Lideranças do Sistema OCB discutem IA, proteção e cultura no WCM
Inovação no agro, futuro do seguro e fortalecimento do cooperativismo de crédito foram temas abordados
O futuro da inteligência artificial nas cooperativas, o papel do seguro na proteção das pessoas e os desafios para preservar a cultura cooperativista diante do crescimento do setor foram alguns dos temas levados pelo Sistema OCB ao primeiro dia do World Coop Management (WCM) 2026, nesta segunda-feira (19), em Belo Horizonte (MG). A presidente executiva da entidade, Tania Zanella, e a superintendente, Fabíola Nader Motta, participaram de diferentes momentos da programação.
Tania participou do painel Liderança ambidestra: tocando o hoje enquanto integra o amanhã (Foco Agro), também no Palco Mundo. A presidente executiva discutiu como as lideranças podem conciliar a eficiência das operações atuais com a busca por inovação e novas oportunidades de negócio.
A inteligência artificial esteve no centro da conversa, especialmente em relação às possibilidades de aplicação no cooperativismo agropecuário. A adoção da tecnologia ocorre em ritmos diferentes entre as cooperativas, considerando suas realidades e capacidades de investimento. Nesse cenário, o desafio é ampliar o acesso a ferramentas e à capacitação para que os avanços tecnológicos contribuam para a produtividade e gerem benefícios aos cooperados.
“O Sistema OCB já oferece conteúdos e ferramentas sobre inovação por meio do InovaCoop, plataforma que reúne cursos, guias práticos, diagnóstico de inovação, oportunidades de financiamento e conexão com startups. A instituição também estrutura o Programa de Inteligência Artificial no Cooperativismo, com frentes voltadas à capacitação, à governança e ao desenvolvimento de projetos-piloto” destacou Tania.
Integração
Fabíola moderou o painel A arte de proteger: como o cooperativismo redefine o valor do cuidado, no Palco Mundo. O debate reuniu representantes do cooperativismo de crédito, do setor de saúde e do mercado segurador para discutir como a integração entre esses segmentos pode ampliar o acesso à proteção e aproximar os serviços das necessidades da população. 
Entre os assuntos abordados estiveram a democratização do seguro, o uso da tecnologia e dos dados sem perder a dimensão humana do atendimento e as oportunidades de intercooperação. A discussão também trouxe perspectivas sobre o desenvolvimento do cooperativismo de seguros no Brasil, com atenção à confiança, à prevenção e à proteção coletiva.
Identidade
Fabíola também comandou a apresentação Um Raio X da cultura cooperativista no crédito, no Palco Crédito. A participação abordou os desafios de manter os princípios e a identidade do cooperativismo em um ramo que amplia sua presença no sistema financeiro brasileiro.
Segundo o AnuárioCoop 2026, o segmento chegou a aproximadamente 23 milhões de cooperados em 2025, mais que o dobro dos 10,7 milhões registrados em 2019. “O avanço amplia o alcance do modelo, mas também coloca em evidência a importância de aproximar os novos associados dos princípios cooperativistas e incentivar sua participação nas decisões das cooperativas”, afirmou a superintendente.
A partir desse cenário, a apresentou discutiu os resultados de pesquisas sobre cultura cooperativista, os desafios operacionais, regulatórios e econômicos do sistema financeiro e as prioridades de atuação do Sistema OCB para o ramo em 2026. Entre os pontos de atenção, Fabíola destacou a educação cooperativista, a participação em assembleias e a formação de lideranças para dar continuidade ao movimento.
