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06/08/2026

Cooperativas de consumo fortalecem economia compartilhada

Papel do ramo na oferta de produtos e serviços ganha destaque no AnuárioCoop 2026  Consumir também pode ser uma forma de participar. Nas cooperativas de consumo, quem utiliza produtos e serviços contribui com as decisões, ajuda a definir os rumos do empreendimento e compartilha os resultados gerados. O modelo, baseado na economia compartilhada, segue conquistando espaço no Brasil e alcançou 2,84 milhões de cooperados em 2025, crescimento de 10,8% em relação ao ano anterior, segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB nesta sexta-feira (31).  O avanço do quadro social acompanha o fortalecimento do ramo. As cooperativas de consumo movimentaram R$ 7,9 bilhões em ingressos ao longo do ano, somaram R$ 4,16 bilhões em ativos e reúnem atualmente 191 organizações, responsáveis por 15.798 empregos diretos em todo o país.  Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o crescimento demonstra que cada vez mais brasileiros percebem valor em um modelo que vai além da simples relação de compra e venda. "As cooperativas de consumo mostram que é possível unir eficiência econômica e compromisso com as pessoas. Ao organizar demandas comuns, elas ampliam o acesso a produtos e serviços, fortalecem o poder de compra dos associados e fazem com que os benefícios gerados retornem para quem participa da cooperativa e para a própria comunidade", destaca.     Soluções diversificadas  O cooperativismo de consumo está presente em diversas áreas do cotidiano. As cooperativas atuam em supermercados, farmácias, postos de combustíveis, lojas de vestuário, beleza, equipamentos, serviços veiculares e outras atividades que atendem às necessidades dos cooperados. Em muitos casos, uma mesma cooperativa desenvolve mais de uma atividade, ampliando as soluções oferecidas.  Essa diversidade permite que o modelo esteja presente em diferentes etapas da vida das pessoas, com alternativas mais próximas da realidade de cada comunidade e com potencial para fortalecer as  relações de consumo baseadas na confiança, na participação e no interesse coletivo.  Outro destaque do ramo é a evolução da presença de mulheres em seu quadro social. Em 2025, foi registrado 1,42 milhão de mulheres cooperadas, crescimento de 16,2% em relação ao ano anterior, enquanto o número de homens registrou alta de 5,9%.   Na avaliação da presidente Tania, esse resultado reforça uma das principais características das cooperativas. "Quanto mais diversa e representativa é a base de cooperados, maior é a capacidade de compreender as necessidades das pessoas e construir soluções adequadas para elas. A participação democrática é um dos pilares que tornam esse modelo tão conectado às comunidades onde atua".   O Anuário também mostra que a intercooperação é parte importante da estratégia do ramo. Mais da metade das organizações de consumo utilizam cooperativas de crédito para movimentar seus recursos financeiros e mantém parcerias com outros segmentos para ampliar a oferta de serviços de saúde, transporte, produtos agropecuários e outras soluções ao seu quadro social. Essa integração fortalece o ecossistema cooperativista, amplia a competitividade das cooperativas e cria oportunidades para os cooperados.    Escolhas mais conscientes  O principal diferencial das cooperativas de consumo está na forma como organizam as relações econômicas. Diferentemente do modelo tradicional, os consumidores também são donos do empreendimento, participam das decisões em igualdade de condições e compartilham os resultados obtidos pela cooperativa. O modelo fortalece o poder de negociação dos associados, estimula escolhas mais conscientes e contribui para que os recursos permaneçam em circulação nas próprias comunidades, gerando emprego, renda e novas oportunidades de desenvolvimento.  Como destaca Tania, "o cooperativismo de consumo demonstra que é possível construir relações econômicas mais equilibradas, em que o sucesso da organização está diretamente ligado ao bem-estar das pessoas. Quando o consumidor também é protagonista, o resultado da compra de um produto ou da contratação de um serviço fortalece uma comunidade inteira".    Saiba Mais:  AnuárioCoop 2026 amplia visibilidade do cooperativismo na imprensa Conselho da ACI conclui pautas estratégicas para assembleia no Panamá Sistema OCB adere a pacto de combate à violência contra a mulher  
Cooperativas de consumo fortalecem economia compartilhada
Notícias negócios
13/10/2025

Como a inteligência artificial impacta os negócios de cada Ramo do cooperativismo

A inteligência artificial já ocupou um espaço de destaque na economia e é uma realidade em todos os ramos do cooperativismo. Diversas atividades, do atendimento à análise de dados, são potencializadas pelas ferramentas de IA. Nesse contexto, diversas cooperativas de vários ramos e tamanhos já estão aplicando a tecnologia. Neste artigo, vamos conhecer como cada um dos ramos do cooperativismo pode empregar as ferramentas de inteligência artificial com as mais variadas finalidades, assim como casos práticos que mostram na prática a utilidade da tecnologia para os negócios das cooperativas, proporcionando eficiência e inteligência de mercado. Boa leitura! Ramo Crédito: do atendimento ao backoffice O cooperativismo financeiro é pioneiro na adoção das ferramentas de inteligência artificial. A tecnologia ocupa um papel importante para o atendimento e a interação com os cooperados. Chatbots automatizam o atendimento inicial e resolvem problemas simples, liberando os colaboradores para lidar com tarefas complexas. Mas o uso da IA no atendimento pode ser ainda mais profundo, como mostra o próprio Sicredi. Em 2024, a cooperativa decidiu apostar no Microsoft Copilot, o assistente de inteligência artificial generativa da Microsoft. A tecnologia foi responsável pelo aumento na porcentagem de atendimentos resolvidos: 11% na área de Cartões, 17% em Consórcios, e 26% em Seguros. Mas nem toda aplicação de IA é visível para os cooperados. O Sicoob incorporou o modelo de IA chinês DeepSeek a fim de apoiar o seu backoffice. A ferramenta foi integrada ao Sisbr, plataforma core do Sicoob, para aprimorar a interação com documentos. Desse modo, processos administrativos, como a análise de documentos, são realizados mais rapidamente e com maior precisão. Na prática, os colaboradores do Sicoob podem interagir com os documentos de forma conversacional, de maneira a obter as informações necessárias com maior agilidade e precisão. Análise de crédito A inteligência artificial também está ocupando um papel cada vez mais importante em processos de análise de crédito. O próprio Sicoob implementou um sistema que sugere pareceres a partir de dados fornecidos, acelerando a análise de crédito e proporcionando decisões com melhor embasamento. De acordo com a consultoria KPMG, modelos tradicionais - como regressões lineares e scorecards - já não são suficientes para lidar com o volume de dados disponíveis atualmente e com o novo cenário regulatório. Nesse contexto, a inteligência artificial está tornando a gestão de risco de crédito mais eficiente, precisa e ágil. Agropecuário: mapeamento e análise de qualidade A inteligência artificial chegou ao campo para auxiliar tarefas como análise de solo, controle de qualidade e automação operacional em um processo de transformação digital do setor. Cooperativas agropecuárias já estão aplicando a inovação de forma a impulsionar a produtividade da produção e, consequentemente, seus negócios. A IA é muito eficaz em análises avançadas de dados geoespaciais. No Paraná, a Integrada utiliza uma constelação de satélites europeus com imagens atualizadas a cada cinco dias para monitorar áreas agricultáveis. Já a inteligência artificial contribui para aprimorar e acelerar as análises das imagens. Com isso, um trabalho que levava trinta dias para ser realizado passou a demorar apenas 20 minutos. A tecnologia também é uma aliada do controle de qualidade da produção agrícola. É o que faz a mineira Cooxupé. Em sua jornada de expansão no mercado de cafés especiais, a cooperativa utiliza inteligência artificial para classificar os grãos adequados. A ferramenta é capaz de identificar a qualidade do grão e seu sabor, gerando a uniformidade dos produtos premium. Automação operacional A automação de tarefas é uma das grandes aplicações de IA no ambiente agroindustrial. Em conjunto com maquinário moderno, a inteligência artificial realiza processos como plantio e colheita com grande precisão e economia de tempo. Além disso, atividades como o transporte e acondicionamento de produtos são outras que vêm sendo automatizadas. A Coopavel, do Paraná, emprega a tecnologia para automatizar a inspeção do abate de frangos. A inteligência artificial realiza o processamento de imagens para fiscalizar o processo de sangria dos animais. Desde que implementou a inovação, a cooperativa registrou queda no percentual de frangos com sangria inadequada e eliminou as multas sanitárias por falhas nesse processo. Saúde: foco no paciente e combate às fraudes O setor de saúde é outro que já encontrou uma série de aplicações para os avanços da inteligência artificial. Os usos da tecnologia vão desde questões operacionais até o apoio para a realização de diagnósticos médicos. A Unimed Grande Florianópolis é precursora no emprego da IA no Ramo Saúde. Após identificar riscos aos pacientes causados pela descentralização das informações, a equipe de inteligência da cooperativa deu início ao projeto da Robô Laura, que integra as informações de prontuário em uma plataforma de inteligência artificial para processamento das informações e monitoramento dos beneficiários. A segurança e o combate a fraudes é mais uma maneira de utilizar a inteligência artificial nos serviços de saúde. Em parceria com uma startup, a Unimed Nacional usa inteligência artificial para identificar recibos fraudulentos. Com menos de um ano em funcionamento, o projeto analisou inúmeros recibos de reembolso e evitou um gasto de quase R$ 9 milhões. Diagnósticos Olhando para o futuro, a IA desponta como uma ferramenta que irá melhorar a medicina clínica. Capaz de analisar dados complexos, a tecnologia pode auxiliar os médicos a identificarem doenças com mais agilidade e precisão, reforça artigo publicado pelo MIT Technology Review. Já existe, por exemplo, uma ferramenta de IA que auxilia no diagnóstico de doenças neurodegenerativas como a esclerose múltipla e o Alzheimer. Conforme a quantidade de dados biométricos segue crescendo graças a aparelhos como relógios inteligentes, a IA terá mais dados para identificar problemas de saúde de forma precoce. Transporte: planejamento eficiente e segurança Dentro do Ramo Transporte, a inteligência artificial é capaz de otimizar as operações de cooperativas de transporte ao automatizar processos e analisar dados. Isso resulta em redução de custos, aumento de produtividade e melhoria na prestação de serviços. A tecnologia permite que as cooperativas tomem decisões baseadas em informações concretas, fortalecendo sua posição no mercado. No roteamento e planejamento, a IA cria as rotas mais eficientes. O sistema analisa variáveis como trânsito, clima, janelas de entrega e capacidade do veículo para definir o melhor trajeto. O objetivo é reduzir o consumo de combustível e o tempo de viagem. Em casos de imprevistos, como congestionamentos, as rotas são recalculadas automaticamente para evitar atrasos. Para a segurança, sistemas de IA monitoram o motorista por meio de câmeras e sensores. A tecnologia identifica sinais de cansaço ou distração e emite alertas para prevenir acidentes. Ademais, o reconhecimento facial pode ser utilizado para verificar a identidade do condutor, garantindo que apenas pessoal autorizado opere o veículo e aumentando a proteção contra roubos. Consumo: atendimento e personalização Já nas cooperativas de consumo, as ferramentas de inteligência artificial cumprem o papel de modernizar operações e aprimorar a experiência do cooperado. Esse movimento se traduz em melhorias de atendimento digital e maior personalização da jornada de compra. No atendimento digital, a IA viabiliza a automação da comunicação por meio de chatbots e assistentes virtuais. Essas ferramentas funcionam 24 horas por dia, respondendo a dúvidas comuns sobre produtos, status de pedidos, horários de funcionamento e programas de fidelidade. Em relação à predição de compras, por sua vez, algoritmos de IA analisam o histórico de consumo e o comportamento de navegação dos cooperados. Com base nesses dados, o sistema consegue prever quais produtos um membro provavelmente comprará no futuro, permitindo o envio de ofertas, cupons e recomendações de produtos de forma direcionada e personalizada para cada cliente. Infraestrutura: automação e manutenção preditiva As cooperativas que atuam no setor de infraestrutura também encontram caminhos para aplicar a inteligência artificial em seus negócios. A união entre dados e IA é muito produtiva. A Coprel, cooperativa de eletrificação, percebeu isso e adotou um processo de registro da leitura do medidor de energia, criando uma ferramenta que simplifica a informação com inteligência artificial. O novo processo foca em consumidores que vivem em áreas rurais e, portanto, precisam enviar o número da leitura para a Coprel. Antes, esse processo precisava de atendimento humano. Agora, basta que o cooperado faça uma foto dos dados no medidor e envie para a cooperativa para que sejam interpretados pela IA. Além da otimização de processos administrativos, a IA é fundamental na manutenção preditiva de ativos. Sensores instalados em redes de distribuição, transformadores e outros equipamentos críticos coletam dados de operação continuamente. Algoritmos de IA analisam essas informações para identificar padrões anormais ou sinais sutis de desgaste que antecedem uma falha, permitindo a realização efetiva de manutenção preventiva. Trabalho, Produção de Bens e Serviços: marketing e gestão As cooperativas de trabalho, que reúnem profissionais para a prestação de serviços, podem utilizar a Inteligência Artificial para otimizar a captação de clientes e a gestão interna. No marketing, essas cooperativas podem usar a IA para entender seu público-alvo e criar campanhas segmentadas. Um outro caminho está na automação de rotinas, em que a IA simplifica tarefas administrativas e operacionais que consomem tempo dos cooperados. Sistemas inteligentes podem gerenciar agendamentos, distribuir tarefas entre os cooperados com base na disponibilidade e nas competências de cada um, e automatizar processos financeiros como a emissão de faturas e o controle de pagamentos. Seguros: atender e analisar Por fim, o mais novo Ramo Seguros, criado este ano após autorização para que as cooperativas possam atuar nesse novo mercado. Dentro do segmento, as ferramentas de inteligência artificial apoiam o atendimento, a análise de dados e análises de risco. A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, já antecipa as oportunidades. Em uma parceria com uma plataforma de IA generativa, a seguradora implementou a tecnologia em sua central de atendimento, permitindo que os colaboradores tenham acesso rápido a dados completos sobre os produtos, coberturas e benefícios. Além disso, a inteligência artificial potencializa a análise de dados no setor de seguros, tornando-a mais rápida e precisa. As seguradoras, que operam com grandes bases de informações sobre históricos de bens e pessoas, utilizam a IA para analisar esses dados em larga escala, identificar padrões e criar modelos preditivos. Desse modo, é possível calcular preços de apólices, de forma mais adequada ao risco, ajustar as condições de cobertura e personalizar a avaliação de cada cliente enquanto considera fatores específicos como hábitos de direção ou localização geográfica para uma precificação mais precisa. Riscos e fraudes Na avaliação de riscos e fraudes, a IA atua como uma ferramenta estratégica para a prevenção de perdas. Os algoritmos são capazes de analisar o perfil e o histórico dos clientes para prever comportamentos fraudulentos, identificar tendências e detectar padrões suspeitos em tempo real. A tecnologia pode ajudar as cooperativas de seguros a verificar a autenticidade de documentos e apontar sinistros falsos ou com valores exagerados. Essa capacidade de análise permite que as seguradoras ajam de forma preventiva, tomando medidas antes mesmo que a fraude aconteça, de forma a aumentar a segurança e a eficiência operacional. Conclusão A inteligência artificial está transformando os negócios nos mais diversos segmentos da economia e, portanto, nos Ramos do cooperativismo. A tecnologia, que chegou para ficar e deve ganhar ainda mais força nos próximos anos, precisa ser considerada na estratégia de gestão e inovação do setor cooperativista. Quer entender mais sobre esse fenômeno? Confira a análise econômica de agosto do NegóciosCoop, que explora como dados e inteligência artificial estão moldando uma nova era na gestão e na comunicação das organizações, com foco especial no cooperativismo!
Como a inteligência artificial impacta os negócios de cada Ramo do cooperativismo
Notícias negócios
20/08/2025

CapacitaCoop: Novo curso prepara cooperativas para Reforma Tributária

Capacitação gratuita e online oferece orientação sobre adaptações fiscais  O Sistema OCB lançou o curso Reforma Tributária do Consumo para Cooperativas, disponível na plataforma CapacitaCoop. Gratuito e 100% online, o conteúdo foi desenvolvido para apoiar dirigentes, conselheiros fiscais, gestores tributários, auditores e contadores de cooperativas na compreensão das mudanças promovidas pela Reforma Tributária no Brasil.  O curso aborda a parte geral da reforma, com foco na tributação sobre o consumo e apresenta orientações sobre como as cooperativas podem se adaptar ao novo regime. A trilha de aprendizagem inclui vídeos explicativos, podcasts temáticos, atividades e e-books complementares.  Segundo a gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Clara Maffia, o tema exige atenção redobrada do setor. “A Reforma Tributária representa uma das maiores transformações do sistema fiscal brasileiro em décadas. Nosso objetivo é oferecer uma capacitação acessível, didática e consistente, que ajude as cooperativas a entenderem o impacto das mudanças e a se prepararem de forma estruturada para a transição”, afirmou.  A estrutura do curso contempla seis módulos principais: introdução à Reforma Tributária; alterações na tributação sobre o consumo; impactos operacionais e econômicos para as cooperativas; período de transição; apuração, recolhimento e declaração dos novos tributos; e compensação ou ressarcimento dos tributos substituídos.  Ao concluir os estudos e alcançar 70% de aproveitamento na avaliação de aprendizagem, o participante terá acesso ao certificado digital. O conteúdo foi elaborado com linguagem acessível, rigor técnico e foco em soluções práticas.  Clara também reforça a importância da mobilização das cooperativas: “Este é o momento de se antecipar. Quanto mais cedo dirigentes e gestores compreenderem as novas regras, mais preparados estaremos para manter a competitividade e o equilíbrio econômico do setor”, completou.  Além do curso geral, o Sistema OCB prepara a disponibilização de módulos específicos por ramos do cooperativismo, que serão lançados em uma segunda fase.  Como parte das ações de orientação técnica, o Sistema OCB publicou materiais específicos sobre a Reforma Tributária no boletim Panorama Coop Tributário. Duas edições já foram disponibilizadas, sendo a mais recente em 14 de agosto. Novas publicações estão previstas para os próximos meses, com análises detalhadas e foco nos impactos práticos da reforma para o cooperativismo.  Prepare sua coop para a Reforma Tributária, inscreva-se já e acompanhe o Panorama Coop.  Saiba Mais:  Coops rumo à COP30: seleções abertas para painéis temáticos  Banco Central: Sistema OCB reforça temas de interesse do Ramo Crédito  ANTT e cooperativas de transporte e Agro avançam em soluções para multas 
CapacitaCoop: Novo curso prepara cooperativas para Reforma Tributária
Notícias negócios
17/02/2024

Como adequar produtos e embalagens para exportação

Novos mercados representam grandes oportunidades para que as cooperativas façam bons negócios. Por meio da exportação, as coops ampliam o potencial comercial rumo a novos países e consumidores. Para ter sucesso nessa jornada, no entanto, é necessário adequar produtos e embalagens para o mercado internacional. Fazer esses ajustes é fundamental para todas as etapas da exportação, tanto a parte logística quanto o processo comercial final. Para que os produtos cheguem bem protegidos ao destino, os lotes precisam ser bem embalados. Já quando o produto estiver nas gôndolas, a embalagem deve ser adequada e atrativa ao público local. É por isso que há dois tipos de embalagem que merecem a atenção das cooperativas exportadoras: Embalagem primária: é a que está em contato direto com o produto e é colocada nas gôndolas. É, por exemplo, a caixa do leite, o saco do arroz ou a lata do refrigerante. Embalagem secundária: são as caixas de papelão ou isopor usadas para proteger as embalagens primárias durante transporte e manuseio da mercadoria. Neste artigo, iremos entender melhor as maneiras de adequar produtos e embalagens para exportação. Aproveite a leitura! 6 formas de adequar produtos e embalagens para exportação Adaptar produtos e embalagens é essencial para que a marca da cooperativa possa atrair consumidores de diferentes culturas e que tenham hábitos de consumo distintos. Diante disso, confira essas seis dicas para adequá-los aos mercados internacionais e impulsionar suas exportações! Entenda as preferências e necessidades dos consumidores Os hábitos de consumo, preferências e necessidades dos consumidores variam de acordo com a localidade. Assim sendo, abordar mercados internacionais da mesma forma que o mercado interno é um erro que pode impactar negativamente o desempenho comercial na exportação. Faça, portanto, pesquisas de mercado a fim de entender quais são os desejos das pessoas no mercado em que a cooperativa está ingressando. Compreenda, também, quais características eles valorizam em um produto. Além disso, pesquise os costumes e tradições que prevalecem nesses países. Isso pode evitar desentendimentos não intencionais. Uma determinada cor, por exemplo, pode representar sinal de azar para uma certa cultura. Considere, também, os aspectos econômicos que podem afetar o desempenho do produto naquele local. Faça adaptações às preferências locais Com as pesquisas de mercado em mãos, faça as adaptações necessárias e possíveis para que seu produto possa ser visto como uma opção interessante para o novo público que a sua cooperativa quer atingir. Considere, por exemplo, lançar um sabor novo com base no que é popular entre os consumidores daquele país. Também leve em consideração as preferências locais no design de embalagens, para que o produto chame a atenção das pessoas. Outras adaptações podem ser feitas com mudanças de ingredientes, métodos de preparo e tamanhos das porções. Tudo isso, claro, sem abrir mão das características essenciais e da identidade da sua marca. Traduza e a embalagem Garanta que todas as informações dispostas na embalagem do seu produto sejam compreensíveis para os consumidores do país em que ele está sendo vendido. Com isso, traduza tudo o que for possível: ingredientes, informações nutricionais, modo de preparo, características destacadas e o que mais houver. A comunicação com o cliente final é essencial para a decisão de compra. Nas gôndolas, quem comunica é a embalagem. Apresentar as informações sobre o produto no idioma local é essencial. Por isso, tome todos os cuidados para que a tradução seja bem-feita, use os termos corretos para descrever todas as características relevantes e seja clara para os consumidores do país em questão. Mantenha as certificações em dia As certificações comprovam a procedência e a qualidade do produto que a sua cooperativa está oferecendo. Elas representam uma forma eficaz de comunicar essas características com solidez e através de diferentes culturas, atuando como um diferencial competitivo. Em diversos países, aliás, determinadas certificações são essenciais para que o produto da sua cooperativa possa ser vendido. É o caso da União Europeia, onde uma lei exige que quem exporta para o bloco econômico prove que seus produtos, como soja, carne bovina e café, não estão ligados ao desmatamento. No fim das contas, as certificações passam credibilidade, fortalecem a reputação da marca e tornam os produtos mais atrativos, sobretudo em mercados internacionais em que as pessoas valorizam a sustentabilidade, a procedência e a qualidade dos bens de consumo. Faça ajuste às regulações locais Nessa seara, ao ingressar em novos mercados, adeque seus produtos e embalagens às regulações e leis locais. Busque entender todas as normas que afetam o seu produto, levante quais são as exigências, padrões de qualidade e padronizações que devem ser respeitadas para que o produto possa ser vendido. Classificações, nomenclaturas e exigências apresentam grandes diferenças de país para país. Na União Europeia, os chocolates precisam ter ao menos 35% de cacau na sua composição. Já no Brasil, a porcentagem mínima é de somente 25%. Ou seja: um produto com 30% de cacau pode ser vendido como chocolate no Brasil, mas não no bloco europeu. Há, ainda, regulamentações sobre como informações nutricionais devem ser dispostas na embalagem e como certos ingredientes da composição precisam ser destacados, dentre outras minúcias. Por isso, sempre acompanhe os órgãos reguladores competentes. Caso vá exportar alimentos para os Estados Unidos, consulte as exigências da Food and Drug Administration (FDA), por exemplo. Mantenha a consistência da marca, mesmo com as adaptações Por fim, vimos que adequar produtos e embalagens para o mercado internacional demanda uma série de ajustes. É, sim, importante fazer adaptações para que o produto seja bem recebido, compreendido e avaliado pelas pessoas no novo mercado. Todavia, isso não quer dizer que as cooperativas devem abrir mão das características essenciais de seu produto, nem desfigurar a marca para tal. Faça questão de que o seu produto continue sendo diferente e próprio da sua cooperativa. Adequar produtos e embalagens, dessa forma, não quer dizer que a cooperativa deve distorcer a sua marca ou descaracterizar o seu produto. A ideia é torná-lo mais interessante para um novo público. Conclusão Adequar produtos e embalagens para exportação é muito importante para que a jornada da sua cooperativa no mercado internacional seja um sucesso. Com esse cuidado, seus produtos ganham um diferencial para a competitividade em um mercado concorrido. Além disso, com uma rede de apoio, as suas chances de ter sucesso na sua estratégia internacional aumentam significativamente. Nesse sentido, o Sistema OCB atua como um grande incentivador das exportações no cooperativismo, oferecendo soluções como o PEIEX Coop. Desenvolvido em parceria com a Apex Brasil, a iniciativa proporciona às cooperativas benefícios como consultoria de comércio exterior e distribuição internacional. Se você tem interesse no potencial dos mercados externos, vale a pena conferir e participar dessa iniciativa que está levando o cooperativismo brasileiro para o comércio mundial. Consulte a OCB de seu estado e fique por dentro!
Como adequar produtos e embalagens para exportação
Notícias representação
24/11/2023

Mercado de seguros é destaque em conferência internacional

O deputado federal Diego Andrade (PSD-MG), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), aceitou o desafio proposto pela superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, e se comprometeu a defender as demandas do cooperativismo na tramitação dos Projetos de Lei Complementar (PLP) 101/2023 e 519/2018 (apensado), que alteram a legislação brasileira para ampliar as possibilidades de operações de seguros por cooperativas. As propostas aguardam votação no Plenário da Câmara dos Deputados, mas o Sistema OCB entende serem necessários ajustes importantes para que as especificidades do modelo de negócios cooperativista sejam efetivamente atendidas. Tania ressaltou a importância do Sistema OCB como entidade de representação do cooperativismo no Brasil e do trabalho que vem sendo desenvolvido para garantir uma maior participação das cooperativas no mercado de seguros. “Precisamos estar atentos e nos preocupar com o formato da legislação que será aprovada pelo Congresso Nacional. Nosso modelo de negócios possui particularidades que precisam ser consideradas. E, para isso, já realizamos várias reuniões com o relator do projeto, deputado Vinicius Carvalho (SP) e contamos com o apoio do deputado Diego Andrade aqui presente para nos ajudar nessa missão”. Diego Andrade assumiu o compromisso durante o painel de encerramento da 28ª Conferência ICMIF Américas, que abordou o tema da regulamentação das cooperativas de seguro no Brasil. “O desafio está aceito. Vou agendar reunião com o deputado Vinicius Carvalho para entender o andamento do relatório e iniciar as conversas para que o texto inclua às demandas do cooperativismo. Essa defesa é fácil porque se trata de uma medida que beneficia a população, aumentando a competitividade do setor e as oportunidades para o cidadão. Então, é um tema cem por cento convergente com o interesse público”, declarou. O parlamentar solicitou o apoio do Sistema OCB para destacar a importância da medida. “Precisamos mobilizar os deputados para mostrar a importância desse projeto e, para isso, vou precisar muito da ajuda do Sistema OCB. Vamos articular para que ele entre em pauta o mais rápido possível, já que o requerimento de urgência já está aprovado. É hora de avançarmos. É uma regulamentação importante e que o governo também já demonstrou interesse em aprovar. Mas precisamos encontrar a dose certa, para que, no final, a participação das cooperativas seja realmente efetiva e segura”, complementou. O painel, mediado por Tania, também contou com a participação do consultor Luiz Assi, que apresentou um panorama da atuação das cooperativas no mercado de seguros brasileiro. Ele explicou que, atualmente, a legislação autoriza essa participação apenas para áreas agrícolas, de saúde e de acidentes de trabalho. “Ainda assim, a empresa precisa ser uma sociedade anônima para oferecer esses serviços”, relatou. Segundo Assi, há um leque de oportunidades para as cooperativas nesse mercado, uma vez há brechas importantes entre as opções oferecidas. “Uma delas e que é significativa, é a baixa concentração de seguros no país, apesar das 130 operadoras em atividade”. De acordo com dados apresentados por Assi, apenas 30% da frota nacional de veículos é segurada. Em outras modalidades, as percentagens são ainda menores: 17% para residências; 10% para áreas cultivadas; 13% para previdência complementar da população economicamente ativa; e 17% para seguro de vida. “Em média, apenas 10% da população tem seguro. Estes dados nos mostram a importância do Projeto de Lei em tramitação. Isso porque o cooperativismo chega em lugares nos quais outras empresas não chegam por não ter acesso ou por falta de interesse”, explicou. Ainda segundo Assi, os Projetos de Lei em tramitação precisam ser ajustados para respeitar as características do movimento, em consonância com a Lei 5.764/71, que regulamenta a atuação das cooperativas no Brasil. “A proposta apresentada restringe, por exemplo, a operacionalização dos seguros por cooperativas apenas para cooperados, o que fere a Lei das Cooperativas, uma vez que ela permite operações com não cooperados. Outros pontos importantes, são a previsão para que as cooperativas possam atuar com resseguros e a retirada da restrição quanto a atuar com capitalização. Além disso, consideramos importante que a medida inclua a previsão de constituição das cooperativas de seguro sobre a forma de centrais, federações ou confederações”, completou. No mundo A participação das cooperativas de seguro no mercado mundial é de 26,2% segundo dados da ICMIF. Na América do Norte, 38,4% dos seguros contratados são operacionalizados por cooperativas, enquanto na Europa são 31,9%. A Holanda (59,4%) e a França (52,6%) são os países com os maiores índices de participação das cooperativas no mercado de seguros. Já na América Latina, a participação é de apenas 10,5%, com liderança da Argentina, que opera 20,24% das negociações. A atuação das cooperativas de seguro na Argentina foi destacada por Julian Garcia, diretor da Adera. Segundo ele, das 191 empresas que operam no mercado do país, 14 são cooperativas. “Cerca de 65% dos seguros contratados são para cobertura de veículos, mas também atuamos nas outras categorias. Defendemos a participação das cooperativas no mercado por diversos motivos, entre eles, a geração de emprego, o fomento ao empreendedorismo, a contribuição para a estabilidade econômica do país, e a justa distribuição de benefícios”, afirmou. O exemplo da França também foi apresentado durante a conferência. Yves Pellicier, presidente da Maif Assurante destacou, em participação por vídeo, a representantividade da cooperativa de seguros criada há 9 anos no país europeu. “Desenvolvemos um modelo de seguro centrado no ser humano. Cada membro é segurador e segurado. Essa singularidade se reflete em todas as nossas ações. Trata-se de um modelo responsável e eficiente que se baseis na lealdade dos nossos segurados e não na vitória a todo custo”. Segundo ele, a Maif conta atualmente com 4,2 milhões de sócios e membros e é a principal seguradora de associações e estabelecimentos públicos da França. Conta ainda com 3,4 milhões de contratos em seguro pessoal; 3,3 milhões de casas seguradas; 3,6 milhões de veículos segurados, o que a torna a sexta maior operadora de contratos para proteção veicular do país. “São mais de 10 mil colaboradores e 21 bilhões de euros em ativos e, em 2022, nosso volume de negócios ultrapassou 4,5 milhões de euros”, complementou. ICMIF: A entidade setorial da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) representa mais de 200 cooperativas e mútuas em 61 países. Em 2021, essas afiliadas registraram receitas de prêmios superiores a R$ 1,41 trilhões e mantiveram R$ 10,4 trilhões em ativos. Os números demonstram a significativa presença das cooperativas, responsáveis por aproximadamente 30% do mercado global de seguros. A 28ª Conferência ICMIF Américas foi realizada pela primeira vez no Brasil. A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, foi a anfitriã do evento que, este ano, teve como tema “Preenchendo as Lacunas de Proteção”. Apoiada também pelo Sistema OCB, a conferência contou com a participação de 200 representantes de 12 países.
Mercado de seguros é destaque em conferência internacional
Notícias representação
30/08/2023

Conselho Consultivo do Ramo Consumo debate expectativas para o setor

O Conselho Consultivo do Ramo Consumo esteve reunido, na quarta-feira (25), para debater o panorama do setor e apresentar sugestões que podem potencializar o segmento. Os participantes debateram sobre as expectativas do ramo, os impactos da Reforma Tributária (PEC 45/19) no cooperativismo e sobre as soluções de negócios. O coordenador de ramos do Sistema OCB, Hugo Andrade, iniciou a reunião apresentando um panorama do ramo que conta com 235 cooperativas, 2,1 milhões de cooperados e gera 14,5 mil empregos diretos. “Das 300 maiores cooperativas do mundo, 59 são do segmento consumo. Ou seja, 20% das maiores coops globais são do comércio atacadista e varejista. Na área de seguros, das mesmas 300, 101 oferecem serviços para o mundo. Isso mostra o potencial e a força que temos. Há no Legislativo 46 proposições de nosso interesse e, atualmente, as articulações são pela aprovação do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo na Reforma Tributária. Porém, também está em nosso radar as matérias que permitem que as cooperativas operem plenamente no mercado de seguros”, explicou Hugo. A assessora jurídica do Sistema OCB, Ana Paula Ramos Andrade, apresentou os principais processos que envolvem as cooperativas nos tribunais superiores e fez um panorama sobre a atuação do movimento na Reforma Tributária (PEC/45). O Sistema OCB é amicus curiae em quatro recursos extraordinários no Supremo Tribunal Federal (STF) e dois especiais no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que versam sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo. Há ações, inclusive, que tiveram início em 2014. Os temas mais recorrentes são sobre a incidência de tributos, como por exemplo para as cooperativas de saúde (177) e de trabalho (323) onde há incidência do PIS/Pasep sobre o ato cooperativo. Sobre a Reforma Tributária, ela fez um histórico da atuação dos Sistema OCB e explicou as mudanças no texto original em benefício do movimento. “O cooperativismo conquistou a inclusão do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, a previsão de regime específico onde o imposto não incidirá sobre as operações realizadas entre coop e cooperado e o regime de aproveitamento do crédito nas etapas anteriores. O regime é optativo para não gerar impacto na nossa competitividade, isonomia e livre concorrência. As alíquotas serão definidas por meio de leis complementares que devem ser aprovadas até 2026”, pontuou Ana Paula. A analista de Relações Governamentais, Bruna Chaves, abordou as estratégias adotadas durante a tramitação da matéria na Câmara e trouxe as perspectivas de articulação no Senado Federal. “Mapeamos os atores mais relevantes e entregamos material técnico elaborado para que eles defendam junto aos outros integrantes do grupo de trabalho da Casa. Contratamos consultoria especializada em direito tributário e continuamos participando de diversas reuniões com deputados, senadores, consultoria legislativa, além de nos articularmos conjuntamente com a Frencoop e com a FPA”. Seguros As articulações do Sistema OCB no âmbito da Câmara dos Deputados para dar celeridade à tramitação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 519/18, que está pronto para análise do Plenário, foi outro tema debatido pelo conselho. A proposta foi incorporada ao Projeto de Lei 3.139/15, que contempla as cooperativas no texto principal. O Sistema OCB vem articulando também junto ao Ministério da Economia e da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para criar entendimento sobre o mercado de seguros operados por coops e sua efetiva regulamentação. No mercado mundial de seguros existem 5,1 mil cooperativas, distribuídas em 77 países com mais de 900 milhões de segurados. Em ativos, os números alcançam quase USD 9 trilhões e representam 27% do mercado, gerando mais de 1 milhão de empregos, segundo dados da Federação Internacional de Cooperativas e Seguros Mútuos. De acordo com Hugo Andrade, o Brasil poderá ser protagonista também no acesso a estes produtos e serviços com preços acessíveis e competitivos, por meio das cooperativas. O analista técnico, Tiago Barros, trouxe para a discussão a linha do tempo de atuação do Sistema OCB, onde as tratativas iniciaram em 2012 com o Projeto de Lei 4.844/12, em que a OCB atuou para permitir que as cooperativas de transporte pudessem se organizar, quando necessário, para criação de fundo próprio. “Em 2017, participamos de um grupo de trabalho com a Susep e tratamos deste e de outros produtos similares aos seguros de vida e acidentes pessoais, uma vez que, hoje, as cooperativas só estão autorizadas a operarem seguros agrícolas, de saúde e de acidentes de trabalho. Há articulação também com o Ministério da Fazenda, com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), com a Federação Internacional de Cooperativas e Seguros Mútuos (ICMIF) e junto ao Parlamento para viabilizar a atuação das cooperativas neste mercado”, pontuou. Novas estratégias A analista técnica, Priscila Coelho, destacou a importância da intercooperação para alavancar os negócios do segmento. “Precisamos pensar de forma sistêmica e ampla para aumentar a oferta de produtos e serviços como delivery e autoatendimento. Para isso, precisamos de estratégias para novos negócios. Precisamos utilizar mais os dados, que integram parte da inteligência de mercado de uma cooperativa, eles são o novo petróleo. A comunicação e nossa imagem são outros fatores que precisam de mais atenção”, recomendou. Para o diretor  Remy Gorga Neto, as cooperativas de consumo precisam estreitar o relacionamento entre elas para ter mais parcerias e intercooperação orientada. “Isso é fundamental para explorarmos oportunidades. O turismo, por exemplo, é um desafio muito grande e precisa começar a ser trabalhado dentro das organizações estaduais”, sugeriu. A gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, Débora Ingrisano, apresentou o Programa de Negócios para as cooperativas e os cursos ofertados pelo Sescoop disponíveis nas plataformas CapacitaCoop e InovaCoop. Ela também reforçou a importância das coops participarem do Programa de Governança e Gestão da Cooperativas (PDGC) e salientou que a atuação no mercado deve ser competitiva. “Precisamos intercooperar e estamos utilizando três termos para patamares diferentes de maturação: cooperativas que precisamos viabilizar, cooperativas que precisamos desenvolver e cooperativas que podemos potencializar”. BRC 1 Tri O grupo também debateu como pode aumentar as contribuições do ramo para o alcance da meta BRC 1 Tri de Prosperidade, que objetiva, até 2027, movimentar financeiramente R$ 1 trilhão e congregar 30 milhões de cooperados. Tiago Barros relatou experiências do Ramo Transporte que tem apresentado resultados positivos. “Fizemos uma reflexão estratégica sobre os ramos e como as cooperativas deveriam se posicionar. Consultamos todos os atores envolvidos, estreitamos laços com a agência reguladora (ANTT) e realizamos seminários para debater de que forma estamos nos preparando para este e para os novos mercados, como é a questão do e-commerce”, descreveu.
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Notícias negócios
26/06/2023

Marketplace ou loja própria: qual a melhor opção para vender online?

Vender online é uma atividade cada vez mais imprescindível para a competitividade dos negócios. O comércio eletrônico, afinal, caiu no gosto das pessoas e das organizações. No Brasil, em especial, o e-commerce está passando por um período de crescimento sem precedentes. É, portanto, uma das principais tendências de vendas. Dados levantados pela consultoria NielsenIQ Ebit, por exemplo, mostram que, o faturamento do comércio eletrônico brasileiro chegou à marca de 262,7 bilhões de reais em 2022. A pandemia de Covid-19 e a necessidade de isolamento social deram um empurrão no e-commerce, mas a modalidade seguiu crescendo mesmo com a reabertura. Se, por um lado, as novas gerações já estavam habituadas ao e-commerce, outras pessoas que não tinham esse costume precisaram se adaptar às novas tecnologias para consumir. Ao todo, 109 milhões de brasileiros recorreram aos serviços de e-commerce no decorrer de 2022. Esse número é 24% maior em relação ao ano anterior. As pessoas querem comprar pela internet e, portanto, os negócios precisam vender online. Esses novos hábitos proporcionam novas oportunidades para a competitividade das cooperativas nos ambientes digitais. Contudo, quando uma cooperativa elabora sua estratégia para vender online, uma pergunta surge com bastante frequência: desenvolver uma plataforma própria ou ingressar em um marketplace? Não existe uma resposta certa: cada caso tem uma solução diferente. Por isso, neste artigo vamos explicar as diferenças dessas opções e contar exemplos práticos para que a sua cooperativa faça a melhor escolha para sua realidade. Marketplace ou plataforma própria: qual forma escolher para vender online? O comércio eletrônico diz respeito a todas as formas diferentes de vender online. Em um mundo altamente conectado, as possibilidades e plataformas de e-commerce se multiplicam, com soluções adequadas para cada contexto. De forma geral, há duas possibilidades para vender online: ingressar em um marketplace ou desenvolver uma plataforma própria. Cada uma dessas opções tem suas características específicas, vantagens e desvantagens que devem ser levadas em consideração na hora de escolher o melhor para sua cooperativa. Os marketplaces são sites, redes sociais ou aplicativos que disponibilizam espaço para que outros negócios vendam por meio da plataforma. Com frequência, grandes varejistas disponibilizam serviços de marketplace. É o caso, por exemplo, da Amazon. Também é comum que redes sociais tenham seus próprios marketplaces, como faz o Facebook. Por fim, há uma tendência de plataformas de serviços financeiros que estão construindo seus marketplaces. O Sicredi é um exemplo dessa movimentação, com seu Shopping Sicredi. Essa modalidade de comércio eletrônico funciona como um tipo de shopping center digital que conecta compradores e vendedores. Assim, o marketplace proporciona estrutura digital para os vendedores que, em troca, pagam uma comissão sobre as vendas online. Tal modelo, é claro, apresenta pontos positivos e negativos para as cooperativas que querem vender online. Vantagens e desvantagens de vender online em marketplace A principal vantagem de aderir a um marketplace é a facilidade e a praticidade, uma vez que não existe a necessidade de desenvolver uma plataforma. As próprias plataformas cuidam da gestão e manutenção da estrutura necessária para o funcionamento do marketplace. Até mesmo os meios de pagamento são intermediados por elas. Com isso, o custo de adesão é muito pequeno. Só que há uma contrapartida: em todas as vendas, uma fatia do valor fica com o marketplace. Ou seja, a barreira de ingresso é muito pequena, mas os custos vão sendo cobrados a cada venda que a cooperativa consegue realizar. Um outro benefício dos marketplaces é a visibilidade. Ter os produtos da sua cooperativa disponíveis em plataformas que já contam, organicamente, com muitos acessos ajuda a apresentá-los para novos públicos. Pessoas que não conhecem sua marca ou não procuram especificamente por ela podem encontrá-la no marketplace e comprá-la. Esse fator, contudo, também tem os seus poréns. O espaço de um marketplace é disputado por diversas outras marcas concorrentes que também estão na jornada para vender online. Dessa forma, os consumidores podem comparar preços e avaliações com facilidade e rapidez. Assim, o sucesso dentro dos marketplaces demanda a oferta de um produto competitivo. Vantagens e desvantagens de vender online em loja própria Manter uma loja própria, por outro lado, exige um investimento bem maior em infraestrutura e tecnologia para o desenvolvimento e a manutenção das plataformas, sites e aplicativos. Além disso, é necessário investir na segurança digital e em técnicas de experiência do cliente para melhorar as conversões. Não há, porém, o pagamento das comissões de um marketplace. Para quem vende em grandes quantidades, a loja própria pode valer a pena em termos financeiros, uma vez que os custos se diluem mais a cada venda. Essa modalidade requer, contudo, uma estrutura mais complexa, com suporte adequado e cuidados de profissionais de tecnologia. Manter uma loja própria para vender online apresenta, ainda, um desafio importante: ser encontrado. As pessoas acessam os grandes marketplaces de forma orgânica, mas é mais difícil ser encontrado em sua loja online própria. Essa modalidade é muito boa para vender para clientes já fidelizados e que conhecem a marca e a loja. Nesse caso, iniciativas de marketing digital, como uso de técnicas de SEO e tráfego pago podem ser grandes aliados. A personalização é um grande diferencial das lojas próprias. Em um comércio eletrônico próprio, a cooperativa tem controle sobre tudo: layout, identidade de marca, produtos em destaque, métodos de pagamento e tudo mais. Além disso, a cooperativa não fica sujeita às mudanças que podem acontecer em um marketplace, como aumento das taxas ou até mesmo o encerramento do serviço. Tipos de e-commerce: qual o seu jeito de vender online? Outro fator que deve ser levado em conta é o tipo de e-commerce que a cooperativa pratica. Há, afinal, lógicas distintas na jornada de compra e venda online. Tais fatores têm a ver, sobretudo, com os perfis de quem compra e de quem vende. Assim sendo, o InovaCoop faz a distinção com os seguintes tipos de e-commerce para quem quer vender online: B2B (Business to Business): ocorre quando a cooperativa vende para outros negócios - ou seja, outras pessoas jurídicas, como cooperativas, empresas mercantis, varejistas e afins. Geralmente, esse modelo possui transações maiores, o que exige um sistema mais robusto para processar os pagamentos. B2C (Business to Consumer): modelo adotado pelas cooperativas que vendem para o consumidor final. Representa a grande maioria dos e-commerces e marketplaces. C2B (Consumer to Business): é uma inversão do modelo de negócio tradicional, onde o consumidor coloca seu serviço à disposição de empresas. Plataformas de trabalho freelancer são baseadas nesse tipo de relação comercial. C2C (Consumer to Consumer): serviços que permitem a venda direta entre os consumidores. Brechós online e revenda de produtos usados se enquadram nessa categoria. S-commerce (comércio social): são as redes sociais que já possuem seu próprio espaço para loja virtual ou ferramentas para transações comerciais. Marketplace ou loja própria: como escolher a melhor forma de vender online? Não há uma única resposta certa para essa questão. Cada modelo vai ser mais adequado para os objetivos, o escopo e a capacidade de investimento de cada cooperativa, assim como o público-alvo. Acima, vimos uma série de vantagens e desvantagens de cada um desses modelos. Com isso, esses fatores precisam ser avaliados para que sua cooperativa encontre a solução que melhor atende suas necessidades. Estar no e-commerce de uma grande rede atacadista não faz sentido para uma cooperativa agro que vende majoritariamente no atacado para clientes específicos. Por outro lado, coops que têm o consumidor final como público-alvo encontram grandes oportunidades em marketplaces. É possível, inclusive, praticar ambos os modelos. Por exemplo: sua cooperativa já conta com um público fidelizado que compra na plataforma própria, mas segue em busca de ampliar as vendas no varejo. Nesse caso, estar em um marketplace pode ser benéfico para encontrar novos clientes e aumentar o volume de vendas e fortalecer o reconhecimento de marca. Exemplos de cooperativas e suas estratégias de e-commerce O cooperativismo está atento às tendências de consumo. Dessa forma, diversas cooperativas apresentam cases de sucesso em suas jornadas para vender online. Reunimos, então, alguns exemplos, confira! NaterCoop lidera vendas na Amazon Aqui, no ConexãoCoop, contamos como a cooperativa capixaba Nater Coop se tornou líder de vendas na Amazon com sua linha de cafés especiais, o Pronova Coffee Stories. Os produtos da cooperativa estão na plataforma desde 2019, mas o grande impulso veio com a pandemia e crescimento do e-commerce. Uma das razões para o sucesso das vendas é a assinatura da Amazon, que proporciona frete grátis aos clientes. Com isso, a cooperativa consegue vender mais barato na plataforma do que em sua loja própria. Ademais, os cafés da cooperativa têm o custo-benefício como diferencial e, assim, se destacam perante as concorrentes que também estão disponíveis na Amazon. Até o primeiro trimestre de 2022, mais de 10 mil pacotes dos cafés produzidos pela Nater Coop foram vendidos por meio da Amazon. Supercampo, um marketplace intercooperativo Um marketplace pode surgir da intercooperação. É isso que mostra a história da Supercampo, uma plataforma que reúne milhares de produtos voltados ao segmento do agronegócio. A iniciativa é mantida pelas cooperativas paranaenses Agrária, Capal, Castrolanda, Coopertradição, Copacol, Frísia, Integrada e Lar, as catarinenses Cooperalfa e Copercampos, a gaúcha Cotrijal e a paulista Coplacana. O InovaCoop contou a trajetória da Supercampo no Radar da Inovação. A Supercampo surgiu a fim de atender à demanda de digitalização das coops e, também, para proporcionar aos cooperados mais segurança, rapidez e praticidade na oferta de produtos e serviços para os produtores. Além disso, a iniciativa passou a agregar novas soluções, como produtos financeiros, por meio de parcerias. Cooxupé tem plataforma própria para B2B O Radar da Inovação também narrou o lançamento de uma plataforma inovadora de e-commerce B2B da Cooxupé, a Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé. O sucesso da cooperativa resulta na ampliação de sua participação no mercado de cafés especiais e certificados de alta qualidade. Assim, visando melhorar o relacionamento com os grandes clientes e modernizar a operação comercial, a cooperativa lançou uma loja própria para vender online aos clientes PJ, como varejistas e cafeterias. A novidade permite que esses clientes de todo o Brasil possam comprar direto pelo site, o que coloca a Torrefação Cooxupé na vanguarda entre as indústrias do setor. O portal de vendas B2B da Torrefação Cooxupé passou a funcionar no final de 2022. Hugo Furlan Júnior, supervisor de marketing da Torrefação Cooxupé, explica que, com a nova tecnologia, a cooperativa pode proporcionar uma experiência multicanal. “A plataforma possibilita uma visão única do cliente, ganhos numa gestão comercial centralizada e uma experiência multicanal aos clientes e parceiros”, disse ao InovaCoop. Vinícola Aurora tem e-commerce com descontos e edições especiais A cooperativa Vinícola Aurora aposta em uma loja própria para expandir sua capilaridade no mercado. Para isso, o e-commerce oferece a venda de rótulos especiais, novidades exclusivas e descontos. Hermínio Ficagna, diretor superintendente da Vinícola Aurora, explicou a importância da loja para vender online: “O site é uma vitrine para os nossos produtos e uma grande oportunidade de nos mantermos conectados com os milhares de turistas que visitam a Aurora no Sul do Brasil. É um passo importante e também reforça o nosso posicionamento quanto cooperativa, de aumentar a cultura do vinho no país, levando conhecimento sobre o setor em todo território nacional”. A pandemia, ele explica, alterou os hábitos de consumo dos brasileiros e acelerou o mercado vinícola, sobretudo em relação aos rótulos mais requintados. Dessa forma, uma loja online complementa as vendas no varejo tradicional e atende a um novo nicho de mercado. E-commerce na transformação digital da Veiling Holambra Por fim, mais uma história que contamos aqui, no ConexãoCoop. A Cooperativa Veiling Holambra, líder no setor de flores e plantas ornamentais, passou por um profundo processo de transformação digital e cultural. A coop diagnosticou, assim, a necessidade de estruturar melhor sua estratégia de e-commerce, conta Adriana Delafina, responsável por liderar a renovação do planejamento estratégico: “O mundo estava comprando de forma online, e a gente estava precisando investir nisso”. Essa modalidade, contudo, exige investimentos em tecnologia e logística. Foi a partir dessa percepção, que a plataforma digital Veiling Online evoluiu para um marketplace repleto de funcionalidades. A pandemia de Covid-19 validou a transformação da cooperativa. Nos primeiros meses de isolamento, as vendas caíram, mas os impactos negativos logo foram revertidos. Por exemplo: devido à impossibilidade da presença física dos clientes nas tribunas, a plataforma Veiling Online passou a ser cada vez mais utilizada. Conclusão Como vimos nos exemplos, não existe uma única maneira ou objetivo para vender online. Só para ficar no café: vender na Amazon faz todo o sentido para a Nater Coop com sua linha de cafés especiais, mas a Cooxupé, por outro lado, foca no B2B e precisa de mais controle sobre sua loja digital. O Sistema OCB também está por dentro dessas tendências e atua para levar as cooperativas ao protagonismo do e-commerce. O NegóciosCoop é um ambiente virtual exclusivo para a divulgação de produtos e serviços com o legítimo DNA cooperativista, promovendo a intercooperação e a integração das coops na economia digital. Por fim, para auxiliar as cooperativas em suas jornadas no comércio eletrônico, o InovaCoop produziu um guia prático ensinando como vender online. Nele, você vai aprender como criar uma loja na internet, negociar pelas redes sociais e fazer um planejamento para vender online; confira!
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Notícias representação
04/05/2023

Ato tributário é principal destaque da Agenda Institucional do Cooperativismo

O Sistema OCB divulgou ontem (18), a Agenda Institucional do Cooperativismo, documento que apresenta as políticas públicas, projetos de leis e decisões judiciais mais relevantes para impulsionar o desenvolvimento do movimento no país. O evento contou com a participação de autoridades como o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin; o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira; o diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza e o presidente da Embrapa, Celso Moretti. A diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), também tomou posse durante o evento. O colegiado já reúne mais de 300 parlamentares entre deputados e senadores. Em seu discurso, o presidente Márcio Lopes de Freitas trouxe uma reflexão global sobre as características do cooperativismo que fazem dele uma alternativa que alia ganho econômico, desenvolvimento social e prosperidade para todos. “Onde tem a presença do cooperativismo as polarizações e insatisfações estão sendo mitigadas. Os países que melhor resistem as dificuldades são os que têm o modelo de negócios bem implantado. No Brasil também temos avançado porque organizamos e geramos a mercadoria mais escassa da modernidade que é a confiança. Reunimos pessoas que acreditam na mesma ideia”, declarou. E salientou a importância da agenda institucional para que o movimento alcance suas metas, principalmente a estabelecida para 2027 que prevê o aumento da movimentação financeira para R$ 1 trilhão e do número de cooperados para 30 milhões. “Para atingirmos nossa meta precisamos de um ambiente político e regulatório favorável. Por isso, nosso marco zero entre as prioridades é a inclusão do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo no escopo do texto da Reforma Tributária em discussão no Congresso”, relatou. Ele também agradeceu aos parlamentares da Frencoop pelo apoio contínuo ao movimento e aos representantes do governo federal pela abertura ao diálogo que o Sistema OCB tem encontrado nas tratativas com ministros, secretários e outros dirigentes. Para o vice-presidente Geraldo Ackmin, a meta de R$ 1 trilhão será atingida e superada. “Tenho certeza que o cooperativismo vai ultrapassar a sua ambiciosa meta em geração de emprego e faturamento do cooperativismo. Quem ganha é o povo brasileiro. Notei a preocupação para que não haja bitributação em relação ao ato cooperativo. Me somo a essa frente do desenvolvimento através do cooperativismo para trabalharmos juntos. O cooperativismo é uma alternativa importante para o ganho de escala e agregação de valor a produtos e serviços e, por isso, precisa ser incentivada”, destacou.  Já o ministro Paulo Teixeira destacou a importância das cooperativas na agricultura familiar. E declarou que o governo está atuando para o fortalecimento do movimento com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com a destinação de R$ 500 mil para compra e doação destes alimentos para pessoas em situação de insegurança alimentar; e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que recebeu aporte de R$ 1,5 milhão para corrigir em 37% o valor para alimentação de crianças e adolescentes. “Muitas cooperativas participam destes programas e quero destacar o papel delas também na difusão de tecnologias e agregação de valores e modernização da agricultura brasileira”. O ministro acrescentou que as cooperativas são essenciais para a modernizar a agricultura com equipamentos e ferramentas tecnológicas. “Para manter nossa juventude no campo, precisamos ampliar a conectividade e avançar na implementação da energia solar. Tenho certeza que as cooperativas têm muito a contribuir nessas áreas, pois esta é a forma mais elevada de difundir essa cultura”, concluiu. Paulo Souza, por sua vez, evidenciou a expressiva contribuição do cooperativismo de crédito. “O cooperativismo integra a agenda estratégica do Banco Central em sua dimensão e inclusão financeira, mas também contribui fortemente para outras dimensões presentes na nossa vida como a competitividade, a educação e a sustentabilidade. Nos últimos quatro anos o ativo total do sistema cooperativo saltou de R$ 250 bilhões para R$ 600 bilhões, um crescimento de 140%. Neste mesmo período, os ativos do sistema financeiro aumentaram cerca de 57%. O cooperativismo tem um percentual de inadimplência bem abaixo da média do mercado e tem relevância crescente na oferta de créditos para as empresas de menor porte”, avaliou. O diretor salientou outros números estimulantes do cooperativismo que beneficia, por consequência, o sistema financeiro com o um todo. “A carteira de crédito das cooperativas encerrou dezembro de 2022 com a marca de R$ 370 milhões, crescendo 22%. A título de comparação, o restante do sistema financeiro foi inferior a 14%. O cooperativismo de crédito representa 21% dos créditos concedidos a micro e pequenas empresas. Atualmente as cooperativas estão presentes em 55% dos municípios e em 331 desses são as únicas instituições financeiras da região. O número de cooperados alcançou 15,6 milhões de pessoas, em 2022. Um crescimento de 43%, em apenas três anos”. O evento contou ainda com a participação do secretário de Inclusão Socioeconômica do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Gilberto Carvalho; do secretário executivo do MDIC, Márcio Rosa; e do secretário de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do MDA, Milton Fornazieri. Demandas Além da inclusão do adequado tratamento tributário ao Ato Cooperativo no texto da Reforma Tributária (PEC 45/19), a Agenda Institucional prioriza, entre outros temas, a regulamentação da Lei Complementar 196/22, que atualizou o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC); a aprovação da proposta que amplia a participação das cooperativas no mercado de seguros (PL 519/18); maior segurança jurídica para as cooperativas participarem de processos de licitação; melhores condições no acesso ao crédito rural a produtores rurais e cooperativas; e valorização das cooperativas na política de conectividade no campo (PL 1.303/22).
Ato tributário é principal destaque da Agenda Institucional do Cooperativismo
Notícias negócios
28/09/2022

Disponível e-book sobre competitividade como tornar sua cooperativa mais competitiva

Já pensou em tornar sua cooperativa mais competitiva? A competitividade refere-se à capacidade de a cooperativa se manter na disputa com sua concorrência e relevante no mercado. No mundo de competição dos negócios, um desafio constante é conseguir manter e melhorar a competitividade. Para ajudá-lo a entender melhor sobre o tema, lançamos hoje o e-book “Competitividade: como tornar sua cooperativa mais competitiva”. Com o e-book você entenderá mais sobre os fatores que melhoram a competitividade das cooperativas, tais como: plano estratégico, gestão de dados, networking e intercooperação, certificações, consumo e inovação. Fique por dentro de tudo que rolou na trilha de inteligência de mercado durante a Semana de Competitividade, acesse aqui. O caminho rumo à competitividade é longo. Uma cooperativa competitiva deve ter uma cultura que estimule o aprimoramento de seus procedimentos, métodos, ferramentas e capacitação humana. Esse é um desenvolvimento que se dá de dentro para fora. Quando as coops ficam mais competitivas, o cooperativismo como um todo também fica mais consistente. Isso cultiva um ecossistema que prioriza a solidariedade e o desenvolvimento sustentável. O e-book “Competitividade: como tornar sua cooperativa mais competitiva” está disponível aqui.
Disponível e-book sobre competitividade como tornar sua cooperativa mais competitiva
Notícias representação
23/09/2022

Ramo Consumo define plano de trabalho para o próximo ano

O Conselho Consultivo do Ramo Consumo realizou reunião, no dia 19, para debater, entre outros assuntos, o plano de trabalho para 2022/2023. A superintendente, Tânia Zanella, fez a abertura do evento e destacou a atuação do Sistema na inclusão do ato cooperativo no escopo do texto da Reforma Tributária e sobre o status atual das cooperativas no mercado de seguros. Falou também sobre o programa de educação política e o que está sendo trabalhado pelas unidades estaduais, neste período eleitoral. A gerente de Relações Institucionais (Gerim), Clara Maffia, aprofundou o tema político explicando sobre os cinco eixos do Programa de Educação Política: Propostas para um Brasil mais Cooperativos; o manual de Boas Práticas durante o processo eleitoral; a Comunicação e Mobilização Digital; a Prestação de Contas dos Parlamentares; e o Engajamento, Participação e Representação. "Apresentamos os números do cooperativismo e as nossas propostas para os quatro presidenciáveis mais bem avaliados nas pesquisas. Elaboramos um manual sobre o que pode, ou não, durante esse período eleitoral para estimular as cooperativas a replicarem as boas ações de parlamentares que defendem o nosso movimento. Na parte de comunicação, queremos reforçar os nomes que atuam pelo cooperativismo. Temos também a análise do perfil sobre as ações de cada um nos últimos quatro anos. Na parte de engajamento, ofertamos para as unidades estaduais a Oficina de Multiplicadores, que originou um curso sobre formação política na nossa plataforma CapacitaCoop. Então, este é um momento muito importante e precisamos levantar a bandeira do coop, fortalecer nossa representatividade e nos engajarmos como agentes de transformação”, disse Clara. Ramo Consumo O coordenador de Ramos do Sistema OCB, Hugo Andrade, apresentou os números do consumo e as ferramentas disponibilizadas pelo Sistema OCB para ampliação do setor. O segmento conta com 247 cooperativas, 2.053.622 cooperados e quase 15 mil empregados, que congregam os serviços turísticos, serviços veiculares, vestuário e beleza, produtos e equipamentos, farmácias e postos de combustíveis, supermercados, produtos alimentícios e serviços educacionais. “Vamos manter e participar das discussões sobre o ato cooperativo, buscar engajamento das cooperativas do ramo consumo com estratégias de comunicação, além de trabalharmos juntos aos Três Poderes para autorizar as coops a atuarem de forma ampla no setor de seguros. Pretendemos, ainda, desenvolver projetos e ações para fortalecer o segmento turístico e educacional, bem como elaborar estudos e pareceres sobre as cooperativas que compõem o ramo consumo”, evidenciou Hugo. Foram apresentadas também as ferramentas do Sistema OCB, como InovaCoop, NegóciosCoop, CapacitaCoop para que as cooperativas fiquem por dentro das inovações, possibilidades de mercado (por meio de intercooperação) e capacitações. Há também no Conselho, projetos voltados para cooperativas de profissionais de turismo, de usuários e de turismo rural. Mercado de Seguros Segundo o Decreto-Lei 73/66, as cooperativas só podem atuar em operações de seguros de saúde, agrícola ou acidentes de trabalho. Tramita na Câmara, com apoio da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 519/18 que, em seu substitutivo, incluiu as cooperativas no rol de prestadores destes serviços. “No mundo, as coops de seguros ocupam o mesmo espaço que as coops de crédito. Temos um parecer técnico e bom diálogo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) para que reconheçam a diferença do nosso modelo de negócios. É uma estrada longa, mas é importante estarmos atentos, pois esse projeto abrirá espaços para um setor com grande potencial”, atentou a gerente Clara Maffia, que teve suas palavras endossadas pelos dirigentes. Segmento turístico Os próximos passos, segundo Hugo Andrade, é elaborar a cartilha sobre o potencial turístico e como o coop pode aproveitá-lo; realizar um workshop interno de alinhamento; e uma rodada de negócios para buscar a intercooperação. “Pretendemos ainda fazer uma aproximação institucional com o Ministério do Turismo, em acordo de cooperação, e com as secretarias estaduais de turismo. Caso seja necessário, criaremos uma câmara temática, aqui na OCB, para tratarmos de turismo e produção artesanal”, pontuou. O coordenador do conselho consultivo do Ramo, Márcio Valle, declarou que o segmento precisa de um modelo equilibrado como forma de obter êxito no trabalho já desempenhado. Ele citou iniciativas internacionais, em especial, para o turismo. “Devemos identificar nossas potencialidades e reforçar as peculiaridades. Tudo isso em um movimento de intercooperação com os outros ramos como é feito em outros países”, disse. Coops Educacionais A analista da Gerência de Relações Institucionais, Carla Bernardes de Souza, explanou sobre o que tem sido desenvolvido, pelo Sistema OCB, para o segmento educacional e tirou dúvidas dos participantes. Além de peças de comunicação para estimular a matrícula e destacar o coop na escola, ela falou sobre a campanha SomosCoop, como forma de reforçar a marca e o movimento. “O Cooperjovem, que atua dentro da escola para ensinar princípios e valores do cooperativismo, será tema de evento no próximo ano. Queremos também fazer o censo das coops educacionais extraindo os dados brutos do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira]. Do ponto de vista jurídico, o Sistema OCB já publicou a cartilha sobre aplicação de recurso do Fates [Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social], vamos elaborar outra voltada para o que as coops estão fazendo com estes recursos. Há ainda um projeto para formação de redes para reduzir custos com compras conjuntas (benchmark). E, sobre o sistema de ensino cooperativo, o Sescoop vai nos auxiliar no processo de construção de conteúdos que serão repassados pelas coops”, finalizou Carla. Outras tratativa A revisão do Regimento Interno do Ramo Consumo (Resolução 66/21) também foi colocada em debate juntamente com a possibilidade de três câmaras temáticas: de pais de alunos; cooperativas ofertantes de produtos; de consumidores de serviços turísticos. A analista jurídica do Sistema OCB, Márcia Gonçalves, também esclareceu dúvidas sobre o bojo sindical e os procedimentos adotados junto aos Tribunais e Ministério do Trabalho. Ela recomendou aos dirigentes, que acionem o setor jurídico para auxílio na elaboração de recursos.
Ramo Consumo define plano de trabalho para o próximo ano
Notícias negócios
10/08/2022

Tendências de consumo: sua cooperativa está atenta às mudanças de comportamento dos clientes?

A transformação digital acelerada causa impactos duradouros nos comportamentos. As gerações mais novas, classificadas como nativas digitais, já nasceram e cresceram lidando com a tecnologia. Dessa forma, com a difusão da conectividade, os hábitos e tendências de consumo estão mudando - e é essencial ficar de olho! A tecnologia sozinha, contudo, não é o único fator que afeta as lógicas de consumo. A pandemia acelerou a migração para o e-commerce, por exemplo. Além disso, há uma mudança de cultura das pessoas, que estão ficando mais preocupadas com o meio ambiente e questões sociais, privilegiando o consumo sustentável e ético. No âmbito dos negócios, as cooperativas devem estar atentas a essas mudanças para que possam desenvolver estratégias adequadas às novas realidades. Diante do aumento na competitividade em muitos setores, a demora na adaptação custa caro. Por isso, é importante analisar os mercados e antecipar as tendências de consumo. Neste artigo, entenderemos o impacto da tecnologia nos hábitos, veremos tendências de consumo e comportamento, o perfil dos consumidores do futuro e as ferramentas para sua cooperativa atualizar os negócios. Boa leitura! Catalisadores da transformação: tecnologia e conectividade Em um mundo tão amplamente conectado, é impossível dissociar tecnologia e comportamento de consumo. Graças às redes sociais, as marcas conseguem chegar muito mais facilmente às pessoas específicas que compõem seu público alvo. O marketing digital é mais direcionado, mas, por outro lado, a concorrência também é maior - e o desafio é se destacar. Empoderadas, as pessoas têm acesso a uma infinidade de informações na palma da mão. Assim, conseguem pesquisar e ficar por dentro de todos os aspectos, positivos e negativos, de um produto ou serviço. Os seguintes fatores ajudam a explicar o que está mudando: Hiperconexão: as pessoas passam cada vez mais tempo conectadas. A internet é, agora, parte central da vida e do dia a dia. Um levantamento da NordVPN projeta que as pessoas passam 54% do tempo online. Levando em conta a expectativa de vida média, isso equivale a 41 anos passados na internet. Multicanalidade: os consumidores estão aderindo a diversos produtos conectados. Se antes era necessário utilizar um computador, agora tem de tudo: celular, televisão, relógios, tablets, dentre outros. Muitas vezes, uma mesma jornada de compra é feita por meio de mais de um desses aparelhos. Aumento das expectativas: no comércio eletrônico, os consumidores têm acesso a mais possibilidades, acirrando a competição entre quem quer vender. Com isso, além do preço, eles procuram as melhores experiências de compra e pesquisam pelos produtos e serviços de maior qualidade. O mundo pós-Covid Mais do que criar tendências em si, a pandemia acelerou movimentos que já estavam em curso. O e-commerce, por exemplo, já vinha em uma curva ascendente, mas foi ainda mais importante durante o período de isolamento social. Segundo a consultoria PwC, o comércio digital, que em 2019 respondia por 13,9% das vendas do varejo, vai representar uma fatia de 22,4% em 2023. Além de mais gente estar comprando nos canais digitais, a variedade de oferta aumentou. Mantimentos e roupas, por exemplo, se tornaram mais comuns nessa modalidade. A pandemia também tirou muita gente do escritório e, apesar da reabertura, ainda tem uma parcela grande da força de trabalho que prefere ficar em casa. Nota-se, também, uma preocupação crescente com a saúde mental e o bem-estar. Mudança de hábitos: 6 tendências para o futuro do consumo Comportamento e tendências de consumo são assuntos que ocupam a cabeça de muitas lideranças do mundo dos negócios. Entender e antecipar os movimentos do mercado não é um desafio fácil. Por isso, nomes importantes estão tentando entender a cabeça das novas gerações de consumidores e os caminhos que o relacionamento com os clientes deve tomar. Para ajudar as cooperativas a enxergar essas tendências, o ConexãoCoop reuniu uma série de estudos sobre comportamento e futuro do consumo. Essa lista foi construída com base em estudos da PwC, Euromonitor, Ilegra, Deloitte, Salesforce e W Futurismo. Confira: 1. E-commerce e recommerce Mesmo com a queda nas restrições, o crescimento do e-commerce não dá sinais de que vai desacelerar. Com isso, grandes nomes devem investir cada vez mais na modalidade, implementando inovações e otimizando a segurança. Públicos que não estavam habituados a fazer compras online, como os idosos, tiveram de aderir aos serviços digitais, e eles representam uma boa oportunidade de mercado. Outra movimentação notável é a busca por otimizar a logística, de forma a realizar entregas de produtos adquiridos pela internet mais rapidamente. O recommerce é mais um derivado da potencialização do consumo online. Trata-se da revenda de produtos de segunda mão pela internet, de forma que produtos usados ou reformados voltem ao ciclo de consumo com custos menores e impacto ambiental reduzido. 2. Mudanças nas fronteiras A globalização expande a possibilidade de negócios. Mais do que nunca, é possível operar e explorar novos mercados. Ao mesmo tempo em que o comércio digital opera como uma prateleira global, as marcas podem identificar oportunidades de ingressar em mercados com alto potencial. Nesse cenário, a exportação é uma ótima oportunidade para o crescimento dos negócios das cooperativas. E o ConexãoCoop está de olho nisso. Já explicamos a importância das feiras e missões internacionais, vimos a possibilidade de participar de rodadas de negócios mundo afora e mostramos como as certificações são essenciais para as exportações. 3. Em busca de propósito Não basta mais apenas oferecer bons produtos - consumidores querem que as marcas ecoem seus valores e princípios. Mundo e mercado buscam descobrir e comunicar seus propósitos, com foco na dedicação às questões humanas. Os consumidores preferem marcas que colocam as pessoas antes do lucro. A Ilegra chama esse movimento de “Propósito 2.0”. O Purpose Premium Index Brasil 2021, realizado pela agência de comunicação InPress Porter Novelli, descobriu que cerca de 90% dos consumidores brasileiros confiam mais em marcas com propósito. E isso se reflete também na prática. Ao todo, 88% das pessoas preferem comprar produtos de marcas que defendam causas valiosas. 4. Consumo consciente: a agenda ESG A agenda ESG tem três pilares: meio ambiente, responsabilidade ambiental e governança. A preocupação com esses fatores leva ao constante aumento das práticas sustentáveis. Esse fenômeno passa ativamente pela pressão dos consumidores. Boa parte das pessoas aceita até mesmo pagar mais caro por produtos com produção ética e sustentável. O propósito de um produto não se restringe mais ao atendimento das necessidades imediatas e desejos dos usuários. O público está cada vez mais atento ao desperdício de recursos naturais não-renováveis, impactos nas emissões de gases poluentes e condições de trabalho dos empregados. Cria-se um sentimento de “ansiedade ética”. Essa característica ganha força quando analisamos o perfil dos millennials e da Geração Z levantado pela Deloitte. Cerca de 90% dos entrevistados afirmam que estão fazendo esforços para reduzir o impacto ambiental. E isso passa pelas decisões tomadas na hora de consumir. “Os consumidores tinham o costume de exigir qualidade - o que continua sendo importante -, mas agora também estão procurando por fatores como consciência ambiental, diversidade e inclusão. Esses são os elementos de uma marca atua”, argumentou Samrat Sharma, CMO da PwC dos Estados Unidos. Para saber mais sobre ESG e sua relação com o cooperativismo, confira este texto publicado pelo InovaCoop, que apresenta exemplos e boas práticas de implantação. 5. Vida saudável e cuidados pessoais A saúde mental está no foco das preocupações das novas gerações. O bem-estar psicológico é tão importante quanto a saúde física, e implica mudanças no estilo de vida. Fatores como nutrição, beleza, atividade física e auto aperfeiçoamento estão no centro de muitas decisões de consumo. O cuidado com a própria imagem também aparece como um ponto de destaque nos novos hábitos de consumo. Produtos que proporcionam conforto, aceitação da própria identidade e satisfação pessoal serão cada vez mais procurados. As marcas que incorporam essa jornada de amor-próprio levam a preferência. 6. O futuro da comida O consumo de alimentos caminha para um futuro que demanda comida mais saudável, natural e produzida de forma sustentável, mesmo que isso encareça os produtos. A pesquisa global da PwC descobriu que mais da metade das pessoas estão incluindo mais opções vegetais em seus hábitos alimentares. Alimentos produzidos localmente têm a preferência dos novos consumidores, que dão mais valor a esses produtos porque os enxergam como mais éticos e sustentáveis. Como vimos, o comércio de comida está aderindo ao digital, ampliando as possibilidades de entrega e maior personalização às preferências de cada cliente. O perfil do consumidor do futuro Para capturar os fatores humanos e comportamentais que vão interferir nos negócios, a WGSN buscou antecipar qual será o perfil dos consumidores em 2024. A partir da compreensão dos sentimentos dos consumidores, a agência elaborou os principais padrões que devem classificar os hábitos dos novos públicos. Os quatro principais sentimentos identificados para esses consumidores futuros são: Choque com o futuro: as mudanças velozes nas dinâmicas sociais e surgimento de novas tecnologias geram uma sensação de apreensão pelo excesso de transformações. A percepção é de que o tempo está passando mais rápido, causando ansiedade e incentivando a adoção de comportamentos viciantes. Excesso de estímulos: a constância da conectividade causa uma profusão de estímulos sensoriais, como barulhos e luzes artificiais. Uma consequência disso é a redução da capacidade de concentração e atenção. Otimismo realista: é um contraponto à positividade tóxica, rejeitando a ideia de um estado permanente de felicidade. É possível desenvolver sentimentos positivos em momentos difíceis, sem recorrer a uma certa “cultura da superação”. Encantamento: misto de medo e admiração, é um sentimento que esteve em segundo plano nos últimos dois anos. Esses momentos foram trocados pela estabilidade e certeza, em detrimento da descoberta. A partir destes sentimentos, a agência classificou os consumidores do futuro próximo dentro de quatro categorias. Reguladores Avessos às mudanças, os reguladores querem manter um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Para eles, a incerteza é mais incômoda do que a incerteza de algo ruim. Por isso, dão muita importância em manter o controle da própria vida. As mudanças constantes no cotidiano durante os últimos anos causaram uma fadiga nesse perfil. A necessidade constante de adaptar é cansativa e estressante. Para engajar esse público, os negócios precisam se adaptar ao comércio sem contato, que foi adotado entusiasticamente por essas pessoas. Sem interesse em ter carros, a entrega a domicílio é fundamental para a decisão de compra deles. O comércio por voz promete atendê-los bem. Conectores Majoritariamente formado pelas gerações mais jovens, são pessoas que querem ter menos filhos, optam por viver de forma compartilhada e trocam de emprego com velocidade recorde. A insatisfação com os hábitos de trabalho tradicionais os levam ao empreendedorismo, abrindo negócios que não seguem a lógica da alta produtividade. Sem forte apego à sensação de posse, são essas pessoas que compartilham moradias e aderem aos serviços de streaming. A opção de consumo se dá pela conveniência aliada à responsabilidade social e ambiental. Comunicar bem a procedência ética de um produto pode impulsionar as vendas a esse público. Construtores de memórias São pessoas que focam no tempo presente, simplificando a vida e rejeitando a ideia de busca pela perfeição. Enxugando as relações interpessoais, é um público que prefere manter menos relações, mas com maior proximidade, mesmo que isso signifique redefinir a ideia de núcleo familiar. É um grupo que se casa menos e se divorcia mais e quer viver mais e aproveitando melhor os momentos. Eles são ótimas oportunidades para os segmentos de beleza, alimentação e tecnologia. Neo-sensorialistas Consumidores híbridos, eles usam carteiras digitais para comprar em lojas físicas e são entusiastas da realidade virtual. Para eles, a tecnologia representa esperança, e não algo com que se preocupar. São os neo-sensorialistas que impulsionam o interesse pelo metaverso e se engajam nas construção da web3, uma internet descentralizada, privada e conectada. A descentralização também chega à vida financeira, por meio das criptomoedas. Atualizando os negócios para o consumidor do futuro Para encarar as mudanças de comportamento e aproveitar as novas tendências de consumo, há uma série de práticas que as cooperativas podem aderir. Transformações nos hábitos demandam transformações nos negócios. Essas são algumas maneiras de tornar os negócios adequados às novas tendências e demandas de mercado: Presença digital: é necessário estar onde os consumidores estão, e cada vez mais eles estão na internet. A presença nas redes sociais ajuda a chegar a mais gente e com maior assertividade. Uso de dados: o uso efetivo de dados é fundamental para uma gestão moderna, arrojada e eficiente. Com eles, é possível entender melhor os seus públicos e, assim, desenvolver estratégias adequadas para atraí-los e atendê-los. O matemarketing, por exemplo, é uma técnica que usa dados para otimizar as vendas. Automação: a participação de robôs autônomos na cadeia produtiva está crescendo e já há projetos para empregá-los no relacionamento com os clientes, sobretudo para realizar entregas. Experiência no atendimento: a exigência pela qualidade do atendimento influencia a decisão de consumo. Metade dos consumidores ouvidos por uma pesquisa da American Express desistiram de alguma compra após uma experiência ruim no processo. Omnicanalidade: como vimos, a jornada de compra não acontece mais em apenas uma plataforma. É importante fornecer variedade de canais físicos e digitais de interação com o cliente. Inclusão e diversidade: as novas gerações estão mais seguras de empoderar suas identidades e querem se ver representadas pelas marcas que consomem. Conclusão A saúde dos negócios requer uma constante atualização e adaptação ante tempos de mudanças frequentes e ingresso de novas gerações no público consumidor. Aliados aos efeitos da pandemia e ao progresso tecnológico sem precedentes, esse desafio não será simples, mas precisa ser enfrentado. Muitos dos aspectos apresentados já fazem parte do modelo de negócio cooperativista. O ESG, por exemplo, está presente nos valores cooperativistas desde sempre. Transformação sustentável das comunidades locais e participação ativa dos membros colocam as cooperativas na proa da agenda ESG antes mesmo do termo existir. Como apontou Fabíola Nader Motta, gerente-geral da OCB, o objetivo do cooperativismo é promover melhores condições de vida para as pessoas. Isso passa pela valorização do meio ambiente e desenvolvimento das comunidades locais. Ainda assim, as cooperativas precisam ficar de olho para os movimentos de mercado. Atualizar os processos e seguir em busca da inovação espanta o risco de tornar os negócios obsoletos e antiquados. Conforme o mundo muda, o consumo ganha novos aspectos, e quem não acompanhar corre o risco de ser deixado para trás.  
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Notícias ESG
29/06/2016

Maceió sediará evento nacional de ações voluntárias

No sábado dia 2 de julho Maceió será palco do Dia de Cooperar, um evento nacional de ações voluntárias também conhecido por Dia C. Neste ano serão ofertados atendimentos de saúde - com consultas de enfermagem, médicas e odontológicas -, corte de cabelo, emissão de carteiras de identidade, oficinas educativas e recreativas, apresentações culturais e parque infantil. O evento será na Praça Nossa Senhora de Fátima, no Bairro Feitosa. A iniciativa do Sistema OCB/AL* e de cooperativas alagoanas tem o objetivo de promover o bem-estar social e estimular a realização de ações voluntárias. “Esperamos que a população compareça e se beneficie desse momento de solidariedade cooperativista especialmente preparado também em comemoração ao Dia Internacional do Cooperativismo”, disse o presidente do Sistema OCB/AL, Marcos Rocha.  Para Marcos Rocha, integrar o maior programa de ações voluntárias que acontece simultaneamente de Norte ao Sul do país é enriquecedor. “No Dia de Cooperar podemos mostrar a força e a capacidade que o cooperativismo tem para promover o desenvolvimento social e econômico de forma sustentável”, pontou. Neste ano, dezesseis cooperativas alagoanas inscreveram projetos de responsabilidade social e visam beneficiar milhares de pessoas. “Além de convidarmos a população para se beneficiar, queremos reforçar o chamado para as cooperativas que ainda não conhecem de perto o projeto. Compareçam e se deixem estimular para o Dia de Cooperar 2017. O programa tem uma aceitação muito boa e esperamos impulsionar a adesão de mais cooperativas, voluntários e multiplicar o número de projetos transformadores”, disse.  As dezesseis cooperativas participantes do Dia de Cooperar 2016 são: Coopex, Macrocoop, Cooplum, Cooprel, Santacoop, Coopeal, Bibliocoop, Coopepe, Uniodonto Maceió, Juriscred, Sicoob Lest, Coopfarma, Coopconsumo, Cooplanes, Coaching e Cooperval. Elas são dos ramos Saúde, Educação, Consumo, Trabalho e Crédito. Surgimento do Dia C - O Dia de Cooperar nasceu em 2009, em Minas Gerais, e logo ganhou a adesão de cooperativas de todo o país. Com o apoio do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e de suas Unidades Estaduais, o Dia C é um programa de responsabilidade social, promovido pelas cooperativas brasileiras por meio do voluntariado. Em todo o país, são mais de 1200 cooperativas mobilizadas nesta grande corrente do bem. Somente em 2015, o Dia C já beneficiou mais de 2,5 milhões de pessoas com projetos que trazem uma verdadeira transformação social para as comunidades. * O Sistema OCB/AL é formado pela Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Alagoas (OCB/AL) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado de Alagoas (Sescoop/AL).
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Notícias representação
01/04/2015

Ramo Consumo discute ato cooperativo e plano de ação 2015

" Brasília (1º/4) – Representantes do Conselho Consultivo do Ramo Consumo do Sistema OCB deliberaram hoje sobre as ações estratégicas do plano de atividades para 2015. A reunião ocorreu na Casa do Cooperativismo, em Brasília. Os conselheiros também discutiram informações sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo com enfoque nas ações do Sistema OCB junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A reunião contou com a presença do consultor jurídico da entidade, João Muzzi Filho, que prestou esclarecimentos sobre a decisão do STF sobre o tema. "
Ramo Consumo discute ato cooperativo e plano de ação 2015
Notícias negócios
03/10/2014

Desenvolvimento do Ramo Consumo é discutido na Usimed-Petrópolis

" Rio de Janeiro (3/10) – Com 16 anos de atuação, a Usimed Petrópolis é uma referência no ramo consumo no Estado do Rio de Janeiro. Em 2009, ganhou o Prêmio Cooperativa do Ano da OCB Nacional, nas categorias Meio Ambiente e Responsabilidade Social. Três anos depois, a Câmara Municipal de Petrópolis reconheceu a cooperativa como destaque empresarial do município.Buscando acompanhar este modelo de gestão, para o desenvolvimento do segmento em território fluminense, o diretor da OCB/RJ, Vinícius Mesquita, representando o presidente do Sistema OCB/RJ, Marcos Diaz, visitou a sede da cooperativa, no dia 1° de outubro. Durante o encontro, que reuniu o presidente da Usimed, Marcus Berardinelli e o gerente Geraldo Marques, foi discutido o método de trabalho da cooperativa, que atua no ramo farmacêutico e hoje conta com mais de 3 mil cooperados e 27 funcionários.“Quando a cooperativa foi constituída, há mais de 15 anos, não tínhamos concorrência aqui em Petrópolis. Depois de algum tempo, as grandes redes farmacêuticas chegaram e tivemos de nos atualizar. A principal estratégia foi fidelizar o cliente e criar toda uma estrutura para atendê-lo”, disse o presidente da Usimed, Marcus Berardinelli.Para Geraldo Marques, a profissionalização da gestão é o carro-chefe da cooperativa: “Entendemos que para competir no mercado, devemos ter profissionais com experiência. Isso passa pelo balconista, farmacêutico e setor de compras”, disse Geraldo, que pontuou: “Para constituição de uma cooperativa nos mesmos moldes da Usimed é fundamental ter paciência. Nos primeiros contratos com fornecedores não haverá descontos ou tabelas diferenciadas. Estes benefícios são obtidos com muita vivência e confiabilidade”, finalizou.De acordo com Vinícius Mesquita, o ramo Consumo no Rio de Janeiro precisa ser expandido: “Temos a Usimed em Petrópolis e a Casmadin, em Barra Mansa. Precisamos criar novos mecanismos para o desenvolvimento deste importante segmento. O modelo que a Usimed nos apresentou será levado à diante”, destacou o diretor.Usimed-Petrópolis – A Cooperativa de Usuários de Assistência Médica oferece, além de medicamentos e artigos de perfumaria, uma série de materiais, tais como: cadeiras de rodas, andadores, muletas e cadeiras de banho. Dentre as atividades sociais desenvolvidas, estão oficinas da memória, educação corporal, artes, artesanato e coral. (Assimp Sistema OCB/RJ) "
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Notícias representação
09/09/2014

BB estudará projetos de financiamento para Ramos Educacional e Consumo

" Brasília (9/9) – Uma agenda de trabalho com encontros a serem realizados, ao longo dos próximos meses, pela OCB e Banco do Brasil. Esse é o resultado da reunião de hoje entre a Gerência Técnica do Sistema OCB e representantes da Gerência de Negócios com Cooperativas (GENEC) do Banco do Brasil, Alexis Polovanick e Douglas Luiz Filippi.O encontro ocorreu na sede da OCB, em Brasília, e faz parte do desdobramento do lançamento dos Diagnósticos dos Ramos Educacional e Consumo, realizado há duas semanas, e que apontou a dificuldade em se obter financiamentos como uma das demandas mais urgentes para as cooperativas.Com a série de reuniões que começará em breve, o Sistema OCB pretende, juntamente com o Banco do Brasil, desenvolver um trabalho conjunto para atender à demanda dos ramos em questão, com perspectiva, inclusive, de soluções mais amplas que atendam ao cooperativismo como um todo. A dificuldade na hora de obter um financiamento é tida como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento das dos ramos estudados, segundo os Diagnósticos. "
BB estudará projetos de financiamento para Ramos Educacional e Consumo
Notícias negócios
27/08/2014

Lançados os diagnósticos dos ramos Educacional e Consumo

" Brasília (28/8) – Atualmente, as 422 cooperativas dos ramos Educacional e Consumo encontram na falta de financiamentos, na tributação inadequada bem como sua falta de adequação e na má organização da gestão os principais obstáculos para o seu desenvolvimento. Esses dados fazem parte dos diagnósticos apresentados na terça-feira (26/8), em Brasília, pelo Sistema OCB aos representantes de cooperativas, do Banco do Brasil, do Ministério da Educação, unidades estaduais e parceiros do movimento cooperativista brasileiro. Clique nos links abaixo para baixar os documentos.Diagnóstico do Ramo Consumo   Diagnóstico do Ramo Educacional     "
Lançados os diagnósticos dos ramos Educacional e Consumo
Notícias negócios
26/08/2014

Ramo Consumo identifica seus principais desafios

" Brasília (26/8) – Mais de três milhões de brasileiros estão vinculados a uma das 121 cooperativas do ramo Consumo, que gera 1,4 mil empregos diretos. Embora expressivos esses números, o Ramo Consumo é mal interpretado e sofre com a falta de adequação tributária. Outros resultados que esse diagnóstico apresenta são referentes aos desafios que visam o fortalecimento da fidelização dos seus cooperados e organização da gestão e processos. Esses são um dos pontos tratados no diagnóstico divulgado hoje, pelo Sistema OCB.Segundo o diagnóstico, 60% das cooperativas não acessam linhas de financiamento. Dentre os motivos apontados temos: elevadas taxas de juros (28%), prazos para pagamento como de carência (27%) e a exigência de garantias (21%). Em relação às políticas voltadas ao cooperativismo de Consumo, 32% das respostas indicam que a tributação é a principal prioridade para o desenvolvimento das cooperativas. Além disso, 25% dos entrevistados desejam leis que fomentem a criação e crescimento do setor.Temas classificados como internos demonstram que 17% dos participantes indicam a necessidade de ações voltadas a capacitações de lideranças cooperativistas nas áreas de gestão e governança e 13% capacitações voltadas especificamente aos profissionais das cooperativas de Consumo.METODOLOGIA - Para chegar a estes e muitos outros resultados, o Sistema OCB em conjunto com o Conselho Consultivo do Ramo Consumo e as unidades estaduais, aplicaram um questionário junto às cooperativas, nos meses de maio e junho.O objetivo da pesquisa foi levantar informações do setor para subsidiar o desenvolvimento de ações estratégicas, visando ao fortalecimento das Políticas Públicas, ao aperfeiçoamento da atuação junto às cooperativas e ao apoio à sua reinserção em espaços anteriormente conquistados.Além disso, os dados também contribuirão fortemente com a ampliação do espaço das cooperativas do Ramo Consumo na agenda de decisões do Governo, não somente como números que embasem o fomento de políticas públicas específicas ao setor, mas também a partir de uma melhor compreensão sobre os principais desafios e oportunidades de tais cooperativas. De acordo com o diagnóstico, 42 cooperativas, ou seja, 34,7% do total, responderam ao questionário. Em relação ao perfil do entrevistado, temos o seguinte: 47,6% são dirigentes ou integrantes da diretoria ou do Conselho de Administração. A boa notícia é que a maior parte dos entrevistados conhece o Sistema OCB. Os percentuais são os seguintes: •    74% conhecem as ações promovidas pela OCB•    86% conhecem as ações promovidas pelo Sescoop•    74% conhecem as ações promovidas pela Organização Estadual Veja o documento na íntegra, CLICANDO AQUI. "
Ramo Consumo identifica seus principais desafios
Notícias negócios
25/08/2014

Sistema OCB apresenta diagnósticos dos ramos Educacional e Consumo

" Brasília (25/8) – O Sistema OCB apresenta amanhã os diagnósticos dos ramos Educacional e Consumo. O evento contará com a presença de representantes de cooperativas, do governo federal, de unidades estaduais e de parceiros. A programação será realizada na Casa do Cooperativismo, em Brasília, a partir das 9h.O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, juntamente com os coordenadores nacionais dos ramos, Márcio Vale (Consumo) e Ricardo Lermen (Educacional) farão a abertura do evento.Na sequência, o público poderá assistir à palestra “O estouro da Pipoca”, a ser ministrada pelo pipoqueiro Valdir Novaki, que abordará o empreendedorismo como mecanismo de autodesenvolvimento. Atualmente, Valdir que se define como uma pessoa que tem “sensibilidade em perceber oportunidades comerciais” tem ganhado o Brasil, contando sua história de sucesso. ConheçaEm seguida, a Gerência Técnica do Sistema OCB fará a apresentação dos resultados dos diagnósticos elaborados com base em questionários respondidos pelas cooperativas educacionais e de consumo.A elaboração dos diagnósticos foi precedida de vários meses de pesquisa e análises de resultados. O objetivo do Sistema OCB com esses dois documentos é que seus dados sejam utilizados para subsidiar a elaboração das estratégias de desenvolvimento dos dois ramos.Por fim, a gerente de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas, Susan Miyashita Vilela, explanará sobre gestão e governança cooperativista, em uma mesa redonda com os coordenadores nacionais dos ramos.  "
Sistema OCB apresenta diagnósticos dos ramos Educacional e Consumo
Notícias representação
22/08/2014

Sistema OCB divulgará diagnósticos dos ramos Educacional e Consumo na terça-feira

" Brasília (22/8) – O Sistema OCB está finalizando os últimos detalhes da apresentação de dois diagnósticos envolvendo os ramos Educacional e Consumo, agendado para terça-feira, dia 26/8. Representantes de cooperativas, governo federal, unidades estaduais e parceiros estão sendo aguardados para o evento que ocorrerá na Casa do Cooperativismo, em Brasília.A elaboração dos diagnósticos foi precedida de vários meses de pesquisa e análises de resultados. O objetivo do Sistema OCB com esses dois documentos é que seus dados sejam utilizados para subsidiar a elaboração das estratégias de desenvolvimento dos dois ramos.Para o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, a consolidação do cooperativismo brasileiro é pauta, rotineira, das ações sistêmicas. “Tudo o que fazemos aqui tem o objetivo de melhorar os processos das cooperativas e de assegurar o desenvolvimento econômico-social de seus cooperados. Assim como nós, as cooperativas desses dois ramos aguardam o lançamento dessas ferramentas que, sob o nosso olhar, constituem importantes instrumentos para o movimento cooperativista”, avalia Nobile. O superintendente comenta, ainda, que as informações obtidas com as pesquisas buscam ampliar o espaço das cooperativas na agenda de decisões do governo, não somente com números que embasem o fomento de políticas públicas específicas ao setor, mas também a partir de uma melhor compreensão sobre seus principais desafios e oportunidades.“Os dados foram coletados a partir da aplicação de questionário, elaborado com a colaboração dos representantes dos Conselhos Consultivos dos Ramos e das áreas técnicas e direcionado a todas as cooperativas desses ramos, registradas no Sistema OCB”, relembra Nobile.SERVIÇOApresentação dos Diagnósticos dos Ramos Educacional e ConsumoQuando: 26/8 às 9hOnde: Auditório da sede da Organização das Cooperativas Brasileiras "
Sistema OCB divulgará diagnósticos dos ramos Educacional e Consumo na terça-feira
Notícias representação
11/08/2014

Sistema OCB apresentará diagnósticos dos Ramos Educacional e Consumo no próximo dia 26

" Brasília (11/8) – O Sistema OCB fará a apresentação dos diagnósticos do ramo Consumo e Educacional no próximo dia 26, para representantes de cooperativas e de unidades estaduais. O evento ocorrerá na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília. O dados serão utilizados para a elaboração de estratégias de desenvolvimento dos dois ramos. As informações obtidas com as pesquisas buscam ampliar o espaço das cooperativas na agenda de decisões do Governo, não somente com números que embasem o fomento de políticas públicas específicas ao setor, mas também a partir de uma melhor compreensão sobre os principais desafios e oportunidades de tais cooperativas.Os dados foram coletados a partir da aplicação de questionário, elaborado com a colaboração dos representantes dos Conselhos Consultivos dos Ramos e das áreas técnicas e direcionado a todas as cooperativas desses ramos, registradas no Sistema OCB.Durante a fase de implementação, foram realizadas campanhas contínuas de sensibilização por ofício, e-mail marketing, contato telefônico e divulgação parcial dos resultados gerados, para garantir o envolvimento de todos.PORTAS ABERTAS - Aproveitando a oportunidade, será realizado, no dia seguinte, o programa “Portas Abertas”, com o objetivo de aproximar as cooperativas do Sistema OCB e, também, dos parceiros institucionais. A programação foi elaborada para atender especificamente os ramos consumo, educacional e mineral e será um momento de integração e aprendizado muito oportuno. CONFIRMAÇÃO – Para melhor recepcionar os participantes, a Gerência Técnica do Sistema OCB solicita aos cooperativistas que confirmem sua presença até o dia 15/8, enviando email para:Ramo Consumo: flavia.zerbinato@ocb.coop.br ou ligando para (61) 3217-2123. Ramo Educacional: carla.neri@ocb.coop.br ou ligando para (61) 3217-2147. "
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