito de trabalho.
Logo após o consultor tributário, Welington Amâncio de Oliveira, fez uma palestrou sobre o “Ato cooperativo no Ramo Transporte e seus reflexos na tributação”. Para o gerente de Apoio e Desenvolvimento de Mercados da OCB, Evandro Ninaut, o seminário serviu para que as cooperativas de cargas e passageiros pudessem se conhecer e trocar experiências. Para Ninaut o segmento de carga está mais organizado devido as cooperativas estarem mais estruturadas. “O segmento de passageiros ainda está muito dependente de normas que regulamentem o setor”, finalizou.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, fez o encerramento do evento ao lado do presidente, da Frencoop Odacir Zonta (PP-SC), enfatizando que a OCB não irá descansar enquanto não resolver os problemas do ramo transportes e dos outros 12 ramos existente. “Já demos um importante passo”, disse referindo-se a implantação do Conselho Especializado na OCB. Por sua vez Zonta, renovou o compromisso da Frente Parlamentar, pedindo um pouco de paciência. “Devemos avançar com calma, é preferível nós termos um magro acordo, do que uma gorda sentença”."
Um seminário para discutir a atual crise da agricultura brasileira reuniu hoje no Auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, senadores, deputados e líderes do agronegócio. O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (PFL/GO), de quem partiu a iniciativa do seminário, juntamente com o senador Sérgio Guerra (PSDB/PE), explicou que o evento serve como alerta a população e mostra uma panorâmica real do atual cenário da agropecuária brasileira.
Caiado fez duras criticas ao governo Lula, falando que o setor chegou ao colapso total. “Nunca tivemos uma crise tão grande. Membros da Comissão foram ao Ministério da Fazenda para tentar prorrogar as dívidas dos produtores rurais, que vencem agora no mês de outubro, e nada. Fomos falar com a ministra da Casa Civil sobre uma medida provisória para produtos agroquímicos, e nada foi feito. Não tem resultados, é crise em cima de crise. A solução para o descaso do governo é a criação da Agência Reguladora do Agronegócio.""
Participaram do seminário, secretários de agricultura de vários estados. Duarte Nogueira, presidente do Fórum dos Secretários Estaduais de Agricultura, falou sobre a situação do agronegócio no Brasil. Disse que a crise, em certos pontos, já estava anunciada, como é o caso da aftosa, e que o governo federal nada fez para preveni-la. Pedro Passos, secretário de agricultura do Distrito Federal informou que o DF já tem um plano de contingência, caso o foco de aftosa atinja o estado. “Todo produto de origem animal, ao chegar nas barreiras, está sendo minuciosamente fiscalizado. Mesmo assim o produtor local começa a se preocupar. Por isso é de suma importância alertar a sociedade para os acontecimentos.”
Luiz Roberto Baggio, vice-presidente da OCB, ressaltou que a crise pode ficar pior. “O plantio começa agora e os produtores rurais não tem nem dinheiro para saldar as dívidas antigas, imagina então para comprar insumos e sementes?” Para agravar a situação, os produtores de soja já se deparam com um surto de ferrugem asiática - com apenas 25 dias de plantadas, já foram necessárias quatro aplicações de fungicidas. Cada aplicação custa em torno de US$ 50.
O Brasil precisa entender o valor da agricultura para seu povo, afirmou Gilman Rodrigues, da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O que é lei é lei e deve ser cumprida – falando em relação aos repasses feito ao Ministério da Agricultura que não foram destinados a defesa sanitária. Com toda essa crise as exportações já vêm sendo afetadas, falta ação política para sanar o problema. “Sem agricultura hoje, não teremos o Brasil amanhã”, ressaltou Gilman.
O senador Sérgio Guerra, que proporcionou o seminário, falou que a solução para tudo isso é priorizar. Dar prioridade para a agricultura e para o campo. Fez uma menção ao falecido Presidente da República, Juscelino Kubitschek, que não deu atenção à agricultura, surgindo assim uma das primeiras crises no setor; igualando-o ao atual. “O Presidente está agindo de forma equivocada”, afirmou o senador.
Outros parlamentares, como o deputado Delfim Netto (PMDB/SP), também criticaram o atual governo. “Se o real está valorizado hoje é devido ao excelente resultado da agropecuária brasileira” afirmou. “E isso, não por mérito do governo, mas sim, dos próprios produtores rurais,” completou."
O painel teve ainda mais duas palestras, uma do chefe da Assessoria Técnica Internacional da ANTT, Francisco de Paula Magalhães Gomes, sobre a regulamentação das cooperativas de transporte no Brasil, e outra do chefe do Departamento de Operações Indiretas do BNDES, sobre linhas de financiamento da instituição. O painel foi encerrado com a apresentação de um vídeo institucional pela Concessionária Nova Dutra.
Nesta quarta-feira serão realizados mais três painéis: “Transporte: Exemplo de Cooperativismo Bem Sucedido”, que será coordenado pelo presidente a OCB-RJ, Francisco de Assis França; “Cooperativas de Transportes de Passageiros: Cenário Atual”, que será coordenado pelo presidente da OCB-TO, Ruiter Pádua; e “O Ato Cooperativo no Ramo Transporte”, que era como coordenador o superintendente da OCB, Marco Aurelio Fuchida."
O seminário realizou hoje o seu primeiro painel – O Cooperativismo de Transporte de Cargas – que foi coordenado pelo vice-presidente da OCB e presidente da OCEMG, Renato Scucato. Ele pediu empenho dos parlamentares para aprovação do projeto de lei que estabelece penas mais severas para o roubo de cargas, que dá prejuízos de R$ 1 bilhão de reais, e reclamou das condições das rodovias brasileiras, das quais apenas 9% são asfaltadas e mesmo assim estão em péssimo estado de conservação. “Isso faz com que nosso agronegócio seja competitivo da porteira da fazenda para dentro, e perca competitividade da porteira para fora, por falta de logística”, criticou Scucato."
Em seguida, o deputado Odacir Zonta (PP-SC), presidente da Frencoop (Frente Nacional do Cooperativismo) criticou o excesso de Medidas Provisórias que trancam a pauta de votação da Câmara e do Senado e impedem o avanço na tramitação de projetos de lei de interesse do cooperativismo. “Temos de vencer o desafio e aprovar a legislação complementar do cooperativismo para ajudar o Brasil a crescer”. O presidente da Comissão de Viação e Transportes, deputado Mário Assad Júnior (PSB-MG), revelou seu constrangimento com as condições de logística do país e criticou a política econômica “que oprime o setor produtivo”.
O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, disse que as cooperativas de transportes, cujo desenvolvimento considera fundamental para a economia do país, precisam do apoio do Congresso Nacional na definição dos marcos regulatórios do cooperativismo, como a definição do Ato Cooperativo e o seu adequado tratamento tributário. Segundo Márcio Lopes de Freitas, essa regulação se faz necessária “não para que as cooperativas tenham isenção, mas para que não paguem duas vezes o mesmo tributo”. Ele acrescentou que o estabelecimento das normas também contribuirá para que os juízes tenham uma só diretriz a seguir e evitem a subjetividade em seus julgamentos.
De 28 a 30 de novembro, a Embrapa Gado de Leite realiza a quinta edição do Congresso Internacional do Leite. O evento irá ocorrer no Centro de Convenções de Goiânia, onde o Congresso teve sua origem. Lá, em 1999, foi realizado o Primeiro Simpósio de Sustentabilidade da Pecuária de Leite, que no ano seguinte se desdobrou no Congresso Internacional.
Segundo o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, o evento volta renovado e fortalecido à sua origem, “consolidando-se como um espaço privilegiado para o encontro dos diferentes agentes da cadeia produtiva”. Martins explica que a opção por Goiás para ser novamente o palco das principais discussões do setor se deve à pujança da pecuária de leite no Estado. “Além do aumento continuo da produção, Goiás vem dando lições de organização da cadeia produtiva”.
O Estado de Goiás vem disponibilizando linhas de crédito especiais para os produtores e prima por políticas públicas que beneficiem o setor. Ações de relevância como a campanha de combate ao carrapato e o Arranjo Produtivo Local (APL) dão provas de que o leite se tornou um tema prioritário na pauta do governo estadual.
Dos dois dias de palestras e debates, o primeiro terá como foco questões econômicas que envolvem o setor. Além das questões político-econômicas, palestras técnico-científicas sobre a sustentabilidade da produção serão a tônica do segundo dia de evento. Estarão presentes representantes dos principais países exportadores. A realização do Congresso conta com o apoio do Governo de Goiás; CNPq, FAEG; OCB e diversas outras instituições."
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Será instalado nesta segunda-feira (24/10), na Casa do Cooperativismo, o Conselho Especializado do Ramo Transporte da OCB. Com a participação dos representantes estaduais do ramo Transporte e de presidentes de Organizações Estaduais, a solenidade de instalação será aberta às 15 horas pelo presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, e por Nélio Botelho, representante nacional do ramo.
Depois da leitura e aprovação da norma orgânica, serão criadas as câmaras temáticas do novo Conselho da OCB. Na terça e quarta-feira, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, será realizado o I Seminário Nacional as Cooperativas de Transporte de Cargas e Passageiros, com a presença de parlamentares, ministros e representantes do Sistema OCB/Sescoop e de cooperativas.
O objetivo do seminário é debater, com representantes do governo e especialistas, assuntos relevantes para o cooperativismo de transporte; conhecer oportunidades de negócios para as cooperativas; discutir aspectos regulatórios e tributários do setor; e sugerir medidas e ações estratégicas a fim de garantir resultados positivos.
O Cooperativismo de Transporte é composto por cooperativas que atuam com carga e passageiros. Pelas características de suas atividades e necessidade urgente em solucionar problemas cruciais, dessa categoria profissional, verificou-se a importância da realização de um Seminário, com o objetivo de discutir os gargalos que impedem seu desenvolvimento.
O desbalanceamento de sua matriz, a legislação e a tributação inadequadas, a deficiência da infra-estrutura de apoio, a falta de financiamento e a insegurança das vias são alguns dos principais problemas que vem enfrentando o cooperativismo de transporte. Nesse sentido, é fundamental garantir o escoamento da produção, a geração de emprego e de renda, efetivar projetos que atendam necessidades do setor nos âmbitos municipal, estadual e federal."
Dando continuidade ao trabalho de capacitação e formação dos superintendentes das organizações estaduais de cooperativas, foi realizado nesta quinta e sexta-feira, no hotel St. Paul, em Brasília, o III Encontro de Superintendentes do Sistema OCB/Sescoop. O encontro foi aberto pelo presidente Márcio Lopes de Freitas, que destacou na ocasião o desenvolvimento do sistema de representação do cooperativismo brasileiro em função, principalmente, da capacitação gerencial dos seus dirigentes e funcionários.
Durante esses dois dias foram discutidos temas priorizados pelos próprios superintendentes em função das suas necessidades e para o desempenho das suas funções: gestão da informação, visão estratégica, relações sindicais e harmonização de procedimentos. Os superintendentes também ficaram conhecendo o novo portal da OCB – Portal do Cooperativismo – que foi apresentado pelo gerente de Tecnologia da Informação, Fábio Trinca e o analista de sistemas Mozart Gomes. O portal estará brevemente na internet.
Os temas escolhidos pelos superintendentes foram abordados por especialistas. A professora Rosana Gonçalves, da FEA/USP, fez uma palestra sobre Gestão da Informação; o professor Léo Bruno, da Fundação Dom Cabral, Visão Estratégica; e os advogados Roberto Guerreiro, da OCB, e Luis Alberto Matos, do Ministério do Trabalho e Emprego, abordaram a questão das Relações Sindicais. Este tema, que é objeto de projeto de lei enviado ao Congresso Nacional pelo governo, interessa de perto às OCEs, pois 25 delas são sindicatos patronais.
Na avaliação do superintendente da OCB, Marco Aurelio Fuchida, este terceiro encontro mostrou evolução no processo de maior conhecimento e integração de todo o Sistema OCB/Sescoop."