Coopercitrus usa agricultura de precisão para reduzir emissões e aumentar a renda
Contexto e desafios
Fundada em 1976 e hoje uma das maiores cooperativas do país na comercialização de insumos, máquinas e implementos agrícolas, a Coopercitrus atende mais de 38 mil produtores em São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Seus cooperados que atuam em culturas como cana-de-açúcar, soja e café enfrentavam desafios que impactavam a viabilidade de seus negócios: áreas com baixa produtividade, erosão do solo causada por chuvas, e altos custos operacionais. Além disso, existia um elevado consumo de diesel, grande emissão de poluentes e desperdício de insumos.
Esse cenário reduzia a rentabilidade dos produtores, além de representar um obstáculo para uma agricultura de baixo carbono. A falta de um planejamento territorial resultava em um sistema menos eficiente e sustentável, um problema que a Coopercitrus decidiu enfrentar com o uso de tecnologia e inovação.
Objetivos
O projeto de Sistematização Agrícola de Precisão foi criado com o objetivo de transformar radicalmente o manejo do território rural, convertendo os desafios de relevo e uso da água em oportunidades produtivas e climáticas. A meta central é redesenhar as áreas de cultivo e as linhas de tráfego das máquinas para otimizar o espaço.
Com isso, a cooperativa busca aumentar a área útil de plantio e a produtividade, reduzir o consumo de insumos e diesel, preservar o solo e a água, e mitigar a emissão de gases de efeito estufa (GEE). O objetivo final é gerar ganhos econômicos para o cooperado, ao mesmo tempo em que se estabelece um modelo de agricultura de baixo carbono.
Desenvolvimento
A estratégia da Coopercitrus foi estruturada em três pilares tecnológicos: diagnóstico, planejamento e execução. Na fase de diagnóstico, a cooperativa utiliza VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) e sensoriamento remoto para fazer um mapa detalhado da propriedade, identificando a declividade, os fluxos de enxurrada e as áreas improdutivas ou compactadas.
Com esses dados em mãos, a equipe técnica parte para o planejamento, usando softwares de modelagem digital para redesenhar os talhões, definir os melhores locais para os carreadores (vias de tráfego) e orientar as linhas de plantio, de forma a reduzir manobras e maximizar a área útil.
Na fase de execução, são implementados terraceamento, divisores de água, controle de tráfego e recomendações de manejo. Todo o processo é viabilizado com recursos da própria cooperativa e parcerias com organizações de tecnologia agrícola.
Resultados e impacto
Desde sua criação em 2014, o projeto já atendeu mais de 4.000 cooperados, com a sistematização de aproximadamente 750.000 hectares. Os produtores registraram um ganho de até 4% de produtividade na área cultivada, uma redução de 21% no tempo de execução das operações e uma economia de até 20% no consumo de combustível. Em um projeto de 1.300 hectares, por exemplo, a economia acumulada superou os 8.000 litros de diesel.
Além do ganho econômico para o produtor, o impacto ambiental é significativo. A otimização das operações resultou na redução das emissões de gases de efeito estufa, na melhor conservação do solo e maior retenção de água, e no uso mais racional de insumos agrícolas.
A iniciativa é um exemplo de como a engenharia de território e a agricultura digital podem, simultaneamente, entregar produtividade, renda e benefícios ambientais, fortalecendo o protagonismo do cooperativismo na transição para uma agricultura sustentável.
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Projeto destinado a criar uma ligação com os novos cooperados por meio de um processo de boas-vindas que tem como objetivo principal a experiência positiva do cooperado. Percebe-se que essa ligação inicial, quando bem-feita, traz impactos positivos, pois o cooperado sente-se valorizado e pertencente à cooperativa, gerando assim, fidelização, confiança, satisfação e fortalecimento dos laços, por meio de um processo humanizado com foco no cliente.
Objetivo: Solucionar o problema de tratamento inadequado de dejetos nas granjas de suínos, que eram prejudiciais ao meio ambiente, transformando o metano decorrente da decomposição de matéria orgânica em insumo para geração de energia limpa e rentável e biofertilizantes Resultados: Redução da emissão de gás metano: 194,9 milhão de m3. Produção de biofertilizantes: 2,45 milhões de toneladas. Geração de energia elétrica sustentável: 27,8 milhão de KW. Comercialização de Créditos de Carbono: R$ 3,5 milhões.
Ao identificar dificuldades para se aproximar dos cooperados por causa de suas agendas cheias, a Unimed Circuito das Águas iniciou um projeto para visitar os médicos associados, a fim de informá-los sobre as novidades da cooperativa e coletar feedbacks sobre gestão e remuneração.
Região: Sudeste Categoria: Resíduos Sólidos Ação: Integração da cafeicultura à economia circular, com base no reuso, reciclagem e destinação adequada dos resíduos decorrentes da atividade agrícola. ODSs: 2 - Fome zero e agricultura sustentável 11 - Cidades e comunidades sustentáveis 12 - Consumo e produção responsáveis Resultados: Os resíduos orgânicos gerados na indústria cafeeira da Coopfam são usados pelos produtores cooperados no processo de adubação de suas terras. Materiais recicláveis são coletados e destinados à usina local de reciclagem. Resíduos que não podem ser reutilizados ou apresentam risco de contaminação ao ambiente têm a destinação adequada. Lixo eletrônico é comercializado para empresas especializadas, gerando recursos para outras aplicações ambientais.
