Para atender mercado de lácteos, Coopmetro investe no transporte de amostras de qualidade do leite
Contexto e desafios
Por ser uma cooperativa de transporte, a Coopmetro atua em diversos segmentos e está sempre em busca de novas oportunidades para crescer e se posicionar como referência. Durante essa busca, em 2015, a cooperativa monitorou os índices de performance da gestão do leite in natura e identificou irregularidades no transporte de amostras de qualidade do leite. A falha na logística do processo pode impactar negativamente toda a cadeia de produção de leite.
Além do impacto na produtividade, as brechas impedem o produtor rural de atender aos requisitos do Programa Nacional de Qualidade do Leite. Segundo a lei, é preciso realizar, pelo menos, uma amostra por mês para se manter qualificado.
Pensando em resolver esse problema e ser reconhecida no mercado lácteo, a Coopmetro deu início ao transporte de amostras de qualidade do leite. Para isso, a cooperativa ofertou veículos refrigerados, monitoramento do transporte, redução do prazo de entrega do relatório e treinamentos.
Além de oferecer transporte de qualidade para os produtores rurais, a cooperativa também tem o objetivo de aumentar sua gama de clientes, fidelizá-los e propor soluções ao transporte de amostras. Assim, a organização pode oferecer um trabalho em conformidade com os padrões exigidos.
Desenvolvimento e metodologia
Para se estabelecer no mercado lácteo, a Coopmetro precisou firmar uma parceria com um laboratório credenciado à Rede Brasileira de Qualidade do Leite (RBQL). A função do estabelecimento é oferecer atividades de divulgação e palestras para um público que consiste em:
- Cooperados transportadores;
- Produtores de leite;
- Cooperativas agropecuárias;
- Laticínios;
- Interessados na logística do transporte e na análise das amostras
- Multiplicadores de conhecimento em capacitação.
Já a Coopmetro está encarregada de avaliar os equipamentos de transporte e armazenamento conforme a legislação vigente. A cooperativa também tem a responsabilidade de orientar seus cooperados e treinar seus agentes de coleta junto dos multiplicadores.
Na segunda fase, a Coopmetro estabeleceu um convênio com uma Central de Cooperativas Agropecuárias. A intercooperação é fundamental para o transporte efetivo e para os treinamentos dos envolvidos na coleta do leite in natura e das amostras.
Para atender a todos os requisitos necessários, a cooperativa adquiriu veículos adaptados para o transporte das amostras de qualidade do leite. Os processos operacionais, como a comunicação, os registros e os critérios para divulgação e treinamento foram definidos com o laboratório.
A prática iniciou, oficialmente, em janeiro de 2016 com a estruturação e validação dos processos operacionais junto à central. A Coopmetro também aproveitou o momento para visitar cooperativas agropecuárias e laticínios que já trabalhavam com o laboratório credenciado à RBQL.
Com esse comportamento, a Coopmetro atraiu mais clientes, novos cooperados e se estabeleceu no mercado de leites, gerando valor aos laticínios e cooperativas agropecuárias. Além disso, a cooperativa implementou uma nova logística de transporte e armazenamento que acelera a entrega do relatório de qualidade de sete dias para um dia.
O responsável por controlar a iniciativa do transporte de amostras da qualidade do leite é o gerente de Operações de Lácteos. O profissional conta com o auxílio de mapas de coletas e recoletas, e programação de entregas nos laboratórios. Além disso, relatórios mensais de Índices de Performances são usados para o monitoramento da prática.
Resultados e aprendizados
Desde que a Coopmetro decidiu se desenvolver no mercado lácteo, passou por diversas mudanças. Com o início da prática em 2016, a cooperativa sentiu a necessidade de fazer as seguintes melhorias:
- Aprimorar a divulgação do projeto e o treinamento dos clientes produtores rurais e cooperados;
- Convênio para coleta de amostras com cooperativa agropecuária;
- Ampliar a quantidade de clientes para o transporte de amostras;
- Melhora no relacionamento comercial com cooperativas agropecuárias.
Com a implantação da prática e das melhorias, a Coopmetro firmou, de 2015 a 2017, nove parcerias e a capacitação de 22 novos cooperados. Já a quantidade de transporte de amostras de qualidade do leite aumentou de 769, em 2015, para mais de 30 mil, em 2017.
Os resultados qualitativos são benéficos tanto para a cooperativa, quanto para os clientes produtores de leite. A Coopmetro se estabeleceu no mercado de laticínios com um posicionamento inovador e competente, e com funcionários preparados. Por outro lado, os clientes entregam produtos de melhor qualidade ao mercado.
CONTATO DA COOPERATIVA
Evaldo Moreira Matos, diretor - evaldo@coopmetro.com.br
Você também tem um case ou uma história de sucesso?
Conte-nos sua história
Veja mais
A satisfação das necessidades e expectativas dos associados é fundamental para o crescimento da cooperativa. Dessa forma, para verificar se os associados estão satisfeitos com a atuação da cooperativa e com as relações sociais estabelecidas, a Cooperativa implantou em março de 2021, a pesquisa anual de governança. A cooperativa baseia sua pesquisa de governança nos quatro pilares de governança corporativa do IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, sendo eles: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa.
O Programa Geração Diamante tem como premissa captar pessoas do público “melhor idade”: 55 anos ou aposentados dentro das três esferas: demográfica, cognitiva e experiencial, para promover a diversidade na agência/setor. Oferendo as mesmas oportunidades para pessoas distintas, respeitando as diferenças e promovendo recolocação no mercado de trabalho.
A Sicredi Celeiro MT/RR sentiu a necessidade de desenvolver um projeto de integração detalhado para seus novos colaboradores. Com inúmeras palestras, cursos, apresentações e jogos, o objetivo da cooperativa é ensinar os trabalhadores sobre a cultura e o funcionamento da organização, proporcionando o sentimento de pertencimento.
A Federação das Cooperativas de Garimpeiros do Pará (FECOGAP) atua para formalizar e tornar sustentável a atividade garimpeira na região do Tapajós, combatendo a ilegalidade e a degradação ambiental. Por meio de cooperativas, promove a legalização dos trabalhadores, o uso de tecnologias limpas para reduzir o mercúrio e a recuperação de áreas com novas cadeias produtivas, como açaí e piscicultura.
