Sistema OCB participa do lançamento da Plataforma Parque Cafeeiro
Ferramenta da Conab garante rastreabilidade e certifica café brasileiro como livre de desmatamento
Nesta terça-feira (24), o Sistema OCB marcou presença no lançamento oficial da Plataforma Parque Cafeeiro, iniciativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que apoia a rastreabilidade do café brasileiro, inclusive para atender às exigências do mercado internacional, especialmente da União Europeia.
Desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a plataforma consolida bases de dados públicos, integra sistemas governamentais e utiliza monitoramento por satélite para assegurar transparência e conformidade ambiental.
Cooperativismo como vetor de confiança
O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, esteve presente no lançamento e destacou o papel estratégico da ferramenta para a competitividade do café nacional. Ele também ressaltou a ligação histórica entre cooperativismo agropecuário e cafeicultura. “O café ajudou a desenvolver o cooperativismo no Brasil, e as cooperativas potencializaram a cadeia do café. Hoje, mais de 50% do café brasileiro tem origem no modelo cooperativista”.
Para Márcio, a Plataforma Parque Cafeeiro representa um avanço tecnológico e institucional. Segundo ele, ao utilizar inteligência artificial, integração de dados públicos e capacidade técnica da Conab como centro de inteligência estratégica, o Brasil fortalece um ativo essencial: a confiança. “Vivemos um tempo de excesso de informação e de perda de credibilidade. O insumo mais raro hoje é a confiança. E é isso que essa plataforma entrega: um processo seguro, transparente e verificável”, declarou. 
Sustentabilidade como ativo
A ferramenta pública e gratuita oferece segurança para confirmação das informações aos produtores, exportadores e importadores. Ao encerrar sua fala, Márcio reforçou que a sustentabilidade não deve ser vista como passivo regulatório, mas como vantagem competitiva. “Sustentabilidade é o nosso maior ativo. Precisamos transformar isso em valor para o produtor e para o Brasil”.
