Lar investe na produção de biodiesel e impulsiona a transição energética
Contexto e desafios
Fundada em 1964 e com um faturamento que ultrapassou R$ 20 bilhões em 2024, a Lar é uma gigante do cooperativismo agroindustrial brasileiro, com mais de 15 mil associados e 25 mil trabalhadores. Diante de sua escala de produção, a cooperativa enfrentava desafios diretamente ligados à sustentabilidade de suas operações.
Antes da implementação do projeto de biodiesel, a Lar possuía uma maior dependência de combustíveis fósseis em suas atividades, o que resultava em uma pegada de carbono mais elevada e na intensificação das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).
Além disso, havia uma oportunidade não explorada de aproveitar todo o potencial produtivo da soja, sua principal commodity, para inseri-la de forma estratégica na matriz energética nacional. Esse cenário limitava a geração de empregos na cadeia de energia renovável da região e distanciava a cooperativa das crescentes demandas globais por uma economia de baixo carbono.
Objetivos
A decisão de investir na produção de biodiesel surgiu como uma oportunidade estratégica para a Lar, alinhando diversificação de negócios com um robusto plano de transição energética.
A iniciativa foi motivada tanto pela necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis quanto pela visão de alinhar a cooperativa às demandas globais por energias renováveis. Os objetivos centrais do projeto foram:
- Diversificar a cadeia de negócios a partir do esmagamento da soja para produção de farelo, óleo e biodiesel.
- Contribuir para o plano de transição energética da cooperativa, produzindo um biocombustível com menor teor de emissões em comparação aos combustíveis fósseis.
- Reduzir a dependência de fontes de energia não renováveis, fortalecendo a autonomia e a sustentabilidade das operações.
- Consolidar a Lar como uma referência em sustentabilidade, reforçando seu compromisso estratégico com o meio ambiente e a inovação.
Desenvolvimento
Para alcançar seus objetivos, a Lar modernizou sua unidade industrial de esmagamento de soja localizada em Caarapó, no Mato Grosso do Sul, otimizando os processos para obter maior eficiência energética. A produção do biodiesel a partir da soja segue um processo integrado que se inicia com o recebimento e preparo dos grãos fornecidos pelos próprios cooperados.
Após a extração, o óleo bruto passa por um processo de refino e, em seguida, pela transesterificação, uma reação química que o transforma em biodiesel e glicerina. O biocombustível é então purificado para garantir a conformidade com as especificações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) antes de ser armazenado e distribuído.
Para garantir a inserção do produto no mercado, a cooperativa consolidou alianças estratégicas com distribuidoras de combustíveis, ampliando seu alcance nacional. A iniciativa beneficia diretamente os 305 funcionários que atuam na unidade de biodiesel, além de 430 produtores rurais associados do Mato Grosso do Sul que fornecem a matéria-prima, fortalecendo a economia local.
Resultados e impacto
Com a expansão da unidade industrial em Caarapó (MS), o projeto gerou resultados concretos e de alto impacto. Atualmente, a Lar produz aproximadamente 4,5 milhões de litros de biodiesel B100 por mês, derivado integralmente do óleo de soja de seus associados.
O principal ganho ambiental é a significativa redução de emissões: o biodiesel da Lar proporciona uma diminuição de até 95% das emissões de GEE em comparação ao diesel fóssil, o que evitou a liberação de 10 mil toneladas de CO₂ na atmosfera somente em 2024.
No campo socioeconômico, a iniciativa estimulou a economia local com a geração de empregos qualificados. O projeto também fortaleceu o ciclo sustentável da cooperativa, integrando a produção agrícola dos associados à cadeia de biocombustíveis e agregando valor à soja.
Dessa forma, a Lar avançou em sua agenda de transição energética ao mesmo tempo em que reforçou seu papel como motor de desenvolvimento sustentável nas comunidades onde atua.
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Objetivo: Solucionar o problema de tratamento inadequado de dejetos nas granjas de suínos, que eram prejudiciais ao meio ambiente, transformando o metano decorrente da decomposição de matéria orgânica em insumo para geração de energia limpa e rentável e biofertilizantes Resultados: Redução da emissão de gás metano: 194,9 milhão de m3. Produção de biofertilizantes: 2,45 milhões de toneladas. Geração de energia elétrica sustentável: 27,8 milhão de KW. Comercialização de Créditos de Carbono: R$ 3,5 milhões.
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