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Dicas e boas práticas de gestão da flutuação cambial (hedging) para cooperativas exportadoras
Ao exportar e importar, as cooperativas trabalham com diferentes moedas e, portanto, convivem com o risco das mudanças no câmbio. Para não se prejudicar, é preciso estar preparado e atento ao cenário financeiro mundial.
A gestão da flutuação cambial é uma estratégia essencial para cooperativas que querem crescer no exterior. Com boas práticas de hedging, o processo de exportação fica mais seguro e vantajoso para as marcas.
Benefícios e boas práticas do hedging
A gestão do câmbio é essencial para a segurança financeira na hora de fazer negócio com outros países. É preciso um protocolo, consultoria com instituições financeiras autorizadas e parceiros de confiança para esse processo de exportação. Afinal, o mercado de câmbio, também conhecido como Forex (Foreign Exchange), é onde se negocia com moedas estrangeiras. As diferenças entre as moedas circulantes em cada país e as características próprias das diversas economias geram a necessidade de uma gestão estratégica.Possibilidades de novas parcerias
Com técnicas de hedging, é possível criar acordos que beneficiem ambos os lados e assegurem a proteção financeira nos negócios. Dessa maneira, a gestão do câmbio é um importante passo da cadeia produtiva e uma maneira de mitigar possíveis riscos financeiros. Além disso, ter uma troca segura com outras organizações passa maior confiabilidade para as instituições parceiras. Quando se trabalha com previsibilidade e estabilidade, fica mais fácil fechar novos negócios e expandir a rede de parceiros.O que é hedging?
O hedge cambial é a estratégia usada contra o risco das flutuações cambiais. Ele funciona com o apoio de instrumentos que determinam a fixação de uma taxa cambial para as trocas e vendas entre diferentes moedas. Essa gestão serve para proteger e assegurar maior segurança financeira para as cooperativas exportadoras, uma vez que estas trabalham com moedas e economias além da brasileira. Com essa prática, é possível ter maior previsibilidade e transações comerciais mais transparentes na exportação. Por exemplo, se uma cooperativa precisa pagar US$ 100 mil para um fornecedor em um contrato que terminará em três meses, o dólar, que no momento do negócio está valendo R$ 5, pode valer menos ou mais no futuro. Ao fixar a taxa cambial, garantirá que o valor em reais não mude quando a cooperativa for realizar o pagamento.Boas práticas de hedging
Algumas práticas de hedging asseguram maior proteção para as cooperativas exportadoras. São elas:Mitigar os riscos de variação cambial
Um dos principais pontos da adoção do hedging é a mitigação de riscos causados pela variação cambial. Com a gestão da flutuação cambial, os contratos seguem uma taxa fixa e acordada no momento em que se fecham os negócios. Assim, nas exportações ou importações, as operações de câmbio se tornam previsíveis e podem evitar futuros prejuízos.Trazer maior previsibilidade de fluxo de caixa
Ao saber exatamente quando a cooperativa deve pagar ou irá receber, o time do financeiro tem maior previsibilidade do fluxo de caixa e das margens de lucro e prejuízo que virão de um acordo comercial. Como a organização financeira é um aspecto essencial dos negócios, a gestão de câmbio torna essa previsibilidade possível e garante maior eficácia para a cooperativa.Assegurar as margens comerciais
É importante fixar a taxa de câmbio não apenas para se proteger de perdas financeiras, mas também para manter as margens de ganho apesar das oscilações e desvalorizações cambiais. Assim se garante que, mesmo que uma moeda passe a valer menos, o lucro virá da taxa pré-acordada no contrato.Fixar a taxa de câmbio para transações futuras
Ao fechar contratos de longo prazo para exportação ou importação, é importante pensar na taxa de câmbio desses projetos com o passar do tempo. Pode ser que os negócios valham a pena no câmbio atual, mas questões internas ou geopolíticas mudem o valor das moedas envolvidas. Para proteger as receitas e os investimentos de ambas as organizações nesse contrato, consolidando uma estabilidade financeira ao longo do tempo, é importante fixar e ir ajustando as taxas.Definir o percentual do risco a proteger
Vale ressaltar que os riscos fazem parte de um contrato, especialmente no cenário internacional. É preciso medir qual o possível impacto dessa flutuação cambial no balanço e verificar como uma mudança na cotação pode afetar os negócios. Com isso, a cooperativa pode definir o percentual do risco a proteger. Ou seja, ela decide quanto da exposição será coberta pelo hedge, afinal, nem sempre é necessário ou possível proteger por completo o valor.Conclusão: hedging como estratégia
Existem diversos benefícios na adoção das práticas de hedging. Exportar com uma gestão de flutuação cambial é estar preparado para os riscos e mudanças do mercado, sem comprometer os negócios.Além dos cuidados com a flutuação cambial, a exportação e importação exigem atenção redobrada às legislações, normas e processos de diferentes países. Para estar preparado, o NegóciosCoop lançou um e-book que ajuda as cooperativas. Confira o conteúdo: Exportação para Cooperativas III: Questões operacionais para exportação.
