Coopernova usa energia solar para reduzir custos na produção de leite e fortalecer agricultura familiar no MT
Contexto e desafios
Fundada em 1987, a Cooperativa Agropecuária Mista Terranova Ltda. (Coopernova) tem na pecuária de leite sua principal atividade. Com 1.774 cooperados, dos quais mais de 65% são agricultores familiares, a cooperativa enfrenta os desafios inerentes à atividade leiteira na região. Os produtores lidam com altos custos de produção que frequentemente superam os preços recebidos pelo leite.
Um dos gargalos mais significativos identificados pela Coopernova era o custo da energia elétrica, essencial para as operações de ordenha, manejo de animais e resfriamento do leite. As despesas com eletricidade representavam entre 10% e 25% da receita bruta da atividade, impactando diretamente a rentabilidade e a sustentabilidade financeira dos produtores.
Preocupada com a redução do número de associados devido a esses custos crescentes, a cooperativa decidiu buscar uma solução que pudesse aliviar a pressão econômica e fortalecer a permanência das famílias nessa atividade.
Objetivos
O projeto de energia solar da Coopernova nasceu com o objetivo principal de reduzir os custos energéticos para seus associados produtores de leite. A meta era proporcionar uma fonte de energia renovável e acessível, permitindo que a economia gerada fosse reinvestida. Além do ganho econômico, a iniciativa visa promover a sustentabilidade ambiental, diminuindo a pegada de carbono da produção leiteira.
A cooperativa também busca aumentar a competitividade dos associados, fomentar a autossuficiência energética e introduzir novas tecnologias no campo. O projeto ainda visou promover a educação e capacitação dos associados sobre a importância da energia solar e seu funcionamento, incentivando práticas sustentáveis em suas propriedades.
Por fim, a energia solar também apoia a diversificação de atividades nas propriedades, podendo ser usada na fruticultura e na criação de pequenos animais.
Desenvolvimento
A estratégia da Coopernova foi estruturada em um plano de implementação faseado, começando pela própria cooperativa para depois expandir o benefício aos associados. A primeira etapa, iniciada em 2022, consistiu na implantação de duas usinas solares para atender a demanda energética de todas as unidades comerciais, industriais e administrativas da Coopernova. Essa fase foi realizada por meio de uma intercooperação com a Sicredi Grandes Rios, que viabilizou os recursos financeiros necessários.
Com os resultados positivos da primeira etapa, que gerou uma redução de mais de 80% nas despesas de energia da cooperativa, iniciou-se a segunda fase do projeto. Esta fase contempla a instalação de mais duas usinas solares, agora com o objetivo de atender os associados produtores de leite que utilizam tanques comunitários de resfriamento. O financiamento desta e das fases subsequentes combina recursos da parceria com a Sicredi Grandes Rios, recursos próprios da Coopernova (Fundo de Reserva e resultados) e o apoio do programa piloto da OCB Nacional para energias renováveis.
O projeto prevê ainda mais duas etapas para universalizar o acesso à energia solar entre os cooperados. A terceira fase, planejada para 2026, foca na instalação de usinas para atender os produtores com tanques individuais e suas residências. Por fim, a quarta etapa, a partir de 2027, estenderá o benefício aos demais associados da cooperativa que tiverem interesse em aderir ao projeto, consolidando a transição energética em larga escala.
Resultados e impacto
Embora o projeto ainda esteja em andamento, os resultados da primeira fase já demonstram o potencial transformador da iniciativa, com a redução de mais de 80% nos custos de energia das instalações da Coopernova.
A expectativa para as fases voltadas aos associados é gerar uma economia de 60% a 70% nos custos de energia a partir do terceiro ano de participação, aliviando significativamente a despesa financeira sobre a atividade leiteira dos cooperados.
Do ponto de vista ambiental, o projeto já contribui para a redução do uso de geradores a diesel. O impacto social e econômico é a melhoria das condições de vida dos agricultores familiares, pois a redução de custos tende a aumentar as sobras da atividade. Ao oferecer uma solução para um dos maiores gargalos da produção leiteira, a Coopernova não só fideliza seus associados, como também incentiva práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva.
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