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Marketplace ou loja própria: qual a melhor opção para vender online?
Vender online é uma atividade cada vez mais imprescindível para a competitividade dos negócios. O comércio eletrônico, afinal, caiu no gosto das pessoas e das organizações. No Brasil, em especial, o e-commerce está passando por um período de crescimento sem precedentes. É, portanto, uma das principais tendências de vendas.
Dados levantados pela consultoria NielsenIQ Ebit, por exemplo, mostram que, o faturamento do comércio eletrônico brasileiro chegou à marca de 262,7 bilhões de reais em 2022. A pandemia de Covid-19 e a necessidade de isolamento social deram um empurrão no e-commerce, mas a modalidade seguiu crescendo mesmo com a reabertura.
Se, por um lado, as novas gerações já estavam habituadas ao e-commerce, outras pessoas que não tinham esse costume precisaram se adaptar às novas tecnologias para consumir. Ao todo, 109 milhões de brasileiros recorreram aos serviços de e-commerce no decorrer de 2022. Esse número é 24% maior em relação ao ano anterior.
As pessoas querem comprar pela internet e, portanto, os negócios precisam vender online. Esses novos hábitos proporcionam novas oportunidades para a competitividade das cooperativas nos ambientes digitais.
Contudo, quando uma cooperativa elabora sua estratégia para vender online, uma pergunta surge com bastante frequência: desenvolver uma plataforma própria ou ingressar em um marketplace?
Não existe uma resposta certa: cada caso tem uma solução diferente. Por isso, neste artigo vamos explicar as diferenças dessas opções e contar exemplos práticos para que a sua cooperativa faça a melhor escolha para sua realidade.
Marketplace ou plataforma própria: qual forma escolher para vender online?
O comércio eletrônico diz respeito a todas as formas diferentes de vender online. Em um mundo altamente conectado, as possibilidades e plataformas de e-commerce se multiplicam, com soluções adequadas para cada contexto. De forma geral, há duas possibilidades para vender online: ingressar em um marketplace ou desenvolver uma plataforma própria. Cada uma dessas opções tem suas características específicas, vantagens e desvantagens que devem ser levadas em consideração na hora de escolher o melhor para sua cooperativa. Os marketplaces são sites, redes sociais ou aplicativos que disponibilizam espaço para que outros negócios vendam por meio da plataforma. Com frequência, grandes varejistas disponibilizam serviços de marketplace. É o caso, por exemplo, da Amazon. Também é comum que redes sociais tenham seus próprios marketplaces, como faz o Facebook. Por fim, há uma tendência de plataformas de serviços financeiros que estão construindo seus marketplaces. O Sicredi é um exemplo dessa movimentação, com seu Shopping Sicredi. Essa modalidade de comércio eletrônico funciona como um tipo de shopping center digital que conecta compradores e vendedores. Assim, o marketplace proporciona estrutura digital para os vendedores que, em troca, pagam uma comissão sobre as vendas online. Tal modelo, é claro, apresenta pontos positivos e negativos para as cooperativas que querem vender online.Vantagens e desvantagens de vender online em marketplace
A principal vantagem de aderir a um marketplace é a facilidade e a praticidade, uma vez que não existe a necessidade de desenvolver uma plataforma. As próprias plataformas cuidam da gestão e manutenção da estrutura necessária para o funcionamento do marketplace. Até mesmo os meios de pagamento são intermediados por elas. Com isso, o custo de adesão é muito pequeno. Só que há uma contrapartida: em todas as vendas, uma fatia do valor fica com o marketplace. Ou seja, a barreira de ingresso é muito pequena, mas os custos vão sendo cobrados a cada venda que a cooperativa consegue realizar. Um outro benefício dos marketplaces é a visibilidade. Ter os produtos da sua cooperativa disponíveis em plataformas que já contam, organicamente, com muitos acessos ajuda a apresentá-los para novos públicos. Pessoas que não conhecem sua marca ou não procuram especificamente por ela podem encontrá-la no marketplace e comprá-la. Esse fator, contudo, também tem os seus poréns. O espaço de um marketplace é disputado por diversas outras marcas concorrentes que também estão na jornada para vender online. Dessa forma, os consumidores podem comparar preços e avaliações com facilidade e rapidez. Assim, o sucesso dentro dos marketplaces demanda a oferta de um produto competitivo.Vantagens e desvantagens de vender online em loja própria
Manter uma loja própria, por outro lado, exige um investimento bem maior em infraestrutura e tecnologia para o desenvolvimento e a manutenção das plataformas, sites e aplicativos. Além disso, é necessário investir na segurança digital e em técnicas de experiência do cliente para melhorar as conversões. Não há, porém, o pagamento das comissões de um marketplace. Para quem vende em grandes quantidades, a loja própria pode valer a pena em termos financeiros, uma vez que os custos se diluem mais a cada venda. Essa modalidade requer, contudo, uma estrutura mais complexa, com suporte adequado e cuidados de profissionais de tecnologia. Manter uma loja própria para vender online apresenta, ainda, um desafio importante: ser encontrado. As pessoas acessam os grandes marketplaces de forma orgânica, mas é mais difícil ser encontrado em sua loja online própria. Essa modalidade é muito boa para vender para clientes já fidelizados e que conhecem a marca e a loja. Nesse caso, iniciativas de marketing digital, como uso de técnicas de SEO e tráfego pago podem ser grandes aliados. A personalização é um grande diferencial das lojas próprias. Em um comércio eletrônico próprio, a cooperativa tem controle sobre tudo: layout, identidade de marca, produtos em destaque, métodos de pagamento e tudo mais. Além disso, a cooperativa não fica sujeita às mudanças que podem acontecer em um marketplace, como aumento das taxas ou até mesmo o encerramento do serviço.Tipos de e-commerce: qual o seu jeito de vender online?
Outro fator que deve ser levado em conta é o tipo de e-commerce que a cooperativa pratica. Há, afinal, lógicas distintas na jornada de compra e venda online. Tais fatores têm a ver, sobretudo, com os perfis de quem compra e de quem vende. Assim sendo, o InovaCoop faz a distinção com os seguintes tipos de e-commerce para quem quer vender online:- B2B (Business to Business): ocorre quando a cooperativa vende para outros negócios - ou seja, outras pessoas jurídicas, como cooperativas, empresas mercantis, varejistas e afins. Geralmente, esse modelo possui transações maiores, o que exige um sistema mais robusto para processar os pagamentos.
- B2C (Business to Consumer): modelo adotado pelas cooperativas que vendem para o consumidor final. Representa a grande maioria dos e-commerces e marketplaces.
- C2B (Consumer to Business): é uma inversão do modelo de negócio tradicional, onde o consumidor coloca seu serviço à disposição de empresas. Plataformas de trabalho freelancer são baseadas nesse tipo de relação comercial.
- C2C (Consumer to Consumer): serviços que permitem a venda direta entre os consumidores. Brechós online e revenda de produtos usados se enquadram nessa categoria.
- S-commerce (comércio social): são as redes sociais que já possuem seu próprio espaço para loja virtual ou ferramentas para transações comerciais.
