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Rio de Janeiro abraça Cooperjovem

Brasília (12/4/18) – O jeito humanizado de gerar negócio, que diferencia o cooperativismo dos demais modelos econômicos, tem sido disseminado entre jovens de todo o Brasil. Este é o foco do programa Cooperjovem, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) desde o ano 2000 e que está prestes a contribuir com a qualificação dos jovens das cidades fluminenses de São Francisco do Itabapoana e Carapebus.​

No Rio de Janeiro, o Cooperjovem é estimulado pelo Sescoop/RJ e Instituto Sicoob que, desde o ano passado, já é desenvolvido nas escolas municipais de Mendes, Bom Jesus do Itabapoana, Maricá, Campos dos Goytacazes e Vassouras, atendendo a mais de 4,5 mil alunos da rede pública, estimulados a trabalhar cooperativamente por meio de práticas pedagógicas.

A ideia tem atraído cada vez mais o interesse de outros municípios do Rio de Janeiro. Em Angra dos Reis e Três Rios, por exemplo, as tratativas para o desenvolvimento do Cooperjovem já estão avançadas junto às respectivas secretarias de educação.

“É a entrada para uma nova visão de mundo dentro das escolas, uma ferramenta para educar as crianças no sentido de que devemos ser cooperativos, pensando sempre no coletivo e fazendo parte de algo maior e do poder coletivo de transformar realidades”, afirmou a coordenadora de Desenvolvimento Social do Sescoop/RJ, Cristiane Quaresma.

Segundo Silvana Lemos, gestora do Cooperjovem no Rio de Janeiro, pelo Instituto Sicoob, o Programa tem uma proposta desafiadora de ampliar o olhar do educador para além dos muros das escolas. “Instiga a sua prática pedagógica e o estimula a fazer em conjunto com os colegas, com a direção, com os pais, com as associações locais para que o espaço público educacional seja reconhecido como de todos e todas”.

 

EXEMPLO

Alguns trabalhos já estão dando frutos. É o caso do município de Mendes. No local, o Cooperjovem, por meio dos Projetos Educacionais Cooperativos (PECs) – iniciativas que buscam envolver a escola como um todo, a família do aluno e a comunidade do entorno com base nos valores do cooperativismo – já transformou a realidade de comunidade.

Uma horta comunitária foi criada, com a intenção de estimular a alimentação saudável nas crianças e melhorar a qualidade da merenda escolar. Além disso, o PEC contribuiu para o fim da depredação de uma quadra escolar, como conta aSilvana Lemos.

“O problema foi resolvido com duas iniciativas: A primeira uma articulação das Secretarias de Educação e Esporte de Mendes para promover atividades físicas para a comunidade, como futsal e ginástica aberta. Outra iniciativa foi deixar a chave da escola com um líder comunitário que mora ao lado e administra o uso da quadra nos fins de semana. Neste caso, já foram criados até dois times de vôlei que jogam aos sábados e domingos”, disse.

 

SENSIBILIZAÇÃO

No mês de março foi realizado em Mendes, um encontro com professores de municípios – antigos e novos – que aderiram ao Cooperjovem. O objetivo foi apresentar os pontos importantes ao desenvolvimento do Programa, como a qualidade da educação, a responsabilidade das pessoas, o paradigma da cooperação e a reavaliação dos seus PECs, com vistas à melhoria contínua do Programa.

“Este foi um momento de sensibilização, pois oferece novas estratégias de ação que facilitam todo o encaminhamento didático dentro da escola”, explicou Iran Pitthan, instrutor do Cooperjovem desde 2017. (Com informações do Sescoop/RJ)

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