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10/06/2026
Emprega Coop é lançado no Conselhão para conectar talentos e coops
Plataforma criada pelo Sistema OCB, MEC, BNDES e Conselhão começa a operar em 1º de julho
O cooperativismo apresentou, nesta terça-feira (10), uma solução construída a partir do diálogo entre governo e sociedade civil para enfrentar desafios de empregabilidade e desenvolvimento regional. Durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, foi lançado oficialmente o Emprega Coop, plataforma que conecta profissionais formados pelo ensino técnico e superior às oportunidades oferecidas pelas cooperativas de crédito da Amazônia Legal.
A iniciativa foi apresentada ao presidente da República, ministros de Estado e conselheiros do CDESS como uma das Foto: Gil Ferreira / SRI-PR entregas do Grupo de Trabalho Amazônia. Desenvolvido em parceria entre o Sistema OCB, o Ministério da Educação (MEC), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o próprio Conselho, o projeto começará a funcionar para o público em 1º de julho.
Durante o lançamento, o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destacou que o Emprega Coop é resultado direto da construção coletiva promovida pelo Conselhão e da capacidade de articulação entre governo e setor produtivo em torno de soluções para desafios concretos do país. “Entre as ações propostas pelo GT Amazônia, entregamos hoje uma iniciativa voltada ao fortalecimento do desenvolvimento regional e à valorização do capital humano formado na Amazônia”, afirmou.
Conexão
A proposta surge em um contexto de expansão do ensino superior e da educação tecnológica na Amazônia Legal. Nos últimos anos, o avanço da interiorização do ensino permitiu que milhares de jovens tivessem acesso à formação universitária e técnica em diferentes territórios da região. Paralelamente, o cooperativismo de crédito ampliou sua presença e fortaleceu a inclusão financeira, a geração de renda e o desenvolvimento das economias locais.
Apesar desses avanços, ainda persistem desafios para aproximar a formação profissional das demandas do mercado de trabalho. Muitas cooperativas encontram dificuldades para recrutar profissionais qualificados, enquanto parte dos egressos do ensino técnico e superior enfrenta obstáculos para ingressar ou se reposicionar no mercado.
Foi a partir desse diagnóstico que nasceu o Emprega Coop. A plataforma utiliza inteligência artificial para conectar profissionais às vagas disponíveis nas cooperativas de crédito da Amazônia Legal e facilita o acesso à primeira oportunidade de trabalho ao ampliar as possibilidades de recrutamento para as cooperativas.
Capacitação
Além da conexão entre candidatos e vagas, a iniciativa incorpora uma estratégia de qualificação profissional. Integrado à CapacitaCoop, plataforma de aprendizagem a distância do Sistema OCB, o Emprega Coop disponibilizará trilhas de formação voltadas ao cooperativismo. Atualmente, a plataforma reúne mais de 250 cursos gratuitos, que permitem aos participantes conhecer melhor o modelo de negócios cooperativista e desenvolver competências alinhadas às necessidades do setor.
Para o presidente Márcio, esse é um dos principais diferenciais do projeto. “O Emprega Coop é mais que um simples portal de vagas. Além de utilizar a inteligência artificial para aproximar perfis profissionais das oportunidades disponíveis, a plataforma oferece trilhas de capacitação sobre cooperativismo e formação profissional em geral por meio da CapacitaCoop”.
Os participantes que concluírem as capacitações receberão um selo que ficará visível em seus perfis, valorizando sua preparação diante dos recrutadores. A iniciativa também conta com a participação ativa das instituições de ensino. O MEC atuará na articulação com universidades e institutos federais por meio de termos de adesão, criando um fluxo contínuo de encaminhamento de egressos para a plataforma.
Expansão
A proposta busca enfrentar três desafios estruturais identificados pelas cooperativas de crédito na Amazônia Legal: a escassez de talentos qualificados, o descompasso entre a formação acadêmica e as necessidades do mercado cooperativista e a necessidade de ampliar o conhecimento dos jovens sobre as oportunidades profissionais existentes no setor.
Embora tenha início voltado ao cooperativismo de crédito da Amazônia Legal, o projeto já nasce com perspectiva de expansão. A expectativa é que a plataforma evolua para atender cooperativas de diferentes ramos e regiões do país, ampliando seu alcance e impacto social.
“Estamos iniciando pela Amazônia Legal e pelo cooperativismo de crédito. Mas nossa ambição é maior: transformar o Emprega Coop em uma plataforma nacional de empregabilidade para todo o cooperativismo brasileiro”, finalizou Márcio.
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19/05/2026
Cooperativas impulsionam trabalho, renda e oportunidades no Brasil
O taxista Alan Câmara não lembra exatamente o dia em que se apaixonou pelo trabalho, mas sabe bem onde isso aconteceu: dentro de uma cooperativa. Tudo começou em 1997, logo após tirar a carteira de motorista, quando o pai, com quem divide a mesma profissão, o levou para a cooperativa Táxi União, de São Luís (MA). Assim como outros milhões de brasileiros, ele encontrou no cooperativismo uma forma de trabalhar com dignidade, garantir renda justa e crescer ao lado de pessoas que compartilham os mesmos valores.
Ao longo de quase 30 anos, Câmara trabalhou em outras áreas, mas sempre voltava ao táxi. Formado em educação física, por um tempo se dividia entre as aulas e as viagens com passageiros, mas no momento em que o setor passou por seu maior desafio – com a chegada dos aplicativos de transporte – fez sua escolha definitiva. Nessa época, decidiu se dedicar à gestão cooperativista e fortalecer a Táxi União para apoiar outros motoristas como ele a se manter no mercado de trabalho.
“A chegada dos aplicativos não teve tanto impacto na nossa cooperativa e a explicação está na essência do modelo do cooperativismo. A categoria de motorista tem um piso salarial muito abaixo e aqui a gente tem liberdade de empreender. De certa forma, o cooperativismo promove uma justiça social”, avalia o hoje diretor da Táxi União.
A cooperativa, que antes atendia apenas passageiros avulsos, passou a fechar contratos com empresas, garantindo renda estável para os cooperados e gerando oportunidades para novos profissionais. “O coop abre portas para pessoas que, muitas vezes, não enxergavam possibilidade nenhuma de trabalho, mostra um novo caminho”.
O gestor também fala com orgulho das famílias que cresceram junto com a Táxi União, de pais que transmitiram o ofício aos filhos e de profissionais que encontraram ali estabilidade em meio às incertezas do setor. “O cooperativismo é um porto seguro. Mesmo quem tem outra formação ou já tentou outros caminhos acaba voltando, porque aqui encontra segurança e perspectiva”, afirma.
Valorização profissional
Essa sensação de segurança e pertencimento não é exclusiva da cooperativa maranhense de transporte. No Rio de Janeiro, a especialista em Gestão de Projetos em TI Daiane Alves, diretora-presidente da cooperativa LibreCode, viveu algo semelhante ao ver profissionais qualificados, antes invisibilizados pelo mercado tradicional, recuperarem a dignidade no trabalho cooperativo. Na cooperativa digital de tecnologia da informação, ela conta que a relação entre os cooperados é construída no dia a dia, com proximidade, transparência e corresponsabilidade.
“A gente não enxerga pessoas como recursos, mas como parte da construção da cooperativa. Os cooperados têm voz, participam das estratégias e compartilham não só os resultados, mas também as responsabilidades”, explica.
Para Daiane, estar e trabalhar no cooperativismo é assumir o protagonismo da própria trajetória. “É um modelo onde sua voz é ouvida, onde as decisões são construídas coletivamente e onde o resultado não pertence a uma estrutura distante, mas às pessoas que constroem o dia a dia da organização”, afirma.
Além do ambiente de trabalho colaborativo e da gestão democrática, a gestora também destaca outro diferencial das cooperativas: o cuidado com as pessoas, principalmente em momentos de adversidade. Daiane recorda quando a LibreCode se mobilizou para apoiar um cooperado que perdeu tudo durante as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024. A resposta não foi apenas operacional, mas uma mobilização coletiva para ajudar alguém a reconstruir a vida.
“O cooperativismo não se limita ao trabalho. Ele é uma rede de cuidado e responsabilidade compartilhada. Quando me lembro dessa experiência, fica claro que a transformação vem da forma como as pessoas se reerguem, se reconhecem e caminham juntas”.
Trabalho cooperativo
As histórias de Alan e Daiane fazem parte de um movimento bem maior. As cooperativas brasileiras reúnem 25,8 milhões de cooperados, com muitas histórias de motoristas, analistas de sistemas, produtores rurais, professores, médicos e outros profissionais que se juntaram para empreender coletivamente e trabalhar com mais segurança e perspectivas.
Além disso, o setor emprega 578.035 pessoas em todo o país, segundo dados do AnuárioCoop 2025, número que vem crescendo de forma sustentada ao longo dos anos. “O cooperativismo é um modelo de negócios que demonstra constante capacidade de geração de empregos no Brasil, contribuindo de forma expressiva para a economia e o desenvolvimento social. Em um cenário de constantes desafios econômicos e mudanças no mercado de trabalho, as cooperativas têm se destacado por sua resiliência e capacidade de criar oportunidades de trabalho nos seus diversos ramos”, avalia a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Notícias eventos
23/04/2026
Novo Estatuto do Aprendiz avança na Câmara
Proposta que preserva primazia do Sistema S e segue para o Senado
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (22), o parecer da deputada Flávia Morais (GO) ao Projeto de Lei 6.461/2019, que institui o novo Estatuto do Aprendiz. A matéria, que integra a Agenda Institucional do Cooperativismo, segue agora para análise do Senado Federal.
A proposta substitui a atual Lei da Aprendizagem Profissional (10.097/2000) e estabelece novas diretrizes para a contratação e formação de jovens aprendizes no país. Entre os pontos abordados estão regras sobre jornada de trabalho, definição de Bruno Spada/Câmara dos Deputados cotas e parâmetros para a implementação dos programas de aprendizagem.
O objetivo central é ampliar o acesso de jovens entre 14 e 24 anos ao mercado de trabalho, com prioridade para adolescentes de 14 a 18 anos e pessoas em situação de vulnerabilidade social. O texto também mantém a possibilidade de participação de pessoas com deficiência sem limite máximo de idade.
Na prática, o objetivo do novo Estatuto do Aprendiz é simplificar processos de contratação e atualização de dispositivos operacionais e metodológicos dos programas de formação. A intenção é tornar o modelo mais eficiente e ampliar o alcance das iniciativas de qualificação profissional.
Atuação
O Sistema OCB, juntamente com as Confederações Patronais e demais entidades do Sistema S, atuou para garantir a preservação da primazia do Sistema S na oferta de cursos de aprendizagem profissional. Além disso, houve atuação para aperfeiçoar critérios relacionados às cotas de aprendizagem, com foco na adequação às características das atividades desenvolvidas pelas cooperativas e empresas.
“A preservação da primazia do Sistema S na oferta de aprendizagem profissional é essencial para garantir a qualidade, a capilaridade e a experiência de instituições que já são referência na formação de jovens no Brasil. Para o cooperativismo, isso traz mais segurança e previsibilidade, além de fortalecer um modelo que tem resultados concretos na qualificação profissional e na inclusão produtiva”, afirmou a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
A tramitação do projeto no Senado continuará sendo acompanhada de perto pelo Sistema OCB.
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06/03/2026
II Conferência do Trabalho avança em propostas para relações de trabalho
Sistema OCB acompanhou debates que discutiram qualificação, inclusão produtiva e segurança jurídica
Encerrada nesta quinta-feira (5), a II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT) marcou a etapa final de um amplo processo de diálogo social voltado à construção de diretrizes para o futuro do trabalho no Brasil. O encontro, promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), resultou na consolidação de propostas destinadas ao fortalecimento das relações de trabalho, da negociação coletiva e da segurança jurídica.
O Sistema OCB acompanhou os debates ao longo de toda a conferência e participou das discussões técnicas que analisaram propostas elaboradas nas etapas estaduais realizadas entre setembro e dezembro de 2025. Delegados de todas as unidades da Federação participaram da etapa nacional, que reuniu cerca de três mil representantes e analisou centenas de contribuições encaminhadas pelos estados.
Construção coletiva
A etapa nacional da conferência consolidou propostas construídas ao longo de meses de debates realizados em todos os estados brasileiros. Durante o encontro em São Paulo, os 689 delegados credenciados, distribuídos entre representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores, avaliaram as contribuições apresentadas nas etapas estaduais e deliberaram sobre as diretrizes consideradas prioritárias para orientar as políticas públicas relacionadas ao mundo do trabalho.
Entre os temas discutidos estiveram a ampliação das políticas de qualificação profissional, o fortalecimento da negociação coletiva, a promoção da inclusão produtiva, o aprimoramento dos instrumentos de proteção social e a atualização de atos normativos. Também estiveram em pauta os impactos das transformações tecnológicas e produtivas sobre o mercado de trabalho e a necessidade de adaptação das políticas públicas a esse novo cenário.
Dos 56 temas avaliados ao longo da conferência, os grupos consensuaram 17 propostas para deliberação na plenária final. Após a votação pelos delegados presentes, 10 propostas foram aprovadas por ampla maioria.
A conferência reafirmou ainda a importância do diálogo social e da construção tripartite — entre trabalhadores, empregadores e governo — como caminho para enfrentar os desafios do mercado e ampliar as oportunidades de emprego e renda no país.
Cooperativismo presente
O Sistema OCB participou ativamente das discussões da conferência, contribuindo com o olhar do cooperativismo sobre o futuro das relações de trabalho e o papel do setor na geração de oportunidades em diferentes regiões do país. Inclusive, foi líder da bancada dos empregadores em um dos grupos técnicos, cujo tema central tratou da Proteção e Inclusão Produtiva.
A delegação do cooperativismo foi formada por representantes das organizações estaduais e do Sistema OCB Nacional: Rodrigo Forneck, superintendente da OCB/AC; Lene de Matos, Gerente de Relações Institucionais do OCB/RO; José Pedro Pedrassani, assessor jurídico da Ocergs; Geraldo Magela, Assessor institucional do Sistema Ocemg; Enoque Gomes, engenheiro de segurança do trabalho do Sistema Ocepar; Ângela Gedeon, assessora jurídica trabalhista do Sistema Oceb; e Bruno Vasconcelos, coordenador de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNCoop e representante do Sistema OCB no evento.
“A presença do cooperativismo nesse debate é fundamental para demonstrar que é possível conciliar geração de renda, inclusão produtiva e valorização das pessoas. O modelo cooperativista nasce do trabalho organizado e da participação, e por isso tem muito a contribuir com a construção de soluções para o futuro do trabalho no país”, destacou Bruno.
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03/03/2026
Manifesto sobre jornada de trabalho é entregue ao Senado
Davi Alcolumbre recebeu documento e sinalizou para debate qualificado, com ampla escuta aos setores
A presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella, participou nesta terça-feira (3) de reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a entrega do manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil. O documento, subscrito por 102 entidades representativas do setor produtivo, consolida posição conjunta em defesa de uma transição responsável, com base técnica e respeito às diferenças setoriais.
Segundo Tania, o manifesto é fruto de um processo de construção iniciado no âmbito das entidades que integram o IPA e ampliado a outras organizações nacionais. “O que estamos defendendo é um debate estruturante para o país. Modernizar é legítimo e necessário, mas é preciso fazer isso com racionalidade, previsibilidade e segurança jurídica. O setor produtivo quer participar da construção das soluções”, afirmou Tania.
Durante a reunião, Davi Alcolumbre sinalizou abertura ao diálogo e reforçou que o tema terá tratamento institucional, com escuta ampla e qualificada. A avaliação é que qualquer mudança na jornada de trabalho exige maturidade política e análise técnica consistente.
As entidades defendem que qualquer transição seja acompanhada de estudos de impacto econômico, mecanismos de adaptação setorial e previsibilidade regulatória. O documento aponta que mudanças abruptas podem pressionar custos operacionais, afetar o emprego formal e comprometer a competitividade de cadeias produtivas estratégicas para o país.
Para Tania, a reunião representou um passo importante na consolidação de um diálogo institucional responsável. “O presidente do Senado demonstrou sensibilidade ao tema e disposição para ouvir todos os setores. Isso é fundamental. Estamos colocando nossa contribuição técnica à disposição do Congresso porque acreditamos que o Brasil pode avançar, desde que com equilíbrio e visão de longo prazo”, declarou.
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03/03/2026
Setor produtivo se une por transição responsável da jornada de trabalho
Manifesto assinado pelo Sistema OCB e outras 101 entidades pede respeito às diferenças setoriais
O Sistema OCB participou, nesta terça-feira (3), da reunião-almoço na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para debater a modernização da jornada de trabalho no Brasil. Durante o evento, a presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella, formalizou a entrega do manifesto do setor produtivo sobre o assunto. O documento, assinado por 102 entidades, foi apresentado aos presidentes de frentes parlamentares como contribuição ao debate em curso no Congresso Nacional.
Tania destacou que a iniciativa é resultado de um processo de diálogo construído ao longo dos últimos meses. Segundo ela, a discussão foi iniciada no âmbito das entidades que compõem o IPA e ampliada a outras confederações patronais, com o objetivo de amadurecer o tema antes de levá-lo formalmente ao Parlamento.
Para a presidente executiva, o manifesto representa uma posição de responsabilidade institucional. “A questão aqui é fazer uma discussão racional, estruturante e sustentável para o país. Estamos dizendo que queremos participar da construção, ocupar os espaços e buscar as melhores alternativas”, afirmou.
O texto reconhece que modernizar a jornada é uma pauta legítima e importante para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas destaca que o resultado dessa mudança depende de como ela será implementada. Na avaliação das entidades, uma transição feita de forma abrupta, sem base técnica e sem considerar as particularidades de cada setor, pode afetar o emprego formal, elevar custos de produção e comprometer a competitividade
Ao entregar o documento, Tania reforçou que o objetivo é conferir unidade à posição do setor produtivo e colocar as entidades à disposição do Congresso Nacional. “Estamos juntos para amadurecer esse debate. É um passo importante, mas que precisa ser dado com maturidade e coerência”, ressaltou.
Cooperativismo atento aos impactos
No cooperativismo, a preocupação é direta, especialmente para os ramos Agropecuário e de Saúde, que concentram grande volume de empregos e operam com atividades contínuas, sazonalidade e presença estratégica em diversas regiões do país.
Em cenários de redução da jornada sem diminuição salarial, os estudos indicam impacto expressivo sobre a folha de pagamento e necessidade adicional de contratações para manter o nível atual de atendimento e produtividade.
“Esse manifesto é exatamente para isso: colocar o setor à disposição para essa grande discussão e reforçar que queremos avançar juntos, com responsabilidade e visão de longo prazo”, finalizou Tania.
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12/02/2026
Sistema OCB debate modernização da escala de trabalho e segurança jurídica
Entidade acompanha discussões e reforça necessidade de atuação conjunta do setor produtivo
O Sistema OCB participou, nesta quarta-feira (11), de reunião promovida pela Comissão Trabalhista do Instituto Pensar Agro (IPA) para discutir a modernização da jornada de trabalho. O encontro reuniu representantes de diferentes segmentos do setor produtivo, além de confederações patronais e entidades setoriais, em um esforço multissetorial para avaliar cenários e alinhar estratégias.
A discussão ocorreu em meio à tramitação de propostas que tratam do fim da escala 6x1 e da redução da carga horária semanal. Para o Sistema OCB, o debate exige cautela e responsabilidade institucional, sobretudo no que se refere às particularidades de cada segmento econômico.
“A modernização das relações de trabalho é um tema legítimo e necessário, mas precisa ser conduzida com equilíbrio, diálogo e base técnica. O cooperativismo, por exemplo, atua em diferentes realidades econômicas e sociais, e qualquer mudança deve considerar essa diversidade”, afirmou a presidente executiva do Sistema OCB e presidente do IPA, Tania Zanella.
Segundo ela, a construção de soluções passa pelo diálogoentre os setores e pelo fortalecimento da negociação coletiva como instrumento capaz de conciliar proteção ao trabalhador e viabilidade econômica. “Defendemos uma atuação conjunta e estratégica do setor produtivo. O caminho mais seguro é aquele que respeita as especificidades de cada atividade e garante relações de trabalho harmoniosas”, acrescentou.
O sociólogo e professor José Pastore participou do debate e alertou que a redução da jornada por imposição legal pode desencadear uma série de ajustes econômicos nos empreendimentos, especialmente onde não houver capacidade de absorver o aumento do custo do trabalho. Entre os possíveis efeitos, ele citou o repasse de despesas aos preços; a substituição de trabalhadores e o aumento da rotatividade; a aceleração da automação como alternativa para conter custos e até a redução da escala produtiva, com impactos sobre crescimento e emprego.
Pastore também chamou atenção para ocupações remuneradas por comissão ou produtividade, nas quais a diminuição da jornada, sem reequilíbrio do modelo, pode resultar em queda de renda. Em contraponto, defendeu que a tendência internacional aponta para a redução da jornada por meio da negociação coletiva, e não por imposição legal. Para ele, o Brasil já dispõe de instrumentos de flexibilização e compensação.
Ao final, as entidades destacaram a importância de consolidar dados técnicos e estimativas de impacto que ajudem a dimensionar os efeitos das propostas para o setor produtivo e para a sociedade. Também ressaltaram a necessidade de qualificar o debate público com informações consistentes, evitando simplificações e leituras polarizadas.
O Sistema OCB segue acompanhando a pauta com prioridade e participando das articulações institucionais, com o objetivo de mitigar riscos ao modelo cooperativista e contribuir para uma agenda trabalhista que promova segurança jurídica e desenvolvimento sustentável.
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17/12/2025
Sistema OCB debate regulamentação das coops de trabalho com governo
Encontro discutiu decreto da Lei nº 12.690/12 e revisão da contribuição previdenciária
O Sistema OCB se reuniu, nesta terça-feira (16), com o secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Gilberto Carvalho, e com Fernando Zamban, diretor do Departamento de Parcerias e Fomento, para tratar da minuta de decreto que regulamenta a Lei 12.690/2012, que dispõe sobre as cooperativas de trabalho. A agenda teve como foco o aprimoramento do marco legal, com vistas a garantir maior segurança jurídica, valorização do modelo cooperativista e melhores condições de atuação para essas organizações em todo o país.
Durante o encontro, o Sistema OCB destacou a importância de uma regulamentação clara e alinhada à realidade das cooperativas de trabalho, que reconheça suas especificidades e reforce o papel dessas organizações na geração de trabalho, renda e inclusão produtiva. A entidade ressaltou que a regulamentação adequada da lei é fundamental para evitar interpretações equivocadas e assegurar um ambiente mais estável para cooperados e cooperativas.
Outro ponto central da conversa foi a necessidade de revisão da alíquota de contribuição previdenciária dos cooperados enquadrados como contribuintes individuais. O Sistema OCB argumentou que a medida pode resultar em aumento da renda dos cooperados, além de contribuir para a sustentabilidade econômica das cooperativas de trabalho, sem prejuízo à proteção social.
Para o Sistema OCB, o diálogo com o governo é estratégico para o fortalecimento do cooperativismo de trabalho. “A regulamentação da Lei 12.690 é fundamental para dar segurança jurídica às cooperativas, valorizar o trabalho cooperado e assegurar condições mais justas para quem escolhe esse modelo de organização. Ao mesmo tempo, a revisão da alíquota previdenciária pode representar um avanço importante na renda dos cooperados e na sustentabilidade das cooperativas”, destacou Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB.
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22/09/2025
Sistema OCB e Ocepar debatem desafios do Ramo TPBS em Maringá
Fórum destacou boas práticas, impacto da reforma tributária e experiências de gestão
As cooperativas do ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços (TPBS) estiveram reunidas nesta quinta-feira (18), em Maringá (PR), no Fórum Estadual do Ramo, promovido pelo Sistema Ocepar com o apoio da Unicampo. O encontro contou com a participação do Sistema OCB e de cerca de 35 dirigentes e gestores de nove cooperativas paranaenses, que trocaram experiências e discutiram os principais desafios e oportunidades do setor.
Logo na abertura, a Unicampo apresentou seu modelo operacional, com foco em controles internos e no relacionamento com os cooperados. A cooperativa é referência na prestação de serviços de assistência e consultoria ao setor agropecuário, e sua experiência serviu de inspiração para as demais participantes. Ao longo da manhã, também foram discutidos o impacto da reforma tributária sobre o ramo e os números consolidados das cooperativas TPBS no estado.
O diretor da Unicampo e coordenador do Fórum Paranaense do Ramo TPBS, Luciano Ferreira Lopes, ressaltou a importância de receber o evento na nova sede da cooperativa em Maringá. Segundo ele, o fórum foi uma oportunidade de integração, com a participação de diversas cooperativas, “Foi uma honra sediar esse encontro e poder mostrar nosso modelo de trabalho. Além disso, tivemos uma programação bastante rica, que abordou desde os impactos da reforma tributária até os desafios e perspectivas das cooperativas de trabalho no Brasil. O saldo é extremamente positivo e fortalece ainda mais a união do ramo”, afirmou.
Na parte da tarde, a programação contou a participação da analista da Gerência de Relações Institucionais do Sistema OCB, Priscilla Silva Coelho, que apresentou as ações e projetos desenvolvidos pela entidade em apoio ao ramo TPBS em todo o país. “O Fórum foi uma oportunidade para reforçar a integração e fortalecer a representatividade das cooperativas do ramo. Além de conhecerem de perto a experiência da Unicampo, os dirigentes puderam dialogar sobre os desafios comuns e compartilhar boas práticas de gestão e governança. Esse tipo de encontro presencial gera pertencimento e amplia a rede de apoio entre as cooperativas”, destacou Priscilla.
Um dos pontos altos do evento foi justamente a realização presencial, que permitiu maior interação entre os dirigentes. Após um período em que reuniões virtuais se tornaram mais frequentes, o contato direto foi avaliado pelos participantes como essencial para estreitar laços, promover a confiança e ampliar a troca de informações entre as cooperativas.
Atualmente, o Paraná conta com 16 cooperativas do ramo TPBS, atuando em segmentos que vão desde assistência técnica agrícola e pecuária até turismo, ensino de línguas, tecnologia da informação e prestação de serviços especializados. Juntas, elas reúnem mais de 8,2 mil cooperados, empregam 139 pessoas e registraram, em 2024, movimentação financeira de R$ 360,6 milhões.
O evento foi encerrado com um levantamento das principais demandas das cooperativas presentes, que irão compor a agenda de trabalho do ramo no estado.
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28/08/2025
Sistema OCB debate desafios das cooperativas de trabalho
Evento reuniu lideranças para discutir previdência, licitações e avanços do setor
O Sistema OCB participou, na quarta-feira (26), do Encontro das Cooperativas de Trabalho do Rio Grande do Sul, evento promovido pela Federação das Cooperativas de Trabalho do estado (Fe Trabalho RS), com apoio do Sistema Orcergs. Realizado em Porto Alegre, o encontro reuniu lideranças, especialistas e cooperados para debater os principais desafios e oportunidades do ramo, que desempenha papel essencial na geração de trabalho e renda em diferentes setores da economia.
Representaram o Sistema OCB a analista técnica da Gerência de Relações Institucionais, Priscilla Silva Coelho, e o advogado Paulo Portuguez, que conduziram uma parte da agenda com duas pautas centrais: a contribuição previdenciária individual dos cooperados e a participação das cooperativas de trabalho em licitações públicas.
Reforma tributária e previdência em pauta
Na parte da manhã, os participantes acompanharam uma consultoria especializada sobre os impactos da reforma tributária nas cooperativas de trabalho. O tema despertou grande interesse, já que o setor busca segurança jurídica e melhores condições para competir em igualdade com outros modelos econômicos.
À tarde, Priscilla apresentou o estudo desenvolvido pelo Sistema OCB sobre os impactos da atual contribuição previdenciária incidente sobre os cooperados. Hoje, o trabalhador associado à cooperativa de trabalho é enquadrado como contribuinte individual e sofre com a incidência de uma alíquota de 20% sobre sua remuneração.
“Esse modelo onera de forma excessiva o cooperado e acaba desestimulando a adesão ao cooperativismo de trabalho. Nosso estudo mostra que a carga previdenciária para o cooperado é muito mais pesada do que para profissionais contratados por CLT, pessoas jurídicas, e até mesmo o modelo instituído pelo MEI, gerando uma concorrência desigual. Muitas cooperativas têm perdido associados por conta dessa realidade”, explicou Priscilla.
O levantamento, que analisou casos de cooperativas de diferentes áreas, apontou as faixas de renda que são mais impactadas e comparou a tributação com outros Como encaminhamento, o estudo proporciona trazer novas informações que embasam a atuação institucional do Sistema OCB junto ao Legislativo e ao Executivo, buscando construir alternativas mais justas.
Licitações: busca por igualdade de condições
Na sequência, Paulo Portuguez tratou das dificuldades enfrentadas pelas cooperativas de trabalho para participar de licitações públicas. Apesar de não haver justificativa legal consistente, muitos editais ainda restringem a presença das cooperativas.
“Há uma série de interpretações equivocadas em normativos que acabam limitando a participação das cooperativas em licitações. Nosso esforço tem sido mostrar que elas têm plena capacidade de prestar serviços e que impedir sua participação significa restringir a concorrência e prejudicar a coletividade”, destacou Paulo.
Segundo ele, o Sistema OCB vem desenvolvendo um plano de ação junto à Advocacia-Geral da União (AGU), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e a outros órgãos federais para construir uma nova interpretação da legislação e eliminar barreiras desnecessárias. “O que defendemos é igualdade de condições. As cooperativas precisam ser vistas como empreendimentos sólidos, que geram emprego, renda e entregam resultados de qualidade à sociedade”, reforçou.
Cooperação em rede
O encontro foi considerado um momento estratégico de aproximação entre o Sistema OCB e as cooperativas de trabalho gaúchas. Além de apresentar estudos e encaminhamentos, a equipe nacional pôde ouvir de perto as principais demandas das organizações, fortalecendo a agenda conjunta de atuação.
Para Priscilla, a oportunidade foi valiosa. “O diálogo com as cooperativas em campo é fundamental. É ouvindo as dores e expectativas delas que conseguimos construir propostas consistentes e defender políticas públicas que realmente façam diferença”, afirmou.
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17/07/2025
Sistema OCB participa da organização da 2ª Conferência do Trabalho
Regimento da Comissão foi aprovado em reunião no Ministério do Trabalho e Emprego
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sediou, nesta quinta-feira (17), a primeira reunião da Comissão Organizadora Nacional (CON) da 2ª Conferência Nacional do Trabalho. O encontro marcou o início oficial da organização da conferência, que será realizada em março de 2026, em São Paulo. O Sistema OCB, por meio da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), tem participação ativa na CON, com assento titular na bancada dos empregadores.
Coordenado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o encontro teve como pauta principal a aprovação do regimento interno da Comissão, que será publicado nos próximos dias no Diário Oficial da União. A CON é de caráter tripartite e reúne representantes do governo federal, das centrais sindicais e das confederações de empregadores.
Durante a reunião, também foi definido o calendário das conferências estaduais e distrital, que ocorrerão entre os dias 15 de setembro e 12 de dezembro de 2025. Essas etapas preparatórias vão subsidiar os debates da fase nacional, prevista para a segunda semana de março de 2026.
Para o coordenador de relações trabalhistas e sindicais da CNCoop, Bruno Vasconcelos, o clima de cooperação entre os membros da Comissão reforça a importância da construção coletiva. “A transparência e o diálogo permanente, buscando sempre o consenso, serão fundamentais para que a etapa nacional tenha bons debates em prol do aprimoramento das relações de trabalho”, afirmou.
A participação do Sistema OCB na CON é estratégica para garantir que os interesses do setor cooperativista estejam representados nas discussões que impactam diretamente as relações de trabalho no país.
A Conferência Nacional do Trabalho reunirá cerca de 700 delegados de todo o Brasil para discutir políticas públicas de emprego e trabalho decente. O evento visa desenvolver diretrizes que impactem as políticas públicas do trabalho e o programa geral de governo relacionado ao mundo do trabalho.
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Notícias negócios
26/06/2025
Parceria CIEE e Sistema OCB fortalece formação de jovens aprendizes
Proposta atende diretrizes do Ministério do Trabalho e reforça papel do cooperativismo na inclusão produtiva da juventude
O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e o Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) firmaram uma parceria estratégica para incluir o cooperativismo nos programas de formação da aprendizagem profissional, conforme previsto na Portaria 3.872/2023 do Ministério do Trabalho e Emprego.
Com base no artigo 18 da normativa, que determina a abordagem de conteúdos sobre cooperativismo e empreendedorismo autogestionário com foco na juventude, o Sistema OCB, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), desenvolveu um material didático completo e adaptável para jovens aprendizes. A iniciativa visa apoiar entidades formadoras, como o próprio CIEE, no cumprimento da legislação e, sobretudo, na formação cidadã e profissional de adolescentes e jovens.
O conteúdo foi elaborado para uso em diferentes modalidades (presencial, híbrida e à distância), com cargas horárias flexíveis entre 8 e 16 horas. As apostilas dos aprendizes combinam teoria e prática em uma linguagem acessível e preparada para promover competências técnicas, sociais e colaborativas. Já os guias dos instrutores oferecem suporte pedagógico completo, com orientações para aplicação dos conteúdos em sala de aula e no ambiente virtual.
Além disso, foi criado um guia exclusivo para as entidades formadoras, que apresenta as possibilidades de uso do material. A parceria também contempla sugestões de cursos e vídeos da CapacitaCoop, plataforma de ensino EAD do Sistema OCB, que podem ser incorporados aos programas permanentes de capacitação de instrutores, conforme exige o artigo 10 da Portaria.
“Acreditamos que o cooperativismo é uma poderosa ferramenta de transformação social, especialmente para os jovens em fase de iniciação profissional. Com essa parceria, estamos ajudando a construir um futuro mais colaborativo, justo e sustentável”, afirma Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
“A parceria com o Sescoop reforça o compromisso do CIEE em oferecer conteúdos de qualidade aos aprendizes. O cooperativismo é um tema fundamental e crucial para o desenvolvimento econômico e social do país e passar esse conhecimento para a juventude é imprescindível”, ressalta Elaine Bancalá, gerente Nacional de Aprendizagem do CIEE.
A ação também reforça o compromisso das instituições com a qualificação profissional da juventude brasileira e com a disseminação dos princípios cooperativistas como alternativa viável e promissora de geração de renda, inclusão produtiva e protagonismo juvenil.
O cooperativismo emprega, segundo o Anuário do Cooperativismo 2024, mais de 550 mil pessoas em todo o Brasil e as perspectivas de crescimento são expressivas. São 23,4 milhões de cooperados que geraram R$ 692 milhões em movimentação financeira em 2023. Com o desafio BRC 1 TRI, o objetivo até 2027, é chegar a 30 milhões de cooperados e R$ 1 trilhão em movimentação.
O CIEE, por sua vez, tem 61 anos de atuação e é a maior ONG de inclusão social e empregabilidade jovem da América Latina dedicada à capacitação profissional de jovens e adolescentes. A instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.
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Notícias representação
22/05/2025
Sistema OCB se prepara para 113ª Conferência Internacional do Trabalho
CNCoop participou de reunião no MTE para alinhar atuação da delegação brasileira no evento
O Sistema OCB, por meio da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), participou na quarta-feira (21) de uma reunião tripartite preparatória para a 113ª Conferência Internacional do Trabalho. O encontro foi realizado no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília, com a coordenação do ministro Luiz Marinho.
A conferência, promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), acontece de 2 a 13 de junho, em Genebra, na Suíça. A delegação brasileira será formada com representantes do governo, das confederações patronais e das entidades de trabalhadores. A convite do governo federal, a CNCoop volta a integrar a missão brasileira, assim como fez na edição anterior da conferência, realizada em 2024.
Entre os temas em destaque para este ano estão o Trabalho Decente na Economia de Plataforma, que será discutido pela primeira vez, e a Proteção Contra Riscos Biológicos no Ambiente de Trabalho, que terá continuidade em 2025, com o objetivo de elaborar uma convenção específica sobre o tema. A discussão sobre riscos biológicos ganhou força após a pandemia de 2020 e a inclusão, em 2022, da proteção ao meio ambiente de trabalho como princípio fundamental da OIT.
A Conferência reúne representantes dos governos, empregadores e trabalhadores dos 187 Estados-membro da OIT. A delegação brasileira dos empregadores é formada por um delegado, dez conselheiros e 76 observadores, sendo que apenas os delegados têm direito a voto.
Neste ano, a CNCoop ocupará a posição de conselheiro técnico substituto na comissão que discutirá os riscos biológicos. Para Bruno Vasconcelos, coordenador de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNCoop, essa participação é um avanço importante. “Representa um reconhecimento da representatividade do setor cooperativista, permitindo uma atuação mais efetiva nas decisões do grupo dos empregadores do Brasil”, destaca.
Em sua primeira participação, em 2024, a CNCoop participou da conferência como observadora e acompanhou, em especial, os debates das comissões de trabalho decente e de proteção contra riscos biológicos. “Mesmo como observadores pudemos apresentar sugestões e de alinhar as decisões antes das votações. Agora, teremos um papel ainda mais representativo”, completou Bruno.
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14/02/2025
Sistema OCB integra Fórum Nacional de Microcrédito
Iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego busca apoiar empreendedores e facilitar acesso ao crédito
O Sistema OCB foi convidado para integrar o Fórum Nacional de Microcrédito. A iniciativa é coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e realizada pela Secretaria de Qualificação, Emprego e Renda. A inclusão da organização no grupo reforça a importância do cooperativismo de crédito no debate sobre o acesso ao microcrédito e seu impacto no fortalecimento de pequenos negócios. “É uma maneira de consolidar o papel das cooperativas em diferentes ramos e setores econômicos de atuação. Esse, é um sinal claro de que nossa atuação faz a diferença e impulsiona o desenvolvimento do país”, afirmou a gerente-geral da OCB, Fabíola Nader Motta.
A decisão de ampliar a participação de entidades representativas foi aprovada durante a reunião de instalação do Fórum, realizada em 18 de novembro de 2024 e, com isso, especialistas do Sistema OCB terão assento nas discussões e poderão contribuir com a experiência das cooperativas de crédito na promoção de inclusão financeira e geração de renda.
Para representar o Sistema OCB no grupo, foram indicados Thiago Borba, coordenador do Ramo Crédito, como titular, e Soraia Cardoso, analista de Relações Governamentais, como suplente.
O Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), eixo central do Fórum, busca fomentar, apoiar e financiar atividades produtivas de empreendedores, com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito para pequenos negócios. A participação do Sistema OCB reforça o compromisso do cooperativismo em impulsionar oportunidades econômicas para microempreendedores e fortalecer um modelo financeiro mais acessível e sustentável.Saiba Mais:
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05/12/2024
Sistema OCB e Fecoop/Norte discutem articulação sindical
Encontro tratou sobre a elaboração de convenção coletiva de trabalho que atenda cooperativas da região
Nesta terça-feira (03), o Sistema OCB, representado por Bruno Vasconcelos, coordenador de Relações Trabalhistas e Sindicais do CNCoop; Amanda Oliveira, coordenadora tributária; e Ana Paula Ramos, assessora jurídica, ambas da OCB, se reuniu com representantes da Federação dos Sindicatos e Organizações das Cooperativas da Região Norte (Fecoop/Norte) para uma pauta extraordinária de alinhamento entre as entidades.
O encontro, que contou também com a participação de representantes das organizações estaduais (OCEs) do Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima, teve como foco principal a análise do rol de reivindicações da Federação Nacional dos Trabalhadores Celetistas nas Cooperativas no Brasil (Fenatracoop) para a elaboração de uma convenção coletiva de trabalho que atenda às cooperativas da região. Elas buscam estabelecer direitos e deveres mínimos entre cooperativas e seus empregados,.
“Nossa prioridade é garantir que as negociações resultem em condições justas e equilibradas para todas as partes, preservando a saúde financeira das cooperativas e assegurando direitos fundamentais aos trabalhadores. Esse diálogo é essencial para fortalecer as relações de trabalho no cooperativismo, especialmente em uma região tão diversa como a Norte”, afirmou Bruno.
Outro ponto de destaque no encontro foi a contextualização sobre a Reforma Tributária e os impactos que ela pode trazer ao setor cooperativista. Durante a reunião, foram discutidos os avanços e desafios da tramitação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, que regulamente a reforma, no Senado Federal. “O Sistema OCB tem desempenhado um papel ativo na defesa do setor, buscando garantir que o novo modelo tributário reconheça as especificidades e a contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social”, disse Ana Paula.
Além das pautas estratégicas, a reunião abordou ainda o planejamento das atividades para 2025. Foi confirmada a realização de um treinamento sindical em fevereiro, em Roraima, voltado para os dirigentes da Fecoop/Norte, com o objetivo de capacitar os líderes sindicais para os desafios atuais, além do fortalecimento da representatividade e da atuação institucional da federação no cenário regional e nacional.
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13/06/2024
Cooperativas educacionais: Sistema OCB alinha demandas com MTE
Reinterpretação de medida foi solicitada para garantir continuidade das atividades do segmento
Reunião tratou sobre o trabalho educacional feito pelas cooperativas como entidades formadoras de aprendizagemAs cooperativas educacionais que atuam na formação de aprendizes foram pauta de reunião do Sistema OCB, nesta terça-feira (11), com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com apoio do deputado Heitor Schuch (RS), a entidade buscou apresentar como funciona o modelo de negócios e esclarecer pontos sobre as atividades prestadas pelas cooperativas do segmento para alinhar ações que ampliem suas possibilidades de operação.
A reunião foi motivada pela decisão da diretoria do Departamento de Políticas Públicas de Trabalho para Juventude que, em abril deste ano, comunicou a suspensão da habilitação das cooperativas de trabalho educacionais como entidades formadoras da aprendizagem profissional no Cadastro Nacional da Aprendizagem Profissional (CNAP).
O argumento utilizado foi de que as cooperativas não podem ser consideradas entidades qualificadas em formação técnico profissional por não estarem qualificadas como entidades sem fins lucrativos que tenham por objetivo a assistência ao adolescente e à educação profissional, conforme determinado pelo art. 50, inciso III, do Decreto nº 9.579/2018, que ratifica o disposto no art. 430 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O deputado Heitor Schuch explicou que que essa visão está equivocada, o que foi corroborado pela advogada da assessoria jurídica da OCB, Milena Cesar. Segundo ela, a natureza jurídica das cooperativas não tem finalidade de lucro. “Elas não geram lucros para si. São sim, sociedades de pessoas, constituídas para prestar serviços a seus associados e os excedentes financeiros retornam para esses associados na mesma proporção das operações que eles realizam. Assim, todo o proveito econômico ou a sobra decorrente de sua eficiência operacional é distribuído ao cooperado”, detalhou.
Ainda segundo a advogada, a distribuição dos resultados e o retorno das eventuais sobras aos cooperados são, por si só, indicativos que corroboram com a inexistência de fim lucrativo nas sociedades cooperativas. “Por isso, entendemos que a decisão sobre a suspensão merece ser revista para permitir que a formação de aprendizes volte a ser uma atividade permitida para as cooperativas educacionais”, complementou.
Também presente na reunião, Fátima Hallal, presidente da Cooperativa de Trabalho dos Profissionais em Educação do Estado do Rio Grande do Sul (Coeducars), uma das quatro cooperativas do segmento inscritas no CNAP, salientou que a conversa foi muito produtiva. “Nossa presença foi fundamental para abrir um importante canal de diálogo capaz de evitar a tomada de medidas que poderiam ser determinantes para as cooperativas educacionais. Além de explicarmos os fundamentos jurídicos dos nossos argumentos, que são muito fortes e defendem o próprio cooperativismo, conseguimos apresentar o trabalho sério que as cooperativas educacionais têm realizado para os jovens aprendizes e como cumprimento das políticas públicas sobre o tema precisam contar com as nossas cooperativas. Estamos animados com a abertura proporcionada e com o trabalho em conjunto que poderemos realizar nos próximos meses”.
O secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello, se colocou à disposição para tentar firmar um termo de compromisso que contemple a demanda das cooperativas e se mostrou aberto a novos diálogos.
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17/04/2024
Sistema OCB e Ministério do Trabalho alinham ações em prol do coop
Reunião destacou desafios e propostas para garantir direitos dos cooperados
Ministro do Trabalho Luiz Marinho e dirigentes do Sistema OCB se reúnem para alinhar estratégias de atuaçãoO Sistema OCB se reuniu com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, nesta quarta-feira (17). Para representar a entidade cooperativista, estiveram presentes na reunião a superintendente Tania Zanella, a gerente-geral Fabíola Nader Motta e o coordenador da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), Bruno Vasconcelos. O deputado Heitor Schuch (RS) também participou das discussões.
O encontro abordou a Lei 12.690/12, que trata sobre a organização e o funcionamento das cooperativas de trabalho e, também, institui o Programa Nacional de Fomento às Cooperativas de Trabalho (Pronacoop). Tania ressaltou as dificuldades que órgãos da administração pública possuem para compreender as peculiaridades desse segmento. Segundo ela, isso resulta em fiscalizações e normatizações discricionárias. "A forma como acontecem as restrições à participação das cooperativas na prestação de serviços para empresas públicas e privadas, muitas vezes, não se aplica à legislação vigente", disse.
A superintendente explicou ainda que o papel do Sistema OCB é garantir os direitos dos cooperados, previstos na Constituição Federal. "Somos uma forma de organização do trabalho, por meio de um empreendedorismo coletivo, que garante a autonomia, a autogestão e a inclusão econômica e social", ressaltou.
A reunião também abordou a atuação da Casa do Cooperativismo em relação ao Programa Jovem Aprendiz. As formas de atuação e a metodologia do modelo de negócios cooperativista foram reforçados, com o objetivo de esclarecer dúvidas e viabilizar a implementação do programa nos estados. “Pleiteamos mudanças nas normas previstas na Portaria 3.872/2023 que impactam a participação das cooperativas na operação do programa”, disse Fabíola Motta.
Além disso, foram discutidas as propostas para garantir a participação do Sistema OCB em colegiados do MTE, como a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), responsável por debater temas relacionados à segurança e à saúde no trabalho, bem como o potencial do cooperativismo de plataforma como uma alternativa aos modelos tradicionais de economia digital. "Essa iniciativa tem como papel primordial a inclusão econômica e social dos trabalhadores que atuam autonomamente, ou à margem das garantias previstas na constituição, visando o combate das desigualdades sociais e econômicas associadas à economia digital, com distribuição mais igualitária da riqueza”, complementou Tania.
O ministro Luiz Marinho agradeceu as contribuições do cooperativismo e se comprometeu a analisar o material encaminhado, além de internalizar as demandas apresentadas, especialmente em relação à regulamentação da Lei Geral das Cooperativas de Trabalho e eventuais ajustes na Portaria do Programa Jovem Aprendiz.
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22/03/2024
Cooperativas Educacionais discutem estratégias para fortalecer o segmento
Encontro consolidou plano de trabalho para os próximos dois anos
Tania Zanella participa da abertura do terceiro encontro de Reflexão Estratégica das Cooperativas EducacionaisAconteceu, nesta quinta-feira (21), a terceira reunião de Reflexão Estratégica das Cooperativas Educacionais, na Casa do Cooperativismo, em Brasília. O encontro contou com a participação de 18 representantes de diversas regiões do Brasil, selecionados nas reuniões anteriores e teve como propósito consolidar as ideias e propostas debatidas. Com os resultados, foi elaborado um plano de ações para o biênio 2024/25. Também foi trabalhada a criação de uma identidade específica do segmento, com destaque para sua importância e contribuição social.
A superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella, ressaltou que o cooperativismo constantemente busca por alternativas e oportunidades para se desenvolver e crescer ainda mais. "Estamos comprometidos em minimizar os impactos causados pela pandemia nas cooperativas e em colaborar para impulsionar o crescimento e desenvolvimento esperado nos Ramos de Consumo e Trabalho, Produção de Bens e Serviços, que desenvolvem pessoas por meio de uma educação significativa", afirmou.
Hugo Andrade, coordenador de Ramos do Sistema OCB, salientou que a ideia da última fase dos encontros reflexivos foi priorizar ações e definir responsabilidades que irão fazer parte do Plano de Trabalho para os próximos dois anos. "Noso objetivo é fortalecer o segmento educacional. Juntos com a Câmara Temática de Pais e Professores, as Unidades Estaduais e a unidade nacional, vamos trabalhar em prol de um segmento mais robusto e com maior representatividade", disse.
Analista do Sistema Ocemg, Fabrício Figueiredo foi um dos representantes presentes e considerou o evento uma oportunidade para profissionalizar, ainda mais, o segmento. Ele informou que, em Minas Gerais, todas as cooperativas educacionais se reuniram para elaborar um relatório a partir do Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC) para identificar os principais gargalos do setor no estado. "Nosso papel é entender as demandas que precisam da nossa atenção e ouvir a nossa base. Com esse parâmetro, temos esperança de que essa ação dará bons frutos, com direcionamento e melhoria na gestão das nossas cooperativas,", explicou.
Para Fabrício Pacheco, coordenador nacional do segmento educacional, consolidar posicionamento e refletir de forma estratégica, são caminhos importantes para atingir uma perspectiva positiva e nacionalizada para as cooperativas na área . "O objetivo maior é dar continuidade ao que está sendo conversado hoje. O segmento educacional precisa ser melhor alavancado até porque ele é a base que norteia os demais ramos", afirmou.
Por sua vez, Márcia Behnke, presidente da Cooplem Idiomas, entende que conhecer a realidade das cooperativas educacionais do Brasil, em todas as regiões, enriquece a definição de estratégias a serem adotadas. "Temos problemas em comum e estamos fazendo um levantamento de quais as oportunidades podem ser buscadas para tornar o nosso segmento maior e mais produtivo. Saber o que acontece em outras cooperativas e quais são os desafios enfrentados e suas possíveis soluções é construtivo para melhorar o nosso negócio".
Beatriz Antonelli, presidente da Coopeg, considerou o apoio do Sistema OCB significativo para que as cooperativas educacionais garantam uma representação política adequada. "Precisamos da força que recebemos da unidade nacional. Isso muda a nossa relação perante o país e nos ajuda a buscar o reconhecimento que o segmento merece".
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27/02/2024
Reunião do Ramo TPBS discute impactos tributários e planejamento anual
Encontro da coordenação analisou desafios, prioridades e ações para alavancar setores
A primeira reunião em 2024 da Coordenação do Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços (TPBS) foi realizada na segunda-feira (26) e abordou questões relevantes para os segmentos, como a contribuição previdenciária dos trabalhadores e o planejamento estratégico para o ano, com discussões que impactam o cenário cooperativista de forma direta.
O ponto de partida da reunião foi a análise preliminar dos resultados do Estudo Tributário do Ramo TPBS - Contribuição Social, que apurou como a contribuição previdenciária dos trabalhadores que atuam por meio de cooperativas, de diversos setores, pode representar um peso considerável para aqueles com renda mais baixa. Atualmente, a contribuição é fixada em 20%, em qualquer faixa de renda, sem efeitos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF).
Hugo Andrade, Coordenador de Ramos da Gerência de Relações Institucionais do Sistema OCB, informou que a entidade está em busca de alternativas que possam promover uma maior justiça e equidade tributária. "Diante desse cenário, queremos encontrar soluções mais justas e mais igualitárias, pois a carga tributária pesa os trabalhadores que possuem uma renda mais baixa. Nosso pleito é por uma maior justiça tributária e social", disse.
Os participantes da reunião ainda trataram sobre os planos de trabalho para 2024, com os principais temas que serão abordados ao longo do ano. Entre as prioridades, estão projetos que envolvem o cooperativismo de plataforma; o turismo cooperativo; a inclusão de disciplinas que abordem o cooperativismo nas escolas; a formação de cooperativas escolares; o estudo de contribuição social; reciclagem; e rastreabilidade das cooperativas minerais, entre outros.
Ainda durante a reunião, foi observado que os segmentos do Ramo TBPS buscam maior desenvolvimento e segurança, com vistas a um ambiente de negócios favorável, a partir de políticas públicas e ações que favoreçam a realidade das cooperativas em seus diferentes setores. Saiba Mais:
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Sistema OCB defende o coop em reunião sobre trabalho em feriados
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31/01/2024
Sistema OCB defende o coop em reunião sobre trabalho em feriados
Atividades do movimento devem entrar em lista de exceções da nova portaria
Sistema OCB participou, nesta quarta-feira (31), a convite do Instituto Pensar Agro (IPA), de reunião realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego com integrantes dos setores do comércio e serviços sobre a norma que limita o trabalho em feriados. No último dia 24, o ministro Luiz Marinho anunciou que uma nova portaria, em fase de redação final, será publicada nos próximos dias e deverá entrar em vigor no dia 19 de fevereiro, logo após o Carnaval.
A nova portaria contará com uma lista de atividades consideradas essenciais e que poderão funcionar nos feriados, sem a necessidade de negociação coletiva entre trabalhadores e patrões. O texto deve contemplar cerca de 200 tipos de atividades, entre as quais estão incluídas, por exemplo, farmácias e postos de gasolina.
O coordenador sindical do Sistema OCB, Bruno Vasconcelos, presente na reunião, explicou que as atividades do cooperativismo foram defendidas para inclusão na lista de exceções, especialmente as do Ramo Agro. “Entendemos que a cadeia de alimentos, principalmente a de proteína animal, possui características que a tornam essencial, uma vez que se trata de produtos não perenes”, afirmou.
Durante a reunião, representantes do setor de supermercados, de cadeias produtivas e de lojas varejistas também expuseram suas demandas sobre o trabalho em feriados à equipe do Ministério do Trabalho. Além de Luiz Marinho, o encontro contou com a participação do secretário-executivo, Francisco Macena, e do secretário de Relações do Trabalho, Marcos Perioto. O deputado federal Joaquim Passarinho (PA) representou os setores do comércio pelo Poder Legislativo.
Uma nova mesa de negociação deve ser realizada na próxima semana, antes da publicação da nova portaria que regulamentará o trabalho em feriados, para inclusão de novas atividades consideradas essenciais. "Fizemos ajustes em todo o texto da portaria. Tem uma equipe de relatores das bancadas [dos trabalhadores, empregadores e do governo] neste momento ajustando o texto final. Vamos resolver toda a equação relacionada a essa questão", declarou o ministro Marinho.
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