ACI realiza reuniões estratégicas sobre futuro do cooperativismo global
- Artigo Secundário 3
Encontro debateu desafios regulatórios e influência do movimento na economia mundial
As sessões estratégicas do Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) aconteceram nesta terça-feira (1º). Os encontros foram marcados por discussões fundamentais sobre o futuro do movimento cooperativo e os debates se concentraram em três temas principais: Economia Social e Solidária (ESS), Estratégia Global da ACI para 2026-2030 e reforma das taxas de membresia e dos votos na ACI.
Em relação à ESS, o conselho identificou alguns desafios específicos: o reconhecimento variável, uma vez que em alguns países apenas cooperativas sociais são reconhecidas como parte; e o risco regulatório de regulamentações da ESS poderem enfraquecer leis específicas para as cooperativas. Neste sentido, houve um posicionamento unificado de que o movimento cooperativista não deve deixar de praticar a economia solidária, mas também não pode ser exclusivamente representado pela ESS.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, membro do Conselho de Administração da ACI, destacou que o cooperativismo precisa estar cada vez mais conectado às grandes agendas globais e atuar de forma estratégica para ampliar seu impacto. “As discussões mostraram que temos o desafio de consolidar nosso modelo como referência em desenvolvimento sustentável, inclusão e competitividade. É fundamental que neste Ano Internacional das Cooperativas, consigamos avançarem marcos regulatórios, novas formas de financiamento e fortalecimento da representatividade para garantir um futuro ainda mais sólido para as cooperativas”, disse.
A nova estratégia da ACI tem como objetivo posicionar as cooperativas como agentes essenciais da economia global, a partir da promoção da democracia econômica, inclusão social e sustentabilidade ambiental. Construída em torno de cinco eixos centrais, a estratégia busca ampliar a inclusão de grupos sub-representados; fortalecer redes cooperativas; aumentar a visibilidade do movimento; garantir reconhecimento regulatório; e avançar na competitividade das cooperativas.
Para atingir esses objetivos, a ACI propôs intervenções focadas em liderança inclusiva; uso de dados para embasar decisões; influência em políticas públicas; expansão de recursos financeiros adaptados às cooperativas; e inovação digital. A implementação desses critérios tem como finalidade gerar impactos como crescimento do cooperativismo, maior acesso à educação e financiamentos, diversificação da liderança e ampliação do reconhecimento das cooperativas como modelo sustentável.
Outro tema debatido durante o encontro foi a reforma da taxa de membresia e do sistema de votos da ACI. Apesar das discussões avançadas, ainda não consenso sobre o tema. Portanto, a decisão foi adiar a deliberação para o ano de 2026. Até lá, novas conversas serão realizadas para alinhar propostas que garantam consenso entre os membros.
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