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NOTÍCIAS REPRESENTAÇÃO

Arnaldo Jardim reforça protagonismo do cooperativismo em 2026

Presidente da Frencoop analisa desafios e oportunidades do novo ciclo legislativo para o movimento 

Com o início do ano legislativo de 2026, o cooperativismo volta a ocupar espaço estratégico na agenda do Congresso Nacional, em um contexto marcado pela retomada dos debates estruturantes, pela proximidade das eleições gerais e pela necessidade de consolidar políticas públicas capazes de promover desenvolvimento econômico com inclusão social.  arnaldojardim 67791                 Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

À frente do processo de interlocução do movimento com os Poderes Legislativo e Executivo, o deputado Arnaldo Jardim (SP), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), se destaca como um dos maiores e mais atuantes parlamentares do país. 

Com uma trajetória consolidada e reconhecida pela capacidade de articulação suprapartidária, Arnaldo tem contribuído de forma estratégica e efetiva para fortalecer o reconhecimento do cooperativismo como um modelo econômico moderno, democrático e profundamente conectado ao desenvolvimento regional e sustentável do Brasil. 

E esse percurso construiu bases sólidas para esse novo ciclo de atuação, no qual o cooperativismo se posiciona como protagonista na formulação de soluções para desafios nacionais como crédito, sustentabilidade, inclusão produtiva, infraestrutura e participação cidadã.  

Nesta entrevista exclusiva para o Sistema OCB, o deputado analisa as perspectivas do trabalho legislativo em 2026, comenta o papel da Frencoop em um ano eleitoral e detalha as pautas prioritárias do cooperativismo no Congresso Nacional e na interlocução com o Poder Executivo. Confira: 

  1. O início de 2026 marca a retomada dos trabalhos no Congresso em um ano com características muito próprias. Como o senhor avalia esse momento para o cooperativismo e para a Frencoop? 

O início de 2026 é particularmente relevante porque reúne dois fatores importantes: a continuidade de uma agenda legislativa madura e a proximidade do processo eleitoral. Para o cooperativismo, isso significa a oportunidade de consolidar avanços, acelerar projetos estratégicos e reforçar seu papel como um modelo capaz de responder a desafios econômicos e sociais complexos. 

A Frencoop entra nesse novo ciclo com uma atuação organizada, suprapartidária e conectada às prioridades do país. Nosso compromisso é garantir que o cooperativismo siga presente no centro do debate legislativo, não como um tema setorial, mas como parte das soluções estruturantes para o desenvolvimento do Brasil. 

  1. Ao longo dos últimos anos, o senhor tem conduzido a Frencoop em um processo de fortalecimento institucional. Que balanço faz dessa trajetória e do papel da frente hoje no Congresso? 

A Frencoop se consolidou como um espaço de diálogo qualificado e de construção coletiva dentro do Parlamento. Hoje, é uma frente respeitada, com ampla adesão de parlamentares de diferentes partidos e regiões, o que demonstra a capilaridade e a relevância do cooperativismo no Brasil. 

Esse fortalecimento institucional é resultado de um trabalho contínuo de articulação, escuta e convencimento. Temos buscado mostrar, com dados e exemplos concretos, que as cooperativas geram emprego, renda, inclusão e desenvolvimento regional. Isso cria um ambiente político mais favorável, que permite avançar em pautas estratégicas e garantir maior segurança jurídica para o setor. 

  1. Entre as prioridades legislativas do cooperativismo em 2026, o PLP 262/2019 e o PL 357/2025 ganham destaque. Por que esses projetos são considerados estruturantes para o cooperativismo? 

PLP 262 trata do acesso das cooperativas aos fundos regionais de desenvolvimento, um tema central para reduzir desigualdades e estimular investimentos produtivos nos territórios. As cooperativas estão profundamente enraizadas nas regiões onde atuam e têm enorme capacidade de transformar recursos em desenvolvimento sustentável. Garantir esse acesso é reconhecer o papel estratégico do cooperativismo no crescimento regional do país. 

Já o PL 357, que é de minha autoria, reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional, tem um valor simbólico e institucional muito forte. Ele reforça que o cooperativismo não é apenas uma forma de organização econômica, mas uma expressão de valores como solidariedade, democracia, participação e responsabilidade social. Esse reconhecimento fortalece o setor no diálogo com o Estado e com a sociedade. 

  1. Além desses projetos, quais outras pautas prioritárias o cooperativismo acompanha no Congresso Nacional e na agenda do Poder Executivo em 2026? 

A agenda do cooperativismo é ampla e transversal. No Legislativo, acompanhamos projetos que tratam da reorganização de cooperativas, da inserção do cooperativismo nos currículos da educação nacional, da modernização de regras para produtos financeiros, além de temas ligados ao trabalho, à saúde, à energia e à sustentabilidade. São propostas que buscam atualizar o marco legal, dar mais segurança jurídica e ampliar as oportunidades de atuação das cooperativas. 

No âmbito do Poder Executivo, a prioridade está na regulamentação adequada de leis já aprovadas, especialmente em áreas como crédito, seguros, telecomunicações, cooperativas de trabalho e a própria reforma tributária, sempre com atenção ao respeito ao ato cooperativo. Também acompanhamos de perto agendas estratégicas como crédito rural, fundos constitucionais, licitações e o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões. Nosso esforço é garantir que o cooperativismo seja tratado de forma justa e coerente com sua natureza. 

  1. Como a Frencoop tem atuado na interlocução com o Poder Executivo diante dessa agenda regulatória tão relevante? 

A Frencoop exerce um papel de ponte institucional. Muitas vezes, o desafio não está apenas na aprovação da lei, mas na forma como ela será regulamentada. Por isso, mantemos um diálogo permanente com ministérios, agências reguladoras e órgãos do governo, sempre em articulação com o Sistema OCB. 

Nosso objetivo é contribuir tecnicamente para a construção de normas que reconheçam as especificidades do cooperativismo, promovam segurança jurídica e ampliem a capacidade das cooperativas de gerar desenvolvimento econômico e social. Esse diálogo qualificado é essencial para evitar distorções e garantir um ambiente regulatório equilibrado. 

  1. Em um ano de eleições gerais, que papel o senhor acredita que o cooperativismo pode desempenhar no debate público? 

O cooperativismo tem uma contribuição muito relevante a oferecer ao debate eleitoral. Ele está presente em milhares de municípios, fortalece economias locais e promove inclusão produtiva e financeira. É um modelo que dialoga diretamente com temas centrais da agenda nacional, como desenvolvimento regional, sustentabilidade, geração de oportunidades e participação social. 

Minha expectativa é que o cooperativismo ajude a qualificar o debate, mostrando que é possível crescer com equilíbrio, democracia e responsabilidade. As experiências concretas das cooperativas oferecem exemplos reais de políticas que funcionam e que podem inspirar decisões públicas mais eficientes. 

  1. Nesse contexto, qual a importância do Programa de Educação Política do Sistema OCB? 

A educação política é fundamental para o fortalecimento da democracia. O Programa de Educação Política do Sistema OCB contribui para formar cidadãos mais conscientes, capazes de compreender o funcionamento do Estado e de participar de forma qualificada do debate público. 

Quando cooperados e dirigentes entendem melhor o processo legislativo e as políticas públicas, eles se tornam agentes ativos da transformação social. Isso fortalece o cooperativismo e contribui para uma democracia mais participativa, transparente e responsável. 

  1. Para finalizar, que mensagem o senhor deixa para o movimento cooperativista neste início de 2026?

A mensagem é de confiança e perspectiva de futuro. O cooperativismo tem demonstrado, de forma consistente, sua capacidade de gerar desenvolvimento com inclusão, resiliência e responsabilidade. A Frencoop seguirá firme na defesa desse modelo, trabalhando para que o ambiente legislativo e institucional seja cada vez mais favorável. 

Cooperar é construir soluções coletivas para desafios complexos. E o Parlamento tem a responsabilidade de criar as condições para que o cooperativismo continue crescendo, inovando e contribuindo para um Brasil mais justo, sustentável e democrático. 

 

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