Comitê de Custos da Viacredi enxuga despesas e otimiza processos
Contexto e desafios
Durante cenários de recessão econômica, cooperativas de crédito precisam possuir uma boa gestão de seus custos administrativos, atingir metas orçamentárias, identificar gargalos nos processos e reduzir custos. Tudo isso é importante para equilibrar as contas e superar momentos de dificuldade.
Como o valor realizado das despesas administrativas é considerável, o foco nas despesas é de extrema importância. Essa é a visão da Viacredi, cooperativa de crédito que integra o Sistema Ailos e maior entidade do ramo levando em conta o número de cooperados.
Nesses cenários, definir metas e prazos, eleger responsáveis pelo acompanhamento e cobrar ações de redução contribuem para que todos os membros da cooperativa se esforcem a fim de alcançar os resultados planejados. Essa, então, é a ideia por trás do Comitê de Custos da Viacredi.
Desenvolvimento e metodologia
Na constante busca para reduzir custos, a Viacredi designou equipes estratégicas capazes de analisar todo o processo da organização, desde a aquisição de produtos e serviços até a constante melhoria na estrutura de processos para atendimento ao cooperado.
O Comitê de Custos da Viacredi atua dentro desse conceito estratégico, com o objetivo de identificar as despesas administrativas da cooperativa com maior relevância. Isso possibilita que a cooperativa faça uma análise do comportamento dos gastos de acordo com a estratégia estabelecida de forma eficiente e eficaz.
O comitê é formado pelos diretores de controladoria, operações e administrativo, pelos gerentes de contabilidade e crédito e pela coordenadora do administrativo da cooperativa. O grupo reúne a cada três meses para analisar os números do período e propor maneiras de reduzir custos.
Na prática, portanto, o Comitê de Custos da Viacredi instiga que os gestores tenham uma compreensão profunda sobre os valores orçados e realizados das despesas, entendendo seus impactos na gestão da cooperativa. As informações são disponibilizadas para as equipes, mensalmente, após o fechamento contábil dos números.
Depois disso, a área administrativa responsável pelo processo disponibiliza a variação mensal e anual, cobra explicações para as oscilações, avalia os dados e apresenta os resultados à Diretoria. Em alguns casos, a apresentação conta com planos de ação de melhorias.
Provocando mudanças
A adoção de melhores práticas de gestão de custos, indicadas juntamente com um forte envolvimento de equipes especializadas, proporciona uma uma redução de custos anual relevante para a Viacredi.
Ao se deparar com as metas propostas pelo Comitê de Custos a cooperativa reavalia e reestrutura o processo das despesas administrativas. Para isso, a organização avalia desde a contratação do fornecedor até o cancelamento da impressão desnecessária de relatórios. Todo esse processo já resultou nas seguintes medidas:
- Investimento em novos fornecedores locais, buscando cooperados, para conseguir melhores negociações de preços, logística de entrega e para reduzir estoques e suas sobras.
- Padronização dos processos para compras, centralizando e otimizando as negociações nas contratações de serviços e compras de produtos.
- Renegociação de contratos, buscando a redução de valores, a melhoria do tempo de prestação de serviço, o estabelecimento de parcerias e mantendo a agilidade no atendimento.
- Aperfeiçoamento dos processos operacionais, descobrindo gargalos, buscando executar formas de desempenhar as mesmas funções com um menor custo.
- Redução do desperdício de recursos com a implantação ações como trocas de lâmpadas incandescentes por LED, instalação de torneiras automáticas, digitalização de documentos, centralização de compras de material de escritório e de limpeza e organização de atendimentos de manutenções.
- Disseminação de uma cultura para redução das despesas por meio da Política dos 3R (reduzir, reutilizar e reciclar).
Resultados e aprendizados
De início, a prática envolvia somente a diretoria e o setor administrativo da Viacredi. A partir do envolvimento de outras equipes, no entanto, a iniciativa começou a colher melhores resultados. Mensalmente, as equipes apresentam no Acompanhamento e Gestão dos Planos de Ações e Metas (AGPAM) o que está sendo verificado, quais as melhores práticas e resultados alcançados.
A troca de informações entre equipes traz resultados surpreendentes para a cooperativa e também permite determinar, no instante de análise, se a estratégia adotada é coerente com o que foi traçado pelo Comitê de Custos ou se ela deve ser modificada.
O projeto, com isso, resultou na redução das despesas com todo o processo assemblear e serviços logísticos. Somente no primeiro semestre de 2016, as ações do Comitê de Custos foram responsáveis pela economia de R$ 3,6 milhões. Além disso, a Viacredi conseguiu amadurecer uma cultura de otimização de processos, redução de custos e aprimoramento de controles financeiros.
CONTATO DA COOPERATIVA
Vanildo Leoni, diretor executivo - vanildo@viacredi.coop.br
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Objetivo: Gerar energia limpa e renovável por meio da biodigestão anaeróbia dos dejetos e resíduos da agroindústria, minimizando os impactos ambientais da atividade de produção de alimentos, promovendo e incentivando as boas práticas de sustentabilidade e proteção do meio ambiente. Resultados: Projetos implantados em função da capacitação: • COOPERATIVA C. VALE Sede: Palotina, Oeste do Paraná Volume produzido: Entre 1500 a 2000 m³/dia para energia elétrica e 1050 m³/hora para uso térmico. Fonte de material utilizado: Dejetos suínos (geração energia elétrica) e efluente industrial de produção de amido de mandioca (uso térmico). COOPERATIVA CASTROLANDA Sede: Castro, Leste do Paraná Volume produzido: 12.593 nm³/dia de metano. Fonte de material utilizado: Lodo biológico ETE, Lodo tridecanter frigorifico, resíduo de batata lavador, glicina vegetal, resíduo de cerveja, ovos, óleo fritadeira, casca de batata, batata frita, farelo de fritadeira, dejetos e carcaça de suínos. COOPERATIVA COPACOL Sede: Cafelândia, Oeste do Paraná Volume produzido: Não possuem informação em volume de biogás gerado. Contudo, nos últimos três meses a geração de energia média com biogás foi de 88.116 kWh/mês. Fonte de material utilizado: Dejetos de suínos de uma Unidade de Produção de Leitões com 4.300 matrizes. COOPERATIVA FRÍSIA Sede: Carambeí, Leste do Paraná Volume produzido: 86.457 m³/mês. Fonte de material utilizado: Dejetos e carcaças provenientes da atividade de suinocultura. COOPERATIVA LAR Sede: Medianeira, Oeste do Paraná Volume produzido: 3.126.438,00 metros cúbicos de biogás, convertido em energia elétrica equivalem a 1.334.801 KWh de bioenergia (evitando a emissão de 1.719.540,9 metros cúbicos de gás metano). Fonte de material utilizado: Dejetos suínos. A unidade de produção localizada no município de Serranópolis do Iguaçu (PR) tem 3 biodigestores e produz 52% da energia consumida. Para 2021, a expectativa é produzir 100% da energia elétrica por meio do biogás.
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