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Com evento de bate-papo, Sicredi Biomas traz associado para dentro de decisões gerenciais

Imagem Destaque

2019
Centro-Oeste,Norte
Crédito
Não
Cooperativa de Crédito, Poupança e Investimentos dos Associados do Noroeste do Mato Grosso e Acre
66092
500
Transparência
Prêmio Somos Coop Excelência em Gestão
Governança
Com o Bate-papo Cooperativo, o Sicredi Biomas recolhe as opiniões dos associados sobre futuras decisões gerenciais e difunde conhecimento sobre o funcionamento da cooperativa, aumentando a transparência e promovendo uma gestão mais democrática.

Contexto e desafios

Nascida em 1989 na cidade de Araputanga, Mato Grosso, a cooperativa de crédito Sicredi Biomas vem expandindo sua atuação ao longo do tempo e hoje está presente também nos estados do Acre e do Amazonas, com agências em 25 municípios. Com o crescimento, surgiu a necessidade de aprimorar o processo democrático na cooperativa, de forma que a opinião dos associados fosse levada em conta nas decisões tomadas pela gestão. 

Foi assim que nasceu o Bate-papo Cooperativo, um evento anual que permite aos associados do Sicredi Biomas opinar e influir diretamente nos rumos da cooperativa. A ideia surgiu do debate entre os coordenadores de núcleo, a Diretoria Executiva e a Presidência, que avaliaram diversos formatos para uma gestão mais democrática.

Além de melhorar a participação do associado, o Bate-papo Cooperativo também leva até eles mais conhecimento sobre o funcionamento da cooperativa e aumenta a transparência e a qualidade das decisões nas assembleias deliberativas. Os encontros são realizados desde 2019 em todos os municípios onde o Sicredi Biomas atua e acontecem uma vez por ano, entre janeiro e fevereiro. 

Antes de iniciar este projeto, o Sicredi Biomas já realizava há vários anos a Reunião de Núcleos, previamente às Assembleias de Núcleos e Assembleia Geral Ordinária. Porém, o objetivo da Reunião de Núcleos não é deliberar, e sim informar sobre os temas que serão votados na Assembleia. 

Mesmo tendo grande repercussão positiva entre os associados, essas reuniões não eram totalmente democráticas e cooperativas, quando se trata de ouvir a opinião do associado e de levar sua sugestão para a apreciação dos demais. Segundo a cooperativa, as reuniões contam com 300 a 800 participantes, dependendo da cidade, e são poucos os associados que se sentem confortáveis em pedir a palavra e se expressar perante o público.

Já a ideia do Bate-papo Cooperativo baseou-se na metodologia World Café, uma abordagem de conversação criada por Juanita Brown e David Isaacs em 1995 e utilizada em países de todo o mundo. A técnica é muito útil para estimular a criatividade de um grupo por meio da interação e, assim, trazer à tona sua inteligência coletiva.

Desenvolvimento e metodologia

No evento, os associados são divididos em grupos de dez a 15 pessoas. Cada mesa conta com folhas de flip chart, uma para cada tema, como prestação de contas, proposta de distribuição de resultados, proposta de reforma estatutária, remuneração fixa e variável, entre outros assuntos. 

Os temas são apresentados junto a uma proposta do Conselho de Administração. As folhas têm campos para serem preenchidos, de acordo com o tema, e um relator é eleito para anotar as decisões do grupo. O tempo para discussão e preenchimento varia entre cinco e dez minutos. 

Caso os grupos tenham dúvidas sobre os temas, elas podem ser esclarecidas de duas formas: por meio de material complementar, enviado juntamente com o convite, ou de colaboradores e coordenadores de núcleo que ficam disponíveis para ir até a mesa e ajudar.

Para que haja agilidade na compilação dos dados e para que o número de propostas a serem levadas para as Assembleias não seja exagerado, o resultado de cada grupo é compilado e analisado pela cooperativa. Então, são levadas para deliberação na Assembleia apenas as duas propostas mais recorrentes nos núcleos, juntamente com a proposta do Conselho de Administração. 

Dessa maneira, a cooperativa tem no máximo três propostas por tema para serem votadas nas Assembleias. A compilação de todos os dados também é apresentada na Assembleia e divulgada aos associados.

Teste e ajustes

Antes da implementação da iniciativa, o Sicredi Biomas convocou uma reunião prévia com todos os coordenadores de núcleo, colaboradores e conselheiros para experimentar e discutir o modelo. Também foi realizado um evento piloto em uma agência, para testar a técnica dos bate-papos. 

Nesses eventos-testes, viu-se a necessidade de melhorar o conteúdo das folhas de flip chart que ficariam nas mesas, assim como de detalhar melhor a divulgação de alguns assuntos, como prestação de contas e remuneração. 

Ao longo dos anos de aplicação da prática, a cooperativa também identificou a necessidade de dedicar mais tempo a temas mais relevantes e burocráticos, como remuneração fixa e variável dos dirigentes, assim como em reforma estatutária, e menos tempo para a prestação de contas e outros assuntos.

Resultados e aprendizados

Entre os temas que foram discutidos nos Bate-papos Cooperativos e que tiveram propostas dos associados posteriormente aprovadas estão a reforma estatutária e a remuneração fixa e variável dos dirigentes da cooperativa.

Outros assuntos debatidos no bate-papo foram propostas de distribuição de resultados, questões ligadas ao atendimento, tópicos ligados às Assembleias e reuniões, temas de governança, taxas e tarifas, entre outros. 

Segundo o Sicredi Biomas, os associados que participaram do Bate-papo Cooperativo votaram com maior conhecimento e consciência na Assembleia de Núcleos, resolvendo, desta forma, um grande desafio da cooperativa.

CONTATO DA COOPERATIVA

Eber Silva Ostemberg, coordenador de Desenvolvimento do Cooperativismo - eber_ostemberg@sicredi.com.br 

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