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Lar promove eficiência no uso dos recursos e geração de energia a partir de resíduos

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2025
Brasil,Internacional
Agropecuário
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Lar Cooperativa Agroindustrial
bioeconomia, Economia, Energia renovável, Resíduos Agrícolas
COP30
cop30, ODS 7 - Energia limpa e acessível , ODS 12 - Consumo e produção responsáveis , ODS 13 - Ação contra a mudança global do clima
A Lar Cooperativa Agroindustrial transformou um desafio ambiental em uma oportunidade de negócio sustentável. A grande quantidade de resíduos gerados no beneficiamento de grãos, que antes representava um problema de descarte , passou a ser matéria-prima para a produção de briquetes de alto poder calorífico. A iniciativa reduziu o impacto ambiental, otimizou a matriz energética da cooperativa com uma fonte de energia limpa e gerou uma nova cadeia de valor, fortalecendo os princípios da economia circular.

Contexto e desafios

Com mais de 15 mil associados, a paranaense Lar Cooperativa Agroindustrial é referência no agronegócio brasileiro atuando em vários mercados. O processo de beneficiamento de grãos, essencial para garantir a qualidade de produtos como soja, milho e trigo, envolve etapas como limpeza, secagem e classificação.

No entanto, essa atividade gera um volume significativo de resíduos, como vagens de soja, sabugos de milho e palhas. Na Lar, esses resíduos correspondiam de 1% a 12% do volume de soja e de 0,7% a 1% do volume de milho processado.

Antes da implementação do projeto, o destino desses resíduos era o descarte em aterros ou a compostagem. Essa prática, além de representar um custo, gerava passivos ambientais, como a proliferação de insetos, a geração de odores e o risco de contaminação do lençol freático, impactando as comunidades no entorno das unidades operacionais.

Objetivos

Motivada pela necessidade de encontrar uma solução sustentável para a gestão de seus resíduos e de alinhar suas operações às melhores práticas ambientais, a cooperativa definiu os seguintes objetivos para a iniciativa:

  • Reaproveitar os resíduos gerados na pós-colheita de soja e milho, eliminando o descarte inadequado.
  • Diminuir as emissões de gases poluentes, contribuindo para uma matriz energética mais limpa.
  • Gerar briquetes com alto poder calorífico, capazes de substituir combustíveis fósseis e outras formas de biomassa convencional.
  • Criar novas oportunidades de negócio e de renda a partir da valorização de resíduos que antes eram um problema.

Desenvolvimento

Para transformar o desafio em oportunidade, a Lar adotou uma estratégia multifásica. O processo começou com a identificação do problema e a busca por parceiros tecnológicos. Com uma parceria, a cooperativa desenvolveu uma solução inovadora para a transformação dos resíduos em briquetes.

A implementação seguiu com a elaboração de um projeto detalhado, a alocação de recursos e a definição de uma planta piloto para a realização de testes, validando a eficácia da solução em condições controladas.

A cooperativa contou com o apoio de consultorias, integradores de projeto e empresas de engenharia, automação e manutenção para garantir o sucesso técnico da iniciativa. Após a validação, a organização solicitou a patente da solução para proteger a inovação e expandiu o projeto para outras unidades.

O público-alvo beneficiado pela iniciativa inclui os trabalhadores das unidades de beneficiamento de grãos e as comunidades locais, que passaram a conviver com um ambiente mais limpo e sustentável.

Resultados e impacto

A implementação do projeto trouxe resultados concretos e transformadores. Os resíduos agrícolas, após passarem por processos de secagem, moagem e prensagem, são convertidos em briquetes de alto valor energético, com poder calorífico entre 4.500 e 5.000 kcal. Esses briquetes são utilizados como combustível em caldeiras e secadores de grãos da própria cooperativa, substituindo a biomassa tradicional.

Essa solução de economia circular otimizou a matriz energética da Lar, diminuiu os problemas ambientais associados ao descarte de resíduos e não utiliza aditivos químicos no processo.

Além dos ganhos ambientais, a iniciativa gerou ganhos logísticos e econômicos, transformando o que era um custo em um produto de valor agregado que contribui para a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais.

Desse modo, o projeto demonstra na prática como a bioeconomia pode transformar resíduos em fonte de energia limpa, com alto potencial de replicabilidade em outras agroindústrias, reforçando o compromisso do cooperativismo com a transição energética.

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