Produção sustentável para crescer
Ajudar pequenos e médios agricultores a produzir soja no Cerrado, seguindo parâmetros internacionais de sustentabilidade, com atenção especial para: preservação ambiental, recuperação de áreas prioritárias, implementação de boas práticas agrícolas, condições de trabalho justas e respeito a comunidade. O que parecia um sonho se tornou realidade para 24 famílias do território Estrada de Ferro, em Goiás, beneficiadas pelo programa de produção sustentável da soja da Cresol Goiás. Nossa história começa em 2016, quando a equipe da Cresol Goiás percebeu um padrão de comportamento entre os cooperados daquela região: sempre que o preço da soja oscilava, a renda das famílias associadas caía. Afinal, eles não tinham uma produção diversificada e, por isso, sobreviviam quase que exclusivamente da venda dessa commodity. Além disso, apesar da presença de instituições financeiras comerciais na região, o crédito rural não estava acessível para uma parcela significativa dessas famílias. A burocracia e o distanciamento dessas entidades do contexto do local emperravam o processo. Foi então que a Cresol Goiás resolveu assumir para si a tarefa de auxiliar os produtores a implantarem um programa que promovesse a produção sustentável de soja, com o objetivo de garantir a venda do produto, melhorando a vida das famílias da região.
PROGRAMA-PILOTO
Com o avanço da monocultura e agricultura extensiva em Goiás, um dos maiores desafios para pequenos e médios produtores do estado era harmonizar a produção agropecuária, a inclusão tecnológica e a conservação dos recursos naturais em suas propriedades. Disposta a mudar essa realidade, a Cresol selecionou 24 famílias cooperadas para serem beneficiadas pelo programa de certificação da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS – da sigla Round Table on Responsible Soy), que tem sede Zurique, na Suíça. Sem fins lucrativos, a organização tem por missão promover o crescimento da produção, do comércio e do uso de soja responsável. Na prática, o produtor de soja que recebe a certificação RTRS demonstra que seu produto foi produzido dentro das normas internacionais de sustentabilidade, cumprindo 98 indicadores de relacionadas às diferentes etapas da produção, desde o plantio até a distribuição dos grãos. Com isso, ele automaticamente ganha maior competitividade no mercado global.
AUMENTO DE RENDA
Já em 2017, o grupo de famílias apoiadas pela Cresol Goiás alcançou 67% dos critérios do padrão RTRS. No ano seguinte, esse percentual subiu para 83% e, em 2019, alcançou 100% dos critérios da certificação. Juntos, os agricultores beneficiados pelo projeto produziram 29,1 mil toneladas de soja 100% certificada nos padrões RTRS, ou seja, seguindo padrões de sustentabilidade para o bioma Cerrado. Além disso, por meio da certificação, essas famílias tiveram um importante acréscimo na renda anual: cerca de R$ 13,4 mil e receberam R$ 889 mil em prêmios por terem alcançado as exigências da RTRS. E como o cooperativismo pensa sempre no desenvolvimento da comunidade onde atua, ao longo dos três anos do projeto, 1.417 famílias receberam algum tipo de formação ou capacitação nos temas de educação financeira, cooperativismo e associativismo e inclusão de jovens nos negócios da família. A Cresol investiu ainda na parceria com organizações sociais e ONGs de cooperação internacional para potencializar o trabalho local no âmbito da educação e assistência técnica.
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A Cooxupé criou o Protocolo Gerações para fortalecer a resiliência climática de seus mais de 20 mil cooperados, dos quais 97% são agricultores familiares. A iniciativa funciona como um "guarda-chuva" de projetos que apoia os produtores na transição para práticas de baixo carbono e regeneração do solo, garantindo a continuidade da produção e o acesso a mercados internacionais exigentes.
O Sicoob Aracoop estruturou um projeto para formalizar e fortalecer a cadeia da piscicultura. Por meio da oferta de linhas de crédito acessíveis, assistência técnica e apoio à regularização ambiental, a iniciativa impulsionou a formalização de centenas de produtores, injetando mais de R$ 32 milhões na economia local.
Ao notar que seus médicos associados estavam enfrentando problemas com atrasos de pagamentos e até calotes por parte dos convênios, a Coopercon criou o Fundo Antecipador de Repasses, que garante o recebimento dos honorários pelos profissionais depois que todas as tentativas de cobrança fora da esfera judicial são exauridas.
Objetivo: Promover e fortalecer as ações de cidadania em áreas ribeirinhas no interior do estado do Amazonas, contribuindo para a preservação da Floresta Amazônica e para melhoria da qualidade de vida das famílias cooperadas. Resultados: Aumento da produtividade: 4 toneladas para 12 toneladas de cacau silvestre. Registro exato dos custos da safra produtiva do cacau silvestre. Melhoria da renda dos cooperados: crescimento de 8% pago às quebradoras, 11% pago aos cooperados comuns e 14% pago aos cooperados com certificação. Agregação de valor com a certificação da produção florestal. Apoio aos núcleos produtivos e associações de moradores e produtores agroextrativistas. Redução do êxodo rural.
