II Conferência do Trabalho avança em propostas para relações de trabalho
Sistema OCB acompanhou debates que discutiram qualificação, inclusão produtiva e segurança jurídica
Encerrada nesta quinta-feira (5), a II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT) marcou a etapa final de um amplo processo de diálogo social voltado à construção de diretrizes para o futuro do trabalho no Brasil. O encontro, promovido pelo Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE), resultou na consolidação de propostas destinadas ao fortalecimento das relações de trabalho, da negociação coletiva e da segurança jurídica.
O Sistema OCB acompanhou os debates ao longo de toda a conferência e participou das discussões técnicas que analisaram propostas elaboradas nas etapas estaduais realizadas entre setembro e dezembro de 2025. Delegados de todas as unidades da Federação participaram da etapa nacional, que reuniu cerca de três mil representantes e analisou centenas de contribuições encaminhadas pelos estados.
Construção coletiva
A etapa nacional da conferência consolidou propostas construídas ao longo de meses de debates realizados em todos os estados brasileiros. Durante o encontro em São Paulo, os 689 delegados credenciados, distribuídos entre representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores, avaliaram as contribuições apresentadas nas etapas estaduais e deliberaram sobre as diretrizes consideradas prioritárias para orientar as políticas públicas relacionadas ao mundo do trabalho.
Entre os temas discutidos estiveram a ampliação das políticas de qualificação profissional, o fortalecimento da negociação coletiva, a promoção da inclusão produtiva, o aprimoramento dos instrumentos de proteção social e a atualização de atos
normativos. Também estiveram em pauta os impactos das transformações tecnológicas e produtivas sobre o mercado de trabalho e a necessidade de adaptação das políticas públicas a esse novo cenário.
Dos 56 temas avaliados ao longo da conferência, os grupos consensuaram 17 propostas para deliberação na plenária final. Após a votação pelos delegados presentes, 10 propostas foram aprovadas por ampla maioria.
A conferência reafirmou ainda a importância do diálogo social e da construção tripartite — entre trabalhadores, empregadores e governo — como caminho para enfrentar os desafios do mercado e ampliar as oportunidades de emprego e renda no país.
Cooperativismo presente
O Sistema OCB participou ativamente das discussões da conferência, contribuindo com o olhar do cooperativismo sobre o futuro das relações de trabalho e o papel do setor na geração de oportunidades em diferentes regiões do país. Inclusive, foi líder da bancada dos empregadores em um dos grupos técnicos, cujo tema central tratou da Proteção e Inclusão Produtiva.
A delegação do cooperativismo foi formada por representantes das organizações estaduais e do Sistema OCB Nacional: Rodrigo Forneck, superintendente da OCB/AC; Lene de Matos, Gerente de Relações Institucionais do OCB/RO; José Pedro Pedrassani, assessor jurídico da Ocergs; Geraldo Magela, Assessor institucional do Sistema Ocemg; Enoque Gomes, engenheiro de segurança do trabalho do Sistema Ocepar; Ângela Gedeon, assessora jurídica trabalhista do Sistema Oceb; e Bruno Vasconcelos, coordenador de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNCoop e representante do Sistema OCB no evento.
“A presença do cooperativismo nesse debate é fundamental para demonstrar que é possível conciliar geração de renda, inclusão produtiva e valorização das pessoas. O modelo cooperativista nasce do trabalho organizado e da participação, e por isso tem muito a contribuir com a construção de soluções para o futuro do trabalho no país”, destacou Bruno.
