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COP31: Sistema OCB destaca papel das cooperativas na descarbonização

Entrevista ao Canal Rural aborda estratégias para reduzir emissões e ampliar a sustentabilidade no agro 

Identificar as fontes de emissão, medir os impactos da atividade agropecuária e encontrar alternativas que conciliem sustentabilidade e viabilidade econômica. Esses são alguns dos passos para avançar na descarbonização do agronegócio. Nesse processo, as cooperativas têm papel importante ao organizar produtores, compartilhar conhecimento e apoiar mudanças que podem alcançar diferentes etapas da produção. screenshot 187

O tema foi destaque em entrevista do coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB, Alex Macedo, ao Canal Rural, para o especial Cooperativas e produtores buscam reduzir emissões no agronegócio, que integra a programação de conteúdos sobre a COP31. Em sua fala, ele lembrou que o Sistema OCB reúne mais de 1,2 mil cooperativas e cerca de 1 milhão de produtores no ramo agropecuário, o que amplia o alcance de iniciativas voltadas à sustentabilidade. 

Um dos primeiros desafios, de acordo com Alex, é conhecer a dimensão das emissões. Os inventários de gases de efeito estufa permitem identificar de onde vêm os impactos e quais atividades concentram as maiores oportunidades de redução.  

Em 2026, 13 cooperativas agropecuárias participaram de uma iniciativa de descarbonização apoiada pelo Sistema OCB, com levantamentos que ajudam a orientar decisões e estabelecer estratégias para reduzir emissões. “Não podemos ter uma estratégia de descarbonização sem saber quanto estamos emitindo e onde estamos emitindo”, explicou. 

 

Além das propriedades rurais 

A análise das emissões também precisa considerar as estruturas que dão suporte à produção agropecuária. Armazéns e agroindústrias, por exemplo, oferecem oportunidades para melhorar processos e reduzir o consumo de energia e combustíveis. 

Alex destaca a relevância desse trabalho na armazenagem, setor em que as cooperativas representam mais de 25% da capacidade brasileira. Entre as possibilidades estão aprimorar os processos de secagem de grãos, ampliar o uso de biomassa nas caldeiras e substituir motores e equipamentos por alternativas mais eficientes. 

Essas mudanças, no entanto, precisam considerar a realidade financeira das cooperativas e dos produtores. Para o coordenador, a agenda ambiental só avança de forma consistente quando as medidas também fazem sentido do ponto de vista econômico. “Essa agenda de sustentabilidade precisa, acima de tudo, ser viável para que as contas possam ser pagas”, afirmou. 

 

Produção e conservação 

A contribuição da agropecuária para o enfrentamento das mudanças climáticas também passa pelo potencial de remoção de carbono das propriedades rurais. Segundo Alex, práticas produtivas adequadas podem favorecer o sequestro de carbono no solo e na vegetação, contribuindo para compensar parte das emissões da atividade. 

O coordenador citou medições realizadas com base no protocolo utilizado pelo setor para ilustrar esse potencial. “Boas propriedades rurais são, essencialmente, aspiradores de carbono. Elas compensam muito mais do que emitem. Elas sequestram carbono, de acordo com o nosso protocolo”, complementou.  

 

Coop na COP31 

De 9 a 20 de novembro, em Antalya, na Turquia, o Sistema OCB e cooperativas brasileiras levarão à conferência experiências e propostas relacionadas à agricultura de baixo carbono, à transição energética e à sustentabilidade nos sistemas produtivos.  

 

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