Multiplicando resultados
Dejetos de suínos, carcaças, lodo, restos de óleo. Todo esse “lixo” está ajudando a gerar energia limpa e renovável para as cinco maiores cooperativas agropecuárias do Paraná. Uma iniciativa capitaneada pela Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), que resolveu investir na capacitação e no ensino de colaboradores e associados para incentivar a transformação de passivos ambientais em ativos, como energia e biofertilizantes. A Ocepar ofereceu aos cooperados e colaboradores dessas cooperativas uma pós-graduação em energias renováveis com ênfase em biogás. Foram investidos R$ 535 mil – sendo R$ 347,7 mil do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e R$ 187 mil das cooperativas. A iniciativa teve início em 2011, e contou com a colaboração da Itaipu Binacional, Isae-FGV e OCB Nacional. Os 23 alunos capacitados serviram de multiplicadores do conhecimento, levando para suas cooperativas tudo o que aprenderam em sala de aula. Resultado? Todas essas organizações elaboraram e executaram projetos próprios de geração de energia limpa e renovável a partir da biodigestão dos dejetos de sua produção.
INOVAÇÃO
Os projetos de geração de energia por biodigestão das cooperativas do Paraná trazem pelo menos três benefícios diretos para essas organizações e para o meio ambiente:
- Elas estão reciclando os eventuais “passivos ambientais”, como a geração de gás metano, transformando-os em energia limpa e biofertilizantes. Ao fazer isso, evitam a liberação de gases causadores do aquecimento global.
- Ao gerar energia limpa e renovável, as cooperativas obtêm ganhos de autossuficiência enérgica. Com isso, não apenas reduziram as despesas com o consumo de energia, como garantiram um fornecimento de energia de maior qualidade e estabilidade, especialmente em áreas mais remotas.
- Após o início das operações dos projetos de geração de energia, as cooperativas obtiveram ganhos na produtividade e redução de perdas de animais, que ocorriam devido à constante falta de energia por parte da concessionária. Quer mais? As cooperativas beneficiadas e a Ocepar se uniram para formar o Fórum de Energia da Ocepar, que propicia o debate constante sobre temas, propondo ações e soluções que tragam sustentabilidade aos diferentes processos produtivos nas cooperativas. Bom para o cooperativismo, melhor ainda para o planeta.
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A Federação das Cooperativas de Garimpeiros do Pará (FECOGAP) atua para formalizar e tornar sustentável a atividade garimpeira na região do Tapajós, combatendo a ilegalidade e a degradação ambiental. Por meio de cooperativas, promove a legalização dos trabalhadores, o uso de tecnologias limpas para reduzir o mercúrio e a recuperação de áreas com novas cadeias produtivas, como açaí e piscicultura.
A Coopernorte, maior cooperativa agroindustrial do Norte do Brasil, criou o Programa COOPER+ para aliar produtividade e sustentabilidade na Amazônia. A iniciativa combate a falta de acesso a tecnologias locais, oferecendo aos cooperados capacitação técnica, consultoria baseada em pesquisas próprias (CPAC) e auditoria de resultados. O programa já eleva a produtividade e incentiva a adoção de práticas de baixo carbono, como o plantio direto.
Em 2011, a Viacredi sentiu a necessidade de qualificar possíveis líderes e criou o programa Liderança na Prática. Com o auxílio de outras ferramentas de gestão, a iniciativa visa preparar colaboradores para assumirem posições de liderança dentro da cooperativa. Assim, além de focar na educação de seus trabalhadores, a Viacredi diminui a taxa de rotatividade e melhora seus resultados.
