Sicoob Aracoop fortalece agricultura local sustentável com investimento em usina fotovoltaica
Contexto e desafios
Fundado em maio de 1999, no município de Araguari, Minas Gerais, o Sicoob Aracoop nasceu para promover a inclusão financeira e o desenvolvimento local. Ao longo de 26 anos de história, a cooperativa expandiu sua atuação, chegando a 18 municípios mineiros e, mais recentemente, aos estados do Pará e Amapá.
Hoje, com mais de 90 mil associados, é a maior cooperativa de crédito de livre admissão de Minas Gerais. Foi com essa base sólida que o Sicoob Aracoop identificou um desafio na Associação dos Usuários do Projeto Pirapora, AUPPI, um polo vital para a economia local.
A associação é responsável por mais de 1.000 hectares irrigados de culturas como banana, uva e laranja. Além disso, é o quinto maior empregador do município, gerando até 2.000 empregos em períodos de safra.
O crescimento da produção, contudo, trouxe um desafio: o aumento na demanda de água exigia um consumo de energia maior. Dependentes da concessionária pública, os produtores enfrentavam custos elevados que limitavam a capacidade de investimento e a sustentabilidade das operações.
Objetivos
Diante desse cenário, o Sicoob Aracoop estruturou um projeto para viabilizar a transição energética da AUPPI por meio do financiamento de uma usina fotovoltaica. O objetivo foi promover a mudança para uma fonte limpa e renovável, garantindo a carga necessária para o crescimento das atividades agrícolas.
A iniciativa também teve como meta a redução dos custos operacionais dos produtores, convertendo a despesa com energia em capacidade de investimento. A solução previa o aproveitamento inteligente do território, com a instalação da usina em uma área árida e anteriormente sem uso.
Por fim, foi fundamental garantir o acesso a crédito justo. A cooperativa atuou para viabilizar um projeto de alto valor sem onerar financeiramente os beneficiários, fortalecendo assim o desenvolvimento sustentável de toda a região.
Desenvolvimento
O projeto é um exemplo prático do princípio de trabalho conjunto em prol da comunidade. De um lado, a Associação dos Usuários do Projeto Pirapora (AUPPI), atuou como demandante da solução. Do outro, o Sicoob Aracoop assumiu o papel de viabilizador financeiro.
Modelos de negócio associativistas, no entanto, costumam encontrar dificuldades para obter financiamentos em linhas de crédito tradicionais. As barreiras incluem condições operacionais, dificuldade em apresentar garantias e taxas de juros que podem onerar a operação.
Para superar esses desafios, o Sicoob Aracoop envolveu todos os 22 produtores na estruturação de uma proposta que criasse condições favoráveis ao financiamento. A alta administração da cooperativa realizou um estudo prévio e ajustou sua política de crédito para atender à demanda de mais de R$ 3 milhões.
Essa flexibilidade foi fundamental para adequar o financiamento às necessidades do grupo de produtores de frutas. A ação da cooperativa de crédito garantiu, assim, que o importante projeto para a comunidade local saísse do papel.
Resultados e impacto
A implementação da usina fotovoltaica gerou uma transformação imediata e duradoura para os fruticultores de Pirapora. O projeto solucionou o gargalo energético e fortaleceu a cultura de sustentabilidade na região, além de mostrar que o cooperativismo é um modelo de negócio capaz de gerar prosperidade alinhada à ação climática.
Os principais resultados alcançados foram a transição para uma matriz energética limpa e a redução de custos para os produtores. Além disso, o projeto permitiu o uso produtivo de uma área antes considerada árida, otimizando o aproveitamento do solo.
O sucesso da iniciativa reforça o Sicoob Aracoop como um agente estratégico na promoção da sustentabilidade. A própria cooperativa já utiliza energia de uma usina própria, doando o excedente para cinco instituições filantrópicas dedicadas ao cuidado com a saúde de idosos, gerando uma economia estimada em cerca de R$ 30 mil mensais.
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Em momentos econômicos difíceis, é necessário otimizar despesas e cortar gastos. Esse é o papel do Comitê de Custos da Viacredi, que se empenha em analisar os processos financeiros da cooperativa para identificar oportunidades de economizar.
Região: Brasil Categoria: Inclusão e diversidade Ação: O projeto Juventude Conectada engaja os jovens à cooperativa, de forma a apoiar o rejuvenescimento do quadro de cooperados, fomentar o surgimento de novos líderes e dar apoio à sucessão familiar. ODS: 4 - Educação de qualidade 8 - Trabalho decente e desenvolvimento econômico Resultados: Iniciado em 2020, o projeto Juventude Conectada já soma a participação de mais de 1.200 jovens de 14 estados. O engajamento dos jovens com a cooperativa aumentou e agora eles estão mais presentes nos conselhos de administração e conselhos fiscais.
A fim de tomar decisões mais certeiras em meio a um mercado dinâmico, a mineira Unimed Circuito das Águas adotou um sistema de gestão informatizado que integra dados e contribui para que os gestores possam tomar decisões melhores. Com o desenvolvimento da nova ferramenta de BI, a cooperativa também consegue monitorar tendências, criar produtos e monitorar falhas com mais eficiência.
Objetivo: Gerar energia limpa e renovável por meio da biodigestão anaeróbia dos dejetos e resíduos da agroindústria, minimizando os impactos ambientais da atividade de produção de alimentos, promovendo e incentivando as boas práticas de sustentabilidade e proteção do meio ambiente. Resultados: Projetos implantados em função da capacitação: • COOPERATIVA C. VALE Sede: Palotina, Oeste do Paraná Volume produzido: Entre 1500 a 2000 m³/dia para energia elétrica e 1050 m³/hora para uso térmico. Fonte de material utilizado: Dejetos suínos (geração energia elétrica) e efluente industrial de produção de amido de mandioca (uso térmico). COOPERATIVA CASTROLANDA Sede: Castro, Leste do Paraná Volume produzido: 12.593 nm³/dia de metano. Fonte de material utilizado: Lodo biológico ETE, Lodo tridecanter frigorifico, resíduo de batata lavador, glicina vegetal, resíduo de cerveja, ovos, óleo fritadeira, casca de batata, batata frita, farelo de fritadeira, dejetos e carcaça de suínos. COOPERATIVA COPACOL Sede: Cafelândia, Oeste do Paraná Volume produzido: Não possuem informação em volume de biogás gerado. Contudo, nos últimos três meses a geração de energia média com biogás foi de 88.116 kWh/mês. Fonte de material utilizado: Dejetos de suínos de uma Unidade de Produção de Leitões com 4.300 matrizes. COOPERATIVA FRÍSIA Sede: Carambeí, Leste do Paraná Volume produzido: 86.457 m³/mês. Fonte de material utilizado: Dejetos e carcaças provenientes da atividade de suinocultura. COOPERATIVA LAR Sede: Medianeira, Oeste do Paraná Volume produzido: 3.126.438,00 metros cúbicos de biogás, convertido em energia elétrica equivalem a 1.334.801 KWh de bioenergia (evitando a emissão de 1.719.540,9 metros cúbicos de gás metano). Fonte de material utilizado: Dejetos suínos. A unidade de produção localizada no município de Serranópolis do Iguaçu (PR) tem 3 biodigestores e produz 52% da energia consumida. Para 2021, a expectativa é produzir 100% da energia elétrica por meio do biogás.